Significado Espiritual da Páscoa-2

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SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith

PARTE II

Quando o estudante da Verdade lê, pondera e medita essa gloriosa experiência, vivida pelo Mestre por amor à humanidade, pode receber inspiração e força para dar o próximo passo, de descobrir o princípio subjacente à crucifixão, ressurreição e ascensão. Qual a lição que o Mestre desejou transmitir? Não sugeria, acaso, que nós também, a nosso modo, devêssemos experienciar esses três passos? Não nos convida ele a estudar, compreender e finalmente demonstrá-los? Não nos indica que todos devemos demonstrar o princípio da imortalidade? Senão, como nos afirmou que faríamos as obras que Ele fez e ainda maiores?

Todos nascemos para as demonstrações que o Mestre exemplificou, em benefício daqueles que ainda não as podem suportar. Ninguém pode chegar a ser um instrutor espiritual se não atingir, em alguma medida, a vivência dos passos de Jesus, porque eles são vividos no dia-a-dia, em pequenas demonstrações, até chegarmos às maiores expressões.

Nossa crucifixão começa pela compreensão desta Verdade cristã: “Eu, de mim mesmo, nada posso. O Pai, em mim, é quem faz as obras”. Exatamente nesse ponto começa a renúncia aos supostos méritos, aos apegos, à ambição desmedida, reconhecendo que o homem não vive apenas de pão (fama, poder, riquezas, sabedoria humana), senão que a Vida se expressa por toda palavra que procede da boca de Deus. Aqui aprendemos a primeira lição de cura espiritual: que a vida não depende da ação do coração e de outros órgãos e funções do corpo, mas, sim, da consciência que temos da Verdade espiritual (Deus como Vida onipresente).

O essencial é que não precipitemos esse desabrochar. Entendamos firmemente que nossa saúde, suprimento, harmonia de relacionamento, etc., não dependem apenas de esforços humanos e estudos ou poderes físicos, como acreditávamos antes, por causa de nossos condicionamentos sociais. É a palavra de Deus, mantida em nossa consciência, que eventualmente se exprime como harmonia e outras bênçãos em nossa vida cotidiana. Assim podemos compreender o real sentido das palavras de Jesus: “Tenho um alimento que não conheceis”. Compreendendo a palavra de Deus, habitando nela e deixando que ela habite em nós, conseguimos a substância que é a Fonte interna de bens, o Sanador e Salvador interno – o alimento que o mundo não conhece.

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Significado Espiritual da Páscoa-1

SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith

PARTE I
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A época pascal rememora a crucifixão, ressurreição e ascensão de Jesus, ocorridas há 2000 anos. De acordo com os ensinamentos cristãos, o Mestre se submeteu à crucifixão para provar a veracidade de seus ensinamentos e mostrar que, mesmo destruído o corpo, Ele ressurgiria três dias depois. É ensinado que, submetendo-se à morte do corpo, Ele tomou sobre si os pecados do mundo e, dessa forma, morreu para salvar-nos. A páscoa é, pois, a rememoração desses eventos, oportunidade em que se lembra e louva o mais elevado dos homens – Jesus – que se submeteu voluntariamente a esse sacrifício, para que o mundo vivesse.

Nós, estudantes da Verdade, devemos juntar-nos ao mundo cristão inteiro, para entoar hinos de louvor e honrar Aquele que, pela magnitude de seu amor, subida compreensão de Deus e do homem, demonstrou, através da crucifixão, a capacidade de vencer o último inimigo – a morte – ressurgindo do túmulo e sobrepondo-se a toda crença humana. O estudante da Verdade compreende que na experiência da crucifixão, o Mestre demonstrou poder sobre as leis materiais da vida – as crenças mortais que dão poder de vida ao corpo, em vez de reconhecer que a Vida mesma, divina, eterna, é que governa o corpo. Portanto, a crucifixão simboliza a destruição dos pecados do mundo.

Quanto mais estudamos o Novo Testamento, a mensagem e missão de Jesus Cristo, que culminaram nos dramáticos eventos comemorados na páscoa, tanto mais se aprofunda e amplia nosso amor pelo Mestre e Sua obra. E esse amor nos suscita um grande desejo de compreender o princípio da vida, a missão, a mensagem e demonstração final de Jesus. Nenhum outro homem teve maior amor do que ele, que deu a vida por seus amigos. Qual a resposta que se levanta dentro de nós ao penetrar a profundeza do amor que essa grande alma exprimiu ao mundo, em sua demonstração no calvário e na revelação posterior, com os apóstolos?

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A Estreita Visão Condicionada

A ESTREITA
VISÃO CONDICIONADA
Dárcio

Poucos percebem o grau em que se mantêm condicionados! Em tudo a mente humana lança seus condicionamentos e consequentes grilhões! Quando os princípios espirituais entram em contato com alguém, em geral são vistos à distância, após uma rápida comparação entre o “novo”, que chega, e o “antigo”, já condicionado!

Isto ocorre em tudo! Se a pessoa usa sempre um certo trajeto para voltar para casa e,  por alguma obra, um “desvio” lhe for um dia sugerido, o desagrado logo se faz presente! Pelo desvio ela veria novas ruas, novas lojas, novas pessoas, tudo novo: mas, a mente condicionada reage! E, no dia seguinte, caso a obra esteja encerrada, volta ela ao antigo é “surrado” percurso de antes!

Podemos imaginar este processo no estudo da Verdade! Como as pessoas são vítimas da mente condicionada! “Ah…eu não penso assim! Para que irei mudar? Cada um tem seu modo de ver!”…e, assim, a mente condicionada segue em frente, achando a maioria ser isto muito natural! Não há maior “antiCristo” do que a mente humana condicionada!

Uma pessoa conhecida, adepta do catolicismo, disse-me ter chegado à conclusão de que “todas as religiões que pregam o ensinamento de Jesus Cristo” são boas, e que ela estava se tornando mais “ecumênica”. Perguntei a ela se o Budismo também fazia parte de sua aceitação. “Budismo não!”– foi sua resposta à velocidade da luz! E eu disse a ela: “Mas você conhece a fundo o que prega o Budismo?” A resposta foi “Não! O Budismo não me interessa!” . E eu disse a ela: “Uma pessoa que foi educada no Budismo desde criança nem quer ouvir falar de Jesus Cristo!” Ela me disse: “O Budismo fala em reencarnação!” E eu disse: “O Espiritismo é cristão e também fala!” Ocorre o seguinte: há uma Verdade absoluta e única, presente em todos os ensinamentos espirituais legítimos! Esta Verdade não lida com nada deste suposto “mundo material”. O Budismo diz que “este mundo” é Maya (uma ilusão da mente humana); o Cristianismo diz ” o príncipe deste mundo é o pai da mentira”, e que “o Reino não vem visivelmente, por já estar em nós… o Reino que não é “deste mundo”!

Se o Budismo prega ser “ilusão” a visão humana de mundo , não poderia estar pregando a encarnação ou reencarnação de alguém numa “ilusão”; se o Cristianismo prega ser  satanás, o “pai-da-mentira”, o príncipe deste mundo, que “não somos deste mundo”, “que não temos pai sobre a face da terra”, não poderia estar pregando a encarnação ou reencarnação de alguém neste mundo”. O que ocorre, na verdade, é que a mente humana, desinteressada em sumir, para que a Verdade Absoluta seja discernida, criou ramificações mil dos ensinamentos! E A TOTAL ONIPRESENÇA DA LUZ ACABOU DEIXANDO DE SER RECONHECIDA!

Somente a livre manifestação da Mente divina faz com que se rompam os condicionamentos da mente humana! Inclusive e principalmente  os religiosos! Eis por que as meditações corretas são fundamentais! Elas permitem a ação interior da Luz divina; e esta Luz, continuamente incidindo em nossos condicionamentos, acaba por dissolvê-los!

Quanto menos “mente humana”, mais a mente de Cristo pode ser percebida como nossa mente real e verdadeira! O processo é o mesmo, no Cristianismo (chamado de Renascer), ou no Budismo, (chamado de Despertar); e, sem a mente condicionada, o óbvio, que até então, não era visto como óbvio, passa a ser: DEUS É ESPÍRITO, E É TUDO!

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O “CONTATO”

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O
“CONTATO”
Dárcio
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Querer “entrar em contato” com Deus, que é a nossa própria Vida, seria análogo ao fogo querer se aquecer! A suprema realização do homem é a percepção consciente de sua unidade com Deus! Assim como o fogo já está “em contato” com o calor, estamos “em contato” com Deus! Entretanto, às vezes encontramos, na literatura espiritual, que “devemos entrar em contato com Deus”. Entendamos o que isto quer dizer. A meditação ou a contemplação silenciosa objetivam unicamente esta percepção consciente: não existe a Vida de Deus e a “nossa vida”, para que uma pudesse “entrar em contato” com a outra! Por outro lado, com a suposta mente humana ativa, o “contato já feito”, ou seja, esta “unidade” , acaba passando completamente despercebida!

Joel S. Goldsmith disse o seguinte: “A meditação, em si, não é o caminho. O caminho é o contato! A meditação apenas serve de meio para que a pessoa atinja o silêncio interior onde o “contato” está feito.”

Há muitos que meditam e meditam, e  reclamam que seus problemas não têm fim. Falta-lhes o “contato”. Já estamos todos em UNIDADE DIVINA! Espiritualmente, o “contato” está feito e é permanente. Assim, na verdade, as meditações são meras “pausas silenciosas” em que conscientemente a Verdade é discernida: DEUS E HOMEM SÃO UM, E O MESMO!

No mundo visível, achamos que somos seres  separados de Deus e, também, separados uns dos outros. Esta ideia é falsa; assim, meditamos e “fazemos o contato”. Percebemos que, assim como a gota é uma com o oceano, nosso “Eu” é UM com o Infinito! Após meditarmos e percebermos esta gloriosa Verdade, veremos , em nosso dia-a-dia, as atividades normais fluindo livremente, de modo a  espontaneamente refletir a harmonia-essência da Realidade divina.

Em Deus, todos nós vivemos este eterno e harmônico “contato”, em forma de Unidade. Cristo, explicando esta Verdade, disse: “E naquele dia conhecereis que eu estou no Pai, vós em mim, e eu em vós.”

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Seus Primeiros Momentos do Dia

SEUS PRIMEIROS MOMENTOS
DO DIA
Dárcio

Habitue-se a usar os primeiros momentos do dia para reconhecer a Verdade de que DEUS é seu EU individual, e que,  neste dia, a Presença de Deus é a SUA própria presença. Não saia de casa tresloucadamente, em busca de resolver assuntos materiais, sem antes reconhecer sua REAL IDENTIDADE. Se em sua agenda atual falta-lhe tempo para assim fazer, acorde mais cedo! Estudar a Verdade e sair pelo mundo sem reconhecer a SI MESMO como a Presença de Deus será convidar a “crença mesmérica” para atuar em seu dia-a-dia. Em tudo vale a recomendação de Cristo Jesus:
“Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça…”.

Não pense que tanto faz sair de casa munido da percepção de ser a Presença de Deus, como fazer o mesmo sem antes fazer este radical reconhecimento, que o seu dia será o mesmo! Não existe dia feito! Existe o REINO DE DEUS CONSUMADO! Caso você ache tempo para reconhecer a Verdade, o seu dia será harmonioso, por estar a sua mente harmoniosa; porém, se sair rumo a ele com a mente lotada de “coisas para resolver”, esta agitação mental não o fará ter a mesma harmonia projetada. Daí se seguem as palavras de Jesus:
“…e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”.

Sair pela manhã consciente da real identidade é imprescindível; esta prática deve se tornar um hábito prioritário. Dele lhe virá maior facilidade para entender a natureza divina por trás das aparências de todos com quem você naquele dia entrar em contato. As “coisas acrescentadas” não são, portanto, somente “coisas”, mas sim “tudo” deste suposto mundo de aparências! De sua dedicação aos princípios, fluirá seu dia-a-dia, pois estará protegido das “crença falsas” de que vive em mundo material, de que convive com meros seres humanos, e de que DEUS NÃO É SEU EU.

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Estude a Verdade com Maior Proveito

ESTUDE
A VERDADE
COM MAIOR PROVEITO

Dárcio

O estudo da Verdade é primordialmente assunto de Auto-revelação. Deus Se revela como a nossa Consciência iluminada. A partir disso, surge o nosso interesse pelo estudo, quando nos dedicamos às leituras, estudos e meditações contemplativas. Os princípios básicos do estudo devem vir à tona sempre que nos propusermos a ler algum artigo, trechos da Bíblia ou de outra fonte inspirada. Estes princípios podem ser resumidos na seguinte frase:

DEUS É TUDO COMO TUDO!

Assim, o que é válido para DEUS, é válido, aqui e agora, para o nosso SER INDIVIDUAL.

Vale ainda lembrar que Deus é Onipresente, Onipotente, Onisciente e Oniativo. Se estes pontos foram ponderados antes das leituras, elas se mostrarão mais eficazes.

Um texto da Verdade deve antes ser lido por inteiro, mesmo que seja longo, numa leitura rápida de  forma que seu  sentido global seja absorvido. O título deve ser bem analisado, ou seja, o porquê de o autor o ter escolhido; também a ordem da exposição do tema deve ser observada, pois os artigos, como um filme de cinema, têm começo, meio e fim, e estas três etapas da exposição estão intimamente ligadas ao título, ao bom entendimento da mensagem e, principalmente, à aplicação plena de seu sentido na vida prática. O ideal é que, após leituras e estudos, fiquemos em condição de “contá-lo para alguém” nesta ordem, tal como saberíamos contar um filme assistido: a partir do seu título, começo, meio e fim.

As leituras posteriores devem ser feitas de modo pausado e lento. Cada linha deve ser avaliada sem pressa, numa atitude de quem espera, além da mera conscientização do sentido das frases, uma espécie de concordância espontânea da própria alma. Assim, trecho por trecho, o artigo irá sendo relido, avaliado, discernido espiritualmente e incorporado ao viver diário, tanto nas silenciosas meditações que fizermos, quando contemplaremos as verdades lidas como válidas para o nosso próprio ser, como nas próprias atividades cotidianas, quando suas mensagens, vívidas em nossa mente, poderão mostrar a sua força como “maná diário” em cada nova situação que o dia nos oferecer.

Os pontos que nos chamarem a atenção, na primeira leitura detalhada, poderão ser sublinhados com tinta colorida; assim, quando fizermos a segunda leitura, saberemos com nitidez o que nos havia chamado a atenção na primeira leitura. O mesmo poderá ser feito na segunda leitura, e nas demais, com a utilização de outra cor de tinta. O mais importante, nestas leituras, não é o volume de textos lidos, mas a assimilação plena de cada artigo. Eles poderão também ser gravados pela própria pessoa, no todo, ou num resumo feito por ela própria, para ser ouvido posteriormente. Neste “ouvir”, a pessoa poderá, ao mesmo tempo, acompanhar a gravação fazendo junto as “meditações contemplativas”, e se identificando com o conteúdo das mensagens.

Neste estudo, não devemos voltar aos antigos vícios da errônea educação materialista, que nos identificava como ser humano dotado de mente humana! Devemos entender que “temos a mente do Cristo”! Esta é a revelação! As leituras e meditações são expedientes temporários para que esta Verdade se “solidifique” dentro de nós. Caso a “mente humana” venha nos tentar, para novamente nos iludir, poderemos repassar, rapidamente na mente, o conteúdo de algum dos artigos lidos que tenhamos bem assimilado com a utilização das recomendações aqui descritas; ou poderemos fechar os olhos rapidamente e reconhecer: “Está revelado: Eu tenho a mente do Cristo!” O importante é jamais voltarmos a nos deixar envolver pelas artimanhas da mente mortal.

“Orai, e vigiai sem cessar”—assim diz a Bíblia. Quem se dedicar, verá os frutos da Verdade rapidamente surgindo em sua vida.

*

Canto Evocativo de Deus-2

CANTO
EVOCATIVO
DE DEUS
GUSTAVO ROCHA
PARTE II

*
“Ó Deus Pai, que dais vida a todos os seres viventes, abençoai-me com o Vosso Espírito!
Eu vivo, não pela minha própria força, mas pela Vida de Deus Pai que permeia os céus e a terra.
As minhas obras não sou eu quem as realiza, mas a força de Deus Pai, que permeia os céus e a terra.
Ó Deus, que vos manifestastes através da Seicho-No-Ie, para indicar o Caminho dos céus e da terra, protegei-me.”
*

O ensinamento da Seicho-No-Ie recomenda que, mesmo quando estivermos realizando atividades simples como andar, conscientizemos/saibamos imediatamente que “é o filho de Deus que está andando”. Isso é o mesmo que rezar, de forma prática, o Canto Evocativo de Deus. Andando, comendo, respirando, trabalhando, conscientize que é o filho de Deus quem vive. Anule-se, gradualmente, diariamente, por meio dessas conscientizações. Até chegar o dia em que poderá discernir que “o homem não realiza as suas obras, mas Deus que permeia os céus e a terra”. O homem nada faz de si mesmo, e nada é! Deus é tudo. No Taoísmo é ensinado o “agir pelo não-agir”, o “fazer pelo não-fazer”, explicando ser esse o Caminho. Você encontra o Caminho quando apreende a arte da “ação pela não-ação”. Isso significa que, embora no mundo das aparências o homem realize coisas, jamais é ele o agente de suas ações/obras. Isso significa também que, embora no mundo das aparências o homem viva e exista, jamais é ele um ser que vive e existe. O homem não existe! Jesus dizia: “eu de mim mesmo nada posso, o Pai em mim é quem realiza as obras”, “as palavras que vos digo, não as digo de mim mesmo, mas do Pai que me as envia”, “quem me vê a mim, vê Aquele que me enviou”, “por que me chamas de bom? Há apenas UM que é bom, e este é o Pai no céu”. Jesus sempre se anulava, diminuía a si mesmo a fim de ver Deus tornar-se grande. Na Bíblia, Paulo atinge a consciência espiritual a ponto de dizer: “E vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Essa é a exata função e objetivo do ser humano e da existência humana: deixar de ser, ser nada. Reconhecer que o Tao, Deus, o Pai no céu, é o todo de tudo.

O homem não existe de verdade (existe Deus!), a não ser como um reflexo na mente. Mas a mente não existe. Porém, consequentemente, a conscientização da Verdade pelo homem produz resultados benéficos no mundo das aparências humanas. São os bens ou frutos “vindos por acréscimo”. São “acréscimos”, porque, no final das contas, o mundo humano não passa de um reflexo da Existência Divina na mente. O Caminho de Deus, a Verdade, é invisível aos sentidos físicos, a mente humana não o capta. Nós nunca buscamos os frutos. Buscamos sempre ser nada – buscamos apenas Deus, o Reino de Deus. O “caminho dos céus e da terra” indicado na oração não tem a ver com o mundo humano. Este deve ser anulado. Não tem a ver com o ser humano. Este também deve ser anulado. Sobra, então, somente Deus e o Reino de Deus como único Caminho e Verdade. É o Jissô, a Imagem Verdadeira.

FIM

Canto Evocativo de Deus-1

CANTO
EVOCATIVO
DE DEUS
GUSTAVO ROCHA

PARTE I

*
“Ó Deus Pai, que dais vida a todos os seres viventes, abençoai-me com o Vosso Espírito!

Eu vivo, não pela minha própria força, mas pela Vida de Deus Pai que permeia os céus e a terra.

As minhas obras não sou eu quem as realiza, mas a força de Deus Pai, que permeia os céus e a terra.

Ó Deus, que vos manifestastes através da Seicho-No-Ie, para indicar o Caminho dos céus e da terra, protegei-me.”

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Esta oração da Seicho-No-Ie é uma oração de auto-anulação. Objetiva anular o ego (ideia ou sentido pessoal de ser uma existência separada do Todo). Nenhum ser humano possui vida, força ou inteligência em si mesmo. Mas o homem se julga dotado de vida própria, devido aos sentidos limitados e grosseiros da matéria. Essa oração tem o intuito de desfazer esse equívoco. A vida de Deus no homem só pode ser discernida no momento em que é eliminada da mente do indivíduo a ideia de que ele possui vida, força e vontade própria. Para que Deus possa aparecer, o homem precisa ser anulado, ser visto como ilusão – deve desaparecer. Deus aparece quando o homem desaparece. Por isso essa oração da Seicho-No-Ie é uma oração de conscientização de que “a minha vida não é minha, mas de Deus”. O homem, fechado na mente humana, parece ter vida própria, força própria, ideias e criatividade próprias, porém são todos limitados. Na mente, a única possibilidade é contar com ilusória a força do ‘pequeno eu’. A força de Deus flui quando o ser humano, livrando-se gradativamente da mente, se anula. Deus aumenta na medida em que o homem diminui.

Essa oração, que é uma invocação da presença, força e atividades de Deus, deve ser feita atentamente, refletindo e considerando cada palavra. Peça com força, com vontade: “Abençoai-me com o vosso Espírito!”. É necessário ser feita com entendimento e vontade sincera de que Deus assuma a posição/lugar ocupada pelo ego. Ao fazê-la você pode imaginar o ego saindo e deixando em você um lugar vago, um “espaço vazio”, não preenchido; e imediatamente imagine o Espírito de Deus vindo, entrando e ocupando o “lugar vago” antes ocupado por aquele ‘pequeno eu’ que julgava-se um ser vivente. Assimile mentalmente e com clareza essa idéia, e finque-a no fundo da alma. Conscientize que você nada faz de si mesmo, mas que Deus é quem realiza as suas obras. Nenhuma oração deve ser feita de forma mecânica, recitada maquinalmente, como se a sua mera repetição bastasse para fazer ocorrer a mágica. Oração nenhuma tem vida em si mesma. A consciência daquele que ora é o que dá vida/poder à oração. Portanto, conscientize cada palavra.

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“Desligue a Tomada do Mundo!”

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“DESLIGUE A TOMADA
DO MUNDO!”
Dárcio

Assim como uma criança é vista distraída, vendo desenho animado pela TV, completamente alheia ao mundo inteiro em que  vive, e que é real fora daquele desenho, também vive  a humanidade, aparentemente distraída com as “miragens” da suposta mente humana, sem se dar conta de estar em Deus, sendo uma com Deus, sendo Deus!

A Substância divina é perfeição onipresente! Não existe “matéria-prima” fora de Deus para “formar imperfeição”. Ser convicto de que não há “imperfeições”, “males”, “problemas”, significa estar contemplando a unidade: “VOCÊ E A SUBSTÂNCIA PERFEITA E ONIPRESENTE SÃO UM”.

Se a criança, da analogia, estiver vendo “imperfeição” pela TV, ao assistir ao desenho animado, estará ocupando a mente com aquela “imperfeição”, que é ilusória! Mera ficção imaginada pelo autor daquele desenho! Da mesma forma, se alguém estiver se ocupando com supostas “imperfeições”, “males”, “problemas” do mundo, igualmente estará dividindo a mente com as “ficções” a que damos a nome de ILUSÃO! Como a criança se livraria das “imperfeições” do desenho? Desligando a tomada da TV! Do mesmo modo, você se livrará das “imperfeições” mostradas pela suposta mente humana desligando a “tomada do mundo”. Se tentar corrigir as imagens falsas de qualquer outra forma, estará sendo como criança, caso ela orasse a Deus para que o “imperfeito” presente no desenho animado se corrigisse! Você é um com Deus! Um com a Substância perfeita onipresente! Entre em silêncio e contemple este Fato eterno; mas, antes de tudo, DESLIGUE A TOMADA DO MUNDO!

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Vida é Amor Divino Sendo Deus

VIDA É AMOR DIVINO
SENDO DEUS
Dárcio

O conceito que o mundo faz da Vida é mero conceito vazio, que em nada corresponde à Verdade. Isto se deve ao  seguinte motivo: jamais a suposta mente humana saberá em que consiste a Vida! Deus é Vida, Deus é Amor; e então, a Vida é Amor divino sendo Deus, que é Tudo!
Vivemos sendo o Amor divino em expressão! O Amor que é Luz, que é Substância onipresente, que é Deus sendo Deus.

O Amor não coexiste nem convive com dores e sofrimentos! O Amor não coexiste com imperfeições, desavenças e atritos! O Amor é Absoluta Oniação! Não é algo “deste mundo”. O que faz aparentar haver “ações desamorosas”, ou “malignas,” é mera CRENÇA FALSA! A crença em universo material! O Amor absoluto Se exprime livremente, enquanto uma “sugestão”, na suposta mente humana, tenta fazer com que creiamos em contrário! Boatos não alteram a Verdade! Permaneça consciente de que a sua Vida é puramente AMOR DIVINO SENDO DEUS! Solte-se neste reconhecimento eternamente verdadeiro, durante a “Prática do Silêncio”, discernindo que Amor divino é Substância onipresente, a única Substância manifesta como tudo e como todos, a Substância-Verbo que é a Luz que cobre o Infinito! Contemple sua Vida sendo “Amor divino” na forma Corpo! Este Corpo-Amor é seu único Corpo eterno e verdadeiro! Contemple-0! Contemple o Fato espiritual de que “Você é Templo de Deus”, descartando por completo a ILUSÃO de que exista “matéria”, e que, esta suposta substância material possa estar sendo o seu corpo! Matéria não existe, sendo apenas um conceito-sonho presente numa mente também inexistente! Parta diretamente da Verdade absoluta: Deus é a Mente única, a mente que é Vida onipresente, e que é Amor divino sendo Deus!

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Seres à Semelhança de Deus

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SERES À IMAGEM E
SEMELHANÇA
DE DEUS
Dárcio

Quando a Bíblia revela que “homem e mulher os criou, à Sua imagem e semelhança”, e que “tudo o que Deus faz é permanente”, está considerando a Realidade eterna e não as miragens que a suposta mente humana gera e ilude a maioria! Que é o “estudo da Verdade”? É exercer o papel do Cristo: “Dar testemunho da Verdade”. Quem dá testemunho de algo não tenta alterar, curar nem melhorar algo, mas sim apenas reconhecer o que é objeto daquele testemunho! No caso, “dar testemunho da Verdade” é cada um de nós assumir a “Mente de Cristo” e dar o testemunho das revelações bíblicas em SI MESMO, ou seja, “EU SOU CRIADO À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS, E ISTO É PERMANENTE!”

DEUS É TUDO! É a única, Presença, único Poder e única Evidência! Enquanto você se encantar com “este mundo”, enquanto se deixar iludir pelos seus “atrativos”, estará dando testemunho da mentira, iludido por ela e deixando a Verdade de lado! “Não podeis servir a dois senhores”, disse Jesus. A Verdade é que o REINO DE DEUS é único, pleno e real, enquanto “este mundo” é meramente uma sequência de imagens hipnóticas ludibriantes! Por isso é revelado que “todo aquele nascido de Deus vence o mundo”: o “nascido de Deus” é o ser consciente de “ter a Mente de Cristo”, a Mente divina em seu Ser individual e uno com o Pai! Este Ser, “dando testemunho da Verdade”, é o que “vence o mundo”, é o que, “nascido de novo”, se vê despojado do ilusório “eu das imagens hipnóticas” e dando, em SI MESMO, o testemunho da Verdade de sua filiação divina, perfeita, gloriosa e permanente.

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Veja-se Presente Onde Deus o Vê

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VEJA-SE  PRESENTE ONDE
DEUS O VÊ
Dárcio

Por que toda avaliação feita sobre seres humanos se mostra falha e retratando imperfeições? Porque não há Verdade em seres humanos nem em quaisquer dos julgamentos que a suposta mente humana cria sobre eles. Deus Se revela como toda a Existência, ou seja, o Verbo Se exprime como Verbo e sob infinitas manifestações espirituais e perfeitas de Si mesmo. Em vista disso, tudo que for considerado de natureza humana, imperfeita, temporal,  e que a “mente humana” estiver relacionando com VOCÊ, é pura ILUSÃO!

Unicamente o Sentido divino contempla o que é Realidade! Não há Sentido divino ao lado de supostos “sentidos humanos”, uma vez que Deus, o Sentido onipresente, é TUDO!

Já relatei aqui, certa vez, uma “sugestão mesmérica” de que algo em minha audição estava imperfeito. Obviamente, era ILUSÃO, e, como tudo que é ILUSÃO, me parecia ser real! Entretanto, se fosse real, Deus, onde eu estava, teria ficado surdo! E foi em cima dessa Verdade que eu permaneci, mantendo-me consciente da permanência da Audição absoluta e onipresente, até que a “sugestão hipnótica” se desfizesse e comprovasse sua natureza puramente ILUSÓRIA! O Sentido divino, sendo Onipresente, é pleno e perfeito em toda parte e em todo instante! E, por ser assim, constante e atemporal, podemos entender que este AGORA é o instante único em que Deus tem Consciência de ser TODO PERFEITO, em toda extensão de SI MESMO! E é por isso que partimos sempre do Referencial divino e jamais do humano! O Referencial divino, AGORA, mostra-nos como perfeitas Emanações iluminadas do Verbo, enquanto o “referencial humano” mostra unicamente “sugestões hipnóticas” com as quais a suposta “mente humana” gera a ILUSÃO de vida terrena. Portanto, ao meditar, parta de SUA PRESENÇA NO PARAÍSO, e nunca “neste mundo”; veja-se presente onde Deus o vê, fazendo parte do Seu Reino, sendo um com VOCÊ, e, portanto, SENDO VOCÊ!

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Três Etapas de Progresso

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TRÊS ETAPAS DE
PROGRESSO
Joseph Murphy

Primeira etapa:

Nunca faça uma afirmação negativa sobre o
seu estado financeiro, tal como: “Não posso pagar o aluguel”, “Não
consigo ganhar para as despesas”, “Os negócios vão muito mal”,
“Não posso pagar minhas contas”, etc. Ao lhe ocorrer um
pensamento negativo, substitua-o pela afirmação:

“Tenho um estoque infinito em meu íntimo e todas as minhas necessidades
são satisfeitas instantaneamente”.

Pode ser necessário ter de
repeti-la cinquenta vezes por hora, mas persista que o pensamento
negativo deixará de o preocupar.

Segunda etapa:

Adquira o hábito, durante o dia, de
condicionar sua mente às riquezas divinas, afirmando:

“Deus está sempre presente para ajudar-me nas dificuldades; Deus é a
fonte instantânea e imediata de meus recursos, proporcionando-me
todas as ideias necessárias em todos os momentos e
oportunidades”

Terceira etapa:

Ao dormir, todas as noites, repita esta
grande verdade:

“Sou grato a Deus por suas riquezas sempre
presentes, imutáveis e eternas”.

Um  homem de negócios seguiu fielmente essa prescrição
espiritual e progrediu extraordinariamente; mandou
posteriormente emoldurar a seguinte citação bíblica, que mantém
em sua mesa:
“O deserto e a terra sedenta se regozijarão; o ermo
exultará e florecerá como o narciso”.
(Isaías 35:1).

Recentemente, disse-me ele: “Minha mente era um ermo e
um deserto; nada havia ali a não ser as sementes da ignorância,
do medo e da autodepreciação, além de um sentimento de
inutilidade. Atualmente, estou no caminho da vitória, da realização
e da prosperidade”.

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Do Vale ao Monte

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DO
VALE AO MONTE
Dárcio

Quem está familiarizado com o estudo da Verdade a partir do ponto de vista de Deus, e não do ponto de vista das “aparências”, sabe que não há dois universos e nem dois “eu”s em existência, mas sim, unicamente Deus sendo Tudo! Quem parte do ponto de vista das “aparências”, identificando-se com “existência humana”, deixa de estar identificado com a Verdade eterna imutável, perfeita e permanente! Este enfoque de “vida terrena” é aquele que a Bíblia chama de “vale”, enquanto o enfoque absoluto considera cada um “no monte”. Esta escalada, do “vale ao monte”, seria cada um ir paulatinamente se elevando, se renovando segundo entendimento cada vez mais profundo, até se sentir compenetrado de estar “no monte”, plenamente consciente de que Deus e ele são um.

Quem segue ensinamentos relativos se mantém “no vale”, participando dia após dia do processo chamado por Paulo de “morrer diário”, que traduz um trabalho contínuo de “despojamento do ego” para que o Cristo, a real identidade, seja discernido em Sua glória e unidade com Deus. “O dia do Senhor está perto, no vale da decisão” (Joel 3: 14) Que revela esta citação? Ela diz que sua presença, neste “agora”, pode ser reconhecida sendo no “vale” como no “monte”, dependendo unicamente de uma decisão! Não depende do tempo e sim de uma atitude radical! Você vive “o Dia do Senhor” quando se despoja radicalmente do “dia da ilusão”, contemplando sua existência eterna, já iluminada e una com Deus. Esta “decisão” o faz “contemplar a Verdade” já a partir do que é eterno, imutável e perfeito! “Despojar-se” significa “desapossar-se”, ou seja, você abrirá mão completamente da aceitação enganosa de que é “ser humano” para se aceitar inteiramente identificado com o Cristo, a natureza divina e absoluta do “Eu único” presente como sua identidade! O chamado “velho homem”, do qual devemos nos despojar, segundo as palavras do apóstolo Paulo, fica, dessa forma,  erradicado pelas “contemplações absolutas”, que unicamente nos veem “revestidos no novo homem”, único “homem em existência”, se levarmos em conta unicamente o ponto de vista de Deus. Por isso “o Dia do Senhor está perto”, e no “vale da decisão”: caso você não se decida pela Verdade absoluta, deixará brechas para a “ilusão” atuar mesmericamente; caso se decida pela identificação total e sem reservas com o Cristo, uno com Deus, estará no “alto monte” da Existência iluminada! O dia é sempre ensolarado, para quem contempla o sol a partir do sol, mas poderá se mostrar também nublado, para quem contempla o sol a partir da terra. Tudo depende, portanto, do referencial adotado! E este, depende  unicamente de uma DECISÃO SUA!

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“Somos Um Só Corpo”

“SOMOS
UM SÓ CORPO”
Dárcio

Como o Universo é a Consciência única infinitamente “sendo”, assim como o oceano é “corpo único” com a totalidade de suas ondas, somos todos um “corpo único”, apesar das aparências nos darem a falsa impressão de sermos seres separados e independentes, uns dos outros. A interação que há entre todos é, vista corretamente, a Oniação absoluta em Autossuprimento perfeito. Paulo disse: “Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (Romanos 12:5). Esta unicidade do “Corpo em Cristo” explica o porquê de todo aquele que vai estudando e conhecendo a Verdade, proporcionalmente ir se dedicando ao “próximo” de forma integralmente espontânea! Isto se deve à Verdade de este “Corpo em Cristo” ser único! O aflorar da Consciência de Unidade faz aflorar o “amor ao próximo” justamente por esta Consciência saber que “o próximo não existe”, ou seja, “somos membros uns dos outros”, somos todos “um”, somos todos a Unidade perfeita! Somos o mesmo Um, que é Deus.

Quem entender que “somos um só Corpo”, estará entendendo com a Consciência, e não com a suposta mente humana, pois esta somente acatará esta Verdade quando for “espiritualizada” pela unção da Consciência. “Fazer o bem ao próximo” até poderá ser uma opção, para quem se vê como ser humano; entretanto, “fazer o bem ciente de inexistir o próximo” já será a “Oniação”,  manifestando-Se visivelmente, de modo espontâneo e tão natural quanto a mão esquerda age conjuntamente e em unidade com a mão direita, uma “ajudando a outra”, mas sem errôneas noções de serem “corpos separados”.

Em seu dia a dia, toda vez em que se veja solicitado a prestar algum “auxílio ao próximo”, entenda, de imediato, que “você é mão direita” atuando junto com “mão esquerda”, pois sempre a Verdade é esta, por sermos ininterruptamente “um só Corpo”. Sempre  você é “mão direita” e o suposto próximo é “mão esquerda”! O que você fizer a ele, fará a si mesmo; o que deixar de fazer, deixará de fazer a si mesmo! “Dá também a capa, se te roubarem a túnica”, disse Jesus para enfatizar esta “unidade”. A “Regra de Ouro”, que integra praticamente todos os ensinamentos espirituais do mundo, diz: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 7: 12). Esta atividade é regida por amor e sabedoria, não sendo ação a partir do ego, e sim daquele que, primeiro, reconhece sua “unidade com Deus”. O suposto “ego” não é capaz de discernir o que é o melhor sequer para si mesmo, quanto mais com relação ao próximo, que, para ele, não é “Corpo uno consigo mesmo”; por outro lado, quem medita e reconhece este “Corpo Único” que somos em Cristo, tem, ao lado do amor, a sabedoria requerida para avaliar o que deve e o que não deve ser feito, seja para si mesmo, sua “mão direita”, seja para seu próximo, sua “mão esquerda”.

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Dissolva a Crença em Conflitos…

DISSOLVA A CRENÇA EM CONFLITOS
DENTRO DE VOCÊ MESMO!
Dárcio

Tenho postado artigos enfatizando que DEUS É TUDO e que, ao lado de Deus, o que mais aparentar existir, será unicamente ILUSÃO. A série que acabei de postar no Blog do Facho de Luz (facho-de-luz.zip.net), sobre o “magnetismo animal”,  explicando pormenorizadamente as artimanhas do erro para tentar fazer com que nos desviemos da Verdade, deve ser lida sempre, estudada e praticada,  para que não passemos a lidar com “dois poderes” em vez de UM, que é a única Verdade em expressão. A mente humana é a crença mesmérica que faz sempre alusão à infindável luta entre o bem e o mal, por acreditar tanto num como noutro! Porém, crença hipnótica não gera fato! E o FATO é que Deus é TUDO, e é o ÚNICO PODER!

O estudo parte do princípio da Unicidade de Deus, ou seja, sendo TUDO, Deus é a Mente ÚNICA em atividade, exatamente AGORA! Esta Mente, única e, portanto, SUA Mente, está sendo sempre Harmonia onipresente, e é este o Fato real e eterno da Existência. Vimos, pelo “post” anterior, escrito por Allen White, que as orações funcionam quando a Verdade é focalizada e todo e qualquer suposto “problema”  é desfocalizado! Exemplificando, se você começa seu dia recebendo uma forte “sugestão” de que precisa resolver algum conflito com outra pessoa, caso deixe esta ideia prevalecer àquela que corresponde ao Fato, você terá seu dia iniciado e mantido sob a influência do “mesmerismo”. Quer dizer que jamais devemos buscar resolver as coisas que vemos erradas? Não! Pelo contrário, justamente por estudarmos a Verdade, devemos sempre estar com a harmonia em foco! Entretanto, antes de qualquer outra coisa, devemos PERCEBER A ONIPRESENÇA DA HARMONIA já “dentro de nós”, pois, é na mente humana que as SUGESTÕES de desarmonias, desavenças e conflitos nos chegam! Se, impensadamente, corrermos em direção ao mundo para “tirar tudo à limpo”, estaremos acreditando “no mundo” e não no REINO DE DEUS! Este é o conteúdo-chave do artigo postado anteriormente,  “Prece Funciona!”, de Allen White. Portanto, sejam quais forem as aparentes “situações de conflito”, entenda-as rapidamente como sendo “sugestões mentais mesméricas”, faça esta mente ilusória se calar, usando a Ciência Mental, e depois a “Contemplação absoluta”, que é a Mística do estudo, até sentir-se inteiramente harmonioso e em comunhão com Deus. Nesta condição de “paz interior”, você poderá “ir ao mundo” ou “ir às pessoas” para resolver as pendências que possam requerer sua atenção; mas, assim sereno e convicto de que “sua Mente” é a mesma Mente que está atuante em “todos”, verá que tudo se resolverá harmoniosamente, por ter, a ilusão de “duas” mentes, sido desmantelada! DEUS É TUDO! A Mente de Deus é ÚNICA! Ela é a SUA, é a MINHA, é a de TODOS! Esta percepção anula a crença em “conflitos pessoais”. Eram todos puramente SUGESTÕES MENTAIS ILUSÓRIAS!

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Prece Funciona!

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PRECE FUNCIONA!
Allen White

A prece é poderosa; ou melhor, a prece correta é poderosa. Quando tudo mais falhar, somos impelidos a orar. Isto será uma boa atitude, desde que sua prece seja corretamente focalizada. A prece corretamente focada SEMPRE FUNCIONA.

Segundo Cristo Jesus, a prece corretamente focalizada é aquela focalizada no reino de Deus – não a prece que rodeia, rodeia, e sempre gira em torno de um eventual problema à mão. Suas palavras foram: “Buscai primeiro o reino de Deus, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”. Quando você ora para compreender a natureza de Deus, você está orando corretamente. Quando você ora para compreender seu relacionamento com Deus, você está orando corretamente. Quando você ora para compreender onde está, e o que é o reino de Deus, você está orando corretamente.

Leitor, exatamente agora, a sua Consciência está repleta de conhecimento e entendimento do reino. Mesmo em meio ao que aparente ser condição ameaçadora à vida, paz, alegria e prosperidade, quando sua prece se focalizar na percepção de Deus e no conhecimento de Deus, VOCÊ descobrirá que somente o que Deus é, VOCÊ é, e o que Deus não é, VOCÊ não é.

Não, a prece correta não irá curar alguma doença em seu fígado, mas lhe revelará que nunca existiu um fígado necessitado de cura. A prece correta não irá abarrotar sua conta bancária, mas lhe revelará que “tudo que é do Pai é seu AGORA, porque “você e o Pai são um” – o mesmo Um.

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“O Chamado”

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“O CHAMADO”
Dárcio

“Seguindo ele o seu caminho, aconteceu que, ao aproximar-se de Damasco, subitamente o cercou uma luz fulgurante vinda do céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele disse: Quem és tu, Senhor? Ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues”.
Atos dos Apóstolos, 9: 3-5.

Quando Deus fala, a conversão é inquestionável. Deus é onipresente, e esta onipresença, obviamente, deve ser revelada. Cada pessoa que aparentemente é “convertida”, está apenas revelando sua nulidade como ser humano para, em seguida, expressar conscientemente sua natureza ou filiação divina. Os métodos ou meios visíveis que motivam a conversão podem se mostrar variáveis para cada um; entretanto, mais dia menos dia, cada um se verá CERCADO PELA LUZ FULGURANTE.

A Verdade é que Deus é a Consciência única de todos. Por isso não precisamos tentar convencer a ninguém sobre a veracidade dos princípios espirituais revelados. Cada um, à sua moda e em seu devido momento, perceberá O “Chamado”, e se verá irresistivelmente na contingência de atendê-lo.

Às vezes o Chamado aparece através de alguma insatisfação humana, ou seja, a pessoa pensa em conhecer algo de cunho espiritual, na expectativa de que tal conhecimento lhe facilite a realização de seus ideais humanos. Em outras vezes, a pessoa com  os seus ideais humanos já concretizados, acaba constatando o “vazio” de tudo aquilo, e começa a se interessar pelo conhecimento espiritual. Na verdade, o “mundo das aparências” é uma ilusão! Jamais satisfará o verdadeiro ser de todos nós, que é de natureza divina e puramente espiritual.

Não importa o meio a servir como condutor de alguém à sua Fonte. Importa que Deus esteja Se revelando, e esta atividade divina, percebida na Consciência interior da pessoa, faça com que esta auto-descoberta se torne  “caminho sem volta”, uma jornada em que a pessoa se veja impelida a prosseguir até discernir sua meta plenamente atingida. A “Parábola do Filho Pródigo”, ensinada por Jesus, ilustra esta caminhada rumo à infinitude de nosso próprio Ser.

Ninguém é capaz de levar outra pessoa a esta caminhada. Esta função é exclusivamente de Deus. Eis por que ninguém poderá resistir ao “Chamado”. Alguns poderão achar que o estudo partiu de uma decisão da parte deles; outros poderão achar que estão adquirindo conhecimento espiritual graças às suas mentalizações, estudos ou leituras de temas espirituais. A Verdade, porém, é que o CERCO COM A LUZ FULGURANTE é “feito” por Deus! E, é bom que isto esteja bem claro na mente: a Iluminação Espiritual é a Graça de Deus,  uma Autorrevelação de Deus como nossa própria Consciência individual.

Jesus disse: “No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo: Eu venci o mundo” (João 16: 33). Este “bom ânimo” é a atitude que devemos tomar, após o “Chamado”, por sabermos que nossa ilusória “humanidade” estará se dissipando pela Graça de Deus. Que é o mundo? Um “trote” aplicado coletivamente à humanidade toda pelo “pai da mentira”. Somos filhos espirituais das sabedoria suprema; estamos vivendo na plenitude do seu Reino divino, como “co-herdeiros de todas as riquezas celestiais”! Onde estão as limitações? Onde estão os problemas? No mundo? Não! Estão em nossa aceitação desta farsa chamada “vida terrena”, mera crença impotente, lançada sobre todos, para que, iludidos ou sugestionados por suas imagens finitas e infundadas, desconhecidas de Deus, se sintam tolhidos, amarrados, prensados por uma ilusão pavorosa, um pesadelo, denominado “mundo material”.

Como “sair da ilusão”? Recebendo o Espírito Santo; reconhecendo a Onipotência e Onipresença de Deus; reconhecendo que ESTE UNIVERSO JÁ É PURAMENTE ESPIRITUAL!

Reconhecer é sentir e falar! Se Deus é nosso Pai, se nEle vivemos, NÃO TEMOS PROBLEMAS! E, caso eles ainda se mostrem visíveis, deles arranquemos a máscara! SÃO TODOS FALSOS! Jamais existiu poder para competir com Deus! Jamais existiram problemas para  filhos de Deus”: crenças errôneas não são poder!

A Vida espiritual é a VIDA NA REALIDADE DIVINA! A Bíblia, com as palavras de Jesus, retrata o modo como devemos encarar nosso dia-a-dia. SOMOS ESPÍRITO; SOMOS CONSCIÊNCIA ILUMINADA! Você está à espera do “Chamado”? Pois aqui está ele: VOCÊ ESTÁ CERCADO PELA LUZ FULGURANTE! O CRISTO, EM SEU INTERIOR, É QUEM O CERCA COM ESTA LUZ! NÃO RESISTA! DEIXE-A BRILHAR!  LOGO DESCOBRIRÁ QUE “ESTA LUZ”  É VOCÊ!

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Identifique-se Com a Verdade

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IDENTIFIQUE-SE COM
A VERDADE
Dárcio

“Conhecer a Verdade” é se ver identificado com Seus princípios. Quando você reconhece cada “princípio absoluto” já atuando como Verdade que lhe diz respeito, significa que está identificado com este “princípio”. Por exemplo, temos o “princípio da unidade”, que revela que tudo é a Consciência infinita Se expressando também como nossa Consciência individual. Se você aceitar esta Verdade, um passo estará dado; mas, quando você disser, com entendimento e convicção: “Eu Sou Consciência iluminada”, estará identificado com a Verdade.

“Cada vez que usas o “EU SOU”, colocas a pura energia de Deus em movimento, sem cor nem tinta de conceito humano. É a única forma de manter a pura energia de Deus incontaminada por classificações humanas. Amplos resultados são obtidos a curto prazo através do uso das afirmações seguintes: “EU SOU a Pura Inspiração; EU SOU a Luz Pura, em ação aqui (visualiza isto no pensamento e através do corpo no próprio momento); “EU SOU é Pura Revelação de tudo o que quero saber” (Livro Alquímico de Saint Germain).

O que este ensinamento de Saint Germain fala, é da identificação radical e absoluta com o que é VERDADE! O apóstolo Paulo já dizia: “Se é que tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojais do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito de vosso sentido; e vos revistais no novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4: 21-24). Isto nada mais é, senão “despojarmo-nos do eu ilusório” para ficarmos identificados com o “EU SOU” que Deus é, o “EU SOU” que verdadeiramente somos.

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“Podemos fazer?…Façamos!”

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“PODEMOS FAZER?…
FAÇAMOS!”
Dárcio

O texto postado ontem, “Orar pelos nossos entes queridos”, condensa toda a prática do estudo da Verdade, onde são colocadas as atitudes que “podemos tomar”, frente às aparências mesméricas com que nos defrontamos. O artigo se desdobra nos seus vários “podemos fazer…”, e, no caso, se apenas ficarmos na leitura, sem “fazer” o que “podemos fazer”, teremos somente perdido o nosso tempo.

Os “podemos fazer”, que ali estão descritos, seguem uma lógica que deve ser seguida, para que o reconhecimento da Verdade possa efetivamente ser feito de forma cabal e definitiva. Não somente podemos, mas fazemos, isto é, mesmo durante a própria leitura, já devemos fazer as pausas de reconhecimento imediato do que o texto nos propõe. Mas isto não será o suficiente! Além disso, devemos também anotar, à parte, esta sequência de ação, para que ela possa ser  repetida  em contínuos períodos meditativos, até que a Verdade “lida”  apareça demonstrada visivelmente! Metafísica é “prática interior”, “acúmulo de percepção”, e não de ” informação”. Se podemos fazer algo, que este algo seja feito, ou, simplesmente estaremos nos treinando para ser “enciclopédia ambulante” de princípios espirituais, e não “praticantes da Verdade”. É preferível nos dedicarmos a um só artigo, até  esgotá-lo, em termos de assimilação e vivência do que nos propõe executar, do que apenas  ficarmos lendo tratados sem fim de metafísica, lendo sempre o que “podemos fazer”, mas sem fazermos nada! Podemos fazer? Então, façamos!

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