Não Há Propósito em Vida Terrena
Unicamente o ensinamento absolutista revela o propósito real e único da Existência: ser expressão da glória e perfeição de Deus! Quando ensinamentos relativos são abraçados, é comum ali serem mencionados objetivos humanos, todos ilusórios, que acabam atraindo a atenção das pessoas e as desviando da percepção do propósito único. Desse modo, em vez de alguém estar atento à própria Consciência iluminada e divina, vendo-a Se expressar no AGORA, passa a estar atento a supostos propósitos “deste mundo”, duvidando que seja possível não haver nele propósito algum! Em outras palavras, este alguém deixa de entender e de reconhecer que DEUS É TUDO!
Cada um que desperta para a Verdade da presença única de Deus vê ali o término da crença em objetivos pessoais terrenos! Deixa de endossar a “ilusão”, e, mesmo sendo visto pelos demais como “alguém deste mundo”, contempla-se corretamente através da “Mente de Cristo”, quando, então, se discerne espiritualmente como Luz divina e não como um ser “deste mundo”. Esta visão é a revelada sobre nós por Jesus, ao dizer taxativamente: “vós, deste mundo, não sois”. Evidentemente, se deste mundo não somos, não poderíamos ter objetivos a nele cumprir!
E quando vemos algum suposto “iluminado” dizer ter vindo “ao mundo” para este ou para aquele motivo? Este é o ponto! Quando você ouve algo a esse respeito, é sinal de que VOCÊ ESTÁ ACREDITANDO NUMA ILUSÃO! E NÃO ESTÁ ACREDITANDO QUE DEUS É TUDO! Somente a “mente ilusória” diz frases que levam em conta “este mundo”. Quando VOCÊ assumir radicalmente a “Mente divina” como sendo única e, portanto, a SUA, nunca mais verá “alguém” neste mundo: seja “iluminado” ou seja “iludido”. O cenário inteiro, que mostra DEUS sendo FILHO, mas contendo “iluminados e iludidos” é a arcaica ILUSÃO DUALISTA! E é ela própria a “crença falsa” que continua a iludir com suas exposições de “objetivos terrenos” e de supostas vindas de “iluminados” para “salvar” humanidade!
“Vença o mundo”, evitando de se permitir enredar por tais mentiras, mascaradas de “verdades relativas”… “O Filho faz o que vê o Pai fazer”, disse Jesus!
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Curar o Quê?
O suposto “mundo material” é a ILUSÃO captada unicamente pela suposta mente humana, instrumento incapaz de nos mostrar o que realmente existe, e que é sempre a imutável perfeição absoluta. Esta “crença coletiva” aparece como “imagens hipnóticas” e, como num filme de cinema, mostra uma sequência ilusória em que entram e saem de cena diversos personagens, com as mais diversas característica; contudo, todos eles tão irreais quanto um oásis no deserto! Quando um deles é aceito como verdadeiro, e se mostrando vitimado por algum tipo de problema, seja de saúde, de finanças, de relacionamentos, ou qualquer outro, a primeira coisa que devemos fazer é nos volver à TOTALIDADE DE DEUS. Isto porque o “cenário de aparências”, com TODOS os seus figurantes, é pura ILUSÃO!
Quando os ensinamentos de O Caminho Infinito explicam que jamais são levados “pacientes ou condições” às meditações de “cura espiritual”, o motivo é este: DEUS É TUDO! Enquanto você mantiver a “crença falsa” de que haja algo ou alguém “a ser curado”, – o que é ILUSÃO – a totalidade de Deus estará fugindo de sua percepção. Portanto, tire da lembrança “problema a ser resolvido”, vendo em seu lugar o que SEMPRE ali esteve e continua presente: a perfeição da Onipresença.
Se uma dor, por exemplo, aparentar existir, não medite para “tirar a dor”, ou estará reconhecendo a presença dela como realidade! Compenetre-se de que “não existe dor”, uma vez que, caso existisse, haveria uma lacuna na Onipresença da Perfeição absoluta, onde esta dor pudesse realmente se manifestar!Entenda que esta “lacuna” jamais existe!
Os “tratamentos metafísicos” não são, de fato, “tratamentos”, no sentido de que haja uma condição que requeira “ser tratada”; eles são, na verdade, uma oportunidade para treinarmos o nosso desapego ao ilusório MUNDO-MIRAGEM, devido à nossa aceitação da Verdade Absoluta de que “deste mundo não somos”, e de que, realmente acreditamos que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”. Se acreditamos mesmo que esta é a Verdade, iríamos curar o quê?
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“Eu Sou Deus, e Não Homem”
Enquanto o “Referencial da Luz” não for empregado, a existência será vista como material, e com cada um lendo as Escrituras e se identificando com um mortal ou humano, achando que Deus seja um”outro”, e nunca ele próprio. Por exemplo, se for lido o livro de Oséias, 11: 9: “Não executarei o furor de minha ira, não voltarei para destruir Efraim, porque eu sou Deus, e não homem, o Santo no meio de ti; eu não entrarei na cidade”, que seria entendido? O leitor pensaria que fosse um ser humano escutando Deus a lhe dizer não ser homem, mas Deus! De que adiantaria uma revelação desse tipo a um humano? Haveria sentido em Deus dizer ser Deus e não homem? E dizer isto a um homem?
O sentido absoluto está em adotarmos o “Referencial da Luz”, o referencial da UNIDADE, aquele que parte de Deus sendo TUDO, quando, então, nos vemos discernindo a Verdade Absoluta de que “somos Deus e não homem”. Por isso é dito: “Eu sou o Santo no meio de ti”. Esta é a revelação de que nossa Consciência é iluminada! O versículo 12 diz: “Efraim me cercou com mentira, e a casa de Israel, com engano; mas Judá ainda domina com Deus, e com o Santo está fiel”. Em outras palavras, o que é REALIDADE está no domínio de tudo, enquanto o que “cerca com a mentira, com engano”, em nada influencia o que é real: não passa de ILUSÃO!
Mediante o “Referencial da Luz” deixamos de considerar mentira ou engano! Não precisam ser combatidos! “Não voltarei para destruir Efraim!” Toda luta contra “ilusão” é ilusão maior do que ela própria! Como combater o que nada é? A revelação não é dualista, com um Deus falando a um homem! É Deus dizendo que Deus é DEUS como Homem! Enquanto a dualidade não for extinta de sua aceitação, haverá resquícios da mentira em sua percepção. Deus, sendo VOCÊ, Se revela e diz: “Eu Sou Deus, e não homem”. E não há como isto ser aceito pela metade!
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A Verdadeira Cura
Por mais que alguém aparentemente relate “curas” advindas da “prática da Verdade”, estes “sinais” não são a cura verdadeira. A Verdade não divide espaço com “aparências”, pois a Verdade é TUDO! Desse modo, quando alguém diz , por exemplo, que “estava com gripe, meditou e se viu curado”, esta “cura” não é a cura verdadeira, por mais que, aos olhos do mundo, este resultado seja considerado como excelente.
“O Meu Reino não é deste mundo”, disse Jesus. Que estava nos revelando? Que a verdadeira “cura” é estarmos livres “deste mundo”, e não somente de suas imagens desagradáveis! Enquanto a “casa estiver dividida”, isto é, enquanto alguém acreditar em “dois universos”, um espiritual e outro material, acreditando que “praticar a Verdade” significa viver “ilusão agradável”, não terá entendido nada da Revelação Absoluta, que já parte da premissa incondicional de que “somente existe Deus”.
O único “mal” que existe se chama “crença em universo material”; por isso, os textos e as contemplações da Verdade lidam fundamentalmente com o desmantelamento desta crença falsa. “A ninguém na terra chameis vosso pai”, disse Jesus, para que o “eu” ilusório fosse entendido como “sem criador”. Por diversas vezes, quando eu repeti esta frase de Jesus a pessoas, ouvi, como resposta, o seguinte: “E como devemos chamá-lo, então?” Ou seja: não entenderam a revelação! Continuaram crendo em “pai humano”, apenas aguardando outro nome para atribuir a ele! Este apego tremendo à ILUSÃO é o que os princípios da Verdade buscam exterminar! “O Meu REINO não é DESTE MUNDO” – desse modo, estudar a Verdade é você estar em DEUS, estar consciente de SER DEUS, estar desfrutando sua presença NA PERFEIÇÃO, estar totalmente desvinculado de “outro universo”, temporal, material e imperfeito, que, para VOCÊ, é integralmente NADA! Estas é a visão absoluta do que é a “cura espiritual”: você estar “curado” da crença materialista falsa ou mentirosa! Você estar livre da ilusão chamada “mente humana”; você estar consciente de que “tem a glória de ser UM COM DEUS”, e de saber que a Onipresença é, de fato, TUDO!
Em outras palavras, “estar curado” significa você ter olhos unicamente para o CRISTO sendo VOCÊ, sem dividir a atenção com suposto “eu” da aparência, quer ele se mostre “doente” , “curado”, ou “remendado”: este “eu”, que tanta atenção recebe da humanidade, é SEM PAI! SEM CRIADOR! PURA ILUSÃO! JAMAIS ESTEVE SENDO SEU “EU”.
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Silêncio Revelador
A “Prática do Silêncio” não é somente um período isolado, escolhido e determinado para nossas “contemplações da Verdade”. Além destes períodos que dedicamos a discernir espiritualmente que “Deus é o Ser que somos”, o “Silêncio” é também empregado em nosso dia-a-dia, como lembretes de que “somos do Alto” e não meras personalidades humanas. A Verdade é permanente, isto é, estamos sempre no Reino de Deus e sendo a expressão individual de Deus; por isso, devemos entender o “Silêncio” como uma “trava” da mente humana, uma espécie de “choque na ilusão”, sempre que o julgarmos necessário em meio às nossas atividades cotidianas. Serão instantes em que conscientemente barraremos a “crença coletiva” para recordar, por exemplo, que “deste mundo não somos”, ou que “somos herdeiros de todas as riquezas celestiais”, ou que “o Filho faz o que vê o Pai fazer”.
Estes momentos, em que travamos a atividade ilusória do “hipnotismo de massa”, são reveladores, desde que utilizados com uma “entrega total” à Verdade naqueles poucos instantes, e não apenas como prática maquinal. Isto porque a Verdade é atemporal e não é a quantidade, e sim a qualidade de nossa percepção, o fator que nos propicia “viver pela graça”. Se as “contemplações da Verdade” estiverem sendo feitas pela manhã, e seu dia-a-dia estiver fluindo com a sua suavidade natural, você o viverá sem sequer se lembrar de “eu humano”; porém, se este “ilusório eu” começar a ser muito notado, ou para se mostrar aflito, temeroso ou preocupado com alguma situação, ou mesmo para ser julgar um deusinho particular deste mundo, pela presunção do ego em se exaltar e ser o único com opinião correta sobre algo, etc., serão estes os momentos em que deverá imediatamente “travar a mente ilusória”, através do Silêncio Revelador, e discernir uma vez mais a Verdade Absoluta de que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ, MAS NÃO SOMENTE VOCÊ!
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Pressa Não Significa Eficiência
É ditado popular que “pressa é inimiga da perfeição”; assim, quanto mais coisas você tiver para fazer, mais ache tempo para meditar para agir com eficiência e não com correrias que geram tensão. “A mente em paz resolve os seus problemas”, diz Joseph Murphy. Isto porque a mente pacífica sabe discernir sabiamente as prioridades e o tempo certo a ser dado a cada atividade que nos cumpre executar.
Muitos que se veem pressionados por “muita coisa por fazer” acabam deixando de fazer o principal: meditar, discernir sua unidade com Deus, sentir a Paz de Cristo na Mente de Cristo, que é a sua, para somente depois sair ao seu dia-a-dia. Jamais faça isso! Se for preciso, acorde meia-hora antes e medite, use a “Prática do Silêncio”: “Pai, cria em mim silêncio, para que eu possa perceber a Tua Presença sendo a minha”. Desse modo, assim como um rio corre livremente e chega ao mar, você passará seu dia livremente, cumprindo eficazmente cada uma de suas tarefas, sem se preocupar, sem se desgastar, e sem ter a “pressa inimiga da perfeição” como companheira.
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Tudo Já É Iluminado!
“Deus é Luz e nele não há trevas nenhumas”, disse João. Vivemos na Luz e como Luz divina. Mesmo enquanto a suposta mente humana enxerga matéria e um mundo temporal, subjacente às suas miragens existe a Luz do Eterno sendo tudo e sendo todos, o que nos abrange integralmente. Após reconhecermos esta Verdade, devemos aceitar unicamente a harmonia interior como Fato real, sem nos enredarmos com as aparências do dia a dia que se mostrarem adversas.
A Verdade é soberana e, quando a discernirmos como Ação de nossa Consciência iluminada, tudo “nas aparências” tende a se mostrar harmonioso. Realmente “o solo em que estamos é santo”, razão pela qual Buda revelou: rios, ervas, montanhas, vales, tudo já é iluminado! E a Verdade é esta!
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O Homem é o Corpo de Deus
Como Deus é Tudo, a Onipotência tem todo o Poder para Se expressar como Tudo. Em vista disso, quando contemplamos a Verdade, unicamente testemunhamos e levamos em consideração o fato de que Deus tem Poder e exerce este Poder de ser o Eu que somos. Não existem dois corpos, o espiritual e o material. Enquanto esta dualidade não for banida de aceitação, durante as “contemplações da Verdade”, a “casa estará dividida”, como disse Jesus. A atenção se dividirá entre Verdade e Ilusão, a crença dualista perdurará e a ilusória “luta” do bem contra o mal parecerá ser verdadeira.
Feche os olhos e reconheça que o Homem é o “Corpo de Deus”, com Poder de ser o “seu único Corpo”. Isto porque Deus e Filho de Deus são um e o mesmo! Não há linha divisória entre o Ser que é Deus e o Ser que cada um de nós é! A erradicação da crença material dualista nos deixa livres durante as “contemplações”, e o que É, Deus sendo Tudo, é reconhecido como Verdade já manifesta.
Mary Baker Eddy disse o seguinte: “Os termos Mente e Corpo literalmente significam Deus e Homem, pois o Homem é a Expressão da Mente e a manifestação da Mente é a corporificação da Mente. Portanto, o Homem é o Corpo de Deus e existe um único Deus. O Corpo é, portanto, o agregado de ideias espirituais, eternamente controlado e governado pela Lei da Vida, harmonioso e eterno. Esta compreensão do Corpo perfeito é o Salvador da crença em Corpo, e é a lei de recuperação de toda e qualquer alegação do erro”.
A falsa identificação com um suposto “corpo material” é o que aparentemente perpetua a crença em corpos que nascem, envelhecem e morrem. Quando o Corpo for contemplado em sua real natureza, como “agregado de ideias espirituais”, a ilusão será desfeita; e, mesmo que apareça quem acredite em “morte de alguém”, este “alguém” continuará perenemente com o seu Corpo perfeito, o qual poderá ser também discernido espiritualmente por aqueles que despertarem dos errôneos sentidos mortais para o Sentido da Alma. Como disse Mary Baker Eddy, o Corpo é “eternamente controlado pela Lei da Vida”, e jamais pela ilusão de morte.
O Panfleto e o Para-brisa
Ao entrar no carro, ao sair de um estacionamento, vi-me obrigado a sair novamente para retirar um panfleto enorme colocado no para-brisa, bem em frente à posição do motorista. Ele ocultava a visão daquele local, e dificultava manobrar o veículo. Tão logo o panfleto foi tirado, tudo retornou à normalidade e pude sair normalmente.
Havia problemas com o para-brisa? Não. Havia problemas “lá fora”, na área do estacionamento? Não. Havia somente um “panfleto grudado ao vidro”.
Quando falamos em Deus como Mente única, e na “ilusão” como “imagem hipnótica”, isto se compara ao para-brisa com o panfleto a ele colado. Jamais a Mente entra em ilusão! A Mente é Deus! E, como jamais o panfleto esteve fazendo parte do vidro ou do ambiente “lá fora”, a “ilusão” também jamais se exterioriza, jamais integra o vidro e jamais alteraria algo “lá fora”. A única diferença, entre esta ilustração e o estudo da Verdade, é que o panfleto estava mesmo presente, aparentemente, em termos de “mundo visível, entre a visão e o exterior, atrapalhando a movimentação do carro, enquanto a “ilusão”, que aparentemente nos incomoda, e que chamamos de “imagens hipnóticas”, nunca está presente! O panfleto pôde ser retirado com as mãos! A “ilusão” só pode ser “retirada” quando você deixar de crer nela, ou passar a vê-la como “ausência”, o “nada” que apenas aparenta ser “alguma coisa”.
Enquanto a “ilusão”, para você, for real, o “Reino de Deus lhe parecerá oculto por ela, assim como parte do estacionamento me ficou oculta pela presença do panfleto; e quando você separar o que já É, da “ilusão” de que a perfeição ainda NÃO É, a “ilusão” deixará de aparentar existir, e o REINO DE DEUS poderá ser discernido como TUDO que está eternamente e agora presente. Quando os textos falam que “temos a Mente de Cristo”, e que devemos “intuir” a presença de DEUS como TUDO, estão revelando um princípio iluminador que nos liga unicamente ao que é realidade. Assim como no carro, apesar de estar um panfleto a ocultar a visão, somos capazes de “intuir” o estacionamento que existe “por trás dele”, e que não foi afetado por ele, igualmente podemos “intuir” a “Onipresença da Perfeição”, incólume e permanente, “oculta” aparentemente pelas “imagens hipnóticas” geradas pelo “mesmerismo coletivo”. Desse modo, como “ilusão é nada”, mesmo diante deste “nada” disfarçado de “imagem hipnótica”, você será capaz de reconhecer a totalidade de Deus, e de contemplar a Verdade, “sem ilusão”…
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A Mente do Pai é a Mente do Filho
Volva-se à Mente de Cristo, ao menor sinal de estar se sentindo influenciado pela mente humana. Não tente mudar a mente humana usando a crença de que ela existe! A Mente divina, onipresente, é a Mente real ativa como toda a Existência, e toda “sensação contrária” é puramente mesmérica! Assim como alguém trocaria de canal de TV, usando o controle remoto, troque a sugestão de que “a mente humana seja a sua” pela Verdade de que “Deus é sua Mente”! Não aceite “tempo” para esta mudança de aceitação, uma vez que a Mente de Cristo já é a sua Mente real ininterruptamente, numa Realidade que é atemporal. Desse modo, seus objetivos reais se cumprirão em seu dia a dia, sem que você se deixe arrastar pelas hipnóticas crenças do mundo.
“Mudar” da suposta mente humana para a Mente de Cristo é, portanto, você partir da Mente divina como já sendo a sua. Reconheça que a Mente de Deus, ciente de ser você, é a sua Mente de Cristo, ciente de ser Deus. A Mente do Pai é a Mente do Filho e vice-versa, pois tudo é UM. Contemple serenamente esta UNIDADE!
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“Não Serão Confundidos Os Que esperam Em Ti”
A Verdade Absoluta requer dedicação e atenção totais, uma vez que DEUS É TUDO. Todo desvio desta Verdade em direção ao ilusório “mundo do pai da mentira” será frustrante. Não há objetivos terrenos para Filhos de Deus. Não há “escola da alma” em mundo material. Não há propósito em dores ou sofrimentos! Todo tipo de argumentação que leva em conta “vida humana em mundo material” é falsidade!
O Salmo 25 contém versos que dizem: “Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa. Faze-me saber os teus caminhos, Senhor; ensina-me as tua veredas. Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia. Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade”.
Tudo isso se resume em estarmos conscientemente em unidade com Deus. Compreendermos Sua Onipresença como Substância espiritual que compreende o Infinito. A ilusória mente humana tenta distrair as pessoas com sua ficção chamada “mundo terreno”, um rascunho tridimensional e temporário absurdamente ridículo, comparado ao REINO em que realmente já vivemos, mas que a mente humana não pode enxergar! Na parábola do “filho pródigo”, Jesus mostrou-o deixando de comer lavagem junto aos porcos para correr de volta a casa do pai, onde tudo do pai lhe pertencia. Aquele que tem “neste mundo” a sua atenção, mesmo que se julgue um marajá rodeado de riquezas e servos do mundo, se tivesse um simples lampejo do que é a REALIDADE DIVINA, faria, como fez o filho pródigo, o seu retorno imediato à “Casa do Pai”. Conheceria o “vazio” deste mundo, por ter sentido a “plenitude” da Eternidade. Por isso, o Salmo diz: “Lembra-te, Senhor, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são DESDE A ETERNIDADE…”
Você jamais será confundido esperando tudo da Verdade eterna, sem contar com nada “deste mundo”, que é puramente uma “ilusão de massa”.
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Sonhando ou Desperto
Sonhando ou desperto, se um sonhador está em sua cama, ali ele já se encontra! Esta imutabilidade é que deve ser reconhecida, bem mais do que se o sonho começa ou termina, ou se ele está desperto ou sonhando. A Verdade absoluta jamais conta com algo supostamente mutável! Jamais parte de você em termos de estar aparentemente desperto ou sonhando, uma vez que tais alucinações fazem parte unicamente da ILUSÃO de que a suposta mente humana seja a sua! Por isso, ao se discernir sendo Luz, sendo Deus, sendo Perfeição em Forma individual, nunca este discernimento lhe estará acontecendo como “experiência nova”. Em outras palavras, a “Experiência de Deus” é permanente, é a SUA EXPERIÊNCIA DO AGORA, em que você se encontra vivo e consciente, sem que haja sequer uma cogitação a respeito de ter havido interrupção na Verdade de que Deus está experienciando A SI MESMO como sendo a SUA EXPERIÊNCIA.
Jamais o suposto ser humano terá a “Experiência de Deus”; isto porque unicamente a mente humana acredita em “alguém fora da Experiência de ser Deus”. Quando a Bíblia relata que “somos deuses”, fala da Verdade absoluta, sem sonhadores e sem despertos! É preciso captar espiritualmente o sentido das parábolas ou ilustrações, para que elas cumpram o seu aparente objetivo nos estudos da Verdade. Se isto não for feito, ouviremos frases do tipo: “Eu preciso despertar para a Verdade”, ou, “Eu estudei a Verdade, mas ainda não tive a Experiência de Deus!”, etc.. Este “eu” não existe! Está revelado: “SOIS DEUSES”; uma experiência eterna, ininterrupta e permanente! Ao “contemplar” esta Verdade, parta diretamente dela, e nunca de seres que sonham ou que supostamente devam despertar! DEUS É TUDO! Exatamente agora, DEUS está experienciando a SI MESMO como sendo VOCÊ!
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O Vicioso Julgamento pela Carne
O Ser que somos é invisível para a mente humana, que apenas enxerga aparências ilusórias referentes à Existência. Enquanto isto não for bem aceito, acharemos que somos “carne”, e não Deus! Por outro lado, mesmo que você se julgue pelas aparências, jamais isto alterará o Ser que você já é! Por isso, o que deve ser evitado é o dualismo vicioso empregado pelos ensinamentos relativos, que o fazem se avaliar por “aparências”, em progresso de iluminação, em processos de evolução ou mutação. Infelizmente este linguajar errôneo, por se mostrar mais lógico à mente humana, veio predominando na maioria dos ensinamentos e perpetuando a aceitação da ILUSÃO por parte de muitos!
O que estou colocando é que o “referencial das aparências”, que jamais deveria ser empregado por quem estuda a Verdade, é utilizado pela grande maioria dos autores ou ensinamentos! A expressão “o Cristo em mim”, por exemplo, que deveria ser entendida no patamar absoluto, é visto como uma “suposta atividade do Cristo em ser humano”, por ser levado em conta este ilusório referencial das aparências. Na própria Bíblia, encontramos frases de Jesus dizendo que “faremos as mesmas obras que ele, e ainda maiores”. A pergunta é: QUEM FARÁ ISTO? Existe “alguém” além de Deus? Deus não estaria fazendo AGORA todas as Suas obras? Não seriam elas permanentes|?
Não há “obras de Deus” para serem feitas! E somente há “obras de Deus”. O sentido absoluto destas colocações está unicamente numa “troca de referencial”, ou seja, você estar se identificando com a ONIAÇÃO já presente, que é o “Referencial da Luz”, sem jamais se identificar com as “aparências” deste mundo, que são puramente ILUSÓRIAS! Prova disso é que ninguém é capaz de ver nem “Lázaro ressuscitado” nem “paralítico nem cego curados por Jesus” . NÃO HÁ OBRAS DE DEUS NA ILUSÃO! Por isso Jesus criticava aqueles em busca de “sinais”.
Entenda corretamente os princípios da Verdade absoluta, para ter, no REFERENCIAL ILUMINADO, toda a sua atenção! As obras de Deus são permanentes e consumadas, dizem as Escrituras! Portanto, todas as demais colocações, venham da própria Bíblia. ou venham de qualquer outra fonte de sabedoria espiritual, que o levem acreditar que você é o “ser da aparência”, um ser que “um dia” fará qualquer coisa a mais do que está AGORA fazendo, precisam ser vistas como ILUSÓRIAS! O que VOCÊ está fazendo AGORA? Você está fazendo o que DEUS está fazendo! Unicamente DEUS é Realidade! E, enquanto você achar que “também faz alguma coisa”, através de um “eu apartado de Deus”, estará apenas acreditando numa ILUSÃO!
Muitos que estudam o Absoluto, que meditam a partir da própria Existência sendo Deus, e da própria atividade sendo a Oniação, voltam posteriormente a rebuscar autores que pregam o “referencial das trevas”, e voltam a se identificar com o “eu que não existe”. Desse modo, buscam a Verdade com uma das mãos, e depois voltam a se iludir, empregando a outra! “Aquele que me vê a MIM, vê o Pai” , disse Jesus, para deixar bem claro que unicamente quem o estiver – ou nos estiver – vendo como o CRISTO, estará dando testemunho da Verdade! Repetindo, somos invisíveis para a suposta mente humana! E tudo o que ela informar estarmos nós fazendo ou a fazer, é ILUSÃO! TUDO QUE VEM DA MENTE ILUSÓRIA É ILUSÓRIO! “Nós temos a Mente de CRISTO”.
“Daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já o não conhecemos deste modo.”
2 Cor. 5:16
Não Há “Dois Eus”
A frase de Jesus, “O meu Reino não é deste mundo”, entendida em sual altitude absoluta, quer dizer que SÓ EXISTE O REINO DE DEUS, enquanto “este mundo” somente é citado como sendo “mundo do pai da mentira” ou ILUSÃO. Desse modo, o ensinamento absoluto enfatiza que quando a Bíblia revela que “não há outros ao lado de MIM”, quer significar que este “EU”, que Se expressa sozinho como TUDO, é DEUS sendo VOCÊ! Esta totalidade de Deus é, portanto, nosso ponto de partida, de permanência e de chegada: “Eu Sou o Princípio e o Fim”.
As “contemplações absolutas” não levam em conta a ILUSÃO! As crenças dualistas são deixadas de lado e unicamente o revelado como verdadeiro é objeto de atenção. “A renúncia a tudo o que constitui o assim-chamado homem material, e o reconhecimento e a consecução de sua identidade espiritual como filho de Deus, é a Ciência, que abre as comportas do céu, de onde o bem flui a todos os canais do ser, limpando os mortais de toda impureza, destruindo todo sofrimento, e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança” – disse Mary Baker Eddy. Não há “dois Eus”; há o Eu que Deus É, sendo o mesmíssimo “Eu” que “você” É! Esta é a Verdade absoluta!
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Uma Vez Unidade, Sempre Unidade!
Quando Jesus disse: “… para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti, que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17: 21), revelava a Unidade Consumada que todos imutavelmente formamos. Por isso disse que em primeiro lugar “buscássemos o Reino de Deus e a sua justiça”; isto para que não tivéssemos “algo além de Deus” sendo aceito!
Nossas meditações contemplativas partem unicamente de Deus como TUDO! A totalidade é a UNIDADE PERFEITA! Nada há fora da Unidade que somos, e a crença em dualidade, seja em que aspecto for, é sempre mentirosa, uma ILUSÃO. Por outro lado, discernir a Unidade é discernir que ilusão não existe! A Unidade é a Onipresença. Por isso Deus não deve ser entendido como um Poder a ser usado, mas o Poder de SER ONIPRESENÇA. Ao meditar, parta da Unidade Consumada, até lhe vir o discernimento interior de que esta Unidade infinita exclui a possibilidade de outras presenças e outros poderes. E então, perceba que, assim como uma gota é o oceano, a sua Presença é a Onipresença! Jamais o Universo poderia deixar de ser uma Unidade, ou Deus não seria TUDO! Uma vez Unidade, sempre Unidade!
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Demonstração do Espírito e de Poder
“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.”
I Coríntios 3; 4,5
O suposto “aprendizado humano” da Verdade é o que podemos chamar de “Batismo de João”, o batismo com água, símbolo do conhecimento da letra da Verdade. Porém, o real saber já existe como a Presença da Consciência iluminada que temos e que somos. Este aprendizado teórico lida com as crenças “deste mundo”, alinha o pensamento às verdades eternas e nos predispõe ao “discernimento espiritual”. Por isso, Paulo explica que sua pregação não consistia de palavras de sabedoria humana e sim da “demonstração do Espírito e de poder”, para que a fé não dependesse deste humano saber, mas da Onipotência divina.
Não meditamos para pôr em prática o que supostamente “conhecemos da Verdade” através dos estudos; meditamos para reconhecer a Onipotência divina Se manifestando SOZINHA, espontaneamente, como Oniação que nos abrange integralmente! Por isso é totalmente absurdo alguém pensar que “a Verdade Se manifesta segundo estágios de consciência atingidos”. O estudo do Absoluto descrê por completo da “crença em estágios de consciência” e honra a Deus como a Onipotência já expressa como Onipresença, ao lado do que, NADA MAIS EXISTE!
Entender que a Verdade é esta “demontração consumada” do Espírito e poder de Deus, JÁ ACONTECENDO AGORA, é entender que a suposta “mente humana” é inoperante ou nula, e isto inclui todos os supostos “estágios de consciência” ou “estágios evolutivos”, citados por muitos autores ou ensinamentos, mas que não passam de ILUSÃO! Nunca uma “demonstração da Verdade” ocorrerá em função do que um ilusório ser da aparência afirma conhecer da Verdade! TODA DEMONSTRAÇÃO JÁ É! DEUS É TUDO! E é este o nosso ponto de partida. Em vez de tentar demonstrar o que humanamente a ILUSÃO diz que você conhece, participe da demonstração real, absoluta e permanente DE DEUS, discernindo-se UM COM ELA! Este, sim, é o “Batismo com Fogo”…
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