Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.
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Estas “qualidades do Cordeiro de Deus” são as da Natureza de Deus, reconhecidas como intrínsecas ao Filho de Deus que somos. Por quê? Porque Deus e Homem são um, e esta Unidade é integralmente Deus. A Ciência Cristã, à pergunta “O que é Deus?”, assim responde: “Deus é Mente, Espírito, Alma, Princípio, Vida, Verdade, Amor, incorpóreos, divinos, supremos, infinitos”. Neste parágrafo, a autora explica que, ao estabelecermos no pensamento como nossas, as qualidades divinas, a mente, impregnada com a Verdade, neutraliza a mentira agressiva, isto é, o “mal” da crença impessoal.
Todas as qualidades divinas, em nós incorporadas ao pensamento, fazem com que atuemos em nosso dia a dia mentalmente afinados com a Verdade subjacente às aparências. “Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal”, diz a autora, uma vez ser isto o que nos acontece, quando permanecemos alinhados com o Amor divino.
“A doença desaparece ante o pensamento que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais”. Está dada a diretriz geral sobre como lidarmos com a “crença em doença”. Em vez de a considerarmos “no físico”, iremos barrá-la pela proteção de nosso pensamento diante da “sugestão mesmérica”, que procura nos levar a crer ser ela real, enquanto não passa de uma “ação mesmérica” da “mente carnal”.
“Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia”. Aqui, a autora deixa claro que a ação controladora que bane a crença em doença nos é dada por Deus. Abrimo-nos internamente, receptivos à ação divina, que é a ação do Pai como o Cristo que somos, deixando que o Espírito da Verdade “faça a obra”.
Esta é a “Prática da Cura pelo Cristo”, que, ao ser adotada, elimina o medo e nos deixa realmente abertos à manifestação do Poder de Deus em nós.
Este parágrafo se encerra, portanto, com as seguintes palavras da autora: “Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe”.