A Cura com Base no Cristo

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A CURA COM BASE NO CRISTO

A fim de seguir o mestre e curar, nós necessitamos ponderar o significado espiritual de seus ensinamentos com profundidade.
Há muitos anos, quando eu comecei minha carreira de executivo, trabalhei na indústria de petróleo. Eu aprendi logo que, quando alguém nessa indústria referia-se a seu empregador, era habitual encurtar o nome da companhia para uma palavra. Normalmente se dizia: “eu trabalho para a “Gulf” ou para a “Shell” em vez de Gulf Companhia de Petróleo ou Shell Companhia de Petróleo. Nesse tempo havia diversas companhias de petróleo proeminentes com os nomes identificados geralmente com qualidades morais – companhias tais como o Cia. “Humilde” de Petróleo ou Cia. “Puro” de Petróleo ou Cia. “Plácido” de Petróleo. Seus empregados identificavam seu empregador como “Plácido” ou “Puro” ou “Humilde”…

Quando foi descoberto petróleo no Texas, os poços eram perfurados extensivamente. Os donos de terras ficaram muito excitados com a perspectiva de que pudesse ser encontrado algum poço em suas propriedades.

Um domingo em uma igreja local, um pastor, durante o sermão, falando das virtudes e qualidades morais do homem, disse em sua prece: “Senhor, lembra-te do puro e do humilde…” Nesse ponto alguém na congregação interrompeu gritando: “E não se esqueça da Shell; tenho um contrato com eles na minha propriedade!”

Obviamente, para o pastor, as palavras “puro” e “humilde” tinham um significado decididamente diferente da interpretação que o latifundiário tinha colocado nelas… Frequentemente esse é o caso com muitas palavras empregadas no nosso dia a dia.

Eu disse certa vez a uma repórter de um jornal, que a Christian Science ensina que nós não somos realmente materiais como parecemos ser. Ela ficou confusa, porque para ela a palavra material significava a substância usada para fazer roupas, por exemplo. O uso de algumas outras palavras em explicar a teologia da Christian Science conduz frequentemente a mal entendidos, e mesmo ao ridículo, aqueles que não entendem o significado pretendido por essas palavras em um contexto particular. Por exemplo, a palavra real, nesta Ciência, mais frequentemente se refere ao que é indestrutível e eterno; a Deus e ao que é derivado d’Ele.

O livro texto da Christian Science, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, explica: “Toda realidade está em Deus e Sua criação, harmoniosa e eterna. O que Ele cría é bom, e ele fez tudo o que está feito.” Com base nisso, os Cientistas Cristãos insistem que a doença não é real, significando que Deus não a criou nem a causou. Não negam cegamente que as pessoas fiquem doentes, às vezes; mas os Cientistas Cristãos estão convencidos que Deus não produziu a doença, e certos de que ela não é parte de sua criação espiritual. Neste sentido não é real. E porque não tem nenhuma realidade dada por Deus, nós podemos ser livres dela.

Nosso grande Mestre, Cristo Jesus, disse: “Por que não reconheceis minha linguagem? É porque não podeis escutar minha palavra.” Ele usou muitas parábolas e ilustrações para esclarecer o significado espiritual de seus ensinamentos. Contudo aqueles a quem faltava a inspiração espiritual necessária para compreender o que Ele queria dizer, frequentemente O insultavam. Sem dúvida, nós precisamos ainda perceber o significado espiritual das palavras de Jesus a fim de compreender e demonstrar seus ensinamentos.

Em meu próprio esforço para seguir os ensinamentos de nosso Mestre, eu aprendi que é imperativo ponderar profundamente o significado espiritual das palavras que Ele usou. Por exemplo, em uma de suas afirmações que eu frequentemente revejo, diz: “Em verdade, em verdade, vos digo: o Filho, por si mesmo, nada pode fazer, mas só aquilo que vê o Pai fazer; tudo o que este faz o Filho faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.”
Ponderando isto seriamente, percebi que, nestas relativamente poucas palavras, Jesus resumiu a Ciência Divina de nossa relação com Deus.

Quanto mais eu compreendo espiritualmente o que Ele disse, melhor equipado estou para demonstrar a autoridade de seus ensinamentos em resolver os problemas humanos.

No meu entendimento, Jesus explicava, nesta afirmação, a base espiritual de seu trabalho de cura. Mas estava também ensinando a seus seguidores que deveriam trabalhar na mesma base. Todos os indivíduos, em sua natureza verdadeira, espiritual, são descendentes de Deus. Reconhecendo isto, João escreveu: “Vede que prova de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus.” E Paulo escreveu: “Todos os que são conduzidos pelo espírito de Deus, são os filhos de Deus.”

Ao afirmar: ” o Filho, por si mesmo, nada pode fazer”, Jesus declarava um fato espiritual. Isto é, nem mesmo Ele poderia não fazer nada por si mesmo, independente de Deus. Se isso era verdadeiro nele, certamente tem que ser verdadeiro em todos os filhos de Deus. Na realidade, ninguém pode fazer nada, ou ser qualquer coisa, separado de Deus, porque cada um de nós existe eternamente como uma ideia espiritual de Deus, uma ideia na Mente divina, sempre “em unidade” com o Pai. Nenhum filho de Deus pode desenvolver um atributo ou qualidade que não tenha origem no Pai. Não podemos ser feitos para agir de uma maneira que não esteja em conformidade com o controle perfeito que Deus tem de Sua criação. Nós nem mesmo existimos como identidades separadas da Mente divina. Tudo que é verdadeiro em nós, deve estar em perfeita harmonia com o que o Pai expressa do Seu próprio ser infinitamente perfeito.

Foi com este princípio que o Mestre demonstrou a saúde e a harmonia nos assuntos humanos. E instruiu-nos a fazer como Ele fez. Através da oração nós necessitamos elevar o pensamento acima do que parece ser o estado de humanidade, e olhar para ver o que o Pai está fazendo, “porque o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.” O filho deve ser compreendido somente como expressão do que é verdadeiro no Pai.

Aqui, em poucas palavras, Jesus nos estava dizendo, essencialmente, que o homem – e o termo homem é usado genericamente para referir-se à verdadeira identidade de ambos, homem e mulher, criados por Deus – reflete a Vida, que é Deus. A substância do homem é espiritual, refletindo a substância divina do Espírito. A individualidade, a consciência, a inteligência, a ação, e a identidade total do homem refletem perfeitamente a própria integralidade de Deus. No fato científico, então, nada pode ser atribuído ao filho exceto aquilo que expressa a perfeição do Pai.

Não nos instruía Jesus que, para sermos eficazes em curar com a oração, nós devemos saber que tudo que pode ser verdadeiro no homem é o que é verdadeiro em Deus? Ciência e Saúde explica que “Deus nunca poderia transmitir um elemento do mal, e o homem não possui nada que não lhe provenha de Deus.” Se este é o fato científico, a evidência da doença e da discórdia tem que ser uma má representação dos fatos. Compreender nossa relação espiritual com Deus elimina a má representação e produz a cura.

Então, o que fazer quando a evidência física é de doença e discórdia? Você está convencido que o filho pode fazer somente aquilo que expressa o que o pai está fazendo? Se assim é, então você percebe que todas as formas de discórdia são mentiras sobre você e suas possibilidades. E estão apresentando uma visão falsa de identidade. A assim chamada mente mortal, reivindicando insistentemente que a identidade é separada de Deus, e capaz de experimentar os efeitos de uma causa à parte do pai, nos levaria a ver-nos e aos outros como seres materiais, governados por uma mente na matéria. Mas, o conceito mortal de nossas identidades e possibilidades é uma farsa. O homem é espiritual, imortal, nunca separado de Deus. Cada um de nós tem a obrigação de testemunhar o que o pai está fazendo, e a nada mais.

Parece difícil entender o significado deste grande fato científico? Você é deixado sozinho para fazer tudo por você mesmo no seu esforço para compreender a realidade espiritual? Absolutamente não! Nós temos esta garantia do Mestre, que pode certamente ser visto nos estimulando a todos: “… o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.” E em Miscellaneous Writings, Mrs. Eddy diz, “é a finalidade do Amor divino ressuscitar a compreensão, e o reino de Deus, o reino da harmonia já dentro de nós.” Deus o ama. Nunca o deixa desamparado. Ele lhe permite compreender a Ciência divina pela qual Ele tudo governa. Mantenha-se fielmente voltado a Ele, “grudado” à Sua revelação, e você perceberá que Ele está trabalhando com você. Ele lhe comunicará pensamentos puros, mensagens dos anjos, que você necessita a fim de compreender o que é verdadeiro e para experimentar a cura. Se você aderir firmemente ao que você compreende que o Pai está fazendo, você perceberá que o Amor cumpriu sua finalidade de fazer ressurgir a compreensão e a harmonia já existentes dentro de você.

(David E. Sleeper – Journal of Christian Science, Junho 2000)

Estudando Paulo-12- Final

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“PORTANTO, NINGUÉM SE GLORIE NOS HOMENS; PORQUE TUDO É VOSSO: SEJA PAULO, SEJA APOLO, SEJA CEFAS, SEJA O MUNDO, SEJA A VIDA, SEJA A MORTE, SEJA O PRESENTE, SEJA O FUTURO, TUDO É VOSSO, E VÓS, DE CRISTO, E CRISTO, DE DEUS.”

I Coríntios 3: 21,23.

Paulo nos revela a Unidade e nossa condição de plena igualdade diante de Deus. “Tudo é vosso”, diz ele. Com os olhos voltados para esta aparência de mundo, acabamos por endossar a ilusão de desigualdade! Aceitamos injustiças em toda parte! Alguns são vistos em boa situação, outros em péssima! A Realidade é espiritual! Nela somos todos possuidores do Reino de Deus, e isto, percebido e reconhecido interiormente, acaba surgindo também visivelmente como reflexo. Cristo disse: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a SUA justiça.”

Com o abandono consciente do “julgamento segundo aparências”, entenderemos a Verdade eterna: Tudo é nosso, nós somos de Cristo, e Cristo é de Deus. Contemplemos esta Revelação:

Pai, tiro por completo minha atenção deste ilusório mundo de desigualdades! Abro-me à Tua Justiça! Abro-me à percepção de que existo em Teu Reino, e que tudo já me pertence, pois sou Teu Filho, o Cristo, a Emanação individual de Teu próprio Ser.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos).

F I M

Estudando Paulo-11

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“NINGUÉM SE ENGANE A SI MESMO, SE ALGUÉM DENTRE VÓS SE TEM POR SÁBIO NESTE MUNDO, FAÇA-SE LOUCO PARA SER SÁBIO. PORQUE A SABEDORIA DESTE MUNDO É LOUCURA DIANTE DE DEUS; POIS ESTÁ ESCRITO: ELE APANHA OS SÁBIOS NA SUA PRÓPRIA ASTÚCIA. E OUTRA VEZ: O SENHOR CONHECE OS PENSAMENTOS DOS SÁBIOS, QUE SÃO VÃOS.”

I Coríntios 3: 18-20.

“Faça-se louco para ser sábio!” Fortíssima frase de Paulo para desmantelar a mente humana e sua suposta sabedoria! A mente humana, em ação própria sem refletir o que vem de Deus, é o anticristo! Ela tenta nos fazer crer que somos mortais, seres imperfeitos nascidos num mundo de “evolução contínua”. Estas são as ideias vindas dos “sábios deste mundo”. A Verdade exige o “renascimento”, ou seja, que “nos façamos loucos” como Jesus Cristo, que disse ser UM com Deus!

Jesus Cristo não é pessoa! É nossa real identidade! Em II Coríntios 13:5, encontramos o mesmo Paulo nos inquirindo: “Ou não sabeis que Jesus Cristo está em vós?”

Pai, neste instante sagrado, “faço-me louco” para reconhecer que somos UM! Não sou alguém nascido na matéria, aqui sofrendo para evoluir, como diz a “sabedoria deste mundo”. “Faço-me louco! Assumo que sou em Ti o que és em mim: Luz, Perfeição, Espírito, Eternidade!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

 

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Estudando Paulo-10

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“NÃO SABEIS VÓS QUE SOIS O TEMPLO DE DEUS E QUE O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS?”

I Coríntios 3: 16.

Tendo conhecido a Verdade, Paulo se preocupou em direcionar a todos unicamente para dentro de si mesmos. A mente voltada para o exterior é idolatria, mesmo que, neste exterior, estejam sendo vistos ensinamentos ou pessoas iluminadas! O estudo da Verdade é também chamado de “Prática da Presença de Deus”. Esta frase exclui a busca externa! “Não sabeis vós que SOIS o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” Que está ele aqui enfatizando? O fim da busca externa!

As pessoas vinham tentando encontrar Deus em religiões, terras santas, mestres ascensionados, etc. Por quê? Simplesmente por não terem prestado atenção nestas palavras reveladas!

SOMOS O TEMPLO DE DEUS! O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM NÓS!

Que nos resta fazer, diante destas Verdades? Reconhecê-las em nosso próprio ser!

Deixemos de lado, por alguns momentos, o mundo com seus mestres e ensinamentos vários; fechemos os olhos e percebamos, interna e espiritualmente, o que Paulo aqui nos revela! Repitamos esta identificação com nossa real identidade o maior número possível de vezes! São contemplações rápidas e eficazes! Com elas poderemos “vencer o mundo”.

Sei que EU SOU O TEMPLO DE DEUS. Sei também que o ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM MIM. No silêncio desta contemplação, identifico-me totalmente com estas Verdades. De fato, Eu Sou o Templo de Deus; o Espírito de Deus habita em mim! Somos um!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

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Estudando Paulo-9

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“PORQUE NÓS SOMOS COOPERADORES DE DEUS; VÓS SOIS LAVOURA DE DEUS E EDIFÍCIO DE DEUS. SEGUNDO A GRAÇA DE DEUS QUE ME FOI DADA, PUS EU, COMO SÁBIO ARQUITETO, O FUNDAMENTO, E OUTRO EDIFICA SOBRE ELE; MAS VEJA CADA UM COMO UM EDIFÍCIO SOBRE ELE. PORQUE NINGUÉM PODE PÔR OUTRO FUNDAMENTO, ALÉM DO QUE JÁ ESTÁ POSTO, O QUAL É JESUS CRISTO.”

I Coríntios 3: 9-11.

Um fundamento está posto em todos nós: Jesus Cristo! Um edifício deverá ser erigido sobre ele! Que sentido têm estas palavras? Revelam a Onipresença a ser descoberta no âmago de cada um. Nos bastidores desta aparência de mundo, existe o Reino da Realidade: Deus, sendo espiritualmente tudo e todos. Cada um que se interioriza e se posiciona sob a Graça da Revelação, descobre, EM SI MESMO, este Cristo glorioso.

Jesus Cristo não é “pessoa nascida na aparência”. Ao assim ser considerado, corrigiu na hora, dizendo: “Antes que Abraão existisse, eu sou”. Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida! É Deus Se expressando como Ser individual! É nosso Ser-essência! Daí a revelação: “Jesus Cristo está em vós” ( II Cor. 13: 5).

Este entendimento é o “fundamento”. Antes que tentemos levantar o edifício, cuidemos do alicerce! Paulo deixa claro que o alicerce é unicamente Jesus Cristo. Mas, enquanto a crença em Jesus material não for extinta, a UNIDADE por ele pregada não poderá ser conscientizada!

No estudo absoluto da Verdade, a premissa básica diz: DEUS É TUDO! Jesus e Paulo, além de muitos outros, descobriram “o Caminho, a Verdade e a Vida” neles próprios! Façamos o mesmo! Já temos o mesmo “fundamento”; necessitamos somente de um “renascimento”, que consiste em deixarmos de lado tudo o que a mente humana veio informando sobre nós, para radicalmente discernirmos o Cristo em nós. Assim é que, em cada um, o “edifício da Verdade” será construído.

Pai, nesta silenciosa contemplação, eu reconheço a Tua Onipresença. Sei que Jesus Cristo é o fundamento da Tua Obra em mim, numa Unidade eterna. Abro-me à plena percepção de que “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Pela Tua Graça, isto me é agora revelado!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

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Estudando Paulo-8

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“POIS QUEM É PAULO E QUEM É APOLO, SENÃO MINISTROS PELOS QUAIS CRESTES, E CONFORME O QUE O SENHOR DEU A CADA UM? EU PLANTEI, APOLO REGOU; MAS DEUS DEU O CRESCIMENTO. PELO QUE NEM O QUE PLANTA É ALGUMA COISA, NEM O QUE REGA, MAS DEUS, QUE DÁ O CRESCIMENTO. ORA, O QUE PLANTA E O QUE REGA SÃO UM; MAS CADA UM RECEBERÁ O SEU GALARDÃO, SEGUNDO O SEU TRABALHO.”

I Coríntios 3: 5-8.

Palavras mágicas para explicar o Uno aparecendo visivelmente nesta “crença de mundo”. Quando deixamos de nos ver materialmente, o UNO “dá crescimento”, isto é, Se revela como cada um de nós e, visivelmente, vemo-nos agindo aparentemente como se fôssemos dois ou mais seres, apesar de sermos um. Se esta Unidade-Essência for discernida, nesta “aparência” estaremos todos sendo “nada”, e, ao mesmo tempo, agindo em conformidade com a Unidade-Essência, ou seja, “agindo-sem-ego”.

Nesta “ação-conjunta”, cada um receberá seu suprimento visível correspondente ao Suprimento Real, invisível, que Se constitui de Deus sendo o nosso aspecto verdadeiro. Sendo o Eu Absoluto a Causa Única de tudo, este reconhecimento consciente, que nos coloca em comunhão plena com Deus, produzirá o seu “reflexo” equivalente nesta “sombra de mundo”, e tudo que se fizer necessário, a cada instante, nos será provido.

Quando todos conhecerem esta Verdade, esta ilusão de dualidade, que leva em conta um Reino Espiritual ao lado de um “mundo material”, será dissipada tal qual um nevoeiro diante do sol: e “o que era desde o princípio” ficará revelado como aquilo que sempre É!

Pai, eu não ajo de mim mesmo, isolado da Tua Onisciência. Reconheço a Tua Mente como sendo a Minha! Unicamente a Tua Vontade Se revela e me inspira em cada agir. A mesma Mente, agindo em todos com quem entro em contato, a exemplo do que ocorria com Paulo e Apolo, faz com que a harmonia Se revele a cada instante, e que todos nós, infalivelmente, recebamos com facilidade e rapidez todo o suprimento que se faça necessário para o dia de hoje.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos).

 

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Estudando Paulo-7

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“E EU, IRMÃOS, NÃO VOS PUDE FALAR COMO A ESPIRITUAIS, MAS COMO A CARNAIS, COMO A MENINOS EM CRISTO. COM LEITE VOS CRIEI, E NÃO COM MANJAR, PORQUE AINDA NÃO PODÍEIS. TAMPOUCO AINDA AGORA PODEIS, PORQUE AINDA SOIS CARNAIS. POIS, HAVENDO ENTRE VÓS INVEJA, CONTENDAS E DISSENSÕES, NÃO SOIS, PORVENTURA, CARNAIS E NÃO ANDAIS SEGUNDO OS HOMENS?”

I Coríntios 3: 1-3.

Paulo, para justificar sua pregação em vários níveis, usou a comparação do “leite e o manjar”. O leite era o ensinamento menos duro, em termos de profundidade: segundo ele, as “criancinhas em Cristo” seriam capazes de ingeri-lo. Já o manjar, alimento sólido, exigiria uma postura espiritual amadurecida.

Em tudo que é relativo, surgem os prós e os contras! No caso, os “prós”, quando a Verdade é passada como “leite”, sendo adaptada à capacidade momentânea de assimilação do estudante, são as facilidades criadas objetivando uma abertura de compreensão em quem se vê ainda totalmente preso às crenças materiais. Os “contras” ocorrem quando estas “adaptações”, por gerarem ensinamentos relativos diversos, criam também bloqueios à Verdade Absoluta, permitindo uma infinidade de religiões diferentes, cada uma com adeptos se julgando os únicos “donos” da Verdade. Em outras palavras, é quando as pessoas se habituam a ficar “bebendo leite” de diferentes “marcas”, esquecendo-se de que “o manjar” já o deveria estar substituindo.

Quando o “manjar” é oferecido e recebido como alimento definitivo, acabam as diferenças todas! DEUS É TUDO! Não existe mais nada! Mas, como aqui escreve Paulo, como dizer a “carnais” que Deus já está sendo a real identidade deles?

Hoje em dia a coisa está diferente. Por já existirem tantos “ensinamentos-leite”, torna-se possível alguém se dedicar exclusivamente a oferecer o “ensinamento-manjar”. Assim, esta série de textos se destina a oferecer unicamente “alimento sólido”. Para ingeri-lo, VOCÊ deverá estar desejoso de se livrar da “crença na matéria”, assumir a revelação de que “possui a mente de Cristo”, e, IDENTIFICADO com esta Mente , reconhecer o óbvio:

DEUS, SENDO TUDO, É O EU QUE EU SOU!

Pai, sei que Tu és Espírito Onipresente! Tendo aceito a Tua Revelação de que “tenho a mente de Cristo”, abro-me à percepção interna de que, em virtude da Onipresença, a “minha” presença é a Tua Presença, o “meu” Espírito é o Teu Espírito, o “meu” corpo é o Teu Corpo. Não somos dois: somos UM.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos).

 

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Estudando Paulo-6

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“PORQUE QUEM CONHECEU A MENTE DO SENHOR PARA QUE POSSA INSTRUÍ-LO? MAS NÓS TEMOS A MENTE DE CRISTO.”

I Coríntios 2: 16

Apesar de séculos de revelações divinas, em que o mundo veio sendo informado sobre a real natureza de nossa mente, poucos, ainda hoje, vivem pela Graça, isto é, unos à ação onisciente de Deus. O motivo? A falta de identificação com o revelado!

Se nos identificamos com mente humana, deixamos de lado a Verdade. Se nos empenhamos em “espiritualizar a mente humana”, continuamos trabalhando na ilusão! Por que? Por existir somente a Mente espiritual! Paulo nos revela: “Temos a mente de Cristo!” A frase está no presente e no plural! Em outras palavras, exatamente AGORA, todos já estamos dotados da mente de Cristo!Não por efeito de estudos, mas pela Graça! Também em II Timóteo 1: 7 , encontramos: “Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas da fortaleza, de amor, e de mente segura.”

Pretender “espiritualizar” a mente carnal seria o mesmo que pretender transformar sombra em luz! “Porque quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? E pretender “iluminar a mente que somos” seria o mesmo que pretender “molhar a água”. “Nós temos a mente de Cristo.”

Nossa posição absoluta exige uma atitude radical! A ilusória ideia de que mil leituras, mil palestras, mil conscientizações da Verdade nos farão “conhecer a Verdade” precisa ser deixada de lado, sendo substituída pela IDENTIFICAÇÃO IMEDIATA OU DIRETA com a revelação:

“Não tenho mente humana! Não vivo no mundo visto pela mente humana! Não sou visto pela mente humana! Não “espiritualizo” mente humana! Não existe mente humana! Acato diretamente a revelação:

“Tenho a mente de Cristo!”

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

Estudando Paulo-5

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“ORA, O HOMEM NATURAL NÃO COMPREENDE AS COISAS DO ESPÍRITO DE DEUS, PORQUE LHE PARECEM LOUCURA; E NÃO PODE ENTENDÊ-LAS, PORQUE ELAS SE DISCERNEM ESPIRITUALMENTE.”

I Coríntios 2: 14

 

A linguagem do Espírito é totalmente estranha ao ser humano mergulhado na ilusão. O “homem natural”, ou seja, o ser que se julga material e nascido neste mundo temporal, está plenamente convicto de que a realidade é o que ele consegue discernir com a mente humana! Querer contrariá-lo seria perda de tempo! Por quê? Paulo dá aqui a resposta: “O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

Por que há tantos ensinamentos espirituais? Por que eles vêm sendo repetidamente apresentados à raça humana? Porque este “homem natural” considera “loucura” aceitar que Deus é Tudo, inclusive ele próprio! Convicto de sua natureza mortal, imperfeita e temporal, este ser em ilusão cria, no máximo, teorias de evolução julgando que, pela repetição contínua de “sonhos” (reencarnação), um dia ele se tornará perfeito!

Para ele, esse processo evolutivo é muito lógico! Mas, reconhecer estar hipnotizado pela crença na matéria, e que, exatamente AGORA, ele já é o “ser perfeito criado à semelhança de Deus” lhe parecerá, como disse Paulo, uma tremenda “loucura”.

Vimos, na parte anterior, que as coisas materiais são discernidas pela mente que não recebemos de Deus. Paulo nos diz que as coisas do Espírito de Deus somente podem ser discernidas espiritualmente. Se quisermos experienciar as altas revelações divinas, teremos de fazer o que chamamos de “Mudança de Referencial”: abandonar a mente humana, sua “lógica” ou “sabedoria”, aceitar a “loucura” de que Deus está sendo a totalidade do nosso Ser, aqui e agora, e nos identificar com a nossa Mente verdadeira, idêntica à de Jesus Cristo. Somente assim, poderemos discernir “espiritualmente” o que é real, eterno e verdadeiro.

O suposto “homem natural” jamais existiu! Era uma criação hipnótica da mente carnal, que vínhamos aceitando, sem contestações, ser a nossa real identidade.

“Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo?

Mas nós temos a mente de Cristo.

I Coríntios 2: 15.

Pai, revela-me que Tua Mente é indivisivel e onipresente. Mostra-me que esta mesma mente, que também está em Jesus Cristo, é a minha única Mente, para que eu possa espiritualmente discernir, aqui e agora, as Tuas coisas, a Tua Graça, e a minha Glória nesta eterna Unidade que somos.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

Estudando Paulo-4

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“MAS, NÓS NÃO RECEBEMOS O ESPÍRITO DO MUNDO, MAS O ESPÍRITO QUE PROVÉM DE DEUS, PARA QUE PUDÉSSEMOS CONHECER O QUE NOS É DADO GRATUITAMENTE POR DEUS.”

I Coríntios 2: 12

Se alguém estiver sonhando estar numa praia, o seu quarto de dormir lhe parecerá ausente: sua mente estará tão “ocupada” em se envolver com os quadros do sonho, que a “realidade” lhe passará por inexistente! Ao despertar, de imediato o quarto inteiro lhe “surgirá novamente”.

Este exemplo simples ilustra como a mente humana é iludível! A mente humana sempre nos mostra uma sequência de quadros mutáveis. Estaríamos, de fato, passando por cada um de seus acontecimentos?

“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.”

(I Cor. 2: 11,12

Estas palavras iluminadas, de Paulo, nos revelam que “as coisas deste mundo” são conhecidas pelo “espírito do homem que nele está”, ou seja, que as coisas humanas são captadas somente pela mente humana.

Em seguida, ele diz que “as coisas de Deus” são conhecidas somente pelo “Espírito de Deus”. O valor maior está na frase seguinte, que nos garante: “mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus”. Esta constitui uma das mais importantes revelações da Bíblia! Desvincula-nos por completo da mente humana e de sua suposta coletânea de quadros falsos!

“…para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.”

Neste final, Paulo nos revela que, além de não termos recebido de Deus esta mente ilusória ( o espírito do mundo), ou seja, esta mente falsa que continuamente nos mostra um mundo imperfeito, que recebemos o Espírito que provém de Deus! E termina afirmando que Deus nos concedeu o Seu Espírito justamente para que conhecêssemos, aqui e agora, o Seu Reino perfeito!

O Estudo do Absoluto se inicia quando, cientes do conteúdo destas revelações, passamos a nos devotar à percepção destas Verdades em nosso próprio ser e mundo! Este é o processo de “Renascimento”, pregado por Jesus Cristo! E este “Renascimento” é o nosso único objetivo, quando apresentamos esta e outras séries de estudos sobre a Verdade.

Pai, reconheço em mim a Presença única do Teu Espírito. Abandonei conscientemente o “espírito do mundo”, que me fazia ver imperfeições e um mundo imperfeito. Sei que o Teu Espírito, em mim, revela-me as “Tuas coisas”. E sei que, pela Graça, tomo agora conhecimento de serem todas elas perfeitas!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

Estudando Paulo-3

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“MAS, COMO ESTÁ ESCRITO: AS COISAS QUE O OLHO NÃO VIU, E O OUVIDO NÃO OUVIU, E NÃO SUBIRAM AO CORAÇÃO DO HOMEM SÃO AS QUE DEUS PREPAROU PARA OS QUE O AMAM.”

I Coríntios 2: 9

De acordo com as palavras de Paulo, o que “vemos”, o que “ouvimos”, o que a mente humana “percebe”, nada disso faz parte da Obra divina! E, se não faz parte, é tudo ILUSÃO!

Como conhecer “as coisas que Deus nos preparou”? O próprio Paulo nos diz: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.” (I Cor. 2: 10)

Um hipnotismo coletivo induz a todos a experienciar um “sonho” em lugar da Realidade! Notemos que Paulo nos diz: “Deus no-las revelou pelo seu Espírito”. No início desta série, já ressaltamos que, neste estudo e no conhecimento da Verdade, a chave é a REVELAÇÃO! Paulo, aqui, confirma isto! Com a mente humana, ele também via este mundo como material; porém, por REVELAÇÃO DO ESPÍRITO, algo iluminado, supremo, glorioso e indescritível lhe foi mostrado como já estando AQUI presente! Ciente de que não há palavras capazes de traduzir esta experiência, disse ele a frase-tema deste texto:

” AS COISAS QUE O OLHO NÃO VIU, E O OUVIDO NÃO OUVIU, E NÃO SUBIRAM AO CORAÇÃO DO HOMEM SÃO AS QUE DEUS PREPAROU PARA OS QUE O AMAM.”

Apesar da importância tremenda desta frase, e apesar de ela constar da Bíblia há séculos, a maioria, até hoje, pouquíssimo interesse veio demonstrando por deixar de lado esta falsa e ridícula visão de mundo, em que são vistos nascimentos, catástrofes, problemas e mortes, para abraçar definitivamente o Paraíso perfeito aqui revelado como preparado por Deus “para os que O amam”.

Que explica esta falta de interesse? Basicamente, o desconhecimento de que o intelecto não alcança a Verdade! E, de que esta Verdade nos está plenamente acessível, porém, unicamente através de uma REVELAÇÃO!

Pai, com a mente quieta, abro-me à ação reveladora do Teu Espírito em mim. Sei que o Paraíso a mim destinado está aqui! E sei que somente pelo Teu Espírito ele pode ser-me revelado! Abro mão de todas as aceitações humanas. Sinto-me glorificado pelas contínuas revelações que agora me chegam!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

Estudando Paulo-2

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“PORQUE ESTÁ ESCRITO: DESTRUIREI A SABEDORIA DOS SÁBIOS, E ANIQUILAREI A INTELIGÊNCIA DOS INTELIGENTES.”

I Coríntios 1: 19

Quanto antes alguém deixar de lado sua “sabedoria”, sua “inteligência”, ou seja, permitir conscientemente, em meditação, que a mente carnal ou humana se renda às Verdades de Deus, que são “loucuras para os homens”, mais cedo poderá experienciar o fato real de já estar vivendo, aqui e agora, no Paraíso.

Deus é Onipresença! Jamais dividiu espaço com seres humanos ou com criação material! Quando a Bíblia fala em “céu e terra”, não fala em duas existências, mas da ÚNICA: a espiritual. Que é “céu”? O Reino de Deus aqui presente. Que é “terra”? O mesmo Reino aqui presente, porém, visto não realmente como ele é, mas distorcido e filtrado pela mente humana.

Eis por que, no Estudo do Absoluto, não intencionamos “curar” algo deste mundo visível! Sabemos que, sendo VISTO sem a “sabedoria e inteligência humanas”, ele já é o próprio Reino de Deus, o Paraíso.

Portanto, é uma questão ligada à “visão” e não a “mudanças”. Em vez de tentarmos “melhorar” algo, visto pela “sabedoria humana” como “mal”, abramo-nos internamente à SABEDORIA DIVINA, para que Ela atue e “destrua a sabedoria humana”. Assim, poderemos discernir a PERFEIÇÃO que jamais deixou de estar presente!

Estas revelações não são apenas para serem lidas! Devemos nos silenciar e reconhecer em nós a Presença de Deus, esta Presença amorosa suave que constitui o Cristo de nosso ser:

Pai, abro-me à Tua Sabedoria. Sei que Tu estás uno comigo! Revela-me o Teu Reino! Destrua em mim toda “sabedoria e inteligência” deste mundo! Mostra-me o Teu Reino! Revela-me a Tua Sabedoria! Sei que, ao deixar de me iludir com estas imagens falsas da mente humana, a Tua Sabedoria, aflorando em mim, irá imediatamente me revelar quem realmente eu sou em Ti.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

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Estudando Paulo-1

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Dárcio

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INTRODUÇÃO

Nesta série, serão abordadas as revelações mais elevadas do Apóstolo Paulo. Considerado a pessoa mais importante do Cristianismo, depois do próprio Jesus, Paulo assimilou com profundidade os ensinamentos. Sabe-se que era rigorosíssimo quanto a evitar que houvesse neles quaisquer distorções, e sempre se mostrou ousado e corajoso na forma de propagá-los. Não usava de meias-palavras, por exemplo, para nos revelar que “temos a mente de Cristo”.

Cada um de nós, que com sinceridade estiver desejoso de “se revestir da armadura de Cristo”, encontrará, nas revelações de Paulo, informações e motivações elevadíssimas e iluminadoras. Procuraremos, nesta série, comentar as principais delas.

Em pesquisa, encontramos os seguintes dados biográficos sobre Paulo:

Inicialmente chamado de Saulo, nascido na cidade de Tarso, capital da província romana da Cilícia, era fabricante de tendas. Era um judeu da Diáspora (Dispersão), de uma importante e rica família. Aos 14 anos passou a ter uma formação rabínica, sendo criado de uma forma rígida no cumprimento das rigorosas normas dos fariseus, classe religiosa dominante daquela época.

Quando se mudou para Jerusalém, para se tornar um dos principais dos sacerdotes do Templo de Salomão, deparou-se com uma seita iniciante que tinha nascido dentro do judaísmo, mas que era contrária aos principais ensinos farisaicos.

Dentro da extrema honestidade para com a sua fé, e sentindo-se profundamente ofendido com esta seita, que se chamava cristã, começou a persegui-la, culminando com a morte de Estêvão, diácono grego e grande pregador cristão, que foi o primeiro mártir do cristianismo.

No ano de 32 D.C., dois anos após a crucificação de Jesus, Saulo viajou para Damasco atrás de seguidores do cristianismo, principalmente de um, que se chamava Barnabé. Na entrada desta cidade, teve uma visão de Jesus, que em espírito lhe perguntava: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Ficou cego imediatamente. Foi então levado para a cidade. Depois de alguns dias, um discípulo de Jesus, chamado Ananias, foi incumbido de curá-lo. Após voltar a enxergar, converteu-se ao cristianismo, mudando o seu nome para Paulo.

Paulo, a partir de então, se tornaria o “Apóstolo dos Gentios”, ou seja, aquele enviado para disseminar o Evangelho para o povo não judeu.

Através de suas cartas, Paulo transmitiu às comunidades cristãs e aos seus discípulos uma fé fervorosa em Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição. A esta fé soma-se um fator fundamental: o seu temperamento, que era passional, enérgico, ativo, corajoso e também capaz de idéias elevadas e poéticas.

No ano de 64 D.C., foi morto pelas Legiões Romanas, nas perseguições aos Cristãos instauradas por Nero, depois do grande incêndio de Roma.

1

“Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa te é recalcitrar contra os aguilhões.

E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu:

Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda. Livrando-te deste povo e dos gentios, a quem agora te envio. Para lhes abrires os olhos e das trevas os converteres à luz e do poder de Satanás a Deus, a fim de que recebam a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé em mim.”

Atos 26: 14,18

Ouvindo as palavras acima transcritas, de Jesus Cristo, assim contou Paulo ao Rei Agripa, sobre o início de tudo em sua vida espiritual:

“Ao meio-dia, ó rei, vi no caminho uma luz do céu, que excedia o esplendor do sol, cuja claridade me envolveu a mim e aos que iam comigo. E, caindo nós todos por terra, ouvi uma voz que me falava e, em língua hebraica: “Saulo, Saulo, por que me persegues? ….”

Atos 26: 13,14.

Para Paulo, assim foi como tudo começou: com uma REVELAÇÃO! Sim, uma Revelação Divina altera o curso de tudo! Leituras, palestras, estudos bíblicos, tudo tem um papel importante no conhecimento da Verdade; porém, nada substitui uma REVELAÇÃO. Os estudos somente terão real valor quando forem vistos como expedientes de condução à AUTORREVELAÇÃO.

Nesta primeira parte da série, queremos, principalmente, salientar este ponto importantíssimo: estes estudos não estão sendo apresentados meramente para que haja um conhecimento intelectual ou cultural das mensagens de Paulo. Nosso objetivo é unicamente este: fazer com que cada leitor tenha conscientemente a SUA PRÓPRIA REVELAÇÃO!

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Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano” -Final

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Dárcio

NOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

-5 –

Meu amado, após assim ter feito, poderá ir ao seu mundo e proclamar que tudo e todos SÃO a Perfeição Evidenciada. Poderá olhar para seu mundo e declarar que é o Paraíso. Poderá olhar para cada aparência de carência e declarar a presença da Abundância Infinita. Poderá olhar para si mesmo, e para o próximo, marido, esposa e filho, declarando secretamente que todos são Deus. Cada dia estará evidenciando mais e mais de sua Divindade, e você irá desfrutar o seu melhor ano.

(Allen White)

Neste parágrafo de encerramento do texto, Allen White fala da vivência imediata dos princípios da Verdade, ou seja, que devemos RECONHECER DEUS, ou a PERFEIÇÃO EVIDENCIADA, sendo tudo e sendo todos. Em outras palavras, este discernimento da Verdade não deve ficar restrito aos momentos de “contemplação”. Devemos olhar a nós mesmos, e a todos com que temos contato, “declarando secretamente que todos são Deus”, olhar o mundo “e declarar que é o Paraíso”; olhar as aparências de carência “e declarar a PRESENÇA da Abundância Infinita”. Como consequência desta dedicação à Verdade, aos olhos do mundo, seremos vistos como “alguém” que mais e mais evidencia a própria Divindade, o que, aparentemente, poderá ser avaliado como o “nosso melhor ano”, etc..

Porém, jamais se deixe prender  a este “referencial do mundo”; lembre-se do que vimos anteriormente, de “rompermos o acordo” com a suposta “visão humana”. Permaneça na Verdade absoluta: Eu Sou a Evidência completa, iluminada e permanente da Presença de Deus! Deixe que a forma de avaliação, que nos considera como “evidenciando cada vez mais nossa Divindade”, ou que estejamos” em nosso melhor ano”, fique com a suposta “mente humana”. Aos olhos dela, assim os fatos parecerão ser!  Para VOCÊ, que faz TOTAL IDENTIFICAÇÃO com a Verdade Absoluta, o seu “referencial” sempre será o da Luz: ESTE” AGORA”, em que A TOTALIDADE DE DEUS SE EXPRESSA COMO O EU INFINITO E INDIVIDUAL , QUE VOCÊ É!

F     I    M

Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano”-4

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Dárcio

NOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

– 4 –

Você, agora, chegou ao seu ponto de rompimento. Até parece que você e eu havíamos assumido um compromisso com nossos olhos de aceitar os seus informes conforme aquilo que está ou não acontecendo num dado momento. É um acordo que você deve quebrar. Muitas vezes, temos aparentemente trocado a Verdade pela ficção. Toda esperança e prece por uma vida melhor ignoram a Existência inabalável como única manifestação. Toda esperança e prece por uma vida melhor se baseiam nos olhos testemunhando um mundo oscilante. Amado, você não pode continuar desse jeito! Diante de uma escolha entre o que parece ser, de acordo com os sentidos, e o que é, de acordo com a totalidade de Deus, escolha sempre Deus. Faça isto! Permaneça nesta escolha! Não permita oscilações. e repentinamente uma nova visão lhe será aberta, testemunhando a Perfeição exatamente onde a imperfeição parecia estar presente. Se você sabe que Deus é verdadeiramente Tudo, descobrirá ser isto bem fácil. Se apenas tem repetido as palavras, sem nenhuma percepção de que elas são a Verdade, isto lhe será difícil; e, caberá a você a tarefa de, em preces contínuas, descobrir a real natureza de Deus.

(Allen White)

De posse das revelações, ou dos princípios da Verdade absoluta, é seu momento de ser livre! O autor compara o condicionamento de se aceitar cegamente o que os olhos carnais captam com um “acordo” aparentemente feito com o testemunho destes olhos. Assim ele diz: “Você chegou ao seu ponto de rompimento”, (…) [este] é um acordo que você deve quebrar”.

Aqueles abraçados às crenças coletivas agem como se este suposto “mundo material” fosse realidade! Nele se posicionam, esperam que este mundo melhore, e até oram para que isto aconteça! Allen White diz: “Toda esperança e prece por uma vida melhor se baseiam nos olhos testemunhando um mundo oscilante; toda esperança e prece por uma vida melhor ignoram a Existência inabalável como única manifestação”. O que ele está nos dizendo é que devemos estar convictos da Realidade PERENE OU CONSTANTE,  certos de que “as obras de Deus são permanentes”, sem ter olhos  para a “ilusão”, para o suposto “mundo de aparências”, o que seria, em seu linguajar, trocar a Verdade pela ficção. Desse modo, ele descreve qual deverá ser a nossa escolha, “entre o que aparenta ser”, aos supostos sentidos humanos,” e o que realmente é”, em conformidade com o princípio de que Deus É Tudo: ESCOLHA SEMPRE DEUS! PERMANEÇA NESTA ESCOLHA! NÃO VACILE, PERMITINDO OSCILAÇÕES! “Repentinamente uma nova visão lhe será aberta, testemunhando a Perfeição exatamente onde a “imperfeição” parecia estar”.

Ao final do parágrafo, Allen explica que se fizermos meramente  uma repetição maquinal das palavras, sem o  discernimento de que são elas verdadeiras, as “contemplações” nos parecerão difíceis; por outro lado, sentiremos facilidade ao realizá-las, se estivermos realmente crendo que DEUS É TUDO! E, em caso de haver esta dificuldade, recomenda ele que você ore dedicadamente para conhecer esta natureza de Deus como sendo TUDO!  Considere a  Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniação de Deus, uma a uma, em “contemplações absolutas”,e  sempre discernindo que VOCÊ está incluso nesta totalidade de Deus.

O principal, portanto, é romper com o hábito de concordar com as “aparências” que se mostrem discordantes da HARMONIA TOTAL. Diante delas,  opte pela TOTALIDADE DE DEUS, ou pela PERMANÊNCIA de tudo o que Deus faz, e o  faz com PERFEIÇÃO. A Unidade, por exemplo,  emprega seguidamente a expressão “DIVINA ORDEM”, para se efetuar esta “escolha”. Assim, diante de quaisquer “aparências discordantes”, lembrando-nos desta  expressão, dizemos a nós mesmos: “Tudo está em Divina Ordem!”. Com isto, rompemos o “acordo” com o testemunho dos sentidos e ficamos internamente livres para “dar testemunho da Verdade”: DEUS É TUDO! Na Seicho-no-Ie, usa-se, e para o mesmo fim,  a expressão “O fenômeno não existe!”, ou, “o corpo carnal não existe!”Caminho Infinito nos conduz à percepção da Verdade, através do reconhecimento: “Isto não é o que aparenta ser; isto é DEUS que Se manifesta como…”. Apenas citei alguns exemplos, que ilustram como podemos e devemos usar as “armas da luz”, caso aparentemente  nos defrontemos com a ILUSÃO na forma de “aparências indesejáveis”.

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Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano”-3

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Dárcio

NOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

– 3 –

Sem flutuações, permaneça em e como esta Verdade. Contemple diariamente a Verdade de sua Identidade. “Já faço assim”, pode você estar pensando. Muitos dizem isto, mas, depois da contemplação matinal, acabam entrando em flutuações e vacilações. Suas conversas, ao longo do dia, expõem o fato de que eles realmente parecem acreditar que suas identidades são humanas. Portanto, persista diariamente na “Eu-Sou-Contemplação”, até deixar de se identificar com alguém de cor branca ou negra, de sexo masculino ou feminino. Continue até parar de identificar seu Eu Eterno com uma data de nascimento ou data de morte futura. Continue até compreender, sem nenhuma sombra de dúvida, que você não é senão a presença visível de cada Verdade que veio ouvindo ou lendo. Sim, Amado, persista, até todos os vestígios de humanidade visivelmente serem derrubados, revelando mais e mais o Esplendor Consumado de sua Identidade “EU SOU”. 

(Allen White)

Este parágrafo busca fazer com que nos dediquemos às contemplações absolutas sem  esmorecimento e sem volta à dualidade, não apenas durante a “Prática do Silêncio”, quando unicamente levamos em conta nossa real identidade divina, mas também durante as atividades naturais do dia-a-dia. Diz o autor: “Persista diariamente na “Eu-Sou-Contemplação”, até deixar de se identificar com alguém de cor branca ou negra, de sexo masculino ou feminino. Continue até parar de identificar seu Eu Eterno com uma data de nascimento ou data de morte futura. Continue até compreender, sem nenhuma sombra de dúvida, que você não é senão a presença visível de cada Verdade que veio ouvindo ou lendo”.

Quando entra o fator “dedicação de cada um”, não há mais regras! Cada um deve, de si mesmo, discernir o seu interesse, maior ou menor, diante deste estudo, no que diz respeito aos períodos entre os horários da “Prática do Silêncio”. Durante as “contemplações”, muito temos dito sobre a forma como as devemos conduzir; porém, quando aparentemente assumimos as supostas atividades cotidianas, cada um é que deverá intuir a  sua forma própria de “permanecer nos princípios” e, ao mesmo tempo, fazer sabiamente as “concessões” que as “aparências” lhe irão requerer. Quando a “Prática do Silêncio” é feita com dedicação e assiduidade, dentro de uma identificação plena com a Verdade que somos, maior será nossa facilidade em agir sem preocupações e sem maiores envolvimentos com o “mundo das aparências”.

A Bíblia fala em “estarmos no mundo sem pertencer-lhe”, o que significa estarmos agindo sempre com a Consciência iluminada aflorada. No meu entender, não considero válido alguém ficar o dia inteiro “preocupado” em permanecer na Verdade a ponto de virar um “fanático por aplicação de princípios”. Acho válido, e mesmo obrigatório, a quem deseja realmente viver esta Verdade, ser  dedicado e radical durante a “Prática do Silêncio”, ou seja, partir radicalmente da Verdade de que DEUS É TUDO e, ao encerrar a meditação, fazê-lo convicto de que DEUS constitui realmente a totalidade de seu Ser individual. O que realmente importa, é sabermos que as “aparências”, sejam boas ou más, são sempre irrealidades, e que os “vestígios de humanidade”, citados pelo autor, são sempre parte delas e jamais parte do Ser que somos. O ideal é que cada um “deixe fluir” o seu  dia-a-dia, após suas “contemplações absolutas”, na certeza de que o que precisar fazer, para lidar com as “sugestões hipnóticas”, lhe será revelado em cada situação que lhe surja. É preferível, na minha opinião, viver naturalmente e nesta certeza, do que viver “se policiando”, a cada instante, temendo “sair da Verdade”, “ser envolvido” pela “ilusão”, ou coisa parecida! Não vejo “liberdade” numa vida intensa de “policiamentos”. Afora  Deus, nada tem realidade! Nenhuma “crença coletiva” é poder! Vale sempre lembrar, portanto, que “a Graça nos basta”.

Allen White, na frase final deste parágrafo, explica que a nossa persistência fará  revelar “mais e mais o Esplendor consumado” de nossa Identidade- EU SOU.  O sentido que ele quer nos passar, é que já somos o Esplendor consumado; não que o “despojamento das falsas crenças”  aumente mais e mais o nosso brilho, que já é   de grau máximo; antes, fará com que “mais e mais” seja discernido o Esplendor que JÁ SOMOS!  Assemelha-se a um  céu nublado, que, mais e mais, revela o Sol  radiante, com o passar das nuvens que, até então, aparentemente encobriam seu brilho.

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Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano”-2

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Dárcio

DárcioNOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles” com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

– 2 –

Você já deve ter notado que apenas ficar afirmando que Deus é Tudo não é o bastante para imunizá-lo frente às batalhas e tempestades da vida. A mera repetição destas palavras não tem revelado visivelmente a nulidade da existência humana. Mais se faz necessário.

Como ser humano, você não poderá viver uma vida gloriosa, radiante e triunfante, livre de discórdia e doença. Proclame para si próprio, exatamente agora, que sua Identidade já é o Deus que é Tudo. Os chamados milagres começarão a surgir. Assumindo esta Verdade, real e confiantemente, poderá dizer: Eu Sou Tudo, Eu Sou todo Poder, Eu Sou Onipresença, Eu Sou Infinidade, Eu Sou Perfeição, Eu Sou Verdade, Eu Sou Substância, Eu Sou Luz, etc. Isto não será uma elevação da identidade humana para a Divina; antes, será a eliminação da humana pelo reconhecimento da Divina como sendo tudo que há.

(Allen White)

A premissa básica deste estudo é realmente esta: DEUS É TUDO! Aqui é ressaltado que meramente ficarmos afirmando esta frase não  nos fará desacreditar das aparências que se mostram como “existência humana”. Que nos faltaria? O “nascer de novo”, ou seja, o processo que temos chamado de “a troca essencial”: pararmos de nos identificar com seres humanos e existência terrena e nos contemplarmos radicalmente como a própria “corporificação da Verdade”. Jesus não disse que “a Verdade é tudo”, mas sim, “Eu Sou a Verdade”. Realmente, a Verdade é TUDO; entretanto, se formos afirmar isto como se fôssemos “outro”, e não a própria Verdade, estaremos nos posicionando na ILUSÃO, na fraudulenta crença de que somos HUMANOS! O autor, aqui, fala da nossa IDENTIFICAÇÃO TOTAL com a Verdade, algo de vital importância sobre o que já comentei aqui  anteriormente, e que vale a pena relembrar.

Jesus disse aos judeus: “Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas; porque disse: “Sou Filho de Deus? (João, 10: 34-36). Jesus está expondo aqui exatamente a IDENTIFICAÇÃO com a Verdade, por parte daqueles que recebem estas revelações ou princípios! A palavra de Deus lhe é dirigida! Logo, é VOCÊ um dos “deuses” citados por Jesus. Entretanto, caso não haja um reconhecimento absoluto, e na esfera da Verdade, a ilusória personalidade humana, irreal, falsa ou inexistente, aparentará ser a sua identidade! Daí a explicação de Allen White: “Como ser humano você não poderá viver uma vida gloriosa, radiante e triunfante, livre de discórdia e doença. Proclame para si próprio, exatamente agora, que sua Identidade já é o Deus que é Tudo”. (…)  Assumindo esta Verdade, real e confiantemente, poderá dizer: Eu Sou Tudo, Eu Sou todo Poder, Eu Sou Onipresença, Eu Sou Infinidade, Eu Sou Perfeição, Eu Sou Verdade, Eu Sou Substância, Eu Sou Luz, etc.

Unicamente VOCÊ PRÓPRIO poderá, em seu lugar, “assumir esta Verdade real e confiantemente”, e dizer de SI MESMO: “EU SOU TUDO”. O parágrafo termina com a explicação de que “não há duas identidades” sendo o Ser que somos, para que o processo pudesse ser entendido como “elevação da identidade humana para a Divina”; antes, sempre SOMOS o que SOMOS: OBRAS PERMANENTES DE DEUS! A “identificação radical com a Verdade” é meramente um “descartar da ilusão”: VOCÊ afirmar, ser e vivenciar o que sempre foi, é e será: Deus manifestado como Ser individual. Por este exato motivo, muitas vezes  eu  coloquei nos textos que nossa Ascensão se dá “de cima para baixo”, ou seja, não partimos de uma personalidade ilusória para tentarmos elevá-la ao Cristo que somos: partimos da Verdade que “já é verdadeira”: “Cristo é tudo em todos” (Col. 3-11). Atenha-se, portanto,  à Verdade que já é verdadeira sobre VOCÊ, e, como diz o autor, “proclame para si próprio, exatamente agora, que A SUA IDENTIDADE JÁ É O DEUS QUE É TUDO!

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Comentando o Artigo “Seu Melhor Ano”-1


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Dárcio

NOTA: Esta série de comentários sobre o texto SEU MELHOR ANO, de Allen White, tem por objetivo detalhar um pouco mais o seu riquíssimo conteúdo. Como todo artigo sobre a Verdade Absoluta, é para ser lido profundamente, para que cada um dos princípios citados fique em nós muito bem marcado, e, dessa forma, possamos “contemplar” todos eles” com eficiência máxima, durante a “Prática do Silêncio”.

– 1 –

Caro leitor, estou lhe garantindo a experiência de seu melhor ano. Isto porque a Verdade já é verdadeira—já está visivelmente presente e é um Fato imutavelmente estabelecido. Cada pontinho da Existência infinita é um ponto de Perfeição. Ciente disso, seus estudos, orações e contemplações meditativas não serão feitos com o propósito de melhorar, mudar, curar, obter ou atingir algo. A Perfeição (Deus) já é Tudo.

(Allen White)

As revelações da Verdade são a própria Verdade sob a qual estamos todos regidos; entretanto, regidos não como se fôssemos um veículo sob leis de trânsito, que, existindo “separado das leis”, tivesse a possibilidade de cumprir ou descumprir estas leis: somos regidos pela Verdade sendo a própria Verdade, sendo o cumprimento exato de todos os Seus princípios.

A garantia de ser este “o seu melhor ano”, diz o autor, parte do seguinte conhecimento: “a Verdade já é verdadeira; já está visivelmente presente; já é Fato imutavelmente estabelecido”. Ter isto como informação é só o começo! É o “batismo com água”, apenas a teoria verdadeira sobre o Universo, sobre “este ano”, sobre o nosso Ser. Por esse motivo, o texto explica que “estudos, orações e contemplações meditativas” não objetivam mudar nada! Nada do que pudéssemos fazer, alteraria a Verdade, que “já é verdadeira”. “A Perfeição (Deus) já é Tudo”. Nesse caso, para quê estaríamos nos dedicando aos estudos, preces e contemplações? Unicamente para NOS IDENTIFICARMOS com esta PERFEIÇÃO. Esta “identificação” é a “oração em si”: a “Prática da Presença de Deus” como o Ser que já somos. Este reconhecimento radical, que é a aceitação da Verdade como VISIVELMENTE PRESENTE, se dá pela aceitação de que nossa Mente é DEUS! Por isso está dito que “a Verdade já é verdadeira – já está “visivelmente presente”, e é Fato imutavelmente estabelecido! É visível para a suposta “mente humana”? Não! Existe “mente humana”? Não! A mente “inexistente” jamais poderá achar “ser visível” alguma coisa! Não existe “mente humana”, não existe “outra mente”, que não a Mente onipresente de Deus, e não existe “outra mente” atuando e sendo a “NOSSA MENTE”. Assim, sem levar em conta “mente ilusória” ou as “imagens ilusórias” supostamente visíveis a ela – chamadas de ILUSÃO, no Budismo, e de “MUNDO DO PAI DA MENTIRA”, no Cristianismo, – você deverá “entrar em contemplação” unicamente com as revelações absolutas, por mais que isto pareça ser “loucura” para a inexistente “mente humana”.

“Cada pontinho da Existência infinita é um ponto de Perfeição”, diz o texto. Contemple este “pontinho” sendo VOCÊ, a sua Perfeição absoluta manifesta como Ser individual, e aceite esta Verdade “já visivelmente presente” para a percepção de sua Consciência iluminada. Não se deixe levar pela cegueira da “mente inexistente”, que aparenta ver unicamente suas “miragens”. Parta das revelações: a Verdade é verdadeira e já está visivelmente presente! É Fato IMUTAVELMENTE estabelecido! Este Fato é DEUS sendo VOCÊ! É dessa forma que, intuitivamente, você se coloca com “coração de criança” para discernir aquilo que É, sem se deixar envolver pela “ilusão”, ou por aquilo que não É! Faça, agora, a “contemplação absoluta”, simplesmente reconhecendo a Perfeição sendo a SUA Presença, sendo a SUA Existência, sendo TUDO que Deus É, manifestado como VOCÊ!

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Seu Melhor Ano

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Allen White

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Caro leitor, estou lhe garantindo a experiência de seu melhor ano. Isto porque a Verdade já é verdadeira—já está visivelmente presente e é um Fato imutavelmente estabelecido. Cada pontinho da Existência infinita é um ponto de Perfeição. Ciente disso, seus estudos, orações e contemplações meditativas não serão feitos com o propósito de melhorar, mudar, curar, obter ou atingir algo. A Perfeição (Deus) já é Tudo.

Você já deve ter notado que apenas ficar afirmando que Deus é Tudo não é o bastante para imunizá-lo frente às batalhas e tempestades da vida. A mera repetição destas palavras não tem revelado visivelmente a nulidade da existência humana. Mais se faz necessário.

Como ser humano, você não poderá viver uma vida gloriosa, radiante e triunfante, livre de discórdia e doença. Proclame para si próprio, exatamente agora, que sua Identidade já é o Deus que é Tudo. Os chamados milagres começarão a surgir. Assumindo esta Verdade, real e confiantemente poderá dizer: Eu Sou Tudo, Eu Sou todo Poder, Eu Sou Onipresença, Eu Sou Infinidade, Eu Sou Perfeição, Eu Sou Verdade, Eu Sou Substância, Eu Sou Luz, etc. Isto não será uma elevação da identidade humana para a Divina; antes, será a eliminação da humana pelo reconhecimento da Divina como sendo tudo que há.

Sem flutuações, permaneça em e como esta Verdade. Contemple diariamente a Verdade de sua Identidade. “Já faço assim”, pode você estar pensando. Muitos dizem isto, mas, depois da contemplação matinal, acabam entrando em flutuações e vacilações. Suas conversas, ao longo do dia, expõem o fato de que eles realmente parecem acreditar que suas identidades são humanas. Portanto, persista diariamente na “Eu-Sou-Contemplação”, até deixar de se identificar com alguém de cor branca ou negra, de sexo masculino ou feminino. Continue até parar de identificar seu Eu Eterno com uma data de nascimento ou data de morte futura. Continue até compreender, sem nenhuma sombra de dúvida, que você não é senão a presença visível de cada Verdade que veio ouvindo ou lendo. Sim, Amado, persista, até todos os vestígios de humanidade visivelmente serem derrubados, revelando mais e mais o Esplendor Consumado de sua Identidade “EU SOU”.

Você, agora, chegou ao seu ponto de rompimento. Até parece que você e eu havíamos assumido um compromisso com nossos olhos de aceitar os seus informes conforme aquilo que está ou não acontecendo num dado momento. É um acordo que você deve quebrar. Muitas vezes, temos aparentemente trocado a Verdade pela ficção. Toda esperança e prece por uma vida melhor ignoram a Existência inabalável como única manifestação. Toda esperança e prece por uma vida melhor se baseiam nos olhos testemunhando um mundo oscilante. Amado, você não pode continuar desse jeito! Diante de uma escolha entre o que parece ser, de acordo com os sentidos, e o que é, de acordo com a totalidade de Deus, escolha sempre Deus. Faça isto! Permaneça nesta escolha! Não permita oscilações. e repentinamente uma nova visão lhe será aberta, testemunhando a Perfeição exatamente onde a imperfeição parecia estar presente. Se você sabe que Deus é verdadeiramente Tudo, descobrirá ser isto é bem fácil. Se apenas tem repetido as palavras, sem nenhuma percepção de que são a Verdade, isto lhe será difícil; e, caberá a você a tarefa de, em preces contínuas, descobrir a real natureza de Deus.

Meu amado, após assim ter feito, poderá ir ao seu mundo e proclamar que tudo e todos SÃO a Perfeição Evidenciada. Poderá olhar para seu mundo e declarar que é o Paraíso. Poderá olhar para cada aparência de carência e declarar a presença da Abundância Infinita. Poderá olhar para si mesmo, e para o próximo, marido, esposa e filho, declarando secretamente que todos são Deus. Cada dia estará evidenciando mais e mais de sua Divindade, e você irá desfrutar o seu melhor ano.

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Você Continua a Cantar…-3 (Final)

VOCÊ CONTINUA A CANTAR A MESMA VELHA CANÇÃO?

Martha Smock

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Uma canção começa com um tema; a ideia central, de nossa nova canção, é que você é um ser espiritual, feito à imagem e semelhança do Criador , portanto, com todos os dons, latentes, a desabrochar e manifestar em frutos de consciência. Isto pressupõe uma constante transformação, um infinito desdobrar, através de novas canções ou novas expressões de vida, de amor, de poder, de paz, de fé, de sabedoria, de serviço ao próximo. “Se estamos em Cristo, somos uma nova criação: passou o que era velho e eis se faz novo! “Renovemo-nos no espírito de nossas mentes”.

Sim, a nova canção é renovação mental. Na mente só pode caber um pensamento por vez. Se nos ocupamos de ideias verdadeiras, não damos lugar a crenças errôneas, a conceitos pessimistas, a estados negativos nenhuns que, sem o alimento da atenção, acabam morrendo por inanição. Cantar nova canção é abrir novos caminhos, mais diretos, ao nosso ideal, vencendo a tendência de seguir as mesmas estradas pisadas no passado. Isto significa não repetir as velhas ideias, quando nos ocorrem automaticamente e, sim, exercer a liberdade de pensar de nova forma, que reconhecemos convir com nosso mais alto nível de ser, atual.

Este é o ano para cantar uma nova canção! – uma canção de saúde, de plenitude, pela conscientização da vida perfeita que nos permeia e restaura e sustenta, Este é o ano para saber que a lei de hereditariedade pode e deve ser quebrada com a inauguração de uma nova consciência, da qual depende o estado geral do corpo e seu novo comportamento. As velhas condições devem ser removidas na consciência de cada órgão, de cada tecido, de cada célula, molécula e átomo, já que a voz da vida ecoa por todos os recantos de nosso templo-corpo, enchendo-o de vibração e fortaleza.

Este é o ano para cantar uma nova canção: de alegria e paz, de harmonia e júbilo, que pensa as velhas feridas e as cicatriza com nova compreensão. “Deus é amor” e está cantando, contínua e docemente o Seu amor, impregnando-nos todo o ser para que, por osmose, venhamos, a pouco e pouco a ser mais amor, até à plenitude do divino amor.

Este é o ano para cantar uma nova canção: de fé em Deus, de fé na natureza espiritual, nossa e dos outros, cuja expressão nos faz filhos dEle e partícipes de um viver pleno!

Este é o ano para cantar uma nova canção e Deus, pela sintonia na prece de todos os dias, nos está inspirando a melodia, o ritmo, a harmonia e as palavras. Vamos cantá-la em coro!

F I M