*A VISÃO CORRETA
*RESOLVENDO PROBLEMAS FINANCEIROS
Av. Dr. Júlio de Mesquita, 206 – Cambuí
Campinas SP – Cep. 13025-060
(19) – 3294-9276
Email: [email protected]
O Sábio parou, pensou e disse:
.
“Depende de VOCÊ!”
Esta tem sido a questão fundamental, não só do budismo, mas de todas as religiões: se o homem provém de Deus, se o homem é filho de Deus, por que é toldado pelos tormentos da ilusão? É porque ele possui livre-arbítrio. Sendo livre, o filho de Deus tem plena liberdade para escolher a libertação, assim como tem liberdade para limitar a si mesmo. A autolimitação ocorre para ele manifestar sua opinião. Por exemplo, o pintor não consegue pintar no ar, onde impera a absoluta liberdade. É impossível demonstrar criatividade e beleza artística sem delimitar espaço e restringir a liberdade. É preciso material concreto – como tela, papel, painel etc. – sobre o qual delineia-se o fruto do talento criativo, utilizando pincel, ou pena, ou lápis ou giz etc. No momento em que o pintor escolher lápis crayon para manifestar seu talento, ele estará se autolimitando, porque não mais poderá produzir imagem que um pincel ou um giz pastel produziria. Ele só pode expressar seu pensamento e sua criatividade. E, ao escolher entre uma infinidade de alternativas, ele estará se autolimitando.
De acordo com a Seicho-no-Ie, não há diferença em orar a Deus ou a Buda, porque eles constituem o mesmo Criador. Buda, em japonês, escreve-se Hotoke, que tem o sentido de hodokeru, isto é, “desembaraçar”, “tornar-se livre de todos os apegos e ilusões, atingindo o estado de liberdade absoluta”. O fato de conseguirmos atingir o estado de liberdade absoluta significa que já trazemos, por natureza, no nosso interior, essa liberdade absoluta. E, afinal, que vem a ser “absolutamente livre, por natureza”? É o próprio Deus-Pai. Ser onipotente e onisciente é o mesmo que ter absoluta e total liberdade. Por isso, cada um de nós tem liberdade absoluta e “natureza búdica” no estado em que está”, pois traz no seu interior a vida de Deus, a vida de Buda.
Se temos, por natureza, absoluta liberdade desde o início, porque ela não se manifesta, parecendo estar encoberta pela nuvem? Na verdade, não existe nuvem alguma vinda de fora, ocultando nossa natureza de perfeição. Somos nós próprios que impomos uma limitação à nossa liberdade irrestrita, ao exercer a escolha dos nossos atos. Ao pegarmos o crayon na mão, estaremos eliminando todas as outras possibilidades de manifestação, como pintura a óleo, a guache etc. E é dessa autolimitação que nascem as ilusões. As tentações e as ilusões são produtos de nossos próprios atos limitando nossa irrestrita liberdade.
Entretanto, sem a autolimitação ninguém consegue expressar a sua capacidade, o seu talento, as suas emoções, a sua inteligência. Se você vestir um quimono, não conseguirá demonstrar a elegância e a agilidade de uma roupa ocidental. Se vestir um fraque, ainda não será o mesmo que vestir um terno comum. Mas, se despir de tudo e ficar nu, estará absolutamente livre para vestir o que quer que seja. Por isso, o nu é comparado à liberdade absoluta. Adão e Eva viviam nus no paraíso.
Retornar ao estado original, de irrestrita liberdade, foi dito pelo mestre Dôguen como “retorno à origem, de mãos vazias”.
Todos podem vestir aquilo que preferirem, mas é preciso manter a liberdade de se despir a qualquer hora, Esse é o estado chamado de “apegar sem apego”. Assim, você estará nu, mesmo vestindo quimono, pois sente-se livre em despi-lo a qualquer hora e escolher outra roupa. O importante é não se apegar à vestimenta. No momento em que pensar “Tem de ser esta roupa”, você estará se apegando à roupa, perdendo a liberdade.
Nascemos neste mundo carregando um corpo carnal, mas precisamos viver sem apego a ele. Conscientizar que “o corpo não existe” é atingir o estado de despertar espiritual. Quando a Seicho-No-Ie declara que “o corpo não existe”, está aplicando o “modo de vida sem apego”. O mesmo acontece quando ela afirma que “a doença não existe”.
“Como posso aceitar isso? Não está vendo o homem doente? Não está vendo o corpo dele? E toda essa matéria que nos cerca?” – quem diz isto não compreende que estamos nos referindo ao estado mental, à disposição mental de total desapego.
Na hora da morte, teremos de abandonar todos os bens materiais, por maior que seja o nosso apego a eles. A fortuna e o dinheiro são bens momentâneos, que nos foram emprestados durante o curto período de nossa permanência neste mundo. Como eles não nos pertencem, precisamos atingir o estado de “apegar sem apego”. Só assim saberemos manejá-los com sabedoria e total liberdade, investindo quando deve ser investido, gastando quando deve ser gasto. Do contrário, o dinheiro se desvalorizará e perderá sua função, imobilizado por avareza e ganância, sendo que, afinal, seu proprietário será forçado a se separar dele na hora de sua morte.
Quando atingimos o estado de ausência total do sentimento de posse, estaremos inteiramente livres. A liberdade irrestrita nos revelará nossa perfeição original e o mundo ao nosso redor adquirirá uma beleza esplendorosa.
A fundadora da seita Tenri disse: “A água tem sabor de água”. É uma frase simples, mas com profundo significado. Foi dita, quando obedecendo à orientação do seu guia espiritual, ela distribuiu aos pobres a totalidade dos seus bens, ficando absolutamente sem nada. Ao atingir o estado de ausência total do sentimento de posse, ela foi beber água e achou-a com gosto de água.
É preciso esvaziar a mente de todos os apegos e obsessões para sentir profundamente o sabor da água. Se você não o consegue, é porque a sua mente ainda está presa a algo. No momento em que se desapegar de tudo e estiver realmente livre, jorrará a corrente infinita da Vida, tal como uma fonte de água pura, conforme já ocorreu: repentinamente brotou uma fonte de água no quintal da residência do sr. Hashioka, situada no sopé do monte Rokô.
Por que jorra a corrente da sabedoria e da vida? Porque Deus já nos deu a totalidade das coisas. No entanto, obstruímos o canal dessa corrente ao criar obsessões e apegos. Quando a mente se apega a algo, ela impede o livre fluxo da sabedoria infinita que Deus já nos havia dado. Libertando a mente dos apegos e obsessões, desobstrui-se o canal e jorra a água da Vida.
A fundadora da Tenri explicou, tomando água como exemplo: “Quando a água cai no fundo do poço, ela começa a subir”. Caia até o fundo! E então, surgirá um caminho de sobrevivência.
Se alguém não consegue subir, é porque a mente está presa ao ego. “Cair até o fundo” significa abandonar completamente o “eu” egocêntrico com todas as obsessões e apegos e “limpar” a mente. É o estado do “nada”, que constitui a essência de todas as religiões. Jesus Cristo também disse: “Vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu”; e vem e segue-me”; “Renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. É a rendição incondicional a Deus, abandonando todas as posses materiais.
Vender os bens e dar aos pobres não significa absolutamente distribuir dinheiro a pobres. Porque, se o fizer, os pobres ficarão ricos e estes, por sua vez, terão de dar aos pobres e assim sucessivamente, não resolvendo nunca o problema fundamental. “Vende tudo o que tens e dá-o aos pobres” – nesta frase, “pobres” indicam o “nada”, o zero absoluto; a conclamação significa transformar os bens pessoais em “nada”, até o estado de ausência total do sentimento de posse, a fim de poder carregar a cruz e seguir a Verdade, o Cristo.
“Carregar a cruz” simboliza anular porque a cruz (X) também tem o sentido de cancelar, riscar. Quando se anula tudo e atinge o estado do “nada””, ocorre a verdadeira ressurreição. “Cruz” é, ao mesmo tempo, anulação do ego e ressurreição do Eu verdadeiro. Quando a corrente de água cai fundo, produz energia para mover turbinas, nascendo a eletricidade. Ao morrer, renasce. O zen-budismo qualifica esse fenômeno com as seguintes palavras: “a grande morte produz a grande vida”.
Assim, a Seicho-no-Ie traz à luz a Verdade comum existente em todas as religiões. “Atingir o estado do nada” é a essência comum a todos os ensinamentos. O mestre Dôguen, do zen-budismo, foi à China e atingiu esse estado com o famoso “libertar o corpo e o espírito, libertar o espírito e o corpo”. Quem vive obcecado pela seita Tenri, atrairá reação de budistas e cristãos. O zen-budista fanático provocará revolta de fiéis de outras religiões. Manter a mente fixa num só pensamento é o contrário de “reconciliar-se com todas as coisas do Universo”.
A Seicho-no-Ie não se prende a nenhuma religião e, por isso, acolhe adeptos e fiéis de todas as crenças. Ninguém deve abandonar a religião professada pela família, ao receber a luz da Seicho-no-Ie. É importante perpetuar e respeitar a crença dos antepassados, praticando-a. É preciso compreender melhor a essência da religião da família, vivificando os antepassados, que continuam plenamente vivos. Ao conhecer melhor a essência da religião da família, atinge-se a Verdade única e compreende-se que a luz que salva a humanidade provém de uma única fonte. Como as sete cores do arco-íris, a mesma luz se divide em várias tonalidades para poder penetrar melhor entre os homens e salvá-los.
Este é o primeiro passo para você começar a utilizar a lei chamada “força da palavra”.
Depois de se levantar, diga em silêncio “Muito obrigado” à água, ao lavar o rosto; ao espanador, ao limpar os móveis, enfim, a tudo que utilizar. Se assim agradecer a todas as coisas, isso se transformará em palavras que abençoam tudo, e, consequentemente, você será abençoado. Este é o segundo passo para utilizar a “força da palavra”.
A água corre no rio, mas o barco só se movimenta ao remá-lo. A força da palavra está imanente no Universo e cria tudo, mas, se você não pronunciar boas palavras e utilizar a força dessas palavras, não se manifestarão boas coisas. Não são as suas palavras que criam essas boas coisas. Assim como a pedra que você jogar do sexto andar de um prédio cairá infalivelmente pela ação da lei, mesmo que você nada faça, se pronunciar uma boa palavra, pela lei, aparecerão coisas boas infalivelmente, de modo natural.
Talvez um dos obstáculos no progresso se apresente sob a forma de uma depreciação irrefletida de nossa própria prática modesta do poderoso cristianismo estabelecido por Jesus. Em todo esforço correto, porém, quem mais progride é aquele que não se deixa paralisar pela autocrítica. Ele está pronto para avançar, obedecendo humildemente ao que compreende no momento. A lição de Cristo sobre a fé do tamanho de um grão de mostarda, capaz de mover montanhas, não é proferido em vão para aquele que está disposto a crescer.
Outras formas de resistência podem ser mais sutis. A sensação de que nosso dia-a-dia está por demais repleto de tarefas e interesses talvez esteja em luta incessante com nossas boas intenções. Podemos ser levados a adiar a nutrição espiritual para alguma época futura e incerta. Talvez nossa capacidade de crescer sofra atraso, devido a um conceito errôneo sobre a grande alegria e liberdade que sempre acompanham um maior reconhecimento da presença poderosa de Deus. Outra forma indireta de resistência é o desânimo, quando nosso interesse se concentra de tal forma em determinada necessidade humana, que perdemos de vista o fato de que só a iluminação espiritual torna possível a cura. É como travar uma luta frenética contra a escuridão, esquecendo de fazer a única coisa necessária, ou seja, deixar entrar a luz.
Paulo atribui tais táticas retardadoras à mente carnal, que ele declarou ser inimizade contra Deus. (Por isso também é inimiga do homem de Deus). Mas as sombras da apatia e da oposição não podem invadir o pensamento iluminado, assim como a escuridão não pode forçar sua entrada num aposento iluminado. À medida que procuramos persistentemente a Deus e nossa relação com Ele, literalmente empenhados em nos achegar a Ele por meio do Espírito e da oração, fortalecendo o nosso trabalho com perseverança, mansidão e obediência, descobrimos que os impedimentos à cura espiritual diminuem progressivamente. À medida que cedemos à Sua presença, o brilho intenso da iluminação espiritual leva a fé adiante, para uma compreensão demonstrável e uma inabalável capacidade de se firmar.
Por sua própria experiência, Mary Baker Eddy aprendeu que uma compreensão cada vez mais profunda de Deus era o requisito incondicional para a cura espiritual contínua. Sua fé profunda e duradoura foi enriquecida pela compreensão crescente da totalidade e unicidade de Deus, o bem, e a consequente nulidade do mal, ou seja, do erro. O que ela estava aprendendo sobre Deus permitiu-lhe curar um caso de câncer instantaneamente. Sempre empenhada em alcançar um patamar mais elevado, ensinou a seus alunos a progredir a passos largos. Escreveu: “Buscai a Verdade e segui-a. Deverá custar-vos algo: estais dispostos a pagar pelo erro e a não receber nada em troca; mas se pagardes o preço da Verdade, recebereis tudo”.
Somos uma Unidade Gloriosa! Aproveite a “solidão” para provar que ela não existe! Aproveite-a para discernir com maior clareza a Verdade Absoluta! Esta mensagem segue simples e sem rodeios! Ela simboliza o seu Eu Divino, que não precisa de nada deste mundo, por não ser “deste mundo”, e por estar na constante Glória da Plenitude Eterna!
Esses aforismos giram, quase todos, em torno da ideia central do Reino de Deus, que está no homem e que deve manifestar-se fora dele, na sociedade e no mundo inteiro.
Há entre esses pequenos capítulos do Quinto Evangelho, alguns tão profundamente místicos que não podem ser analisados intelectualmente. Os aforismos 13 e 13-A referem o seguinte:
Respondeu Simão Pedro: Tu és semelhante a um anjo justo.
Disse Mateus: Tu és semelhante a um homem sábio e compreensivo.
Respondeu Tomé: Mestre, minha boca é incapaz de dizer a quem tu és semelhante.
Replicou-lhe Jesus: Eu não sou teu Mestre, porque tu bebeste da fonte borbulhante que te ofereci e nela te inebriaste.
Então levou Jesus Tomé à parte e afastou-se com ele; e falou com ele três palavras. E, quando Tomé voltou a ter com seus companheiros, esses lhe perguntaram: que foi que Jesus te disse? Tomé lhes respondeu: Se eu vos dissesse uma só das palavras que ele me disse, vós havíeis de apedrejar-me – e das pedras romperia fogo para vos incendiar”.
O profundo silêncio de Tomé é a mais eloquente declaração da grandeza indizível do Cristo: abriu os canais para o influxo da intuição espiritual.
A última verdade sobre o Cristo não pode ser dita nem pensada. O que se pode pensar, já está adulterado; e, se o pensado e falado for escrito, completa-se a terceira falsificação da verdade.
As grandes verdades só podem ser recebidas em total silêncio, mensagem da própria alma do Universo. Por isto, Tomé preferiu calar-se duas vezes: não deu sua opinião sobre o Cristo, nem revelou aos outros o que o Mestre lhe disse quando o levou à parte e lhe falou a sós.
Quem quer saber realmente o que o Cristo é, deve calar-se em tão profundo silêncio receptivo que a cosmo-plenitude possa plenificar a sua ego-vacuidade. Podemos apenas soletrar o abc sobre o Cristo, mas, para saber e saborear realmente o que ele é, temos de entrar na Universidade Cósmica do silêncio.
O que há de mais estranho nessa passagem são as palavras que Jesus disse a Tomé: “Eu não sou teu Mestre”, porque já ultrapassaste o Jesus humano e entraste na visão do Cristo divino; bebeste da sabedoria suprema, e por isto preferiste calar-te.
Depois disto, o Mestre levou Tomé à parte e lhe revelou silenciosamente a plenitude do Cristo, revelação tão transcendental que Tomé não se atreveu a comunicá-la a seus colegas, que o teriam considerado louco e o teriam apedrejado como blasfemador; mas das próprias pedras teria saído fogo em testemunho da verdade.
Esta revelação anônima e inefável que o Mestre fez a Tomé é um dos pontos culminantes do Evangelho. À pergunta “que vos parece do Cristo” opõe Tomé o silêncio absoluto, que é a melhor resposta.
Desligue-se dos olhos físicos – disse alguém. Sim, devemos nos desligar dos olhos físicos. Depender deles é atrapalhar a visão dos olhos espirituais colocando “lentes opacas”. Devemos retirar essas “lentes” e nos elevar cada vez mais, para receber diretamente a Luz de Deus. Precisamos iluminar este mundo, tendo a Luz de Deus em nossa mente. Com os olhos físicos, não conseguimos ver os tesouros ocultos. Mas, com os olhos da mente que possuem a Luz de Deus. conseguimos ver a Imagem Verdadeira sem nos prendermos ao aspecto fenomênico. Os olhos da mente conseguem ver através da imagem fenomênica opaca e captar a mina oculta repleta de riquezas infinitas.
Se você é extensão do Criador, se o foco da autoexpressão do Criador está dentro de você e se a atmosfera de amor do Criador está envolvendo-o, é lógico que você pode agir no sentido de concretizar a vontade do Criador e jamais será subjugado por coisa alguma, aonde quer que você vá. Mesmo que vá para um ambiente da pior atmosfera, a “atmosfera do amor de Deus” que o envolve jamais irá permitir que a má atmosfera desse ambiente prejudique você. Quando for viajar de avião, a atmosfera do amor de Deus envolverá você e o avião, protegendo-o de qualquer perigo.
Mas, para que você alcance esse estado, é imprescindível conscientizar profundamente que você é extensão do Criador e senhor das leis naturais; portanto, jamais será regido por outras leis que não sejam as suas próprias.
Para quem se posiciona no referencial das aparências, as coisas necessárias parecem ser materiais, coisas que vão chegando a cada instante, dia ou ano, e que podem, inclusive, faltar! O ser que se posiciona “neste mundo” é alvo da ilusão constante, pois, por acreditar nas mutações das imagens vistas, ele se deixa levar por elas, avaliando tudo em termos da “justiça do mundo”. E é quando ouvimos frases do tipo: “Cometeram uma grande injustiça comigo”, “Eu paguei para ter um tipo de benefício, mas as novas leis me prejudicaram”, “Se não fosse aquela pessoa, eu teria sido promovido”, “Minha família ajudou tanto aquela pessoa, e quando precisei dela, não correspondeu”, etc. Milhares de pensamentos, com base na justiça do mundo poderiam ser citados! Entretanto, esse tipo de avaliação não corresponde à Verdade! Se alguém estudar a Verdade, contemplar-se fazendo parte do Autossuprimento absoluto para, em seguida, voltar a tais pensamentos do mundo, estará negando a Verdade e atrapalhando a Sua manifestação perfeita em sua vida! Tais pensamentos são os “ladrões do Templo”, porquanto VOCÊ É O TEMPLO DE DEUS.
“Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a SUA JUSTIÇA, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6-33). Conserve-se na JUSTIÇA DIVINA, sem ter olhos para contar com algo que lhe possa vir das miragens deste mundo! Tampouco trabalhe com sua lógica, achando que algo necessário lhe venha deste ou daquele lugar que, humanamente, lhe pareça óbvio , certo ou esperado! NÃO CONTE COM MIRAGENS! DEUS É TUDO, A SUBSTÂNCIA INFINITA UNIVERSAL! ESTE DEUS ESTÁ SENDO VOCÊ! PERMANEÇA NA VERDADE E JUSTIÇA DIVINAS, E SE VEJA SUPRIDO DO ALTO! VEJA-SE UNO COM DEUS, E ESTARÁ, AOS OLHOS DO MUNDO, DANDO TESTEMUNHO DA VERDADE!
A Verdade nos leva muito além do que a mente é capaz de compreender.
…Em verdade vos digo, se tiverdes fé e não duvidardes, não somente fareis o que foi feito à figueira, mas até mesmo se a este monte disserdes: ergue-te e lança-te ao mar, tal sucederá (Mateus 21:21).
Esta declaração de Jesus é, talvez, a maior declaração espiritual que ele jamais fez. Jesus conhecia a lei da fé, e provou isso muitas vezes. Moveremos montanhas quando estivermos dispostos a acreditar que podemos, e então não apenas montanhas serão movidas, mas o planeta inteiro será redimido e reformado segundo o Padrão da Montanha.
Contemple a frase “Eu e o Pai somos um” dessa maneira, discernindo que a SUA Consciência, contemplando esta UNIDADE, é a própria Substância ATIVA dessa UNIDADE, A EVIDÊNCIA EM SI DESSA VERDADE ABSOLUTA.
*
Por exemplo: você está olhando para uma casa. Qual é a substância desta casa (A verdadeira substância, e não a mera substância material.)? Alguns poderiam responder “a substância da casa são os elementos com os quais ela foi construída: tijolos, pedra, cimento, areia, etc.”. Do ponto de vista material, esses elementos são a substância da casa. Mas então… qual a substância dos tijolos, da pedra, do cimento e da areia? Então outra pessoa poderia respoder: “a terra! E, no caso do cimento, também a água!”. Vamos mais a fundo, então. E qual é a substância da terra e da água? “São as moléculas invisíveis, átomos, a energia, etc.”, alguém também poderia responder assim. E qual é a substância de todas essas coisas (a molécula, o átomo, a energia indivisível…), qual é a substância de todas as coisas existentes? É a Consciência.
Tudo o que existe, emerge/surge/provém da consciência. Aquela casa que você estava olhando possui como substância a Consciência da pessoa que a está olhando (no caso, você!). Todas as coisas surgem na consciências, porque estão na consciência e são feitas de consciência.
O componente, a substância mais básica de tudo que existe fenomenicamente/materialmente é a Consciência. Não é a energia indivisível, ela. Mesmo a energia indivisível existe na Consciência.
Tudo o que você vê, todas as coisas e pessoas que existem no seu mundo – o seu próprio mundo! – existem por ausa da Consciência que você é. Se a sua Consciência não estivesse presente, eles não existiriam. Se Sua Consciência sumisse, tudo o que aparece dentro dela sumiria no mesmo instante. Portanto, o primeiro ponto importante para a compreensão deste texto é que “A CONSCIÊNCIA É SUBSTÂNCIA”.
Tudo o que a Consciência vê, ela é! A Consciência mantém uma relação de UNIDADE com tudo o que existe dentro dela. As pessoas pensam que elas existem no mundo, pensam que elas são corpos de “carne e ossos”, e esses corpos existem dentro do planeta em que vivemos. Mas essa visão é uma visão mental, e não espiritual. A Visão espiritual é consciencial. Pela visão consciencial, o homem passará a perceber que tudo aquilo que ele vê existe dentro de sua Consciência. A Consciência é como a tela da televisão, onde todas as coisas aparecem. Se a tela da TV estiver mostrando a cena do planeta Terra visto do espaço, então, o planeta terra inteiro estará dentro da pequena “tela” da televisão. Com a Consciência que somos ocorre o mesmo: o mundo inteiro existe dentro de nossa consciência, inclusive o nosso corpo material. Não somos o corpo material, somos a Consciência. Nosso corpo carnal é tão nosso como o corpo carnal do nosso próximo, porque ambos aparecem na mesma Consciência. Pelo fato de a Consciência manter uma relação de Unidade com todas as coisas que estão nela, então tudo é UM.
Se eu desejo saúde, então essa saúde já existe. Talvez não exista no mundo, mas ela existe na Consciência que sou, e, por isso, já sou UNO com a saúde que eu busco. Se eu compreender isso, logo compreenderei também que não é necessário a mim buscar essa saúde – Eu já a sou. Tudo o que é contemplado pela Consciência é encontrado – pelo fato da coisa contemplada já existir.
A Consciência só pode ver ou perceber algo em razão de um único motivo: ela é é UM com esse algo. Se você viu uma casa, a casa só pôde ser vista porque ela e sua Consciência são UM. Se as pessoas que você conhece existem, elas só existem porque todas são UNAS com a sua Consciência. E, se o seu corpo e o seu próprio ser existe, se você é capaz de percebê-lo, é porque todo o seu ser é UM com a mesma Consciência. Em razão disso, concluímos: só há uma Consciência, que é UM com todas as coisas existentes. Essa Consciência, infinita, invisível, imaterial, é DEUS. E nós somos UM com ELE.
“A CONSCIÊNCIA EM CONTEMPLAÇÃO É SUBSTÂNCIA EM AÇÃO” – Tudo o que for contemplado pela Consciência, aparecerá, porque já existe e porque é UM com ela. Assim, quando a Consciência contempla um objeto, ela está na verdade contemplando a Si mesma, exercendo uma ação sobre Si mesma. Ela é a própria Substância do objeto contemplado e, ao contemplá-lo, põe-se em atividade\ação de “reconhecer a existência” do próprio objeto que está sendo contemplado (ou seja, de Si mesma).
A Consciência é a Substância de toda existência, de todas as pessoas, coisas e fatos. Tudo é um. E tudo o que, por meio da “Subatância em ação”, surgir na sua percepção será a EVIDÊNCIA da “própria Consciência que contempla”. Porque tudo é UM, porque, “não há outro além de MIM”.
É surpreendente como muitas pessoas inteligentes gastam os melhores dias de sua vida pondo ovos de dinossauro que nunca chocam. Ou por falta de energia, ou por falta de planejamento inteligente, ou por não fazer de Deus um sócio, ou, mais frequentemente, por pura confusão mental, elas põem um ovo excelente e depois se esquecem dele. Não inicie um plano, a não ser que você pense que ele realmente vale a pena; se você está convencido disso, não descanse até poder colher os frutos dele.
Se essa perfeição do Mundo da Realidade não aparece no mundo fenomênico é simplesmente porque vemos o mundo através da “mente em ilusão”. O mundo parece torto como se fosse visto através de vidro distorcido, mas, na verdade, não está torto.
Em seguida, identifique-se com Deus. Proclame sua inseparável união com Deus. Declare que, consequentemente, V. é também infinita justiça; a justiça de Deus é a sua própria ação em todos os sentidos.
Ao estudar essa declaração, V. há de capacitar-se de que, em verdade, uma das qualidades de Deus como divina lei é infinita justiça,sempre atuante por todo o universo.
Então V. chegará a compreender que, por ser filho de Deus, com liberdade de decisão e comando do poder, das faculdades e das qualidades do Ser, poderá determinar precisamente o que há de advir à sua vida. Poderá determinar o que a infinita justiça lhe proporcionará. Poderá determinar o que suas atitudes e atos para com os outros lhe trarão como resultado das impressões que tiverem sobre o que V. manifestar.
Porquanto Deus é infinita justiça, poderá V. sempre alternar as causas que puser em operação e assim alterar os resultados. É-lhe ela apropriada segundo V. mesmo a determine por suas atitudes e atos.
Outro respondeu: “Comprei cinco juntas de bois, e preciso experimentá-los; rogo-te me tenhas por escusado”.
Um terceiro replicou: “Casei-me, e por isto não posso ir”. Este nem sequer pediu desculpas.
Os mensageiros relataram tudo isto a seu senhor. Ao que este lhes ordenou: “Ide pelos povoados e aldeias e convidai a todos os que encontrardes, cegos, coxos, aleijados, para que se encha a minha casa. E assim se fez.
Mas nenhum daqueles que haviam sido convidados em primeiro lugar provou o banquete.
Aí está um retrato fiel da humanidade de todos os tempos!
Todos são convidados para a grande solenidade, mas nem todos atendem ao convite.
O banquete é o reino de Deus – o reino de Deus, porém, está dentro do homem. É o “tesouro oculto”, é a “pérola preciosa”.
Muitos homens acham que têm coisa mais importante a fazer do que encontrar a “parte boa” que Maria encontrara; andam por demais atarefados com a parte de Marta. Conhecem muitos objetos, mas ignoram o seu próprio sujeito. Realizam tudo – menos a si mesmos…
Longo e árduo é o caminho para esse misterioso. Além de dentro…Sem conta são os percalços que o homem-ego criou no caminho para o homem-Eu…
Todos os homens são convidados pelo Cristo interno – e, não raro, pelos arautos do Cristo externo – para tomarem parte na festa nupcial de sua alma, no consórcio místico entre sua alma e o divino Esposo. Todos, seja qual for a sua profissão ou condição social – lavradores, criadores de gado, homens e mulheres, solteiros e casados, sábios e ignorantes –porquanto “a luz ilumina a todo homem que vem a este mundo”.
Muitos homens, porém, não querem escutar a voz silenciosa da sua própria alma. Não conhecem o tesouro oculto e a pérola preciosa de seu próprio Eu espiritual; só conhecem a ganga de seu ego físico-mental. A luz do Logos, é verdade, ilumina a todos, mas somente aos que recebem em si esta luz divina, é-lhes dado o poder de se tornarem filhos de Deus. Não basta que a luz divina esteja presente ao homem, é necessário que também o homem se torne presente a essa luz.
É tão difícil, no princípio, o homem atender a essa voz silenciosa de dentro, porque os ruídos de fora abafam tudo com as suas brutalidades profanas. O homem obsessionado pela violenta sedução dos objetos materiais – dinheiro, possessões, prazeres, vanglórias, ambições – dificilmente encontra tempo para atender ao discreto murmúrio de sua alma. As quantidades de fora são tão conhecidas, e a qualidade de dentro é tão desconhecida.
E é fácil encontrar escusas para não comparecer ao banquete espiritual. Nunca temos tempo para aquilo de que não gostamos – mas para aquilo de que gostamos nunca falta tempo; e, se faltasse, íamos fabricá-lo. O tempo, a bem dizer, não é algo que exista objetivamente; somos nós mesmos que o fazemos, segundo as nossas predileções. O lúcifer da nossa inteligência é duma incrível sagacidade; justifica habilmente todas as suas complacências; prova com facilidade que o preto é branco, que o círculo é quadrado, que o não é idêntico ao sim. Para tudo quanto a vontade quer, encontra a inteligência um sistema científico ou filosófico que justifique as predileções da vontade
O homem profano se impressiona muito mais com o que tem do que com o que é, os seus teres – campos, animais, mulheres – lhe são visíveis; o seu ser lhe é invisível.