O EFEITO PURIFICADOR DO CRISTO

O EFEITO
PURIFICADOR
DO CRISTO
Nathan A. Talbot
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O Cristo tem muitas facetas – isto é, existem múltiplas maneiras de nos aproximarmos do Cristo e de compreendermos sua natureza. Para o cristão, um ponto chave é reconhecer que Jesus corporificou o Cristo – que Jesus ilustrou o homem ideal, a verdadeira ideia de Deus: sua vida representou a pureza, a bondade e o amor espirituais que poderiam ser somente descritos como crísticos.

O inigualado propósito do Cristo divino é o de salvar, de livrar a humanidade de seus sonhos de imoralidade e doença. Cristo é o que nos desperta, é o que nos levanta da materialidade e revela nossa espiritualidade inata. Cristo é percebido, mesmo hoje em dia, como uma persuasão da Verdade na consciência, uma mensagem de Deus, que ilumina o pensamento e tranquiliza-nos a respeito de nossa segurança nos braços do Amor divino, que a todos envolve.

Outra maneira de sentir a presença do Cristo está em reconhecer o efeito purificador que tem em nossa vida. De fato, amiúde esse efeito precisa se fazer sentir antes que se complete a cura.

Por vezes, travou-se contra o pecado ou a doença árdua batalha. Talvez labutamos longa e honestamente, afirmando cientificamente que Deus é Tudo, insistindo em oração no fato de que o homem representa a saúde e a santidade de Deus. Quem sabe esforçamo-nos valentemente para rejeitar as crenças de dor ou de medo. Devido a tudo isso, talvez tenhamos a impressão de que fomos maculados durante a luta travada para resistir à suposta atração do pecado – ou que fomos poluídos, amedrontados ou desgastados em nossos esforços para vencer a doença. Mas o poder de Deus e do Seu Cristo não nos deixa maculados.

O Cristo tem efeito clarificador e purificador que apaga completamente os sinais da batalha. Pensemos por um momento como, de certa maneira, poderíamos comparar esta ação de limpeza à operação de lavar um copo. O processo de lavá-lo, em si, poderá deixar a água turva e não muito limpa. O copo, porém, teve a sujeira removida por fricção. O trabalho árduo foi feito e, quando o copo estiver enxaguado e seco, brilhará novamente. Pensando no que diz respeito a nós mesmos, poderíamos repetir, com as palavras do salmista:

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável.”

Como é importante confiarmos no Cristo e em seu poder de purificar a nossa vida! A que, por exemplo, volvem-se com frequência as pessoas? Esperam que a passagem de dias ou anos vá remover de sua vida desconfortos físicos de longa duração, ou mágoas por erros do passado. Mudança de ambiente. Esperam as pessoas que, possivelmente, um novo local, um parceiro diferente, um novo emprego, poderão oferecer-lhes algum efeito purificador depois que as dificuldades passadas tenham sido, de certa maneira, aliviadas. Mas, as mudanças ou o tempo, em si mesmos ou de si mesmos, jamais proporcionarão a purificação adequada. Tudo o que tem origem material é limitado em quanto nos pode oferecer.

As águas que jorram sobre nossa vida nos trarão bênção somente à proporção que a origem delas seja divina. “Torrentes que purificam, necessariamente têm nascentes puras…”, escreve a Sra. Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã. Encontramos tal nascente pura somente em Deus e o Seu Cristo, o Cordeiro antevisto pelo Revelador –

“o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.”

Ninguém continuará a esfregar o copo para sempre. Jacó lutou durante uma noite. Aferrou-se à batalha até que lhe adveio dela uma bênção genuína. Então aceitou a bênção. Também nós precisamos reconhecer, em determinado momento, que já está na hora de aceitar o refrigério especial que purifica a consciência e a liberta da luta.

Este momento é aquele, em especial, no qual nos banha a profunda convicção de que, devido à onipotência de Deus, o homem jamais foi, em realidade, um mortal às voltas com o mal. Reconhecemos com gratidão que a perfeição espiritual foi sempre o estado outorgado por Deus ao homem. A ação purificadora do Cristo opera sem resistência. Seu amor pelo Cristo o capacita a sentir-lhe o pleno efeito.

(Transcrito de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Junho 1983)

"NÃO TEMO MAL ALGUM"

“NÃO TEMO MAL
ALGUM”
Salmo 23: 4
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Dárcio

Diante da Onipresença, mal algum pode ser considerado como realidade. Os meios de comunicação fazem questão de nos bombardear com as notícias negativas, de catástrofes, de carências, de problemas de todo tipo; quem poderia viver sem se deixar levar por tais sugestões? Somente quem realmente se dedicar ao reconhecimento da Onipresença divina!

“Não temo mal algum, porque Deus está comigo”, diz o Salmo 23:4. A maioria vive atemorizada por não conhecer a Verdade! “Conhecimento” não significa “fé cega”, mas um discernimento absoluto! DEUS É TUDO! Que deveria estar fazendo um Filho de Deus? Reconhecendo a totalidade de Deus, a Sua Onipresença perfeita, a sua própria INCLUSÃO neste Oceano de Luz Viva!

A Verdade precisa ser reconhecida! Não podemos “servir a dois senhores”, afirmou Cristo! Ou cremos na totalidade da perfeição divina, quando, então, passamos a viver na paz IMUTÁVEL do Cristo, ou cremos nas aparências de todo tipo, que  se alteram  a todo instante como areia movediça.

Para a anulação da ILUSÃO de acontecimentos malignos, precisamos levar a sério esta profunda recomendação de Jesus: “Não resistais ao maligno”! Qual o seu sentido? Jesus nos incita a deixar de reconhecer este mundo de imagens mutáveis como real, para podermos nos firmar na Verdade de que DEUS, O PODER ÚNICO, É TUDO!

Solte de sua aceitação todos os supostos acontecimentos deste suposto mundo material! Medite e contemple a Verdade revelada de que “O SEU REINO NÃO É DESTE MUNDO!” Desse modo, reconhecendo unicamente a Onipresença do Bem, com naturalidade estará vivenciando a citação do Salmo 23:4:

“Deus está COMIGO”, porque DEUS é TUDO; “Não temo mal algum” porque, na Onipresença,  “mal” algum existe!

Esta é a Verdade a ser contemplada, reconhecida e vivenciada!

Já é hora de despertarmos do sono. Conhecendo o tempo, digo que a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada. O dia é chegado. Rejeitemos as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz.
Romanos 13: 11,12

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O TEMPO NÃO EXISTE!

O TEMPO
NÃO EXISTE!
Dárcio
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Quando as revelações são no sentido de que existe unicamente o AGORA, o conceito de “tempo”, sustentado pela suposta mente humana, cai por terra de uma só vez! Somente existe o AGORA, porque o chamado “tempo” não existe! E é por isso que as revelações divinas nunca falam em encarnações ou reencarnações! Tais “acontecimentos” somente poderiam existir em “lugar nenhum”.

É neste AGORA que Deus é Tudo! É neste AGORA que Deus é a sua Consciência, Mente, Vida, Espírito e Corpo, isto é, é neste AGORA que Deus constitui a totalidade do seu “Eu”.

Qualquer desvio desta aceitação é “mente iludida” em atuação! “A mente carnal é a inimizade contra Deus”, disse Paulo. Essa “coisa”, chamada “mente humana”, não nos vem de Deus! E, o que não nos vem de Deus não existe! O chamado “tempo” é a enganação usada pela “inexistência” para lograr incautos que creem em “outra mente”, que não a Mente do Absoluto! Não foi por acaso que Paulo disse que “TEMOS A MENTE DE CRISTO”!

Você tem duas opções:Identificar-se com a Mente absoluta e assumir seu papel real na Realidade eterna, ou,  dar crédito à mente humana, endossando suas ficções que se desdobram no “tempo e no espaço” de sua imaginação falaciosa! Muitos caíram e ainda caem nessa armadilha! Porém, se é a VERDADE que você busca, desvincule-se totalmente destas teorias humanas e, como disse Jesus, afirme todas as Verdades Absolutas como sendo válidas exatamente AGORA para VOCÊ! Ninguém poderá dizer “Eu Sou a Verdade” por você! E, se você postergar este fato, que é eterno e já presente, por dar poder ao “tempo”,  estará sendo apenas um iludido a mais! Mesmo que acredite ser estudante da Verdade!

“Vós, DESTE MUNDO, não sois!” – disse Jesus. Unicamente uma ILUSÃO afirma o contrário! E, sabemos, ILUSÃO É NADA! Não sabemos? Medite AGORA e contemple estes Fatos!

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COMO PRODUZIR A SAÚDE NA FAMÍLIA-2

COMO PROMOVER A SAÚDE
NA FAMÍLIA
Masaharu Taniguchi
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2
“LEI MENTAL”, SEGUNDO
OS ENSINAMENTOS DA SEICHO-NO-IE
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Na Seicho-No-Ie, fala-se muito em “lei mental”. Que é “lei mental”? É a lei segundo a qual “tudo aquilo que se pensa, infalivelmente acaba por se manifestar concretamente”. Tudo o que pensamos, transforma-se naquilo que, segundo o Budismo, é chamada de “causa” da “lei de causalidade”, e vai se acumulando em algum lugar. No momento em que a “causa” encontra a “condição oportuna”, ela se manifesta concretamente. Assim que se manifesta concretamente, a “causa” se extingue.

Os pensamentos, que formam as “causas” de acontecimentos futuros, são como o vapor de água que sobe para a atmosfera diariamente. Assim como o vapor de água sobe e se acumula na atmosfera nos dias ensolarados, as “causas” de acontecimentos futuros vão se formando e se acumulando no mundo mental, no nosso dia-a-dia aparentemente calmo. Olhando para a atmosfera transparente e para o céu azul, não percebemos que o vapor de água está subindo e se acumulando. Da mesma forma, não percebemos que os nossos pequenos medos e raivas estão se acumulando no mundo mental. Os dias transcorrem calmamente, sem que nada de grave aconteça. Mas não é que nada esteja acontecendo; nesse ínterim, a “causa” está sendo acumulada. Que acontece com o vapor de água que se acumula e fica em suspensão na atmosfera durante muitos dias? Na fase seguinte, ele se precipita como chuva torrencial. Se alguém pensa que a chuva é produzida no momento em que se precipita, está muito enganado. Na verdade, a formação da chuva começa a ocorrer bem antes, quando nos dias ensolarados o vapor de água sobe e se acumula na atmosfera. Quando o vapor de água acumulado na atmosfera encontra a “condição oportuna”, ele se condensa e se precipita sob a forma de chuva. Quando digo que a atitude mental é a verdadeira causa de toda doença, algumas pessoas contestam, dizendo: “Sou nervoso e quase sempre fico zangado, mas raramente adoeço”. O fato de uma pessoa se zangar constantemente, e não sofrer a consequência durante muito tempo, é comparável ao fato de, às vezes, o tempo manter-se firme e não cair nem uma gota de chuva, apesar de a evaporação da água continuar ocorrendo durante vinte dias, um mês, dois meses, ou até mais. Se não chove, é porque a “causa” ainda não encontrou a “condição oportuna”; ou seja, o vapor de água acumulado na atmosfera ainda não encontrou algum fator que provocasse sua precipitação. Quando a “causa” encontrar a “condição oportuna”, começará a chover imediatamente. O mesmo acontece conosco. Se vivemos constantemente zangados ou atemorizados, essa cólera ou esse medo vai se acumulando no mundo da mente, como “causa dos acontecimentos futuros”. Mais dia, menos dia, essas “causas” entram em contato com as “condições oportunas” para elas, e então manifestam-se como “efeitos”, frequentemente sob a forma de doenças como, por exemplo, diabete, esgotamento nervoso, câncer gástrico, tuberculose etc. A chuva que cai hoje não é obrigatoriamente formada somente pela evaporação de água ocorrida hoje ou ontem. Da mesma forma, a doença manifestada agora nem sempre é consequência de pensamentos negativos bem recentes.

Continua..>

Encontre seu "Eu" Desconhecido da Crença

ENCONTRE SEU “EU” DESCONHECIDO
DA CRENÇA
Dárcio
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A milenar revelação dada à humanidade, de que “conhecer a Verdade” significa conhecer o “EU” que somos, a Identidade cósmica e infinita que eternamente Se exprime como cada ser, é repetida e continuamente mantida. Seja qual for o ensinamento espiritual, se for encarado em seu ponto de vista mais profundo ou essencial, coincidirá com esta recomendação: “Homem, conhece-te  a ti mesmo, e conhecerás o Universo”. A “Prática do Silêncio” existe para este fim! Desvencilharmo-nos da “aparência” de ser humano para, serenamente, contemplarmos o próprio Deus sendo o “EU” que somos.

Assim como a Vida da borboleta não é sua aparência visível, nosso “Eu” não é o que a mente humana vê e diz que  somos. A aparência da borboleta é uma, a sua aparência anterior, de lagarta, é outra; nenhuma retrata a Vida ou a sua verdadeira natureza. Se um casulo for encontrado, alguém diria ser ele um real componente da Vida? Assim é o “casulo humano”, este suposto “corpo físico” que ilude a maioria até hoje! “Matéria não existe”, diz a revelação iluminada. O sentido é o de  que nem a “borboleta” nem a “lagarta” constituem o ser vivo ali presente, sob as variadas aparências em mutação. Enquanto estas imagens ilusórias não foram deixadas de lado radicalmente, para que a atenção se volte completamente à VIDA ESPIRITUAL ali manifestada, a ilusão nos fará confundir o ser real com suas formas temporárias e totalmente sem substância. Certa vez escrevi um artigo intitulado “Finados dos Confinados”, justamente para expor que acreditar em “mortos” significa acreditar que um casulo teve vida em algum momento! Nunca teve! A borboleta é prova disso! Enquanto as pessoas acreditarem na matéria, em casulos, em corpos carnais, a VERDADE estará encoberta por tais crendices absurdas! A VIDA É DEUS! Invisível para a crença coletiva! Invisível para a “mente iludida”, mas ONIPRESENTE E ETERNA para aquele identificado com a VERDADE!

Achar-se confinado a “corpos materiais” desenhados pela crença coletiva é a ILUSÃO! Medite! Contemple Deus como TUDO! Perceba que a VIDA DE DEUS É A SUA! E QUE O CORPO REAL É “TEMPLO DE DEUS”!Esta percepção é “ressuscitar dos mortos”, sair da crença falsa que acredita em casulos vivos! É penetrar na Verdade de que “em DEUS vivemos, nos movemos e existimos”, como declarou Paulo! Quando VOCÊ se identificar com a VIDA, com DEUS, com a VERDADE, jamais se identificará com encarnações e reencarnações! Deixará o mundo das aparências fraudulentas fora de seu foco de percepção, e terá conhecido a VERDADE que o torna livre destas crenças todas!

Houve quem se decidisse por seguir a Jesus, mas “após enterrar seu pai”. Jesus disse a ele: “Deixa aos mortos o enterrar seus mortos!”. Que estava dizendo? Que “mortos” são os que até hoje não perceberam a VIDA que têm, e a confundem com “casulos” aos quais até oferecem cultos! “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, disse Jesus. Segui-lo é descobrir, em VOCÊ, esta mesma IDENTIDADE! Encontre seu EU desconhecido das crenças! E que desconhece crenças!

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RECONHEÇA A "MIRAGEM" COMO MIRAGEM

RECONHEÇA A “MIRAGEM”
COMO MIRAGEM
DÁRCIO
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Apesar de a PERFEIÇÃO SER TUDO, vemo-nos seguidamente diante de imagens imperfeitas, durante o suposto “dia de vivência humana”. Quando estudamos a Verdade, a totalidade de Deus se torna o foco único de nossa atenção, ou seja, MESMO VENDO as imagens imperfeitas, entendemos, internamente, que a PERFEIÇÃO ABSOLUTA é a realidade ali e em toda parte presente. Não lutamos para “melhorar nulidades”, não meditamos para “corrigir aparências falsas”; tais atitudes seriam a “mente em ilusão” nos enganando, para que o “nada” passasse por algo real! Reconheça a “miragem” como miragem! Lembre-se da ilustração do andarilho no deserto, sedento e alucinado, e achando que o “lago ilusório” próximo a ele, visto em sua imaginação, existe de verdade! Não existe! É mera alucinação! O que está, no lugar do lago, é a areia!

O que existe, no lugar do seu problema, é a PERFEIÇÃO! O que existe, no lugar de qualquer situação ruim de sua vida, é a PERFEIÇÃO! O que existe, no lugar do “eu humano”, ansioso por se iluminar ou despertar espiritualmente, é DEUS! Enquanto você não reconhecer as “miragens” como miragens, estará endossando a mentira; e, mesmo assim, a VERDADE continuará sendo TUDO! Porque DEUS É TUDO, a PERFEIÇÃO É TUDO!

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A Ignorância

A Ignorância
Sathya Sai Baba
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“Não há espaço para a violência onde há Amor.”

O Homem na atualidade acredita numa imagem muito inferior e negativa de si mesmo. Sem refletir, está sempre buscando satisfação a curto prazo, e pratica más ações porque lhe falta a verdadeira educação ou conhecimento de si mesmo.

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“A incapacidade de contentar-se faz agonizar o homem de nossos dias.”

Hoje em dia, “os fins justificam os meios”, e esses fins são egoístas e materialistas. Agindo assim, o Homem demonstra um comportamento ignorante. Enquanto está orgulhoso de suas conquistas, está cego para o real significado de suas ações.

“Ambição leva à tristeza e ao desespero.”

O Homem se vê como pecador, e como separado daquilo que o cerca. Podemos chamar essa ignorância de ilusão, ou o véu que encobre a Realidade. A ignorância é a raiz de todo o sofrimento do Homem.

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“Não há doença pior que o desejo; nem inimigo mais feroz que o apego; nem fogo tão devorador quanto o ódio. Não há melhor aliado que a sabedoria.”

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PESSOAS E DOENÇAS FICAM FORA …

PESSOAS E  DOENÇAS
FICAM FORA DA
MEDITAÇÃO DE CURA ESPIRITUAL
Joel S. Goldsmith
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Assim que entender a natureza impessoal da ilusão, você começará a curar espiritualmente, já que “esquecer o paciente” é o primeiro pré-requisito para este trabalho. Enquanto retiver na mente um “paciente”, a cura não se dará. Enquanto mantiver na mente o nome de alguma pessoa, a cura não se manifestará, pelo menos espiritualmente. Talvez mentalmente, ou pela força de vontade, o paciente possa ser curado; mas, tal benefício pouco diferiria do resultado obtido pela ingestão de um comprimido.

Para curar espiritualmente, instantaneamente afaste de seu pensamento a pessoa que solicitou sua ajuda: nome, identidade e problema. Isto porque nem a pessoa é o problema nem sua doença particular é o problema. O problema é a crença universal em alguém apartado de Deus, em uma atividade apartada de Deus, em uma lei apartada de Deus. É com esta crença que você realmente estará lidando.

Quando alguém de nome Sue Jones chega até você e diz: “Estou doente”, cabe-lhe deixar Sue Jones de lado e perceber: “Não! Isto não é pessoa! Isto é a mente carnal. Mas a mente carnal não é mente verdadeira. A mente carnal não é sustentada por nenhuma lei espiritual: não tem substância, não tem causa, não tem realidade”.

Sem pensar na pessoa ou em seu suposto problema específico, você fará manifestar a cura em virtude do reconhecimento de o problema ser, em si, puro nada. O problema é a mente carnal, a crença em dois poderes. Você não irá lidar com algum “ele ou “ela”, nem tampouco com algum problema pessoal: estará lidando com a mente carnal, que tenta convencê-lo de que existe uma vida separada e apartada de Deus. Disse o Mestre: “Quem de vós me convence de pecado?” Assim, quem poderá convencê-lo de que há pessoa ou condição apartada de Deus?

Com os olhos finitos, você pode ver masculino e feminino, jovem e velho. Porém, ao longo de meus anos nesta prática, aprendi a não olhar muito para as pessoas, e sim através delas, de modo que frequentemente nem chego a notar quem está diante de mim, e nem por qual razão. Isso faz com que a identidade da pessoa desapareça de meu pensamento, pois não é a pessoa ou seu problema particular que despertam interesse, exceto que o caso apresentado se torna uma oportunidade a mais para ser revelado que Deus é a única “identidade” presente, e que inexistem leis outras, senão as de Deus. Enquanto eu não estiver olhando alguém que tenha me procurado como pessoa doente a ser curada, pecadora a ser reformada, ou desempregada a arranjar emprego, estarei na base segura como curador espiritual. Por outro lado, se considerar, em minha consciência, uma pessoa como doente a ser curado, ou um pecador a ser reformado, um pobre a se tornar bem de vida, ou um desempregado a conseguir emprego, estarei de volta ao nível do sonho mortal,  sem capacidade  de prestar qualquer auxílio à pessoa, e sem poder trazer qualquer benefício ao mundo. Meu auxílio somente se dá à medida que eu consiga impersonalizar a situação toda.

Há chamados que tem a ver com pessoas com oitenta ou noventa anos de idade. Alguns de vocês estão vivendo próximos àqueles que traduzem estes números como velhice. Não se deixe convencer dessa crença também. Esta sugestão é atingida da mesma forma com que a saúde e a força do corpo e da mente são preservadas: pela não aceitação de que alguém esteja necessitado de cura, regeneração ou suprimento. Seu papel será reconhecer o “Eu” como sendo a única identidade.

“A minha glória não será dada a outro”. Se você diz que Deus não dá a Sua glória a doença, pecado ou escassez, onde estas crenças conseguiriam qualquer glória, se Deus é infinito? Elas não têm nenhuma glória, nenhuma lei, nenhuma beleza, nenhuma continuidade, pois, se estas crenças não recebem de Deus essas qualidades, significa que elas não as estão recebendo de lugar algum!

Ao sentar-se para exercer um trabalho de cura, tudo de que você necessita é da habilidade de permanecer quieto, em comunhão com Seu Pai interior, percebendo que a Graça de Deus é infinita. Você não precisa de qualquer poder. Não estará curando algo ou alguém. É uma ilusão acreditar na existência de algo ou alguém que devesse ser curado.

Curar espiritualmente significa provar que pecado, doença e morte não são poder; assim, nenhum poder é necessário para vencê-los. Quando falamos de Deus como Poder único, não pense nisso como algum poder que você devesse utilizar. Pense nEle como o Poder que criou o Universo, e que o mantém e sustém. Permita que Ele assim o faça, enquanto comunga com esse poder.

É como se você estivesse quietamente sentado, conversando com sua mãe. Você não necessitaria de poder algum. Deus é o único Poder, e Deus criou este Universo através do “Eu”. Deus o mantém e o sustém; assim, você não precisa de nenhum poder: necessita somente da habilidade de comungar com seu Eu interior, e sentir-se em paz com Ele. E irá constatar que Deus está mantendo e sustentando a Sua Criação, sem qualquer tipo de ajuda, sua ou minha.

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COMO PROMOVER A SAÚDE…-1

COMO PROMOVER A SAÚDE
NA FAMÍLIA
1
O EFEITO DO MEDO E DA IRA SOBRE
O ORGANISMO HUMANO
MASAHARU TANIGUCHI
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Não só as explicações do ponto de vista religioso, como também as modernas pesquisas no campo da biologia comprovam como é negativo o efeito do “medo do pecado” sobre o organismo humano. Os sentimentos negativos como o medo, a ira e outros, aumentam muito a secreção de adrenalina no organismo humano. Adrenalina é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, e desempenha importantes funções fisiológicas. Em nosso estado normal, ela é produzida em quantidade adequada, contribuindo grandemente para o bom funcionamento do nosso organismo. Mas, quando ficamos zangados ou apavorados, a secreção de adrenalina torna-se extraordinariamente elevada. E o que acontece quando aumenta a quantidade de adrenalina em nosso sangue? Passamos a apresentar os mesmos sintomas que apresentaríamos se nos fosse injetado na veia uma dose excessiva de adrenalina: arrepio, lacrimejamento, suor frio, tremor, etc. e também aumento de glicose no sangue e na urina. Essas são as principais reações que o organismo apresenta quando aumenta a secreção de adrenalina.

Quando o sangue com quantidade excessiva de adrenalina chega à musculatura do estômago, este perde o tono e a sua capacidade de contração diminui consideravelmente, resultando em atonia gástrica, gastroptose, etc., doenças para as quais os tratamentos médicos não são muito eficazes. Geralmente, estas doenças têm como verdadeira causa  a ansiedade, as preocupações e os temores acumulados na mente. Esse estado mental crônico provoca a secreção excessiva de adrenalina, e isso, por sua vez, causa o “afrouxamento” dos músculos do estômago, reduzindo-lhes a capacidade de contração. Certo médico realizou experiências com animais, e constatou o seguinte: extraindo uma parte do estômago de um cão, por exemplo, e colocando-o dentro de um recipiente contendo sangue “normal”, esse pedaço de estômago permanece, durante algum tempo, vivo e ativo. Mas colocando-o num recipiente contendo sangue de animal enfurecido – sangue com a quantidade de adrenalina aumentada – ele se distende e deixa de manifestar atividade. Vemos, pois, como são nocivos os sentimentos de medo e ira. O medo e a ira provocam a secreção excessiva de adrenalina; e quando o sangue com elevada quantidade de adrenalina chega ao estômago, este se distende e perde a atividade. Em outras palavras, o estômago passa a apresentar distúrbios tais como a atonia gástrica, a gastroptose etc. Quando o estômago fica inativo, ele não necessita de grande quantidade de sangue. O sangue excessivo, então, precisa ser enviado para outras partes: concentrando-se na cabeça, torna a pessoa bastante agressiva; fluindo para o coração, acelera a pulsação; e, no fígado, transforma em glicose o glicogênio ali armazenado e a envia ao sangue; aumentando o nível de açúcar no sangue, aumenta o “combustível” para ativar os músculos, e, assim, os músculos ficam tensos e prontos para reagir. Nos momentos de grande pavor ou fúria, ocorre esta alteração na secreção de adrenalina, e o nosso organismo concentra todas as energias no “preparativo” para reagir contra o agressor. No caso de reação, o excesso de açúcar no sangue é “queimado” no momento do reagir. Agora vejamos o que acontece nos casos de pequenos medos e pequenas raivas: ninguém, em sã consciência, reage violentamente contra o outro, movido por um pequeno medo ou uma pequena raiva; portanto, nesses casos, o excesso de açúcar no sangue não é eliminado. Quando uma pessoa vai acumulando dentro de si os pequenos medos e raivas, a quantidade de açúcar em seu sangue vai aumentando de modo crônico, até chegar ao ponto em que se torna necessário expelir, de alguma forma, o excesso de açúcar. Então, essa pessoa passa a sofrer de diabete, que e é uma doença muito difícil de se curar. O diabético tem de tomar injeção de insulina, seguir uma dieta rigorosa; o médico lhe proíbe todo alimento que contenha amido ou açúcar. Em virtude disso, o paciente que ficou diabético por causa do acúmulo de pequenos medos em sua mente, passa a ter medo também da doença e dos alimentos. E enquanto houver medo em sua mente, ele não ficará curado, por mais que obedeça à dieta. Como a secreção interna de seu corpo continua alterada, a quantidade de açúcar em seu sangue continua excessiva; e mesmo ingerindo alimentos comuns em pequena quantidade, logo apresentará glicosúria. Desse modo, ele nunca fica completamente curado.

Para se curar completamente do diabete, é imprescindível “curar a mente”, ou seja, modificar a atitude mental. Na Seicho-No-Ie há muitas pessoas que se curaram facilmente de diabete. Se o paciente mudar a sua atitude mental, ele ficará curado, mesmo que não faça dieta rigorosa. Mas a questão é: como mudar a atitude mental? Quando o medo ou o rancor se assomam em nossa mente, é muito difícil dominá-los. Não é fácil controlar a nossa mente apenas com nossos próprios esforços. A Seicho-No-Ie utiliza um meio muito simples de solucionar os conflitos íntimos.

Continua…>

"Orai em Todo o Tempo, e Vigiai"

“ORAI EM
TODO O TEMPO, E VIGIAI…”
Efésios 6: 18
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DÁRCIO
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Quando lemos, na Bíblia, que devemos “orar e vigiar sem cessar”, se, de um lado, entendemos que devemos  recordar sempre, em nosso dia-a-dia, que “temos a Mente de Cristo”, por outro lado, precisamos também perseverar em  permanecer no “Referencial Divino de Existência”, e não mais no ilusório referencial humano que leva em conta uma suposta ”vida na matéria”.

“Tudo é Mente infinita e Suas infinitas manifestações”, escreve Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã. Deus, a Mente onipresente e infinita, já está sendo a Mente única de nós todos! Por ser este um fato já presente e constante,   mantido pelo próprio Deus, cabe-nos “orar, vigiar e perseverar” unicamente com este  objetivo único: “ser conscientemente quem sempre fomos, somos e seremos: uma Emanação da Mente infinita! Uma Manifestação infinita da Mente infinita!

Nosso empenho em permanecermos conscientes da Verdade que somos, anula a ILUSÃO do que nunca fomos, e nos capacita a repetir   com o apóstolo Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2: 20).

O propósito da oração precisa ficar bem entendido! Não oramos por “algo deste mundo”, mas para percebermos que “deste mundo não somos”. Quando deixamos de nos identificar com “matéria”, estamos “crucificados com Cristo”; e, é quando notamos o próprio Cristo sendo a nosso real identidade, e compreendemos a fala de Jesus: “Eis que estou convosco desde o princípio”.

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O

OBJETIVO DESTE SITE

Dárcio

O ÚNICO OBJETIVO DESTE SITE É SER UM LEMBRETE CONSTANTE DA REAL IDENTIDADE DO HOMEM, QUE NÃO É UM SER MATERIAL, MAS UMA LUZ DIVINA, O “EU SOU” INFINITO, QUE DEUS É, MANIFESTADO EXATAMENTE AGORA, NESTE ETERNO AGORA, COMO O “SEU”

EU INDIVIDUAL, OU CRISTO.

TODA CRENÇA CONTRÁRIA É SUGESTÃO HIPNÓTICA. E NENHUMA SUGESTÃO HIPNÓTICA ALTERA A REALIDADE OU POSSUI PODER PARA ILUDIR A CONSCIÊNCIA INFINITA, QUE É A SUA ÚNICA E ILUMINADA CONSCIÊNCIA  DE EXISTIR.

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Motivações Divinas

MOTIVAÇÕES DIVINAS
Dárcio
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Quanto mais elevado for um ensinamento, mais a pessoa cumpre sua meta de conhecer a Verdade e ver-se livre dos engodos de uma suposta vivência material, que se divide em bons e maus acontecimentos. Os princípios absolutos devem ser profundamente sentidos, durante a “Prática do Silêncio”, para que, depois destes períodos contemplativos, a pessoa se sinta elevada o tempo todo em suas atividades diárias. E, tais atividades, têm todas objetivos espirituais, mesmo que assumam, aos olhos mortais, uma simples sequência de experiências humanas.

Todas as metas humanas são meras camuflagens da atividade espiritual real subjacente. Por exemplo, se alguém resolve se associar a um clube para ter aulas de natação, ao terem início as aulas,  ela conhecerá mais pessoas, conversará com alguma delas, e, nessa conversa, algo de cunho espiritual aparecerá, quando a mensagem da Verdade  poderá ser  lembrada, comentada e propagada.  Dessa forma, uma atividade, que parecia ser  um mero “lazer de ser humano”, acaba revelando o seu propósito espiritual. Assim se dá com tudo! Por isso fala-se que “nada acontece por acaso”. E, mesmo que a pessoa sequer chegue a notar o que se deu espiritualmente, numa determinada situação, apenas sua presença ali, que é, de fato Deus ali presente, cumpre naquele local a influência iluminada de Sua Consciência sobre a crença coletiva.

Certa vez alguém me procurou, dizendo: “Onde eu frequento, disseram-me que não devo mais comprar discos de “rock “, uma vez que estudo a Verdade e esse tipo de música não é conveniente.” E eu respondi o que exponho neste texto: “Se você gosta desse tipo de música, indo ao local em que é vendida, você estará levando Deus, que é seu “Eu”, àquele ambiente frequentado por aqueles que  também apreciam estegênero musical”.

A pessoa que  orientou-o a não mais ali comparecer, por certo, nunca estaria exercendo esse papel iluminador com a sua presença naquele local. E, se fosse da época de Jesus, deduz-se, não  aconselharia o nazareno a ir a casamentos ou a prostíbulos. Enquanto a “matéria” estiver sendo vista como realidade, teremos esta visão de “bem e mal” humanos dominando as pessoas! O “solo em que pisamos é terra santa” – esta é a visão de quem estuda a Verdade absoluta! Nossa Consciência é o nosso Lar, e não “locais da ilusão”. Não existe Verdade relativa! Quando a Verdade absoluta é aceita, mesmo enquanto aparentemente perdurar a “crença coletiva”, a pessoa se verá desfrutando do “bem relativo” dentro da maior naturalidade e na ordem divina! Não serão estes “bens” os procurados, mas sim a Verdade! Tais “bens”serão meramente os reflexos visíveis decorrentes da percepção de nossa ATUAL presença no REINO DE DEUS, reconhecida como Verdade absoluta!

Quanto mais alguém se aprofunda nos ensinamento absoluto, mais as “motivações espirituais” são detectadas e cumpridas em seu cotidiano. E quanto mais ele próprio   nutrir estas motivações, menos terá com que se preocupar, em termos de vivência humana. A pessoa estará buscando diretamente o Reino de Deus, e, este Reino, reconhecido, surgirá visivelmente, em três dimensões, refletindo como “aparência”  a própria Verdade que está acima dela.

Medite, parta da Verdade de que DEUS É TUDO; compenetre-se da inexistência de matéria ou de mundo material; aceite a onipresença onipotente de Deus em unidade com seu “Eu”; dessa forma, lidando naturalmente com o mundo no restante do dia, as “motivações espirituais” se darão naturalmente, com VOCÊ conscientemente sendo DEUS SENDO VOCÊ, e com as “aparências” se desdobrando com “todas as coisas necessárias lhe sendo acrescentadas”. Apesar de ilusórias,  elas servem, para os demais, como prova de que os princípios estudados são verdadeiros. Disse Jesus: “Se não crêem em mim, creiam ao menos em minhas obras”, ou seja, se você estiver sempre  vivendo sem problemas, feliz e sem preocupações, livre em comunhão com Deus, isto se fará notar pelo resto do mundo: as pessoas terão para elas algo “palpável” para confiarem na Verdade que você estuda e sabe ser real. Sua permanência na Verdade, de que DEUS É TUDO e MATÉRIA É NADA, o deixará livre! E esta liberdade, ao mundo, será observada como um “você humano” livre de dívidas, de doenças, de problemas, enfim,  das ILUSÕES da vida. “No mundo tereis tribulações, mas, tende bom ânimo: Eu venci o mundo”, disse Jesus. Veja-se sendo este “Eu”, o Cristo, a Vida divina sendo a SUA! E, terá “vencido o mundo”.

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Lembre-se de Deus …

LEMBRE-SE DE DEUS
EM TODOS OS MOMENTOS
Dárcio
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Deus costuma ser bastante lembrado, quando alguém se vê diante de apuros; assim, de repente, a pessoa recorre a Ele e de forma surpreendente! Quando estudamos a Verdade, esta maneira de procurar por Deus ardentemente apenas em momentos ruins  deve ser abandonada! O estudo revela que Deus não é quem buscamos, mas o verdadeiro Eu que somos. Assim, lembrarmo-nos de Deus em nada se relaciona com um suposto “ego”, que se julga habitante da matéria, volver-se a um Deus, “lá no céu”, em busca de melhorias, proteção, suprimento, etc. Esta visão infantil, retida pela humanidade iludida, precisa ser desfeita pelo “verdadeiro adorador”.

Quando nos distanciamos dos estudos e das meditações, por acharmos que a vida está “boa demais”, acabamos por acreditar que a “vida humana” tem realidade, enquanto ela não passa de uma ilusão do tamanho do infinito! Este distanciamento, em termos práticos, passa a ser uma negação da real identidade que somos! A chamada “vida boa”, da aparência, é tão ilusória quanto a “péssima vida” que alguém mais possa estar vivenciando. Não deixe de perceber que sua VIDA é o CRISTO SE EXPRESSANDO! Não em maus momentos nem em excelentes momentos da suposta vida humana! No ABSOLUTO! Dessa forma, estará conscientemente sendo a Verdade, e, quem permanecer na Verdade estará naturalmente “dando frutos”. Por mais que a “crença coletiva” tente induzi-lo, para que creia viver na matéria, como revela a Ciência Cristã, “não existe vida na matéria”. Goldsmith, no capítulo “O Novo Horizonte”, do livro “O Caminho Infinito”, diz o seguinte: “Devemos entender que todo o cenário humano não passa de sugestão hipnótica, e nós temos de nos colocar acima dos desejos, mesmo de boas condições humanas. Compreendamos por completo que a sugestão, a crença ou a hipnose são a substância ou o tecido de todo o universo mortal e que as condições humanas, quer boas quer más, são quadros de sonho, sem qualquer realidade ou permanência. Estejamos prontos a aceitar que as condições, harmoniosas ou não, da existência mortal desapareçam de nossa vida, para que a Realidade possa ser conhecida, usufruída e vivida.”


A meta é unicamente esta: “vencer o mundo”. E esta vitória é daquele que não mais se identifica com um “eu” da ilusão, por estar meditando, reconhecendo, contemplando  e experienciando a Verdade de ser, aqui e agora, unicamente Deus Se expressando. E, enquanto alguém não perceber isto, estará unicamente endossando um conceito material de vida, sem realidade, sem Deus e sem Verdade!
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Os Valores Humanos

OS VALORES HUMANOS

“Definitivamente, nenhuma alegria pode se
igualar à alegria de servir aos outros.”

(Ensinamentos de Sathya Sai Baba)
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Assim como a natureza do Sol é aquecer e iluminar, a natureza da Chuva é molhar e vivificar, e a natureza da Flor é perfumar e embelezar – a verdadeira natureza do Ser Humano é Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-Violência.

Um Ser Humano que não manifesta essas qualidades, é como um Sol sem calor nem luz, como uma “Chuva que não molha”. Não está sendo verdadeiramente humano.

Sai Baba vem anunciar com grande ênfase à Humanidade que o Ser Humano é Divino. Não devemos nos vitimizar com pensamentos mesquinhos e pequenos sobre nós mesmos.

“O homem vive na terra para aprender, antes de tudo, a arte de ser homem, e depois a arte de ser divino. Vista assim, a vida é uma aventura, onde cada ação, cada pensamento e cada palavra do homem pode manifestar a divindade que está latente. O egoísmo do homem é a causa de todos os seus males.” Se o Ser Humano abriga o próprio Deus dentro de si, porque sofre? O que é o egoísmo?

“Conhecer Deus é o empreendimento mais importante da vida. O homem deve conhecer Deus, sentir Deus, falar com Deus. Isto é realização. Isto é religião. De nada vale conhecer todas as outras coisas quando se desconhece Deus.”

Assim sendo, está claro que a grande aventura do jogo da vida consiste em descobrir a si mesmo, ou seja, remover a capa de egoísmo que envolve a nossa própria essência divina. O mundo exterior é apenas o cenário dessa aventura.

A fonte da verdadeira felicidade não é meramente a conquista material, mas a conquista do próprio universo interior. Ao nos estabelecermos firmemente nessa fonte interior, manifestamos a paz e o amor que queremos para o mundo.

Como alcançar a vitória nesse empreendimento? Assim como temos que quebrar a casca do coco para saboreá-lo, como podemos “quebrar a casca do ego” para saborear a “divindade interior”? Isso é mesmo possível? Sim. É possível.

“Da mesma forma como duas asas são essenciais para um pássaro alçar vôo ao céu, e duas rodas são necessárias para uma carroça mover-se, dois tipos de educação, material e espiritual, são necessárias para que o homem atinja seu objetivo na vida. A espiritual destina-se à vida, enquanto a material a um meio de vida. É só quando o homem é equipado com estes dois aspectos da educação que torna-se merecedor de respeito e amor por parte da sociedade.”

A necessidade de educação espiritual é urgente. Uma educação onde os Valores Humanos estão ausentes contribui hoje para a construção de uma sociedade egoísta e competitiva onde, apesar do progresso tecnológico, nunca se viu tanta injustiça e violência. As pessoas vivem com medo, ansiedade, depressão e outros distúrbios mentais, sem o menor conhecimento de suas causas e, menos ainda, de sua cura.

O sistema educacional moderno prepara consumidores de informação, e peças para a engrenagem do mercado de trabalho. E o caráter dos estudantes? O que fazer com toda essa informação? A educação do coração costuma ser ignorada.
Enquanto se ensina como resolver equações do segundo grau, será que não se poderia ensinar também que “quanto mais pessoas você faz feliz, mais feliz você fica”?

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Proteção Contra a Feitiçaria-2 Final

PROTEÇÃO
CONTRA A FEITIÇARIA
PARTE II – FINAL

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O Amor, Deus, é Tudo-em-tudo. Protege a todos com Sua bondade ilimitada. O escudo do Amor cobre e protege o homem, e elimina todo perigo. Portanto, como lemos na Primeira Epístola de João: “O perfeito amor lança fora o medo”.

O homem, a imagem do Amor, reflete seu Criador. Ele é, portanto, incapaz de praticar o mal. O homem criado por Deus, nossa verdadeira individualidade, não é vítima nem é, tampouco, o autor do mal. Ele não pode ser um feiticeiro nem ser enfeitiçado. Além do mais, o Amor divino o protege do ódio.

Acreditar que alguém nos odeie é nutrir uma crença no ódio. Precisamos compreender que o homem não possui poder pessoal para amar ou odiar. Refletimos o poder infinito de amar a partir de Deus, e nos é impossível não amar. Deus não criou o ódio. O ódio, portanto, não possui realidade. Ninguém pode odiar-nos e tampouco podemos odiar alguém.

Essa compreensão anula a crença em feitiçaria e capacita-nos a demonstrar sua nulidade. Ficamos, assim, dela protegidos. Não importa qual seja sua aparência, a feitiçaria não passa de uma crença alimentada pelo medo e pelo ódio. Suas reivindicações de poder e autoridade são falsas, porque Deus, o bem, é a única fonte genuína de poder. Por meio do Amor divino podemos e devemos extinguir o medo e elevar-nos acima da crença do ódio. Assim provamos que ninguém pode estar separado do amor infinito de seu Pai-Mãe Deus, que se expressa por meio do Cristo, nem nós, nem nosso suposto malfeitor.

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Os Ilusórios Bens Acrescentados

OS ILUSÓRIOS
BENS ACRESCENTADOS
Dárcio
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“Arrancar o véu” que encobre a Glória de cada ser, é o papel do estudo da Verdade. A Realidade é Deus, um Universo perfeito e único, espiritual e iluminado, aparentemente oculto pela crença coletiva numa espécie de hipnotismo de massa.

Abertura e receptividade são os requisitos para que este “véu” seja dissolvido pela manifestação da Verdade. “Quando Cristo, que é a nossa VIDA, se manifestar, também vos manifestareis com ele em glória”, disse Paulo. Conheceu esta Vida divina nele próprio e sabia ser a Verdade sobre todos os demais seres!

Enquanto iludido pelas aparências, o homem luta pela sobrevivência e se preocupa a todo instante com o suprimento que, acredita ele, depende de fatores externos, do seu trabalho, de sorte, oportunidades, etc. Nada disso é verdadeiro, uma vez que o Universo é a Lei de Deus em ação, e não obra do acaso. Jesus sabia que a humanidade estava nessa condição de preocupação constante com as coisas materiais. Lidou com o povo  com a sabedoria divina, dando o exemplo dos pássaros, que não semeiam nem ceifam, e que são supridos pelo Pai celeste,  garantindo que, se o Reino de Deus for buscado em primeiro lugar, todas as demais coisas nos serão acrescentadas. Procurava, desse modo, incentivar as pessoas a se livrarem do “mundo do hipnotismo”, para que pudessem conhecer a Verdade e serem livres. Por que usou a expressão “bens vindos de acréscimo”? Para tirar da mente de todos que estes supostos “bens” sejam o objetivo da vida! E para ensinar que tais bens são meras “sombras” do suprimento, “acrescentadas”, enquanto o Cristo, a nossa VIDA, este, sim, é o Suprimento real e permanente. “Eu sou o Pão da Vida”, disse ele! Este “Eu Sou”, é o Espírito de Deus em nós, o Cristo, a VIDA que individualmente todos somos!

Quem vive preocupado com os “bens da vida” desconhece esta Verdade, de que ELE PRÓPRIO, discernido não pela ilusão, mas pela Verdade, é o Cristo Autossuprido, “o Pão da Vida”, citado por Jesus. Quando em alguém for criado o hábito de meditar e se aceitar segundo esta Verdade, haverá a percepção da unidade, em que “Deus e homem são um”; a permanência neste conhecimento tirará da atenção  a expectativa de “chegada” dos “bens acrescentados”, e estes, de fato, serão constatados como natural reflexo na “crença coletiva”. Mas ele estará ciente de que “não existem bens acrescentados”, uma vez que o “CRISTO”, a nossa VIDA, é o BEM INFINITO, presente e uno com a Consciência que somos, e que os chamados “bens vindos por acréscimo” são meramente “sombras temporais” desta Realidade eterna. Nada pode ser “acrescentado” ao Filho de Deus, a Consciência iluminada que somos, e que é o próprio Deus em forma individual. Esta Verdade, aceita e contemplada, é a “Verdade que nos liberta”.

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AQUELES QUE…

AQUELES QUE…
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…estão concentrados nos prazeres sensoriais passam seus dias em preocupação, ansiedade, angústia, dor e lágrimas, por um longo período da vida; eles se desenvolvem como pássaros e bestas. Comem boa comida e a jogam fora como lixo. Essa é a vida sem propósito que a maioria das pessoas leva. Você pode chamar esse processo de viver? Um número enorme de seres vivos existe na terra. Viver não é suficiente. Isso não tem valor por si só, para si mesmo. Pode-se considerar-se vivo somente se as motivações, os sentimentos, os pensamentos, as atitudes, que incitam a pessoa, revelarem as qualidades divinas internas.
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Sathya Sai Baba

Proteção Contra a Feitiçaria

PROTEÇÃO
CONTRA A FEITIÇARIA
(Transcrito do The Christian Science Monitor, Boston, E.U.A.)
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PARTE I
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A feitiçaria alega que a cooperação com o mal, ou com o diabo, confere poderes sobrenaturais às pessoas que exercem essa assim chamada autoridade. No entanto, por meio do Cristo, a Verdade de Deus, que é Amor divino, somos capazes de reconhecer a natureza errônea dessa crença e proteger-nos dela.

A crença na feitiçaria atua através do medo e do ódio. Manifesta-se por meio de inúmeros disfarces. Eu moro na África e nesse continente, por exemplo, acredita-se na divindade dos ancestrais. No entanto, não importa que forma a feitiçaria assuma, a correta compreensão de Deus traz à luz a natureza ilusória de sua propalada origem. Fica então revelado que, pelo fato de Deus, o bem, ser o único poder, o mal não tem origem verdadeira, nem poder.

Deus, a Mente, é o único Princípio do homem, Sua ideia espiritual. Na realidade, o homem é o filho de Deus, criado à Sua imagem e semelhança. A imagem de Deus não é um criador pessoal e tampouco é um deus. Deus é nosso Pai-Mãe. Portanto, acreditar que nossos ancestrais sejam deuses é desobedecer ao Primeiro Mandamento, que encontramos em Êxodo: “Não terás outros deuses diante de mim”.

O homem não possui poder próprio, mas expressa seu Criador de forma ilimitada. “Na Ciência o homem é descendente do Espírito. O belo, o bom e o puro constituem sua ascendência”, escreve a Sra. Eddy em seu livro Ciência e Saúde. Ela continua:
“O Espírito é a fonte primitiva e derradeira de seu ser; Deus é seu Pai, e a Vida é a lei de seu ser”.

A feitiçaria tenta nos fazer crer que o mal é um poder oposto a Deus, o bem onipotente. Portanto, para proteger-nos da feitiçaria precisamos, em primeiro lugar, compreender que nem a feitiçaria nem o suposto feiticeiro têm inteligência ou poder. Deus, a Mente divina, tem todo o poder, e Deus é a fonte de toda a realidade. Com essa percepção espiritual de Deus como Amor divino, somos capazes de neutralizar o medo e o ódio. Sem eles a feitiçaria não dispõe de uma porta pela qual entrar em nossa vida.

Continua..>

Comece Pela Perfeição

COMECE
PELA PERFEIÇÃO
DÁRCIO
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A “Prática do Silêncio” é o período em que nos dedicamos exclusivamente para reconhecer a totalidade de Deus e a perfeição, que, justamente pelo fato de Deus ser Tudo, é Fato onipresente. Desse modo, não meditamos a partir de problemas, imperfeições, ou confusões supostamente captadas pela mente humana. Por que? Por serem ILUSÃO! As meditações corretas são a “contemplação” pura e direta do Fato onipresente, que é Deus sendo! Nada mais tem realidade!

Comece pela “Perfeição”, contemplando o Universo espiritual de Luz divina em que já nos encontramos. “Céu e Terra são um”, ou seja, a “Terra” é o “Céu” quando contemplada e discernida pela Mente divina, que é a nossa! Quando Moisés viu o “solo sagrado” onde parecia haver “terra”, unicamente sua Visão real foi empregada! O local não sofrera mudanças! Somente foi discernido corretamente, tal como é!  Portanto,  meditamos para discernir a Perfeição da Luz onipresente como já sendo o “local” em que estamos e  vivemos. Parta de uma consideração todo-abrangente, do Universo infinito sendo visto de forma global, até se voltar ao Eu individual, perfeito,  que VOCÊ está sendo: um com o Todo, um com a Perfeição, um com o Fato espiritual onipresente. Assim como a sombra jamais faz parte da Luz, o suposto “ser humano” jamais faz parte do Ser perfeito que constitui a sua Identidade! Atenha-se ao que está revelado, sem dividir atenção com falsidades que a mente ilusória gera sobre a Existência. Aquilo que é, é única e exclusivamente Deus sendo! Nada mais existe! Numa analogia, a ilusão pode ser comparada com um buraco. O buraco é um “vazio”; ele desaparece ao ser preenchido com terra; assim é a ilusão: um “vazio” que, em nosso estudo, some de percepção ao ser “preenchido” pela Luz da Verdade. DEUS É TUDO! A ILUSÃO É O “VAZIO”. O “vazio” pode se mostrar como pecado, doença, imperfeição, problema, etc. Não perca tempo com “vazios”; contemple DEUS sendo TUDO, e já preenchendo os “vazios da ilusão” com a eterna e perfeita ONIPRESENÇA! Esta é a “troca de referencial”, e é a real finalidade da “Prática do Silêncio”.

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O Deus Verdadeiro e a Prece

O DEUS VERDADEIRO
E A PRECE
Joel S. Goldsmith
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Tão logo nos tornemos mais e mais conscientemente unos com a Mente Crística ou universal, todas as nossas necessidades e desejos nos chegam juntamente com o suprimento correspondente. De fato, somos unos eternamente com esta Mente divina e precisamos apenas  tomar consciência desta Verdade para podermos testemunhar o atendimento de cada vontade ou pensamento justo. Fica assim claro que esta percepção de unidade do homem com a Mente, estabelecida “no princípio” pelo relacionamento sempre existente entre Deus e Sua ideia, o homem, dispensa todo esforço consciente para ocorrer e ser mantida. A Percepção desta Verdade é o fio conector com a Consciência divina.

Por ser através da prece que todo bem é alcançado, precisamos compreender amplamente o que é a prece e de que modo devemos orar. Na maioria das igrejas ortodoxas, orar é suplicar, pedir a um Deus presente em alguma parte do céu  que atenda a algum mortal, doente ou pecador, presente em alguma parte da terra. A comprovação universal do fracasso desse tipo de prece nos serve para concluirmos não ser ela a prece verdadeira, e que o Deus, a quem ela se destinava não chegou a ouvi-la. O intelecto humano observou que tais preces não obtinham respostas, e passou a procurar pelo verdadeiro Deus e pelo correto conceito de prece.

Jesus nos ensinou que “o reino de Deus está dentro de nós”. Portanto, é para dentro que a prece deve ser dirigida, ao ponto da Consciência em que a Vida universal Se manifesta individualizada como o nosso ser. Aprendemos que “no princípio criou Deus o céu e a terra… e Deus viu tudo quanto fizera e achou bom”. Sendo “bom”, o universo deve inevitavelmente ser completo, harmônico e perfeito, de forma que, em vez de orarmos para que o bem nos ocorra, devemos fazer de nossas preces um reconhecimento da onipresença do Bem. O conceito mais elevado, então, revela a prece como afirmação do bem e negação da existência do erro. Quando a prece resulta no emprego de fórmulas, a tendência é nos fazer voltar à antiga prece ortodoxa, o que acarretaria enorme redução de seu poder. Entretanto, se a prece utilizar afirmações espontâneas e sinceras da natureza infinita e eterna de Deus, o Bem, e da harmonia e perfeição de Sua criação, o homem e o universo, verdadeiramente quem estiver assim orando estará se aproximando da prece absoluta, que é a comunhão com Deus.

A comunhão com Deus é a prece verdadeiramente eficaz. É o desenvolvimento da Presença e do Poder de Deus na Consciência individual. Estar em “comunhão com Deus” é, na verdade, estar ouvindo a “pequenina Voz suave”. Nesta comunhão, ou prece, não há palavras  passadas de um homem a Deus: há a consciência da Presença de Deus percebida como revelação da Verdade e do Amor divinos, vindos interiormente ao homem. Esta é uma sagrada condição de ser, que nunca deixa o homem na mesma condição em que o havia encontrado.

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