O Agora e a Paz do Cristo

A vida dentro dos princípios espirituais é a “vida pela graça”, uma vez que eles nos fazem viver unicamente o “Agora” e com a “Paz do Cristo”, desafiando e destronando a suposta mente humana com seu mecanismo ilusório de geração de tensão, ansiedade, nervosismo e preocupação. Estes agentes hipnóticos não resistem à nossa determinação de reconhecer nossa real condição espiritual, “não deste mundo”.

Quando aparentemente nos chegam “sugestões hipnóticas”, que objetivem tirar nossa paz e nossa visão do momento presente, basta aquietarmos esta “mente falsa” pelo reconhecimento absoluto de que “Antes que clamem, responderei”, como disse Isaías! Antes que esperemos humanamente alguma providência divina, a ação permanente de Deus já  está ali mesmo  manifestada, cobrindo toda a situação com a harmonia perene! Identifique-se com esta Harmonia e nunca com as “sugestões do mundo”. Esta forma de agir é, na prática, a “troca essencial” que o ensinamento prega, isto é, deixarmos de nos enredar pela mente ilusória para nos vermos como a própria atividade da Mente divina em Seu Agora harmonioso e permanente. Quando aceitamos que “antes que clamemos”, a Verdade já nos respondeu, este posicionamento equivale a discernirmos que não existe mente humana, e sim a Mente divina onipresente, aqui e agora manifesta em Sua plenitude e glória.

Quando  você aplica estes princípios em sua vida diária, constata  que está vivenciando o “Agora” e também a “Paz do Cristo”, que são a Realidade imutável ou eterna!

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“Olhai Para Mim”

“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra;

porque eu sou Deus, e não há outro.”  

(Isaías 45 : 22)

A citação acima, de Isaías, foi sua forma de revelar a totalidade de Deus, Sua unicidade, bem como o direcionamento integral de nossa atenção ao nosso Eu. Aquele que “olha para si mesmo”, sem aceitar “outro”, ali revelado como inexistente, encontra o Cristo, seu Eu individual, e encontra seu vínculo de unidade com a Onipresença infinita. Em linguajar bíblico, encontra “o Cristo oculto em Deus”.

É por esse motivo que sempre encontramos autores dizendo que “não há verdades novas”. Sempre os mesmos princípios são colocados, e baseados na Verdade de que DEUS É TUDO.

“Olhai para mim” é uma forma de se dizer que o “Eu” que somos é divino,  está feito, consumado, permanente, e sendo assim focalizado, não teremos “outro” para conhecer a Verdade ou para se livrar da chamada “ilusão”. Este “Olhai para Mim” é exatamente o que os textos chamam de “contemplar a Verdade”. Tudo é Deus em Autocontemplação; nada há, ao lado de “Mim”; em vista disso, as “contemplações” são feitas sem quaisquer esforços, ou seja, são feitas por “Deus sendo o Eu que somos”, e esta visão capta unicamente a Perfeição da Eternidade Absoluta.

Medite e “olhe para sua Vida”, que vive AGORA em sua liberdade infinita; olhe-a como sendo DEUS VIVENDO!  Esta “contemplação” o mostrará “salvo”, como disse Isaías. Salvo de quê? Das falsas crenças dualistas, todas elas ilusórias, puras inexistências!

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Contemplação Universal e Específica

O hábito de meditar e contemplar a Verdade a partir da totalidade de Deus, sem levar em conta qualquer outra suposta existência, é “estarmos no mundo sem ser dele”. Isto porque a Verdade, assim reconhecida, é a Verdade eterna de que “antes que humanos existissem, EU SOU”, ou seja, é o que Jesus nos revelou sobre o “Eu” que desconhece mundo material e seus supostos parâmetros de tempo e espaço.

Sua identificação plena com este “Eu atemporal” é “você andando sobre as águas”, você na “Arca de Noé”, a salvo do “dilúvio” formado pelas águas fraudulentas das crenças coletivas. Contemple Deus sendo Tudo! Contemple este Tudo incluindo seu Eu; contemple seu Eu especificamente, e estenda esta percepção ao Infinito, discernindo que “Tudo e Você são Um”. Universalmente considerado, bem como especificamente considerado. Somos universalmente a Videira e somos, especificamente, um de seus ramos…

Na “contemplação específica”, inclua, portanto, o Corpo, que é Deus individualizado na Forma “Corpo”. Deus, de fato, é Tudo!

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Deus é Tudo como Tudo

O conhecimento da Verdade se reduz à aceitação desta premissa: “Deus é Tudo como Tudo”. Por isso, este deve ser sempre o tema predominante, durante a “Prática do Silêncio”. O que Deus sabe, é o que sabemos, o que Deus é, é o que somos, o que Deus pensa, é o que pensamos, e, é neste reconhecimento do que se passa com Deus que cada um de nós pode se ver naturalmente sendo “um com Deus”.

Todas as ideias ou pensamentos ligados a mente humana, a ser humano, a vida terrena ou a mundo material são inexistências, comparáveis ao que “acontece” em simples sonhos! Por isso, assim como nada do sonho pode participar da realidade de alguém, nada “deste mundo” pode participar da Verdade que somos, ou ser levado em consideração durante as “contemplações” do que é verdadeiro. Por essa razão é que admitimos que “o que Deus é, é o que somos”, para darmos seguimento à prática contemplativa sem nos dividirmos entre Verdade e ilusão.

Deus é Tudo como Tudo –  desse modo, “tratar dos negócios do Pai” é a meta de todos nós. Assim disse Jesus! Se observarmos bem, não encontramos passagem bíblica em que Jesus se posicione como alguém de mundo terreno e com objetivos ligados a este mundo; antes, os registros que temos são voltados ao Pai, ao Reino de Deus, a propósitos celestiais! “Quem são minha mãe e meus irmãos? São os que seguem os meus ensinamentos!” E seus ensinamentos têm por ponto de partida o Reino de Deus: “Buscai, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6: 33).

Este é o foco deste “estudo do Absoluto”: buscarmos Deus, buscarmos o Reino de Deus, buscarmos nossa unidade com Deus, buscarmos a totalidade de Deus! E este “buscar” quer dizer exatamente isto: termos DEUS como objetivo único! Termos a experiência de Deus sendo quem somos! Unicamente DEUS é Realidade!

Na Parábola do Filho Pródigo há, em seu desfecho, um ponto fundamental: o pai correndo em direção ao filho que vinha retornando à sua casa! O sentido é a existência da Mente única: a Mente do Pai é a Mente do Filho e vice-versa, porquanto “Deus e Filho de Deus são UM”. Portanto, quando meditamos tendo em mente apenas Deus, apenas a Verdade, apenas o Cristo que somos em unidade perfeita com o Pai, esta intenção de “comunhão consciente” anula a ilusória “mente humana”, e “o Pai corre em nossa direção”, isto é, rapidamente a Verdade de que o Pai constitui o Ser individual que somos, é discernida!

Faça de suas preces e meditações momentos de total admissão desta Verdade: Deus é Tudo como Tudo, incluindo sua percepção clara de que Deus é TUDO como VOCÊ!

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O Amor de Deus É o Seu Ser

Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.

JOÃO 17: 22

Jesus disse que Deus nos tem amado assim como o ama, revelando a natureza impessoal e incondicional do Amor divino. Muito embora haja a crença de que “há escolhidos de Deus”, o fato absoluto é que não há nem preferidos nem escolhidos de Deus, uma vez que Deus é TUDO! Por isso a Bíblia declara que “Deus não faz acepção de pessoas”. Em sentido absoluto, isto significa que não há pessoas, mas sim unicamente Deus sendo todos os Seres individuais em existência.

Deus é Amor, Deus é Verbo, Deus é Luz, Deus é Vida! Como Deus constitui a natureza de cada Ser individual, esta natureza divina é a nossa natureza única e absoluta. Portanto, o que é PERMANENTE, no que diz respeito à nossa natureza, é estritamente o que DEUS É! Dessa forma, quando Jesus diz que Deus nos ama da mesma forma como o ama, explica que não somos “carne”, mas sim a corporificação do AMOR DE DEUS EM SI.

Há pessoas que meditam forçando a mente para obter as chamadas curas; se trocarem esta intenção pela percepção de que “o Corpo é Amor de Deus”, perceberão o poder da revelação de Jesus! Deus nos tem amado como ama a ele porque O AMOR DIVINO É A ESTRUTURA ABSOLUTA, PERFEITA E PERMANENTE DO SER QUE SOMOS! Contemple esta Verdade, entendendo que Deus, como Amor, é a Substância ÚNICA que Se evidencia como a forma CORPO! Dedicando-se a esta percepção, a Verdade “Sois o Templo de Deus” será discernida de modo absoluto!

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A Causa Única é Efeito Único

A aceitação de DEUS COMO TUDO implica em se aceitar que DEUS, sendo Causa única, é, em Si mesmo, Efeito único. Tudo é Um, tudo é simultaneamente Causa e Efeito. Em outras palavras, a Mente que tem todas as infinitas ideias em Si mesma, neste exato AGORA, é simultaneamente a manifestação absoluta de todas elas. Este é o sentido de “Eu sou o Alfa e o Omega”, de que “as obras de Deus são permanentes “, ou de que “tudo está feito”.

A Causa e o Efeito são Deus, são únicos, são simultâneos, e estão em Evidência AGORA! Estas Verdades, por serem absolutas, já estão aceitas por completo pela Consciência que VOCÊ É! Em vista disso, em vez de acreditar que “terá de conscientizar” estes fatos verdadeiros, fazendo esforços nesse sentido, apenas se identifique serena e integralmente com todos eles! Veja-se participante deles! Veja-se sendo a Mente que é Causa deles e, simultaneamente, o Efeito que esta Causa gera!

Não há duas mentes, para que uma utilize o ilusório “tempo” em conscientizações intermináveis da Verdade! A Mente única – a SUA MENTE – é TODA A VERDADE! Portanto, ao meditar, apenas tome em consideração cada Verdade revelada como já manifesta! A Causa que gera tudo é seu Eu. Desse modo, admita: “Eu Sou a Causa Única!” ; o Efeito único é seu Eu; assim, igualmente,admita: “Eu Sou o Efeito Único!” Isto seria “conscientizar a Verdade”? Não! Seria anular a ILUSÃO de que exista “mente sem esta conscientização”. Por isso não há esforços mentais, mas tão somente “contemplação” daquilo que já É!

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Não Há Oásis No Deserto

Enquanto a Evidência da Perfeição Absoluta é única, sem dividir espaço para “manifestações outras”, para o ilusório conceito coletivo estamos vivenciando um mundo em três dimensões, imperfeito e mutável. Não pode haver duas “evidências” contrárias coexistindo no mesmo lugar! E, exatamente por isso, a palavra “ilusão” passou a ser empregada, ou seja, a Verdade é uma, mas, é vista em seu lugar o que não tem realidade. O mesmo se dá quanto à palavra “miragem”, que ilustra o processo ilusório quando um andarilho no deserto, alucinado pela sede e calor, imagina ver um “oásis” onde unicamente existe areia.

Estas palavras requerem atitudes radicais, da parte de quem estuda a Verdade. Afirmar, apenas,  que “tal situação” é ilusão, ou miragem, não nos basta! Precisamos conscientemente reverter a aceitação, “de oásis” para a de “areia”, ou ficaríamos somente trocando nomes sem resultado algum! Esta “reversão” é, na verdade, a “troca de referencial” efetuada conscientemente.Sempre devemos partir da Verdade, ou seja, a partir da “areia” e jamais de “oásis”. Muitos não entendem isto, e levam às meditações a crença de que, de alguma forma, há, mesmo, algum “oásis no deserto”; além disso, há muitos que, ao terminarem as meditações, acreditam “estar voltando ao “deserto com oásis”. Por isso, o mais importante, antes de meditar, é saber a fundo em que consiste esta prática contemplativa, no que diz respeito ao “estudo do Absoluto”. Seja qual for a aceitação do andarilho, esteja ele aceitando ver “oásis” ou ver “areia”, a EVIDÊNCIA REAL seria unicamente a “areia se evidenciando”. Que diz a revelação absoluta? Seja qual for a aceitação da mente humana, esteja ela aceitando ver “bem” ou ver “mal”, seria unicamente a PERFEIÇÃO DIVINA SE EVIDENCIANDO!

Assim como “não há oásis no deserto”, também “não há mundo material na Realidade”. Estar “Desperto” é estar consciente de que. assim como o oásis é areia, o ser humano é Deus – desde que a “troca de referencial” seja entendida e posta em prática! Jamais areia se tornou oásis nem jamais oásis voltou a ser areia! Unicamente a “alucinação” sumiu! Desaparecendo a “mente que vê matéria”, restará o que sempre É! DEUS SENDO TUDO!

 

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Testifique Seu “Eu” Sem Começo

O Poder da Verdade, ou o Poder do Cristo que somos, é o Poder de Deus em estar manifesto como “nosso” Eu”. Assim, como Deus é Realidade eterna sem começo, o “Eu que somos” é “sem começo”, pois “Eu e o Pai somos um”. Quando Jesus disse: “E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio”, expunha a UNIDADE PERFEITA que somos eternamente. Por isso as “contemplações da Verdade” focalizam “nossa” Presença sendo DEUS: sem começo, sem mudança e sem fim”.

Estar “comigo desde o princípio” quer dizer “estar sendo Deus agora”, uma vez que a Verdade é ATEMPORAL.  Quando desconsideramos mudanças e tempos da ILUSÃO, por “contemplarmos” Fatos espirituais dessa forma, estamos “testificando” Verdades eternas, e deixando por completo toda ilusória identificação com supostas atividades mutáveis das “aparências”. Algo que se assemelha a alguém que se via envolto em atividades de um sonho, e que, despertando, se percebe integralmente liberto de todas elas…

Assim como Jesus, “testifique” sua Presença sendo a VERDADE! Sendo o Caminho! Sendo a Vida!

JOÃO- 15:26,27- Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, Ele testificará de mim (confirmará as Palavra de Jesus). E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.

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A Leveza de Um Ser Eterno

Nossa natureza real é Deus! Sentimos a leveza de nosso Ser iluminado quando simplesmente aceitamos integralmente esta Verdade. O mundo tenta doutrinar mente humana, tenta aumentar a prática do bem e reduzir a do mal, enquanto há séculos que somos informados de que “temos a nossa Mente de Cristo!”

“Aquieta-te e sabe, eu sou Deus” – o sentido é que, em quietude plena, em “jejum total” do mundo das aparências, podemos ouvir a “pequenina voz suave” de nossa próprio Ser, de nossa própria Consciência, Deus em nós!

 Pare de tentar alterar o ilusório mundo das aparências! Pare de ficar  se perguntando “por que isso acontece comigo”! Sinta a leveza de seu Ser real! DEUS É TUDO como TUDO! Mas essa totalidade não inclui a matéria! Como não a inclui, se Deus é TUDO? Não a inclui porque a TOTALIDADE é VERBO, é PERFEIÇÃO INFINITA! O chamado “mundo da matéria”, com suas imagens de bem e de mal em mutação, é uma ILUSÃO! Como sonho, que se dissipa e revela sua nulidade pelo despertar, “este mundo” perde sua suposta existência, diante de uma total e sincera ENTREGA À REALIDADE! Assim, de fato, “aquiete-se e saiba, EU SOU DEUS”, e sinta a LEVEZA DE SEU PRÓPRIO SER, AQUI E AGORA!

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COMENTÁRIOS

Dárcio

Quando alguém entra em contato com um ensinamento espiritual, logo o associa com seu mensageiro. Este texto,”Curando Feridas”, da Ciência Cristã, é muito bom; mas quero aproveitá-lo para fazer uns comentários. Ele é apenas um, dentre vários outros, em que a Sra. Eddy é citada como Líder, como “melhor seguidora de Jesus”, etc. A própria Sra Eddy se posicionou como Líder dessa forma, ao instituir as normas da Ciência Cristã. Entretanto, por mais que um mensageiro tenha valor, jamais deve ser glorificado ou enaltecido! Unicamente DEUS é Realidade; toda revelação é de origem divina, se for legítima. Sendo isto óbvio, não há motivo algum para desfocarmos a atenção da Fonte única para supostos líderes, mestres ou instrutores “deste mundo”.

Além desse lado, de deixarmos “toda glória com Deus”, devemos permanecer atentos ao Mestre verdadeiro, o “Cristo que somos”, pois, através dessa atenção, detetamos falhas possíveis de serem encontradas em cada ensinamento. Dificilmente há ensinamentos cem por cento perfeitos, e onde a opinião pessoal de algum mensageiro for exposta, aquilo deverá ser sempre muito bem avaliado pelo “Cristo que somos”, ou então, abraçaremos tais erros, confiando que “algum líder” esteja sempre certo em tudo o que diz.

Quando os princípios espirituais são colocados, é mais raro acharmos estes erros; mas, quando pontos de vista de um autor são também expostos, devem ser lidos com cuidado e não com cega aceitação. Já encontrei, por exemplo, falhas diversas na Ciência Cristã, na Seicho-No-Ie, e no Caminho Infinito, quando “opiniões pessoais” eram explicitadas ao lado dos princípios exatos da Verdade.

Podemos e devemos  aceitar e confiar nos princípios absolutos ensinados, mas jamais devemos acreditar que algum suposto “mestre deste mundo” esteja certo em tudo o que diz. Por isso Jesus disse que “unicamente o Cristo” é Mestre, o Cristo que é DEUS em cada um de nós! Desse modo, se um autor errar, não seremos  seguidores em seus erros. Huberto Rhoden, por exemplo, tirou de circulação várias de suas obras, desejando ainda fazê-lo com tantas outras, por ter tido, após publicá-las, um esclarecimento espiritual maior sobre os temas que havia abordado! E podemos imaginar quantos não foram seus  seguidores, que cegamente se deixaram levar por tudo aquilo  que havia sido publicado!

Quanto mais absoluto for um texto, menos condições de conter falhas ele terá! Esta é mais uma razão para adotarmos  ensinamentos radicalmente  absolutistas.

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A Impotência da Mente Humana

Ao lado do reconhecimento absoluto da supremacia da Mente do Cristo, que é a nossa Mente real e única, devemos dedicar parte das “contemplações da Verdade” para discernir a total impotência da suposta mente humana quanto a ter condições de nos comandar, seja de nós mesmos, seja através de outrem. Não existe mente humana! E não há poder algum em inexistências! Mas isto precisa ser reconhecido, para que puras “sugestões ilusórias” não sejam confundidas com “condições reais”.

A mente humana é um aglomerado ilusório de crenças no bem e no mal. Desse modo, suas sugestões nos vêm como prazeres ou dores, ou seja, como os fictícios “pares de opostos” fundamentados na também fictícia noção de que o bem e o mal existem! O Homem não é um ser humano à mercê de prazeres e dores “deste mundo”; sua totalidade é Deus, sendo, portanto, completo, glorioso e perfeito em si mesmo, na própria Verdade absoluta que permanentemente é! Reconhecer a “ausência” da suposta mente humana, ou seja, sua total impotência quanto a poder nos sugestionar, enquanto nos identificamos com a Mente Todo-poderosa do Cristo que somos, é a vivência na Verdade que nos deixa livres! E esta liberdade, atuando naturalmente nas “crenças falsas dualistas”, faz com que também sejamos vistos livres nas “aparências” deste mundo.

A nossa liberdade é mantida pela nossa permanência em Cristo, onde somos “nova criatura” e não mais supostos mortais conduzidos por crenças hipnóticas. Por isso, os ensinamentos que abraçamos devem ser condizentes com esta liberdade em Cristo, sem fatores poluentes capazes de semear “sementes da ilusão” em solo que já limpamos. Autores como Osho, que, de um lado revelam “verdades tremendas”, enquanto de outro, propagam sexualidade, liberalidade e demais sementes do erro, como várias vezes aqui alertei, devem ser varridos por completo, pela energia antiCrística que  carregam. Também na literatura espírita, encontramos “valor na sexualidade”, o que nem é de se estranhar, uma vez que esta doutrina considera que “temos mente humana em evolução”, negando a revelação de que “temos a Mente de Cristo”. Enfim, não tem, este texto, o intuito de criticar autores ou ensinamentos outros, que não o absoluto. Apenas  exemplifica de que modo “elevadas contemplações” perdem, depois, no cotidiano, sua força! São minadas por falsas doutrinas e falsos mestres! Jesus disse claramente: “Nem vos chameis mestres, porque UM SÓ É O VOSSO MESTRE, QUE É O CRISTO” (Mateus, 23: 1o).

Como lidar com a “aparência de sexualidade”? Da mesma forma com que lidamos com tudo “deste mundo”: anulando, pelas contemplações, a inverdade chamada “mente humana” e, na vida cotidiana, agindo pelo não agir, ou seja, deixando fluir como unidade o que a “Mente de Cristo” deixar extravasar  como “bens acrescentados”.

O “Cristo” é Deus sendo VOCÊ! A Mente de Cristo, portanto, é a SUA! Permaneça nesta Verdade, não se deixando levar por “doutrinas várias e estranhas”, como nos alertou o apóstolo Paulo, e estará de coração fortificado pela graça!

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Verdade Divina Vibrante

Sempre os textos absolutos repetem que “conhecer a Verdade” significa “ser a Verdade” conhecida, e isto explica a afirmação de Jesus: “Eu Sou a Verdade”. Este “Eu Sou”, que, sabemos, é impessoal, universal e indivisível, é este exato “Eu Sou” que somos. Esta Verdade, quando assim reconhecida, é atividade divina vibrante, algo “acima deste mundo”, e que deve contagiar inteiramente a ilusória “mente deste mundo”, enquanto aparentemente dela fazemos uso em nossas atividades cotidianas. O que estou dizendo é que não podemos separar “momentos de contemplaçao” de nosso dia-a-dia, alimentando a falsa crença de que unicamente quando meditamos, estamos em nosso Êxtase divino.

Na postagem anterior, “Ponto de Vista”, Lillian DeWaters ressalta um aspecto importantíssimo deste estudo, quando diz:

Quando você vislumbra o real e verdadeiro estado do Ser, Corpo e Universo, não pense que poderá ficar quieto e descansado. Não! Este não é momento de letargia ou desleixo mental. Você terá de ser a chama viva…expressando, cada vez mais, as ideias e atividades divinas intrínsecas ao seu Ser; sempre recordando que o corpo expressa você, a Vida e o Ser perfeitos.Uma aceitação intelectual desta nova Ideia, sem a atividade espiritualmente jubilosa de nela permanecer, adorando, amando e continuamente se elevando às altitudes máximas de luz, poder e ação, pouquíssimo benefício lhe trará…talvez, até nenhum.A crescente tendência de se abolir a ideia de tratamento mental ou metafísico, sem nada colocar em seu lugar, limita e compromete a atividade espiritualmente progressiva e a luz de alguém. Uma vez face a face com o “Eu”, teremos de “provar todas as coisas e permanecer firmes”.

É nesse exato sentido que venho sempre enfatizando que a “Ciência Mental” precisa estar associada com este estudo: para que não ocorra esta “letargia ou desleixo mental”. É incomum autores absolutistas ou místicos admitirem esta necessidade; entretanto, ela é verdadeira, e mais ainda se mostra necessária quando estamos aparentemente envolvidos em atividades que não se relacionem diretamente com a espiritualidade. Evidentemente, se alguém é “praticista de cura espiritual”, sua própria atividade o ajudará a “permanecer firme”. O fato, entretanto, é que somos “deuses” e não “estudantes humanos da Verdade”, e devemos entender que “glorificar a Deus no NOSSO CORPO e no NOSSO ESPÍRITO” é o que nos propiciará “ser a Verdade” conscientemente, tanto espiritualmente quanto mentalmente.

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Ponto de Vista

A cura nada tem a ver com as aparentes formas materiais; tampouco tem a ver com o Corpo espiritual. Em nada se relaciona com condições ou sintomas físicos, nem com desarmonias de qualquer espécie. Ela somente tem a ver como o nosso ponto de vista.

Com frequência, a cura é simples como o é para alguém decidir se ele possui uma forma material desarmônica, portanto, necessitada de cura… ou um Corpo Espiritual perfeito, em que desarmonia alguma possa surgir.

Descartando toda alegação referente à forma material e tomando posse espontânea do Corpo Espiritual, que é nosso de Eternidade a Eternidade, não podemos deixar de experienciar a glória e a saúde que lhes são inerentes.

Declarando posse do Corpo espiritual, que não necessita de cura por sempre ser imaculado, perfeito e completo, nós provamos que nosso Eu é o Ser único, e nenhum outro. Verdadeiramente, nosso corpo é maravilhoso como a estrela da manhã, e radiante como o sol. Contudo, apenas crer que ele seja espiritual, perfeito e sempre harmonioso, não nos basta. Precisamos tomar posse dele como sendo o nosso próprio corpo.

“Como?” —você perguntaria. Através do amor e da devoção…tal como chama flamejante. Assim como alguém declara fidelidade ao seu País, com todo ardor, adoração, lealdade e fervor de seu ser, proclame seu EU como Espírito, Verdade, Inteligência; e seu corpo como perfeito, integral e todo-harmonioso.

As formas são múltiplas, e são proclamadas por aqueles que chamam a si mesmos de “pessoas” ou “indivíduos”. O Corpo é um, e pertence a todos que dele tomam posse como o corpo da Perfeição…o corpo de Vida, Verdade e Amor.

Quando você vislumbra o real e verdadeiro estado do Ser, Corpo e Universo, não pense que poderá ficar quieto e descansado. Não! Este não é momento de letargia ou desleixo mental. Você terá de ser a chama viva…expressando, cada vez mais, as ideias e atividades divinas intrínsecas ao seu Ser; sempre recordando que o corpo expressa você, a Vida e o Ser perfeitos.

Uma aceitação intelectual desta nova Ideia, sem a atividade espiritualmente jubilosa de nela permanecer, adorando, amando e continuamente se elevando às altitudes máximas de luz, poder e ação, pouquíssimo benefício lhe trará…talvez, até nenhum.

A crescente tendência de se abolir a ideia de tratamento mental ou metafísico, sem nada colocar em seu lugar, limita e compromete a atividade espiritualmente progressiva e a luz de alguém. Uma vez face a face com o “Eu”, teremos de “provar todas as coisas e permanecer firmes”.

Que nos ajudará em nosso desvínculo com as desarmonias e limitações? Resposta: Nossa aceitação e nossa dependência à Consciência espiritual que somos…a Consciência que conhece o Eu, o Universo e o Corpo como sendo o Integral espiritual perfeito. Com efeito, nossa visão inteira deve ser espiritual.

Se o Céu está à mão, onde é que Ele está? Nos Estados Unidos? Noutro país? Jesus nos deixou bem claro: “O Reino de Deus está dentro de vós”. Quão distante está “você”? Está exatamente à mão, não está? Assim, se você parece estar nos Estados Unidos, aí é o Céu! Ou, em outro local qualquer, aí é o Céu!

Como pode ver, o Céu está em você; não é preciso que “caminhe até Ele”. A Consciência é Vida, é Ser, é Corpo, é Universo, é Céu. Ela está exatamente à mão…dentro de você…você.

Quanto mais permanecermos no verdadeiro estado e natureza de nosso Eu, Corpo e Universo, mais garantidas serão nossa segurança, nossa paz e nossa prosperidade. O reconhecimento de nossas atividades como espirituais e perfeitas, sem limites de qualquer espécie, à mão, e dentro de nossa Consciência, propicia nossa emancipação de um mundo-espectral chamado “existência humana”.

 

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A Mente Por Testemunha

Há um clássico de cinema chamado “O Sol por testemunha”; este título sugere a função correta do que significa “testemunhar algo”, ou seja, o que se passa seria “testemunhado pelo Sol”, ficando ele presente, mas neutro: não teria participação alguma além da citada: ser testemunha.

Quando meditamos e “contemplamos” Deus sendo TUDO, temos a “mente por testemunha”, ou seja, a suposta “mente humana” não terá outra função que não a de aparentar  “estar presente” e “ser neutra”, testificando a Onipresença perfeita a Se evidenciar. Não tentará “ajudar Deus”, não tentará “forçar” para a perfeição vir a ser percebida”, nem terá “pressa” em ver resultados! A Verdade unicamente a terá por “testemunha”.

O Universo infinito está em operação perfeita, sem que dependa de “ajuda humana” de qualquer natureza. O Universo é ESPIRITUAL, e unicamente a Mente espiritual existe realmente como Oniação. Esta Mente, que é Deus,  já sabe que o Universo É! Desse modo, quando meditamos e deixamos a suposta “mente humana” com a função única de ser “testemunha”, o Universo, independente dela, pode ser “contemplado” pela Perfeição imutável que sempre É! Desse modo, “ter a mente por testemunha” passa a ser um valioso artifício que podemos utilizar para anular as interferências hipnóticas sugeridas pela crença coletiva. Todas elas formam a ilusão chamada “mente humana”; e, sendo ela destituída de outra função, senão a de “testemunhar a Verdade”, ficará inerte, neutra e inoperante; em outras palavras, ficará atuando como o “nada” que sempre é…

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Deus, Sendo Tudo, Que Mais Sobra?

As “obras de cura de Cristo Jesus”, algumas citadas nesta última postagem do site, representam a aceitação, convicção e prática da Metafísica Absoluta.  Que diz a premissa fundamental? DEUS É TUDO COMO TUDO! Desse modo, nada sobra para ser levado em consideração. A palavra “ilusão” quer dizer isto, ou seja, este “nada sobra”. Não é palavra que indique “algo a ser destruído”, mas “algo” que é ilusório, porquanto o que é TUDO jamais tem “o que sobra” para ser destruído!

As atitudes tomadas por Jesus devem ser vistas como atitudes que “já estamos tomando”, e isto precisa ser aceito incontestavelmente. Por quê? Porque “temos a Mente de Cristo”, disse Paulo em I Cor. 2: 16).  Que é a Mente de Cristo? A Mente única de Deus Se expressando como nossa Mente individual! Portanto, não há “mente que sobra”, para ser chamada de “mente humana”; e não há “ser que sobra”, para usar mente inexistente! DEUS É TUDO COMO TUDO!

Quem vê algo a ser curado? Quem reclama que a Verdade não o ajudou? Quem estuda a Verdade para dar fim à ilusão? Quem vê ilusão como “algo a ser dissipado? Quem, além de Deus, está evidenciado?  Quem é praticista de cura espiritual? Quem é “paciente” de praticista de cura espiritual? Quem nasce? Quem morre? Em quem a cura se deu? Em quem a cura não aconteceu? Quem vê “este mundo”? Quem “tem pai na Terra”?

Muitas vezes ouvi as seguintes perguntas: “Por que “praticistas famosos”, que realizavam  ‘curas instantâneas’, também morreram?”,  ou  “Você sabe se este autor é vivo ainda?”, ou ainda: Qual sua explicação para a ILUSÃO não ter cedido em tal e tal situação?”   VOCÊ SABE RESPONDER? Claro que sabe!

Partir da Verdade, e não do que “poderia estar sobrando”,  mas que não existe para sobrar, é a “Prática Absolutista”. Se concordamos com a convicção e atitudes demonstradas por Cristo Jesus, em suas chamadas “obras de cura”, é porque “temos a Mente da mesma natureza”. E isto se nos torna óbvio quando a Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniação divinas são aceitas e devidamente “contempladas” como FATOS DESTE AGORA, e quando  ESTE AGORA é aceito como PERFEIÇÃO PERMANENTE.

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COMENTÁRIOS

Dárcio

O texto postado, sobre as curas de Jesus, deve ser lido no sentido de exemplo de como nós devemos nos comportar, diante das situações deste mundo, no que diz respeito à nossa ” prática da Verdade”, através dos princípios espirituais que temos estudado e conhecido. “Fazer as obras de Jesus” não significa, necessariamente,  que a humanidade toda irá sair pelo mundo “multiplicando pães e peixes”, uma vez que esta foi a necessidade que havia em dado instante, e não em todo instante. O que deve ser entendido, é que seja qual for a ILUSÃO de carência, estes princípios utilizados por Jesus é o que iremos empregar, seja pela necessidade de um alfinete, de uma indicação de rua, de uma cura,  ou de qualquer outra  condição que a aparência nos sugerir! E este “princípio” é estarmos com “olhos ao céu”, certos e convictos de que TUDO ESTÁ PRONTO, e que, ao reconhecermos a presença de TUDO, não haverá como não “aparecer”, visivelmente o suprimento condizente com a suposta necessidade.

Tudo está fundamentado neste ponto, ou seja, “em Deus e Sua PLENITUDE vivemos”, e não neste ilusório “mundo de carências”. A forma descrita na Bíblia, sobre como Jesus se comportava, é no que devemos nos ater, lendo este artigo, e não apenas ficarmos lendo e apreciando a sua fé e a sua convicção. É óbvio que Jesus não veio para se exibir! Veio revelar o que nós  somos capazes de ser e de fazer! Este é o detalhe!

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O “Jogo da Verdade”

Estudar a Verdade Absoluta assemelha-se a participar de um “jogo” em que o desafio consiste em se adotar esta Verdade e nela permanecer, a despeito de todas as imagens contrárias sugeridas pela suposta “mente humana”. Deus é a única Presença em evidência; portanto, a Harmonia absoluta é o que sempre É! Que nos mostram as imagens “deste mundo”? Conflitos, desavenças, atritos, confusões! Se você estiver disposto a entrar neste “Jogo da Verdade”, deverá participar estando plenamente convicto de que a Harmonia É, e, nesta convicção permanecer, seja o que que for que lhe surja à frente em termos de “aparências visíveis”. Que mais terá de saber, para que sua “permanência” fique estável? Deverá saber que “aparências são miragens”. Estas são as regras levadas em conta, para que você comece o “jogo”  e dele participe com reais condições de vencê-lo.

Quando Jesus garantiu que “o Reino de Deus não vem visivelmente”, explicava que jamais “aparências” são ou serão realidade! E completou, dizendo: “O Reino de Deus está dentro de vós”.

“Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”, disse Jesus. O “Jogo da Verdade”, em outras palavras, está em se “vencer o mundo das aparências”, ou seja, você não se deixar levar por seus quadros falsos e fantasiosos! Como são “miragens”, e como o “Reino de Deus” é realidade, cada vez que você, diante das “miragens”, SOUBER INTERNAMENTE que A VERDADE É A VERDADE – o Reino de Deus é Presença única – e  A MENTIRA É A MENTIRA – as “aparências” são ausências – , você marcará um ponto a seu favor!

A cada dia, marque quantos pontos positivos você marcou, neste “Jogo”, fazendo ao final de período uma “contagem”. Desse modo, poderá avaliar se, de fato,  você “venceu o mundo”, ou se foi  “o mundo que o venceu”.

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Dê a Cada Dia o Seu Cuidado

Uma das instruções mais práticas e eficazes, dadas por Jesus, diz o seguinte: “Basta a cada dia o seu cuidado; o amanhã cuidará dele mesmo”. Aqui podemos notar, além da visão da permanência do “Agora perfeito”, a noção de que devemos estar concentrados no momento presente, fazendo o que nos cabe fazer, sem pressa e sem deixarmos para o amanhã. Há um ditado que diz: “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, e há também este outro: “O que está feito não está por fazer”. Quando alguém reclama de “não ter tido tempo” para fazer o que deveria ter feito, certamente não praticou estes ditados. Da negligência surge a pressa, a pressa “inimiga da perfeição”, sobre o que já comentei aqui recentemente.

O importante, nesta frase de Jesus, “basta a cada dia o seu cuidado”, é estarmos conscientes dos dois pontos principais que ela abrange: o primeiro, que não devemos estar com a mente voltada ao futuro, mas sim focalizada fundamentalmente no dia de hoje, em termos de o estarmos utilizando para efetivamente deixarmos tudo “em dia”; o segundo, é realmente executarmos, sem atraso e sem pressa, e da melhor forma possível, o que este dia “de hoje” está requerendo de nós. Para este mecanismo de vida harmoniosa acontecer na vida prática, devemos, em primeiro lugar, meditar e discernir que “somos um com Deus”; e, um parâmetro para avaliarmos esta percepção, está em constatarmos, durante a “Prática do Silêncio”, se estamos nos vendo “um com Deus” realmente, ou se estamos “sendo dois”. A Mente de Deus, consciente de ser a nossa, é a nossa Mente, consciente de ser Deus! Esta percepção, consciente, é “ser um com Deus”.

São estes princípios simples, mas que nos exigem dedicação e prece, o que nos possibilita viver a Verdade na prática, ou viver a “vida pela graça”.

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Universo Inteligente

Como a “crença coletiva” leva em conta um suposto universo feito de matéria, a ILUSÃO de que vivemos em algo”sem inteligência” impera. As pessoas, pelas ruas, pela sugestão subliminar desta crença fraudulenta, acreditam, por exemplo, que pisam em matéria sólida, sem inteligência, e acreditam que a mente humana, que aparentam usar, é um “ponto inteligente isolado”, dentre quase tudo que veem ou percebem. Em outras palavras, impera, neste mundo, a ilusão de que apenas em “pontos de vida localizada”, como em humanos, animais ou vegetais, existe inteligência! Não poderia haver inverdade maior!

Deus é Tudo, Tudo é Deus! Não existe matéria em parte alguma, mesmo que todos os supostos ” cérebros pensantes” deste ilusório mundo endossem esta mentira! “Vivemos em Deus”, vivemos na Harmonia Inteligente! Vivemos na Inteligência em Si! O Universo é a Inteligência divina expressa em cada “ponto” de Si mesmo! E, se em nossas “contemplações” focalizarmos esta Verdade, perceberemos o seu Poder!

Meditamos para reconhecer a Presença de Deus em nós; mas devemos, também, reconhecer que o Universo tem Inteligência infinita para saber que estamos unicamente NELE, e não na matéria! Por isso, durante suas “contemplações”, após reconhecer que “tem a Mente de Cristo”, que com ela você sabe que “está em Deus”, e que está “sendo Deus”, inclua também o fato de que o “Universo é inteligente”, e que, em Sua inteligência, O UNIVERSO SABE QUE VOCÊ É UM COM ELE!

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“Negue-se a Si Mesmo”

A maioria das pessoas prefere ensinamentos relativos em que, mediante estudos espirituais, se permitem dizer que “cresceram e crescem espiritualmente”, que são hoje melhores do que antes eram, que estão evoluindo a passos largos, etc.. Este enfoque dualista acaba se tornando uma glorificação do ego, onde é criado o “orgulho espiritual” que em nada condiz com o real estado de cada Ser. Em vez de a “unidade perfeita”, formada por todos os Filhos de Deus, ser conscientizada, o que se nota é a perpetuação da crença em estágios de consciência, em que o julgamento pela carne se torna dominante. O ensinamento absoluto não nos  julga pelas aparências! Julga-nos pelo juízo justo, em que a igualdade essencial entre todos os Filhos de Deus é reconhecida. Desse modo, cada um nunca é avaliado segundo estados mentais humanos, mas tão somente como integrantes da totalidade absoluta de Deus.

Por isso mesmo, Jesus disse: “negue-se a si mesmo, e me siga”; nunca disse para cada um se empenhar em evoluir mente humana, mas sim negá-la, pois é ilegítima! “Temos a Mente de Cristo” (I Cor 2: 16) – esta Mente divina, em todos nós, é a que reconhecemos e com que nos identificamos, durante as “contemplações da Verdade”. Esteja, diante de alguém, uma pessoa considerada evoluída ao lado de outra considerada atrasada, ambas são ficções sem vida, miragens  projetadas na tela da suposta mente humana! Nenhuma tem realidade! A Realidade é Deus, a totalidade subjacente aos quadros hipnóticos enganadores! Quando toda a atenção estiver neste enfoque, a Verdade estará sendo reconhecida.

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