AMAI VOSSOS INIMIGOS -2

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS
Mary Baker Eddy

PARTE 2

Não temos nenhum inimigo. Tudo aquilo que a inveja, o ódio e vingança – os mais desapiedados motivos que governam a mente mortal – tentarem fazer, não importa o que seja, cooperará “para o bem daqueles que amam a Deus”.

Por quê?

Porque Ele chamou os que são Seus, os armou, os equipou e lhes forneceu defesas inexpugnáveis. Esse Deus não permitirá que eles se percam; e se caírem, levantar-se-ão novamente, mais fortes do que antes da queda; Os bons não podem perder seu Deus, a ajuda à qual eles recorrem nas tribulações. Se entenderem mal as ordens divinas, corrigirão seu engano, darão contraordem, retrocederão sobre seus próprios passos e restaurarão as ordens dadas por Deus, com mais certeza de poder seguir adiante em segurança. Terão aprendido a melhor lição de sua vida, havendo travado batalha contra a tentação, o medo e as investidas do mal, visto que puseram sua força à prova e venceram; visto que sua força se aperfeiçoou na fraqueza e seu medo se autoimolou.

Esta destruição é uma quimicalização moral, na qual as coisas antigas passam e eis que se fazem novas. As tendências mundanas ou materiais dos afetos e propósitos humanos são dessa forma aniquilados; e esse é o advento da espiritualização. `céu baixa à terra, e os mortais finalmente aprendem a lição: “Não tenho inimigos”.

Mesmo na crença, tens um só inimigo (e esse não faz parte da realidade), que é o teu próprio eu – sua crença errônea de que tenhas inimigos, de que o mal seja real; de que na Ciência exista alguma coisa além do bem. Cedo ou tarde teu inimigo despertará de sua ilusão, para sofrer por sua má intenção; e descobrirá que ainda que essa má intenção não se leve a cabo, traz um castigo dez vez maior.

O amor é o cumprimento da lei: é graça, misericórdia, justiça. Eu costumava pensar que bastava cumprir as leis de nosso país; que, se um homem apontasse uma arma para meu coração, e se eu, atirando primeiro, pudesse matá-lo e salvar minha própria vida, estaria agindo corretamente. Eu também achava que, se desse aulas gratuitas aos alunos que não podiam pagar, assistindo-os depois financeiramente e, se após o término do curso, não cessasse de ensinar os que se desviassem do caminho, mas os acompanhasse, com preceito e mais preceito; que, se meu ensino os houvesse curado e lhes mostrado o caminho seguro da salvação, – eu haveria cumprido todo o meu dever para com os alunos.

O amor não proporciona justiça humana, mas sim misericórdia divina. Se nossa vida estivesse sob ataque, e só pudéssemos salvá-la em conformidade com o direito comum, tirando a vida de outra pessoa, acaso preferiríamos sacrificar a nossa própria? Temos de amar nossos inimigos em todas as manifestações pelas quais e nas quais amamos nossos amigos; precisamos até mesmo tentar não expor suas falhas, mas sim fazer-lhes o bem sempre que ocorra uma oportunidade. Proporcionar justiça humana àqueles que nos perseguem e nos caluniam, seria não deixar a Deus a prerrogativa de repreendê-los, e não bendizer os que nos maldizem. Se não tivermos nenhuma oportunidade especial de fazer o bem aos nossos inimigos, podemos incluí-los em nossos esforços gerais para beneficiar a raça humana. Como posso fazer muito de bom, de forma generalizada, àqueles que me odeiam, eu nisso me empenho com sinceridade e cuidado especiais – já que eles não me deixam nenhuma outra possibilidade, embora para tanto eu tenha lutado chorando. Quando batem numa face, ofereço a outra; tenho só duas para dar.

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AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

AMAI
OS VOSSOS INIMIGOS
Mary Baker Eddy
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Parte 1

Quem é teu inimigo, para que devas amá-lo? Acaso é uma criatura ou alguma coisa fora da tua própria criação?

Porventura podes ver um inimigo a não ser que primeiro o concebas e depois contemples o objeto de tua própria concepção? O que é que te causa dano? Pode a altura, ou a profundidade ou qualquer outra criatura separar-te do Amor que é o bem onipresente, – que abençoa infinitamente a um e a todos?

Simplesmente considera como inimigo aquele que contamina, desfigura e destrona a imagem-Cristo que tu deverias refletir. Tudo aquilo que purifica, santifica e consagra a vida humana não é inimigo, por mais que soframos nesse processo. Escreve Shakespeare: “Doce é o fruto da adversidade.” Disse Jesus: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós …pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.”

A lei hebraica, com o imperativo “Não farás isto”, “Não farás aquilo”, com suas exigências e condenações, só pode ser cumprida por meio da bênção do evangelho. Então, “Bem-aventurados sois, pois a consciência do bem, da graça e da paz vem por meio da aflição corretamente compreendida, sendo santificada pela purificação que traz à carne, – ao orgulho, à ignorância acerca do próprio eu, à obstinação, ao egotismo, à justificação própria. Doces são, de fato, esses resultados do uso do divino cajado! Quão certo está o Pastor de Israel em fazer passar todo o Seu rebanho, sob Seu cajado, rumo ao Seu redil; enumerando assim cada uma das ovelhas e dando-lhes, por fim, um refúgio contra os elementos da terra.

“Amai os vossos inimigos” é idêntico a “Não tendes inimigos”. Qual é a relação entre essa conclusão e aqueles que te odiaram sem motivo? Simplesmente que aqueles desafortunados indivíduos são, virtualmente, teus melhores amigos. Antes de mais nada, e em última análise, eles estão te beneficiando de uma forma que vai muito além do conceito de bem que tu possas ter no momento.

Aqueles a quem chamamos de amigos parecem adoçar o cálice da vida e enchê-lo com o néctar dos deuses. Levamos esse cálice aos lábios, mas ele nos escapa das mãos e cai em fragmentos, diante de nossos olhos. Talvez, tendo saboreado seu vinho tentador, fiquemos embriagados; talvez nos entreguemos ao sonho letárgico, imbuídos de autossatisfação; ou então, voluntariamente ponhamos de lado, como insípido e indigno de ser humanamente almejado o conteúdo desse cálice de prazer humano egoísta, que perdeu o sabor.

E por que razão nós conseguimos continuar desfrutando desse conceito desvanecente, com suas deliciosas formas de amizade, com as quais os mortais aprendem a gratificar-se nos prazeres pessoais e se acostumam a uma paz traiçoeira? Porque esse conceito é o único e grande perigo na senda tortuosa que ruma para o alto. Uma noção equivocada sobre o que constitui a felicidade é mais desastrosa para o progresso humano do que tudo o que um inimigo ou uma inimizade possam impor à mente ou inocular em seus propósitos e realizações, para assim entravar as alegrias da vida e aumentar suas tristezas.


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"EU ERA CEGO, MAS AGORA VEJO"

“EU ERA CEGO, MAS AGORA VEJO”
DÁRCIO

A crença de que este mundo é material faz com que a maioria acredite que “enxergar” é observar um objeto material por meio de olhos carnais. Dessa crença falsa vem a seguinte, isto é, que estes olhos carnais se cansam,  com o tempo requerem ajustes materiais para  esta visão se manter plena, etc. Dessa forma, as pessoas usam lentes, óculos, corrigem os olhos carnais através de cirurgias, etc. De onde surge tanta ideia fraudulenta? Da ILUSÃO! Da aceitação geral de que “existe universo material”.

DEUS É TUDO! DEUS É ESPÍRITO! DEUS É ONIVISÃO! A natureza de Deus é a natureza do ser individual! O que é válido para Deus, é válido para cada um de nós! Deus é permanente! Suas qualidades e aspectos são eternos! O Universo infinito contém em cada ponto de Si mesmo toda a natureza de Deus! A VISÃO é uma constância eterna onipresente! Pare de achar que os olhos carnais enxergam! Você acredita que os olhos de uma estátua pública veem? Seria a mesma coisa! Matéria é NADA! Reconheça que a Visão de Deus, plena e perfeita, vê perfeitamente, aqui e agora! Entenda que exatamente onde você poderia achar que existam “olhos carnais”, o que de fato EXISTE, é  DEUS SENDO DEUS MESMO COMO VISÃO ABSOLUTA!

Os olhos da aparência são fictícios! São como os olhos do Pato Donald vendo a Margarida! Extraia sua atenção da ILUSÃO! Compenetre-se de que Deus é ONIVISÃO! Reconheça a ONIVISÃO sendo a SUA VISÃO PERFEITA, que é DEUS VENDO COMO OS SEUS OLHOS ESPIRITUAIS! E contemple a PERFEIÇÃO ETERNA DESTES SEUS OLHOS!
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"DEIXA O TEU CÂNTARO"

“DEIXA O TEU CÂNTARO”
DÁRCIO
PARTE 2 – FINAL
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Você compreendeu a mensagem do Cristo? Que inexistia mulher samaritana  ali, e que, pelo DOM DE DEUS, o próprio Cristo Se fazia presente sendo a identidade dela? Não é esta a Verdade Absoluta sempre aqui exposta? A Verdade da totalidade de Deus?

Alguns se matriculam em “cursos da Verdade”, onde passam a vida toda almejando “iluminação”, “à espera do Cristo”, “anulando o ego”, etc. NÃO DEIXARAM O SEU CÂNTARO”. Outros veem seu emprego, seu patrão, seus parentes, suas aplicações, etc, como “fonte de suprimento”. Estão no “poço de Jacó”; não largaram o  seu cântaro. Há também aqueles que, primeiramente,  se dedicam a fazer caridade ou a prestar auxilio humano ao próximo obstinadamente; deixam, assim, de perceber que RIOS DE ÁGUA VIVA fluem igualmente a partir de todos. Também não deixaram o seu cântaro!

Para que “todos os cântaros” sejam deixados, basta você se identificar agora com os dizeres de Jesus: EU O SOU, EU QUE FALO CONTIGO! A ÁGUA VIVA! Este  “EU SOU” é a SUA VIDA, A VIDA ÚNICA QUE DEUS É!

Somente pela aceitação incondicional e imediata de que, pelo DOM DE DEUS, a Vida DIVINA é a totalidade de SUA VIDA, pode você abrir mão de todos os “cântaros” da aparência ilusória para experienciar Deus, vivenciar a Realidade, e ter o discernimento pleno de sua real identidade crística.

O “cântaro” é a ilusão! O “cântaro” é o NADA que tenta se fazer passar por “recipiente que contém água”. O “cântaro” é o “sábio intelecto” que julga conhecer tudo, ou dar justificativa para tudo. O “cântaro” é o “iluminado” que acumula “discípulos”, ou “instrutores” que os classificam  em diferentes graus de consciência. O “cântaro” é a “visão” que crê nas aparências. O “cântaro” é o ensinamento que leva em conta o tempo. O “cântaro” é a doutrina que promete uma “volta” do Cristo.

Leitor, assuma de uma vez  a Identidade divina, que JÁ É  SUA pela Graça! Abandone o “cântaro” da dualidade contida nos ensinamentos relativos! Beba da Água Viva diretamente da Fonte interna da Onisciência, diretamente e sem intermediários, sejam eles pessoas, livros ou cursos. Todos estes são “cântaros”, assim como este texto  é “cântaro”. Volva-se AGORA à FONTE, de onde lhe jorra eternamente a ÁGUA VIVA: VOCÊ É A FONTE! Onde quer que esteja, VOCÊ É AUTOSSUPRIDO! “Deixe o seu cântaro!” Faça-o em definitivo, como a samaritana!

“Deixou pois a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o Cristo? Saíram pois da cidade. E FORAM TER COM ELE” (João 4: 28-30). O mesmo DOM DE DEUS é igualmente para todos. DEUS é a Fonte de ÁGUA VIVA ONIPRESENTE! Todos podem, portanto, “sair da cidade” (aparência) para beber da Fonte única (Consciência).  Não vacile: DEIXE O SEU CÂNTARO!

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MUNDO TERRENO É QUADRO HIPNÓTICO

MUNDO TERRENO É QUADRO HIPNÓTICO
DÁRCIO

Qual seria o motivo pelo qual Jesus disse que o Reino de Deus fosse buscado em primeiro lugar? Ele já sabia que não existe outro mundo! Sabia que apenas nos dizer: “Vós, deste mundo, não sois”, seria insuficiente! Por que? Porque a informação seria recebida justamente pela mente humana falsa, a ilusória mente que vê meramente um “quadro hipnótico” e o chama de “universo”. Sabia que esta mente falsa teria de ser extinta! E sabia, também, que “ser extinta” seria até errôneo de se dizer, uma vez que é ilusória! Uma inexistência! Assim, a “eliminação” da mente falsa acaba “acontecendo” através de um pleno reconhecimento de sua nulidade pelo resplandecer total e consciente da Mente divina como sendo a nossa.

“Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra; cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2:20). Eis o processo de “buscarmos o Reino de Deus”. Contemplarmos que “somos o Templo de Deus” e que este Deus Se encontra em nós mesmos como a Consciência iluminada que somos. Que toda a ILUSÃO de mundo terreno seja calada! Que a crença em existências humana seja calada! Que a dualidade que considera “dois mundos”, espiritual e material, seja calada!

Contemple-se em unidade com o Eu Sou Infinito! Não admita qualquer outra presença ou poder além de Deus! Glorifique a Deus como TUDO! Faça com que “toda a terra se cale”. O Reino de Deus é TUDO! “Nele vivemos, nos movemos e existimos”.

Entre em contemplação, e medite:

QUE TODA A TERRA SE CALE DIANTE DE MIM!

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“DEIXA O TEU CÂNTARO!”

“DEIXA
O TEU CÂNTARO!”
Dárcio
Parte 1

Por que o mundo continua aparentemente com os mesmos problemas de sempre? Faltaria alguma mensagem libertadora? A busca pela Verdade tem se mostrado infrutífera? As pessoas acham que a vida é dura demais, cheia de problemas, e quando leem artigos da Verdade, chegam a dizer: “Estes princípios são difíceis demais de serem praticados”, e transformam o estudo num problema a mais! Algumas se sentem culpadas, pois, diante das mensagens iluminadoras, apresentadas ao mundo em todas as épocas, elas se colocam numa posição de quem “recebeu a Verdade, mas não se dedicou a praticá-la”.

Há séculos que a humanidade vem se perdendo em autocríticas, autoanálises, exames de consciência, por acreditar possuir a mente ilusória que pode errar e acertar; desse modo, justamente a Verdade que a libertaria é deixada de lado! Se as pessoas a buscam, fazem-no exatamente ao contrário do recomendado, ou seja, aceitam que a Verdade, Deus, esteja em qualquer parte, menos SENDO elas próprias.

Os fracassos na percepção da Verdade podem ser explicados, em suma, da seguinte forma: não podemos buscar a Verdade fora do nosso ser; não podemos nos tornar algo que já somos.

“Disse-lhe pois a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” (João 4: 9-10).

Você, que lê este texto, conhece o DOM DE DEUS? Quando falamos da VIDA PELA GRAÇA, não falamos de um conto de fadas! A samaritana, ao perceber que a “água viva” estava jorrando eternamente da FONTE DIVINA e dela própria, percebeu também que jamais voltaria a ter sede. Que fez ela? DEIXOU O SEU CÂNTARO! Isso mesmo: DEIXOU O SEU CÂNTARO! “Deixou pois a mulher o seu cântaro e foi à cidade…”(João 4: 28).

A Verdade faz com que cada um “deixe o seu cântaro”. Teria Jesus dito à samaritana que a acompanharia pessoalmente até ser ela capaz de receber a “água viva”? Não! Ela lançou fora o cântaro por ter discernido A QUEM Jesus pedira de beber, quando ELA estava no poço de Jacó. “A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias vem; QUANDO ELE VIER, nos anunciará tudo. E Jesus disse-lhe: EU O SOU, EU QUE FALO CONTIGO” (João 4: 25-26). Revelava o “EU SOU” onipresente.

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UE EU SOU, VOCÊ ENTENDE ISSO?

EU SOU
O QUE EU SOU, VOCÊ ENTENDE ISSO?

Saint Germain

Respirai o aroma da vossa própria Essência; senti junto a vós a vossa sabedoria, permiti-vos a assimilação do vosso poder e aplicai o vosso poder no vosso dia a dia.
Gostaríamos muitíssimo que cada vez mais e com mais rapidez, pudésseis elevar os vossos pensamentos e vossas chamas de luz.
Que possais acreditar no vosso poder interno, que possais efetivamente concordar com a ideia de que vós sois deuses, – que é o que tentamos passar a cada reunião com vocês, através de diferentes mestres, através de diferentes seres que se manifestam aqui.
Amados filhos, quando iniciamos esse trabalho, iniciamos com o divino propósito de que a lucidez pudesse se estabelecer em vosso grupo. A lucidez, que sentimos estar devidamente estabelecida, agora exige de vós que caminheis mais rapidamente, exige que possais, através de vossas próprias experiências e através da conexão com vossa Presença Divina Eu Sou, vos tornardes os vossos próprios mestres, os vossos próprios mentores, os vossos próprios anjos guardiães.
Não estamos querendo dizer com isso que ajudas externas não sejam úteis.  Ao contrário.   O auxílio externo é, sim, útil, quando vem dos seres de luz dotados de mais experiência, provenientes de realidades que muitas vezes fogem do vosso padrão comportamental, do vosso padrão de mentalidade.
Porém, filhos da luz, cada vez se torna mais importante que possais ter como base fundamental, a Vossa Essência. Que possais cada vez mais vos mirar em vós.
Quando dizemos “em vós”, não estamos nos referindo às pequenas coisas da vida, não estamos nos referindo às brincadeiras que muitas vezes fazeis convosco mesmos ou entre vós, mas estamos falando das grandes questões das vossas vidas, estamos nos referindo sim, à possibilidade de alçarem voos maiores, à possibilidade de conectar-vos à vossa Essência, a vossa Essência que vos dirá que caminhos seguir, quais serão os rumos, quais serão as técnicas a serem utilizadas.
Filhos da luz, confiai cada vez mais.  Confiai, esta é a palavra.
Passamos da etapa de meramente desenvolver a intuição. Os vossos campos intuicionais já estão abertos, desenvolvei a fé, a fé naquilo que vos é dito, naquilo que vos é colocado, naquilo que a vossa Essência tenta vos colocar.
Vemos cada um aqui, envolto nos seus diferentes problemas, envolto em situações da vida que muitas vezes seriam facilmente resolvidas se simplesmente acreditassem na vossa Essência.
Quando dizemos, Eu Sou o Que Eu Sou, o que queremos dizer com isso, filhos da luz?
Queremos dizer que vós não precisais de nada, queremos dizer que dependeis única e exclusivamente da vossa Presença Divina, pois é ela que vos conecta diretamente ao Ser que Tudo É. Vós sois parte de Deus, Deus é parte de vós.
Numa concepção simples, Deus está em vós, vós estais em Deus. Vamos procurar evitar a perda de tempo com raciocínios tortuosos que a nada levam.   Deixai as “intelectualidades” para os “intelectuais” que perdidos estão no marasmo e não agem. Atuai através da vossa Presença Divina Eu Sou e de nada mais precisareis.
Eu sou Saint Germain. Eu sou a força e a decoração da Chama Violeta neste mundo. Eu represento Liberdade e Poder do Amor expresso por Liberdade acima do mundo. De norte a sul eu sou Saint Germain, de leste a oeste eu sou Saint Germain. Do Brasil a Singapura eu sou Saint Germain.
Eu Sou Saint Germain na Luz.”

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CURA: UMA ANULAÇÃO DA ILUSÃO

CURA: UMA ANULAÇÃO DA ILUSÃO
DÁRCIO

Quando uma “ilusão de doença” se mostra como realidade, a pessoa diz necessitar de cura. Ela acredita mesmo estar tendo alguma”alteração para pior” em sua saúde, e tenta fazer o possível para “recobrar a condição saudável”. Este anseio é o seu problema! Por que? Porque não foi a saúde que se ausentou, mas sim uma ILUSÃO que se instalou como fato verdadeiro! Quanto antes ela perceber isso, mais rapidamente “retornará” a sua imagem visível de corpo saudável.  Assim como a nuvem não altera o brilho do sol, a ILUSÃO não altera a luminosidade eterna do nosso Corpo real, que é Deus na forma “Corpo”.

Descarte a ilusão! Pare de lutar para recuperar o que jamais perdeu! A chamada “cura” é uma anulação da ILUSÃO! Contemple Deus sendo o Corpo! Contemple “rios de água viva” fluindo de “cada suposta celula” de seu Corpo! As chamadas células corporais não são o que parecem ser! São o “Verbo feito carne”, isto é, são Deus sendo visto como “células” pela mente humana! Contemple calmamente esta ação de Deus em SER DEUS como cada suposta célula; contemple esta ação como sendo a “saúde permanente” de cada uma delas! Atenha-se ao “sol” e não às “nuvens” que parecem tolher seu brilho! Contemple a ONIAÇÃO sendo “saúde onipresente”; sua saúde eterna é a espontânea oniação divina em SER O TEMPLO DE DEUS. Este Templo é o que constitui o “seu” CORPO.

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A ONISCIÊNCIA

A ONISCIÊNCIA
DÁRCIO

Deus é Onisciente. Se o TODO é a própria Onisciência, o Universo inteiro é, em Si, Sabedoria suprema. Assim, “Eu Sou Onisciente”. Qualquer intenção de passar informação ou dar aprendizado à nossa INDIVIDUALIDADE, que é o Cristo, somente pode ser vista como ilusória. Na verdade, o que aparenta ser um aprendizado, para a suposta mente humana, é simples constatação de que a SABEDORIA É!. Deus é TODO O SABER. Sendo assim, a Consciência crística, agora manifesta COMO cada um de nós, JÁ É dotada de todo o conhecimento universal. Falando mais precisamente, a nossa Consciência individual não apenas é dotada de Onisciência: ELA É A ONISCIÊNCIA EM SI! (O mesmo se aplica à Onipresença e à Onipotência).

O Cristo, o Eu espiritual perfeito, JÁ É onisciente. Por esse motivo, em todas as nossas meditações, partimos dessa Verdade. Nada iremos informar a Deus; nada iremos pedir a Deus: na quietude da contemplação, perceberemos “a descida do Espírito Santo”, ou seja, a espontânea Autorrevelação: EU SOU O QUE SOU. Com o hábito, perceberemos, após meditarmos, que certos “impulsos interiores” nos dão as diretrizes para a vida cotidiana. Que são eles? A Onisciência aparecendo como conceito humano de sabedoria. Tais impulsos, quando percebidos e seguidos, promovem o que chamamos de “solução espiritual dos problemas humanos”. Estaremos manifestando visivelmente a HARMONIA ETERNAMENTE MANIFESTA DA REALIDADE DIVINA TRANSCENDENTAL.

Certas pessoas dizem não perceber estes “impulsos” com nitidez. Mesmo assim, se elas se dedicarem corretamente à contemplação da Natureza do Todo, vendo-se INCLUSA nesse Todo, assim como um ponto se vê incluso na reta que ajuda a formar, certamente os fatos e seu dia a dia se desenrolarão em harmonia, com as coisas tomando naturalmente o rumo certo.

Dissemos não haver “aprendizado”, e sim “constatação” de que a Onisciência é onipresente. O estudo da Verdade não pode ser encarado como os chamados “estudos humanos”. A mente humana almeja ampliar seus limitados conhecimentos; a Mente onisciente já é Todo-sapiente: nada lhe resta a “aprender”. Se discernirmos o real sentido do chamado “estudo da Verdade”, passaremos a viver a vida pela Graça, propagada pela mensagem de O Sermão Da Montanha: “NÃO ANDEIS CUIDADOSOS QUANTO À VOSSA VIDA (…) DE CERTO VOSSO PAI CELESTIAL SABE QUE NECESSITAIS DE TODAS ESTAS COISAS”.

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POSITIVE SUA IDENTIDADE ÚNICA!

POSITIVE
SUA IDENTIDADE ÚNICA!
Dárcio

 
“Aquieta-te e sabe, eu sou Deus” – diz o Salmo 46. Nossa identificação com a Verdade precisa ser feita integralmente! DEUS É TUDO! Portanto, tudo e todos somos Deus em expressão! Sua identidade precisa ser positivada com a autoridade do Deus que VOCÊ É! Não há sentido em se estudar a Verdade, aceitar a totalidade de Deus, e, em seguida, usar a mente humana para analisar se a Verdade “Eu Sou Deus” está sendo afirmada espiritualmente ou “apenas” mentalmente!

“Por que é preciso POSITIVAR esta identidade que já sou, se ela já é quem sou?” Assim me perguntam! Por que me perguntam? Por não a terem positivado! “Positivar” é SER! A manutenção desta avaliação humana, se a afirmação é legítima ou espiritual, e não feita mentalmente pela mente humana, precisa acabar! Entenda, de uma vez por todas, que VOCÊ É DEUS! Jamais sua vida esteve sendo outra, senão Deus vivendo! Não alimente crenças que deixem esta Verdade encoberta! Não analise se a frase EU SOU DEUS está sendo aceita espiritualmente ou mentalmente! Não questione a Verdade! Este é o DUALISMO que você pode estar nutrindo sem perceber!

Afirme, positive, assuma e viva a Verdade: EU SOU DEUS! Não há OUTRO ao lado de MIM! Não permita nada, agindo ou pensando em VOCÊ, que possa ser discordante desta Verdade Absoluta! POSITIVE SUA IDENTIDADE ÚNICA! E mais: estenda esta percepção de modo a abranger o INFINITO! Desse modo, estará sendo PERFEITO EM UNIDADE, como orava Jesus para cada um ser!

 
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A ONIPOTÊNCIA

A ONIPOTÊNCIA
Dárcio

Deus é Onipotente. Quando a pessoa se deixa confundir pelo conceito de sua identidade inventado pela mente humana, acaba acreditando ser um simples mortal nascido neste mundo. Assim, influenciada pelas sugestões mesméricas ou crenças coletivas, vê o “mal” como realidade e vive temerosa, julgando-se capaz de se tornar vítima de sofrimentos,  infelicidades ou desgraças. Porém, entendendo o que significa a ONIPOTÊNCIA DIVINA, pelo estudo da Verdade Absoluta, o que aparentava ser um “poder maligno” é desmascarado diante da percepção de que DEUS, O UNO, É O ÚNICO PODER. O que é válido para o UNO, é válido para o INDIVÍDUO. Assim, cada um de nós pode afirmar: DEUS É ONIPOTENTE; DEUS É UNO COMIGO, EU SOU ONIPOTENTE. O chamado “mal”, que parecia vir do exterior para atuar sobre o “ego humano” passa, a partir dessa percepção interna e silenciosa, a ser encarado como simples “aparência”, simples “miragem” completamente destituída de poder real. Melhor dizendo, nunca há um “ego humano” à mercê de crenças malignas ilusórias: as crenças ilusórias é que incluem, em suas falsidades, o conceito de que somos humanos e não divinos. Eis por que estudamos a Verdade: para invertermos esta aceitação, e darmos “testemunho da Verdade”.

Crença alguma pode afetar o “Eu”; fogo não O pode queimar, água não O pode afogar. “Maior é AQUELE que está em MIM do que “aquele” que está no mundo”. Por que é assim? Porque o “Eu”, em todos nós, é DEUS. “EU SOU” Onipotente. Esta é a Verdade que no divino silêncio nos é revelada. O sonho mortal tenta nos fazer crer em personalidades de vida temporal, sujeitas a nascimento, mudança, morte, reencarnação, etc. Todas estas crendices falsas se anulam pela percepção direta da Realidade divina, em que o EU UNIVERSAL é permanentemente a nossa ÚNICA identidade. O chamado “tempo” não existe! Há somente o AGORA. Percebamos a Verdade: jamais fomos algum “outro eu”, senão o Eu Sou Divino que AGORA somos! Coloquemos nesta Verdade Absoluta o nosso REFERENCIAL DE SER; assim, ficará realmente simples discernirmos que “Eu Sou Onipresente”, e que, igualmente, “Eu Sou Onipotente”.

Enquanto alguém insistir em se aceitar como “ser humano”, dificilmente conseguirá se ver livre dos “pares de opostos”, os conceitos de bem e de mal e seus consequentes sentimentos de culpa, ressentimento, pecado, inferioridade e superioridade. CONTEMPLEMOS UNICAMENTE A VERDADE! Esta é a forma que nos permitirá “vencer o mundo”. Para que um pesadelo desapareça, basta que ocorra o DESPERTAR! Mantenha-se em quietude e silêncio, até discernir com clareza “este” AGORA, o AGORA em que resplandece o Cristo, o Verbo, a identidade espiritual eterna, que sempre esteve sendo o “seu” verdadeiro, imutável e único Ser.

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"LEITE" E "MANJAR SÓLIDO"

“LEITE”
E “MANJAR SÓLIDO”
DÁRCIO

E EU, IRMÃOS, NÃO VOS PUDE FALAR COMO A ESPIRITUAIS, MAS COMO A CARNAIS, COMO A MENINOS EM CRISTO. COM LEITE VOS CRIEI, E NÃO COM MANJAR, PORQUE AINDA NÃO PODÍEIS. TAMPOUCO AINDA AGORA PODEIS, PORQUE AINDA SOIS CARNAIS. POIS, HAVENDO ENTRE VÓS INVEJA, CONTENDAS E DISSENSÕES, NÃO SOIS, PORVENTURA, CARNAIS E NÃO ANDAIS SEGUNDO OS HOMENS?”
I Coríntios 3: 1-3.

Paulo, para justificar sua pregação em vários níveis, usou a comparação do “leite e o manjar sólido”. O leite era o ensinamento menos duro, em termos de profundidade: segundo ele, as “criancinhas em Cristo” seriam capazes de ingeri-lo. Já o manjar, alimento sólido, exigiria uma postura espiritual mais amadurecida.

Em tudo que é relativo, surgem os prós e os contras! No caso, os “prós”, quando a Verdade é passada como “leite”, e sendo adaptada à suposta capacidade momentânea de assimilação de alguém, são as facilidades  criadas objetivando uma abertura de compreensão em quem se vê ainda totalmente preso às crenças na matéria. Os “contras” ocorrem quando estas “adaptações”, por gerarem ensinamentos  diversos, criam também bloqueios à Verdade Absoluta, permitindo uma infinidade de religiões diferentes, cada uma com adeptos se julgando os únicos “donos” da Verdade, e presos a conceitos relativos!  Em outras palavras, é quando as pessoas se habituam a ficar “bebendo leite” de diferentes “marcas”, esquecendo-se de que “o manjar sólido” já o deveria estar substituindo.

Quando o “manjar” é oferecido e recebido como alimento definitivo, acabam as diferenças todas! DEUS É TUDO! Não existe mais nada! Mas, como aqui escreve Paulo, como dizer a “carnais” que Deus já está sendo a real identidade deles?

Hoje em dia a coisa está diferente.  Por já existirem tantos  “ensinamentos-leite”, torna-se possível alguém se dedicar exclusivamente a oferecer o “ensinamento-manjar”.   Assim, o site do Facho de Luz se destina a oferecer prioritariamente “alimento sólido”. Para ingeri-lo, VOCÊ deverá estar desejoso de se livrar da “crença na matéria”, assumir a revelação de que “possui a mente de Cristo”, e, IDENTIFICADO com esta Mente , reconhecer o óbvio:

DEUS, SENDO TUDO, ESTÁ SENDO VOCÊ!

Pai, sei que Tu és Espírito Onipresente! Tendo aceito a Tua Revelação de que “tenho a mente de Cristo”, abro-me à percepção interna de que, em  virtude da Onipresença, a “minha” presença é a Tua Presença, o “meu” Espírito é o Teu Espírito,  o “meu” corpo é o Teu Corpo. Não somos dois: somos UM.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

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DESPERTAR NÃO É ILUMINAR-SE

DESPERTAR NÃO É ILUMINAR-SE
DÁRCIO

Se alguém, em dia ensolarado, estiver caminhando sob o sol e sendo por ele iluminado, mas de olhos fechados, não perceberá luz alguma. Mas a luz que o ilumina não terá sido alterada pelo seu fechar de olhos! Quando estudamos a Verdade, partimos de Deus como TUDO! Como “Deus é LUZ”, a LUZ é TUDO! Portanto, somos LUZ e não há como deixarmos de ser nem como nos iluminarmos! A LUZ QUE SOMOS, É! ! Por isso Jesus afirmou categoricamente: “SOIS A LUZ DO MUNDO”.

Não force a mente para “se tornar iluminado”! ABRA O OLHO SIMPLES! “Se teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso”, disse Jesus. Explicava a nossa condição iluminada imutável! Explicava que “despertar não é iluminar-se”, mas sim, VER-SE COMO LUZ!
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“Desperta, tu que dormes, e a luz do Cristo te alumiará.” (Efésios 5:14)
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LIBERTAÇÃO DO FALSO PENSAR

LIBERTAÇÃO DO FALSO PENSAR
Joel S. Goldsmith

Cessa de te condenares a ti mesmo! Cessa de repreender-te por causa dos teus pecados e erros! Nada conseguirás condenando-te a ti ou a teus semelhantes. Acaba com essa autocondenação e compreende que marcarás passo no plano negativo, de ordem mental ou material, na medida em que aceitares e fizeres atuar sobre ti crenças que te foram impingidas pelo mundo.

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Começa a compreender que a natureza do teu ser é Deus, que a essência de tua alma é a essência de Deus, e que a natureza do teu corpo é a do templo de Deus. Sim, o teu corpo é o santuário do Deus vivo: cessa de condená-lo, de odiá-lo ou de temê-lo. Compreende que a tua mente é um instrumento através do qual pode fluir Deus, a Verdade. Não condenes a tua inteligência, dizendo que é imperfeita ou mortal ou má. Tal inteligência não existe no mundo de Deus; existe uma mente só, e essa mente é instrumento de Deus. Se desistires dessa incessante mania condenatória, verás que a tua mente é um espelho límpido para refletir tua alma.
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O "EU SOU" ONIPRESENTE

“EU SOU”
ONIPRESENTE
DÁRCIO
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Como a natureza de Deus é ser Onipresença, pela UNIDADE cada um de nós pode afirmar: “Eu Sou Onipresença”. A suposta mente humana talvez queira reagir, dizendo que estamos limitados ao tempo e ao espaço; mas, a Verdade imutável anula todas estas sugestões de limitações.  “Quem me vê a MIM, vê o Pai”, disse Jesus, para revelar a Verdade absoluta e a necessidade que todos temos de transcender a ilusão em vida e mundo materiais ou temporais. A Verdade estará sendo conhecida quando, conscientemente, nos dedicarmos a fazer o seguinte reconhecimento: “O Ser que EU SOU, é a Vida universal, o TODO INDIVISÍVEL, que ocupa todo o Universo sendo o próprio Universo. A infinitude do TODO é a minha INDIVIDUALIDADE; assim, EU SOU ONIPRESENTE, por ser o TODO aqui onde EU estou”.
Meditamos contemplativamente para reconhecer a veracidade desses princípios. Nosso Ser é transcendental, espiritual, indivisível e onipresente; isto testifica o “nada”, a nulidade que é a ILUSÃO. Com o Despertar espiritual, podemos discernir o Universo de Luz, que é ATEMPORAL.

Este “EU”, que “EU SOU”, é a VIDA IMUTÁVEL. O suposto ser humano, ou “ego”, reconhecido pela mente humana, jamais participa desta Vida eterna. Este conceito de identidade não estava com cada um no princípio, e não estará no fim, e, por conseguinte, não está agora fazendo parte do ser de ninguém. Vale lembrar aqui a fala de Jesus: “Antes que Abraão existisse, EU SOU”. O chamado “homem feito do pó da terra” não integrava a IDEIA DIVINA de Universo, sendo ILUSÃO desde o começo. O que não é eterno, o que não é da natureza de Deus, o que não faz parte do PROJETO ESPIRITUAL PERFEITO, não existe, apesar de parecer existir. Isto significa que “o Adão expulso do paraíso” é uma ILUSÃO; significa que “o retorno do filho pródigo à casa do pai” é igualmente ILUSÃO. A Bíblia faz uso de alegorias e parábolas para nos levar à percepção da Realidade, à percepção da natureza de Deus, à percepção do Cristo, o Filho de Deus, que, como já dissemos, é “um com o Pai”, e é a genuína identidade eterna de todos nós, uma vez que “as obras de Deus”, diz a Bíblia, “são permanentes”.

A suposta mente humana aceita a falsidade chamada “tempo”; sabemos, contudo, que TUDO É AGORA. Quando há o “despertar” para a realidade única do agora, simultaneamente se dá a AUTODESCOBERTA da verdadeira e única identidade de cada um como sendo o CRISTO. Entretanto, enquanto alguém insistir na crença em “tempo”; enquanto se aceitar como “ser humano nascido em mundo material”, estará aceitando também todos os fatos e personagens ilusórios a ele apresentados pela mente humana, e se deixando sugestionar hipnoticamente por eles, o que culminará no aparente encobrimento de sua IDENTIDADE VERDADEIRA. As limitações e imperfeições que o mundo aceita como integrantes de nosso Ser nada têm a ver conosco! Este é o objetivo deste estudo: deixarmos de nos identificar com o “eu humano”, e seu ilusório mundo, para nos identificarmos com a natureza de Deus.


DO SEU ESTADO DE ÂNIMO

DO SEU
ESTADO DE ÂNIMO
Dárcio

Do seu estado de espírito
dependerá seu dia, sua semana, sua vida. Do seu estado de ânimo dependerá a qualidade do que você faz, dos seus relacionamentos, do seu contato com o mundo. Portanto, em vez de sair ao mundo com a mente crítica, que se desgasta em infrutíferos julgamentos de tudo e de todos à sua volta, saia rumo a ele convicto de sua unidade com Deus, de que Deus se faz presente em tudo e em todos, e viva feliz, dando ao próximo a felicidade que este estado de ânimo iluminado é capaz de propiciar.

Tudo depende de você!
De sua reação diante da vida!

Do seu estado de ânimo!

DEUS É ONIPRESENTE

DEUS É ONIPRESENTE

DÁRCIO

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Deus é indefinível. Somente através de uma experiência transcendental a natureza de Deus pode ser conhecida. Este é o motivo pelo qual se diz: DEUS É. Quando Moisés perguntou a Deus: “Qual é o Seu nome?”, obteve por resposta: “Eu sou o que sou” (Êxodo 3: 12-14). Quando Jesus falou claramente, “Eu e o Pai somos um”, revelou que a natureza de Deus é a natureza do homem real. Esta “unidade” é a base de todo ensinamento espiritual legítimo.Por que Moisés, Jesus e vários outros profetas ou místicos tinham tanta informação espiritual? Porque para eles, Deus não era mero “tema de estudo teórico”, e muito menos simples vocábulo de Escrituras. Moisés e Jesus nos servem de exemplos sobre como deve ser encarado o procimento correto: encaravam Deus como realidade viva, presente em unidade com eles, dotado de SABEDORIA INFINITA! Em outras palavras, conheceram a NATUREZA DE DEUS numa compreensão que vai além do intelecto.

Esta abertura à Realidade espiritual, com a mente humana receptiva a um CONHECIMENTO SUPREMO, faz com que a Natureza de Deus nos seja revelada. Assim, pela “unidade”, temos revelada a nossa real natureza . Em outras palavras, a nossa NATUREZA É DIVINA. Qualquer aspecto de Deus, que tivermos conhecido, é também um aspecto individual de todos nós. Este é o sentido da frase “Eu e o Pai somos um”. Repeti-la com a suposta mente humana, sem o discernimento absoluto do que ela representa, significa tirar-lhe todo o brilho. Precisamos conhecer a natureza de Deus, para, com frases como a citada, sermos capazes de praticar as “meditações contemplativas” corretamente, ou seja, com o propósito único de discernir que SOMENTE O QUE É VERDADEIRO SOBRE DEUS PODE SER VERDADEIRO SOBRE CADA UM DE NÓS.

Deus é onipresente. A Bíblia diz que “Nada há de oculto que não venha a ser revelado”. O que a mente humana aparenta “ocultar” é a ONIPRESENÇA DIVINA. Sempre que ela nos tenta iludir no sentido de que creiamos em imperfeições e problemas, esta mente falsa está, na verdade, julgando-se capaz de encobrir a Realidade aqui presente. Diante da pergunta: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?”, respondeu Jesus: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (João 9: 2-3). Esta resposta traz a visão correta: não há causas reais para a ILUSÃO. Basta-nos “contemplar as obras permanentes de Deus”, e a Perfeição onipresente, que a mente humana parecia ocultar ou fazer  ausente, Se manifestará também aos olhos do mundo. A Onipresença divina garante que o Universo transcendental é HARMONIA ABSOLUTA, AQUI E AGORA. A “troca de referencial” é fundamental, ou seja, o abandono da visão humana em substituição pelo “Olho Simples”, a visão crística: “Uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego (visão humana), AGORA VEJO (visão crística).

Quando discernimos nossa “visão crística” já aberta, “manifestam-se em nós as obras de Deus”. Isso não quer dizer, porém, que a totalidade das obras de Deus ainda não estejam manifestadas! A ONIPRESENÇA É! Nesse caso, o sentido da palavra “manifestado” é simplesmente este: QUANDO PERCEBEMOS QUE AS OBRAS DE DEUS ESTÃO MANIFESTADAS, A MENTE HUMANA, EM SINTONIA COM ESTA VERDADE, FORMA UM CONCEITO FINITO HARMÔNICO, CONDIZENTE COM A REALIDADE INFINITA HARMÔNICA. Em outras palavras, a HARMONIA INVISÍVEL surge visivelmente, em termos de percepção humana. Este processo não é o que se dá mediante a prática de “pensamentos positivos”. Aqui, há o CONTEMPLAR DIRETO DA REALIDADE ÚNICA, e esta VISÃO VERDADEIRA ANULA A ILUSÃO. Contudo, esta suposta “manifestação visível” somente pode ser entendida “temporariamente”, como fruto ilusório da também ilusória “mente humana”. Quando houver um “despertar em massa”, unicamente a REALIDADE ABSOLUTA estará sendo discernida, sem que “sinais” na aparência sequer continuem a ser registrados.

DEUS É ONIPRESENTE! Assim, o que é válido para o TODO está plenamente manifesto em cada INDIVIDUALIDADE nele inclusa. Isso quer dizer que, necessária e obrigatoriamente,  é agora válido,  para o SER  INDIVIDUAL REAL, tudo aquilo que for válido para DEUS. Esta Verdade, conhecida por Jesus, e revelada em sua frase “EU E O PAI SOMOS UM”, já é, portanto igualmente VÁLIDA PARA TODOS NÓS.

A vantagem de considerarmos, primeiramente, uma qualidade, atributo ou aspecto do TODO, para, em seguida, em vista da UNIDADE, considerá-lo válido para nós,  como INDIVÍDUOS, é prática: isso facilita sobremaneira a aceitação por parte da suposta mente humana, ao darmos início às “contemplações”. Se partirmos do INDIVÍDUO, e declararmos que ELE JÁ É A TOTALIDADE DE DEUS, mesmo sendo verdadeira a colocação, a “mente  humana condicionada” logo reagirá no sentido de negar esta Verdade, oferecendo-lhe as conhecidas oposições ou resistências baseadas em aparências, buscando “retardar” o nosso discernimento pleno de que unicamente DEUS É NOSSO EU INDIVIDUAL. Por outro lado, se partirmos da Verdade de que DEUS É TUDO, de que o TODO necessariamente INCLUI cada INDIVÍDUO, não haverá como se negar o FATO de que TODA VERDADE VÁLIDA, PARA O TODO, É AQUI E AGORA VÁLIDA PARA “MIM”, o “EU” que todos somos.

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ADENTRO O REINO DE DEUS PELOS PORTAIS SAGRADOS…

ADENTRO O REINO DE DEUS
PELOS PORTAIS SAGRADOS DA PRECE
UNIDADE

Em meus períodos de contemplação e meditação volto-me para o meu interior, entrando pelos portais sagrados da prece em um santuário onde posso relaxar e receber um conforto que só Deus pode dar.

Ao passar pelos portais da prece, faço, por um momento, uma pausa, embalando-me pela irradiação do puro amor e sustentação incondicional do meu Cristo. Sinto a presença amorosa de Deus envolver-me tão prontamente que, reconhecidamente, dou graças, entregando-me de todo o meu coração.

Nestes momentos, uma  nova luz e compreensão despontam em meu ser. Sinto que Deus é a minha alegria.

No meu reino interno, somente Deus me aguarda. Nada se requer de mim a não ser que eu me silencie e me entregue a Ele. Sou um com Deus. E esse reconhecimento me preenche de um amor e uma alegria que transcendem qualquer necessidade verbal, pois meras palavras não podem exprimir a grandiosidade dessa comunhão.

“Entrai pelas portas Dele, com gratidão, e em Seus átrios com louvor, louvai-O e bendizei o Seu nome.”
SALMO 100:4

A VERDADE ABSOLUTA E O AMOR PURO SÃO ESSENCIAIS À CURA-3 (Final)

A VERDADE ABSOLUTA
E O AMOR PURO
SÃO ESSENCIAIS À CURA

William E. Moody
PARTE 3 – FINAL

Há, contudo, mais um elemento essencial ao trabalho de cura: o amor. Este sempre se evidenciou claramente no ministério de Jesus, pois a Bíblia faz muitas alusões à misericórdia, ternura e compaixão do Salvador. E isso remete à segunda das duas observações de Ciência e Saúde mencionadas anteriormente, que apontam para o modo de demonstrar a cura cristã. A afirmação aparece no capítulo dedicado especificamente à “Prática da Ciência Cristã”. Escreve a sra. Eddy: “Se o Cientista alcançar seu paciente pelo Amor divino, a obra da cura se realizará numa só visita, e a moléstia se desvanecerá, voltando ao seu nada inicial, como orvalho sob o sol da manhã”.Acaso não foi isso que Jesus provou com tanto êxito por intermédio de suas atitudes, vendo a verdade absoluta a respeito de cada indivíduo e amando incondicionalmente toda a criação de Deus? Ele curou – numa só visita – o homem cego de nascença, a mulher encurvada havia dezoito anos, o menino epilético, e até a menina que havia morrido devido à doença e muitos outros. A verdade absoluta, sem que seja expresso o calor do amor de Deus, não existe nem pode existir. Uma pretensa verdade sem amor real seria como um rio sem água, ou uma floresta sem árvores, ou um dia sem a luz do sol. Seria vazia, despida de significado e escura. Mas a verdade absoluta, a realidade sem adulterações a respeito de Deus e do homem, nunca está sem significado e propósito infinitos. Nunca é abstrata ou fria. Sempre é terna, prática, tangível, vital, vivificante.

À medida que humildemente seguirmos Jesus, uma avaliação honesta de nossa experiência individual revelará certamente em que pontos ainda precisamos progredir para poder dar testemunho mais pleno da natureza do homem como reflexo do Amor e da Verdade divinos. Num artigo intitulado “O Caminho”, a Sra. Eddy escreve: “O caminho é a Ciência divina absoluta: andai por ele; mas lembrai-vos de que a Ciência é demonstrada gradualmente, e que nossa demonstração só se eleva à medida que nós nos elevamos na escala do ser”.

Uma vez aceito o chamado de Jesus para continuarmos em seus ensinamentos, torna-se natural expressarmos o amor de Deus. Assim agindo, iremos demonstravelmente “conhecer a verdade”. Estaremos realmente provando o poder atual da realidade divina, que se revela em nossa vida diária. Por meio do amor puro, estaremos nos elevando na “escala do ser”; e por meio da compreensão da verdade absoluta, nossa demonstração também terá de elevar-se. Andaremos no caminho da cura-pelo-Cristo.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Abril 1995)
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CONTEMPLAR É CONSIDERAR

CONTEMPLAR É CONSIDERAR
Dárcio
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Quando levamos algo em consideração, lidamos com algo presente que recebe uma atenção toda especial.  “Você levou em consideração aquilo que lhe disse?”, alguém pode perguntar. Se o assunto foi considerado, ele foi visto, levado em conta, analisado, porém, não criado com qualquer esforço! Assim “contemplamos a Verdade”. Imagine que Deus lhe tenha dito: “Você existe em mim e é mantido perfeito em mim: está levando em consideração o que lhe revelo?” Se for responder após árduos esforços mentais, tremenda fé, etc, estará fora da “consideração”. Considerar é contemplar sem esforço! É levar em conta o fato revelado como Verdade consumada, absoluta, eterna, já presente!

“O Pai em mim faz as obras”, disse Jesus. Não estava se colocando como “outro” em relação ao Pai! “Eu e o Pai somos um”, disse também, para não dar margem alguma a possíveis interpretações de dualismo! Por que “o Pai em mim”, e não “eu mesmo faço as obras”? Trata-se de uma percepção mais ampla que, além de calar a suposta mente humana inoperante, faz com que cada ser possa “contemplar” DEUS sendo ELE PRÓPRIO sem quaisquer esforços! Fazendo uma analogia, é como se alguém pensasse: “O estômago, em mim, faz a minha digestão”. Seu estômago não seria “outro” agente, fora dele mesmo, a lhe fazer a digestão! Nesse caso, a frase: “O estômago, em mim, faz a digestão”, revela a UNIDADE e não dualidade! Esta “entrega” da digestão ao “estômago” tira da mente a preocupação com ela! O mesmo se dá ao contemplarmos que “o Pai, em mim, faz as obras”: toda ação fica a cargo da Consciência divina, enquanto a mente apenas contempla, confiante e sem esforço.

O Espírito de todos é Deus!Assim, ao contemplarmos: “O PAI, EM MIM, FAZ AS OBRAS”, estaremos simplesmente levando em consideração que DEUS É TUDO O QUE SOMOS! E, nesta aceitação, estaremos levando em consideração a Verdade que somos, e, portanto, contemplando esta Verdade correta e eficazmente! Nenhuma crença faz parte do processo! Nenhuma “ilusão” é considerada! DEUS É TUDO! E, contemplamos unicamente esta Verdade!
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