VOCÊ É EXTENSÃO DO CRIADOR

VOCÊ
É EXTENSÃO DO CRIADOR
Masaharu Taniguchi
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Enquanto você não conscientizar que o ser humano é a extensão do Criador, o autor da criação e o dominador das leis naturais, você estará dominado por outros elementos possuidores de força criadora e pelas leis naturais. Enquanto estiver controlado por outros, existirá no seu subconsciente o sentimento de temor. E existindo o temor, você acabará se deparando com “coisas e situações temidas” e por elas será ferido, derrotado e atormentado, segundo a lei mental que diz “vem a nós tudo que tememos”. O único meio para se livrar disso é tornar-se você mesmo o “Senhor”.

Se você é extensão do Criador, se o foco da autoexpressão do Criador está dentro de você e se a atmosfera de amor do Criador está envolvendo-o, é lógico que você pode agir no sentido de concretizar a vontade do Criador e jamais será subjugado por coisa alguma, aonde quer que você vá. Mesmo que vá para um ambiente da pior atmosfera, a “atmosfera do amor de Deus” que o envolve jamais irá permitir que a má atmosfera desse ambiente prejudique você. Quando for viajar de avião, a atmosfera do amor de Deus envolverá você e o avião, protegendo-o de qualquer perigo.

Mas, para que você alcance esse estado, é imprescindível conscientizar profundamente que você é extensão do Criador e senhor das leis naturais; portanto, jamais será regido por outras leis que não sejam as suas próprias.

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UM "EU" QUE É TUDO

UM “EU” QUE É
TUDO
DÁRCIO

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Querer definir Deus é perda de tempo! Lao-Tse, sábio chinês, já dizia: “Se Lhe dermos nome, não será Ele”. Por isso, vários autores apenas simplificam: “DEUS É!”. Mesmo assim, durante as “meditações contemplativas”, como de início a mente é usada, considerar “aspectos de Deus” se torna útil e prático, principalmente para que criemos abertura interna para que sejam discernidos espiritualmente, por revelação do próprio Deus, que é a nossa Essência absoluta. É sob este prisma que aceitamos, por exemplo, que Deus é Amor, Espírito, Vida, Perfeição, Imutabilidade, Princípio, Mente, Forma, etc. Todos podem ser considerados juntamente com a aceitação de que Deus é Onipresença, Onipotência, Onisciência, Oniatividade, enfim, que DEUS É TUDO! Nossas contemplações têm por meta este reconhecimento, esta glorificação da totalidade e unicidade de Deus e a percepção de nossa INCLUSÃO, como o Cristo que somos, nesta totalidade divina.

Cada um deve “contemplar a Verdade” se sentindo orientado pela própria Consciência. Não há receitas ou fórmulas determinadas, e sim algumas sugestões. A intenção sincera de experienciar Deus é o que mais importa! Isso porque esta “intenção” exclui outras metas e a “comunhão” é facilitada!  “Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da Tua lei” (Salmos 119: 18). Esta frase bíblica é um bom artifício para que a suposta mente humana deixe de atrapalhar, durante nossas contemplações. Podemos usá-la em cada “aspecto de Deus”, ou seja, “Desvenda os meus olhos, para que eu veja o Teu Amor infinito”, “Desvenda os meus olhos, para que eu veja a Tua Luz onipresente”, “Desvenda os meus olhos, para que eu veja a Tua Vida sendo a minha”, e assim por diante. Contemplações desse tipo, em que a mente é utilizada para gerar espaço às revelações diretas de Deus em nós, são muito eficazes. Deus é incorpóreo e, ao mesmo tempo, é cada forma em existência. Contemple com dedicação estes  “aspectos de Deus”, sempre tendo em mente que DEUS É TUDO, inclusive VOCÊ.

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DEUS SE COMPRAZ COM O HOMEM -2 (FINAL)

DEUS SE COMPRAZ
COM O HOMEM
William E. Moody
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PARTE II – FINAL
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Eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mateus 3: 16,17).
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É no procurar e, a seguir, no esforçar-nos sinceramente para levar bênçãos a outros, que nós também começamos a apreender e a provar o que o homem verdadeiramente é, como o produto perfeito da Mente divina. E, quando nos devotamos a realizar o que Deus pede de Sua própria e pura expressão, compreendemos de modo mais completo a unidade do homem com o Pai – relacionamento que jamais pode ser desfeito, que é permanente. É nisto que reside a nossa segurança, a nossa alegria plena e a nossa paz.

Quais são especificamente algumas das coisas que podemos fazer agora para reconhecer mais plenamente a vontade de Deus e provar a identidade do homem como Seu reflexo espiritual? Uma dessas coisas envolve nossa adoração de Deus e a forma que ela toma. Se nossa adoração é superficial, mero ritual semanal impensado, ou se não passa de cerimônias e símbolos materiais, não trará satisfação permanente e será de pouco benefício para a humanidade. A adoração de Deus deve ser contínua, não fragmentada. Nossa adoração (aos domingos, quartas-feiras, por todos os dias e momentos de nossa vida) pode ser tão espontânea, livre e inspiradora que constante e progressivamente eleve o pensamento acima das percepções erradas dos mortais e das limitações mortais até a visão da realidade, que não está circunscrita em sua bondade e beleza espiritual. E nosso reconhecimento da realidade pode incluir a todos- sem deixar uma só pessoa de fora. Podemos estar certos do amor universal de Deus.

Outro passo essencial para realizar o propósito sagrado que Deus tem para o homem provém de nossos esforços em deixar de pecar. Se nos rebelamos contra as crenças falsas de que o estado físico representa o que é de valor e essencial em nossa experiência, começamos a pôr abaixo a fachada da mentira, ou ilusão, de haver supostamente fundamento para a existência do pecado. O pecado não produz nenhum prazer real e não se origina de Deus. Ver que a vida é inteiramente espiritual, esforçar-se para colocar cada pensamento e cada ação de acordo com essa verdade, não ter outros deuses diante do único Deus, compreender que o Espírito divino nunca estabeleceu no homem a capacidade de pecar nem o desejo de pecar – tudo isso ajuda a erradicar o pecado. Encontramos a nossa liberdade e abençoamos a humanidade, assim como somos abençoados por Deus.

Também podemos curar. Espera-se que curemos – a nós mesmos e a outros. Novamente, Cristo Jesus é o exemplo. Os livros de texto usados na Ciência Cristã, a Bíblia e Ciência e Saúde, apresentam as regras científicas e as leis espirituais que promovem o êxito na cura, e a cura se coaduna com a vontade de Deus como manifestação ativa do Cristo, a Verdade. Toda vez que de nossa adesão à lei divina resulta a cura, estamos vendo o prazer que Deus tem, manifestar-se na Sua criação perfeita.

Cristo Jesus, consciente de sua verdadeira origem e de seu propósito, proclamou: “Aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada”. Estas podem ser as nossas metas: compreender e demonstrar a origem espiritual do homem e sua razão de ser – na medida em que adoramos sincera e honestamente a Deus, cessamos de pecar, curamos mediante a oração, e sempre nos esforçamos para fazer a vontade de nosso Pai. E, assim fazendo, não nos sentiremos a sós nem desprovidos de valor. Sim, Deus se “compraz” com Seus filhos queridos, Seu reflexo perfeito.

( Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Fevereiro 1983)

VOCÊ É SUPRIDO DO ALTO

VOCÊ É SUPRIDO
DO ALTO
DÁRCIO
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Quando observamos nossa existência a partir do referencial absoluto, e não do ponto de vista das aparências mutáveis, reconhecemos que a Substância infinita é o próprio Deus em Autossuprimento constante e perfeito, quando, ao mesmo tempo, contemplamos nossa presença em UNIDADE COM ELE. O mundo da matéria é uma fantasia, puro nada que é visto em forma de miragens.

Para quem se posiciona no referencial das aparências, as coisas necessárias parecem ser materiais, coisas que vão chegando a cada instante, dia ou ano, e que podem, inclusive, faltar! O ser que se posiciona “neste mundo” é alvo da ilusão constante, pois, por acreditar nas mutações das imagens vistas, ele se deixa levar por elas, avaliando tudo em termos da “justiça do mundo”. E é quando ouvimos frases do tipo: “Cometeram uma grande injustiça comigo”, “Eu paguei para ter um tipo de benefício, mas as novas leis me prejudicaram”, “Se não fosse aquela pessoa, eu teria sido promovido”, “Minha família ajudou tanto aquela pessoa, e quando precisei dela, não correspondeu”, etc. Milhares de pensamentos, com base na justiça do mundo poderiam ser citados! Entretanto, esse tipo de avaliação não corresponde à Verdade! Se alguém estudar a Verdade, contemplar-se fazendo parte do Autossuprimento absoluto para, em seguida, voltar a tais pensamentos do mundo, estará negando a Verdade e atrapalhando a Sua manifestação perfeita em sua vida! Tais pensamentos são os “ladrões do Templo”, porquanto VOCÊ É O TEMPLO DE DEUS.

“Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a SUA JUSTIÇA, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6-33). Conserve-se na JUSTIÇA DIVINA, sem ter olhos para contar com algo que lhe possa vir das miragens deste mundo! Tampouco trabalhe com sua lógica, achando que algo necessário lhe venha  deste ou daquele lugar que, humanamente, lhe pareça óbvio , certo ou esperado! NÃO CONTE COM MIRAGENS! DEUS É TUDO, A SUBSTÂNCIA INFINITA UNIVERSAL! ESTE DEUS ESTÁ SENDO VOCÊ! PERMANEÇA NA VERDADE E JUSTIÇA DIVINAS, E SE VEJA SUPRIDO DO ALTO! VEJA-SE UNO COM DEUS, E ESTARÁ, AOS OLHOS DO MUNDO, DANDO TESTEMUNHO DA VERDADE!

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DEUS SE COMPRAZ COM O HOMEM-1

DEUS
SE COMPRAZ COM O HOMEM
William E. Moody
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Eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus
descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mateus 3: 16,17).


Eis aí simples, porém magnífica declaração do amor do Pai pelo Cristo que Jesus revelou ser a verdadeira natureza do homem. De acordo com o registro bíblico, o Mestre, a essa altura de sua carreira, ainda estava se preparando para a grande obra do ministério que lhe fora designado – curar, redimir e alimentar as multidões de corações famintos de mais profunda certeza da presença de Deus.

O Salvador veio dar prova perfeita da infinita capacidade do Amor divino para atender às grandes necessidades da raça humana. Seu advento não tem paralelo; ninguém jamais entrou no cenário humano em condições semelhantes às de Jesus nem com igual promessa especial santa. Ele era verdadeiramente o ungido de Deus.

No entanto, Deus, que é a Mente divina, o Espírito infinito, não é, de modo algum, uma divindade antropomorfa que, sentada nos céus, vigia o desfile da mortalidade cá embaixo e, então, decide quais as ações humanas que asseguram ou não asseguram prazer especial. O panorama mortal é irreal, ilusório. Deus apenas conhece Sua própria expressão perfeita – o homem e o universo, inteiramente espirituais, permanentemente bons.

Em termos humanos, ao descrever a terna solicitude de Deus por nós, pode acontecer que falemos no Seu “prazer divino”; mas Deus, de fato, só Se “compraz” com Sua própria manifestação, com Seu reflexo espiritual. E é isso o que a identidade real de Cristo Jesus realmente representava: a natureza do Espírito e a atividade da Verdade divina a transmitir a ideia do ser imortal.

Conquanto o fato absoluto seja o de que Deus não conhece nenhuma outra criação senão a sua própria criação espiritual, isto não nos desobriga da responsabilidade de demonstrar, no mais alto grau possível, e justamente aqui onde nos encontramos, o padrão essencial de bondade espiritual – de provar a suprema realidade de que o santo reino de Deus é o único reino. Cristo Jesus é o nosso guia, e continuamos sob a exigência de nos esforçarmos para viver como ele ensinou.

A obra de Jesus deixou claro que ele conhecia o Antigo Testamento em seus mais íntimos detalhes. Jesus conhecia suas palavras, sua história e poesia, suas ilustrações, suas leis e mandamentos, seu significado espiritual e suas aplicações práticas. Recorreu a esses abundantes recursos durante toda a sua carreira. Com verdades tiradas das Escrituras, Jesus refutou as tentações do diabo, silenciou os argumentos dos fariseus, e indicou que há autoridade para demandar a cura espiritual.

Do que consta a respeito do seu ministério, as Escrituras eram como que alimento para Jesus. O evangelho de Lucas indica que, mesmo antes da idade adulta, “crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre ele.” E então lemos, no relato a respeito de Jesus, que aos doze anos conversava com os doutores no templo: “E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas”. A narrativa do evangelho conclui assim:

“E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.

Provavelmente a maioria de nós já teve o desejo de seguir mais de perto o exemplo do Mestre – de demonstrar mais completamente a filiação espiritual individual. Talvez achemos ter ficado aquém da expectativa ou simplesmente julgamos não estar à altura da estatura espiritual de santidade e pureza que de nós era esperada. E assim, ansiamos por ser acolhidos pelo Amor divino. Mas a cálida ternura da solicitude de Deus está sempre presente à nossa disposição, e descobrimos que assim é, quando deixamos de procurar satisfação ou realidade na matéria.

Ao orar, escutar e ao nos esforçarmos para cumprir resolutamente a vontade de Deus e manifestar incessantemente Sua bondade, tal como Jesus o fez, passamos a perceber ser este o único caminho por meio do qual podemos alcançar uma realização duradoura e verdadeira. No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy assevera o seguinte: “As duras experiências provenientes da crença na suposta vida da matéria, bem como nossos desenganos e sofrimentos incessantes, levam-nos, como crianças cansadas, aos braços do Amor divino. Então, começamos a compreender a Vida na Ciência divina. Sem esse processo de desavezar, “Porventura desvendarás os arcanos de Deus?”



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COM A MENTE EM DEUS

COM A
MENTE EM DEUS
Dárcio

Diante dos quadros visíveis em mutação, se você lhes der realidade em sua aceitação, perderá, aparentemente, sua união consciente com a perfeição imutável. Tais imagens não têm realidade alguma; porém, se forem vistas como reais, acabarão por enredá-lo e você, dando força a elas, por se envolver emocionalmente, poderá ilusoriamente se sentir impotente, desprotegido, inseguro ou temeroso, conforme a situação. Não acredite em aparências! Mantenha sua mente em Deus! Em Sua perfeição imutável e onipresente! Caso a condição visível requeira providências, segundo os padrões do mundo, tome-as com rapidez e descontração, mas sem quaisquer envolvimentos internos que possam dar realidade a tais miragens e roubar-lhe a paz!

O mundo das aparência tenta arrastá-lo para ele; entretanto, você já sabe que DEUS É TUDO! “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida EM TI”, diz a Bíblia. Portanto, aja rápido, tome as providências necessárias, mas sem se deixar levar pelos julgamentos pelas aparências; ao mesmo tempo, mantenha sua mente em Deus! Reconheça que o Universo infinito é PAZ, HARMONIA E ORDEM! Sua mente, discernida como a Mente de Deus, mantém esta natureza do Universo em tudo o que lhe diz respeito Portanto, medite e se veja como sendo a Mente de Deus!

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IMAGENS E SENSAÇÕES DA MENTE HUMANA

IMAGENS
E SENSAÇÕES DA MENTE HUMANA
Dárcio
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Durante um sonho, o quarto de dormir some de percepção e ilusoriamente nos vemos participando daquelas imagens e sensações mentais do sonho. De repente, acordamos, e tudo aquilo desaparece imediatamente! Que é estudar a Verdade? É acordarmos da mesma forma, mas do “sonho de existência humana”. Quem acorda de um sonho noturno e se acha “neste mundo”, continua sonhando do mesmo jeito! É preciso estender o despertar à visão da Realidade iluminada! Todas as imagens e sensações “deste mundo” são inteiramente NADAS! Pura ILUSÃO!

A mente que sonha é a suposta mente humana! Entretanto, também o seu suposto “despertar” é ilusório! Como algo inexistente poderia “despertar” para o que existe? Ocorre que as palavras são insuficientes para descrever processos espirituais. Quando falamos em “despertar espiritual”, para que a Realidade seja discernida, geramos a falsa crença de que “não estamos despertos”. E é quando nos envolvemos com a ILUSÃO, negando a Verdade de que DEUS É TUDO e que não há Deus algum sonhando nem iludido! Dessa forma, vá passo a passo no entendimento do que deve ser feito! DEUS ESTÁ DESPERTO, SENDO VOCÊ, E VENDO UNICAMENTE A SI MESMO COMO ONIPRESENÇA PERMANENTE, PERFEITA E ILUMINADA! Em suas contemplações, mesmo que de início você aparente estar “saindo da ilusão”, não se prenda a tal processo inexistente! Vá discernindo tranquilamente a Verdade absoluta, e a própria Verdade o estará dirigindo para satisfatoriamente fazê-lo ver que DEUS É VOCÊ, DESPERTO, E ILUMINADO, enquanto o suposto sonhador, seu sonho e seu suposto despertar JAMAIS CHEGARAM A EXISTIR!

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CRISTO É TUDO EM VOCÊ

CRISTO
É TUDO EM VOCÊ
DÁRCIO

As revelações da Verdade contidas na Bíblia são todas universais, isto é, válidas universalmente para todos os seres ao mesmo tempo. Não existe, por exemplo, Verdade manifestada em Jesus Cristo, e que não esteja já manifestada  como todos nós. Somente o julgamento pelas aparências poderia endossar diferenciações na manifestação do Deus Uno e Infinito. Portanto, quando estudamos a Verdade, jamais partimos destas aparências, que são todas ilusórias! Partimos radicalmente da Verdade universal, e contemplamos que esta universalidade já está expressa, em sua inteireza, como o ser que somos.

Paulo teve o pleno discernimento de que o Cristo era a vida dele; desse modo, pôde revelar que o mesmo se dá com todos os demais seres. Por isso  declarou: “Cristo é tudo em todos”: para que todos pudéssemos ter o mesmo discernimento. Passe esta revelação para a primeira pessoa: “CRISTO É TUDO EM MIM”. E então, contemple esta Verdade completamente, reconhecendo que não existe, sendo você,  nenhum “eu humano”, mas que realmente a totalidade do seu ser é unicamente o Cristo, a individuação de Deus “dentro” do próprio Deus.

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A NATUREZA MARAVILHOSA DE SUA VIDA

A NATUREZA
MARAVILHOSA
DE SUA VIDA
Doris Defour Henty

Um lar lhe parece ser necessário? A Mente divina, sua Mente, já inclui sem limitação toda a beleza, segurança, amorosidade, calor, conforto, alegria, docilidade e afeição que significam um lar. O reconhecimento disto, e o reconhecimento de que a Vida divina eternamente vive e desfruta destas qualidades, implica que um lar, em toda sua amorosidade, completeza e perfeição irá surgir em sua experiência. O reconhecimento de sua todo-abrangência aparecerá como a presença do bem total, sempre de forma prática.

Permitir uma atitude mental de querer , desejar ou necessitar, seria a própria negação de já possuir. Você já engloba a ideia divina sobre todas as coisas. Você inclui cada ideia. “Eu preciso” jamais é frase pronunciada pelo “Eu” único, e sim pela falsa sugestão de “eu” – o mortal. O mesmerismo de massa sobre as condições do mundo sugeriria que os mortais devessem baixar seu padrão de vida. Esta visão incorreta da vida e da substância, que as considera como material e finita, como esgotável e incerta, e como sujeita a condições externas é, em si mesma, a própria base da carência. Este conceito mortal, portanto, é a unica carência.

Sejamos, pois, mais e mais familiarizados com a natureza maravilhosa de nossa própria vida. O conceito da Vida Divina é, de si mesmo, imutabilidade todo-harmoniosa. É de plenitude, riqueza, beleza, amorosidade, novidade, afluência e paz; e esta é sua vida. Esta perfeição divina é tudo o que lhe diz respeito. E assim sendo reconhecido, você constatará que todo bem é inerente ao seu verdadeiro ser, e que ele sempre aparece da maneira mais prática possível.

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"SE PERMANECERDES NA MINHA PALAVRA"

“SE PERMANECERDES NA MINHA PALAVRA”
Dárcio

Se permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

(João 8: 31.32)

O “nascer de novo” mostra seus frutos, neste ilusório mundo de aparências, quando suas imagens deixam de ser vistas como realidades. Sem iluminação espiritual, “este mundo” é aceito como verdadeiro! A pessoa realmente acredita “ter vindo à existência” e também acredita que “sairá da existência”. Esta crença se deve ao desconhecimento da Existência verdadeira, que é eterna e formada por todos nós. Por isso Jesus disse: “Se permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8: 31.32). Enquanto permanecermos nesta crença em “ser nascido neste mundo”, estaremos permanecendo na mentira, completamente iludidos pela mente humana e suas formações hipnóticas. “Ora, não recebemos o espírito do mundo, mas o espírito que é de Deus, para que soubéssemos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus”(I Cor 2:12).

Permanecer “na palavra” é não se deixar enredar por algo “deste mundo”, mas sim permanecermos conscientes de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser (Atos: 17,28). E isso é feito pela aceitação incondicional da Verdade Absoluta: DEUS É TUDO! Para isso estudamos a Verdade! Para isso contemplamos a Verdade! Para sabermos que não recebemos a mente humana que vê miragens, que temos o espírito que é Deus, e que somos UM COM DEUS.

Não lute com a mente humana e nem se esforce para alterar as imagens mostradas por ela; descarte tudo de uma vez e se veja em Deus, um com Deus, dotado da Mente que é Deus! Faça isso de modo natural e suave, como se estivesse tirando a atenção de uma novela da TV para se “redescobrir”  estando em sua sala! DEUS É TUDO! E todas as Suas obras são permanentes! Descarte as “miragens em mutação”, vistas pela mente humana, e se identifique com a Verdade! Esta identificação total com o verdadeiro é a permanência na palavra divina! E isto o revelará estando LIVRE!

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UM REINO EM PLENA AÇÃO – FINAL

UM REINO
EM PLENA AÇÃO
Frank H. Ewing
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PARTE III – FINAL


Uma vez, andando numa moto numa rua movimentada, parei num farol vermelho ao lado de uma grande tombadeira. Quando o sinal abriu, o motorista deu a partida antes de mim, e inadvertidamente rodou com as rodas traseiras sobre meu pé, que estava apoiado no pavimento. Meu sapato era de couro macio. Ao perceber que algo havia acontecido, e temendo o pior, o chofer saltou da cabina do caminhão e insistiu em chamar uma ambulância. Aí estava, certamente, minha oportunidade de aceitar que alguém tivesse pena de mim e, ao mesmo tempo, de reconhecer existir um problema. Embora sentisse muita dor, imediatamente comecei a insistir mentalmente em que eu era perfeito como a expressão de Deus, e garanti ao motorista que não era necessária a ambulância.

Logo retomei o caminho, insistindo durante todo o tempo com o que eu sabia ser verdadeiro sobre a estrutura, a ação, a substância, e sobre a impossibilidade de qualquer forma de acidente ou ferimento no reino de Deus. Ao chegar ao lugar onde queria, pude tratar do problema com mais estudo profundo e com a ajuda da Bíblia e de Ciência e Saúde. Trabalhei sinceramente para saber que nenhuma qualidade de Deus pode ficar ferida e que não poderia ter havido um incidente causador de ferimento. O reino de Deus, o controle de Deus, a proteção infalível de Deus, estavam intactos e em plena evidência, independentemente do que a matéria ou o pensamento mortal, materialístico, estivesse tentando afirmar. Só há uma fonte real do pensamento do homem, e essa fonte é a Mente divina, a fonte de todo o bem, e do bem somente.

Orei por mais algum tempo, e a dor cedeu. Decidi, porém, não olhar para a evidência material naquela noite, quando fui dormir. Portanto, não tirei a meia. Na manhã seguinte havia só uma pequena mancha no meu pé, não havia inchação e praticamente nada de dor. Logo esses traços também desapareceram. Os efeitos do acidente haviam sido curados, mas a gravidade do ocorrido estava visível na grande marca negra do pneu no meu sapato. Fiquei grato, e continuo grato por essa cura.

O reino de Deus está, sempre esteve e sempre estará intacto – isto é, perfeito. Esta minha experiência foi apenas uma pequena maneira de dar provas desse fato. Nunca pode haver fratura da verdadeira substância, nunca pode haver interrupção da verdadeira ação, nunca pode haver mancha ou falha na substância de Deus, refletido pelo homem que Deus criou. Na medida em que compreendermos a verdadeira natureza do reino de Deus, poderemos demonstrar esse reino dentro em nós.

(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1988)

UM REINO EM PLENA AÇÃO-2

UM REINO
EM PLENA AÇÃO
Frank H. Ewing
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PARTE II

A vida está baseada no Espírito, Deus, de maneira completa, positiva e permanente. Acreditamos, realmente, que o homem espiritual é a realidade da vida? Ou será que pensamos no homem como uma estrutura de ossos, movida por músculos, alimentado pelo sangue, protegido pela pele, controlado por um cérebro e um sistema nervoso material? É isso o que a mente carnal, ou a maneira de pensar baseada na matéria, nos quer fazer crer. A Sra. Eddy o explica dessa forma, em Ciência e Saúde: “Jesus via na Ciência o homem perfeito, que lhe aparecia ali mesmo onde o homem mortal e pecador aparece aos mortais. Nesse homem perfeito o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes. Assim, Jesus ensinou que o reino de Deus está intacto e é universal, e que o homem é puro e santo”.

Quando encaramos no homem a expressão da natureza de Deus completamente controlada por Deus, não dizemos realmente que o controle reside na Mente,  Deus? Por certo o controle não está e jamais pode estar na matéria ou com a matéria. Também sabemos que quando uma cura ocorre, ocorre na consciência. Explica Ciência e Saúde: “Esse reino de Deus “está dentro de vós” – está aqui, ao alcance da consciência do homem, e a ideia espiritual o revela.

Estaremos aceitando o pensamento de que o homem é um ser material, sujeito à doença, à infecção, a acidentes ou à morte? Não será que devemos manter a noção de que o homem é a ideia espiritual de Deus, perfeitamente formada, mantida e protegida pela Mente infinita, e, portanto, nunca sujeita a nenhum dos erros da carne ou do pensamento incluindo ao que é mortal e materialista?

A Sra. Eddy diz na página 259 de Ciência e Saúde: “A compreensão crística acerca do ser científico e da cura divina inclui um Princípio perfeito e uma ideia perfeita – Deus perfeito e homem perfeito – como base do pensamento e da demonstração.” Tal como é compreendido na Ciência Cristã, o homem não é uma mistura de matéria e espírito, nem é ele um ser material com um espírito ou uma alma nele residentes, programado para algum dia deixar para trás a carcaça material. O homem é, agora mesmo, sempre foi, e sempre será, a perfeita imagem espiritual de Deus. Por ser o homem a imagem de Deus, é ele a evidência da própria existência de Deus. Todas as qualidades de Deus, qualidades de estrutura, forma, vigor, inteligência, segurança, suprimento, movimento etc., tem de ser expressas por esse homem, têm de ser expressas de maneira perfeita, e mantidas com perfeição, pois o homem é o reflexo de Deus.

Quando nos vemos tentados pelo pensamento agressivo de uma dor ou mal-estar devido a acidente ou enfermidade, acaso não deveríamos desafiar tal pensamento? Pode um tornozelo, por exemplo, doer ou inchar e ficar escuro devido a um acidente, ou por sermos levados pelo pensamento materialista a crer que os acidentes e seus efeitos são reais?

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CONTEMPLAÇÃO PASSIVA E ATIVA

CONTEMPLAÇÃO
PASSIVA E ATIVA
DÁRCIO

A unidade “Deus-Filho de Deus” deve ser reconhecida constantemente, através da “Prática do Silêncio” e também de lembretes em nosso dia-a-dia. Isto porque em nosso contato com o mundo, ficamos também em contato com a crença coletiva, que encara o homem como separado de Deus. Dessa forma, temos os momentos dedicados exclusivamente às contemplações, e os momentos que encontrarmos durante o dia, para, através de lembretes rápidos, mas conscientes, recordarmos que a Verdade, a UNIDADE “Deus-Filho de Deus”, é fato espiritual que se mantém permanente.

Algo que muito nos facilita, nas “contemplações”, é entendermos a função do Pai e a função do Filho nesta UNIDADE. A Consciência infinita é o Pai atuando em unidade com a Mente do Filho que somos. TUDO É DEUS! TUDO É UM! Dessa forma, se entendermos que o Pai atua integralmente no Filho, contemplaremos a função da nossa Mente como “passiva” enquanto contemplaremos a função da Consciência como “ativa”. Algo como se percebêssemos o Sol ativo em sua totalidade, e, cada raio, passivo,  brilhando com a Luz do Sol. O Sol “faz a obra”; o raio, em unidade com ele, resplandece! O raio não poderia gerar a atividade de estar iluminando de si mesmo, sem seu elo de unidade com o Sol; mas, na unidade, ele brilha! É nesse sentido que falamos em funções “ativa” e “passiva”, que discernidas, auxiliam em nossas contemplações. “Eu e o Pai somos um”, “O Pai em mim faz as obras”: estas falas, de Jesus, explicam este mecanismo.

Perceba tudo ao mesmo tempo e em unidade: VOCÊ É UM COM DEUS; DEUS, EM EMANAÇÃO INDIVIDUAL, É VOCÊ. ESTA AÇÃO DO PAI É ATIVA! É LUZ INFINITA EM ATIVIDADE! E ONDE VOCÊ, COMO EXPRESSÃO INDIVIDUAL, BRILHA, É ONDE O PAI FAZ AS OBRAS EM E COMO VOCÊ!

Desse modo, VOCÊ, “passivamente”, expressa AGORA a TOTALIDADE da atividade do Pai. É por esse motivo que as contemplações são sempre feitas SEM ESFORÇO!
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UM REINO EM PLENA AÇÃO -1

UM REINO
EM PLENA AÇÃO
Frank H. Ewing
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PARTE I


O que quis Jesus dizer, ao declarar: “O reino de Deus está dentro em vós?” Estava ele falando em termos abstratos? Ou teria dito essas palavras a fim de acalmar alguém? Qualquer dessas conjecturas está em desacordo com o que sabemos acerca de Cristo Jesus, o qual se expressava sempre de maneira direta. Por certo, então, quis dizer que o reino de Deus vigora no coração do homem. Vejamos o que significa para todos nós, hoje em dia, essa ideia poderosamente sanadora.

Jesus seguramente não indicou que o reino de Deus está dentro no homem mortal, material. Isso seria panteísmo. Significaria que a criação de Deus é feita de matéria e constitui o mundo material. O panteísmo pretende não só considerar real a desventura, mas também pretende tornar Deus responsável tanto pelo caos como pela ordem, pela discórdia como pela harmonia. Acaso não estaria Jesus mostrando que o reino de Deus reside no homem verdadeiro, o homem descrito no primeiro capítulo do Gênesis, o homem formado à imagem e semelhança de Deus?

O verdadeiro corpo do homem criado por Deus, como o explica a Ciência Cristã, é a expressão perfeita da natureza de Deus, inclusive de cada uma das qualidades de Deus – qualidades que têm de ser espirituais, e não materiais, qualidades provenientes exclusivamente de Deus. Essas qualidades caracterizam para sempre a imagem de Deus. Cada uma delas tem de estar em harmonia com todas as outras, pois a imagem de Deus está total e constantemente sob o Seu Governo.

O reino de Deus inclui o desvelo, a perfeita integridade e o sustento de cada ideia – inclui a continuidade de sua identidade perfeita. Esse reino é controlado pela inteligência infinita, ou Deus. Na página 151 de Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “A Mente divina, que fez o homem, mantém Sua própria imagem e semelhança”.

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VOCÊ NUNCA TEVE MENTE HUMANA

VOCÊ
NUNCA TEVE
MENTE HUMANA
Dárcio

Assim como um ator jamais teve a mente de uma personagem, jamais você teve mente humana!  Assim como um ator jamais foi autor ou responsável pelos feitos de suas personagens, jamais você teve qualquer participação nos supostos feitos humanos. “Vença o mundo!” Você é “nascido de Deus”; e, diz a Bíblia, “todo aquele que é nascido de Deus vence o mundo”. Há pessoas que dizem: “Antes de ter conhecido a Verdade, eu fazia isto ou aquilo outro”, “Antes de ter conhecido a Verdade, eu era dessa ou daquela maneira”, etc. Que há de errado nesse tipo de conversa? Acreditar que em algum momento existiu “mente humana” e, que as coisas registradas por ela chegaram a ter algum tipo de associação com o ser que somos! Conhecer a Verdade significa conhecer a Verdade: nunca houve mente humana, nunca o que ela registra teve ou tem a ver com o ser que somos, nunca o que ela registra deixou ou deixa de ser ILUSÃO, e nunca deixamos de ter mente humana “quando” conhecemos a Verdade! A Verdade é que não existe mente humana! Nunca podemos “deixar de ter” aquilo que não existe!

Contemple, neste agora, a Verdade absoluta: A MENTE QUE É DEUS, é a Mente que ERA, É e sempre SERÁ a MINHA MENTE!  Isso porque somente existe este AGORA! A partir disso, desmantele a crença de que VOCÊ, algum dia, esteve deixando de ser DEUS, e de ser DEUS SOMENTE!

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A VERDADE

A VERDADE
Eckhart Tolle
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A Verdade nos leva muito além do que a mente é capaz de compreender.

Nenhum pensamento pode conter toda a Verdade. No máximo, pode apontar para
a Verdade, dizendo, por exemplo:
“Todas as coisas são intrinsecamente uma só”.
Essa é uma indicação, não uma explicação.
Compreender estas
palavras é sentir profundamente
dentro de si mesmo
a Verdade para a qual
elas apontam.
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AMPLIE SUA PERCEPÇÃO

AMPLIE
SUA PERCEPÇÃO
Dárcio

Você pode estar atento às imagens e sons de seu ambiente mais próximo, como também pode expandir sua atenção muito mais, percebendo sons que estão mais distantes, juntamente com o entendimento das imagens correspondentes a eles, mesmo que tais imagens não estejam sendo vistas, como, por exemplo, o som de uma passeata nas ruas, de um veículo em movimento, de um cão latindo, etc. Quando mais você for ampliando sua percepção, mais você se sentirá um com o percebido!

Durante a “Prática do Silêncio”, amplie sua percepção espiritual ao máximo! Entretanto, lidando com a Realidade espiritual e não com o “mundo das aparências”. Perceba que há um Universo infinito em operação! Leve sua atenção a este fato! Perceba a infinidade de galáxias, planetas e estrelas, a distância entre elas, perceba que todas são atividades da Mente única! A SUA! Dessa forma, expanda sua percepção neste reconhecimento suave e contemplativo! Você é um cidadão do Infinito! Uma Expressão de Deus! Uma Identidade dotada da percepção infinita! Plenamente consciente de Si mesma, tanto universal quanto especificamente em forma de indivíduo! Amplie sua percepção ao máximo! “Ampliar” quer dizer “discernir mais”, ou seja, descartar as finitas e ridículas limitações da suposta “percepção humana”. Quanto mais você ampliar sua “percepção do Infinito”, mais se discernirá UM COM DEUS. Por quê? Por que sua “Consciência, em Percepção Absoluta”, é DEUS em Autopercepção.

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"VIR A MIM", "O PAI EM MIM"

“VIR A MIM”,
“O PAI EM MIM”
Dárcio

Há, em todos nós, a Consciência universal infinita, que Se expressa eternamente e de forma perfeitíssima. Interiorize-se ao máximo; desvincule-se de todas as aparências “deste mundo” e pense, de início: “Deus está mais próximo do que minha respiração”; logo após,  intuitivamente se descubra em “MIM”, sendo seu Eu Absoluto. Este é o sentido de “VIR A MIM”, tão repetido nas variadas Escrituras.

Feito isso, contemple a Verdade da UNIDADE: “O PAI, EM MIM, FAZ AS OBRAS”. Contemple a Substância divina infinita jorrando “EM MIM”, ou seja, em VOCÊ, como se uma cachoeira infinita jorrasse sobre uma gota de água imersa nela, una com ela. Contemple esta Unidade ATIVA durante alguns minutos, sem esforço algum! Tudo é UM, tudo é DEUS, tudo é Oniação.

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LIVRE DO MEDO QUANDO SE DÁ TRATAMENTO…-3

LIVRE DO MEDO
QUANDO SE DÁ TRATAMENTO A OUTREM
Lyle R. Young
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PARTE III – FINAL

E se você compreende isso tudo, mas mesmo assim continua a sentir temores insistentes, quando se trata de ajudar outros? Será que isso pode bloquear a cura?

Em muitos pontos da Bíblia, Deus é revelado como sendo o único poder. Uma vez que Deus é onipotente, a pretensão do medo, de ser capaz, quer de criar a doença, quer de bloquear a cura, tem de ser oca. O único poder do medo é o poder que a crença humana lhe atribui. À medida que recusarmos admitir a existência de algum poder além do Amor infinito, poder esse chamado medo, veremos que não importa se esse suposto poder pretende discutir com o paciente ou com o praticista. O medo não pode ser nem causa nem efeito, e é nosso direito divino provar, através da cura, que o medo não tem poder.

Houve um praticista que recebeu uma chamada telefônica, no meio da noite, de uma senhora pedindo ajuda em nome da sua filha adolescente, que estava sentindo uma intensa doer de estômago. O praticista aceitou o caso e começou imediatamente, através da oração silenciosa, a acalmar o seu próprio medo, o da mãe e o da filha. Pouco tempo depois a mãe voltou a ligar, informando que, como a filha continuava a sofrer e o pai, não sendo Cientista Cristão, insistia que a filha devia ir ao hospital, ela achava que era melhor ir. O praticista continuou a orar, enquanto a moça era conduzida ao hospital, até sentir uma sensação de paz e ficar completamente livre do medo. Em seguida foi-se deitar, sentindo plena confiança de que tudo estava bem, apesar de não ter recebido mais nenhuma notícia da mãe.

No dia seguinte, a mãe ligou para agradecer ao praticista o seu trabalho. Ela informou-o de que, a caminho do hospital, a sua filha tinha sido curada. A dor tinha desaparecido completamente e os médicos confirmaram, após a realização de alguns exames, que a filha se encontrava perfeitamente bem.

Um dos temores com o qual me tenho confrontado na minha prática de cura é o de que alguém, experimentando o tratamento da Ciência Cristã pela primeira vez, possa não ser curado imediatamente e, como conseqüência, não venha a explorar mais a fundo a Ciência Cristã. Para lidar com esse medo, descobri que me era útil estabelecer as minhas orações com base num ensinamento primário da Ciência Cristã: há uma só Mente, Deus, e esta é a única Mente, a única Consciência real, tanto do praticista como paciente. Portanto, em realidade, ninguém é recém-chegado para Deus e Seu poder, para a interpretação natural de Deus acerca de Si próprio na Ciência Cristã, ou para a perfeição desse alguém como reflexo, imagem e semelhança de Deus.

Quando se dá tratamento a outrem pela Ciência Cristã, nunca se tem a necessidade de tolerar, mesmo em pequeno grau, a sensação de medo. Todo o entendimento, todo o amor, todo o poder de Deus está do lado do praticista e do paciente; porque não há lado para o medo ou para a doença. Nossa grande necessidade consiste em aceitar essa gloriosa verdade e seguir confiantemente Cristo Jesus. Ele prometeu que os seus discípulos poderiam curar. Há alguma razão para dúvidas?

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Abril 1995)

LIVRE DO MEDO QUANDO SE DÁ TRATAMENTO…-2

LIVRE DO MEDO
QUANDO SE DÁ TRATAMENTO A OUTREM
Lyle R. Young
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PARTE II

Às vezes, quando oramos em prol de outrem, nos pomos a imaginar que nalgum outro período da experiência vivida por nós ou por outros, a aplicação da Ciência Cristã poderia ter sido mais eficaz. O que fazer, se algum desses exemplos vem ao nosso pensamento? A única forma de nos libertarmos do medo relacionado com esses acontecimentos consiste em corrigirmos o nosso pensamento acerca deles através da oração. Ao volvermo-nos para o Amor divino em busca de uma visão mais ampla da sua terna presença e cuidado, conseguimos ver que todos os envolvidos nesses acontecimentos jamais foram mortais esforçando-se por demonstrar a Verdade. Pelo contrário: todos os envolvidos são, na realidade, filhos perfeitos de Deus, refletindo a Mente divina e única, possuindo bem-estar e autoridade, conscientes disso.

Todos nós estamos a aprender a seguir, com crescente fidelidade, o exemplo de Cristo Jesus, o que inclui demonstrar mais eficazmente o poder curativo da Verdade, que ele ensinou e viveu. Como em qualquer disciplina, o estudante sensato não se condena por não ser tão bem sucedido quanto com certeza o será, quando tiver experiência, mas trabalha dedicadamente para aprender com a sua própria experiência e avançar. O mesmo acontece ao aprender a praticar a cura cristã.

Algumas vezes o medo ao fracasso parece justificável. Vejamos Simão Pedro, justamente antes de ser chamado para ser um dos discípulos. Jesus disse-lhe para ele fazer-se ao largo com o seu barco e lançar as redes. Simão Pedro replicou: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos.” No entanto, ele obedeceu. Como resultado, a pescaria foi de tal forma abundante, que as redes começaram a rasgar-se e os seus colegas de outro barco tiveram de ajudar.

Uma das lições que talvez possamos tirar deste acontecimento é o de que devemos ativamente esperar que a cura completa e imediata ocorra, mesmo que para isso tenhamos de orar repetidamente. Com efeito, tal expectativa é parte integrante do tratamento pela Ciência Cristã.

No tratamento de outros, pode acontecer não duvidarmos nem de Deus nem da eficácia da Ciência Cristã, mas sim de nós mesmos e de nossa capacidade. Mas será que esta dúvida em relação a nós tem validade?

Em certo sentido, duvidarmos de nós mesmos é idolatria. Trata-se de conceber um deus ou uma mente separada da Mente divina, cuja expressão é o homem, e atribuir a esse fato sentido de mente e de capacidade de duvidar. Mas uma mente autônoma e com a capacidade de duvidar de si própria nunca foi criada por Deus. Portanto, tal mente é apenas uma crença sem poder, uma suposição impotente de que possa haver alguma inteligência além da divina. O nosso trabalho de cura é tanto mais livre da dúvida em nós próprios quanto mais persistentes formos na convicção de que não temos mentes pessoais, quer duvidosas, quer autoconfiantes, mas em realidade nós somos a expressão espiritual da Mente única, Deus.

Continua..>