O Príncipe da Paz-1

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PRÍNCIPE
DA PAZ
Joel S. Goldsmith
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Parte 1
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O significado pleno de Natal não pode ser conhecido, senão através da compreensão da natureza imutável de Deus.  Deus é. Eterna e infinitamente, Ele é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. O que é próprio de Deus sempre foi, continua sendo agora, e sempre será. Em decorrência desta compreensão, o verdadeiro Natal não começou há dois mil anos: seu início está além do tempo. O que ocorreu há dois milênios foi meramente a revelação de uma experiência que se tem repetido, não somente “antes que Abraão fosse”, mas antes mesmo que o tempo fosse. Deus não inaugurou nada de novo há dois mil anos.

O verdadeiro sentido de Natal é este: Deus plantou na consciência de cada um de nós uma divina semente que há de germinar e vir a ser um Filho de Deus. Ninguém jamais existiu, nem existe agora e tampouco existirá, sem esta influência espiritual; sem este Poder que foi implantado em nossa consciência, desde o princípio.

A missão do Filho de Deus foi revelada através do ministério de Jesus Cristo e do que ele ensinou: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (não eu, Jesus, mas Eu, o Filho de Deus). Disse Jesus: “Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro… Eu de mim mesmo não posso nada: o Pai, em mim, é Quem faz as obras… Eu Sou o pão da vida… Eu Sou a ressurreição e a vida”. Este era o Filho de Deus falando através de Jesus, o mesmo Filho de Deus que está no íntimo de cada indivíduo, desde o início dos tempos.

Mergulhe em seu íntimo,
para encontrar a paz que foi estabelecida desde o princípio.

Conta, uma antiga estória, que havia um rei justo, amável, pacífico e misericordioso. Seu vizinho, rei das terras limítrofes, estava empenhado em guerras de conquista. Movido por sua índole justa e misericordiosa, o primeiro rei mandou um embaixador ao reino vizinho, em missão de paz. Entrementes, para proteger o povo, começou o preparo bélico. De um extremo a outro da nação se movimentaram para o provável conflito. Desde então, a alegria se apagou no coração do povo. O sorriso desapareceu da face das pessoas. Isso entristeceu o rei, que se recolheu em prece, em busca de uma solução que devolvesse a paz e harmonia à sua gente. Um dia, a esposa de um dos oficiais da corte pediu audiência para revelar-lhe um segredo. E o que ela sussurrou em seu ouvido fê-lo sorrir. De rosto iluminado, o rei a incumbiu de ir ao encontro de todas as mulheres, não os homens, para confiar este segredo, até que todas o soubessem e o pusessem em prática. O rei levantou-se e foi segredar à rainha o que aprovara. E a própria rainha foi, com a esposa do oficial, correr o reino, para comunicá-lo a todas as mulheres. Dentro de algum tempo o sorriso voltou ao semblante do povo. Um cântico novo era entoado por toda aquela terra. O júbilo foi restabelecido.

No dia de Natal chegou um arauto do embaixador que estava no reino vizinho, anunciando que fora assinado um tratado de paz. O rei mandou dizer ao povo que cessassem os preparativos bélicos. E os oficiais da corte pediram ao rei que lhes dissesse qual fora o segredo, que provocara tão grande transformação no povo e conquistara um improvável tratado de paz. O rei lhes explicou que o segredo, embora singelo, encerrava um poder imenso: consistia nisto: “Retirar-se, pela manhã, em curto período de silêncio, de vazio e introspecção. Orar a Deus (sem pedir a paz nem qualquer outra coisa), e comungar com Ele, deixando que Sua paz permeasse e enchesse o íntimo. Depois, durante o dia, várias vezes conscientizar essa Presença, no íntimo, como paz”. Tal foi o segredo que devolveu alegria ao povo e assegurou harmoniosas relações com o reino vizinho.

Aos estudantes da Verdade, esta estória parecerá bem familiar, porque sabem que em estágio avançado não se ora pela paz ou ordem em nosso reino interno. Deus já plantou esta semente em nossas almas, em nossos corações, em nossas mentes. Para que esta semente germine e emirja à superfície de nossa consciência, devemos mergulhar no próprio íntimo, abrindo o canal, a fim de que o “Fulgor aprisionado” se escape de lá, abençoando nossa vida e contagiando as pessoas de nosso convívio.

A função deste Filho de Deus é levar-nos a vivenciar a paz; induzir-nos a experienciar uma vida abundante; a dinamizar as potencialidades divinas, manifestando, de dentro para fora, tudo o que o Pai é e tem, como foi dito: “Filho, tu sempre estás comigo. Tudo o que é meu, é teu”. Esse “tudo” é a semente que foi plantada em nós. Quando furamos o solo em busca de petróleo; ou cavamos minas, para extrair ouro, prata, diamante; ou quando mergulhamos à cata de pérolas; não estamos trazendo para fora o que Deus formou dentro da terra e do mar? Somos, acaso, responsáveis por tudo que se formou no seio da terra ou dos mares, ou do ar? Fomos nós que formamos tudo isso? Alguém pode responder, pela ciência, que tudo isso se formou durante milhões e milhões de anos, antes que tivéssemos consciência de sua utilidade. No entanto, foi tudo previsto e tudo o que temos a fazer é extrair tudo isso que Deus preparou, para atender às nossas necessidades.

O mesmo ocorre no universo espiritual. O reino dos céus não está fora de nós (não acrediteis quando vos disserem: ei-lo aqui; ei-lo acolá, porque o reino dos céus está dentro de vós). Como, então poderemos usufruir este reino, senão procurando-o e encontrando-o dentro de nós mesmos? Para contatá-lo, é mister cavar e mergulhar em nós mesmos. Quanto mais profundamente cavarmos e mergulharmos neste silêncio interior, tanto maiores e mais ricos tesouros traremos à manifestação.

Nossas Vidas Individuais Manifestam

a Graça de Deus

Para compreender o “Dia de Natal”, devemos entender com clareza que Deus plantou a semente de Si mesmo em cada um de nós. Tal semente deve germinar e converter-se no Filho de Deus plenamente desenvolvido, cuja missão é tornar nossas vidas bem-sucedidas e demonstrar a glória de Deus, como Jesus a revelou. Desde que “eu, de mim mesmo, nada posso”, e, “se der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro”, o que nos cumpre é simplesmente demonstrar, em nossas vidas individuais, a graça de Deus – Sua sabedoria, Espírito, saúde e abundância. Ao tornar o potencial em dinâmico, a possibilidade em atualidade, podemos dizer que Deus vai do infinito para o infinito; que Deus é o mesmo sempre, e Ele não faz acepção de pessoas.

Se Deus tudo criou para sempre, então, desde o princípio dos tempos, a humanidade trouxe, dentro de sua própria alma, a divina paz e a divina graça. Infelizmente não podemos partilhar estes dons com nossos semelhantes e nem eles conosco, enquanto cada um não os encontrar em seu íntimo. É uma simples descoberta, mas não podemos dar o que não descobrimos ou aquilo de que não temos consciência ainda. Todavia, quando o descobrimos, assumimos uma responsabilidade: “a quem muito é dado, muito lhe será exigido”. Espera-se muito daqueles que encontraram dentro de si a paz: eles devem derramá-la sobre os demais.

Se ainda não encontramos o Cristo dentro de nós mesmos, não podemos partilhar essa Consciência com os outros. Se não realizamos a paz em nós mesmos, não podemos manifestá-la ao próximo nem suscitá-la nele. Quem não expressa amor não pode atraí-lo. Aquele que não exprime abundância, não pode atraí-la. Ninguém pode atrair a paz, se, antes, não a encontrou dentro de si.  Tudo o que gostaríamos de receber de nossos familiares, amigos, comunidade e do mundo, ou partilhar com eles, há de ser, primeiramente, encontrado dentro de nós mesmos.

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Entender O Que É "Nada"


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ENTENDER O QUE
É “NADA”
Dárcio
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As palavras para “desmantelar a ilusão”, como “miragens”, puro “nada”, etc, são, a princípio, passadas pelos textos à “mente que é nada”; em seguida, o que era aceito “intelectualmente” como Universo naterial,  é solto pelo entendimento do sentido da palavra “nada”, enquanto, ao mesmo tempo, a Mente divina, sendo a sua, é aceita sem quaisquer barreiras como real e única, e já na sua função plena de discernir o Universo de Luz em que já estamos todos. Pouquíssimo lhe adiantará somente ler que “o mundo das aparências é nada”. Ele, de fato,  é nada, pura ILUSÃO com pretensão de ser alguma coisa “ao lado de Deus”; porém,  este “nada” precisa ser entendido como “nada”, uma vez que DEUS, A PERFEIÇÃO INFINITA, É TUDO!

Se dois andarilhos no deserto estiverem caminhando lado a lado, e, somente um, por estar alucinado, enxergar um “oásis”, o que esta miragem representa para ele já é “nada” para o outro a seu lado. Veja-se como “o outro”, sem a “miragem”, em vez de se ver como o primeiro, crendo nela e, se passando por alguém iludido e, supostamente, passível de “sair” da ilusão. O andarilho que “vê a miragem”, nesta ilustração, é a suposta mente humana; o outro, que vê a Verdade, no mesmo lugar, é a “Mente de Cristo” que é a sua! Para esta, “miragem é nada”, mas não porque você  irá “se conscientizar” disso, e sim porque “nada é nada”, sem “miragem” alguma existindo nem para como “nada” poder ser reconhecida! O mundo das aparências é NADA! O Reino de Deus é TUDO! Contemple o que É, sem usar “mente humana” para conscientizar que “este mundo” é NADA; reconheça como “sua” unicamente a “Mente de Cristo”. A Mente de Cristo, em todos nós, vê AGORA a totalidade da Luz onipresente! Não há, nela, espaço para “ver que miragens são nada”; desse modo, o “nada, para ela, é nada”, sem que isto lhe chame a mínima atenção! Pratique esta forma de contemplação, e, com ela, unicamente a Verdade lhe será REALIDADE!

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A Consciência é Inseparável-5

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE V
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Como já foi dito anteriormente, antes do miasma do nascimento,  éramos Um. Sabíamos que éramos como este Um Universal e indivisível. Daí, pareceu que o que éramos ficou esquecido, ou seja, o que sabíamos constituir o “Eu” que somos. Desse modo, nossa necessidade está em recordar o que éramos – e o que sabíamos ser o nosso Eu – antes dessa ilusão denominada “nascimento”. Não se iluda quanto ao sentido dessa palavra “memória”. A memória não tem absolutamente nada a ver com a mente humana. Geralmente se acredita que a memória se localiza no chamado cérebro humano, e que normalmente ele guarda na lembrança os acontecimentos, cenas ou vivências do passado. A Consciência não recorda. Ela é consciente. Ela sabe. A Consciência é Mente, assim como a Mente é Consciência. No lugar de uma suposta mente humana nascida, com suas memórias ilusórias, está a Mente Consciente, onipresente e infinita, que é todo conhecimento. Assim, esta Mente – que você é – está consciente de tudo que se deva conhecer num dado momento. Isso nunca é um assunto de memória humana; antes, é sempré um assunto de estar consciente daquilo que você já sabe, e que sempre conhece.

Contudo, não devemos divergir de nosso tema original. Basta dizer que recordar significa estar consciente exatamente daquilo que existe, daquilo que se passa agora, e eternamente. Somente nesse sentido podemos empregar a palavra “memória”. Como se vê, apenas parece que esquecemos o Céu que conhecíamos antes que o mundo da ilusão – nascimento – parecesse ter começo para nós. Somente parece que nos tornamos inconscientes da maneira que somos, da maneira que tudo e todos eternamente são. Em iluminação, ficamos conscientes do fato de que o Reino da Perfeição é a totalidade daquilo que sempre está aqui. Assim, como Consciência iluminada, nós recordamos a Verdade que parecíamos, por breve momento, ter esquecido.

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Tudo de que necessitarei,
desde agora até o fim
dos tempos, já está agora mesmo corporificado em
minha consciência: a substância e a lei que a
ampara. Esta consciência onipresente é a
substância de todas as formas e a lei para todas as
formas. É infinita. Infinita em essência, infinita
em expressão, infinita em manifestação. Não é
limitada por nenhuma crença humana; é a
Consciência divina, que flui plena e livremente
como minha consciência individual. E para que
assim seja, não é preciso que eu vá a parte
alguma, nem que peça nada a ninguém, visto que
o lugar onde estou é “solo sagrado”.
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Joel S. Goldsmith

A Consciência é Inseparável- 4

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE IV
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Verifiquemos o que é a Verdade que se relaciona com  isso tudo. NÃO EXISTEM OPOSTOS; PORTANTO, NÃO EXISTE NENHUMA OPOSIÇÃO. Não existem seres humanos nascidos, separados, para serem opostos, ou para fazerem mútua oposição. Não existe tal coisa como Deus e homem. Não existe nenhum tipo de “outro ser”. Há somente o UM, eterno e indivisível, E VOCÊ É ESTE UM.Antes do nascimento, você sabia o que você era. Sabia que era a Inteireza única inseparável, indivisível, perfeita e eterna. Assim, pareceu que você nasceu, e assim pareceu que você se tornou dois em vez de um. Como o fraudulento mundo das aparências continuou a envolvê-lo, você pareceu ter-se esquecido do “Eu” eterno que sabia ser você antes do nascimento. De fato, você pareceu tornar-se mais e mais consciente das coisas da miragem simulada universal, do que estava consciente da genuína e única Totalidade universal que realmente é, e que constitui a inteireza de seu Ser e Corpo.

Quando nós aparentamos estar imersos nesse falso encobrimento, não vemos as coisas como elas realmente  são. Estes aparentes blocos de matéria, chamados corpos nascidos, não são mais verdadeiros nem mais vivos do que as marionetes dispostas ao fim dos cordéis conduzidos por um operador desses bonecos. Estas marionetes podem ser comparadas com desenhos animados. Elas podem aparecer como formas ou substâncias ridículas ou distorcidas. Podem aparecer agindo inteligentemente ou não inteligentemente. Podem aparentar ser boas ou más. Entretanto, elas são completamente sem Vida, Inteligência ou Amor. Desse modo, de si mesmos, elas são nada.

A ilusão chamada nascimento parece deixar-nos conscientes de um mundo imperfeito não inteligente. Ela apresenta também quadros falaciosos de todo tipo, alguns deles bons e mesmo atraentes; outros aparentam ser muito maus, na verdade. Não importa como estes quadros falaciosos aparentem ser, se bons ou maus : eles meramente são quadros que aparecem e, desse modo, eles devem desaparecer. Além disso, estes quadros não são imagens suas, minhas, de alguém ou de alguma coisa. Você simplesmente não é a substância, forma ou atividade retratadas por estes quadros fictícios. Que são estes quadros? São meramente o miasma universal, simulado e fraudulento, produzindo desenhos animados de sua própria miragem. Onde está você? EXATAMENTE ONDE ESSE QUADRO DE VOCÊ PARECE ESTAR. (Obviamente, você de fato está em toda parte, mas o Corpo que você é, é um , é um ponto focal do infinito VOCÊ QUE VOCÊ É). Entretanto, essas figuras do desenho animado não são o eterno Corpo perfeito que você é.

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VER-SE NO OUTRO É CONHECER A VERDADE


VER-SE
NO OUTRO É CONHECER
A VERDADE
Dárcio
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A Vida é a Unidade em expressão, e este Fato eterno jamais é visto pela mente ilusória. A mente humana é uma noção hipnótica sem fundamento: tudo que ela aparenta captar é ilusão! A Mente real é única,  é Deus, e é a Realidade aqui presente; e nesta dimensão verdadeira, “somos todos membros uns dos outros”, como diz a Bíblia.

Ser um é ser a Verdade; e, ser a Verdade significa cada um “se ver no outro”, seja este outro quem quer que seja. Entretanto, esta visão de que “eu e o outro somos um” jamais leva em conta “seres humanos nas aparências”, uma vez que o Eu ÚNICO jamais inclui a ilusão de materialidade. Um suposto ser humano enxergando outro, é uma miragem única com “observador” e “observado”. É como se num sonho, alguém visse outros, enquanto a falsidade seria o sonho, e não um a um os componentes isolados participantes dele. Cristo disse: “Eu venci o mundo”; desse modo, para nos vermos no outro, devemos nos ver, primeiramente, “em Deus”, reconhecendo a Verdade de que “Deus é Tudo”. E então, com “o mundo vencido”, naturalmente veremos todos os seres iluminados com a mesma Luz que somos; saberemos que esta Luz, em todos, é Deus em todos, e que, mesmo Se manifestando  como Tudo e como Todos, é a Luz única que cada um de nós é!

O discernimento de que o Universo é Luz equivale a “vencer o mundo”, isto é, “este mundo” é vencido por deixar de ser traduzido erroneamente como material e tridimensional,  e entendido corretamente  como sendo unicamente o Reino de Deus. Todo o estudo da Verdade está diretamente ligado à “visão correta” daquilo que É! Enquanto isso não for discernido, as pessoas continuarão a crer na dualidade, ver “o outro” como “outro”, ver a si como ser humano,  dotado de mente pessoal, enfim, continuarão na “ilusão”.  Por esse motivo é que as revelações devem ser contempladas e entendidas como Verdade do Agora. É agora que a Luz de Deus é o Universo inteiro, é agora que nós somos todos seres individuais formados pela Luz única, que é Deus, e, é agora que esta Luz, que brilha em nós, é a mesma que brilha em todos os chamados”outros”. Sem os julgamentos ilusórios pelas aparências, VOCÊ VERÁ EM TODOS A SUA PRÓPRIA LUZ, E, NESTA VISÃO CORRETA, A VERDADE ESTARÁ CONHECIDA! E PRATICADA!

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Deus, Sem Esforço, é Você


DEUS,
SEM ESFORÇO,
É VOCÊ
Dárcio
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A ação livre, amorosa e sem esforço de Deus culmina no Fato de você estar vivo! Isto porque Deus é Vida onipresente, fluindo pacifica e permanentemente como “você”. Portanto, meditar para “conscientizar” um Fato dessa natureza empregando esforços mentais seria “agir separadamente” desta Oniação da Realidade! Em outras palavras, seria um suposto “ego” querendo se passar por você.

Deus, sem esforço, é você! Assim, como Deus, sendo você, é ação sem esforço desta unidade perfeita, a qualquer momento “você” já é testemunha imediata deste Fato eterno! Portanto, ao meditar, parta da aceitação simples e sem esforço de que Deus é TUDO! E então, contemple-Se na sua condição permanente de SER a pura emanação do Verbo divino, assim como um raio de sol se contemplaria para constatar sua natureza como “expressão do Sol” com o qual ele é um. O raio não faria esforço algum, uma vez que ele “é” porque o Sol “é”. Analogamente, você não fará esforço algum, uma vez que DEUS É, e, por isso, VOCÊ É! Em virtude dessa Oniação sem esforço,  você dirá, com total espontaneidade: “Eu Sou”. DEUS, SEM ESFORÇO, É VOCÊ; VOCÊ, SEM ESFORÇO, É DEUS!

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A Consciência é Inseparável -3

A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE III
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Inerentemente, nós sabemos que a morte é desnecessária. Ninguém realmente deseja aceitar a morte. Entretanto, aparentemente, a maioria insiste em acreditar na falsidade chamada nascimento. Não podemos ficar com um sem o outro. Se o homem é – ou pudesse ser – criado ou nascido, necessariamente ele teria que morrer. Algo que tem começo deve ter também fim. Mas, um homem criado – nascido – é tão fraudulento quanto um Deus do qual se diz ser um criador.

É este homem – supostamente criado ou nascido – que aparenta ver, ouvir e experienciar como se ele existisse como uma identidade separada. É também este homem simulado que aparenta ver e experienciar separação e divisão entre tudo e entre todos. Para ele, tudo na forma parece ser moldado em pequenos ou grandes blocos sólidos ou materiais. Este mesmo iludido e ilusório homem nascido imagina que ele é limitado, restrito e imensurável em termos de tempo e espaço. Ele é temeroso, incrédulo, confuso, e perturbado por todas as ilusões de problema, doença, carência, idade etc., que indubitavelmente acompanham a ilusão de ter sido criado ou de ter nascido. Mas, talvez o aspecto mais irremediável de toda essa ilusão, é que ele tem a certeza de que deverá morrer. Por quê? Porque  tem certeza de que nasceu. NÃO HÁ, NÃO PODE HAVER, DEUS ALGUM EM ALGO TÃO INAUSPICIOSO E TÃO TRAGICAMENTE ENGANOSO QUANTO ESTE SUPOSTO HOMEM NASCIDO. Assim, esse tipo de homem é inteiramente um mito. Passemos a analisar a ilusão um pouco mais, a fim de podermos acabar com ela para sempre.

Tudo que aparenta estar manifesto em e como este ilusório mundo simulado da materialidade, é temporal. Sendo temporal, este homem é necessariamente limitado de várias maneiras. Ele não é a Mente consciente; logo, não pode ter consciência alguma do que ele é, nem tampouco  pode ele conhecer realmente alguma coisa. Sendo completamente um homem hipotético, tudo que ele pode fazer é levantar hipóteses. Ele pode aparentar supor que conheça algo, que está vivo, que está consciente, que ama, ou que está apaixonado. Ele também pode igualmente supor que está doente, idoso, infeliz, e que deve morrer. Ele pode supor que existam opostos, tais como bom e mau, alegria e tristeza, paz e conflito, amor e ódio, etc. Ele pode supor que existe Deus e homem.

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"Renovação do Entendimento"

“RENOVAÇÃO
DO ENTENDIMENTO”
Dárcio
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Quando o apóstolo Paulo nos diz: “Renovai-vos pela renovação de vosso entendimento”, explica que a REALIDADE existe, e que, um correto entendimento dela é o conhecimento da Verdade. Não se trata de alguém entrar em “processo evolutivo”, mas sim em “despertar”, discernir aquilo que É, constatar a presença única do Universo de Deus e do homem à Sua imagem e semelhança.

Para quem desconhece a natureza das pedras preciosas, elas lhe parecerão pedras comuns e sem valor; porém, diante de alguém com “entendimento”, elas de imediato serão reconhecidas como preciosas e de altíssimo valor! O “entendimento” faz com que nos olhemos, e também ao próximo, não mais segundo as aparências de imperfeição e mortalidade que iludem aqueles de visão incorreta: ele nos faz ver AQUILO QUE JÁ É, nos faz discernir AQUILO QUE JÁ SOMOS! No lugar em que a humanidade via uma adúltera, e que, segundo aquela visão, mereceria a morte por apedrejamento, Jesus via, com o seu ENTENDIMENTO, um ser perfeito, imaculado, à  imagem e semelhança de Deus. Sabia que a crença retida na mente humana coletiva não era a realidade ali presente!

O estudo da Verdade é o treinamento diário para que nosso “entendimento” seja o de Deus e não o dos homens! Enquanto nos servirmos do “entendimento” da ilusão, estaremos endossando a mentira; mas, quando o mundo inteiro estiver acreditando em imperfeições, em mortalidade ou em mutabilidade, se estivermos reconhecendo a PRESENÇA ÚNICA DE DEUS, nosso “entendimento” terá sido RENOVADO!

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A Consciência É Inseparável -2

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE II
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Quem aparenta ser vítima desta fraude universal? O suposto homem nascido, que não passa de uma simulação da Mente viva, consciente e eterna, que o Homem realmente é,  o Homem Crístico. Um homem nascido não é Substância, não é Inteligência, não é Consciência, Vida nem Amor. Assim, não existe nenhum homem nascido consciente, amoroso, vivo ou inteligente. Um homem supostamente nascido, constituído de ilusão, somente pode ver, ouvir, tocar, provar, cheirar ou experienciar suas próprias ilusões. Mas este homem, supostamente nascido, não é VOCÊ. Ele não é o “Eu” que você é. Ele não é o “Eu” que EU SOU. Assim, de fato ele é nada. Contudo, por ele aparentar ser tão real, devemos elucidar inclusive as suas pretensões.

Amado, gostaria que soubesse que não é nada fácil dizer o que precisa ser dito agora. Sei plenamente quão irrealísticas – até mesmo ridículas – muitas das declarações que virão a seguir parecerão ser. Sei também que quando eu estiver falando do “homem cujo fôlego está em suas narinas”, eu aparentarei ser dualística, porque este pseudo tipo de homem é a própria base da dualidade. Entretanto, você saberá que não existe tal homem; assim, a exposição geral e o emprego desse homem simulado realmente nada mais é, senão o prelúdio da gloriosa percepção plena do Homem Crístico imutável, perfeito e eterno, que genuinamente você é. Este Homem Crístico nada sabe de dualidade nem de coisa alguma de suas fraudulentas pretensões. Você saberá que não existem “dois” de você, um simulado e outro verdadeiro: você é sempre “um”, e não existe um segundo “você”.

Passemos a dizer o que deve ser dito: O NASCIMENTO É UMA FARSA COMPLETA. Não existe nenhum nascimento, nenhum homem nascido, e ninguém que tenha, de si mesmo, consciência de ter nascido. Não há mente alguma que saiba algo sobre um nascimento. Não há ninguém que saiba algo sobre um corpo nascido. Um corpo nascido não passa de uma aparência simulada, que tem origem na miragem miásmica universal que não é substância, vida nem atividade.

“Criação” é uma palavra que poderia muito bem ser riscada de nosso vocabulário, Não existe criação nenhuma, porque não existe criador nenhum. Como Tudo eternamente é, que objetivo seria cumprido por um criador ou criação? NENHUM! Qualquer nascimento aparente provém da ilusão universal de que existe um criador, e, desse modo, uma criação. Se quisermos ficar completamente livres do chamado “último inimigo” – a ilusão final – deveremos estar conscientes do fato de que a palavra “criação” implica algo que simplesmente é falso, e completamente fraudulento.

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Por Mais que…

POR
MAIS QUE…
Dárcio
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Por mais que um livro contenha bons ensinamentos, por mais que um artigo possa ser-lhe útil, por mais que uma experiência ou relato de alguém possa servir-lhe, nada substitui “você ficar em silêncio”, em comunhão interior com Deus, e atento ao que espiritualmente lhe vem revelado como fruto dessa consciente percepção.

Muitos gostam de autores que escrevem páginas e mais páginas, com informações minuciosas em seus relatos,  que lhes tomam um tempo enorme de leitura, tempo este  que poderia e deveria ser empregado para se deixarem totalmente abertos ao que Deus, em unidade com eles mesmos, poderia lhes revelar! As armadilhas do ego, para que a pessoa gaste ao máximo o seu tempo com “este mundo”, muitas vezes sequer são percebidas! Uma delas é esta: prender alguém a horas e horas de “leitura sobre espiritualidade”, deixando-o “sem tempo” para meditar,  realmente discernir espiritualmente o que foi lido e, principalmente, reconhecer  a glória que lhe é dada para ser “um com Deus”.

Lembre-se: tudo que lhe possa ser útil, em seu estudo da Verdade, pode e deve ser utilizado; entretanto, que esta utilização não o faça consumir tempo maior do que o necessário, ou, como já disse, que o faça esgotar o tempo livre e disponível para eficientemente meditar. Por mais elevados e iluminadores que possam ser os artigos,  livros, ou relatos de experiência espiritual, dê-lhes somente o mínimo de seu tempo! Em outras palavras, dê uma passada rápida de olhos para captar o princípio ali revelado, grave bem o que lhe parecer o essencial, sem  perder tempo com eventuais  “enrolações  literárias supérfluas”. Pule parágrafos com exagero de detalhes que ali possam estar unicamente para ocupar papel, e, descobrindo os pontos realmente importantes ali expostos; registre-os mentalmente, ou anote-os em papel à parte. Vá , então, diretamente à “contemplação meditativa”, onde aqueles pontos “se tornarão vida”, ficando-lhe  espiritualmente vívidos! Deixe a mente  completamente aberta para que a “sua” Consciência, que é Deus,  Se expresse livremente, deixando-o plenamente cônsciente de que aqueles princípios lidos ou estudados são realmente verdadeiros, e, principalmente, perceba que esta Consciência iluminada é VOCÊ, em Autorrevelação espontânea!

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A Consciência é Inseparável

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE I
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Que faz com que tudo pareça estar separado ou dividido? É a forma com que parecemos ver, ouvir, tocar, cheirar e provar. Sim, isto pode estar inclusive em nossa maneira de parecer experienciar as coisas. Um assim chamado corpo separado pode parecer experienciar uma dor separada, pertencente só a ele, ou um assim chamado ser humano, separado, pode parecer experienciar o seu sofrimento, problema ou seu aparente desafio de qualquer natureza, vistos separadamente. Frequentemente ouvimos falar sobre os cinco sentidos físicos. Realmente, se existisse algum sentido físico, teríamos de aceitar a falácia de muitos aspectos destes sentidos não existentes. Com muita frequência temos reiterado que unicamente um Sentido existe, e este é a Consciência. Há inúmeros aspectos deste Sentido único – Consciência – , mas, todo aspecto da Consciência é Consciência.

Quem é que aparenta ver, ouvir, tocar, provar ou cheirar coisas que parecem ser matéria? Qual mente sabe algo sobre elas? Se alguém realmente estivesse consciente destes assim chamados sentidos físicos, Deus – o Todo Infinito – teria de estar consciente deles. Se Deus pudesse estar consciente de tais ilusões como mostradas pela materialidade, Deus teria de ser a ilusão bem como a mente que se deixou iludir. Se o homem estivesse consciente de nascimento, doença, envelhecimento, deterioração ou morte, então Deus deveria estar consciente de ser um Deus temporal, sempre começando, mudando de aspecto, tornando-se imperfeito, envelhecendo e morrendo, e isto somente para que tudo voltasse a se repetir. A Mente infinita, que é Deus, simplesmente nada sabe de todas estas ilusões. E como a Consciência Total as desconhece, nós também realmente as desconhecemos. Como poderíamos conhecer algo que Deus desconhece?

Passemos a observar quem, ou  quê, parece possuir estes chamados sentidos físicos. É MERAMENTE UMA CONSCIÊNCIA OU MENTE HIPOTÉTICA, QUE SE APRESENTA COMO UM SUBSTITUTO FRAUDULENTO PARA A MENTE VERDADEIRA. Ela é compreendida de pura ilusão, em vez de ser a Mente sempre consciente e perfeita que nós somos. É como se um “vapor”  universal, ou “miragem”, se superpusesse sobre todo o nosso Universo, fazendo-o parecer ser diferente do Universo imutável, perfeito, eterno que existe, ou fazendo-o aparentar ser outro Universo, além do único.

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Você Nunca Está Onde Está a Ilusão

VOCÊ NÃO ESTÁ ONDE
ESTÁ A ILUSÃO
Dárcio
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É comum a pessoa usar palavras dos ensinamentos metafísicos como sinônimas de problemas! Assim, em vez de afirmar, por exemplo, “estar com dor de cabeça”, afirma que “na aparência está com dor de cabeça”, ou que “está com uma ilusão de dor de cabeça”, etc. Os termos não são sinônimos e sim veículos de anulação da crença falsa na mente!

A maioria encontra tempo enorme para ir a médicos, hospitais, farmácias, etc. Entretanto, os chamados “problemas físicos” não estão na matéria e sim na mente humana. Muitos textos explicam que a situação aparentemente “física” é, na verdade, uma “sugestão mental”, puro “hipnotismo”. Se a pessoa, lendo isso, apenas seguir adiante, trocando o nome da “ilusão” de “problema físico” para “hipnotismo”, de nada lhe valerá este estudo! Assim como ela acharia tempo para “se cuidar fisicamente”, ela terá de achar tempo para “lidar com a sugestão hipnótica”.

Se em dia quente um hipnotizador iludir alguém pela sugestão de que “ele está tremendo de tanto frio”, a pessoa hipnotizada se mostrará dentro daquele efeito hipnótico! Tão logo a sugestão se encerre, ele voltará a sentir o “calor do dia”, que não teria se alterado em nenhum momento. Para não mais sentir o “frio ilusório”, a pessoa teria de discernir que a mente humana, usada pelo hipnotizador para enviar-lhe a “sugestão hipnótica”, não é a sua mente iluminada, divina e intocável pelo mesmerismo, ou seja, teria de estar preparado espiritualmente, consciente de que, por “ter a mente de Cristo”, toda sugestão hipnótica somente poderia “atuar” onde “ele nunca esteve, está nem estará: nas crenças vazias da mente humana, ou no “mundo” visto supostamente por ela. As pessoas “sentem” os problemas e dificuldades porque julgam estar onde estas crenças falsas estão! Envolvem-se com os “efeitos hipnóticos”, endossam todos eles e ainda reclamam, dizendo: “Que força tem a ilusão!”

Este estudo requer muito tempo, meditação, dedicação e trabalho. Jesus disse: “Trabalhai pela comida que não perece!” Não disse “Descansai pela comida que não perece”. Muitos dão um tempo enorme às crenças materiais, policiam dietas, fazem visitas rotineiras de “check up”, frequentam academias de ginástica, hidromassagem, etc. Se a dedicação à “comida que não perece” fosse igual, saberiam que “buscando o REINO em primeiro lugar” teriam a qualidade de vida que tanto buscam na matéria!

Todos os supostos “problemas” são “sugestões hipnóticas”; assim, quem quiser se livrar delas, terá realmente de se dedicar, discernindo que “sentem unicamente o que a Mente de Cristo capta”, e nunca o que a ilusória “mente humana” sugere para que cegamente endossem! Assim como o “dia de calor” nunca muda, diante da “sugestão de dia frio” enviada pelo hipnotizador, VOCÊ, sendo EXPRESSÃO DE DEUS, nunca muda, diante das “sugestões” vindas do “hipnotismo coletivo”. ONDE VOCÊ ESTÁ, DEUS ESTÁ! ONDE SUA MENTE DIVINA ESTÁ, ESTÁ A PERCEPÇÃO ÚNICA DA PERFEIÇÃO! Entenda que o “mesmerismo” jamais atua em VOCÊ nem em SUA MENTE! Posicione-se na VERDADE, observe o “efeito hipnótico” já estando “fora de você”, e insista no reconhecimento da Verdade até provar, por você mesmo, que VOCÊ NUNCA ESTÁ ONDE ESTÁ A ILUSÃO! Nem poderia! Ilusão é NADA!

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Mateus, 5: 31,32

MATEUS, 5: 31,32
Dárcio

“TAMBÉM FOI DITO: QUALQUER QUE DEIXAR A SUA MULHER, DÊ-LHE CARTA DE DESQUITE. EU, PORÉM, VOS DIGO QUE QUALQUER QUE REPUDIAR SUA MULHER, A NÃO SER POR CAUSA DE PROSTITUIÇÃO, FAZ QUE ELA COMETA ADULTÉRIO; E QUALQUER QUE CASAR COM A REPUDIADA COMETE ADULTÉRIO.”
Mateus, 5: 31-32

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Vemos, aqui, o lado relativo da pregação da mensagem de Jesus, que se altera segundo povos, épocas e costumes. Jesus sempre procurou conservar a ordem social dentro de padrões de sua época. Sua meta era puramente espiritual e não humana, ou seja, veio nos revelar o Reino da Harmonia, aqui presente, àqueles com “olhos para ver”. Mas, sabendo que isso não seria visto de imediato, procurou também cercar atitudes humanas que pudessem acarretar sofrimentos, separações, e demais conflitos de relacionamentos. Não existe Deus neste mundo! Portanto, um casal somente pode ser realmente considerado casado quando existir amor recíproco e sincero vindo da alma. Apenas se unir maritalmente aos olhos do mundo, com certidões humanas de cartórios ou de igrejas, não cria, realmente, nenhum casamento legítimo, se for analisado espiritualmente. Há casais que se aturam a vida toda, num ambiente totalmente hostil e sem amor, achando ser aquilo um casamento.

“Eu vim para que tenham vida com abundância”, disse Jesus. Ninguém, em sã consciência, poderia dizer que um casal vivendo às turras, sem vínculo algum de afinidade, e sem amor, esteja em “vida com abundância”. Na verdade, nem casal seria, mas sim meramente dois seres humanos vivendo na mesma casa ou sob mesmo teto. Esse tipo de relacionamento nunca foi casamento e jamais foi “unido por Deus”. Quando a pessoa estuda a Verdade, e se amolda à vontade de Deus, sua vida toda, em termos humanos, é reestruturada em função da ação divina na mente dela, e, é quando as imagens deste mundo começam, também, a refletir como sombra a vontade divina, ou seja, é feita “na terra” como é feito “no céu”. Se, em vista disso, houver mudanças na vida dessa pessoa, sejam em termos de vida profissional, conjugal, familiar ou pessoal, tais mudanças devem ser encaradas como frutos da Verdade. Se, dentre eles, surgir a necessidade evidente de separação entre cônjuges, entre sócios, etc., de modo algum isto estará sendo traição, adultério ou atitude condenável; antes, será a livre manifestação da Verdade promovendo ajustes na vida dos envolvidos. As ideias virão inspiradas, depois haverão de ser bem avaliadas, até que gerem ou não as ações e definições sobre as decisões a serem tomadas; e isto nada tem a ver com libertinagem, pecado ou falta de escrúpulos. Jesus deixou o tema colocado radical e taxativamente; com isso, procurava barrar a libertinagem; por outro lado, Jesus também sabia que todo aquele que se mantivesse ligado a Deus, em oração, sinceridade e percepção de ser um com Ele, saberia reconhecer com clareza os critérios com discernimento para saber cuidar de sua vida, e não mais se deixar levar cegamente por qualquer tipo de radicalismo leviano, por dogmas ou preceitos de homens, ou por relacionamentos só de fachada. Em outras palavras, saberia expurgar de sua vida toda a antiga hipocrisia, trocando-a por uma “nova vida” realmente inspirada e vinda a ele  verdadeiramente do Alto, como “bem acrescentado”.


(Extraído de NA MONTANHA COM CRISTO)

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A Verdade Se Ativa Pela Sua Atividade

A VERDADE
SE ATIVA PELA SUA
ATIVIDADE
Dárcio
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Quem espera que a Verdade atue para aliviar-lhe sofrimentos, resolver-lhe problemas, etc, é quem se acha “um” e a Verdade sendo “outra”. Jesus disse: “Eu Sou a Verdade”. Explicava que nossas atividades são a Verdade em ação. Toda a Verdade está em atividade perfeita; assim, em vez de se posicionar como “outro” a ser beneficiado por Ela, veja-se SENDO A PRÓPRIA AÇÃO DA VERDADE!

Assim como Jesus repreendeu o vento e ordenou ao mar revolto que se acalmasse, repreenda as “aparências de tempestades” que a mente humana exibe à sua frente! Não as veja como “realidades a serem dominadas”, mas como puras “nulidades”: sem substância, sem vida e sem presença. Olhe-as de frente, com  os “olhos da Alma” reconhecidos como Onivisão; então, faça estas imagens fraudulentas se reduzirem a “nada”. Aparências não são “atividades”, são “miragens”. A Verdade é VOCÊ, ativo como a Verdade, numa UNIDADE INFINITA que exclui falsidades! Todas as “aparências” são “nulidades” que, estando à sua frente, apenas “esperam” que VOCÊ as anule!

A Verdade é a Consciência infinita, ativa, com a qual VOCÊ é um! Contemple-se como Atividade da Verdade! Perceba a Verdade sendo a totalidade do Universo, de sua Identidade específica e do seu Corpo. Afirme com conhecimento: “Eu Sou a Atividade da Verdade Infinita! A Verdade está ativa porque EU SOU ativo como a Verdade! Eu Sou a Verdade!”

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O Momento É Agora

O MOMENTO É
AGORA

EMMET FOX
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O momento escolhido por Deus para a sua demonstração é agora. O momento em que Deus quer que você seja curado é agora. O momento em que Deus deseja que você esteja em seu verdadeiro lugar é agora. A Bíblia diz que o dia da salvação é agora.

Deus estará pronto no momento em que você estiver. Nada há para esperar, a não ser a mudança de sua própria consciência. As pessoas costumam dizer: “Sei que minha demonstração virá na hora certa”. Mas a hora certa de estar feliz e satisfeito é agora. O momento de ser feliz é agora, e o lugar é aqui. Jesus não disse: O Reino dos céus está próximo? Com isso ele queria dizer “agora”.

Não fique de fora do Reino dos Céus inventando adiamentos, mas mude sua consciência agora, pois tudo pode acontecer em um momento.


“Já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos”.
Romanos 13: 11

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Alegria e a Cura da depressão- 2

ALEGRIA E A CURA DA
DEPRESSÃO
Marvin J. Charwat
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PARTE II – FINAL
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À medida que vislumbramos essas grandes verdades e as pomos em ação, vemos que o homem (a verdadeira individualidade de cada um de nós) está totalmente separado do mal. Sua verdadeira identidade, como ideia espiritual de Deus, já está e sempre estará livre da depressão ou de qualquer outra condição negativa. Essa verdadeira individualidade habita para sempre no amor e bondade de Deus – inspirada, incontaminada e completa.

Numa dada ocasião comecei subitamente a ter crises de depressão. Depois de orar, percebi que estava perturbado pelo sofrimento que há no mundo, sem dúvida uma preocupação para qualquer pessoa que se importa com os problemas dos outros e que quer ajudar a humanidade. Pensamentos desesperados apareceram, insistindo em que não havia soluções práticas. Essa depressão bloqueou a ideia ilimitada de que, através da oração, podiam aparecer respostas certas. Quando esses pensamentos intrusos batiam com toda a força à porta mental, perguntava a mim mesmo: “Qual é a solução?” Tornou-se claro que um estado mental depressivo não iria ajudar. Dei-me conta da necessidade de vigiar o meu pensamento mais profundamente e expressar a todos, incluindo a mim mesmo, mais daquela alegria e daquele amor derivados de Deus, que contribuem para a cura.

Percebi que tinha de ser obediente à admoestação da Sra. Eddy para nos defendermos da sugestão mental agressiva. Precisava permanecer mais na totalidade todo-amorosa de Deus, que expulsa – exclui – o pensamento que pretenderia fazer do mal uma realidade. Isso não significa que ignoremos o sofrimento humano, mas apenas que não permitiremos que o poder curativo de Deus seja esquecido. Na proporção em que reconhecia e afirmava a total presença e onipotência de Deus e me agarrava a essa realidade com toda firmeza e vivacidade – rejeitando tudo o que fosse diferente do bem – a depressão começou a desaparecer rapidamente. E ao expressar cada vez mais a boa disposição e o amor por todos, o estado mental depressivo desvaneceu-se.

Comecei a ver então alguns sinais de ajuda a países e populações distantes, evidência de que o Amor de Deus estava, de fato, presente. E senti-me impelido  a aumentar a minha contribuição para uma organização humanitária que tem, desde há muitos anos, desempenhado um papel importante ao ajudar povoações a saírem da pobreza, de maneira digna.

Deus nos ama. Por isso é vital para o nosso bem-estar que amemos a nós e aos outros com um amor espiritual, com um cristianismo que reflita a bondade curativa de Deus. É reconfortante saber que nossa capacidade para fazer isso vem do próprio Deus e é, por essa razão, ilimitada.

Quando estamos deprimidos com as condições do mundo ou qualquer outro desafio, a resposta curativa é lembrar que só o bem é real. E que, apesar das aparências, Deus reina e podemos regozijar-nos em saber que Seu governo é supremo. Seu universo espiritual está intacto agora mesmo, e um claro reconhecimento dessa verdade ajuda a abrir caminho para que esse fato se torne mais aparente mesmo nos cantos mais longínquos do mundo.

Essa percepção curativa, baseada na lei espiritual, nos eleva,renova, revigora e restaura. Ela nos dá domínio e satisfaz nossa necessidade de consolo espiritual. Pode até fazer com que tenhamos vontade de cantar. Então, tal como o Salmista, podemos declarar: “A bondade de Deus dura para sempre.”

(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Agosto 1994)
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Alegria e a Cura da Depressão

ALEGRIA
E A CURA DA DEPRESSÃO
Marvin J. Charwat
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PARTE I
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Um jovem ia a assobiar e a cantarolar enquanto caminhava pela rua. Um homem que passava perto perguntou-lhe: “Por que é que estás tão contente?” O jovem pensou por um momento e respondeu: “Você precisa de um motivo para estar contente?”

Certamente, há coisas que nos fazem felizes e que são normais, apropriadas e expressam algo do cuidado de Deus por Sua criação, como, por exemplo, um bom emprego que traz satisfação, um local adequado para viver ou amigos queridos.

Mas, à medida que progredimos em nossa compreensão espiritual de Deus, começamos gradualmente a deixar de buscar em pessoas, lugares e coisas a razão para a nossa felicidade, buscando-a em nosso Criador, a fonte da verdadeira e permanente alegria e satisfação.

Estaremos discriminados por não termos alcançado um certo objetivo? Será necessário que ele se concretize para ficarmos felizes? Então, talvez precisemos adquirir um melhor conceito da alegria que já pertence ao homem como semelhança de Deus. A nossa alegria, no momento, deve ser natural e contínua.

As circunstâncias não nos podem dar satisfação permanente, pois estão sujeitas a mudanças, por vezes bruscas – agradáveis agora e desagradáveis daqui a pouco. Elas estão baseadas na avaliação da mente humana mortal, que as considera boas e agradáveis ou más e desagradáveis. Mas a única fonte genuína e permanente do pensamento é a Mente divina, Deus, o Amor perfeito.

Em última análise, a verdadeira felicidade está baseada numa compreensão espiritual de sermos inseparáveis do Amor divino. À medida que espiritualizamos nosso pensamento através da oração, de um estudo profundo da mensagem inspirada da Bíblia, de uma compreensão crescente do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria da Sra. Eddy, e de uma crescente expressão de pureza e amor, cultivamos esta compreensão e nossa vida é regenerada. Buscar a Deus em primeiro lugar, fazê-lo nossa primeira opção, torna-se nosso primeiro desejo e objetivo na vida. Lentamente, mas com segurança, abandonamos o sentido limitado e deprimente de que o bem tem sua origem nas pessoas, lugares ou coisas. Em vez disso, apercebemo-nos de que, como reflexo de Deus, incluímos todo o bem e que Deus é a sua fonte. Então, uma vez abandonada a visão limitada e materialista, tudo o que é normal e correto começa a aparecer. Cristo Jesus disse-o de modo sucinto:

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Apesar disso, o pensamento materialista declara o oposto. Ele diz:

“Preciso de algo ou de alguém para me fazer feliz ou, pelo menos, satisfeito. Talvez eu possa sair dessa profunda depressão, tomando drogas ou bebendo. Talvez eu precise de prazeres sensoriais ou de um grande divertimento. Pelo menos isso pode servir como alívio temporário para a minha depressão”.

No entanto, permanece o fato de que a felicidade tem uma fonte divina. Como a Sra. Eddy diz em Ciência e Saúde: “A felicidade é espiritual, nascida da Verdade e do Amor. Não é egoísta; por isso, não pode existir sozinha, mas exige que toda a humanidade dela compartilhe”.

Sim, a felicidade é uma qualidade da Verdade e do Amor. E quando expressa num viver cristão e cheio de amor, ela brilha com alegria e aumenta dentro de nós. Ela satisfaz nossa necessidade e a do nosso próximo na proporção em que a expressamos. Ela satisfaz, em certa medida, a necessidade do próprio mundo, porque sua origem é a própria fonte luminosa e rejuvenescente da Vida divina!

Essa maravilhosa qualidade espiritual torna-se mais natural para nós à medida que percebemos que ela é inerente à nossa própria individualidade que faz parte da nossa herança divina. Podemos perceber assim que é da vontade de Deus que nós expressemos alegria.

E que dizer da depressão? Não será ela realmente o resultado de não nos sentirmos amados? Isso pode parecer muito legítimo, mas não é um sentimento que vem de Deus, pois Ele está sempre a amar-nos, envolvendo-nos na Sua amorosa e terna totalidade. Então, se queremos sentir-nos amados e despir o manto preto da depressão, podemos fazê-lo. Como? Voltando-nos para o Amor divino em oração, permitindo que os pensamentos amorosos de Deus encham nossa consciência com sua luz e poder vitalizantes.

Mas, uma vez cheio nosso “celeiro” mental”, não podemos deixar que o “cereal” estrague. Temos de partilhar o amor espiritual que sentimos, expressá-lo a outros na forma de interesse pelo seu bem-estar, num sorriso, numa palavra simpática ou numa boa ação. E, acima de tudo, podemos vê-los como filhos de Deus – espirituais, completos, inteligentes e amados. Podemos saber que eles não são, na verdade, personalidades físicas sujeitas aos altos e baixos das circunstâncias, mas descendentes incorpóreos da única Mente amorosa, divina e imortal. Essa correta perspectiva é cristãmente científica e traz cura.

Continua..>

O Projeto da Glória



O
PROJETO DA GLÓRIA
Dárcio
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Com o projeto pronto, revisado e aprovado em mãos, o engenheiro gera seu “cronograma” de execução das obras. O cronograma é a distribuição desta execução dentro do tempo previsto. Quando não há imprevistos, as obras irão acontecendo dentro deste cronograma, até que todo o projeto fique visivelmente pronto e entregue ao mundo.

Cada Filho de Deus traz em si este “Projeto da Glória”; é um projeto perfeito e consumado! Onde existe este projeto? Na Mente divina, que é a Mente individual de cada um de nós. Assim como o projeto pronto já existe na mente do engenheiro, o “Projeto da Glória” já existe pronto na Mente divina. É por isso que é desnecessário, inútil e descabido alguém viver se preocupando com o futuro! Não existe futuro! Existe o “Projeto-Agora”; e o chamado “futuro” é mera ordem cronológica de execução de algo “já feito agora”. O chamado “tempo”, portanto, é meramente um parâmetro mental humano, usado pela suposta mente humana como “cronograma de execução” em seu limitado e finito campo de percepção. Em outras palavras, o “tempo” é a ILUSÃO de “criação material” de algo que é sempre pronto e de natureza puramente espiritual.

Quando somos ensinados a “trabalhar pela comida que não perece”, a “não nos preocuparmos com amanhãs”, enfim, quando somos ensinados a viver o AGORA em unidade com Deus, o que está em pauta é fundamentalmente o conhecimento desta Verdade: NOSSA VIDA É O PROJETO DIVINO JÁ CONSUMADO DE GLÓRIA! Portanto, despreocupe-se das “aparências” e ocupe-se em  discernir-se “uno com Deus”; dessa forma, o PROJETO que VOCÊ É, aos olhos da Verdade, irá “aparecer” visivelmente a cada dia, como se na matéria estivesse sendo criado; mas, VOCÊ não mais se deixará iludir! Para VOCÊ, aquilo será meramente O QUE VOCÊ É, sendo mostrado como “sombra finita” pelo “cronograma mental” da percepção humana”. Lembre-se: o projeto está em SUA Mente divina, sem JAMAIS dali sair para “entrar na matéria”. A “ilusão material” apenas mostrará uma forma temporal e supostamente material referente a ele, e mais nada! Jamais a “ilusão” será ele. Este é o sentido de “Em Deus vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17: 28). Somos habitantes glorificados do Projeto Divino, e não as “aparências” que se constroem segundo o suposto “cronograma da ilusão”.

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A Cura Pela fé

A
CURA PELA FÉ
Mary Baker Eddy
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Frequentemente se pergunta: Por que as curas pela fé são às vezes mais rápidas do que algumas das curas efetuadas por Cientistas Cristãos? Porque a fé é crença e não compreensão; e é mais fácil crer do que compreender a Verdade espiritual. Admitir as pretensões dos sentidos corpóreos e pedir alívio a Deus, baseando-se num conceito humanizado de Seu poder, não exige tanto que carreguemos a cruz, demanda menos abnegação e menos Ciência divina, do que negar estas pretensões e aprender o caminho divino – ou seja, beber do cálice de Jesus, ser batizado com seu batismo e alcançar a meta através da perseguição e da pureza.

Milhões são os que creem em Deus, ou o bem, sem apresentarem os frutos da bondade, por não terem alcançado sua Ciência. A crença é virtualmente cegueira, quando admite a Verdade sem compreendê-la. A crença cega não pode dizer com o apóstolo: “Sei em quem tenho crido”. Existe perigo nesse estado mental chamado crença, porque se a Verdade for admitida, mas não compreendida, pode perder-se, e o erro pode entrar pelo mesmo canal da crença ignorante. A cura pela fé tem adeptos sinceros, cuja prática cristã está muito mais adiantada que sua teoria.

O trabalho de cura, na Ciência da Mente, é o poder mais sagrado e salutar que se pode exercer. Meus alunos cristãos, imbuídos do verdadeiro sentido do grande trabalho que os espera, entram nesse caminho reto e estreito, e trabalham conscienciosamente.

Sigamos o exemplo de Jesus, o Mestre metafísico, e adquiramos suficiente conhecimento do erro para destruí-lo com a Verdade. Não se pode subjugar o mal com o mal; só se pode vencê-lo com o bem. Esse fato evidencia a nulidade do mal, bem como aquela substancialidade que é eterna; apoia o Princípio divino e melhora a raça de Adão.

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