“Em Vão Me Adoram, Ensinando Preceitos Dos Homens!”

“Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”.

Mateus, 15: 9

As revelações de Jesus são divinas, Verdades trazidas a ele diretamente de sua Consciência Iluminada, buscada em horas e horas, e até mesmo em dias e dias de oração, silêncio e escuta interior! Assim pôde ele afirmar: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou” (João, 7: 16). Apesar disso, sabia ele que as Verdades reveladas poderiam ser ditas e até comentadas, mas impossíveis de serem transferidas mentalmente! Por isso, todas as colocações, para não se perderem no vazio do suposto intelecto, ou, para não serem humanamente “traduzidas”, através de supostos “iluminados terrenos”, disse Jesus o seguinte: “ Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João, 14: 26).

Quando falamos com alguém sobre a Verdade absoluta, é comum escutarmos: “Bem, esta pode ser a Verdade para você! É a sua Verdade! Mas, como  você gosta de ser respeitado, deve respeitar também a religião dos outros!” As palavras variam, mas o sentido delas segue basicamente este mesmo conteúdo de suposto “respeito” ao que humanos creem. Ocorre, porém, o seguinte: não existe Verdade para “mim” e outras Verdades para supostos “outros”. Quem assim se defende, apenas prova se prender a um ponto de vista humano, pessoal e não universal! A Verdade absoluta não respeita “preceitos de homens”, sejam eles quais forem! Podem ter o respaldo de igrejas, de denominações, de séculos e séculos de pregações, surgidos de quem quer que possa ser: contudo, se o ensinado não tiver ORIGEM DIVINA, isto é, se não tiver vindo de REVELAÇÃO, não pode nem deve  ser respeitado! O próprio Jesus repudiou “misturas humanas” aos ensinamentos revelados, dizendo: “Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (Mateus, 15: 9).

Há duas formas de nos conservarmos imunes a “doutrinas que são preceitos de homens”. A primeira, é estudarmos o que Jesus disse e, em oração, esperarmos interiormente que haja uma concordância consciencial e  completa sobre o assunto. Quem não estiver disposto a “orar e vigiar sem cessar”, por estar cuidando de “juntas de bois, de ida a casamentos, de casas no campo”, como está na “Parábola do Banquete”, dificilmente terá condições de filtrar “preceitos de homens” para se preservar em “Mim” – na Verdade absoluta revelada pela Consciência Iluminada! Pessoas assim são as que defendem pontos de vista pessoais,  firmam-se de modo irredutível  em seus preceitos, e, mesmo passando a vida inteira sem vislumbrar nada do que “olhos não viram”, não demonstram a mínima abertura ao que seria, realmente,  a SUA VERDADE, caso dessem a si mesmas oportunidade de “serem ensinadas por Deus”.

Todas as passagens das Escrituras que falam sobre “situações humanas” são “preceitos de homens”, inclusive aquelas colocações atribuídas a Jesus ou a algum profeta ou discípulo! Não existe VERDADE EM MUNDO DO PAI DA MENTIRA! Quem se prender fanaticamente a seus “preceitos”,  como se fossem eles revelações divinas, estará desprezando o que constitui uma das colocações mais importantes de Jesus, que é a seguinte: O ESPÍRITO SANTO VOS ENSINARÁ! Sabia que a VERDADE não pode ser ensinada nem aprendida, uma vez que A VERDADE É TUDO! E sabia ter deixado também“preceitos”, de VALIDADE TEMPORAL , assim como  o fizeram Moisés, Paulo, e tantos outros! Sabiam que eram “diretrizes” para um “bom viver” humano,  mas longe de serem VERDADES ABSOLUTAS!

Um exemplo disso, está em Paulo dizer ter dado” leite para beber”, às criancinhas em Cristo, e ter dado “manjar sólido” a outros que não mais se identificavam como “carnais”. A Verdade Absoluta é o “alimento sólido”, ou seja, DEUS É TUDO; e àqueles ainda presos ao julgamento segundo as “aparências”, foram dados “preceitos”, regras de conduta moral e humana, que se mostravam ideais ou adequadas à época. Tais regras se mostravam temporariamente necessárias, enquanto eram substituídas espontaneamente pelas pessoas, tão logo começassem a reconhecer as Verdades absolutas que provinham de Autorrevelação, e nada representavam de valor eterno! Eram meramente “preceitos de homens dados a homens”

Assim disse o apóstolo Paulo:  “A vós, irmãos, não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a carnais, como a criancinhas em Cristo. Eu vos dei leite a beber, e não alimento sólido que ainda não podíeis suportar. Nem ainda agora o podeis, porque ainda sois carnais. Com efeito, enquanto houver entre vós ciúmes e contendas, não será porque sois carnais e procedeis de um modo totalmente humano?” (I Cor. 3, 1-4)

Estas adequações, apesar de serem “preceitos de homens”, não podem nem devem ser confundidas com o que Jesus se referia, ao dizer que “em vão o adoravam”. Qual a diferença? É a seguinte: os fundamentos da Verdade devem estar presentes sempre, mesmo que alguém, supostamente, ainda se mostre “humano ou carnal”. Quando a oração correta é ensinada, e há o estímulo para que sejam levadas a sério, a Verdade que todos somos Se revela, e, aos olhos do mundo, a pessoa vai se mostrando “mais adulta em Cristo”, ou seja, as “aparências” vão se sincronizando com a Verdade.

Neste aparente intervalo em que é feita a “Mudança do Referencial”, quando a pessoa deixa de se identificar com a “mente carnal” para se sentir dotada da Mente de Cristo, o “leite” dado como “preceito” se mostra útil. Ele não ensina algo que vá contra à Verdade! Porém, se as “doutrinas” forem contrárias ao “alimento sólido”, de forma a atrapalhar a livre manifestação de Deus naquele que ora, estas, sim, são as “doutrinas que são preceitos de homens”. Não partem do homem criado por Deus, não explicam, por exemplo, que o Cristo “é tudo em todos”; não levam em conta “a graça e a verdade” trazidas por Jesus Cristo; apenas julgam os seres pelas “aparências”, inculcando comparações, culpas e identificação com a “mente carnal” e suas ilusões.

Como Jesus disse, sua doutrina lhe veio do Pai, e veio igualmente a nós todos, quando abraçamos sem desvios os seus princípios! Por isso, devemos sempre estudar o que Jesus disse, para, sem sair em nada do que ele disse, em suas revelações absolutas, “orarmos e vigiarmos” para simplesmente termos o “coração de menino”, capaz de aceitar que “somos deuses” (João 10: 34), e que “já temos a “glória de sermos um com Deus”, exatamente como ele, formando a “unidade perfeita” (João, 17: 22).

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