Paz

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“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

(Filipenses, 4: 7).

Sim, a paz que é experienciada por quem é consciente de sua Identidade divina está além de toda assim chamada compreensão humana. É a paz que “o homem cujo fôlego está em seu nariz” desconhece. Tal paz espiritual jamais é insípida ou inativa. Na verdade, ela é essencialmente uma paz ativa, porque somente pode ser realizada pela Consciência espiritual oniativa. Esta paz não é do tipo que oscila, que vem e que vai. É uma percepção ativa, autossustida e consciente, que não pode ser abalada ou sacudida pelas supostas tempestades do mundo das aparências.

Certamente você se recorda do incidente registrado na Bíblia, em Marcos 4: 39. Neste trecho, podemos ler qual foi a reação de Jesus, diante de um aparente perigo. Exatamente em meio à tempestade, Jesus estava em paz. Os discípulos disseram que ele dormia; entretanto, como sabemos, a Consciência permanece ativa e consciente, inclusive na paz que conhecemos como sono. Jesus não reconhecia tempestade alguma. Ele sabia que não havia ameaça alguma à Vida. No entanto, os discípulos se apavoraram. E assim, a paz consciente de Jesus, ativa e instantaneamente, sossegou a aparência de medo e de violência. “Cala-te, aquieta-te”, disse Jesus, e o vento se aquietou, e houve grande bonança. Todos nós temos passado, em certo grau, por esse tipo de experiência. Temos discernido esta grande paz exatamente diante de alguma violenta aparência de algo que parecia ser destrutivo ou problemático. Uma vez experienciada esta paz, sabemos que tudo está bem, e a prova disso é imediata. Jesus estava tão ativamente consciente desta paz, que não poderia ser perturbado, nem mesmo enquanto aparentemente estava dormindo. Nós também, cada vez mais, nos tornamos ativamente conscientes desta paz consciente, que dispersa toda aparência do mal.

Hoje em dia, o chamado ser humano vive em ansiedade, buscando desesperadamente a paz. Esta busca pela paz tem dado origem a diversas organizações humanas. Nestas organizações, homens e mulheres sinceramente estão empenhados em conseguir concretizar a paz mundial. Indiscutivelmente, esta atividade é bastante louvável. No entanto, a paz jamais poderá ser alcançada. A paz deverá ser reconhecida. Além disso, tal conscientização deverá ser constantemente ativa. Onde e quando estará se dando esta conscientização? Exatamente dentro da sua e da minha consciência, amado leitor; e ela já está acontecendo agora. Caberá a nós ver e ser esta paz consciente ativa, que dispersa a ilusão de homens malignos, ameaçadores, ávidos de poder, e que engendram planos malignos de destruição. É fútil ficarmos clamando “paz, paz”, quando não existe paz! Deixemos de lado estes tranquilizantes, e ocupemo-nos com “os negócios de nosso Pai”. Isto quer dizer que nada faremos? Não! Não! Em absoluto! Significa que estaremos ativamente vendo e sendo esta paz consciente, que dispersa todas as aparências que não forem Deus aparecendo e Se evidenciando.

Esta poderia ser chamada de “A Era dos tranquilizantes”. Todos nós conhecemos bem aqueles que sentem a necessidade de fazer uso habitual de algum deles! O homem “cujo fôlego está em seu nariz”, segundo dizem, vem crescentemente consumindo pílulas tranquilizantes ou tomando injeções, num esforço vão de obter a paz que já lhes pertence, se ele ao menos soubesse disso. Mas este esforço fútil não acaba aqui! É apenas um pequeno passo que o acaba conduzindo dos tranquilizantes físicos para aqueles de ordem mental. Muitos textos ou ensinamentos metafísicos não passam de uma canção hipnótica de ninar, a embalar diversos estudantes sinceros na inatividade e na inércia. Não é este o caminho da verdadeira paz.

Em João 14; 27, encontramos Jesus dizendo: “Deixo-vos a paz… não vo-la dou como o mundo a dá, não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Nossa paz não é do tipo que o mundo nos pode dar ou tirar. Nossos corações não estão turbados. A Consciência divina que somos não é incomodada ou perturbada pelo suposto mundo da aparência. Sim, sabemos da aparente violência dos sonhos e dos esquemas humanos! Mas, também estamos ativamente conscientes de que Deus realmente é Tudo, e que Tudo realmente é Deus. Nossa paz ativa é uma constante paz sustida. Apesar de todos os temores e alucinações violentas da ilusão da ilusão, nós percebemos que não somos confundidos nem enganados.

“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti” (Isaías 26; 3). Sim, isso é verdadeiro. Mas é necessário que nossa Consciência seja ativa, para que permaneça consciente de que este mundo, exatamente aqui e agora, é o Reino (Consciência) de Deus; e Deus é tudo que tem presença ou poder,  em e como este mundo.

“Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém…” (Salmo 24; 1). Isto é Verdade absoluta. A terra, o mundo, o Universo em Si, é Deus. A Oniação harmoniosa inteligente, que Se governa como a terra, o mundo, o Universo, é Deus. Deus em ação jamais está em conflito consigo mesmo. Deus em ação é atividade consciente, pacifica e harmoniosa.

Ah! Existe poder nesta revelação da paz oniativa! Nenhuma revelação da sempre presente perfeição irá ocorrer, a não ser após a conscientização desta paz. Ver e ser são atividades. Ver e ser a Verdade significa a Consciência em ação. Contudo, não é a atividade de se fazer alguma coisa. Pelo contrário, ela é a sua Identidade divina ativamente sendo Algo. E este Algo é Ela própria. Este Algo é o Universo perfeito, o mundo perfeito. Este Algo é o sempre perfeito Você!

“Ora, o mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda a maneira” (II Tess. 3; 16). Amado leitor, Deus, que é a Paz onipresente em Si, está expressando sempre Sua Paz como a Paz que é a sua. Você é esta Paz em ação harmoniosa perfeita, sempre e de toda a maneira.

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A Percepção Da Consciência Única Revela a Paz

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Jesus sabia que na dualidade nunca há paz. Sabia que  não poderia haver paz enquanto houvesse a crença, o sonho, a ilusão de que exista Deus e homem. Sabia que não poderia haver paz enquanto aparentássemos estar iludidos pela crença em universo material e mundo material, e, também, em Universo espiritual, em Mundo espiritual. Ele sabia que não poderia haver senão a guerra, enquanto houvesse uma crença na existência de Mente divina e mente humana. Sabia que as guerras seriam inevitáveis nesse tipo de ilusão.

No Evangelho de Tomé, Jesus diz: “Os homens possivelmente pensam que eu vim trazer paz ao mundo; não sabem que eu vim para trazer divisões à terra, fogo, espada, guerra. Pois haverá cinco numa casa, três serão contra dois e dois contra três, o pai contra o filho e o filho contra o pai, e eles ficarão solitários”.

Ele busca revelar a falácia de qualquer esperança de paz até que esta Verdade seja vista, ou seja, de que há um Universo e um Mundo, um Ser, que é Deus existindo. Jesus percebia haver sempre, na dualidade,  uma alegação de divisão, de separatividade.

Jesus sabia que aquilo que chamamos de cinco sentidos é o que traz informações de dualidade. Sabia também que, por causa dos cinco sentidos, pareceria haver separação e divisão na Existência. Sabia que enquanto um nascimento humano parecesse existir, os relacionamentos humanos também aparentariam existir. E ele sabia que, nestes relacionamentos, ocorreriam divisões, desarmonias, enquanto fossem consideradas mentes separadas, consciências separadas, religiões separadas e vidas separadas. Sabia que isso, levado adiante, significaria ideologias separadas.

Jesus explica que, em vez de cinco sentidos, em vez do “homem cujo fôlego está em suas narinas”, em vez de separação, existe o Sentido único, que é o da Alma. Existe uma Consciência. Há inúmeras funções desta Consciência única, mas existe um só Sentido, e este é o Sentido da Alma.

Este é a Consciência espiritual, e inexiste qualquer outra consciência. Nesta Consciência, não há separação, não há divisão. Não importa quantas identidades existam, e, certamente são infinitas, todas são a Consciência única, a Consciência inseparável, manifesta como toda e como cada identidade. Portanto, não pode haver relacionamentos humanos, nem relações entre nações, nem relacionamentos de planetas, astros, etc..

Jesus sabia que, sendo percebida esta Verdade, os discípulos estariam conscientes de que eram exatamente este Um.

 

CONTEMPLO A CONSCIÊNCIA UNIVERSAL SENDO A CONSCIÊNCIA ILUMINADA QUE EU SOU. CONTEMPLO QUE, SENDO ÚNICA, A MINHA CONSCIÊNCIA É A MESMA CONSCIÊNCIA PRESENTE EM TODOS OS SERES. CONTEMPLO O FATO DE QUE ESTA CONSCIÊNCIA INSEPARÁVEL, ESTÁ, AQUI E AGORA,  MANIFESTA COMO  PAZ ONIPRESENTE.

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Vendo Do Ponto De Vista De Deus


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O homem, como aparenta ser, é limitado em praticamente todos os aspectos de sua existência. Embora cada identidade seja eterna, a ilusão chamada “vida humana” aparenta ter começo e fim. Esta experiência humana, completamente ilusória, é limitada porque é suposto existir uma limitada quantidade de “tempo” em que o homem pode permanecer vivo. Inerentemente, sabemos que este limitado conceito de vida é incorreto, e nem é necessário, razão pela qual nos rebelamos contra ele.

Tentamos prolongar a vida, e tentamos escapar ou dominar este falso conceito de limitação em todos os aspectos de nossa experiência. Sempre, neste limitado cenário ilusório, estamos procurando nos livrar de alguma falaciosa ideia de limitação. Vejamos, a partir de agora, o que deve ser feito para que nos libertemos de todas estas limitações ou crenças equivocadas.

Devemos percorrer o caminho todo, em nossa “visão”. Isto significa que temos de discernir toda a Existência a partir do PONTO DE VISTA DE DEUS, em vez de fazermos isso partindo do fictício ponto de vista limitado do “homem nascido”. Devemos ver tudo a partir do ponto de vista da Inteireza impessoal viva, perfeita, eterna, indivisível, que é Deus – o Universo.

Quando percebermos toda a Existência do ponto de vista divino, e não do limitado ponto de vista do homem supostamente nascido, perceberemos do ponto de vista da Perfeição eterna, ininterrupta e constante. Perceberemos também esta Perfeição como TUDO O QUE SEMPRE ESTÁ PRESENTE. Todo falso sentido de dualidade é transcendido nesta ilimitada percepção. Nunca estaremos conscientes de algo ou de alguém separado do UM infinito que nós somos. Tampouco estaremos conscientes de Deus “e” homem, Mente “e” ideia, Causa “e” efeito, Luz “e” treva, Inteligência “e” ignorância, Amor “e” ódio. Não poderá haver percepção de opostos, pois, não haverá nada para se opor nem para estar se opondo. Não lutaremos para “atingir” ou nos tornar algo além do Deus-EU-SOU, que somos. Tampouco iremos pretender sobrepujar algo que não somos, e que jamais poderíamos ser. Perceberemos inteiramente do ponto de vista do Amor consciente, inteligente, vivo, perfeito e eterno; e, não seremos movidos por qualquer aparência de limitação, imperfeição, ou alguma outra.

Alguém poderia perguntar: “E quanto aos quadros ilusórios que constantemente se apresentam à minha Consciência”? Faça-se esta indagação: “É ASSIM QUE DEUS VÊ A EXISTÊNCIA?” Por ser Tudo, é impossível que Deus esteja consciente de algo além do que Ele próprio esteja sendo. Se Deus pudesse estar consciente de imperfeição, Deus teria que ser esta imperfeição. E isto é impossível. Como Deus nada sabe de imperfeição, carência, medo, etc., e como Deus é a ÚNICA Consciência, não existe nenhuma consciência de qualquer aspecto do mal ilusório. Desse modo, o Eu que EU SOU não pode estar consciente de nenhum dos ilusórios aspectos da nulidade chamada mal, sob qualquer disfarce. Em outras palavras, se Deus o desconhece, é ele desconhecido.

A Bíblia estabelece: “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida em ti; porque confia em ti” (Isaías 26:3). Ver constantemente a partir do ponto de vista de Deus significa conservar a Mente estabelecida em Deus. Significa perceber a partir do ponto de vista “EU SOU”, e jamais do ponto de vista do “eu serei”, ou “eu irei me tornar”. Significa conhecer o que nós somos, e constantemente ser o que conhecemos. Oh, amado, podemos viver normal, amorosa e livremente cumprindo o nosso objetivo, exatamente aqui e agora! Tudo isto é possível em nossa percepção de que SOMENTE PORQUE DEUS É, NÓS PODEMOS SER; somente o que Deus é, nós podemos ser. Neste reconhecimento, prosseguimos com nossas tarefas diárias, livre e jubilosamente. Somente o que Deus experiencia, nós podemos experienciar, e somente o que Deus conhece, nós podemos conhecer. Isto é realmente perceber a Totalidade, a Unicidade que Deus é. E isto é estabelecer a Totalidade, a Unicidade que é o EU SOU que VOCÊ É.

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A Constância Da Consciência

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A palavra Consciência tem enorme importância em nosso vocabulário espiritual. Muitos estudantes do Absoluto têm-na como a mais importante de todas. Indubitavelmente, a completa percepção do seu sentido é de vital valor para todos nós.

Consciência é percepção. Consciência é uma percepção sempre presente. Consciência é agora. Consciência é aqui. Os chamados “tempo e espaço” nada têm a ver com a palavra Consciência. Consciência implica sempre aquilo que está aqui, aquilo que é agora. Ao dizer EU SOU, a própria palavra SOU já indica o aqui e o agora. Jamais você diria “Eu sou lá adiante”; jamais você diria “Eu sou ontem” ou “Eu sou amanhã”. Não. O simples dizer “EU SOU”, significa realmente que você está consciente de SER, exatamente aqui, exatamente agora.

Outra palavra de extrema importância, cujo valor a maioria ainda não vinha notando, é Constância. Observemos o porquê de ser ela tão importante em nosso vocabulário espiritual. Aparentemente, todos já tivemos a seguinte experiência: estudamos e contemplamos a Verdade pela manhã, tornamo-nos bem iluminados e cônscios da veracidade desta Verdade, e então, aparentamos precisar sair para cuidar dos afazeres diários, o que nos impele a entrar – aparentemente – num mundo de aparências. Logo depois, sentimo-nos como se nem tivéssemos feito o estudo e a contemplação pela manhã. As aparências de imperfeição, desarmonia, etc., parecem se amontoar sobre nós. Desse modo, a Verdade parece ter ficado no esquecimento, enquanto o “mundo das aparências” passa a ser encarado como se fosse, de fato, a totalidade do que é verdadeiro ou real.

Há mais um aspecto desta aparente ausência em e como nossa experiência: talvez estivéssemos calmos, pacíficos e seguros, quanto à veracidade da Verdade; poderíamos inclusive estar inspirados e iluminados; mas de repente, surge algo inesperado, com aparência de muito sério, ou, talvez, alguma crise pareça ser eminente. Nesses casos, é frequente a Verdade ser temporariamente esquecida, cedendo espaço para dúvida ou medo, Ah, todos já passamos aparentemente por tais experiências! Portanto, analisemos o que devemos ver, durante nossa contemplação, e que implicará uma percepção constante, pronta e contínua do que é verdadeiro. Desse modo, esta percepção da Verdade será permanente, não importando o que aparentará ocorrer no desenrolar de nossos afazeres diários.

Não devemos ser pegos desprevenidos. Nunca esperemos até que o mundo de aparências pareça desabar sobre nós, ou até que, repentinamente, nos apareça como  algo chocante. Durante nossa contemplação, percebamos conscientemente e de modo bem definido, a Constância da Consciência.

A Constância é uma Verdade Absoluta. Entre as definições de “constância”, que o Dicionário Webster registra, encontramos “VERDADE”. E ele define o termo “constante” como sendo invariável, não sujeito a mudanças. Realmente, isto é verdadeiro. A Constância é uma Verdade constante, onipresente, eterna, imutável e universal. Portanto, será muito útil incluirmos em nossas “contemplações” esta percepção: a Natureza constante, onipresente, eterna e universal de toda Verdade.

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O Poder de Ser Que Você É

Unicamente no sentido de que Deus é todo Poder, o Poder pertence a Deus. Contudo, esta Onipotência não é poder sobre algo ou alguém. Sendo inseparavelmente Tudo, ela é simplesmente o Poder de SER. Deus, a Mente infinita, é o Poder de “ver”, “perceber”, “ser”. Onipotência é todo Poder. Ela é onipresente constante e universalmente, e ela é eterna. Acima de tudo, ela é indivisível e igualmente presente em toda parte e eternamente. Este, Amado, é o Poder de SER.

Sabemos que somos unicamente o que Deus é, e nada mais. Isto é verdadeiro porque não há mais nada que pudéssemos ser. Contudo, sabemos que somos o único Poder. Assim, sabemos que somos o Poder de “ver”, “perceber”, e de “ser” aquilo que estamos vendo. Não vemos nações e pessoas fora de nosso Ser, ou que fossem “outros”. Desse modo, sabemos que aquele que vemos, é o mesmo e exato Poder que nós somos, e que este Poder não é investido em qualquer pequenino “eu” pessoal.

Aquilo que Deus é, nós somos. Aquilo que Deus não é, nós não podemos ser. Como Deus é o Poder de Discernir, o Poder de Ser, decorre que nós também somos unicamente o Poder de Ser. Entretanto, nós não usamos o Poder infinito que nós somos. Nós não temos poder. Porém, nós somos o Poder Universal em Si. O Poder que nós somos não é um Poder sobre algo ou alguém. Antes, ele é a Onipotência universal indivisível que é TODO PODER. Unicamente um conceito ilusório de poder pode fazer parecer que há um poder passível de ser usado para dominar, ou para escravizar, os chamados “outros”.

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Ordem de Contemplação

 Em nosso estudo do Absoluto, não usamos visualizações nem damos tratamentos espirituais. Não há “receitas”; não podemos usar a Verdade. Que fazemos? Há algum meio de vermos a Verdade maravilhosa que contemplamos Se manifestar? Sim, e esse meio inclui uma ordem. Nada fazemos para que a ORDEM DIVINA exista: Ela simplesmente É! Nós apenas tomamos consciência desse fato. Melhor dizendo, focalizamos nossa atenção na perfeita ordem que constitui a Existência toda, em vez de “aplicarmos técnicas” para que algo passe a existir harmonicamente.

Há uma ORDEM nesta “contemplação”,  sem a inclusão de mentalizações ou processos racionais. Toda atenção é focalizada no perfeito Universo ordeiro, na perfeita identidade específica ordeira, e no perfeito Corpo ordeiro. Nada fazemos “de nós mesmos”; somente permanecemos conscientes de ser O PRINCÍPIO INTELIGENTE — ATIVIDADE — EM AÇÃO. Estamos ativos, mas nunca de nós mesmos. E esta atividade é Deus cumprindo seu próprio objetivo como a nossa atividade específica. Deus, sendo o Universo infinitamente ordeiro, age e cumpre Seu objetivo também de modo  ordeiro.

Isso não quer dizer que usemos tratamento ou fórmula. PORÉM, TODO ENSINAMENTO ABSOLUTO É INCOMPLETO,  SE NOS DEIXA FLUTUANDO NO ESPAÇO. Não importa quão verdadeiro e sincero possa ser,  ensinamento assim não é completo.  De fato, reconhecer o Universal Tudo como Tudo é de suma importância; mas, apenas este reconhecimento é insuficiente: ele constitui somente um aspecto da revelação Absoluta. Pouco nos adiantaria se ficássemos no desfrutar de um conceito separado de Universo e,  com qualquer ruído, descêssemos novamente ao encontro dos mesmíssimos antigos problemas. Contudo, se fizermos a trajetória completa, se percebermos a perfeita e eterna Natureza do Universo, da Identidade e do Corpo, estaremos “vendo” também completamente; e esta “contemplação” será manifestada como o nosso Universo, como nossos afazeres e como nossos Corpos.

É certo que Deus é Tudo. Deus realmente é a única identidade infinita; porém, Deus Se identifica especificamente como identidades distintas. Nenhuma identidade é um indivíduo ou pessoa separada; mas, cada uma é distinta: pode ser apontada como sendo esta ou aquela, e nenhuma outra identidade. Desse modo, em nossa “visão segundo uma ordem”, é essencial percebermos o “específico” (identidade individual) sendo o Tudo  identificado como “aquela identidade específica”, e, contudo, inseparável do Todo Universal que compreende toda identidade. Esta Verdade deve ser “vista” completamente. Isto quer dizer que é essencial percebermos que o Tudo é a inteireza da identidade específica e, também,  é necessário percebermos que a identidade específica é o TUDO, e nada mais.

Deus é específico em Sua Autoexpressão. Sendo específico, devemos ser também específicos em nossa percepção de Sua Expressão de Si mesmo. Por exemplo, se um chamado de ajuda lhe chega de Nova York, sua atenção se volta para a identidade específica que ligou. Mas, você sabe que tudo que se relaciona com tal identidade é o seguinte: ela é Deus identificado. Assim, de imediato você conscientiza que Deus é o Universo imutável, eterno, inteiro, a Vida perfeita, o Princípio, a Alma, Corpo e Ser que é o Universo. Você contempla estas Verdades durante alguns instantes. E então, a identidade específica aparece em sua Consciência. Você está consciente daquela identidade específica. Mas, antes de tudo, você está consciente de que aquela identidade é exatamente aquilo que você sabe que Deus é, e nada mais. Este é o sentido de “ser específico” em sua visão.

Nada há de metódico ou frio nesta revelação: pelo contrário, sentimos o Amor jorrar em todo o nosso ser, sentimos ser todo o Amor que existe em e como o Universo.

Lembre-se: NUNCA INCLUA A IDENTIDADE ESPECÍFICA EM SUA CONSCIÊNCIA ANTES QUE TENHA VISTO, SENTIDO E EXPERIENCIADO O TODO INFINITO, DEUS, AMOR, COMO O UNIVERSO INTEIRO. Este ponto é de importância máxima: primeiro, sinta e experiencie a Totalidade que é Deus; depois, perceba este Um total perfeito sendo a totalidade daquilo que existe referente ao ser específico que lhe solicitou ajuda.

Não damos “tratamento”; não focalizamos nossa atenção na identidade específica; não enviamos pensamentos nem projetamos tratamentos. Nada disso. Ocorre simplesmente que, repentinamente, a identidade específica surge exatamente aqui, em nossa Consciência, e nós, sem esforço algum, percebemos Deus sendo a totalidade desta identidade.

Por que é tão importante percebermos primeiro Deus como sendo a inteireza que compreende o Universo, ou primeiro percebermos a natureza do Universo como sendo Deus, antes de percebermos a natureza da identidade especifica? PORQUE É ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL PERCEBERMOS O QUE DEUS É COMO O TODO, A INTEIREZA DE TODA A EXISTÊNCIA, ANTES QUE POSSAMOS PERCEBER O QUE DEUS É COMO A EXISTÊNCIA DA IDENTIDADE ESPECÍFICA. Além disso, isso impede que tentemos “dar tratamento” a alguma pessoa, iludidos pela crença de que existe alguém separado de Deus e necessitado, realmente, de nossa ajuda.

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Mente-4 (Final)

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M E N T E

Marie S. Watts

Parte IV

“Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura.”

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Há anos que vínhamos falando sobre a Mente e Sua manifestação. Ninguém pode duvidar que a descoberta dessa grande Verdade ajudou sobremaneira a muitos alunos sinceros da Metafísica. Porém, o poder pleno desta Verdade somente pôde ser aplicado após a revelação de que a Mente existe como manifestação. Tudo que tem vida, Substância, Forma ou Atividade, é a Mente manifesta como aquilo que Ela é. Mente, Vida, Substância, Ser, não são fatores isolados. São todos UM, e este UM é eterno, consciente para todo o sempre de Sua perfeição.

A Mente não é suicida, nem tampouco Autodestrutiva. A Mente é TUDO o que está manifesto; e Ela nada pode manifestar, senão aquilo que Ela é. Poderia a Mente conter em SI mesma algum elemento capaz de destruir Sua própria Substância, Vida ou Existência? Ou manifestar-Se como um agente parasitário em crescimento, que depredasse Sua própria Incorporação? Poderia a Mente eterna manifestar-Se como algo que conduzisse Sua existência a um final? Poderia a Mente Onipotente e Oniativa manifestar Sua atividade de modo a provocar o fim dessa própria atividade? NÃO, JAMAIS ALGUMA DESTAS IMPOSSIBILIDADES PODERIA SER POSSÍVEL, OU SE TORNAR POSSÍVEL.

Amado, está ficando claro que VOCÊ, sua Mente, Corpo, Atividade e Experiência, constituem a própria Presença e Poder desta Mente? Você é esta Mente identificada, individualizada ou manifesta como VOCÊ. Tudo que você possui, tudo que Você é, tudo que Você tem consciência de possuir ou ser, constitui esta Mente consciente de Si mesma, identificada como Você. A autora poderia apresentar-lhe relatos dos aparentes milagres decorrentes dessa conscientização.

Você é apenas o que você sabe, e nada mais. Não há dois de você: um que sabe, e outro que não sabe. A fim de existir, é preciso que você exista como esta Mente. Para estar consciente, é preciso que esteja consciente como esta Consciência. Sim, mesmo para viver, é preciso que esteja vivo como esta Vida. Somente a Vida de Deus vive. Somente a Mente divina é consciente.

Aquilo que você conhece, é Poder. Por quê? Porque você está conhecendo a Verdade de toda a Existência, conhecendo esta Verdade como a própria Mente que é Deus. Realmente, o que você está conhecendo é aquilo que Você é. Exatamente aqui reside o Poder desse conhecimento. VOCÊ NÃO PODE SER ALGO QUE NÃO ESTEJA CONSCIENTE DE SER. VOCÊ NÃO PODE TER OU EXPERIENCIAR ALGO QUE LHE SEJA DESCONHECIDO. ALÉM DISSO, VOCÊ NÃO PODE JAMAIS ESTAR CONSCIENTE DE ALGO QUE SEJA DESCONHECIDO A DEUS.

Tudo que está manifesto, tudo que está ativo em Você ou como Você, tudo que aparece como Sua experiência, é do conhecimento da Mente Todo-sapiente. Esta é a única Mente que existe e funciona como Sua Mente agora, neste instante. Nada se forma fora ou apartado da Mente. Nada age de forma contrária à ininterrupta atividade da Mente Perfeita. Nenhuma coisa, condição ou experiência é conhecida de uma outra mente. De fato, a Mente divina desconhece condições. A palavra condições implica mudança; Deus é eternamente imutável. Ela também pré-supõe algo de natureza antagônica, algo mais que pudesse dar margem a comparação. Não existem oposições, condições nem comparações no Uno Infinito, na Totalidade.

Façamos uma breve recapitulação: Deus é a única Mente. A Mente divina é Onipresente, Oniativa, Onipotente, e está sempre em incessante operação. O que Deus conhece é Tudo que é conhecido. A Mente divina nada pode conhecer fora ou apartado de Sua Autoabrangência infinita. Esta Mente é eterna, imutável, sem princípio e sem fim, em termos de Perfeição. Esta Mente, conhecendo Sua própria Perfeição, está individualizada, identificada exatamente aqui e agora como a Mente com que Você está consciente de seu Eu. Esta Vida Consciente, identificada como Você, está consciente da vida, de estar viva como Sua Vida. Esta é a Mente que está escrevendo estas palavras, e esta é a Mente que as está lendo. A Sua receptividade, ao que está lendo aqui, corresponde à Mente divina reconhecendo e respondendo à Sua própria Verdade. Isto é VOCÊ, amado leitor. Aceite esta Verdade; reconheça-A, pois Ela é a Sua Verdade.

Fim

Mente-3

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M E N T E

Marie S. Watts

Parte III

“Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura.”

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A Mente jamais está carente de algo. No interior de Sua infinita Autoabrangência, tudo que ela possa almejar ali já se encontra, em permanente existência. Todo desejo correto, e o poder consciente de concretização do mesmo, estão no âmago desta Mente Todo-conhecedora. Não existe intervalo entre o desejo e seu atendimento. A Mente é Una.

Este fato exclui toda possibilidade de faltar uma manifestação no instante exato de uma necessidade ou desejo. Não importa se a aparente necessidade seja de saúde, dinheiro, lar, atividade, etc: a necessidade e o suprimento são um. Ambos surgem simultaneamente, sem que haja qualquer separação atribuída a tempo ou espaço. Na verdade, tempo e espaço são inexistentes. Tudo que vinha sendo verdadeiro continua verdadeiro, exatamente neste instante. Tudo que é verdadeiro agora, é conhecido agora: conhecimento, percepção e manifestação são UM neste instante. “Que é o que foi? É o mesmo que há de ser. Que é o que se fez? O mesmo que se há de fazer. Não há nada de novo debaixo do sol”. (Eclesiastes 1:9).

Qual será esta Mente conhecedora disso tudo? É a Sua Mente, a única Mente que existe, individualizada ou identificada como a sua Mente. Quando? Exatamente agora, neste exato instante. Há um poder tremendo nesta conscientização. Os chamados “milagres” acontecem quando esta Luz brilha em Sua plenitude. Jesus teve esta visão, quando os pães e peixes foram multiplicados. A necessidade, naquele instante, não era de dinheiro, mas de alimento. E o alimento ali se encontrava, na hora e no local em que se fazia necessário. Em outra ocasião, quando a necessidade era de dinheiro para o imposto, também ali ele pôde ser encontrado, dentro da boca de um peixe. Quando a necessidade era de saúde, integridade, ou algum tipo de cura, eis que instantaneamente aparecia o suprimento exato para cada situação. Por que? Porque o suprimento era tudo o que ali sempre estivera presente. A falta de saúde, de riqueza, etc. jamais chegou a ocorrer. Coisa alguma foi alterada. Simplesmente os seus olhos se abriram, e puderam perceber aquilo que tinha sido sempre a Verdade.

Suponhamos, por exemplo, que a necessidade imediata fosse de proteção. Leia novamente o que houve, quando o servo de Eliseu estava atemorizado: “Porém, levantando-se ao amanhecer o criado do homem de Deus, saindo fora, viu o exército em volta da cidade, a cavalaria e os carros, e avisou-o disso, dizendo: Ai, ai, ai, meu Senhor. Que havemos de fazer? Mas Eliseu respondeu: Não temas; muitos mais estão conosco do que com eles. Eliseu, fazendo oração, disse: Senhor, abre os olhos deste, para que veja. O Senhor abriu os olhos do criado que viu, e o monte apareceu cheio de cavalos e de carroças de fogo, ao redor de Eliseu”. II Reis 6: 15-17. Não houve demora, e nenhuma ansiedade pela proteção. A proteção era necessária; e a proteção instantaneamente foi realizada.

Qual é a origem da emanação de todo esse suprimento onipresente? VOCÊ! Tão certo quanto você existe, você está consciente. E você só pode estar consciente como a Consciência Una que abrange tudo que existe. Seria impossível que você estivesse consciente como outra mente, pois inexiste outra Mente ou Consciência. VOCÊ, COMO ESTA MENTE, PRODUZ DE SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA O SUPRIMENTO INSTANTÂNEO PARA CADA NECESSIDADE. Por que você não vinha demonstrando isto? Por não ter percebido sua identidade como MENTE IDENTIFICADA COMO VOCÊ. Na verdade, essa aparente falta de percepção somente tem ocorrido neste falso senso de identidade. Com você de fato, isto jamais aconteceu, em absoluto. A Mente não depreda a Si mesma. A autora descobriu o poder dessa conscientização há anos! Logo após ter-se mudado para um bairro novo, a casa ficou infestada de formigas. Após investigar, constatou que esta era a situação geral da vizinhança toda. Nenhuma das providências tomadas conseguia erradicá-las de forma permanente. De início veio a ideia de que as formigas fossem a expressão da Vida; assim, elas deveriam ter o seu lugar adequado, que não seria aquela casa. Mas as formigas ali permaneciam. Era preciso perceber alguma coisa a mais. E então, veio a revelação: A Mente infinita é tudo que pode Se expressar, Se manifestar ou ser consciente de Si mesma como existente. É impossível que a Mente onipresente possa aparecer ou Se manifestar como algo inimigo de Sua própria paz e harmonia. Também é impossível que a Mente Se expresse como Vida, Atividade, Substância ou Forma de natureza parasitária. A Mente não depreda a Si própria, e não tem consciência de algo que possa depredá-la. Naquela noite, as formigas desapareceram. Jamais se pôde notar qualquer vestígio delas, embora continuassem a incomodar a vizinhança.

Qual Mente é conhecedora desta Verdade? Poderia uma suposta mente humana ou mortal, tão insignificante, ter tido aquela revelação tão poderosa e gloriosa? Não! Tal revelação era a Mente que é Deus, revelando-Se a Si mesma. Era a Perfeição Consciente sendo conscientemente perfeita.

Continua..>

Mente-2

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M E N T E

Marie S. Watts

Parte II

“Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura.”

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Lembre-se a todo instante: não há duas mentes: uma conhecedora e outra desconhecedora da Verdade. Há uma só Mente, uma Consciência, uma Percepção, e esta Percepção consciente única acha-se presente, aqui e agora, como a sua Percepção consciente. Não existe Mente alguma que não esteja expressa, identificada. É impossível que a Mente fique inativa, sem objetivo ou significado. De fato, a função própria da Mente é a de Se expressar, Se identificar ou Se individualizar. Não há quem duvide que o Princípio que rege todo o Universo seja a Inteligência. Esta Mente Todo-Inteligente é a Mente que ativamente atua como a sua Mente, dirigindo-o e também controlando os seus afazeres e experiências. Não lhe será necessário demonstrar nada! O simples Fato de a Verdade ser esta, já é a Sua própria prova. Eis sua única necessidade: admitir esta Verdade sem reservas ou restrições. Somente assim irá assimilar o sentido pleno de “Eu e o Pai somos um”.

Estará a Mente consciente “cônscia de Si própria como Você? Sim. Onde quer que a Mente esteja, e ela está em toda parte, está consciente de Si mesma como existente. Como saber que a Mente está consciente de Si mesma como Você? Você está consciente de si mesmo, de que você existe: com que outra Mente poderia você ter consciência de sua existência? Assim como está consciente de si mesmo, de sua identidade, Deus está consciente de estar existindo como você: como sua identidade, como a totalidade de sua vida, mente, substância, atividade e experiência. Em outras palavras, a Sua consciência de si mesmo, como existente, é Deus consciente de Si mesmo existindo como você.

Tudo que se conhece está contido na plenitude de Deus, ou Mente divina. É impossível para Deus conhecer algo fora de Si mesmo, ou outro além dEle próprio. Nada há, fora ou além de Deus, para ser conhecido. Algo que fosse além da Perfeição Onipresente e Onipotente somente poderia ser o nada total, não existência.

O que a Mente conhece sobre Si mesma? Primeiramente, Ela conhece Sua totalidade, Sua Todo-abrangente Totalidade, Sua unicidade. A Consciência sempre é conhecedora de Sua eternidade, imutabilidade e perfeição. Aqui, inexiste qualquer consciência de nascimento, mudança e morte. Como jamais houve começo, a Mente não pode conhecer começo algum; e, sendo eterna por Sua própria natureza, jamais pode conhecer algum fim. E sendo imutável para todo o sempre, a Mente jamais conhece qualquer mudança. Em suma, a Consciência somente pode estar consciente de Si própria. Nesta Mente, portanto, não existe qualquer consciência de doença, idade, decrepitude ou mudança. Tanto sofrimento como sofredor Lhe são desconhecidos; além disso, nenhum mal ou praticante do mal podem estar incluídos no Autoconhecimento infinito de Deus.

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Mente-1

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M E N T E

Marie S. Watts

Parte I

“Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas de fortaleza, de amor, e de mente segura.”

II Timóteo 1:7

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Que seria esta Mente segura que Deus nos concedeu? É uma doação de Si mesmo, uma doação de Sua própria Mente, de sua própria Consciência. Há, nesta percepção, um poder infinito, uma libertação infinita do medo, além de amor, paz e segurança infinitos. Sempre que uma “cura” ocorra, o que de fato se dá, é que a Mente Onipotente e Onipresente Se mostra consciente de Sua constante Perfeição. A manifestação da Perfeição pode parecer ter vindo da compreensão de alguma pessoa, seja ela um praticista, um amigo, ou mesmo você; mas, isto é só uma aparência. A MENTE DO PRATICISTA E A MENTE DE QUEM PEDE AJUDA SÃO UMA E A MESMA MENTE, E ESTA MENTE É DEUS. Isto pode ser notado pela eficácia do tratamento chamado “à distância” ou “ausente”. Na verdade, tratamento “ausente” não existe. A Mente Onipresente é indivisível: jamais poderia Se ausentar.

Deus é Mente. Existe um Deus; assim, existe uma Mente só. A Mente que é Deus jamais está dividida ou fracionada, e permanece sempre completa em Sua Unidade e Totalidade. Não existem várias mentes; tampouco existem mentes pessoais. Na verdade, o que existe é a Mente única, operando como a Mente que é minha, sua e de todos. Desse modo, as chamadas “mente pessoal”, “mente carnal” ou “mortal”, e “mente humana”, são todas inexistentes. Não há tal coisa como “mente própria sua”, atuando por si mesma e de modo independente. A única Mente em existência é a Mente que é Deus, pertencente a Ele e somente a Ele. Esta é a Mente que aparece individualizada ou identificada, exatamente aqui e agora, como a Sua Mente individual. Esta é a Mente que está escrevendo estas linhas, e esta é a Mente que as está lendo.

Jamais, em nenhum instante, chegue a pensar que a chamada “mente humana” irá entender ou perceber esta Verdade. Todos nós conhecemos aqueles a quem esta Verdade soa como falsa ou até mesmo ridícula. Quanto a isso, somente podemos dizer que a Mente que é a Verdade reconhece Sua Verdade como sendo Ela própria. De fato, não existe Mente alguma que desconheça a Verdade. Um não-conhecimento da Verdade indicaria ausência da Mente, uma total ignorância, treva ou completo vazio. Mas, como a Mente Infinita é Onipresente, esta ausência da Mente se torna uma impossibilidade.

Vezes e mais vezes os praticistas vêm ouvindo frases como: “Ah, na teoria, ou intelectualmente, já sei tudo isso, mas não consigo demonstrá-lo na prática…” (Talvez as palavras variem, mas o sentido sempre é o mesmo.) Deu para notar que estas declarações são uma negação da própria Mente que é consciente da Verdade? Esteja certo de que a Mente que reconhece, aceita e admite a Verdade é a Mente que é Deus, consciente de Sua Própria Verdade. O simples fato de você se sentir atraído pela Verdade, e concordar com Ela, já prova que está vendo e conhecendo como a Mente que é Deus. Na verdade, ninguém estaria nesse Caminho, se a Mente que é Deus já não estivesse operando como a sua própria Mente. Mediante tal conscientização, todas as barreiras aparentes se evaporam, abrindo espaço à Luz gloriosa! O ilusório conceito de “ter que demonstrar algo” desaparece por si, diante da percepção de que TUDO É DEUS, e de que TUDO JÁ ESTÁ PERFEITO AGORA. Há a instantânea manifestação da Perfeição, a que se atribui o nome de “cura”. Não há a mínima defasagem ou separação entre a consciência que a Mente tem de Sua Perfeição e a manifestação desta Perfeição. Perfeição conscientizada é Perfeição manifesta. Eis o motivo pelo qual Jesus pôde dizer: “Está consumado”. Ele sabia que falava e agia como a Mente que é Deus. É do agrado de Deus Se individualizar como Você e como Eu, e agir como cada um de Nós. Isto Lhe dá plena satisfação. “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade”.(Filipenses 2:13). “… a vosso Pai agradou dar-vos o reino”(Lc 12:32).

 

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UNICO

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UNICO

Marie S. Watts

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No ilusório mundo da aparência, parece existir positivo e negativo para tudo. Parece haver um NÃO para cada SIM. Parece haver uma mentira ou falsidade para cada Verdade; e haver uma ilusão para cada fato. Tudo isso tem seu fundamento no dualismo, que se baseia na ilusão de que há duas mentes, dois poderes, e que um poder se oponha ao outro.

Se houvesse alguma Verdade nesta ilusão, necessariamente haveria oposição. Toda consideração da palavra oposto implica oposição. Se houvesse um oposto ao Bem, Deus, ele teria de ser o mal. Se o mal pudesse existir em oposição a Deus, este mal teria de existir como um poder capaz de se opor ou resistir à Onipotência que é Deus. O certo é que Deus não se opõe nem resiste a Si mesmo. Portanto, qualquer ilusão de uma presença ou poder de oposição há de ser o falso pressuposto de que existe outra presença ou poder que não seja Deus. Eis toda a base da dualidade, e a dualidade parece constituir nosso maior obstáculo, no que diz respeito a ver as coisas como realmente são.

Há muitos estudantes sinceros que sentem a necessidade de afirmar o Bem e negar o mal. Com efeito, a maioria de nós vem aplicando os chamados “tratamentos”, com a utilização de afirmações e negações. É verdade que chegamos a constatar diversas manifestações maravilhosas da perfeição mediante nossos tratamentos baseados em afirmações e negações. Entretanto, verificamos estes mesmos tratamentos também se mostrando ineficazes para revelar a Perfeição onipresente que constitui o fato ou a realidade. Com freqüência ficávamos a imaginar por qual motivo se dava a revelação da manifestação da Perfeição numa situação, enquanto numa outra, isto não acontecia.

Entre nós, alguns nunca foram capazes de afirmar a Verdade e negar o erro. E outros, fizeram uma breve tentativa nesse sentido, mas concluíram não ser este o enfoque a nós destinado. Caso tenhamos experienciado um simples lampejo do fato eterno de que Deus é Tudo, não poderemos dar “tratamento”, no sentido aceito dessa palavra, e tampouco poderemos fazer uso de afirmações e negações.

Nós observamos que, para um tratamento ser dado, é preciso haver a aceitação de alguma condição maligna em oposição a Deus, o Todo. Sabemos, ainda, que todas as afirmações e negações teriam de estar baseadas numa falsa premissa. A impossível base de tal premissa falsa é a de que Deus seria Tudo, mas que algo, sem que fosse Deus, estaria existindo. Obviamente, isto soa como ridículo; mas, realmente, qualquer dualidade é ridícula para todos nós que sabemos que Deus é Tudo.

Toda declaração afirmativa tem por base o fato incontestável de que Deus é Onipotência e Onipresença; Toda declaração de negação, por sua vez, se baseia na suposição de que existe uma presença e um poder que não seja Deus, o Bem, mas o mal; além disso, prevê que esta presença e poder do mal devam ser negados e contrariados. Este é o ponto exato em que a dualidade reclama atenção; e a maioria das falhas de não-percepção da Perfeição onipresente manifesta pode ser atribuída à falsa suposição do dualismo.

Talvez o que acabamos de expor dê a entender que fazemos críticas aos estudantes sinceros que se utilizam de afirmações e negações. Nada poderia estar mais longe da verdade. Entendemos que, se não houvesse nenhum mérito nessa prática, não se realizaria sequer uma simples manifestação da perfeição por meio de sua utilização. Apenas explicamos não ser este o caminho para aqueles, dentre nós, que já puderam perceber e se estabelecer firmemente no fato de que Deus é Tudo; Tudo é Deus.

Jesus reconheceu que alguns, provisoriamente, iriam sentir a necessidade de fazer afirmações e negações. Você irá recordar que, em Mateus 5; 37, ele diz: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” Este sim é referente à afirmação; e o não, à negação. Certamente ele deve ter notado que grande parte de seus ouvintes estava com esta visão do sim, sim; não, não. E entendia que, para estes, útil seria que prosseguissem neste caminho, até que se revelasse, no interior da própria Consciência, o fato de que Deus é Tudo. Jesus demonstrou de diversas formas esta grande compreensão complacente. Ele sempre lhes falava sob o ponto de vista da percepção espiritual em que pareciam estar. Em outras palavras, ele procurava alcançá-los em seu ponto máximo de elevação. Isto explica o uso freqüente que fazia de parábolas.

Todavia, Jesus sabia que havia um caminho além das afirmações e negações. Sabia que, por Deus ser Tudo, nada poderia existir para oferecer resistência, e que não poderia haver opostos. De fato, no 39° versículo deste mesmo capítulo de Mateus, encontramos Jesus a dizer: “Não resistais ao mal…”. A percepção que possuía da totalidade de Deus não lhe permitiria encerrar seu sermão sem que esta declaração fosse feita, embora bem soubesse que ela poderia não ser entendida.

Mas Jesus sabia que o mal parecia real e aparente para aqueles a quem ele se dirigia. Tinha também consciência de que, para a maioria do chamado mundo, parece haver duas forças antagônicas. Jesus não negou esta aparência; tampouco nós a negamos. Mas, feita a contemplação da Verdade, não aceitamos nenhuma força ou condição de oposição que pudesse ser negada. Caso aceitássemos, seria o mesmo que disséssemos: duas vezes dois são quatro; duas vezes dois não são cinco. Nós simplesmente sabemos que duas vezes dois são quatro, e caso encerrado.

Existe uma palavra que engloba tudo o que se faz necessário a esta conscientização: esta palavra é “único”. Deus é a única Presença. Deus é o único Poder. Deus é a única Vida, Mente, Consciência; a única Identidade possível de ser identificada. A palavra único simplesmente exclui toda necessidade de se fazer afirmações e negações; e ela não encerra conteúdo algum de uma presença ou poder passíveis de serem negados.

O oitavo capítulo de Mateus registra a ida de um centurião até Jesus, em busca de auxílio para um de seus servos.Jesus lhe disse: “Eu irei, e lhe darei saúde”. Mas o centurião afirmou a Jesus que não era preciso que ele fosse à sua casa, mas que “dissesse somente uma palavra, e o seu servo sararia”. Ouvindo isso, Jesus exclamou: “… nem mesmo em Israel encontrei tanta fé”. Obviamente, a perfeição onipresente estava manifesta como aquele servo. Mas a revelação maravilhosa, aqui encontrada, é que Jesus tinha consciência de que o centurião conhecia o fato absoluto de que Deus é Tudo. Ele sabia que era dispensável que Jesus fosse ver o seu servo; sabia que era dispensável que Jesus fizesse afirmações e negações, ou mesmo que desse algum tipo de tratamento. Ao afirmar: “Dize somente uma palavra”, ele sabia que a palavra é a expressão de Deus em Si, e que o poder da Palavra é tudo o que se requer para que haja a percepção da perfeição onipresente.

Com efeito, Deus realmente é Tudo. Tudo realmente é Deus. Esta é uma declaração completa de um fato absoluto e sem qualificação. Não importa o número de palavras que possamos pronunciar ou escrever: o fato absoluto se mantém exatamente em tais palavras. Somos, às vezes, ajudados na conscientização deste fato, ao dizermos que Deus é a única Presença, o único Poder; entretanto, não existem palavras capazes de alterar ou de acrescentar algo ao seguinte fato básico: DEUS É TUDO.

Ver é Ser

 

VER É SER

Marie S. Watts
 

Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis; mas bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
MATEUS 13: 13,14,16.

Que vem a ser o sentido de ver e perceber? Ele é bem claro: através da percepção é que podemos ver. Consciência significa percepção, e estar consciente da Verdade significa ver ou perceber a Verdade. Por estarmos existindo como Consciência, a percepção é algo intrínseco ao nosso ser. Assim, quando ouvimos a expressão “ver com os olhos da Alma”, seu significado é exatamente este que acabamos de expor.

Enquanto ficamos maravilhados com este conhecimento, o Ultimato vai mais além em sua revelação: a Consciência que percebe a Verdade é a própria Substância, Forma e Atividade do que é percebido. Esta conscientização é de extrema importância pelo seguinte: conhecer a Verdade sobre a Verdade não é o bastante. Há muito que vínhamos fazendo isto! É comum ouvirmos alguém declarar: “Eu estava apenas conhecendo a Verdade sobre alguma coisa”. E, também com muita freqüência, verificamos uma demora na manifestação da perfeição. Conhecer a Verdade sobre algo equivale a atribuir um conceito falso de separatividade entre o que somos e o que estamos conhecendo. Este é o elemento que tem contribuído para que haja um aparente intervalo entre a Verdade que conhecemos e a Perfeição que almejamos ver manifesta. Este intervalo não pode existir, se observarmos claramente que a Consciência que percebe algo abrange este algo por Ela percebido.

Se a Verdade for por nós conhecida mediante tal conscientização, a aparente separação entre a revelação e sua imediata manifestação deixará de se mostrar como existente.

Fora de sua Consciência não há mais nada que possa Se revelar. Realmente, ver é ser aquilo que estiver sendo visto. Esta compreensão nos faz discernir o ver na qualidade de ser, a revelação na qualidade de manifestação: tudo é simultaneamente Um. Isto é o que constatamos quando conscientizamos instantaneamente a Onipresença da Perfeição. Algo está lhe parecendo obscuro ou alarmante? Nesse caso, será viável fazer ao seu próprio Ser algumas perguntas.

Deus não é a única Mente conhecedora de algo? Deus conheceria alguma coisa fora de Sua Inteireza infinita? Existe algo ou alguém em posição relativa a Deus? Deus não seria a própria Substância, Forma, Alma, Vida e Atividade de tudo conhecido por Ele? Haveria uma Consciência apartada de Deus, capacitada a Se identificar como sendo a minha Consciência ou a Consciência de alguém? Haveria alguma pessoa ou mente pessoal fora da Consciência de Deus? A Mente divina estaria fragmentada em inúmeras mente menores? Poderia a Consciência divina ser Onipresente como a Consciência de uma Identidade sem ser de outra? Deus não teria consciência de ser a inteireza de tudo que Ele estivesse percebendo? Alguém me poderia ser revelado sem que já estivesse incluído em e como a própria Consciência divina que Eu sou? Alguém poderia estar fora desta Consciência? Se Deus é a única Consciência que pode estar individualizada, qual Consciência poderia estar existindo deixando de estar consciente de ser a Substância, Forma e Atividade de tudo percebido por Ela? Após formular estas perguntas ao seu Eu, aguarde com tranquilidade  as respostas lhe chegarem reveladas. Não se esforce para respondê-las com o intelecto. Nenhuma revelação nasce do intelecto. Saiba que as respostas são intrínsecas ao seu Ser; assim, certamente lhe serão reveladas. Este tipo de revelação é o próprio Eu revelado a Si mesmo.

Como sabemos que existimos? Através da percepção, através da Consciência, através do reconhecimento consciente de que somos existentes. Com qual consciência somos conscientes de que existimos? Deus é a única Consciência. A consciência da existência e o Existente são uma e a mesma coisa. São idênticas. Nosso suposto erro tem sido a ilusão da existência de Consciência e Vida; Consciência e Substância; Consciência e Forma. De fato, existe somente UNIDADE, que é CONSCIÊNCIA. É a Consciência como Vida, Substância, Forma e Atividade.

Deus vê pela percepção, pela Consciência; e Deus é aquilo que Ele percebe. Sendo Você Consciência divina consciente, Você também vê pela percepção, E VOCÊ É AQUILO QUE ESTÁ PERCEBENDO. Além disso, estando Deus consciente de ser Aquele percebido por Ele, Você está consciente de ser Aquele que você está percebendo. Esta percepção exclui limitações ou restrições. Ela, por certo, não está confinada ao Corpo, mas inclui o Corpo. Se a Consciência não incluísse o Corpo, seria incompleta. Realmente, a percepção é a Substância, a Forma e a Atividade do Corpo por Ela percebido.

Houve quem tivesse dito: “O que vês, é o que tu és”. Quem chegou a dizer aquilo constatou uma tremenda Verdade. Deus é Consciência, e Deus é Tudo. Não há nada nem ninguém postos numa posição relativa a Deus. Para existir, é requisito necessário que alguém exista COMO Consciência divina. Para estar consciente, é requisito necessário que alguém esteja consciente COMO Consciência divina, pois inexiste outra. Deus não pode estar consciente de separação entre O QUE ELE É, e AQUILO QUE ELE CONHECE, pois a consciência de conhecer é a Consciência de Ser.

Você é a Consciência divina expressa, individualizada. Sua percepção se dá COMO esta Consciência, e nenhuma outra. Como Consciência divina identificada, você pode somente perceber como Deus percebe. Se você existe, e isto é um fato, você precisa existir na qualidade de Deus conhecendo, Deus sendo, Deus existindo. Caso contrário, não existiria nenhum Você. De fato, Você conhece como Deus conhece; vê como Deus vê; age como Deus age, e é consciente como Deus é consciente. Você percebe seu Eu sendo a Substância, Forma e Atividade de tudo que sua percepção abranja, pois esta Sua percepção é Deus percebendo; Sua consciência é Deus consciente; Seu próprio Ser é Deus sendo Você.

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A Consciência é Inseparável- 8


A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE VIII – FINAL
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Há, nisto que agora estamos conscientizando,  um poder tremendo. O que estamos vendo – percebendo – neste exato momento, significa a dissolução do vapor aparente. Que é este vapor? É a miragem universal ou de massa, que faz com que as coisas pareçam diferentes do que são. É meramente um conceito enganoso, ou concepção equivocada, daquilo que o Homem verdadeira e eternamente é.

Em nossa Bíblia, podemos ler: “Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. O senhor Deus formou o homem de barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma vivente” (Gen., 2: 6-7).  Estes dois versículos do Gênesis contam  a estória toda. O Homem – o Cristo – já existia eternamente, e é, exatamente agora. O Universo, o Universo eterno, perfeito e glorioso, era – e é – completo. Entretanto, aparenta existir uma miragem fraudulenta, simulada, que anula este Universo glorioso e a Substância na Forma de tudo e de todos. Esta ilusão de massa é descrita com clareza nestes versículos. Temos também aqui o registro de que o homem ilusório, “cujo fôlego está em suas narinas”, fora formado do próprio barro da terra, que absorvera o vapor espectral. Aqui, Deus é mostrado como sendo um Criador. E, nesta exata representação equivocada, a Vida é suposta ter “entrado” no corpo do homem; a alma  é suposta ter “entrado” neste corpo. A ilusão de que o homem é um criador ou uma criação, está inteiramente fundamentada neste quadro ilusório, apresentado no Gênesis.

A Alma é Consciência. A Alma está viva. Ela é uma Substância viva, porque a Consciência é Substância, e a Consciência é Vida. A Alma, a Vida, jamais pode “entrar” no Corpo, pois a Consciência viva é a Substância perfeita e eterna que é o Corpo.

FIM

A Consciência É Inseparável-7

A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE VII
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Amado, exatamente agora estamos “recordando” o que nós éramos, e o que sabíamos constituir o nosso Eu desde antes que o miásmico mundo da ilusão parecesse nos engolir. Em toda palavra da Verdade que lemos, ouvimos ou pronunciamos, nós percebemos o verdadeiro e único Universo – a Unidade indivisível de toda a Existência. Em toda contemplação, estamos conscientes de ser o Eu eterno e imutável que sempre conhecemos e  soubemos ser o nosso Eu.

Uma concepção errônea ilusória não transformou a Identidade que somos em um corpo ou identidade mortal e nascida. A miragem universal simulada não nos fez inconscientes. Somos exatamente a mesma Consciência que éramos antes do surgimento da miragem ilusória. Nós continuaremos a ser esta mesma Consciência eterna e perfeia, quando a miragem inteiramente falsa for apagada. Não somos enganados por quaisquer quadros de desenho ilusório. Nós vemos exatamente através destas falácias, e realmente enxergamos as coisas como elas são. Não vemos com a chamada visão humana, nem ouvimos com a audição do homem. Nós vemos, nós ouvimos, porque nós somos a Consciência que percebe. E o que chegamos a perceber, como esta Consciência inseparável e infinita, é aquilo que sempre é perfeito, glorioso e eterno.

Sabemos que a Existência que vemos, ouvimos, experienciamos e conhecemos não é visível à suposta visão do homem. Entretanto, sabemos que esta Existência perfeita é visível. Ela pode ser vista, e é vista, clara e distintamente. Como Consciência iluminada, nós vemos este Universo eterno e perfeito, este Corpo perfeito (e qualquer Corpo) tal como ele é. E nós jamais poderemos ser enganados por alguma simulação superposta deste belo e glorioso Corpo perfeito. Nós sabemos, e temos consciência de que nós sabemos. Sabemos que somos o que conhecemos, e não sabemos nada além disto. Nada mais resta para se saber.

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A Consciência é Inseparável-6

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE VI
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No “Evangelho de Tomé”, Jesus declara muito claramente o que acabamos de expor: “…Os mortos não vivem, e os vivos não morrerão”. Que maravilhosas palavras da Verdade! Estas figuras do desenho animado, pequenas, distorcidas, não são vivas, pois não consistem de Mente consciente, amorosa e viva. Isto é apenas uma aparência de morte. Porém, Amado, esta aparência é a única morte que há, ou que pode haver. Entretanto, nós estamos, exatamente aqui, conscientemente vivos, exatamente agora, no âmago destas falácias e falsas imagens; e o fato de estarmos vivos é prova de que não existe morte alguma. Naturalmente, a Mente consciente, eterna e viva, que somos exatamente aqui e agora, não pode morrer.

Jesus prossegue: “Quando comíeis o que era morto, vós o tornáveis vivo”. Sim, foi somente nosso aparente reconhecimento e aceitação deste mundo de aparência que fê-lo aparentar ser vivo, ser inteligente ou consciente. Nós parecemos mantê-lo vivo pelo apego à ilusão de que ele é real. Dessa maneira, nós parecemos alimentá-lo, mantê-lo e sustentá-lo. Uma ilusão requer alguém para ser iludido por ela, para que possa inclusive constituir uma ilusão. Quando estamos plenamente iluminados, sequer aparentaremos estar iludidos. Desse modo, a ilusão nada tem para alimentá-la, sustentá-la ou mantê-la. E então, inevitavelmente, ela se desvanece: deixa inclusive de aparentar existir. Ao final da citação, Jesus indaga: “Quando éreis um, vos tornastes dois; mas, quando fordes dois, que fareis?” Sim, que iremos nós fazer? Amado, nós faremos exatamente o que estamos fazendo, exatamente aqui e exatamente agora; nós prosseguiremos em nossa realização do fato de que eternamente nós somos Um, e não dois. Desse modo, esta fase aparente de dualismo é apagada.

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A Consciência é Inseparável-5

A
CONSCIÊNCIA É
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PARTE V
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Como já foi dito anteriormente, antes do miasma do nascimento,  éramos Um. Sabíamos que éramos como este Um Universal e indivisível. Daí, pareceu que o que éramos ficou esquecido, ou seja, o que sabíamos constituir o “Eu” que somos. Desse modo, nossa necessidade está em recordar o que éramos – e o que sabíamos ser o nosso Eu – antes dessa ilusão denominada “nascimento”. Não se iluda quanto ao sentido dessa palavra “memória”. A memória não tem absolutamente nada a ver com a mente humana. Geralmente se acredita que a memória se localiza no chamado cérebro humano, e que normalmente ele guarda na lembrança os acontecimentos, cenas ou vivências do passado. A Consciência não recorda. Ela é consciente. Ela sabe. A Consciência é Mente, assim como a Mente é Consciência. No lugar de uma suposta mente humana nascida, com suas memórias ilusórias, está a Mente Consciente, onipresente e infinita, que é todo conhecimento. Assim, esta Mente – que você é – está consciente de tudo que se deva conhecer num dado momento. Isso nunca é um assunto de memória humana; antes, é sempré um assunto de estar consciente daquilo que você já sabe, e que sempre conhece.

Contudo, não devemos divergir de nosso tema original. Basta dizer que recordar significa estar consciente exatamente daquilo que existe, daquilo que se passa agora, e eternamente. Somente nesse sentido podemos empregar a palavra “memória”. Como se vê, apenas parece que esquecemos o Céu que conhecíamos antes que o mundo da ilusão – nascimento – parecesse ter começo para nós. Somente parece que nos tornamos inconscientes da maneira que somos, da maneira que tudo e todos eternamente são. Em iluminação, ficamos conscientes do fato de que o Reino da Perfeição é a totalidade daquilo que sempre está aqui. Assim, como Consciência iluminada, nós recordamos a Verdade que parecíamos, por breve momento, ter esquecido.

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A Consciência é Inseparável- 4

A
CONSCIÊNCIA É
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PARTE IV
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Verifiquemos o que é a Verdade que se relaciona com  isso tudo. NÃO EXISTEM OPOSTOS; PORTANTO, NÃO EXISTE NENHUMA OPOSIÇÃO. Não existem seres humanos nascidos, separados, para serem opostos, ou para fazerem mútua oposição. Não existe tal coisa como Deus e homem. Não existe nenhum tipo de “outro ser”. Há somente o UM, eterno e indivisível, E VOCÊ É ESTE UM.Antes do nascimento, você sabia o que você era. Sabia que era a Inteireza única inseparável, indivisível, perfeita e eterna. Assim, pareceu que você nasceu, e assim pareceu que você se tornou dois em vez de um. Como o fraudulento mundo das aparências continuou a envolvê-lo, você pareceu ter-se esquecido do “Eu” eterno que sabia ser você antes do nascimento. De fato, você pareceu tornar-se mais e mais consciente das coisas da miragem simulada universal, do que estava consciente da genuína e única Totalidade universal que realmente é, e que constitui a inteireza de seu Ser e Corpo.

Quando nós aparentamos estar imersos nesse falso encobrimento, não vemos as coisas como elas realmente  são. Estes aparentes blocos de matéria, chamados corpos nascidos, não são mais verdadeiros nem mais vivos do que as marionetes dispostas ao fim dos cordéis conduzidos por um operador desses bonecos. Estas marionetes podem ser comparadas com desenhos animados. Elas podem aparecer como formas ou substâncias ridículas ou distorcidas. Podem aparecer agindo inteligentemente ou não inteligentemente. Podem aparentar ser boas ou más. Entretanto, elas são completamente sem Vida, Inteligência ou Amor. Desse modo, de si mesmos, elas são nada.

A ilusão chamada nascimento parece deixar-nos conscientes de um mundo imperfeito não inteligente. Ela apresenta também quadros falaciosos de todo tipo, alguns deles bons e mesmo atraentes; outros aparentam ser muito maus, na verdade. Não importa como estes quadros falaciosos aparentem ser, se bons ou maus : eles meramente são quadros que aparecem e, desse modo, eles devem desaparecer. Além disso, estes quadros não são imagens suas, minhas, de alguém ou de alguma coisa. Você simplesmente não é a substância, forma ou atividade retratadas por estes quadros fictícios. Que são estes quadros? São meramente o miasma universal, simulado e fraudulento, produzindo desenhos animados de sua própria miragem. Onde está você? EXATAMENTE ONDE ESSE QUADRO DE VOCÊ PARECE ESTAR. (Obviamente, você de fato está em toda parte, mas o Corpo que você é, é um , é um ponto focal do infinito VOCÊ QUE VOCÊ É). Entretanto, essas figuras do desenho animado não são o eterno Corpo perfeito que você é.

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A Consciência é Inseparável -3

A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE III
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Inerentemente, nós sabemos que a morte é desnecessária. Ninguém realmente deseja aceitar a morte. Entretanto, aparentemente, a maioria insiste em acreditar na falsidade chamada nascimento. Não podemos ficar com um sem o outro. Se o homem é – ou pudesse ser – criado ou nascido, necessariamente ele teria que morrer. Algo que tem começo deve ter também fim. Mas, um homem criado – nascido – é tão fraudulento quanto um Deus do qual se diz ser um criador.

É este homem – supostamente criado ou nascido – que aparenta ver, ouvir e experienciar como se ele existisse como uma identidade separada. É também este homem simulado que aparenta ver e experienciar separação e divisão entre tudo e entre todos. Para ele, tudo na forma parece ser moldado em pequenos ou grandes blocos sólidos ou materiais. Este mesmo iludido e ilusório homem nascido imagina que ele é limitado, restrito e imensurável em termos de tempo e espaço. Ele é temeroso, incrédulo, confuso, e perturbado por todas as ilusões de problema, doença, carência, idade etc., que indubitavelmente acompanham a ilusão de ter sido criado ou de ter nascido. Mas, talvez o aspecto mais irremediável de toda essa ilusão, é que ele tem a certeza de que deverá morrer. Por quê? Porque  tem certeza de que nasceu. NÃO HÁ, NÃO PODE HAVER, DEUS ALGUM EM ALGO TÃO INAUSPICIOSO E TÃO TRAGICAMENTE ENGANOSO QUANTO ESTE SUPOSTO HOMEM NASCIDO. Assim, esse tipo de homem é inteiramente um mito. Passemos a analisar a ilusão um pouco mais, a fim de podermos acabar com ela para sempre.

Tudo que aparenta estar manifesto em e como este ilusório mundo simulado da materialidade, é temporal. Sendo temporal, este homem é necessariamente limitado de várias maneiras. Ele não é a Mente consciente; logo, não pode ter consciência alguma do que ele é, nem tampouco  pode ele conhecer realmente alguma coisa. Sendo completamente um homem hipotético, tudo que ele pode fazer é levantar hipóteses. Ele pode aparentar supor que conheça algo, que está vivo, que está consciente, que ama, ou que está apaixonado. Ele também pode igualmente supor que está doente, idoso, infeliz, e que deve morrer. Ele pode supor que existam opostos, tais como bom e mau, alegria e tristeza, paz e conflito, amor e ódio, etc. Ele pode supor que existe Deus e homem.

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A Consciência É Inseparável -2

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE II
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Quem aparenta ser vítima desta fraude universal? O suposto homem nascido, que não passa de uma simulação da Mente viva, consciente e eterna, que o Homem realmente é,  o Homem Crístico. Um homem nascido não é Substância, não é Inteligência, não é Consciência, Vida nem Amor. Assim, não existe nenhum homem nascido consciente, amoroso, vivo ou inteligente. Um homem supostamente nascido, constituído de ilusão, somente pode ver, ouvir, tocar, provar, cheirar ou experienciar suas próprias ilusões. Mas este homem, supostamente nascido, não é VOCÊ. Ele não é o “Eu” que você é. Ele não é o “Eu” que EU SOU. Assim, de fato ele é nada. Contudo, por ele aparentar ser tão real, devemos elucidar inclusive as suas pretensões.

Amado, gostaria que soubesse que não é nada fácil dizer o que precisa ser dito agora. Sei plenamente quão irrealísticas – até mesmo ridículas – muitas das declarações que virão a seguir parecerão ser. Sei também que quando eu estiver falando do “homem cujo fôlego está em suas narinas”, eu aparentarei ser dualística, porque este pseudo tipo de homem é a própria base da dualidade. Entretanto, você saberá que não existe tal homem; assim, a exposição geral e o emprego desse homem simulado realmente nada mais é, senão o prelúdio da gloriosa percepção plena do Homem Crístico imutável, perfeito e eterno, que genuinamente você é. Este Homem Crístico nada sabe de dualidade nem de coisa alguma de suas fraudulentas pretensões. Você saberá que não existem “dois” de você, um simulado e outro verdadeiro: você é sempre “um”, e não existe um segundo “você”.

Passemos a dizer o que deve ser dito: O NASCIMENTO É UMA FARSA COMPLETA. Não existe nenhum nascimento, nenhum homem nascido, e ninguém que tenha, de si mesmo, consciência de ter nascido. Não há mente alguma que saiba algo sobre um nascimento. Não há ninguém que saiba algo sobre um corpo nascido. Um corpo nascido não passa de uma aparência simulada, que tem origem na miragem miásmica universal que não é substância, vida nem atividade.

“Criação” é uma palavra que poderia muito bem ser riscada de nosso vocabulário, Não existe criação nenhuma, porque não existe criador nenhum. Como Tudo eternamente é, que objetivo seria cumprido por um criador ou criação? NENHUM! Qualquer nascimento aparente provém da ilusão universal de que existe um criador, e, desse modo, uma criação. Se quisermos ficar completamente livres do chamado “último inimigo” – a ilusão final – deveremos estar conscientes do fato de que a palavra “criação” implica algo que simplesmente é falso, e completamente fraudulento.

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A Consciência é Inseparável

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE I
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Que faz com que tudo pareça estar separado ou dividido? É a forma com que parecemos ver, ouvir, tocar, cheirar e provar. Sim, isto pode estar inclusive em nossa maneira de parecer experienciar as coisas. Um assim chamado corpo separado pode parecer experienciar uma dor separada, pertencente só a ele, ou um assim chamado ser humano, separado, pode parecer experienciar o seu sofrimento, problema ou seu aparente desafio de qualquer natureza, vistos separadamente. Frequentemente ouvimos falar sobre os cinco sentidos físicos. Realmente, se existisse algum sentido físico, teríamos de aceitar a falácia de muitos aspectos destes sentidos não existentes. Com muita frequência temos reiterado que unicamente um Sentido existe, e este é a Consciência. Há inúmeros aspectos deste Sentido único – Consciência – , mas, todo aspecto da Consciência é Consciência.

Quem é que aparenta ver, ouvir, tocar, provar ou cheirar coisas que parecem ser matéria? Qual mente sabe algo sobre elas? Se alguém realmente estivesse consciente destes assim chamados sentidos físicos, Deus – o Todo Infinito – teria de estar consciente deles. Se Deus pudesse estar consciente de tais ilusões como mostradas pela materialidade, Deus teria de ser a ilusão bem como a mente que se deixou iludir. Se o homem estivesse consciente de nascimento, doença, envelhecimento, deterioração ou morte, então Deus deveria estar consciente de ser um Deus temporal, sempre começando, mudando de aspecto, tornando-se imperfeito, envelhecendo e morrendo, e isto somente para que tudo voltasse a se repetir. A Mente infinita, que é Deus, simplesmente nada sabe de todas estas ilusões. E como a Consciência Total as desconhece, nós também realmente as desconhecemos. Como poderíamos conhecer algo que Deus desconhece?

Passemos a observar quem, ou  quê, parece possuir estes chamados sentidos físicos. É MERAMENTE UMA CONSCIÊNCIA OU MENTE HIPOTÉTICA, QUE SE APRESENTA COMO UM SUBSTITUTO FRAUDULENTO PARA A MENTE VERDADEIRA. Ela é compreendida de pura ilusão, em vez de ser a Mente sempre consciente e perfeita que nós somos. É como se um “vapor”  universal, ou “miragem”, se superpusesse sobre todo o nosso Universo, fazendo-o parecer ser diferente do Universo imutável, perfeito, eterno que existe, ou fazendo-o aparentar ser outro Universo, além do único.

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