Sacuda os Condicionamentos!

SACUDA OS
CONDICIONAMENTOS!
DÁRCIO

Faz parte importantíssima, da “Prática da Verdade, chocarmos propositadamente o intelecto para sacudir-lhe a inércia e abrirmos espaço para a Verdade. Nesse campo, a Ciência Mental atua paralelamente com as “contemplações absolutas” feitas durante a Prática do Silêncio, e, pela Bíblia, vemos que era assim que Jesus procedia, orando silenciosamente, às vezes audivelmente, e destronando a acomodada e ilusória mente carnal. “Afasta-te, Satanás!”, “Cala-te, Satanás!”, Falava firme com o erro e sua veemência tinha respaldo absoluto, ou seja,  vinha-lhe de uma certeza de que DEUS É TUDO! 

Por exemplo, se for feita a leitura de que “este mundo é miragem”, enquanto o Fato verdadeiro é o de que vivemos imersos na plenitude absoluta da Verdade, tal leitura deve carregar a veemência de seu conteúdo pleno, no sentido de se assumir o poder de expulsar todo condicionamento limitante residente no intelecto! A mente deve receber o “choque da Verdade”, enquanto nos compenetramos da veracidade de uma revelação desse porte. De novo, “este mundo é miragem”!  Foi lido? Sacuda a crença! Repudie a noção errônea de que “esta imagem visível” tenha existência! Reconheça sua presença no que é Realidade! Que haja sempre esta veemência aliada à percepção, até que unicamente o Reino de Deus seja discernido como presença!

“Em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser”, é uma das revelações de Paulo: sacuda os condicionamentos com ela! Expulse a crença em “estar na matéria” ou sob o jugo de “limitações materiais”. Não é em DEUS que vivemos? É! Sacuda, com esta Verdade, o festival de crenças falsas! Ponha todas elas para correr! Não se acanhe diante de ILUSÃO! Há uma frase de Mary Baker Eddy que diz: “O erro é um covarde diante da Verdade”. Faça valer suas meditações contemplativas em seu viver cotidiano! Deus é TUDO! Não apenas leia uma Verdade dessa natureza, permitindo ao intelecto que faça dela meramente uma leitura a mais! Abale-o! Sacuda-o! Assuma radicalmente sua condição real e eterna! Por ser eterna, é a sua Verdade deste AGORA! E é sempre AGORA! Não caia na armadilha da mente, de achar que “futuramente” ficará consciente da Verdade! Faça valer a Verdade no AGORA! Sim, pois unicamente AGORA é que Deus Se expressa integralmente como seu “Eu”.

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COMENTÁRIO

Prezado Dárcio,

Não concordo quando você diz que a homossexualidade é uma sombra projetada sem respaldo divino subjacente. Já que somos projeções de Deus, e Deus não tem sexo, ou como cantou Pepeu Gomes: “se Deus é menino e menina”, não existe sombra hetero ou homossexual.

Um abraço!

William

RESPOSTA

William…

o ser que somos jamais é o ser desta aparência. É espiritual, pleno e completo em si mesmo, além de permanente. Quem se identificar radicalmente com esta sua identidade real e divina, não mais crerá ser hetero ou homossexual, como você mesmo disse; ocorre, entretanto, que a “sombra” de homossexualidade deixará de existir na crença, assim como a de um gripado, quando unicamente é feita esta identificação absoluta. Foi isso que eu coloquei. Não são vistos relatos de “sombra heterossexual” se tornando “sombra homossexual” como resultado de tratamento metafísico. E, o contrário é verdadeiro, sendo testemunhado e relatado em periódicos sobre a Verdade.

Quem estuda a Verdade jamais deve se identificar como mortal nem se julgar pela carne. Este artigo tem este objetivo: mostrar que a “sombra”, na crença, para quem estuda e se identifica radicalmente com o Cristo, a Verdade, sem se identificar com sombra alguma, revela-se como heterossexualidade…

Abçs cósmicos…e grato por participar do site.

Dárcio

Homossexualidade e Preconceito

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HOMOSSEXUALIDADE
E PRECONCEITO
Dárcio
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Há tempos, quando fazia uma série de palestras na Unidade, em São Paulo, vieram me perguntar se eu encarava a homossexualidade como opção normal de alguém. Ao dizer que não, a pessoa me respondeu: “Sua posição vai lhe criar problema com certas pessoas que frequentam suas palestras!” 

As palestras sobre a Verdade não são para avaliar humanamente quem quer que seja! A revelação é pura e radical: DEUS É TUDO! E, cada um de nós, seja Jesus Cristo ou seja José da Silva, é a pura expressão individual deste Deus único e onipresente! Que seria o preconceito real? Alguém olhar para qualquer destes Filhos de Deus como se fossem “seres humanos”, e não meramente pelas “fantasias”  de hetero ou de homossexualidade deste mundo! Este ilusório “julgamente pela carne”, sim, é preconceituoso! Ao mesmo tempo, tais “fantasias” jamais podem ser dignas de aprovação, da mesma forma com que não aprovaríamos a “fantasia de gripe”, mas isto sem que mantivéssemos  qualquer preconceito com relação aos supostos “gripados”, que somente seriam vítimas desta ILUSÃO!

A “ilusão” não pode ser aprovada sob nenhuma forma, e um FILHO DE DEUS não pode ser vinculado a ela de jeito nenhum! Não existem homossexuais assim como não existem gripados! EXISTE UNICAMENTE DEUS!   Há uma frase da Seicho-no-Ie que diz: “Quando Deus Se revela, então é Bem, é Justiça, é Misericórdia, POR SI SE INSTALA A HARMONIA, ajusta-se cada um em seu respectivo lugar e não há dissensões, não há quem lese o próximo, não há quem adoeça, não há quem sofra, não há quem seja miserável” (Sutra Kanro No Hoou).

Se não existem homossexuais, estariam existindo os heterossexuais? Também não! O mundo de “aparências” é pura “miragem”. Entretanto, toda “aparência” insinua a Verdade subjacente, assim como uma sombra insinua o “objeto” que a gerou. Quando a Verdade é reconhecida e revelada, a “aparência” surge como “sombra” harmoniosa (chamada de cura); e, quando isto não ocorre, surge como “sombra” desarmônica. A heterossexualidade, no caso, seria esta “sombra da harmonia”, enquanto a homossexualidade seria a “sombra” sem o respaldo divino subjacente. Assim como há relatos de cura de gripe, mediante “tratamentos metafísicos”, há igualmente os de cura de homossexualidade, ou seja, o homem é puro e perfeito sempre, sem jamais ser a fantasia sobre ele desenhada pela ilusória “mente humana”.  Para encerrar, jamais tive problema algum, com pessoa alguma, por causa desta questão. E isto porque jamais preguei preconceitos, mas tão somente a Verdade: DEUS É TUDO!

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“Nenhum na Cisterna”

“NENHUM
NA CISTERNA”
Dárcio

No Evangelho de Tomé, encontrado no Egito em 1945, encontramos as seguintes palavras de Jesus:  “Há muitos em volta da cisterna, mas não há nenhum na cisterna”.

A humanidade vive hipnotizada, sem saber de onde veio, onde está e para onde vai. Acomodou-se a esse desconhecimento. Os poucos que se interessaram pelo autoconhecimento, obtido por revelações, acabaram por descobrir a Essência una da Vida. Como reagiu o mundo diante das revelações? Ou as ignoraram ou fizeram estátuas para cultuar os mensageiros!

A Verdade comum a todas as revelações diz que Deus e homem são um! Esta é a “cisterna”. E, como disse Cristo, muitos ficam apenas rodeando-a, sem se darem conta de que o radicalismo, em termos de aceitação, reconhecimento e identificação, é vital!
“Não existe um lugar onde Deus começa e o homem termina. Aquilo que é visível, de nós, é Deus. Nós somos Deus tornado visível.” Assim escreve Joel S. Goldsmith. Também na Seicho-No-Ie encontramos que “Deus e homem são um só corpo; Deus é a Fonte de Luz e o homem é a Luz emanada de Deus”. Jamais houve uma revelação tratando o homem como ser material, em evolução ou separado de Deus!

Cristo confirmou o “Sois deuses”, do Antigo Testamento, e pregou a Unidade “Eu e o Pai somos um”, quando disse: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em UNIDADE, e para que o mundo conheça que me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim”. (João 17:23).
Cada um de nós que radicalmente  se identifica com esta VIDA ESPIRITUAL UNA E PERFEITA, está se posicionando “NA CISTERNA”, deixando de apenas  rodeá-la,  abandonando para sempre a dualidade sem frutos e sem sentido, criação ilusória da mente carnal.

Jamais um mensageiro da Verdade se colocou como alguém superior ou inferior: a Vida é UNA! Algo acima da percepção humana está sendo o nosso ser verdadeiro! Este “Algo” não é matéria nem coisa alguma perceptível pela mente humana! Este “Algo” é a Vida una! Deus! Deus sendo, em unidade, todos nós! Este é o Fato! Cabe, a cada um, percebê-lo!

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“Olhe Para Dentro”

“OLHE
PARA DENTRO”
Dárcio

“Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta!”
Carl Gustav Jung
 

Quem “olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta”, disse Jung. “O reino de Deus está dentro de vós”, disse Jesus. Enquanto as instruções iluminadas não forem levadas à risca, a Verdade ficará encoberta. Não há realidade nas “imagens mentais” vistas “lá fora”; e a Verdade já está inteira “dentro” de cada um, na forma de Consciência iluminada ou desperta. “Olhar para fora”, almejando se iluminar, será o mesmo que esperar de um sonho a revelação de algo real. Por outro lado, quem “olhar para dentro, desperta”, ou seja, se coloca aberto e receptivo para sua própria Consciência Se revelar.

Quem olhar “para fora” e não gostar do “sonho”, sem querer melhorá-lo nem mudá-lo, deve se voltar a olhar “para dentro”. Esta prática revelará não um “sonho melhor”, mas o ser desperto e sem sonhos: DEUS sendo seu EU.

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A Fonte Interior

A
FONTE INTERIOR
Joel S. Goldsmith
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Existe sempre aquela Fonte em nosso íntimo, com que estamos em comunhão: assim, se o bem tiver que vir à nossa experiência, terá de fazê-lo através dessa Fonte, através de nossa própria Consciência. Precisamos habitar nesta compreensão e nesta verdade:

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Eu sou um com o Pai, e tudo que é do Pai é meu. A presença de Deus, em mim, é minha segurança e garantia de todo bem. Aquele que está em mim é maior do aquele que está no mundo. Aquele que está em mim segue à minha frente para endireitar os caminhos tortos. Aquele que está em mim segue à minha frente para preparar-me mansões.

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“Ver é Ser” (Comentários)

 

“VER É SER”
COMENTÁRIOS

Dárcio 

O estudo da Verdade é a “prática da Verdade”; a prática da Verdade é o reconhecimento de DEUS como TUDO: a única Presença, o único Poder, a única Atividade e a única Substância em evidência. Este texto, “VER É SER”, é um alerta quanto a isso tudo, uma vez que erradica o dualismo e revela a unidade “percepção como manifestação”.

Diz a autora: “A Consciência que percebe a Verdade é a própria Substância, Forma e Atividade do que é percebido”. Mais adiante ela diz: “Fora de sua Consciência não há mais nada que possa se revelar. Realmente, ver é ser aquilo que estiver sendo visto. Esta compreensão nos faz discernir o ver na qualidade de ser, a revelação na qualidade de manifestação: tudo é simultaneamente Um”.

Os diversos textos sobre a Verdade revelam que DEUS É TUDO e que o chamado “mundo material” é o VAZIO: pura ILUSÃO ou NADA. Isto porque a Consciência é Deus, é Uma,  e é a Consciência de todos e em todos. Por que Jesus disse que o “Reino de Deus está em nós”? Por ser a única presença como a Consciência infinita e iluminada que somos. Estas verdades requerem contemplação absoluta e radical. Ninguém pode despertar de um sonho excluindo somente o que dele é tido por desagradável: o despertar é radical! Medite e exclua a possibilidade de haver “mundo material” e faça sua identificação com a Consciência que unicamente percebe a Onipresença. Todos os princípios espirituais, juntos, formam a base a ser utilizada para este discernimento de que “VER É SER”. O que “vemos”, descartada a ilusória “mente humana”, é o que “somos”, porquanto a Existência é UMA. Por este motivo, quando a Consciência “percebe ALGO”, ela própria é a Substância, Forma e Atividade deste “ALGO PERCEBIDO”. Este discernimento é a revelação absoluta de que “TUDO ESTÁ FEITO”, quando não mais o suposto “mundo de aparências” é levado em conta, uma vez que toda a atenção fica focada em “nós mesmos”, em “nossa Consciência”, que é Deus, ao lado de que, “nada existe”. Portanto, se nossa atenção estiver numa “árvore”, esta, em termos absolutos, estará sendo a Consciência que somos; se nossa atenção estiver numa “pessoa conhecida”, esta, em termos absolutos, estará sendo a Consciência que somos. “Naquele dia conhecereis, eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós”, disse Jesus. Falava desta Verdade que estamos conhecendo, não intelectualmente, mas espiritualmente, e por meio de “contemplações” radicais e absolutas!

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Ver é Ser

 

VER É SER

Marie S. Watts
 

Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis; mas bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
MATEUS 13: 13,14,16.

Que vem a ser o sentido de ver e perceber? Ele é bem claro: através da percepção é que podemos ver. Consciência significa percepção, e estar consciente da Verdade significa ver ou perceber a Verdade. Por estarmos existindo como Consciência, a percepção é algo intrínseco ao nosso ser. Assim, quando ouvimos a expressão “ver com os olhos da Alma”, seu significado é exatamente este que acabamos de expor.

Enquanto ficamos maravilhados com este conhecimento, o Ultimato vai mais além em sua revelação: a Consciência que percebe a Verdade é a própria Substância, Forma e Atividade do que é percebido. Esta conscientização é de extrema importância pelo seguinte: conhecer a Verdade sobre a Verdade não é o bastante. Há muito que vínhamos fazendo isto! É comum ouvirmos alguém declarar: “Eu estava apenas conhecendo a Verdade sobre alguma coisa”. E, também com muita freqüência, verificamos uma demora na manifestação da perfeição. Conhecer a Verdade sobre algo equivale a atribuir um conceito falso de separatividade entre o que somos e o que estamos conhecendo. Este é o elemento que tem contribuído para que haja um aparente intervalo entre a Verdade que conhecemos e a Perfeição que almejamos ver manifesta. Este intervalo não pode existir, se observarmos claramente que a Consciência que percebe algo abrange este algo por Ela percebido.

Se a Verdade for por nós conhecida mediante tal conscientização, a aparente separação entre a revelação e sua imediata manifestação deixará de se mostrar como existente.

Fora de sua Consciência não há mais nada que possa Se revelar. Realmente, ver é ser aquilo que estiver sendo visto. Esta compreensão nos faz discernir o ver na qualidade de ser, a revelação na qualidade de manifestação: tudo é simultaneamente Um. Isto é o que constatamos quando conscientizamos instantaneamente a Onipresença da Perfeição. Algo está lhe parecendo obscuro ou alarmante? Nesse caso, será viável fazer ao seu próprio Ser algumas perguntas.

Deus não é a única Mente conhecedora de algo? Deus conheceria alguma coisa fora de Sua Inteireza infinita? Existe algo ou alguém em posição relativa a Deus? Deus não seria a própria Substância, Forma, Alma, Vida e Atividade de tudo conhecido por Ele? Haveria uma Consciência apartada de Deus, capacitada a Se identificar como sendo a minha Consciência ou a Consciência de alguém? Haveria alguma pessoa ou mente pessoal fora da Consciência de Deus? A Mente divina estaria fragmentada em inúmeras mente menores? Poderia a Consciência divina ser Onipresente como a Consciência de uma Identidade sem ser de outra? Deus não teria consciência de ser a inteireza de tudo que Ele estivesse percebendo? Alguém me poderia ser revelado sem que já estivesse incluído em e como a própria Consciência divina que Eu sou? Alguém poderia estar fora desta Consciência? Se Deus é a única Consciência que pode estar individualizada, qual Consciência poderia estar existindo deixando de estar consciente de ser a Substância, Forma e Atividade de tudo percebido por Ela? Após formular estas perguntas ao seu Eu, aguarde com tranquilidade  as respostas lhe chegarem reveladas. Não se esforce para respondê-las com o intelecto. Nenhuma revelação nasce do intelecto. Saiba que as respostas são intrínsecas ao seu Ser; assim, certamente lhe serão reveladas. Este tipo de revelação é o próprio Eu revelado a Si mesmo.

Como sabemos que existimos? Através da percepção, através da Consciência, através do reconhecimento consciente de que somos existentes. Com qual consciência somos conscientes de que existimos? Deus é a única Consciência. A consciência da existência e o Existente são uma e a mesma coisa. São idênticas. Nosso suposto erro tem sido a ilusão da existência de Consciência e Vida; Consciência e Substância; Consciência e Forma. De fato, existe somente UNIDADE, que é CONSCIÊNCIA. É a Consciência como Vida, Substância, Forma e Atividade.

Deus vê pela percepção, pela Consciência; e Deus é aquilo que Ele percebe. Sendo Você Consciência divina consciente, Você também vê pela percepção, E VOCÊ É AQUILO QUE ESTÁ PERCEBENDO. Além disso, estando Deus consciente de ser Aquele percebido por Ele, Você está consciente de ser Aquele que você está percebendo. Esta percepção exclui limitações ou restrições. Ela, por certo, não está confinada ao Corpo, mas inclui o Corpo. Se a Consciência não incluísse o Corpo, seria incompleta. Realmente, a percepção é a Substância, a Forma e a Atividade do Corpo por Ela percebido.

Houve quem tivesse dito: “O que vês, é o que tu és”. Quem chegou a dizer aquilo constatou uma tremenda Verdade. Deus é Consciência, e Deus é Tudo. Não há nada nem ninguém postos numa posição relativa a Deus. Para existir, é requisito necessário que alguém exista COMO Consciência divina. Para estar consciente, é requisito necessário que alguém esteja consciente COMO Consciência divina, pois inexiste outra. Deus não pode estar consciente de separação entre O QUE ELE É, e AQUILO QUE ELE CONHECE, pois a consciência de conhecer é a Consciência de Ser.

Você é a Consciência divina expressa, individualizada. Sua percepção se dá COMO esta Consciência, e nenhuma outra. Como Consciência divina identificada, você pode somente perceber como Deus percebe. Se você existe, e isto é um fato, você precisa existir na qualidade de Deus conhecendo, Deus sendo, Deus existindo. Caso contrário, não existiria nenhum Você. De fato, Você conhece como Deus conhece; vê como Deus vê; age como Deus age, e é consciente como Deus é consciente. Você percebe seu Eu sendo a Substância, Forma e Atividade de tudo que sua percepção abranja, pois esta Sua percepção é Deus percebendo; Sua consciência é Deus consciente; Seu próprio Ser é Deus sendo Você.

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Pedras Fundamentais-2

PEDRAS
FUNDAMENTAIS
Mary Baker Eddy
– II –

Nem a filosofia antiga nem a moderna oferecem base científica para a Ciência da cura-pela-Mente. Platão acreditava ter uma alma que precisava ser tratada para curar o corpo. Isso seria como corrigir o princípio da música a fim de destruir a dissonância. O Princípio está certo; a prática é que está errada. A Alma está certa; a carne é que é má. Alma é sinônimo de Espírito, Deus; logo, existe só uma Alma, e essa é infinita. Se aquele filósofo pagão tivesse sabido que o sentido físico, não a Alma, é a causa de todos os males do corpo, sua filosofia teria cedido à Ciência. 

O homem brilha com luz emprestada. Reflete Deus, sendo Deus a Mente do homem, e esse reflexo é substância – a substância do bem. No erro a matéria é substância; na Verdade, o Espírito é substância.

O mal, ou erro, não é Mente; mas a Mente infinita é suficiente para produzir todas as manifestações da inteligência. A noção de que há mais de uma Mente, ou Vida, não é científica, nem satisfaz. Tudo tem de ser de Deus, e não nosso, separado dEle.

Os sistemas humanos de filosofia e religião desviam-se da Ciência Cristã. Tomar erradamente o Princípio divino como se fosse personalidade corpórea, enxertar na Causa Primária e única efeitos tão opostos como o bem e o mal, a saúde e a doença, a vida e a morte; fazer da mortalidade o estado e a regra da deidade – tais métodos não podem jamais conduzir à perfeição e demonstração da Ciência metafísica, ou Ciência Cristã.

Afirmar que existe o Princípio divino, a onipotência (omnis potens), e depois desviar-se dessa afirmação, adotando a regra da matéria finita para com ela resolver o problema da infinidade ou Espírito – tudo isso é como tratar de obter compensação pela ausência da onipotência, utilizando um sucedâneo físico, falso e finito.

Para nosso Mestre, a vida não era simplesmente uma noção de existência, mas incluía o conhecimento de poder que subjugava a matéria e trazia à luz a imortalidade, tanto assim que as multidões ficavam “maravilhadas da sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas”. A Vida, como a definiu Jesus, não tinha começo; não era o resultado de organização, nem fora infundida na matéria; era Espírito.

FIM

Comentários

COMENTÁRIOS
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“O SIGNIFICADO DA ONIPOTÊNCIA E ONIPRESENÇA”
Dárcio

Neste texto, “Pedras Fundamentais”, Mary Baker Eddy cita a indivisibilidade de Deus, um dos fundamentos da Verdade Absoluta. Explica que  “divisão da Unidade” é “enunciado errôneo sobre o infalível Princípio divina da Ciência”, um enunciado que “interrompe o significado da onipotência e da onipresença”.

DEUS É TUDO!  O Todo indivisível! Sob este Princípio absoluto, todos “vivemos, nos movemos e temos o nosso ser em Deus”, assim como cada “ramo”, da videira, vive, se movimenta e tem o seu existir na videira. Enquanto esta UNIDADE não for reconhecida como infinita e absoluta, as palavras “onipotência e onipresença” não terão, para nós, o seu significado na prática. Por outro lado, tão logo meditemos e contemplemos esta Natureza da Realidade, que é Deus em expressão ÚNICA, mas como cada identidade distinta, estaremos conscientes do que somos e livres do que não somos: um “ego” ou um “ramo” separado do Todo. Todo suposto “ego humano” é eliminado pela nítida compreensão da totalidade de Deus, em que Deus mesmo Se exprime indivisivelmente como o ser individual que todos somos.

Faça suas “contemplações” partindo corretamente do Princípio absoluto, e nunca a partir da ilusão de “ser humano” lutando por Iluminação espiritual. A Unidade É! E, para ser, ela já conta com a SUA PRESENÇA: DEUS sendo VOCÊ!

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Pedras Fundamentais-1

PEDRAS
FUNDAMENTAIS
Mary Baker Eddy
– I – 

Descobri que as seguintes ideias acerca da Divindade, hostilizadas por teorias, doutrinas e hipóteses finitas, são regras demonstráveis na Ciência Cristã, e que precisamos ater-nos a elas.

TUDO O QUE DIVIRJA DA MENTE DIVINA ÚNICA, OU DEUS – OU DIVIDA A MENTE EM MENTES, O ESPÍRITO EM ESPÍRITOS, A ALMA EM ALMAS, E O SER EM SERES – É UM ENUNCIADO ERRÔNEO SOBRE O INFALÍVEL PRINCÍPIO DIVINO DA CIÊNCIA, ENUNCIADO QUE INTERROMPE O SIGNIFICADO DA ONIPOTÊNCIA, DA ONISCIÊNCIA, E DA ONIPRESENÇA DO ESPÍRITO, E É DE ORIGEM HUMANA E NÃO DIVINA.

Trava-se uma batalha entre as evidências do Espírito e as evidências dos cinco sentidos; e essa luta tem de prosseguir, até que a paz seja declarada pelo triunfo final do Espírito, em imutável harmonia. A Ciência divina, baseada na onipotência e onipresença de Deus, ou o bem divino, desmente a existência do pecado, da doença e da morte.

Toda consciência é Mente, e a Mente é Deus. Portanto, existe uma Mente só; e essa única é o bem infinito, que nos proporciona toda a Mente por reflexo, e não pela subdivisão de Deus. Fora disso, tudo que pretende ser mente, ou  consciência, não é verdadeiro. O sol emite luz, mas não sóis; assim Deus se reflete a Si mesmo – a Mente – mas não subdivide a Mente, ou o bem, em mentes, boas e más. A Ciência divina exige tremendas lutas contra as crenças mortais, quando singramos o insondável mar das possibilidades, rumo ao porto eterno.

Continua..>

Os Artigos na Vida Prática

OS ARTIGOS NA VIDA
PRÁTICA
Dárcio

Como aparentemente vivemos em dois mundos, mas sabendo que unicamente o REINO DE DEUS é realidade, os artigos sobre a Verdade versam basicamente sobre a “Contemplação”, feita durante a “Prática do Silêncio”, e a chamada vivência na vida prática, fora dos períodos contemplativos. 

Artigos como “LUZ”, de Lillian DeWaters, aqui postados, são úteis para as “contemplações absolutas”, quando decididamente reconhecemos a totalidade de Deus de forma que nossa identidade seja claramente aceita, vista e reconhecida da seguinte forma: DEUS É O EU QUE EU SOU. As “miragens”, aceitas como “mundo terreno”, são puríssimo NADA! Jamais Deus coexistiria com um “mundo de bem e mal”. Esta farsa deve ser desmantelada pelas “contemplações” que partem da Totalidade e da Onipresença de Deus, que nos incluem plenamente na Graça. E quando estivermos em nossas atividades cotidianas, sempre que SUGESTÕES de natureza ruim, maligna ou negativa chegarem a nós pela ilusória “mente humana”,  IMEDIATAMENTE devemos rechaçá-las através dos princípios estudados. O erro não merece atenção nenhuma; e, além disso, deve ser SUBSTITUÍDO pela Verdade. Jamais o erro é sugestão vinda de Deus a nós! Por isso, a Verdade que somos não pode ceder a eles, pelo nosso endosso automático! Enquanto as coisas caminharem harmoniosamente, em nosso dia-a-dia, devemos reconhecer que esta “sombra” é um conceito da Perfeição absoluta aparecendo aos olhos do mundo; porém, tão logo algo discordante surja para nos atormentar, devemos tirar-lhe, na mesma hora,  todo poder, toda substância e toda realidade, reconhecendo que a Onipotência e a Onipresença Se expressam harmoniosa e permanentemente, como Universo perfeito, e onde quer que estejamos! Esta prática traduz o que nos ensina a Bíblia: “estar no mundo sem pertencer-lhe”.

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Tudo Está Bem

TUDO ESTÁ
BEM
Allen White

Tudo está bem. Quantas vezes você já disse isso? Eu já encerrei muitas orações públicas com as palavras “e  tudo está bem.” Sim, porque esta é a Verdade. TUDO ESTÁ BEM porque TUDO É DEUS. Sente-se e reflita sobre essas palavras por algum tempo. Logo você  se verá considerando o fato de que TUDO ESTÁ BEM, porque Tudo é Deus.

Amado, isto significa que tudo está bem com sua vida exatamente agora. Em sua vida  não há bolsos vazios causados por falta de realização ou por realização parcial. Algo assim seria impossibilidade: Deus (o TUDO)  é a inteireza de sua vida neste exato momento. Sua vida é constituída por Deus sendo tudo.  Que poderia  lhe estar faltando?

Você já considerou a sua vida a partir deste ponto de vista? Ou  vive na esperança de que as coisas irão melhorar só após  você compreender um pouco mais sobre Deus (Verdade)? Pare! As coisas estão excelentes agora. Elas têm de estar! A Perfeição (Deus) é a soma total do que constitui a sua vida.

Por apenas uma semana, contemple estes fatos. Deixe sua Consciência voar às altitudes supremas da Percepção. Eu lhe garanto que, em apenas uma semana nesta contemplação, você porá fim à ideia de que algo possa  estar faltando em sua vida. E certamente,  irá experimentar a evidência de uma grandiosa realização. Mas o seu propósito, com tal contemplação, deverá ser apenas voltado à alegria de reconhecer a totalidade de Deus.

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Luz-3

-3-
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L U Z
Lillian DeWaters
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A Verdade não pode ser revelada, a menos que você esteja  desvinculado de crenças e ensinamentos que o associem com algum outro ser, que não o Espírito. Uma vez que você encare a Deus, e volte seu coração unicamente a Ele, deixando de lado todo pensamento de “outro mundo” de pessoas e coisas, você estará na Luz imediata, que lhe revela tudo o que deva saber. Como o Ser Único é sua Vida e seu Eu, e como não pode haver nenhum outro,
deve haver, portanto, uma renúncia à sua crença nesse outro.

O Deus infinito é nosso próprio Ser infinito, Mente e Vida perfeita. Esta Egoidade exclui qualquer “outro” eu ou existência. A Onisciência exclui a presença de qualquer outra mente. A Onipotência exclui a presença de qualquer outro poder. O UM perfeito, Infinito, conhece a Si mesmo como o Infinito Tudo-em-Tudo. 

A Resposta aos problemas do mundo não será achada na cura de doenças ou na superação de guerras. O profundo significado desta hora é o de que devemos volver nossos corações de tudo mais rumo a Deus diretamente, para que haja Luz, Visão e Revelação.

Nenhum tratamento ou demonstração será prova suficiente para esta hora crucial. A Luz, somente, poderá revelar o Caminho. Os velhos ensinamentos e crenças serão, aqui e agora, abolidos completamente. Eis que”Eu” faço NOVAS todas as coisas!

Esta Nova Luz vem bem abaixo da superfície. Ela atinge as próprias profundezas do coração, onde descobre a crença e o ensinamento profundamente arraigados de que somos mortais, ou seres humanos com corpos materiais, vivendo numa existência humana. Nada disso é verdadeiro. Precisa ser derrubado, abolido e banido.

O ensinamento e a crença básica de todas as religiões é que nós estamos agora separados de Deus: que Deus é Espírito, mas nós somos mortais ou humanidade. A Luz revela que não somos humanos ou mortais; que não há mortal algum para ser regenerado, nem corpo necessitado de cura, e  nenhum mundo passível de ser destruído. A Luz revela que nós jamais estivemos separados de Deus!

O Espírito não poderia estar presente num eu mortal, numa mente humana, num corpo, mundo ou existência material. O Espírito, o Único EU SOU, o “Eu” ou Identidade para todos, é aqui e agora, sempre o mesmo — sem alteração, sem transformação, absoluto. Para o Espírito, tudo é Ele próprio, tudo é Espírito.

A Nova Luz de hoje revela que não somos uma raça de humanidade, não somos mente humana nem corpo humano. Sempre que alguém alega ter que largar ou assumir outra mente, sempre que ele pensa que é um  mortal, e que este corpo é humano ou material, e este mundo é uma ilusão, ele está proclamando uma existência que não existe. Apartada do Espírito, Deus, não há existência. Ao lado de “MIM” não há outro, nunca houve e nunca haverá.

Nada em Deus ou de Deus é humano, mortal, material, irreal ou ilusório. Deus é o Inteiro, a Totalidade. Para assim ser, precisamos ser este UM. Deus é integral — o Integral, Deus é a Íntegra da Vida, Ser, Mundo e Existência. Nesta Integralidade, não há separação;  nenhum sofrimento; nenhuma luta ou destruição; nenhuma morte. Nesta Integralidade existe Luz, Visão, Revelação — constante e infindável.

Aqueles que volverem seus corações a Deus, total e completamente – abandonando e abolindo todos os ensinamentos atuais, que prendem o mundo à crença de que estamos separados do Espírito, Deus, o Um (ou que somos algum outro, que não o Espírito) — saberão de Deus que o Espírito e a Existência espiritual são a única Presença. Eles viverão em sua própria Consciência ou Percepção perfeita e pura de que o Espírito é tudo, e de que nós nada podemos ser, senão Espírito.

O fim do mundo significa dar fim à diabólica crença de que somos mortais ou humanidade. Veremos este mesmo Eu, este mesmo Corpo, e este mesmo Mundo como o Real e Verdadeiro — verdadeiramente, o próprio Reino dos Céus. E então, não haverá doença, guerra, sofrimento nem morte; pois, a primeira crença em pecado e separação terá sido banida pela Luz e Revelação resplandecentes e gloriosas de que o EU SOU permanece Total e Único; de que “Eu” sou o único UM — não há ninguém além de “MIM”.

F   I  M

 

 

 

 

 

 

 

 

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L U Z
Lillian DeWaters
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O Espírito, a Egoidade ou Eu Sou, permanece absoluto como nosso único Eu, Ser, Corpo e Mundo — presente exatamente aqui e agora. Nesta Verdade Absoluta e Conhecimento perfeito de que o Espírito é TUDO – sem começo, mudança ou fim – não há lugar para contradição,  discernimento equivocado, oposição ou hipótese secundária. Durante todo o tempo, Deus é Tudo — permanecendo Um e Absoluto. 

Deixando de lado a crença na dualidade, personalidade e mortalidade, e também a crença de que nosso corpo é humano e material, descobrimos que não somos outro nem diferente daquele Um que é Real, Perfeito e Presente. Não pode haver nenhum eu, mente, forma ou mundo que esteja apartado daquele que é o Eu presente e Eterno.

Que cada um ponha de lado como algo inútil e sem valor, o ensinamento que prega a separação, a evolução, a mudança ou reintegração, se é que deseja realmente se libertar de doença, dor, carência e tribulação. Emergir da matéria ao Espírito é impossível. A matéria jamais existiu. Ninguém pode construir pontes com distância entre Deus e nós – não há distância alguma. Ninguém pode fazer caminhada rumo a Deus – Deus está dentro de nosso próprio coração. Nenhum tempo futuro ou outro lugar poderá jamais existir — Deus é infinito, sempre presente, sem tempo e sem espaço.

Faça perguntas ao seu Eu. Considere os seguintes  exemplos: Há somente uma Mente? Ao lado da Mente de Deus existe mente humana ou mortal? Deus é o único Poder? Ou também há outro poder  chamado mal, ilusão ou mente mortal? Encare estas questões com honestidade, respondendo-as com um sim ou com um não. Enquanto não abrir mão de sua crença em duas mentes, dois corpos e dois mundos, você não poderá experienciar a alegria e a glória da Auto-Luz e Auto-Percepção, pois ninguém, senão o Um Infinito, a Mente divina, tem conhecimento de Si mesma.

Não existe coisa alguma, senão o Um Indivisível e Infinito. A Vida única é a nossa Vida, a Mente única é a nossa Mente, a Existência única é a nossa Existência. É impossível que algo ou alguém exista, a não ser como o Um que existe sozinho.

Tudo que é deste Um Total, ou que nEle está, é o Um Total em Si. Ninguém nem coisa alguma possui mente ou existência de si próprio. Deus não somente é nossa Vida, Mente e Ser, mas a nossa totalidade é Deus, o Ego, o Eu Sou. De nenhuma outra forma poderia verdadeiramente ser dito que Deus é Tudo!

Conheça seu próprio Eu, e você será Auto-iluminado. Veja o seu Eu, e você verá a Deus. Renuncie à crença em outro eu, outra mente, outro corpo e mundo ao lado do Um Presente, Imaculado e Imutável, e a Iluminação será imediata e direta. Você será, então, livre em Espírito, Mente e Corpo. Se você aceitar a crença enganosa de que a Mente e o Corpo são humanos ou materiais, não estará consciente da Verdade de que Mente e Corpo têm sido sempre Espírito. A aceitação do Espírito como única presença, aqui e agora, faz com que sejam abolidos os esforços, fadigas e lutas.

Temor algum se relaciona com essa reviravolta e aceitação deste iluminado ponto de vista. Toda interpretação, doutrina ou prática que nos vincule a seres degenerados — humanidade ou mortais — será varrida pela Luz resplandecente e Conhecimento perfeito de que o Infinito EU SOU permanece inseparável e único, e que EU SOU este “EU SOU”.

Se você observar seus pensamentos com a ideia de corrigi-los, purificá-los ou controlá-los, estará, então, se identificando com uma mente que não existe. Não há mente alguma ao lado da Mente divina ou espiritual; e, não há nenhum ser, senão a Egoidade una infinita. Se pretende conhecer a Verdade, e experienciar o Eu Real aqui e agora,  deve parar de acreditar ou de ensinar a prática da correção, evolução ou transformação de seres mortais ou de mentes humanas. Todo esse trabalho e esforços nesse sentido seriam  em vão.

Para ter consciência da Verdade, é preciso que alguém seja a Verdade, e para conhecer o que é real e verdadeiro, alguém terá de conhecer identificado como a Consciência única. Aceite apenas a Mente única – consciente de inexistir qualquer outra -, e então, seus pensamentos serão satisfatórios e inspiradores.

Desligue-se de sistemas e métodos que o impeçam de saber que há somente um Eu, uma Mente e um Pensar. Descarte todas as práticas que o identifiquem com um mortal ou ser humano, com mente, pensamento e vontade próprios seus, e que o manteriam preso à errônea crença de que você está separado da Perfeição. A Verdade é que existe somente um Eu, uma Mente, uma Consciência ou Percepção: e , este Um é VOCÊ.

 

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Luz-1

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LUZ
Lillian DeWaters


(Nota: Este site é destinado e oferecido àqueles desejosos unicamente de conhecerem a Verdade absoluta que somos. Não objetiva enaltecer o ego em suposta vida humana; não aceita “planos de existência” ao lado da Realidade Absoluta; não pretende convencer a ninguém sobre a veracidade dos princípios espirituais expostos ou revelados. DEUS É TUDO! Onipresente, Onipotente, Onisciente e Oniativo! Em vista disso, cabe, a cada suposto “buscador da Verdade”,sem reservas, se identificar com a natureza de Deus e se discernir como Luz infinita em expressão individual. “Sois a Luz do mundo!” Assim disse Cristo Jesus. Volto a postar este texto, de Lillian DeWaters, radical, real e absoluto, àqueles dispostos a descartar a dualidade para, aqui e agora, serem conscientemente o que eternamente são: LUZ! – Dárcio)
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O Espírito, Deus, é uma Seidade perfeita, pura, indivisível e infinita; assim, não pode haver nenhum ego, ser, mente ou corpo de natureza pessoal. O Espírito é nossa Vida, nossa Vida é Espírito. O Espírito é nossa Mente ou Consciência. Mente ou Consciência é nosso Espírito. O Espírito é nosso Corpo, nosso Corpo é Espírito.

O Espírito é nosso único Ser, Eu ou MIM — incorpóreo, imensurável, sem fronteiras, sem tempo e sem espaço. Não há nenhum ego, corpo, mente, ser material ou humano, e nenhum mortal. Existe unicamente “MIM” — EU SOU o UM que é Real e Presente.

Quando esta nova Revelação é vista e aceita, não mais há doença, sofrimento, dor ou morte. Tão logo se desvaneçam as crenças e ensinamentos que nos veem como mortais, humanos ou humanidade, não mais existirão as distorções e concepções errôneas, nem ensinos falhos ou pensamentos errôneos.

A visão de que o Eu Único, “EU” ou “MIM, reina sozinho, e de que não pode haver nenhuma outra identidade – seja como mente, consciência ou corpo – deve fazer com que se rejeitem e se descartem crenças e ensinamentos que identifiquem alguém como sendo homem ou humanidade; pois, no âmago desse tipo de identificação, está a sujeição ao sofrimento, doença e limitação.

Nosso livramento, portanto, não é do sofrimento, da preocupação, do medo ou da velhice, mas o livramento em que alguém pára de acreditar ou de aceitar que ele é um ser humano ou um mortal, e que seu corpo é material ou físico.

A cura da doença jamais porá fim à doença, nem poderá a cura do sofrimento pôr fim ao sofrimento; tampouco a negação da matéria fará algo além de manter alguém na crença de que ele é um mortal, e que seu corpo é material, prolongando, desse modo, sua associação com a doença, carência e sofrimento.

Esta nova Revelação está destinada a vir universalmente. O tempo é aqui, não somente para que conheçamos a Verdade inadulterada, mas, para que a anunciemos em alto e bom som. O Espírito é nosso Único Eu, o Espírito é nosso único Corpo, o Espírito é nosso único Mundo – Completo, Perfeito, Presente. O Espírito é o único “Eu”, ou “Mim”.

Em decorrência dessa Revelação extremamente profunda — de que somente o Espírito é tudo, e de que nada mais está presente aqui e agora, senão o Espírito, Deus, o UM — a crença e o ensinamento de que somos mortais, humanos ou humanidade terão  seu final decretado.

Ao percebermos que somente nosso Eu, ou Eu Sou, existe, deveremos logo em seguida renunciar a toda crença e ensinamento que nos mantém sujeitos à mortalidade e sofrimento por nos identificar com outro ser, mente e corpo, que não o Um. Tal crença e ensinamento deverão ser abandonados.

À Luz de nosso amor ilimitado e irrestrito pela Verdade e Realidade, e na certeza de nossa Visão pura e Conhecimento perfeito de que existe somente um Eu, uma Consciência, um Mundo, nós sabemos e declaramos que jamais houve um desvio do ser, nem uma criação de mortais. Sabemos que não somos um mortal! Sabemos que não somos mente humana! Sabemos que não somos um corpo material. Sabemos que não vivemos numa existência humana!

Somente existe a Verdade. O Eu Sou único, a Seidade única, é Princípio, Poder, Vida e Ser. Que ninguém mais continue crendo que se pode descobrir o que é a Verdade através da reversão da ilusão ou pela negação dos sentidos materiais. O conhecimento pelo Espírito interno, de que a Verdade É, traz o simultâneo conhecimento de que não há sentidos materiais. Alguém identificado somente como a Única Mente não possui nenhuma consciência de ilusão ou crença no erro.

Um fato deveria ficar evidente: somente a crença retida por alguém de que ele está separado, ou sendo outro, senão o Único Eu, Ser ou Mente, pode levá-lo a acreditar em seres mortais, em sentidos materiais e na ilusão; e, dessa forma, ele ficaria sujeito aos problemas, vicissitudes, limitação e sofrimento.

Tão logo alguém perceba e aceite a Revelação de que Deus, Espírito, é a Sua Totalidade, e a Totalidade de todos, e de que ele não está separado de Deus, nem do Espírito,  conhecerá a nulidade do testemunho material, da crença mortal ou existência humana. Sua única terapia para o pecado, doença, sofrimento e limitação será seu próprio Conhecimento perfeito e a percepção de que o Espírito é sua própria Egoidade eterna, presente aqui e agora como a Totalidade de sua Vida, Ser, Mundo e Existência.

Nenhuma ilusão e nenhum mal originaram um homem mortal. Nenhum conceito humano jamais existiu. O pecado não criou um pecador, nem foi o pecado auto-criado. Matéria auto-criada, mal auto-destrutivo ou falsidade auto-constituída jamais existiram ou pareceram existir; nem tampouco irá o erro ou o mal ser auto-destruído. Todas estas teorias e crenças têm por base única a falsa doutrina religiosa de pecado e separação.

Como o Deus infinito permanece uma única Egoidade Infinita, Mente e Universo, não há nenhuma criação material, nenhum ser mortal, nenhuma mente humana e nenhum corpo físico.

Leitor, não receie fazer um cuidadoso exame daquilo que você lê, e de qual ensinamento você aceita; tenha em mente o seguinte: ele o identifica com a Perfeição, a Pureza, a Integralidade, a Harmonia, a Paz, a Serenidade e a Felicidade exatamente aqui e agora? Ou ele o associa com problema, esforço, luta, sofrimento e limitação, por identificá-lo com humanidade, com um mortal, um corpo humano, vivendo numa existência humana?

Não receie questionar os livros que lê – inclusive a Bíblia. Por que não? Deixe que um livro permaneça ou caia segundo suas próprias declarações, se forem verdadeiras ou se forem falsas. Toda declaração baseada no Espírito, Deus, como sendo nossa única Vida, Mente, Ser, Princípio, Poder, Consciência, Universo, manifestação — incondicionado, perfeito, imutável e eterno — é verdade; toda declaração que nos identifica com outro eu, mente, mundo e corpo, de natureza mortal, material ou humana — é falsidade. Não pode haver a existência do Infinito UM perfeito, e ao lado deste, a existência de um segundo, com natureza pecaminosa e finita.

Os ensinamentos que tendem a prolongar nossa identificação com problema, carência, luta, doença, confusão e incompreensão, por colocar à nossa frente a crença de que não estamos, já agora, vivendo no Mundo Espiritual, que nosso Corpo já não é agora espiritual, e que nossa Mente não é plenificada por um fluxo constante de Luz e Iluminação — esses ensinamentos devem ser abandonados e varridos da memória. Há uma Realidade e uma Verdade suprema, que é o Eu, o Ser e a Percepção do Mundo inteiro — é o Espírito. O Espírito é o Real e o Verdadeiro, existindo sozinho.

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Desejo Exprimir o Divino Amor…

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DESEJO EXPRIMIR
O DIVINO AMOR,
QUE ATRAI O COMPANHEIRO CERTO E EXPERIÊNCIAS
FELIZES.
unidade
 

Às vezes escrevem à Unidade perguntando se é correto orar para atrair a pessoa certa que nos fará feliz e a quem podemos felicitar. Não há regras fixas para as preces; elas são graduadas ao nível interno de cada pessoa. Portanto, se a pessoa sente o impulso de fazer esse pedido ao Pai, embora Ele já saiba desse anseio, será natural. No entanto, o que se deve evitar, é que se façam determinações; é que se deem ordens a Deus, dizendo-Lhe “qual deve ser a pessoa” e até, indiretamente, impor-Lhe um prazo para que no-la mande… As preces desse teor devem ser gerais, impessoais, em respeito à liberdade do outro.

Não devemos forçar o amor. Ele há de ser espontâneo, livre, para corresponder e preencher o íntimo de cada um, no encontro para crescimento mútuo. Nem devemos forçar prazos, por influência das gerações passadas. O tempo é individual. Muitas vezes a espera é preparo ao desfrute maior da felicidade, que na juventude não avaliaríamos. Quando a experiência tira as arestas, pode unir pessoas que apreciarão as mútuas qualidades.

“O Senhor fartou a alma sedenta e encheu de bens a alma faminta”.

Salmo 107:9.

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O Referencial do Desperto

O
REFERENCIAL DO
DESPERTO
Dárcio 
Se alguém estiver sonhando estar na praia, aquele ambiente ilusório contará com toda a sua atenção. Qual seria o referencial verdadeiro da pessoa, se ela fosse desperta do sonho?  O quarto dela!

Quando estudamos a Verdade Absoluta, nosso referencial é visto como o “quarto”, sem que levemos em consideração “a praia do sonho”. O discernimento ou não deste ponto essencial é que torna o estudo fácil ou difícil! Enquanto desejarmos “melhorar o sonho”, estaremos “pedindo mal”; por outro lado, se reconhecermos que nele jamais entramos, estaremos no REFERENCIAL DO DESPERTO! Neste Referencial Iluminado, Deus está sendo o nosso EU! No referencial do sonho, o NADA estará se fazendo passar por uma suposta identidade humana nossa que, nem nós jamais a reconheceríamos, estando despertos, nem tampouco Deus a reconheceria, por jamais “cair em ilusão”.

Que as contemplações meditativas sejam feitas RADICALMENTE a partir da Verdade, e jamais do sonho! Assim, entenderemos por que Cristo disse: “Vós, deste mundo, não sois”.

Nunca estivemos “na matéria”;  sempre estivemos em Deus,  e com a glória ETERNA que nos é dada, “desde o princípio”.

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Oração do Senhor

ORAÇÃO DO SENHOR

Pai nosso que estás nos céus,

“Seja-me permitido dar aqui o que entendo ser o sentido espiritual da Oração do Senhor”

Mary Baker Eddy

Nosso Pai-Mãe Deus, todo-harmonioso,

Santificado seja o Teu nome;

Único adorável

Venha o Teu reino,

O Teu reino já veio; Tu estás sempre presente,

Faça-se a Tua vontade, assim na terra como no céu;

Faze-nos saber que–como no céu, assim também na terra

– Deus é onipotente, supremo.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;

Dá-nos graça para hoje; alimenta as afeições famintas;

E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;

E o Amor se reflete em amor;

E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal;

E Deus não nos deixa cair em tentação, mas livra-nos do pecado, da doença e da morte.

Pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre.

Pois Deus é infinito, todo poder, todo Vida, Verdade, Amor; está acima de

tudo, e é Tudo.

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Onde Há Amor Não Existe Carência-2

ONDE HÁ AMOR
NÃO EXISTE CARÊNCIA
DeWitt John
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Por vezes, a pretensão inicial de carência concentra-se em não se saber exatamente o que fazer – falta de um sentido de direção. No entanto, a completa disposição de trabalhar com Deus em espírito de oração, depositando irrestrita e inabalável confiança em Deus, ilumina o nosso sentido espiritual. Então estamos preparados para ouvir a orientação da Mente onisciente; estamos prontos para responder àquelas intuições celestiais que nos mostram o caminho certo a seguir.

Ou então, o obstáculo parece ser uma opinião negativa a nosso próprio respeito: a falta de um sentido de valor. A Ciência Cristã soluciona tal coisa – não com edificar um sentido mortal do eu com base num ego humano, mas com despertar-nos para perceber o domínio, a pureza e a glória da natureza real do homem como representante de Deus.

Quanto mais aprendermos da plenitude e da perfeição do Amor divino, tanto mais claramente reconheceremos a grandeza e o valor do homem como ideia de Deus. E essa é a nossa verdadeira identidade agora, apesar do que o sentido mortal atesta. Realmente não somos entes finitos em luta para progredir, impelidos pelo egotismo ou pelo medo mortal. Dado a ele por Deus, o homem tem um eu espiritual que se desdobra sempre devido ao incessante impulso carinhoso da Alma infinita, ou Mente.

Para o sentido mortal, o que se faz premente parece ser solucionar a falta de emprego. Para o sentido espiritual desperto, porém, há este reconhecimento, como Mary Baker Eddy o coloca: “O homem é a expressão do ser de Deus”. Claro é que a “expressão do ser de Deus” não pode estar senão empregada – não pode estar senão perpetuamente ativa; nunca está separada do propósito e das capacidades que lhe foram outorgados por Deus nem excluída da oportunidade de expressá-los. O homem nunca poderia ficar separado de realizar o propósito divino, para o qual Deus o criou.

O homem pode parecer estar à procura de maior quantidade de substância. Contudo, a Ciência Cristã demonstra que a substância do homem é imensurável porque é, no seu sentido mais original, o Espírito infinito e o Amor ilimitável. A substância real do homem nunca está confinada à matéria nem cerceada pelas circunstâncias materiais. Irrompe através desses limites ilusórios de concepções finitas, porque existe no Deus infinito e pertence ao Deus infinito. Como a Sra. Eddy explica: “A Alma tem recursos infinitos para abençoar a humanidade e a felicidade seria alcançada mais facilmente e estaria mais segura em nosso poder, se a buscássemos na Alma”.

Que dizer de uma aparente falta de iniciativa, de motivação, de vigor ou do poder espiritual que salva e cura? Quem ou o que pode resistir às energias infinitas do Amor? O que poderia, alguma vez, reduzir à inatividade a oniação da Mente, as forças incomensuráveis da Alma? Pontos de vista limitados a respeito de nosso Deus infinito precisam ceder à percepção engrandecida de Sua ilimitada bondade e de Seu ilimitado poder, percepção de que Deus governa incontestavelmente Sua criação, e de que o homem expressa a inteligência e as energias divinas.

A única conclusão possível, na Ciência Cristã, é a de que as energias da Verdade, contra as quais não pode opor-se coisa alguma, estão sempre a se expressar na economia divina – com espontaneidade, de modo frutífero e com poder irresistível. Os recursos ilimitados da Alma manifestam-se para sempre no cumprimento do propósito eterno de Deus de expressar a Si Próprio, e isto pode ser comprovado mediante a Ciência dó Cristo, em nossa vivência no presente.

Essa oniação, essas forças espirituais, essas energias divinas, esses recursos ilimitados do bem – todos eles estão agora e eternamente manifestados na própria auto-expressão do Amor divino e essa auto-expressão é o homem. Nessa verdadeira identificação de quem e do que somos e de quem e do que são todos os demais, encontramos a realização de nosso ser individual. A carência cede lugar à abundância, e o medo cede ao domínio e à satisfação espiritual do homem.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1983)

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