Identifique-se Como Sendo Unicamente o Cristo

IDENTIFIQUE-SE COMO SENDO
UNICAMENTE O CRISTO
Dárcio

Suponha que um professor chegue à escola para dar aula e alguém o tente impedir, dizendo-lhe: “Você não é professor!”. Qual seria a atitude dele, diante de uma afirmativa mentirosa desse tipo? Ficaria encolhido, quieto, acomodado, aceitando passivamente aquela negação de sua condição verdadeira de professor? É óbvio que não! Ele se indignaria, repudiaria a mentira, tiraria em exibição as provas de sua identificação profissional e faria valer os seus direitos! A mesma coisa, e com muito mais veemência, deve fazer o estudante da Verdade, em sua admissão e identificação como “Cristo”. Isto porque o mundo não aceita a Verdade sobre nós, enquanto, através de uma avalanche de conceitos e mentiras, repudia a visão correta de nossa real identidade crística, ou a de nossa presença segundo o que  realmente somos, do ponto de vista de Deus. 

Unicamente a visão iluminada pode dar testemunho do que somos. Por isso, ao ser reconhecido por Pedro como sendo o Cristo, Pedro foi lembrado por Jesus de  aquela Verdade não lhe ter sido revelada pela mente humana (carne), e sim pela presença de Deus nele (Mente divina).

O Cristianismo é a revelação do Cristo como a identidade real e eterna de todos nós. “Cristo é tudo em todos”, disse Paulo (Colossenses 3; 11). Esta identificação correta requer renúncia total à incorreta, ou seja, à errônea identificação de nossa existência com humanidade, com seres nascidos, mutáveis ou mortais. “O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito”, diz a Bíblia. Não temos duas identidades, uma crística e outra humana! “Quem me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. E, foi esta a visão de Pedro, quando identificado com a Mente divina! Olhando para Jesus, disse-lhe: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”.

Enquanto você não se identificar unicamente com o que VOCÊ É, abrindo brechas de aceitação da ilusão mesmérica, estará acomodado à mentira como ficaria aquele professor, caso não tomasse providências para comprovar que, de fato, era professor! A única diferença está em que esta “prova da Cristicidade” é feita dentro de você, através de um trabalho interior que faça calar toda a mentirada a seu respeito! Nesse sentido, estudar a Verdade é VOCÊ SE IDENTIFICAR COMO SENDO UNICAMENTE  O CRISTO, dentro de você mesmo, através de atitudes mentais e místicas que façam valer sua real identidade. O mesmerismo lhe chega através da suposta “mente humana”, mas “temos a Mente de Cristo”, revela a Bíblia. Assim, afirmar a “Mente real”  e negar a “mente falsa” são os passos iniciais, e, para isto, contamos com a Ciência Mental, que nos explica como lidar com a ilusória mente humana enquanto estudamos e contemplamos a Verdade Absoluta de que “Deus é Tudo”. As “mentalizações”, que fazem uso de afirmações da Verdade e negação do erro, são instrumentos de erradicação de crenças coletivas não condizentes com a Verdade. Exemplificando, se afirmamos “Sou saudável; a doença não existe!”, preparamos campo para a Verdade absoluta de que “Deus é o ser que somos”, enquanto parecemos estar usando “mente humana”. As repetições e programações mentais atuam nas crenças coletivas enraizadas em cada um, todas falsas, permitindo a presença unicamente de ideias ou conceitos que correspondam à Verdade. Se em Deus nunca somos “seres doentes”,  este Fato absoluto, através da Ciência Mental, é afirmado, repetido e trabalhado, até que não mais fiquemos cegamente à mercê da “ilusão de massa”. Há autores que menosprezam e até condenam o “mentalismo”, como se fosse  prática abominável, e, dessa forma, a “ilusão de massa” deixa de ser combatida, em seu lado negativo, dentro da própria crença e pelo próprio estudante! Tais autores pregam unicamente a “contemplação” sem uso da Ciência Mental, contando unicamente com a identificação direta com o  “Eu divino”. De fato, a “contemplação” é o Caminho! Porém, uma coisa não exclui a outra, uma vez que a ação mental e a ação contemplativa trabalham numa só direção! É certo que, a cada “contemplação absoluta”, nos desvencilhamos das crenças coletivas; mas, também é certo que, se empregarmos o “mentalismo”, a manutenção dos efeitos contemplativos na vida cotidiana será facilitada. Portanto, devemos nos identificar como sendo o Cristo, afirmarmos esta Verdade, negarmos toda e qualquer ideia de que somos “seres humanos” e, dedicadamente, entrarmos na “Pratica do Silêncio” para contemplarmos o que mentalizamos. Este é, no meu entender, o estudo completo e a maneira mais eficaz de alguém “permanecer em MIM” ou poder dizer, como disse Paulo: “Não sou mais eu, o CRISTO vive em MIM”.

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A Força Vital da Videira Se Expressa Como Ramo

A
FORÇA VITAL
DA VIDEIRA SE EXPRESSA COMO RAMO
Dárcio

Jesus explicou a Verdade usando a”videira e os ramos” como analogia. A mesma força vital presente na videira está em seus ramos. Não há mais vida num deles do que noutro, enquanto o ramo considerado se mantiver ligado à videira. Quando meditamos, devemos partir da Vida global – Deus – como toda Vida em manifestação infinita; e então, simplesmente reconhecer que a força vital do Uno Se expressa integralmente como a força vital que individualmente somos. Quando mais simples e direta for a “contemplação” desta Verdade absoluta, mais eficaz ela se mostrará. 

Assim como a Videira e o ramo são um, Deus e VOCÊ são um! Não lute para “obter” o que VOCÊ JÁ TEM; não se esforce para “ser” o que VOCÊ JÁ É! Contemple o Fato absoluto: Deus é TUDO! E, onde VOCÊ está, está unicamente Deus, e TUDO que Deus É!

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Jamais se Avalie Segundo “Estágios de Consciência”

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JAMAIS SE AVALIE
SEGUNDO “ESTÁGIOS DE CONSCIÊNCIA”
Dárcio
 

Quem estuda a Verdade deve se ater à Verdade, e isto de modo absoluto ou radical. A Verdade é que DEUS É TUDO, e que inexiste suposta “humanidade” coexistindo com a Onipresença divina. Mesmo que haja ensinamentos falando em “estágios de consciência”, que seriam supostos “graus de evolução do ser”, um julgamento dessa natureza é ILUSÃO! Mesmo enquanto as pessoas se viam como humanos imperfeitos, Jesus dizia: “Sois a Luz do mundo (…).colocai a VOSSA LUZ no alto…” Não buscava palavras dentro da “lógica comum”, mas sim pregava as “loucuras de Deus”, assim vistas pela ilusória mente humana!

Jamais VOCÊ passa por “estágios de consciência”, assim como jamais um diamante se altera tendo em vista contínuas remoções de terra que com ele se misturam. Alimentar a crença em “estágios de consciência” significa negar a Verdade absoluta de que DEUS É TUDO, que somos a Vida de Deus Se expressando como ser individual e que o “tempo não existe”. Firme-se nos princípios da Verdade, e não em “aparências”. Isto, em termos práticos, significa “colocar a SUA LUZ no alto do alqueire”, que é admitir, aqui e agora: “Eu Sou Consciência iluminada”, e não “mente ilusória” que capta o vazio “mundo da ilusão”.

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O Filho de Deus

O
FILHO DE DEUS

Lillian  DeWaters
 

Qual foi o grande e oculto mistério na vida e no ensinamento de Jesus? Que lhe atribuía poder todo-poderoso, luz infalível e sucesso triunfal em toda iniciativa e em todas as vezes? Somente a REVELAÇÃO DIVINA poderá responder.

Jesus teria dito que seu  conhecimento perfeito provinha de seu pensamento pessoal ou de sua aplicação da Verdade? Deixou declarações para serem usadas com o objetivo de demonstrar ou praticar a Verdade? Teria ensinado que somos imagens, ideias ou pensamentos de Deus? Ou mentes ou consciências individuais? Teria dito que somos diferentes dele, ou que chegaríamos ao conhecimento da Verdade de alguma outra maneira? As respostas são todas uma só: Não. Jesus não fez nada disso.

No decurso do Novo Testamento, inúmeros versículos nos garantem que o FILHO DE DEUS é nosso único Salvador, nosso único libertador do pecado, sofrimento e morte. Enfaticamente, eles declaram que temos a Vida eterna somente pelo conhecimento do FILHO. Consideremos o seguinte:

“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida.” (João 5: 11,12).

Como são taxativas e definitivas estas frases! Quando por Revelação Divina temos seu sentido místico exposto, elas se mostram contenedoras de Luz e Glória tão impressionantes, tão todo-transcendentes, que nada será capaz de contradizê-las.

Em termos inequívocos, estas palavras declaram que nossa Vida Eterna está no Filho. Como a ideia geralmente aceita do Filho (que o vê como um homem-salvador, ou mente-salvadora), jamais trouxe ao mundo uma compensação plena, ainda resta um entendimento místico bem mais profundo para ser discernido espiritualmente.

Quando nos capacitarmos a traduzir as palavras “esta vida está em seu Filho” para a linguagem do Absoluto, saberemos o segredo do sucesso de Jesus: quem ele era, quem nós somos—e o que faremos para segui-lo.

De todos os personagens bíblicos, Jesus foi o único a se identificar como o PAI! Disse ele: “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto… quem me vê a mim vê o Pai”. (João 14:7, 9). O FILHO DE DEUS identificou-se verdadeira, perfeita e espiritualmente como o PAI. Portanto, na linguagem do Absoluto, este é o significado de Filho: Auto-Identificação.

AUTO-IDENTIFICAÇÃO é ABSOLUTA-Identificação—o Eu conhecendo a Si mesmo em cada um—“o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29).

A maneira, e a maneira única, de nos conhecermos verdadeiramente é através da Auto-revelação, AUTO-ILUMINAÇÃO, Auto-Conhecimento—AUTO-IDENTIFICAÇÃO—apagando o sonho de existência humana, juntamente com todo o seu conteúdo de pecado, doença e morte.

“Se, pois, o Filho (Auto-Identificação) vos libertar (revelar a você a Luz plena da Existência), verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36). Qualquer que nega o Filho (rejeita a Identificação Absoluta), também não tem o Pai (não é iluminado): e aquele que confessa o Filho (identifica-se como o próprio Caminho, como fez Jesus), tem também o Pai (penetra no mistério do Reino).” (I João 2:23).

Quando, de Coração e Alma, somos capazes de dizer: “Eu e Meu ser somos UM, EU SOU o Eu perfeito; EU SOU Consciência Pura; EU ESTOU no Reino; EU SOU o Infinito; EU SOU AQUELE QUE SOU”, então nós TEMOS o FILHO DE DEUS, e a Vida eterna.

Um só Caminho irá ficar—o Caminho do Verbo feito carne, o Caminho do Filho no seio do Pai, o Caminho do Pai e Filho sendo o mesmo Um, o Caminho de manifestarmos a NÓS mesmos como NÓS PRÓPRIOS. Nenhuma outra prece pode dizer: “Eu sei que Tu sempre me ouves”.

Os caminhos do mundo serão transcendidos, um só Caminho irá permanecer: o Caminho “EU SOU”. Este Caminho-Único é nossa própria Vida—não a Vida como uma emanação, não a Vida como uma expressão, não a Vida como uma imagem ou um reflexo, mas a Vida como a própria Vida em Si!

Somente a Auto-Identificação satisfaz. Auto-Identificação é o Eu-Único conhecendo a Si mesmo como todas as identidades. Quando passamos a ver e aceitar nossa única Realidade como sendo o Eu em Si, assim como os raios de luz são o sol em si, tal como Jesus, nós nos identificamos verdadeiramente como o Filho de Deus, a Luz Auto-reveladora.

A Auto-Identificação anula simultaneamente o senso de separatividade e de dualidade—assim como o despertar simultaneamente põe fim ao sono e ao sonho.

A Auto-Identificação interpreta os mistérios ocultos, “coisas ocultas desde a fundação do mundo”. (Mateus 13:35). A Bíblia pode ser aceita literal, simbólica e metafisicamente; porém, somente quando a Auto-revelação nos envolve em Sua Luz, podemos compreender o real, o vital sentido da expressão O FILHO DE DEUS.

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Deixar Fluir Não é Dar Opinião Pessoal

DEIXAR FLUIR
NÃO É DAR OPINIÃO PESSOAL
Dárcio 

Quando conversamos com alguém sobre alguma situação aparente pela qual esteja passando, é comum vir à nossa mente alguma ideia ou inspiração ligada ao caso. Se a bloquearmos, achando que não deveríamos interferir nem dar opinião pessoal, estaremos barrando o que Deus nos inspirou, por acharmos que aquilo seria expor o “nosso modo de pensar”, o que não é verdade!

Se tivermos uma opinião formada sobre algo, mesmo assim,  quando estivermos em contato com alguém, seja pessoalmente, por carta, por telefone, etc., o que dissermos, após ouvirmos sobre a situação da pessoa, não será necessariamente esta nossa opinião já formada.Há casos em que até poderá coincidir, mas, na maioria das vezes, sequer nos lembraremos do que seria a “nossa opinião pessoal” naquela hora, uma vez que será da Consciência a manifestação do que deverá ser dito, sugerido ou recomendado a alguém. E, caso nada for intuído, sobre o que deveríamos ou não dizer, que não busquemos  propositadamente a “nossa opinião”. Metafísica não é Psicologia, em que a pessoa é ouvida,  avaliada e aconselhada segundo parâmetros ou pontos de vista humanos! Antes, é a ciência que transcende a matéria, que nos vê como seres espirituais e, em dimensões  absolutas! Encara-nos unicamente em termos de nossa Essência imutável e divina. Por isso, o que devemos conservar sempre é  esta radical identificação com Deus, e isto o quão decididamente  nos for possível, para que “deixemos fluir”, a cada situação, as ideias inspiradas que façam desdobrar visivelmente a Harmonia que invisivelmente já É!

Quando “deixamos fluir”, esquecidos de “nossa opinião pessoal”, a unidade é manifestada em quem fala e em quem ouve, e a ideia iluminada será proferida de um lado e acatada de outro! Já me vi emitindo ideias diferentes sobre assuntos iguais, mas a pessoas diferentes, e isto num mesmo dia! Isto porque o que “flui” é o que o “outro” deve ouvir e não o que “eu” pensaria em lhe dizer! Se isto nos ficar bem claro, ocorrerá que, de nós mesmos, fluirão ideias que poderão alterar inclusive o “nosso modo de pensar”, humanamente falando! O fato a ser observado é o seguinte: não somos o ser humano que possui um ponto de vista pessoal e limitado! Somos o que Deus É; assim, é natural, óbvio ou evidente que, sem nos deixarmos prender a quaisquer ideias ou pontos de vista previamente concebidos, teremos, a cada situação, o “maná” caindo do nosso Céu, ou seja, de nossa iluminada Consciência, que é Deus!

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A Tática do Monge

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A TÁTICA DO
MONGE
Dárcio

Quando estudamos e conhecemos os princípios da Verdade, e por sermos todos um, é natural sentirmos o desejo de espalhar este conhecimento a todos com quem nos encontramos, principalmente se notarmos alguém passando por situações difíceis. Jesus disse que “pregássemos o Evangelho a toda  criatura”, e disse também que “não déssemos aos cães o que é santo”. Deve haver este equilíbrio inspirado por Deus, para que não fiquemos nem silenciosos nem loquazes, agindo meramente por uma  decisão humana. 

O que precisamos saber é que, toda falta de receptividade, por parte de quem nos ouve, vem do “mesmerismo” que atua na pessoa, sem ser jamais a pessoa! A “pessoa” é a Verdade, é o Cristo, mesmo que não esteja consciente disso ainda, por agir sob influência dos condicionamentos da humanidade. Portanto, antes que falemos algo sobre a Verdade, devemos reconhecer a natureza divina sendo a real identidade nossa e também da pessoa em questão. Isto terá maior efeito positivo do que as próprias palavras! Além disso, devemos recordar que “nada acontece por acaso”, ou seja, se conhecemos os ensinamentos e nos encontramos com alguém, este encontro tem propósito espiritual, mesmo que aparentemente tenha sido causado por alguma banal motivação humana!

Se, por exemplo, você resolve ir à banca comprar um jornal e, nesta banca, uma pessoa for encontrada, já conhecida ou sendo conhecida ali mesmo, naquele instante, você deve entender que um objetivo espiritual causou aquele encontro. Se um diálogo tiver início, logo irá notar que alguma parte do ensinamento lhe virá à mente como parte do assunto a ser travado com tal pessoa. O teor e a dosagem lhe virão por inspiração intuitiva; e, caso você perceba que não houve maior receptividade, poderá empregar a “tática de um monge” que eu conheci há tempos: ele dava início ao assunto espiritual com alguém e, repentinamente, agia como se estivesse pensando noutra coisa, rumando o assunto nesta nova direção; caso a pessoa não o lembrasse de voltar ao assunto anterior, de cunho espiritual, e ficasse neste novo assunto mundano, levantado propositadamente por ele, a conversa espiritual se encerraria onde ele a deixou parada. Ele explicou-me o seguinte: se a pessoa também se deixou levar pelo novo assunto, é porque, de momento, não estava interessada realmente em se prolongar na questão espiritual. Esta “tática do monge” é realmente sábia, evita que se “dê aos cães o que é santo” e também evita que deixemos de “pregar o Evangelho”.  Mas saiba você o seguinte: toda palavra da Verdade, dita a alguém, mesmo que de momento pareça ter sido proferida em vão, nele  ficará como semente, até que possa, a seu tempo,  germinar e dar frutos.

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“À Imagem de Deus”

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“À IMAGEM DE
DEUS”
Dárcio

“E disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança e ele domine sobre tudo”.
Gênesis, 1:26

É comum, quando alguém começa a estudar o Absoluto, contestar o princípio de que o Universo real é perfeição absoluta e que todas as imagens visíveis são uma ILUSÃO! Contudo, o princípio parte de Deus, das revelações divinas, de uma fonte outra que não a limitada mente humana. 

Foi sendo disseminada a crença de que “a perfeição original” do homem se alterou. Aceitá-la é o mesmo que desmentir a Deus! Se Deus disse que seríamos feitos à Sua imagem e semelhança, com capacidade de domínio sobre tudo, como acreditar que esta Obra divina tenha se modificado e,  além disso,  se modificado para pior?

Como surgem os chamados “milagres”? Pela não aceitação das mudanças visíveis como reais e pela firme convicção de que A PERFEIÇÃO ORIGINAL continua presente e reinando sozinha, aqui e agora! A propósito, é esta a definição de “fé” que a Bíblia nos apresenta: “Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem.” (Hebreus 11;1).

Allen White disse o seguinte: “Em prece, contemple a Verdade de seu próprio Ser, que é a própria Perfeição. Aceite esta Verdade como a única realidade de sua Existência. Contemple a Perfeição como a única Presença e Poder. E mais, contemple a Perfeição como a única Manifestação visível.”

Que significa estudar o Absoluto? Tomar esta atitude de endossar a Palavra de Deus; de não mais aceitar o testemunho da mente humana! Este radicalismo está expresso nas palavras de Jesus Cristo: “Não podeis servir a dois senhores”.

 

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Abaixe a Vidraça!

ABAIXE
A VIDRAÇA!
Dárcio

Imagine uma pessoa debruçada à janela quando,  de repente, uma forte ventania se inícia; sentindo o forte vento em seu rosto, ela se afasta e abaixa a vidraça, ficando protegida. Esta sensação de imunidade, obtida pelo barrar do vento pela vidraça, é algo parecido com o que experienciamos durante as meditações, quando a “ventania hipnótica” é barrada conscientemente pelos princípios da Verdade. “Impersonalizar e nadificar” as sugestões do erro são atitudes internas equivalentes à de se “abaixar a vidraça”, ou seja, diante das “sugestões mentais agressivas”, vemo-nos completamente imunes a todas elas, mesmo que elas aparentem “soprar sobre nós” como os ventos.

Esta “imunidade” decorre da Verdade de que Deus e Homem são um. Nesta percepção consciente, ficamos de “vidraça abaixada” diante das “aparências” e das “sugestões”, vendo todas elas como impotentes, inoperantes e incapazes de nos tocar ou atingir. De “vidraça abaixada” a pessoa não luta contra a ventania! Sabe estar protegida! O mesmo se dá conosco, diante das “tempestades mesméricas”: estamos protegidos! Que é a “ilusão”? A pessoa estar de vidraça abaixada, mas de olho na ventania como se ela pudesse atingi-la, se preocupando,  vendo ali algum perigo ou problema real.Enquanto ela agir como se a vidraça não a deixasse imune,  estará iludida. Analogamente, enquanto as “sugestões mesméricas” o estiverem incomodando, mesmo sendo “ausências” com ares de “presenças, você estará iludido! Encare as “aparências ilusórias” de frente, tirando delas toda o poder, toda a realidade e toda a suposta influência sobre você! DEUS É TUDO! Não há “hipnotismo” capaz atingi-lo! Este conhecimento é a sua imunidade! É a sua “vidraça abaixada” frente aos ventos da ilusão!

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Sacuda os Condicionamentos!

SACUDA OS
CONDICIONAMENTOS!
DÁRCIO

Faz parte importantíssima, da “Prática da Verdade, chocarmos propositadamente o intelecto para sacudir-lhe a inércia e abrirmos espaço para a Verdade. Nesse campo, a Ciência Mental atua paralelamente com as “contemplações absolutas” feitas durante a Prática do Silêncio, e, pela Bíblia, vemos que era assim que Jesus procedia, orando silenciosamente, às vezes audivelmente, e destronando a acomodada e ilusória mente carnal. “Afasta-te, Satanás!”, “Cala-te, Satanás!”, Falava firme com o erro e sua veemência tinha respaldo absoluto, ou seja,  vinha-lhe de uma certeza de que DEUS É TUDO! 

Por exemplo, se for feita a leitura de que “este mundo é miragem”, enquanto o Fato verdadeiro é o de que vivemos imersos na plenitude absoluta da Verdade, tal leitura deve carregar a veemência de seu conteúdo pleno, no sentido de se assumir o poder de expulsar todo condicionamento limitante residente no intelecto! A mente deve receber o “choque da Verdade”, enquanto nos compenetramos da veracidade de uma revelação desse porte. De novo, “este mundo é miragem”!  Foi lido? Sacuda a crença! Repudie a noção errônea de que “esta imagem visível” tenha existência! Reconheça sua presença no que é Realidade! Que haja sempre esta veemência aliada à percepção, até que unicamente o Reino de Deus seja discernido como presença!

“Em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser”, é uma das revelações de Paulo: sacuda os condicionamentos com ela! Expulse a crença em “estar na matéria” ou sob o jugo de “limitações materiais”. Não é em DEUS que vivemos? É! Sacuda, com esta Verdade, o festival de crenças falsas! Ponha todas elas para correr! Não se acanhe diante de ILUSÃO! Há uma frase de Mary Baker Eddy que diz: “O erro é um covarde diante da Verdade”. Faça valer suas meditações contemplativas em seu viver cotidiano! Deus é TUDO! Não apenas leia uma Verdade dessa natureza, permitindo ao intelecto que faça dela meramente uma leitura a mais! Abale-o! Sacuda-o! Assuma radicalmente sua condição real e eterna! Por ser eterna, é a sua Verdade deste AGORA! E é sempre AGORA! Não caia na armadilha da mente, de achar que “futuramente” ficará consciente da Verdade! Faça valer a Verdade no AGORA! Sim, pois unicamente AGORA é que Deus Se expressa integralmente como seu “Eu”.

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COMENTÁRIO

Prezado Dárcio,

Não concordo quando você diz que a homossexualidade é uma sombra projetada sem respaldo divino subjacente. Já que somos projeções de Deus, e Deus não tem sexo, ou como cantou Pepeu Gomes: “se Deus é menino e menina”, não existe sombra hetero ou homossexual.

Um abraço!

William

RESPOSTA

William…

o ser que somos jamais é o ser desta aparência. É espiritual, pleno e completo em si mesmo, além de permanente. Quem se identificar radicalmente com esta sua identidade real e divina, não mais crerá ser hetero ou homossexual, como você mesmo disse; ocorre, entretanto, que a “sombra” de homossexualidade deixará de existir na crença, assim como a de um gripado, quando unicamente é feita esta identificação absoluta. Foi isso que eu coloquei. Não são vistos relatos de “sombra heterossexual” se tornando “sombra homossexual” como resultado de tratamento metafísico. E, o contrário é verdadeiro, sendo testemunhado e relatado em periódicos sobre a Verdade.

Quem estuda a Verdade jamais deve se identificar como mortal nem se julgar pela carne. Este artigo tem este objetivo: mostrar que a “sombra”, na crença, para quem estuda e se identifica radicalmente com o Cristo, a Verdade, sem se identificar com sombra alguma, revela-se como heterossexualidade…

Abçs cósmicos…e grato por participar do site.

Dárcio

Homossexualidade e Preconceito

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HOMOSSEXUALIDADE
E PRECONCEITO
Dárcio
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Há tempos, quando fazia uma série de palestras na Unidade, em São Paulo, vieram me perguntar se eu encarava a homossexualidade como opção normal de alguém. Ao dizer que não, a pessoa me respondeu: “Sua posição vai lhe criar problema com certas pessoas que frequentam suas palestras!” 

As palestras sobre a Verdade não são para avaliar humanamente quem quer que seja! A revelação é pura e radical: DEUS É TUDO! E, cada um de nós, seja Jesus Cristo ou seja José da Silva, é a pura expressão individual deste Deus único e onipresente! Que seria o preconceito real? Alguém olhar para qualquer destes Filhos de Deus como se fossem “seres humanos”, e não meramente pelas “fantasias”  de hetero ou de homossexualidade deste mundo! Este ilusório “julgamente pela carne”, sim, é preconceituoso! Ao mesmo tempo, tais “fantasias” jamais podem ser dignas de aprovação, da mesma forma com que não aprovaríamos a “fantasia de gripe”, mas isto sem que mantivéssemos  qualquer preconceito com relação aos supostos “gripados”, que somente seriam vítimas desta ILUSÃO!

A “ilusão” não pode ser aprovada sob nenhuma forma, e um FILHO DE DEUS não pode ser vinculado a ela de jeito nenhum! Não existem homossexuais assim como não existem gripados! EXISTE UNICAMENTE DEUS!   Há uma frase da Seicho-no-Ie que diz: “Quando Deus Se revela, então é Bem, é Justiça, é Misericórdia, POR SI SE INSTALA A HARMONIA, ajusta-se cada um em seu respectivo lugar e não há dissensões, não há quem lese o próximo, não há quem adoeça, não há quem sofra, não há quem seja miserável” (Sutra Kanro No Hoou).

Se não existem homossexuais, estariam existindo os heterossexuais? Também não! O mundo de “aparências” é pura “miragem”. Entretanto, toda “aparência” insinua a Verdade subjacente, assim como uma sombra insinua o “objeto” que a gerou. Quando a Verdade é reconhecida e revelada, a “aparência” surge como “sombra” harmoniosa (chamada de cura); e, quando isto não ocorre, surge como “sombra” desarmônica. A heterossexualidade, no caso, seria esta “sombra da harmonia”, enquanto a homossexualidade seria a “sombra” sem o respaldo divino subjacente. Assim como há relatos de cura de gripe, mediante “tratamentos metafísicos”, há igualmente os de cura de homossexualidade, ou seja, o homem é puro e perfeito sempre, sem jamais ser a fantasia sobre ele desenhada pela ilusória “mente humana”.  Para encerrar, jamais tive problema algum, com pessoa alguma, por causa desta questão. E isto porque jamais preguei preconceitos, mas tão somente a Verdade: DEUS É TUDO!

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“Nenhum na Cisterna”

“NENHUM
NA CISTERNA”
Dárcio

No Evangelho de Tomé, encontrado no Egito em 1945, encontramos as seguintes palavras de Jesus:  “Há muitos em volta da cisterna, mas não há nenhum na cisterna”.

A humanidade vive hipnotizada, sem saber de onde veio, onde está e para onde vai. Acomodou-se a esse desconhecimento. Os poucos que se interessaram pelo autoconhecimento, obtido por revelações, acabaram por descobrir a Essência una da Vida. Como reagiu o mundo diante das revelações? Ou as ignoraram ou fizeram estátuas para cultuar os mensageiros!

A Verdade comum a todas as revelações diz que Deus e homem são um! Esta é a “cisterna”. E, como disse Cristo, muitos ficam apenas rodeando-a, sem se darem conta de que o radicalismo, em termos de aceitação, reconhecimento e identificação, é vital!
“Não existe um lugar onde Deus começa e o homem termina. Aquilo que é visível, de nós, é Deus. Nós somos Deus tornado visível.” Assim escreve Joel S. Goldsmith. Também na Seicho-No-Ie encontramos que “Deus e homem são um só corpo; Deus é a Fonte de Luz e o homem é a Luz emanada de Deus”. Jamais houve uma revelação tratando o homem como ser material, em evolução ou separado de Deus!

Cristo confirmou o “Sois deuses”, do Antigo Testamento, e pregou a Unidade “Eu e o Pai somos um”, quando disse: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em UNIDADE, e para que o mundo conheça que me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim”. (João 17:23).
Cada um de nós que radicalmente  se identifica com esta VIDA ESPIRITUAL UNA E PERFEITA, está se posicionando “NA CISTERNA”, deixando de apenas  rodeá-la,  abandonando para sempre a dualidade sem frutos e sem sentido, criação ilusória da mente carnal.

Jamais um mensageiro da Verdade se colocou como alguém superior ou inferior: a Vida é UNA! Algo acima da percepção humana está sendo o nosso ser verdadeiro! Este “Algo” não é matéria nem coisa alguma perceptível pela mente humana! Este “Algo” é a Vida una! Deus! Deus sendo, em unidade, todos nós! Este é o Fato! Cabe, a cada um, percebê-lo!

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“Olhe Para Dentro”

“OLHE
PARA DENTRO”
Dárcio

“Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta!”
Carl Gustav Jung
 

Quem “olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta”, disse Jung. “O reino de Deus está dentro de vós”, disse Jesus. Enquanto as instruções iluminadas não forem levadas à risca, a Verdade ficará encoberta. Não há realidade nas “imagens mentais” vistas “lá fora”; e a Verdade já está inteira “dentro” de cada um, na forma de Consciência iluminada ou desperta. “Olhar para fora”, almejando se iluminar, será o mesmo que esperar de um sonho a revelação de algo real. Por outro lado, quem “olhar para dentro, desperta”, ou seja, se coloca aberto e receptivo para sua própria Consciência Se revelar.

Quem olhar “para fora” e não gostar do “sonho”, sem querer melhorá-lo nem mudá-lo, deve se voltar a olhar “para dentro”. Esta prática revelará não um “sonho melhor”, mas o ser desperto e sem sonhos: DEUS sendo seu EU.

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A Fonte Interior

A
FONTE INTERIOR
Joel S. Goldsmith
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Existe sempre aquela Fonte em nosso íntimo, com que estamos em comunhão: assim, se o bem tiver que vir à nossa experiência, terá de fazê-lo através dessa Fonte, através de nossa própria Consciência. Precisamos habitar nesta compreensão e nesta verdade:

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Eu sou um com o Pai, e tudo que é do Pai é meu. A presença de Deus, em mim, é minha segurança e garantia de todo bem. Aquele que está em mim é maior do aquele que está no mundo. Aquele que está em mim segue à minha frente para endireitar os caminhos tortos. Aquele que está em mim segue à minha frente para preparar-me mansões.

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“Ver é Ser” (Comentários)

 

“VER É SER”
COMENTÁRIOS

Dárcio 

O estudo da Verdade é a “prática da Verdade”; a prática da Verdade é o reconhecimento de DEUS como TUDO: a única Presença, o único Poder, a única Atividade e a única Substância em evidência. Este texto, “VER É SER”, é um alerta quanto a isso tudo, uma vez que erradica o dualismo e revela a unidade “percepção como manifestação”.

Diz a autora: “A Consciência que percebe a Verdade é a própria Substância, Forma e Atividade do que é percebido”. Mais adiante ela diz: “Fora de sua Consciência não há mais nada que possa se revelar. Realmente, ver é ser aquilo que estiver sendo visto. Esta compreensão nos faz discernir o ver na qualidade de ser, a revelação na qualidade de manifestação: tudo é simultaneamente Um”.

Os diversos textos sobre a Verdade revelam que DEUS É TUDO e que o chamado “mundo material” é o VAZIO: pura ILUSÃO ou NADA. Isto porque a Consciência é Deus, é Uma,  e é a Consciência de todos e em todos. Por que Jesus disse que o “Reino de Deus está em nós”? Por ser a única presença como a Consciência infinita e iluminada que somos. Estas verdades requerem contemplação absoluta e radical. Ninguém pode despertar de um sonho excluindo somente o que dele é tido por desagradável: o despertar é radical! Medite e exclua a possibilidade de haver “mundo material” e faça sua identificação com a Consciência que unicamente percebe a Onipresença. Todos os princípios espirituais, juntos, formam a base a ser utilizada para este discernimento de que “VER É SER”. O que “vemos”, descartada a ilusória “mente humana”, é o que “somos”, porquanto a Existência é UMA. Por este motivo, quando a Consciência “percebe ALGO”, ela própria é a Substância, Forma e Atividade deste “ALGO PERCEBIDO”. Este discernimento é a revelação absoluta de que “TUDO ESTÁ FEITO”, quando não mais o suposto “mundo de aparências” é levado em conta, uma vez que toda a atenção fica focada em “nós mesmos”, em “nossa Consciência”, que é Deus, ao lado de que, “nada existe”. Portanto, se nossa atenção estiver numa “árvore”, esta, em termos absolutos, estará sendo a Consciência que somos; se nossa atenção estiver numa “pessoa conhecida”, esta, em termos absolutos, estará sendo a Consciência que somos. “Naquele dia conhecereis, eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós”, disse Jesus. Falava desta Verdade que estamos conhecendo, não intelectualmente, mas espiritualmente, e por meio de “contemplações” radicais e absolutas!

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Ver é Ser

 

VER É SER

Marie S. Watts
 

Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis; mas bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
MATEUS 13: 13,14,16.

Que vem a ser o sentido de ver e perceber? Ele é bem claro: através da percepção é que podemos ver. Consciência significa percepção, e estar consciente da Verdade significa ver ou perceber a Verdade. Por estarmos existindo como Consciência, a percepção é algo intrínseco ao nosso ser. Assim, quando ouvimos a expressão “ver com os olhos da Alma”, seu significado é exatamente este que acabamos de expor.

Enquanto ficamos maravilhados com este conhecimento, o Ultimato vai mais além em sua revelação: a Consciência que percebe a Verdade é a própria Substância, Forma e Atividade do que é percebido. Esta conscientização é de extrema importância pelo seguinte: conhecer a Verdade sobre a Verdade não é o bastante. Há muito que vínhamos fazendo isto! É comum ouvirmos alguém declarar: “Eu estava apenas conhecendo a Verdade sobre alguma coisa”. E, também com muita freqüência, verificamos uma demora na manifestação da perfeição. Conhecer a Verdade sobre algo equivale a atribuir um conceito falso de separatividade entre o que somos e o que estamos conhecendo. Este é o elemento que tem contribuído para que haja um aparente intervalo entre a Verdade que conhecemos e a Perfeição que almejamos ver manifesta. Este intervalo não pode existir, se observarmos claramente que a Consciência que percebe algo abrange este algo por Ela percebido.

Se a Verdade for por nós conhecida mediante tal conscientização, a aparente separação entre a revelação e sua imediata manifestação deixará de se mostrar como existente.

Fora de sua Consciência não há mais nada que possa Se revelar. Realmente, ver é ser aquilo que estiver sendo visto. Esta compreensão nos faz discernir o ver na qualidade de ser, a revelação na qualidade de manifestação: tudo é simultaneamente Um. Isto é o que constatamos quando conscientizamos instantaneamente a Onipresença da Perfeição. Algo está lhe parecendo obscuro ou alarmante? Nesse caso, será viável fazer ao seu próprio Ser algumas perguntas.

Deus não é a única Mente conhecedora de algo? Deus conheceria alguma coisa fora de Sua Inteireza infinita? Existe algo ou alguém em posição relativa a Deus? Deus não seria a própria Substância, Forma, Alma, Vida e Atividade de tudo conhecido por Ele? Haveria uma Consciência apartada de Deus, capacitada a Se identificar como sendo a minha Consciência ou a Consciência de alguém? Haveria alguma pessoa ou mente pessoal fora da Consciência de Deus? A Mente divina estaria fragmentada em inúmeras mente menores? Poderia a Consciência divina ser Onipresente como a Consciência de uma Identidade sem ser de outra? Deus não teria consciência de ser a inteireza de tudo que Ele estivesse percebendo? Alguém me poderia ser revelado sem que já estivesse incluído em e como a própria Consciência divina que Eu sou? Alguém poderia estar fora desta Consciência? Se Deus é a única Consciência que pode estar individualizada, qual Consciência poderia estar existindo deixando de estar consciente de ser a Substância, Forma e Atividade de tudo percebido por Ela? Após formular estas perguntas ao seu Eu, aguarde com tranquilidade  as respostas lhe chegarem reveladas. Não se esforce para respondê-las com o intelecto. Nenhuma revelação nasce do intelecto. Saiba que as respostas são intrínsecas ao seu Ser; assim, certamente lhe serão reveladas. Este tipo de revelação é o próprio Eu revelado a Si mesmo.

Como sabemos que existimos? Através da percepção, através da Consciência, através do reconhecimento consciente de que somos existentes. Com qual consciência somos conscientes de que existimos? Deus é a única Consciência. A consciência da existência e o Existente são uma e a mesma coisa. São idênticas. Nosso suposto erro tem sido a ilusão da existência de Consciência e Vida; Consciência e Substância; Consciência e Forma. De fato, existe somente UNIDADE, que é CONSCIÊNCIA. É a Consciência como Vida, Substância, Forma e Atividade.

Deus vê pela percepção, pela Consciência; e Deus é aquilo que Ele percebe. Sendo Você Consciência divina consciente, Você também vê pela percepção, E VOCÊ É AQUILO QUE ESTÁ PERCEBENDO. Além disso, estando Deus consciente de ser Aquele percebido por Ele, Você está consciente de ser Aquele que você está percebendo. Esta percepção exclui limitações ou restrições. Ela, por certo, não está confinada ao Corpo, mas inclui o Corpo. Se a Consciência não incluísse o Corpo, seria incompleta. Realmente, a percepção é a Substância, a Forma e a Atividade do Corpo por Ela percebido.

Houve quem tivesse dito: “O que vês, é o que tu és”. Quem chegou a dizer aquilo constatou uma tremenda Verdade. Deus é Consciência, e Deus é Tudo. Não há nada nem ninguém postos numa posição relativa a Deus. Para existir, é requisito necessário que alguém exista COMO Consciência divina. Para estar consciente, é requisito necessário que alguém esteja consciente COMO Consciência divina, pois inexiste outra. Deus não pode estar consciente de separação entre O QUE ELE É, e AQUILO QUE ELE CONHECE, pois a consciência de conhecer é a Consciência de Ser.

Você é a Consciência divina expressa, individualizada. Sua percepção se dá COMO esta Consciência, e nenhuma outra. Como Consciência divina identificada, você pode somente perceber como Deus percebe. Se você existe, e isto é um fato, você precisa existir na qualidade de Deus conhecendo, Deus sendo, Deus existindo. Caso contrário, não existiria nenhum Você. De fato, Você conhece como Deus conhece; vê como Deus vê; age como Deus age, e é consciente como Deus é consciente. Você percebe seu Eu sendo a Substância, Forma e Atividade de tudo que sua percepção abranja, pois esta Sua percepção é Deus percebendo; Sua consciência é Deus consciente; Seu próprio Ser é Deus sendo Você.

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Pedras Fundamentais-2

PEDRAS
FUNDAMENTAIS
Mary Baker Eddy
– II –

Nem a filosofia antiga nem a moderna oferecem base científica para a Ciência da cura-pela-Mente. Platão acreditava ter uma alma que precisava ser tratada para curar o corpo. Isso seria como corrigir o princípio da música a fim de destruir a dissonância. O Princípio está certo; a prática é que está errada. A Alma está certa; a carne é que é má. Alma é sinônimo de Espírito, Deus; logo, existe só uma Alma, e essa é infinita. Se aquele filósofo pagão tivesse sabido que o sentido físico, não a Alma, é a causa de todos os males do corpo, sua filosofia teria cedido à Ciência. 

O homem brilha com luz emprestada. Reflete Deus, sendo Deus a Mente do homem, e esse reflexo é substância – a substância do bem. No erro a matéria é substância; na Verdade, o Espírito é substância.

O mal, ou erro, não é Mente; mas a Mente infinita é suficiente para produzir todas as manifestações da inteligência. A noção de que há mais de uma Mente, ou Vida, não é científica, nem satisfaz. Tudo tem de ser de Deus, e não nosso, separado dEle.

Os sistemas humanos de filosofia e religião desviam-se da Ciência Cristã. Tomar erradamente o Princípio divino como se fosse personalidade corpórea, enxertar na Causa Primária e única efeitos tão opostos como o bem e o mal, a saúde e a doença, a vida e a morte; fazer da mortalidade o estado e a regra da deidade – tais métodos não podem jamais conduzir à perfeição e demonstração da Ciência metafísica, ou Ciência Cristã.

Afirmar que existe o Princípio divino, a onipotência (omnis potens), e depois desviar-se dessa afirmação, adotando a regra da matéria finita para com ela resolver o problema da infinidade ou Espírito – tudo isso é como tratar de obter compensação pela ausência da onipotência, utilizando um sucedâneo físico, falso e finito.

Para nosso Mestre, a vida não era simplesmente uma noção de existência, mas incluía o conhecimento de poder que subjugava a matéria e trazia à luz a imortalidade, tanto assim que as multidões ficavam “maravilhadas da sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas”. A Vida, como a definiu Jesus, não tinha começo; não era o resultado de organização, nem fora infundida na matéria; era Espírito.

FIM

Comentários

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“O SIGNIFICADO DA ONIPOTÊNCIA E ONIPRESENÇA”
Dárcio

Neste texto, “Pedras Fundamentais”, Mary Baker Eddy cita a indivisibilidade de Deus, um dos fundamentos da Verdade Absoluta. Explica que  “divisão da Unidade” é “enunciado errôneo sobre o infalível Princípio divina da Ciência”, um enunciado que “interrompe o significado da onipotência e da onipresença”.

DEUS É TUDO!  O Todo indivisível! Sob este Princípio absoluto, todos “vivemos, nos movemos e temos o nosso ser em Deus”, assim como cada “ramo”, da videira, vive, se movimenta e tem o seu existir na videira. Enquanto esta UNIDADE não for reconhecida como infinita e absoluta, as palavras “onipotência e onipresença” não terão, para nós, o seu significado na prática. Por outro lado, tão logo meditemos e contemplemos esta Natureza da Realidade, que é Deus em expressão ÚNICA, mas como cada identidade distinta, estaremos conscientes do que somos e livres do que não somos: um “ego” ou um “ramo” separado do Todo. Todo suposto “ego humano” é eliminado pela nítida compreensão da totalidade de Deus, em que Deus mesmo Se exprime indivisivelmente como o ser individual que todos somos.

Faça suas “contemplações” partindo corretamente do Princípio absoluto, e nunca a partir da ilusão de “ser humano” lutando por Iluminação espiritual. A Unidade É! E, para ser, ela já conta com a SUA PRESENÇA: DEUS sendo VOCÊ!

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Pedras Fundamentais-1

PEDRAS
FUNDAMENTAIS
Mary Baker Eddy
– I – 

Descobri que as seguintes ideias acerca da Divindade, hostilizadas por teorias, doutrinas e hipóteses finitas, são regras demonstráveis na Ciência Cristã, e que precisamos ater-nos a elas.

TUDO O QUE DIVIRJA DA MENTE DIVINA ÚNICA, OU DEUS – OU DIVIDA A MENTE EM MENTES, O ESPÍRITO EM ESPÍRITOS, A ALMA EM ALMAS, E O SER EM SERES – É UM ENUNCIADO ERRÔNEO SOBRE O INFALÍVEL PRINCÍPIO DIVINO DA CIÊNCIA, ENUNCIADO QUE INTERROMPE O SIGNIFICADO DA ONIPOTÊNCIA, DA ONISCIÊNCIA, E DA ONIPRESENÇA DO ESPÍRITO, E É DE ORIGEM HUMANA E NÃO DIVINA.

Trava-se uma batalha entre as evidências do Espírito e as evidências dos cinco sentidos; e essa luta tem de prosseguir, até que a paz seja declarada pelo triunfo final do Espírito, em imutável harmonia. A Ciência divina, baseada na onipotência e onipresença de Deus, ou o bem divino, desmente a existência do pecado, da doença e da morte.

Toda consciência é Mente, e a Mente é Deus. Portanto, existe uma Mente só; e essa única é o bem infinito, que nos proporciona toda a Mente por reflexo, e não pela subdivisão de Deus. Fora disso, tudo que pretende ser mente, ou  consciência, não é verdadeiro. O sol emite luz, mas não sóis; assim Deus se reflete a Si mesmo – a Mente – mas não subdivide a Mente, ou o bem, em mentes, boas e más. A Ciência divina exige tremendas lutas contra as crenças mortais, quando singramos o insondável mar das possibilidades, rumo ao porto eterno.

Continua..>

Os Artigos na Vida Prática

OS ARTIGOS NA VIDA
PRÁTICA
Dárcio

Como aparentemente vivemos em dois mundos, mas sabendo que unicamente o REINO DE DEUS é realidade, os artigos sobre a Verdade versam basicamente sobre a “Contemplação”, feita durante a “Prática do Silêncio”, e a chamada vivência na vida prática, fora dos períodos contemplativos. 

Artigos como “LUZ”, de Lillian DeWaters, aqui postados, são úteis para as “contemplações absolutas”, quando decididamente reconhecemos a totalidade de Deus de forma que nossa identidade seja claramente aceita, vista e reconhecida da seguinte forma: DEUS É O EU QUE EU SOU. As “miragens”, aceitas como “mundo terreno”, são puríssimo NADA! Jamais Deus coexistiria com um “mundo de bem e mal”. Esta farsa deve ser desmantelada pelas “contemplações” que partem da Totalidade e da Onipresença de Deus, que nos incluem plenamente na Graça. E quando estivermos em nossas atividades cotidianas, sempre que SUGESTÕES de natureza ruim, maligna ou negativa chegarem a nós pela ilusória “mente humana”,  IMEDIATAMENTE devemos rechaçá-las através dos princípios estudados. O erro não merece atenção nenhuma; e, além disso, deve ser SUBSTITUÍDO pela Verdade. Jamais o erro é sugestão vinda de Deus a nós! Por isso, a Verdade que somos não pode ceder a eles, pelo nosso endosso automático! Enquanto as coisas caminharem harmoniosamente, em nosso dia-a-dia, devemos reconhecer que esta “sombra” é um conceito da Perfeição absoluta aparecendo aos olhos do mundo; porém, tão logo algo discordante surja para nos atormentar, devemos tirar-lhe, na mesma hora,  todo poder, toda substância e toda realidade, reconhecendo que a Onipotência e a Onipresença Se expressam harmoniosa e permanentemente, como Universo perfeito, e onde quer que estejamos! Esta prática traduz o que nos ensina a Bíblia: “estar no mundo sem pertencer-lhe”.

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