A VERDADE ABSOLUTA E O AMOR PURO SÃO ESSENCIAIS À CURA-2

A VERDADE ABSOLUTA
E O AMOR PURO SÃO ESSENCIAIS À CURA
WILLIAM E. MOODY

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PARTE 2

Entre as muitas afirmações, em Ciência e Saúde, que explicam como a cura espiritual se realiza, as observações seguintes apontam dois elementos essenciais para seguir o exemplo de Jesus: a verdade absoluta e o amor puro e imparcial. Primeiro,como parte da resposta à pergunta “O que é o homem?”, no livro-texto, lemos: “Jesus via na Ciência o homem perfeito, que lhe aparecia ali mesmo onde o homem mortal e pecador aparece aos mortais. Nesse homem perfeito o Salvador via a própria semelhança de Deus, e esse modo correto de ver o homem curava os doentes. Assim, Jesus ensinou que o reino de Deus está intacto e é universal, e que o homem é puro e santo”.

Compreender, perceber e reivindicar a verdade absoluta sobre o homem como semelhança espiritual de Deus – como santo reflexo da Alma divina, pura manifestação da Vida infinita – é o âmago da cura metafísica. A natureza perfeita do homem real, como expressão de um Deus totalmente perfeito, precisa ser apreendida em todas as suas implicações espirituais e exigências na vida humana. Essa maneira de ver, essa compreensão divinamente impelida a respeito do homem e de seu ser perfeito em Deus, tem uma poderosa influência transformadora e sanadora no pensamento e, consequentemente, no corpo. À medida que o pensamento é elevado pelo Cristo, a Verdade, acima das crenças doentias e pecaminosas acerca de nossa identidade, não só nossas condições morais melhoram, mas também o corpo físico é alimentado e restabelecido pelo mesmo ímpeto divino presente na consciência. A transformação do pensamento por meio da percepção inspirada da verdade absoluta sempre tem um efeito curativo nas convicções corpóreas que, em essência, são a objetivação do próprio pensamento. A verdade eterna e incontaminada sobre Deus e o homem traz cura.

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A VERDADE ABSOLUTA E O AMOR PURO SÃO ESSENCIAIS À CURA

A VERDADE ABSOLUTA
E O AMOR PURO SÃO ESSENCIAIS À CURA
WILLIAM E. MOODY
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PARTE 1

Cristo Jesus acabara de proferir a radical declaração de que Deus o enviara para ser “a luz do mundo”. Entre seus ouvintes, alguns estavam prontos a aceitar a missão de Jesus e este asseverou-lhes que, se continuassem a seguir seus ensinamentos, iriam, como verdadeiros discípulos, “conhecer a verdade”. E essa verdade, proclamou o Mestre, por sua própria natureza os libertaria.

Havia outros, no entanto, que claramente não queriam ouvir o verdadeiro significado da mensagem de Jesus. Pouco antes, por meio de sua persuasão moral e autoridade espiritual, Jesus havia convencido os escribas a não executarem uma mulher apanhada numa falha normalmente punida com o apedrejamento. Contudo, agora o povo se preparava para apedrejar o próprio Jesus, por ele falar abertamente de sua eterna relação com Deus. Jesus, porém, como registra a Bíblia, “se ocultou e saiu do templo”.

Aconteceu depois outro notável incidente, pois que, caminhando, Jesus viu um homem cego de nascença. O fato de o homem ter vindo ao mundo nessa condição fez os discípulos de Jesus questionarem o motivo da cegueira. A princípio tentaram relacioná-la a algum pecado anterior, do homem ou de seus pais. Jesus, entretanto, recusou-se a aceitar qualquer uma dessas causas e apontou aos discípulos a oportunidade que se lhes apresentava: “P ara que se manifestem nele as obras de Deus”.

Jesus então falou novamente de sua missão como “a luz do mundo”. Ordenou ao homem que fosse se lavar num tanque próximo, e ele voltou vendo”. Havia sido curado. Novo testemunho havia sido dado das obras de Deus, e o homem louvou a Deus diante dos fariseus.

O que ocorreu? O que efetuou essa cura e tantas outras realizadas por Jesus e por seus discípulos? O que é que dá validade à cura cristã como é hoje praticada na Ciência Cristã? A resposta encontra-se em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria de Mary Baker Eddy. Esse livro, o livro-texto da Ciência Cristã, desvenda o significado espiritual da Bíblia Sagrada e revela as verdades fundamentais de Deus e de nossa relação com Ele, como filhos e filhas sempre amados. Ciência e Saúde  também explica o Princípio divino e as regras da cura cristã, o que possibilitou a milhares de pessoas entenderem as leis de Deus, que eram a base do ministério curativo de Jesus, e começarem a cumprir a ordem que o Mestre deu a seus seguidores, para levarem o evangelho ao mundo todo e curar os doentes.

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MUNDO "SALVO" PELA MENTE DO FILHO

MUNDO “SALVO” PELA
MENTE DO FILHO
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DÁRCIO
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“Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”.João 3:17

O que constitui a verdadeira salvação do mundo, por parecer enorme disparate, sempre veio sendo deixado de lado. A questão se resume numa só palavra: ILUMINAÇÃO! A mente iluminada é a Mente divina aparecendo como a nossa mente de Filho de Deus. Quando o mundo deixar de ser visto pela mente humana, para ser reconhecido tal como é, pela Mente do Filho, o mundo estará salvo.
A mente humana sempre está “condenando o mundo”, vendo nele problemas e imperfeições de toda espécie. Que faz o Filho? Contempla, exatamente onde a mente humana vê tais imperfeições, o REINO ILUMINADO! Somente a Mente iluminada vê o Universo iluminado! Por outro lado, somente a mente em treva (mente humana) enxerga escuridão!
O que expusemos não é teoria a ser testada, mas a eterna Verdade sempre revelada pelos iluminados! Só para exemplificar, dando uma citação da Bíblia, em Sofonias 3:15, encontramos: “… o Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; tu já não verás mal algum”. Se compararmos esta citação com a da abertura, veremos que “o Rei de Israel” é o “Filho”, ou seja, a Presença de Deus em nós, a Mente de CRISTO sendo a nossa! Somente através do abandono da mente humana e seus julgamentos pelas aparências, juntamente com o acatar da revelação de que em nós JÁ está a “Mente iluminada do Filho de Deus”, poderemos NÃO VER MAL ALGUM! E, neste PROCESSO ILUMINADOR, teremos SALVO O MUNDO!
Em suma, “salvar o mundo” significa retirar a ilusão da ignorância, pelo radical endossar das palavras de Deus:
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“E VIU DEUS TUDO QUANTO FIZERA, E EIS QUE ACHOU MUITO BOM”.
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LIBERTO DA CULPA- 2 (Final)

LIBERTO DA CULPA
Nathan A. Talbot
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PARTE 2 – FINAL
Quando as pessoas pensam em Deus como sendo bom, acontece muitas vezes que visualizam um Deus distante, separado do homem, que o espicaça a proceder direito. Mas a Ciência Cristã ajuda-nos a compreender que Deus é substância. Este fato revela que o bem é a verdadeira essência do ser do homem. Deus e o homem não estavam originalmente ligados por um liame precário que se romperia em certo ponto de desobediência. Essa unidade só pode ser compreendida como a Mente e sua idéia, o Amor e sua expressão. O homem nunca se separa de Deus, ele jamais cai em pecado.Esses fatos, se aceitos, podem ser tomados de dois modos. Podem ser considerados declarações teóricas interessantes, ou podem ser tomados como verdades profundas. Se os abordamos a partir desse último ponto de vista, então somos tocados por ele, transformados por eles, e podemos destronar a culpa de maneira eficaz.

Será que com isso se nos fornece uma desculpa para pecar e depois sacudir os ombros o pecado, alegando que ele é simplesmente a evidência irreal da falsa crença de que o homem está separado de Deus? Essa atitude não é inocência; é ingenuidade perigosa. A Sra. Eddy diz-nos: “A inocência e a Verdade vencem o crime e o erro.” A inocência não fica estabelecida em nós só por nos dizermos inocentes. Ela advém de uma convicção profundamente arraigada e do amor pela verdade de que o homem é puro, sem pecado, a expressão da Alma divina.

Não basta só sentir-se mal por ter cometido um ato mau. E até nem é suficiente parar de agir mal, porque nos sentimos mal. Merecemos mais do que isso. Merecemos que sejam arrancadas de nossa vida as raízes que definem o homem como mortal falível e pecador. Essa extirpação não virá somente por afirmarmos a falta de poder ou a irrealidade de certo ato, mas por discernirmos a inocência e pureza originais do homem.

Os sentidos materiais não podem conhecer essa pureza. Nunca a viram. Somente o sentido espiritual conhece e preserva nossa virtude original. Em vez de permitir que pontos de vista teológicos errados nos condenem, podemos, pelo sentido espiritual, perceber que Deus preserva nossa perfeição. S. João escreve: “Se o nosso coração nos acusar, exatamente Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus” (I João 3; 20-21).

A verdade imutável está em que o homem se mantém na eterna impecabilidade da Alma. Essa verdade não é uma teoria vazia. Impulsionada pelo Cristo, ela pressiona a consciência, e desperta-nos para que nos conscientizemos de que nosso eu original nunca pecou, nunca foi condenado e nunca se sente culpado.

Quando discernimos esses fatos com suficiente integridade espiritual, não só somos libertados do desejo de cometer ações más, ou da incapacidade de impedi-las, bem como da tristeza que se segue a tais ações – mas também somos libertados da culpa latente que acusa o homem de ter abandonado a presença de Deus. Então é que verdadeiramente nos sentimos bem com nós mesmos.

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(Transcrito de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Abril- 1982)


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LIBERTO DA CULPA -1

LIBERTO DA CULPA

Nathan A. Talbot
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PARTE 1


O homem é nascido de Deus. Pertence a Deus. É preservado por Deus. Em virtude desses fatos irreversíveis, o homem real é isento de pecado. E em virtude de ter discernido esse fato, S. João pôde escrever: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado, pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”.Quando percebemos o relacionamento inalterável entre o homem e Deus, isto é, a verdade de que nosso ser é puro e inocente, somos alçados para fora da crença de que o homem é um pecador – ou seja, abandonamos atos pecaminosos, somos purificados dos traços de caráter que os produzem, e ficamos libertos da culpa e da punição que acarretam. É o Cristo que revela a perfeição do homem espiritual. E é o Cristo que inicia a regeneração espiritual que nos dá a capacidade de superar esse falso conceito de que o homem seja um ente mau, um malfeitor.

Num nível muito prático, porém, como lidamos com os efeitos do pecado – a culpa, por exemplo – depois de abandonarmos as ações más e nos empenharmos na demonstração da impecabilidade do homem?

Se uma pessoa peca, o sentimento de culpa vem finalmente à superfície. Ou será que isso de dá na ordem inversa? Será que um indivíduo peca porque sentimentos de culpa estão vindo à superfície?

Há algo que pode ser abonado no rumo de qualquer dessas alternativas. Se somos sensíveis às qualidades espirituais de pureza, integridade, fidelidade, sentimo-nos desassossegados quando violamos esses preceitos. Se, por exemplo, praticamos sonegação no nosso imposto de renda, não devemos ficar surpresos  se sobrevierem incertezas ou pesados encargos financeiros. Enquanto os sentimentos de culpa servem como uma espécie de alarme mental, dizendo-nos que já é chegado o momento de despertar para ações motivadas mais pelo Princípio, a melhor solução é, antes de tudo, não incorrer em nada que nos cause remorso.

Há ocasiões em que pessoas fazem esforços sinceros para mudar sua maneira de ser, e, não obstante, não conseguem libertar-se de uma sensação de culpa pelo que, em certa ocasião, fizeram, ou, mesmo, pensaram. A libertação de tais sentimentos só sobrevirá ao nos aprofundarmos na questão de saber se há vergonha por ter-se agido erradamente porque ainda não aprendemos a aniquilar os sentimentos latentes de culpa.

Adão e Eva são considerados pela teologia popular autores do pecado original. E, a partir desse ponto, surge a suposição de que a humanidade sofre por causa dos atos deles. Raciocinando de acordo com esse argumento, o ponto de vista religioso define o homem como pecador: nascido em pecado, sujeito ao pecado por toda a vida. Sob tal condenação, quem é que não sentiria certa tendência para culpar-se? Quando esse conceito errôneo não é desafiado, as pessoas supõem-se mortais culpáveis; se lhes torna virtualmente natural pecar! Assim sendo, aquilo com que temos de lidar é a culpa mais elementar, a presunção original da falsa teologia, de que o homem seja um pecador. É só parcialmente que se leva a efeito a regeneração se apenas lidamos com um ato particular mau; como as origens da ação má não foram de todo extirpadas – talvez nos encontremos a pecar outra vez.

A Ciência Cristã vai direto ao cerne da cura do pecado ao definir o homem tal como Deus o criou e o sustenta. Jó captou um vislumbre da verdadeira natureza do homem, quando disse: “Estou limpo sem transgressão; puro sou, e não tenho iniqüidade” (Jó: 33.9).

Se começarmos pela premissa de que o homem decaiu da perfeição, nunca eliminaremos a incriminação que pesa sobre ele. Porém se começarmos com a compreensão de que Deus é infinitamente bom e preserva intacto o Seu universo, temos uma base para destruir toda culpa – e os atos que a culpa anima. O bem infinito significa exatamente isso. Significa que não há espaço para o mal. Significa que a identidade do homem não evoluiu do mal nem se submete, em algum ponto, ao mal.

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A MENTE PURA E AS SUGESTOES IMPURAS

A MENTE PURA E AS SUGESTÕES IMPURAS
Dárcio

No “mar de crenças hipnóticas” estão os chamados pensamentos do bem e do mal. A Bíblia revela que “temos a mente de Cristo” (I Cor. 2-16), e que com ela discernimos as coisas espirituais perfeitas que constituem a Realidade eterna e divina. Pela Mente pura jamais passam pensamentos de impurezas; tais pensamentos são meras “sugestões hipnóticas” que tentam iludir os incautos, para que os recebam e digam: “Como é possível que eu tenha a Mente de Cristo, se ainda passam pela “minha mente” pensamentos errôneos?”  Pronto! É assim que o hipnotismo ilude! A pessoa diz que a sugestão hipnótica é “pensamento da mente dela”! Nunca foi!

Se “temos a Mente de Cristo”, e, de fato a temos, unicamente pensamentos espirituais e perfeitos são os nossos pensamentos. O que diferir deles, é “sugestão hipnótica”: ação mesmérica da “crença coletiva ilusória”. Portanto, jamais se identifique com tais pensamentos; jamais diga que eles estão na SUA MENTE; jamais se veja como autor deles! Expulse-os de sua aceitação! Não são seus! E não são de ninguém! Ilusão é NADA! Não perca tempo com ela nem se associe com algo dela! “Temos a Mente de Cristo”, a pura Mente de Deus, que age permanentemente como nossa Mente real e única! Saber disso põe fim às “sugestões hipnóticas”? Não! São crenças coletivas e não pessoais nossas! Nosso cuidado é quanto a saber lidar com elas, sem jamais as vincularmos com a Mente de Deus que somos! Deus é TUDO! “Mente humana” é NADA!

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A SABEDORIA EM DOAR

A SABEDORIA EM DOAR
Joseph Murphy
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É preciso ser muito cuidadoso ao fazer doações a parentes ou
aos pobres. Não há mal algum em ajudá-los a vencer dificuldades,
mas tenha cuidado em não privá-los da iniciativa ou do incentivo
de resolver seus próprios problemas de acordo com a sua
capacidade. Quando o auxílio é obtido com muita facilidade e
frequência, a pessoa torna-se dependente e, em última instância,
conformada e lamuriante. A melhor coisa que se tem para dar-lhes
é o conhecimento da “lei do pensamento auspicioso”.
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Assegure-se, ao dar alguma coisa, de que não está
prejudicando ou impedindo os outros de expressarem e
desenvolverem os seus talentos e habilidades ainda não revelados.
Frequentemente, o beneficiário de uma doação pouco inteligente
adota uma atitude de ressentimento contra o suposto benfeitor,
por sentir-se dependente e por perceber a sua piedade ou seus
sentimentos com relação a seu estado de privação. Ele tem
consciência de que devia ser tão próspero e bem sucedido quanto
você e sente-se culpado por ser um parasita; tal sentimento
acarreta-lhe um profundo complexo de culpa e deixa-o ressentido
com o seu benfeitor.
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Transmita-lhe o conhecimento das leis da mente e dos
caminhos do espírito, que não mais aceitará qualquer coisa, seja
uma colher de sopa ou um terno velho, pois assim você lhe terá
revelado a sua própria capacidade de alcançar o seu tesouro
interior, no qual poderá abastecer-se de todas as riquezas que lhe
foram dadas pelo Ser Infinito desde as origens dos tempos.
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A DOAÇÃO PERMANENTE
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Pratique a doação permanente. Deixe extravasar e irradie
para todas as pessoas amor, bondade, amizade, alegria, confiança,
entusiasmo e boa vontade. Não é possível dar-se apenas um
décimo dessas coisas, pois elas não podem ser divididas ou
multiplicadas, por serem eternas e ilimitadas no tempo e no
espaço. Essas qualidades e atributos de Deus existentes em seu
íntimo jamais envelhecem; além disso, não existe carência de
amor, bondade, beleza, paz alegria, suavidade e sinceridade, por
emanarem igualmente de Deus e serem também eternas,
intermináveis e infinitas. Não se pode considerar aquilo que é
autêntico à base de porcentagem, nem mesmo a riqueza. Mas a
riqueza pode fluir para você na medida das suas doações.
Deixe extravasar as riquezas dos céus; dê coragem, fé,
esperança, apreço e gratidão e, na medida que o conceder, Deus o
cumulará com usas benesses, sob forma financeira bastante
tangível.
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“Trazei o dízimo todo à casa do tesouro, para que haja
mantimento em minha casa e provai-me nisto, diz Jeová dos
exércitos, se não vos abrir eu as janelas do céu e não derramar
sobre vós uma bênção até que não haja mais lugar para a
recolherdes”. (Malaquias 3:10).

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PARAÍSO: MERA QUESTÃO DE PERCEPÇÃO

PARAÍSO:
MERA QUESTÃO DE PERCEPÇÃO
Dárcio


Enquanto a maioria luta na matéria, sem saber contar com as leis mais altas que lhe estão disponíveis, há também aqueles que ainda consideram que “viver o Reino de Deus” significa viver uma vida terrena harmoniosa ou trabalhando em prol do próximo. Isso se dá por ser a consequência confundida com a causa. Quem “busca o Reino” se torna apto a perceber que não existe mundo material em parte alguma! Deus é Tudo! A Luz é Tudo! Portanto, o paraíso não é “outro lugar”, mas “este lugar”, apenas sendo espiritualmente discernido, ou seja, é quando assumimos a mente de Cristo e contemplamos as coisas como realmente elas são. A partir disso, a nossa suposta ação visível deixará de ser vista como ação de um ser humano voltado a si mesmo ou ao próximo! Desaparecem as intenções de agirmos para o bem ou para o mal, e a frase “o Pai em MIM faz as obras”, dita por Jesus, fica plenamente entendida!O paraíso, sendo percebido como sendo aqui mesmo, nos deixa a todos  alinhados com a Verdade e sendo esta Verdade! Este discernimento nos leva à chamada “vida pela Graça”, isto é, a vida que flui espontaneamente em tudo e todos é  discernida como sendo ação única de Deus, ou sendo Oniação.A noção de vida humana pessoal é falsa e geradora de conflitos na aparência! Por isso é fundamental mantermos esta visão iluminada dos fatos reais ou verdadeiros, em que nos vemos agindo em unidade com Deus e discernindo o mesmo Deus em todas as ações que estivermos percebendo além da nossa! A visão da unidade é a visão correta; é esta percepção de que o “paraíso” é aqui, não por fazermos algo de bom ou por deixarmos de fazer, mas, por reconhecermos nossa ação e a de todos como unicamente sendo Deus agindo! Isso nos elimina preocupações, inquietações e tensões, por estarmos ocupados unicamente em contemplar o Universo oniativo de Deus.


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O REAL "VÍCIO" A SER ERRADICADO

O REAL “VÍCIO” A SER ERRADICADO
DÁRCIO
 
 
Diante de artigos sobre a Verdade, que falam sobre pessoas que se curaram de vícios das mais variadas espécies, é comum ser aceito que “a cura do vício” é a “graça recebida” a ser comemorada! Isso é  correto? Em termos relativos, até pode ser considerado que sim. Se alguém se vê libertado do vício da bebida, por exemplo, este fato se torna um alívio tanto para ele quanto  entre todos os seus  familiares, como eu mesmo constatei junto àqueles que obtiveram resultados fazendo uso da “Fórmula Mágica”, um exercício de eliminação da crença falsa que, inclusive, já foi postado neste site.

Mas em termos absolutos, o “vício verdadeiro” a ser erradicado é outro! A humanidade está “viciada em julgar pelas aparências”, e se deixa atrair por elas a todo momento,  sempre de prontidão para dar a cada uma  sua avaliação ilusória de “bem” ou de “mal”. E é assim que a pessoa sai às ruas: se vê um alcoolatra, logo pensa: “Um bêbado! Que cena deplorável!”; se dá uma volta e encontra algum drogado, logo pensa: “Este está pior! Dependente químico!”, e por aí vai! Esse comportamento, considerado habitual e normal, para quem estuda a Verdade é um absurdo sem tamanho! Este, sim, é o “vício real”: julgar pelas aparências, mesmo após dizer que “estuda a Verdade”! Se somos praticantes da Verdade, devemos atentar para darmos fim a este vício! Primeiramente quanto a nós mesmos; depois, estendendo a todos os demais! “O que somos é o que vemos”, porquanto Deus é TUDO! Enquanto estivermos acreditando em aparências, não as trocando imediatamente pelos fatos reais e perfeitos que existem realmente no lugar delas, teremos de nos empenhar muito mais na aplicação dos princípios! Lembre-se: se estiver vendo “viciados”, “ladrões”, “malfeitores”, etc, o “vício coletivo” permanece iludindo a VOCÊ! De que modo? Fazendo-o crer que a mente humana é a sua! Fazendo-o ver o que Deus não vê! Fazendo-o crer ser algum OUTRO, que não Deus!

Este artigo, mesmo sendo escrito para todos,  se destina mais ainda àqueles que já leram, leram e releram princípios que não acabam mais! Mas que os separam da chamada “vida prática”. Assim como as “meditações contemplativas” devem se  tornar hábito diário, a erradicação do “vício de julgar pelas aparências” deve receber igual dedicação! Isso não significa sair de casa “ignorando as aparências”, o que seria “empurrar a poeira para debaixo do tapete”; significa REINTERPRETAR AS APARÊNCIAS NA HORA, reconhecendo que, em lugar delas,  a Verdade ali presente é a Realidade mantida perfeita por Deus! O estudo da Verdade exige esta dedicação! Quem não estiver disposto a isso, estará somente acumulando teoria! E isso lhe será completamente sem  propósito!

 
 
“Daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também
tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já o não
conhecemos deste modo.”
2 Cor. 5:16
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O APARENTE MAL QUE PRECEDE O APARENTE BEM

O APARENTE MAL
QUE PRECEDE O APARENTE BEM
Dárcio

Quando alguém, acomodado aos antigos padrões de vida, se decide por estudar a Verdade, muitas vezes desconhece que o novo entendimento  irá destronar o antigo em sua mente. E este processo se mostra como situação temporária de  considerável confusão, receios e até de insegurança, pois, seus antigos alicerces terão sido abalados. É preciso saber entender a normalidade dessa situação, para que a pessoa não comece a achar que sua vida se tornou um caos de repente, e sem qualquer motivo aparente! Sim, pois quando ela estuda a Verdade, costumeiramente espera por imediatas  melhorias visíveis, e, quando o contrário passa a ser observado, ela pode se frustrar, achando que algo está errado, e, nessa condição mental,  poderá se sentir em grande desconforto.

Conhecer este processo não quer dizer que cada um deva aguardar problemas decorrentes do estudo. Pelo contrário, este conhecimento deve servir para que a pessoa permaneça firme em sua identidade absoluta, que é Deus, deixando de se envolver com as aparências boas ou más que, a todo instante, se alterarem diante dela. É intuitivo que, para algo se tornar melhor, deve antes sofrer mudanças! Estas mudanças não são feitas na pessoa, mas sim em sua suposta mente humana, que se faz passar como sendo dela! Não existe mente humana! Tudo isso é ilusão! Porém, aparentemente, cada novo entendimento espiritual altera o conteúdo de crenças na mente humana; em consequência,  a mente atrairá novos fatos, pessoas e condições mais condizentes com o novo desdobramento que ocorre nela mesma. Portanto, se houver mudança de emprego, de endereço, de companhia, de profissão, etc, é importante que a pessoa saiba: “Deus é meu ser; se algo se altera na aparência, decorrente desta minha conscientização, o resultado haverá de se mostrar sempre positivo! Sabendo lidar assim com as aparências, em breve ela notará o novo padrão  se manifestando  como harmonia visivel.

Deus é TUDO! Neste princípio devemos permanecer! Quanto menos dermos atenção às aparências, mais rapidamente elas se mostrarão harmoniosas visivelmente! Por isso é fundamental conhecermos o processo todo; desse modo, seremos como Noé protegido na “arca”, enquanto o dilúvio de falsas crenças “acontece” à nossa volta, até que se dê por encerrado!

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O TEMPLO QUE ETERNAMENTE SOMOS -2

O TEMPLO QUE ETERNAMENTE SOMOS
DÁRCIO

Parte 2 – Final

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O mundo, olhando o suposto “corpo nascido” e acreditando que ele determina o começo de nossa existência, comemora aniversários. Não existe mentira maior! Entretanto, ela é aceita com a maior naturalidade, tendo em vista o desconhecimento geral da natureza do Corpo real como “Templo de Deus”. Estas crenças falsas precisam ser banidas de modo direto, em contemplações específicas, pois, são coletivas e, sem que percebamos, em nosso dia a dia, atuam subliminarmente se acharem em nós a falsa mente humana que vibre em igual frequência falsa.

O Universo inteiro é Deus em ação! Nosso Corpo, como Templo de Deus, tem em cada “ponto” de si mesmo a Luz divina em auto-expressão onisciente! Isso quer dizer que devemos contemplar estes fatos em reconhecimento sereno e sem esforço. JÁ É ASSIM! A totalidade de nosso Corpo real é Espírito, é Luz  dotada de Sabedoria onisciente. Não existe “ação de Deus” para curar ou corrigir imperfeições físicas. Isso por que não existe “corpo nascido” para ser o nosso corpo! Assim como jamais entra em nós a “ilusão” de corpo físico, também não entra em “corpo físico” nenhuma ação divina a fim de repará-lo! É preciso que fique bem claro que não temos dois corpos, um sendo o Templo de Deus, e outro sendo corpo temporal vivendo em mundo material! Não existe matéria! A partir disso, de início as crenças fraudulentas já são reconhecidas como “nada”. Desse modo, as contemplações podem ser realizadas com a maior serenidade, e os fatos reais sobre o nosso Corpo são reconhecidos e vivenciados conscientemente. Assim é a “glorificação de Deus em nosso Corpo”, indicada pelo apóstolo Paulo.

Glorificamos a Deus em NOSSO CORPO, por nos determos em sua existência eterna e gloriosa! E também por o discernirmos intuitivamente como Corpo jamais nascido, eterno,  permanentemente iluminado e perfeito! Sabemos que a Sabedoria infinita de Deus está sendo cada “ponto de luz” que tem a forma chamada “Corpo”, e que esta Sabedoria, eternamente presente e ativa, jamais deixa de assumir seu papel divino de ser a perfeição absoluta no Corpo TODO! DEUS É TUDO! O Corpo, obviamente, não poderia estar excluído dessa totalidade! E, de fato, não está mesmo!

“Glorificai a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. ( I Cor. 6;20).

F I M

O TEMPLO QUE ETERNAMENTE SOMOS

O TEMPLO
QUE ETERNAMENTE SOMOS
Dárcio

Apesar de muitos dizerem que a Bíblia é a palavra de Deus, é preciso notar que as Verdades ali se encontram adaptadas ou adequadas a povos e épocas. Por isso, há passagens em que a Verdade absoluta é claramente revelada, enquanto em outras, o dualismo se faz presente. É preciso separar o “leite para beber” do “manjar sólido para comer”; assim Paulo disse ter feito, adequando as revelações ao  nível dos ouvintes.

No estudo da Verdade Absoluta, esta diversidade de entendimento espiritual visto na “aparência” não pode ser aceito nem reconhecido! O Deus único Se expressa aqui e agora como todos os seres ao mesmo tempo! Se sairmos desta visão iluminada, estaremos dando brechas à ilusão, e o estudo deixará de ser absoluto! Por mais convincentes ou lógicas que as aparências demonstrem ser, todas elas são falsas! Por trás das “miragens” resplandece o Templo-Luz que eternamente somos: o Corpo perfeito, inteligente, perene e imortal. “Não sabeis que sois templos do Altíssimo e que o Espírito de Deus habita em vós? O Templo de Deus é santo e esse templo sois vós” (I Cor. 3-16.17).

Contemplar este Templo que somos, sem deixarmos espaço para a crença falsa em “corpos nascidos” atuar em nós, elimina a prática errônea dos princípios espirituais. Concentrando a atenção no Corpo luminoso e perenemente perfeito, não mais intentaremos corrigir, curar ou melhorar supostos “corpos nascidos”, que são todos unicamente efeitos ilusórios reconhecidos pela também ilusória mente humana. Sejam quais forem os chamados “sintomas físicos” indesejáveis, nenhum deles está em nós ou em nosso Corpo! Por que aparentam estar? Por permitirmos que estas “sugestões” criem raízes pelo nosso próprio endosso ou  aceitação! Alguém recebe uma sugestão de “estar passando mal”: se, de imediato,  disser para si mesmo: “Eu estou me sentindo mal”,  que terá acabado de fazer? Terá dado poder à sugestão falsa! Caso sua atitude fosse outra, isto é,  se ficasse posicionado radicalmente na Verdade, no reconhecimento absoluto de que, como Deus é seu Corpo, unicamente a onisciência atua em todo ele para mantê-Lo como perfeição permanente, a ILUSÃO se desfaria! Não eram “sintomas”, e sim “sugestões mentais ilusórias”. O mundo poderá até dar a isso o nome de “cura”; porém, não houve cura alguma! Houve unicamente a permanência consciente na Verdade que ele é, e que eternamente ele é!

Este treinamento consciente é a Prática da Presença de Deus ou vivência no Absoluto: “estarmos no mundo sem pertencer-lhe”. Nesse sentido, disse Jesus: “Trabalhai pela comida que não perece”.



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A FELICIDADE SE ENCONTRA…

A FELICIDADE SE ENCONTRA ENTRE OS BENS QUE VOCÊ JÁ POSSUI
Masaharu Taniguchi

“Quero ser feliz! Daria todos os meus bens em troca da felicidade!”, dizem algumas pessoas. Outras, parecem muito felizes com a vida que levam.

Por que essa diferença? Porque no segundo caso as pessoas não perseguem a felicidade, pensando que ela esteja no exterior do ser humano.

Deus já deu felicidade a todas as pessoas. É uma felicidade termos o ar para respirar, a água para beber, uma casa para morar, roupas para vestir…Há inúmeros elementos bons e gratificantes ao nosso alcance, mas a pessoa nunca vê a felicidade neles enquanto pensar que ela está em algo que não possui. Somente consegue obter a felicidade quem reconhece que já a possui.

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POR MAIS IMPORTANTE QUE SEJA…

POR MAIS IMPORTANTE QUE SEJA…
Dárcio
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Por mais importante que seja sua ocupação ou responsabilidade atual diante do mundo, sua percepção de QUEM VOCÊ É deve permanecer em primeiro lugar! Se a vida se mostra corrida e o tempo lhe parece escasso, mesmo assim, sua prioridade é achar momentos de se lembrar de QUEM VOCÊ É. Nada “deste mundo” tem importância absoluta! DEUS É TUDO e DEUS É VOCÊ! Se não se permitir ser arrastado “pelas coisas importantes do mundo”, deixando Deus em segundo plano, elas se desdobrarão harmoniosamente! São sombras, puras miragens! Por outro lado, se acabar caindo na sugestão coletiva de “estar muito ocupado” para contemplar Deus sendo VOCÊ, logo perceberá que a rédea da vida lhe fugiu das mãos; foi-lhe tirada pela ILUSÃO.
Em primeiro lugar “o Reino de Deus e a sua justiça”, disse Jesus; todas as “demais coisas” serão bens vindos de acréscimo! Por mais importante que seja algo, alguém ou alguma situação da “aparência”, VOCÊ é mais importante do que todas elas! Isso por que DEUS É SUA VIDA, MENTE E CORPO! Permaneça nesta Verdade! Desse modo, todas as “ocupações” visíveis se cumprirão em divina ordem!
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NÃO RECEBER, MAS DAR

NÃO
RECEBER, MAS DAR…
Joel S. Goldsmith

Um dos motivos pelos quais há tanta paz em qualquer santuário é este: as pessoas  vão ali, não com a intenção de obter alguma coisa de alguém. Vão somente pensando em dedicar aquele horário para comungar com o Espírito de Deus e compartilhar da Graça espiritual. Não existe paz onde as pessoas vão com a intenção de receber algo. A paz se aprofunda se estivermos conscientes de que, se estamos em dado lugar, é para podermos dar e compartilhar esta Graça espiritual,  para  contribuirmos, uns com os outros, propagando a paz e o conforto espirituais que Deus nos tem propiciado em nossos períodos de meditação. Desse modo, quando formos meditar, conscientizemos:

Assim como o ramo é um com a videira, assim como a onda é uma com o oceano, eu sou um com Deus. A totalidade de Deus está jorrando em expressão como meu ser individual, como minha consciência individual, como minha vida individual. Portanto, tendo recebido a totalidade de Deus, que mais poderia querer, senão compartilhá-la com o mundo?

A CIÊNCIA CRISTÃ EM ESTUDOS… 6

A CIÊNCIA CRISTÃ
EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO
Dárcio

TEMOS AUTORIDADE BÍBLICA PARA CONCLUIR QUE TAL RECONHECIMENTO DO SER É, E TEM SIDO, POSSÍVEL AOS HOMENS NO ATUAL ESTADO DE EXISTÊNCIA – QUE PODEMOS TORNAR-NOS CONSCIENTES, AQUI E AGORA, DA CESSAÇÃO DA MORTE, DA TRISTEZA E DA DOR. ISTO DE FATO É ANTEGOZAR A CIÊNCIA CRISTÃ ABSOLUTA.
Mary Baker Eddy
(Ciência & Saúde – p.573)

Que explica a autora neste trecho? Ela diz que, quando S. João anulou a visão humana e viu “novo céu e nova terra”, também viu anulado o falso conceito de que o homem, em seu estado atual, seja alguma identidade material e pecadora, sujeita a nascimento e morte. Anulada a visão errônea, o ser real, glorioso e perfeito, de imediato pôde também ser por ele discernido.

Quando será que cada um de nós “chegará a este ponto”? Nunca! JÁ ESTAMOS NELE! Esta percepção traduz o estudo! Nenhuma “visão ilusória” altera jamais  a Obra de Deus, nossa filiação divina, nossa “glória recebida desde o princípio”. Nenhuma “ilusão” nos separa realmente de Deus!  Esta é a revelação que, assumida e contemplada sem reservas, permite-nos “antegozar a Ciência Cristã absoluta”.

Não há sentido, em se tendo esta Revelação absoluta, que percamos tempo e atenção com “velho céu e velha terra”, ou seja, com a visão ilusória que insiste em ver “matéria” em lugar de “Espírito”. O “antegozo” da Revelação absoluta tem, como pré-requisito, não um “passar do tempo” dentro da ilusão, mas em se levar a sério a recomendação crística: “Não podeis servir a dois senhores”. Quais seriam eles? O “testemunho crístico” e o “testemunho material”.

A autora confirma que este vislumbre, do novo céu e nova terra “é, e tem sido, possível aos homens no atual estado de existência”. Eis o valor de uma Revelação absoluta! Eis o ponto a ser considerado!

Paremos de endossar o “mar de crenças” que, ilusoriamente, nos induz a acreditar que “um dia chegaremos lá!” Lembremo-nos: estamos “conscientizando a Verdade”, e não “conscientizando  crenças falsas”. No ATUAL estado de existência, por descartarmos a aceitação do que é material, ou supostamente visto pela mente humana não-iluminada, e pela identificação plena com a visão iluminada de nossa Mente divina,   naturalmente, “tornamo-nos conscientes, aqui e agora, da cessação da morte, da tristeza e da dor”, tal qual aqui nos garante a citação.

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"DAI AO SENHOR A GLÓRIA DEVIDA…"

“DAI AO SENHOR A GLÓRIA DEVIDA…”
Salmo 29;2
DÁRCIO


O linguajar dualista de vários Salmos encerra, na verdade, o fato de que Deus é TUDO. Quando a mente humana se curva diante da Verdade, há a oniação reconhecida, e este reconhecimento da totalidade de Deus é o “dar ao Senhor a glória devida”. A suposta consciência humana é uma farsa! Unicamente Deus é Consciência; assim, a Consciência divina e iluminada é a Consciência Crística que todos já somos.

“Dai ao Senhor a glória devida”, isto é, ouçamos a Voz da Revelação em nós mesmos, com a mente quieta e receptiva! Quietude e receptividade são somente artíficios empregados para a percepção de que “mente humana” é NADA! Aqui e agora, unicamente Deus está consciente e sendo o Ser real de todos. Ao nos desvincularmos das “imagens holográficas” que a suposta mente humana chama de “mundo”, discernimos a Consciência iluminada, aqui presente e sendo a nossa. “Deus está mais próximo do que nossa respiração”, disse um poeta! Nada há mais próximo de nós, do que nós mesmos: e, este EU, que está expresso exatamente aqui e agora como a “sua” Consciência, a “minha” e a de todos, é o próprio Deus.

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"EIS AQUI E AGORA O DIA DA SALVAÇÃO"

“EIS AQUI E AGORA O DIA DA SALVAÇÃO”
Unidade

Diz um ditado: “O tempo cura todas as feridas”. Não há dúvida que com o passar do tempo, nossas mágoas, frustrações, acontecimentos infelizes, tendem a esvanecer-se.

No entanto, faço uma objeção a esse brocardo popular: por que preciso esperar certo tempo, após uma experiência desagradável, para, de novo, usufruir minha paz, alegria, motivação e positiva atitude em relação ao futuro? Sou mesmo obrigado a sofrer um período de desânimo e tristeza, por causa de um desentendimento com alguém? Ou porque um empreendimento não deu certo? Não! Se todos estamos sujeitos a experiências frustradoras, isso não quer dizer que sejamos obrigados a sempre reagir negativamente a elas.Só quando aceito o teor negativo de uma experiência é que me magoo e levo certo tempo para recuperar o estado natural.

Não sou obrigado a reagir negativamente! Tenho outra alternativa. Aceito que o Divino, em mim, tem o poder de curar todas as feridas e restaurar todos os desentendimentos, ao revelar-me que a parte humana reage por causa de suas falhas. Ele me dá compreensão das causas, em mim, para eu extrair proveito da experiência e evitá-las no futuro. Esse tratamento interno é muito rápido, consciente e iluminador.

No Espírito não tenho que esperar que a tempestade humana se acalme, para de novo nascer o sol; nEle me restauro, aqui e agora mesmo. Ele não deseja ver-me mergulhado dias, semanas, meses, em sombras e amarguras.

Obrigado, meu Deus, por me fazeres saber que não sou meus pensamentos, sentimentos e hábitos. Tudo isso é provisório, Meu verdadeiro Ser, que és Tu, transita, incólume, através de todas as experiências.

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CONTAS PAGAS, SAÚDE EM DIA

CONTAS
PAGAS, SAÚDE EM DIA
Dárcio

A imagem visível de nosso ser não tem nada a ver com quem somos realmente. Se ela parecer estar com problema de saúde ou de finanças, por exemplo,  isso nada tem de verdade ou realidade: é miragem! Quando isso é dito, a pessoa logo me pergunta: “Quer dizer que aguentar a dor, ou deixar de pagar uma conta por estar sem dinheiro, em sua opinião, é o correto? Resposta: Não! O correto é saber que, se esta “miragem” mostra alguém com problema de saúde ou de finanças, ela retrata que a pessoa vinha acreditando ser o cidadão humano mostrado pela mente humana! Este é o problema, e não a dor ou a falta de dinheiro!

DEUS É TUDO! Em cada ponto do Universo infinito, existe Deus Se expressando em Sua totalidade! Por isso, o Universo todo é um manancial infinito de dádivas divinas! Como fazemos parte da Realidade espiritual, a Biblia diz: “Sois co-herdeiros com Cristo de todas as riquezas celestiais”. O que de fato nos revela esta citação? Revela que onde cada um está, está o próprio Deus em Autossuprimento! Se a pessoa deixar de se ver em seu aspecto visível e humano, que é pura miragem, para se contemplar sendo Deus em expressão individual, “O PAI, NELE, FAZ AS OBRAS”, ou seja, ele estará consciente de que Deus é o ÚNICO ser ali presente realmente, e que, sendo Deus o Autossuprimento infinito em ação, ele está na plenitude da glória!

Nestas contemplações absolutas, tanto Deus como presença UNIVERSAL quanto Deus como presença especificada como o nosso  ser INDIVIDUAL devem ser contemplados, isto é, o “oceano”, a “gota”, o “oceano contendo a gota” e a “gota imersa no oceano”. Esta visão espiritual completa nos faz discernir o TODO, que é Deus, em sua inseparabilidade infinita que nos inclui a todos. O mundo visível não é realidade! É mera “sombra na mente humana” daquilo que estiver sendo reconhecido! Uma vez reconhecida a Verdade, como “sombra” teremos a manifestação espontânea de nossa saúde, dinheiro para pagar as contas, e quaisquer outras coisas que na aparência se mostrarem necessárias. Como isso se dará? Não interessa! Focalize sua atenção no que é REAL e já SUPRIDO, sem jamais ter “olhos que vasculhem miragens”. Apenas “contemple a Verdade”, como foi explicado, e, depois, aja ou deixe de agir despreocupadamente, em conformidade com as ideias e situações que naturalmente lhe forem surgindo…

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A ORIGEM IMPESSOAL DO MAL

A ORIGEM
IMPESSOAL DO MAL
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Joel S. Goldsmith
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Um dos pontos mais importantes desta mensagem é a revelação da origem e natureza do mal, e de como devemos tratá-lo. Todas as religiões ensinam que Deus é onipresente e onipotente; porém, todos os males continuam presentes sobre a face da terra. O mero conhecer intelectual da totalidade de Deus é pouco. Que mais será preciso? Esta Verdade precisa ser conscientizada. Para isso, utilizamos alguns princípios.
A origem e natureza impessoal do mal é um dos
princípios mais importantes.  Seja qual for o mal, ele é impessoal. Isto quer dizer que jamais ele é criado pela mente errônea de alguma pessoa. Procurar pela causa do problema dentro de si, ou dentro de alguém que nos solicite ajuda, é o mesmo que perpetuá-lo ou impedir que ele seja resolvido. O mal, ou erro, que está se expressando em você, seja como doença ou como algum traço negativo de caráter, não tem absolutamente nada a ver com você.
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A origem do mal está em algo que, por ora, chamaremos de “mente carnal”. Se este termo não lhe diz nada, substitua-o por palavras como satanás, aparência, pretensão ou ilusão. O nome não importa: importa saber que o mal, de qualquer nome ou natureza, provém de uma origem universal impessoal. Se você não for capaz de separar por completo o mal de um indivíduo, a ponto de ver um homem roubando uma carteira e conscientizar: “Obrigado, Deus, sei que ele não é ladrão. Há, por trás disso, a ação da mente carnal”, se não puder fazer isto, suas possibilidades como curador serão remotíssimas. E se, frente a alguma doença, você for tentado a crer ser algum estado mental negativo a sua causa, ou alguma outra condição ou circunstância, há pouca esperança de que consiga ser bem-sucedido como curador.
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Nenhuma qualidade humana é causadora de doença. Você deve impersonalizar instantaneamente todo problema que lhe vier, conscientizando que ele tem sua origem numa fonte impessoal. Esteja certo de que ele não se encontra em você, nem em seu aluno nem em que lhe tenha solicitado auxílio. Deus constitui a identidade do ser individual. Seu nome é EU, e este EU também é Deus. O “Eu” não é dotado de nenhuma qualidade ou propensão de caráter maligno.
Quando este “princípio de impersonalização” tiver sido aplicado, teremos vencido a metade da batalha. O passo seguinte será reconhecermos que a “mente carnal” é nada. A “mente carnal” é uma crença em dois poderes.
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Deus nunca criou dois poderes; Deus nunca criou uma crença em dois poderes. Assim, esta crença não tem poder divino. Não é causa e não possui lei que a possa manter. Para nos livrarmos dela, precisamos conhecer a Verdade, e a Verdade é que Deus é o único Criador: o que Deus não criou não foi jamais criado! Como a crença em dois poderes não foi feita por Deus, não é por Ele mantida, e inexiste qualquer lei para perpetuá-la.
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O primeiro passo, então, é impersonalizar o mal, isolá-lo da pessoa, sem jamais dizer um “ele” ou “ela”, reconhecendo que o mal está na “mente carnal” universal. Em seguida, declarar que esta “mente carnal” não é algo contra Deus, mas uma crença sem Deus, sem lei, presença ou poder que a sustente. Com isto, cerca de oitenta por cento dos casos serão resolvidos. Não há, de fato, a remoção dos problemas: a visão clara da perfeição eterna revela aquilo que sempre tem existido, exatamente onde a suposta discórdia parecia estar presente.
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A dificuldade poderá estar nos outros vinte por cento dos casos, a que se referiu Jesus: “Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”. Para resolver alguns deles, o curador terá de elevar-se muito alto em consciência. De minha experiência, posso dizer que nenhum curador resolveu cem por cento dos casos. Mas, grande número poderá ser solucionado, e poderemos chegar a noventa e cinco por cento de sucesso. Para o restante, teremos de nos elevar ainda mais, para alcançarmos a consciência capaz de permitir-nos dar uma solução.