Onde Há Amor Não Existe Carência-1

 

ONDE HÁ AMOR
NÃO EXISTE CARÊNCIA
DeWitt John
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Desaquecimento,recessão,desemprego,futilidade; estas sugestões desalentadoras permeiam muito do noticiário atual e assaltam indivíduos e nações como miasma mortífero. No entanto, há resposta a esse contágio eivado de temor e de circunstâncias que parecem justificá-lo.

Com a pura compreensão da Verdade e do Amor podemos enfrentar, baseados no domínio que Deus deu ao homem, a tentação de crer em incertezas pessoais e perigos econômicos. A Ciência Cristã torna claro o que significa para nós a onipotência do Amor divino. Mostra-nos como dar prova prática da ação da Verdade. Quando compreendemos a Verdade em sua Ciência prática, verificamos que ela afasta o medo, realiza ajustes acertados, substitui a carência pela abundância.

Que a ajuda divina está disponível em meio à escassez e à desordem social é um dos temas principais das Escrituras. Grande turbulência prevalecia nos campos bíblicos. Contudo, o triunfo do poder espiritual sobre as condições materiais brilha através dos ensinamentos proféticos e é ilustrado repetidamente pelos personagens do Antigo Testamento ao se sobreporem a perigos e adversidades. É ainda melhor iluminado e confirmado inequivocamente nos ensinamentos do Novo Testamento – e, particularmente, nas portentosas provas dadas por Cristo Jesus e seus seguidores.

Aquilo que procura ocultar a evidência da abundância de Deus e do Seu cuidado infalível é a idolatria do pensamento mortal – é a determinação de resolver as coisas mediante o raciocínio humano, ao invés de resolvê-las pela compreensão espiritual; é a confiança nos meios e recursos materiais, ao invés de confiar na orientação da Mente divina.

Será que voltamos para outras fontes e supostos poderes que não o Amor todo-abundante ou a Mente suprema? O que precisamos é a disposição de fazer da onipotência do Amor divino o ponto de partida de nosso modo de pensar. A receptividade espiritual abre nossa visão para a soberania inexpugnável e a ação salvadora da lei de abundância do Amor. Cristo Jesus indicou o caminho: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas”.

O ilimitado universo do Amor caracteriza-se pelo bem que jorra sem cessar. Porque o bem é infinito, ele é infinitamente diverso em expressão. E sendo infinito, todo bem está em toda parte, assim como todo o bem está exatamente aqui. O bem divino encontra expressão na imensurável abundância de ideias espirituais da Mente. A infinidade dessas ideias dá testemunho da inteireza e da inteligência suprema da Mente. Sua diversidade sem limite dá prova de que seja qual for a ideia espiritual alguma vez concebida como necessária, ela já existe na Mente. Portanto, a carência é desconhecida na presença de Deus.

Além disso, a infinidade e a diversidade das ideias de Deus asseguram a inteireza, o estado impoluto e a perfeição do homem, que é o reflexo completo, ou seja, a imagem, da Mente. A consciência que o homem tem das ideias da Mente é a substância real do homem. Essa verdadeira consciência – a Mente a refletir sua própria natureza, seu conteúdo e sua plenitude – não tem limite. Constitui o reino dos céus, o qual Jesus disse estar dentro de nós – dentro, na verdadeira consciência e no ser do homem.

A Ciência Cristã mostra que essa consciência e substância espirituais estão ao nosso alcance agora, em nossa experiência humana no presente, mediante a compreensão espiritual de Deus revelada, e proporcionada pelo Cristo e pela Ciência Cristã. Ao percebermos a plenitude do ser do homem que lhe foi dada por Deus, temos os meios espirituais para enfrentar eficazmente todas as pretensões mortais de carência.

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Em Todas as Coisas Tenha Fé em Deus-3 (Final)

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EM TODAS AS COISAS TENHA
FÉ EM DEUS
Mary Kupferle

-III-
 

Recentemente um amigo me contou: “Depois de me haver recuperado de uma pertinaz enfermidade, passo de vez em quando por períodos de pânico e insegurança: temo cair novamente na enfermidade e não ser capaz de sair dela! Depois que passei a usar o método espiritual que você me ensinou, de prece afirmativa, o pânico foi diminuindo, tornei-me de novo calmo, confiante e relaxado. Agora estou firme e prometo-lhe que não vou negligenciar a minha comunhão com o Pai e a aplicação deste método maravilhoso de cura”.

Outro amigo comentou: “Estava me sentindo pressionado porque meus negócios estavam necessitando de uma urgente reprogramação, de uma nova diretriz. Usei o método da “UNIDADE”. Comecei a confiar plenamente no Pai e sua ajuda não tardou. Tudo se encaixou divinamente em seus lugares, como por magia: assistência financeira inesperada, pessoas certas, desfechos certos, obrigações resolvidas no prazo e em perfeita ordem… Nunca fui tão reconhecido a Deus e a vocês de Unidade!”

Outra pessoa escreveu: “Eu estava aborrecido e até revoltado com os desafios que sobrevinham a mim e a meus entes queridos. Um dia não resisti: clamei contra a injustiça aparente, odiei a vida, chorei de frustração, porque não podia mudar as coisas para aquilo que pensava que deviam ser. Mas por detrás de minha revolta, algo me mostrava que eu estava com medo e inseguro, por não saber manejar a situação. Quando você me assegurou que eu sou um filho de Deus, herdeiro da fé e que podia contar com o amoroso Pai em toda necessidade interna ou externa, comecei a recusar decididamente os pensamentos e emoções negativos, ocupando minha mente apenas com a fé em Deus, com os assuntos dos artigos que você me mandou. Em pouco tempo o caos interior desapareceu e deu lugar a um novo estado de confiança e paz. Como consequência, tudo se foi acertando também nas minhas atividades, e na vida de meus filhos”.
Sim, caro amigo: há sempre algo positivo que podemos fazer ante os nossos desafios: deixar que Deus faça (em nós e por nós) o que não estamos conseguindo com nossos recursos humanos. Para isso, em todas as coisas tenha fé em Deus.
Às vezes o resultado parece tardar e devemos fazer a nossa parte, como fizeram os amigos do paralítico (Lc. 5: 25) que tiveram de abrir o teto para descê-lo na cama, aos pés de Jesus, na sala, lá em baixo. Abramos as camadas de nossa relutância, orgulho, medos e revoltas e aproximemo-nos humildemente do Cristo interno. Ele nos fará caminhar livremente, num viver pleno e feliz!

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Em Todas as Coisas Tenha Fé em Deus-2

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EM TODAS AS COISAS TENHA
FÉ EM DEUS
Mary Kupferle
-II- 

Quando a minha confiança própria falha e as preces ficam sem resposta, declaro com todo o meu ser: “EM TODAS AS COISAS minha fé está em Deus!” Este recurso não tem falhado. Ele restabelece minha confiança, reforça minha convicção, restaura minha crescente unicidade no Pai.

Jesus Cristo demonstrava, de poderosa maneira, sua fé inabalável e absoluta em Deus. Sua vida e obra nos ensinam a importância vital da reação certa e firme a cada circunstância da vida. Nos capítulos 5 e 6 em Lucas, Jesus foi criticado por todos os líderes fariseus pelo modo como curava, e ainda contrariando a lei do Sábado, assim mesmo Sua fé se manteve inalterável. Diante de todos eles, em meio a toda descrença e oposição, restaurou a mão ressequida. Mercê dessa fé é que Ele limpava leprosos, curava os cegos, ressuscitava os mortos. O paralítico baixado por uma abertura do teto da casa de Pedro, num leito, “levantou-se imediatamente diante deles e foi para casa glorificando a Deus” (Lc. 5: 25).

Assim como o Mestre se mantinha em fé diante de forças opostas, argumentos e descrenças, também nós devemos manter firme a nossa fé em Deus ante os desafios de nossa vida. Os fardos nunca são maiores do que nossas forças. Das pequenas vitórias saímos fortalecidos para realizações maiores.

Jesus não revidava à oposição. Tranquilamente  esclarecia e desconcertava com a Verdade. Ele sabia que as coisas negativas não permanecem e não podem impedir as obras divinas, em nenhum lugar ou pessoa.

Através de seu exemplo, Jesus nos dá as bases para manifestar os mesmos milagres em nossa vida, hoje. Ele mesmo nos incitou, dizendo: “As obras que eu faço, vós as fareis, e obras maiores ainda fareis” (João 14: 12). Mas deu a condição: “Aquele que crê em mim”. A esse, tudo o que pedir em Seu Nome, isso o Cristo fará para que Deus seja glorificado! (João 14: 13). E ele está em nós, através do Espírito Santo que nos deu  por Consolador. Não é isto maravilhoso? Seja na ocasião aparentemente indesejável, estejamos com sentimentos negativos ou ante desafios em nossos negócios, saibamos que “Deus, em nós, é maior do que estas coisas de fora”. Não somos obrigados a permanecer negativos. Só nos prejudica. Substituamos a causa aparente de aborrecimento, pela fé que nos abre a expectativa para coisas melhores. Reservemos nosso ânimo para sair dessa condição e proclamar nossa capacidade de superação em Deus! Provemos que nossa fé em Deus é um poder fazedor de milagres, seja qual for o desafio! Quanto mais amiúde você prova isso nas pequenas coisas, mais você se agiganta para vencer os desafios maiores que lhe chegarem. Quanto mais cresce sua fé em Deus, mais efetivas se tornam as suas preces e mais sintonizado você se põe com Deus, para receber-Lhe o suprimento de força, equilíbrio, descortínio mental, resistência moral e tudo o mais que o leve a vencer o problema.

 

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Em Todas as Coisas Tenha Fé em Deus-1

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EM TODAS AS COISAS TENHA
FÉ EM DEUS
Mary Kupferle
-I-
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Hoje é o dia para você pôr a sua confiança em Deus! Seja qual for o assunto ou condição, saiba que o amor e sabedoria de Deus estão ativos em sua vida. Ponha de lado as ocorrências do passado e concentre-se no que está acontecendo agora! Tenha fé de que Deus está presente e no controle de todos os detalhes. Não se preocupe. O futuro a Deus pertence. Tenha fé nEle!

Qual o seu desafio de momento? É de saúde? Então ponha toda a sua convicção nesta Verdade: “Tenho fé no poder sanador de Deus!” Ele é sua fonte todo-supridora de vida. Repita esta declaração muitas vezes e sinta-lhe o efeito restaurador em todo o seu corpo. Ponha seu coração nessa fé, até que ela o abençoe e erga!

Em todas as coisas, tenha fé em Deus! Não importa o que, de negativo, o dia possa trazer-lhe, ou a algum ente amado. Mantenha-se nesta Verdade. Repita-a silenciosamente ou em voz alta, para recordar-se da senda que você deve seguir e chegar a ser a pessoa vitoriosa que pode ser! Esta deve ser a resposta a toda limitação que se interponha entre você e sua felicidade!

Há pouco tempo uma jovem ficou desesperada pela repentina rejeição do noivo, a quem amava muito. Caiu num lastimável estado mental. Seu trabalho, que a motivava muito e onde era bem sucedida, perdeu o encanto. Parentes e amigos não conseguiam ajudá-la ou motivá-la. A vida lhe perdeu o sentido. O futuro não lhe prometia mais nada. E ela comentou melancolicamente: “Este é o estado mental e emocional mais baixo que jamais atingi. É o fundo da fossa em meu viver, dia a dia”.

Finalmente, por carinhosa insistência de um amigo, ela foi encaminhada à UNIDADE. A pouco e pouco foi deixando que o ministério de prece lhe desse mais compreensão e fé. À medida que se lhe foi abrindo e experienciando a Presença divina, o ânimo lhe voltou. Já sentia momentos de elevação, mas persistia na afirmação: “Em todas as coisas tenha fé em Deus!”. Sua recuperação continuou, até que atingiu o normal estado de entusiasmo e de moça habilidosa que sempre foi, mas agora acrescida de convicção, de confiança em Deus! Há pouco tempo ela nos escreveu:
“Agora encaro serenamente as subidas e descidas da vida e estou aprendendo a manejá-las para alcançar um nível sempre mais elevado de consciência espiritual. Sinto-me como se tivesse começado um novo período de vida. Deus me está mandando tudo novo e melhor!”

Se você se sente inseguro ou duvida de seu progresso na vida, comece a orar! Se acha que seu método de oração está falhando, comece a afirmar, muitas vezes ao dia: “Em todas as coisas tenho fé em Deus!” Onde quer que você esteja, não importa o que esteja fazendo, repita esta verdade e peça que Deus lhe infunda fé, como aquele homem do Evangelho a quem Jesus disse: “Tudo é possível ao que crê” – e ele, sentindo não ter fé suficiente, respondeu: “eu creio, ajuda-me em minha falta de fé!” (Mc. 9: 23-24). Se estamos receptivos, Deus nos ajuda sempre. Cultive, pois, uma resposta de fé no amor e no poder de Deus, em meio a qualquer adversidade. Deus sempre está ali onde você está.

Em tempo de malogro ou êxito, nossa fé deve persistir. Nos momentos de descorçoamento, de depressão, de desespero, seja qual for a circunstância ou lugar, afirme: “Minha fé está em Deus!”

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Nunca Peça Para o Dia de Amanhã


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NUNCA PEÇA
PARA O DIA DE AMANHÃ
Irene S. Bowker

Os haitianos têm o seguinte provérbio: “Atrás de uma montanha está outra montanha.” Talvez esse dito indique uma maneira prática de encarar os obstáculos que necessitam ser suplantados no futuro. No entanto, há muita gente que sente uma certa preocupação de encarar os obstáculos e até mesmo medo de nunca ser capaz de se libertar deles e não conseguir progredir. Quando nos sentimos assoberbados, às vezes temos a tentação de adiar as questões, dizendo para nós mesmos: “Tratarei disso amanhã”, com a vaga esperança de que a passagem do tempo facilite de algum modo a resolução dum determinado problema.

São atitudes como essas que pretendem impedir-nos de reconhecer o bem sempre presente. Na minha vida muitas vezes fui movida a mudar de perspectiva, adotando uma visão espiritual que me ajuda a ver mais facilmente a incessante e invariável continuidade do bem.

Poderemos ter certa dificuldade em compreender esse conceito, se nos consideramos mortais isolados, automotivados e à mercê do acaso. Essa maneira de encarar as coisas debilita nossas possibilidades de resolver problemas e torna quase impossível fazê-lo. Contudo, ao compreendermos um pouco melhor nossa relação com Deus, ao nos apercebermos de que somos as Suas ideias espirituais, divinamente criadas, orientadas e eternamente sustentadas por um Pai que estima o Seu Filho com ternura maternal, bem como com força paternal, será natural esperar um dia pleno de bênçãos. Então, tal como o Salmista, declaremos: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.” Tenho vindo a sentir-me reconfortada e alegre à medida que vou tomando consciência do que é possível, ao enfrentar o dia sob esse ponto de vista.

No entanto, o que dizer quando nos sentimos tentados a protelar o tratamento dum determinado problema para mais tarde, para quando tivermos mais tempo, nos sentirmos mais aptos ou, simplesmente, quando já não tivermos mais desculpas? Poderá, então, ser útil fazer uma pausa nesse mesmo momento e reconsiderar mais profundamente a proximidade imediata do cuidado de Deus. Deus, que é Amor infinito, mantém e sustenta o Seu filho agora e para sempre. É essa a razão pela qual não temos de esperar que o tempo passe para encontrar soluções para os nossos problemas. Em vez disso, podemos confiar em que neste preciso momento, hoje, as nossas necessidades estão sendo supridas, mesmo quando ainda não estamos vendo a evidência desse fato espiritual.

Poderá ser tentador pensarmos que assuntos de menor importância, tais como tarefas diárias ou dissabores passageiros com amigos ou colegas de trabalho, não se encontram sob a jurisdição de Deus. Ou talvez estejamos enfrentando um problema aparentemente grave, físico ou financeiro, e já não temos esperança de poder corrigi-lo. Ainda assim, cada vez mais que ganharmos um claro vislumbre da verdadeira natureza de Deus como Amor infinito e do homem como a ideia do Amor, veremos maior evidência do controle amoroso e total que Deus tem do nosso dia. Perceberemos também que não há nada a recear pelo dia de amanhã, uma vez que esse dia pertence a Deus também.

Certa vez, vivi uma situação que me ajudou a libertar-me da tendência de me preocupar acerca de qualquer problema que o dia de amanhã me pudesse trazer. Quando estávamos de mudança para outro estado, minha família e eu pernoitamos num hotel. Acordei muito cedo, antes do resto da família, amedrontada e preocupada com o que nos esperava. Naquela altura, ainda nem sequer sabíamos onde iríamos viver nem trabalhar. Procurei dentro de uma gaveta a Bíblia, que é normalmente fornecida pelos hotéis, abri-a ao acaso e li a reconfortante declaração de Cristo Jesus: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” Essas palavras gritaram-me: “Confia!” O confiar passou a ter um significado muito profundo para mim. Confiar já não significava apenas a esperança de que um Deus longínquo quisesse me auxiliar. Eu me apercebi de que a verdadeira confiança engloba a compreensão da bondade todo-poderosa de Deus, bem como da relação inseparável do homem com Deus. Nessa manhã, ao me recordar dessa relação inviolável, o medo que tinha vindo a sentir foi expulso e eu me encontrei pronta a confiar em Deus. Pouco tempo depois as nossas necessidades de alojamento e emprego foram satisfeitas.

À luz das frequentes previsões assoladoras em relação à economia, é reconfortante compreender a totalidade de Deus. Muita gente tem se apercebido de que a Ciência Cristã lhes tem ensinado uma maneira prática e sensata de confiar nEle ao procurar orientação, quando confrontados com alguma dificuldade. Assim, examinemos cuidadosamente as bênçãos deste dia em vez de tentar resolver hoje os problemas do dia de amanhã. O confiar na invariável e inesgotável bondade de Deus concede-nos uma base segura, a partir da qual poderemos combater qualquer previsão sombria sobre o dia de amanhã. Numa de suas obras, a Sra. Eddy aconselha: “Nunca peçais para o dia de amanhã; é suficiente que o Amor divino seja socorro bem presente; e se esperardes, sem jamais duvidar, tereis a todo o momento tudo o que necessitais.”
Por mais sombrias que as circunstâncias que se nos apresentam possam parecer, Deus está cuidando de nós a todo momento. Assim, tal como eu fiz há muito tempo naquele quarto de hotel, se torna essencial ganhar uma profunda apreciação pelas possibilidades que o dia de hoje nos dá e reafirmar que há um Deus, que Ele cuida de nós, e que, uma vez que Ele já está conosco, podemos ver provas da Sua presença hoje mesmo.

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Aceite Estar no Paraíso

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ACEITE ESTAR NO
PARAÍSO
Dárcio

Se alguém tiver seus olhos vendados e, desse modo for conduzido a uma câmara frigorífica a uma temperatura de 20 graus negativos, sem que saiba onde está, logo sentirá os efeitos deste lugar! Não terá de se conscientizar: “Eu estou numa câmara a 20 graus abaixo de zero!”, ou pensar “Um dia eu estarei numa câmara a 20 graus abaixo de zero!” Nada disso lhe será necessário por um único motivo: MESMO SEM ENXERGAR, ELE JÁ ESTÁ NESTA CÂMARA, AQUI E AGORA!
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Lendo isto, alguém poderá pensar: “Mas isto é óbvio!”  Entretanto, quando as revelações divinas nos informam que “em DEUS vivemos, nos movemos e existimos”, o que também é óbvio, uma vez que DEUS cobre toda a Realidade, este FATO já não é recebido com a mesma naturalidade! Caso fosse, a pessoa meditaria e se sentiria  JÁ NO PARAÍSO! Isto porque a Verdade de sua real condição é esta! SEMPRE FOI, É E SERÁ! Portanto, ao meditar, lembre-se: “ESTOU NO PARAÍSO!” Sim, porque se ficar pensando noutra condição, estará sendo exatamente aquele “alguém”,  já dentro da câmara a menos vinte graus, e batalhando para “nela entrar”, ou batalhando para “ficar gelado”…
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Irrealidade

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I R R E A L I D A D E

Dárcio

A visão interior é a Visão de Deus em cada um de nós. Em Sofonias 3:15, lemos que “…o Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; tu já não verás mal algum.” O ser que está “no meio de TI” é a sua identidade verdadeira, eterna, presente; eis porque “não verá mal algum”. O MAL NÃO É REALIDADE! Por mais que isto pareça absurdo, é verdadeiro! “Pois eis que EU crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das cousas passadas, jamais haverá memória delas” (Isaías 65.17). Que são as “coisas passadas”? IRREALIDADES, vistas como realidades pela ilusória mente humana.
A Visão da Realidade vem pela “ascensão”, não pela chamada “evolução” da mente humana. “Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14.14). Estas “mais altas nuvens” são as crenças falsas que tentam ocultar a Verdade revelada já manifestada. COMO SUBIR ACIMA DA ILUSÃO? Seguindo as palavras reveladas e o modo de vida daqueles que tiveram êxito nesta realização.

Disse Buda: “As três paixões mais graves são: sede de amor, apego à existência e cegueira da ignorância”. Disse Cristo: “Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor entrares no reino de Deus com um só de seus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno, onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga” (Marcos 9:47.48). A PERCEPÇÃO DO REINO DA REALIDADE MOSTRA DE IMEDIATO A IRREALIDADE DESTE MUNDO DE APARÊNCIAS. Enquanto a Verdade revelada continuar sendo rotulada de “muito profunda”, esta ilusão de existência chamada “mundo material” continuará, com suas MIRAGENS, iludindo a maioria que a elas se apega graças à “cegueira da ignorância”.

Quando nos identificamos com DEUS EM NÓS ( como UNIDADE),  percebendo que não há vida humana ao lado da Vida divina, quando deixamos de dividir o Universo em poderes diversos, compenetrando-nos da Verdade de que “A MIM”, À MINHA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, “FOI DADO TODO O PODER”, temos o DISCERNIMENTO de que O MAL É IRREALIDADE. E mais, também o DISCERNIMENTO de que o “Bem humano” é IRREALIDADE. Por que os humanos têm sede de amor, apego à existência e cegueira da ignorância? Por tropeçarem devido à visão materialista ilusória! Como foi dito na abertura, “a visão interior é a Visão de Deus em cada um de nós.” Tudo que “vemos” com supostos olhos humanos, é  MIRAGEM! Uma sucessão de imagens IRREAIS! Vale aqui lembrar as palavras de Jesus: “Tendes olhos mas não vedes.” Olhos humanos, desconhecidos de Deus, “veem” um mundo que também Deus desconhece! Puro NADA!

Que cada um se volte para DENTRO DA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA, para ali reconhecer “a PRESENÇA DO SENHOR QUE ESTÁ NO MEIO DE TI”, conforme diz a Revelação de Sofonias. Esta é a atitude que nos cabe. Somente assim, “NÃO HAVERÁ LEMBRANÇA DAS COUSAS PASSADAS”; pois EU crio “NOVOS CÉUS E NOVA TERRA”, e estes, por certo, não são IRREALIDADES.

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Realidade

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R E A L I D A D E
Dárcio
 

Se o mundo conhecesse a Realidade absoluta, invisível, e se soubesse da presença de um Deus todo-abrangente e em constante atividade perfeita, veria o sumiço de seus problemas. Que são eles? Uma névoa que “oculta” a Onipresença. Se ela for desacreditada, pela aceitação incondicional da Verdade de que a Luz da Harmonia ocupa o espaço por inteiro, a REALIDADE será discernida aqui e agora; além disso, para o mundo, a ação do Infinito será vista como vida harmônica. “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” Sl. 90:2 ). Que é Deus? Onde Deus está agora? A Bíblia diz, em Isaías 64:4: ” … desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele  que nele espera”.  Em outras palavras, os sentidos humanos é que não o estão deixando perceber a REALIDADE: DEUS SENDO VOCÊ! Não há outra REALIDADE! Não há outra VERDADE! A citação acima, de SALMOS, diz outra vez: TU ÉS DEUS!  Desde quando? Desde “antes que se formassem a terra e o mundo”.  “Deus em ti” trabalha para aquele que nele espera”. Que significa isto? Que quando a mente humana se cala, receptiva,  em compasso de espera e reconhecimento, DEUS EM “TI” SE REVELA!“Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração” ( Sl. 90:1 ). Enquanto as supostas gerações humanas aparentam ter existência, nosso refúgio sempre tem sido Deus, nossa própria Consciência iluminada, nossa Cristo-Identidade eterna. Nunca estivemos sendo algo “além de TI”, porquanto a Onipresença nunca deixou, por um instante sequer, de ser onipresente

“Seja sobre nós a Graça do Senhor nosso Deus: confirma sobre nós as obras de nossas mãos, sim, confirma a obra de nossas mãos” ( Sl 90.17 ).  Onde parecia haver um ser humano, DEUS EM “TI” estava e está presente.  “Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a teus filhos, a tua Glória” ( Sl. 90.16 ). O Filho glorificado é “Deus em TI”, a Presença do Eterno que parecia estar ocupada por um “servo ilusório”, visto pela mente  também  ilusória: a chamada  “mente humana”. DEUS EM NÓS CONFIRMA A UNIDADE ORIGINÁRIA! DEUS EM NÓS CONFIRMA A OBRA DE NOSSAS MÃOS. NOSSAS MÃOS SÃO, PORTANTO, MÃOS DE DEUS!  ESTA É A REALIDADE.

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A Prática da Cura pela Mente

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A
PRÁTICA DA CURA
PELA MENTE

Anetta G. Schneider

Não há coisa alguma que proporcione a um Cientista Cristão maior alegria e satisfação do que confirmar, na sua própria experiência ou na de outrem, a verdade contida na declaração de Mary Baker Eddy:
“O poder sanador da Ciência Cristã é positivo, e sua aplicação é direta. Não pode falhar em curar todo caso de doença, quando empregado por alguém que compreende esta Ciência o suficiente para demonstrar suas mais elevadas possibilidades”.

Essas palavras e outras equivalentes, nas obras da Sra. Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, mostram que aqueles que fazem o esforço de compreender a Ciência do Cristianismo e percebem a natureza inteiramente espiritual de Deus e do homem, podem assenhorear-se do poder sanador da verdade do ser e comprovar sua aplicação às necessidades humanas. 

Por exemplo: um estudante de Ciência Cristã descobriu que sofria do que parecia ser um deslocamento de uma vértebra da espinha. A atividade física ficou-lhe tão reduzida que às vezes parecia estar acometido de paralisia parcial. Havia dias em que era difícil sentar-se ou deitar-se ou cumprir os deveres diários essenciais sem sentir dores atrozes. Os maus presságios que vinham como sugestões e anunciavam doenças extremamente ruins, o assediavam muitas vezes, querendo dominar sua faculdade de pensar, com argumentos de invalidez.

Como Cientista Cristão dedicado, consagrou-se a lidar com essas sugestões pela oração. Concedeu-se um tratamento tal como está indicado no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras de autoria da Sra Eddy. Negou a realidade desse estado, classificando-o como uma crença obstrutora e rejeitou os argumentos falsos que o queriam induzir a que os aceitasse como se fossem reais e capazes de causar-lhe sofrimento. Reconheceu com gratidão que Deus está sempre presente com Seu Amor sanador e reivindicou sua própria perfeição como filho de Deus. Dentro de pouco tempo recuperou-se completamente. Pois bem, que poder foi esse, no seu modo espiritual de raciocinar, que o tornou tão potente na destruição do erro?

No trabalho de cura, o Cientista Cristão compreende que tratar de uma falsa crença significa lidar com ela, e assim destruí-la. Significa utilizar a compreensão espiritual adquirida no estudo da Ciência Cristã a fim de eliminar do pensamento as falsidades da mente mortal e encher o pensamento com a verdade imortal. Essa atividade espiritual e mental eleva o nosso pensamento até a eterna verdade de que o homem, o reflexo do Espírito, é inteiramente semelhante a Deus, nunca sujeito às pretensões falsas e ilusórias de uma mente má separada de Deus, a qual exerce poderes imaginários sob a forma de pecado ou doença. Falando de um modo geral, isso é o que constitui um tratamento na Ciência da cura pela Mente.

O livro Ciência e Saúde estabelece uma regra para esse tratamento, a qual é cientificamente exata e eficaz para ser aplicada à vida diária. O Cientista Cristão inicia seu trabalho de cura a partir do Princípio, isto é, começa por afirmar a verdade acerca da lei de Deus, a da criação de Deus como sendo espiritualmente perfeita.

No livro-texto encontramos esta orientação específica: “O ponto de partida da Ciência divina é que Deus, o Espírito, é Tudo-em-tudo, e que não há outro poder ou outra Mente—que Deus é Amor, e por isso, Ele é Princípio divino.” Todo tratamento começa, portanto, com o Princípio, a lei da Mente divina, a estabelecer confiança na onipotência de Deus e na supremacia do bem. O tratamento põe claramente em destaque que é impossível existir qualquer outro poder ou inteligência que possa perturbar ou invadir a inquebrantável harmonia e a ordem eterna do ser do homem.

Logo depois de termos considerado Deus, não no sentido de tempo, mas na ordem do ser científico, encontramos o tema do homem; portanto, nosso raciocínio a respeito do homem tem que ser específico. Não podemos pensar no homem de uma maneira vaga ou indefinida, porque o homem é tão definido e eterno quanto Deus. Em perfeita concordância científica com o primeiro capítulo do Gênesis, a Ciência divina define o homem como a imagem espiritual ou o reflexo de Deus. Com o discernimento do relacionamento eterno entre o homem e Deus, vemos que o conceito do homem como espiritual e sempre perfeito em Deus tem de ser a base de nosso tratamento. É preciso que se compreenda esse fato fundamental na Ciência Cristã. Essa é uma verdade subjacente à prática da cura bem sucedida.

Toda prática correta nesta Ciência tem de estar baseada nos fatos do Espírito, porque a cura na Ciência Cristã é a cura divina. A prática mental, portanto, tem de ser mais do que mental, tem de ser espiritualmente mental. Tem de ser uma afirmação científica e cristã da perfeição de Deus e do homem – uma perfeição que se evidenciou em Cristo Jesus e foi por ele demonstrada – fato esse que a Sra. Eddy elucida na sua explicação do Princípio da regra da Ciência Cristã.

O tratamento correto prova que a lei divina da cura metafísica exige uma clara percepção do relacionamento espiritual existente entre Deus e o homem. Lá onde a consciência humana obscurecida vê desarmonia, o praticista tem que ver a perfeição de Deus, e discernir o homem, a expressão de Deus, mantido em perfeição pela lei divina. Dessa maneira, faz com que a inteligência divinamente iluminada incida sobre quaisquer falsidades de crença que pareçam estar presentes.

Além de saber e de declarar aquilo que é verdadeiro sobre Deus e o homem, é importante conseguir uma visão científica daquilo que parece ser verdadeiro na experiência humana, mas não é. Assim como entendemos o poder da Verdade, também precisamos entender que o mal e a doença são destituídos de poder. A coisa mais importante que precisamos saber acerca do mal é que ele existe apenas na crença falsa, que é apenas o suposto poder da mente mortal em ação. A Sra. Eddy deu o nome de “magnetismo animal” à atividade oculta ou à atividade visível do erro em todas as suas formas. O Cristo é a atividade legítima da Verdade na consciência humana; por isso o magnetismo animal tem de ser o contrário, ou seja, a assim chamada atividade do erro na crença humana.

O praticista da Ciência Cristã esforça-se por despertar a outros do sonho do magnetismo animal, e por manter-se espiritualmente desperto. A cura mencionada no começo deste artigo exigiu a compreensão de que o bem é a verdadeira natureza de Deus. Fez com que o pensamento repelisse energicamente a crença no mal e ao mesmo tempo livrou o corpo dos efeitos da crença de haver algum mal em atividade.

Nos livros da Sra. Eddy acham-se muitas normas para tratamentos, as quais mostram o método prático de derrubar a mentira material pela aplicação do fato espiritual. Um desses trechos específicos diz: “A moléstia é sempre provocada por um falso conceito mentalmente cultivado, não destruído. A moléstia é uma imagem exteriorizada do pensamento.”

Um conceito metafísico e uma análise da doença tão exatos como esses fornecem elementos para que o praticista veja que a crença numa mentira ou um sentido falseado das coisas é tudo quanto propriamente tem de ser curado. A prática reside na percepção de que a doença é uma suposição da crença humana, e que essa suposição é o reverso da realidade – em outras palavras, a mentira sobre alguma coisa.

Lidar com uma mentira específica consiste em saber a verdade específica sobre tal mentira. O tratamento ocupa-se com a crença específica à qual alguém se apega ignorante ou voluntariamente, e substitui a crença na dor, ou no pecado, pelos fatos inerentes a um Deus perfeito e um homem perfeito. A ideia espiritual na consciência humana possui o poder, a lei e a regra para efetuar a substituição. Essa compreensão espiritual é o Cristo, o poder de ver o homem tal como este é em realidade.

Um tratamento requer um sistema de pensar claro, conciso, uma compenetração vívida dos fatos espirituais e uma compreensão da nulidade do mal que seja decisiva e tenha autoridade. O praticista tem de ter confiança naquilo que sabe ser espiritualmente verdadeiro acerca de Deus e do homem, e ser específico. Precisa possuir uma compreensão positiva da realidade. Para ele a verdade é definitiva, decisiva – a força dinâmica da salvação. Não encontra serventia em frases estereotipadas, em fórmulas, ou na simples repetição de citações.

As palavras de um tratamento na Ciência Cristã só podem exercer poder se forem compreendidas espiritual e praticamente. As palavras de nosso tratamento só têm poder se vivermos e pensarmos em concordância com o Cristo. Sem uma genuína similitude ao Cristo, o mero conhecimento da letra da Ciência divina é vão.

A percepção na cura dos doentes significa um profundo pendor para as coisas do Espírito e a ausência de um modo de pensar superficial. Viver as qualidades inerentes ao Cristo é fundamental na prática da cura pela Mente. Pautarmos nossa vida pelo cristianismo mais elevado é indispensável para adquirirmos poder espiritual no curar.

No capítulo intitulado A Prática da Ciência Cristã, do livro Ciência e Saúde, há muitas referências às qualidades cristãs essenciais para a prática da cura espiritual genuína. Elas dão destaque à necessidade de se ter compaixão, afabilidade, gentileza, meiguice, pureza e desprendimento.

O sanador faria bem em examinar seus pensamentos a fim de aquilatar o grau de sua similitude com o Cristo. O Cristo que vivemos é o mesmo Cristo que Jesus viveu e comprovou ter o poder de curar. Nas palavras de Paulo, é o crescer no “conhecimento do Filho de Deus”, até “a perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”, que nos dá autoridade no ministério da cura. O estudante imbuído do Cristo pode praticar, com confiança, a cura pela Ciência Cristã.

O mundo necessita daqueles que querem praticar a verdade pura e sanadora do cristianismo restabelecido pela Ciência Cristã. De fato, todo estudante sincero desta Ciência da cura pela Mente põe esta Ciência em prática em tudo quanto faz. E o conhecimento espiritual de cada um aborda o problema da salvação universal, pois que a visão da realidade espiritual não tem limites no alcance de sua influência sanadora.

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Somente o Invisível é Realidade

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SOMENTE
O INVISÍVEL É REALIDADE
Dárcio

Tudo que a mente humana vê é ILUSÃO. A mente humana nos mostra um mundo material, com as crenças no bem e no mal sucessivamente se manifestando aos sentidos humanos. Nada do que estes sentidos captam tem realidade. Somente quando você partir disso e, realmente, se dedicar a captar a Verdade, irá entender o objetivo deste estudo e também da recomendação de Jesus: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça…”.

Os olhos humanos, abertos ou fechados, nada veem do Universo do Espírito. Isto porque estes olhos não existem! Unicamente a Consciência iluminada vê a Realidade onipresente; portanto, o que você deve fazer, é admitir que esta Consciência é onipresente e oniativa, sendo, desse modo a “sua” Consciência única deste momento único chamado AGORA.

Somente o “invisível” é Realidade! Invisível para “olhos que são ilusórios”. Temos visto que ILUSÃO é “ausência”, ou seja, onde “olhos humanos parecem existir”, o que há, de fato, é a Onivisão, a “sua” Consciência iluminada discernindo o Universo de Luz! Não existem dois universos, mas unicamente o Reino do Absoluto. Medite e contemple estes fatos, partindo deles como verdadeiros, e descartando a falsa crença em “olhos humanos” e em “mundo material”.

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Ausências Que se Passam por Presenças

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AUSÊNCIAS
QUE SE PASSAM POR PRESENÇAS
Dárcio 

Enquanto alguém não parar, meditar e reconhecer que “este mundo” é simples imagem hipnótica, enquanto o REINO DE DEUS é a Realidade onipresente, o estudo ficará sendo somente teórico. Todas as imagens captadas pela mente humana são “miragens”, sem qualquer substância, realidade e poder. Todas elas são “ausências” que se passam por “presenças”, e unicamente nos desvencilhando destas imagens todas, sejam ótimas ou sejam péssimas, poderemos  nos sentir livres para discernir a totalidade de Deus.

Joel S. Goldsmith, em suas obras, diz que em sua prática de cura espiritual, quando lhe vinham pedidos de ajuda, ele recordava: “O poodle branco”! Isto porque tinha visto, num palco, um hipnotizador enganar uma pessoa, fazendo-a ver ali um “poodle branco” e dizendo a ela que o expulsasse do palco. E a pessoa, iludida, ficava se agitando para espantar o “cão ausente” que, para ela, era “presente”, enquanto todos no auditório se divertiam com a cena.

Problemas, imperfeições, mudanças, são “ausências”, são imagens falsas mostradas pela suposta mente humana como se fossem existências reais. Por isso é fundamental que você medite e contemple a Verdade de que DEUS É TUDO, sem se dividir com os quadros “deste mundo”, mundo sempre “ausente”, mas que se faz passar por presente! Cristo Jesus deixou bem claro: “o príncipe deste mundo é o pai da mentira”. Lide com ele como hipnotismo, como o “poodle branco” citado por Goldsmith, pois a única Realidade é DEUS, a Perfeição absoluta e permanente!

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Sala Mais Clara

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SALA MAIS CLARA
Dárcio

Em época de faxina, os globos que envolvem as lâmpadas são removidos para serem lavados e limpos. Quando isso acontece, a sala fica mais clara. As lâmpadas continuaram brilhando do mesmo jeito, e esta “maior” claridade percebida se deve à remoção dos globos, que não deixavam toda a luminosidade delas chegar ao ambiente. 

Deus é Luz infinita em todos nós. Esta Luz deixa de ser discernida em sua totalidade porque a suposta “mente humana”, como os globos, não deixa que ela transpareça. Acreditar que a luz é aquela que vemos com os globos colocados, é ILUSÃO! Analogamente, acreditar que a vida que somos é a que vemos filtrada pela mente, é ILUSÃO! Se você entender que, ao serem colocados os globos, as lâmpadas continuam com o seu brilho máximo de sempre, entenderá o que significa “contemplar” a Luz que você é, sem se deixar mover pelas distorções criadas pela mente, que, de fato, não reduz seu brilho e apenas o oculta ou filtra, como fazem os globos com as lâmpadas. Encare o chamado “corpo físico” como “globo”, tire a atenção dele como sendo o seu Ser, e olhe diretamente sua própria Luz, ou a Luz de quem quer que seja. A Luz é o Cristo sendo seu EU e o Eu de todos! E Deus é, como diz a Bíblia, o “Pai das Luzes”.

Contemplar a Verdade é ver “a lâmpada” sem o globo, MESMO que ele esteja nela colocado! Contemplar o seu Eu é ver Deus Se expressando como Luz infinita, esteja ou não diante de você quaisquer “aparências”. Assim como a luz total das lâmpadas não estará presente  somente a partir da remoção dos globo, a Luz Crística, sendo VOCÊ, não aparecerá APÓS nada “deste mundo” acontecer! Nem após você julgar que “teve iluminação espiritual”. A Luz já É! Exatamente AQUI e AGORA!

 

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Decida-se Pela Verdade

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DECIDA-SE
PELA VERDADE
Dárcio

Após o conhecimento da revelação absoluta de que DEUS É TUDO, e  de que problemas, males e imperfeições são “ausências”, pura ILUSÃO, as aparências devem ser substituídas pela radical aceitação de que unicamente a perfeição absoluta é presença ou evidência. Há uma frase de Raymond C. Baker que diz: “Mal destruído é Deus aparecendo”, ou seja, onde parece existir o mal, firmados na Verdade de ser ele ILUSÓRIO, veremos a presença de Deus até ela se tornar visível aos olhos do mundo. A maioria deve se lembrar da ilustração da “serpente e a corda”, quando um faquir, ao sair do banho, ficou aterrorizado por confundir uma corda enrolada com uma serpente. O “mal”, no caso a serpente,  foi “destruído” quando ele reconheceu a corda! É por isso que a decisão pela Verdade é fundamental. Se a pessoa estiver se defrontando com uma “aparência de mal” e, somente por alguns instantes, acreditar que Deus é TUDO ali realmente presente, para logo em seguida deixar diluir esta aceitação pelas dúvidas e vacilações, não estará aplicando princípio nenhum! 

Emmet Fox, na sua conhecida “Chave de Ouro”, ensina: “Pense em Deus, não resolvendo o problema, mas estando no lugar do problema”. Isto é um princípio!Ele equivale ao faquir pensar “na corda” e não na ausente “serpente”!  Não de deixe envolver por mudanças das aparências! Decida-se pela Verdade, afirme esta Verdade, contemple-a como já estando presente, já evidenciada e perfeita, sem se deixar mover em pensamentos rumo à ILUSÃO. Decida-se, realmente, pela Verdade! Para isso, primeiramente, medite a partir do reconhecimento de que DEUS compreende a totalidade da Existência, até se sentir convicto disso; e então, poderá aplicar a “Chave de Ouro” com a tranquilidade de quem olha uma rua com nevoeiro, mas na certeza de que em nada ele alterou o cenário original dessa rua. A dissipação do nevoeiro será “a rua aparecendo”; a dissipação da ILUSÃO será “Deus aparecendo”. Daí a frase citada, de Raymond C. Baker: “Mal destruído é Deus aparecendo”.

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Somente Deus Tem Vida

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SOMENTE DEUS
TEM VIDA
Dárcio

As imagens de nascimento e morte criam a ilusão de que existem seres humanos com vida própria. Esta ilusão faz alguém achar que um suposto casal é capaz de “gerar novas vidas”, até que estas vidas encontrem a chamada “morte”, ou, como muitos encaram, a continuidade da vida em outros planos de existência.

A Vida não tem continuidade e sim perpetuidade, uma vez que somente Deus tem Vida e é a Vida que tem. Cristo disse: “Eu Sou a ressurreição e a Vida”, dando-nos o Caminho de libertação da crença em vidas pessoais, vidas humanas ou vidas em continuidade em supostos planos relativos: tudo isso unicamente é a grande ilusão de massa! A cegueira que não reconhece a Deus como Vida plena, iluminada e única deste AGORA!

Não há seres com vidas apartadas de Deus! Toda Vida é Deus Se expressando e, por mais que passemos a dar nomes a “aparências vivas”, vendo nelas “vida temporal”, a real Vida, que de fato Se faz presente, é unicamente Deus. Deus é a minha Vida, Deus é a sua Vida, Deus é a Vida de todos. As imagens de seres que nascem e que morrem não são realidades, mas tão somente a “ilusão” se mostrando como imagens falsas! Entre em meditação e reconheça que unicamente Deus é sua Vida, e,  que esta Vida é eterna, onipresente e completa em Sua Unidade perfeita, e viva no Plano único do Absoluto.

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“No Mais Interior da Casa”

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“NO MAIS

INTERIOR DA CASA”
Dárcio

Quem vive acreditando nas aparências visíveis vive a vida-sonho do Adão, “expulso do paraíso” por ter comido do fruto do bem e do mal. Enquanto este “sonho” não for desmascarado, com cada ser passando a se identificar com Deus em SI MESMO, a “Arca da Aliança do Senhor” ficará esquecida “no mais interior da casa”, ou seja, na Consciência-Luz que todo filho de Deus já é na “unidade perfeita”.

“No mais interior da casa preparou o Santo dos Santos para nele colocar a Arca da Aliança do Senhor” (I Reis, 6: 19). A Verdade gloriosa está estabelecida em VOCÊ. Enquanto você se deixar iludir pelas aparências, acreditando no bem e no mal do “mundo de aparências”, deixará de estar consciente do que realmente DEUS É, Se expressando como seu ser individual. A “casa”, na Bíblia, é sua Consciência iluminada! E, é “no mais interior da casa” que Deus vive sendo seu EU. Assim, ao meditar, extraia sua atenção do “mundo de aparências” e, em consciente interiorização absoluta, perceba sua “comunhão com o Infinito”. Esta “comunhão”, ou “unidade consciente com Deus”, sem a mínima sombra de dualidade, é a “Arca da Aliança do Senhor”, a Verdade conhecida!

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Fato é Fato…

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FATO É FATO:
ILUSÃO É NÃO IDENTIFICAR O FATO
Dárcio

Ler que DEUS É TUDO, e que, portanto, a PERFEIÇÃO É TUDO, é o início do que chamamos de “tratamento metafísico”, que é, na verdade um “Autotratamento”. Todos os chamados males e imperfeições são ilusões mentais que, aparentemente,  encobrem o Fato permanente de que  a totalidade da Existência é Deus. O FATO é sempre o mesmo: DEUS É TUDO! Que é “ilusão”? Ilusão é não identificarmos este Fato, por nos deixarmos envolver por “aparências” que simulam “ausência” deste Fato.

Se um aluno acreditar que “o Sol nasce no horizonte”, e, na escola aprender que O FATO é outro, ou seja, que “a Terra é que gira em torno do Sol”, tão logo ele aceite o FATO, a ILUSÃO terá fim. O FATO em nada teria mudado: sempre esteve sendo o mesmo, ou seja, “a Terra girando em torno do  Sol”;  o conhecimento da verdade sobre o fato não alterou em nada o que estava acontecendo! O “Autotratamento”, neste estudo da Verdade, está nesta identificação do FATO, reinterpretando a ILUSÃO para que algo diferente do FATO deixe de continuar sendo aceito. Por isso sempre é repetido nos textos que “nada requer mudanças, melhorias ou curas”. O que se requer é um reconhecimento daquilo que JÁ É, apesar das “aparências” contrárias ao FATO.  Se o aluno ficasse meditando para “fazer a Terra girar em torno do Sol” e “o Sol parasse de nascer no horizonte”, ficaria o tempo todo mergulhado na ILUSÃO! E é o que muitos fazem, quando meditam para “curar” pessoas ou condições! Deixam de identificar o FATO para se esforçar em “mudar aparências”, enquanto, na realidade, as “aparências” já retratam o FATO PERFEITO, se assim forem aceitas. A “aparência” de Sol nascendo no horizonte” já é o FATO de que “a Terra é quem gira em torno do Sol”. Enquanto isto não for aceito, a ILUSÃO estará sendo aceita em lugar da realidade.

Meditamos para “contemplar o Fato” e identificá-lo como presente INCLUSIVE “vendo” ou estando diante das “aparências”. A mudança requerida está nesta troca interna de identificação, e não em pessoas ou condições! Todo o trabalho é feito “dentro de nós”, neste “Autotratamento” destinado a desmantelar a ilusão. E é por isso que este estudo requer dedicação, meditação e contemplação radical do Fato eterno: DEUS É TUDO! Se acreditarmos que “as aparências” alteram o Fato, estaremos deixando de reconhecê-lo como já presente sempre! E O FATO É PERMANENTE, razão pela qual dizemos que acreditar em contrário é pura “crença falsa”, ou é ILUSÃO!

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Curar a Partir de um Ponto de Vista Correto-5

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CURAR
A PARTIR DE UM PONTO
DE VISTA CORRETO
Helen B. Childs
-V-

Os dias de hoje clamam pela aceitação da cura espiritual, que ocorre mediante a compreensão de que a vida não é carnal, mas espiritual. Os ensinamentos da Ciência Cristã oferecem a solução para a luta da humanidade com o materialismo e pelo sofrimento dele resultante. Na verdade, os dias de hoje estão forçando uma abordagem melhor, uma maneira mais espiritual de resolver nossos problemas. No oitavo capítulo da Epístola aos Romanos, Paulo mostra como é a vitória, quando deixamos de lado um sentido carnal de existência, em favor de um ponto de vista divino. Diz ele: “Os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”.

Cultivemos, portanto, a capacidade de perceber a perfeição que Deus vê e conhece. Em vez de tentar mudar a imperfeição para torná-la perfeita, compreenderemos que a causa perfeita deve ter um efeito perfeito. Não nos deixaremos mesmerizar, aceitando a discórdia como se fosse real, nem seremos vítimas da discórdia. Veremos que somente o que é espiritual é real e que, apesar das informações agressivas que os sentidos físicos oferecem, tudo está verdadeiramente bem. Com essa oração seremos capazes de trazer à tona a perfeição. Veremos os resultados curativos da oração que se firma na totalidade de Deus – no ponto de vista correto.

FIM


(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Junho 1995)

Curar a Partir de um Ponto de Vista Correto-4

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CURAR
A PARTIR DE UM PONTO
DE VISTA CORRETO
Helen B. Childs
-IV-

Enquanto continuávamos a orar e nos aferrar a esses fatos científicos, perguntei-me: “E agora?” A resposta logo veio: “O que é que Deus está vendo? A perfeição, sem dúvida nenhuma! Causa perfeita, efeito perfeito”. Convicta disso, perguntei à menina: “Meu benzinho, você gostaria de vir comigo até minha casa?” Ela pulou do colo da mãe para trocar de roupa e veio comigo. Esse foi o fim do problema. Houve profunda gratidão e alegria de todos os lados.

Essa experiência inspiradora nos mostra que recuperar a harmonia pode ser algo simples e natural, quando aceitamos plenamente a presença e o poder de Deus. O Cristo vivo havia penetrado naquele lar com domínio e autoridade divina, desalojando o medo de uma nova tragédia.

Quanta coragem você e eu podemos auferir, ao constatar que o pensamento do Cristo substitui a discórdia com a harmonia ininterrupta do ser! A cura não necessita de tempo para ocorrer. Ela acontece quando aceitamos e compreendemos a totalidade de Deus. A luz do Cristo, a Verdade, é imediata, e revela a perfeição de Deus e do homem como Seu filho amado.

Podemos, portanto, afirmar que a cura, na Ciência Cristã, decorre de reconhecermos e admitirmos a perfeição da criação espiritual de Deus, presente agora mesmo. Essa maneira de pensar, que está de acordo com o Cristo, suplanta o mero pensamento positivo ou fé cega. Trata-se de compreensão espiritual, que exige que cultivemos as qualidades espirituais que emanam da consagração e da devoção ao Deus único. PRECISAMOS TOMAR A CRUZ DA DEDICAÇÃO A ESSA TAREFA.

Continua..>

Curar a Partir de Um Ponto de Vista Correto-3

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A PARTIR DE UM PONTO
DE VISTA CORRETO
Helen B. Childs
-III-

Será que o leitor já notou com que frequência somos tentados a encarar todas as coisas do ponto de vista de nosso próprio sentido pessoal, ou seja, a partir do que nós pensamos sobre Deus, ou de como nós nos sentimos? Muitos já devem ter se apercebido de quão desastroso é o pensamento que gira em volta do “eu”. Começa com “meus problemas”, “minha dor”, “meu corpo”, “minha família”, e nos faz cair inadvertidamente numa armadilha sutil, qual seja, a de aceitar os problemas como pessoais e, portanto, como reais e plausíveis. Em vez de nos curar, essa forma de pensar tende a sustentar a ilusão de que somos seres materiais, vítimas das circunstâncias.

Cada um de nós, no entanto, pode provar que a cura se segue à compreensão de que Deus é a única causa, e que o homem é Seu resultado perfeito. A Sra. Eddy escreve: “A Ciência Cristã é absoluta; não está aquém do ponto de perfeição e precisa ser praticada a partir daí. A menos que compreendas plenamente que és filho de Deus e, portanto, perfeito, não tens Princípio para demonstrar nem regra para demonstrá-lo. Com isso não quero dizer que os mortais sejam filhos de Deus – longe disso. Ao colocar a Ciência Cristã em prática, precisas enunciar seu Princípio corretamente, caso contrário, perdes a capacidade de demonstrá-lo”.

Todos nós podemos aprender a mentalmente mudar de marcha. Em vez de lutar pela perfeição como um objeto distante, podemos aprender a  começar com a criação espiritual de Deus e reconhecer que já somos ideias perfeitas dEle. Esse modo revolucionário de pensar pode fazer maravilhas em nossa vida.

Por exemplo, vi claramente a praticidade da oração que começa com Deus, quando morava num bairro residencial onde havia outras famílias como a minha.

Uma vizinha, que sabia ser eu Cientista Cristã, telefonou-me certo dia e pediu-me para ir à sua casa. Logo percebi que ela estava com muito medo. Poucos dias antes, seu filhinho, ainda bebê, fora repentinamente acometido de meningite, e morrera. Agora a filha apresentava os mesmos sintomas e, como os esforços médicos não haviam curado o bebê, a mãe estava, naturalmente, muito assustada.

Enquanto caminhava até a casa dela, eu orei. Não apenas para superar meu próprio medo, mas com o desejo de realmente ajudar. Senti, no íntimo, a necessidade de expressar a coragem e a convicção sanadora de Deus – de reconhecer a presença sanadora do Cristo naquele lar.

Ao chegar, encontrei a menina prostrada, encolhidinha no colo da mãe. Em silêncio, conseguimos sentir o terno amor de Deus. Logo depois começamos a ler a Bíblia. Alguns trechos de Salmos deram-nos a certeza da presença sdanadora de Deus, envolvendo-nos num sentido sagrado de consolo e segurança. Oramos juntas. Repetimos a Oração do Senhor várias vezes, imbuindo-nos de seu espírito, sentindo seu poder.

Depois, repeti a “exposição científica do ser” de Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã. Dessa forma estabelecemos no pensamento consciente a totalidade da Mente e sua manifestação, e a conseqüente espiritualidade e perfeição do homem.

Continua..>

Curar a Partir de Um Ponto de Vista Correto-2

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CURAR
A PARTIR DE UM PONTO
DE VISTA CORRETO
Helen B. Childs
-II-

Sem dúvida, o sofrimento parece muito real. A Ciência Cristã, porém, ajuda-nos a encontrar o caminho da libertação. Quando percebemos claramente que a dor é, de fato, uma manifestação da mente carnal ou mortal, e não a realidade do ser, ela não consegue nos amedrontar. A dor é uma espécie de sonho do qual podemos despertar pelo reconhecimento da totalidade do Espírito e da nulidade da matéria.

Se não estivermos alerta, porém, a dor tentará hipnotizar-nos. Ela procura privar-nos de nossa capacidade de pensar claramente, tentando-nos a procurar alívio do sofrimento a qualquer custo. Cristo Jesus disse: “Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo, e só então lhe saqueará a casa”. A dor não tem o poder de mesmerizar-nos, quando compreendemos que ela é uma ilusão da mente mortal e não a realidade do ser. Devemos procurar manter controle sobre o pensamento, rejeitando todos os argumentos da assim chamada mente mortal. Eliminamos a dor, apoiados numa base científica, quando reconhecemos sua natureza mental fraudulenta e aceitamos a totalidade da Mente divina única.

A evidência dos sentidos dá crédito à crença de que a vida esteja na matéria. No entanto, nossas orações pouco a pouco nos revelam que o homem vive no Espírito, Deus. Portanto, reconheçamos a dor pelo que ela é: uma falsa crença, uma sugestão mental agressiva de que exista algo separado de Deus.

Em vez de sucumbir a todas as queixas de um corpo doente, devemos apegar-nos ao que é divinamente verdadeiro. Queremos ver o que Deus está vendo. Então seremos capazes de substituir o irreal pelo que é real. Conseguiremos ver a doença e o pecado serem substituídos pela saúde e pela santidade.

A Alegria de curar emana do raciocínio correto e da profunda compreensão espiritual. Na Ciência trabalhamos com o Espírito, não com a matéria ou com as condições materiais. Em vez de diagnosticar, modificar ou remendar matéria, compreendemos que o Espírito é a única substância genuína, e que o homem reflete a perfeita substância do Espírito. O ponto de vista correto para nossas orações é sempre começar com Deus, não com o problema ou com o sentido físico.

Continua..>

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