Você Continua a Cantar…-1
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VOCÊ CONTINUA A CANTAR A MESMA VELHA CANÇÃO?
Martha Smock
Novo. Que palavra expressiva! Ela está nos lábios de todos, nesta época do ano, nos mútuos desejos com que nos saudamos: “Feliz Ano Novo!” “Novo começo!” “Vida Nova!” Desejo-lhe algo novo e bom neste ano!”
Esta boa ideia de renovação só persiste, em muita gente, até meados de janeiro, porque logo se deixam envolver nos velhos hábitos condicionadores. Ainda que reconheçam a necessidade de mudar em muitos aspectos, para que sua vida seja melhor; ainda que tomem consigo mesmos a deliberação de que tudo será diferente; que o passado, como a noite, será sucedido pela radiosa aurora de um novo agora – são apenas o intelecto falando, sem consultar os hábitos firmemente estabelecidos. Entram no chamado ano novo com todo o cortejo de seus velhos pensamentos, sentimentos e reações. Em suma: continuam entoando a mesma velha canção!
Costuma-se dizer que o ano novo, como uma folha em branco, convida-nos a escrever novas expressões e recriações do ser; que o ano velho se vai como uma folha de calendário que se destaca. Mas o novo ano não nos será diferente, a não ser que nós o façamos novo. Nós somos os renovadores!
Escreve o Salmista: “Entoe ao Senhor uma nova canção”. E diz, ainda mais, para que reafirmemos a nós mesmos: “A vós, Senhor, cantarei uma nova canção”. Esta canção é a nossa consciência, é a expressão de nosso íntimo, do somatório do que psicologicamente somos. Nossa canção são os pensamentos habituais que nutrimos, as emoções que embalamos, as palavras que proferimos. Ninguém melhor do que nossos parentes e colegas, que nos observam continuamente, para dizer se fomos capazes de vigiar as velhas expressões e entoar novas canções, por um novo modo de pensar, de ver, de sentir a vida e as pessoas; ou, contrariamente, se continuamos a cantar nos mesmos ritmos e palavras, as melancólicas melodias de “coitadinho”, “frustrado”, “carente disso e daquilo”.
É hora de mudar nossa cantilena! E a única maneira é deixar de se identificar tanto com a personalidade, ao passo em que buscamos o verdadeiro Ser. A prece constitui a grande ajuda, quando correta e habitualmente feita. A sincera busca de Deus, em relaxidão, em esvaziamento e entrega, permite-nos ouvir as novas palavras que a mente carnal desconhecia:
De agora em diante te faço ouvir cousas novas e ocultas, que nunca conheceste. Antes deste dia não as ouviste, para que não digas: “Eis que já eu as sabia”
(Isaías 48: 6, 7).
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Tesouros da Metafísica-35 (Final)
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
35
O Universo espiritual, feito da Substância do Espírito, formado pela Consciência e mantido pela Lei espiritual, está exatamente AQUI. Neste Universo espiritual não existe doença, não existe falta ou limitação, não existe infelicidade ou discórdia, nem tampouco ser algum para ser curado ou modificado. Há somente o Reino da Divina Harmonia e Paz, que a tudo permeia, sem distúrbio de qualquer natureza. Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante. Não temos de ir a algum lugar para encontrá-Lo. Ele está exatamente aqui, onde nós estamos. Portanto, assim deve ser a nossa oração:
“Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo”.
O Caminho espiritual não se reduz a meditações de dez ou vinte minutos, em que há o reconhecimento do único Poder e única Presença, enquanto saímos pelo mundo esquecidos dessa Unidade pelo resto do dia. Este Caminho é o do reconhecimento constante da Presença de Deus onde quer que estejamos, o que nos exigirá um estado de alerta a cada segundo.
Pela prática constante destes princípios, eles se tornarão parte de nossa consciência de tal forma, que jamais poderemos ser convencidos da existência de algum outro poder ao lado daquele Poder único.
(Lorraine Sinkler)
Com este texto de Lorraine Sinkler esta série é encerrada. A meditação contemplativa sugerida, – “Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo” – engloba e sintetiza tudo que aqui foi abordado, levando em conta a base do estudo do Absoluto: DEUS É TUDO, TUDO É DEUS. A autora assim afirma: “Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante”. Isto coincide com a revelação do apóstolo Paulo: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (Atos, 17: 28).
Espero que esta série cumpra seu objetivo, que é motivar cada suposto leitor no sentido de que medite SEMPRE a partir da Verdade Absoluta de que DEUS CONSTITUI A SUA TOTALIDADE: SUA CONSCIÊNCIA, MENTE, VIDA E CORPO, E QUE, UNIVERSALMENTE, DEUS CONSTITUI, EM UNIDADE COM SEU SER INDIVIDUAL, A TOTALIDADE DA ONIPRESENÇA INFINITA.
F I M
Tesouros da Metafísica-34
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
34
Pecado, doença e morte – como a escuridão – não existem, pois o que Deus não criou não existe. Ele é o único poder criador, o qual mantém a Criação. O Gênesis registra: “Deus contemplou tudo quanto fizera e viu que era bom”. Não é de Sua natureza contemplar o pecado, a doença e a morte e considerá-los bons; por isso, não pode tê-los criado. O que Deus criou, fê-lo para sempre, e não permitiria que alguém aniquilasse qualquer obra que houvesse criado. Se o pecado, a doença e a morte tivessem sido criados por Deus, não teríamos esperança alguma de vencê-los.
Não precisamos de um “poder divino” para vencer algo que não foi feito no princípio, que nunca teve existência e que apenas representa a nossa ignorância da Verdade. Nosso “poder de cura”, que é o nosso poder espiritual, repousa unicamente no conhecimento da Verdade de que Deus é o Supremo Poder Criador, mantenedor e sustentador, e de que aquilo que Ele não criou não existe. Nisto reside o nosso único poder espiritual.
(Joel S. Goldsmith)
A crença popular é no sentido de que o Poder de Deus luta contra o mal, e o que Goldsmith procura fazer, com este texto, é justamente pôr fim a esta falsa aceitação. O suposto “mal”, como a “escuridão”, não existe, sendo apenas sinal de falta de conhecimento da Verdade. O “poder de cura” reside na compreensão de que UNICAMENTE O QUE É OBRA DE DEUS, EXISTE! E, toda Sua Obra é perfeita e permanentemente mantida pelo Poder Criador.
“Pecado, doença e morte não existem”; logo, não são “poderes” a serem enfrentados, combatidos e vencidos. Tudo se reduz a nos identificarmos com Deus e Seu Poder mantenedor do que é REALIDADE, o que fazemos “contemplando” exatamente como Deus “contempla”, e achando “boa” toda a Criação, que é Luz onipresente. Não há poder nas “aparências” de pecado, doença e morte! São, como diz o autor, “escuridão” ou “ausência de luz”. Numa suave e dedicada “contemplação” da presença da Luz onipresente, está o chamado “poder de cura”, que é o nosso poder espiritual: o conhecimento da Verdade de que Deus é o Supremo Poder Criador, mantenedor e sustentador de TUDO QUE É, e o reconhecimento de que o que Deus não criou, não existe. Neste entendimento, diz Goldsmith, reside o nosso único Poder espiritual.
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Tesouros da Metafísica-33
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
33
Quando o conceito material de existência é descartado, Deus e Sua total manifestação é reconhecido como tudo o que existe. Tudo é Autocompleteza e Autopercepção infinita da Mente- um glorioso todo infinito de absoluta perfeição. Esta perfeição é o Homem.
O sentido material adotaria uma posição de meio-termo, em vez de abolir a crença numa mente humana; iria descartar apenas os pedaços ou partes causadores de desconforto, dor, fadiga ou carência. Entretanto, o que deve ir completamente é a totalidade da fraudulenta concepção de existência.
“Quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai”. A crença de que há mente mortal ou vida mortal deve primeiro ser calada. Em vez de orar levando em conta seus supostos problemas, deve vê-los como inexistentes, antes mesmo que comece a orar. A prece, então, será o sagrado reconhecimento da perfeição absoluta já estabelecida.
A Verdade não tolera sugestão alguma de uma mente humana; não admite, absolutamente, conceito humano algum. O homem, então, será reconhecido como a experiência plena e rica de toda alegria, beleza, saúde, e harmonia intrínsecas ao seu glorioso Ser . O abandono da falsa concepção mortal inclui, naturalmente, o despojamento do falso conceito de corpo. A Mente divina, sendo consciente de si mesma, corporifica a si mesma, – corporifica a Verdade referente a tudo. Esta corporificação é o único corpo que existe.
(Doris Dufour Henty)
DEUS É TUDO – eis a nossa premissa básica. Para discernirmos esta Verdade, devemos “vencer o mundo”, descartando-o completamente, como diz a autora, e não apenas ficarmos desejosos de viver apegados às suas supostas “partes desejáveis” ou “partes agradáveis”. Nada há que supere o Reino de Deus e Sua Luz infinita! Assim, portanto, deveremos orar: desvinculados do mundo e dos problemas, para unicamente “contemplarmos” a perfeição absoluta já estabelecida.
A autora explana sobre estes importantes princípios, para que erradiquemos inteiramente as “sugestões mentais” referentes a uma suposta Existência humana. Excluindo a aceitação de mundo material, e de corpo físico, diz a autora:“o homem, então, será reconhecido como a experiência plena e rica de toda alegria, beleza, saúde, e harmonia intrínsecas ao seu glorioso Ser; ou como a experiência plena e rica de toda alegria, beleza, saúde, e harmonia intrínsecas ao seu glorioso Ser” .
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Tesouros da Metafísica-32
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
32
Não importa quão terrível ou convincente a evidência material aparente ser: volte-se instantaneamente à Verdade de que DEUS É TUDO! Uma vez estando firmemente estabelecido nesta Consciência, entenda que este “TUDO” quer dizer tanto ETERNO quanto INFINITO.
Contemple a Natureza de Deus como sendo SEM COMEÇO, SEM MUDANÇA E SEM FIM. Permaneça no Fato de que o Deus Infinito compreende TUDO, e é a ÚNICA Mente, Consciência, Substância e Atividade do Universo.
Prossiga na convicção de que o infinito Deus abrange a Consciência, a Substância, a Vida eterna, sem começo, sem mudança e sem fim de cada indivíduo específico. Assim, irá presenciar grandiosa calmaria; e, saberá que o aparente “temporal” terá se dissipado, constatando-se manifestada a infinita Onipotência da Onipresença como Sua gloriosa Verdade:
“EU SOU O SENHOR, E NÃO HÁ NADA MAIS!”
(Marie S. Watts)
Mais um texto radical! Daqueles que já partem da nulidade das supostas “evidências materiais”, chamadas “problemas”. Quem observar, verá tratar-se da “Chave de Ouro”, exposta por Marie S. Watts com suas próprias palavras! “Volte-se instantaneamente à Verdade de que DEUS É TUDO”. Em seguida, ela recomenda-nos o discernimento da totalidade de Deus como SEM COMEÇO, SEM MUDANÇA E SEM FIM. Em outras palavras, recomenda-nos a percepção clara de que “as obras de Deus são permanentes”. De fato, é preciso que retiremos toda a atenção da ILUSÃO, que se mostra como “terrível ou convincente evidência material”, e que não passa de pura “MIRAGEM”. “Permaneça no FATO de que DEUS INFINITO compreende TUDO, e é a ÚNICA Mente, Consciência, Substância e Atividade do Universo”.
Após o reconhecimento destes principios espirituais válidos UNIVERSALMENTE para Deus, a autora nos ensina a prosseguir no mesmo reconhecimento, mas levando em conta ESPECIFICAMENTE cada Ser individual supostamente envolvido com o caso em questão. DEUS, SENDO TUDO, é a totalidade de todo Ser individual, e seguindo esta “ordem de contemplação”, “esvaziando-nos” da aceitação das “aparências”, constataremos, como diz a autora, a manifestação da “infinita Onipotência da Onipresença como Sua gloriosa Verdade: “Eu Sou o Senhor, e não há nada mais”.
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Tesouros da Metafísica-31
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
31
Tudo de que necessitarei, desde agora até o fim dos tempos, já está agora mesmo corporificado em minha consciência: a substância e a lei que a ampara. Esta consciência onipresente é a substância de todas as formas e a lei para todas as formas. É infinita. Infinita em essência, infinita em expressão, infinita em manifestação. Não é limitada por nenhuma crença humana; é a Consciência divina, que flui plena e livremente como minha consciência individual. E para que assim seja, não é preciso que eu vá a parte alguma, nem que peça nada a ninguém, visto que o lugar onde estou é “solo sagrado”.
(Joel S. Goldsmith)
O que Jesus disse, “Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”, aqui é repetido por Goldsmith com suas próprias palavras. Tudo está em nós mesmos, no Reino de Deus, que é a nossa infinita Consciência iluminada. Onde quer que estejamos, a Consciência que somos está presente, corporificando tudo possível de ser concebido por Deus. Isto porque Deus é a Consciência que somos. Desse modo, tudo de que “necessitarmos” já está em UNIDADE CONOSCO, bastando-nos ali focalizarmos a atenção e reconhecer estar presente, para que naturalmente “surja” e atenda às nossas legítimas necessidades. Somos Consciência espiritual infinita, que inclui, em Si mesma, – em unidade – todas as ideias, a substância de todas elas e a lei que as sustenta. O autor assim diz: “Esta Consciência onipresente é a substância e a lei para todas as formas: infinita em essência, em expressão e em manifestação”. Cabe, a cada um de nós, reconhecer esta Consciência como a “nossa”, fluindo como a “Consciência individual” que somos, e onde quer que estejamos.
Este texto, de Joel S. Goldsmith, elucida integralmente a questão do “suprimento espiritual”, razão pela qual eu o coloquei na abertura de meu livro “Resolvendo Problemas Financeiros”. Realmente, nossa Consciência é o nosso Universo, o que faz com que estejamos sempre e eternamente em “solo sagrado”, uma vez que jamais poderíamos estar separados ou apartados de “nós mesmos”, da própria Consciência que somos.
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Tesouros da Metafísica-30
Seja você quem for, esteja onde estiver, a Chave de Ouro da harmonia está em suas mãos agora. Isso porque é Deus quem trabalha, e não você, e assim suas limitações ou fraquezas particulares não contam no processo. Você é apenas o canal através do qual a ação divina tem lugar, e sua parte é primeiramente sair do caminho. O verdadeiro método de trabalho é simplíssimo. Tudo o que você tem a fazer é o seguinte:
Pare de pensar na dificuldade, seja ela qual for, e pense em Deus.
Esta é a regra completa, e se você fizer apenas isso, o problema, seja ele qual for, eventualmente desaparecerá. Pode ser grande ou pequeno, pode se referir a saúde, finanças, uma ação judicial, uma briga, um acidente ou qualquer outra coisa; mas, seja o que for, pare de pensar nele, e pense em Deus em vez disso—é tudo o que você tem a fazer.
(Emmet Fox)
A “Chave de Ouro”, como assim a chamou Emmet Fox, é a “Prática da Verdade” colocada em sua simplicidade máxima: Não pensar mais na dificuldade ou problema da “aparência”, reconhecendo a Presença de Deus já estando naquele lugar. Quanto maior for sua convicção de que DEUS É TUDO e os supostos problemas são NADA, mais esta “Chave de Ouro” lhe será útil, uma vez que a praticará com sólida base espiritual. Há tempos, publiquei neste site uma série detalhada sobre a “Chave de Ouro”, que, de fato, é um dos “Tesouros da Metafísica”. Porém, por mais que seja eficiente e prática, não poderá servir de ajuda a ninguém, enquanto não for aplicada sem esmorecimentos e com total determinação. Pensar em “problemas” em nada nos ajudará; entretanto, se reconhecermos dedicadamente a ONIPRESENÇA, e, especificamente a contemplarmos como estando NO LUGAR do suposto “problema”, estaremos, na verdade, admitindo a TOTALIDADE DE DEUS, que é a Verdade Absoluta! E é por esse motivo que a “Chave de Ouro” se mostra eficaz! Desse modo, “Pare de pensar na dificuldade, seja ela qual for, e pense em DEUS!”
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Tesouros da Metafísica-29
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
29
Um motivo que faz com que muitos fracassem na cura é que tentam mudar uma condição, como se ela fosse real, em vez de discernirem que ela é um falso conceito mental da Realidade ali presente. O hipnotismo é a “substância” de todos os males que afligem o mundo. É vitalmente importante lembrarmos que o hipnotismo não cria uma coisa, mas cria somente a tentação de nos fazer crer na existência de uma condição ou um poder além de Deus. O mundo da Realidade divina está aqui e agora. A pessoa da Realidade divina está aqui e agora. O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus. Se um quadro for visto através de vidro fosco, mostrar-se-á distorcido; porém, quando o vidro for transparente, a Harmonia divina sempre-existente conseguirá ser observada através dele. Para atingirmos a consciência deste princípio, precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado. Uma pessoa não hipnotizada, firmada no princípio de que DEUS É TUDO, E NADA MAIS EXISTE, pode retirar um grupo de pessoas do hipnotismo.
(Lorraine Sinkler)
A questão inteira está em partirmos da Verdade: DEUS É TUDO! Deus é a Perfeição onipresente PERMANENTE, e, é deste ponto de vista, ou”referencial iluminado”, que partimos em nossas “contemplações”. A “ilusão” se apresenta como quadro verdadeiro, transmitindo supostas sensações mentais de natureza hipnótica! Uma pessoa hipnotizada para “sentir frio” irá tremer, se for levada pela “sugestão” dada a ela nesse sentido! Quando os princípios espirituais explicam que todas as sensações captadas pela mente humana são puras “sugestões hipnóticas”, objetivam que passemos a “observá-las”, não mais como “vítimas”, e sim como “observadores de sensações sem efeitos reais sobre nós”. Assim é que a ilusão “se desfaz”: pela nossa compreensão da PERMANÊNCIA da Perfeição de Deus, e pela compreensão do que diz a autora: O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus.(…); precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado.
Aqui está bem claro em que consiste o estudo da Verdade: nada há para ser mudado, curado ou melhorado! O que se requer é uma convicção serena e inabalável de que DEUS É TUDO, e que, portanto, quaisquer que sejam as “aparências” captadas pelos supostos sentidos humanos, são todas elas puro “efeito hipnótico”, sem poder algum, sem realidade, sem substância e sem existência. Vejamos, portanto, “ além, ou através delas”…
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Tesouros da Metafísica-28
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
28
Quando conseguimos conter todo impulso não espiritual, negar toda identidade separada de Deus e reconhecer o governo infinito de Deus sobre o homem, ficamos aptos a ver a unidade formada por Deus e o homem, o Princípio e Sua Ideia.
(Richard C. Bergenheim)
O que o autor aqui coloca, é nossa integral “negação de nós mesmos” como seguidores de impulsos mentais puramente humanos, por termos aceito, reconhecido e trabalhado na identificação com Deus, em nossa unidade com Deus, fato que nos leva naturalmente ao reconhecimento do “governo infinito de Deus sobre nós”. A dualidade “Deus e homem” , que é crença falsa, desaparece mediante a “unidade reconhecida”, que é “Deus como homem”. Desse modo, a Verdade absoluta é discernida, ou seja, não há, dualisticamente, “governo de Deus sobre nós”, mas sim, a própria Consciência de Deus, ativa como a Substância Autogovernada que constitui nosso Ser individual.
Deus, o Universo, é a Consciência ativa como a Substância universal infinita; cada Ser individual é, portanto, o próprio Deus, a Consciência oniativa, a própria Substância-Verbo que Se Autogoverna como Indivíduo, e, ao mesmo tempo, indivisivelmente como o Todo. Contemplando este Fato, cumprimos o que o autor diz: Contemos todo impulso não espiritual, negamos toda identidade separada de Deus, reconhecemos o governo infinito de Deus sendo o homem, e ficamos aptos a ver que “Deus e Homem são um”.
Estes Fatos espirituais devem ser contemplados, isto é, precisam ser discernidos espiritualmente, através da “Prática do Silêncio”.
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Tesouros da Metafísica-27
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
27
Há diversas formas falhas de se perceber a Natureza eterna de cada Identidade individual, e vê-la evidenciada exatamente aqui e agora. Vejamos o primeiro e básico erro. Que erro é este? A crença de que VOCÊ, a Identidade individual, teve começo. Chega-se à suposição da morte a partir de um errôneo ponto de vista. Tentamos sobrepujar a morte, um fim, mas continuamos aceitando que ela seja inevitável. Temos acreditado em nascimento, um começo. Em vez de tentar vencer a morte, deveríamos enxergar que não existe nascimento algum. Repetidamente temos dito: “A Vida é eterna”; porém, continuamos aceitando uma data, no chamado tempo, para chamá-la de data de nascimento… um dia em que tivemos começo. A aceitação de “nascimento” inclui a aceitação de “morte”. Nascimento e morte, começo e fim, são apenas extremos opostos da mesma corda. Uma vez discernido que “a Vida eterna é sem começo. mudança ou fim”, não mais a consideraremos em termos de um passado ou um futuro.
(Marie S. Watts)
Não existe matéria nem, portanto, “nascimentos” na matéria. Jesus já havia dado este alerta, quando disse: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra…”(Mateus, 23: 9). Esta Verdade é chamada de “pedra angular” no estudo da Verdade, uma vez que nos isola completamente da ILUSÃO ou das “aparências”. O Universo é “obra permanente de Deus”, é a “Vida eterna onipresente em Si! Todos nós somos esta mesma “Vida”, sem nascimento, mudança ou fim. Esta “pedra angular”, a destruição da crença em “nascimento”, desvincula-nos imediatamente das “aparências” que levam em conta o “tempo” e as “mudanças” supostamente registradas por ele, TODAS ELAS ILUSÓRIAS!
Sempre, em nossas “contemplações”, devemos reconhecer nossa Vida como eterna e independente das “crenças” que levam em conta o tempo e supostas datas de nascimento e morte. As “aparências” não são realidades! O reconhecimento de que “não há nascimento”, nos faz perceber nossa Presença-Eu Sou, a Vida Eterna e Divina evidenciada, aqui e agora! “Antes que Abraão existisse, Eu Sou” – disse Jesus, revelando-nos a Verdade Absoluta Universal.
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Tesouros da Metafísica-26
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
26
A cura, como é chamada, é o “trabalho” mais simples possível. Ela é simplesmente a aceitação de que a Verdade é verdadeira. Algo tão fácil quanto aceitar duas vezes dois como já sendo quatro. Nada há que poderia ser mais simples. Unicamente a Verdade, o Fato, já é Fato. Nada alguém teria de fazer para manifestá-lo; nada alguém teria de modificar – nenhuma “falsa resposta” para a Verdade expulsar – nenhuma espera até que “todas as coisas sejam iguais” ou “prontas” para a RESPOSTA ser a Resposta. “Começa-se” com o Fato, já contemplando-O COMO Onipresente, incapaz de ser mudado ou alterado – inalterável por qualquer sugestão de tempo, história, evolução, progresso, alteração, falsificação ou dualidade. Alguém se voltando ao Fato, à Verdade, ao SER INFINITO que, sozinho, é o INTEGRAL EU QUE EU SOU, descobre que SER, É SER ONIPRESENTEMENTE TUDO QUE O TUDO É. Aqui é UNICAMENTE AGORA – e o que for que “parecesse” contradizer a TOTALIDADE DO TODO, requereria uma mentalidade secundária, duplicidade, dualidade, tudo que seria uma negação da TOTALIDADE, e sem participação no Fato. Não estaria de nenhuma maneira relacionado com Inteligência, Vida, Mente, o Único, a RESPOSTA.
(Alfred Aiken)
Quem veio acompanhando esta série, e realizando as “contemplações” sugeridas em toda ela, entenderá facilmente as colocações do autor neste elevadíssimo texto. Explica o Fato perene, e nossa total inclusão em sua Todo-abrangência. A ‘ilusão” não é Fato e jamais o Fato se altera mediante qualquer coisa que pudéssemos fazer. “Algo tão fácil quanto aceitar duas vezes dois como já sendo quatro” – assim é explicada a “cura”. Quando alguém se encontra num vagão de trem parado, e outro, ao lado, se movimenta, a “ilusão” é a de que o “seu vagão” se moveu! Aceitar que “o outro se moveu”, apesar de a “ilusão” sugerir o contrário, é o “aceitar duas vezes dois sendo quatro” ou “aceitar o Eu eternamente curado”. A Mente única tem consciência unicamente do Fato, que é Ela própria Se expressando universalmente perfeita e neste “Agora” permanente. Por isso, a “contemplação” parte do Fato, e da Mente que reconhece unicamente o Fato como ONIPRESENTE e IMUTÁVEL. Explica o texto que “outra aceitação”, contrária ao Fato, exigiria “outra mente”; mas, esta “outra mente” seria a NEGAÇÃO da TOTALIDADE DO FATO, e jamais poderia fazer parte dele.
Tudo, realmente, é muito simples, mas requer dedicada “contemplação”. E, como escreve Alfred Aiken, “alguém se voltando ao Fato, à Verdade, ao SER INFINITO que, sozinho, é o INTEGRAL EU QUE EU SOU, descobre que SER, É SER ONIPRESENTEMENTE TUDO QUE O TUDO É”.
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Tesouros da Metafísica-25
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
25
Carrego comigo a atmosfera de meu ser, e ela abençoa, não somente a mim, mas a todos que estiverem em minha faixa de consciência. Eles devem ser abençoados até por tocarem minhas vestes, pois, caminho permeado da atmosfera de Deus.
Deus é minha Mente, minha Alma e a Substância de meu corpo; é a Lei de meu corpo. Nada há, no que se refira a mim, que seja algo além de Deus; e, se por alguém eu for visto como algo inferior, é de meu conhecimento estar ele vendo um mero conceito, fruto de sua própria visão.
Aqui onde eu estou, existe unicamente Deus; e, de minha parte, é tudo quanto eu vejo em qualquer um.
(Joel. S. Goldsmith)
A “Prática do Silêncio” é fundamental, para que os princípios da Verdade absoluta possam ser reconhecidos e contemplados radicalmente, deixando-nos realmente conscientes de que DEUS, sendo TUDO, constitui a NOSSA TOTALIDADE, bem como a TOTALIDADE de todos com quem convivemos ou entramos em contato, aparentemente falando. É nesse contato diário com o mundo que este texto de Goldsmith se mostra essencial. Isto porque, ao lidarmos com alguém, invariavelmente nos vemos forçados a admitir a presença de “outro”, e, será praticamente impossível ficarmos o tempo todo em “vivência contemplativa”, sem ter que fazer muitas concessões “ao mundo”. Ao tratarmos das coisas do mundo, vemo-nos obrigados a assumir a falsa identificação humana por diversas vezes, e, tão logo voltemos a achar que somos não “um”, mas sim “um” em contato com “outros”, devemos praticar o que aqui explica o autor, isto é, conscientemente devemos recordar que “levamos conosco a atmosfera de nosso Ser: DEUS!
Quanto mais nos dedicarmos às “contemplações absolutas”, através da “Prática do Silêncio”, menos sentiremos as influências das crenças coletivas durante nosso suposto dia-a-dia nas “aparências”. Entretanto, sempre que julgarmos ser necessário, devemos praticar o que este texto explana, evitando, com ele, que nos julguemos, ou ao próximo, pela carne: estaremos realizando o “juízo justo”, honrando a nós mesmos e ao próximo como honramos a Deus, na “unidade perfeita” subjacente ao mundo.
“Carrego comigo a atmosfera de meu ser, e ela abençoa, não somente a mim, mas a todos que estiverem em minha faixa de consciência. Eles devem ser abençoados até por tocarem minhas vestes, pois, caminho permeado da atmosfera de Deus” – este é o reconhecimento que nos isola da atmosfera do mundo e das supostas “pessoas”, quando simplesmente testemunhamos Deus em nós e igualmente em todos, a Se expressar indivisivelmente de modo pleno e perfeito. Isto evitará o que o mundo chama de “vampirismo”, crença decorrente da aceitação ilusória de pessoas em boas e em más condições, o que propiciaria uma “troca de energia vital” entre elas; assim, aparentemente, uma se mostraria sendo beneficiada (receptora) e outra se mostraria sendo prejudicada (doadora). A “Prática da Verdade” não prevê ou inclui “doação de energia vital” e sim o reconhecimento de que “eu e o outro somos um”, ou seja, somos “ramos” sustentados perfeitamente pela “seiva comum” da Videira.
“Deus é minha Mente, minha Alma e a Substância de meu corpo; é a Lei de meu corpo. Nada há, no que se refira a mim, que seja algo além de Deus; e, se por alguém eu for visto como algo inferior, é de meu conhecimento estar ele vendo um mero conceito, fruto de sua própria visão. Aqui onde eu estou, existe unicamente Deus; e, de minha parte, é tudo quanto eu vejo em qualquer um”. – este trecho elucida nossa identificação com a Verdade que nos “imuniza”, sempre que nos virmos frente às “sugestões hipnóticas” que levam em conta a dualidade. De nossa parte, vemos unicamente Deus, mesmo que sejamos bombardeados pelos “conceitos” do mundo, todos eles falsos, insubstanciais e ilusórios.
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Tesouros da Metafísica-24
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
24
Questões ligadas a cura, demonstração, ou tratamento, durarão enquanto perdurar a ideia da existência de um “pensador individual” separado. Tal pensador individual irá persistir, inclusive com a sensação de discórdia, limitação e desarmonia, até que esta FALSA IDENTIFICAÇÃO termine. De nenhum outro modo Deus Se tornará uma Presença vital e vibrante em nossas vidas.
Em primeiro lugar, abstraia-se das aparências. Não se esforce para curá-las, dominá-las ou destruí-las, tampouco se esforce para delas discordar silenciosamente. Os esforços do “eu pessoal” são cegueira e restrição. Dirija o Coração, a Alma e a Existência rumo à aceitação da VERDADE EM SI, no Reino do Real. Faça, assim, sua identificação unicamente com o Real. Como um indivíduo, ou uma expressão, ninguém pode conhecer Liberdade, Paz, Perfeição, Integralidade. Uma coisa, apenas, é de valor, uma coisa superior a ganhar o mundo inteiro: ENTRAR NA REALIDADE IDENTIFICADO COMO O PRÓPRIO EU.
(Lillian DeWaters)
Este é um texto absoluto. Parte unicamente da existência de Deus como TUDO, e, em vista disso, explica basicamente dois pontos essenciais: 1) devemos nos desvincular por completo da FALSA IDENTIFICAÇÃO com suposta “mente humana pessoal”, que acredita em problemas e em solução dos mesmos; 2) devemos desconsiderar por completo o “mundo de aparências” para nos contemplarmos sendo o próprio Deus no Reino de Deus.
Estes dois pontos são “contemplativos”, e não nos basta meramente aceitá-los intelectualmente, o que equivaleria a se admitir “pensador separado”. Requerem discernimento espiritual e radical, por serem a Verdade absoluta revelada pelos grandes mestres da humanidade. Jesus, por exemplo, ao revelar que “não somos deste mundo”, e que devemos “buscar o reino de Deus em primeiro lugar”, estava colocando estes dois pontos como foco para a “prática da Verdade”. E, quando disse “nos ter dado a glória para sermos um com Deus” (João, 17: 22), tinha por objetivo o que diz a autora neste texto: “que entrássemos na REALIDADE identificados como o próprio EU”. Façamos isto, cientes de que “entrar na Realidade” é simplesmente discernir o Fato permanente de que “nEla” sempre estivemos, estamos e estaremos! Esta é a visão tida por Paulo, quando disse: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser” (Atos, 17: 28).
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Tesouros da Metafísica-23
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
23
É impossível haver Consciência e Verdade, pois, a Consciência É TODA A VERDADE. Tampouco pode haver Consciência, Verdade e Evidência. Consciência, Verdade, Evidência são uma UNIDADE INSEPARÁVEL. A Consciência, contemplando qualquer Verdade, é simplesmente a Consciência consciente de ser a Substância que é aquela Verdade contemplada por Ela. Contemplação é Consciência em ação. Consciência em ação é a Substância que é a Evidência, ou Verdade, contemplada por Ela.
(Marie S. Watts)
Aparentemente, é aceito que há a Mente divina, discernindo e sendo a Evidência Onipresente chamada Universo, e também a “mente humana”, reconhecendo um suposto “mundo material”, com acontecimentos bons e maus. O estudo do Absoluto nos remonta exclusivamente a Deus, à Consciência absoluta, à aceitação única da Realidade eterna que Se evidencia como “obras permanentes de Deus”. O que a autora aqui explica, é que sem a aceitação da dualidade, – Reino de Deus e mundo terreno – ficamos unicamente na Presença da Consciência divina, que, reconhecidamente, é a Consciência que é a Verdade em si. Desse modo, Consciência, Verdade e Evidência são uma UNIDADE INSEPARÁVEL, ou seja, a Consciência que Deus tem de estar manifesto como “todas as Suas obras” – e permanentemente – não pode ser entendido como se “alguma Evidência perfeita” estivesse ausente ou ainda por se manifestar! “A Consciência, contemplando qualquer Verdade, é simplesmente a Consciência consciente de SER A SUBSTÂNCIA que é aquela Verdade contemplada por Ela”, explica a autora. Ela quer dizer o seguinte: caso estejamos “contemplando a Verdade” referente ao nosso Corpo, por exemplo, significa que nossa Consciência – que é Deus – está consciente de SER A SUBSTÂNCIA da Forma “Corpo”, ou seja, Consciência, Verdade, Substância (Evidência) são uma UNIDADE CONSUMADA. Em seguida ela diz: “Contemplação é Consciência em ação. Consciência em ação é a Substância que é a Evidência, ou Verdade, contemplada por Ela”. Voltando ao nosso exemplo do Corpo, o que ela aqui explica, é que ao “contemplarmos o nosso Corpo, nossa Consciência estará ativa SENDO a Substância que é o Corpo evidenciado. Por isso partimos sempre da TOTALIDADE DE DEUS, sem levar em conta a “crença” em suposta “existência material”. Tudo que existe é Consciência divina evidenciada permanentemente como a Substância daquilo que estivermos “contemplando”. Somente existe Deus; somente existe a Consciência de Deus! Assim, a Consciência divina que somos, é a própria Evidência ( e Substância) do que quer que estejamos “contemplando”, uma vez que todo “Objeto de Contemplação” é Deus mesmo, é Perfeição permanente, é a nossa Consciência iluminada Se evidenciando como “aquele Objeto”, mas nunca separada dele, e sim, sendo UMA UNIDADE INSEPARÁVEL.
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Tesouros da Metafísica-22
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
22
Se alguém quiser atingir a salvação plena do pecado, da doença e da morte, precisa ver mentalmente a irrealidade do que o sentido material chama de existência mortal e vir a compreender que sua única história real é sua história espiritual. O homem já se acha estabelecido como a expressão individualizada da Mente divina. É importante negar todo erro ou pecado no decurso da vida humana e afirmar, com compreensão, o fato oposto, isto é, a existência espiritual. O único meio certo de viver é o de manter o pensamento unido a Deus, é seguir com Deus e falar com Ele. Então o Espírito, a Mente, haverá de eclipsar as discórdias da matéria e trazer a cura. A obstinação, a justificação própria e o egotismo têm de ser sobrepujados porque são empecilhos à cura. Ocultam a unidade que há entre o homem e Deus.
(William Curtis Coffman)
A suposta “existência humana” é a “irrealidade” que o sentido humano julga erroneamente ser real. Isso quer dizer que, enquanto nos identificarmos com a suposta “mente humana”, estaremos envoltos por suas crenças: pecado, doença e morte. A presença de Jesus, nas Escrituras, representa o Ser real que todos somos, dotados do Sentido iluminado do Espírito, que é Deus. Partindo da Verdade de que DEUS É TUDO, partimos tambem da Consciência iluminada que desconhece “irrealidades”. O texto diz: O homem já se acha estabelecido como a expressão individualizada da Mente divina. Se “somos a Mente divina em expressão individual”, não podemos mais aceitar “sentido material” nem tampouco a “existência mortal”, supostamente captada por ele. Por isso meditamos e, na “Prática do Silêncio”, partimos do ponto de vista da Verdade, ou seja, do “Referencial da Luz”: não iremos meramente acalmar a mente humana ou elevá-la! Partiremos já daquilo que SOMOS! Expressões individualizadas da Mente divina! É preciso que fique bem claro o seguinte: “manter o pensamento unido a Deus” não significa viver com “mente humana” colada à divina! Antes, iremos descartar por completo a crença falsa de que “temos mente humana” e, aceitando a revelação de que “Temos a Mente de Cristo”, serenamente contemplaremos a Mente Infinita, onipresente, Se expressando como a Mente individual que somos! Para esta Mente, a Realidade é puramente Espírito, e por esse motivo, o autor explica que “o Espírito, a Mente, haverá de eclipsar as discórdias da matéria e trazer a cura”. Todos estes “males” Lhe são desconhecidos! E, pela percepção de nossa “unidade com a Mente, igualmente a NÓS, os “males” serão desconhecidos! “Trazer a cura”, portanto, é termos o “discernimento espiritual” de que jamais as “irrealidades” chegaram a existir!
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Tesouros da Metafísica-21
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
21
À luz das frequentes previsões assoladoras em relação à economia, é reconfortante compreender a totalidade de Deus. Muita gente tem se apercebido de que a Ciência Cristã lhes tem ensinado uma maneira prática e sensata de confiar nEle ao procurar orientação, quando confrontados com alguma dificuldade. Assim, examinemos cuidadosamente as bênçãos deste dia em vez de tentar resolver hoje os problemas do dia de amanhã. O confiar na invariável e inesgotável bondade de Deus concede-nos uma base segura, a partir da qual poderemos combater qualquer previsão sombria sobre o dia de amanhã. Numa de suas obras, a Sra. Eddy aconselha: “Nunca peçais para o dia de amanhã; é suficiente que o Amor divino seja socorro bem presente; e se esperardes, sem jamais duvidar, tereis a todo o momento tudo o que necessitais.”
(Irene S. Bowker)
A compreensão da TOTALIDADE DE DEUS exclui a “crença no tempo”, fazendo com que “contemplemos o AGORA” em que Deus e o Ser que somos, são UM. Esta permanência no Agora nos deixa imunes às supostas carências e limitações das “aparências”, uma vez que este “Agora absoluto” é a Eternidade Autossustida em Si. Jesus disse: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”. Você dispõe de ar para respirar e sequer se lembra dele, pois, não vive preocupado com o suposto ar de que necessitará em algum amanhã! Isto por você saber que este controle está acima do seu domínio; e assim, sem se sentir capaz de assumir o peso da responsabilidade, no sentido de se preocupar com o seu suprimento de ar no futuro, simplesmente você se esquiva do assunto! E quanto ao restante das coisas, por que você vive se preocupando com elas? Por imaginar que pesa sobre seus ombros a responsabilidade de supri-las, dia após dia! “Vinde a Mim” – eis o chamado que elimina pela raiz a “ilusão” de que temos, pessoalmente, qualquer responsabilidade por nossas vidas.
Este texto, além de frisar o importante princípío da “Vida do Agora”, explica que devemos examinar “cuidadosamente as bênçãos deste dia”, em vez de nos lançarmos num suposto “futuro incerto” e, por isso, vivermos temerosos. Este cuidadoso exame diário, das graças recebidas, nos leva a confiar na providência natural da Oniação, que abrange nossas ações individuais, tirando-nos a atenção por inteiro do ilusório “futuro” das aparências.
É nesse sentido que a Sra. Eddy diz:“Nunca peçais para o dia de amanhã; é suficiente que o Amor divino seja socorro bem presente; e se esperardes, sem jamais duvidar, tereis a todo o momento tudo o que necessitais”. A mente no “ontem”, ou no “amanhã”, é “mente sintonizada na “ausência” de Substância divina; por outro lado, a mente no Agora, é a Mente que é Deus, a Substância do Todo, em unidade com a Mente real de todos nós. Na Bíblia, em Tiago 1: 7, encontramos: “Toda boa dádiva, e todo dom perfeito vem do Alto, descendo do Pai das Luzes, em Quem não pode haver variação ou sombra de mudança”. Explica a Oniação, e “nossa” unidade com Ela.
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Tesouros da Metafísica-20
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
20
Dizer que o mal existe como um poder, é negar a Deus como sendo o poder único. Para que algo pudesse ter poder sobre o homem, ele teria de preceder o homem. O mal não tinha poder ou existência aparente, até que o homem aceitasse a crença em um poder oposto a Deus. Portanto, o mal não é um poder, sendo meramente uma crença falsa, retida pelo homem em sua própria imaginação. E como o próprio homem é o responsável pela falsa crença no mal, pode ele se livrar deste suposto poder simplesmente se recusando a acreditar nele. Trate o poder do mal tal como você o faria com qualquer outro problema, rejeitando-o como mentira sempre que lhe vier à mente. Pela sua recusa em acreditar que o mal tenha um poder além daquele que você lhe atribui , por nele acreditar, logo se verá livre das várias formas sob as quais o suposto “poder maligno” aparenta manifestar-se. (…). Pare de acreditar no mal, e sua aparência de existência cessará, pois Deus é TUDO.
(Vivian May Williams)
Aqui é explicado que DEUS É TUDO, ou seja, Deus conhece unicamente o que Ele próprio É! A autora explica que todo “mal” é uma crença retida pelo próprio homem, preso à ilusão de que há “poder oposto a Deus”. Esta crença falsa se tornou coletiva e, caberá a você, como estudante da Verdade, desmenti-la com o Princípio da Totalidade e Unicidade do Poder de Deus. Assim como um boato se esvai em seu próprio vazio, a crença em “outro poder”, contrário a Deus, igualmente se esvai, quando “contemplamos a Onipotência” como expressão infinita. “Todo poder me é dado no céu e na terra”, diz a Bíblia. Assim, em vez de acreditar em “poder maligno”, assuma a Onipotência em sua própria Consciência. Sua atenção, integralmente voltada à Consciência todo-poderosa, o fará parar de “acreditar no mal”… E então, diz a autora, “sua aparência de existência cessará, pois Deus é TUDO”. É este o exato sentido das palavras de Jesus, quando disse: “Não resistais ao maligno”.
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Tesouros da Metafísica-19
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
19
O universo, e tudo que ele contém, é Deus. O que compreende ou abrange Deus, constitui a Essência, a Substância, a Atividade, a Inteligência e a Forma de TUDO QUE ESTÁ FORMADO. Assim como Deus é eterno, sem começo e sem fim, tudo que Deus é, aparecendo como, também permanece perenemente em seu estado de perfeição imutável eterna. Deus não fica à mercê de circunstâncias ou mudanças. Deus não se sujeita a desintegração, destruição ou distorção. Deus não se submete às dores do nascimento ou às angústias da morte. Deus não tem consciência dEle próprio como estando à mercê de tais falsidades, nem pode Ele ser conhecido estando sujeito a elas. Jamais algo pode ser acrescentado à Totalidade de Deus; jamais algo pode ser tirado dEla. A VERDADE É ESTA! Poderia ser diferente? Se Deus É, e tem consciência de ser ELE PRÓPRIO a Substância, Vida, Forma, Mente de toda a Existência COMO ELE MESMO? Deus, realmente, é a única Mente. Ele é a única Mente que conhece algo, e é toda Essência, Substância, Forma e Atividade daquilo que Ele conhece.
Caro leitor, sua questão é entender de que forma isto se relaciona com você? Ou como isto lhe servirá de ajuda na solução de algum aparente problema? Garanto-lhe o seguinte: ESTE É O ÚNICO CAMINHO. Você saberá que não tem problema algum para ser resolvido. Ser-lhe-á revelado que somente o que é verdade para Deus, é verdade para você. De fato, você existe como a própria Presença daquilo que Deus é. Tanto em você como em sua experiência, nada há que esteja presente, senão Deus. A Mente que é Deus desconhece problemas não resolvidos. E, qual outra Mente poderia identificar-Se como sua Mente, senão a Mente divina, que é única?
(Marie S. Watts)
Meramente crenças falsas sugerem uma existência material em que seres nascem e morrem. Nada disso tem respaldo da Verdade, que é o Universo permanente de Deus em unidade perfeita! O que a autora expõe sobre Deus se deve unicamente a este Fato: Deus e Homem são um e o mesmo! “O que é Verdade para Deus é Verdade para VOCÊ; de fato, VOCÊ existe como a própria Presença daquilo que Deus é. (…) A Mente que é Deus desconhece problemas não resolvidos. Qual “outra Mente” poderia identificar-Se como a SUA?”
Aceite a Verdade com “coração de menino”, faça suas “contemplações” com a máxima naturalidade e simplicidade! “Aquilo que Deus é, EU SOU!” Serenamente vivencie o Fato eterno da Existência: DEUS sendo VOCÊ!
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Tesouros da Metafísica-18
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Tesouros da Metafísica
Dárcio
18
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A oração científica – baseada na totalidade de Deus – ajuda-nos a ver a falácia de se aceitar a discórdia como um fato, para depois tentar nos livrar dela. Constatamos que não é preciso aceitar a doença, ou o sofrimento, como reais. Devemos vê-los como de fato são: uma sugestão mental agressiva que diz haver algo mais, além da totalidade de Deus. Toda discórdia é um conceito falso de que Deus não seja Tudo-em-tudo.
( Helen B. Childs)
Se nos deixarmos levar pelas “crenças coletivas”, agiremos cegamente, sem partirmos da Verdade dos fatos, e sim das “aparências”, que sempre vieram sendo denunciadas pelos estudos como sendo ilusórias. A autora explica que a “oração científica” nos faz enxergar o erro de agirmos a partir do “referencial da ilusão” para, só depois, tentarmos nos livrar das discórdias. A premissa básica deste enfoque absoluto diz o seguinte: DEUS É TUDO! Desse modo, toda discórdia passa a ser unicamente um “conceito falso”, uma aceitação contrária à Verdade Absoluta de que “Deus é Tudo-em-tudo”.
A “oração científica” nos educa a permanecer na Verdade, e já a partir da própria Verdade, vendo, de imediato, que todos os supostos “problemas” são meramente uma “sugestão mental agressiva”, uma argumentação de natureza hipnótica no sentido de que, ao lado da TOTALIDADE DE DEUS, possa existir “algo mais”. Não existe! Todo “algo mais”, ao lado de Deus, é pura ilusão! Puramente nada. Portanto, jamais aceite o “nada” como algo real ao lado de Deus, para, somente depois de ter permitido sua “entrada” em sua aceitação, buscar se livrar dele!
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