Imortalidade Trazida à Luz-1

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IMORTALIDADE TRAZIDA À LUZ
Dorothy Rieke

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Jamais poderei esquecer a iluminação e a alegria que invadiram a minha consciência, assim que me foi revelado pela primeira vez o fato de eu ser uma filha imortal de Deus e não uma criatura mortal e material. Esta revelação deu-se durante uma conferência da Ciência Cristã, quando era eu ainda uma estudante muito recente desta Ciência. Permitam-me agora partilhar convosco o relato que, pela primeira vez na minha existência, me revelou a imortalidade.

A história centra-se num jovem príncipe que quando ainda criança, deixou a sua ama e foi passear sozinho num bosque onde acampava um grupo de ciganos. Estes últimos raptaram o menino e criaram-no como um verdadeiro cigano. Tendo vivido alguns anos ao ar livre com os seus raptores, o rapaz tornara-se tão moreno e trigueiro como os ciganos que o rodeavam. Vestia-se com as mesmas vestes, falava a mesma língua e usava também já um nome cigano. Assim, tendo a aparência de um verdadeiro cigano, era natural, que ele se considerasse como tal. Quando o rapaz atingiu a idade adulta, o grupo de ciganos acampou novamente nos bosques que circundavam o palácio e um amigo íntimo do rei, que nunca havia deixado de procurar o príncipe, ao ver o jovem, ficou impressionado com a forte parecença deste, com o rei. A despeito da sua aparência de cigano, o velho cortesão ficou perfeitamente convencido de que se tratava do filho do rei. Conhecendo um pouco do idioma cigano, perguntou ao jovem: “Sabeis quem sois?” Fitando o seu interlocutor com extrema admiração, ele respondeu: “Se eu sei quem sou? Claro que sei.” E apressou-se então a pronunciar o seu nome cigano. “Ah! — exclamou o amigo do rei —, mas esse não é o vosso verdadeiro nome. A verdade a vosso respeito é que sois o filho do rei.” O jovem abanou decididamente a cabeça, retorquindo: “Está enganado, eu não sou o filho do rei; sou cigano.” Mas o cortesão respondeu: “Eu sei que é isso que pareceis ser, mas de fato, sois realmente filho do rei.” “Se isso que afirmais é verdade — retorquiu o jovem — , então eu devo ter um sósia, porque somos duas pessoas diferentes: eu o cigano, e o filho do rei. Mas eu não sei onde este se encontra.” “Não — insistiu o nosso amigo — sois apenas um. E é a vós que eu me refiro, ao filho do rei.”

“Então — continuou o jovem na esperança de que a questão seguinte resolvesse o caso —, se eu sou realmente o filho do rei, qual é a origem do cigano?” O seu interlocutor respondeu-lhe que ele não possuía absolutamente nada de cigano, que apenas o parecia, e depois prosseguiu, explicando que toda essa aparência não era senão uma mentira a seu respeito, a qual nunca poderia modificar o fato de ele ser realmente o filho do rei. Resumindo, apenas na sua ignorância e no seu desconhecimento se tinha alojado o seu conceito de cigano, uma vez que ele jamais pudera ser outro senão o filho do rei.

Chegando a este ponto, o conferencista declarou: “Não é maravilhoso que durante todo aquele tempo o rapaz sempre fora o filho do rei e nunca um cigano?” A seguir, ele frisou bem o fato de que, apesar de todos os sinais exteriores evidentes — a linguagem, as vestes, o comportamento e a pele morena — o jovem não era de fato um cigano, mas sim o filho do rei. Então, dirigindo-se ao público, anunciou: “Vós também sois os filhos e as filhas do rei — sois os filhos de Deus. Não importa a evidência que o sentido material apresente a respeito de cada um de vós — que sois um mortal, uma criatura material, filha de pais humanos e possuidora dos seus próprios problemas e aflições —, a verdade é que cada um de vós é realmente o filho imortal de Deus e nunca deixou de o ser.”

Contudo, para o velho cortesão, não foi suficiente ter convencido o rapaz que ele era filho do rei e assim, insistiu em que este o devia acompanhar até a presença do rei, identificá-lo e reivindicar as suas origens. O príncipe assim o fez, mas desta vez, ele não afirmou: “Observem-me, vejam como eu me pareço com um cigano,” mas exatamente o oposto: “Reparem como eu me assemelho muito com o rei. Sou a imagem e semelhança de meu pai. Sou o filho do rei e tudo o que o meu pai possui também me pertence.” Claro está que, como consequência, o príncipe foi reconhecido como o verdadeiro descendente e assim, ao herdeiro foram atribuídos todos os seus direitos.

O conferencista sublinhou que também nós nos devemos aproximar com coragem do trono da graça, iden-tificando-nos como os filhos de Deus, nada menos que a Sua própria imagem e semelhança, e reclamar a nossa herança, reivindicar a saúde, o sucesso, a felicidade e o trabalho. Se mantivermos firmemente a nossa verdadeira identidade e reivindicarmos a nossa herança, também nós receberemos a nossa parte de tudo aquilo que é maravilhoso e bom.

Deixei essa conferência regozijando-me no fato de não existirem em mim duas identidades, de nunca ter sido uma cigana, uma mortal, mas sempre a filha do rei, a filha perfeita de Deus. Logicamente, já havia me decidido a reivindicar a minha verdadeira herança. Nunca deixarei de ser grata pelo fato de me ter sido tão prontamente revelada a imortalidade no meu estudo da Ciência Cristã.


É daí que me advém a convicção de que todos os Cientistas Cristãos deveriam estar mais conscientes da sua imortalidade, e assim possuírem um melhor conhecimento desta e estarem mais alertas para esse fato.

Em II Timóteo (1:10) lemos que Cristo Jesus destruía a morte e trazia à luz “a vida e a imortalidade mediante o Evangelho”. Mary Baker Eddy escreveu em nosso livro texto que Deus “destrói a mortalidade e traz à luz a imortalidade” (pág. 72:12). Que seja essa a nossa oração para esta época; que a mesma Mente que havia em Cristo Jesus e em nossa líder seja igualmente a nossa, e que possamos nós adquirir o mesmo conceito claro de imortalidade que neles existia, para que também nós possamos curar, pregar e ensinar da mesma forma como eles o faziam. Que melhor texto poderíamos nós encontrar na nossa busca do tema da imortalidade trazida à luz na nossa consciência, do que aquele que consta das páginas 241 e 242 do livro The First Church of Christ, Scientist and Miscellany? Os parágrafos deste último, que contém literalmente o resumo desta exposição, foram escritos pela Sra. Eddy em resposta a uma carta que lhe havia sido enviada. O conteúdo dessa carta era o seguinte:
“Ontem a tarde, fui repreendida por um praticista da Ciência Cristã, porque eu me referi a mim mesma como a ideia imortal da única Mente divina. O praticista retorquiu que a minha afirmação era falsa, pois eu vivia ainda na carne. Eu respondi-lhe que eu jamais vivera na carne, pois esta apenas vivia ou morria em função das crenças que eu entretinha a seu respeito.” Eis aqui a resposta da Sra. Eddy, tal como foi publicada no Sentinel e mais tarde, incorporada nos seus escritos: “A Senhora está cientificamente correta no conceito que detém acerca de Si mesma. Não se pode demonstrar a espiritualidade sem que antes se tenha declarado a identidade imortal de cada um e sem que esta seja plenamente compreendida. A Ciência Cristã é absoluta; ela não está nem aquém nem além do ponto da perfeição, mas encontra-se exatamente nesse ponto e é a partir daí que deve ser praticada. A menos que se compreenda perfeitamente o fato de se ser um filho de Deus, e como tal, perfeito, não existe Princípio algum a demonstrar, nem qualquer regra que o permita fazer (…) Na prática da Ciencia Cristã, deve-se afirmar corretamente o seu Princípio, para que a demonstração seja possível.”

Referindo-se a essa carta e à sua resposta, os responsáveis pela publicação dos escritos da Sra. Eddy declararam o seguinte: “É com imensa satisfação que temos o privilégio de publicar um trecho de uma carta enviada à Sra. Eddy. da autoria de uma Cientista Cristã residente no Oeste, bem como a resposta dada pela Sra. Eddy à mesma. A questão levantada é de extrema importância e exige uma resposta correta e absoluta. Os Cientistas Cristãos sentem-se muito honrados por receber as instruções da sua líder sobre esse ponto.”

Afirmo frequentemente que, caso me encontrasse numa ilha deserta e apenas pudesse conservar comigo uma frase de todos os escritos da Sra. Eddy, escolheria esta mesmo, pois nela está contida a indicação exata de como colocar em prática a Ciência Cristã, e assim, de como a viver. Tal como os responsáveis pela sua publicação o sublinharam, esta resposta da Sra. Eddy é um ensinamento para todos nós. Não seremos assim privilegiados por possuir tal ensinamento como base da revelação atual sobre a imortalidade trazida à luz?


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COMENTÁRIO:

Pergunta:

Que tal ….estudarmos os saltos quânticos–das dimensões?

Resposta:

O site do Facho de Luz trata de revelações que estão no campo da Metafísica ou da Ontologia, incentivando seus leitores a transcender o mundo de puras aparências. A Verdade infinitodimensional é captada diretamente por nossa Consciência absoluta. Quando estes conhecimentos são revelados, e não buscados em estudos que levam em conta a suposta “mente humana”, fica entendido que a sabedoria absoluta, infinita e onipresente, é imutável, enquanto os estudos da Física se alteram e progridem a cada dia. Nada há de errado em se avançar na Física; apenas não é o propósito deste site, que é unicamente o seguinte: levar o homem ao conhecimento consciente de que sua própria identidade é Deus…

Abçs cósmicos…

Dárcio.

 

 

 

A Verdade Se Revela…


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A VERDADE
SE REVELA PELA NOSSA
IDENTIFICAÇÃO IMEDIATA
Dárcio

Não há Verdade não manifesta,  nem Verdade em potencial ou temporal. Toda Verdade é verdadeira, dinâmica e presente exatamente AGORA. A existência do AGORA ÚNICO é a própria Verdade, e, quando um princípio é revelado, devemos fazer imediata identificação com a Verdade por ele exposto. Ler o princípio e só acreditar nele não significa identificar-se com a Verdade. Muitos param antes do principal, que é reconhecer estar sendo a Verdade, e já enquadrados em cada um dos seus princípios. 

Para ilustrar, consideremos o que está revelado no texto  postado antes deste: “De Eternidade em Eternidade”, de Doris D. Henty. O texto diz que “somente Deus é a fonte do seu ser”, e que “este fato apaga todas as crenças do passado”. Isto requer “contemplação”, para que seja feita imediata identificação! “Eu existo porque a Fonte de meu ser é Deus; este fato apaga todas as crenças do passado”. Você precisa se ver marcantemente enquadrado nestas revelações, ou seja, admitir ser a Vida de Deus e sem crenças do passado, retendo unicamente a Verdade de estar manifestando Deus.

O texto explica que este foi o motivo pelo qual Jesus ordenou que “não chamássemos alguém de Pai sobre a terra”! Descartar esta crença de filiação terrena o faz discernir sua identidade divina dissociada  das “crenças coletivas” que, juntas, são o NADA chamado de “ilusão”. Entretanto, se você não parar para se contemplar como “exemplo do princípio”, dissociado das crenças todas, e livre da causa delas, que seria a aceitação de “nascimento na terra”, o elo com experiência material não estará sendo rompido! Não terá havido sua própria admissão da Verdade revelada por consciente inclusão!
Estudar a Verdade é você com Ela se identificar, retirando conscientemente seu endosso das falsas crenças aceitas normalmente pela humanidade iludida pela dualidade. Estudar a Verdade, portanto, é SER A VERDADE  pelo descartar de todas as mentiras de uma vez! VOCÊ É O SER SEM CRENÇAS FALSAS! Nunca teve vínculo algum com irrealidades! O chamado “mundo terreno” é pura sugestão hipnótica, sem NINGUÉM realmente vivendo nele! O estudo está em seu “despertar” para a Verdade, e mais nada! A Verdade É! As crenças são falsidades! Quanto maior for sua dedicação em SER A VERDADE que VOCÊ JÁ É, menos será importunado pelas “crenças falsas”, que apenas lançam sugestões mesméricas contrárias ao fato perene e verdadeiro. Não seja, portanto, condescendente com “mentiras” coletivamente aceitas! Estude a Verdade por se identificar imediatamente com os princípios expostos! Cristo disse: “Se permanecerdes em MIM, conhecereis a Verdade, e a Verdade vos tornará livres”.

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De Eternidade a Eternidade

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DE
ETERNIDADE A ETERNIDADE
Doris D. Henty

O fato de Deus, somente, ser a fonte do seu ser, constitui em si uma lei de completo apagar  de todas as crenças do passado, juntamente com todas as suas penalidades. Ele dissipa o assim chamado registro mortal e expurga toda crença de sua história mortal. 

Não chamando de pai a ninguém sobre a terra, você se verá inteiramente dissociado do enganoso e mortal conceito de existência, ficando sem elo algum com ancestralidade, sem elo algum com experiência material, temores, ansiedades, limitações e problemas. Não haverá nenhum ponto de contato entre o seu “Eu” atemporal, sem nascimento e sem idade, e o limitante conceito que chama a si mesmo de nascimento, tempo e idade.

O registro espiritual declara que Deus tem sido sempre sua única Vida, sua única Mente, sua única Substância, sua única condição, sua integralidade, sua natureza intacta; é ele o registro de saúde, harmonia e liberdade, todo evidente como seu próprio ser, de eternidade a eternidade.

 

 

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O Absoluto Sou Eu Sendo “Seu” Eu

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O ABSOLUTO
SOU EU SENDO
“SEU” EU
Dárcio

O Universo é o Eu Absoluto “sendo”, e, além deste Eu, nada mais existe! Por isso o Absoluto é você, e, nada tem você a fazer para ser o Absoluto. “Sois a luz do mundo”, “Sois deuses”, “Sois o sal da terra”, “Sois o templo de Deus”, “Não terás outro ao lado de Mim” – eis o Absoluto revelado como sua Existência. 

A Mente do Absoluto é a sua; por isso, você nada tem a fazer para ser iluminado. Tentar iluminar a “luz do mundo” seria tentar aquecer o fogo.

A Perfeição do Absoluto é a sua; por isso, tentar curar “seu corpo” seria intentar corrigir o “templo de Deus”.

A mente que “estuda o Absoluto” não existe! Paradoxalmente, “estudar o Absoluto” é aceitar esta Verdade! O Absoluto sou EU – o EU INFINITO que, simplesmente sendo, constitui o “seu” EU!

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O Certo e o Verdadeiro

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O CERTO
E O VERDADEIRO
Dárcio 

 

Enquanto sonha, um sonhador se vê não em sonho, mas em seu mundo “real”, mundo este que é nada! Mas para ele, aquilo passa por realidade, e, ali ele se enxerga vivenciando fatos “verdadeiros” que somente se mostrarão como nulidades quando diante de seu despertar. Ao afirmar que “o príncipe deste mundo é o pai da mentira”, Jesus explicava que todas as “verdades” ou “fatos” deste mundo são conceitos,  irrealidades, inclusive o suposto ser que deles dá testemunho.

É comum alguém estudar a Verdade e enviar perguntas sobre se isto ou aquilo é certo ou é errado. “Você acha certo alguém ser vegetariano?”, ou “Eu gosto de viajar, você acha errado eu estudar a Verdade e gostar de viagens?”, ou, “Eu não desejo ter filhos; você acha errado isso?” As questões levantadas pela mente nunca terminam! Entretanto, o que é certo ou errado não vem de opinião de alguém, sendo unicamente efeito do que é o verdadeiro! Antes que nos perguntemos se algo é certo ou errado, perguntemos a nós mesmos se aquilo é verdadeiro! Tanto o “certo” quanto o “errado” estão no “mundo das crenças”, enquanto o “verdadeiro” está perenemente na Realidade divina!

Quais devem ser as perguntas reais? “Quem sou eu?”; “Que é a Verdade?” Que é a Vontade de Deus”? “Onde estamos, realmente agora?” . Indagações dessa natureza, levadas às meditações juntamente com  sinceridade e desejo de respostas reveladas nos fazem conhecer o “verdadeiro”. Cada vez que a suposta “mente humana” se cala, enquanto a Consciência Se revela, seja espontaneamente ou mediante indagações, o “verdadeiro” é conhecido e a luz da Verdade, resplandecendo e sendo vista internamente, traz o discernimento do que constitui o “certo” ou o “errado” para cada situação ou momento, em termos de “vida humana”, e é este o modo correto de conduzirmos o estudo, sempre com “o Reino” sendo buscado em primeiro lugar e com as atitudes a serem tomadas nos sendo inspiradas ou “vindo acrescentadas”. O que é verdadeiro, é verdadeiro eternamente! O que é certo ou errado pertence ao campo da relatividade! Quando buscamos “o verdadeiro”, e não mais  “o certo ou o errado”, buscamos “sair do sonho”, e não meramente fazer nele acertos ou erros! Desse modo, a única ação certa, para quem estuda a Verdade, é, realmente, “buscar e ser unicamente a Verdade”.

 

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Você na “Terra Prometida”

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VOCÊ
NA “TERRA PROMETIDA”
Dárcio

O objetivo das mensagens da Verdade é único: revelar a natureza divina de cada ser. Porém, as mensagens fazem apenas o papel de Moisés, mostrando a “Terra Prometida” e passando o bastão a Josué. O significado espiritual é o seguinte: Josué simboliza VOCÊ PRÓPRIO encontrando DEUS SENDO VOCÊ! Ninguém poderá fazer esta identificação absoluta por você! Também é este o significado das palavras de Jesus: “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”.  

As mensagens, ou a letra da Verdade, são o “bastão”, passado a VOCÊ para apoiá-lo na  permanência do seu objetivo. Há textos longos, explicativos e motivadores, e há textos curtos e mais diretos, que intentam levá-lo de imediato às “contemplações”. Sua determinação em “buscar o Reino em primeiro lugar” o deixará receptivo à manifestação deste Reino, já e eternamente estabelecido em VOCÊ! A “Terra Prometida” é, na verdade, a “Terra já RECEBIDA”, e somente parece estar ainda na promessa por estar, a humanidade, empregando a “mente que só capta aparências”, ou seja, a suposta “mente humana”. O Reino de Deus deixa de ser “promessa” quando sua mente, reconhecidamente, é a divina! Todo desvio deste objetivo de estar “EM MIM”, ou de estar consciente de SER A MENTE ÚNICA, é “caminho errado”. O Caminho único é “Eu Sou o Caminho”, e sua permanência, nesta Verdade, é VOCÊ NA “TERRA PROMETIDA”.

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Mente Estabelecida na Realidade

MENTE ESTABELECIDA
NA REALIDADE
Dárcio 

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está estabelecida em Ti” – assim revelou Isaías bem antes de Cristo. A humanidade se envaidece em afirmar ter “livre-arbítrio”, e são inúmeros os ensinamentos que fazem questão de endossar esta crença fraudulenta. De fato, levando em conta o mundo-crença de “dois poderes”, é fácil entender que podemos escolher entre buscar o mundo ou buscar a Verdade.  Ocorre, contudo, que “este mundo” é do “pai da mentira”, como disse Jesus; assim, tudo que nele pode ser visto, não tem a Verdade! Por isso vemos pessoas escolhendo o mal e pessoas escolhendo o bem, e esta forma de ver, segundo a Bíblia, significa “julgar pelas aparências”.

Enquanto a pessoa não se firmar na Mente divina, ficará aparentemente agindo sob a “hipnose de massa”, que mostra a ela este mundo de pura ilusão! E jamais encontrará paz verdadeira vivendo em tais “miragens”. Estar firmado na Mente que é Deus é estar sendo a própria Verdade! Mas, para isto, há um preço, chamado por Lillian DeWaters de “o preço da glória”: cada um terá de se abstrair por completo desta crença falsa, batizada de “universo material”, para que o Reino possa realmente ser discernido, vivenciado e consumado como a Verdade eterna sobre tudo e sobre todos.

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O Verdadeiro Reconhecimento e a Cura

O
VERDADEIRO
RECONHECIMENTO E A CURA
(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Nov. 1997)
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Lembro-me de uma experiência que tive bem no começo de meu estudo da Ciência Cristã. A pedido de minha cunhada, uma de suas filhas, que havia tentado o suicídio, veio morar em nossa casa a fim de que eu a ajudasse através da oração. Era uma menina amável e vivaz, mas de tempos em tempos se com­portava de maneira estranha, trazendo sofrimento aos meus filhos. Esforcei-me seriamente para vê-la como Deus realmente a havia criado, como Sua ideia espiritual perfeita, mas certo dia ela se comportou de maneira tão insuportável que me vi obrigada a levá-la de volta para sua mãe. Mas não consegui fazê-lo. Pensei em como minha cunhada ficaria decepcionada, se lhe de­volvesse a filha sem que estivesse curada.

Desesperada, telefonei para um praticista da Ciência Cristã e lhe pedi ajuda através da oração. Disse-me que me volvesse diretamente a Deus, que me daria a resposta correta. Volvi-me a Deus de todo coração pedindo ajuda, e então ouvi, como se fossem palavras ditas em voz alta: “Não a trate sempre como se ela fosse perfeita, mas saiba que ela o é.” Apesar de minhas declarações de que ela era espiritual , uma filha de Deus, e por­tanto boa, no fundo eu não havia acreditado em minhas pró­prias orações. Eu havia continuado a pensar que ela era instá­vel. Naquele momento minha sobrinha veio dar-me um beijo. Fora curada de sua instabilidade e a cura foi permanente!

Eu havia aprendido que a verdadeira visão inclui a percepção espiritual e dessa percepção faz parte a compreensão de que o homem verdadeiro já é perfeito. Isso é válido para a nossa verdadeira natureza espiritual, mesmo que as circunstâncias  humanas não acompanhem essa percepção de imediato, Podemos comprová-lo de maneira  crescente através da oração e de uma obediência cada vez maior às leis de Deus. A Sra. Eddy, em seu livro Ciência e Saúde, explica:  A compreensão crística  acerca do ser científico e da cura divina inclui um Princípio per­feito e uma ideia perfeita – Deus perfeito e homem perfeito -­ como base do pensamento e da demonstração.”

Será que sempre prestamos atenção às mensagens de Deus, à inspiração que vem dEle? O ouvir atento é amplamente recompensado. Tanto o Antigo como o Novo Testamento contêm rela­tos de pessoas que falaram com Deus e seguiram Suas instruções. Quando Moisés, por exemplo, foi até a sarça que ardia no fogo e Deus o chamou: “Moisés, Moisés!” ele respondeu: “Eis-me aqui!”

E Deus disse: “Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa.” Em seguida recebeu a incumbência de levar os filhos de Israel para fora do Egito, tarefa que cumpriu com êxito.

Para que possamos atingir a perfeição espiritual, é indispen­sável sermos obedientes. Nem sempre precisamos de chamados audíveis para saber o que devemos ou não fazer. Podemos obter inspiração através da oração, através da comunhão silen­ciosa com o nosso Criador.

Reconhecer a realidade espiritual do ser, ouvir as instruções de Deus e segui-Ias, significa ver e escutar bem. Para nós, como filhos de Deus, isso é natural. Damos provas de um coração empedernido quando não vemos os outros como filhos de Deus ou quando não estamos atentos às instruções de Deus e não as seguimos.

Dissolvamos a dureza de nosso coração através da humil­dade, da obediência e do amor para que cheguemos a um reconhecimento cada vez maior de Deus e para que aprendamos cada vez mais acerca de Seu terno amor por nós. Como a Sra. Eddy o diz de maneira tão bela em Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã: “Em paciente obediência a um Deus paciente, trabalhemos por dissolver, com o solvente universal do Amor, a dureza adamantina do erro – a obstinação, a justificação própria e o egotismo – que faz guerra contra a espiritualidade e é a lei do pecado e da morte.”  A espiritualização do pensamento per­mite que reconheçamos a verdade que nos liberta. Assim adquiri­mos a capacidade de ver, de ouvir – e de curar.

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O Poder Superante do Destemor Divino-6

O
PODER SUPERANTE DO
DESTEMOR DIVINO
Charles Fillmore

6
FINAL
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Li uma vez num jornal médico um incidente que mostra o poder do pensamento. Um médico diagnosticou um caso de dois jovens que tinham ido procurá-lo para tratar-se. Ele ficou de comunicar-lhes o resultado por carta no dia seguinte. Escreveu, então, a um deles que não tinha doença alguma, mas disse ao outro que seu estado era muito grave, que se fosse para as montanhas poderia prolongar a vida por algum tempo, mas que seu coração estava em más condições e acabaria morrendo. Mas as cartas foram enviadas com os endereços trocados, de sorte que o rapaz sadio recebeu aquela que continha as palavras segundo as quais seu caso era perdido. Este imediatamente abandonou o trabalho e foi para as montanhas e em pouco tempo faleceu. Aquele, ao qual se destinava esse diagnóstico, recebeu, em vez disso, palavras segundo as quais estava perfeitamente sadio e em pouco tempo era a imagem viva da saúde. 

Tome cuidado com a espécie de pensamentos que você cultiva. Eles se irão acumulando em sua mente, e, se forem mal orientados, você começará a pensar que lhe estarão por sobrevir coisas terríveis ou que todos lhe são contrários. Pode você produzir um senso de insegurança em seu corpo, cedendo aos pensamentos atemorizadores. Sou de opinião que os terremotos são causados por temores da humanidade. Quando uma grande vaga de temor emitida pela humanidade atinge a terra, ela treme e se agita como um corpo tremente de carne.

Nada, porém, há a temer quando se conhece a divina proteção. Faça diariamente uma afirmação de que o poder do Espírito vai adiante de você e que nada poderá prejudicá-lo ou perturbá-lo. Então serão reconstruídas as paredes do templo de seu corpo, e a harmonia da divina perfeição aparecerá em você tal como aparece em Cristo Jesus.

F I M

O Poder Superante do Destemor Divino-5

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O
PODER SUPERANTE DO
DESTEMOR DIVINO
Charles Fillmore

Somos seguidores de Jesus Cristo. Ele nos conduz a um novo reino. Todos os reinos antiquados estão desaparecendo. O reino de Cristo vem-se estabelecendo em todos os negócios dos homens. Quando entendermos o fundamental princípio unificador da Mente, quando soubermos que todos nós somos uma só família, todas as ideias agressivas serão postas de lado e por toda parte se restabelecerá a paz.

Mas nós, que somos vencedores, precisamos resistir por princípio. Deus é Espírito. Deus é tudo e nEle temos divina liberdade. Já não estamos numa servidão de uma lei que destrói. Já não nos unimos à oposição, negação, ignorância e escuridão, mas sim ao Deus Universal. Afirmações positivas dar-nos-ão nova têmpera, tornando-nos intimoratos.

Disse uma vez um homem ao médico: “Como pode o senhor resistir à constante associação com a doença?” A resposta foi:“Vejo apenas o lado curativo”. Adotemos esse pensamento de saúde como realidade. A saúde provém da compreensão da divina lei e da obediência a ela. Muitas pessoas fazem em seus lares preparativos para a doença. Têm os armários cheios de remédios, e alguns têm um quarto extra aparelhado como um pequeno hospital. Têm os pensamentos voltados para o sentido da doença e alguém há de adoecer para que se cumpra a lei mental que eles desencadeiam. Precisamos alterar essa lei, vendo todos como sadios. Cumpre sempre esperar a saúde em nós mesmos, em nossa família e em todos mais. Pense na saúde universal e não abrigue em sua mente pensamentos de doença.

 

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O Poder Superante do Destemor Divino-4

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O
PODER SUPERANTE DO
DESTEMOR DIVINO
Charles Fillmore

Não lute. Não seja sequer agressivo. Nehemias orou e armou-se, mas não saiu a lutar. Ore e arme-se com a Palavra, que é a espada do Espírito, prosseguindo em seu trabalho. Não admita a ideia de que precisa lutar. Se você for um com Deus Onipotente, saberá que tem ao seu lado todo o poder do universo e que nada lhe poderá ser contrário. Nada terá você a fazer com os inimigos. Assim, tome posição, na certeza de que não há resistência ao trabalho de saúde e de harmonia que se processa em seu corpo e em seus negócios.

Às vezes, porém, verificamos que as próprias pessoas com quem privamos nos chamam de volta à negação. Esses pensamentos, na realidade, são os mais difíceis com os quais se lidar, pois ficam muito perto de nós; poderão estar em nossa família ou naqueles que eram nossos companheiros antes de compreendermos a Verdade. Vêm ter a nós de modo sutil e dizem-nos dez vezes, de cada lugar: “Deveis retornar a nós”, “Não podeis fugir de nós”. Provavelmente você não ouvirá isso nessas mesmas palavras, mas tais pensamentos estarão carentes de regeneração e de força, de sorte que deles provirão sugestões de dúvida e temor. Deverá você cultivar poder e impavidez, firmando-se na força do senhor.

Jesus não iria a Jerusalém enquanto não estivesse preparado. Primeiro se firmou ele inabalavelmente em Espírito, lançando ao recesso das células de seu corpo o consciente da vida onipotente até que elas se tornassem obedientes É esse o trabalho que todos nós devemos executar. A vida eterna não vem de fé cega.

Não raro, assaltam-nos esses pensamentos carnais, dizendo: “Oh…você tem de retornar à escravidão da morte. Cada um tem de morrer, cada um tem de adoecer!” Ouvirá você essas afirmações de todos os lados; a atmosfera mental é sufocada por causa delas. Firme-se, porém, na Verdade. Saiba você que disse Deus: “Segue avante!” Revista-se da verdade da nova vida e faça questão cerrada de perseverar.

 

Continua..>

 

 

 

O Poder Superante do Destemor Divino-3

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O
PODER SUPERANTE DO
DESTEMOR DIVINO
Charles Fillmore

Tem você algo a fazer por si mesmo. Se você quiser que alguém lhe dê pílulas, ou eletroterapia, ou, ainda, se vê um passo além e deseja que alguém lhe ministre tratamento para restituir-lhe a saúde, não estará você cumprindo a divina lei. Todo homem está sujeito à lei, e, pois, precisa aprendê-la e guardá-la por si mesmo. Todas as condições de que não gostamos foram criadas pelos nossos próprios pensamentos e só poderão ser remediados através da disciplinação destes em moldes verdadeiros. Não podemos transferir nosso fardo a outrem. Comemos nosso próprio alimento e respiramos o nosso próprio ar. Compreendemos claramente que não pode outrem comer e respirar por nós. Se fôssemos à escola estudar música, haveríamos de esperar que o trabalho fosse feito por nós mesmos. Não poderíamos sentar-nos e deixar o professor tocar para nós, saturando-nos de música até o ponto de tornamo-nos músicos. O mesmo se dá em relação à cura. Não podemos deixar outrem saturar-nos de medicamentos ou de afirmações metafísicas e esperar saúde verdadeira e permanente. A cultura individual é absolutamente necessária. Cada um deve lançar mão da verdade por si mesmo, observando a lei espiritual em cada um de seus pensamentos; precisa reparar o corpo, restaurando-lhe a glória que lhe é inerente como templo do Senhor. Se tivermos a mente voltada para essa direção, será fácil o trabalho. Comece com a proposição de que você ama o seu trabalho, ama a observância da lei e ama a conformidade de todos os seus pensamentos com ela. Então você vencerá facilmente a indiferença do mundo à sua demonstração espiritual.

Ao começar o trabalho de reconstrução dos muros do seu corpo, encontrará você alguma reação. Há de ver, em sutil oposição, árabes, amonitas e vários pensamentos bárbaros, indisciplinados, nos domínios de sua civilização. Chegam até a fazer incursões em seus sonhos. Qual o remédio? Destemor divino. Quando você souber que há apenas u’a Mente e que essa Mente é todo-poderosa, nada terá a temer. Firme-se então no destemor espiritual. Não fique na dependência de coisa alguma, fora de você mesmo, para salvá-lo. Tome ativa parte no trabalho, recorrendo ao Espírito que habita em seu ser e unindo-se conscientemente a Ele. Ao sentir-se invadido por pensamentos de temor, diga: “Não me atemorizam esses pensamentos todos. A bondade do Onipotente Deus reina em minha mente”.

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O Poder Superante do Destemor Divino-2

O
PODER SUPERANTE DO
DESTEMOR DIVINO
Charles Fillmore
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Às vezes somos inquiridos acerca da autoridade com que damos a essa escritura a interpretação de reconstrução do corpo. Não reconhecemos nenhuma outra autoridade que não a do Espírito da verdade, e todo homem pode falar com segurança quando guiado por esse Espírito. Jesus, que era guiado pelo Espírito da verdade, disse aos judeus que poderiam destruir o templo, que Ele o levantaria em três dias. Disseram eles então que tal afirmação era absurda, e  que quarenta e seis anos foram consumidos na construção do templo. “Mas ele falava do templo de seu corpo”. 

Se Jesus se referia a Seu corpo quando falava do templo, pela mesma razão interpretamos essa lição como a significar a renovação dos muros do verdadeiro templo de Deus, que é o corpo do homem. O que nos importa saber é que nosso corpo necessita de restauração. A doença anda à espreita pela terra. É difícil encontrar homem ou mulher realmente sadio. Reveste-se, pois, de muito maior importância para nós saber como reconstruir os muros do templo de nosso corpo do que estudar essa escritura como estória. Mas se pudermos ver nessa estória uma lição ilustrada do trabalho que todos nós devemos executar, então o relato da escritura nos será de valor.

No começo mesmo desta estória-lição conta-se que “o coração do povo se inclinava a trabalhar”. Se você realmente quiser saúde, precisa ter um espírito inclinado a obtê-la. Todas as parábolas dos profetas mostram os movimentos da mente, e os metafísicos não têm dificuldade para discernir o sentido das ilustrações que nelas se encerram. Precisa você estar “inclinado”, ou seja, propenso ao trabalho mental e físico que se faz mister executar. Se houver uma simples ruptura, em qualquer parte de seu revestimento carnal, se houver o mínimo desvio da perfeição divina, então as paredes do templo de seu corpo estão derrubadas e impõe-se sua reconstrução. A primeira ruptura foi mental; a primeira medida em prol da restauração é também mental, a segunda é física. Importa, porém, que primeiro você tenha inclinação para o trabalho. Encontramos pessoas que gostariam de ser reconstruídas e perfeitamente sadias, mas são mentalmente preguiçosas. O único modo de ser sadio consiste em assumir atitude mental em consonância com o princípio de saúde que constitui a base de toda existência.

 

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O Poder Superante do Destemor Divino-1

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O
PODER SUPERANTE DO
DESTEMOR DIVINO
Charles Fillmore 

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Está escrito na Bíblia que “a cada um lhe servirá de peso a sua própria palavra”. Significa isso que todos os fardos têm por alicerce o pensamento. A ser isso assim, – e sabemos por experiência que o é – devemos dedicar grande parte da nossa atenção a disciplinar nossas ideias.

Pelo poder do pensamento, não só criamos estados de espírito, mas também nos envolvemos em uma atmosfera proveniente dos outros, para estabelecer uma condição que propicia o bem ou o mal, conforme seja o caráter das nossas ideias.

Incumbe, pois, a todas as pessoas que ensinam a doutrina de Jesus Cristo, a verdade intrínseca do homem, colocar todas as ideias em correta ordem. Se nos confinamos à atmosfera dos pensamentos humanos, precisamos libertar-nos e criar nova atmosfera mental. É esse o trabalho que nos esforçamos por executar.

Podemos admitir que certas causas são verdadeiras, mas nem sempre é fácil demonstrá-las. Sabemos, contudo, que podemos projetar o poder do pensamento e demonstrar o que seja que desejamos, se formos fiéis. Muitas pessoas se sobrecarregam com pensamentos de medo. Por vezes, nem sabem o que temem: os temores lhes sobrevêm da atmosfera mental.

Como vencedores que somos, acabamos com os nossos próprios temores e eliminamo-los da humanidade. Podemos estabelecer-nos em divino destemor através da negação de todo medo ou causa que o determine e da afirmação da presença e da coragem da Mente divina. Deus é a fonte de todo bem e nEle não há temor, “Estando em Ti, não temo o mal”. Tomemos estas palavras e estabeleçamos, agora mesmo, uma atmosfera mental de destemor.

No livro de Nehemias temos um relato da reconstrução dos muros de Jerusalém. Nehemias, um hebreu cativo na Babilônia, ao saber que os muros de Jerusalém haviam sido derrubados e as suas portas destruídas, obteve permissão para restaurar as defesas. O quarto capítulo fala da oposição que os edificadores encontraram em seu trabalho, mas está escrito que “o coração do povo se inclinava a trabalhar”. Eu pediria a atenção do leitor para isso como tema principal. Os árabes, os amonitas e os bárbaros à volta de Jerusalém opunham-se à construção dos muros, porque os mantinham fora da cidade, e enviaram mensagens aos judeus ameaçando matá-los se prosseguissem na reconstrução. Nehemias, porém, continuava orando e trabalhando.

Dentre aqueles que ofereciam oposição a Nehemias havia certos filhos de Israel que não tomavam interesse no trabalho nem tinham fé na reconstrução. Dez vezes, disseram eles, de todos os lugares: “Deveis retornar a nós”. Mas Nehemias orava a Deus e encorajava o povo, e continuavam com o trabalho de restauração. Tudo isso ilustra o trabalho que se processa dentro de todos nós, quando nos compenetramos de que o corpo é deveras o templo do Deus vivo  e somos Sua cidade escolhida.

 

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“Veja os Céus Se Abrirem”

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“VEJA
OS CÉUS SE ABRIREM”
Dárcio

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Enquanto alguém se mantiver envolvido apenas com objetivos humanos ou terrenos, estará aparentemente sob “céus fechados”, sem ter olhos para a presença do “Sol da Eternidade”. Certa vez, falando com uma pessoa ao telefone, ela me disse:  – Você já ouviu falar de um livro que explica o “Método de Jesus Cristo para desenvolver empresas”? Respondi a ela: “E quantas empresas Jesus criou com este método dele?”Infelizmente a maioria das pessoas  não “vê os céus se abrirem”, vivendo completamente envoltas por pesadas nuvens chamadas “realizações terrenas”. Querem fazer da Verdade os meios de desenvolver as “mentiras”, enquanto deveriam se empenhar por “conhecer a Verdade” pela liberdade eterna que a Verdade traz. A única realização verdadeira do homem está em sua própria realização espiritual. O resto é “nada”. Podemos notar, pela Bíblia, que todo o tempo de que dispunha para orar, Jesus o empregava para isso. Não tinha outro objetivo, senão o de se conservar no Reino e chamar os demais para dentro deles mesmos! Esta meta foi o que lhe propiciou passar pela experiência iluminada: “E viu os céus se abrirem, e o Espírito descer como pomba sobre ele. E foi ouvida uma voz dos céus: és meu filho amado: em ti me comprazo” (Mc, 1: 10).

Você “trabalha pela comida que não perece”? Ou acredita estar em “mundo terreno” para realizar objetivos materiais? Se sua meta parte da Verdade, ela já está concretizada! Isto porque a Presença de Deus é eternamente a SUA Presença, e VOCÊ, quando consciente disso, vê “os céus que jamais estiveram fechados”, a Verdade eterna de que “ilusão é nada”, porque DEUS É TUDO!
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Não Faça do Tempo um Deus!

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NÃO FAÇA DO TEMPO
UM DEUS!
Dárcio

Quando estudamos a Verdade absoluta, entramos em contato com a Revelação de que DEUS É TUDO! Por que a maioria passa anos “conscientizando” esta Verdade sem dar mostras de sua veracidade na própria vida? Por atribuir poder ao tempo! Mas este suposto “tempo” é mera sugestão hipnótica que a ilusória mente carnal cria e tenta nos impor! 

Vários autores metafísicos, que se dispuseram a expor à humanidade esta revelação, com o “passar do tempo”, infelizmente, passaram também a adequar a própria revelação ao tempo. Sem que percebessem, a crença mesmérica de que o tempo existe foi se infiltrando, e a Totalidade de Deus foi sendo vista como “meta a ser atingida” ou como “dependente do tempo” para Se revelar por completo a cada um de nós. Dessa falsidade inicial vieram as seguintes, ou seja, de que “um dia” seremos como Jesus Cristo”, “um dia” discerniremos a nossa inteireza em Deus, sempre “um dia”, “um dia”, “um dia”! MENOS AGORA! Eis a ILUSÃO aceita!

Deus é TUDO exatamente AGORA! Deus é a totalidade de nosso ser exatamente AGORA! Qualquer frase que negue esta totalidade de Deus como o INFINITO PRESENTE, ou como O INFINITO JÁ PRESENTE COMO O NOSSO SER, é ILUSÃO! Acreditar que a Verdade depende do “tempo aceito pela mente carnal” é fazer do tempo um deus! Acreditar que a mente está em processos evolutivos, em estágios crescentes de consciência, é acreditar no “poder do tempo”. Mas, estas pessoas em diferentes estados de consciência não são vistas por quase todos? São! Mas não por aqueles que conhecem a Verdade! Estes são a minoria chamada por Jesus de “bem-aventurados”, por ter acreditado sem ter visto!  Por que? Porque “o visto” é aparência e não realidade! A aparência depende do tempo, a realidade não!Esperar que “a presença de Deus seja reconhecida”, para que possamos agir em nosso momento presente, é, mais uma vez, acreditar no “poder do tempo”.

Devemos colocar o machado à raiz da árvore:  “O TEMPO NÃO EXISTE! DEUS É O ÚNICO PODER AGINDO EM TODOS NÓS, EXATAMENTE AGORA! As trevas se dissipam diante da Luz reconhecida! Paulo diz, na Bíblia, que “recebemos o espírito de Deus e não o espírito do mundo”; isso significa que não temos a mente carnal ilusória que acredita no tempo! “Temos a Mente de Cristo”, dada por Deus, para discernirmos espiritualmente o AGORA que nos é dado gratuitamente por Deus. A revelação é clara! DEUS É TUDO! TUDO É DEUS! O que a mente humana vê, não pode ser visto por nós, que não a recebemos de Deus; por outro lado, o que a mente humana não vê, é o que VEMOS naturalmente, aqui e agora, pela Mente que somos, idêntica à de Cristo, tal como a Bíblia nos revela! E o que vemos, aqui e agora, é unicamente PERFEIÇÃO! Não por esforços mentais, mas pela GRAÇA!

Há casos em que a crença no tempo faz com que alguém fique “aguardando cura”, “aguardando sentir-se melhor para sair de casa”, “aguardando ficar mais disposto”, etc. MACHADO À RAIZ DA ÁRVORE! DEUS É PODER ÚNICO! AQUI E AGORA! O “poder do tempo” é NADA! Ilusão não disputa poder ou presença com a ONIPRESENÇA ATIVA E PERFEITA! “Levanta-te, toma o teu leito e anda”, disse Jesus ao suposto paralítico. E ele andou! Por que? Por ter dado crédito à Voz da Verdade! Por ter deixado de aceitar os impedimentos ilusórios que, até ali, o vinham aprisionando! O Cristo é a Verdade eterna, sempre nos mandando sair do leito de crenças falsas para andarmos como Luz do Agora! De cada um de nós uma coisa sempre se requer: TOTAL RECEPTIVIDADE INTERNA À ORDEM DIVINA!

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O Impostor

O
IMPOSTOR
Dárcio
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Quando revelamos que DEUS É TUDO, muitos pensam que, para poder vivenciar esta Verdade, teriam que anular a chamada personalidade humana. Desse modo, o estudo da Verdade, que deveria libertá-los, torna-se um fardo pesadíssimo. Quando fazem algo certo, usam a falsa humildade e atribuem a ação a Deus, isto quando não se julgam “servos inúteis”, considerando que a “boa ação” não passaria de mera aparência, algo sem valor. Quando erram, sentem-se arrasados intimamente, caindo em autoanálises rigorosíssimas, alimentando sentimentos de culpa que os conduzem a desejos inconscientes de autopunição. O tempo passa, eles persistem nessa crença de “anular o ego”, o que acaba se tornando verdadeira obstinação. O mais grave é encontrarmos vários ensinamentos endossando essa prática ilusória e de meta inatingível: querer anular algo que jamais existiu! 

O estudo da Verdade não é um fardo, mas o alívio imediato de todos eles. O estudo é uma Auto-Revelação divina, e não o cumprimento de objetivo “humano” de se iluminar! Se existe unicamente Deus, QUE OUTRO SER PODERIA ESTAR SENDO A SUA IDENTIDADE?

Se um diamante legítimo estivesse sendo confundido com um falso, teríamos de anular o falso para termos o verdadeiro? Não; bastaria a percepção imediata de que apenas o verdadeiro é o existente. Esta é a base de nosso enfoque: EXISTE SOMENTE DEUS! O suposto ser humano, dotado de mente humana e desejoso de conhecer a Verdade, este é um impostor! Talvez ele até estivesse dando-lhe a impressão de ser você! Entretanto, DEUS É VOCÊ! Caso contrário, a ONIPRESENÇA seria uma mentira!

Aparentemente falando, um impostor vinha se fazendo passar por você. Este “ser ilusório”, tal como um espectro, parecia ocupar o local em que Deus está agora ocupando para ser VOCÊ. Como anular este impostor? Crendo em sua existência? Aceitando que ele, além de ter nascido, vai crescer, morrer, reencarnar e evoluir aos poucos? Qual era a origem do diamante falso? Qual será o destino dele? AQUILO QUE É FALSO NÃO TEM ORIGEM NEM DESTINO, POR SER NADA! AQUI, AGORA E SEMPRE!

Há casos em que o impostor se diz “instrumento de Deus”, “servo de Deus”, “canal de expressão de Deus”. Poderia o imperfeito servir de instrumento para o Perfeito? Poderia o “nada” servir de canal para o TUDO? Poderia a sombra servir para expressar a luz? Se houver a percepção de que o suposto “imperfeito” é o Perfeito; de que o nada é o Tudo; de que a sombra é a Luz, equivalerá à percepção de que o suposto “diamante falso” já é o legítimo. Assim, em nosso caso, equivalerá à percepção de que o suposto impostor (ego) já é Deus.

Não dissemos que o “ego humano”,visto pela mente carnal, é Deus; dissemos que, pela admissão da nossa Mente como idêntica à de Cristo, discernimos nosso Eu Real, divino, exatamente “no ponto” em que este “impostor” parecia estar presente e sendo o nosso eu. Resumindo, a questão é “trocar de mente” e não de se anular algo que não existe.

Quando o deserto parece conter água do lago de uma miragem, o “impostor” (água) é percebido como sendo a areia (Realidade). A água apenas parecia estar presente para a “mente iludida”. A ideia de que seria preciso “anular a água” para vivenciar a presença da areia corresponde à descabida intenção de “anular o ego” para vivenciar a Presença de Deus sendo o Cristo como cada um de nós.

Assim, partimos radicalmente da Verdade Absoluta: DEUS É TUDO; DEUS É A TOTALIDADE DE “NOSSO” SER, AQUI E AGORA. Esta Revelação está em Colossenses; 3:11: “MAS CRISTO É TUDO EM TODOS”. A percepção de que não somos o “impostor” elimina pela raiz a culpa, o autojulgamento e a autopunição, fatores pertencentes a um mundo-miragem, desconhecido por Deus.

A base da percepção espiritual é a admissão incondicional da EXISTÊNCIA ÚNICA DE DEUS; pois, com ela, podemos dizer sem vacilar: DEUS É A ÚNICA CONSCIÊNCIA; DEUS É A CONSCIÊNCIA QUE EU SOU; logo, a CONSCIÊNCIA ILUMINADA ESTÁ SENDO A MINHA CONSCIÊNCIA!

Em Mateus 16:32, podemos ler: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

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(De A Arte da Percepção – Cap. 21)
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COMENTÁRIO

Eu prefiro a espíritosexualidade!!!!
essa é uma bandeira onipresente perfeita pra ser “percebida”.

Lúcio

RESPOSTA

A questão, Lúcio, nesse caso, deixa de ser a  “preferência”,
e passa a ser a seguinte:  “quem” é este “eu”?…

Esta será tarefa sua!
Abçs cósmicos…

Dárcio.

 

Deus, Fonte Eterna de Toda a Existência

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DEUS,
FONTE ETERNA DE TODA A
EXISTÊNCIA
Dárcio

A “pedra angular” do estudo da Verdade está na aceitação absoluta de que “o nascimento não existe”. O  chamado “nascimento do homem” é o maior “trote” possível de se imaginar! Jamais o homem teve começo ou fim, e, muito menos na ilusória “matéria”. Mas, esta Verdade ficou distante do interesse da maioria, mesmo com Jesus dizendo categoricamente: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra, porque um só é vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 23: 9). 

Sem a crença em “nascimento”, a palavra “morte” perde todo o sentido! O que não nasce não morre, obviamente, e esta percepção revela a Vida eterna, a Vida que somos: Deus vivendoa Vida única, de modo pleno e absoluto, alheio a todas as crendices aceitas a respeito da vida pela ilusória “mente humana”.

A Bíblia é um tratado que objetiva acordar o homem do sono hipnótico que o faz sonhar ter nascido em mundo material. Este “acordar” não poderá lhe vir da “mente que dorme”, mas da Mente real e divina, a Mente onipresente que já está “desperta” como o seu verdadeiro “Eu”. Quem ler estas revelações sem permitir que elas sejam “Voz interior” para si mesmo, somente acumulará uma ideia a mais na “mente que sonha”; entretanto, aquele que se sentir tapeado pela crença coletiva, e se decidir por ficar livre dela, fará destas revelações sua “bússola” condutora ao “tesouro escondido no campo”, que é seu perfeito, eterno e verdadeiro Eu, já pronto, aqui e agora, e já sendo a sua identidade absoluta, por detrás de um mero “véu de crenças fraudulentas” chamado ILUSÃO.

Repudie as crenças de ser alguém “nascido da carne”. Com “coração de menino”, pratique o “Silêncio” dentro da aceitação incondicional de que “seu Eu” está em Deus, é “um com Deus” e é mantido por Deus. Exclua todo suposto vínculo de sua existência com “vida terrena”. Deseje, nestas “contemplações silenciosas”, unicamente discernir sua natureza divina, já plena e já no paraíso. Sua dedicação, na prática desta Verdade, o fará conhecer o Fato verdadeiro de que Deus é Tudo, e que nós  todos, em unidade perfeita, somos unicamente o Ser que Deus É!

 

 

 

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