Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 5
– 5 –
Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.
O que este parágrafo diz, é que enquanto não nos decidirmos, realmente, por expulsar a mente humana como estranha ao nosso ser, como nos revelou o apóstolo Paulo, ficaremos “perpetuando o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação”. Que nos disse Paulo? Que não recebemos de Deus esta mente que capta as coisas e o ser que somos como materiais! Recebemos a “Mente de Cristo”, para discernirmos espiritualmente o que nos é dado por Deus.
Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.
Enquanto acharmos que “temos mente humana”, acharemos normal seguir os seus ditames, vivendo escravizados aos seus impulsos instintivos, às suas crenças de emoções , paixões, apegos e sensualidade. Isto é o que a autora nos previne, dizendo: Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude.
Nossa identificação com a Mente de Cristo, em assíduas e dedicadas contemplações desta Verdade, deixa-nos com os “pensamentos de Deus” e não com aqueles do mundo. A força de vontade somente será levada em conta no sentido de criarmos disciplina para não deixarmos de lado as contemplações, e sim as levarmos a sério, para realmente nos identificarmos com a infinidade da única Mente onipotente para reconhecermos a nulidade das “sugestões mentais” hipnóticas do “magnetismo animal”.
Diz a autora: Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Sem esta determinação inicial, de nada estas instruções valerão para alguém! Em tudo, se quisermos realmente ter o domínio, teremos de nos dedicar. Aquele que entender que seguir estas instruções equivale a deixar de ser ILUDIDO, para viver em UNIDADE COM DEUS, irá se dedicar a adaptar seu modo de pensar à Realidade divina do bem sem fim, como diz a autora. Aquele que somente estiver lendo isto, para continuar na mesma “vidinha humana” de sempre, que é uma ILUSÃO, nada aproveitará do conteúdo deste artigo, que é elevadíssimo e libertador! Em que sentido? No sentido de explicar em minúcias os princípios da Ciência divina, bem como explicar com detalhes todas as atitudes que devemos assumir, para realmente os vivermos na prática!
A Bíblia diz: “O que semeia na carne, colhe corrupção, o que semeia no Espírito, colhe Vida eterna”.
Continua..>
O Homem É O resultado Perfeito…
De nada adiantaria alguém forjar resultados diferentes para uma conta matemática. Se grafarmos que 2 + 2 = 5, ou =6, ou = 7, etc., jamais o resultado 2 + 2 = 4 seria ameaçado pelos erros. Por quê? Por não haver “princípio matemático” sustentando erros!
De igual maneira, de nada adiantaria uma suposta “mente estranha a Deus” , receba ela o nome de “mente humana”, “mente carnal”, “mente ilusória”, ou qualquer outra denominação, apontar erros como existentes numa “Obra de Deus”. Jamais eles poderiam, de fato, estar presentes! O Homem real é o “resultado perfeito” da atividade da Mente divina, que é única e eterna mantenedora de toda a Existência.
Por que Jesus disse que “a Verdade, conhecida, nos torna livres”? Porque nos faz descartar os “erros” para honrarmos a Deus como Princípio Perfeito a nos manter perfeitos! Pode a suposta “outra mente” afirmar que somos mortais, que adoecemos, que pecamos, que somos imperfeitos, que somos espíritos atrasados em evolução, etc: O CONHECIMENTO DA VERDADE ANULA ESTES ERROS TODOS DE UMA SÓ VEZ!
O HOMEM É O RESULTADO PERFEITO DA MENTE DIVINA! AQUI E AGORA! Todos os “erros” ou “mentiras”, testemunhadas pela “mente estranha a Deus”, são NADAS! Assim como todos os resultados, além do quatro, seriam NADAS para a conta “2 + 2”. Jamais o Homem deixou, deixa ou deixará de ser o “CRISTO” – O RESULTADO PERFEITÍSSIMO DO ‘PROJETO DIVINO” EM QUE O PRÓPRIO DEUS SE EXPRESSA COMO SER INDIVIDUAL.
Quando “contemplamos a Verdade”, levamos em consideração unicamente este EU DIVINO que somos, sem vínculos com as CRENÇAS FALSAS sobre a Existência sugeridas “por outra mente estranha a Deus”. Por isso, partimos da Verdade de que a Mente DIVINA, por ser ÚNICA, é a NOSSA MENTE EM AUTOCONTEMPLAÇÃO. Tudo que puder surgir como “sugestão” contrária à nossa PERFEIÇÃO mantida pelo Princípio divino, será descartado, assim como seriam descartados os demais “resultados”, que não o quatro, para a conta “2 + 2”. Reconhecer e aceitar unicamente o quatro, no caso, seria “contemplar a Verdade” eternamente mantida pelo princípio matemático. Reconhecer e aceitar unicamente O CRISTO como nossa real, eterna e perfeita identidade, da mesma forma, será “contemplar a Verdade” que somos, no Aqui-Agora da Eternidade, por ser a Verdade mantida pelo Princípio divino, e que jamais pode ser alterada.
Contemple o Cristo que VOCÊ É! VOCÊ É O RESULTADO PERFEITO DA MENTE DIVINA, AQUI E AGORA!
O Absoluto Como Presença Infinita Da Perfeição
A suposta mente humana, presa a seus conceitos e imagens finitas, jamais será apta a discernir o Universo do Absoluto em que estamos vivendo aqui e agora. Quando usamos o verbo “intuir”, para “contemplar a Verdade”, ele é usado como rendição desta mente falsa, para que ela se torne “nada” e a Mente do Absoluto possa livremente ser percebida como única, perfeita e onipresente.
O Absoluto é a Presença infinita da Perfeição permanente! É a Evidência eterna das “obras de Deus”, que nos inclui a todos em Sua Perfeição. “As coisas espirituais se discernem espiritualmente”, disse o apóstolo Paulo. De nada adianta a “mente ilusória” ser forçada , “querer ver” a Realidade divina, pretender “evoluir” para tal finalidade! NUNCA ISTO OCORRERÁ! Já estamos no Absoluto, com a Mente do Absoluto e sendo o “Eu Absoluto”. Por isso a suposta “mente humana” só precisa ser descartada como “nada”. A revelação diz que “temos a Mente de Cristo”; assim, toda associação com “este mundo” deve ser banida, durante as “contemplações”. Por quê? Porque “o Meu Reino NÃO É DESTE MUNDO”. Enquanto “este mundo” figurar em suas “contemplações”, nelas você deverá permanecer até se ver livre dele! NÃO EXISTE MUNDO MATERIAL! O ABSOLUTO É TUDO!
Se alguém se vê numa foto bidimensional e, logo depois, tira dela sua atenção para se olhar estando “neste mundo”, verá a si mesmo tridimensionalmente. Assim como a foto o limitava às duas dimensões, “este mundo” o limita a três! Entretanto, o EU vive nas infinitas dimensões do Absoluto! Nada tem a ver com a imagem da foto ou com a imagem na suposta “mente humana”. Por isso elas são ILUSÃO! Exatamente onde o Ser SUPOSTAMENTE em três dimensões foi fotografado e visto em duas dimensões, o seu EU ABSOLUTO se fazia presente como o Ser INFINITO, OU CRISTO! Exatamente onde uma foto ou uma imagem na mente mostra “alguém doente”, devido as LIMITAÇÕES DO INSTRUMENTO DE PERCEPÇÃO, EXISTE DEUS SENDO A TOTALIDADE DO SEU SER REAL. Por isso é vital que AS APARÊNCIAS SEJAM DESCARTADAS PARA CONTEMPLARMOS O EU ABSOLUTO QUE SOMOS! As limitações mostradas como presentes são limitações dos instrumentos de percepção, e jamais retratam limitações reais nossas! VOCÊ SOMENTE SABERÁ DE SUA PERFEIÇÃO CONTEMPLANDO-SE A PARTIR DA MENTE PERFEITA DO ABSOLUTO!
Se Lázaro tivesse sido fotografado morto, a ilusão mostrada pela “MENTE ILUSÓRIA COLETIVA” ESTARIA SENDO DOCUMENTADA! Para a Mente do ABSOLUTO, nada daquilo poderia estar sendo discernido! O ABSOLUTO DISCERNE ESPIRITUALMENTE OS FATOS ETERNOS, PERFEITOS, SEM COMEÇO, MUDANÇA E FIM! O ABSOLUTO NÃO TEM LIMITAÇÕES EM SUAS PERCEPÇÕES, PARA CAPTAR DEFEITOS, IMPERFEIÇÕES OU MUDANÇAS EM SI MESMO! POR ISSO É DITO QUE “O ABSOLUTO É!
Quando VOCÊ partir disso, descartando as IMAGENS FALSAS – BOAS OU MÁS – MOSTRADAS PELA CRENÇA ILUSÓRIA COLETIVA, VOCÊ ESTARÁ SENDO ABSOLUTISTA! ESTARÁ SE VENDO COMO ETERNAMENTE VOCÊ É! EM OUTRAS PALAVRAS, ESTARÁ SENDO O ABSOLUTO EM AUTOCONTEMPLAÇÃO.
*
Davi E Golias
A passagem você já conhece: Davi mata Golias e é coroado Rei de Israel. Você também sabe o sentido desses fatos: Davi mata a ideia de dualidade pela percepção de que existe Uma Presença, Um Poder e Uma Evidência.
Saiba que detalhes aparentemente insignificantes, registrados na Bíblia, são usualmente muito importantes. O autor desta passagem é cuidadoso em mencionar que “Davi escolheu na torrente cinco pedras bem lisas, colocou-as no surrão de pastor que trazia consigo, tomou a funda na mão e saiu contra o filisteu.” (I Samuel 17: 40). E lemos em seguida: “Davi pôs a mão no surrão, tirou uma pedra e a arrojou com uma funda e depois de o ferir o matou.” Estas sentenças trazem a mais valiosa lição para uma vida triunfante.
As cinco pedras representam os chamados sentidos físicos. A água simboliza a pureza do Espírito, e a pedra que realizou a grandiosa façanha representa o sentido da alma. O sentido da alma é o conjunto infinito de sentidos espirituais atuando como unidade. Juntando tudo, a lição pode ser resumida numa única sentença:
QUANDO OS CINCO SENTIDOS FÍSICOS SÃO PERCEBIDOS COMO SENDO SENTIDOS ESPIRITUAIS, E FUNÇÕES DE PERCEPÇÃO ESPIRITUAL (PERCEBENDO UMA PRESENÇA E UM PODER), TUDO É PARAÍSO.
Você, leitor, não é um ser físico. Você não é um ser humano, e você não é um ser material. Além disso, você não é um ser espiritual. VOCÊ É ESPÍRITO SENDO. Ciente disso, deve também perceber que não possui sentidos físicos captando um mundo material. Os cinco sentidos físicos são realmente cinco funções de percepção. São cinco dentre um número infinito de formas com que Deus Se Autopercebe ou Se Autossente. A despeito das aparências, estes sentidos estão prestando informações sobre um Reino Espiritual do Absoluto, de invariável perfeição.
Em certo ponto desta história, Davi percebe plenamente que DEUS É TUDO. Isto está simbolizado pela coleta de cinco pedras lisas na torrente. Precisavam ser lisas, para mostrar que não havia nenhum traço de rigidez ou densidade de materialidade em sua percepção. Neste ponto, Davi estava em iluminação, onde tudo possível de se perceber e experienciar era Espírito e formado do Espírito.
Entenda esta lição. Se você estiver lidando com um problema que lhe parece ser intransponível, sua única necessidade é a de ir até o fim em sua realização de que DEUS É TUDO. Esta é a solução.
Seus sentidos físicos devem atuar como um sentido espiritual. Para ver a evidência disto, uma conscientização da natureza espiritual dos sentidos deve ser experienciada. Isto exige que você realmente vá ao fim do caminho em sua percepção da Totalidade de Deus. Você não terá de “trabalhar” os sentidos individuais na tentativa de espiritualizá-los. Porém, não deverá deixar nenhuma “pedra” fora da percepção correta, ao dizer que “DEUS É TUDO”. Automaticamente, você começará a perceber este mundo de modo bem diferente. E saberá o que Jesus quis dizer, ao afirmar que “o reino dos céus está próximo”.
Muitas pessoas frequentemente se satisfazem apenas em dizer que “Deus é Tudo”, enquanto continuam na aceitação de que há sentidos físicos captando um mundo físico. Eis por que esperam pela evidência da Verdade. Ao dizer que “DEUS É TUDO”, você deverá entender estar confirmando que DEUS É A ÚNICA EVIDÊNCIA. Não mais negando a evidência ficando à espera ou na expectativa do surgimento de outra evidência qualquer. Deus, sendo Tudo, de onde viria a evidência falsa? Indo ao fim do caminho, você perceberá: NÃO EXISTE NENHUM MUNDO FÍSICO, E NÃO HÁ SENTIDOS FÍSICOS PARA REGISTRAR UM MUNDO FÍSICO. DEUS É TUDO. DEUS É O ÚNICO PERCEBEDOR, E É AQUELE QUE É PERCEBIDO. DEUS ESTÁ ETERNAMENTE SE PERCEBENDO COMO A ÚNICA PRESENÇA E O ÚNICO PODER. NO PONTO EM QUE ESTOU, DEUS ESTÁ NO ETERNO ATO DE AUTOPERCEPÇÃO.
Você dirá estas palavras por serem elas verdadeiras, e são verdadeiras agora. Ao declarar estes fatos, não haverá nenhuma expectativa de que eles se tornem verdadeiros. E também não haverá vestígio algum de dúvida quanto a eles estarem sendo verdadeiros já. Nesta percepção, você não vacilará em permanecer no Absoluto, além da oposição às aparências. Por quê? Por saber que o seu conhecimento é verdadeiro.
Lembra-se dos tempos de metafísica, em que fazíamos afirmações e aguardávamos que elas se tornassem verdadeiras? Uma das favoritas era: “Deus é meu suprimento abundante, constante e instantâneo”. Todos nós, que a afirmávamos com vigor suficiente para mover dez montanhas, comumente pensávamos a seguir: “Mas, quando? de onde será que virá o dinheiro?” O motivo destas afirmações raramente darem certo, é que eram feitas com dúvida, com uma expectativa indeterminada. Se esperar que uma Verdade Se torne verdadeira, estará simultaneamente negando agora a Sua veracidade. Não será o caso, se fizer declarações da Verdade sabendo que elas já são verdadeiras. Compreender isto fará eliminar esforços e lutas em suas preces e contemplações. Não haverá ansiedade por tentar se tornar mais iluminado. Nesta percepção, irá perceber que você é a ILUMINAÇÃO EM SI, “sentindo” sua própria Luz.
Leitor, em cada contemplação que fizer, parta da Verdade de que você é a Percepção de Deus percebendo a Si mesmo. O progresso lento decorre da falsa ideia de que existe Deus e alguém que não seja Deus, e que este alguém possa se tornar Deus, caso diga frases certas, sentado em longos períodos de silêncio, etc. Esta premissa é inverídica. Não obstante, ainda insistimos em começar as contemplações como se fôssemos alcançar Deus, ou atingir algum lugar. Mesmo sendo bastante sinceros neste proceder, ainda assim a recompensa será mínima.
Quando disser que DEUS É TUDO, esteja certo de notar que sua percepção é Deus sendo consciente, e que sua Consciência é Deus sendo consciente. Não poderia ser de outra forma. Estaria Deus consciente de um Golias? Não, e nunca poderia estar. Estaria Deus consciente de algum problema? Não, nem poderia estar. Estaria Deus consciente de algo, ou de alguém, que fosse outro, além de sua própria perfeição? Não, e nem tampouco você está.
Seus sentidos são o Espírito de Deus percebendo Sua própria Presença, Sua própria Substância e Suas próprias formas. Seus sentidos são o Deus Perfeito “sentindo” Sua própria Perfeição, Amor e Alegria. Tudo isso é verdadeiro, e facilmente experienciado, quando você conscientiza a natureza espiritual de seus sentidos.
*
Intua Deus Sendo Seu “Eu”
O Universo se mantém em constante harmonia absoluta, por existir a Mente divina única a sustentá-lo pela Oniação. Assim como não pode haver “dois infinitos”, não poderia também haver “duas mentes”, e, menos ainda, uma delas em conflito ou em oposição à outra. Entretanto, aparenta haver! Por isso dizemos que o suposto conflito entre “bem e mal” não passa de uma crença fraudulenta! Onde aparenta haver “ausência de perfeição”, a PERFEIÇÃO REINA! E esta Perfeição é a Substância divina sendo PERMANENTEMENTE TUDO!
Para Deus, a Mente divina é a d’Ele, e é igualmente a SUA, bem como a de todos, uma vez que, para Deus, nada há, senão ELE PRÓPRIO. Assim, para Deus, a Mente divina já está sendo a SUA! Não há outra possibilidade! E quando falamos em “mente pessoal”, em “mente humana” ou “mente carnal”, sempre estamos nos referindo a uma INEXISTÊNCIA! No Universo infinito, inexiste “ausência” da Mente Infinita, para que “outra mente” tivesse qualquer possibilidade de se manifestar! Deste Fato inegável, conclui-se que O MUNDO DE APARÊNCIAS É UMA ILUSÃO! O que há, e sempre mantido pela Mente ÚNICA, é DEUS E O REINO DE DEUS! Por isso, parta sempre da Verdade, em suas “contemplações da Verdade”, e já ciente de que toda a Verdade já está manifestada, aqui e agora! É aqui e agora que “temos a Mente de Cristo”; é aqui e agora que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”; é aqui e agora que Deus dá o testemunho de que SUA Mente, por ser ÚNICA, é a “minha Mente” , a “sua Mente” ou a “Mente de todos”.
Não se prenda a teorias e mais teorias sobre a Verdade dos fatos! Vá direto ao assunto! Medite e contemple unicamente o que Deus reconhece como real e presente! Faça isso aceitando que Deus dá o testemunho de que a “Mente d’Ele é a SUA”. Detenha-se nestas “contemplações”, entendendo que “aparências” são irrealidades! Uma ilusória “ausência” do Bem permanente. Reconheça unicamente o que DEUS É, como real Evidência, e, reconhecendo que DEUS E VOCÊ SÃO UM, serenamente, “intua” que ELE É QUEM ESTÁ SENDO O SEU “EU”!
*
Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 4
– 4 –
O parágrafo seguinte do artigo assim diz;
Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro.
O que a autora aqui nos previne, é que não percebendo, em nosso dia a dia, nosso aparente envolvimento com a “mente carnal”, e, por conseguinte, deixando de reconhecer a Mente de Cristo como a única Mente atuante como a Mente real de todos nós, se ficarmos apenas desejosos de “ter bons pensamentos”, não conseguiremos barrar os “maus pensamentos” sugeridos pelo “magnetismo animal”. Por quê? Por estarmos no “bem humano”, que é a mesma frequência ilusória do “mal humano”! Extremos opostos da mesmíssima “crença coletiva”! E assim, em vez de estarmos conscientes da Verdade de que a Mente divina é única, e Se expressando com perfeição na Realidade subjacente à suposta “existência humana”, facilmente seríamos presas da “ação hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro”.
O Caminho, portanto, é nossa identificação radical com a Mente divina, que está acima dos bons e dos maus pensamentos da crença coletiva. Desse modo, com a Mente de Cristo assumida, reconhecida, entendida e aflorada como sendo a nossa Mente, esta atividade da Oniação mental divina se fará refletir na suposta “vida nas aparências”, sem que isto se torne uma “obrigação de termos bons pensamentos”, uma vez que eles assim jorrarão espontaneamente em nossa vida cotidiana, além de sempre nos alertarem quanto aos pensamentos ou ideias que não são de Deus, que, desse modo, poderão ser por nós filtrados, barrados e anulados naturalmente.
O parágrafo anterior havia sido assim encerrado pela autora:
“E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem”.
Este é o princípio absoluto a que devemos nos ater, para realmente estarmos protegidos da “ação magnética” da ILUSÃO!
Continua..>
“Elevai Ao Alto Os Vossos Olhos!”
“Elevai ao alto os vossos olhos”
Isaías, 40: 26.
Até hoje vemos gente apontando para o céu, quando fala de Deus. “Olhar para o alto”, que significa puxarmos a atenção para a Consciência iluminada que somos, também veio sendo traduzido materialmente, como se existisse um Deus no céu e um homem na terra. “Elevai ao alto os vossos olhos”, disse Isaías. O sentido é posicionarmos os nossos olhos como sendo OLHOS DE DEUS! Não há nada além de Deus em existência! Quando elevamos ao ALTO os nossos olhos, vemos a Verdade, vemos o que é real, vemos o que Deus vê.
Com a suposta visão abaixo das altitudes de nossa Consciência crística, a ILUSÃO ocupará a nossa atenção com seus quadros falsos ou ilusórios. Enquanto estes quadros não forem entendidos TODOS como PURAS MIRAGENS, as pessoas não irão se dedicar como deveriam para ver acima deles, o que seria atender à recomendação de Isaías: “Elevai ao alto os vossos olhos”. E quando isso for realmente entendido, ninguém deixará, um dia sequer, de atender à recomendação. Por quê? Porque é “conhecer a Verdade”, é estar atento ao que é real, é estar imune aos quadros ilusórios, vivenciando ou desfrutando da infinita herança celestial!
Que fez Jesus, vendo a multidão faminta e “enxergando” poucos pães e peixes? ELEVOU AO ALTO OS SEUS OLHOS! Não ficou se lamentando por causa da ILUSÃO de provimento limitado! Assim a Bíblia relata: “Tomando os cinco pães e os dois peixes, ERGUEU OS OLHOS AO CÉU e os abençoou. Todos comeram e se fartaram e ainda sobejou” (Mt. 14: 19-20).
Jesus fez o que Isaías recomendou, “enxergando” a Provisão INFINITA elevando ao ALTO os seus olhos!
Enquanto alguém não obrigar a “mente carnal” a se ajoelhar e se render à Verdade infinita, irá acreditar em seus quadros falsos de limitação, imperfeição e problema!
Onde estão seus olhos? Em saldos bancários? Em corpo físico? Nas MIRAGENS impostas pela ILUSÃO? Ou eles estão ELEVADOS AO ALTO? VENDO SUA ETERNA HERANÇA DIVINA, SEU CORPO DE LUZ INFINITA, SUAS IMENSURÁVEIS RIQUEZAS CELESTIAIS?
Quando um “coração de menino” substitui o “sábio intelecto”, que, com “olhos na matéria” apenas sabe endossar todas as mentiras engendradas pela ILUSÃO, a VERDADE é contemplada com OLHOS ELEVADOS AO ALTO, e este alguém experiencia ser O CRISTO, OCULTO EM DEUS, NA TOTALIDADE DE DEUS, NA ABUNDÂNCIA DO INFINITO QUE DEUS É, E QUE ELE, EM UNIDADE COM DEUS, IGUALMENTE É!
*
Deus É – 2
– 2 –
Deus É; Vida É. Não nos é permitido fazer qualquer julgamento que ultrapasse esse ponto. Deus É. Trata-se de um treinamento para deixarmos de emitir opiniões. É muito fácil e agradável, para o ego de alguém, ser um bom juiz da natureza humana, ser humanamente capaz de avaliar aqueles a quem encontra; e, humanamente, talvez ele até esteja julgando certo. Entretanto, se ficarmos olhando o mundo e julgando a humanidade, colocando rótulo em pessoas, e permanecendo no âmbito das opiniões e análises humanas, somente atrairemos confusão. Há uma só forma de escaparmos disso tudo e ficarmos apartados: concordando que Deus fez tudo que foi feito, e que tudo que Deus fez é bom; concordando que Deus, Espírito, é a Vida, a Alma, e a Mente do ser individual. Como poderíamos aceitar um ensinamento que revela Deus como a Vida de toda a existência, como o Princípio criativo de todo ser, e, paralelamente, ficarmos classificando alguma coisa como boa ou como má?
A mulher flagrada em adultério não foi rotulada pelo Mestre: “Mulher, onde estão os teus acusadores?… nem eu, também, te condeno”. E ao cego de nascença, “Nem este homem pecou nem seus pais.” Você está percebendo a necessidade de se abandonar toda censura, toda condenação que se fundamenta em aparências? Toda revelação e ensinamento espiritual, registrados desde 1500 AC., estão baseados nos postulados: “Ame a seu próximo como a si mesmo”, e “Faça aos outros como gostaria que lhe fizessem”. A prece é nosso contato com Deus, e não teremos contato algum com Ele a menos que amemos nosso próximo como a nós mesmos.
Esta prática, logicamente, nos irá tirar de muitas das nossas discussões de cunho político ou social, pois não seremos mais capazes de culpar familiares, amigos, sócios ou lideranças políticas pelos nossos problemas, circunstâncias e depressões. Isto nos exigirá disciplina, e irá nos exigir mais o seguinte: um profundo e grandioso amor a Deus. Ninguém poderá penetrar na sagrada atmosfera de Deus exalando críticas, julgamentos e condenações referentes ao próximo. “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti; deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta a tua oferta.” (Mt.5:23-24.)
Não é possível haver demonstração espiritual enquanto continuamos presos às opiniões humanas de bem e mal. Quando olhamos para o mundo sem opiniões, julgamentos ou rótulos – mesmo os bons -, conscientizando que DEUS É, criamos uma espécie de vazio interior. Neste vazio aflora a sabedoria espiritual capaz de definir e avaliar o que está diante de nós, e isto se mostrará inteiramente diferente de nossa estimativa humana. Chega-nos à consciência uma espécie de calor, uma sensação de amor pela humanidade, e a percepção de que Deus é a totalidade da Existência. Quando alguém contempla esta revelação da verdade espiritual, encontra-se pronto para dar o passo seguinte: o passo que o torna um praticista de cura espiritual, um salvador, um reformador, um supridor no universo aparente.
Este é o momento em que devemos olhar para toda condição, seja de prisão em cárcere, em corpo doente, em falta ou limitação, sem lançarmos opinião de bem e mal. Devemos poder encarar qualquer situação e circunstância com a conscientização de que DEUS É . Ser-nos-á requerido um elevado grau de consciência espiritual, para olharmos uma doença séria e sermos capazes de contemplar o Cristo. Isto não quer dizer que olharemos para o pecado, a doença, a pobreza, o cárcere, para rotularmos tudo aquilo de “bom”. Não significa que faremos afirmações mentais de que aquilo é espiritual ou harmonioso; tampouco consideraremos que algo seja “mau”, munidos da intenção de superá-lo, melhorá-lo ou curá-lo. Não, não, não. Falamos de um abandono de todo julgamento humano, na conscientização de que somente DEUS É, DEUS, SOMENTE, É .
Talvez você pergunte: “Que princípio está aqui envolvido?” No reconhecimento de Deus como infinito, poderia você admitir um doente, um pecador, uma condição de pecado ou de doença? Poderia você aceitar uma pessoa ou condição necessitada de cura, mudança ou melhoria? Não, não poderia. Que ocorre quando você testemunha o que o sentido humano chama de “erro”, e ora para removê-lo? A resposta é uma só: ocorre o fracasso.
Lembre-se: você não foi chamado para olhar pessoas e condições errôneas e chamá-las de boas ou espirituais, nem para dizer que uma pessoa em erro é o Filho de Deus. Uma pessoa assim não é o Filho de Deus. Você foi chamado para eliminar toda opinião, teoria ou crença, deixando de lado todo julgamento. Não declare que algo ou alguém seja bom. Disse Cristo: “Por que me chamas bom? Não há ninguém bom, exceto Deus”.
Não vamos chamar nada nem ninguém de bom, mas também não chamaremos de mau. Aprenderemos a olhar para qualquer pessoa e condição com apenas duas palavrinhas: DEUS É, ou ELE É . É- É- É: … nunca “será” curado, melhorado, removido. DEUS É . Harmonia É. Ele É! ELE É AGORA!
Na percepção de que DEUS É, será revelada toda entidade e perfeição espiritual. E então, você não estará vendo o mal humano transformado em bem; não estará vendo pobreza humana transformada em riqueza; não estará vendo doença humana transformada em saúde; não estará vendo culpa humana transformada em virtude; entretanto, estará percebendo a atividade e Lei de Deus presentes exatamente onde parecia existir uma pessoa boa ou má, uma condição boa ou má.
Não buscamos transformar humanidade má em humanidade boa. O objetivo deste trabalho e estudo é alcançar “aquela Mente que estava em Cristo Jesus”, isto é, alcançar o mesmo estado de consciência espiritual manifestado por ele, a fim de contemplarmos o mundo espiritual, o homem espiritual, o Filho de Deus. “O Meu reino não é deste mundo”. O reino de Deus é um reino espiritual, um universo espiritual, governado por lei espiritual. Ele é uma SUBSTÂNCIA espiritual sem começo e que não terá fim.
Podemos compreender melhor esse fato se analisarmos que jamais houve um tempo em que duas vezes dois não fosse quatro. Nunca houve tempo em que uma semente de roseira deixasse de produzir rosa. A lei “semelhante produz semelhante” vem vigorando desde antes que o tempo existisse. Ela sempre foi, é e será. A oração, no sentido comum de prece, não irá provocar esse efeito. Todo “bem” JÁ É.
Mesmo no âmago das chamadas “depressões econômicas”, a terra continuou abarrotada de frutos, os oceanos repletos de peixes, os céus repletos de pássaros. Deus não tem poder para aumentar o Seu suprimento. JÁ É INFINITO! É maior do que a terra possa usar. Ele ainda é, apesar da aparente falta de provisão e dos preços elevados que somente a ignorância é capaz de explicar. O mundo está produzindo mais do que pode consumir ou utilizar. Orar a Deus por aumento de suprimento iria realmente fazer crescer a quantidade de produtos ou benefícios? NÃO! Já existe mais que o suficiente para o mundo todo!
Naturalmente, uma pergunta pode surgir: “Como nos valeremos desta suficiência?” Resposta: “Através da prece”. Que é prece? A prece é este sentimento, esta convicção, este saber interno de que estas palavras são verdadeiras. DEUS É. Você mudaria esse fato? Mudaria algo feito por Deus? Pediria melhorias no universo de Deus? Pediria a Deus para deixá-lo influenciar as leis, a substância e a atividade de Sua própria criação? “Sim, mesmo que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo.” (Salmo 23:4.) DEUS É. Teríamos de orar por algo mais? O sentimento de certeza da declaração “DEUS É”, constitui a sua prece. Exatamente agora, ela lhe será o bastante, desde que possa abrir mão de todos os seus desejos, vontades e mesmo esperanças, para deixar este sentimento, esta realização, conduzi-lo a planos mais profundos de consciência, fazendo-o penetrar nos reinos mais profundos da prece. DEUS É. Isto não basta?
Agora eu reafirmo: não julgue pelas aparências. Olhe para cada pessoa, cada coisa, cada situação, munido somente desta compreensão: DEUS É! A partir daí, deixe a Realidade Espiritual se tornar visível pela ação de seu Pai interior.
F I M
Deus É-1
– 1 –
A prece é nosso contato com Deus, a Fonte infinita de nosso ser, da qual não podemos ter nenhum conhecimento intelectual, e que temos chamado de Mente, Vida, Verdade, Amor, Espírito ou Infinito Invisível. Deus é o único princípio criativo do universo, o princípio criativo de tudo que É; e, como esse princípio opera a partir da Inteligência suprema, sem começo e sem fim, precisamos aprender a fazer contato ou a nos tornar um com Ele. A menos que aprendamos como fazer isso, não poderemos nos valer da Onipresença, Onipotência e Onisciência de Deus.
A prece, às vezes chamada de comunhão, é a via de acesso ao contato com Deus; através dela, descobrimos nossa unicidade com Deus, nós conscientizamos Deus. Ela é o meio de se trazer à experiência individual a atividade, a lei, a substância, o suprimento, a harmonia e a totalidade de Deus. Este é um dos pontos mais importantes que um estudante de sabedoria espiritual deve saber, praticar, compreender e vivenciar.
Na compreensão da infinita natureza de Deus, entendemos a infinita natureza de nosso próprio ser. “Eu e o Pai somos um” é o fato a nos garantir a natureza infinita do seu e do meu ser. Isto independe de sermos ou não estudantes da Verdade; depende de nosso relacionamento com Deus, pela natureza de unicidade desse relacionamento – unicidade. Em proporção ao nosso progresso, iremos cada vez mais ouvir a respeito da palavra “unicidade”.
Qualquer coisa espiritualmente válida a certo indivíduo, seja santo ou pecador, deverá ser aceita como válida para mim e para você, porquanto o relacionamento entre Deus e Sua Criação é de uma unidade universal. Ao nos ensinar que “Eu e o Pai somos um”, Cristo foi muito cuidadoso em nos assegurar que falava de meu Pai e de seu Pai. Estava revelando a Verdade espiritual universal. Que diferenciava a demonstração de Cristo Jesus da apresentada pelos rabis hebraicos da época? Que diferenciava a demonstração do Mestre daquela de seus alunos ou discípulos? Era o mesmo relacionamento! “Eu e o Pai somos um”– meu Pai e seu Pai! Neste relacionamento em Cristo Jesus, somos todos um, em termos de Verdade ou de Realidade espiritual; logo, a diferença residia na diferença de conscientização.
O Mestre conscientizou sua identidade verdadeira. Reconheceu sua relação com o Pai, com Deus, como a Fonte de seu ser. Reconheceu Deus como sua vida – pão, vinho, água. Reconheceu, portanto, sua substância ou suprimento como infinito, sua vida como eterna, sua saúde como perfeita. Todos estes fatores, como tinham origem no Pai, passaram a lhe pertencer por herança divina; revelavam o direito, o privilégio e a experiência do elo Pai-Filho. “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo que é meu é teu”. O Mestre, em seu reconhecimento pleno dessa Verdade, podia demonstrá-la. Os discípulos, não tão convictos, não tão conscientizados, chegaram a demonstrar certo poder de cura e certo suprimento, embora em escala menor. O motivo: a diferenciação no grau de conscientização da unicidade.
O fato de você ouvir com seus ouvidos, ver com seus olhos, não constitui prece e não fará a sua demonstração; porém, se algo profundo em seu coração, uma certeza confortadora no íntimo de sua consciência lhe disser: “Sim, isso é a Verdade! Eu sei que somente nessa conscientização sou um com o Pai”, então será esta a medida de sua percepção da natureza da prece. A prece é a certeza da Verdade dentro de você. Ela nunca significa ir a Deus por alguma coisa; nunca significa desejar algo, exceto o desejo de conhecer Deus, ou tomar maior consciência de Sua Presença. Muitos estudantes, tão plantados na velha teologia ou na metafísica mental moderna, vivem, na crença de que podem ir a Deus em busca de algo: saúde, suprimento, emprego, companhia ou cura; e acabam, em vista disso, adiando a própria demonstração de harmonia.
Nenhum bem lhe fará ficar a pensar em sua vida, sua saúde, seu suprimento; nenhum bem lhe fará dirigir-se a Deus munido de alguma requisição, pedido ou desejo, pois Deus nada possui que nEle pudesse estar retido, e Deus não retém coisa alguma que faça parte de Sua posse, Deus é ser ativo infinito. Tudo que Deus É, e tudo que possui, está fluindo constantemente em manifestação, expressão e forma. Será tolice alguém julgar que sua prece poderá influenciar Deus a acelerar a vinda de algo, ou fazer com que Ele lhe traga algum benefício.
A harmonia vem rapidamente à sua experiência, tão logo concorde que não há sentido algum em se dirigir a Deus em busca de algo. Lembre-se: quando digo “concordar”, falo de uma sensação de certeza, de uma concordância interna ou profunda convicção, e não de um mero falar superficial do tipo: “Sim, eu acredito, concordo com o Mestre. Sou cristão e aceito o seu ensinamento.” Esse tipo de aceitação é o mesmo que nada! Você pode sentir a veracidade desse fato? É capaz de sentir a verdade desta tremenda revelação do Mestre, de que “o Pai sabe que necessitais de todas estas coisas…que é de Seu agrado dar-vos o Reino”? Caso não se sinta convicto, não vá a Deus em busca de alguma coisa. Trabalhe dentro de você mesmo; ore no interior de seu próprio ser; realize uma comunhão interna, até perceber uma concordância, um sentimento de que o Mestre realmente sabia que o Pai conhece todas as suas necessidades, e que, antes que Lhe peça, é de Seu agrado dar-lhe o Reino.
A prece é um reconhecimento desta Verdade do amor de Deus por Sua própria Criação; é um conhecimento interior de que jamais o Pai abandonou a Sua Criação. Quando olhamos para o mundo e vemos doença, pecado, morte e calamidade, ficamos prontos para questionar tudo isso; porém, nesse procedimento, estaremos desconsiderando a sabedoria de João, quando nos adverte: “Não julgueis pelas aparências, mas segundo julgamento justo”.
Temos nos dedicado a ver com os olhos e a ouvir com os ouvidos, quando deveríamos estar vendo com os olhos interiores e ouvindo com os ouvidos interiores, com aquela percepção espiritual que não julga pelas aparências, mas pelo julgamento espiritual. E então, saberíamos que todo pecado, doença, morte, carência, limitação e caos, reinantes no mundo de hoje, surgem por um só motivo, e surgem àqueles que vivem pelo sentido material; àqueles que ainda estão voltados a querer ou desejar obter, adquirir e buscar alguma coisa; àqueles que desconhecem a natureza infinita de seu próprio ser, bem como o fato de que, devido a ser infinita esta natureza, eles deveriam deixá-la se expressar a partir deles próprios, em vez de viverem tentando acrescentar algo à infinitude.
A prece comumente aceita, ortodoxa ou metafísica de cunho mental, deve falhar por ser na maioria tentativa de se obter algo, acrescentar algo, realizar algo ou receber algo, quando a natureza infinita de nosso ser, um com Deus, implica em estarmos com nossos “recipientes” já lotados. Tudo que é do Pai é nosso. Algo mais nos poderia ser acrescido? Browning, o grande poeta, registrou em seus versos o segredo maravilhoso: “A Verdade está dentro de nós mesmos… e o conhecimento… consiste em abrirmos espaço para que escape o esplendor aprisionado…”.
Quando julgamos pelas aparências, submetemo-nos à crença causadora de toda confusão e discórdia da existência humana: o julgamento do bem e mal. Isto é bom; aquilo é mau; assim rotulamos tudo! Naturalmente, aquilo que hoje é chamado de bom, pelas mudanças de regras sociais poderá ser chamado de mau amanhã. E coisas hoje ditas muito más, talvez se tornem normais, naturais e comuns a todos no amanhã. Porém, não perceberemos que tais avaliações são transitórias e espiritualmente infundadas, enquanto estivermos julgando pelas aparências. Estaremos julgando segundo os padrões atuais da sociedade ou tradições do momento, regras a nós impostas; desse modo, instantaneamente rotulamos tudo como coisa boa ou má, julgando tudo com base em opinião, crença e teoria humanas. Enquanto estivermos encarando o mundo com olhos humanos, sempre estaremos achando algo bom e algo mau, muito embora essa classificação se altere a cada geração que passa.
Para que haja uma compreensão correta da natureza da prece, precisamos, neste instante, abandonar nosso julgamento humano em termos de bem e mal. Não podemos continuar a enaltecer nosso senso de sabedoria psicológica, permitindo-nos julgar as pessoas de nossa família, do círculo profissional ou de nossa comunidade. Deveremos deixar de lado nossas opiniões de bem e de mal, de inteligência ou de ignorância, de honestidade e desonestidade, de moralidade e imoralidade, para termos condição de ver cada indivíduo sem qualquer condenação, sem qualquer crítica e sem qualquer julgamento, unicamente estabelecidos na percepção de que Deus É!
Continua..>
Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 3
– 3 –
O parágrafo anterior, do artigo aqui comentado, terminou dizendo: “A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras”. Isto deverá estar bem entendido, antes de passarmos ao terceiro parágrafo, em que a autora diz o seguinte:
O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.
Não há como descrever a importância destas revelações; porém, se somente forem lidas e aceitas mentalmente, sem serem vivenciadas interiormente, seu valor será praticamente nulo. Primeiramente foi dito o que É: Deus sendo a totalidade da Existência; e dito de uma forma que exclui a POSSIBILIDADE de haver qualquer ação ou presença opostas. E então é explicado o “magnetismo animal”: uma CRENÇA, um estado ILUSÓRIO do pensamento.
A explicação é verdadeira, não sendo uma teoria apresentada como “hipótese” a ser testada ou passível de “dar certo” ou “dar errado”. Mas, é uma explicação que requer PRÁTICA! Uma perseverança confiante e destemida, que, uma vez posta decididamente em execução, jamais “volta atrás”. Quem conhece a famosa “Chave de Ouro”, de Emmet Fox, verá nela a essência do que este artigo está expondo. “Seja qual for o problema, deixe de pensar nele e pense em Deus estando em seu lugar”. Esta é a “Chave de Ouro”.
Quando pensamos “em Deus no lugar do problema”, pensamos com a Mente divina, aqui explicado pela autora da seguinte forma: “Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito”. Releia o parágrafo todo, tendo em mente a “Chave de Ouro” de Emmet Fox, e verá que, realmente, você tem em mãos a CHAVE DE OURO para saber lidar com a Verdade, sem se deixar enredar pelas mentiras da “mente carnal”.
Continua..>
Deixe Que “Deus Como Tudo” Se Revele!
Apesar de vasta literatura sobre a Verdade estar hoje disponível, o fundamental é que verdadeiramente “participemos” conscientemente das revelações, de forma a “sermos elas próprias”, através de uma direta e total identificação com a Verdade.
Há uma frase de O Caminho Infinito que eu sempre coloco nos artigos: “A prece é um deixar que Aquilo que É se revele”. Como “Aquilo que É”, é a Verdade de que DEUS É TUDO, podemos substituí-la pela seguinte: “Deixar que DEUS COMO TUDO Se revele”. Desse modo, nas contemplações, unicamente a totalidade de Deus é focalizada, de modo objetivo, sereno e sem dualidade.
Este “deixar” não implica o tempo, mas sim uma certeza ou convicção de que unicamente Deus é Realidade, e que, em vista disso, unicamente o que Deus É, está eterna e perfeitamente manifestado. Por isso, as “contemplações” devem ser feitas sem esforço e com dedicação.
Lillian DeWaters disse o seguinte: “Ficar mudando de uma forma de tratamento mental para outra, enquanto é mantida a crença de que alguém é uma consciência individual, vivendo uma existência humana, se compara a alguém ficar mudando de cavalinhos de um carrossel. O caminho é sairmos da crença imperfeita para o entendimento perfeito, sairmos do falso para o verdadeiro, deixarmos o homem unicamente por Deus”.
Somente o que é espiritual discerne as coisas reais e verdadeiras. Portanto, deixar que “DEUS COMO TUDO SE REVELE”, abrindo mão de suposta mentalidade humana, e de todos os seus registros, é O REAL CAMINHO!
*
Sobre O Texto “O Cordeiro De Deus Destrói O Magnetismo Animal”- 2
– 2 –
Na suposta vida humana, vive a maioria sem se dar conta de que “na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação”. Este texto, desde o começo, deixa bem claro o “foco” a que devemos nos apegar, rompendo decididamente com o hábito de cegamente endossar “bem e mal” das aparências, como se, de fato, existissem “dois poderes”.
Escreve Freda S. Benson: Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.
Certa vez, num artigo, eu fiz a seguinte pergunta: “Onde estaria a Perfeição divina, quando males e imperfeições se mostram aparentemente presentes?” E a resposta assim foi dada: “Estaria no mesmo lugar ocupado pelo número 10, na conta: 5 + 5 = 11”. Este “11” é o erro! A autora diz: “…do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o “magnetismo animal” não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal”. Que é o acerto, representado pelo “10” neste exemplo? É o “bem espiritual”, sempre sozinho e presente quando “surge” a “mente mortal”. Que faz ela? Aceita a dualidade 10 e onze, isto é, “bem” e “mal”, enquanto a Verdade é unicamente o “bem espiritual”. Assim como um professor de matemática bate o olho na conta, vê o erro e acata unicamente o 10, o metafísico bate o olho no Universo e identifica, como presença, unicamente o Bem absoluto que, em termos visíveis, seria o “bem espiritual” refletido na mente na forma de “aparência”.
Continua..>
O Enfoque Absoluto O Faz Se Ver Em “Água Viva”!
A maioria dos ensinamentos procura oferecer apoio, conforto e solidariedade humana às pessoas, o que, no ensinamento absoluto, não é meta, mas simples efeito ou “bem acrescentado” no suposto mundo visível. Quando os princípios absolutos são apresentados, se forem passar pela “análise do ego”, na maioria das vezes, ali ficarão barrados e, depois, descartados como “IMPRATICÁVEIS”! Não há como as “loucuras de Deus” serem avaliadas e aceitas por uma mente que não existe! Entretanto, a mente inexistente é vista como existente, pelo “ego” de sua própria criação, e a Verdade, revelada justamente para cortar a ILUSÃO pela raiz, acaba sendo negada, enquanto o “ego ilusório”, contestando-a, fica a argumentar, dizendo que para aceitar algo, aquilo lhe terá de parecer “lógico” ou “racional”.
Não existe “outra Mente”, senão a Onipresente Mente divina! Esta frase quer dizer o seguinte: não existe mente humana, e não existe nada do que ela diz existir! É evidente que aos “sentidos ilusórios” da “mente falsa”, esta Verdade não pode ser vista como racional, e, para ela, quem assim não o considerar, simplesmente será taxado de “fora da realidade”, “visionário” ou “louco”! Se dissermos, por exemplo: “Você já é a Mente divina em ação; já está vendo a Realidade iluminada AGORA!”, esta “mente falsa, por não ver nada disso, simplesmente ignorará a revelação!
O ensinamento absolutista não se destina àqueles que dizem “estudar a Verdade” para vivenciá-la com a mente do mundo, e no mundo! Não parte da existência material para dar conforto a humanos iludidos por falsas crenças coletivas! Não ensina a “acumular tesouros onde as traças corroem”, sendo, muitos deles, suas “elevadas” teorias espirituais, com que muitos se saturam a vida toda, sem ter a mínima noção de que deveriam se entender conscientes como a Consciência que Deus É, e não como “letrados” em conceitos de espiritualidade do mundo!
Se um peixe estivesse fora d’água, a última coisa que ele desejaria, é que alguém, condoído, lhe ficasse a alisar a barriga, mantendo-o sobre a areia, para dar-lhe “amor, carinho e solidariedade”. ELE DESEJARIA ESTAR NA ÁGUA!
Pare de se ver, e aos demais, como “peixe fora d’água!” A Verdade já está revelada: “Em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser” (Atos, 17: 28). O ensinamento absoluto não intenta paparicar o “ego” na mentira! Ele o “atira”, e imediatamente, na “ÁGUA VIVA” DA VERDADE! FAZ COM QUE VOCÊ SE VEJA EM DEUS E SENDO DEUS! E enquanto, você acreditar que “só irá nadar” depois de “ se conscientizar que é peixe”, suas “nadadeiras” lhe parecerão “ausentes”, bem como a sua capacidade perene de “saber nadar”. Assim como peixe algum iria ficar “na areia” estudando “princípios de natação”, VOCÊ NÃO IRÁ FICAR NA MATÉRIA , ESTUDANDO, A VIDA TODA, “PRINCÍPIOS DIVINOS”! VEJA-SE COMO “PEIXE DENTRO D’ÁGUA”! E JÁ NADANDO! DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ! VER-SE EM DEUS, E SENDO DEUS, É SUA ATUAL, REAL E PERMANENTE CONDIÇÃO! UM, “CORAÇÃO DE MENINO” O FAZ VER ESTA VERDADE!
*
Revelação
“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim… Não que alguém visse o Pai.”
João 6: 45-46
Estas inspiradas palavras de Jesus são declarações de tremendo significado espiritual, quando seu real conteúdo é revelado. Jesus afirma plenamente que ao sermos ensinados por Deus, ou quando estamos conscientes de Deus, alcançamos a revelação de que nós também somos o Cristo. Ao declarar que “todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”, por certo não pretendia dizer que alguém, consciente de sua Identidade divina, viria a um Jesus pessoal para receber instruções mais elevadas. Tampouco intencionava dizer que aqueles que estivessem conscientes de Deus se tornariam seguidores de um Jesus pessoal.
Qual o sentido espiritual deste “vem a mim?” Vir ao Cristo significa descobrir nossa única e verdadeira Identidade como sendo Deus identificado. Realmente, Deus não ensina homem algum. Deus revela, identifica e manifesta a Si mesmo como toda a Vida, Consciência, Inteligência e Corpo de cada Identidade. Assim, em vez de sermos ensinados por Deus, somos Deus revelado. Talvez fosse esta a melhor colocação: somos a Autorrevelação de Deus. Aquele que se conscientizou de que toda revelação deve ocorrer dentro de sua própria Consciência, já percebeu a própria Identidade crística. Que é Identidade crística? Identidade crística é Deus Se revelando, Se identificando e se manifestando como você, eu e todo o resto do mundo. O Cristo não passa de outra forma de se dizer que Deus está aparecendo como aquele que se intitulava “homem”.
O segundo versículo da citação acima esclarece este fato, e, inclusive o enfatiza. A afirmação de Jesus de que “somente quem for de Deus tem visto ao Pai”, é particularmente reveladora. Nenhum homem, nenhum ser humano ou mortal pode ver (perceber) a Deus. Somente quando se dissipa o falso senso dualista, Deus é percebido; e, nesta percepção, Deus é conhecido por ser a totalidade de cada Identidade específica. Por outro lado, também a Identidade específica passa a ser conhecida por ser tudo o que Deus é, e nada mais. Em outras palavras, ver ao Pai significa ver a Si mesmo, pois o Pai é o Eu próprio de cada um. Ver, de fato, o próprio Eu, significa ver ao Pai, pois o Eu é tão somente o que o Pai é, e nada mais. Toda revelação é Autorrevelação. Isto já havia sido estabelecido anteriormente, sendo que agora o significado espiritual deste ponto será ampliado.
Se alguém acredita que algo exterior, ou algum outro, que não o próprio Eu, é possível de ser revelado, estará acreditando achar-se separado da revelação essencial à sua Autorrealização completa. Estará crendo também na existência de algo exterior, ou de algo além de Si mesmo, para ser revelado. Isto é duplicidade. Isto é dualidade, e constitui sutil aspecto de autoengano. Tal falha ludibriante é o que nos faz parecer presos, restritos e cegos diante da imensurável vastidão que constitui nosso Ser Divino.
Esta ilusão dualísta possui dois aspectos. Um deles, obviamente, é a ilusão amplamente aceita de que existe mais alguém, além de seu próprio Eu, capaz de levar conhecimento espiritual à sua Consciência, aumentando com isso a sua espiritualidade e seu conhecimento de Deus. As igrejas vinham se utilizando deste método de pregação e ensino através dos séculos. O leigo da igreja sempre era ensinado ou aconselhado por um padre, ministro, ou alguém supostamente mais espiritualizado do que ele. Com efeito, em algumas destas igrejas, o leigo era julgado como sendo dono de uma fé insuficiente para poder orar a Deus diretamente; entretanto, haveria um padre ou ministro capaz de fazer isto por ele. Nada poderia ser mais dualista do que isto! Naturalmente, num caso destes, a aparente separatividade entre Deus e o homem é detectada de modo deslumbrante por aqueles de Consciência iluminada. Nesta limitação ortodoxa, facilmente se observa que o membro da igreja estaria negando, o tempo todo, a sua própria Identidade divina, indo em busca de terceiros com a intenção de obter ajuda espiritual, orientação ou conhecimento.
No entanto, o que dizer daqueles que deixaram a igreja para continuar buscando algum líder, mestre ou autor que lhes trouxesse um entendimento mais amplo de Deus? Não seria apenas outra faceta daquela mesma antiga limitação, Autonegação e dualismo? Não seria apenas outro aspecto da antiga limitação da ortodoxia? Realmente, é! E está começando a ocorrer um despertar para este fato.
O segundo aspecto errôneo desta ilusão dualista é ser ela uma negação da única e verdadeira Identidade. É verdade que o despertar espiritual parece ocorrer gradativamente; é também verdade que alguns aparentam ser espiritualmente mais iluminados que outros. Entretanto, sabemos que Deus não Se divide em partes para identificar-Se. Sabemos que este mesmo Deus é que está identificado como cada um de nós todos. Jamais conscientizaremos a totalidade e a inteireza de nossa Identidade divina pela negação de que tudo o que Deus é, está expresso, identificado e manifestado como cada aspecto específico de Sua própria identificação. Nosso Ser divino consciente não poderá ser revelado, enquanto insistirmos em aguardar maior comunicação vinda de fora de nossa própria Identidade divina. Na verdade, não há forma de se medir a imensidão ilimitada de nosso Ser divino consciente.
Estaríamos apresentando aqui uma nova Verdade? Não! Seria esta a primeira vez em que este importante aspecto da Verdade está sendo visto, escrito ou expresso? Não! Séculos atrás, LaoTse, o grande Iluminado chinês, já conhecia plenamente este fato. Tanto era assim, que ele não tinha vontade de escrever extensivamente, ciente que estava de que toda realização deve ser Autorrevelada. Em nossa Bíblia, encontramos o profeta Jeremias, em grande iluminação, dizendo: “Ninguém ensinará mais o seu próximo, nem o seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior, diz o Senhor…” (Jeremias 31:34). Citamos apenas dois, dentre os iluminados que perceberam tão importante Verdade. Realmente, ela foi percebida, falada e escrita repetidamente por aqueles que eram iluminados. Nós apenas começamos a perceber a importância tremenda desta Verdade fundamental.
Isto significa que devemos parar com a leitura de obras inspiradas de autores modernos e antigos da literatura espiritual iluminada? Não, em absoluto. Tampouco significa que devemos evitar a ida a cursos e palestras, caso o desejarmos. Porém, façamo-nos estas perguntas: Qual é a finalidade de estarmos lendo esta literatura? Por que estamos assistindo a estas aulas e palestras? Na expectativa de haver uma revelação maior de Deus para nós? Acreditamos que Deus Se exprima mais completamente como o autor do que como o ouvinte ou leitor? O autor ou o instrutor existe como alguma Consciência diferente daquela que é o leitor ou o ouvinte? O leitor ou o ouvinte não é exatamente a mesma Consciência divina que o autor ou o instrutor é?
Tendo se dirigido ao seu Eu com tais questões, e estando consciente de suas respostas, você poderá frequentar as aulas ou fazer as leituras em plena liberdade gloriosa. Completamente liberto do aparente vínculo com o instrutor ou autor, você descobrirá que as palavras que ouve ou lê não passam de sons e símbolos para relembrá-lo daquilo que você sempre conhece, e é. Uma aula, uma palestra, um livro inspirado…tudo se torna uma experiência maravilhosa e satisfatória, quando você já estiver consciente de sua inteireza como Deus completamente identificado, e quando você souber que não existe Verdade sendo passada a você, e que estivesse fora ou sendo outra, senão a sua própria Consciência.
Caríssimo, você é a realização. Você é Deus revelando e realizando o Seu próprio Eu glorioso. Tudo que existe como você, é Deus, dizendo: Observai; isto sou Eu.
*
Contemple Do Alto O Universo!
O Universo é Deus, e Deus é Amor. Qualquer tentativa de vincular Deus, ou o Amor divino, com uma suposta “existência humana”, somente o levará a frustrações! Jamais a Verdade pode estar vinculada a mentiras! Jamais um erro de matemática pode estar vinculado às suas respostas exatas!
Neste exato instante, neste exato AGORA, Deus é o Universo da Verdade em expressão! O que a suposta “mente humana” acredita existir, perceber ou vivenciar, é uma ILUSÃO! Por isso, Jesus disse: “O Meu Reino não é deste mundo”, “Eu venci o mundo”, “Eu subo a Meu Pai”, etc..
Que significa dizer que “O Meu Reino não é deste mundo”? Significa cada um se identificar com o Reino discernido pelo Eu ÚNICO, sua real identidade crística, em SI MESMO! E isto sem levar em conta “este mundo”, sem desejar algo “deste mundo”, e unicamente se vendo “em Deus” e “como Deus”.
Que significa dizer “Eu venci o mundo”? Significa “olhar aparências” como algo que a suposta mente humana pode achar que vê, porém, ciente de que “tem a Mente de Cristo”, e não esta mente ilusória!
Que significa “subir a Meu Pai”? Significa OLHAR O UNIVERSO A PARTIR DAS ALTITUDES DE SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA ILUMINADA!
Enquanto sua identificação for com a ilusória “mente humana”, você aparentará vivenciar suas ilusórias flutuações entre os “pares de opostos”, registrando as “crenças no bem e no mal”, endossando as mentiras de que há “momentos alegres” e “momentos tristes”, algo decorrente da aceitação do inexistente “tempo”, uma ILUSÃO que aparenta lhe ocultar A GLÓRIA DO AGORA PLENO!
Este “estudo” se fundamenta no “Referencial da Consciência Iluminada”, que lhe dá a “Visão do Alto”, e não mais a visão do mundo, com seus altos e baixos inexistentes! Assemelha-se àquele que, sobrevoando uma cidade, é capaz de olhar a “maioria” presa em seus “congestionamentos”, lutando para se safar deles, enquanto ele, estando no avião, circula livremente pelo ar, sem se ver tolhido por fronteiras ou obstáculos!
*



















