O reconhecimento constante de QUEM SOMOS e ONDE ESTAMOS, gera, aparentemente, o que chamamos de “agir pelo não agir”. Ele resulta de nossa IDENTIFICAÇÃO com o Reino de Deus e com nossa identidade crística. Esta identificação com a Realidade leva-nos à Oniação divina, e sua “sombra”, na “aparência”, mostra-nos estando onde e com quem devêssemos estar, sem nos prendermos a escolhas ou desejos do ego.
Diz a Bíblia que Jesus viu um publicano sentado à recebedoria, chamado Levi, e disse-lhe: “Segue-me”. E ele largou tudo e o seguiu. Levi ofereceu a Jesus e a seus discípulos um grande banquete em sua casa, onde havia uma multidão de publicanos e outros, juntos à mesa.Vendo aquilo, escribas e fariseus murmuravam contra os discípulos, dizendo: “Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?” A resposta dada por Jesus foi: “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão doentes” (Lucas 5: 31).
“Doentes”, aqui, são todos aqueles que desconhecem a Verdade e a própria identidade divina! O banquete dado por Levi era o cenário para “o agir pelo não agir”, pondo em contato seres conhecedores da Verdade e seres dela desconhecedores. Por que algo desse tipo acontece? POR QUE A REALIDADE É A ONIAÇÃO PERFEITAQUE ENGLOBA TODOS OS SERES.
Aquele que aparentemente se mostra conhecedor da Verdade é Deus em Oniação, enquanto seus conhecedores e desconhecedores, em termos visíveis, são meramente “aparências”. Aquele que conhece estar na Oniação, como era o caso de Jesus, conhece também que todos, igualmente, estão na Oniação, e é este o conhecimento que se estende à visibilidade, promovendo “encontros” que se tornam iluminadores, fazendo que “não sãos” encontrem a Verdade.
Dos inúmeros publicanos existentes, quem apareceu diante de Jesus, para ser por ele convocado, foi Levi, e não algum outro. Nada se dá por acaso! Do chamado a Levi, a cena se desdobrou no banquete, nos seus convidados, e na resposta dada por Jesus aos escribas e fariseus que só conheciam o “juízo pelas aparências”. E podemos imaginar tudo mais que se desdobrou decorrente disso, inclusive esta própria postagem que você, e muitos outros, estejam lendo!
O reconhecimento da Oniação se desdobra, aparentemente, como supostas atividades cotidianas, fazendo os ajustes visíves necessários para que a Verdade seja propagada e conhecida.Estas atividades não são frutos de “escolhas do ego”, seja no sentido de ele procurar somente se relacionar com pessoas do seu agrado, ou, por outro lado, de ele viver à cata de pessoas desregradas para tentar corrigi-las! O “desdobramento visível” da Oniação reconhecido é legítimo quando há “o agir pelo não agir”, sem “mente carnal”, quando meditamos e nos posicionamos inclusos na Oniação do Absoluto,deixando que, em vista disso, apareçam as “sombras fenomênicas” em seu fluir natural ou espontâneo.
A Oniação é a Unidade Perfeita em ação; assim, sua “sombra” também será como unidade, sem que nos posicionemos como “escribas ou fariseus”, A TUDO JULGANDO PELAS “SOMBRAS”!