O Governo Único…

O GOVERNO ÚNICO E SUA  JUSTA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
DÁRCIO
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Enquanto a Verdade for desconhecida, crerá, a humanidade iludida, que agentes externos sejam a causa de mudanças financeiras, para melhor ou para pior, na vida de cada pessoa. Enquanto o GOVERNO DE DEUS estiver esquecido, com governantes humanos sendo considerados em SEU LUGAR  como os “mantenedores” da real Economia, bem como da real “distribuição de renda”, a ILUSÃO de desigualdade social se manterá, independentemente de quais forem os partidos políticos ou os próprios políticos.

DEUS É TUDO! E Deus Se doa IGUALMENTE e Se doa INTEGRALMENTE a cada um de Seus filhos amados, que somos todos nós, sem distinção e sem exceção. “O Pai faz sua chuva cair sobre justos e injustos”, disse Jesus, para explicar que a classificação de sermos ou não merecedores da Graça divina é pura avaliação ilusória da mente mortal. O que determina o patrimônio visível que classificamos como “bens materiais” é o nosso “equivalente mental”, e não ajudas externas. Cada identificação que fizermos com a Verdade, nos faz aparentar estarmos “mais iluminados,” porque assim avalia a mente humana. Mas sabemos que esta avaliação é falsa, uma vez que somos agora e sempre os seres espirituais, em unidade com Deus, e “herdeiros de Deus”, se formos empregar o linguajar bíblico.  Cada vez que reconhecemos esta Verdade e enfraquecemos a crença falsa de que somos “humanos melhorando de vida por causas externas”, estaremos “distribuindo renda”; inicialmente a nós mesmos e, depois, aos demais, dando-lhes os verdadeiros recursos para esse fim, que estão no conhecimento da VERDADE. “Distribuir renda”, em última análise, é “distribuir” o conhecimento da Verdade.

Joseph Murphy  comenta, numa de suas obras, que se tomássemos, hoje, todo o dinheiro da Terra e o dividíssemos igualmente a cada cidadão, em prazo curtíssimo teríamos, novamente, a mesma situação anterior de desigualdade manifestada, uma vez que a chegada de “bem externo”, sem o correspondente “equivalente mental interno”, é destituído de “legalidade espiritual”. Jamais o mundo da aparência mostrará igualdade social sem que, primeiro, aprenda a conquistá-la mediante princípios espirituais. Por esse motivo, nunca Jesus disse que escolhêssemos partidos políticos, mas sim, que “conhecêssemos a Verdade”, pois é a Verdade que nos liberta e não algo ou alguém do ilusório “mundinho” das aparências. Além disso, este conhecimento da Verdade, como “bem acrescentado”, traz também a todos nós o discernimento para fazermos as melhores escolhas, todas elas decididas por inspiração e sem conflitos, baseadas na Verdade, nos princípios divinos, na retidão e no bem comum.

Deus é TUDO e Deus é o GOVERNO ÚNICO! Aquele que se mantiver nesta Verdade viverá sob a jurisdição perfeita do Altíssimo. O resto, é palha!

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Fato e Ilusão

FATO E ILUSÃO
Dárcio
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O Fato espiritual permanente é a Verdade de que Deus, Espírito, é Tudo!
A Ciência espiritual revela que, se há uma aparência sendo discernida
ilusoriamente, ela insinua a  presença do Fato real subjacente, ou seja,  a Verdade é o Fato e a “aparência” é a ilusão levantada sobre ele, sem qualquer
legitimidade, lei ou permanência.

Quando invertemos o referencial, nosso ponto de vista passa a ser o da
Verdade, o referencial do Fato, e não mais o de “aparências que insinuam
fatos”. Exemplificando, o Fato permanente, sobre o “Eu” que aqui e agora Se
exprime como Vida, é que “o Cristo é a Vida que somos”. Não iremos observar
um suposto “ego”, em miragens mutáveis, para acreditar haver,
subjacente a ele, o Cristo ou a Emanação divina sendo a Realidade do Ser que
somos! O ensinamento absoluto parte do Fato espiritual, que é
perfeito, eterno e agora manifestos como “Oniação”. Como disse Jesus: “Antes que Abraão existisse, EU SOU”.

A suposta movimentação das “aparências” é a ILUSÃO!

Deus é a Vida que dá expressão a Si mesma! Quando esta Vida é captada pelo
“sentido humano”, encontramos a ILUSÃO, ou seja, a crença falsa de que esta
Vida vive na matéria,  teve começo e terá fim. Enquanto este referencial ilusório for levado
em conta, teremos a Revelação como “meta a ser alcançada”, enquanto o sentido é
exatamente o oposto: a Revelação diz o que JÁ somos! Mesmo que o suposto ser
humano aparente melhorar a cada dia, mesmo que ele aparente estar indo em
direção à perfeição, em nenhum momento ele chega ou chegará a ser o Cristo que JÁ somos!

Os princípios devem ser levados em consideração de modo radical, e será quando
a Verdade estará sendo reconhecida como o “Eu Sou a Verdade” que somos!  Feche os olhos, volte-se à SUA CONSCIÊNCIA, e dê o testemunho pleno da Verdade: Esta Consciência
de Ser, é Deus! Volte-se ao seu Corpo, e dê o testemunho pleno da Verdade: “Este
Corpo não é matéria! É Vida de Deus na Forma Corpo! Este Corpo é a
Consciência iluminada, que Eu Sou, manifesta como Corpo, o Templo de Deus
que é o “meu” Corpo”.

Estes fatos são eternos! Sem começo e sem fim! Cada ser vivo, que a suposta mente em
ilusão encontra pelas ruas, e  passa a julgar ou avaliar segundo seus ilusórios conceitos de
tempo e de idade, são o Ser que Deus é, sem nascimento e sem morte! E as
“ruas”, corretamente discernidas, são “caminhos de Luz”, o REINO DE DEUS, ou o “solo sagrado”, discernido por Moisés em iluminação. Não existe Fato e Ilusão! A ilusão é a crença de que o Fato não é único! Mas, Ele é, ou seja, DEUS, EXATAMENTE AGORA, É TUDO!

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A GRANDEZA DO AMOR DIVINO-3 Final

A GRANDEZA
DO AMOR DIVINO
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PARTE III – FINAL
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Neste universo espiritual, a função do homem é refletir, expressar, ser a ideia dessa Mente amorosa que a tudo envolve. Essa unidade da Mente e sua ideia é permanente e já é um fato estabelecido. O amor divino está em ação, atuando, vendo, conhecendo, mantendo o homem. Ao reivindicarmos conscientemente essa lei como verdadeira a nosso respeito e a respeito de outros, perceberemos uma grande diferença em nossa vida.

No decorrer dos anos, tive muitas provas de que o reconhecimento desse puro amor de Deus por Seus filhos, cura. Mas, para realmente sentir o efeito desse amor curativo, temos de aceitar a descrição que Habacuque faz de Deus: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar”.

Embora eu tivesse ganho, desde aqueles primeiros dias, uma compreensão mais clara do amor de Deus por mim e de meu valor como Seu reflexo, ainda me achava acreditando numa identidade que podia tornar-se presa das crenças mortais. A esta altura, foi-me dada a oportunidade de aprofundar minha compreensão do Amor divino. Fui curada instantaneamente de um mal interno de longa data, quando vi, por fim, com repentina clareza, que a mente mortal e eu nada tínhamos em comum. Minha identidade real e única não tinha parte alguma com o problema. Como a mente mortal não podia ser a minha mente, eu não me achava enredada pelas crenças mortais nem a elas estava tentando destruir – nem estavam elas tentando destruir a mim. Compreendi que por ser Deus a única Mente, Deus era toda a Mente que eu podia ter. Tive de desfazer-me do sentido mortal de conexão com a matéria e encontrar minha identidade na totalidade do Espírito. Então senti a grandeza do amor de Deus, um amor que nunca me havia deixado vulnerável para ser tentada ou enganada. Eu sabia que o Amor divino era absolutamente forte e inegável. Na radiação dessa verdade espiritual, as trevas tinham de desaparecer, e desapareceram.

Dei-me conta de que eu havia estado procurando evocar o amor de Deus para efetuar uma mudança em meu estado. Nesse momento de inspiração mudou-se minha perspectiva, e dei-me conta de que a grandeza do amor de Deus estava bem acima daquilo a que eu estivera me atendo. Seu amor é absoluto e infinito. Deus não permite a doença nem a compreende. Percebi que exatamente ali meu ser real e único estava livre e era são.

Essa compreensão veio de Deus, que me falou, transmitindo Sua verdade à minha consciência, mediante o Cristo. Eu havia preparado o pensamento para aceitar essa verdade mediante oração, por meio da gratidão, da obediência e da coragem. É pelo exercício das qualidades do Cristo que a luz curativa vem graciosamente à nossa experiência como realidade.

Essa compreensão do Amor divino faz parte da maravilhosa descoberta que a Ciência Cristã traz a esta era moderna. Com a autoridade derivada dos escritos inspirados e dos exemplos contidos na Bíblia, a Ciência fornece uma compreensão demonstrável de como Jesus curava. Ela satisfaz os nossos anseios espirituais pelo bem supremo. Eleva nosso apreço pela Divindade, a fim de vermos a grandeza de seu amor – um amor por demais puro e poderoso para incluir o mal, um amor no qual encontramos nossa própria identidade como Sua expressão e descobrimos o bem-estar indescritível de cada um de nós.

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(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Março 1983)

ABOLINDO A "NORMALIDADE"…

ABOLINDO
A “NORMALIDADE”  PELO ABRAÇAR DAS “LOUCURAS DE DEUS”
Dárcio
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Quando Paulo revelou serem “loucuras para os homens as coisas de Deus”, certamente esperava, dos que buscam a Verdade, uma identificação com tais loucuras, que são libertadoras. A prisão à normalidade aparente é a ilusão que atesta dois poderes, e dá crédito aos pares de opostos da suposta vivência humana. Porém, tudo que esta mente falsa nos apresenta com o rótulo de “Universo” não passa de hipnotismo.

Pela lógica deste mundo, se, por exemplo, alguém diz estar doente ou carente de recursos para saldar seus compromissos,  esta informação, absurda aos olhos da Verdade,  é aceita coletivamente dentro da maior naturalidade! Entretanto, são assertivas falsas! As verdadeiras estão além “deste mundo”, e, aquele que sair da crença falsa pelo abraçar das “loucuras de Deus” poderá comprovar que a condição harmoniosa de saúde e de finanças, bem como a de todos os demais aspectos ou segmentos da vida, é que é o Fato constante e mantido por Deus.

Que torna variável uma condição de saúde? Nada! A saúde é uma Constância eterna e inseparável do verdadeiro Eu que somos. Que faz mudar a situação financeira de alguém? Nada! Deus Se expressa como o Ser verdadeiro de todos, e, acreditar num Deus incapaz de arcar com Seus compromissos seria uma blasfêmia. Você viverá livre e pleno quando abolir a “normalidade deste mundo” para abraçar as “loucuras de Deus”. Elas afirmam que você é UM com Ele; afirmam que VOCÊ, aos olhos destas “loucuras”, é co-herdeiro de “todas as riquezas celestiais”. Quando VOCÊ desafia meras “imagens hipnóticas” e “se levanta, toma seu leito e anda”, VOCÊ está abraçando as “loucuras”; quando VOCÊ se compenetra de que, se alguém realmente o estiver vendo, estará vendo a Deus, porque Deus é TUDO, estará  também abraçando as “loucuras”. Faça isso, totalmente confiante nos dois pontos que são exaustivamente enfatizados pelos ensinamentos iluminados:(1) tudo aquilo que os sentidos humanos captam, é ILUSÃO, e (2) tudo aquilo que existe, é DEUS, inclusive VOCÊ!

Não ateste a ilusão nem seu  suposto “mundo de oscilações” entre o bem e o mal! Firme-se na Constância que é Deus, o Universo, sendo a perfeição infinita, condição que “não sofre variação nem sombra de mudança”. Desafie as “miragens” pela contemplação pura da Verdade presente em lugar de todas elas! Nem um milhão de sonhos lotaria o quarto de alguém; da mesma forma, nem um “milhão de ilusões” faria a Onipresença da Perfeição ser alterada, diminuída ou dividida! Deus está dentro de VOCÊ e VOCÊ está dentro de Deus, e nada mais existe! Abrace estas “loucuras” e  descarte a “normalidade” das aparências.

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A Grandeza do Amor Divino -2

A GRANDEZA
DO AMOR DIVINO
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PARTE II
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A mente mortal procura induzir-nos acrer que estamos vivendo na matéria e, por consequência, encontramo-nos indefesos sob suas leis. Alegaria governar-nos, sujeitando-nos à doença e ao pecado, e só nos libertaria depois da morte a um Deus pouco compreendido. Esse Deus de tristezas e paixões humanas é feito à  semelhança de um supermortal. Partindo desse ponto de vista mortal, a oração não valeria muito a pena. Poderia acalmar o pensamento, dar-lhe orientação ou alguma esperança. Mas a confiança do salmista, que escreveu: “O Senhor é a fortaleza da minha vida, a quem temerei?”, assenta em prova mais firme do amor de Deus do que a encontrada mediante anseios mortais.

Não encontramos respostas para a realidade suprema do ser e a natureza real do homem analisando os registros das crenças materiais coletivas. Desde o início e por toda a história, a realidade pura se tornou aparente apenas a indivíduos de pendor espiritual, tal como a luz irrompe através de uma fresta nas nuvens.

Cristo Jesus foi caracterizado por seus contemporâneos, bem como por si mesmo, como uma “luz” que veio ao mundo para curar e regenerar. Como é que ele fazia tal coisa? Referia-se continuamente ao fato de ser inseparável de seu Pai; repetidamente explicava ser o poder de Deus – o poder da Verdade e do Amor – o que realizava as curas. Não se deixando iludir por qualquer quadro aterrador, Jesus ia à raiz do problema e percebia a pretensão irreal exercida sobre a mentalidade do paciente. “Ela não está morta, mas dorme”, disse. E então, não permitindo que o problema permanecesse nem mesmo sob a forma de sonho, despertou da morte uma menina.

A Bíblia diz-nos que Deus, sendo Espírito, é Tudo-em-tudo. Amor infinito, toda verdadeira substância; é íntegro, bom, o Criador todo-amoroso, o terno Pai-Mãe. Essa compreensão gloriosa traz-nos cura, porque nos eleva acima do testemunho do sentido mortal, e porque é realmente verdadeira. A Sra. Eddy diz-nos: “Deus se compadece de nossas mágoas com o amor de um Pai para com Seu filho – não por tornar-se humano conhecendo o pecado ou o nada, mas eliminando o nosso conhecimento daquilo que não é. Ele não poderia destruir totalmente nossas aflições se Ele tivesse algum conhecimento delas. Sua compaixão é divina, não humana. É o conhecimento de sua própria infinidade o que proíbe a existência genuína de qualquer pretensão do erro. Esse conhecimento é a luz na qual não há trevas – não uma luz contendo trevas em si mesma”.

Continua..>
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A GRANDEZA DO AMOR DIVINO-1

A GRANDEZA
DO AMOR DIVINO
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PARTE I

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Numa de suas epístolas, João diz-nos: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por esta razão o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo”. As implicações dessas palavras levam-nos a compreender a natureza espiritual de Deus e do homem. O amor aí implícito é infinito e divino, e eleva nossa definição de homem bem acima “do mundo”, ou da mortalidade. Esse amor revela o homem como intocado, até mesmo desconhecido, pela matéria ou pelo modo de pensar mortal. No âmago da Ciência Cristã está essa compreensão de que Deus é Amor divino.

Quando jovem, frequentei mais de uma Escola Dominical protestante, às vezes na companhia de meus pais e, às vezes, com uma vizinha. Fiquei com a impressão de que Deus era um juiz inexorável que observava cada um de meus atos. Fui ensinada a me sentir indigna de Seu amor, ainda que Deus me amasse apesar de meus pecados. Esforçava-me por ser boa pessoa, mas, apesar de meus esforços, todos os domingos eu tinha de repetir em voz alta, com as demais pessoas, que eu era uma pecadora miserável. Sentia-me confusa. Por certo Deus não amava o pecado. Como poderia amar a mim, uma pecadora?

Quando estava com onze anos de idade, tive um acidente no mato. Enquanto me debruçava para colher avencas nativas, a ponta de um galho entrou num de meus ouvidos, perfurando o tímpano. Minha avó, que ouvira contar algo a respeito da Ciência Cristã, sugeriu que a experimentássemos. Foi a primeira vez que fiquei sabendo de um Deus de amor que, de fato, não tem conhecimento do mal. Deus me amava, não apesar de meus pecados, mas porque apenas via a minha identidade espiritual, real, que Ele havia criado. Essa identidade é impecável e Deus a mantém assim.

Essa era uma dimensão inteiramente nova. Eu podia compreender como Deus era capaz de amar um ser espiritual, perfeito. Isso também esclareceu algumas dúvidas que eu tinha com respeito à capacidade de Deus, de criar um produto bom. Indagara-me por que Deus haveria de criar um homem suficientemente fraco para ser tentado, se apenas o viria a punir por ser vulnerável.

Naquela época, esse novo ponto de vista exigiu que eu desse um salto de fé. Eu tinha de desistir do quadro mortal de homem que me havia sido ensinado (e que parecera tão evidente) toda a minha vida. Mas, fazia para mim sentido tão maior que um Deus bom  haveria de criar um homem bom, que tranquilizei-me com essa confiança. Dentro de pouco tempo, eu estava completamente curada e recuperara a audição perfeita. Que alegria, quando meus pais me colocaram na Escola Dominical da Ciência Cristã.

Nela aprendi que esse Pai-Mãe celeste, o Amor divino, não consente que Sua criação totalmente espiritual, o homem, peque ou adoeça. Seus filhos são sempre a expressão dEle mesmo, refletindo as qualidades divinas do bem infinito. Que gratidão, que calorosos sentimentos brotam de se saber que esse divino Pai-Mãe nunca é negligente em manter-nos, nunca nos deixa afundar em águas perturbadas, nunca nos deixa afogar no pecado! Nem sequer por um instante o filho por Ele criado é menos do que o produto brilhante, encantador, puro e radiante do ser divino, singular para Deus, precioso e necessário para Deus. Quão grande é seu amor por nós! Quão satisfeito está Deus com o nosso reflexo inevitável de Sua natureza divina! Tão perto quanto um pensamento está da Mente que o concebe, estamos nós da inteligência divina cuja ideia somos.

A Ciência revela a esta época a unidade espiritual entre Deus e o homem, a qual Jesus ensinou. Mary Baker eddy, Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, diz-nos em Ciência e Saúde:

“Esta é a doutrina da Ciência Cristã: que o Amor divino não pode ser privado de Sua manifestação, ou objeto, que a alegria não pode ser convertida em tristeza, porque a tristeza não é senhora da alegria; que o bem jamais pode produzir o mal; que a matéria jamais pode produzir a mente, nem a vida pode redundar em morte. O homem perfeito – governado por Deus, seu Princípio perfeito – está isento de pecado e é eterno”.

A sra. Eddy  descreve a existência mortal como um estado de sonho da “mente mortal”. Diz: “Se Deus conhecesse o mal, mesmo como pretensão falsa, esse conhecimento manifestaria o mal nEle e procederia dEle. A Ciência Cristã mostra que a matéria, o mal, o pecado, a doença e a morte não passam de negações do Espírito da verdade e da Vida, que são positivos e que não podem ser negados. Os estados subjetivos do mal, chamados mente mortal ou matéria, são estados negativos destituídos de tempo  e espaço; pois não há outro fora de Deus, ou Espírito, e da ideia do Espírito”.

CONTINUA..>

NIMIGA DA PERCEPÇÃO

PRESSA:
A INIMIGA DA PERCEPÇÃO
DÁRCIO
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Muito conhecida é a frase: “A pressa é a inimiga da perfeição”, mas, o que eu quero colocar aqui, é que a “pressa é inimiga da percepção da perfeição”, no que diz respeito às leituras dos artigos. Os textos, em geral, oferecem os princípios da Verdade a serem postos imediatamente em prática, mas, para isso, devem ser lidos com muita calma, para que o sentido das palavras não fique na superficialidade da mente. Textos da Verdade são “manuais de instruções” e não meras leituras. Quando cada revelação é lida e compreendida, a pessoa poderá, imediatamente, se colocar em sintonia com o princípio exposto, e, nesse ponto, sim, o imediatismo de percepção será louvável. Sem que assim seja feito, logo ela chegará ao fim do artigo, concordando com tudo apenas por hábito, sem que a Verdade ali exposta seja realmente discernida.

Postei aqui, no dia 15, um artigo excelente da Ciência Cristã, intitulado: “Curando a Disfunção Corpórea”, e, com ele, vou exemplificar o que estou dizendo agora. Como o artigo se inicia? Da seguinte forma: “Reconhecer o controle total e absoluto de Deus é apropriado para curar disfunções corpóreas de qualquer tipo”. Será que cada leitor fez este reconhecimento? Antes de passar à frase seguinte? Teria se recolhido em meditação contemplativa para, imediatamente, RECONHECER este “controle total e absoluto de Deus”? E que diz a frase seguinte?  “Podemos saber, sem dúvida alguma, que a espiritualidade, a perfeição e a bondade que o homem reflete de Deus, a Mente, tem de ser expressa incessantemente em todas as suas ações”. Teria cada leitor dado vida a esta segunda frase? Confirmando e percebendo que a SUA Mente, que é a Mente de Deus, “tem de ser expressa incessantemente em todas as suas ações”? Ou já teria ido em frente, sem nada discernir do que acabara de ler? Logo adiante, o autor endossa o que disse, citando Mary Baker Eddy: “Toda função do homem real é governada pela Mente divina” A citação reforça o conteúdo do primeiro parágrafo, e, deveria, também, ter sido aplicada imediatamente como percepção imediata por parte do leitor!

Sugiro que o artigo inteiro seja relido, mas com esta visão que nos permite extrair-lhe realmente todo o conteúdo. Que cada parágrafo seja realmente aproveitado! Nada adianta alguém ler às pressas um livro inteiro de Metafísica, todo de maneira inapropriada, sem se identificar por completo com cada Verdade ali exposta! Deus já é o Ser individual e real de cada suposto leitor! As palavras, nos artigos, são “setas de  imediata  percepção”, sendo tão infinitas como são infinitos os aspectos de Deus sendo cada Ser individual. Desse modo, que a “pressa na leitura” seja eliminada e que, cada frase seja motivo de se fazer a “troca essencial”, com contemplações que vivifiquem,  IMEDIATAMENTE, cada Verdade sobre nós que estiver sendo lida. Dessa forma, os artigos cumprirão, efetivamente, o seu real papel em nossa vida.

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TRANSCENDÊNCIA

TRANSCENDÊNCIA
DÁRCIO
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Se um escafandrista se esbarrar num barco cheio de graxa, poderá dizer: “Sujei-me”, enquanto esta sujeira não o terá atingido realmente, mas somente seu escafandro. Pelo hábito de se identificar com aquela roupagem, por fim ele acaba por se confundir com ela. Assim é o ser em ilusão: habituado a se identificar com matéria, com corpo carnal, com metas materiais, acaba por se achar de fato envolvido com estas miragens todas!

“Buscai o REINO DE DEUS em primeiro lugar” – assim disse Jesus. Em outras palavras, “buscai a Realidade”, “transcendei a ilusão”, “conhecei a Verdade”. Poucos o entenderam! Há “cristãos” por toda parte, mas, o que não se ouve, falando com eles, é algo a respeito do REINO DE DEUS!

Este site, do FACHO DE LUZ, existe unicamente para aqueles realmente desejosos de cumprirem esta determinação iluminada de “buscar o REINO DE DEUS em primeiro lugar”. Não é destinado a “escafandristas”, que se dedicam a metas materiais, se consideram mortais em corpos carnais e que se contentam com “sonhos agradáveis”. A Revelação diz que “somos seres criados à imagem de Deus”, e que “nosso corpo é o Templo de Deus”. Toda a Verdade é transcendente a estas miragens captadas pela mente humana! Quem está focado nas aparências, desconhece a Verdade; quem está focado na Verdade, vê a Vida divina em SI MESMO, e esta é refletida de modo finito como “imagens tridimensionais”, onde as aparências se mostram supridas por serem mero reflexo do “Eu-eternamente-autossuprido” que todos somos. São os “bens acrescentados”, no linguajar de Jesus.

Deus é a Presença única e infinita. Não há trevas e não há matéria em Deus. Tampouco há calendários, para que “profecias” sejam feitas! O estudo da Verdade é a identificação total do ser que somos com o próprio Deus! O resto, é ilusão. Enquanto a pessoa acreditar em “existência material”, será ludibriada por “falsos profetas”. Enquanto acreditar em “mundo exterior”, negará o Reino já manifesto como sua própria Consciência. “Não podeis servir a dois senhores”, disse Jesus. Ou realmente nos dedicamos à transcendência destas aparências fraudulentas, vendo intuitivamente, e através do Sentido Espiritual, a Perfeição absoluta aqui presente, ou ficamos à mercê das imagens ilusórias captadas pela igualmente ilusória mente humana. Em outras palavras, ou permanecemos na Verdade, que transcende o “hipnotismo de massa”, ou ficamos endossando pura e insubstancial ilusão.

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A IRREALIDADE DO ERRO

A IRREALIDADE
DO ERRO
CHARLES FILLMORE
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O erro, seja chamado doença, pobreza ou desarmonia, não tem realidade. Minha compreensão da Verdade revela que só a saúde, a prosperidade e a harmonia são reais, pois assim Deus nos criou. A saúde radiante, a prosperidade e harmonia permanentes são minha divina herança!

Minha compreensão da onipresença de Deus abre a porta para o fluxo da substância elementar, que traz superabundância à minha mente, atividades e empreendimentos.

É lamentável que a falta de compreensão espiritual leve tantos erros às esferas individual e coletiva dos homens, em vez de caminharem todos de olhos abertos, confiantes em Deus. Não devemos habitar na cidade da indecisão, esperando que algo surja, mas avançar para as realizações que nos são inspiradas pela interna luz. Isto é que nos levará ao cumprimento de nosso destino.

Nunca nos cansamos de repetir a sábia observação de Jó: “Há um Espírito no homem e o alento do Todo-poderoso lhe dá compreensão”. Algumas pessoas supõem que a compreensão é conquistada pelo desenvolvimento intelectual. Mas nenhuma universidade nos dá esta compreensão interna. O conhecimento intelectual é útil quando é submetido à orientação do Espírito. O único objetivo do homem é o desenvolvimento de sua alma. Qualquer outra meta, mental ou material, que não tenha esse fim e que não se apóie na ajuda do Alto, deve ser rejeitado.

Devemos focar a mente no Espírito, que nos revela a verdade sobre as inúmeras situações que defrontamos em nossos contactos diários.

Evitemos os conceitos equivocados. Se consideramos igualmente a saúde e a enfermidade, aceitando as duas como reais, a “substância mental” lhes atribuirá igual poder. Em tal caso, iremos crer que a enfermidade e seu contágio é ainda mais real e poderosa que a saúde.

Todavia, uma rápida análise da relação entre a saúde e a enfermidade, revela que a saúde é a real condição, criada por Deus como um estado natural do ser criado à Sua semelhança, porque não podemos supor um Deus doente. Logo, a enfermidade é irreal, anormal e indesejável, produto ilusório do mau uso mental.

A Verdade não só ensina que a realidade está na raiz e origem das coisas, como também revela que jamais escaparemos do irreal, enquanto nossos processos mentais “vestirem o ilusório com a substância mental”, para trazê-lo à existência.

Se negas a enfermidade como desprovida de realidade e afirmas a saúde como permanente e espiritual – terás a confirmação de teu Espírito e  demonstrarás saúde.

A conscientização diária do Espírito e Seus atributos revela ao homem que as forças elementais de que se compõe a matéria estão aqui, no “éter”, esperando nossa aceitação, reconhecimento e apropriação. Não precisamos de conhecer todos os pormenores da lei científica, para demonstrar o bem que se chama saúde, prosperidade ou harmonia. Entra em silêncio, todos os dias, por um período de tempo e concentra teu pensamento na substância do Espírito, preparada para ti desde a fundação do mundo. É assim que abrirás uma corrente de ideias elevadas e verdadeiras, que trarão saúde, abundância e harmonia para tudo que tocares.

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CURANDO A DISFUNÇÃO CORPÓREA

CURANDO
A DISFUNÇÃO CORPÓREA
John H. Williams
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Reconhecer o controle total e absoluto de Deus é apropriado para curar disfunções corpóreas de qualquer tipo. Podemos saber, sem dúvida alguma, que a espiritualidade, a perfeição e a bondade que o homem reflete de Deus, a Mente, tem de ser expressa incessantemente em todas as suas ações. Mary Baker Eddy, Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, declara: “Toda função do homem real é governada pela Mente divina.”

O raciocínio que se baseia na matéria insiste em que o homem é material e é constituído de vários órgãos, cujo funcionamento determina sua vida, sua saúde e sua harmonia. Ademais, esse ponto de vista materialista pretende que existam forças deletérias que podem controlar o corpo, causar disfunção, e resultar em doença e destruição. A Ciência Cristã refuta tal ponto de vista e ensina-nos como a verdade a respeito de Deus e do homem pode corrigir tais estados.

Não há melhor modo de começar, senão o de fortalecer nossa compreensão de Deus. É esta sempre a nossa maior necessidade. Quando nos afastamos do problema físico que pede nossa atenção, podemos discernir com maior clareza a presença eterna do Amor divino, a onipotência da Verdade e a totalidade do Espírito. Podemos reforçar nossa convicção de que Deus é a causa única, a fonte de todo o ser. Uma compreensão clara do todo-poder de nosso Criador é requisito indispensável para se invocar, com pleno êxito, a lei divina de cura.

Compreender a Divindade é prelúdio necessário para conhecer nossa verdadeira identidade como expressão de Deus. Quanto melhor conhecermos Sua natureza, tanto melhor poderemos discernir que nosso verdadeiro ser não é prejudicado, e está isento das pretensões da mente carnal.

Um mal-estar comum dessa mente fictícia e de seu suposto corpo material é o de que órgãos se tornem desarmoniosos e falhem em sua função. A Ciência Cristã enfrenta esse conceito materialista de identidade e mostra-nos como o poder do Amor cura.

Na oração não imploramos a Deus que nos cure. O que se requer é primordialmente que adquiramos a compreensão, baseada num crescente reconhecimento da totalidade de Deus, de que o homem –a verdadeira identidade de cada um de nós –não pode estar sujeito ao mal, e sim que expressa para sempre a perfeição de seu Criador. Essa compreensão, que progrediu até à convicção que anula os falsos conceitos do erro que pretendem afligir-nos, é a oração que não pode deixar de ser atendida.

O medo é um elemento que faz parte de todo problema. Precisamos lançar fora toda tentação de ficar assustado, e reconhecer que o homem, a expressão do Amor infinito, não pode assustar-se, assim como não se pode inculcar medo ao Amor. O medo é uma ficção, sem origem nem energia, e nunca pode influenciar o homem de Deus. Se nos apegarmos a esse fato, apagamos o quadro do medo.

Depois, precisamos compreender que a verdadeira função é uma atividade da Mente divina. Essa Mente não pode estar sonolenta ou estática; ela acha-se eternamente ativa e se expressa na idéia da Mente, o homem. De maneira que as funções do homem verdadeiro não podem se desarranjar, porquanto manifestam a ação impecável de Deus. Paulo deve ter discernido algo a esse respeito quando disse, nas palavras constantes em Atos: “Nele (em Deus) vivemos, e nos movemos, e existimos.” O fato de que toda atividade emana por inteiro da Mente destrói a falsidade relativa a funcionamento material, e a consciência se ergue acima do problema físico. Em seguida, vem a cura.

É da máxima importância compreender que nosso objetivo não consiste em curar a matéria, mas em corrigir o pensamento. O problema básico nunca está no corpo, porque o corpo apenas exterioriza aquilo em que acreditamos. A Sra. Eddy explica: “Quando eliminamos a doença, por nos dirigirmos à mente perturbada, sem prestar atenção ao corpo, provamos que só o pensamento cria o sofrimento.”

Não oramos para que alguma parte do corpo funcione corretamente. Em vez disso discernimos, através do sentido espiritual, que nosso verdadeiro “Eu” é a imagem de Deus. Essa verdade anula a disfunção, e a ação física normal entra em atividade. Desse modo, podemos dizer que Deus controla o corpo material, muito embora Ele esteja consciente apenas daquilo que é espiritual.

Dos vários órgãos do corpo humano, é provavelmente ao coração que se presta atenção maior. Formulam-se teorias horríveis, predições e temores sobre o que poderá acontecer a esse órgão. No entanto, será que precisamos ficar com medo? Não! Esse conceito do homem não diz respeito à nossa identidade real, a qual para sempre dá prova da ação imperturbada da Mente divina. Opondo-nos vigorosamente a esses conceitos falsos e substituindo-os pela verdadeira ideia do homem, manifestamos a atividade ininterrupta de Deus. Aí temos uma base sadia, a partir da qual se resolvem os problemas do coração.

Por exemplo, quando Cristo Jesus ressuscitou Lázaro da morte, bem como o filho da viúva de Naim, depois de o coração haver parado de funcionar, provou que o verdadeiro ser do homem não depende de um músculo chamado coração. Sua compreensão do verdadeiro status espiritual do homem suprimiu a ilusão da morte, e a atividade corpórea normal foi restaurada.

Deus nunca causa disfunção corpórea, porque o colapso é contrário à bondade divina. Ações desarmoniosas são a objetivação do pensamento mortal, e não se lhes deve conceder maior crédito do que a um sonho noturno. O verdadeiro funcionamento tem sua origem na Mente divina, está eternamente correto e é harmonioso. Essa compreensão desperta-nos do sonho, restabelece a ação perfeita, e conquistamos nossa liberdade.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Julho 1982)

A DECISÃO A FAVOR DA GLÓRIA

A DECISÃO
A FAVOR DA GLÓRIA
DÁRCIO
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O “Renascimento” é uma tomada de decisão! Uma decisão a favor da glória e não da ilusão. Se alguém entrar numa loja em busca do gerente, e, por ver alguém com aparência de gerente, se dirigir a ele, e for informado de que “o gerente é um outro  ao seu lado”, que irá fazer? Trocar na hora! Não passará horas se conscientizando de que “este aqui não é o gerente, mas sim aquele outro”. Por que muitos vivem como mortais, com problemas, e  dizendo que estão “estudando e conscientizando” a Verdade de que são uma imortal e perfeita expressão de Deus? Não fazem troca nenhuma de informação, diante da Revelação! Somente arquivam-na!

Quem estuda a Verdade deve, DE IMEDIATO, fazer a “troca essencial”, que é deixar de se julgar e de viver como criatura apagada da matéria para se decidir a favor da glória revelada: “EU SOU A LUZ DO MUNDO”. Não postergue a glória por nada! Nem por dizeres de ensinamentos ou mestres deste mundo, que dão crédito à ilusão ou à suposta crença material. Pare de correr atrás de algo desta “miragem”. Você é Deus Se expressando como indivíduo! O que quer que supostamente lhe parecer necessário, aparecerá como mágica se, em vez de você correr atrás, como criança atrás de bolhas de sabão, você se decidir por não mais aceitar mentiras ou crendices sobre sua real identidade! Pare de ficar “conscientizando verdade” a vida toda! A Verdade é VOCÊ! E, com toda a Sua Glória!

Não acredite que será a Verdade em tempo futuro! Saia desta arapuca ilusória! O que o prende à ilusão é a ilusão! A Verdade o mantém livre exatamente agora! Troque sua situação ilusória pela condição real e iluminada! Mantenha-se neste referencial absoluto, em sua aceitação! Não existe “transição de consciência”, uma vez que Deus é a Consciência única, infinita e manifesta como a SUA! Decida-se, de uma vez por todas, a favor da glória! Caso contrário, ficará a vida toda acreditando no tempo e fazendo dele o seu tutor, acreditando que “um dia” ele o fará dizer: “Eu sou o Cristo”. Esta Verdade, porém, não depende dele, mas sim de VOCÊ! “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos tornará livres!”

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SER É REDESCOBRIR-SE

SER
É REDESCOBRIR-SE
DÁRCIO
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A simplicidade da Verdade absoluta somente é notada quando há receptividade plena e dedicação às contemplações diretas de seus princípios como válidos exatamente agora. Se alguém parte do mundo falso das aparências, avaliando-se e aos demais segundo a carne, a Verdade parecerá profunda, inatingível e mesmo duvidosa. Por esse motivo há tanta aceitação de ensinamentos relativos: eles não destronam em definitivo a mente humana, dão como meta uma suposta “evolução paulatina” desta mente, e se mostram dentro de uma aceitação lógica das coisas. Dentro desse contexto relativo, a pessoa se orgulha em dizer que “ eu era assim”, mas, agora, “sou “completamente diferente”. É evidente que estas melhorias da personalidade são preferidas à total estagnação; entretanto, não existe Verdade nesse tipo de enfoque! A Verdade é Fato espiritual eterno, e, se quisermos conhecer a Verdade sobre nós, sobre os demais e sobre o Universo, esta visão humana terá de ser abandonada, para que a Visão absoluta possa ser reconhecida!

O site do Facho de Luz prioriza as mensagens absolutas, conservando algumas com certa dualidade apenas para servirem de “pontes” para a percepção iluminada. Mas não são “pontes” no sentido de que devam ser mantidas, mas, justamente o contrário:  são para que a pessoa desperte e as deixe, trocando o referencial ilusório das aparências pelo referencial da Verdade: DEUS É TUDO, TUDO É DEUS!

O tempo não existe no “Referencial da Luz”; não havendo tempo, não há mudanças! Não havendo mudanças, não há aparecimento do mal nem sumiço do bem! Há o que Deus É! Mais nada! Quando disse “de mim mesmo nada sou, nada faço, o Pai em mim faz as obras”, Jesus dava a Verdade total: se VOCÊ existe, Deus é o Pai sendo VOCÊ! Se você age, Deus é o Pai fazendo as obras em VOCÊ! Não existe “eu humano” na Onipresença! Sem que VOCÊ nada faça, Deus faz, e Deus Se irradia como VOCÊ! Eis por que VOCÊ, tal como agora é,  é Automanifestação de Deus!

Ser é simplesmente redescobrir-se! Ver-se como já É! Nunca se avaliando pelas aparências, nascendo, mudando, aprendendo, envelhecendo, morrendo, etc. Enquanto a ILUSÃO apresenta um filme de aparências fraudulentas, atenha-se ao FATO! Permaneça no FATO! E o FATO é que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ! Quando esta Verdade for aceita, VOCÊ notará como ela é simples! Porém, se acreditar em “mundo material”, estará gerando a crença de “dificuldade”, uma vez que estará firmado numa existência que é falsa, e esta, hipnoticamente, continuará a ludibriá-lo com a mentira de “melhorias” através do tempo, dos estudos, das meditações, etc! Que estaria ocorrendo, realmente? O  encobrimento de sua atual e única identidade: o CRISTO! “Ser é redescobrir-se”, o que, nas palavras de Paulo, significa “despir-se do velho homem e ver-se como nova criatura em Cristo”. Jamais o “eu” da aparência se tornará um Cristo; por outro lado, o Cristo já é Fato consumado! Jamais se destituiu da própria glória, jamais decaiu a ponto de ser um humano ou mortal, jamais sofreu mudanças ou melhorias! E depende só de VOCÊ o conhecimento desta Verdade! Depende do seu abraçar direto da Revelação iluminada, deixando de considerar a ILUSÃO que continuamente lança suas ficções até que todos, pelo despertar,  a repudiem como boatos! A Verdade já É! E esta Verdade é VOCÊ!

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LIÇÕES DA BÍBLIA LIÇÕES DA BÍBLIA- 4 (FINAL)

LIÇÕES DA BÍBLIA
MARY BAKER EDDY
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PARTE IV – FINAL
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Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, mas de Deus.
João, 1: 12,13
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Se o homem, falando sobre o poder que ele tem de ser perfeito, dissesse: “Eu sou o poder”, estaria cometendo uma infração contra a Ciência divina, estaria cedendo aos sentidos materiais, e perderia o seu poder; o mesmo aconteceria se dissesse: “Tenho poder para pecar e para estar doente”, e persistisse  em crer que está doente e é pecador. Se ele diz “Procedo de Deus, portanto sou bom”, mas, apesar disso, persiste no mal, ele nega o poder da Verdade e precisa sofrer por esse erro, até aprender que todo o poder é bom porque vem de Deus, destruindo assim a noção enganadora de que exista poder no mal. A Ciência do ser restitui ao homem, como penhor de sua adoção, a semelhança e o poder de Deus, que ele havia perdido. Oh! Se tivéssemos aquela luz e aquele amor inefável, que lança fora todo o medo, todo o pecado, doença e morte; que não procura seu próprio interesse, mas sim o bem que se pode fazer aos outros; que diz: “Aba, Pai!”, e é nascido de Deus!

João veio, batizando com água. Ele empregou um modo de limpeza física, como precursora da pureza metafísica, isto é, a mente mortal purgada daquilo que é animal e humano, e submersa naquilo que é humanitário e divino, restituindo ao homem o senso que ele havia perdido, de unidade com seu Criador e de ser o reflexo desse Criador. Ninguém, a não ser os limpos de coração, verão a Deus, – serão capazes de plenamente discernir e claramente demonstrar o Princípio divino da Ciência Cristã. A vontade de Deus, ou seja, o poder do Espírito, se manifesta como Verdade e por meio da justiça, – não como matéria nem por meio dela, – e arranca à matéria todas as pretensões, capacidades, dores ou prazeres. A renúncia a tudo o que constitui um assim chamado homem material, e o reconhecimento e a realização de sua identidade espiritual como Filho de Deus, que abre as próprias comportas do céu; de onde o bem flui por todos os canais do ser, limpando os mortais de toda impureza, destruindo todo sofrimento e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança. Não existe nenhum outro modo, “debaixo do céu”, pelo qual possamos ser salvos e pelo qual o homem possa ser revestido de poder, majestade e imortalidade.

“A todos quantos o receberam”, – a todos aqueles que aceitam a Verdade do ser – “deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”. A espiritualização de nosso conceito sobre o homem abre as portas do paraíso, que os assim chamados sentidos materiais pretendem fechar, e revela o homem infinitamente abençoado, reto, puro e livre; não precisando de estatísticas para saber sua origem e idade, ou para medir sua qualidade de homem, ou para saber até que ponto ele é homem; pois“a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.

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F I M
(Miscellaneous Writings – p. 180-185)
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LIÇÕES DA BÍBLIA-3

LIÇÕES DA BÍBLIA
MARY BAKER EDDY
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PARTE III
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Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, mas de Deus.
João, 1: 12,13
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O homem nasceu livre; ele não é escravo dos sentidos nem é um tolo que se deixa levar pelos assim chamados prazeres e dores da matéria autoconsciente. O homem é a “imagem e semelhança de Deus”; tudo o que é possível a Deus, é possível ao homem, como reflexo de Deus. Por meio da transparência da Ciência, aprendemos isto, e o recebemos: aprendemos que o homem pode cumprir as Escrituras em todas as circunstâncias; que, se ele abrir a boca, receberá as palavras que tem de dizer – não por ter aprendido nas escolas, nem por erudição, mas pela capacidade natural de expressar a Verdade, capacidade a ele já conferida por reflexo.

“Quem creu em nossa pregação?” Quem compreende esses dizeres? Aquele a quem o braço do Senhor foi revelado; a quem a Ciência divina manifesta a onipotência, que confere ao homem poder divino, ao mesmo tempo em que faz com que o orgulho se sinta envergonhado. Reivindicar um “eu” separado de Deus é uma negação da filiação espiritual do homem, pois pretende ter outro pai. Todos os que de fato recebem o conhecimento acerca de Deus, por meio da Ciência, terão poder para refletir o poder de Deus, comprovando assim o domínio que o homem tem “sobre a terra”. É arrojadamente corajoso aquele que ousa, nesta época, refutar, com os fatos da Ciência, a evidência dos sentidos materiais; e por essa razão chegará ao verdadeiro status de homem. Os sentidos materiais gostariam de fazer do homem, que, segundo as Escrituras reflete seu Criador, o próprio oposto desse Criador, argumentando que Deus é Espírito, enquanto o homem é matéria; que Deus é bom, mas o homem é mau; que Deus é imorredouro, mas o homem morre. A Ciência e os sentidos estão em conflito, desde a rotação dos mundos, até a morte de um pardal.

O Verbo se fará carne e permanecerá entre os mortais, somente quando o homem refletir a Deus tanto no corpo quanto na mente. A criança nascida de mulher tem formação de seus pais; o homem nascido do Espírito é espiritual, não material. Paulo alude a isso quando fala de apresentar nosso corpo santo e agradável, que é o nosso culto racional; e isso traz à lembrança o verso hebraico: que “sara todas as tuas enfermidades”.

Continua..>

CRISTO: A REALIDADE DA SUA DIVINA PRESENÇA

CRISTO:
A REALIDADE DA SUA
DIVINA PRESENÇA
Eckhart Tolle
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Não se apegue a uma única palavra. Você pode substituir “Cristo” por Presença, se achar mais significativo. Cristo é a Essência de Deus dentro de nós ou o nosso Eu interior, como às vezes é chamado no Oriente. A única diferença entre Cristo e Presença é que Cristo remete à nossa existência divina sem se importar se estamos ou não conscientes dela, ao passo que a Presença significa a nossa divindade vigilante ou a essência de Deus.

Se admitirmos que não há passado nem futuro em Cristo, poderemos esclarecer muitos mal-entendidos e falsas crenças sobre Ele. Dizer que Cristo foi ou será, é uma contradição. Jesus foi. Foi um homem que viveu há dois mil anos e exerceu a sua divina presença, sua verdadeira natureza. Suas palavras foram: “Antes queAbraão existisse, Eu sou”. Ele não disse: “Eu já existia antes de Abraão ter nascido”. Isso significaria que Ele ainda estaria dentro da dimensão do tempo e da identidade da forma. As palavras “Eu sou”, utilizadas em uma frase que começa no tempo passado, indicam uma mudança radical, uma descontinuidade na dimensão temporal. É uma afirmação, ao estilo zen, de grande profundidade. Jesus tentou transmitir diretamente, e não através de divagações, o significado de Presença, de Autorrealização. Ele foi além da dimensão da consciência governada pelo tempo e penetrou no domínio da eternidade. Foi assim que a dimensão de eternidade surgiu neste mundo. A eternidade não significa tempo sem fim, mas sim tempo nenhum. Assim, o homem Jesus se tornou o Cristo, um veículo de pura consciência. E qual é a própria definição de Deus na Bíblia? Será que Deus disse: “Eu fui e sempre serei?” Claro que não. Isso teria conferido realidade ao passado e ao futuro. Deus disse: “EU SOU O QUE SOU”. Aqui não existe o tempo, só a Presença.

A “segunda vinda” do Cristo é uma transformação da consciência humana, uma mudança do tempo para a presença, do pensamento para a consciência pura, e não a chegada de algum homem ou de alguma mulher. Se“Cristo” estivesse para chegar amanhã, revestido de alguma forma externa, o que ele ou ela poderia nos dizer além do seguinte: “Eu sou a Verdade. Eu sou a Divina Presença. Eu sou a Vida Eterna. Estou dentro de você. Estou aqui. Eu sou o Agora”.

Nunca personalize Cristo. Não dê uma forma de identidade a Cristo. Avatares, mães divinas, mestres iluminados, os pouquíssimos que realmente são, não têm nada de especial como pessoas. Como não têm de sustentar o ego, defendê-lo ou alimentá-lo, são mais simples do que as pessoas comuns. Qualquer pessoa com um ego forte os olharia como insignificantes ou, mais provavelmente, nem os veria.

Se você for atraído para um mestre iluminado, é porque já existe Presença bastante em você para reconhecer a Presença no outro. Houve muitas pessoas que não reconheceram Jesus ou Buda, assim como há – e sempre haverá – pessoas que são levadas a falsos mestres. Egos são atraídos por grandes egos. A escuridão não consegue reconhecer a luz. Portanto, não acredite que a luz está fora de você ou que ela só pode vir através de uma forma específica. Se só o seu mestre for a encarnação de Deus, quem é você então?  Qualquer espécie de exclusividade é uma identificação com a forma, e a identificação com a forma significa o ego, não importa o quanto ele esteja bem disfarçado.

Utilize a Presença do mestre para ver um reflexo da sua própria identidade por trás do nome e da forma e para se tornar mais intensamente presente. Em pouco tempo você verá que não existe nenhum “meu” ou “seu” na Presença. A Presença é única.

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PENSE EM LUGAR DA CRENÇA COLETIVA

PENSE EM LUGAR
DA CRENÇA COLETIVA
DÁRCIO
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Deus, sendo TUDO, é o ÚNICO Poder em atividade onipresente. A Presença divina é Onipotência, e a “crença coletiva”, que acredita em poder do bem e poder do mal é, portanto, falsa! Diante de Pilatos, que lhe afirmava ter poder sobre ele, ou para soltá-lo ou para crucificá-lo, Jesus respondeu: “ Não terias poder algum contra mim, se este não te fosse dado do Alto”. Explicava a Pilatos que a “crença coletiva” somente atuaria sobre ele com a sua autorização, isto é, com ele permitindo a sua livre atuação sem que  a destruísse pela Verdade.

Joseph Murphy coloca repetidamente em seus livros: “Se você não pensar por si mesmo, a crença coletiva pensará em seu lugar”. Isso quer dizer que diante das falsidades, devemos praticar a Verdade! Também Joel S. Goldsmith, em suas obras, dá ênfase contínua ao fato de que “a crença em dois poderes” é a ILUSÃO a ser encarada e dissipada, o que é feito pela admissão incondicional e consciente de que Deus é o ÚNICO Poder.

Você dá poder a pessoas? A condições negativas? Você dá poder a algo além da Onipotência? Você dá poder à matéria? A dores e sofrimentos? Você dá poder às “aparências”? Sim ou não? Conscientemente, não! O que  ocorre, caso você julgue que sim, é o seguinte: VOCÊ DEIXOU DE PENSAR POR SI MESMO! E, por isso,  deixou-se arrastar pela “crença coletiva”. Muitos  lutam contra doenças, contra situações discordantes em seu ambiente,  contra inúmeras  condições das “aparências”,  por acreditar serem reais, quando a verdadeira “batalha” seria interior! Uma “batalha” desencadeada no silencio da contemplação da Verdade absoluta: DEUS É O ÚNICO PODER! Enquanto sua mente não for aceita como sendo a Mente de Deus, você estará permitindo à “crença coletiva” a suposta atuação hipnótica em sua experiência. Tão logo você destitua esta “crença coletiva” deste seu “poder hipnótico”, que não passa de “sugestão mesmérica”, a Verdade da Onipotência será discernida.

“Temos a Mente de Cristo”, disse Paulo. Esta Mente é a Mente de Deus sendo a Mente real de todos nós! Identifique-se com ela! Não fique à mercê de “crenças coletivas”; assuma sua atitude e pratique a Verdade! Todos os supostos problemas, que aparentemente o aborrecem, têm o “poder do Alto” que a eles VOCÊ está atribuindo! Quando VOCÊ destituí-los deste “poder”, eles sumirão! Que eram? A arcaica “crença em dois poderes” atuando hipnoticamente sobre você,  e, atuando ILUSORIAMENTE!

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LIÇÕES DA BÍBLIA-2

LIÇÕES DA BÍBLIA
MARY BAKER EDDY
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PARTE II
Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes
o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais
não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, mas de Deus.
João, 1: 12,13
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João Batista tinha um discernimento claro da Ciência divina: não tendo nascido da carne nem da vontade humana, ele datava de antes de sua própria existência, começara espiritualmente, em vez de materialmente, a identificar-se de maneira lógica; daí a impossibilidade de fazê-lo morrer, exceto na crença, por meios violentos ou métodos materiais.

“Todos quantos o receberam”; quer dizer: todos quantos percebem a existência verdadeira do homem, que reside em seu Princípio divino e dele procede, recebem a Verdade da existência; e estes não têm nenhum outro Deus, nenhuma outra Mente, nenhuma outra origem; portanto, com o tempo eles perdem seu senso equivocado de existência e encontram sua adoção no Pai, isto é, a redenção do corpo. Por meio da Ciência divina o homem obtém o poder para tornar-se o filho de Deus, para reconhecer seu estado perfeito e eterno.

“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne”. Essa passagem se refere à existência primeva e espiritual do homem, que não foi criada nem do pó nem do desejo carnal. “Nem da vontade do homem”. Nascido, não de alguma doutrina, nem de alguma fé humana, mas sim contemplando a verdade do ser; a própria compreensão de que o homem nunca se perdeu em Adão, pois é e sempre foi a “imagem e semelhança de Deus”, o bem. Mas nenhum mortal jamais viu o homem espiritual, assim como não viu o Pai. O apóstolo não indica nenhum plano pessoal de um Jeová pessoal, parcial e finito; mas sim a possibilidade de todos encontrarem seu lugar no grande amor de Deus, e eterna descendência do Eloim. Seus filhos e filhas. O texto é uma declaração metafísica da existência como Princípio e ideia, onde o homem e seu Criador são inseparáveis e eternos.

Quando o Verbo se fizer carne – isto é, quando for posto em prática, – essa Verdade eterna será compreendida; e a doença, o pecado e a morte cederão diante dela, assim como cederam há quase vinte séculos. A concupiscência da carne e a soberba da vida se extinguirão na Ciência divina do ser; no bem sempre presente, no Amor onipotente e na Vida eterna, que não conhecem morte. Na vasta eternidade, as verdades do ser existem e precisam ser reconhecidas e demonstradas. O homem tem de amar a seu próximo como a si mesmo e o poder da Verdade tem de ser visto e sentido em saúde, felicidade e santidade: então se constatará que a Mente é Tudo-em-tudo, e não existem matéria contra a qual contender.

Continua..>

LIÇÕES DA BÍBLIA-1

LIÇÕES DA BÍBLIA
MARY BAKER EDDY
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PARTE I
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Mas a todos quantos o receberam,
deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome;
os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, mas de Deus.
João, 1: 12,13
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Aqui o apóstolo nos assegura que o homem tem poder para tornar-se o filho de Deus. No texto hebraico, a palavra “filho” é definida de várias formas: um mês é chamado o filho de um ano. Esse termo, aplicado ao homem, é usado tanto no sentido material quanto no espiritual. As Escrituras falam de Jesus como o Filho de Deus e como o Filho do homem; mas Jesus recomendou não chamar a ninguém de pai; “porque só um é vosso Pai”, ou seja, Deus.

Acaso a filiação espiritual é uma dádiva pessoal que foi outorgada ao homem? Ou é ela a realidade do seu ser, na Ciência divina? O conhecimento que o homem tem dessa grandiosa verdade lhe confere poder para demonstrar seu Princípio divino, o qual, por sua vez, é indispensável para que ele compreenda sua filiação, sua unidade com Deus, o bem. A exigência pessoal de obediência cega à lei do ser tenderia a obscurecer a ordem da Ciência, a menos que essa exigência expressasse as reivindicações do Princípio divino. O Princípio infinito e o Espírito infinito têm de ser uma e a mesma coisa. De que serve, então, discutir sobre o que é a pessoa do Espírito, – se reconhecemos a infinidade como personalidade, – pois, quem pode dizer qual é a forma da infinidade? Quando entendermos o verdadeiro direito inato do homem, ou seja, de que ele nasceu, não”…da vontade da carne, nem da vontade do homem mas de Deus”, compreenderemos que o homem descende do Espírito, não da carne, reconheceremos o homem por meio de leis espirituais, não materiais; e o consideraremos como espiritual, não material. A filiação do homem, mencionada no texto, é sua relação espiritual com a Divindade; não é, portanto, uma dádiva pessoal, mas é a ordem da Ciência divina. O apóstolo insta conosco a aceitarmos esse grande fato: “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”. Os mortais perderão seu senso de mortalidade – moléstia, doença, pecado e morte – na proporção em que adquirirem o senso de preexistência espiritual do homem como filho de Deus; como descendência do bem, e não do oposto de Deus, – ou seja, o mal, ou um homem decaído.

Continua..>

“SENÃO, NÃO ESTARÍAMOS AQUI!

“SENÃO,
NÃO ESTARÍAMOS AQUI!”
Dárcio
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Enquanto Jesus se identificava como o “Eu” existente desde “antes que Abraão
existisse”, os fariseus da época viam-no como um ser humano com idade
inferior a 50 anos, nascido neste mundo e fadado a morrer. Esta passagem deveria servir como  bandeira a quem
realmente busca a fundo conhecer a Verdade! Nela encontramos o “Referencial da Luz”
e o falso referencial das aparências. Se os fariseus conhecessem a Verdade,
estariam também vendo a si mesmos como este “Eu absoluto”, uma vez que a Verdade é
universal, infinita e todo-abrangente. Mas não; eles estavam vivendo
puramente o “sonho de vida terrena”, e, em vista disso, fosse quem fosse
que estivesse frente a eles, seria considerado simplesmente como um simples
mortal a mais.

Vezes sem conta escutei alguém dizendo que, se estamos aqui, é porque  ainda não
somos perfeitos,
pois, do contrário, já estaríamos iluminados e em Deus. Aliás, já ouvi até de renomados metafísicos esta  fala ilusória! E
quando se responde que “já estamos em Deus” e que AQUI nunca foi “matéria”, mas unicamente o Reino de
Deus, sendo qualquer outra hipotética aceitação  uma ILUSÃO captada pelo sentido mortal, em vez de esta Verdade ser
acatada docilmente, para ser discernida e vivenciada, o que se ouve é a pergunta de
sempre: “Mas de onde veio esse “sentido mortal”? E o interesse fica mais voltado à ilusão do que à Verdade!

A ilusão é a crença de que “se fôssemos perfeitos, não estaríamos aqui!” É a falsa suposição de que Deus não seja Tudo! E que, no caso, seríamos “outro” que não Ele!
Como pôr fim à ilusão? Exatamente como poríamos fim a uma nota de cem reais, achada na rua,
tão logo fôssemos informados de que ela é falsa! A ilusão some diante da Verdade! De onde havia vindo aquele
“dinheiro”? De lugar algum! Não havia, não há e nem haverá valor monetário
naquele papel! É falso! De modo análogo, a “vivência material” é ilusória!
Não veio de lugar algum! O “eu nascido”, encarnado ou reencarnado, não veio de lugar algum!” É falso! E isto será sabido pelo conhecimento da Verdade:
AQUI É O PARAÍSO! Sempre esteve sendo, é e será! A Verdade é eternamente
verdadeira, enquanto a ilusão é eternamente falsa, apenas se fazendo passar por realidade,
mas sem capacidade de ser! Enquanto você retiver em mente um “ego humano” como sendo sua identidade, será idêntico àquele, com a nota falsa em mãos, considerando-a como “dinheiro”; tudo depende de sua reação diante da Revelação! Se nela confiar, saberá que DEUS É SEU EU, e lançará fora todos os boatos ou crendices absurdas sobre quem VOCÊ É!

Jesus disse que “o REINO DE DEUS deve ser buscado em primeiro lugar”; e que
este REINO está dentro de nós! Aceite sua Consciência como o seu Reino,
descartando as aparências como falsidades! Atenha-se ao REINO ONIPRESENTE e
contemple-Se fazendo parte dele, exatamente aqui e agora! A “Prática do
Silêncio” deve ser realizada diretamente a partir desse Referencial Absoluto, onde
inexiste intelecto para nos bombardear com  argumentações da “ilusão de
massa”. E caso se sinta com dificuldade para partir diretamente deste
Referencial iluminado, use o próprio intelecto-crença para fazer a si mesmo as seguintes
indagações:
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“Eu existo como argumentações ou dúvidas? Sou o intelecto? Ou  a Onisciência é a
Realidade, exatamente aqui e agora, como a Consciência que EU SOU?”.
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Fique em
silêncio, mantendo esta pergunta na mente, e sem forjar respostas,  fique atento para discernir o que lhe for revelado!

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"PELOS FRUTOS OS CONHECEREIS"

“PELOS FRUTOS
OS CONHECEREIS”
Dárcio
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Jesus Cristo deixou-nos a receita infalível para realmente conhecermos as pessoas “por dentro”, sejam elas “profetas”,  “políticos”, ou quem forem!
“Pelos FRUTOS os conhecereis!”

Que são os frutos? São a ação espontânea  de “bondade e correção” aparecendo como benefícios à coletividade! Bondade e correção! Estes dois parâmetros, unidos, definem o caráter das pessoas neste mundo dos homens. Ser “bom” é ser “correto e bom”; ser “correto” é ser “bom e correto”. Isto porque a bondade, sem correção, é no mínimo hipocrisia, e não bondade! E a mera exibição de chamados “bons frutos”, sem a causa correta geradora da presença deles, é falsidade. Exemplificando, se eu ajudar 100 pessoas, estarei sendo “bom” até ser descoberto que esta  minha ajuda teve origem num negócio ilícito feito por mim, isto é, sem  nenhuma correção. Portanto, o que Jesus nos ensina é que, diante de “frutos”, e não de conversa fiada de alguém, verifiquemos se eles tiveram origem total dentro da correção, sem ficarmos presos unicamente à sua exibição! A mera exibição, aprovada pela ingenuidade de incautos, dará margem a maiores e infindáveis incorreções. Mas a aprovação dos frutos, tendo em vista a origem da bondade geradora dos mesmos, nos fará descobrir os “lobos em pele de cordeiro”, e isto em quaisquer segmentos da sociedade.

Quem quiser, portanto, fazer escolhas certas, terá de  avaliar os “frutos” dentro da bondade e da correção, pois o resto é folclore, enganação, ilusão!

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