O Cordeiro de Deus Destrói o Magnetismo Animal

 Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro. Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.

Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: serpente falante que engana e desmoraliza, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.

Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência.” A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro” significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.

Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.

No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente.

 Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal.  Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação. Uma negação não pode tomar a iniciativa. Só pode parecer inverter a realidade do bem. Por isso, o magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo.

Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse: Retira-te, Satanás.” Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão. Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade.

O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação,  naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.

Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento  que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.

Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres. E esse conhecimento é nossa única mentalidade real. Não traz indiferença à angústia do sofredor, mas seu oposto: compaixão que cura, pois reconhece na saúde o único efeito da Mente divina.

O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.

A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.

Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro. As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: “Cordeiro de Deus. A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal. E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1983)

O Amor ao Próximo

Tentarmos obrigar alguém, humanamente, a amar ao próximo incondicionalmente  não resultará em amor verdadeiro. Jesus disse: Eis que vos dou um novo mandamento: que vos ameis, uns aos outros, como eu vos tenho amado”. É preciso observar que este amor é divino, fruto de comunhão essencial com Deus e da visão proveniente desta visão, que revela a Presença do Pai tanto  em nós como no próximo. Só dentro desta visão absoluta teremos o Amor verdadeiro reconhecido e irradiado incondicionalmente, de forma que amemos ao próximo como a nós mesmos, ou seja, pelo fato de  em Deus sermos todos um,  e por estarmos  conscientes de que Deus, sendo Tudo, é Amor onipresente!

Ao lavar os pés de seus discípulos, Jesus reverenciava a Presença do Pai em todos eles, e isto justifica a sua explicação de que, se um dos discípulos se recusasse a ter seus pés ali lavados, aquele “não teria parte com ele”.

A Vida é única: Deus Se expressando ! Por isso, em vez de  se ver forçado a amar até seus inimigos, por ter entendido isso como “tarefa obrigatória” da mente humana, compreenda a Verdade Absoluta que traz este amor à luz, e de modo totalmente natural e sem obrigatoriedades! Medite e contemple a Vida onipresente, que é Luz em VOCÊ e igualmente em TODOS. Contemple, em seguida,  que nesta Luz infinita, todos somos UM!  Sua dedicação neste reconhecimento o fará deixar de ver “amigos ou inimigos”, pessoas que lhe despertem “simpatia” ou “antipatia”, porque não mais estará em pauta um superficial julgamento pelas “aparências”, mas sim o “juízo justo”, aquele em que você se honra como honra o Pai, e igualmente honra a todos os demais da mesma forma. DEUS É TUDO! Amar incondicionalmente é simplesmente estarmos conscientes deste Fato!

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Vendo Com Olhos de Cristo

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DÁRCIO

Conta  a Biblia que o filho de um oficial do rei, em Cafarnaum, estava prestes a morrer, quando ele rogou a Jesus que o curasse. “Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem!” A Bíblia diz que o homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. E enquanto ia descendo, seus criados lhe disseram: “Teu filho está passando bem!”   (João, 4:51)).

A ILUSÃO é impessoal, uma crença coletiva que afirma haver “alguém apartado de Deus”. Se esta crença for refutada com a Verdade, e o suposto “paciente” acreditar nesta Verdade, não haverá mais campo de manifestação da crença mentirosa!

A “Visão de Cristo” é a Onivisão que discerne “tudo passando bem”, e assim no Universo infinito! Dentro desta convicção, quando alguém acredita na Verdade, assim como aquele oficial do rei  acreditou, a ação da Verdade assim reconhecida desfaz a ILUSÃO! Não é que promova “cura”, e sim “desfaz a ILUSÃO! A Onipresença perfeita é TUDO! Não há um único Ser, em todo o Universo infinito, que esteja passando por algum problema ou por alguma dificuldade! Estudar a Verdade é “permanecer” nesta convicção absoluta! Os dois chamados “princípios de cura”, apresentados por Joel S. Goldsmith, são de grande ajuda neste sentido! O primeiro, “impersonalizar a ilusão”, seria, no caso acima, Jesus não associar o filho do oficial com a ILUSÃO COLETIVA que o via apartado de Deus; o segundo princípio, “nadificar a ilusão”, seria Jesus contemplar aquele filho do oficial como FILHO DE DEUS, UNO COM DEUS, JÁ  PASSANDO BEM,  fazendo da crença errônea, que aparentemente o mostrava doente, puríssimo NADA: mera crença sem fundamento,  sem poder, sem realidade, sem substância, sem existência, e sem lei de sustentação!

Estes dois “princípios”, de O Caminho Infinito, objetivam facilitar-nos a “VER COM OLHOS DE CRISTO”, razão pela qual devem ser estudados, treinados e postos em prática!

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Todos os Bens Já Lhe Estão Acrescentados!

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Quando os princípios da Verdade são levados em conta com toda a nossa convicção, as falsidades chamadas “aparências” começam a desaparecer. Não eram imagens verdadeiras, mas tão somente crenças falsas aparecendo na ilusória mente humana. Quando alguém vive temeroso quanto a qualquer hipótese de acontecimento ruim em sua vida, esta sua ideia contínua poderá levá-lo a ter sonhos condizentes com seus medos; e, acreditar naqueles sonhos, sem se dar conta de que eles foram causados pelas preocupações da sua mente inquieta e amedrontada, seria uma crença ilusória! Analogamente, aqueles que veem este mundo como cenário de manifestação de seus erros ou acertos, como ser humano, estará colocando na “miragem” uma causa que não está nela, mas sim na ilusória mente que ali se expressou, aparentemente falando! Unicamente Deus é realidade; e, em vista disso, unicamente as Obras de Deus estão agora manifestadas, e isto é permanente!

Jesus disse: “Vim ao mundo para que todos tenham vida, e vida com abundância”. Ocorre, entretanto, que esta “vida com abundância”, que já nos é dada, não está “neste mundo”, mas sim na REALIDADE DIVINA! Não há “outra” realidade, para que alguém possa “ali” ter “vida com abundância”! Por isso, “buscai em primeiro lugar o reino de Deus”, disse Jesus! Sabia que “buscar a vida com abundância” significa deixar o suposto “mundo da mentira” em direção ao REINO REAL.

Há quem diga: “Eu oro e medito, mas as coisas, para mim, não acontecem!” Que está por trás desta queixa? A mente presa ao “mundo da mentira”! Esta mente, chamada de “mente carnal” por Paulo, é considerada a “inimizade contra Deus”. É evidente tratar-se  de uma colocação didática, para que deixemos de acreditar nas carências, vistas pela mente carnal, para nos voltarmos à REALIDADE, em que tudo já é nosso, aqui e agora! Nossa “contemplação” da Presença de Deus em TODO O REINO DA REALIDADE deve excluir, em TODO O UNIVERSO INFINITO, a simples possibilidade de haver um único “metro cúbico” de ausência do Bem TOTAL! Isto porque a Verdade exclui o erro! Aquele que diz reconhecer a TOTALIDADE do Reino de Deus aguardando que, decorrente deste reconhecimento, lhe virão as “coisas acrescentadas”, está simplesmente negando a TOTALIDADE DE DEUS E SEU REINO! Para ele, a partir da Onipresença reconhecida, deverão lhe vir os “bens desejados”! E lhe fazemos a pergunta: “Vir em que lugar?” E ele dirá: “No mundo das aparências, oras!” E, nesta resposta, vemos, novamente, a milenar “crença dualista” de que em Deus temos  TUDO, mas  que, “na aparência”, este Bem absoluto ainda não nos apareceu!

Reconheça, de fato, Deus como TUDO! Contemple a TOTALIDADE DE DEUS que exclui “outra presença! Não admita a presença de “ausência de Deus”, o que seria a negação total da Verdade! DEUS COBRE O UNIVERSO INFINITO, COM SUA PRESENÇA PERFEITA QUE A TUDO ABRANGE! Contemple- se nesta UNIDADE, sem que “divida a casa” na crença em “dois mundos”. Desse modo, você estará de posse do REINO TODO, ciente de que este REINO É TUDO, e, portanto, que INEXISTE LUGAR DISPONÍVEL para que “mais bens” venham a ser-lhe acrescentados”. VOCÊ JÁ ESTÁ UNO COM TODOS OS BENS DA REALIDADE!

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Você é Espírito e Não Mente Iludida!

 O homem é Espírito, a pura expressão individual do Verbo divino. Jamais muda, jamais deixa sua posição absoluta, jamais decai, jamais nasce, jamais evolui, jamais morre!

Toda errônea identificação do Ser que somos com a suposta “mente humana” é a ILUSÃO! É quando encontramos frases do tipo: “Eu fiz oração a Deus e Ele me orientou!”, ou, “Eu devo estar passando por tal situação porque talvez eu a mereça!” São infinitas as variações de frases ilusórias desse tipo, considerando o Ser que somos não como Deus, mas sim como a “mente humana” em seus supostos acertos e erros! Enquanto o “referencial de existência” não for trocado, ou seja, você se identificar segundo as revelações divinas absolutas, e não mais com o “eu” da ILUSÃO, a Verdade lhe estará desconhecida!

Parta sempre do “Referencial da Luz”, que é o referencial da Verdade! Contemple os fatos eternos e nunca os temporais e ilusórios! E contemple-os admitindo, a priori, que a Mente divina é a sua!  Lembre-se: você é o Espírito de Deus! Não é “mente iludida”!   As “contemplações”, a partir da Verdade, são as únicas verdadeiras e com base espiritual! Pense, por exemplo: “Deus está sendo o Eu que Eu Sou!” E, Imediatamente, sinta que VOCÊ É ESTE EU PERFEITO! Jamais permita-se comparar com “outro eu”, o “ilusório eu” que unicamente a “mente iludida” aceita existir! Não existe! Nem a “mente iludida” e nem o “eu” por ela engendrado! DEUS É TUDO!

Faça as “contemplações” a partir da Verdade! Sem jamais se deixar iludir por algo irreal! Para isso, medite sempre já a partir do “Referencial iluminado”.

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“Não Resistais ao Maligno”

 

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Na prática, esta recomendação de Jesus, “não resistais ao maligno”, exerce magnífico trabalho de proteção, com relação às sugestões mesméricas agressivas “deste mundo”. A decisão interna de “não resistir” permite livre fluxo da Onipotência  onde quer que estejamos, e, nossa suave percepção de que “Deus é o único Poder” nos faz reconhecer este Poder sendo universalmente ativo! “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”, diz a Bíblia.

Portanto, não entre em luta contra “vazios”, mas sim, reconheça Deus preenchendo o espaço infinito com Sua Presença, Seu Poder e Seu Amor; e então, veja-se INCLUSO nesta Oniação onipotente. Esta “não resistência ao maligno” é, de fato, sua percepção plena de que “não há outro, ao lado de Mim”, ao lado do Todo expresso como seu Eu, aqui e agora.

Contemple estes fatos espirituais, sentindo-se no Paraíso, e  sentindo-se Deus!¨

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LEITURAS QUE SOMAM OU SUBTRAEM

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O estudo da Verdade Absoluta parte, obviamente, da Presença absoluta de Deus como Todo-poder, Toda-presença, Todo-saber e Toda-ação. Não espera que alguém chegue “um dia” a fazer parte desta totalidade, o que seria a própria negação da totalidade. Esta premissa já parte, portanto, do fato imutável de que Deus constitui o Ser que somos, no agora atemporal em que vivemos. Em vista disso, sempre é colocada a premissa básica do estudo: DEUS É TUDO COMO TUDO!

O mundo contém uma infinidade de literatura versando sobre temas espirituais. Como fazemos concessões ao mundo, para interagirmos naturalmente com os demais em nossas atividades diárias, parte da ficção de que somos seres humanos é aceita, quando atendemos por nomes  “terrenos”, quando acreditamos em “mestres e discípulos”, etc.  Este pouco envolvimento vigiado, com as aparências, não compromete o nosso conhecimento da Verdade de que “existe unicamente Deus”. Contudo, devemos cuidar muito  bem do que lemos, para que nossas leituras somem informações que endossem a Verdade absoluta, sem que jamais nos subtraiam  princípios já mentalmente conscientizados! Este “somar” ou “subtrair”, evidentemente, se dá apenas na mente humana, e jamais em nossa Consciência iluminada, que é Deus consciente de ser quem somos; entretanto, como nas concessões feitas para o convívio “neste mundo” a chamada “mente humana” é usada, não podemos permitir que no subconsciente entrem  mais informações que contradigam o que já foi ali reconhecido como Verdade. Neste mundo encontramos a projeção do que a mente humana acumulou , seja como Verdade, fruto de meditações e estudos, seja como mentiras, vindas hipnoticamente do “mesmerismo coletivo”. Desse modo, não devemos acreditar que tudo que nos  chegue às mãos, como sugestão de leitura, seja trazido pela nossa Consciência espiritual! Caso assim aceitarmos, não estaremos filtrando as influências mesméricas, e acabaremos lendo livros, autores, e até mesmo partes da Bìblia,  que não condizem com este estudo absoluto!

Sábio é meditar muito e ler pouco! Isto para quem já está de posse da premissa do estudo, e que tem por meta única “permanecer em Mim”, isto é, em seu Ser Absoluto. Jesus disse: “Quem permanecer em Mim, conhecerá a Verdade e a Verdade o libertará”.

Quantos já não me disseram: “Você viu que aquele autor diz a mesma coisa que você sempre fala? Só que ele acredita em reencarnação!”  Ou então: “Você conhece este autor? Ele fala praticamente o que você explica, só que ele admite “estágios de consciência”, e, por aí vai! Admitir a premissa da TOTALIDADE DE DEUS E SUAS OBRAS PERMANENTES é o que nos basta para meditar! Não estou dizendo que nada deva ser lido, mas que seja lido e bem filtrado, onde quer que apareça dualidade ou vínculos de nosso Ser com “este mundo”. Como tenho dito, o “mundo das aparências” é uma imagem ILUSÓRIA do que a mente humana acredita! Se, nela, você alimentar ideias opostas, dualistas  ou materialistas, as imagens que verá como seu dia-a-dia serão projeções desta sua mistura de aceitação! É nesse sentido que você deve cuidar muito bem do que deve aceitar ou rejeitar, em suas leituras, preservando, a todo custo, a Verdade única e absoluta: A TOTALIDADE DE SUA EXISTÊNCIA É DEUS! A PERFEIÇÃO IMUTÁVEL NA FORMA DE SEU SER INDIVIDUAL!

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Sem Tempo Para Meditar?

Embora em geral o tempo requerido para meditarmos eficazmente seja um pouco longo, uma vez que iremos contemplar a nossa inclusão na Onipresença, Onipotência, Onisciência e Oniação de Deus, isto não significa que deixemos de fazê-lo,  em dias aparentemente corridos. Se você pensar, por exemplo, “hoje o tempo está muito curto, e deixarei para meditar amanhã, quando terei mais tempo do que hoje”,   o mundo   o terá vencido, em vez de você ter vencido o mundo! Nestes instantes é que deverá fazer prevalecer a Verdade, colocando em “primeiro lugar” o Reino de Deus!

Caso o dia  esteja requerendo muito de você, jamais deixe de meditar com esta justificativa! Faça uma meditação rápida, mas faça! Pense, por exemplo: “Esta pressa não existe no Reino de Deus; assim, paro meu pensamento para desfrutar da Minha Paz!”; ou, “Não tem quantidade de tarefas que me impeça de parar e recordar que Deus e eu somos um”. Às vezes, meditações desse tipo, feitas em “falta de tempo”, até se mostram mais eficazes! Em Deus o tempo não existe! Qualquer minuto que nos abramos à Verdade, teremos a resposta divina imediata, como diz Isaías: “Antes que clamem, eu responderei”.

Além de você “vencer o mundo”, com estas meditações rápidas, mas poderosas, estará controlando antes, na mente, o bom desenrolar das atividades deste dia, em vez de sair desenfreadamente em direção a elas sem antes ter reconhecido a Verdade, ou seja, se rendendo ao “mesmerismo” de que, em tal dia, a meditação não poderia ser feita!  

Jamais, em tempo algum, deixe de meditar por ter “muita coisa a fazer naquele dia”. Este pensamento “mesmérico”, se o dominar e fizer  com que você vá “primeiro ao mundo”, e não “primeiro ao Reino”, logo o fará notar que a correria não o estará deixando viver um dia tão suave e harmonioso quanto aqueles em que as meditações os precederam! Portanto, se “o tempo for curto”, faça, mesmo assim, meditações contemplativas rápidas e eficazes, deixando, naquele pouco tempo disponível, que TODA A VERDADE se derrame sobre VOCÊ!

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Fora ou Dentro de Você

Enquanto a maioria acredita em mundo exterior, a Verdade é que o REINO DE DEUS, que   é nossa Consciência, é a única realidade em atividade! Quando aparentemente surgem aparências desagradáveis, aqueles que se veem em mundo material logo se abalam  e saem para todo canto em busca de solução. Esta mente atribulada, em vez de atrair coisas boas, mais atrai seus “semelhantes”, uma vez que neste mundo, o que age é a lei mental que diz: “os semelhantes se atraem”.

Quem conhece a Verdade, diante das mesmas aparências, poderá reconhecê-las como não agradáveis, mas não lutará contra elas! Entrará em si mesmo, no “Esconderijo do Altíssimo”, que é Deus sendo seu Eu individual, e permanecerá em “contemplação” até discernir sua “unidade com Deus”. Isto feito, logo serão percebidos os passos serenos e tranquilos a serem dados, os quais, seguidos, revelarão o aparecimento dos “bens acrescentados”.

Em “Sabedorias de O Caminho Infinito”, Joel Goldsmith escreve:  “Comece sua vida espiritual entendendo que todos os conflitos se resolvem dentro de sua consciência. Nunca há conflitos com  pessoa ou condição, e sim com o falso conceito mantido acerca de uma pessoa, coisa, circunstância ou condição. Por isso, faça a correção dentro de você mesmo, em vez de tentar mudar algo ou alguém externo”.

Suas atitudes revelam a confiança ou não nos princípios da Verdade. Estando convicto de que os princípios são verdadeiros, você se volverá ao seu próprio interior, sabendo que dentro de você estará o meio de desmantelar as “miragens”; mas, não estando convicto, você correrá para fora, pensando em mil maneiras de trazer harmonia às imagens desarmônicas deste mundo, mas sem respaldo algum das leis espirituais. Portanto, adquira a convicção na Verdade, pois, é a Verdade que o libertará, e não corridas desesperadas pelo “mundo das aparências”, que não passa de uma “imagem hipnótica”.

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A Voz do Cristo Eterno

Quando a Biblia explica que devemos nos despir do “homem natural” para discernirmos a Verdade de que  “Cristo é tudo em todos”, e, naturalmente, tudo em nossa própria identidade, devemos entender que esta visão nos leva à identificação total com a Mente divina, perfeita, ativa e completa, que está atuando como a Mente de todo ser individual. “Despir-nos do homem natural” equivale a reconhecermos como nula a suposta “mente humana”. Se ficarmos na dualidade, aceitando que temos mente humana, e que a ela o Cristo se revelará, estaremos negando a onipresença da Mente divina.

O estudo do Absoluto parte do AGORA PLENO, em que a Mente de Cristo já é a Mente que somos. As crenças ilusórias, como aquelas que lidam com   inatividade mental, paralisação, depressão, perda de memória, etc., passam a ser vistas como banidas de vez, desaparecidas juntamente com seu ilusório dono: o “homem natural”. Joel Goldsmith cita, num de seus escritos, que “quem se livra do cão, se livra de suas pulgas” , ou seja, livres da crença em “mente humana”, livramo-nos de todos os seus fictícios problemas! Ouvimos a Voz pura do Cristo que somos, e esta Voz, que é a própria Voz da Verdade eterna, revela-nos estando permanententemente “sob a Graça do Pai”, e, portanto, sem nenhum vínculo com algo “deste mundo”.  É a nossa Voz real, que nos revela em Deus, o que, aos olhos do mundo, é entendido como “estarmos despertos”.

Disse o apóstolo Paulo: “Já é hora de despertarmos do sono. Conhecendo o tempo, digo que a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada. O dia é chegado. Rejeitemos as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz” (Rom. 13: 11, 12).

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“Não Sejais Sábios Aos Vossos Próprios Olhos”

Mesmo que a pessoa se julgue sábia, humanamente falando, esta sabedoria é nula diante da Onisciência de Deus. A mente humana, de si mesma, somente vive de conceitos, de crenças mutáveis, sem jamais merecer total ou absoluta confiança. Por outro lado, se a pessoa entra em oração e se permite ser inundada pela Sabedoria divina, sobrarão, aos olhos da “crença humana”, ou da mente humana, resquícios dessa sabedoria que, postos em prática, resultarão em sucesso e bem-aventuranças na suposta vida cotidiana.

Aos Romanos, Paulo deu a seguinte advertência: “Não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Romanos 12: 16). Sabia que o “orgulho intelectual”  atuaria como filtro à real sabedoria universal, que é a Onisciência em nossa Essência. Trocar a Essência pela “aparência” jamais será sinal de  real sabedoria! Tanto é assim, que antes de qualquer atitude ou tomada de decisão, a “Prática do Silêncio” deverá ser levada em conta em primeiro lugar. Mesmo que a pessoa se julgue sábia, e já forme logo uma própria opinião, melhor lhe será que momentaneamente a deixe de lado, dedicando-se a “contemplar-se” sendo o Cristo, o Filho oculto na Onisciência do Pai. Sem qualquer ideia de fazer valer sua prévia opinião intelectual, deve  entregar-se à Verdade até sentir-se em unidade com Deus. Deixar o Espírito dar testemunho, enquanto discerne serenamente aquela unidade como permanente. Desta oração contemplativa, surgirá, na suposta mente humana, a real sabedoria requerida a cada caso em questão.

Lembre-se deste alerta de Paulo: “não se julgue sábio aos seus próprios olhos!” A suposta “sabedoria humana”, quando flui decorrente de nossa identificação com Deus, jamais poderá ser chamada de “humana”, para que alguém, da aparência, vaidosamente se julgue “sábio” por usá-la e constatar ter ela se mostrado eficaz em sua suposta vida humana.  Não existem “dois mundos”, e não existem “dois Eus”, um em Deus e outro no mundo! Seu “Eu” é um só:  Deus sendo o Eu específico que você É!  Eliminando o “homem natural”, que poderia se vir   “alimentado”, caso seus olhos de apreciação e  orgulho fossem considerados como sendo os dele, o seu Eu divino Se revelará, atuando como “Sabedoria do Todo”, ou “Sabedoria da Unidade”; e então, a Oniação lhe será nítida e clara, bem como a Onisciência, que é uma com Ela.

Em I Coríntios, 2: 6, encontramos: “Contudo, falamos sabedoria entre os perfeitos; não porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistérios, a qual Deus ordenou antes dos séculos para a nossa glória. A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória”.

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Como Vencer a Carência

Sharon Slaton Howell

É perfeitamente possível alguém atravessar, sem perturbar-se, esta época de desafios econômicos, tendo tudo o de que necessita. Na verdade, qualquer pessoa pode começar a eliminar a carência de seu pensamento e de sua vida agora mesmo. Todos têm o mesmo direito de estarem livres da pobreza, bem como do pecado e da doença. E essa libertação é possível pela compreensão de que o homem é a criação espiritual de Deus, o bem ilimitado, e que temos o direito de irradiar o bem infinito de nosso verdadeiro ser aqui e agora.

 A despeito da crença do mundo de que somos mortais com necessidades materiais, as quais terão, de alguma maneira, que ser supridas de fora de nós, somos, na verdade, os descendentes perfeitos e espirituais de Deus, mantidos por Deus num eterno estado de inteireza.

Encontramos na Bíblia inúmeras afirmações que mostram ser a carência ilegítima. Por exemplo, no primeiro capítulo do Gênesis é-nos revelado claramente que Deus deu ao homem que ele criou, domínio sobre toda a terra. Mas quão pequeno domínio há ao labutarmos por ganhar com árduo esforço o dinheiro suficiente para despesas com alimentação e aluguel! A solução é compreender que não somos mortais, que nosso Pai-Mãe nos criou como Sua expressão espiritual, para expressarmos a Sua abundância—não para rastejarmos pelo bem. “A Ciência Cristã revela a possibilidade de se conseguir todo o bem, e põe os mortais a trabalhar para descobrir o que Deus já fez…”, escreve a Sra. Eddy. O Princípio divino concluiu o seu trabalho. Quando Deus nos criou, não deixou faltar coisa alguma, nem mesmo um til, a tudo o de que Lhe temos de prestar alegre e perfeito testemunho. Tudo o que os falsos sentidos físicos podem fazer é fechar nossos olhos -segundo a crença – para o bem espiritual infinito que sempre tivemos.

 Cristo Jesus mostrou à humanidade como dominar o receio de não ter o suficiente. Revelou o lugar exato de todo o bem verdadeiro  –  sua infinidade – quando declarou: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro em vós”.(Lc 17:20-21).

Jesus também revelou o cuidado magnânimo de Deus por Seus filhos na parábola do filho pródigo, que dissipara a sua herança. Recobrando finalmente o bom senso, o jovem retornou à casa, conta-nos Lucas. Para aquele pecador maltrapilho, quaisquer roupas velhas serviriam, mas, não! O pai amável e generoso mandou que preparassem para o filho a melhor roupa, um anel, sandálias e uma festa suntuosa. Disse-nos o Mestre que é desta maneira que nosso Pai celeste nos trata quando recuperamos a consciência e voltamos para casa—quando despertamos por meio do Cristo, a Verdade, para nossa verdadeira condição de descendentes espirituais de Deus e para o bem que nos pertence eternamente. Jesus também nos ensinou como demonstrar abundância continuamente: “Dai, e dar-se-vos-á: boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.  Qualquer que seja o nosso campo de trabalho, colocando em prática nossa verdadeira identidade através de atividades altruísticas, através de ações amáveis para com outros, recebemos, em troca, o suprimento de nossas próprias necessidades.

Alguém pode não estar conseguindo demonstrar a abundância de seu ser verdadeiro porque, como o incrédulo Tomé, está pensando: “Mostre-me o dinheiro e então acreditarei que Deus pode me suprir com o suficiente para o pagamento do aluguel”. Mas Deus exige que tenhamos igual confiança radical nEle quando estamos passando por necessidades financeiras como quando temos dificuldades físicas. A pessoa deve olhar além do que os sentidos materiais estão dizendo a seu respeito e acerca de sua situação financeira e reconhecer-se como a idéia completa do bem inexaurível, incapaz de experienciar limitação de qualquer espécie. Para curar a crença de carência precisamos compreender que a onipresença do Espírito é a única substância verdadeira. “Não acreditar no erro destrói o erro, e leva ao discernimento da Verdade”, é afirmado em Ciência e Saúde. Sendo a carência uma forma de erro, sabemos, então, que descrer da carência a destrói, e faz com que a afluência imutável do homem seja reconhecida e demonstrada.

 Quando alguém supera o pensamento limitado e recesso, deixa de delinear a maneira pela qual Deus vai suprir às suas necessidades. Desenvolve uma condição de naturalidade em relação ao suprimento e identifica os recursos infinitos do Amor divino. Se Jesus pôde encontrar na boca de um peixe os recursos necessários para o pagamento de impostos, será que precisamos nos preocupar com a maneira pela qual Deus satisfará às nossas necessidades?

 Quando a prosperidade se manifesta, a pessoa deve vigiar para que não venha a adorar no santuário de sua própria capacidade e engenho. A abundância deve fazer com que nos tornemos mais humildes, reverenciemos o trabalho maravilhoso de Deus, atentos para o fato de que somente Deus é a fonte do bem.

Às vezes, um indivíduo pode sentir-se mais do que simplesmente limitado de um ponto de vista financeiro. Perda de emprego, dívidas acumuladas e nenhuma forma visível de superar a situação podem mesmo fazer com que alguém fique tentado a desistir. Entretanto, tais condições não existem no reino de Deus, o reino do real. O bem nunca cessou para o filho de Deus: assim, não tem de ser arduamente reavido. Compreendendo-o, a pessoa verá que sua saúde financeira é restaurada na maneira incomparável da Mente.

É correto ter tudo o de que necessitamos – ter abundância. É impossível não tê-la quando alguém entende o fato de que, como ideia de Deus, reflete continuamente a abundância do Espírito infinito. A Ciência Cristã esclarece o mal-entendido de muitas pessoas tementes a Deus, que imaginam que, de alguma maneira, alguém se chega mais ao Pai quando está carente de bens mundanos. Quando alguém percebe que o seu verdadeiro ser é a própria ideia do bem ilimitado, simplesmente não pode continuar tendo carência.

 Um dos alunos da Sra. Eddy lembra suas palavras: “Quando comecei a estabelecer a Causa precisava de dinheiro, mas agora aprendi que Deus está comigo, que Ele me proporciona tudo e que não posso sentir falta de nada”.Ela também disse: “Quando você se coloca diante de um espelho e olha para o seu reflexo, este é o mesmo que o original. Ora, você é o reflexo de Deus. Se as mãos dEle estão cheias, as suas mãos também estão, se você O reflete. Você não pode conhecer a carência”. Manter persistentemente em nosso pensamento que o homem, como reflexo espiritual de Deus, tem tudo o que Deus tem, agora, transformará a experiência de qualquer pessoa, mantendo-a em linha com a Lei Divina do Bem Ilimitado.

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Verdade é Permanência da Perfeição Absoluta


Quando alguém se posiciona no “mundo das aparências”, ali se julga estar passando por cada uma das mudanças de suas imagens fraudulentas! Assemelha-se a um sonhador que, sem se dar conta de seu referencial de vida fora do sonho, nele passa seguidas amarguras e dissabores, até que o despertar ponha fim àquilo tudo e ele se perceba estando em paz.

Vezes e mais vezes os textos sobre a Verdade Absoluta nos fazem recordar a permanência de tudo que Deus faz. Os estudos nos colocam em unidade com estas obras divinas, sem que nos associemos nem um pouco com as contínuas “imagens de mudanças” das aparências.

Durante a “Prática do Silêncio”, veja-se já “Desperto” do sonho material! Faça um consciente desvínculo total de tudo que vinha sendo aceito como “vida material”. Veja-se como Obra Permanente de Deus, o Cristo, que não tem reino “neste mundo”. Contemple a Verdade na Sua própria dimensão absoluta, entendendo-a como dimensão única reconhecida por Deus. “Estivestes comigo desde o princípio”, disse Jesus (João 17: 27). Vá diretamente à Verdade revelada; aceite-A como Fato permanente de sua Existência; e assim, diante de quaisquer aparentes mudanças, supostamente vistas pela mente humana, entenda-as  como miragens,  meras sombras em mutação, enquanto VOCÊ, na Realidade Eterna, Se reconhece integralmente em Deus, e sendo Deus!

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O Caminho Eterno-2 (Final)

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É possível que alguém tenha empreendido enorme esforço, objetivando sobrepujar hábitos, emoções ou características indesejáveis, mas sem ter tido sucesso algum. Entretanto, quando passar a dedicar seu mais profundo e puro amor ao Um Infinito, repentinamente, sem esforço algum, se verá liberto de seu fardo, seja ele de natureza física, mental ou emocional.

Precisamos aprender a depender de nosso próprio Ser para tudo. Ele é a realidade única que inclui a TOTALIDADE. Nosso pensamento, visão e atividade se tornam espontâneos e livres de esforços, quando atuamos sob Inspiração. Quando alguém se julga como sendo humano, dotado de mente, vontade e escolha próprias, naturalmente se vê limitado em todas as direções.

Na crença da dualidade, nunca alguém poderá saber o que é Liberdade, Integralidade ou Inteireza. Grande é o mistério da Vida, enquanto alguém se coloca dependente de seu próprio modo pessoal de pensar. Desigualdade, injustiça, falta de inteireza lhe parecerão existentes por toda parte. A existência humana é um paradoxo àqueles que acreditam nela.

Quando vemos as coisas como elas realmente são, descobrimos que jamais houve uma criatura chamada “homem”, com uma mentalidade chamada “mente” ou num corpo chamado “matéria”. Experienciando a realidade, conhecemos as coisas como elas são; e descobrimos a realidade de nosso Eu como sendo o Caminho, a Verdade e a Vida.

Sob a Luz da realidade, nosso Mundo todo, radiante de amor e beleza, tem inteiramente um novo significado e glória.

FIM

O Caminho Eterno-1

Lillian DeWaters

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Nunca se conforme com um conceito material de coisas e de pensamentos; antes, seja iluminado, encontrando e experienciando o Reino do Céu dentro do Coração. A Realidade não pode ser criada; tampouco pode ser determinada por pensamentos, sentimentos e ações. Em vista disso, onde depositaremos nossa esperança? Onde acharemos o que é eternamente certo e digno de confiança? Naquilo que é atemporal, imensurável e incondicionado – o Céu, a nossa Consciência pura.

Colocar saúde e integralidade em corpos, a felicidade em indivíduos, o sucesso em coisas, e a compreensão no pensamento e razão é o que retém alguém em perpétua busca, luta, esforço e argumentação. Quando nos voltamos ao “Mundo das Incorporealidades”, vendo-o como único Mundo que existe, experienciamos intuição e iluminação. Ficamos conhecendo a Verdade sem esforço ou tensão. É este o Caminho Eterno.

A mente influenciando o corpo, ou o corpo influenciando a mente, é o que parece acontecer àqueles que olham externamente ao Reino do Real. Se olharmos internamente, tão próximo o encontraremos, que a própria contemplação trará a gloriosa experiência de sua presença. Nossa decisão de abandonar as batalhas mentais, seja conosco ou com suposto opositor, estabelece o reconhecimento imediato da Total-Presença do Um.

Tem-se falado que o intelecto é apenas um esqueleto, mas que a muitos o seu estalar de ossos  é uma linguagem tão agradável quanto a voz da intuição. Parece que muitos não conseguem discernir o que são os pensamentos pessoais e o que são os pensamentos da Mente divina. Por outro lado, é certo que existem outros que estão rapidamente se expandindo em percepção espiritual, deixando para trás o físico-mental e buscando avidamente a Verdade Absoluta, que sozinha preenche e satisfaz.

O Mundo da Realidade não pode ser conhecido de nenhuma outra forma, senão a da Luz e Experiência espirituais. É bom manter isso em mente. Exemplificando, sentei-me com lápis e papel nas mãos para formular algumas ideias importantes sobre certo assunto. Havia uma sensação de hesitação, como se  sentisse  que o assunto requeresse algum pensamento específico. Mal eu comecei a escrever a primeira palavra, e repentinamente uma rajada de palavras jorrou sobre mim. Escrevi-as rapidamente, e quando encerrei o texto, era como se a totalidade da Verdade me tivesse sido  revelada naquelas poucas sentenças.

Eu não buscava aquela iluminação, especificamente. Ele me veio inteiramente de Si mesma, e era toda maravilhosa e arrebatadora. E o tema? Era este: PERFEIÇÃO É O NOSSO SER, E O NOSSO SER É PERFEIÇÃO. Sempre, em iluminação, alguém perde a noção de si mesmo como individualidade, e experimenta a Realidade como o Ser Único em Si.

Continua..>

O Esplendor Cativo

Robert Browning

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A Verdade está em ti.

Ela não vem de fora, embora penses assim.

No âmago de cada alma brilha a Luz

em todo o seu esplendor.

A sabedoria consiste em abrir caminho

para que essa divina Luz se exteriorize.

Não é abrir-nos à enganosa luz

que buscamos fora.

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Ordem de Contemplação

 Em nosso estudo do Absoluto, não usamos visualizações nem damos tratamentos espirituais. Não há “receitas”; não podemos usar a Verdade. Que fazemos? Há algum meio de vermos a Verdade maravilhosa que contemplamos Se manifestar? Sim, e esse meio inclui uma ordem. Nada fazemos para que a ORDEM DIVINA exista: Ela simplesmente É! Nós apenas tomamos consciência desse fato. Melhor dizendo, focalizamos nossa atenção na perfeita ordem que constitui a Existência toda, em vez de “aplicarmos técnicas” para que algo passe a existir harmonicamente.

Há uma ORDEM nesta “contemplação”,  sem a inclusão de mentalizações ou processos racionais. Toda atenção é focalizada no perfeito Universo ordeiro, na perfeita identidade específica ordeira, e no perfeito Corpo ordeiro. Nada fazemos “de nós mesmos”; somente permanecemos conscientes de ser O PRINCÍPIO INTELIGENTE — ATIVIDADE — EM AÇÃO. Estamos ativos, mas nunca de nós mesmos. E esta atividade é Deus cumprindo seu próprio objetivo como a nossa atividade específica. Deus, sendo o Universo infinitamente ordeiro, age e cumpre Seu objetivo também de modo  ordeiro.

Isso não quer dizer que usemos tratamento ou fórmula. PORÉM, TODO ENSINAMENTO ABSOLUTO É INCOMPLETO,  SE NOS DEIXA FLUTUANDO NO ESPAÇO. Não importa quão verdadeiro e sincero possa ser,  ensinamento assim não é completo.  De fato, reconhecer o Universal Tudo como Tudo é de suma importância; mas, apenas este reconhecimento é insuficiente: ele constitui somente um aspecto da revelação Absoluta. Pouco nos adiantaria se ficássemos no desfrutar de um conceito separado de Universo e,  com qualquer ruído, descêssemos novamente ao encontro dos mesmíssimos antigos problemas. Contudo, se fizermos a trajetória completa, se percebermos a perfeita e eterna Natureza do Universo, da Identidade e do Corpo, estaremos “vendo” também completamente; e esta “contemplação” será manifestada como o nosso Universo, como nossos afazeres e como nossos Corpos.

É certo que Deus é Tudo. Deus realmente é a única identidade infinita; porém, Deus Se identifica especificamente como identidades distintas. Nenhuma identidade é um indivíduo ou pessoa separada; mas, cada uma é distinta: pode ser apontada como sendo esta ou aquela, e nenhuma outra identidade. Desse modo, em nossa “visão segundo uma ordem”, é essencial percebermos o “específico” (identidade individual) sendo o Tudo  identificado como “aquela identidade específica”, e, contudo, inseparável do Todo Universal que compreende toda identidade. Esta Verdade deve ser “vista” completamente. Isto quer dizer que é essencial percebermos que o Tudo é a inteireza da identidade específica e, também,  é necessário percebermos que a identidade específica é o TUDO, e nada mais.

Deus é específico em Sua Autoexpressão. Sendo específico, devemos ser também específicos em nossa percepção de Sua Expressão de Si mesmo. Por exemplo, se um chamado de ajuda lhe chega de Nova York, sua atenção se volta para a identidade específica que ligou. Mas, você sabe que tudo que se relaciona com tal identidade é o seguinte: ela é Deus identificado. Assim, de imediato você conscientiza que Deus é o Universo imutável, eterno, inteiro, a Vida perfeita, o Princípio, a Alma, Corpo e Ser que é o Universo. Você contempla estas Verdades durante alguns instantes. E então, a identidade específica aparece em sua Consciência. Você está consciente daquela identidade específica. Mas, antes de tudo, você está consciente de que aquela identidade é exatamente aquilo que você sabe que Deus é, e nada mais. Este é o sentido de “ser específico” em sua visão.

Nada há de metódico ou frio nesta revelação: pelo contrário, sentimos o Amor jorrar em todo o nosso ser, sentimos ser todo o Amor que existe em e como o Universo.

Lembre-se: NUNCA INCLUA A IDENTIDADE ESPECÍFICA EM SUA CONSCIÊNCIA ANTES QUE TENHA VISTO, SENTIDO E EXPERIENCIADO O TODO INFINITO, DEUS, AMOR, COMO O UNIVERSO INTEIRO. Este ponto é de importância máxima: primeiro, sinta e experiencie a Totalidade que é Deus; depois, perceba este Um total perfeito sendo a totalidade daquilo que existe referente ao ser específico que lhe solicitou ajuda.

Não damos “tratamento”; não focalizamos nossa atenção na identidade específica; não enviamos pensamentos nem projetamos tratamentos. Nada disso. Ocorre simplesmente que, repentinamente, a identidade específica surge exatamente aqui, em nossa Consciência, e nós, sem esforço algum, percebemos Deus sendo a totalidade desta identidade.

Por que é tão importante percebermos primeiro Deus como sendo a inteireza que compreende o Universo, ou primeiro percebermos a natureza do Universo como sendo Deus, antes de percebermos a natureza da identidade especifica? PORQUE É ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL PERCEBERMOS O QUE DEUS É COMO O TODO, A INTEIREZA DE TODA A EXISTÊNCIA, ANTES QUE POSSAMOS PERCEBER O QUE DEUS É COMO A EXISTÊNCIA DA IDENTIDADE ESPECÍFICA. Além disso, isso impede que tentemos “dar tratamento” a alguma pessoa, iludidos pela crença de que existe alguém separado de Deus e necessitado, realmente, de nossa ajuda.

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Perguntas & Respostas

Baird Spalding

P.         Qual é a primeira lei?

R.        A primeira lei é Eu Sou. Essa é a palavra perdida. Estamos começando a perceber isso. Deus Eu Sou.

P.         Eu gostaria de saber mais a respeito do “EU SOU” tal como os Mestres o apre­sentaram ao senhor.

R.        “Eu Sou” é a segunda palavra da língua. Significa a completa aceitação do fato de que você é Deus. Deus Eu Sou. A palavra “Deus” é a primeira, graças à sua maior vibração, e a sua aceitação é “Eu Sou”.

P.         Que é o Espírito Santo?

R.        O Espírito Santo significa todo o espírito do Eu Sou em completa ação em todas as formas.

P.         Como produzimos o Cristo?

R.        O Cristo precisa nascer dentro de cada um de nós. Jesus deu-nos o exemplo disso. Você produz o que está dentro de você desviando sua atenção para essa coisa e, em seguida, concentrando-se nela. O Cristo está dentro de você.

P.         Se os Mestres a cujo respeito o senhor escreve são capazes de deixar o corpo, como se dá que tão pouca gente esteja a par disso?

R.        Acontece que as pessoas não acreditam nisso! Eles não deixam o corpo, a expres­são é usada para poder ser compreendida. Eles levam o corpo consigo.

P.         Quando queremos alguma coisa que é nossa por direito divino, é correto de nossa parte exigi-la?

R.        Se alguma coisa for sua por direito divino, vocês não terão necessidade de exigi-la. Nossa própria aceitação do ilusório anula o bem que desejamos. Quando vocês dão expressão à natureza divina no seu interior, encontrarão o que quer que quei­ram ao alcance da mão. A noção de que isso é assim, lhes permite saber que o bem é realizado antes de vocês expressarem o pensamento. A necessidade não precisa aparecer.

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Atração, Amor e Sexo

.A revista TIME recentemente publicou o seguinte comentário de um jovem: “Os meios de comunicação tratam do assunto como se não tivesse nada a ver com amor….Hoje em dia, sexualidade é aparência física, o penteado. É tudo físico, não o que está dentro da pessoa.” (24 de maio de 1993). Alguma vez, já pensou na enorme diferença entre atração sexual e estar de fato apaixonado por alguém? É comum a atração baseada unicamente no corpo e na aparência tornar-se o centro da atenção, mas existe algo verdadeiro, algo significativo, num relacionamento que se desenvolve a partir de um fundamento mais espiritual. Desde a primeira vez em que você repara numa certa pessoa, até o momento em que dizem alguma coisa um ao outro, partilham atividades, desfrutam de coisas que têm em comum, é muito agradável explorar o que significa ter um relacionamento chegado com outra pessoa.

Há a alegria da descoberta, da compreensão mútua, de respeitar os sentimentos um do outro. As qualidades de fato boas, como honestidade, respeito, força, ternura, etc., têm base espiritual. Quando a atenção se focaliza nelas, e não na matéria, a espiritualidade torna-se a estrutura de um relacionamento que vai adiante. Como Deus criou todos de modo espiritual, essa espiritualidade genuína, essa realidade de nossa natureza como criação de Deus, é o que cada um de nós está descobrindo.

Você tem grande valor espiritual. Sua inteireza e autoestima são produtos de sua identidade como a expressão muito amada de Deus. As qualidades que Deus, o Amor divino, expressa em você, são, no mínimo, belas e atraentes. Vale a pena oferecê-las e desenvolvê-las.

É natural e apropriado mostrar afeto. Homens e mulheres são atraídos pelos outros e nem é preciso dizer que um beijo ou um abraço é uma maneira de expressar afeto. Também é natural e importante, para explorar e desfrutar de sua espiritualidade inata, controlar a atração sexual, e não se deixar arrastar por ela, e assim destruir aquilo que estão a construir juntos.

Como proteger uma boa relação? Deus, o Amor divino, é também Princípio e, na proporção em que a atividade sexual for governada por motivos altruístas e honrados, a relação progredirá e trará alegria. O Princípio não se expressa em luxúria ou em motivos egoístas e imediatistas. Pelo contrário, o Princípio manifesta respeito e assim por diante. Um aspecto de uma boa relação é o das pessoas envolvidas serem governadas pelo bom senso, a disciplina e a espiritualidade que a oração proporciona.

Por mais incrível que pareça, se o centro de atenção for o corpo, podemos perder de vista a pessoa verdadeira que tanto amamos. Isso porque a concentração no físico deixa de lado a identidade espiritual do homem, a única identidade verdadeira, nossa e de nossos companheiros (as qualidades que realmente contam). O físico perverte a intimidade genuína, na qual há estima mútua, encorajamento recíproco para o crescimento, progresso individual e interesse pelo bem-estar um do outro, e a tensão sexual passa a constituir quase 100% do relacionamento. Talvez você já tenha visto acontecer isso, ou até já tenha passado por isso.

Se assim for, sabe que passado um tempo, a obsessão física transforma o relacionamento num turbilhão emocional que não leva a lugar nenhum. A paixão sexual não deveria caracterizar relação alguma. No seu livro Ciência e Saúde, a Sra. Eddy escreve: “Ambos os sexos deveriam ser afetuosos, puros, ternos e fortes. A atração entre qualidades inatas será perpétua somente enquanto for pura e verdadeira, trazendo doces temporadas de renovação, como a volta da primavera.” Essas palavras são do capítulo “O Matrimônio”. Mesmo que você não esteja a pensar em casamento para já, esse é um excelente capítulo para ler, pois apresenta coisas importantes para uma boa relação e para que “vos ameis uns aos outros”, como Cristo Jesus encorajou as pessoas a fazerem.

Amar-se verdadeiramente um ao outro é o mais importante de uma relação. Se você ama de verdade, então quer o melhor para aquele ou aquela que tanto significado tem para você. Sim, o afeto humano é um componente normal dessa relação especial, mas nunca está certo deixar que a sexualidade seja a razão principal pela qual a outra pessoa quer estar na sua companhia. Se houver sexo antes do casamento, estará faltando uma coisa importante: compromisso permanente e total, o tipo de compromisso que o casamento proporciona. O casamento é a moldura moral e saudável para as relações íntimas e protege, de modo eficaz, sua preciosa identidade espiritual.

Às vezes, é difícil examinar a vida e decidir o que é apropriado e o que não é. Você pode achar que já foi muito longe num certo relacionamento. Mas não existe razão para não procurar no Princípio divino seus padrões e se firmar neles , neste exato momento. O que realmente interessa é o que você pensa e faz agora. A curto prazo, isso pode requerer muita determinação e coragem, mas todas as pessoas envolvidas serão beneficiadas, a longo prazo. E o que é maravilhoso é que você pode ser bem-sucedido, ao colocar a disciplina espiritual à frente dos desejos físicos, porque Deus, o Espírito, na realidade o governa. E Deus o ajudará a fazer aquilo que é bom e correto.

Estar apaixonado é maravilhoso. E quando você está apaixonado por Deus, o Amor divino, primeiro – e por sua espiritualidade como a expressão de Deus – qualquer outra relação será verdadeiramente satisfatória, produtiva e duradoura. Você determinará seus objetivos e o que é melhor para você e seu parceiro, a partir de uma base espiritual.

(Transcrito do The Christian Monitor, Boston, E.U.A)