Intua Deus Sendo Seu “Eu”

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O Universo se mantém em constante harmonia absoluta, por existir a Mente divina única a sustentá-lo pela Oniação. Assim como não pode haver “dois infinitos”, não poderia também haver “duas mentes”, e, menos ainda, uma delas em conflito ou em oposição à outra. Entretanto, aparenta haver!  Por isso dizemos que o suposto conflito entre “bem e mal” não passa de uma crença fraudulenta! Onde aparenta haver “ausência de perfeição”, a PERFEIÇÃO REINA! E esta Perfeição é a Substância divina sendo PERMANENTEMENTE TUDO!

Para Deus, a Mente divina é a d’Ele, e é igualmente a SUA, bem como a de todos, uma vez que, para Deus, nada há, senão ELE PRÓPRIO. Assim, para Deus, a Mente divina já está sendo a SUA! Não há outra possibilidade! E quando falamos em “mente pessoal”,  em “mente humana” ou “mente carnal”, sempre estamos nos referindo a uma INEXISTÊNCIA! No Universo infinito, inexiste “ausência” da Mente Infinita, para que “outra mente” tivesse qualquer possibilidade de se manifestar! Deste Fato inegável, conclui-se que O MUNDO DE APARÊNCIAS É UMA ILUSÃO! O que há, e sempre mantido pela Mente ÚNICA, é DEUS E O REINO DE DEUS! Por isso, parta sempre da Verdade, em suas “contemplações da Verdade”, e já ciente de que toda a Verdade já está manifestada, aqui e agora! É aqui e agora que “temos a Mente de Cristo”; é aqui e agora que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”; é aqui e agora que Deus dá o testemunho de que SUA Mente, por ser ÚNICA, é a “minha Mente” , a “sua Mente” ou a “Mente de todos”.

Não se prenda a teorias e mais teorias sobre a Verdade dos fatos! Vá direto ao assunto! Medite e contemple unicamente o que Deus reconhece como real e presente! Faça isso aceitando que Deus dá o testemunho de que a “Mente d’Ele é a SUA”. Detenha-se nestas “contemplações”, entendendo que “aparências” são irrealidades! Uma ilusória “ausência” do Bem permanente.  Reconheça unicamente o que DEUS É, como real Evidência, e, reconhecendo que DEUS E VOCÊ  SÃO UM, serenamente, “intua” que ELE É QUEM ESTÁ SENDO O SEU “EU”!

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Deus E O Homem


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Deus é absolutamente tudo neste momento e Deus é o Bem; daí o fato absolutamente inegável e imutável, que não há nada no universo que não seja o Bem e Seu efeito perfeito. Este Deus é Mente, eternamente consciente de seu próprio Ser, e nunca foi e jamais será consciente de qualquer outra coisa. A Mente é eternamente única e é toda inclusiva. No momento, Ela está incluindo tudo aquilo que, por qualquer possibilidade, possa ser necessário à Mente perfeita.

A Mente governa-se por Si própria. Ela está agora e eternamente consciente de Seu próprio impulso Divino, o Amor. Ela é inspirada, energizada, movida e está sempre em ação, segundo este único impulso, o Amor.

Por esta razão, a Mente – a única Inteligência – é calma, confiante, tranquila e eternamente segura, porque Ela vivencia a potência de Sua própria Natureza, o Amor.

Portanto, não existe possibilidade nem ocasião para temor no domínio infinito da Mente. Não existe nada no Amor que gere medo, nada na Mente que o reconheça, nada no Bem que o mantenha, como não há espaço para tal coisa em todo o universo do Amor!
Mente – perfeita Autoconsciência – sabendo-se Única, e para sempre governando a Si mesma, forma a base de Sua perfeita Natureza, o Amor, e é Vida imortal. Isto quer dizer que – como tudo que a Mente mantém na Consciência é evidência – expressão de si mesma, e sendo Substância da própria, a Mente já compreende claramente estar vivenciando a imortalidade.

Todas as ideias no universo, neste instante, são afirmações desta Mente única; assim, elas são mantidas, vitalizadas, governadas e dirigidas por si mesmas, o Bem eterno.

Estas ideias constituem a Palavra de Deus, as quais – segundo a Sua Promessa – se cumprirão onde quer que sejam enviadas.
Esta Mente, preenchendo todo o espaço, não deixa lugar para qualquer outra mente, contendo tudo que pode, por qualquer motivo, ser necessário à vida, ação ou poder e não deixa nada compor qualquer outra mente; e, estando ciente de agir como Causa Infinita, não deixa causa ou elemento de causalidade para qualquer outra mente.
Esta Mente Única, incluindo tudo e sendo Tudo, nunca poderá conhecer, encontrar ou ter oposição. Não há nada para opor, pelo que opor, com o quê opor, nenhum método de procedimento, nenhum meio e nenhuma causa, ação ou poder para tal coisa, pois Deus é Tudo e não pode opor-se a Si mesmo.

Sendo Tudo, Deus é perfeitamente consciente de Sua própria Autoridade Divina, conhece simplesmente a perfeição de Seu próprio Governo, compreende o Seu próprio controle ilimitado, tem evidência – prova – de sua própria Supremacia, sem oposição.

Ele é consciente que, fazendo o que quer que faça, a sua Vontade é o Bem. A Mente, portanto, é todo governo, legislação e operação da lei que existe e está lei é indiscutível, infinita em alcance e poder.
O homem está envolto na perfeita Consciência de Deus. Ele não pode fugir, por um instante sequer, da proteção, do carinho, da pureza do Amor que tudo inspira, tudo sustém, tudo vê e tudo controla.

Ele não tem preocupação, não tem responsabilidade, nada para preparar, planejar, realizar, conseguir, desejar, pois ele simplesmente tem todo o Bem possível.

Não existe futuro no Agora da Mente Infinita. Assim, não há como compreender a Verdade ou conhecer Deus no futuro, ou alcançar a perfeição, como não há nenhuma demonstração a fazer, pois a única demonstração que existe, existiu ou simplesmente existirá, é de Deus, e que é feita agora! E o Homem é o conhecimento daquele Fato.

Ele, o Homem, tem, ou é, Conhecimento Espiritual, plena convicção do Bem, sabendo que o Bem é único em governo, único em poder, único em atividade, única presença eterna, única Consciência, único estado do Ser, verdadeiro e tangível.

O que ele é eternamente é a Consciência do Bem, o discernimento espiritual da Verdade, o saber da Única Mente. Ele é o estado da consciência pura, natural e clara, agindo, movendo e tendo o seu perfeito ser no imutável Amor de Deus.

Ele não pode cair de seu alto nível. O seu domínio não pode ser levado embora. Ele não pode perder o seu conhecimento dado por Deus. Ele não pode ser desencaminhado, enganado, iludido, de forma alguma, já que tudo que ele sabe é o saber da Mente/Deus. O homem é a compreensão de Deus.

Deus fez bem todas as coisas e o Homem não é parceiro neste trabalho: é o resultado!
A Mente é a Lei da Perfeição, plenitude, atividade, vitalidade, vigor, harmonia para as Suas Ideias – o Corpo e tudo que está incluído no Corpo.

A Mente é a Lei da eliminação das crenças de anormalidade, discórdia, etc.
Este tratamento é a aplicação da Lei.
Com todas as bênçãos.

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Curando O Que Não Foi Curado

 

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Vezes sem conta, curas baseadas na confiança em Deus, iluminada pelos ensinamentos da Ciência Cristã, têm sido rápidas e permanentes. Às vezes, porém, um seguidor devoto dos ensinamentos de Cristo Jesus talvez se encontre lutando durante meses para obter a cura de algum problema em particular que não tenha cedido à oração. Surge a pergunta: “Que mais poderá ser feito para provar o poder curativo de Deus?”

A resposta pode estar em aprofundar nossa capacidade de adorar “o Pai em espírito e em verdade”, como Jesus indicou. Isso implica em fazer novas descobertas acerca da natureza incorpórea de Deus como Espírito infinito, e de Sua perfeição como Verdade todo-poderosa. Leva-nos a uma percepção ampliada da espiritualidade atual do homem como exata expressão de Deus — indestrutível, sadio e completo. Expandir dessa maneira nossa compreensão espiritual acerca de Deus e do homem leva-nos ao domínio dado por Deus sobre tudo quanto parece ser material.

Talvez a dificuldade esteja em que continuamos a procurar vida, saúde e felicidade na matéria, em vez de desenvolver a convicção de que o homem é desde já espiritual dentro da totalidade de Deus. Em vez de continuar a nutrir o ponto de vista popular de ser a vida material e limitada, de estar ela sujeita  à doença e à discórdia de toda espécie, e em vez de tentar mudar a coitada da matéria em matéria melhor, permaneçamos firmes e alegremente com a compreensão esclarecida de que a individualidade imortal e perfeita do homem está completamente fora da matéria.

Todos nós podemos adquirir esse ponto de vista mais elevado e científico que inevitavelmente traz a cura. Para isso talvez seja de proveito estudar a Bíblia novamente numa atitude mental atenta. Persista em se conscientizar de que o ser verdadeiro, espiritual, do homem é de fato demonstrável. Jesus compreendia que o homem tem sua origem em Deus. Por isso ele estava certo da espiritualidade presente do homem. Essa compreensão da unidade do homem com Deus e de sua semelhança a Deus era o alicerce de seus notáveis trabalhos de cura. Sua ressurreição mostrou a natureza indestrutível do Homem-Cristo.

Depois da ressurreição do Mestre, alguns dos seus seguidores ainda estavam tão convictos de que a materialidade é a base da vida, que deixaram de captar o significado espiritual das obras de Jesus. Maria, no entanto, a primeira a ver o Mestre depois da ressurreição, discerniu a condição perfeita de homem espiritual, pura e sem jaça, que Jesus estava demonstrando. Falando na fidelidade do ponto de vista espiritual de Maria e na materialidade dos inimigos de Jesus, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Esse materialismo perdeu de vista o verdadeiro Jesus; mas a fiel Maria o viu, e para ela Jesus  representava mais do que nunca a verdadeira ideia de Vida e de substância”.

 Apreciar mais profundamente as convicções espirituais que sublinham a obra da vida de nosso Mestre ajudar-nos-á a desenvolver convicções semelhantes acerca de nossa própria espiritualidade no presente. Ajudar-nos-á a nos identificarmos com o Cristo, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”, que traz cura.

 A convicção que Jesus tinha de sua completa espiritualidade, ficou revelada nos seus ensinamentos, em magníficas obras de  cura que redimiram a humanidade das várias limitações do materialismo. Jesus mostrou desdém pela pretensão de que há poder na matéria, ao silenciar as tempestades, andar em cima das ondas, curar os doentes desenganados e ressuscitar os mortos. Essas ações mostraram o elevado nível espiritual de seu pensamento e sua recusa em se deixar impressionar pelas pretensas leis da matéria.

 Embora não fosse mundano, Jesus transformou o mundo. Sua lealdade a Deus e sua unidade com a Verdade infinita deram-lhe domínio sobre o que o rodeava. Deu prova do poder todo-poderoso de Deus e da substancialidade ilimitada do homem como ideia espiritual que representa exclusivamente a Deus.  Em vez de se desesperar diante de alguma suposta ameaça material à sua vida, Jesus calmamente seguiu avante, confiante no controle de Deus e na espiritualidade do homem, o que o exime de todas as discórdias da existência física.

 Certo dia, na sinagoga, Jesus leu para o povo, o livro de Isaías. Depois de ter lido o trecho que profetizava a vinda do Cristo, profecia que se cumpria na sua própria experiência, começou a repreender a falta de receptividade deles. Então o povo se enfureceu. Agarraram-no, arrastaram-no para fora da sinagoga, levaram-no pela cidade até à beira de um monte onde planejaram lançá-lo penhasco abaixo. O ódio do pensamento material que resistia ao Cristo, a Verdade, era tão grande que momentaneamente Jesus parecia estar sendo presa dos materialistas ao seu redor. A Bíblia conta-nos que “Jesus, passando por entre eles, retirou-se”. É claro que Jesus nem sequer por um instante abandonou sua elevação espiritual de pensamento. Estava continuamente dando testemunho de Deus, insistindo em demonstrar a totalidade e o poder que tem Deus de libertar outros, de livrar a ele mesmo. O poder de sua confiança crística concretizou-se à beira do abismo para o qual o povo o havia levado, e Jesus foi libertado.

 Às vezes uma condição física assustadora e desanimadora procuraria nos levar até à beira de um abismo, isto é, de uma situação material extrema, desde a qual parece que seremos lançados morro abaixo. Todavia, aí mesmo, num suposto precipício de materialidade, também nós podemos passar pelo meio das crenças materiais ao nosso redor. Podemos reconhecer nossa espiritualidade, reivindicar nosso domínio e nossa cura, e seguir nosso caminho — o caminho do Cristo — com alegria.

Há alguns anos sofri de um distúrbio físico grave que me causava grandes dores. Orei com fidelidade, e fui ajudado pelas orações de um consagrado praticista da Ciência Cristã. Mas o problema persistiu por muitos meses. Sua gravidade aumentou a ponto de me ser difícil caminhar ou ficar em pé.

Certa feita, durante essa experiência, fui tentado a procurar conselho médico. Entre meus colaboradores militares havia vários médicos. A tentação era a de pedir a opinião de um desses amigos quanto à natureza da doença. No entanto, me recusei ceder a tal tentação, pois eu era capaz de discernir que seria impossível ao diagnóstico médico dar-me qualquer informação sobre uma ideia de Deus, espiritual e perfeita. E eu estava determinado a não remexer no entulho da materialidade à procura do verdadeiro ser do homem. Estava-me claro que o  único modo certo de achar e comprovar minha condição de homem em Cristo era o de adquirir compreensão melhor a respeito de Deus e desenvolver convicção mais sólida da indestrutível espiritualidade do homem.

 Procurando pela luz divina, fui inspirado a tornar a ler o relato da vida de Jesus e suas curas, sua espiritualidade vital, sua firme obediência a Deus e sua capacidade de vencer todos os obstáculos. Certa noite meu estudo da Bíblia me levou ao Salmo 139, que diz em parte: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (…) Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá.” De repente, fiquei convencido de que, apesar do que me acontecesse materialmente, eu nunca poderia ficar separado de Deus. Eu era de fato um ideia espiritual de Deus e nunca poderia ser destruído. Discerni que esta convicção espiritual de que a vida está em Deus, abandonando toda fé na assim chamada vida da matéria, era uma lei de restauração para o corpo físico – uma lei de cura. Embora não ocorresse mudança física imediata, eu sabia que estava curado.

 A enfermidade física ainda continuou esporadicamente por mais ou menos dois meses;  mas a consciência, libertada pelo poder de Deus, desenvolvia melhor sentido de identidade, ou corpo. Foi-me muito proveitosa em relação a este caso uma referência que se encontra em Ciência e Saúde: “A consciência constrói um corpo melhor quando vencida a fé na matéria. Se corriges a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo. Nunca mais voltarás a ter medo, a não ser de ofender a Deus, e nunca mais acreditarás que o coração ou qualquer parte do corpo possa destruir-te”.

Prossegui com intrepidez e alegria, na convicção de ter sido curado. Não levou muito tempo, todos os sintomas da doença desapareceram, para nunca mais voltar. Desde aquela ocasião até o presente tenho participado normal e vigorosamente de vários esportes — tênis, natação, caminhadas pelas montanhas, corridas — sem a menor dificuldade.

 Dessa cura ficou claro que era preciso descartar-me do medo e da preocupação com aquilo que poderia acontecer a uma individualidade material. Quando o poder da presença contínua de Deus foi trazido à luz, viu-se que a materialidade é irreal. A dificuldade foi dominada pelo poder do Cristo, a Verdade, a transformar a consciência humana.

 Em aditamento à própria cura, senti devoção mais profunda por melhor apreciar e compreender como as curas do Mestre do Cristianismo transformavam a consciência, elevando-a de uma base material para uma espiritual. Jesus discernia que o controle todo-poderoso de Deus alcançava cada faceta da vida, subjugando a matéria. Podia dizer impunemente: “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei”.

 A identidade espiritual, proveniente de Deus, que Jesus viveu e ensinou, é o Cristo, a ideia divina da espiritualidade perfeita. Esta é a verdadeira natureza de cada um de nós. No entanto,  a influência divina do Cristo parecerá oculta enquanto basearmos nossa vida e nossas expectativas nas limitações da materialidade. A Ação libertadora do Cristo vem à luz na proporção em que raciocinarmos desde o ponto de vista de ser o homem verdadeiramente a expressão da totalidade do Espírito e da bondade, da onipresença e da onipotência da Mente. Que ânimo curativo se desenvolve quando raciocinamos com certeza que Deus é Espírito, e o homem é espiritual; que Deus é Vida, e o homem é imortal; que Deus é Amor, e o homem é desprendido e amoroso; que Deus é Verdade, e o homem é perfeito, ilimitado. Podemos insistir em que Deus — Mente, Espírito, Princípio, Verdade, Amor, Alma, Vida — é a lei irresistível do bem, que expulsa toda e qualquer pretensão da mortalidade. Finalmente, segue-se a gloriosa compreensão de que, sendo Deus e Sua ideia, o homem espiritual, inseparáveis, isso constitui-se em lei de cura e regeneração para toda necessidade humana específica. Satisfeitos e serenos nessas convicções, podemos ter confiança em que Deus está realizando Sua santa obra.

 Ciência e Saúde declara: “A individualidade do homem não é menos tangível por ser espiritual e por não estar sua vida à mercê da matéria. A compreensão de sua individualidade espiritual torna o homem mais real, mais formidável na verdade, e o habilita a vencer o pecado, a moléstia e a morte.”

 Deixando de estar preocupados com a materialidade e de dela depender, ficamos cônscios de que o homem já é espiritual no presente. Podemos comprovar progressivamente, pela redenção e pela cura, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”. Tal espiritualidade desenvolvida nos trará saúde, vigor e vitalidade — o reino do céu dentro de nós.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã)

 

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Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 4

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O parágrafo seguinte do artigo assim diz;

Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro.

O que a autora aqui nos previne, é que não percebendo, em nosso dia a dia, nosso aparente envolvimento com a “mente carnal”, e, por conseguinte, deixando de reconhecer a Mente de Cristo como a única Mente atuante como a Mente real de todos nós, se ficarmos apenas desejosos de “ter bons pensamentos”, não conseguiremos barrar os “maus pensamentos” sugeridos pelo “magnetismo animal”. Por quê? Por estarmos no “bem humano”, que é a mesma frequência ilusória do “mal humano”!  Extremos opostos da mesmíssima “crença coletiva”! E assim, em vez de estarmos conscientes da Verdade de que a Mente divina é única, e Se expressando com perfeição na Realidade subjacente à suposta “existência humana”, facilmente seríamos presas da “ação hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro”.

O Caminho, portanto, é nossa identificação radical com a Mente divina, que está acima dos bons e dos maus pensamentos da crença coletiva. Desse modo, com a Mente de Cristo assumida, reconhecida,  entendida e aflorada como sendo a nossa Mente, esta atividade da Oniação mental divina se fará refletir na suposta “vida nas aparências”, sem que isto se torne uma “obrigação de termos bons pensamentos”, uma vez que eles assim jorrarão espontaneamente em nossa vida cotidiana, além de sempre nos alertarem quanto aos pensamentos ou ideias que não são de Deus, que, desse modo, poderão ser por nós filtrados, barrados e anulados naturalmente.

O parágrafo anterior havia sido assim encerrado pela autora:

“E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem”.

Este é o princípio absoluto a que devemos nos ater, para realmente estarmos protegidos da “ação magnética” da ILUSÃO!

 

Continua..>

O Bem É Sempre Impessoal

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Nosso ensinamento tira o mistério da religião e o coloca na Ciência. Mas nós não perdemos qualquer reverência real, porque a reverência não depende da imaginação. Lágrimas nos olhos não significam gratidão. Lágrimas mostram que o nosso pensamento não é como Deus. O entendimento de que Deus é bom é tangível, definido, real e, portanto, prático. Não há misticismo nisso. Precisamos remover todo o sentido de personalidade da palavra Deus. O Bem é sempre impessoal. Isso é verdade em todos os sinônimos que a Sra. Eddy nos dá. A natureza de Deus é sempre a de revelar-se a Si mesmo. No momento em que você diz que Deus é Mente, você declara e produz iluminação, que se transforma em esplendor. Deus nunca começa, nunca termina, nunca falha. Quando pensamos essas coisas, estamos nos educando. Nós pensamos nessas proposições para que nos sejam úteis em nossa vida diária.

Vou apresentar um texto que escrevi, de modo que não reste dúvida sobre o que eu disse: Ninguém pode, de forma alguma, ter a ideia correta da Ciência sem vivenciar alguma coisa do significado do Eu Sou encontrado na Bíblia, e que a Sra. Eddy explica. Num certo sentido, esse Eu, Sou é aquela reflexão que dá a confiança com a qual uma pessoa anda sobre a terra como se ela a possuisse. E ela a possui. É isso que deve chegar a todos de forma crescente. Mas, às vezes vê-se este Eu Sou sendo usado de tal maneira que fica óbvio que não existe entendimento alí. Não é uma pessoa. Não é uma pessoa dizendo “Eu Sou”. É nada menos que Deus. E, se não for assim, não é nada. Até que ponto, muitos perguntam, pode-se dizer “Eu Sou”? Até que ponto pode alguém permitir que seu pensamento se aposse da grandeza e poder de divindade, e anuncie a imutabilidade e aplicabilidade do homem divino em curar os doentes? A única resposta possível, à luz da revelação da Sra. Eddy é: até o ponto que alguém for capaz. Mas não pode haver erro no significado do Eu Sou. Só o Espírito pode realmente dizer Eu Sou. Um sentido material e finito, tentando alcançar algo além de si mesmo, não pode dizer adequadamente “Eu Sou o que Sou”. Mas, se a Ciência pura está entronizada, e o pensamento se eleva completamente acima da matéria… se um caso é tido como uma oportunidade e não como uma tarefa… se é visto que a infinitude é perfeita e não há nada para ser curado ou salvo… se todos os desejos, mesmo aqueles que chamamos legítimos, desapareceram na realização do “Único Adorável”… então o pensamento pode dizer “Eu Sou o que Sou”.

* Bicknell Young foi um mundialmente renomado Professor e Conferencista nos primórdios da Ciência Cristã.

Que É O Tratamento Pela Ciência Cristã?

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Você sabe que os Cientistas Cristãos se apoiam na oração para curar. Mas você também já ouviu falar em tratamento pela Ciência Cristã. E você quer saber qual é a diferença entre tratamento e oração.

 Com efeito, esse tipo de tratamento é uma forma de oração baseada no fato de que Deus é o bem supremo e que Ele não cria doença nem erro. E estes não são sustentados por Sua lei. Um Cientista Cristão que esteja a “tratar” uma doença, por exemplo, esforça-se para reconhecer, com a maior amplidão de que for capaz, a totalidade e bondade de Deus. A oração assume diferentes formas, desde a petição (pedindo simplesmente auxílio a Deus, por exemplo) até repetição de uma oração aprendida na infância. Mas o tratamento pela Ciência Cristã é a persistente aplicação das verdades espirituais a determinada situação, a fim de alcançar a cura.

 De acordo com a Ciência Cristã, a doença, tal como qualquer outro tipo de discórdia humana é, afinal, o resultado da ignorância, do medo ou do pecado da mente humana. A medicina mais eficaz não é, por isso, a receita de um medicamento ou qualquer outra forma refinada de matéria, mas sim a Mente divina e sua influência curativa. Tal como os Cientistas Cristãos a encaram, essa compreensão de Deus como sendo infinito, sempre presente e absolutamente bondoso, é o meio que Cristo Jesus utilizava para curar. E assim como Paulo recomendou a todos os cristãos, o Cientista Cristão esforça-se por ter aquela Mente “que houve também em Cristo Jesus”.

A teologia da Ciência Cristã realça a necessidade de profundo amor e genuíno viver cristão, a fim de tratar e curar por esse método científico cristão. Por isso, há que aprofundá-lo, não apenas notar que é uma forma diferente e, porventura, menos dispendiosa, de alternativa médica da “Nova Era”. A pessoa que se dispuser a tratar com eficiência de acordo com a Ciência do Cristianismo, tem de enfrentar a entranhada resistência à totalidade de Deus, a Mente divina, que parece fazer parte da crença de ser o homem um mortal separado de Deus. Essa vitória não é alcançada sem esforço decidido, nem é ganha numa só batalha.

 O que dá ao tratamento sua capacidade de curar, é o despertar para a compreensão de que Deus, Espírito ou Mente, é na realidade o bem todo-poderoso e o oposto a Deus não tem substância. O fato espiritual e científico é que Deus nunca criou coisa alguma que não fosse boa e que Ele mantém Sem amado filho, à Sua imagem, em integridade e perfeita saúde.

 O tratamento da doença, ou de qualquer outra discórdia, implica ceder o pensamento àquilo que a Mente divina sabe e concebe. A medicina do tratamento espiritual é a verdade inspirada do poder e da bondade sempre presente e absoluta de Deus, em medidas jamais esperadas ou imaginadas.

Enquanto a pessoa não tenha experimentado o efeito do tratamento pela Ciência Cristã, talvez lhe seja difícil acreditar. Mas os testemunhos de curas, que aparecem mensalmente constantes neste periódico, e o registro de curas, de mais de um século, a começar pelo último capítulo de cem páginas de testemunhos em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras de autoria de Mary Baker Eddy, intitulado “Frutos”, e num capítulo semelhante do seu livro Miscellaneous Writings, são relatos feitos por pessoas serenas e responsáveis. A Sra, Eddy, que descobriu a Ciência Cristã, descreve sucintamente a base dessas curas ao afirmar: “A Ciência descreve a moléstia como sendo erro, como matéria contra a Mente e o reverso do erro como que favorecendo os fatos relativos à saúde”.

O tratamento é sempre uma forma de oração. No entanto, nem toda oração é tratamento. Durante um culto dominical ou reunião de testemunhos, por exemplo, posso orar pela congregação, mas não lhe dou tratamento. Também posso orar por um amigo hospitalizado e submetido a cuidados médicos, mas não o tratar.

O raciocínio subjacente é que, do tratamento pela Ciência Cristã, se espera que produza uma mudança benéfica no estado de pensamento do indivíduo, com o propósito de curar. Seu efeito sobre o paciente é poderoso e definitivo, Por isso, não pode ser ministrado sem o pedido e o conhecimento do indivíduo. Da mesma forma como você não utilizaria dois sistemas diferentes de psicologia ou de tratamento médico para o mesmo problema de uma só pessoa, porque interfeririam um com o outro, da mesma forma você não misturaria o tratamento pela Ciência Cristã com o da medicina. Pode ser que a intenção seja boa, mas o efeito final não seria benéfico.

 Nos últimos anos, acumularam-se evidências que demonstram o efeito das crenças das pessoas em seus corpos. Muitos estudos científicos objetivos, desde a porcentagem de curas após deslocamento da retina até ao efeito de placebo em funções estomacais, para apenas mencionar duas em centenas, mostram que aquilo em que a mente humana acredita, tem muita importância.

 A Ciência Cristã explica que não só é assim, mas que nem a matéria doente, nem, por assim dizer, a matéria sadia, são, em si mesmas, verdadeira substância. Não passam de um prolongamento da crença e do pensamento humano. Por isso, mesmo quando a causa da doença é um vírus, um gene ou outro suposto mecanismo material, a fonte básica é o erro de crer que Deus, o Espírito, é menos do que Tudo. E a verdade curativa é que Deus é a grande e única causa real de nossa vida. Essa compreensão é a energia libertadora que constitui o âmago do tratamento pela Ciência Cristã.

(De O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1990)

“Elevai Ao Alto Os Vossos Olhos!”

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“Elevai  ao alto os vossos olhos”

Isaías, 40: 26.

Até hoje vemos gente apontando para o céu, quando fala de Deus. “Olhar para o alto”, que significa puxarmos a atenção para a Consciência iluminada que somos, também veio sendo traduzido materialmente, como se existisse um Deus no céu e um homem na terra. “Elevai ao alto os vossos olhos”, disse Isaías. O sentido é posicionarmos os nossos olhos como sendo OLHOS DE DEUS! Não há nada além de Deus em existência! Quando elevamos ao ALTO os nossos olhos, vemos a Verdade, vemos o que é real, vemos o que Deus vê.

Com a suposta visão abaixo das altitudes de nossa Consciência crística, a ILUSÃO ocupará a nossa atenção com seus quadros falsos ou ilusórios. Enquanto estes quadros não forem entendidos TODOS como PURAS MIRAGENS, as pessoas não irão se dedicar como deveriam para ver acima deles, o que seria atender à recomendação de Isaías: “Elevai ao alto os vossos olhos”. E quando isso for realmente entendido, ninguém deixará, um dia sequer, de atender à recomendação. Por quê? Porque é “conhecer a Verdade”, é estar atento ao que é real, é estar imune aos quadros ilusórios, vivenciando ou desfrutando da infinita herança celestial!

Que fez Jesus, vendo a multidão faminta e “enxergando” poucos pães e peixes? ELEVOU AO ALTO OS SEUS OLHOS! Não ficou se lamentando por causa da ILUSÃO de provimento limitado! Assim a Bíblia relata: “Tomando os cinco pães e os dois peixes, ERGUEU OS OLHOS AO CÉU e os abençoou. Todos comeram e  se fartaram e ainda sobejou” (Mt. 14: 19-20).

Jesus fez o que Isaías recomendou, “enxergando” a Provisão INFINITA elevando ao ALTO os seus olhos!

Enquanto alguém não obrigar a “mente carnal” a se ajoelhar e se render à Verdade infinita, irá acreditar em seus quadros falsos de limitação, imperfeição e problema!

Onde estão seus olhos? Em saldos bancários? Em corpo físico? Nas MIRAGENS impostas pela ILUSÃO? Ou eles estão ELEVADOS AO ALTO? VENDO SUA ETERNA HERANÇA DIVINA, SEU CORPO DE LUZ INFINITA, SUAS IMENSURÁVEIS RIQUEZAS CELESTIAIS?

 Quando um “coração de menino” substitui o “sábio intelecto”, que, com “olhos na matéria”  apenas sabe endossar todas as mentiras engendradas pela ILUSÃO, a VERDADE é contemplada com OLHOS ELEVADOS AO ALTO, e este alguém  experiencia ser O CRISTO, OCULTO EM DEUS, NA TOTALIDADE DE DEUS, NA ABUNDÂNCIA DO INFINITO QUE DEUS É, E QUE ELE, EM UNIDADE COM DEUS, IGUALMENTE É!

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Deus É – 2

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Deus É; Vida É. Não nos é permitido fazer qualquer julgamento que ultrapasse esse ponto. Deus É. Trata-se de um treinamento para deixarmos de emitir opiniões. É muito fácil e agradável, para o ego de alguém, ser um bom juiz da natureza humana, ser humanamente capaz de avaliar aqueles a quem encontra; e, humanamente, talvez ele até esteja julgando certo. Entretanto, se ficarmos olhando o mundo e julgando a humanidade, colocando rótulo em pessoas, e permanecendo no âmbito das opiniões e análises humanas, somente atrairemos confusão. Há uma só forma de escaparmos disso tudo e ficarmos apartados: concordando que Deus fez tudo que foi feito, e que tudo que Deus fez é bom; concordando que Deus, Espírito, é a Vida, a Alma, e a Mente do ser individual. Como poderíamos aceitar um ensinamento que revela Deus como a Vida de toda a existência, como o Princípio criativo de todo ser, e, paralelamente, ficarmos classificando alguma coisa como boa ou como má?

A mulher flagrada em adultério não foi rotulada pelo Mestre: “Mulher, onde estão os teus acusadores?… nem eu, também, te condeno”. E ao cego de nascença, “Nem este homem pecou nem seus pais.” Você está percebendo a necessidade de se abandonar toda censura, toda condenação que se fundamenta em aparências? Toda revelação e ensinamento espiritual, registrados desde 1500 AC., estão baseados nos postulados: “Ame a seu próximo como a si mesmo”, e “Faça aos outros como gostaria que lhe fizessem”. A prece é nosso contato com Deus, e não teremos contato algum com Ele a menos que amemos nosso próximo como a nós mesmos.

Esta prática, logicamente, nos irá tirar de muitas das nossas discussões de cunho político ou social, pois não seremos mais capazes de culpar familiares, amigos, sócios ou lideranças políticas pelos nossos problemas, circunstâncias e depressões. Isto nos exigirá disciplina, e irá nos exigir mais o seguinte: um profundo e grandioso amor a Deus. Ninguém poderá penetrar na sagrada atmosfera de Deus exalando críticas, julgamentos e condenações referentes ao próximo. “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti; deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta.” (Mt.5:23-24.)

Não é possível haver demonstração espiritual enquanto continuamos presos às opiniões humanas de bem e mal. Quando olhamos para o mundo sem opiniões, julgamentos ou rótulos – mesmo os bons -, conscientizando que DEUS É, criamos uma espécie de vazio interior. Neste vazio aflora a sabedoria espiritual capaz de definir e avaliar o que está diante de nós, e isto se mostrará inteiramente diferente de nossa estimativa humana. Chega-nos à consciência uma espécie de calor, uma sensação de amor pela humanidade, e a percepção de que Deus é a totalidade da Existência. Quando alguém contempla esta revelação da verdade espiritual, encontra-se pronto para dar o passo seguinte: o passo que o torna um praticista de cura espiritual, um salvador, um reformador, um supridor no universo aparente.

Este é o momento em que devemos olhar para toda condição, seja de prisão em cárcere, em corpo doente, em falta ou limitação, sem lançarmos opinião de bem e mal. Devemos poder encarar qualquer situação e circunstância com a conscientização de que DEUS É . Ser-nos-á requerido um elevado grau de consciência espiritual, para olharmos uma doença séria e sermos capazes de contemplar o Cristo. Isto não quer dizer que olharemos para o pecado, a doença, a pobreza, o cárcere, para rotularmos tudo aquilo de “bom”. Não significa que faremos afirmações mentais de que aquilo é espiritual ou harmonioso; tampouco consideraremos que algo seja “mau”, munidos da intenção de superá-lo, melhorá-lo ou curá-lo. Não, não, não. Falamos de um abandono de todo julgamento humano, na conscientização de que somente DEUS É, DEUS, SOMENTE, É .

Talvez você pergunte: “Que princípio está aqui envolvido?” No reconhecimento de Deus como infinito, poderia você admitir um doente, um pecador, uma condição de pecado ou de doença? Poderia você aceitar uma pessoa ou condição necessitada de cura, mudança ou melhoria? Não, não poderia. Que ocorre quando você testemunha o que o sentido humano chama de “erro”, e ora para removê-lo? A resposta é uma só: ocorre o fracasso.

Lembre-se: você não foi chamado para olhar pessoas e condições errôneas e chamá-las de boas ou espirituais, nem para dizer que uma pessoa em erro é o Filho de Deus. Uma pessoa assim não é o Filho de Deus. Você foi chamado para eliminar toda opinião, teoria ou crença, deixando de lado todo julgamento. Não declare que algo ou alguém seja bom. Disse Cristo: “Por que me chamas bom? Não há ninguém bom, exceto Deus”.

Não vamos chamar nada nem ninguém de bom, mas também não chamaremos de mau. Aprenderemos a olhar para qualquer pessoa e condição com apenas duas palavrinhas: DEUS É, ou ELE É . É- É- É: … nunca “será” curado, melhorado, removido. DEUS É . Harmonia É. Ele É! ELE É AGORA!

Na percepção de que DEUS É, será revelada toda entidade e perfeição espiritual. E então, você não estará vendo o mal humano transformado em bem; não estará vendo pobreza humana transformada em riqueza; não estará vendo doença humana transformada em saúde; não estará vendo culpa humana transformada em virtude; entretanto, estará percebendo a atividade e Lei de Deus presentes exatamente onde parecia existir uma pessoa boa ou má, uma condição boa ou má.

Não buscamos transformar humanidade má em humanidade boa. O objetivo deste trabalho e estudo é alcançar “aquela Mente que estava em Cristo Jesus”, isto é, alcançar o mesmo estado de consciência espiritual manifestado por ele, a fim de contemplarmos o mundo espiritual, o homem espiritual, o Filho de Deus. “O Meu reino não é deste mundo”. O reino de Deus é um reino espiritual, um universo espiritual, governado por lei espiritual. Ele é uma SUBSTÂNCIA espiritual sem começo e que não terá fim.

Podemos compreender melhor esse fato se analisarmos que jamais houve um tempo em que duas vezes dois não fosse quatro. Nunca houve tempo em que uma semente de roseira deixasse de produzir rosa. A lei “semelhante produz semelhante” vem vigorando desde antes que o tempo existisse. Ela sempre foi, é e será. A oração, no sentido comum de prece, não irá provocar esse efeito. Todo “bem” JÁ É.

Mesmo no âmago das chamadas “depressões econômicas”, a terra continuou abarrotada de frutos, os oceanos repletos de peixes, os céus repletos de pássaros. Deus não tem poder para aumentar o Seu suprimento. JÁ É INFINITO! É maior do que a terra possa usar. Ele ainda é, apesar da aparente falta de provisão e dos preços elevados que somente a ignorância é capaz de explicar. O mundo está produzindo mais do que pode consumir ou utilizar. Orar a Deus por aumento de suprimento iria realmente fazer crescer a quantidade de produtos ou benefícios? NÃO! Já existe mais que o suficiente para o mundo todo!

Naturalmente, uma pergunta pode surgir: “Como nos valeremos desta suficiência?” Resposta: “Através da prece”. Que é prece? A prece é este sentimento, esta convicção, este saber interno de que estas palavras são verdadeiras. DEUS É. Você mudaria esse fato? Mudaria algo feito por Deus? Pediria melhorias no universo de Deus? Pediria a Deus para deixá-lo influenciar as leis, a substância e a atividade de Sua própria criação? “Sim, mesmo que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo.” (Salmo 23:4.) DEUS É. Teríamos de orar por algo mais? O sentimento de certeza da declaração “DEUS É”, constitui a sua prece. Exatamente agora, ela lhe será o bastante, desde que possa abrir mão de todos os seus desejos, vontades e mesmo esperanças, para deixar este sentimento, esta realização, conduzi-lo a planos mais profundos de consciência, fazendo-o penetrar nos reinos mais profundos da prece. DEUS É. Isto não basta?

Agora eu reafirmo: não julgue pelas aparências. Olhe para cada pessoa, cada coisa, cada situação, munido somente desta compreensão: DEUS É! A partir daí, deixe a Realidade Espiritual se tornar visível pela ação de seu Pai interior.

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A prece é nosso contato com Deus, a Fonte infinita de nosso ser, da qual não podemos ter nenhum conhecimento intelectual, e que temos chamado de Mente, Vida, Verdade, Amor, Espírito ou Infinito Invisível. Deus é o único princípio criativo do universo, o princípio criativo de tudo que É; e, como esse princípio opera a partir da Inteligência suprema, sem começo e sem fim, precisamos aprender a fazer contato ou a nos tornar um com Ele. A menos que aprendamos como fazer isso, não poderemos nos valer da Onipresença, Onipotência e Onisciência de Deus.

A prece, às vezes chamada de comunhão, é a via de acesso ao contato com Deus; através dela, descobrimos nossa unicidade com Deus, nós conscientizamos Deus. Ela é o meio de se trazer à experiência individual a atividade, a lei, a substância, o suprimento, a harmonia e a totalidade de Deus. Este é um dos pontos mais importantes que um estudante de sabedoria espiritual deve saber, praticar, compreender e vivenciar.

Na compreensão da infinita natureza de Deus, entendemos a infinita natureza de nosso próprio ser. “Eu e o Pai somos um” é o fato a nos garantir a natureza infinita do seu e do meu ser. Isto independe de sermos ou não estudantes da Verdade; depende de nosso relacionamento com Deus, pela natureza de unicidade desse relacionamento – unicidade. Em proporção ao nosso progresso, iremos cada vez mais ouvir a respeito da palavra “unicidade”.

Qualquer coisa espiritualmente válida a certo indivíduo, seja santo ou pecador, deverá ser aceita como válida para mim e para você, porquanto o relacionamento entre Deus e Sua Criação é de uma unidade universal. Ao nos ensinar que “Eu e o Pai somos um”, Cristo foi muito cuidadoso em nos assegurar que falava de meu Pai e de seu Pai. Estava revelando a Verdade espiritual universal. Que diferenciava a demonstração de Cristo Jesus da apresentada pelos rabis hebraicos da época? Que diferenciava a demonstração do Mestre daquela de seus alunos ou discípulos? Era o mesmo relacionamento! “Eu e o Pai somos um”–  meu Pai e seu Pai! Neste relacionamento em Cristo Jesus, somos todos um, em termos de Verdade ou de Realidade espiritual; logo, a diferença residia na diferença de conscientização.

O Mestre conscientizou sua identidade verdadeira. Reconheceu sua relação com o Pai, com Deus, como a Fonte de seu ser. Reconheceu Deus como sua vida – pão, vinho, água. Reconheceu, portanto, sua substância ou suprimento como infinito, sua vida como eterna, sua saúde como perfeita. Todos estes fatores, como tinham origem no Pai, passaram a lhe pertencer por herança divina; revelavam o direito, o privilégio e a experiência do elo Pai-Filho. “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo que é meu é teu”. O Mestre, em seu reconhecimento pleno dessa Verdade, podia demonstrá-la. Os discípulos, não tão convictos, não tão conscientizados, chegaram a demonstrar certo poder de cura e certo suprimento, embora em escala menor. O motivo: a diferenciação no grau de conscientização da unicidade.

O fato de você ouvir com seus ouvidos, ver com seus olhos, não constitui prece e não fará a sua demonstração; porém, se algo profundo em seu coração, uma certeza confortadora no íntimo de sua consciência lhe disser: “Sim, isso é a Verdade! Eu sei que somente nessa conscientização sou um com o Pai”, então será esta a medida de sua percepção da natureza da prece. A prece é a certeza da Verdade dentro de você. Ela nunca significa ir a Deus por alguma coisa; nunca significa desejar algo, exceto o desejo de conhecer Deus, ou tomar maior consciência de Sua Presença. Muitos estudantes, tão plantados na velha teologia ou na metafísica mental moderna, vivem, na crença de que podem ir a Deus em busca de algo: saúde, suprimento, emprego, companhia ou cura; e acabam, em vista disso, adiando a própria demonstração de harmonia.

Nenhum bem lhe fará ficar a pensar em sua vida, sua saúde, seu suprimento; nenhum bem lhe fará dirigir-se a Deus munido de alguma requisição, pedido ou desejo, pois Deus nada possui que nEle pudesse estar retido, e Deus não retém coisa alguma que faça parte de Sua posse, Deus é ser ativo infinito. Tudo que Deus É, e tudo que possui, está fluindo constantemente em manifestação, expressão e forma. Será tolice alguém julgar que sua prece poderá influenciar Deus a acelerar a vinda de algo, ou fazer com que Ele lhe traga algum benefício.

A harmonia vem rapidamente à sua experiência, tão logo concorde que não há sentido algum em se dirigir a Deus em busca de algo. Lembre-se: quando digo “concordar”, falo de uma sensação de certeza, de uma concordância interna ou profunda convicção, e não de um mero falar superficial do tipo: “Sim, eu acredito, concordo com o Mestre. Sou cristão e aceito o seu ensinamento.” Esse tipo de aceitação é o mesmo que nada! Você pode sentir a veracidade desse fato? É capaz de sentir a verdade desta tremenda revelação do Mestre, de que “o Pai sabe que necessitais de todas estas coisas…que é de Seu agrado dar-vos o Reino”? Caso não se sinta convicto, não vá a Deus em busca de alguma coisa. Trabalhe dentro de você mesmo; ore no interior de seu próprio ser; realize uma comunhão interna, até perceber uma concordância, um sentimento de que o Mestre realmente sabia que o Pai conhece todas as suas necessidades, e que, antes que Lhe peça, é de Seu agrado dar-lhe o Reino.

A prece é um reconhecimento desta Verdade do amor de Deus por Sua própria Criação; é um conhecimento interior de que jamais o Pai abandonou a Sua Criação. Quando olhamos para o mundo e vemos doença, pecado, morte e calamidade, ficamos prontos para questionar tudo isso; porém, nesse procedimento, estaremos desconsiderando a sabedoria de João, quando nos adverte: “Não julgueis pelas aparências, mas segundo julgamento justo”.

Temos nos dedicado a ver com os olhos e a ouvir com os ouvidos, quando deveríamos estar vendo com os olhos interiores e ouvindo com os ouvidos interiores, com aquela percepção espiritual que não julga pelas aparências, mas pelo julgamento espiritual. E então, saberíamos que todo pecado, doença, morte, carência, limitação e caos, reinantes no mundo de hoje, surgem por um só motivo, e surgem àqueles que vivem pelo sentido material; àqueles que ainda estão voltados a querer ou desejar obter, adquirir e buscar alguma coisa; àqueles que desconhecem a natureza infinita de seu próprio ser, bem como o fato de que, devido a ser infinita esta natureza, eles deveriam deixá-la se expressar a partir deles próprios, em vez de viverem tentando acrescentar algo à infinitude.

A prece comumente aceita, ortodoxa ou metafísica de cunho mental, deve falhar por ser na maioria tentativa de se obter algo, acrescentar algo, realizar algo ou receber algo, quando a natureza infinita de nosso ser, um com Deus, implica em estarmos com nossos “recipientes” já lotados. Tudo que é do Pai é nosso. Algo mais nos poderia ser acrescido?  Browning, o grande poeta, registrou em seus versos o segredo maravilhoso: “A Verdade está dentro de nós mesmos… e o conhecimento… consiste em abrirmos espaço para que escape o esplendor aprisionado…”.

Quando julgamos pelas aparências, submetemo-nos à crença causadora de toda confusão e discórdia da existência humana: o julgamento do bem e mal. Isto é bom; aquilo é mau; assim rotulamos tudo! Naturalmente, aquilo que hoje é chamado de bom, pelas mudanças de regras sociais poderá ser chamado de mau amanhã. E coisas hoje ditas muito más, talvez se tornem normais, naturais e comuns a todos no amanhã. Porém, não perceberemos que tais avaliações são transitórias e espiritualmente infundadas, enquanto estivermos julgando pelas aparências. Estaremos julgando segundo os padrões atuais da sociedade ou tradições do momento, regras a nós impostas; desse modo, instantaneamente rotulamos tudo como coisa boa ou má, julgando tudo com base em opinião, crença e teoria humanas. Enquanto estivermos encarando o mundo com olhos humanos, sempre estaremos achando algo bom e algo mau, muito embora essa classificação se altere a cada geração que passa.

Para que haja uma compreensão correta da natureza da prece, precisamos, neste instante, abandonar nosso julgamento humano em termos de bem e mal. Não podemos continuar a enaltecer nosso senso de sabedoria psicológica, permitindo-nos julgar as pessoas de nossa família, do círculo profissional ou de nossa comunidade. Deveremos deixar de lado nossas opiniões de bem e de mal, de inteligência ou de ignorância, de honestidade e desonestidade, de moralidade e imoralidade, para termos condição de ver cada indivíduo sem qualquer condenação, sem qualquer crítica e sem qualquer julgamento, unicamente estabelecidos na percepção de que Deus É!

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Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 3

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O parágrafo anterior, do artigo aqui comentado, terminou dizendo: “A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras”. Isto deverá estar bem entendido, antes de passarmos ao terceiro parágrafo, em que a autora diz o seguinte:

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Não há como descrever a importância destas revelações; porém, se somente forem lidas e aceitas mentalmente, sem serem vivenciadas interiormente, seu valor será praticamente nulo. Primeiramente foi dito o que É: Deus sendo a totalidade da Existência; e dito de uma forma que exclui a POSSIBILIDADE de haver qualquer ação ou presença opostas. E então é explicado o “magnetismo animal”: uma CRENÇA, um estado ILUSÓRIO do pensamento.

A explicação é verdadeira, não sendo uma teoria  apresentada como “hipótese” a ser testada ou passível de “dar certo” ou “dar errado”. Mas, é uma explicação que requer PRÁTICA! Uma perseverança confiante e destemida, que, uma vez posta decididamente em execução, jamais “volta atrás”. Quem conhece a famosa “Chave de Ouro”, de Emmet Fox, verá nela a essência do que este artigo está expondo. “Seja qual for o problema, deixe de pensar nele e pense em Deus estando em seu lugar”. Esta é a “Chave de Ouro”.

Quando pensamos “em Deus no lugar do problema”, pensamos com a Mente divina, aqui explicado pela autora da seguinte forma: “Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito”. Releia o parágrafo todo, tendo em mente a “Chave de Ouro” de Emmet Fox, e verá que, realmente, você tem em mãos a CHAVE DE OURO para saber lidar com a Verdade, sem se deixar enredar pelas mentiras da “mente carnal”.

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Deixe Que “Deus Como Tudo” Se Revele!

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Apesar de vasta literatura sobre a Verdade estar hoje  disponível, o fundamental é que verdadeiramente “participemos” conscientemente das revelações, de forma a “sermos elas próprias”, através de uma direta e total identificação com a Verdade.

Há uma frase de O Caminho Infinito que eu sempre coloco nos artigos: “A prece é um deixar que Aquilo que É se revele”. Como “Aquilo que É”, é a Verdade de que DEUS É TUDO, podemos substituí-la pela seguinte: “Deixar que DEUS COMO TUDO Se revele”. Desse modo, nas contemplações, unicamente a totalidade de Deus é focalizada, de modo objetivo, sereno e sem dualidade.

Este “deixar” não implica o tempo, mas sim uma certeza ou convicção de que unicamente Deus é Realidade, e que, em vista disso, unicamente o que Deus É, está eterna e perfeitamente manifestado. Por isso, as “contemplações” devem ser  feitas sem esforço e com dedicação.

Lillian DeWaters disse o seguinte: “Ficar mudando de uma forma de tratamento mental para outra, enquanto é mantida a crença de que alguém é uma consciência individual, vivendo uma existência humana, se compara a alguém ficar mudando de cavalinhos de um carrossel. O caminho é sairmos da crença imperfeita para o entendimento perfeito, sairmos do falso para o verdadeiro, deixarmos o homem unicamente por Deus”.

Somente o que é espiritual discerne as coisas reais e verdadeiras. Portanto, deixar que “DEUS COMO TUDO SE REVELE”, abrindo mão de suposta mentalidade humana, e de todos os seus registros, é O REAL CAMINHO!

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Vendo O Problema Como “Tentação” De Se Crer Em Algo Além De Deus

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Como poderia haver união consciente com Deus, quando a máscara da crença universal se interpõe entre Deus e você? Isto é possível através do reconhecimento de que este “mundo de aparências” é hipnotismo; assim, passamos a ver, através da máscara, o Coração do Universo do Espírito.
 
Somos um com o Pai, e nessa Unidade reconhecemos somente um Eu, uma Vida. Transcendendo o hipnotismo, observamos a glória do Universo de Deus.
 
Tudo que é conhecido pelos cinco sentidos físicos não passa de uma forma de hipnotismo. O real, o eterno, a criação divina que é a própria expressão de Deus, somente pode ser conhecido através do discernimento espiritual. Quando nossos olhos se abrem para a Realidade divina, ficamos conscientes de que não há pessoas nem condições que necessitem de cura ou mudança.
 
Toda condição negativa é uma “tentação” para que aceitemos algum poder apartado do Poder de Deus. Cada problema é um ponto que nos faz recordar que vivemos no Universo espiritual, perfeito e pleno. Se algo inferior estiver sendo reconhecido, significa que ficamos hipnotizados; e assim, temos por incumbência despertar, para vivermos constante e continuamente na atmosfera do amor, da paz e da plenitude do Reino interior.
 
Este trabalho contínuo de encararmos cada problema como hipnotismo, um “nada”, um “não poder” ou “não substância”, nos conduz à Consciência mística da Unidade, em que não existe “Deus e”, mas que existe somente Deus: Deus aparecendo como ser individual, e Deus aparecendo como Universo espiritual.

 O Universo espiritual, feito da Substância do Espírito, formado pela Consciência e mantido pela Lei espiritual, está exatamente AQUI. Neste Universo espiritual não existe doença, não existe falta ou limitação, não existe infelicidade ou discórdia, nem tampouco ser algum para ser curado ou modificado. Há somente o Reino da Divina Harmonia e Paz, que a tudo permeia, sem distúrbio de qualquer natureza,

Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante. Não temos de ir a algum lugar para encontrá-Lo. Ele está exatamente aqui, onde nós estamos. Portanto, assim deve ser a nossa oração:

“Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo”.

O Caminho espiritual não se reduz a meditações de dez ou vinte minutos, em que há o reconhecimento do único Poder e única Presença, enquanto saímos pelo mundo esquecidos dessa Unidade pelo resto do dia. Este Caminho é o do reconhecimento constante da Presença de Deus onde quer que estejamos, o que nos requer um estado de alerta a cada segundo.

*

 

 

Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 2

 

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Na suposta vida humana, vive a maioria sem se dar conta de que “na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação”. Este texto, desde o começo, deixa bem claro o “foco” a que devemos nos apegar, rompendo decididamente com o hábito de cegamente endossar “bem e mal” das aparências, como se, de fato, existissem “dois poderes”.

Escreve Freda S. Benson: Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

Certa vez, num artigo, eu fiz a seguinte pergunta: “Onde estaria a Perfeição divina, quando males e imperfeições se mostram aparentemente presentes?” E a resposta assim foi dada: “Estaria no mesmo lugar ocupado pelo número 10, na conta: 5 + 5 = 11”. Este “11” é o erro! A autora diz: “…do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o “magnetismo animal” não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal”. Que é o acerto, representado pelo “10” neste exemplo? É o “bem espiritual”, sempre sozinho e presente quando “surge” a “mente mortal”. Que faz ela? Aceita a dualidade  10 e onze, isto é, “bem” e “mal”, enquanto a Verdade é unicamente o “bem espiritual”. Assim como um professor de matemática bate o olho na conta, vê o erro e acata unicamente o 10, o metafísico bate o olho no Universo e identifica, como presença, unicamente o Bem absoluto que, em termos visíveis, seria o “bem espiritual” refletido na mente na forma de “aparência”.

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O Enfoque Absoluto O Faz Se Ver Em “Água Viva”!

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A maioria dos ensinamentos procura oferecer apoio, conforto e solidariedade humana às pessoas, o que, no ensinamento absoluto, não é meta, mas simples efeito ou “bem acrescentado” no suposto mundo visível. Quando os princípios absolutos são apresentados, se forem passar pela “análise do ego”, na maioria das vezes, ali ficarão barrados e, depois, descartados como “IMPRATICÁVEIS”! Não há como as “loucuras de Deus” serem avaliadas e aceitas por uma mente que não existe! Entretanto, a mente inexistente é vista como existente, pelo “ego” de sua própria criação, e a Verdade, revelada justamente para cortar a ILUSÃO pela raiz, acaba sendo negada, enquanto o “ego ilusório”, contestando-a, fica a argumentar, dizendo que para aceitar algo, aquilo lhe terá de parecer “lógico” ou “racional”.

Não existe “outra Mente”, senão a Onipresente Mente divina! Esta frase quer dizer o seguinte: não existe mente humana, e não existe nada do que ela diz existir! É evidente que aos “sentidos ilusórios” da “mente falsa”, esta Verdade não pode ser vista como racional, e, para ela, quem assim não o considerar, simplesmente será taxado de “fora da realidade”, “visionário” ou “louco”! Se dissermos, por exemplo: “Você já é a Mente divina em ação; já está vendo a Realidade iluminada AGORA!”, esta “mente falsa, por não ver nada disso, simplesmente ignorará a revelação!

O ensinamento absolutista não se destina àqueles que dizem “estudar a Verdade” para vivenciá-la com a mente do mundo, e no mundo! Não parte da existência material para dar conforto a humanos iludidos por falsas crenças coletivas! Não ensina a “acumular tesouros onde as traças corroem”, sendo, muitos deles, suas “elevadas” teorias espirituais, com que muitos se saturam a vida toda, sem ter a mínima noção de que deveriam se entender conscientes como a Consciência que Deus É, e não como “letrados” em conceitos de espiritualidade do mundo!

Se um peixe estivesse fora d’água, a última coisa que ele desejaria, é que alguém, condoído, lhe ficasse a alisar a barriga, mantendo-o sobre a areia, para dar-lhe “amor, carinho e solidariedade”. ELE DESEJARIA ESTAR NA ÁGUA!

Pare de se ver, e aos demais, como “peixe fora d’água!” A Verdade já está revelada: “Em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser” (Atos, 17: 28). O ensinamento absoluto não intenta paparicar o “ego” na mentira! Ele o “atira”, e imediatamente, na “ÁGUA VIVA” DA VERDADE! FAZ COM QUE VOCÊ SE VEJA EM DEUS E SENDO DEUS! E enquanto, você acreditar que “só irá nadar” depois de “ se conscientizar que é peixe”, suas “nadadeiras” lhe parecerão “ausentes”, bem como a sua capacidade perene de “saber nadar”. Assim como peixe algum iria ficar “na areia” estudando “princípios de natação”, VOCÊ NÃO IRÁ FICAR NA MATÉRIA , ESTUDANDO, A VIDA TODA, “PRINCÍPIOS DIVINOS”! VEJA-SE COMO “PEIXE DENTRO D’ÁGUA”!  E JÁ NADANDO! DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ! VER-SE EM DEUS, E SENDO DEUS, É SUA  ATUAL, REAL E PERMANENTE CONDIÇÃO! UM, “CORAÇÃO DE MENINO”   O FAZ VER ESTA VERDADE!

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Revelação

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“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim… Não que alguém visse o Pai.”

João 6: 45-46

Estas inspiradas palavras de Jesus são declarações de tremendo significado espiritual, quando seu real conteúdo é revelado. Jesus afirma plenamente que ao sermos ensinados por Deus, ou quando estamos conscientes de Deus, alcançamos a revelação de que nós também somos o Cristo. Ao declarar que “todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”, por certo não pretendia dizer que alguém, consciente de sua Identidade divina, viria a um Jesus pessoal para receber instruções mais elevadas. Tampouco intencionava dizer que aqueles que estivessem conscientes de Deus se tornariam seguidores de um Jesus pessoal.

Qual o sentido espiritual deste “vem a mim?” Vir ao Cristo significa descobrir nossa única e verdadeira Identidade como sendo Deus identificado. Realmente, Deus não ensina homem algum. Deus revela, identifica e manifesta a Si mesmo como toda a Vida, Consciência, Inteligência e Corpo de cada Identidade. Assim, em vez de sermos ensinados por Deus, somos Deus revelado. Talvez fosse esta a melhor colocação: somos a Autorrevelação de Deus. Aquele que se conscientizou de que toda revelação deve ocorrer dentro de sua própria Consciência, já percebeu a própria Identidade crística. Que é Identidade crística? Identidade crística é Deus Se revelando, Se identificando e se manifestando como você, eu e todo o resto do mundo. O Cristo não passa de outra forma de se dizer que Deus está aparecendo como aquele que se intitulava “homem”.

O segundo versículo da citação acima esclarece este fato, e, inclusive o enfatiza. A afirmação de Jesus de que “somente quem for de Deus tem visto ao Pai”, é particularmente reveladora. Nenhum homem, nenhum ser humano ou mortal pode ver (perceber) a Deus. Somente quando se dissipa o falso senso dualista, Deus é percebido; e, nesta percepção, Deus é conhecido por ser a totalidade de cada Identidade específica. Por outro lado, também a Identidade específica passa a ser conhecida por ser tudo o que Deus é, e nada mais. Em outras palavras, ver ao Pai significa ver a Si mesmo, pois o Pai é o Eu próprio de cada um. Ver, de fato, o próprio Eu, significa ver ao Pai, pois o Eu é tão somente o que o Pai é, e nada mais. Toda revelação é Autorrevelação. Isto já havia sido estabelecido anteriormente, sendo que agora o significado espiritual deste ponto será ampliado.

Se alguém acredita que algo exterior, ou algum outro, que não o próprio Eu, é possível de ser revelado, estará acreditando achar-se separado da revelação essencial à sua Autorrealização completa. Estará crendo também na existência de algo exterior, ou de algo além de Si mesmo, para ser revelado. Isto é duplicidade. Isto é dualidade, e constitui sutil aspecto de autoengano. Tal falha ludibriante é o que nos faz parecer presos, restritos e cegos diante da imensurável vastidão que constitui nosso Ser Divino.

Esta ilusão dualísta possui dois aspectos. Um deles, obviamente, é a ilusão amplamente aceita de que existe mais alguém, além de seu próprio Eu, capaz de levar conhecimento espiritual à sua Consciência, aumentando com isso a sua espiritualidade e seu conhecimento de Deus. As igrejas vinham se utilizando deste método de pregação e ensino através dos séculos. O leigo da igreja sempre era ensinado ou aconselhado por um padre, ministro, ou alguém supostamente mais espiritualizado do que ele. Com efeito, em algumas destas igrejas, o leigo era julgado como sendo dono de uma fé insuficiente para poder orar a Deus diretamente; entretanto, haveria um padre ou ministro capaz de fazer isto por ele. Nada poderia ser mais dualista do que isto! Naturalmente, num caso destes, a aparente separatividade entre Deus e o homem é detectada de modo deslumbrante por aqueles de Consciência iluminada. Nesta limitação ortodoxa, facilmente se observa que o membro da igreja estaria negando, o tempo todo, a sua própria Identidade divina, indo em busca de terceiros com a intenção de obter ajuda espiritual, orientação ou conhecimento.

No entanto, o que dizer daqueles que deixaram a igreja para continuar buscando algum líder, mestre ou autor que lhes trouxesse um entendimento mais amplo de Deus? Não seria apenas outra faceta daquela mesma antiga limitação, Autonegação e dualismo? Não seria apenas outro aspecto da antiga limitação da ortodoxia? Realmente, é! E está começando a ocorrer um despertar para este fato.

O segundo aspecto errôneo desta ilusão dualista é ser ela uma negação da única e verdadeira Identidade. É verdade que o despertar espiritual parece ocorrer gradativamente; é também verdade que alguns aparentam ser espiritualmente mais iluminados que outros. Entretanto, sabemos que Deus não Se divide em partes para identificar-Se. Sabemos que este mesmo Deus é que está identificado como cada um de nós todos. Jamais conscientizaremos a totalidade e a inteireza de nossa Identidade divina pela negação de que tudo o que Deus é, está expresso, identificado e manifestado como cada aspecto específico de Sua própria identificação. Nosso Ser divino consciente não poderá ser revelado, enquanto insistirmos em aguardar maior comunicação vinda de fora de nossa própria Identidade divina. Na verdade, não há forma de se medir a imensidão ilimitada de nosso Ser divino consciente.

Estaríamos apresentando aqui uma nova Verdade? Não! Seria esta a primeira vez em que este importante aspecto da Verdade está sendo visto, escrito ou expresso? Não! Séculos atrás, LaoTse, o grande Iluminado chinês, já conhecia plenamente este fato. Tanto era assim, que ele não tinha vontade de escrever extensivamente, ciente que estava de que toda realização deve ser Autorrevelada. Em nossa Bíblia, encontramos o profeta Jeremias, em grande iluminação, dizendo: “Ninguém ensinará mais o seu próximo, nem o seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior, diz o Senhor…” (Jeremias 31:34). Citamos apenas dois, dentre os iluminados que perceberam tão importante Verdade. Realmente, ela foi percebida, falada e escrita repetidamente por aqueles que eram iluminados. Nós apenas começamos a perceber a importância tremenda desta Verdade fundamental.

Isto significa que devemos parar com a leitura de obras inspiradas de autores modernos e antigos da literatura espiritual iluminada? Não, em absoluto. Tampouco significa que devemos evitar a ida a cursos e palestras, caso o desejarmos. Porém, façamo-nos estas perguntas: Qual é a finalidade de estarmos lendo esta literatura? Por que estamos assistindo a estas aulas e palestras? Na expectativa de haver uma revelação maior de Deus para nós? Acreditamos que Deus Se exprima mais completamente como o autor do que como o ouvinte ou leitor? O autor ou o instrutor existe como alguma Consciência diferente daquela que é o leitor ou o ouvinte? O leitor ou o ouvinte não é exatamente a mesma Consciência divina que o autor ou o instrutor é?

Tendo se dirigido ao seu Eu com tais questões, e estando consciente de suas respostas, você poderá frequentar as aulas ou fazer as leituras em plena liberdade gloriosa. Completamente liberto do aparente vínculo com o instrutor ou autor, você descobrirá que as palavras que ouve ou lê não passam de sons e símbolos para relembrá-lo daquilo que você sempre conhece, e é. Uma aula, uma palestra, um livro inspirado…tudo se torna uma experiência maravilhosa e satisfatória, quando você já estiver consciente de sua inteireza como Deus completamente identificado, e quando você souber que não existe Verdade sendo passada a você, e que estivesse fora ou sendo outra, senão a sua própria Consciência.

Caríssimo, você é a realização. Você é Deus revelando e realizando o Seu próprio Eu glorioso. Tudo que existe como você, é Deus, dizendo: Observai; isto sou Eu.

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Contemple Do Alto O Universo!

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 O Universo é Deus, e Deus é Amor. Qualquer tentativa de vincular Deus, ou o Amor divino, com uma suposta “existência humana”, somente o levará a frustrações! Jamais a Verdade pode estar vinculada a mentiras! Jamais um erro de matemática pode estar vinculado às suas respostas exatas!

Neste exato instante, neste exato AGORA, Deus é o Universo da Verdade em expressão! O que a suposta “mente humana” acredita existir, perceber ou vivenciar, é uma ILUSÃO! Por isso, Jesus disse: “O Meu Reino não é deste mundo”, “Eu venci o mundo”, “Eu subo a Meu Pai”, etc..

Que significa dizer que “O Meu Reino não é deste mundo”? Significa cada um se identificar com o Reino discernido pelo Eu ÚNICO, sua real identidade crística, em SI MESMO! E isto sem levar em conta “este mundo”, sem desejar algo “deste mundo”, e unicamente se vendo “em Deus” e “como Deus”.

Que significa dizer “Eu venci o mundo”? Significa “olhar aparências” como algo que a suposta mente humana pode achar que vê, porém, ciente de que “tem a Mente de Cristo”, e não esta mente ilusória! 

Que significa “subir a Meu Pai”? Significa OLHAR O UNIVERSO A PARTIR DAS ALTITUDES DE SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA ILUMINADA!

Enquanto sua identificação for com a ilusória “mente humana”, você aparentará vivenciar suas ilusórias flutuações entre os “pares de opostos”, registrando as “crenças no bem e no mal”, endossando as mentiras de que há “momentos alegres” e “momentos tristes”, algo  decorrente da aceitação do inexistente “tempo”, uma ILUSÃO que aparenta lhe ocultar  A GLÓRIA DO AGORA PLENO!

Este “estudo” se fundamenta no “Referencial da Consciência Iluminada”, que lhe dá a “Visão do Alto”, e não mais a visão do mundo, com seus altos e baixos inexistentes! Assemelha-se àquele que, sobrevoando uma cidade, é capaz de olhar a “maioria” presa em seus “congestionamentos”, lutando para se safar deles, enquanto ele, estando no avião, circula livremente pelo ar, sem se ver tolhido por fronteiras ou obstáculos!

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Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”-1

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Quando Jesus disse “ter vindo ao mundo para destruir as obras do diabo”, estava falando da Presença do Cristo, em VOCÊ, e em todos, atuando como Unidade contra a ILUSÃO. Não se poderia entender de outra maneira, uma vez que, sem esta determinação férrea de cada um de nós, os supostos “males do mundo” irão aparentar estar presentes até hoje!

No Blog Absolutista,  (Blog-absolutista.zip.net), eu postei recentemente uma série de comentários a respeito do artigo “O Cordeiro de Deus destrói o magnetismo animal”, postado aqui em 28.12.13. Neste site, farei a mesma coisa, salientando ainda mais a questão de “aplicação prática” dos princípios expostos e comentados.Recomendo, portanto, que leiam os comentários feitos naquele Blog, e que, realmente, mergulhem a fundo nestes estudos, tanto no sentido de assimilar o conteúdo como  no de praticar os ensinamentos da Ciência divina.

Enquanto a pessoa não entender que este “Eu”, que veio “destruir as obras do diabo”, é o seu próprio Cristo, não irá se dedicar como deveria para, de fato, viver alinhado com a Verdade, em vez de se contentar em “curtir a ilusão”, por se alinhar a ela em seus pares de opostos ou crenças no bem e no mal. O Filho de Deus deve viver o Bem Absoluto, e não somente desejar “desfrutar” do “bem do mundo”, o que, aparentemente, o faria se oferecer de “antena”  ao ilusório “mal”, por se encantar com o ilusório “bem” sugerido a ele  pelo erro.

O primeiro parágrafo do artigo diz o seguinte:

Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: “Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Como foi dito, o “mal”, ou o “magnetismo animal”, não é motivo para ser temido: NUNCA FOI REAL, PODEROSO OU SUBSTANCIAL!. Porém, também foi dito que TEM DE SER NEGADO, que TEMOS TRABALHO A FAZER – ENXERGAR ATRAVÉS DAS IMPOSIÇÕES DO ERRO E PROVAR QUE SÃO IRREAIS!

Aquele que conhece o objetivo deste estudo, que dele participa  não apenas como “leitor”, mas como o “Cristo”, sua real e única identidade, estará atento para entender que estas “imposições do erro” são ardis do “magnetismo animal”, que, primeiramente, buscam cativar alguém pelo lado de seu “bem ilusório”, o que seria apenas “isca” para poder iludir com o seu “mal ilusório”. Portanto, antes de tudo, medite e se contemple no Bem permanente da Oniação absoluta! Assim, em vez de “vencer o mundo”, você já estará em Deus e com “este mundo” vencido.

Continua..>

A Verdade Impessoal Revelada Como Pessoa!

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“Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?”

JOÃO 10: 34

Cada um que tem a revelação absoluta, percebe a Verdade impessoal onipresente: Deus é Tudo! Entretanto, ao transmiti-la aos demais, estes, por se verem como mortais ou humanos, personalizam o que é impessoal, acreditam serem menores do que o “mensageiro”, e prosseguem na mesma vidinha de sempre, alimentando as milenares crenças falsas coletivas, deixando de perceber que, se alguma “pessoa” revelar qualquer Verdade, Ela já estará sendo válida igualmente para todos!

Jesus Cristo descobriu sua natureza real como sendo divina. Por assumir esta Verdade, foi apedrejado! Mas, ao responder àqueles que lhe atiravam pedras, não disse ser ele, pessoalmente, um Deus! Pelo contrário, usou o plural e confirmou as Escrituras! “SOIS DEUSES”!

Ainda hoje, há muitos acreditando que Jesus, como Filho de Deus, recebeu do Pai celeste maior atenção e cuidado do que todos nós! É por isso que a humanidade não caminha! Continua achando que “Jesus é o Caminho”, mas como “pessoa”. Aquele que puder sair desse hipnotismo religioso, entendendo que todos “SOMOS DEUSES”, fato que o próprio Jesus citou aos que se julgavam “mortais”, poderá ver que o mesmo Pai amoroso e imparcial, que Se revela COMO Jesus Cristo, IGUALMENTE Se exprime como cada um de nós! Não como seres carnais, evidentemente, mas como os SERES REAIS que espiritualmente somos e sempre estivemos sendo, apesar de “ocultos” pelas imagens falsas engendradas pela mente humana.

O mesmo Deus que “criou Jesus” é também o “nosso Criador”. “Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”, disse ele, para pôr fim à crença em Verdade pessoal ou em “Filho predileto de Deus”. DEUS É TUDO! Cada “Filho” é Deus expresso! E Deus Se expressa por inteiro COMO cada Filho! “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”, disse Jesus, explicando que seu ensinamento não é “perpetuar algum ego fanático a adorá-lo”; antes, pelo contrário,  ensina cada um a “negar-se a si mesmo”, nesta crença absurda de que “temos pai na ILUSÃO”. Você deixou “Jesus ir?” Ou se “algemou” a Ele de modo a impedir a “vinda do Consolador”? 

Cada um que deixa de se identificar com o falso ego humano, para se assumir como Deus Se expressando como seu próprio Eu Real, entende porque Jesus confirmou que “somos deuses”. Esta Verdade, reconhecida, é a “vinda do Consolador”, é o “Cristo em VOCÊ” sendo “encontrado”, e que o faz vivenciar  conscientemente o Reino dos Céus, exatamente aqui e agora. “Não sou mais eu! Cristo vive em mim”, disse Paulo, relatando sua experiência iluminada!

“Os verdadeiros adoradores adoram O PAI”, disse Jesus!  Paulo disse também: “Glorificai a Deus no VOSSO CORPO e no VOSSO ESPÍRITO, os quais pertencem a Deus”. Enquanto você PERSONALIZAR A VERDADE, em vez de reconhecer sua natureza IMPESSOAL, viverá no ensinamento dos “falsos profetas”, menosprezando DEUS SENDO AGORA O SEU EU, preservando a ILUSÃO de não ser a Verdade, e, em vista disso, aparentando “viver a mentira”. Seguidamente Jesus enaltecia e glorificava a DEUS em SI MESMO! E, quando VOCÊ fizer exatamente igual, terá “deixado Jesus ir”, e terá entendido o Evangelho: O MESMO ESPÍRITO, VIVO COMO JESUS, E COMO TODOS, É O SEU ESPÍRITO! O resto, é palha!

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Não Se Divida Vendo Estrada E Neblina!

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Caso alguém tenha o hábito de passar diariamente por uma estrada, se porventura lhe ocorrer de se defrontar com um “dia de neblina”, a última coisa que irá pensar, é que “a estrada se alterou”! Procurará aguçar os sentidos e “VER MELHOR A ESTRADA”, intuindo, e da melhor forma possível, a “ESTRADA CONSTANTE”, que já conhece e sabe ESTAR PRESENTE, apesar da momentânea “invisibilidade” causada pela neblina!

Quando partimos de DEUS como TUDO, estamos descartando a “neblina” causadora da “cegueira humana”, sem, com isso, intencionarmos “melhorar” coisa alguma com a “prática contemplativa”. Grave bem o seguinte:  A ONIAÇÃO NÃO PODE JAMAIS SER MELHORADA! NEM TAMPOUCO SER ALTERADA! Portanto, “contemplar” é meramente “constatar o que sempre É” – A PERFEIÇÃO ABSOLUTA – sem levar em conta qualquer imperfeição, que nunca é nem poderia ser realidade.

De fato, toda “imperfeição” é exatamente  A PERFEIÇÃO CONSTANTE,  “vista”  ou “traduzida” erroneamente como “imperfeita”, assim como a estrada estaria sendo vista “imperfeita”, por estar deixando de ser RECONHECIDA como de fato É”, por aquele que a “vê” com olhos  “divididos”, voltados também à neblina.

Este tipo de atitude, na Metafísica, muitas vezes é chamado de “rendição da mente humana” à Verdade PERMANENTE! Por isso é que descartamos as “aparências”: para PERCEBERMOS  A PERFEIÇÃO PRESENTE, QUE A ILUSÃO NOS INDUZIA A CRER ESTAR AUSENTE!

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O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal

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Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: “Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro. Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

 Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.

 Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: serpente falante que engana e desmoraliza, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, o conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.

 Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência.” A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro” significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.

Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.

 No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente.

 Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal. Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação. Uma negação não pode tomar a iniciativa. Só pode parecer inverter a realidade do bem. Por isso, o magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo.

Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse:“Retira-te, Satanás”. Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão. Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade.

 O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação, naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.

 Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.

 Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres. E esse conhecimento é nossa única mentalidade real. Não traz indiferença à angústia do sofredor, mas seu oposto: compaixão que cura, pois reconhece na saúde o único efeito da Mente divina.

 O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.

 A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.

 Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro. As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: “Cordeiro de Deus. A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal. E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.

 

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã –Maio 1983)