Identifique-se Com a Vida De Deus, Comum A Todos Os seres!
Assim como alguém, ciente de estar em seu quarto, perde, aparentemente, este conhecimento, enquanto nele dorme e se vê entretido em seu sonho , também a humanidade, iludida pelo sonho de “existência terrena”, aparentemente, se vê fora do Reino de Deus.
A permanência de todos nós em Deus, em Seu Reino, é Fato espiritual imutável! Não é “conquista”, mas pura percepção. JÁ SOMOS SERES PERMANENTEMENTE EM DEUS, QUE É TUDO!
Toda colocação a partir do referencial das aparências só nos leva a desvios da Verdade consumada! Por isso, precisamos realmente ser firmes no reconhecimento de que “já estamos em Deus e conscientes como a própria Consciência que Deus É”! Para isto, a ilustração do leão criado com cordeiros nos auxilia a compreender este iluminado Fato metafísico de que “já temos” a Consciência divina, aqui e agora. O leão, mesmo tendo sido criado com cordeiros, já tinha a “consciência de leão” em todo o tempo! Jamais estivera sem ela, mesmo enquanto agia induzido pela falsa sugestão de “ser cordeiro”.
Entre em suas “contemplações” com a sua Consciência DIVINA! Não aceite “outra mente” em lugar da Verdade Absoluta! DEUS É A ÚNICA CONSCIÊNCIA REAL EM EXPRESSÃO, E, SEM QUALQUER ESFORÇO, DEUS É DEUS COMO A SUA CONSCIÊNCIA DESTE AGORA!
Quando o leão ouviu o rugido de outro leão, que apareceu no local, houve nele uma espontânea identificação! “ESTA É A MINHA NATUREZA! EU SOU UM LEÃO!”
Os textos da Verdade são o “rugido” que busca sua IDENTIFICAÇÃO IMEDIATA! FEITA COM “CORAÇÃO DE MENINO”! Que significa isso? Significa saltar acima das CRENÇAS! Se é dito que CRISTO É TUDO EM VOCÊ, esta Verdade será vista como SENDO VOCÊ! Se é dito que “A MENTE ONIPOTENTE É A SUA, igualmente, VOCÊ se aceitará SENDO ESTA MENTE ONIPOTENTE! Nunca forçando a suposta mente humana, mas, descartando-a e se vendo com a Mente divina!
Jamais existiu “outra mente” para iludir quem quer que seja! DEUS É A MENTE ÚNICA, E DEUS NÃO SE ILUDE! Portanto, faça sua total IDENTIFICAÇÃO COM DEUS, como fez Jesus, e a Verdade evidenciada será vista como a Verdade que VOCÊ É, AQUI E AGORA!
SOMENTE EXISTE O AGORA!
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Não Se Iluda Com A Crença Em “Dois Poderes”!
A Mente Única, divina e em Oniação, é a Verdade referente a tudo e a todos. Enquanto esta Verdade Se evidencia de modo pleno, neste exato AGORA, uma CRENÇA COLETIVA, aparentemente sustentada pela chamada “mente humana”, ou “mente carnal”, apresenta sua ilusória versão da Existência, chamada “existência humana”. Que diz o ensinamento absoluto? Que esta “existência material” é uma aparente AUSÊNCIA DA MENTE DIVINA, razão pela qual nela tudo é visto como se existissem dois poderes.
Para a Mente Única – DEUS – somente são realidades as Suas “obras permanentes”, mantidas perfeitas como expressões harmônicas de Si mesma. Reconhece a existência de Si mesma como Onipotência onipresente, um FATO natural e incontestável. Em vista disso, os ensinamentos simplesmente revelam: DEUS É! Cada expressão específica de Deus pode assim dizer: “Eu Sou”. Isto significa que cada suposta “expressão material”, apresentada pela ilusória “mente humana”, NADA É! No lugar de cada uma delas, por serem “miragens”, há permanentemente o “Eu Sou”, a real expressão imutável da Mente Única, o Fato real ali especificamente evidenciado.
As chamadas “curas divinas”, feitas por Jesus, ou pelos praticistas de “cura espiritual”, não são, na verdade, “demonstrações de curas”. São “sinais” de que o mundo de doenças e curas, isto é, o mundo da crença em dois poderes, é irreal! Em cada “caso de cura”, o que foi visto e reconhecido por Jesus, ou pelos praticistas, foi A REALIDADE DO BEM PERMANENTE, evidenciado no local, e RECONHECIDO como a única Presença real ali presente. Em outras palavras, onde parecia atuar a ilusória “mente humana”, foi vista, em seu lugar, a atuação da Mente divina, que unicamente reconhece Seu Universo de Luz, e Seus habitantes como Luzes espirituais, perfeitas e eternas!
Todos os cenários tridimensionais mostrados pela suposta “mente humana” , corretamente vistos, e reconhecidos pela Mente de Cristo, são PERFEIÇÃO PERMANENTE! ESTE É O FATO SEMPRE PRESENTE! Unicamente os sentidos humanos dividem a Existência real e perfeita em “imagens sob ação de dois poderes”, simulando uma batalha irreal entre os dois, para que “o bem supere o mal” em seu ILUSÓRIO ponto de vista.
Onde aparenta haver “dois poderes”, há sempre a Onipotência, evidenciada como perfeição permanente. Assim, o que o enfoque absoluto ensina, é que deixemos radicalmente de lado estes cenários engendrados pela ilusória “mente humana”, para que possamos “permanecer em Mim”, no Reino das Obras Consumadas, mantidas pela Onipotência, e que são os FATOS REAIS ali presentes, totalmente alheios às “APARÊNCIAS” ilusoriamente apresentadas pelos sentidos humanos.
“Temos a Mente de Cristo”, disse Paulo, para cortar pela raiz a ILUSÃO de que esta “mente que vê dois poderes” seja a nossa! Diante dos quadros ilusórios, tire-os de aceitação, entre em “contemplação” assumindo “ter a Mente de Cristo”, que é a Mente divina ÚNICA manifesta como a sua Mente individual, e passe a reconhecer com naturalidade estes princípios. Dessa forma, sua identificação com a Verdade o deixará identificado com a Onipresença onipotente, e, ao mesmo tempo, identificado com a Perfeição PERMANENTE do Fato real ali presente. Esta prática de “VER O FATO REAL” – mesmo diante de falsas aparências – é a Prática da Verdade Absoluta.
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Você É O Seu Mestre
Existe somente Deus. Seja qual for a terminologia empregada em artigos metafísicos, o importante é que se faça este reconhecimento: EXISTE SOMENTE DEUS!
O Eu que Eu Sou, o Eu que Você é, o Eu que todos são, é o infinito Eu Único: DEUS! Isto faz com que percebamos com clareza que jamais aprendemos a Verdade com algum “mestre” ou ensinamento humano. O Eu único, Consciência Infinita, que constitui o Universo todo, é o Mestre! Se há a exposição da Verdade neste texto, ela proveio da Consciência una, divina, que é nossa única Consciência.
O Mestre é a Onisciência de nossa Consciência divina, que flui a cada instante como a sabedoria que nos for requerida a cada situação. O Universo espiritual é Autossuprido, e esta condição é permanente, pois os chamados “tempo e espaço” não existem! Tudo é aqui! Tudo é agora! A Consciência da plenitude onipresente, que é a Consciência Iluminada -Deus – aparecendo como nossa Consciência individual, elimina por completo a ilusão ou aceitação errônea de que possa haver algum “aprendizado” da Verdade. Nossa Consciência é a Verdade!
Um mero pensamento ilusório parece separar o nosso ser da Verdade espiritual. O Evangelho de Tomé registra as seguintes palavras de Jesus: “Se vossos guias vos disserem: o Reino está no céu, então as aves vos precederam; o Reino está no mar, então os peixes vos precederam. Mas o Reino está dentro de vós, e também fora de vós. Se vos conhecerdes, sereis conhecidos e sabereis que sois filhos do Pai Vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis em pobreza, e vós mesmos sereis essa pobreza.”
As pessoas estão muito voltadas para o exterior visível! Inclusive as que estudam a Verdade se deixam levar, muitas vezes, por esse errôneo procedimento. Quantas param para perceber o fluir da Vida divina em SI mesmas? Quantas param para conferir a veracidade da declaração: “O Reino está dentro de vós?” A maioria prefere lutar contra as aparências deste mundo, ou se sujeitar a elas, muito embora seja informada de que todas as aparências são ilusão! Puro NADA! “O Reino está dentro de vós, e também fora de vós…” Em outras palavras, EXISTE SOMENTE DEUS!
Ao reconhecermos a Verdade a nosso respeito, “seremos conhecidos e saberemos que somos filhos do Pai Vivo”. Somos uma Individualidade cósmica (filhos do Pai Vivo), integrada ao Todo (Pai Vivo). O Reino, então, está dentro e fora de nós. Isto quer dizer que somos a Unidade espiritual. Quantos não estão confusos diante de tantos ensinamentos e mestres deste mundo, esquecidos desta Verdade de que o Reino já está dentro deles mesmos? Esquecidos de que ELES PRÓPRIOS SÃO O SEU MESTRE?
O Evangelho de Tomé contém ainda esta passagem: “Disse Jesus a seus discípulos: Comparai-me e dizei-me com quem me pareço eu. Respondeu Simão Pedro: Tu és semelhante a um anjo justo. Disse Mateus: Tu és semelhante a um homem sábio e compreensivo. Respondeu Tomé: Mestre, minha boca é incapaz de dizer a quem tu és semelhante. Replicou-lhe Jesus: Eu não sou teu Mestre, porque tu bebeste da Fonte borbulhante que te ofereci e nela te inebriaste. Então tomou Jesus à parte e afastou-se com ele: e falou com ele três palavras. E, quando Tomé voltou a ter com seus companheiros, estes lhe perguntaram: Que foi que Jesus te disse? Tomé lhes respondeu: Se eu vos dissesse uma só das palavras que ele me disse, vós havíeis de apedrejar-me – e das pedras romperia fogo para vos incendiar.”
A percepção de que EXISTE SOMENTE DEUS, exclui ou desfaz a crença de que há “mestres espirituais” fora de nossa própria Consciência. Ter esta percepção significa “beber da Fonte borbulhante”. Você, leitor, é o seu único Mestre, pois DEUS É VOCÊ! Esta Verdade não o tira do mundo, mas revela que você a ele não pertence! Você é Consciência espiritual, e vê este mundo como de fato ele é: Espírito!
Se Jesus fosse o Mestre, não teria tomado Tomé à parte, mas teria ensinado a todos os discípulos sem discriminação. Porém, como dissemos, não existem mestres espirituais fora de nossa Consciência. A Unidade divina, expressa como a Consciência de Jesus e de Tomé, por Autorrevelação, permitiu-lhes a percepção de que TUDO JÁ É DEUS.
Estas linhas não estão sendo escritas meramente para que o leitor passe por alguns momentos de “reflexão espiritual”. Elas estão oferecendo a Fonte borbulhante de seu próprio Ser. Após lê-las, e perceber que somente Deus está sendo Você, será visto com clareza que VOCÊ, SOMENTE, É O SEU MESTRE!
Esta é a Verdade que deve ser oferecida àqueles que aparentemente A estão buscando. A chamada “mente humana” é incapaz de aceitá-La, por reconhecer como existente um mundo repleto de imperfeições e limitações de sua própria imaginação. Assim, jamais devemos discutir ou tentar impor estes Princípios revelados às pessoas desinteressadas do mundo. “EU SOU A VERDADE; EU SOU O MEU MESTRE.”– vivamos esta realidade naturalmente, indicando-A unicamente àqueles que de fato demonstrarem interesse verdadeiro por Ela.
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Identidade Eterna
Quando a autora buscava pela Luz da palavra “Identidade”, um caso aparentemente esquecido há muito tempo veio-lhe à memória com cristalina nitidez. Cônscia de que a Mente Se revela constantemente como resposta Onipresente a toda indagação, manteve a Consciência aberta e receptiva para perceber a revelação presente naquela lembrança. E foi com a Luz revelando o significado daquela ocorrência, que a Verdade total e gloriosa da palavra “Identidade” pôde ser percebida. Graças a isto, você está recebendo agora aquela revelação.
O episódio lembrado era do tempo em que a autora era uma colegial adolescente. Havia chegado um hipnotizador ao lugarejo em que ela vivia e estudava. Como aquilo era considerado um evento, toda a classe compareceu à exibição. No grupo havia um rapaz extremamente tímido, de tal forma, que tinha enorme dificuldade em se postar diante da classe quando era chamado por algum motivo. Quando o hipnotizador solicitou a presença de um voluntário para ajudá-lo na exibição, o grupo de alunos empurrou à frente aquele rapaz tímido. Ao sentar-se, o hipnotizador lhe disse que ele estava colado ao assento da cadeira, impossibilitado de se levantar. E ele parecia estar mesmo incapacitado de se erguer, apesar de todos os esforços naquele sentido. Somente após o hipnotizador informá-lo de que estava livre, pôde ele levantar-se.
Em seguida, foi-lhe asseverado que havia uma enorme maçã grudada na ponta de seu nariz. Suas contorções na tentativa de remover a maçã inexistente eram ridículas. Para nós, aquele foi um espetáculo hilariante, principalmente para aqueles que o conheciam mais de perto. Quanto ao rapaz, ao ser finalmente dispensado, estava tão embaraçado que deixou o local rapidamente, deixando de comparecer às aulas por vários dias.
Este caso foi contado em detalhes porque será muito útil em sua percepção da Luz decorrente da palavra “Identidade”. Que ocorrera com aquele rapaz? Ele se modificara? Tornara-se alguém diferente de quem sempre estivera sendo? Não, em absoluto. O que pareceu ter ocorrido, foi que aparentemente ele havia perdido temporariamente a sua identidade. Lembre-se, porém, de que aquela perda foi somente aparente e de curta duração. Perdera ele realmente a sua identidade? Definitivamente, não. Quando retornou às aulas, continuou sendo exatamente o mesmo rapaz tímido que conhecíamos. Não ocorrera a mínima alteração em sua identidade. Mesmo enquanto passava pelas agruras daquela experiência, sua identidade permaneceu sendo a mesma. Como podemos observar, ele não havia perdido a sua identidade.
Eis a REVELAÇÃO. Tem-nos parecido, também, que temporariamente chegamos a perder nossa Identidade. Porém, esta perda é apenas aparente. De fato, nossa Identidade jamais sofreu alterações nem veio a ser afetada sob qualquer aspecto. No decorrer de toda a eternidade, nossa Identidade individual tem existido exatamente como agora ela se encontra: perfeita, integral e gloriosamente livre. Há uma Mente única Se identificando como cada um de nós, e Ela não está sujeita a hipnotismo ou perda. Na verdade, não existe mente alguma capaz de iludir a Mente única, que é a Mente Global. Deus, a Mente Única, jamais perde a Sua própria Identidade. Deus é Identidade infinita, e está infinitamente individualizado. Deus não perde nem modifica Sua Identidade individualizada, que está revelada como VOCÊ.
Este VOCÊ, que exatamente agora você é, é o VOCÊ idêntico que sempre tem existido, e que sempre vai existir. Você jamais teve início, jamais passa por mudanças, e jamais terá fim. Você jamais chegou a ser um outro, além de Você próprio. A partir de agora, ao dizer: “Eu e o Pai somos um”, saberá que o sentido real de suas palavras é este: “Eu e o Pai somos idênticos”. Deus é o único “Eu” capaz de Se identificar como o “Eu” de VOCÊ.
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“Eu Vos Escolhi Do Mundo!”
“Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece”.
João 15: 19
Uma ILUSÃO tenta se fazer “presença” como coexistindo com a Oniação de Deus. Contudo, a Verdade é que DEUS É ONIPRESENÇA ONIATIVA, o que impede que haja “outra presença” ou “outra ação”, senão a de Deus!
Quando o apóstolo Paulo revelou que “as coisas feitas por Deus” não estão ao alcance da suposta “mente humana”, estava, de fato, revelando a Verdade absoluta de que a “mente humana”, suas atividades, seus feitos, são puramente NADAS! Todos os supostos “sentidos humanos” são puramente ILUSÃO. Que é este suposto “mundo fenomênico”? UMA ILUSÃO VISTA POR UMA MENTE ILUSÓRIA!
Unicamente DEUS é Realidade! Unicamente a ONIAÇÃO DIVINA é ação real! As pessoas identificadas com a “mente ilusória” não conseguirão crer nisto! Buda já havia dito: “Este mundo é maya – uma ILUSÃO!” E o que Paulo disse, endossava Jesus: “Vós, deste mundo não sois”!
Quem estuda a Verdade deve se dedicar diariamente ao reconhecimento da PRESENÇA DO REINO DE DEUS, AQUI E AGORA, NO LUGAR DO ILUSÓRIO “MUNDO FENOMÊNICO”! Perceber-se vivo com a Vida de Deus, perceber-se consciente com a Consciência de Deus! Perceber-se ativo com a Oniação de Deus!
TODA ATIVIDADE DA SUPOSTA MENTE HUMANA É NADA! Uma “sugestão hipnótica”! Uma espécie de sonho! Em vista disso, o que fazemos, conhecendo a Verdade de que DEUS É TUDO, é conscientemente permanecer acima das atividades mortas das “aparências”, “contemplando” a Presença única de Deus em Oniação universal perfeita, vendo o Ser que somos incluso nesta Oniação, e, de fato, reconhecendo esta real atividade divina como TUDO O QUE VERDADEIRAMENTE EXISTE!
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Deus Não Se Esforça Para Ser Tudo!
Toda ideia ou noção de “existência de problema” vem da CRENÇA em “mente humana”, quando sabemos, por revelação bíblica, que “temos a Mente de Cristo”. Esta revelação nos deixa em UNIDADE CONSCIENTE com a Mente real do Absoluto; assim, diante de nossa IDENTIFICAÇÃO com esta Mente verdadeira, fazemos a “soltura” da “sugestão hipnótica” que nos iludia a crer em “problema” e passamos a assumir a Mente divina como sendo a nossa Mente atual e única.
Sempre partimos de Deus como sendo TUDO! E Deus não empreende esforço algum para ser a TOTALIDADE DA EXISTÊNCIA! Quando o Salmo 46: 10 afirma: “Aquieta-te e sabe, EU SOU DEUS”, está tirando radicalmente de cena “outra suposta mente”, que endossa imperfeição e problemas, para que fiquemos INCLUSOS em Deus! E nesta “inclusão”, DEUS É QUEM SOMOS!
Como Deus não faz esforço algum para SER TUDO, o EU, que cada um É, “incluso em Deus”, igualmente não faz esforço nenhum para SER O QUE DEUS É! E este é o “clima da contemplação absoluta”, quando, desligados da ilusão de “mente humana”, calma e serenamente contemplamos a Mente divina, percebendo-se perfeita, em AUTOCONTEMPLAÇÃO, vendo o que REALMENTE É, e percebendo que tudo é Sua OBRA PERMANENTE EM EVIDÊNCIA!
Este “aquieta-te” , dito pelo Salmo, deve, inicialmente, ser empregado como “ordem dada ao mesmerismo”, uma ordem veemente, como as dadas com autoridade por Jesus, tratando as CRENÇAS ERRÔNEAS como “demônios”! Em outras palavras, este “aquieta-te” deve conter o Poder da TOTALIDADE DE DEUS, para que, em seguida, livres da “pressão hipnótica”, possamos “contemplar” esta totalidade divina como o Cristo que somos!
Como eu sempre alerto, os ensinamentos puramente místicos desabituam seus leitores de usarem o “PODER DO AQUIETA-TE”, indo diretamente ao “EU SOU DEUS!”. O correto, entretanto, conforme se constata na prática, é empregarmos a ONIPOTÊNCIA mediante claro uso veemente do “poder da palavra”, expulsando a CRENÇA EM MENTE CARNAL e, logo em seguida, fazendo total IDENTIFICAÇÃO COM A MENTE ÚNICA!
“Cala-te, Satanás!” – assim bradava Jesus, diante da “pretensão” da ilusão em nos falar de suas mentiras! A ilusão é CRENÇA FALSA PERSISTENTE! Não pode ser tratada com carinho! PRECISA SER EXPULSA E RECONHECIDA COMO NADA! Este “trabalho” de expulsá-la é mental, feito com o nosso conhecimento de que DEUS É O ÚNICO PODER! Por isso, após o nosso “AQUIETA-TE”, passamos a nos ver no Universo em que somente DEUS É! E então, faremos a “contemplação” da Verdade: “EU SOU DEUS”, admitindo que a Mente divina é a ÚNICA atuante como o “EU” que somos. Nesta fase da “contemplação propriamente dita”, é que nos vemos “inclusos” em Deus, com a Mente de Deus, EM NADA SE ESFORÇANDO PARA SER TUDO!
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Identifique-se Como O Imaculado Eu Divino!
A grande ILUSÃO de “existência humana” deve ser negada pela raiz, para que não fiquemos no meio do caminho, sempre estudando que DEUS É O SER INDIVIDUAL QUE SOMOS, e sempre “carregando a cruz” das crenças falsas, fazendo também identificação como “seres nascidos em mundo ilusório”.
A pressão da “crença coletiva” aparenta ser real e convincente; contudo, somente aparenta! NADA HÁ, SENÃO DEUS! Portanto, esta Verdade Absoluta deve ser aceita de modo radical e com nossa identificação plena com Ela! “QUEM ME VÊ A MIM, VÊ O PAI!”, disse Jesus sobre o EU presente nele, em MIM e em todos! Este “Eu” é Onipresente!
Se pararmos alguém pelas ruas, e lhe fizermos a pergunta: “Você se considera imaculado, um ser perfeito e sem pecado”? Certamente, de sua boca, ouviremos a CRENÇA COLETIVA! Por quê? PORQUE NÃO TERIA SE DEDICADO À VERDADE REVELADA DE QUE DEUS É TUDO! E, caso alguém que tivesse se dedicado lhe dissesse: “EU SOU UM SER PERFEITO E IMACULADO, À IMAGEM DE DEUS!”, dificilmente ele creria! Seguiria o “julgamento pelas aparências”, próprio deste mundo e próprio da suposta “mente humana”. Por isso, tantas vezes Jesus se viu sendo apedrejado!
Quando aceitamos a VERDADE de que DEUS É TUDO, estamos abrindo mão de TODO JULGAMENTO PELAS APARÊNCIAS referente ao Ser que somos! Não importa o que digam as “crenças coletivas”; não importa o que digam supostos parentes e amigos; não importa que alguns nos achem “boa pessoa” ou que alguns outros nos achem “má pessoa”! O JUÍZO PELAS APARÊNCIAS ESTARÁ ABOLIDO! INCLUSIVE O NOSSO SUPOSTO AUTOJULGAMENTO!
O estudo da Verdade Absoluta honra a DEUS como o ÚNICO EU EM EVIDÊNCIA! De que modo? Através do “JULGAMENTO JUSTO”: CADA UM SE HONRAR EXATAMENTE COMO HONRA O PAI! É desse modo que a UNIDADE PERFEITA pode ser aceita, reconhecida e vivenciada! A UNIDADE PERFEITA É! Não será “formada” em algum suposto “tempo futuro”! TUDO AGORA É! E, NESTE AGORA, SEU EU ÚNICO É PERFEITO E IMACULADO!
É pelas razões expostas que jamais nos identificamos com os supostos “seres humanos”, reconhecidos pela “mente humana”! “SOIS DEUSES!” – disse Jesus (João 10: 34). Sabia que o EU SOU, nele e em todos, é o MESMO! Sabia que o “juízo pela carne” é ILUSÓRIO! Sabia que DEUS É TUDO, A ÚNICA SUBSTÂNCIA REAL E EVIDENCIADA, AQUI E AGORA, COMO CADA UM DE NÓS!
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A Perfeição É!
A maioria dos que estudam a Verdade Absoluta concorda com sua premissa básica: DEUS É TUDO, TUDO É DEUS! Entretanto, quando diante dos “quadros hipnóticos”, chamados de “aparências”, em vez de olhá-los como “sombras pelo chão”, se arvoram na intenção de alterá-las, mudá-las, ou curá-las, sugestionados pela própria premissa correta e adotada. Por quê? PORQUE ACREDITANDO QUE DEUS É TUDO, NÃO CONSEGUEM ADMITIR A IMPERFEIÇÃO VISTA! E esta “intenção de corrigir” puxa toda a atenção para a ILUSÃO DE IMPERFEIÇÃO!
Além da premissa básica, DEUS É TUDO, empenhe-se em adotar a ANULAÇÃO DO ERRO BÁSICO, que é “querer corrigir aparências”. Isto precisa ser treinado conscientemente, para que se torne um hábito junto ao endosso da TOTALIDADE DE DEUS.
Desse modo, além de partir da premissa de que DEUS É TUDO, em toda ocasião em que possa surgir uma “aparência de imperfeição”, imediatamente diga a si mesmo: O BEM É PERMANENTE, QUADRO ALGUM ME LEVARÁ AO ERRO DE ACREDITAR EM IMPERFEIÇÃO E MUITO MENOS AO ERRO DE “QUERER CORRIGI-LA”!
É preciso abraçar corretamente os princípios da Verdade, e, além disso, treinarmos para não repetirmos os velhos erros, todos ligados a “aparências” que se mostram malignas, e que fazem de tudo para nos provocar no sentido de “querer corrigi-las”.
NADA EXISTE QUE ALTERE A PERFEIÇÃO ONIPRESENTE! A PERFEIÇÃO SEMPRE É! Com isto em mente, seja qual for a ILUSÃO de “imperfeição”, vista pelos supostos sentidos humanos, como ensina Marie S. Watts, aquilo, para você, será um “quadro-lembrete”, chamando-lhe a atenção para O FATO PERFEITO, ALI REALMENTE PRESENTE!
A ilustração do faquir que se assustou, vendo uma “serpente” onde, segundos depois, enxergou o que DE FATO EXISTIA, uma corda enrolada, explica o que é a “atração para a ilusão” que os sentidos humanos tentam nos impor. Se estivermos CONVICTOS de que DEUS É TUDO, sejam quais forem as “serpentes”, para nós, sempre serão “cordas”, sem que jamais tentemos “eliminar” as supostas “serpentes ausentes”!
Portanto, se em seu dia a dia alguma “serpente” lhe surgir, sem deixar-se mover emocionalmente, veja-a como “lembrete”: “Olhe a CORDA aqui de novo!”, ou seja, “Olhe a PERFEIÇÃO aqui de novo!”. Assim, a ilusória intenção de QUERER reverter algo sempre PERFEITO, mas “visto” como se fosse “imperfeito”, pela “crença em imperfeição”, será barrada!
Treine esta “prática de reconhecimento do Bem permanente”, até dominá-la a ponto de desacreditar de toda “imperfeição aparente”, por estar CONVICTO da “PERFEIÇÃO SUBJACENTE”!
LEMBRE-SE: DEUS É TUDO; LOGO, A PERFEIÇÃO SEMPRE É!
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PS: Está sendo hoje reiniciado, pelo Blog Consciência Iluminada, o estudo da Verdade ligado à libertação das crenças hipnóticas que tanto iludem a humanidade, mesmo sendo hipnotismo puro. O estudo tem por base o excelente texto da Ciência Cristã: O CORDEIRO DE DEUS DESTRÓI O MAGNETISMO ANIMAL.
www.consciencia-iluminada.zip.net
Virão Dias Em Que Me procurareis, E Não Me Achareis!
Há pessoas que, em tempos de harmonia da suposta vida humana, deixam de dar atenção e importância maior ao estudo e prática da Verdade. Iludidas pelo “bem-estar” das “aparências”, somente ficam a desfrutá-lo; desse modo, quando o quadro ilusório muda de repente, mostrando “aparências negativas”, elas se mostram inteiramente abaladas!
A Realidade imutável, em que devemos “permanecer”, está acima das “aparências” deste mundo, tanto boas quanto más! O mundo é uma irrealidade formada de “crenças”, e nada mais! Assim, quem estuda a Verdade não deve se firmar em “aparências”, e sim na perfeita Obra Consumada de Deus, onde, de fato, vivemos eternamente!
No Evangelho de Tomé, Jesus diz: “Muitas vezes desejastes ouvir estas palavras que vos digo, e não achastes ninguém que vo-las pudesse dizer. Virão dias em que me procurareis e não me achareis”. Explicava a Verdade Absoluta de que “Deus não é achado por seres humanos”, mas sim, pela negação de cada um como carnal, mediante sua admissão de ser o Cristo, um ser já em unidade com Deus. Desse modo, a frase de Jesus poderia assim ser escrita: “Virão dias em que me procurareis e não me achareis, dias em que sumireis para que Eu, somente, seja quem sois”.
Estas percepções, advindas das “contemplações absolutas”, devem ser a nossa prioridade de cada dia, para que não nos acomodemos às boas aparências e, de outro lado, não nos sintamos perdidos, caso as aparências se mostrem más. NENHUMA “APARÊNCIA” É REALIDADE!
A frase de Jesus contém ainda o seguinte significado: quando alguém se distancia do estudo da Verdade, ao se vir necessitado dela, não se achará em sintonia com Deus, por se ter permitido ficar o tempo todo em sintonia com o ilusório “mundo de aparências”.
Esteja alguém na “melhor de suas fases humanas”, deve ele procurar a Verdade ainda mais, em si mesmo, sem se deixar iludir pelas “aparências” deste mundo! Quem assim fizer, viverá na Paz do Cristo, a “Paz que excede todo entendimento humano”!
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Estando Ou Não Em Meditação, O Cristo é Tudo Em Você!
A “crença em dois mundos” é a ilusão que pretende nos iludir a crer que, encerradas as “contemplações absolutas”, novamente voltamos a encarar um “mundo de limitações”! Esta “crença coletiva” precisa ser anulada com dedicação, para que saibamos que nossa Presença é DEUS, estejamos ou não em horários de meditação contemplativa.
A Bíblia diz que, “se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo” (Rom. 8: 17). Como toda Verdade, este Fato é também universal, evidenciado AGORA, para cada Filho de Deus. E é permanente! Isto significa “permanecer conosco” sempre!
Se meditarmos e contemplarmos nossa Presença na Realidade divina das “riquezas celestes”, devemos reconhecer esta “permanência”! Jamais creia que, após suas meditações, você volte ao suposto “mundo limitado” das “aparências”, mostrado pelos sentidos humanos! Acreditar nisso seria negar toda a “contemplação absoluta”, decaindo à ilusória captação da Existência pela suposta “mente humana”. SUA RIQUEZA É SUA UNIDADE COM O DEUS ÚNICO E INFINITO! Jamais depende de “aparências visíveis”, que são meramente “sombras mortas”, “miragens”, irrealidades!
Sempre que estes “quadros hipnóticos” estiverem à sua frente, tentando induzi-lo a neles acreditar, lembre-se de QUEM VOCÊ É – DEUS MANIFESTO COMO SER INDIVIDUAL -, e confirme a Verdade que VOCÊ SEMPRE É!
O “mundo de aparências” jamais foi, é ou será “fonte fidedigna” de informações relativas a VOCÊ! Isto por ser ele uma “encenação ilusória” da suposta “mente carnal”, mente irreal e inapta para saber QUEM VOCÊ REALMENTE É, para poder emitir parecer a seu respeito!
A Mente de Cristo é a sua Mente real e única, sempre endossando sua Identidade Crística, sua posição de unidade na Oniação, e sua condição eterna como “herdeiro de Deus”.
Jamais troque esta VERDADE ETERNA por “crenças coletivas” temporais e FALSAS! Reconhecer que, em meditação ou fora de meditação, a VERDADE QUE VOCÊ É, É PERMANENTE, evitará que você seja iludido pelos “sentidos humanos”, que o mostram equivocadamente como “alguém do mundo”.
VOCÊ VIVE EM DEUS, TEM EM DEUS O SEU SER, E SUA UNIDADE COM DEUS É PERMANENTE; RECONHEÇA ESTA VERDADE, E VOCÊ NELA FICARÁ ESTABELECIDO!
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“Expulsai Os Demônios”
A ordem “Expulsai os demônios” já pode ser posta em prática, pois agora estamos capacitados a executá-la com visão espiritual e autoridade divina.
Os “demônios” são as falsas crenças genéricas que têm perpetuado desde o início dos tempos; e, a principal delas chama-se “individualismo”. Cristo ensinou que toda realidade é una, sem partes ou diferenças, ou seja, ensinou ser impossível reconciliar o nosso “Eu” com uma mente humana ou individualidade. Pelo contrário, o homem genérico prega a doutrina da apoteose, isto é, a deificação da mente humana.
A renúncia a toda obediência a personalidades ou doutrinas humanas nos conduz à iluminação flamejante e à convicção de que inexiste qualquer “outro” ao lado do Eu Universal. Este Uno exige nossa total atenção. Verdadeiramente, teremos de clarear nossa visão até que nada nada mais seja posto diante dela, a não ser o Eu perfeito e Sua perfeita expressão.
Por outro lado, isto é, do ponto de vista de que nada mais existe, se torna fácil entender que as formas discordantes chamadas doença, pobreza ou desarmonia de toda espécie, não possuem nelas Deus algum ; portanto, não têm nenhuma vida , nenhuma ação, e nenhum poder.
Porém, que daria origem àquelas aparências? Podemos atribuí-las diretamente aos pensamentos e sentimentos errôneos; eis o porquê delas assumirem forma. Entretanto, tais pensamentos são inteiramente falsos, por terem sido construídos sobre a errônea premissa de que existe outra mente, ou consciência, além daquela que é Deus; e de que estes pensamentos malignos possuam poder.
O grande realismo permanece intacto. A Mente ou Consciência única que temos, é aquela que é Deus. Logo não pode haver, e não há mesmo, nenhuma forma real discordante; nenhum pensar errôneo; nenhuma outra mente, vida ou existência.
Em virtude do fato de que Deus é tudo, e de que inexistem outros pensadores pessoais, conclui-se que todos os resultados atribuídos àqueles pensamentos são míticos e espectrais: vazios de existência.
Consideremos a reinante praga dos pulgões japoneses. Analisemos, neste exemplo específico, o que deve ser expulso. Tais pulgões expressam ou representam vida? São unos com a Vida que é Deus, o Todo? Não. Por certo eles voam, têm bonitas cores, e, aparentemente, têm a mesma vida que nós temos. Porém, que estariam representando? Eles retratam os pensamentos, ações e sentimentos dos povos e nações em guerra, uns com os outros. Aqui se cumpre a profecia de Jesus, quando disse: “Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, além de fomes e pestilências”.
Alegar que a vida-Divina inclui, de alguma maneira, uma forma de vida que seja uma peste, significa interpretar erroneamente a Existência. Além disso, em vez de atribuirmos a tais insetos a mesma vida que somos, iremos expulsar a forma de vida que eles aparentam possuir; e negar qualquer realidade nela. Sendo descartado o seu semblante de vida, pelo entendimento de que eles simbolizam ignorância, desobediência, treva e engano, que não existe vida ou realidade neles, irão desaparecer em sua própria nulidade.
Pondo em prática este princípio, recentemente a autora pôde presenciar esse tipo de demonstração. Os pulgões, que vinham atacando as plantas no jardim, foram encontrados sem vida em consequência disso. Um leve toque, dado nos ramos, e eles cairam das folhas ao chão, pó a pó.
Disse Jeremias: “Todo ourives é envergonhado pela imagem que ele esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego.” (Jer. 10:14). Ezequiel teve uma visão similar, quando escreveu: “Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel? … Eles criaram as imagens de suas abominações, e de suas coisas detestáveis.”
Uma praga ou pestilência retrata avareza. destruição, guerra, luta, mesquinharia: tudo baseado no erro primário de que a Mente pode ser múltipla; de que a Vida possa estar separada e, seres humanos sejam capazes de entrar em guerra, uns com os outros.
Alguém preso a uma mente pessoal ou intelectual humana se desgasta com suor e lágrimas; ele caminha em trevas, dorme em trevas e produz em trevas. Esta é a “terra distante” em que, em crença, ele atua afastado de sua Mente real e de seu verdadeiro estado de Ser, até que, finalmente, lhe chegue a compreensão que uma mente pessoal, ou mentalidade individual, não é para ser transformada ou treinada de nenhuma maneira: ela é para ser abandonada por meio de uma renúncia completa.
A Bíblia nos incita a volver nossos corações para a luz, pois o “coração” denota as aspirações e afeições puras e espirituais. Jesus procurou os puros e simples de coração para semear seu ensinamento. Sabia da dificuldade que os intelectualmente ricos teriam para entrar no Reino do Espírito.
Estabelecidos como o Um, nós assumimos nossa prerrogativa de ser uma lei para o nosso Eu; que nada pode estar conosco sem que seja saudável, perfeito e puro.
“Não vos alegreis porque se vos sujeitam os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.” Lc: 10;20. Assim falou Jesus àqueles que por ele foram enviados para pregar e curar. A alegria não deve estar ligada à demonstração; devemos nos alegrar por termos descoberto que nós próprios, e todos os demais, somos a Verdade e a Vida. Como devemos ficar alegres e felizes!
O tratamento de Jesus era administrado como Palavra Falada: a Palavra de poder; a Palavra de ordem. O Eu fala ao Eu, com poder e autoridade, dizendo: Saia! Jubilosamente, o Eu ouve e o Eu responde.
Das profundezas do Amor divino, a Palavra sai; e é cumprida. Ela não leva em conta personalidades ou bloqueios mentais; tampouco busca modificar alguma assim chamada consciência. A Palavra emana do Eu; Ela é o Eu; e é a própria autoridade.
O Eu é isento de todo tipo de limitação; sem discrepância ou discriminação. Ele é poder, Todo-poderoso. Ele vê a Si próprio como o Incondicionado – o livre e irresistível, sempre.
Conheça seu Eu! Ame seu Eu! Quem está em todo o céu e a terra, senão seu Eu? Não diga “Eu Sou”, exceto em nome do Uno: o Eu que era; que é, que sempre será; em quem não há sonho nem oposição de qualquer espécie.
Eu sou Amor, Eu sou Entendimento, Eu sou Paz, Eu sou Abundância; igualmente presente em todo ponto. Eu sou a demonstração do bem eterno, sempre. Nada Me pode ser acrescentado; nada Me pode ser tirado. Eu e a minha criação somos Um; e preencho a Infinitude.
“O Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome.” Zacarias 14: 9. O Senhor é o Ser infinito. Seu nome é um; e Sua identidade é uma. Sua harmonia é uma; Sua atividade é uma.
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Rom. 8; 31. Ninguém! Nada! Nada existe para se Lhe opor! Nada para ser contrário! Nada para estar separado! A divina Consciência reina, e é tudo- em-tudo.
Conhecedor deste sempre existente Fato da Existência, Cristo ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” Mc 16; 15. Amados, obedeçamos ao nosso Redentor! Passemos a pregar o Evangelho da Unicidade e Totalidade a todo aquele que possa ouvi-lo. Passemos a ensinar a Mensagem da Ontologia: Perfeição indivisível, Completeza, o Eu-Sou-estado-de-ser. Previnamos a todos que deixem de pensar a partir da premissa de um homem em busca de seu bem; em vez disso, assumamos o correto estado do Ser, vivo por toda a Eternidade.
Uma vez aceito nosso verdadeiro estado, estaremos prontos para seguir crescentemente rumo à plena luz e revelação, ou seja, “contemplarão a sua face, e nas suas frontes estará o nome dEle. Então já não haverá mais noite, nem precisarão eles de luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”. Apoc. 22: 4-5.
F I M
Contemple Seu Corpo Incluso Na Oniação!
Somente existe Deus, Realidade universal oniativa, em atividade constante, perfeita e onipresente. Quando contemplamos a Verdade Absoluta, partindo da TOTALIDADE DE DEUS, devemos sempre incluir a percepção do Corpo como estando ativo por estar incluso na Oniação.
Não existe “corpo físico” em parte alguma do Universo, que é inteiramente da natureza de Deus, que é Espírito. Um Poder único, em atividade onipresente, se faz presente como o Corpo específico a que chamamos de “nosso Corpo”.
Quando a Bíblia diz que “o Verbo se fez carne”, o que veio sendo entendido e passado à humanidade, é a CRENÇA FALSA em materialidade, uma CRENÇA FALSA em “encarnação”. Jamais houve alguém “encarnado”, ou Deus não seria Espírito onipresente! O sentido da citação é outro: O VERBO, PARA A MENTE CARNAL, É “CARNE”! Em outras palavras, o seu Corpo é VERBO, em sua Realidade eterna, e é “visto como carnal”, pela ilusória “mente carnal”. Enquanto não for aceita a Verdade de que o suposto “mundo fenomênico” é irrealidade, teremos estas CRENÇAS FALSAS, contrárias à TOTALIDADE DE DEUS COMO ESPÍRITO, sendo aceitas e difundidas.
Jamais DEUS Se faz “carne”, assim como jamais “alguém se faz vidro”, caso veja seu corpo numa tela de TV. O “corpo de vidro” está no instrumento de exibição da imagem do corpo, sem jamais ser o corpo. Analogamente, o suposto “corpo carnal” está no instrumento de exibição da imagem fenomênica do corpo, a suposta “mente carnal”: JAMAIS DEIXOU DE SER DEUS, LUZ, ESPÍRITO!
Assim como a “imagem de corpo” na TV pode se mostrar distorcida, por alguma falha na captação, a “imagem fenomênica de corpo”, mostrada pela “mente carnal”, igualmente pode se mostrar distorcida; entretanto JAMAIS O CORPO ESTÁ DISTORCIDO! O CORPO É “TEMPLO DE DEUS”, ESPIRITUAL E PERFEITO PERMANENTEMENTE! Quando “transcendemos” as “imagens distorcidas”, entendendo-as como IMAGENS FALSAS, ficamos aptos a reconhecer a Verdade sobre o Corpo: O CORPO É DEUS, ESPÍRITO, LUZ, PERFEIÇÃO INCÓLUME!
Na “Prática do Silêncio”, jamais leve consigo “imagens falsas” do corpo! Vá direto à percepção da Onipresença ESPIRITUAL de Deus e à Oniação divina, que engloba toda a “ATIVIDADE PERFEITA DE SEU CORPO”, OU SEJA, CONTEMPLE A ONIAÇÃO ABRANGENDO A TOTALIDADE DA ATIVIDADE DE SEU CORPO.
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Como A Verdade Absoluta Funciona…
A primeira coisa a ser reconhecida, uma vez aceita sem reservas a Verdade de que DEUS É TUDO, é “contemplarmos” esta Verdade, deixando de lado todos os supostos planos e ideias do mundo, para unicamente nos vermos “posicionados” ou “integrados” à Realidade PRONTA e à Sua Oniação, que é a atividade de Deus – deste AGORA – evidenciando-Se como a Atividade específica do CRISTO QUE SOMOS.
Enquanto isto não estiver bem claramente entendido, aceito e contemplado, significará estarmos abrindo brechas para a ilusória “presença humana” permanecer e se preocupar com algum suposto “atendimento de seus objetivos”.
No ensinamento absoluto, como DEUS É TUDO, não há os chamados “servos de Deus” – úteis ou inúteis – supostamente agindo em coexistência com Deus! DEUS É TUDO E, EM SUA ONIAÇÃO, SE EVIDENCIA COMO O CRISTO COMPLETO QUE SOMOS, AQUI E AGORA! DEUS, COMO SEU EU, AUTOMANIFESTA-SE DE MODO AUTOSSUPRIDO E PLENO!
É comum alguém dizer: “Eu tenho feito as meditações contemplativas silenciosas, de reconhecimento da totalidade de Deus, MAS, A HARMONIA AINDA NÃO SE MANIFESTOU EM MINHA VIDA!”. A pergunta é: QUE “EU” É ESTE?
As “contemplações” são de ENTREGA À ONIAÇÃO JÁ ATUANTE, PERFEITA E PERMANENTE DE DEUS, sem jamais haver em cena “outro eu”, esperando e, portanto, endossando o tempo, para que a “harmonia” se restabeleça! NÃO HÁ RESTABELECIMENTO DE HARMONIA, UMA VEZ QUE A HARMONIA ABSOLUTA SEMPRE É!
Sempre que ideias de”cura”, de “restabelecimento de harmonia”, ou algo do tipo, se mostrarem presentes, “presente” estará a suposta “mente carnal”, e não o reconhecimento absoluto da TOTALIDADE DE DEUS em que somos, AQUI E AGORA, inclusos em Sua ONIAÇÃO PERFEITA! Um “raio de sol” estaria ansioso para “ver efeitos do Sol nele mesmo”? Não! Ele estaria sendo “o raio resplandecente que é”, e ponto final!
Em vez de “avaliar resultados” de “contemplações”, estude a fundo estes “princípios da Verdade” para realmente neles PERMANECER! E então, VOCÊ, de fato, poderá “PERMANECER EM MIM”, ciente de ser VOCÊ – O PAI SENDO O FILHO COMO VOCÊ – AQUELE QUE JÁ ESTÁ REALIZANDO O UNIVERSO CONSUMADO ATRAVÉS DO CRISTO QUE VOCÊ É, OU SEJA, AQUELE QUE É A ONIAÇÃO NO LUGAR EM QUE VOCÊ ESTÁ!
Não existe “princípio absoluto” para endossar vontades ou desejos do ego! Por isso, estas CRENÇAS devem ser descartadas antes das “contemplações”, através de uma radical MUDANÇA DE REFERENCIAL em que “a Onipresença, em Sua Oniatividade, seja entendida como a nossa Presença divina isenta de ego, já ATIVA, aqui e agora, como O FILHO DE DEUS que somos!”
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A Cristicidade Na Vida Prática

A revelação “Cristo é tudo em todos” (Col. 3: 11), quando posta em prática, constitui a vivência maior do mandamento “Ama a teu próximo como a ti mesmo”. A realidade sobre a identidade de todos é a “Cristicidade”, jamais tocada pelas crenças do mundo. É preciso que isto esteja bem claro, para que, ao recordarmos o alerta de Jesus, “Negue-se a si mesmo”, não o entendamos como negação de algo real ligado ao Ser que somos.
“Pela carne a ninguém julgo”, disse Jesus. Isto revela a “prática da Cristicidade”, ou seja, contemplamos o Cristo como a totalidade do nosso Ser, e o fazemos de igual maneira, reconhecendo o Cristo como tudo em todos aqueles com quem entramos em contato.
Se o morador de um prédio de 40 apartamentos solicitasse que os 39 vizinhos fizessem uma descrição de como estariam vendo o zelador, ele teria 39 opiniões diferentes, pois, elas teriam origem no “juízo pela carne”, e, no caso, origem em “mente pessoais”; assim, cada um também estaria avaliando A SI MESMO de igual maneira, limitada e finita, segundo as informações da suposta “mente carnal”.
Caso Jesus, que disse “não julgar pela carne”, passasse pelo edifício, veria o CRISTO sendo a totalidade dos quarenta moradores e também do zelador. Estaria vendo a Onipresença divina composta por cada um deles, e repetiria o que disse em seu Sermão do Monte: “Sois a Luz do mundo!” Estaria vendo-os pela Cristicidade, real, permanente e eterna, sem levar em conta a visão pela humanidade, irreal e transitória!
Há 150 anos, o prédio e seus moradores não existiam; entretanto, o CRISTO SENDO TUDO EM TODOS já estava sendo a Verdade eterna! Jesus, no caso, estaria vendo a VERDADE, enquanto todos os demais, vendo e opinando pareceres “segundo a carne”, estariam unicamente “vendo a ilusão”.
A Verdade vê a Verdade, e a ilusão vê a ilusão! Praticar o Amor divino é praticar a Verdade de que cada Filho de Deus é a TOTALIDADE DE DEUS, AQUI E AGORA! Para isso, nenhum esforço nos será necessário! A VERDADE É! Se virmos alguém “imperfeito”, necessitado de cura ou de melhoria em algum setor, significa que “julgamos pela carne”, isto é, não NEGAMOS A NÓS MESMOS, como carnais, para podermos, em termos absolutos, amar ao próximo como a nós mesmos! Mas isto não deve ser encarado como “falha”, mas como “lembrete”, para que façamos imediata “troca de referencial”, do humano para o crístico! Feita esta “correção”, estaremos aptos a “dar testemunho da Verdade”, assim como Jesus o deu, entendendo cada suposta “pessoa” não mais como “aparência transitória”, mas como O SER QUE INCORPORA A TOTALIDADE DO CRISTO.
Jesus, consciente de ser a totalidade do Cristo, assim disse: “Eu Sou o Pão da Vida”. E “dividindo” este Pão com seus discípulos, revelava o “Pão Onipresente” em todos, ou seja, revelava sua “Visão crística” apta a discernir O CRISTO SENDO TUDO EM CADA UM DELES, na UNIDADE PERFEITA DA ONIPRESENÇA!
Esta “Visão” é a verdadeira “contemplação da Verdade” também em nossa suposta “vida cotidiana”.
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A Ciência Mental E O Poder Da Palavra-14 (Final)
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Como a suposta mente humana opera levando em conta suas duas subdivisões – o consciente e o subconsciente -, toda a Ciência Mental procura deixá-las afinadas com a mesma convicção de “prece atendida”. Isto significa que, se o consciente afirmar um fato, o subconsciente deverá estar alinhado com ele. É isto que muitos não entendem, por não saberem que o subconsciente, que forma 95 % da mente , pode, de início, estar retendo uma crença contrária àquela que é afirmada pelo consciente, que é apenas 5% da mente, atrasando a manifestação visível do efeito desejado.
Esta necessidade de a mente consciente e subconsciente estarem operando em unidade é explicada através de uma analogia com a forma de saltar usada pelo cabrito montês. Ao ser estudado sobre como podia viver saltando entre os montes sem cair, ficou-se sabendo o seguinte: o cabrito montês, ao desocupar o local que o sustentava para dar seu salto, fazia com que suas patas traseiras ficassem exatamente onde as dianteiras estavam segundos antes. Dessa forma, as patas dianteiras e traseiras se entendiam em unidade, dando-lhe o domínio de movimentos sem o risco de quedas.
O consciente representa a função das “patas dianteiras”, marcando o local exato em que as “patas traseiras” deverão pisar e as substituírem, ou seja, a função de apoio do subconsciente. E então a Ciência Mental explica: “Quando as patas traseiras estiverem pisando no mesmo local deixado pelas patas dianteiras, a “prece é atendida”, ou seja, se a pessoa afirmar: “Eu tenho saúde inabalável mantida por Deus!”, se o seu subconsciente estiver saturado com esta mesma ideia, sua afirmação será “prece atendida”. Por outro lado, se as “patas traseiras” ainda estiverem vacilantes quando ao local exato a ser pisado, a pessoa deverá fazer as programações mentais até que o subconsciente, antes com crenças contrárias arraigadas, seja renovado dentro dos padrões das Verdades afirmadas pelo consciente.
Esta série de artigos procurou dar uma visão global do correto uso da mente, e, também, explicar como não usá-la indevidamente. Exemplo disso está no que acaba de ser exposto: se a pessoa afirma “ter saúde infinita”, e caso ela não “surja de imediato”, não deverá jamais mentalizar que “de nada adiantou”, ou que “mentalizou saúde e os sintomas permaneceram”, etc.. Toda negatividade deverá ser abolida convictamente!
De pouco adiantará alguém contemplar que “o Cristo é o seu real ser”, e, em seguida, apresentar um discurso diário em contrário, confirmando a ILUSÃO, confirmando “aparências negativas”, e disparando esse tipo de conversa o tempo todo, e com todos a quem possa encontrar em cada um de seus dias. As”contemplações absolutas” devem ser endossadas pela Ciência Mental e pelo Poder da palavra, de modo que possamos desfrutar realmente de seus benefícios de uma forma científica.
F I M
Livre Do Medo Quando Se Dá Tratamento A Outrem
Que maravilhoso é receber um pedido de tratamento pela Ciência Cristã, por parte de outras pessoas. Quando se solicita aos estudantes da Ciência Cristã que orem especificamente por outros, podem estes regozijar-se pela oportunidade que lhes é concedida de glorificar a Deus através do Seu poder sanador.
Mas o que fazer quando, por ser a primeira vez que nos pedem para orar por outrem ou apesar de já termos alguma experiência anterior, o medo aparece, tentando sufocar o nosso mais empenhado desejo de curar? Como é que poderemos ver-nos livres desse medo?
Em Ciência e Saúde a Sra. Eddy revela a importância de lidar com o nosso próprio medo: “Para teres êxito na cura, precisas vencer teus próprios temores, bem como os de teus pacientes, e adentrar-te numa consciência mais alta e mais sagrada”.
Talvez o medo mais comum que ensombra qualquer empreendimento humano seja o medo de fracassar. Este consiste no medo de não se possuir o conhecimento ou o entendimento necessários para cumprir uma dada tarefa. Efetivamente seria bastante razoável sentir medo de fracassar, quando se trata alguém pela Ciência Cristã, se não fosse a existência do seguinte fato: Deus, o Amor divino, é infinito, é Tudo, e o homem existe já como a expressão desse Amor.
Se a cura pela oração fosse uma questão de, através do nosso melhor esforço, fazermos com que uma determinada e potencial realidade se manifestasse, por exemplo, a saúde do homem, então haveria razão para se sentir medo. Mas a grande e maravilhosa novidade da Ciência Cristã é que a saúde, a inteireza espiritual e o bem-estar do filho de Deus não são apenas uma possibilidade; são efetivamente a realidade atual. A Bíblia informa-nos que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Por certo, a imagem e semelhança do puro Espírito não está doente. Se temos receio de que nossas orações em favor de outrem não sejam eficazes, é provável que necessitemos aceitar mais profundamente o fato de que o bem-estar do homem é invariável e que é consequência de ser este o filho muito amado de Deus.
É com certeza fundamental, durante a nossa demonstração progressiva desta verdade acerca do invariável bem-estar do homem, que possamos renascer cotidianamente através do crescimento individual do caráter cristão, com amor altruísta e humildade. Dessa forma desenvolvemos nossa própria salvação e tornamo-nos aptos a auxiliar os outros a fazerem o mesmo. Mas é importante, à medida que trabalhamos para crescer em graça, que não pensemos em nós nem nas pessoas que estamos a ajudar, como sendo meros mortais, tentando demonstrar a realidade espiritual. Para nos livrarmos do medo temos de compreender clara e nitidamente que o Amor onipotente é o único poder sanador e que, em verdade, não somos mortais que se esforçam para demonstrar o reino dos céus, mas sim imortais vivendo no reino de Deus, inseparáveis do Amor divino. A sensação de sermos mortais trabalhando sozinhos para conseguirmos a cura poderia, de fato, produzir o medo de fracassar, enquanto que a compreensão de que somos imortais, refletindo o poder do Amor, destrói o medo.
Às vezes, quando oramos em prol de outrem, nos pomos a imaginar que nalgum outro período da experiência vivida por nós ou por outros, a aplicação da Ciência Cristã poderia ter sido mais eficaz. O que fazer, se algum desses exemplos vem ao nosso pensamento? A única forma de nos libertarmos do medo relacionado com esses acontecimentos consiste em corrigirmos o nosso pensamento acerca deles através da oração. Ao volvermo-nos para o Amor divino em busca de uma visão mais ampla da sua terna presença e cuidado, conseguimos ver que todos os envolvidos nesses acontecimentos jamais foram mortais esforçando-se por demonstrar a Verdade. Pelo contrário: todos os envolvidos são, na realidade, filhos perfeitos de Deus, refletindo a Mente divina e única, possuindo bem-estar e autoridade, consciente disso.
Todos nós estamos a aprender a seguir, com crescente fidelidade, o exemplo de Cristo Jesus, o que inclui demonstrar mais eficazmente o poder curativo da Verdade, que ele ensinou e viveu. Como em qualquer disciplina, o estudante sensato não se condena por não ser tão bem sucedido quanto, com certeza o será quando tiver experiência, mas trabalha dedicadamente para aprender com a sua própria experiência e avançar. O mesmo acontece ao aprender a praticar a cura cristã.
Algumas vezes o medo ao fracasso parece justificável. Vejamos Simão Pedro, justamente antes de ser chamado para ser um dos discípulos. Jesus disse-lhe para ele fazer-se ao largo com o seu barco e lançar as redes. Simão Pedro replicou: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos.” No entanto, ele obedeceu. Como resultado, a pescaria foi de tal forma abundante, que as redes começaram a rasgar-se e os seus colegas de outro barco tiveram de ajudar.
Uma das lições que talvez possamos tirar deste acontecimento é o de que devemos ativamente esperar que a cura completa e imediata ocorra, mesmo que para isso tenhamos de orar repetidamente. Com efeito, tal expectativa é parte integrante do tratamento pela Ciência Cristã.
No tratamento de outros, pode acontecer não duvidarmos nem de Deus nem da eficácia da ciência Cristã, mas sim de nós mesmos e de nossa capacidade. Mas será que esta dúvida em relação a nós tem validade?
Em certo sentido, duvidarmos de nós mesmos é idolatria. Trata-se de conceber um deus ou uma mente separada da Mente divina, cuja expressão é o homem, e atribuir a esse fato sentido de mente e de capacidade de duvidar. Mas uma mente autônoma e com a capacidade de duvidar de si própria nunca foi criada por Deus. Portanto, tal mente é apenas uma crença sem poder, uma suposição impotente de que possa haver alguma inteligência além da divina. O nosso trabalho de cura é tanto mais livre da dúvida em nós próprios quanto mais persistentes formos na convicção de que não temos mentes pessoais, quer duvidosas, quer autoconfiantes, mas em realidade nós somos a expressão espiritual da Mente única, Deus.
E se você compreende isso tudo, mas mesmo assim continua a sentir temores insistentes, quando se trata de ajudar outros? Será que isso pode bloquear a cura?
Em muitos pontos da Bíblia, Deus é revelado como sendo o único poder. Uma vez que Deus é onipotente, a pretensão do medo, de ser capaz, quer de criar a doença, quer de bloquear a cura, tem de ser oca. O único poder do medo é o poder que a crença humana lhe atribui. À medida que recusarmos admitir a existência de algum poder além do Amor infinito, poder esse chamado medo, veremos que não importa se esse suposto poder pretende discutir com o paciente ou com o praticista. O medo não pode ser nem causa nem efeito, e é nosso direito divino provar, através da cura, que o medo não tem poder.
Houve um praticista que recebeu uma chamada telefônica, no meio da noite, de uma senhora pedindo ajuda em nome da sua filha adolescente, que estava sentindo uma intensa doer de estômago. O praticista aceitou o caso e começou imediatamente, através da oração silenciosa, a acalmar o seu próprio medo, o da mãe e o da filha. Pouco tempo depois a mãe voltou a ligar, informando que, como a filha continuava a sofrer e o pai, não sendo Cientista Cristão, insistia que a filha devia ir ao hospital, ela achava que era melhor ir. O praticista continuou a orar, enquanto a moça era conduzida ao hospital, até sentir uma sensação de paz e ficar completamente livre do medo. Em seguida foi-se deitar, sentindo plena confiança de que tudo estava bem, apesar de não ter recebido mais nenhuma notícia da mãe.
No dia seguinte, a mãe ligou para agradecer ao praticista o seu trabalho. Ela informou-o de que, a caminho do hospital, a sua filha tinha sido curada. A dor tinha desaparecido completamente e os médicos confirmaram, após a realização de alguns exames, que a filha se encontrava perfeitamente bem.
Um dos temores com o qual me tenho confrontado na minha prática de cura é o de que alguém, experimentando o tratamento da Ciência Cristã pela primeira vez, possa não ser curado imediatamente e, como conseqüência, não venha a explorar mais a fundo a Ciência Cristã. Para lidar com esse medo, descobri que me era útil estabelecer as minhas orações com base num ensinamento primário da Ciência Cristã: há uma só Mente, Deus, e esta é a única Mente, a única Consciência real, tanto do praticista como paciente. Portanto, em realidade, ninguém é recém-chegado para Deus e Seu poder, para a interpretação natural de Deus acerca de Si próprio na Ciência Cristã, ou para a perfeição desse alguém como reflexo, imagem e semelhança de Deus.
Quando se dá tratamento a outrem pela Ciência Cristã, nunca se tem a necessidade de tolerar, mesmo em pequeno grau, a sensação de medo. Todo o entendimento, todo o amor, todo o poder de Deus está do lado do praticista e do paciente; porque não há lado para o medo ou para a doença. Nossa grande necessidade consiste em aceitar essa gloriosa verdade e seguir confiantemente Cristo Jesus. Ele prometeu que os seus discípulos poderiam curar. Há alguma razão para dúvidas?
(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Abril 1995)


















