A Saúde Contemplada Como Fato Permanente

SAUDE

A saúde é a condição natural e permanente do Filho de Deus, a identidade real de todos nós, mas que somente pode ser percebida espiritualmente, pela Mente de Cristo que temos. Quadro diferente nos é mostrado pela suposta mente humana, ou seja, a saúde é vista como algo mutável, que pode ser perdido, ser restaurado, etc..

É de vital importância sabermos que nossa condição de saúde plena é permanente; nunca se altera, mesmo quando as “aparências” se mostrem contrárias à Verdade revelada!

Mary Baker Eddy disse o seguinte: “É tratamento mental errôneo fazer da doença uma realidade – considerá-la como algo que se vê e se sente – e depois tentar curá-la pela Mente. Não é menos errôneo acreditar na existência real de um tumor, de um câncer, ou de pulmões afetados, enquanto argumentas contra sua realidade, do que teu paciente sentir esses males segundo a crença física. A prática mental, que considera a moléstia uma realidade, fixa a doença ao paciente, e esta talvez apareça sob uma forma mais alarmante”.

O que ela explica, é que se as “aparências” forem consideradas realidades, e não “miragens”, cada Filho de Deus, em vez de estar sendo visto como Deus o vê, estará sendo associado com a ILUSÃO de doenças. Por isso, em O Caminho Infinito, Joel Goldsmith ensina a “impersonalizar a ilusão”, que significa separar o Filho de Deus da “ilusão que aparece como a sua pessoa”, uma vez que somos individuações perfeitas de Deus, e não seres carnais sujeitos às crenças do bem e do mal de um mundo inteiramente ilusório.

A seguir, há o reconhecimento de que todo Filho de Deus existe como Substância divina eterna, iluminada e plena, enquanto a “ilusão” é puramente “nada”: um quadro hipnótico sem vida, realidade, substância e poder. Isto, em O Caminho Infinito, é chamado de “nadificação da ilusão”.

Quando partimos de Deus como a totalidade da Existência, a irrealidade das doenças e a nulidade da Ilusão ficam implícitas, e reconhecemos Deus Se manifestando universal e especificamente como cada um de nós. E, para fazermos o reconhecimento e as contemplações destas Verdades, que são válidas a todos exatamente agora, utilizamos a “Prática do Silêncio”.

Contemple a saúde como Fato permanente,  – mantido por Deus – sem dar crédito e sem levar em consideração supostas “aparências” em contrário!

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“Tolerância Zero” À Ilusão

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O estudo da Verdade prevê a prática dos princípios de modo determinado, decidido, com perseverança e sem esmorecimento! Quem se sentir “acomodado à ilusão” não dará testemunho PLENO desta Verdade!  A Mente única, Deus, está em Oniação, sendo tudo, sendo todos, numa UNIDADE PERFEITA, e isto EXCLUI a possibilidade de haver “atividades imperfeitas”, sejam elas rotuladas de doenças, dificuldades, pecados, expiações, desafios ou problemas! O mundo arranja inúmeros sinônimos para a “grande mentira” aceita coletivamente, de que “HÁ ATIVIDADES ALÉM DE DEUS”. Se VOCÊ, de qualquer maneira, em grau maior ou menor, permanecer acomodado a esta CRENÇA FALSA,  ficará, aparentemente, sujeito a vivenciar esta ILUSÃO! Em outras palavras, você estará acreditando que DEUS NÃO SEJA TUDO, ou que SEJA APENAS “QUASE” TUDO!

O suposto “mundo material” parte da irrealidade como fato, razão pela qual chama de “milagre” todo acontecimento registrado pela ilusória mente humana como “inexplicável”, ou como “intervenção” de origem divina, etc.. NÃO HÁ MILAGRES EM APARÊNCIAS, ASSIM COMO NÃO HÁ FATOS MATERIAIS! O UNIVERSO ESPIRITUAL DA REALIDADE É O MILAGRE PERMANENTE E INFINITO, JÁ EM PLENA MANIFESTAÇÃO!

Uma pessoa perguntou-me: “Você quer dizer que nós devemos orar para “trazer para cá” a perfeição de Deus?”  Respondi a ela: “Quero dizer que você deve “se ver formando a Perfeição” que exclui “lá” e “cá”. A ideia de “trazer Deus para a ilusão” é o que leva alguém a acreditar que há preces atendidas e não atendidas! A pessoa se posiciona “cá”, orando a um Deus “lá”! Quando a pessoa ora e se identifica com a Verdade, sua oração é vista como sempre “ATENDIDA”, POIS, NUNCA HÁ  DEUS “LÁ”, E SIM SENDO “TUDO”. E NÃO EXISTE “ALGO A SER MELHORADO” EM DEUS!

A PRÁTICA DA VERDADE requer cem por cento de “determinação”, ou seja, “TOLERÂNCIA ZERO” À ILUSÃO! Caso a oração seja feita a partir do “referencial da mentira”, com a pessoa, por exemplo, orando para “curar alguma doença”, o que ela estará sempre esperando, é que alguma APARÊNCIA FALSA DE CORPO DOENTIO SOFRA UMA AÇÃO DIVINA QUE A TRANSFORME EM APARÊNCIA FALSA DE CORPO SAUDÁVEL! TAL PROCEDIMENTO É UM “CULTO À ILUSÃO”!

Esse tipo de “oração dualista” é que às vezes aparenta funcionar e às vezes aparenta falhar! Quando funciona, a pessoa diz ter “recebido uma graça”; quando falha, a pessoa logo diz: “DEUS NÃO ME ATENDEU! DEVE TER-ME FALTADO MERECIMENTO!” Mas, o que lhe faltou, foi uma radical IDENTIFICAÇÃO  COM A VERDADE! Deus não vê “aparências” boas nem más! DEUS, ESPÍRITO, É TUDO! Aquele que parte desta totalidade, sem guardar resquícios da CRENÇA FALSA em “outra Mente” ou “outra Atividade” que não sejam a Onisciência e a Oniação, tira de foco a ilusória “tela humana”, em que supostamente se projetariam “preces atendidas ou não atendidas”.

Repetindo Jesus, por exemplo,  e afirmando:“Aquele que realmente estiver me vendo, estará vendo a Deus”,  assim  identificado UNICAMENTE com esta Verdade Absoluta, você não mais poderá admitir estar necessitado de  “ter prece atendida”. Sem admitir um falso “eu”, supostamente projetado na “tela” chamada “mente carnal”, VOCÊ FICARÁ UNICAMENTE COM A PERFEIÇÃO IMUTÁVEL QUE CONSTITUI SUA VIDA, CONSCIÊNCIA, MENTE E CORPO! E TERÁ VENCIDO O MUNDO!

 

CONTEMPLO DECIDIDAMENTE A VERDADE DE QUE DEUS É TUDO! CONTEMPLO RADICALMENTE A PRESENÇA DA MENTE DIVINA SENDO A MENTE DE CRISTO QUE EU SOU! CONTEMPLO O MILAGRE DA EXISTÊNCIA JÁ MANIFESTADO,  DO QUAL FAÇO PARTE PERMANENTEMENTE! EM DEUS, TUDO ESTÁ ATENDIDO! DEUS É TUDO!

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A Mística De “O Caminho Infinito”

 

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A essência de O Caminho Infinito, seu coração e sua alma, estão em sua mística. Neste caminho não temos de lutar  nem mentalizar para obter o que já temos, ou para ser o que  já somos. Nossa única necessidade é a de arranjarmos períodos suficientes de silêncio, de quietude interna, de tal forma que a Consciência que constitui a realidade de nosso Ser, possa aflorar em expressão através de nosso consciente contato com Ela.

A consciência humana envolve sempre um conceito de separatividade, de dualismo, de muitas mentes, muitas pessoas, muitos poderes. Quão diferente é tudo isso  da Consciência mística, que é a consciência do Um, aquele Um-Eu-Sou! Esta é a Verdade sobre cada pessoa, e este conhecimento “nos torna um” com todos os demais seres.

Transcendendo o visível rumo ao invisível, ficamos no mundo, mas vendo através dele. Sabemos que existe unicamente o Um, a despeito das aparências; sabemos que unicamente este Um está em operação. Somente Deus é, e Deus está sempre sendo, sempre aparecendo como Consciência espiritual individual, totalmente pleno e Autocompleto. A consciência humana está sempre  padecendo de um conceito de separatividade, e portanto, o foco está sempre em “se buscar algo”. Ela acredita ser dependente de alguma pessoa ou grupo, mesmo de um praticista ou mestre espiritual “exterior”. Isso não é verdade! A plenitude da vida, tudo de que necessitamos, já existe incorporado à nossa Consciência, e não precisamos de lutar para obtê-lo. Todas as pessoas que devem fazer parte de nossa experiência já estão em nossa Consciência, onipresentes agora

“Eu vim para que todos tenham vida, e que tenham vida com abundância”. Este “Eu”, o Espírito de Deus, está dentro de nós,  de modo que podemos ser uma luz para aqueles que ainda não tem este conhecimento de que, também dentro deles, esta mesma Luz já está brilhando em sua plenitude. Estamos agora nos voltando deste buscar e lutar por conseguir, para podermos somente ser; ser esta Consciência divina que  já somos. Estamos agora despertando para a Consciência mística de que “Eu tenho alimento que o mundo desconhece”, a comida eterna que nos alimenta e  sustenta.

Perguntemo-nos: “O que eu possuo como aquela Consciência mística?”  Na quietude, escutamos a resposta: “Eu tenho amor, e eu posso irradiar amor ao mundo, em quantidades ilimitadas”. A Consciência que eu sou, tem o pão da vida para compartilhar, a percepção de que “nem só de pão vive o homem, mas da palavra espiritual da Unicidade.”A Consciência mística sabe que eu desconheço qualquer senso material, por ter conhecimento da integralidade do universo espiritual.

O Meu Reino é o centro da paz eterna, uma paz todo abrangente, um amor todo envolvente, em que ódio algum jamais pode penetrar. Não vejo nem bem nem mal, por habitar neste Reino interior. Não necessito de nada, não tenho desejo algum, porque tudo já me está disponível: como Deus, em Deus e através de Deus. Tudo já está cumprido. Nesta paz não há discórdia, não existe desarmonia. O Meu Reino é um estado de preenchimento divino, em que tudo o necessário à plenitude da vida se mostra disponível no exato momento em que for requerido.

Eu volvo a atenção “deste mundo” àquele Reino interior.  Nada tenho a ver com problemas, pecados, doenças, carências, ódios e batalhas deste mundo, exceto não fazer julgamento algum, exceto orar, exceto perdoar e confortar, e deixar que jorre livremente, a este “vale de lágrimas”, o infinito amor e misericórdia de Deus que está dentro de mim. Assim fazendo, eu me aproprio de meu divino direito, que é  a bênção que o Pai faz jorrar sobre mim. Ele vê a Si mesmo como o meu ser, e diz: “Este é meu filho amado em quem me comprazo”. E eu, de minha parte, reconheço: “Eu e meu Pai somos um”, e “é do agrado do Pai dar-me o Reino”, agora, sempre e eternamente. Se não alcançarmos esta percepção, facilmente cairemos na armadilha de acreditar que o mundo conhecido através dos cinco sentidos é o único mundo real. Mas pelo contrário, ele é um mundo irreal, por estar sempre em mutação e flutuação, enquanto o Mundo da Realidade é um estado de ser eternamente completo, sempre Se desdobrando e Se revelando à nossa percepção. Nós temos uma tarefa a cumprir neste mundo, a tarefa de dissolver a consciência humana e ascender à dimensão superior da vida. Todos os problemas ficam resolvidos, não por serem enfrentados, mas sim, por nos deslocarmos dos problemas para viver no referencial da Consciência espiritual, que desconhece problemas. Todos os problemas se baseiam na consciência humana; contudo, todo assim-chamado poder deste mundo pôde ser desmascarado como sendo não poder, por aqueles que se elevaram acima da consciência humana. Esta é a nossa missão final: dissolver a consciência humana, primeiro para nós mesmos, e depois, para o mundo.

Se aprendermos a ir para dentro de nós mesmos, sem lutas, sem desejos, tudo que nos for necessário se revelará e aparecerá externamente. Quão reconfortante é o pensamento: “Nada pode ser acrescentado e nada pode ser tirado da Consciência infinita que Eu Sou, pois, eu já sou realizado e Autocompleto em Deus”.

Repousemos, agora, na percepção de nossa própria Consciência infinita já completa. Esta Consciência desconhece desapontamentos, sem se importar  com o que possa estar acontecendo externamente. Nós habitamos na Verdade de que “Eu já sou completo”. Dediquemo-nos a esta conscientização,  por nos interiorizarmos, momento a momento, àquela conscientização para podermos vivenciá-la e praticá-la no mundo.

Conscientize sua Filiação divina, sua herança divina como um filho de Deus, ame supremamente esta divina Consciência; comungue com Ela, habite n’Ela; e então, deixe Sua luz brilhar através de você com toda a Sua plenitude e com toda a Sua glória. “Minha glória não será dada a outro”. Deus concede Sua glória somente a Si mesmo, aparecendo como nossa própria Consciência divina. No Silêncio e na Quietude, Deus Se glorifica como cada um de nós, para que possamos ser instrumentos de Sua paz,  Seu amor e Sua vida. Se Deus  tem feito a doação de Si mesmo como o Ser que cada um de nós é, isto é para que possamos elevar a consciência de toda a humanidade. Assim,  abramos os portões do templo de nosso Ser, para que o Rei da Glória interna possa irradiar todo o Seu esplendor.

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“Usar A Verdade” Ou “Ser A Verdade”

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Faz parte da “crença coletiva” o costume de alguém ler algum artigo sobre a Verdade, sentir-se animado e inspirado pelas palavras positivas e incentivadoras nele contidas e, logo em seguida,  sair ao seu dia a dia para “cumprir suas metas”  com aquela animação recebida. Evidentemente, esta atitude é superior àquela em que uma pessoa acorda, e logo sai ao mundo,  sem ter lido nada e sem ter meditado..

O que é preciso entender, é que O REINO DE DEUS É AQUI, QUE O FILHO DE DEUS É O SER QUE SOMOS, E QUE O MUNDO É O MUNDO DO PAI DA MENTIRA! Recebermos “inspiração” da Verdade para vivermos “na mentira” não é a visão correta de alguém que realmente esteja desejoso de “vencer o mundo”.

Quem age “inspirado”  apenas para levar a cabo seus planos e projetos de realização pessoal, sem, antes, meditar para se reconhecer INCLUSO NA ONIAÇÃO, só agirá pensando em si mesmo, acreditando “usar a Verdade” sem “ser a Verdade”.  Ocorre o seguinte: quem “usa a Verdade” é quem se vê “apartado do Todo”, agindo “inspirado”, mas apenas levando em conta o seu próprio bem estar. E não percebe que, sem se ver como “Unidade Perfeita”, age de si mesmo, sem a unção do Alto, para se perceber manifestando a ONIAÇÃO em seu dia a dia. Assim, vive preso unicamente à própria “ação pessoal”, isolada e finita, mas por ele considerada “inspirada”.

Este estudo não é para alguém “usar a Verdade”, e sim para “SER A VERDADE”. E “ser a Verdade” significa se enquadrar à Vontade do Uno, agir com a “Visão do Infinito”. Há pessoas que “quando podem”, repassam as mensagens recebidas; há outras que as leem quando têm tempo”; há, ainda, aquelas que, “quando se lembram”, carregam consigo alguns textos para repassar a alguém que porventura encontrem, e que deles possa estar precisando!  Estes são apenas alguns “sinais” de que, em vez de “ser a Verdade”, a pessoa está se satisfazendo em “usar a verdade” para ela própria, sem se interessar por se manter na “visão impessoal e divina” que a faria se ver sendo “uma” com toda a humanidade!

A Regra de Ouro dos ensinamentos espirituais diz que “devemos fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse!”.  Para isso ser cumprido, nosso objetivo maior, de cada dia, é estarmos voltados a DEUS, COMO TUDO, e estarmos voltados ao próximo como “parte de nós mesmos”, sem ficarmos presos unicamente aos próprios “objetivos pessoais”, mas, vendo-os como “integrantes” dos “objetivos impessoais”, que são o reflexo da ONIAÇÃO neste mundo, e não “ação pessoal” de alguém de olhos só em si mesmo,  propagando a Verdade ao próximo “quando lhe sobra tempo” ou “quando se lembra de fazê-lo”.

Muitas vezes, quando alguém comenta comigo sobre o problema de alguém, eu pergunto:: “Você passou à pessoa os HORÁRIOS DA PRÁTICA DO SILÊNCIO? Passou o ENDEREÇO DO SITE DO FACHO DE LUZ?”.  Coisas desse tipo ficam esquecidas, se nossas metas forem pessoais e não impessoais!

Mas é quando “nosso agir é pelo não agir”, por estarmos mais interessados em estarmos nos vendo INCLUSOS NA ONIAÇÃO do que em estarmos sendo pessoalmente “inspirados” pelas mensagens, que A VERDADE SE REVELA PLENAMENTE EM NOSSAS VIDAS! Objetivos “pessoais” nos ligam ao MUNDO! Objetivos “impessoais” nos ligam a DEUS!

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Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 6

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Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.

Em contato com o mundo,  é comum a percepção da totalidade de Deus aparentar nos fugir, enquanto muitas vezes voltamos a julgar segundo os conceitos da suposta mente humana. Nestes momentos é que devemos ficar atentos frente às “sugestões hipnóticas” do erro.

A autora diz: “Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino”. A Realidade é Deus! Nada há ao lado da Onipresença, e nem poderia haver, ou não seria Onipresença! Onipresença significa Deus sendo a Presença única e a Presença que é a manifestação do Infinito e tudo o que Ele contém.

Em vista disso, enquanto lidamos com o mundo, podemos reconhecer que “o Pai em Mim” faz a defesa, a cura e a proteção. Desse modo, não tentaremos “nos defender” a partir do “mundo da crença em dois poderes”, e sim deixando que a Verdade do Poder ÚNICO Se manifeste. A Verdade é a espontânea manifestação de Deus Onipotente como o Cristo que somos!

Quando destemidamente deixamos de dar atenção às alegações do ilusório mal, reconhecendo Deus agindo e   impondo a Sua Onipresença como a presença de tudo o que nos diz respeito, estaremos seguindo o que este parágrafo nos ensina: “É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída”.

Suponhamos que alguém diga: “Estou com dor de cabeça!” Estaria agindo metafisicamente? Não! Ao primeiro sinal da “sugestão mesmérica”, deveria reconhecer não ser aquilo um “mal real”, e,  imediatamente, se abrir à “Mente de Cristo” para erradicar a ILUSÃO! O aparente “sintoma” seria apenas uma “crença” tentando atuar hipnoticamente, e “a arma”, como diz a autora, é a “certeza da totalidade do bem divino”.

 

Continua..>

Por Que Problemas Parecem Existir?

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Por que problemas e anormalidades parecem existir, ou estar manifestados? O problema sempre é não existente. De si mesmo, é mera ausência. Jamais poderia ser uma evidência ou manifestação da Existência. Jamais poderia haver percepção de um problema. Logo, nunca um problema pode estar manifestado. É impossível haver consciência de algo inexistente ou ausente. E, sem nenhuma consciência de problema, problema algum poderá estar existindo. Assim, para a Consciência que você é, absoluta, constante e eterna, a imperfeição ou anormalidade sequer pode aparentar ser real. Você não pode estar consciente de forma a ter consciência de uma inexistência. Você não pode estar consciente de forma a perceber a manifestação de uma inexistência. Logo, você não pode estar consciente sequer de qualquer aparência de imperfeição ou anormalidade.

Jamais você está consciente de um problema ou anormalidade. Para que estivesse consciente de algo que não existe, como um problema, você teria de estar sendo aquele problema. DE MODO IDÊNTICO, SE DEUS ESTIVESSE CONSCIENTE DE UMA IMPERFEIÇÃO, DEUS TERIA DE SER AQUELA IMPERFEIÇÃO. Em qualquer caso de consciência de anormalidade, isto implicaria que a própria consciência fosse a desarmonia inexistente em questão. DESSE MODO, VOCÊ, O VOCÊ ETERNO, PERENE, COMPLETO, IMUTÁVEL E PERFEITO, SERIA INEXISTENTE!

Sei que estas declarações exigirão estudo e contemplação. Mas também sei que A CONSCIÊNCIA SEMPRE PRESENTE, QUE VOCÊ É, ENTENDERÁ PLENAMENTE O PROFUNDO SIGNIFICADO QUE ELAS ENCERRAM.

Qualquer imperfeição implicaria algo incompleto. Qualquer imperfeição implicaria uma Consciência incompleta, ou discernimento de algo incompleto; um aparente discernimento de que a própria COMPLETEZA não seria infinita nem constante. MAS A COMPLETEZA É UMA VERDADE CONSTANTE, UM FATO DE NATUREZA ONIPRESENTE.

Suponha que seus cabelos parecessem estar caindo ou em vias de desaparecer; ou que seus dentes parecessem estar apodrecendo ou sendo extraídos. Jamais aquilo indicaria ou evidenciaria o estrago de um dente. Se um dente pudesse apodrecer, necessariamente chegaríamos a uma condição de “incompleteza”. Pareceríamos inclusive estar num processo de autodestruição ou extinção. ISTO É IMPOSSÍVEL! A INTELIGÊNCIA NÃO DESTRÓI A SI MESMA!

Um dente perdido significaria algo incompleto. A falta de um simples fio de cabelo indicaria a mesma coisa. A Bíblia diz que “cada fio de cabelo está contado”. Jamais há um dente a mais ou a menos; jamais há um fio de cabelo a mais ou a menos. Jamais ocorre a revelação ou evidência da perda de um dente ou de um fio de cabelo. A AUSÊNCIA DE ALGO IMPLICARIA NÃO EXISTÊNCIA. É impossível haver evidência de uma ausência, ou a ausência de Substância, Forma e Atividade. O que se mostra como incompleto é somente nossa aparente PERCEPÇÃO INCOMPLETA DE TODA SUBSTÂNCIA, FORMA E ATIVIDADE. Ou, também, uma aparente percepção incompleta da Natureza eterna e imutável de toda Substância na Forma.

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Quando “Aparências” Chamam-lhe A Atenção

 

DEDOS

Nossa dedicação às “contemplações absolutas”, em que  reconhecemos DEUS como ÚNICA Realidade, Existência e Evidência, exclui as “aparências deste mundo” do rol de existência. Por isso é usado o termo “ilusão”. Aquilo que É, sempre É: DEUS SENDO TUDO! Aquilo que é “ilusão” é o que “nunca é”, ou seja, uma espécie de “miragem”. Quanto mais nos firmarmos no que É, sem nos deixarmos envolver pelo que “não é”, mais “este mundo” transcorrerá em harmonia e menos as “aparências” nos chamarão a atenção. Aparentemente estaremos “agindo pelo não agir”, por nossa identificação estar sendo feita com o Cristo que somos e com o Reino de Deus em que estamos!

Marie S. Watts disse o seguinte: “Alguém poderia perguntar: E quanto aos quadros ilusórios que constantemente se apresentam à minha Consciência? Faça-se esta indagação: “É ASSIM QUE DEUS VÊ A EXISTÊNCIA?” Por ser Tudo, é impossível que Deus esteja consciente de algo além do que Ele próprio esteja sendo. Se Deus pudesse estar consciente de imperfeição, Deus teria que ser esta imperfeição. E isto é impossível. Como Deus nada sabe de imperfeição, carência, medo, etc., e como Deus é a ÚNICA Consciência, não existe nenhuma consciência de qualquer aspecto do mal ilusório. Desse modo, o Eu que EU SOU não pode estar consciente de nenhum dos ilusórios aspectos da nulidade chamada mal, sob qualquer disfarce. Em outras palavras, se Deus o desconhece, é ele desconhecido.

Aqui estão dadas as instruções para contemplação! Cada sentença deve ser contemplada e aceita com “coração de menino”, por envolver uma ruptura com a “ilusão”. Que devemos contemplar? Que se os “quadros ilusórios” estão se apresentando à nossa Consciência, – que é Deus consciente de ser Deus como o Cristo que somos – , NÓS NÃO PODEMOS ter consciência deles! Esta “percepção” decorre da indagação sugerida , ou seja, “É assim que Deus vê a Existência?”.

A resposta não deve vir intelectualmente, mesmo que o intelecto se adiante e a aceite! A resposta deve vir como “revelação”,  como um “impulso” vindo acima do mental! As contemplações devem ser feitas quando tivermos tempo para elas, para que as façamos realmente desligados “deste mundo”.  Em seguida, o que ela nos sugere? A percepção de que Deus, por ser TUDO, não pode estar consciente de “imperfeição”. Caso estivesse, Deus seria a “imperfeição”!

Tudo isso só terá efeito se for contemplado de forma a “concluirmos sua veracidade” pelo endosso da Consciência divina que somos! Sendo ÚNICA, esta Consciência que somente “pode estar consciente da perfeição”, e, sendo a “nossa própria Consciência”, leva-nos a concluir natural e espiritualmente o que Marie S. Watts disse: “Desse modo, o Eu que EU SOU não pode estar consciente de nenhum dos ilusórios aspectos da nulidade chamada mal, sob qualquer disfarce. Em outras palavras, se Deus o desconhece, é ele desconhecido”.

Se a Consciência que é Deus é única, e é, portanto, a “nossa” Consciência, é evidente que nós somente podemos estar conscientes da perfeição permanente! Medite, e contemple estas Verdades!

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Corpo E Corporificação

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Muitas pessoas ficam intrigadas a respeito do corpo: como funciona, como controlá-lo ou, até mesmo, o que ele vem a ser. Conseguiremos algumas pistas sobre o que ele é, ou não é, se considerarmos dois aspectos da palavra corporificação. Poderíamos dizer que um dos aspectos da corporificação é “expressão concreta”. O outro é “materialização ou encarnação”. Talvez pareçam a mesma coisa, mas podem ser bem distintos.

Considerado metafisicamente, o corpo é a corporificação, a expressão concreta, ou o templo de Deus, no sentido que Paulo adota em sua carta aos Coríntios: “Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?”

A verdadeira identidade do homem, portanto, é a corporificação de qualidades espirituais e a expressão individual e concreta da Vida, Deus. O verdadeiro homem é puramente espiritual e sempre harmonioso, a imagem e semelhança de Deus. Esse fato espiritual denota nossa identidade real, para a qual cada um de nós pode despertar, se deixar de lado o ponto de vista finito sobre o ser. Na cura da doença e do pecado, percebemos vividamente a infinita presença e o infinito poder de Deus. Deus é Amor e sempre quer o bem para sua amada criação.

O que parece ser um corpo material é, efetivamente, a expressão de um conceito material e errôneo de identidade. O ponto de vista limitado sobre o ser, isto é, a mente mortal, acha que o corpo existe e age dentro de três dimensões e, portanto, é material. Esse é o segundo significado de corporificação, conforme dissemos antes: materialização ou encarnação.

Sob esse ponto de vista finito, o corpo nos parece material. A matéria, entretanto, não age por si e não tem consciência de ser. O corpo, mesmo que pareça ser material, só pode expressar aquilo que dele se pensa, coletiva e individualmente. Ao nível do indivíduo, o corpo é influenciado pelo pensamento coletivo à medida que a pessoa aceita, com maior ou menor consciência, esse pensamento coletivo como sendo seu próprio.

No caso em que o pensamento se volta para a matéria, o corpo fica sendo, não resta dúvida, apenas a corporificação do pensamento.

Todavia, à medida que compreendemos que em realidade há apenas uma Mente, o corpo passa a ser governado por esta Mente divina única. Os membros e os órgãos passam a ser servos em vez de senhores.

Essa Mente única é Deus. Em verdade, é a tua Mente. Os pensamentos que não provêm dessa Mente não são teus pensamentos, são apenas sugestões de uma suposta mente mortal que erroneamente pretende ser tua mente, e, dessa forma, sugere a existência de muitas mentes. Não obstante, Deus é, em realidade, a única Mente, e Sua presença é expressa na ação inteligente do homem espiritual feito à Sua imagem.

Com base nesse reconhecimento, de que o homem reflete a Mente divina, o Cientista Cristão se esforça para voltar o pensamento em direção a Deus e Sua semelhança e afastá-lo do corpo físico. Em vez de vermos o mortal como realidade, podemos orar para ver o homem imortal, a Ideia-Cristo. Dessa forma, vemos o homem como sendo a expressão direta da Mente infinita. Qualquer ponto de vista finito é rejeitado e o infinito é aceito.

O ponto de vista finito constitui a assim chamada mente mortal. Quando rejeitado, a realidade infinita da harmonia perene passa a governar a situação e o corpo a expressar aquilo que predomina no pensamento. A verdade espiritual sobrepuja todo o resto. Como toda visão finita e desarmônica é sempre uma ilusão, ela logicamente cede à correção. Um pensamento da Verdade é mais potente que legiões de erros e ilusões. Por isso, alcançar um senso espiritual de corpo significa romper com a dimensão materialista em que estamos acostumados a pensar. Cedemos a um senso completamente novo de realidade e de Vida.

Cristo Jesus curava os doentes unicamente por meios espirituais. Ele provou que a fé, isto é, o pensamento, determina a saúde da pessoa. Várias vezes ele declarou: “Tua fé te salvou”. A fé, naturalmente, inclui arrependimento, afastamento do pecado; mudança completa de vida e de pensamento, do material para o espiritual. A cura pode ser obtida por meio da completa confiança em Deus. A presença e o poder de Deus estão disponíveis em qualquer lugar. Ele está presente e é onipotente.

Nada podia impedir o trabalho de cura de Jesus, mesmo nos casos mais difíceis. A única condição prévia era a disposição, por parte dos que procuravam ajuda, de ceder ao Cristo, a Verdade; em outras palavras, ter fé. No Evangelho de Mateus, lemos: “Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando: “Tem compaixão de nós, Filho de Davi! Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor. Então lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé. E abriram-se-lhes os olhos.”

Tais curas mostram que o Cristo corrige a mente mortal e cura o corpo.

A Ciência Cristã possibilita a comprovação de que a Mente divina governa o corpo humano. Isso não que dizer que o Espírito, isto é, a Mente divina, reconheça a matéria. Significa, isto sim, que a harmonia é demonstrável mesmo onde, para a consciência terrena, ainda parece existir um corpo material. Jô disse: “Em minha carne verei a Deus.”

A Sra. Eddy revelou que a matéria é “uma imagem na mente mortal”. A fim de permitir que a Mente divina governe o corpo, é preciso abandonar a crença na matéria e no mal. Se tolerarmos pensamentos mortais sobre vida na matéria e pela matéria e se nos sujeitarmos à evidência mortal, estaremos indo contra nosso desejo de vermos manifestar-se, em nossa vida, o poder da Mente divina para curar.

Um erro comum da mente mortal é ver o corpo como sendo material. A doença é um erro específico acerca do corpo. A transição de uma percepção material finita para a compreensão espiritual tem consequência e propósito tão profundos, que só pode ser efetuada passo a passo. No tratamento pela Ciência Cristã, portanto, devemos negar o erro específico acerca do corpo e tornarmo-nos conscientes da harmonia e saúde já existentes no caso individual.

Num de seus livros, a Sra. Eddy respondeu à seguinte pergunta: “Se toda matéria é irreal, porque negamos a existência da doença no corpo material e não negamos o corpo propriamente dito?” Ela afirmou: “Negamos em primeiro lugar a existência da doença, porque podemos compreender essa negação mais facilmente do que a negação de tudo quanto os sentidos materiais afirmam. Está escrito em Ciência e Saúde: Uma crença melhorada é apenas um passo para fora do erro, mas ajuda a dar o passo seguinte e a compreender a situação na Ciência Cristã.”

Quando reconhecemos a natureza espiritual de todas as coisas e corrigimos os erros acerca do corpo, ganhamos maior domínio sobre ele. Demonstramos condições normais de saúde. À medida que progredimos, a matéria e o mal se tornam menos reais em nosso pensamento e em nossa vida. Começamos a compreender o Espírito perfeito e a criação espiritual e perfeita, como sendo a única realidade. A presença de Deus é percebida em nosso dia a dia.

Esse pensamento progressivo alcançará finalmente uma visão puramente espiritual da criação. Por sua ascensão, Cristo Jesus, nosso Mestre, mostrou o último passo nesse caminho de progresso espiritual. Na carta que o apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses, lemos: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo de sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as cousas.”

A verdadeira identidade do homem é a corporificação de qualidades espirituais provenientes da fonte infinita, Deus, refletida individualmente. “Expressão concreta” pode ser considerada, portanto, a significação espiritual prática da palavra corporificação.

 

(De O Arauto da Ciência Cristã—Setembro 1991)

Contemple A Onipresença Onipotente Como Evidência Universal

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Quando os textos revelam que a Substância que constitui o Universo da Realidade é imutável PERFEIÇÃO ABSOLUTA, isto significa que “não há substância nem vida na matéria”. Enquanto alguém estiver “vendo matéria”, e rotulando  suas imagens como boas ou más, estará se desviando da VISÃO REAL, que lhe daria testemunho da Realidade divina, ou do que Deus É e  Deus FAZ!

A Onipresença é, em Si, a Onipotência Se evidenciando. Para a cegueira humana, esta Evidência Universal da Perfeição não pode ser notada; e é quando a suposta “mente carnal” é aceita, indevidamente, como “instrumento de percepção”, mas somente mostrando a todos uma ILUSÃO.

Vem da ILUSÃO a ideia de que “há algo a ser melhorado ou curado”, porque a “mente humana” não capta a PERFEIÇÃO SEMPRE PRESENTE! Quando isto é percebido, a atenção de alguém, até então voltada para  querer “melhorar ou curar algo”, muda de rumo e passa a RECONHECER QUE TUDO JÁ ESTÁ PERFEITO!

Se “olhos humanos” veem aparências de imperfeição, basta sabermos que, no lugar deles, já existe o “Olho Simples”, a Visão do Cristo que somos, e que unicamente reconhece a PERFEIÇÃO. Por isso, em vez de se envolver com “imperfeições ilusórias”, cada um deve reconhecer a presença da Visão crística em SI MESMO, deixando-a LIVRE para “dar testemunho da Verdade”. 

GRAVE BEM O SEGUINTE: O CRISTO – QUE SOMOS –  JÁ ESTÁ VENDO A EVIDÊNCIA DA PERFEIÇÃO. Nenhum esforço é-lhe requerido, portanto, nesse sentido! Apenas devemos “contemplar a Verdade com a “Onivisão” assumida, descartando o que a suposta “mente humana” afirma “ver”, existir ou estar presente! “Vim para que fiquem cegos e passem a ver”, disse Jesus.

A Onipresença divina é o Poder que Se evidencia  UNIVERSALMENTE como a Substância PERFEITA imutável! Desse modo, não há esforço algum nesta “percepção iluminada”, uma vez que estaremos nos identificando com O CRISTO QUE A PERCEBE NO AGORA! Deus, que Se faz presente como o CRISTO que é “tudo em todos”, como disse Paulo, já está nesta constante Autopercepção iluminada com a qual nos identificamos, quando deixamos de perder tempo com “aparências ilusórias” justamente por sabermos que elas todas são mesmo ILUSÓRIAS.

Admita a presença do “Olho Simples” como sendo sua Visão real! Identifique-se com esta Visão, assim como Jesus se identificava e via a “Nova Jerusalém” em lugar de “Jerusalém terrena”.  A Perfeição UNIVERSAL não é algo a ser construído! É A VERDADE CONSUMADA  A SER DISCERNIDA!

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O Sentido Espiritual É A Onisciência Em Autopercepção

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VOCÊ é Deus na Forma de Ser Individual. Possui o Sentido Espiritual que capta as Formas idealizadas perfeitas por Deus, exatamente AGORA, momento único reconhecido pela Verdade. O Sentido Espiritual é a Onisciência, a Inteligência infinita, ininterruptamente percebendo as Formas espirituais de tudo que constitui o Universo da Realidade. O reconhecimento pleno destas Verdades anula o suposto envolvimento com a maneira ILUSÓRIA E ERRÔNEA com que a suposta “mente humana” traduz e distorce  os fatos!

Quando Paulo disse que “temos a Mente de Cristo”, esta revelação nos foi dada no tempo presente, ou seja, não leva nenhum “futuro” em conta, nem é dito  que “teremos a Mente de Cristo”. Se associarmos esta Verdade com o “coração de menino”, citado por Jesus como necessário para cortarmos o “sábio intelecto”, que perde a Verdade em função de seu agarramento com a suposta lógica racional “deste mundo”, teremos a “condição ideal” para “contemplarmos o Reino de Deus” com a Mente de Cristo que já temos! O “coração de menino” não irá contestar as revelações! Não irá dizer que “não está percebendo nada da Mente de Cristo nele”; tampouco irá duvidar  “já ser AGORA o Cristo”, Deus individualmente expresso, discernindo também AGORA as Suas imutáveis obras perfeitas.

Mary Baker Eddy disse o seguinte: “O Sentido Espiritual é uma capacidade consciente e constante de compreender Deus”.  Isto é dito para ser aceito com “coração de menino”, descartando todo o juízo do intelecto. Basta que você feche os olhos para tudo o que a suposta “mente humana” diz ou lhe sugere, e se admitir já dotado deste Sentido divino, desta capacidade CONSCIENTE E CONSTANTE de “compreender a Verdade”! E então,  em estado contemplativo, serenamente permanecer nestas Verdades como FATOS PERMANENTES, E JÁ ACONTECENDO!

No Blog Absolutista2, postei o relato de Lillian DeWaters, em que uma mulher que a procurou como praticista, e que já havia passado por “tratamentos metafísicos vários”, para debelar sua suposta “doença”, viu-se “curada” quando dela ouviu que “A Verdade nunca cura ninguém, uma vez que o Ser que ela estava sendo nunca sofre mudanças, nem para adoecer nem para ser curado”. 

Várias vezes a seguinte frase de Eclesiastes foi citada em artigos aqui postados: “As obras de Deus são permanentes”. É nesse sentido que devemos “contemplar a Verdade”: com TODA ELA JÁ PRESENTE E  IMUTAVELMENTE MANIFESTA, E ASSIM DISCERNIDA PELO NOSSO SENTIDO ESPIRITUAL. Se formos levar em conta o FALSO TESTEMUNHO DAS APARÊNCIAS,  que sempre nos apresenta “seres em mutação”, para melhor ou para pior, pois é esta a CRENÇA COLETIVA,  –  a ilusória aceitação de que há bem e mal -, podemos saber que “não estaremos com o “coração de menino”, mesmo que estejamos, como acontecia com a mulher atendida pela Lillian,  “esperando curas e melhorias” decorrentes da intervenção divina!

A PRÁTICA CORRETA ESTÁ EM PARTIRMOS DA VERDADE JÁ MANIFESTA, DO SENTIDO ESPIRITUAL JÁ SENDO O NOSSO,  COM A CAPACIDADE CONSCIENTE E CONSTANTE DE COMPREENDER DEUS!  EM OUTRAS PALAVRAS, COM A CAPACIDADE DA AUTOPERCEPÇÃO DE QUE DEUS É O SER QUE SOMOS – PERFEITO SEMPRE, NUM SEMPRE QUE É O PERMANENTE AQUI E AGORA.

Como estes FATOS são indigestos para a suposta “sabedoria da serpente”, é imprescindível que sua “autora” – a suposta mente humana – seja totalmente ignorada durante nossas “contemplações”. Desse modo, ficaremos como se estivéssemos vendo um “álbum de fotografias” de alguém, desde sua fase de bebê até a fase adulta, MAS CIENTES DE QUE NENHUMA DAQUELAS APARÊNCIAS RETRATAM O SER REAL – QUE É O SER DIVINO IMUTÁVEL – OU CRISTO – SUBJACENTE A TODAS ELAS!

O Sentido ESPIRITUAL é o que discerne nosso EU IMUTÁVEL exatamente onde a “mente iludida” vê o ilusório “eu mutável” de sua criação falsa!

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Deixe Deus Se Revelar Como Sua Mente De Cristo!

MENTECRISTO

Quem vem  acompanhando as mensagens do Facho de Luz, certamente tem notado a ênfase dada à revelação de Paulo de que “TEMOS A MENTE DE CRISTO”. A humanidade foi condicionada a se ver como carnal, dotada de “mente carnal”, e, enquanto estes falsos condicionamentos não forem quebrados, a ILUSÃO de existência terrena, paralela ao REINO DE DEUS, aparentará ser realidade.

Este estudo não tem por meta passar teorias elevadas à suposta mente humana; antes, são revelações que mostram sua nulidade, trazendo à luz a Verdade sobre o Universo e sobre cada um de nós! Que Verdade é esta? A Verdade absoluta de que DEUS É TUDO! Jamais existiu “vida material” com suas  hipotéticas crenças no bem e no mal! Jamais existiu Adão nenhum sendo expulso do Paraíso! Jamais existiu ser algum, criado por Deus, para virar demônio e viver tentando pessoas! Estes infantis  “contos da carochinha” precisam ser expurgados de vez, para que DEUS, COMO TUDO, SEJA GLORIOSAMENTE HONRADO! SÃO UNICAMENTE MANIFESTAÇÕES ILUSÓRIAS DA TAMBÉM ILUSÓRIA MENTE HUMANA!

Para VIVENCIARMOS a Mente de Cristo, precisamos partir da Verdade e nunca das mentiras da suposta “mente humana”. A primeira coisa é assumirmos SEM RESERVAS que “temos a Mente de Cristo”, o que deverá revolucionar nossas falsas aceitações para nos afinarmos com o que DEUS vê como Realidade. Quando Jesus disse que “é do agrado do Pai dar-nos o Seu Reino”, ou quando Paulo disse que “o que Deus faz unicamente é percebido pela Mente de Cristo, que de Deus recebemos”, precisamos levar a sério,  em profundidade máxima, estas revelações, em vez de só as ficarmos lendo, meditando por alguns minutos para corrermos de volta à  ilusória “vida material”, suas metas e realizações.

A suposta “vida humana” NÃO EXISTE! Por que aparenta existir? Porque estamos “enxergando o que Deus não vê”, com o “espírito do mundo que há no homem”, como disse Paulo! E como cuidaremos desta “vida aparente”? Pelo “agir pelo não agir”, isto é, deixando que tudo flua,  atuando naturalmente como nos sentirmos aparentemente inspirados a agir a cada instante! Não é ação real! É mera “sombra” ou “reflexo temporal”;  não deve, portanto, de maneira nenhuma, atrair nossa atenção como se fosse realidade. Nossa atenção deve estar voltada a DEUS! Voltada à maneira divina de Deus Se revelar como a Mente de Cristo sendo a nossa!

Se “olhos não viram, ouvidos não ouviram e não subiram ao coração do homem o que Deus FAZ”A Oniação -, isto quer dizer que TUDO que a suposta “mente carnal” diz existir, é ILUSÃO! NADA! MIRAGEM!

Está revelado que DEUS NOS DEU A MENTE DELE, ou seja, que SOMOS UM COM ELE! Esta “Troca de Referencial”, quando deixamos de endossar  as APARÊNCIAS como realidades, para meditarmos e contemplarmos que A MENTE DE CRISTO QUE TEMOS, EM UNIDADE COM DEUS, AQUI E AGORA, É O INSTRUMENTO ÚNICO A SER EMPREGADO PARA VER O REINO DE DEUS EM QUE ESTAMOS, CONSTITUI A BASE DESTE ESTUDO!

Não force nada! Não queira “transformar” mente humana em Mente de Cristo! Nem de uma só vez nem paulatinamente! EXCLUA DE ACEITAÇÃO ESTA MENTE FALSA E DEIXE DEUS SE REVELAR COMO A MENTE DE CRISTO SENDO A SUA! Deixe que DEUS testemunhe a revelação de que “temos a Mente de Cristo”. Este “deixar” será a sua parte! E, se a ela se dedicar corretamente, DEUS SE MOSTRARÁ SENDO O SEU EU, E SE MOSTRARÁ SENDO A SUA MENTE DE CRISTO, EM AUTOPERCEPÇÃO.

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Toda “Bronca” Decorre Da Própria Consciência!

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Quando me foi revelada a Verdade de que DEUS É LUZ, que DEUS É TUDO, e não existe mais nada, naturalmente os fatos foram se sucedendo para que esta minha experiência fosse  passada ao mundo, e das mais diversas formas possíveis. Quando aconteceu de inicialmente  me convidarem a fazer palestras, eu aceitei com este propósito de passar esta Verdade em seu enfoque absoluto,  sem reservas, sem etapas de aprendizado, sem considerar “estágios de consciência” constatados pela ILUSÃO, sem respeitar opinião de quem quer que fosse, em termos de livros ou autores que pregassem algo além de Deus como existente.

Como a maioria dos ensinamentos não é radical, deixando sempre margem ao dualismo ou às crenças do mundo, passei a escrever os próprios textos para distribuí-los e usá-los nas palestras, evitando, com isso,  ter de ficar “corrigindo ou criticando autores”.

Entretanto, quando as pessoas me ligavam para comentar algo,  geralmente não era sobre os meus escritos, mas de “um livro que leu”, de “um filme que viu”, de “um mestre que disse isso ou aquilo”,  etc., e que não tinha nada a ver com a Verdade de que DEUS É TUDO. E então, eu passei a cortar esse tipo de assunto, quando as pessoas me procuravam.  Como isso também foi sendo muito comentado, passei a ficar com a fama de “dar bronca nas pessoas”, quando me ligavam. E esta fama era bem  merecida, porque eu não aceitava que, sem lerem o que eu escrevi, ficassem lendo e se entretendo com pensamentos diversos, de todo tipo de literatura, para, depois, me ligarem e ficarem tomando o meu tempo e o deles próprios com o que Buda chamava de “divagações intelectuais que levam ao nada”.

O ensinamento absolutista é perfeito, puro, verdadeiro e exigente! Requer toda a atenção da pessoa para a Verdade de que DEUS É TUDO. Desse modo, se alguém me ligasse, por exemplo, para dizer que “eu li que o Fulano prega reencarnação”, em vez de ficar levando o assunto ilusório adiante, eu dizia: “Você teria lucrado mais fazendo o que está no texto que eu deixei com todos, ou seja, entrado em silêncio para perceber que DEUS E VOCÊ  SÃO O MESMO SER!”

Perdi a conta de quantas foram as vezes em que  cortei bruscamente conversas estranhas à Verdade, puxando o assunto para o que, neste estudo, é o que realmente interessa: NOSSA UNIDADE COM DEUS! E estas “vezes” eram chamadas de “broncas do Dárcio”, porque o ego, desejoso de “falar, falar e falar”, não estava desejoso de se silenciar e sumir, respeitando o lugar que é de Deus!

Raramente alguém me ligava para comentar algo contido nos meus livros! Não há neles algo que instigue vazias falas do ego! Antes, vão direto à Verdade de que DEUS É TUDO – INCLUSIVE O HOMEM! Se esta Verdade não for o que desperta o INTERESSE TOTAL de alguém, o diálogo, comigo, é rapidamente cortado! Ele só teria sentido dentro desta Verdade, ou referente a alguma dúvida sobre COMO CONTEMPLAR esta Verdade! Eu não tenho o direito nem interesse em cercear leituras e preferências de ninguém! Cada um é livre! Mas tenho o direito de me manter na revelação de que DEUS É TUDO! Se alguém, de momento, não aceita este enfoque absoluto, é de seu pleno direito! Na verdade, isso tem muito mais a ver com Autorrevelação do que com “preferências”.

Quem diz ter preferência pelos ensinamentos relativos, se continuar meditando corretamente, logo mudará de gosto! E, se já levou “bronca” nesse sentido, é porque esta Autorrevelação já lhe teve início!  Toda “bronca” vem sempre da nossa própria Consciência, e, isto também ele terá de saber! Por quê? Porque DEUS É TUDO! A ÚNICA CONSCIÊNCIA REAL ATIVA! O que se manifesta visivelmente é sempre decorrente de uma atividade interior em cada um.

Estou postando isto hoje como alerta, para que também cortem “conversas dualistas” com pessoas não dedicadas a este enfoque absoluto! De nada adianta nos desvencilharmos de ensinamentos e crenças erradas, e já  por nós superadas,  para depois oferecermos ouvidos para que aquilo tudo nos retorne! “APARTAI-VOS” – dizem as Escrituras! Quem quer falar de ensinamentos relativos, ou dualistas, quer TAMBÉM O MUNDO! Mas, quem deseja a VERDADE, quer unicamente VENCER O MUNDO! Esta é a questão!

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Roteiro De Cura Através Da Oração Do Pai Nosso

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Você acredita estar doente? Sem forças para nada? Acredita estar passando por dificuldades? Vinha dependendo somente de tratamentos materiais? Contando apenas com a limitada ajuda do mundo? Este roteiro lhe abrirá novos rumos, dando-lhe informações sobre como extrair saúde e recursos infinitos de seu próprio interior.

Estas recomendações poderão ser seguidas por qualquer pessoa interessada. Aquelas que se dedicarem, verão em pouco tempo as melhorias desejadas, tanto quanto à saúde como ao suprimento em geral. São instruções simples e eficazes,  baseadas na revelação de que DEUS É TUDO COMO TUDO, o que nos leva a reconhecer nossa real identidade como FILHOS ESPIRITUAIS EM UNIDADE COM ESSE DEUS, SERES À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA.

O roteiro utilizará a ORAÇÃO DO PAI-NOSSO, em passos que, seguidos com confiança e dedicação, farão com que a pessoa se desligue de seus problemas visíveis, ao menos durante a prática, o que a fará receptiva à LEI DIVINA DE HARMONIA,  ou à ação de Deus em sua vida. Aqueles que estiverem se tratando com meios materiais, objetivando saúde, não terão de abandoná-los. Nossa sugestão é a de que esta “terapia divina” seja associada aos tratamentos convencionais, já que um campo não interfere com o outro, e ambos buscam um resultado comum: a cura.

PRIMEIRA SEMANA:
“PAI-NOSSO.”

O início já oração já mostrará seu efeito benéfico, ao ser entendido seu conteúdo espiritual.  Antes de passar à segunda semana do roteiro, a pessoa deve trabalhar unicamente com esta expressão: “PAI-NOSSO.”  E, é claro, com seu sentido espiritual pleno.

Repita umas quatro ou cinco vezes : PAI-NOSSO, PAI NOSSO,…PAI-NOSSO. Entenda, enquanto isso, que DEUS É SEU PAI ETERNO. Entenda que cabe ao Pai  cuidar bem do Filho, que, no caso, é reconhecidamente VOCÊ. Compreenda que, apesar de invisível para a mente humana, DEUS ESTÁ CUIDANDO COMPLETAMENTE DE VOCÊ, DA CABEÇA AOS PÉS, DE TODAS AS SUAS ATIVIDADES E NEGÓCIOS. Reconheça que a PRESENÇA DE DEUS é a Inteligência Infinita que age em todo o seu corpo, mantendo-o perfeito. Relembre, a todo instante, a expressão “PAI-NOSSO”, e que você, assim como Jesus,  pode também dizer: “MEU PAI”. Sinta o Amor Paternal Divino atuando em VOCÊ.

Ocupe-se com esta PRIMEIRA-PARTE durante uma semana, reconhecendo a validade destes princípios em períodos de Oração Silenciosa repetidos, duas ou três vezes ao dia, cerca de 10 minutos cada um. No restante do dia, esqueça o assunto e viva normalmente, até a chegada do período seguinte. As próprias Leis Espirituais darão continuidade ao “tratamento” nos intervalos entre os três períodos diários de oração. Após uma semana, você deverá seguir com a SEGUNDA PARTE do roteiro.


SEGUNDA SEMANA

Você colocou em prática a PRIMEIRA PARTE, durante uma semana? Percebeu que “PAI-NOSSO” é a expressão chave que lhe tira dos ombros toda a responsabilidade por sua saúde física ou financeira? Que é papel do Pai celestial cuidar de VOCÊ, seu Filho espiritual amado? Você parou,  três vezes por dia, para SENTIR a Presença desse Pai cuidando de VOCÊ? Apesar de esta ação de Deus ser invisível aos olhos humanos? Reconheceu que Deus é a Inteligência Infinita, e que VOCÊ é saudável justamente por poder contar com esta Inteligência trabalhando imutável e incessantemente por VOCÊ? Se assim se dedicou a este Roteiro, por certo já está percebendo que a repetição de “PAI-NOSSO”, feita com ENTENDIMENTO, está lhe trazendo resultados benéficos ou favoráveis. Passemos à SEGUNDA PARTE:

Após repetir “PAI-NOSSO”, pronuncie “QUE ESTAIS NOS CÉUS”… e pare. Faça uma pausa para perceber que “CÉUS” é exatamente o lugar em que VOCÊ ESTÁ AGORA; perceba que nada está mais próximo de VOCÊ do que Deus, que é SEU PAI. Feche os olhos e SINTA a proximidade do Pai. Saiba que Ele está mais próximo do que sua própria respiração. Saiba que ELE É UMA SÓ VIDA COM VOCÊ!

 

Relaxe! Deixe de lado toda tensão ou preocupação com seu corpo ou com suas finanças! REPITA, por duas ou três vezes,  “ESTOU NOS CÉUS… NOS CÉUS… NOS CÉUS”…  Saiba que VOCÊ está exatamente onde DEUS ESTÁ… EM UNIDADE. É desse modo que a glorificação do Pai é sentida pelo Filho. E este Filho Glorificado é VOCÊ! Saiba que “CÉUS” é DENTRO DE VOCÊ. Permaneça em quietude por alguns minutos, e reconheça: O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE MIM. Em seguida, deixe que o ESPÍRITO DE DEUS SE ANUNCIE DENTRO DE VOCÊ. Por uma semana, faça isso em três períodos meditativos por dia. E, no intervalo entre estes períodos, ocupe-se naturalmente com as demais atividades, seguindo os impulsos naturais que lhe forem surgindo, mas sem qualquer tipo de receio, dúvida ou preocupação. Após uma semana, passe à TERCEIRA PARTE deste roteiro.

TERCEIRA SEMANA

Este roteiro de benefícios espirituais está baseado na “Prática do Silêncio”, que é contemplativa. As Verdades contidas em cada frase do PAI-NOSSO são consideradas sem que façamos esforços mentais ou mentalizações de natureza humana. As Verdades são simplesmente postas na mente para serem contempladas interiormente, de modo que a Presença de Deus possa ser “sentida” dentro de cada um.

O mais importante, nesta prática silenciosa, é cada pausa feita para que, em quietude plena,  espaços sejam abertos para a ação curativa de Deus poder ser percebida.

Na primeira parte deste Roteiro, trabalhamos com a expressão “PAI-NOSSO”; na segunda parte, com a continuação da oração, ou seja, “QUE ESTAIS NOS CÉUS”. Nesta TERCEIRA PARTE, associaremos as duas fases anteriores em sequência, para que a VERDADE nelas contida seja amplamente percebida como a Bênção curativa e supridora objetivada por este Roteiro.

Repita a frase toda de uma vez: “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”; recorde o sentido espiritual de cada parte dela, em sequência. Faça desta lembrança uma atividade muito natural e espontânea, sem forçar a mente. Sinta o PODER DE DEUS, que é Amor Infinito, presente em cada parte de seu corpo e em seus negócios. Lembre-se: DEUS É SEU PAI… ELE CUIDA BEM DE VOCÊ! Portanto, não fique ansioso, temeroso ou preocupado com qualquer aspecto visível que se mostre como doentio, imperfeito ou carente de algo. Trabalhe com a frase “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”, tal como vinha já fazendo. Mas, ocupe-se em criar as PAUSAS INTERNAS DE QUIETUDE! Elas são o que de mais importante existe nesta prática. É quando DEUS, DENTRO DE VOCÊ, tem oportunidade de Se revelar como Presença e Poder. Esta TERCEIRA PARTE tem o seguinte objetivo: aproveitar o que as duas semanas anteriores lhe propiciaram, em termos de reconhecimento e  percepção, no sentido de RESSALTAR-LHE a vital importância destas PAUSAS EM SILÊNCIO, para que a Verdade possa atuar em VOCÊ, sem quaisquer influências da mente humana.

Em resumo, repasse as duas etapas anteriores, em períodos meditativos de cerca de 10 minutos, umas três vezes ao dia, CONSCIENTE de neles estar incluindo estas pausas de receptividade para “escuta interna”. Como já dissemos, são elas a parte mais importante de todo este roteiro. Após assim proceder durante uma semana, passe à QUARTA PARTE desta sequência.


QUARTA SEMANA


Esta quarta semana do roteiro é uma adoração ao nosso Pai Celestial, hoje tão esquecido pela humanidade, que cultua a matéria e seus valores como se fossem um deus.

Toda oração, quando entendida, é dirigida a nós mesmos, ou seja, tem por objetivo a criação de espaços mentais internos para percebermos Deus e Sua grandeza, bem como a Sua totalidade, além de percebermos que d’Ele e de Sua obra fazemos parte. Em resumo, a oração correta é um expediente para abandonarmos a crença na matéria e reconhecermos a natureza real do homem e do universo como sendo una, espiritual, perfeita e eterna. A chamada “cura divina” é o resultado natural desse tipo de oração.

Recorde mentalmente as etapas anteriores deste roteiro, isto é, o sentido espiritual de “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”. Reconheça sua filiação divina; em seguida, reconheça que VOCÊ está exatamente onde DEUS está. Receptivo, perceba sua UNIDADE com DEUS: permita que ELE Se revele DENTRO DE VOCÊ de forma que sinta uma PAZ INTERIOR. Nesse estado, pense na frase “SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME”.

Concentre-se em Deus! Relembre mentalmente, por alguns minutos, tudo que d’Ele veio e vem recebendo  Reconheça que o Amor Divino sempre esteve ao seu lado. Santifique o nome de Deus! Admita que a obra divina é perfeita! Não aceite como reais as imperfeições vistas pela mente humana! Santifique o nome e a obra de Deus! Não se prenda às partes de seu corpo que aparentam estar doentias, ou aos segmentos de sua vida que pareçam se apresentar carentes ou com problemas. Em vez disso, louve a Deus por tê-lo feito à Sua imagem e semelhança! Ao mesmo tempo, concentre-se nas partes do corpo que já se mostram visivelmente saudáveis, e agradeça a Deus por isto. Reconheça a grandeza de Deus! Termine este Silêncio Contemplativo reconhecendo A SUA GRANDEZA como FILHO AMADO desse DEUS! Dedique-se a esta quarta fase do roteiro durante uma semana, nos três períodos habituais diários. Em seguida, dirija-se à QUINTA PARTE.

QUINTA SEMANA

Nas etapas iniciais, procuramos reconhecer nossa filiação divina e também glorificar a Deus. Ressaltamos a Verdade de que somos UM com Deus e, portanto, de natureza espiritual e perfeita. Praticamos os “minutos de silêncio receptivo”, em que abrimos a mente para as revelações divinas ocorrerem dentro de nosso próprio ser. A próxima etapa será uma das mais importantes, ou seja, ficaremos totalmente abertos e receptivos à manifestação espontânea do REINO DE DEUS em nós.

“VENHA A NÓS O VOSSO REINO.”

Confiante de que Deus lhe está mais próximo do que sua própria respiração, faça o convite proposto nesta etapa: “VENHA A NÓS O VOSSO REINO”. Repita-o mentalmente, por duas ou três vezes, tirando por completo a sua atenção deste mundo material. Faça de sua mente uma espécie de vaso acolhedor da Presença de Deus. O REINO DE DEUS SEMPRE ESTEVE PRESENTE EM VOCÊ! Esta Presença eterna, RECONHECIDA, é a SUA SAÚDE ( ou SUPRIMENTO ). Permaneça no convite feito: “VENHA A MIM O VOSSO REINO”. Conserve-se nele no intervalo de cinco a dez minutos, atento à atuação de Deus DENTRO DE VOCÊ. Sinta a PAZ, a HARMONIA, a QUIETUDE. Sinta a Presença de Deus em todo o seu corpo. Perceba a ORDEM DIVINA manifestada em cada célula, da cabeça aos pés. Crie as pausas de receptividade para a “VINDA DO REINO”. Pratique esta quinta etapa do roteiro por uma semana, duas ou três vezes ao dia. Em seguida, passe à SEXTA PARTE.

 

SEXTA SEMANA

“SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.”

Esta passagem da oração nos explica que a Vontade de Deus já está manifestada “no céu”, isto é, em nosso interior, em nossa Consciência mais profunda, a Consciência divina em nós. Na linguagem espiritual, consideramos “céu” como sendo a Mente divina, e “terra” sendo a mente humana. NO “CÉU” A PERFEIÇÃO JÁ EXISTE, OU SEJA, A VONTADE DE DEUS JÁ ESTÁ REALIZADA. Quando determinamos que “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU”, estamos endossando, na mente humana, a perfeição divina JÁ PRESENTE, mas que parecia estar ausente.

Dotado desta compreensão, repita mentalmente: “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU.” Permaneça em quietude, como que percebendo que a Vontade de Deus, que é a PERFEIÇÃO, já existe DENTRO de você. Fique assim durante uns dois ou três minutos. Permita que Deus atue e desfaça as distorções ou limitações aceitas pela mente humana, como se elas fossem um bloco de gelo exposto ao calor do sol. Em seguida, após ter tido a sensação de profunda paz interior, diga a si mesmo: ESTÁ FEITA A VONTADE DE DEUS EM MINHA MENTE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU. Faça uma pausa de alguns minutos, aceitando esta Verdade como fato manifestado. Repita este “tratamento” durante uma semana, em três períodos por dia. Em seguida, passe à SÉTIMA PARTE.

 

SÉTIMA SEMANA

Esta sétima etapa leva-nos a parar com as preocupações quanto ao futuro. A oração nos lembra que, para Deus, o tempo não existe, e que é sempre AGORA, o AGORA ETERNO de Suas bênçãos ilimitadas. O Sermão da Montanha, proferido por Cristo, faz-nos a advertência: “Basta a cada dia o seu cuidado”. Que seria este “cuidado”? O reconhecimento absoluto de que somos Filhos espirituais de Deus, supridos por Ele, com todas as legítimas necessidades atendidas. Este Roteiro objetiva nos conduzir a este reconhecimento.


“O PÃO NOSSO, DE CADA DIA, NOS DAI HOJE.”

Feche os olhos para a existência material. Repita a frase “O PÃO NOSSO, DE CADA DIA, NOS DAI HOJE” por duas ou três vezes, lentamente. Entenda que a palavra “PÃO” representa o SUPRIMENTO ESPIRITUAL, a SUBSTÂNCIA DIVINA. “Eu sou o Pão da Vida”, disse Cristo. Analise o sentido da frase. Compreenda que PEDIR HOJE O PÃO DE CADA DIA quer dizer PEDIR QUE A PRESENÇA DE DEUS SEJA SENTIDA HOJE DENTRO DE VOCÊ. Permaneça com o pensamento afastado das chamadas necessidades materiais. Saiba que Deus, sendo ESPÍRITO, já o está suprindo espiritualmente. Saiba, ainda, que “o Pai conhece todas as suas necessidades”.  Fique tranquilo, receptivo, alerta e em silêncio, convicto de que a Presença de Deus, em VOCÊ, é a “Graça que lhe basta”.

O pedido “NOS DAI HOJE” é, na verdade, uma forma de fazer com que a mente humana se curve aos cuidados de Deus. DEUS (EM SEU ÍNTIMO) É A FONTE E A CAUSA ÚNICA DE TUDO. E, Deus está lhe dando esta totalidade exatamente AGORA. Assim, crie outra “pausa meditativa” em sua mente, e OBSERVE A AÇÃO DE DEUS A SUPRIR-LHE DE TUDO QUE HOJE SE LHE FAÇA NECESSÁRIO. Repita esta sétima etapa do Roteiro por uma semana, em três períodos diários. Em seguida, passe à etapa seguinte.

OITAVA SEMANA

Hoje em dia, qualquer um conhece o valor do perdão como ação terapêutica. Mágoas e ressentimentos, acumulados no subconsciente, são verdadeiros “filtros” para a cura interior. Para a mente humana, se não perdoarmos, também não receberemos o perdão de Deus. Cristo, ciente dessa crença coletiva, incluiu no “Pai-Nosso” esta prática.

É claro que Deus, a Perfeição, não vê o que se passa pela mente humana. Em Habacuque, 1:13, encontramos: “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal…” Deus é Mente pura e amorosa, e Sua atividade se dá no Reino espiritual absoluto. Portanto, a Prática do perdão tem por objetivo desanuviar o nosso subconsciente, quando perdoamos a todos com quem tivemos qualquer tipo de desavença, discussão, etc. E incluímos, nessa prática, o perdão a nós mesmos, por termos guardado ódio, ressentimento, mágoa, por não termos agido como deveríamos. Sem tais sentimentos nocivos, a nossa  “sintonia” com o Pai, que é Amor,  se dá de forma perfeita.

“E PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.”

Aqueles que vieram praticando com dedicação as etapas anteriores estão, certamente, recebendo a Graça divina em dose infinita. Nesta etapa, a pessoa eliminará possíveis obstáculos interiores ao fluir da Graça, através do perdão incondicional.

Diga a frase da oração, pausadamente: PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.” Conserve-a em mente sem, contudo, procurar recordar humanamente algum conflito que porventura houvesse ocorrido com alguém ou consigo mesmo. Simplesmente diga a frase: “PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.” De olhos fechados, sinta a leveza que a frase lhe dá. No caso de vir-lhe à mente ESPONTANEAMENTE alguma pessoa ou situação ligadas à questão do perdão, simplesmente associe esta lembrança com a sincera intenção de encarar o caso como perdoado e encerrado.

Lembre-se: esta prática é interior. Não será preciso procurar alguém para pessoalmente lhe pedir perdão. Entretanto, caso surja esta oportunidade, e  se sinta impulsionado a fazê-lo, faça-o. O importante, nesta etapa, é que estes sentimentos negativos o deixem de uma vez por todas. Dedique-se a esta “prática do perdão” durante uma semana, em dois ou três períodos diários com duração de 03 a 05 minutos. Em seguida, passe à NONA-PARTE deste Roteiro.

 

NONA SEMANA

Estamos na penúltima etapa deste Roteiro. Esperamos que VOCÊ tenha praticado por uma semana cada uma das fases anteriores. Recomendamos que cada semana seja dedicada a apenas uma das etapas, mas com a seguinte exceção: durante as práticas contemplativas, caso alguma outra parte da oração lhe venha espontaneamente à lembrança , é bom levá-la em consideração, pois isso não estaria acontecendo por acaso. Fora disso, cada semana deve ser trabalhada somente com sua etapa correspondente, para que seu significado espiritual pleno possa ser bem assimilado pelo subconsciente.

“NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.”

Cair ou não cair “em tentação”, em nossa visão, equivale a dizer: acreditar ou não acreditar estar UNO COM DEUS. Se a pessoa acredita ser Filha espiritual de Deus, UMA com Ele, como veio reconhecendo nas etapas anteriores, já terá adquirido a convicção interna de que a percepção da UNIDADE – dela com o Pai—encerra o sentido total desta fase da oração.

Não existe Deus algum olhando outro suposto ser, chamado de humano, para impedi-lo de “cair em tentação”. Deus é Onipresença!Deus é UNO com toda a Sua obra, e esta “obra divina” nos inclui a todos, agora e sempre. Cabe, a cada um, preservar esta sensação da UNIDADE, o que será agora realizado.

Feche os olhos. Diga a frase da oração: “NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.” Entenda seu sentido espiritual profundo. Analise que ela busca preservar o reconhecimento da UNIDADE COM DEUS, obtido nas etapas anteriores deste Roteiro ou da própria oração. Reforce este reconhecimento agora. Observe, bem em seu íntimo, que AÍ vive Deus, e Ele é a Sua Vida perfeita, exatamente aqui e agora. Não fique enumerando possíveis falhas ou defeitos, com pedidos para que “Deus os elimine de sua vida”.

AQUILO QUE DEUS IRÁ FAZER POR VOCÊ, A PARTIR DE AGORA, ELE JÁ O ESTAVA FAZENDO ANTES, DESDE SEMPRE! É SUA MENTE QUE DEVE MUDAR! É VOCÊ QUE PRECISA ENTRAR EM SINTONIA COM O AMOR DIVINO, PURO E IMACULADO, QUE INCESSANTEMENTE É JORRADO EM SEU PRÓPRIO ÍNTIMO!

Sinta a Presença de Deus; sinta sua Unidade com Ele. Repita esta “conscientização” em três períodos diários de 03 a 05 minutos, durante a semana inteira. Os resultados falarão por si. A seguir, passe à etapa final deste Roteiro, ou seja, à DÉCIMA-PARTE.

DÉCIMA SEMANA

(final)

Estamos na etapa final. Cada semana contemplativa procurou despertar em VOCÊ a Luz verdadeira, a Essência divina, presente em seu íntimo desde o princípio. Você reconheceu, passo a passo, a sua UNIDADE INQUEBRANTÁVEL COM DEUS, Verdade eterna que parecia oculta e distante, mas que, de fato, lhe estava disponível onde menos imaginava: DENTRO DE VOCÊ!

 

Aqueles que fizeram uso correto deste Roteiro, com dedicação e seriedade, devem ter notado o seu valor eterno e absoluto. A rapidez de resultados deve diferir, de pessoa para pessoa, pois depende do grau de dedicação e receptividade de cada uma. Aqueles que sentiram melhorias, mas que não obtiveram a solução integral, deverão repetir esta programação até atingi-la. As resistências do subconsciente acabarão cedendo. Houve casos em que as pessoas, após iniciarem a prática deste Roteiro, observaram que a situação aparentou ter piorado, ou mesmo que houve o surgimento de alguns “sintomas” antes não percebidos. Estas mudanças são um processo natural dentro da terapia metafísica: mostram que o subconsciente está sendo alterado diante do reconhecimento da Verdade Absoluta de que já somos Filhos perfeitos de Deus, governados por Deus e por Ele mantidos em plena saúde, prosperidade e felicidade. Após este período normal de rearranjo interior, os benefícios deverão surgir visivelmente. Passemos, agora, à etapa final.


“MAS LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM.”

Nesta última semana, faça primeiramente uma retrospectiva de toda a oração. Com a mente completamente aberta, reinicie cada frase da oração e, ao mesmo tempo, deixe que o sentido espiritual assimilado nas semanas anteriores lhe aflore e seja revelado. Não faça esforço mental para recordar o sentido espiritual de cada frase. Apenas repita cada uma delas, e aguarde o que elas lhe trarão espontaneamente à lembrança. Considere o início deste Roteiro: diga “PAI-NOSSO”, várias vezes, e AGUARDE! Em seguida, passe à frase seguinte, até chegar à desta semana. E então, diga com toda segurança e convicção: “MAS LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM”.

 

Faça este encerramento com decisão e vontade. Habitue-se a viver com este Roteiro; faça dele sua forma de “oração diária”. Assim, a oração terá PODER, deixando de ser uma simples “prece de repetições”.

F  I  M

 

A Prática Contemplativa Em Sua Ordem Completa

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Nada é mais importante do que “contemplarmos a Verdade” com dedicação, assiduidade e radicalismo. Joel Goldsmith, por exemplo, disse que  medimos nosso estudo em função de “quantos contatos conscientes com Deus” fazemos por dia. Estes “contatos” são os instantes em que “paramos o tempo” para reconhecer o AGORA PERFEITO que, em unidade com Deus, estamos vivendo.

Contemple a natureza espiritual e infinita do Universo de LUZ em que agora estamos. Este Universo é puramente a Onipresença Onipotente Se expressando. Em seguida, contemple-se “oculto neste universo” como Identidade específica, eterna, que nele habita. Esta Identidade é o Cristo-LUZ, oculto em Deus, e  que VOCÊ JÁ É! Este “oculto”, que Paulo usa, ao afirmar que “nossa vida está oculta com Cristo em Deus”(Col. 3: 3), significa nossa percepção da “fusão” Pai e Filho, assim como, no oceano, há a “fusão” oceano e gota. Tudo é eternamente Um! Em seguida, inclua o Corpo de LUZ como a Forma eterna e específica de sua Identidade CRÍSTICA: um Corpo que é a Consciência ILUMINADA evidenciada COMO Corpo eterno, imutável e perfeito, o “Templo de Deus” que cada um já é.

Praticar a “Contemplação em sua ordem completa”, ou seja, Universo, Identidade específica e Corpo, é praticar a PERCEPÇÃO GENUÍNA do que Deus faz e do que não é ilusório. Por isso mesmo, é o que mais vale neste estudo, razão pela qual Goldsmith nos fez o alerta sobre os contatos conscientes com Deus que nós costumamos fazer. Sabemos o que ele quer dizer! SEMPRE estamos em contato direto com Deus, uma vez que o  Ser que somos, verdadeiramente reconhecido, é Deus mesmo, expresso como cada Ser individual. O que temos de fazer, é volver nossa atenção a nós mesmos, manter o interesse pleno em “perceber a Deus” como TUDO e como QUEM SOMOS!

De pouco adianta ficarmos lendo e lendo literatura espiritual a vida toda, sem que esta PERCEPÇÃO, de quem SOMOS, seja o FOCO! Muitos se deixam levar pelo “hipnotismo de massa”, procurando saber o que este ou aquele fez ou deixou de fazer para “ter iluminação”. Há um ditado que diz: “a curiosidade matou o gato”. Aquele que passa a vida toda interessado em longas  “opiniões”, “entrevistas” ou “experiências” de supostos mestres, SEM SE DEDICAR A SER, AQUI E AGORA, O CRISTO ILUMINADO QUE JÁ É, até poderá ter  esta sua curiosidade  satisfeita; entretanto, estará, sem que o perceba, “matando” a VERDADE EM SI PRÓPRIO!

*

Pedras Fundamentais

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Descobri que as seguintes ideias acerca da Divindade, hostilizadas por teorias, doutrinas e hipóteses finitas, são regras demonstráveis na Ciência Cristã, e que precisamos ater-nos a elas.

TUDO O QUE DIVIRJA DA MENTE DIVINA ÚNICA, OU DEUS – OU DIVIDA A MENTE EM MENTES, O ESPÍRITO EM ESPÍRITOS, A ALMA EM ALMAS, E O SER EM SERES – É UM ENUNCIADO ERRÔNEO SOBRE O INFALÍVEL PRINCÍPIO DIVINO DA CIÊNCIA, ENUNCIADO QUE INTERROMPE O SIGNIFICADO DA ONIPOTÊNCIA, DA ONISCIÊNCIA, E DA ONIPRESENÇA DO ESPÍRITO, E É DE ORIGEM HUMANA E NÃO DIVINA.

Trava-se uma batalha entre as evidências do Espírito e as evidências dos cinco sentidos; e essa luta tem de prosseguir, até que a paz seja declarada pelo triunfo final do Espírito, em imutável harmonia. A Ciência divina, baseada na onipotência e onipresença de Deus, ou o bem divino, desmente a existência do pecado, da doença e da morte.

Toda consciência é Mente, e a Mente é Deus. Portanto, existe uma Mente só; e essa única é o bem infinito, que nos proporciona toda a Mente por reflexo, e não pela subdivisão de Deus. Fora disso, tudo que pretende ser mente, consciência, não é verdadeiro. O sol emite luz, mas não sóis; assim Deus se reflete a Si mesmo – a Mente – mas não subdivide a Mente, ou o bem, em mentes, boas e más. A Ciência divina exige tremendas lutas contra as crenças mortais, quando singramos o insondável mar das possibilidades, rumo ao porto eterno.

Nem a filosofia antiga nem a moderna oferecem base científica para a Ciência da cura-pela-Mente. Platão acreditava ter uma alma que precisava ser tratada para curar o corpo. Isso seria como corrigir o princípio da música a fim de destruir a dissonância. O Princípio está certo; a prática é que está errada. A Alma está certa; a carne é que é má. Alma é sinônimo de Espírito, Deus; logo, existe só uma Alma, e essa é infinita. Se aquele filósofo pagão tivesse sabido que o sentido físico , não a Alma, é a causa de todos os males do corpo, sua filosofia teria cedido à Ciência.

O homem brilha com luz emprestada. Reflete Deus, sendo Deus a Mente do homem, e esse reflexo é substância – a substância do bem. No erro a matéria é substância; na Verdade, o Espírito é substância.

O mal, ou erro, não é Mente; mas a Mente infinita é suficiente para produzir todas as manifestações da inteligência. A noção de que há mais de uma Mente, ou Vida, não é científica, nem satisfaz. Tudo tem de ser de Deus, e não nosso, separado dEle.

Os sistemas humanos de filosofia e religião desviam-se da Ciência Cristã. Tomar erradamente o Princípio divino como se fosse personalidade corpórea, enxertar na Causa Primária e única efeitos tão opostos como o bem e o mal, a saúde e a doença, a vida e a morte; fazer da mortalidade o estado e a regra da deidade – tais métodos não podem jamais conduzir à perfeição e demonstração da Ciência metafísica, ou Ciência Cristã.

Afirmar que existe o Princípio divino, a onipotência (omnis potens), e depois desviar-se dessa afirmação, adotando a regra da matéria finita para com ela resolver o problema da infinidade ou Espírito – tudo isso é como tratar de obter compensação pela ausência da onipotência, utilizando um sucedâneo físico, falso e finito.

Para nosso Mestre, a vida não era simplesmente uma noção de existência, mas incluía o conhecimento de poder que subjugava a matéria e trazia à luz a imortalidade, tanto assim que as multidões ficavam “maravilhadas da sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas”. A Vida, como a definiu Jesus, não tinha começo;não era o resultado de organização, nem fora infundida na matéria; era Espírito.

 

Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 5

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Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

 

O que este parágrafo diz, é que enquanto não nos decidirmos, realmente, por expulsar a mente humana como estranha ao nosso ser, como nos revelou o apóstolo Paulo, ficaremos “perpetuando o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação”. Que nos disse Paulo? Que não recebemos de Deus esta mente que capta as coisas e o ser que somos como materiais! Recebemos a “Mente de Cristo”, para discernirmos espiritualmente o que nos é dado por Deus.

Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

Enquanto acharmos que “temos mente humana”, acharemos normal seguir os seus ditames,  vivendo escravizados aos seus impulsos instintivos,  às suas crenças de emoções , paixões, apegos e sensualidade. Isto é o que a autora nos previne, dizendo: Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude.

Nossa identificação com a Mente de Cristo, em assíduas e dedicadas contemplações desta Verdade, deixa-nos com os “pensamentos de Deus” e não com aqueles do mundo. A força de vontade somente será levada em conta no sentido de criarmos disciplina para não deixarmos de lado as contemplações, e sim  as levarmos a sério, para realmente nos identificarmos com a infinidade da única Mente onipotente para reconhecermos a nulidade das “sugestões mentais” hipnóticas do “magnetismo animal”.

Diz a autora: Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Sem esta determinação inicial, de nada estas instruções valerão para alguém! Em tudo, se quisermos realmente ter o domínio,  teremos de nos dedicar. Aquele que entender que seguir estas instruções equivale a deixar de ser ILUDIDO, para viver em UNIDADE COM DEUS, irá se dedicar a adaptar seu modo de pensar à Realidade divina do bem sem fim, como diz a autora. Aquele que somente estiver lendo isto, para continuar na mesma “vidinha humana” de sempre, que é uma ILUSÃO, nada aproveitará do conteúdo deste artigo, que é elevadíssimo e libertador!  Em que sentido? No sentido de explicar em minúcias os princípios da Ciência divina, bem como explicar com detalhes todas as atitudes que devemos assumir, para realmente os vivermos na prática! 

A Bíblia diz: “O que semeia na carne, colhe corrupção, o que semeia no Espírito, colhe Vida eterna”.

Continua..>

O Homem É O resultado Perfeito…

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De nada adiantaria alguém forjar resultados diferentes para uma conta matemática. Se grafarmos que 2 + 2 = 5, ou =6, ou = 7, etc., jamais o resultado 2 + 2 = 4 seria ameaçado pelos erros. Por quê? Por não haver “princípio matemático” sustentando erros!

De igual maneira, de nada adiantaria uma suposta “mente estranha a Deus” , receba ela o nome de “mente humana”, “mente carnal”, “mente ilusória”, ou qualquer outra denominação, apontar erros como existentes numa “Obra de Deus”. Jamais eles poderiam, de fato, estar presentes! O Homem real é o “resultado perfeito” da atividade da Mente divina, que é única e eterna mantenedora de toda a Existência.

Por que Jesus disse que “a Verdade, conhecida, nos torna livres”?  Porque nos faz descartar os “erros” para honrarmos a Deus como Princípio Perfeito a nos manter perfeitos! Pode a suposta “outra mente” afirmar que somos mortais, que adoecemos, que pecamos, que somos imperfeitos, que somos espíritos atrasados em evolução, etc: O CONHECIMENTO DA VERDADE ANULA ESTES ERROS TODOS DE UMA SÓ VEZ!

O HOMEM É O RESULTADO PERFEITO DA MENTE DIVINA! AQUI E AGORA! Todos os “erros” ou “mentiras”, testemunhadas pela “mente estranha a Deus”, são NADAS! Assim como todos os resultados, além do quatro, seriam NADAS  para a conta “2 + 2”. Jamais o Homem deixou, deixa ou deixará de ser o “CRISTO” – O RESULTADO PERFEITÍSSIMO DO ‘PROJETO DIVINO”  EM QUE O PRÓPRIO DEUS SE EXPRESSA COMO SER INDIVIDUAL.

Quando “contemplamos a Verdade”, levamos em consideração unicamente este EU DIVINO que somos, sem vínculos com as CRENÇAS FALSAS sobre a Existência sugeridas “por outra mente estranha a Deus”. Por isso, partimos da Verdade de que a Mente DIVINA, por ser ÚNICA, é a NOSSA MENTE EM AUTOCONTEMPLAÇÃO. Tudo que puder surgir como “sugestão” contrária à nossa PERFEIÇÃO mantida pelo Princípio divino, será descartado, assim como seriam descartados os demais “resultados”, que não o quatro, para a conta “2 + 2”. Reconhecer e aceitar unicamente o quatro, no caso, seria “contemplar a Verdade” eternamente mantida pelo princípio matemático. Reconhecer e aceitar unicamente O CRISTO como nossa real, eterna e perfeita identidade, da mesma forma, será “contemplar a Verdade” que somos, no Aqui-Agora da Eternidade, por ser a Verdade mantida pelo Princípio divino, e que jamais pode ser alterada.

Contemple o Cristo que VOCÊ É! VOCÊ É O RESULTADO PERFEITO DA MENTE DIVINA, AQUI E AGORA!

O Absoluto Como Presença Infinita Da Perfeição

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A suposta mente humana, presa a seus conceitos e imagens finitas, jamais será apta a discernir o Universo do Absoluto em que estamos vivendo aqui e agora. Quando usamos o verbo “intuir”, para “contemplar a Verdade”, ele é usado como rendição desta mente falsa, para que ela se torne “nada” e a Mente do Absoluto possa livremente ser percebida como única, perfeita e onipresente.

O Absoluto é a Presença infinita da Perfeição permanente! É a Evidência eterna das “obras de Deus”, que nos inclui a todos em Sua Perfeição. “As coisas espirituais se discernem espiritualmente”, disse o apóstolo Paulo. De nada adianta a “mente ilusória” ser forçada , “querer ver” a Realidade divina, pretender “evoluir” para tal finalidade!  NUNCA ISTO OCORRERÁ! Já estamos no Absoluto, com a Mente do Absoluto e sendo o “Eu Absoluto”. Por isso a suposta “mente humana”  só precisa ser descartada como “nada”. A revelação diz que “temos a Mente de Cristo”; assim, toda associação com “este mundo” deve ser banida, durante as “contemplações”. Por quê? Porque “o Meu Reino NÃO É DESTE MUNDO”. Enquanto “este mundo” figurar em suas “contemplações”, nelas você deverá permanecer até se ver livre dele! NÃO EXISTE MUNDO MATERIAL! O ABSOLUTO É TUDO!

Se alguém se vê numa foto bidimensional e, logo depois, tira dela sua atenção para se olhar estando “neste mundo”, verá a si mesmo tridimensionalmente. Assim como a foto o limitava às duas dimensões, “este mundo” o limita a três! Entretanto, o EU vive nas infinitas dimensões do Absoluto! Nada tem a ver com a imagem da foto ou com a imagem na suposta “mente humana”. Por isso elas são ILUSÃO! Exatamente onde o Ser SUPOSTAMENTE em três dimensões foi fotografado e visto em duas dimensões, o seu EU ABSOLUTO se fazia presente como o Ser INFINITO, OU CRISTO! Exatamente onde uma foto ou uma imagem na mente mostra “alguém doente”, devido as LIMITAÇÕES DO INSTRUMENTO DE PERCEPÇÃO, EXISTE DEUS SENDO A TOTALIDADE DO SEU SER REAL. Por isso é vital que AS APARÊNCIAS SEJAM DESCARTADAS PARA CONTEMPLARMOS O EU ABSOLUTO QUE SOMOS! As limitações mostradas como presentes  são limitações dos instrumentos de percepção, e jamais retratam limitações reais nossas! VOCÊ SOMENTE SABERÁ DE SUA PERFEIÇÃO CONTEMPLANDO-SE A PARTIR DA MENTE PERFEITA DO ABSOLUTO!

Se Lázaro tivesse sido fotografado morto, a ilusão mostrada pela “MENTE ILUSÓRIA COLETIVA” ESTARIA SENDO DOCUMENTADA! Para a Mente do ABSOLUTO, nada daquilo poderia estar sendo discernido! O ABSOLUTO DISCERNE ESPIRITUALMENTE OS FATOS ETERNOS, PERFEITOS, SEM COMEÇO, MUDANÇA E FIM! O ABSOLUTO NÃO TEM LIMITAÇÕES EM SUAS PERCEPÇÕES, PARA CAPTAR DEFEITOS, IMPERFEIÇÕES OU MUDANÇAS EM SI MESMO!  POR ISSO É DITO QUE “O ABSOLUTO É!

Quando VOCÊ partir disso, descartando as IMAGENS FALSAS – BOAS OU MÁS – MOSTRADAS PELA CRENÇA ILUSÓRIA COLETIVA, VOCÊ ESTARÁ SENDO ABSOLUTISTA! ESTARÁ SE VENDO COMO ETERNAMENTE VOCÊ É! EM OUTRAS PALAVRAS, ESTARÁ SENDO O ABSOLUTO EM AUTOCONTEMPLAÇÃO.

*

COMENTÁRIO

Este texto de Allen White, DAVI E GOLIAS,  é riquíssimo em informações absolutas. Fica até difícil ressaltar algo de mais importante contido nele. Por isso, em vez de postar novo texto hoje, eu prefiro que atentem ao seguinte ponto do artigo:

Leitor, em cada contemplação que fizer, parta da Verdade de que você é a Percepção de Deus percebendo a Si mesmo. O progresso lento decorre da falsa ideia de que existe Deus e alguém que não seja Deus, e que este alguém possa se tornar Deus, caso diga frases certas, sentado em longos períodos de silêncio, etc. Esta premissa é inverídica. Não obstante, ainda insistimos em começar as contemplações como se fôssemos alcançar Deus, ou atingir algum lugar.

Releiam o artigo todo e façam as contemplações a partir disso:

VOCÊ É  A PERCEPÇÃO DE DEUS PERCEBENDO A SI MESMO.

Isto exclui o dualismo, exclui o tempo, exclui a ilusão. E notem que “não irão ter percepção”, mas, sim, que SÃO A PERCEPÇÃO!

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Davi E Golias

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A passagem você já conhece: Davi mata Golias e é coroado Rei de Israel. Você também sabe o sentido desses fatos: Davi mata a ideia de dualidade pela percepção de que existe Uma Presença, Um Poder e Uma Evidência.

Saiba que detalhes aparentemente insignificantes, registrados na Bíblia, são usualmente muito importantes. O autor desta passagem é cuidadoso em mencionar que “Davi escolheu na torrente cinco pedras bem lisas, colocou-as no surrão de pastor que trazia consigo, tomou a funda na mão e saiu contra o filisteu.” (I Samuel 17: 40). E lemos em seguida: “Davi pôs a mão no surrão, tirou uma pedra e a arrojou com uma funda e depois de o ferir o matou.” Estas sentenças trazem a mais valiosa lição para uma vida triunfante.

As cinco pedras representam os chamados sentidos físicos. A água simboliza a pureza do Espírito, e a pedra que realizou a grandiosa façanha representa o sentido da alma. O sentido da alma é o conjunto infinito de sentidos espirituais atuando como unidade. Juntando tudo, a lição pode ser resumida numa única sentença:

QUANDO OS CINCO SENTIDOS FÍSICOS SÃO PERCEBIDOS COMO SENDO SENTIDOS ESPIRITUAIS, E FUNÇÕES DE PERCEPÇÃO ESPIRITUAL (PERCEBENDO UMA PRESENÇA E UM PODER), TUDO É PARAÍSO.

Você, leitor, não é um ser físico. Você não é um ser humano, e você não é um ser material. Além disso, você não é um ser espiritual. VOCÊ É ESPÍRITO SENDO. Ciente disso, deve também perceber que não possui sentidos físicos captando um mundo material. Os cinco sentidos físicos são realmente cinco funções de percepção. São cinco dentre um número infinito de formas com que Deus Se Autopercebe ou Se Autossente. A despeito das aparências, estes sentidos estão prestando informações sobre um Reino Espiritual do Absoluto, de invariável perfeição.

Em certo ponto desta história, Davi percebe plenamente que DEUS É TUDO. Isto está simbolizado pela coleta de cinco pedras lisas na torrente. Precisavam ser lisas, para mostrar que não havia nenhum traço de rigidez ou densidade de materialidade em sua percepção. Neste ponto, Davi estava em iluminação, onde tudo possível de se perceber e experienciar era Espírito e formado do Espírito.

Entenda esta lição. Se você estiver lidando com um problema que lhe parece ser intransponível, sua única necessidade é a de ir até o fim em sua realização de que DEUS É TUDO. Esta é a solução.

Seus sentidos físicos devem atuar como um sentido espiritual. Para ver a evidência disto, uma conscientização da natureza espiritual dos sentidos deve ser experienciada. Isto exige que você realmente vá ao fim do caminho em sua percepção da Totalidade de Deus. Você não terá de “trabalhar” os sentidos individuais na tentativa de espiritualizá-los. Porém, não deverá deixar nenhuma “pedra” fora da percepção correta, ao dizer que “DEUS É TUDO”. Automaticamente, você começará a perceber este mundo de modo bem diferente. E saberá o que Jesus quis dizer, ao afirmar que “o reino dos céus está próximo”.

Muitas pessoas frequentemente se satisfazem apenas em dizer que “Deus é Tudo”, enquanto continuam na aceitação de que há sentidos físicos captando um mundo físico. Eis por que esperam pela evidência da Verdade. Ao dizer que “DEUS É TUDO”, você deverá entender estar confirmando que DEUS É A ÚNICA EVIDÊNCIA. Não mais negando a evidência ficando à espera ou na expectativa do surgimento de outra evidência qualquer. Deus, sendo Tudo, de onde viria a evidência falsa? Indo ao fim do caminho, você perceberá: NÃO EXISTE NENHUM MUNDO FÍSICO, E NÃO HÁ SENTIDOS FÍSICOS PARA REGISTRAR UM MUNDO FÍSICO. DEUS É TUDO. DEUS É O ÚNICO PERCEBEDOR, E É AQUELE QUE É PERCEBIDO. DEUS ESTÁ ETERNAMENTE SE PERCEBENDO COMO A ÚNICA PRESENÇA E O ÚNICO PODER. NO PONTO EM QUE ESTOU, DEUS ESTÁ NO ETERNO ATO DE AUTOPERCEPÇÃO.

Você dirá estas palavras por serem elas verdadeiras, e são verdadeiras agora. Ao declarar estes fatos, não haverá nenhuma expectativa de que eles se tornem verdadeiros. E também não haverá vestígio algum de dúvida quanto a eles estarem sendo verdadeiros já. Nesta percepção, você não vacilará em permanecer no Absoluto, além da oposição às aparências. Por quê? Por saber que o seu conhecimento é verdadeiro.

Lembra-se dos tempos de metafísica, em que fazíamos afirmações e aguardávamos que elas se tornassem verdadeiras? Uma das favoritas era: “Deus é meu suprimento abundante, constante e instantâneo”. Todos nós, que a afirmávamos com vigor suficiente para mover dez montanhas, comumente pensávamos a seguir: “Mas, quando? de onde será que virá o dinheiro?” O motivo destas afirmações raramente darem certo, é que eram feitas com dúvida, com uma expectativa indeterminada. Se esperar que uma Verdade Se torne verdadeira, estará simultaneamente negando agora a Sua veracidade. Não será o caso, se fizer declarações da Verdade sabendo que elas já são verdadeiras. Compreender isto fará eliminar esforços e lutas em suas preces e contemplações. Não haverá ansiedade por tentar se tornar mais iluminado. Nesta percepção, irá perceber que você é a ILUMINAÇÃO EM SI, “sentindo” sua própria Luz.

Leitor, em cada contemplação que fizer, parta da Verdade de que você é a Percepção de Deus percebendo a Si mesmo. O progresso lento decorre da falsa ideia de que existe Deus e alguém que não seja Deus, e que este alguém possa se tornar Deus, caso diga frases certas, sentado em longos períodos de silêncio, etc. Esta premissa é inverídica. Não obstante, ainda insistimos em começar as contemplações como se fôssemos alcançar Deus, ou atingir algum lugar. Mesmo sendo bastante sinceros neste proceder, ainda assim a recompensa será mínima.

Quando disser que DEUS É TUDO, esteja certo de notar que sua percepção é Deus sendo consciente, e que sua Consciência é Deus sendo consciente. Não poderia ser de outra forma. Estaria Deus consciente de um Golias? Não, e nunca poderia estar. Estaria Deus consciente de algum problema? Não, nem poderia estar. Estaria Deus consciente de algo, ou de alguém, que fosse outro, além de sua própria perfeição? Não, e nem tampouco você está.

Seus sentidos são o Espírito de Deus percebendo Sua própria Presença, Sua própria Substância e Suas próprias formas. Seus sentidos são o Deus Perfeito “sentindo” Sua própria Perfeição, Amor e Alegria. Tudo isso é verdadeiro, e facilmente experienciado, quando você conscientiza a natureza espiritual de seus sentidos.

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