OBSERVE-SE

OBSERVE-SE
Dárcio

Pare com tudo que esteja fazendo, somente por alguns momentos.
Observe-se! Perceba que há VIDA em VOCÊ! Perceba que há AQUI a  SUA PRESENÇA, a SUA CONSCIÊNCIA. Não pense! Apenas perceba! Se achar difícil não pensar, pense: “Eu não estou pensando; estou me observando! Estou somente sendo testemunha de que EU SOU!”

Observe-se! Dê atenção plena a VOCÊ MESMO!

DEUS É TUDO!

Observe DEUS sendo VOCÊ!

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EXTRATO DE UM SERMÃO PROFERIDO EM BOSTON

EXTRATO DE UM
SERMÃO PROFERIDO EM BOSTON

MARY BAKER EDDY
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Texto:
O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.
Mateus 13:13
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Atualmente pouca gente sabe alguma coisa sobre a Ciência da cura mental; e há tanta gente que, em nome da Ciência, impõe sua ignorância ou seu falso conhecimento à opinião pública, que é obrigação de todos aqueles que estão revestidos das armas da luz conservar brilhante sua invencível armadura: ser modestos em relação a suas demonstrações e manter reivindicações e seu viver firmemente alicerçados na Verdade.

Ao disseminar a Palavra com amor, mas separando joio do trigo, declaremos o positivo e o negativo da ciência metafísica; aquilo que ela é e aquilo que ela não é. Protestantes num sentido mais elevado do que nunca, intrépidos e esquecidos de nossos próprios interesses, enfrentemos e derrotemos as pretensões dos sentidos e do pecado, a despeito das censuras ou dos clãs que derramam sobre nós o seu fogo; e o amor, alado de branco, pairando sobre todos, cobrirá com suas plumas o pecador mais empedernido.

A Mente divina e infalível mede o homem, até que as três medidas fiquem levedadas e ele chegue à plenitude da estatura; pois “reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-poderoso”.

A Ciência é divina: não é de origem humana nem procede de diretrizes humanas. As chamadas “ciências naturais”, cujas evidências são percebidas pelos cindo sentidos pessoais, apresentam apenas um senso finito e tênue da infinita lei de Deus; lei essa que está inscrita no coração,é recebida por meio das afeições, é compreendida espiritualmente e demonstrada em nossa vida.

Essa lei de Deus é a Ciência da cura mental, espiritualmente discernida, compreendida e obedecida.

A Ciência mental e os cinco sentidos pessoais estão em conflito; e a paz só pode ser declarada do lado do direito imutável, – a saúde, a santidade e a imortalidade do homem. Para obter esse resultado científico, é preciso compreender e acatar a regra primordial e fundamental da Ciência; ou seja, a declaração frequentemente repetida nas Escrituras, de que Deus é o bem; portanto, o bem é onipotente e onipresente.

A filosofia antiga e a moderna, a razão humana ou os teoremas dos homens enunciam erradamente a Ciência mental, seu princípio e sua prática. Nesse ponto, a mais esclarecida compreensão nada vê senão uma lei da matéria.

Quem alguma vez aprendeu nas escolas que só existe uma Mente única, e que esta é Deus, que cura todas as nossas doenças e pecados?

Quem alguma vez aprendeu nas escolas, na filosofia pagã ou na teologia escolástica, que a ciência é a lei da Mente e não da matéria, e que essa lei não tem nenhuma relação com a matéria nem a reconhece?

A Mente é sua própria grande causa e efeito. A Mente é Deus onipotente e onipresente. Que dizer, então, de uma teoria oposta, assim chamada ciência, a afirmar que o homem é tanto matéria como mente, e que a Mente está na matéria: Pode o infinito estar dentro do finito? E não deve o homem haver preexistido, no Tudo e Único? Acaso existe uma mente má sem ter espaço para ocupar, sem ter poder para agir nem vaidade para se apresentar como sendo o homem?

Se Deus é Mente e preenche todo o espaço, se está em toda parte, a matéria não está em lugar nenhum e o pecado é obsoleto. Se a Mente, Deus, é todo-poder e todo-presença, o homem não se depara com outro poder ou presença que, – obstruindo sua inteligência – lhe causa dor, o acorrenta e o engana. A perfeição do homem está intacta; de onde vem, então, algo além dELE, que não é a contraparte, mas sim a contrafação do criador do homem? Por certo não vem de Deus, pois Ele fez o homem à Sua própria imagem. De onde vem, então, o átomo ou molécula chamada matéria? Porventura foi formada pela atração e coesão? Mas essas forças são leis da matéria, ou leis da Mente?

Para que a matéria seja matéria, deve ter sido criada por si mesma. A Mente não tem poder para produzir ou para criar a matéria, assim como o bem não tem poder para produzir o mal. A matéria é um enunciado errôneo sobre a Mente; é uma mentira, pretendendo falar contra a Verdade e negá-la; é idolatria, tendo outros deuses; é o mal, pretendendo ter presença e poder sobre a onipotência!

Continua..>

JUSTIÇA

JUSTIÇA
Mirtle Fillmore

Deus é infinita justiça.
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Fale isso. Pense nisso. Estude isso, palavra por palavra. Ore pelo entendimento de seu sentido real.

Em seguida, identifique-se com Deus. Proclame sua inseparável união com Deus. Declare que, consequentemente, V. é também infinita justiça; a justiça de Deus é a sua própria ação em todos os sentidos.

Ao estudar essa declaração, V. há de capacitar-se de que, em verdade, uma das qualidades de Deus como divina lei é infinita justiça,sempre atuante por todo o universo.

Então V. chegará a compreender que, por ser filho de Deus, com liberdade de decisão e comando do poder, das faculdades e das qualidades do Ser, poderá determinar precisamente o que há de advir à sua vida. Poderá determinar o que a infinita justiça lhe proporcionará. Poderá determinar o que suas atitudes e atos para com os outros lhe trarão como resultado das impressões que tiverem sobre o que V. manifestar.

Porquanto Deus é infinita justiça, poderá V. sempre alternar as causas que puser em operação e assim alterar os resultados. É-lhe ela apropriada segundo V. mesmo a determine por suas atitudes e atos.

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"UM GRANDE BANQUETE…"

“UM
GRANDE BANQUETE”
“UM HOMEM PREPAROU UM GRANDE
BANQUETE E CONVIDOU MUITA GENTE…”

Huberto Rhoden

De todos os setores da vida humana tira o Mestre os seus símbolos materiais para ilustrar o grande simbolizado espiritual – o mistério do reino de Deus – da lavoura, da horticultura, da pomicultura, do ambiente doméstico, culinário; e desta vez entra na Zona da vida social do seu país. O reino dos céus é semelhante a um homem rico que preparou um grande banquete para celebrar as núpcias de seu filho. E, na hora do banquete, mandou os seus servos a fim de chamarem os convidados para o festim. Estes, porém, começaram a alegar pretextos vários para não comparecer.Um dos convidados disse: “Comprei uma quinta, e preciso ir vê-la; rogo-te me tenhas por escusado”.

Outro respondeu: “Comprei cinco juntas de bois, e preciso experimentá-los; rogo-te me tenhas por escusado”.

Um terceiro replicou: “Casei-me, e por isto não posso ir”. Este nem sequer pediu desculpas.

Os mensageiros relataram tudo isto a seu senhor. Ao que este lhes ordenou: “Ide pelos povoados e aldeias e convidai a todos os que encontrardes, cegos, coxos, aleijados, para que se encha a minha casa. E assim se fez.

Mas nenhum daqueles que haviam sido convidados em primeiro lugar provou o banquete.

Aí está um retrato fiel da humanidade de todos os tempos!

Todos são convidados para a grande solenidade, mas nem todos atendem ao convite.

O banquete é o reino de Deus – o reino de Deus, porém, está dentro do homem. É o “tesouro oculto”, é a “pérola preciosa”.

Muitos homens acham que têm coisa mais importante a fazer do que encontrar a “parte boa” que Maria encontrara; andam por demais atarefados com a parte de Marta. Conhecem muitos objetos, mas ignoram o seu próprio sujeito. Realizam tudo – menos a si mesmos…

Longo e árduo é o caminho para esse misterioso. Além de dentro…Sem conta são os percalços que o homem-ego criou no caminho para o homem-Eu…

Todos os homens são convidados pelo Cristo interno – e, não raro, pelos arautos do Cristo externo – para tomarem parte na festa nupcial de sua alma, no consórcio místico entre sua alma e o divino Esposo. Todos, seja qual for a sua profissão ou condição social – lavradores, criadores de gado, homens e mulheres, solteiros e casados, sábios e ignorantes –porquanto “a luz ilumina a todo homem que vem a este mundo”.

Muitos homens, porém, não querem escutar a voz silenciosa da sua própria alma. Não conhecem o tesouro oculto e a pérola preciosa de seu próprio Eu espiritual; só conhecem a ganga de seu ego físico-mental. A luz do Logos, é verdade, ilumina a todos, mas somente aos que recebem em si esta luz divina, é-lhes dado o poder de se tornarem filhos de Deus. Não basta que a luz divina esteja presente ao homem, é necessário que também o homem se torne presente a essa luz.

É tão difícil, no princípio, o homem atender a essa voz silenciosa de dentro, porque os ruídos de fora abafam tudo com as suas brutalidades profanas. O homem obsessionado pela violenta sedução dos objetos materiais – dinheiro, possessões, prazeres, vanglórias, ambições – dificilmente encontra tempo para atender ao discreto murmúrio de sua alma. As quantidades de fora são tão conhecidas, e a qualidade de dentro é tão desconhecida.

E é fácil encontrar escusas para não comparecer ao banquete espiritual. Nunca temos tempo para aquilo de que não gostamos – mas para aquilo de que gostamos nunca falta tempo; e, se faltasse, íamos fabricá-lo. O tempo, a bem dizer, não é algo que exista objetivamente; somos nós mesmos que o fazemos, segundo as nossas predileções. O lúcifer da nossa inteligência é duma incrível sagacidade; justifica habilmente todas as suas complacências; prova com facilidade que o preto é branco, que o círculo é quadrado, que o não é idêntico ao sim. Para tudo quanto a vontade quer, encontra a inteligência um sistema científico ou filosófico que justifique as predileções da vontade

O homem profano se impressiona muito mais com o que tem do que com o que é, os seus teres – campos, animais, mulheres – lhe são visíveis; o seu ser lhe é invisível.


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“EU SOU O SENHOR, E NÃO HÁ MAIS NADA"

“EU SOU O SENHOR,
E NÃO HÁ MAIS NADA”
Marie S. Watts

Não importa quão terrível ou convincente a evidência aparente ser: volte-se instantaneamente à Verdade: DEUS É TUDO. Uma vez firmemente estabelecido nesta Consciência, perceba que TUDO significa tanto eterno quanto infinito. Contemple a Natureza de Deus como sem começo, sem mudança e sem fim. Permaneça no fato de que o Deus Infinito compreende TUDO, e é a única Mente, Consciência, Substância e Atividade do Universo. Continue na convicção de que o infinito Deus compreende a Consciência, a Substância, a Vida eterna, sem começo, sem mudança e sem fim de cada indivíduo específico. Irá presenciar enorme calma. E saberá que o aparente temporal foi anulado, e que se fez manifestada a infinita Onipotência da Onipresença como Sua gloriosa Verdade: “Eu sou o Senhor, e não há mais nada”.

VEJA A ÁRVORE NA SEMENTE

VEJA A
ÁRVORE NA SEMENTE
Dárcio

O lavrador prepara a terra, lança nela as sementes dos frutos desejados, aduba, irriga, cuida do que lhe cabe fazer, e  entrega o restante à lei natural de manifestação. ELE “ENXERGA” A ÁRVORE NA SEMENTE! Por isso a planta!

VEJA-SE PRONTO NA SEMENTE DIVINA! Não se identifique com as aparências que são visíveis; elas não são VOCÊ! VOCÊ ESTÁ PRONTO! Medite e assim se veja! Veja-se da forma com que o lavrador vê a árvore completa NA SEMENTE! Descarte todas as imagens em mutação e centralize sua atenção em VOCÊ! Neste VOCÊ PRONTO! Que não nasce, não muda, não morre! Deixe que as “manifestações visíveis” tomem rumos pela lei natural!

CONTEMPLE ESTE VOCÊ PERMANENTE! ESTE, SIM,
É DEUS SENDO VOCÊ!

RECONHECIMENTO E ENTREGA

RECONHECIMENTO
E ENTREGA
Dárcio

Durante a “Prática do Silêncio”, podemos empregar o reconhecimento de um princípio espiritual e ao mesmo tempo fazermos uma entrega profunda que se torna uma abertura máxima à revelação desse princípio. Tudo se passa simultaneamente, ou seja, a mente reconhece, solta-se nesse reconhecimento e nesta “entrega” à nossa Consciência, que é Deus, o princípio é endossado. Se você, por exemplo, for contemplar a “inexistência da matéria”, seria feito este reconhecimento: “Não existe matéria”, enquanto, ao mesmo tempo, a mente se soltasse na “entrega ao Espírito onipresente”. É dessa forma que usamos a mente sem pararmos em puro “mentalismo”. A associação do mental com o místico gera facilidade nas meditações, além de reduzir o tempo das mesmas em termos de eficácia diante do que estivermos contemplando da Verdade absoluta.

DEUS É TUDO! Não existe mente humana! Como esta crença hipnótica é puro “nada”, se praticarmos as contemplações sempre tendo em vista esta Verdade absoluta, partindo dela própria, veremos os frutos desta “permanência em MIM”, ou seja, nesta percepção de que “EU SOU DEUS” é a Verdade eterna e permanente sobre o “Eu” que somos. E esta associação do reconhecimento mental com a espontânea ação da Consciência se torna bem útil em termos de percepção.

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A QUIETUDE DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO -3 (final)

A QUIETUDE DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO
HELEN B. CHILDS

3 – Final


A onipresença da Mente divina não necessita de fios ou de eletricidade para comunicar-se. Todo coração receptivo ouve sua mensagem. O bem está fluindo constantemente, a partir de sua fonte divina, porque o bem está sempre presente e é imediato.

A comunicação espontânea pelo rádio e pela televisão dá um vislumbre da presença imediata da Mente divina. Nossa oração silente auxilia a assegurar que os meios de comunicação sejam usados para o bem e que os pensamentos materialistas não manipulem o pensamento desavisado. A qualidade dos meios de comunicação deve ser uma preocupação de todas as pessoas de bom senso, principalmente do metafísico que dá valor ao poder da quietude espiritual. Quão importante é reprimir a desinformação, sob a forma de informações enganosas, falsa educação ou mero sensacionalismo. Todas as pessoas, em qualquer parte do mundo, têm o direito de saber a verdade sobre Deus e o homem e de se libertar da ignorância.

Cada um de nós pode exercer papel importante nos acontecimentos palpitantes que estão ocorrendo no mundo. Nossas orações e nossas obras sempre coincidem em atividade produtiva. Podemos ajudar a abrir a porta do pensamento do Cristo sanador.

Nossa oração de afirmação desafia a resistência, seja sob a forma de indiferença ingênua ou ódio declarado à Verdade. A compreensão da unidade e da totalidade da Mente divina protege nosso direito divino de usar nosso próprio raciocínio.

O homem real, o filho de Deus, possui inteligência e habilidade inatas para usar sua compreensão, sua receptividade ao bem, divinamente outorgada. Nenhuma forma de sugestão sutil pode privá-lo dessa capacidade.

Os metafísicos que compreendem as verdades sobre a Ciência Cristã são de  vital importância. Eles conhecem o poder da espiritualidade. Sabem que a semente da Verdade, inerente a cada coração, tem potencial para propagar-se. Cada um de nós possui o inestimável privilégio de gozar de liberdade e de ter o senso de oportunidade.

Não se trata, portanto, de admitir que aqueles que têm alguma coisa dão ou partilham a imensa bondade de Deus com os que não têm. Trata-se, isso sim, da tranqüila compreensão de que o sagrado plano da bondade divina infinita está sendo revelado para que todos o percebam e reconheçam.

A essência da questão é que o cicio tranqüilo e suave da Verdade está cobrindo toda a terra. Apercebemo-nos dessa evidência pela oração. Com regozijo oramos pela serenidade que ouve a Mente divina. Deixamos que a oração faça esse trabalho sagrado. O que pode ser mais glorioso do que a alegria de estender a mão a nosso próximo por meio da quietude das oração silenciosa?

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CONTEMPLE-SE PERFEITO!

CONTEMPLE-SE
PERFEITO!
Dárcio
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A glorificação a Deus em nosso corpo e em nosso espírito, que a Biblia nos ensina a fazer, é a suave e serena contemplação de nossa perfeição absoluta neste exato instante. Pode a mente humana engendrar o quadro que for, e tentar nos associar a ele;  a Verdade é o que prevalece, impera ou domina: nossa perfeição é incólume! Esta perfeição é Deus sendo o nosso ser, e jamais participa das supostas avaliações materiais e mutáveis julgadas pela mente humana.

Todas as aparências mutáveis são sombras que parecem encobrir a LUZ permanente que somos! A Luz é concreta, as imagens do sonho são o vazio. Contemple a Verdade no lugar do sonho; contemple a Luz no lugar da sombra; contemple sua imutabilidade perfeita em lugar das mudanças aparentes! Contemple-se perfeito! Dê testemunho vívido de sua perfeição! O Verbo divino, em atividade plena, garante a sua permanência neste estado de perfeição imutável! Concentre-se nos fatos espirituais revelados, sem se deixar envolver pelas mentiras aceitas pelas crenças coletivas. DEUS É TUDO!

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A REAL PROSPERIDADE

REAL
PROSPERIDADE
UNIDADE
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SOU UM FILHO DE DEUS.
ELE ME PROVÊ CONSTANTEMENTE O SEU BEM, QUE SE MATERIALIZA EM TUDO O DE QUE LEGITIMAMENTE NECESSITO!


Em que consiste a real prosperidade? A maioria a define como o conjunto dos recursos materiais para um viver despreocupado, abundante e feliz. Mas as coisas materiais não existiriam sem a substância imaterial que as gerou. Assim, a posse permanente da prosperidade é para quem conscientiza a Fonte divina, de onde emana a substância eterna.

É claro que podemos, com recursos humanos de esforço e esperteza, obter coisas materiais. A diferença é que, se a pessoa não tiver consciência da Fonte e tudo atribuir à sua personalidade, estará sujeita a perdas e responde pelo modo como conquistou estas coisas, caindo nos pares de opostos de bem e de mal, de causa e efeito.

Hoje tomo consciência de que “tudo o que se vê provém do que não se vê”. Assumo o meu papel de filho de Deus, de fazer jus à prosperidade, de ser grato por tudo o que recebo e bem usá-lo, como administrador fiel do único Deus. Aprecio o ar que respiro, o Sol que me acalenta, os alimentos que me nutrem, as experiências que me edificam, a saúde, as alegrias, os afetos, tudo!

“O Senhor ama a prosperidade do Seu servo.”
Salmos 35:27

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A QUIETUDE DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO – 2

A QUIETUDE
DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO
HELEN B. CHILDS
2

Esse Amor divino cinge e abrange a todos. Com a oração feita em silêncio, o pensamento se abre e se apercebe de que a voz da Verdade cobre todo o globo e abençoa toda a humanidade. Em sua própria quietude e disposição de ouvir silenciosamente, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, ouviu o clamor de ajuda vindo da África e dos mais remotos pontos da terra e atendeu a essa necessidade com suas próprias orações e com sua ativa espiritualidade. A Sra. Eddy sabia que a Verdade sobre Deus alcança o coração receptivo com a cura, onde quer que se encontre. Ela escreveu em Retrospecção e Introspecção: “Deus está em toda parte. Por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras até aos confins do mundo; e esta voz é a Verdade que destrói o erro, é o Amor que lança fora o medo.” Esse fato demonstrável está à nossa disposição para ser comprovado com alegria.Não deveríamos nos surpreender coma descoberta de que a oração silenciosa é eficaz. Aprendemos, na Ciência Cristã, a raciocinar a partir da realidade espiritual da totalidade de Deus. Aprendemos a aceitar a perfeição de Deus como a única causa e encontramos, assim, a consequente perfeição do reflexo de Deus, o homem e o universo.

A oração inaudível talvez seja a coisa mais preciosa que fazemos. Essa comunhão com Deus, a única Mente, não é pensamento sonhador, nem construção de castelos no ar. É, no entanto, a compreensão consciente do fato científico sobre Deus e Sua criação espiritual.

É encorajador saber que a oração é substantiva e eficaz. Auxilia a minorar a carência e o infortúnio humanos. A luz do Cristo projetada na consciência dissipa as trevas do desalento e do desespero.  A apurada sintonia da serena comunhão com Deus traz à luz a grandiosa harmonia do Amor.

A oração e o amor que dedicamos a nosso próximo são, portanto, ativos e específicos: nossa oração expressa-se em atos, tal como nossos atos devem ser, inevitavelmente, o resultado da oração. A Sra. Eddy escreve em “Miscellaneous Writings”: “O Amor não pode ser mera abstração, nem é bondade em atividade e poder. Como qualidade humana, o glorioso significado do afeto inclui mais do que palavras: é o terno e abnegado gesto feito secretamente; é a oração silenciosa e incessante; é o coração abnegado, que transborda; é um vulto velado que desliza em segredo numa missão humanitária e sai sem se deixar ver; são os pequeninos pés saltitantes na calçada; é a terna mão que abre a porta diante da carência e do desespero, da doença e do pesar, iluminando assim os lugares tenebrosos da terra.”

Sim, a oração do Amor envolve atividade. O Amor alcança e inclui a todos. E essa é a atividade do Cristo, que dá provas de que a Mente divina está aqui e em todo lugar.

*continua..>

PALAVRAS DE BUDA


O Eu é o mestre do eu .
Que outro mestre poderia existir ?
Tudo existe , é um dos extremos.
Nada existe, é o outro extremo.
Devemos sempre
nos manter afastados desses dois extremos,
e seguir o Caminho do Meio.”
Buda

A QUIETUDE DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO- 1

A QUIETUDE
DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO
HELEN B. CHILDS
1
Quando eu tinha oito anos, uma amorosa vizinha ficou sabendo que nada mais poderia ser feito para aliviar a intensa dor que eu sentia, provocada por mastoidite. Ela, no entanto, fez alguma coisa. Estendeu-nos a mão. Bateu à nossa porta e perguntou à minha mãe se podia orar por mim, de acordo com os ensinamentos da Ciência Cristã. Durante a noite a inflamação dos ouvidos drenou e eu fiquei completamente curada. O Cristo havia entrado em nossa casa.

O Cristo, a Verdade, está tão ativo na consciência hoje, como estava quando João registrou a mensagem do Cristo no livro do Apocalipse: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo”.

Com frequência lembro-me dessa carinhosa vizinha que apresentou a Ciência Cristã  a uma família que, há quatro gerações, vem recebendo suas bênçãos abundantes. Admiro sua confiança no poder sanador de Deus. Mais do que tudo, porém, tenho gratidão pela oração expectante que, sem dúvida, antecedeu sua visita corajosa e abriu caminho para o coração receptivo que aguardava portas adentro.

Quantas vezes nós também somos confrontados com o anseio clamoroso de nosso próximo, quer seja um vizinho que more em nossa rua, ou alguém que viva do outro lado do globo! Nosso coração, em silêncio, chega até lá. Queremos ajudar. No entanto, somente se vestirmos o manto do Cristo, ou seja, se vivermos as qualidades crísticas de compaixão, pureza e dedicação à espiritualidade, é que poderemos ter certeza da receptividade que abrirá a porta ao Cristo sanador.

Sem dúvida, é verdadeira a afirmação: “Precisas ser veraz, se a verdade queres ensinar./ Teu coração tem de extravasar, se o de outrem queres tocar.”

Como, então, podemos ser de substancial auxílio ao coração faminto que clama por ajuda? Os problemas da atualidade são de tal monta que o mero esforço humano parece desconcertantemente inadequado. Incorremos no risco de nos desgastar, sem ao menos tocar a superfície do problema.

Podemos, no entanto, nos sentir encorajados sabendo que há, na Ciência do Cristo, uma solução prática e eficaz para cada caso. Podemos estar certos de que a resposta para todos os males da humanidade é revelada pela Mente divina.

Por meio de nossa silenciosa comunhão com Deus, a única Mente, na doce quietude da oração que se dispõe a ouvir, o pensamento torna-se receptivo à Mente divina, ou seja, ao que é divinamente verdadeiro. Discernimos, então, a ideia espiritual de Deus, o Cristo, que demonstra a presença e o poder do bem para curar e abençoar.

Cultivemos, portanto, a confiança na quietude eloquente da oração. Precisamos estar atentos, porém, quanto à resistência à Verdade que tenta desviar nosso rumo com um anseio de fazer alguma coisa antes mesmo de estabelecer a oração, como base de nossos atos. A Ciência Cristã prova que a mera atividade humana, por si só, não realiza necessariamente muita coisa. A autodisciplina da oração põe em prática a superioridade da metafísica e prova que o ser é domínio e autoridade expressados. Regozijemo-nos por saber que nosso inato desejo de ajudar reflete o Amor divino, que é Deus.

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ESPIRITUAIS RELACIONADOS COM OS NEGÓCIOS

PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS
RELACIONADOS COM OS NEGÓCIOS
JOEL S. GOLDSMITH

A apreensão ou tensão causada pelas atividades comerciais pode ser tratada mediante os princípios da cura espiritual, qualquer que seja a situação causadora. Tais princípios podem reduzir-se ao reconhecimento de que Deus aparece como ser individual – reconhecimento este que despersonifica e anula qualquer condição desarmoniosa, limitada ou limitante, e implica na compreensão espiritual de que existe um só poder – o que faz com que nossas atividades passem do ritmo da vida humana para o ritmo da vida de Deus.

Por exemplo, um comerciante que se dirige ao seu negócio, usualmente tem que fazer face a muitos problemas diferentes durante o dia: sempre há decisões a tomar e compromissos a cumprir, sempre há que tratar com os colegas e o público, que constantemente lhe fazem pedidos.

Talvez um de seus primeiros deveres seja o de cuidar da correspondência, o que lhe poderá tomar muito tempo ou ser um incômodo. Se, entretanto, antes de sair de casa, ou depois de chegar ao escritório, tomar uns poucos minutos para comungar com o seu ser interior e encontrar seu centro de paz, então, ao abrir a correspondência, será como se houvesse Algo dentro de si lendo-a e dando-lhe respostas a qualquer consulta, ou a solução para qualquer problema.

Quando compreendemos que Deus é também a atividade do negócio, todo o senso de apreensão é aliviado, porque então estaremos permitindo a esse Algo invisível operar e realizar tudo quanto for necessário. Jesus o chamava de “o Pai interior”, que realizava as obras. E se Deus, o Pai interior, é quem faz o trabalho, como poderemos ficar apreensivos com o nosso negócio? Se nos sentimos sobrecarregados e apreensivos, admitamos ou não, isto somente indica que estamos tentando assumir o que é da responsabilidade de Deus. “O governo está sobre os Seus ombros”; mas, se não o reconhecermos e não confiarmos nisso, então estaremos assumindo uma responsabilidade que não nos cabe.

Se assumíssemos em nosso negócio a atitude interna de um expectador , observando o desdobramento da atividade do Infinito Invisível, logo constataríamos o desenvolvimento de tudo quanto fosse necessário à sua complementação – como capital, se dele carecêssemos, como empregados, como fregueses, e, finalmente, como disponibilidade bancária para aquisição de mercadorias.

Em outras palavras, essa atividade seria completa, porque o preenchimento é próprio da natureza de Deus. Deus não cria um sistema telefônico sem que haja quem o utilize; Deus não cria automóveis sem criar o combustível com que se possa fazê-lo rodar. Deus não cria nenhuma atividade em nossa consciência, nem se torna responsável por nenhuma delas, sem a completar. Deus, a Consciência infinita, o Infinito Invisível, plenifica a Si mesmo manifestando-Se como atividade individual.

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CONTEMPLO O CRISTO EM TI (ORE PELO OUTRO)

CONTEMPLO
O CRISTO EM TI
(ORE PELO OUTRO)

UNIDADE

Amado, contemplo o Cristo em ti. Cada vez que penso em ti, vejo-te como és verdadeiramente: envolvido pela divina luz. A cada momento tu és fortalecido, guiado e sustentado pelo Cristo em ti. Oro por ti sabendo que és uno com o Cristo. Quando não reconheces o plano divino que se desenvolve em tua vida, sinto-me honrado em poder reconhecê-lo para ti, até que despertes para essa sublime verdade.

Nutro sincera ternura por ti e vejo-te além da aparência, como Deus te criou. Sei que és guiado pelo eterno amor do Cristo em tudo o que fazes. A luz do Cristo está agora mesmo ampliando a tua visão de vida e te abençoando continuamente. Procure ouvir a pequena e silenciosa voz que sempre indica o caminho.

Oro para que teu caminhar seja cada vez mais suave, para que possas elevar-te às alturas. Sei que “mãos” sublimes te conduzem e te ensinam a renúncia, a obediência e a fé. Que cresça em ti, fortemente, o anseio de conhecer Deus cada vez mais, somente Deus. Pois o nada querer, edifica a paz dos sentidos.

“De novo lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida”.
João 8: 12

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ELENCO E PERSONAGENS

ELENCO
E PERSONAGENS
Dárcio

Confundir a Realidade com aparências visíveis seria confundir o elenco de um filme com as suas personagens na tela. Entender que cada uma delas forma o elenco, e não certa personagem avulsa, é ter a percepção do todo que é equivocadamente visto como “ramo cortado da videira”.

DEUS É O TODO! A Inteligência infinita Se expressando como Universo. Deus é o “Elenco completo”, que simultaneamente aparece como a totalidade de cada expressão individual dentro de Si mesmo. Contemple a Existência em termos de “elenco” e não de “personagens avulsos”. O “elenco” permanece completo, mesmo que no filme personagens nasçam, sofram mudanças ou morram. O filme é ficção! Pode apresentar qualquer tipo de encenação; entretanto, nenhuma delas é realidade, nenhuma dela tem “história verdadeira”. Nossa Vida é Deus! O que somos é o que Deus é! E Deus é eternidade, perfeição, imutabilidade e indivisibilidade!


Desvincule-se da “encenação humana”! Não existem seres humanos! Atenha-se à Vida infinita, que, sendo a perfeição eterna de tudo e de todos, é a SUA Perfeição absoluta deste exato AGORA.
Não olhe para as imagens do mundo esperando delas qualquer informação! Contemple SUA Consciência emanando, do “seu centro”, as manifestações divinas! O testemunho que devemos dar é este: do que é irradiado de nós mesmos, sem jamais darmos crédito às imagens supostamente “vindas de fora”, que são maquinações ilusórias da crença coletiva. Em outras palavras, entenda sua mente como tela em que se projetam “imagens emanadas do seu interior”, como se VOCÊ FOSSE UM HOLOFOTE irradiando, DE VOCÊ PRÓPRIO, a luz sobre ela. Se inverter isso, deixando que a tela receba as “sugestões” externas, as imagens vistas se mostrarão em conformidade com as crenças do mundo, e, não mais em conformidade com a harmonia divina.
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ESCASSEZ OU ABUNDÂNCIA?

ESCASSEZ OU ABUNDÂNCIA?
Julia Sivori de Montenegro


No decorrer da história, desde os tempos mais remotos, a humanidade tem lutado corajosamente contra a doença, a pobreza, a ignorância, a guerra e a corrupção. Entretanto, uma simples leitura de qualquer jornal mostra-nos que, atualmente, continuamos a enfrentar esses mesmos problemas básicos. Por que não houve soluções permanentes? Talvez porque a humanidade as tenha buscado na materialidade, tentando guardar a matéria, criar ou destruir a matéria. Mas tudo que é material, por mais excelente que pareça, é sempre limitado, falível e incompleto. Encontramos soluções permanentes e definitivas somente à medida que colocamos nossa vida cada vez mais sob a orientação de Deus, a Mente divina, sob o governo do bem. Dessa forma, evitamos erros e as coisas se desenrolam progressivamente de forma mais harmoniosa, justa e eficiente.

Entretanto, para alcançar a verdadeira confiança em Deus, é necessário familiarizar-se com Ele e, assim, começar a compreender o seu poder. Sua sabedoria e especialmente Sua infinita ternura e amor para com cada um de nós, Seus filhos e filhas. Também podemos orar. A oração sincera faz com que nosso pensamento se espiritualize, adquira um conceito mais correto sobre Deus, o Espírito, e sobre o homem; isso por sua vez nos leva a abandonar gradualmente os pontos de vista limitados ou meramente pessoais e alcançar a ampla perspectiva do Espírito infinito, que abrange tudo.

A espiritualização do pensamento exige muito mais do que a mera repetição de petições ou de palavras. Exige a purificação da consciência. Em Provérbios lemos: “… como (o homem) imagina em sua alma, assim ele é”. Isso indica claramente que é necessário controlar o pensamento. Para isso, devemos eliminar a crença em tudo o que não vem de Deus ou é dessemelhante dEle, isto é, a crença na limitação, medo, hereditariedade física, catástrofe, enfermidade, terrorismo, pecado. Esse propósito é alcançado por meio de uma vigilância mental que rejeita as influências que não vêm de Deus.

Aquilo que pensamos a respeito de nós mesmos, do que nos cerca, de nosso país e do mundo, determina o que acontece conosco e o que ocorre em nosso mundo. A Sra. Eddy escreve em seu livro Unity of Good (A Unidade do Bem): “Tudo tem apenas a realidade que tu lhe dás, e não mais. Aquilo que vês, ouves, sentes, é uma forma de consciência e não pode ter outra realidade a não ser o conceito que dele guardas”.

Lembro-me que meu pai costumava dizer que para obter uma boa colheita, é necessário utilizar sementes da mais alta qualidade e plantá-las em terra bem arada. Posso confirmar que ele obteve colheitas maravilhosas seguindo seu próprio conselho! Perguntemo-nos: que tipo de semente estou plantando para colher bons frutos? Precisamos de pensamentos altruístas, benevolentes, sábios, inspirados, juntamente com outras qualidades inerentes à espiritualidade. Esses pensamentos são verdadeiramente substanciais porque sua fonte é o Espírito que, em contraposição à matéria, nunca se corrompe, nem é destruído ou alterado; nunca pode oscilar nem faltar. “O Espírito inteligente, a Alma, é substância, muito mais segura e sólida do que a matéria, pois esta é temporal, enquanto aquele é eterno, a essência e a expressão dos ser”, explica a Sra. Eddy em Miscellaneous Writings (Escritos Diversos).

Deus, a Mente, é o único Ego, o eterno Eu que tudo conhece, tudo faz e é ativo desde o princípio e por toda a eternidade. Aquilo de que necessitamos já está incluído na Mente e não é escasso, prejudicial ou inadequado. O alimento que Cristo Jesus deu à multidão faminta, tal como consta nos evangelhos, era apropriado para todos, sem exceção, independentemente de idade, sexo, clima ou condição social. Só havia uma pequena porção de pão e peixe, perceptível aos sentidos físicos, mas foi o suficiente para satisfazer o apetite de mais de cinco mil pessoas. E ainda restaram sete cestas cheias de alimento, muito mais do que parecia haver no início.

Deus, a Alma, satisfaz constantemente tudo o que Ele criou. Uma vez que Deus é infinito, a verdadeira satisfação é infinita e se evidencia de diferentes modos, tanto em suprimento necessário para alimentação e vestuário, como em amizade, emprego adequado, oportunidades para estudo, lar estável e até mesmo férias oportunas. Sabendo disso, podemos começar a libertar-nos do materialismo que sugere: “Você tem recursos insuficientes, pouca inteligência, atividade medíocre, pouco afeto”. Na verdade, isso é ignorância espiritual, ignorância acerca da imensa abundância de bem que incessantemente flui do Amor divino.

Podemos colher frutos abundantes, plantando sementes de pensamento espiritual numa consciência elevada, confiante e honesta. O arrependimento é vital nessa linha ascendente de correção e regeneração.

Será necessário, às vezes, fazer a nós mesmos algumas perguntas e, é claro, responder com o maior cuidado e sinceridade. Por exemplo: em que medida expresso integridade e respeito pelos outros, em minha vida diária? Quanta tolerância, caridade, perdão e justiça demonstro para com meu próximo? Eu permito que críticas mesquinhas, intolerância, sexualidade, violência controlem meu pensamento? Reconheço o valor genuíno dos outros e o meu próprio? Ou considero-me superior (ou inferior), tendo mais (ou menos) habilidade e mérito do que os demais?

As respostas honestas nos mostrarão que tipo de pensamento necessita ser reavaliado, que defeitos devem ser corrigidos, assim como quais virtudes e talentos devem ser desenvolvidos e cultivados como dádivas de Deus. A correção e o desenvolvimento surgem à proporção que aprendemos mais sobre nossa verdadeira natureza como Filhos de Deus, sempre sob o governo do Amor divino.

Cristo Jesus disse: “O reino de Deus está dentro em vós”. Isso significa que a riqueza que buscamos já está aqui, na consciência. O homem, como expressão da Mente, é suprido de todo o bem, agora. Nada lhe falta. O homem, a ideia de Deus, é—por reflexo—criativo, dinâmico, substancial, eternamente no momento da oportunidade infinita.

Agora podemos olhar e ver que nossa colheita não é limitada, nem são escassos nossos recursos. Podemos começar a compreender que a Vida dá de si em profusão, que a Alma preserva para sempre a harmonia e a beleza e que o Amor expressa amor sem falta, incluindo a todos. Verdadeiramente, cada um é abençoado de forma abundante, agora mesmo.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã—Julho 1992)

CONSCIÊNCIA EM CONTEMPLAÇÃO É SUBSTÂNCIA…

CONSCIÊNCIA EM
CONTEMPLAÇÃO É SUBSTÂNCIA EM AÇÃO
DÁRCIO
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Quando Jesus disse: “Aquele que permanecer em mim dará frutos”, estava revelando que toda Verdade que  nos passava já era verdadeira para todos nós desde sempre. Os condicionamentos da ilusória mente humana não são poder! Não existe nenhuma Verdade que se tornará verdadeira para alguém em algum tempo futuro! O tempo não existe! A mente dividida, ilusoriamente, em passado, presente e futuro é a mente que não recebemos de Deus. “Temos a mente de Cristo”. Reconheça esta Mente como sendo a sua, e a única em atividade como o seu ser individual. Contemple em VOCÊ MESMO a veracidade de todas as falas de Jesus! Ele não falava como Jesus pessoal! Falava como o Cristo em unidade com o Pai! O Cristo em VOCÊ está em mesmíssima condição! “Eu e o Pai somos um” – eis a Verdade eterna! Aceite-a, e contemple-a!

Marie S. Watts disse o seguinte:

“A Consciência que você é, é a própria Essência e Atividade de toda e qualquer Verdade que você contempla. Consciência realmente é Substância. A Consciência em contemplação é Substância em ação. E a Substância em ação é a própria Evidência da Verdade que você percebe.”

Contemple a frase “Eu e o Pai somos um” dessa maneira, discernindo que a SUA Consciência, contemplando esta UNIDADE, é a própria Substância ATIVA dessa UNIDADE,  A EVIDÊNCIA EM SI DESSA VERDADE ABSOLUTA.

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"O SENHOR TEU DEUS"

“O
SENHOR TEU DEUS”
Dárcio

Novo e Antigo Testamentos falam sobre “o Senhor Teu Deus”. Mas, o mundo e as religiões O vieram colocando “lá no céu”, em algum “trono longínquo”. É por isso que a nossa Força Infinita deixa de ser plenamente usada! É por isso que farmácias, hospitais e consultórios vivem lotados! As pessoas não sabem contar com  “SEU DEUS”, a FORÇA INFINITA!  Força que as move sem que dEla tenham consciência!  Força que as motiva, mas que, por A desconhecerem em SI MESMAS, se sentem desmotivadas!  Força que lhes gera a sensação de plenitude, mas que, por não saberem acessá-La, se veem dependentes de fatores, condições ou pessoas externas!

Nem os antigos profetas nem Jesus viviam dessa maneira! Por quê? Porque ao dizerem: “O SENHOR MEU DEUS”, sabiam que estavam acessando a Onipotência, a Onipresença, a Onisciência em SI MESMOS!  Não se viam escravos da “ilusão material”! Na consciência da própria divindade, desfrutavam a Eternidade perfeita!

Ao se referir ao ” Senhor TEU Deus”, saiba VOCÊ estar falando da FORÇA INFINITA que pulsa como SUA VIDA! Saiba que DEUS vive a Vida divina como a SUA! Saiba que “Céu” é exatamente onde VOCÊ agora está!

Porque Deus é Espírito! Porque Deus é Tudo! Porque Deus é VOCÊ!

Esta Essência, este EU REAL, é o “SENHOR TEU DEUS”!

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"O REINO DE DEUS NÃO VEM VISIVELMENTE

“O REINO DE DEUS
NÃO VEM VISIVELMENTE…”
Dárcio

A simples leitura de ensinamentos não nos basta. Com ela, apenas ficamos mentalmente informados sobre quem realmente somos. A leitura traz a revelação de nossa identidade real, que é divina; entretanto, este passo é apenas o começo do processo de “nascer de novo”. O passo seguinte, e o mais importante, é a nossa identificação interna com este Eu divino!

A crença coletiva diz que somos mortais, seres humanos nascidos neste mundo. Esta é a ILUSÃO! Uma espécie de sonho que se faz passar por realidade. O universo real não é visível! Esta informação preciosíssima nos foi dada por Cristo: “O Reino de Deus não vem visivelmente; nem dirão: Ei-lo aqui! ou Ei-lo acolá! Porque o Reino de Deus está dentro de vós”. (Lucas:17: 20,21).

Para termos a “experiência” de sua veracidade, teremos de descartar conscientemente todas as “aparências visíveis” que, até então, vínhamos acreditando constituir o nosso mundo e o nosso ser. Nas palavras de Cristo, isso significa “vencer o mundo”.

“Tenho um só desejo quanto aos que estudam O Caminho Infinito, e quanto aos demais que estão na Senda espiritual: não que aceitem o que tenha sido a minha experiência em Deus e com Deus, mas que cada um, por si mesmo, experiencie Deus, conheça Deus, sinta Deus, ame e entenda Deus, e finalmente conscientize a Divindade.” (Joel S. Goldsmith) Esta é a meta de todos: repetir a fala de Cristo: “Aquele que me vê, vê o Pai”…”Eu e o Pai somos um”.

Esta identificação com a Verdade absoluta é para ser feita exatamente agora, com nossos olhos espirituais voltados à Essência perfeita que constitui nossa real identidade! O “Eu infinito”, perfeito e único, sempre esteve “conosco”, sendo o nosso ser real! Assumamos o Reino invisível! O nosso “eu perfeito” nunca virá visivelmente! Ele está “feito” dentro de nós! Esta é a revelação libertadora de Cristo!

Assumamos nosso Eu invisível! Assim estaremos, também, vivificando as seguintes palavras de Jesus:

“E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.”
(João 17:27).