“Se Eu Te Não Lavar, Não Tens Parte Comigo!”-2

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Mesmo após a ceia, em que os discípulos receberam o “Pão da Vida”, simbolicamente repartido entre eles, ainda não se viam “além de meros discípulos”, continuando a alimentar a CRENÇA em “Senhor e servos”.

“Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros”.

“Lavar os pés uns aos outros” não seria meramente “humildade”! Por quê? Porque o real objetivo último seria o conhecimento da UNIDADE PERFEITA que todos formamos! A palavra “humildade” não tem aplicação na Verdade Absoluta, em que DEUS É TUDO! É uma palavra dualista, ou seja, se alguém se mostra ou não  “humilde”, assim seria sempre em comparação com supostos outros! Algo assim somente se daria  na  identificação por parte de alguém com a sua aparente humanidade, e não ainda com a sua cristicidade. Jesus,  percebendo-os ainda na CRENÇA em “Senhor e servos”,  preparava-os para agir dentro do exemplo dado por ele. Para Jesus, era exemplo de UNIDADE; para seus discípulos, era, naquele momento, exemplo  temporário de HUMILDADE!

“Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou”.

Que sentido tem estas palavras? Explicam que, humanamente, “servo e senhor” trabalham  igualmente,  e com o mesmo objetivo de “lavar os pés uns aos outros”; se o “senhor assim age”, igualmente os “servos deverão  agir”. Que há nesta preparação? A prática da anulação do suposto “ego”,  até então voltado somente a si mesmo e ao próprio bem-estar! Nesse caso, “lavar os pés uns aos outros” atinge amplo sentido, que é o de cada um saber se colocar sempre na posição do seu próximo, fazendo por ele todo benefício possível de ser-lhe feito, e como se estivesse sendo feito para si próprio!

“Não é o servo maior do que o seu senhor, nem é o enviado maior do que aquele que o enviou”. Aqui, é revelado que se levarmos em conta o “mundo fenomênico”, “servos e senhor” são de idêntica natureza: “sombras mortas iguais”, fadadas ao desaparecimento.

“Nem é o enviado maior do que AQUELE que o enviou”. Em outras palavras, DEUS É TUDO, E SE EVIDENCIA COMO SEUS SUPOSTOS “ENVIADOS”!  “SERVOS E SENHOR” SÃO APENAS “APARÊNCIAS”, OU “SOMBRAS”!

Em vista disso, SERVOS E SENHOR TAMBÉM SÃO UM, E SÃO DEUS, VISTOS EM SUAS IMAGENS VERDADEIRAS! Esta é a  Verdade que haverá de ser conhecida por TODOS! E cada suposto “servo” que a for conhecendo, deixará de se achar um “servo humilde”, do “referencial do mundo”, por se perceber na UNIDADE PERFEITA  do ETERNO E VERDADEIRO “REFERENCIAL DE DEUS”!

Continua…>

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