LEITURAS QUE SOMAM OU SUBTRAEM

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O estudo da Verdade Absoluta parte, obviamente, da Presença absoluta de Deus como Todo-poder, Toda-presença, Todo-saber e Toda-ação. Não espera que alguém chegue “um dia” a fazer parte desta totalidade, o que seria a própria negação da totalidade. Esta premissa já parte, portanto, do fato imutável de que Deus constitui o Ser que somos, no agora atemporal em que vivemos. Em vista disso, sempre é colocada a premissa básica do estudo: DEUS É TUDO COMO TUDO!

O mundo contém uma infinidade de literatura versando sobre temas espirituais. Como fazemos concessões ao mundo, para interagirmos naturalmente com os demais em nossas atividades diárias, parte da ficção de que somos seres humanos é aceita, quando atendemos por nomes  “terrenos”, quando acreditamos em “mestres e discípulos”, etc.  Este pouco envolvimento vigiado, com as aparências, não compromete o nosso conhecimento da Verdade de que “existe unicamente Deus”. Contudo, devemos cuidar muito  bem do que lemos, para que nossas leituras somem informações que endossem a Verdade absoluta, sem que jamais nos subtraiam  princípios já mentalmente conscientizados! Este “somar” ou “subtrair”, evidentemente, se dá apenas na mente humana, e jamais em nossa Consciência iluminada, que é Deus consciente de ser quem somos; entretanto, como nas concessões feitas para o convívio “neste mundo” a chamada “mente humana” é usada, não podemos permitir que no subconsciente entrem  mais informações que contradigam o que já foi ali reconhecido como Verdade. Neste mundo encontramos a projeção do que a mente humana acumulou , seja como Verdade, fruto de meditações e estudos, seja como mentiras, vindas hipnoticamente do “mesmerismo coletivo”. Desse modo, não devemos acreditar que tudo que nos  chegue às mãos, como sugestão de leitura, seja trazido pela nossa Consciência espiritual! Caso assim aceitarmos, não estaremos filtrando as influências mesméricas, e acabaremos lendo livros, autores, e até mesmo partes da Bìblia,  que não condizem com este estudo absoluto!

Sábio é meditar muito e ler pouco! Isto para quem já está de posse da premissa do estudo, e que tem por meta única “permanecer em Mim”, isto é, em seu Ser Absoluto. Jesus disse: “Quem permanecer em Mim, conhecerá a Verdade e a Verdade o libertará”.

Quantos já não me disseram: “Você viu que aquele autor diz a mesma coisa que você sempre fala? Só que ele acredita em reencarnação!”  Ou então: “Você conhece este autor? Ele fala praticamente o que você explica, só que ele admite “estágios de consciência”, e, por aí vai! Admitir a premissa da TOTALIDADE DE DEUS E SUAS OBRAS PERMANENTES é o que nos basta para meditar! Não estou dizendo que nada deva ser lido, mas que seja lido e bem filtrado, onde quer que apareça dualidade ou vínculos de nosso Ser com “este mundo”. Como tenho dito, o “mundo das aparências” é uma imagem ILUSÓRIA do que a mente humana acredita! Se, nela, você alimentar ideias opostas, dualistas  ou materialistas, as imagens que verá como seu dia-a-dia serão projeções desta sua mistura de aceitação! É nesse sentido que você deve cuidar muito bem do que deve aceitar ou rejeitar, em suas leituras, preservando, a todo custo, a Verdade única e absoluta: A TOTALIDADE DE SUA EXISTÊNCIA É DEUS! A PERFEIÇÃO IMUTÁVEL NA FORMA DE SEU SER INDIVIDUAL!

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Sem Tempo Para Meditar?

Embora em geral o tempo requerido para meditarmos eficazmente seja um pouco longo, uma vez que iremos contemplar a nossa inclusão na Onipresença, Onipotência, Onisciência e Oniação de Deus, isto não significa que deixemos de fazê-lo,  em dias aparentemente corridos. Se você pensar, por exemplo, “hoje o tempo está muito curto, e deixarei para meditar amanhã, quando terei mais tempo do que hoje”,   o mundo   o terá vencido, em vez de você ter vencido o mundo! Nestes instantes é que deverá fazer prevalecer a Verdade, colocando em “primeiro lugar” o Reino de Deus!

Caso o dia  esteja requerendo muito de você, jamais deixe de meditar com esta justificativa! Faça uma meditação rápida, mas faça! Pense, por exemplo: “Esta pressa não existe no Reino de Deus; assim, paro meu pensamento para desfrutar da Minha Paz!”; ou, “Não tem quantidade de tarefas que me impeça de parar e recordar que Deus e eu somos um”. Às vezes, meditações desse tipo, feitas em “falta de tempo”, até se mostram mais eficazes! Em Deus o tempo não existe! Qualquer minuto que nos abramos à Verdade, teremos a resposta divina imediata, como diz Isaías: “Antes que clamem, eu responderei”.

Além de você “vencer o mundo”, com estas meditações rápidas, mas poderosas, estará controlando antes, na mente, o bom desenrolar das atividades deste dia, em vez de sair desenfreadamente em direção a elas sem antes ter reconhecido a Verdade, ou seja, se rendendo ao “mesmerismo” de que, em tal dia, a meditação não poderia ser feita!  

Jamais, em tempo algum, deixe de meditar por ter “muita coisa a fazer naquele dia”. Este pensamento “mesmérico”, se o dominar e fizer  com que você vá “primeiro ao mundo”, e não “primeiro ao Reino”, logo o fará notar que a correria não o estará deixando viver um dia tão suave e harmonioso quanto aqueles em que as meditações os precederam! Portanto, se “o tempo for curto”, faça, mesmo assim, meditações contemplativas rápidas e eficazes, deixando, naquele pouco tempo disponível, que TODA A VERDADE se derrame sobre VOCÊ!

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Fora ou Dentro de Você

Enquanto a maioria acredita em mundo exterior, a Verdade é que o REINO DE DEUS, que   é nossa Consciência, é a única realidade em atividade! Quando aparentemente surgem aparências desagradáveis, aqueles que se veem em mundo material logo se abalam  e saem para todo canto em busca de solução. Esta mente atribulada, em vez de atrair coisas boas, mais atrai seus “semelhantes”, uma vez que neste mundo, o que age é a lei mental que diz: “os semelhantes se atraem”.

Quem conhece a Verdade, diante das mesmas aparências, poderá reconhecê-las como não agradáveis, mas não lutará contra elas! Entrará em si mesmo, no “Esconderijo do Altíssimo”, que é Deus sendo seu Eu individual, e permanecerá em “contemplação” até discernir sua “unidade com Deus”. Isto feito, logo serão percebidos os passos serenos e tranquilos a serem dados, os quais, seguidos, revelarão o aparecimento dos “bens acrescentados”.

Em “Sabedorias de O Caminho Infinito”, Joel Goldsmith escreve:  “Comece sua vida espiritual entendendo que todos os conflitos se resolvem dentro de sua consciência. Nunca há conflitos com  pessoa ou condição, e sim com o falso conceito mantido acerca de uma pessoa, coisa, circunstância ou condição. Por isso, faça a correção dentro de você mesmo, em vez de tentar mudar algo ou alguém externo”.

Suas atitudes revelam a confiança ou não nos princípios da Verdade. Estando convicto de que os princípios são verdadeiros, você se volverá ao seu próprio interior, sabendo que dentro de você estará o meio de desmantelar as “miragens”; mas, não estando convicto, você correrá para fora, pensando em mil maneiras de trazer harmonia às imagens desarmônicas deste mundo, mas sem respaldo algum das leis espirituais. Portanto, adquira a convicção na Verdade, pois, é a Verdade que o libertará, e não corridas desesperadas pelo “mundo das aparências”, que não passa de uma “imagem hipnótica”.

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A Voz do Cristo Eterno

Quando a Biblia explica que devemos nos despir do “homem natural” para discernirmos a Verdade de que  “Cristo é tudo em todos”, e, naturalmente, tudo em nossa própria identidade, devemos entender que esta visão nos leva à identificação total com a Mente divina, perfeita, ativa e completa, que está atuando como a Mente de todo ser individual. “Despir-nos do homem natural” equivale a reconhecermos como nula a suposta “mente humana”. Se ficarmos na dualidade, aceitando que temos mente humana, e que a ela o Cristo se revelará, estaremos negando a onipresença da Mente divina.

O estudo do Absoluto parte do AGORA PLENO, em que a Mente de Cristo já é a Mente que somos. As crenças ilusórias, como aquelas que lidam com   inatividade mental, paralisação, depressão, perda de memória, etc., passam a ser vistas como banidas de vez, desaparecidas juntamente com seu ilusório dono: o “homem natural”. Joel Goldsmith cita, num de seus escritos, que “quem se livra do cão, se livra de suas pulgas” , ou seja, livres da crença em “mente humana”, livramo-nos de todos os seus fictícios problemas! Ouvimos a Voz pura do Cristo que somos, e esta Voz, que é a própria Voz da Verdade eterna, revela-nos estando permanententemente “sob a Graça do Pai”, e, portanto, sem nenhum vínculo com algo “deste mundo”.  É a nossa Voz real, que nos revela em Deus, o que, aos olhos do mundo, é entendido como “estarmos despertos”.

Disse o apóstolo Paulo: “Já é hora de despertarmos do sono. Conhecendo o tempo, digo que a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada. O dia é chegado. Rejeitemos as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz” (Rom. 13: 11, 12).

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“Não Sejais Sábios Aos Vossos Próprios Olhos”

Mesmo que a pessoa se julgue sábia, humanamente falando, esta sabedoria é nula diante da Onisciência de Deus. A mente humana, de si mesma, somente vive de conceitos, de crenças mutáveis, sem jamais merecer total ou absoluta confiança. Por outro lado, se a pessoa entra em oração e se permite ser inundada pela Sabedoria divina, sobrarão, aos olhos da “crença humana”, ou da mente humana, resquícios dessa sabedoria que, postos em prática, resultarão em sucesso e bem-aventuranças na suposta vida cotidiana.

Aos Romanos, Paulo deu a seguinte advertência: “Não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Romanos 12: 16). Sabia que o “orgulho intelectual”  atuaria como filtro à real sabedoria universal, que é a Onisciência em nossa Essência. Trocar a Essência pela “aparência” jamais será sinal de  real sabedoria! Tanto é assim, que antes de qualquer atitude ou tomada de decisão, a “Prática do Silêncio” deverá ser levada em conta em primeiro lugar. Mesmo que a pessoa se julgue sábia, e já forme logo uma própria opinião, melhor lhe será que momentaneamente a deixe de lado, dedicando-se a “contemplar-se” sendo o Cristo, o Filho oculto na Onisciência do Pai. Sem qualquer ideia de fazer valer sua prévia opinião intelectual, deve  entregar-se à Verdade até sentir-se em unidade com Deus. Deixar o Espírito dar testemunho, enquanto discerne serenamente aquela unidade como permanente. Desta oração contemplativa, surgirá, na suposta mente humana, a real sabedoria requerida a cada caso em questão.

Lembre-se deste alerta de Paulo: “não se julgue sábio aos seus próprios olhos!” A suposta “sabedoria humana”, quando flui decorrente de nossa identificação com Deus, jamais poderá ser chamada de “humana”, para que alguém, da aparência, vaidosamente se julgue “sábio” por usá-la e constatar ter ela se mostrado eficaz em sua suposta vida humana.  Não existem “dois mundos”, e não existem “dois Eus”, um em Deus e outro no mundo! Seu “Eu” é um só:  Deus sendo o Eu específico que você É!  Eliminando o “homem natural”, que poderia se vir   “alimentado”, caso seus olhos de apreciação e  orgulho fossem considerados como sendo os dele, o seu Eu divino Se revelará, atuando como “Sabedoria do Todo”, ou “Sabedoria da Unidade”; e então, a Oniação lhe será nítida e clara, bem como a Onisciência, que é uma com Ela.

Em I Coríntios, 2: 6, encontramos: “Contudo, falamos sabedoria entre os perfeitos; não porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistérios, a qual Deus ordenou antes dos séculos para a nossa glória. A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória”.

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Verdade é Permanência da Perfeição Absoluta


Quando alguém se posiciona no “mundo das aparências”, ali se julga estar passando por cada uma das mudanças de suas imagens fraudulentas! Assemelha-se a um sonhador que, sem se dar conta de seu referencial de vida fora do sonho, nele passa seguidas amarguras e dissabores, até que o despertar ponha fim àquilo tudo e ele se perceba estando em paz.

Vezes e mais vezes os textos sobre a Verdade Absoluta nos fazem recordar a permanência de tudo que Deus faz. Os estudos nos colocam em unidade com estas obras divinas, sem que nos associemos nem um pouco com as contínuas “imagens de mudanças” das aparências.

Durante a “Prática do Silêncio”, veja-se já “Desperto” do sonho material! Faça um consciente desvínculo total de tudo que vinha sendo aceito como “vida material”. Veja-se como Obra Permanente de Deus, o Cristo, que não tem reino “neste mundo”. Contemple a Verdade na Sua própria dimensão absoluta, entendendo-a como dimensão única reconhecida por Deus. “Estivestes comigo desde o princípio”, disse Jesus (João 17: 27). Vá diretamente à Verdade revelada; aceite-A como Fato permanente de sua Existência; e assim, diante de quaisquer aparentes mudanças, supostamente vistas pela mente humana, entenda-as  como miragens,  meras sombras em mutação, enquanto VOCÊ, na Realidade Eterna, Se reconhece integralmente em Deus, e sendo Deus!

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O Caminho Eterno-2 (Final)

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.– 2 –

É possível que alguém tenha empreendido enorme esforço, objetivando sobrepujar hábitos, emoções ou características indesejáveis, mas sem ter tido sucesso algum. Entretanto, quando passar a dedicar seu mais profundo e puro amor ao Um Infinito, repentinamente, sem esforço algum, se verá liberto de seu fardo, seja ele de natureza física, mental ou emocional.

Precisamos aprender a depender de nosso próprio Ser para tudo. Ele é a realidade única que inclui a TOTALIDADE. Nosso pensamento, visão e atividade se tornam espontâneos e livres de esforços, quando atuamos sob Inspiração. Quando alguém se julga como sendo humano, dotado de mente, vontade e escolha próprias, naturalmente se vê limitado em todas as direções.

Na crença da dualidade, nunca alguém poderá saber o que é Liberdade, Integralidade ou Inteireza. Grande é o mistério da Vida, enquanto alguém se coloca dependente de seu próprio modo pessoal de pensar. Desigualdade, injustiça, falta de inteireza lhe parecerão existentes por toda parte. A existência humana é um paradoxo àqueles que acreditam nela.

Quando vemos as coisas como elas realmente são, descobrimos que jamais houve uma criatura chamada “homem”, com uma mentalidade chamada “mente” ou num corpo chamado “matéria”. Experienciando a realidade, conhecemos as coisas como elas são; e descobrimos a realidade de nosso Eu como sendo o Caminho, a Verdade e a Vida.

Sob a Luz da realidade, nosso Mundo todo, radiante de amor e beleza, tem inteiramente um novo significado e glória.

FIM

O Caminho Eterno-1

Lillian DeWaters

– 1 –

Nunca se conforme com um conceito material de coisas e de pensamentos; antes, seja iluminado, encontrando e experienciando o Reino do Céu dentro do Coração. A Realidade não pode ser criada; tampouco pode ser determinada por pensamentos, sentimentos e ações. Em vista disso, onde depositaremos nossa esperança? Onde acharemos o que é eternamente certo e digno de confiança? Naquilo que é atemporal, imensurável e incondicionado – o Céu, a nossa Consciência pura.

Colocar saúde e integralidade em corpos, a felicidade em indivíduos, o sucesso em coisas, e a compreensão no pensamento e razão é o que retém alguém em perpétua busca, luta, esforço e argumentação. Quando nos voltamos ao “Mundo das Incorporealidades”, vendo-o como único Mundo que existe, experienciamos intuição e iluminação. Ficamos conhecendo a Verdade sem esforço ou tensão. É este o Caminho Eterno.

A mente influenciando o corpo, ou o corpo influenciando a mente, é o que parece acontecer àqueles que olham externamente ao Reino do Real. Se olharmos internamente, tão próximo o encontraremos, que a própria contemplação trará a gloriosa experiência de sua presença. Nossa decisão de abandonar as batalhas mentais, seja conosco ou com suposto opositor, estabelece o reconhecimento imediato da Total-Presença do Um.

Tem-se falado que o intelecto é apenas um esqueleto, mas que a muitos o seu estalar de ossos  é uma linguagem tão agradável quanto a voz da intuição. Parece que muitos não conseguem discernir o que são os pensamentos pessoais e o que são os pensamentos da Mente divina. Por outro lado, é certo que existem outros que estão rapidamente se expandindo em percepção espiritual, deixando para trás o físico-mental e buscando avidamente a Verdade Absoluta, que sozinha preenche e satisfaz.

O Mundo da Realidade não pode ser conhecido de nenhuma outra forma, senão a da Luz e Experiência espirituais. É bom manter isso em mente. Exemplificando, sentei-me com lápis e papel nas mãos para formular algumas ideias importantes sobre certo assunto. Havia uma sensação de hesitação, como se  sentisse  que o assunto requeresse algum pensamento específico. Mal eu comecei a escrever a primeira palavra, e repentinamente uma rajada de palavras jorrou sobre mim. Escrevi-as rapidamente, e quando encerrei o texto, era como se a totalidade da Verdade me tivesse sido  revelada naquelas poucas sentenças.

Eu não buscava aquela iluminação, especificamente. Ele me veio inteiramente de Si mesma, e era toda maravilhosa e arrebatadora. E o tema? Era este: PERFEIÇÃO É O NOSSO SER, E O NOSSO SER É PERFEIÇÃO. Sempre, em iluminação, alguém perde a noção de si mesmo como individualidade, e experimenta a Realidade como o Ser Único em Si.

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O Esplendor Cativo

Robert Browning

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A Verdade está em ti.

Ela não vem de fora, embora penses assim.

No âmago de cada alma brilha a Luz

em todo o seu esplendor.

A sabedoria consiste em abrir caminho

para que essa divina Luz se exteriorize.

Não é abrir-nos à enganosa luz

que buscamos fora.

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Ordem de Contemplação

 Em nosso estudo do Absoluto, não usamos visualizações nem damos tratamentos espirituais. Não há “receitas”; não podemos usar a Verdade. Que fazemos? Há algum meio de vermos a Verdade maravilhosa que contemplamos Se manifestar? Sim, e esse meio inclui uma ordem. Nada fazemos para que a ORDEM DIVINA exista: Ela simplesmente É! Nós apenas tomamos consciência desse fato. Melhor dizendo, focalizamos nossa atenção na perfeita ordem que constitui a Existência toda, em vez de “aplicarmos técnicas” para que algo passe a existir harmonicamente.

Há uma ORDEM nesta “contemplação”,  sem a inclusão de mentalizações ou processos racionais. Toda atenção é focalizada no perfeito Universo ordeiro, na perfeita identidade específica ordeira, e no perfeito Corpo ordeiro. Nada fazemos “de nós mesmos”; somente permanecemos conscientes de ser O PRINCÍPIO INTELIGENTE — ATIVIDADE — EM AÇÃO. Estamos ativos, mas nunca de nós mesmos. E esta atividade é Deus cumprindo seu próprio objetivo como a nossa atividade específica. Deus, sendo o Universo infinitamente ordeiro, age e cumpre Seu objetivo também de modo  ordeiro.

Isso não quer dizer que usemos tratamento ou fórmula. PORÉM, TODO ENSINAMENTO ABSOLUTO É INCOMPLETO,  SE NOS DEIXA FLUTUANDO NO ESPAÇO. Não importa quão verdadeiro e sincero possa ser,  ensinamento assim não é completo.  De fato, reconhecer o Universal Tudo como Tudo é de suma importância; mas, apenas este reconhecimento é insuficiente: ele constitui somente um aspecto da revelação Absoluta. Pouco nos adiantaria se ficássemos no desfrutar de um conceito separado de Universo e,  com qualquer ruído, descêssemos novamente ao encontro dos mesmíssimos antigos problemas. Contudo, se fizermos a trajetória completa, se percebermos a perfeita e eterna Natureza do Universo, da Identidade e do Corpo, estaremos “vendo” também completamente; e esta “contemplação” será manifestada como o nosso Universo, como nossos afazeres e como nossos Corpos.

É certo que Deus é Tudo. Deus realmente é a única identidade infinita; porém, Deus Se identifica especificamente como identidades distintas. Nenhuma identidade é um indivíduo ou pessoa separada; mas, cada uma é distinta: pode ser apontada como sendo esta ou aquela, e nenhuma outra identidade. Desse modo, em nossa “visão segundo uma ordem”, é essencial percebermos o “específico” (identidade individual) sendo o Tudo  identificado como “aquela identidade específica”, e, contudo, inseparável do Todo Universal que compreende toda identidade. Esta Verdade deve ser “vista” completamente. Isto quer dizer que é essencial percebermos que o Tudo é a inteireza da identidade específica e, também,  é necessário percebermos que a identidade específica é o TUDO, e nada mais.

Deus é específico em Sua Autoexpressão. Sendo específico, devemos ser também específicos em nossa percepção de Sua Expressão de Si mesmo. Por exemplo, se um chamado de ajuda lhe chega de Nova York, sua atenção se volta para a identidade específica que ligou. Mas, você sabe que tudo que se relaciona com tal identidade é o seguinte: ela é Deus identificado. Assim, de imediato você conscientiza que Deus é o Universo imutável, eterno, inteiro, a Vida perfeita, o Princípio, a Alma, Corpo e Ser que é o Universo. Você contempla estas Verdades durante alguns instantes. E então, a identidade específica aparece em sua Consciência. Você está consciente daquela identidade específica. Mas, antes de tudo, você está consciente de que aquela identidade é exatamente aquilo que você sabe que Deus é, e nada mais. Este é o sentido de “ser específico” em sua visão.

Nada há de metódico ou frio nesta revelação: pelo contrário, sentimos o Amor jorrar em todo o nosso ser, sentimos ser todo o Amor que existe em e como o Universo.

Lembre-se: NUNCA INCLUA A IDENTIDADE ESPECÍFICA EM SUA CONSCIÊNCIA ANTES QUE TENHA VISTO, SENTIDO E EXPERIENCIADO O TODO INFINITO, DEUS, AMOR, COMO O UNIVERSO INTEIRO. Este ponto é de importância máxima: primeiro, sinta e experiencie a Totalidade que é Deus; depois, perceba este Um total perfeito sendo a totalidade daquilo que existe referente ao ser específico que lhe solicitou ajuda.

Não damos “tratamento”; não focalizamos nossa atenção na identidade específica; não enviamos pensamentos nem projetamos tratamentos. Nada disso. Ocorre simplesmente que, repentinamente, a identidade específica surge exatamente aqui, em nossa Consciência, e nós, sem esforço algum, percebemos Deus sendo a totalidade desta identidade.

Por que é tão importante percebermos primeiro Deus como sendo a inteireza que compreende o Universo, ou primeiro percebermos a natureza do Universo como sendo Deus, antes de percebermos a natureza da identidade especifica? PORQUE É ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL PERCEBERMOS O QUE DEUS É COMO O TODO, A INTEIREZA DE TODA A EXISTÊNCIA, ANTES QUE POSSAMOS PERCEBER O QUE DEUS É COMO A EXISTÊNCIA DA IDENTIDADE ESPECÍFICA. Além disso, isso impede que tentemos “dar tratamento” a alguma pessoa, iludidos pela crença de que existe alguém separado de Deus e necessitado, realmente, de nossa ajuda.

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Estudando Paulo-12- Final

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“PORTANTO, NINGUÉM SE GLORIE NOS HOMENS; PORQUE TUDO É VOSSO: SEJA PAULO, SEJA APOLO, SEJA CEFAS, SEJA O MUNDO, SEJA A VIDA, SEJA A MORTE, SEJA O PRESENTE, SEJA O FUTURO, TUDO É VOSSO, E VÓS, DE CRISTO, E CRISTO, DE DEUS.”

I Coríntios 3: 21,23.

Paulo nos revela a Unidade e nossa condição de plena igualdade diante de Deus. “Tudo é vosso”, diz ele. Com os olhos voltados para esta aparência de mundo, acabamos por endossar a ilusão de desigualdade! Aceitamos injustiças em toda parte! Alguns são vistos em boa situação, outros em péssima! A Realidade é espiritual! Nela somos todos possuidores do Reino de Deus, e isto, percebido e reconhecido interiormente, acaba surgindo também visivelmente como reflexo. Cristo disse: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a SUA justiça.”

Com o abandono consciente do “julgamento segundo aparências”, entenderemos a Verdade eterna: Tudo é nosso, nós somos de Cristo, e Cristo é de Deus. Contemplemos esta Revelação:

Pai, tiro por completo minha atenção deste ilusório mundo de desigualdades! Abro-me à Tua Justiça! Abro-me à percepção de que existo em Teu Reino, e que tudo já me pertence, pois sou Teu Filho, o Cristo, a Emanação individual de Teu próprio Ser.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos).

F I M

Estudando Paulo-11

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“NINGUÉM SE ENGANE A SI MESMO, SE ALGUÉM DENTRE VÓS SE TEM POR SÁBIO NESTE MUNDO, FAÇA-SE LOUCO PARA SER SÁBIO. PORQUE A SABEDORIA DESTE MUNDO É LOUCURA DIANTE DE DEUS; POIS ESTÁ ESCRITO: ELE APANHA OS SÁBIOS NA SUA PRÓPRIA ASTÚCIA. E OUTRA VEZ: O SENHOR CONHECE OS PENSAMENTOS DOS SÁBIOS, QUE SÃO VÃOS.”

I Coríntios 3: 18-20.

“Faça-se louco para ser sábio!” Fortíssima frase de Paulo para desmantelar a mente humana e sua suposta sabedoria! A mente humana, em ação própria sem refletir o que vem de Deus, é o anticristo! Ela tenta nos fazer crer que somos mortais, seres imperfeitos nascidos num mundo de “evolução contínua”. Estas são as ideias vindas dos “sábios deste mundo”. A Verdade exige o “renascimento”, ou seja, que “nos façamos loucos” como Jesus Cristo, que disse ser UM com Deus!

Jesus Cristo não é pessoa! É nossa real identidade! Em II Coríntios 13:5, encontramos o mesmo Paulo nos inquirindo: “Ou não sabeis que Jesus Cristo está em vós?”

Pai, neste instante sagrado, “faço-me louco” para reconhecer que somos UM! Não sou alguém nascido na matéria, aqui sofrendo para evoluir, como diz a “sabedoria deste mundo”. “Faço-me louco! Assumo que sou em Ti o que és em mim: Luz, Perfeição, Espírito, Eternidade!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

 

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Estudando Paulo-10

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“NÃO SABEIS VÓS QUE SOIS O TEMPLO DE DEUS E QUE O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS?”

I Coríntios 3: 16.

Tendo conhecido a Verdade, Paulo se preocupou em direcionar a todos unicamente para dentro de si mesmos. A mente voltada para o exterior é idolatria, mesmo que, neste exterior, estejam sendo vistos ensinamentos ou pessoas iluminadas! O estudo da Verdade é também chamado de “Prática da Presença de Deus”. Esta frase exclui a busca externa! “Não sabeis vós que SOIS o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” Que está ele aqui enfatizando? O fim da busca externa!

As pessoas vinham tentando encontrar Deus em religiões, terras santas, mestres ascensionados, etc. Por quê? Simplesmente por não terem prestado atenção nestas palavras reveladas!

SOMOS O TEMPLO DE DEUS! O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM NÓS!

Que nos resta fazer, diante destas Verdades? Reconhecê-las em nosso próprio ser!

Deixemos de lado, por alguns momentos, o mundo com seus mestres e ensinamentos vários; fechemos os olhos e percebamos, interna e espiritualmente, o que Paulo aqui nos revela! Repitamos esta identificação com nossa real identidade o maior número possível de vezes! São contemplações rápidas e eficazes! Com elas poderemos “vencer o mundo”.

Sei que EU SOU O TEMPLO DE DEUS. Sei também que o ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM MIM. No silêncio desta contemplação, identifico-me totalmente com estas Verdades. De fato, Eu Sou o Templo de Deus; o Espírito de Deus habita em mim! Somos um!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

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Estudando Paulo-9

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“PORQUE NÓS SOMOS COOPERADORES DE DEUS; VÓS SOIS LAVOURA DE DEUS E EDIFÍCIO DE DEUS. SEGUNDO A GRAÇA DE DEUS QUE ME FOI DADA, PUS EU, COMO SÁBIO ARQUITETO, O FUNDAMENTO, E OUTRO EDIFICA SOBRE ELE; MAS VEJA CADA UM COMO UM EDIFÍCIO SOBRE ELE. PORQUE NINGUÉM PODE PÔR OUTRO FUNDAMENTO, ALÉM DO QUE JÁ ESTÁ POSTO, O QUAL É JESUS CRISTO.”

I Coríntios 3: 9-11.

Um fundamento está posto em todos nós: Jesus Cristo! Um edifício deverá ser erigido sobre ele! Que sentido têm estas palavras? Revelam a Onipresença a ser descoberta no âmago de cada um. Nos bastidores desta aparência de mundo, existe o Reino da Realidade: Deus, sendo espiritualmente tudo e todos. Cada um que se interioriza e se posiciona sob a Graça da Revelação, descobre, EM SI MESMO, este Cristo glorioso.

Jesus Cristo não é “pessoa nascida na aparência”. Ao assim ser considerado, corrigiu na hora, dizendo: “Antes que Abraão existisse, eu sou”. Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida! É Deus Se expressando como Ser individual! É nosso Ser-essência! Daí a revelação: “Jesus Cristo está em vós” ( II Cor. 13: 5).

Este entendimento é o “fundamento”. Antes que tentemos levantar o edifício, cuidemos do alicerce! Paulo deixa claro que o alicerce é unicamente Jesus Cristo. Mas, enquanto a crença em Jesus material não for extinta, a UNIDADE por ele pregada não poderá ser conscientizada!

No estudo absoluto da Verdade, a premissa básica diz: DEUS É TUDO! Jesus e Paulo, além de muitos outros, descobriram “o Caminho, a Verdade e a Vida” neles próprios! Façamos o mesmo! Já temos o mesmo “fundamento”; necessitamos somente de um “renascimento”, que consiste em deixarmos de lado tudo o que a mente humana veio informando sobre nós, para radicalmente discernirmos o Cristo em nós. Assim é que, em cada um, o “edifício da Verdade” será construído.

Pai, nesta silenciosa contemplação, eu reconheço a Tua Onipresença. Sei que Jesus Cristo é o fundamento da Tua Obra em mim, numa Unidade eterna. Abro-me à plena percepção de que “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Pela Tua Graça, isto me é agora revelado!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

Continua..>

Estudando Paulo-8

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“POIS QUEM É PAULO E QUEM É APOLO, SENÃO MINISTROS PELOS QUAIS CRESTES, E CONFORME O QUE O SENHOR DEU A CADA UM? EU PLANTEI, APOLO REGOU; MAS DEUS DEU O CRESCIMENTO. PELO QUE NEM O QUE PLANTA É ALGUMA COISA, NEM O QUE REGA, MAS DEUS, QUE DÁ O CRESCIMENTO. ORA, O QUE PLANTA E O QUE REGA SÃO UM; MAS CADA UM RECEBERÁ O SEU GALARDÃO, SEGUNDO O SEU TRABALHO.”

I Coríntios 3: 5-8.

Palavras mágicas para explicar o Uno aparecendo visivelmente nesta “crença de mundo”. Quando deixamos de nos ver materialmente, o UNO “dá crescimento”, isto é, Se revela como cada um de nós e, visivelmente, vemo-nos agindo aparentemente como se fôssemos dois ou mais seres, apesar de sermos um. Se esta Unidade-Essência for discernida, nesta “aparência” estaremos todos sendo “nada”, e, ao mesmo tempo, agindo em conformidade com a Unidade-Essência, ou seja, “agindo-sem-ego”.

Nesta “ação-conjunta”, cada um receberá seu suprimento visível correspondente ao Suprimento Real, invisível, que Se constitui de Deus sendo o nosso aspecto verdadeiro. Sendo o Eu Absoluto a Causa Única de tudo, este reconhecimento consciente, que nos coloca em comunhão plena com Deus, produzirá o seu “reflexo” equivalente nesta “sombra de mundo”, e tudo que se fizer necessário, a cada instante, nos será provido.

Quando todos conhecerem esta Verdade, esta ilusão de dualidade, que leva em conta um Reino Espiritual ao lado de um “mundo material”, será dissipada tal qual um nevoeiro diante do sol: e “o que era desde o princípio” ficará revelado como aquilo que sempre É!

Pai, eu não ajo de mim mesmo, isolado da Tua Onisciência. Reconheço a Tua Mente como sendo a Minha! Unicamente a Tua Vontade Se revela e me inspira em cada agir. A mesma Mente, agindo em todos com quem entro em contato, a exemplo do que ocorria com Paulo e Apolo, faz com que a harmonia Se revele a cada instante, e que todos nós, infalivelmente, recebamos com facilidade e rapidez todo o suprimento que se faça necessário para o dia de hoje.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos).

 

Continua..>

Estudando Paulo-7

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“E EU, IRMÃOS, NÃO VOS PUDE FALAR COMO A ESPIRITUAIS, MAS COMO A CARNAIS, COMO A MENINOS EM CRISTO. COM LEITE VOS CRIEI, E NÃO COM MANJAR, PORQUE AINDA NÃO PODÍEIS. TAMPOUCO AINDA AGORA PODEIS, PORQUE AINDA SOIS CARNAIS. POIS, HAVENDO ENTRE VÓS INVEJA, CONTENDAS E DISSENSÕES, NÃO SOIS, PORVENTURA, CARNAIS E NÃO ANDAIS SEGUNDO OS HOMENS?”

I Coríntios 3: 1-3.

Paulo, para justificar sua pregação em vários níveis, usou a comparação do “leite e o manjar”. O leite era o ensinamento menos duro, em termos de profundidade: segundo ele, as “criancinhas em Cristo” seriam capazes de ingeri-lo. Já o manjar, alimento sólido, exigiria uma postura espiritual amadurecida.

Em tudo que é relativo, surgem os prós e os contras! No caso, os “prós”, quando a Verdade é passada como “leite”, sendo adaptada à capacidade momentânea de assimilação do estudante, são as facilidades criadas objetivando uma abertura de compreensão em quem se vê ainda totalmente preso às crenças materiais. Os “contras” ocorrem quando estas “adaptações”, por gerarem ensinamentos relativos diversos, criam também bloqueios à Verdade Absoluta, permitindo uma infinidade de religiões diferentes, cada uma com adeptos se julgando os únicos “donos” da Verdade. Em outras palavras, é quando as pessoas se habituam a ficar “bebendo leite” de diferentes “marcas”, esquecendo-se de que “o manjar” já o deveria estar substituindo.

Quando o “manjar” é oferecido e recebido como alimento definitivo, acabam as diferenças todas! DEUS É TUDO! Não existe mais nada! Mas, como aqui escreve Paulo, como dizer a “carnais” que Deus já está sendo a real identidade deles?

Hoje em dia a coisa está diferente. Por já existirem tantos “ensinamentos-leite”, torna-se possível alguém se dedicar exclusivamente a oferecer o “ensinamento-manjar”. Assim, esta série de textos se destina a oferecer unicamente “alimento sólido”. Para ingeri-lo, VOCÊ deverá estar desejoso de se livrar da “crença na matéria”, assumir a revelação de que “possui a mente de Cristo”, e, IDENTIFICADO com esta Mente , reconhecer o óbvio:

DEUS, SENDO TUDO, É O EU QUE EU SOU!

Pai, sei que Tu és Espírito Onipresente! Tendo aceito a Tua Revelação de que “tenho a mente de Cristo”, abro-me à percepção interna de que, em virtude da Onipresença, a “minha” presença é a Tua Presença, o “meu” Espírito é o Teu Espírito, o “meu” corpo é o Teu Corpo. Não somos dois: somos UM.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos).

 

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Estudando Paulo-6

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“PORQUE QUEM CONHECEU A MENTE DO SENHOR PARA QUE POSSA INSTRUÍ-LO? MAS NÓS TEMOS A MENTE DE CRISTO.”

I Coríntios 2: 16

Apesar de séculos de revelações divinas, em que o mundo veio sendo informado sobre a real natureza de nossa mente, poucos, ainda hoje, vivem pela Graça, isto é, unos à ação onisciente de Deus. O motivo? A falta de identificação com o revelado!

Se nos identificamos com mente humana, deixamos de lado a Verdade. Se nos empenhamos em “espiritualizar a mente humana”, continuamos trabalhando na ilusão! Por que? Por existir somente a Mente espiritual! Paulo nos revela: “Temos a mente de Cristo!” A frase está no presente e no plural! Em outras palavras, exatamente AGORA, todos já estamos dotados da mente de Cristo!Não por efeito de estudos, mas pela Graça! Também em II Timóteo 1: 7 , encontramos: “Deus, com efeito, não nos deu um espírito de temor, mas da fortaleza, de amor, e de mente segura.”

Pretender “espiritualizar” a mente carnal seria o mesmo que pretender transformar sombra em luz! “Porque quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? E pretender “iluminar a mente que somos” seria o mesmo que pretender “molhar a água”. “Nós temos a mente de Cristo.”

Nossa posição absoluta exige uma atitude radical! A ilusória ideia de que mil leituras, mil palestras, mil conscientizações da Verdade nos farão “conhecer a Verdade” precisa ser deixada de lado, sendo substituída pela IDENTIFICAÇÃO IMEDIATA OU DIRETA com a revelação:

“Não tenho mente humana! Não vivo no mundo visto pela mente humana! Não sou visto pela mente humana! Não “espiritualizo” mente humana! Não existe mente humana! Acato diretamente a revelação:

“Tenho a mente de Cristo!”

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

Estudando Paulo-5

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“ORA, O HOMEM NATURAL NÃO COMPREENDE AS COISAS DO ESPÍRITO DE DEUS, PORQUE LHE PARECEM LOUCURA; E NÃO PODE ENTENDÊ-LAS, PORQUE ELAS SE DISCERNEM ESPIRITUALMENTE.”

I Coríntios 2: 14

 

A linguagem do Espírito é totalmente estranha ao ser humano mergulhado na ilusão. O “homem natural”, ou seja, o ser que se julga material e nascido neste mundo temporal, está plenamente convicto de que a realidade é o que ele consegue discernir com a mente humana! Querer contrariá-lo seria perda de tempo! Por quê? Paulo dá aqui a resposta: “O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

Por que há tantos ensinamentos espirituais? Por que eles vêm sendo repetidamente apresentados à raça humana? Porque este “homem natural” considera “loucura” aceitar que Deus é Tudo, inclusive ele próprio! Convicto de sua natureza mortal, imperfeita e temporal, este ser em ilusão cria, no máximo, teorias de evolução julgando que, pela repetição contínua de “sonhos” (reencarnação), um dia ele se tornará perfeito!

Para ele, esse processo evolutivo é muito lógico! Mas, reconhecer estar hipnotizado pela crença na matéria, e que, exatamente AGORA, ele já é o “ser perfeito criado à semelhança de Deus” lhe parecerá, como disse Paulo, uma tremenda “loucura”.

Vimos, na parte anterior, que as coisas materiais são discernidas pela mente que não recebemos de Deus. Paulo nos diz que as coisas do Espírito de Deus somente podem ser discernidas espiritualmente. Se quisermos experienciar as altas revelações divinas, teremos de fazer o que chamamos de “Mudança de Referencial”: abandonar a mente humana, sua “lógica” ou “sabedoria”, aceitar a “loucura” de que Deus está sendo a totalidade do nosso Ser, aqui e agora, e nos identificar com a nossa Mente verdadeira, idêntica à de Jesus Cristo. Somente assim, poderemos discernir “espiritualmente” o que é real, eterno e verdadeiro.

O suposto “homem natural” jamais existiu! Era uma criação hipnótica da mente carnal, que vínhamos aceitando, sem contestações, ser a nossa real identidade.

“Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo?

Mas nós temos a mente de Cristo.

I Coríntios 2: 15.

Pai, revela-me que Tua Mente é indivisivel e onipresente. Mostra-me que esta mesma mente, que também está em Jesus Cristo, é a minha única Mente, para que eu possa espiritualmente discernir, aqui e agora, as Tuas coisas, a Tua Graça, e a minha Glória nesta eterna Unidade que somos.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

Estudando Paulo-4

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“MAS, NÓS NÃO RECEBEMOS O ESPÍRITO DO MUNDO, MAS O ESPÍRITO QUE PROVÉM DE DEUS, PARA QUE PUDÉSSEMOS CONHECER O QUE NOS É DADO GRATUITAMENTE POR DEUS.”

I Coríntios 2: 12

Se alguém estiver sonhando estar numa praia, o seu quarto de dormir lhe parecerá ausente: sua mente estará tão “ocupada” em se envolver com os quadros do sonho, que a “realidade” lhe passará por inexistente! Ao despertar, de imediato o quarto inteiro lhe “surgirá novamente”.

Este exemplo simples ilustra como a mente humana é iludível! A mente humana sempre nos mostra uma sequência de quadros mutáveis. Estaríamos, de fato, passando por cada um de seus acontecimentos?

“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.”

(I Cor. 2: 11,12

Estas palavras iluminadas, de Paulo, nos revelam que “as coisas deste mundo” são conhecidas pelo “espírito do homem que nele está”, ou seja, que as coisas humanas são captadas somente pela mente humana.

Em seguida, ele diz que “as coisas de Deus” são conhecidas somente pelo “Espírito de Deus”. O valor maior está na frase seguinte, que nos garante: “mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus”. Esta constitui uma das mais importantes revelações da Bíblia! Desvincula-nos por completo da mente humana e de sua suposta coletânea de quadros falsos!

“…para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus.”

Neste final, Paulo nos revela que, além de não termos recebido de Deus esta mente ilusória ( o espírito do mundo), ou seja, esta mente falsa que continuamente nos mostra um mundo imperfeito, que recebemos o Espírito que provém de Deus! E termina afirmando que Deus nos concedeu o Seu Espírito justamente para que conhecêssemos, aqui e agora, o Seu Reino perfeito!

O Estudo do Absoluto se inicia quando, cientes do conteúdo destas revelações, passamos a nos devotar à percepção destas Verdades em nosso próprio ser e mundo! Este é o processo de “Renascimento”, pregado por Jesus Cristo! E este “Renascimento” é o nosso único objetivo, quando apresentamos esta e outras séries de estudos sobre a Verdade.

Pai, reconheço em mim a Presença única do Teu Espírito. Abandonei conscientemente o “espírito do mundo”, que me fazia ver imperfeições e um mundo imperfeito. Sei que o Teu Espírito, em mim, revela-me as “Tuas coisas”. E sei que, pela Graça, tomo agora conhecimento de serem todas elas perfeitas!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

Estudando Paulo-3

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“MAS, COMO ESTÁ ESCRITO: AS COISAS QUE O OLHO NÃO VIU, E O OUVIDO NÃO OUVIU, E NÃO SUBIRAM AO CORAÇÃO DO HOMEM SÃO AS QUE DEUS PREPAROU PARA OS QUE O AMAM.”

I Coríntios 2: 9

De acordo com as palavras de Paulo, o que “vemos”, o que “ouvimos”, o que a mente humana “percebe”, nada disso faz parte da Obra divina! E, se não faz parte, é tudo ILUSÃO!

Como conhecer “as coisas que Deus nos preparou”? O próprio Paulo nos diz: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.” (I Cor. 2: 10)

Um hipnotismo coletivo induz a todos a experienciar um “sonho” em lugar da Realidade! Notemos que Paulo nos diz: “Deus no-las revelou pelo seu Espírito”. No início desta série, já ressaltamos que, neste estudo e no conhecimento da Verdade, a chave é a REVELAÇÃO! Paulo, aqui, confirma isto! Com a mente humana, ele também via este mundo como material; porém, por REVELAÇÃO DO ESPÍRITO, algo iluminado, supremo, glorioso e indescritível lhe foi mostrado como já estando AQUI presente! Ciente de que não há palavras capazes de traduzir esta experiência, disse ele a frase-tema deste texto:

” AS COISAS QUE O OLHO NÃO VIU, E O OUVIDO NÃO OUVIU, E NÃO SUBIRAM AO CORAÇÃO DO HOMEM SÃO AS QUE DEUS PREPAROU PARA OS QUE O AMAM.”

Apesar da importância tremenda desta frase, e apesar de ela constar da Bíblia há séculos, a maioria, até hoje, pouquíssimo interesse veio demonstrando por deixar de lado esta falsa e ridícula visão de mundo, em que são vistos nascimentos, catástrofes, problemas e mortes, para abraçar definitivamente o Paraíso perfeito aqui revelado como preparado por Deus “para os que O amam”.

Que explica esta falta de interesse? Basicamente, o desconhecimento de que o intelecto não alcança a Verdade! E, de que esta Verdade nos está plenamente acessível, porém, unicamente através de uma REVELAÇÃO!

Pai, com a mente quieta, abro-me à ação reveladora do Teu Espírito em mim. Sei que o Paraíso a mim destinado está aqui! E sei que somente pelo Teu Espírito ele pode ser-me revelado! Abro mão de todas as aceitações humanas. Sinto-me glorificado pelas contínuas revelações que agora me chegam!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)