Imortalidade Trazida à Luz-2

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IMORTALIDADE TRAZIDA
À LUZ
Dorothy Rieke 

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O segundo ponto nessa maravilhosa frase é compreender que somos imortais. Antes de contemplarmos tudo quanto constitui a imortalidade, afirmemos que já possuímos toda a compreensão a esse respeito. Aceitarmos a declaração da Sra. Eddy, a qual salienta a importância de admitir que o homem é a própria semelhança de Deus, abre a porta à imortalidade. Na mesma página, podemos ler: ” A compreensão e o reconhecimento do Espírito têm que vir finalmente (…)”

De novo a nossa líder nos encoraja a afirmar agora aquilo que é justo e bom. Ao fazê-lo, abriremos realmente a porta a uma maior compreensão. Deste modo, mesmo que pretendamos prosseguir na nossa busca científica e aprofundar o tema da imortalidade, vamos admitir e afirmar desde já que o compreendemos agora. Declarar que compreendemos a imortalidade, baseados no fato da compreensão divina constituir a nossa própria compreensão, faz com que sejamos conduzidos à nossa verdadeira herança e abre caminho para que a imortalidade seja trazida à luz na nossa consciência. O novo dicionário escolar Webster define a imortalidade como “qualidade ou estado daquilo que é imortal; existência eterna.”

Um estado do ser que se define como não sendo mortal, não sendo efêmero, pregava a imortalidade de uma forma lógica e coerente e referia-se à sua origem espiritual nos seguintes moldes: “Vim do Pai e entrei no mundo.” (João 16:28). Estava igualmente consciente da sua pré-existência, uma vez que afirmou: “Antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58). Exprimia o reconhecimento da sua existência espiritual, dizendo: “Eu e o Pai somos um.” (João 10:30); reconhecia a continuação da vida depois da sua existência terrena, ao afirmar: “Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.” (João 20:17). Jesus jamais admitiu alguém como morto, mas apenas como adormecido; acerca da filha de Jairo, ele afirmou: “Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme.” (Marcos 5:39) E acerca de Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo.” (João 11:11) Em ambas as situações, ele provou a nulidade da morte e a realidade e imortalidade da Vida.

É seguindo a mesma lógica que a Sra. Eddy revela a imortalidade do homem. O que é que melhor poderia resumir a sua compreensão da origem divina do homem, da sua vida espiritual e eterna, do que um postulado que a Sra. Eddy considerou como uma das “pedras angulares do templo da Ciência Cristã”? — “que a Vida é Deus, o bem, e não o mal; que a Alma é impecável e não se acha no corpo; que o Espírito não é nem pode ser materializado; que a Vida não está sujeita à morte; que o homem real e espiritual não tem nascimento, nem vida material, nem morte.” (C&S pág. 288,: 23-28). Com este postulado declarando que o homem espiritual ignora o que é o nascimento, vamos agora abordar o tema da imortalidade.

Seguramente, devemos começar pelo fato de que o homem nunca nasceu na matéria. Muitas pessoas, incluindo alguns Cientistas Cristãos, “trabalham” para se protegerem da transição da morte. Não será esse procedimento uma forma de começar pelo oposto do problema? Se se regozijassem no fato de que jamais haviam conhecido o nascimento material, reconheceriam igualmente o seguinte: que aquilo que nunca nasceu, nunca pode morrer. A pior e a mais perigosa mentira sobre o homem é a crença de que este tenha tido uma origem material.

Não deveríamos então negar esta mentira mais do que qualquer outra? Em nosso livro texto, a Sra. Eddy oferece-nos uma notável interpretação espiritual dos versículos do capítulo 10 do Apocalipse: “Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima da sua cabeça, o rosto como o sol, e as pernas como colunas de fogo, tendo na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra.” Acerca desta interessante visão, a nossa líder escreve na página 559 de Ciência e Saúde: “Esse anjo tinha na mão um “livrinho” aberto, para ser lido e compreendido por todos. Porventura esse mesmo livro continha a revelação da Ciência divina, cujo “pé direito” ou poder dominante estava sobre o mar — sobre o erro elementar, latente, fonte de todas as formas visíveis do erro? O pé esquerdo do anjo estava sobre a terra: isto é, um poder secundário era exercido sobre o erro visível e sobre o pecado audível.” Permaneçamos alertas para não colocarmos nosso pé unicamente sobre “o erro visível e o pecado audível.”

Uma vez negados a moléstia, a dor e o pecado, realizamos menos de metade do nosso trabalho — não nos devemos nunca esquecer de controlar e de reduzir a nada “o erro elementar e latente, a fonte de todas as formas visíveis de erro”, através de um claro reconhecimento da totalidade de Deus. O que é esse erro elementar? Não é mais nada senão a crença do nascimento do homem na matéria. Recordem-se que o anjo considerou importante colocar o pé direito ou poder dominante sobre a fonte de todas as formas visíveis do erro, a crença de um nascimento humano. Se o anjo tivesse podido apoiar-se num só pé, decerto teria escolhido o pé direito, pois uma vez dominado o erro latente elementar — a crença de que o homem nasce na matéria — nunca poderia existir nenhuma outra forma de erro visível. Não existiria nenhum corpo físico passível de desenvolver uma doença, nenhum sentido material capaz de experimentar uma dor, nenhum mortal contra o qual estar em conflito, nenhuma forma de matéria capaz de acumular o erro e nenhuma mente mortal ansiosa ou medrosa. Como é bom saber que o pé direito da Verdade onipotente está colocado sobre o erro latente do nascimento material, e reconhecermos e compreendermos que o homem é imortal.

A Sra. Eddy elaborou frases maravilhosas para melhor evidenciar o fato de que o homem nunca nasceu. Uma dessas afirmações trouxe-me uma cura e ajudou-me a compreender que, por nunca ter sido mortal, nunca poderia estar implicada num acidente. Eu tinha caído de uma determinada altura sobre um rochedo pontiagudo e ao voltar-me a Deus para pedir ajuda, recordei-me da seguinte declaração: “O homem (…) não pode decair de sua origem elevada.” Ao estudar a referida citação no livro texto, raciocinei que, se eu nunca havia nascido na matéria, era totalmente impossível eu cair. A passagem seguinte vos é decerto familiar: “Já que o homem nunca nasceu e jamais morre, ser-lhe-ia impossível, sob o governo de Deus na Ciência eterna, decair de sua origem elevada.” (pág. 258:28) A que corresponderá o fato de nunca haver nascido, de nunca ter tido concepção material? — interroguei-me. A resposta veio como se fosse Deus a falar-me: “A tua 17a irmã nunca nasceu.” No primeiro instante, fiquei perplexa com tal resposta, mas refletindo mais um pouco, vi claramente que se a minha 17a irmã nunca havia nascido na matéria, ela não possuía nenhum corpo físico que pudesse cair, e que nenhum poder podia ocasionar essa queda. Concluí que ela nunca havia deixado o céu pela terra, que ela nunca se tinha corporalizado ou materializado; ela habitava sempre em Deus, onde era impossível cair; o seu ser era espiritual, e por isso, estava ao abrigo de feridas ou contusões; a única substância que sempre a animara era o Espírito e como consequência, um ferimento não tinha qualquer razão de ser. Em seguida, regozijei-me pelo fato de tudo quanto era verdadeiro a respeito da minha 17a irmã ser igualmente verdadeiro a meu respeito, porque também eu nunca nascera na matéria. Essa iluminação espiritual a respeito da minha verdadeira identidade espiritual foi confirmada mais tarde numa referência de Ciência e Saúde relativa à nossa imortalidade: “A Ciência divina dispersa as nuvens do erro com a luz da Verdade, levanta a cortina e deixa ver que o homem nunca nasce e nunca morre, mas coexiste com seu criador.” (pág. 557:22)

Naturalmente, seguiu-se uma cura instantânea e completa. Que melhor descrição do homem imortal podemos encontrar, senão aquela contida na epístola aos Hebreus (7:13): “sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto feito semelhante ao Filho de Deus.”

Somos agora esse homem imortal. Através da iluminação da Ciência Cristã é possível compreender essa verdade, reivindicá-la e regozijarmo-nos com ela.

Essa epístola aos Hebreus levanta uma questão importante. Será que o apóstolo sugere que rejeitemos os nossos pais humanos? É de fato uma obrigação fazê-lo, se desejamos ser lógicos na reivindicação da nossa imortalidade. Como podemos afirmar que somos filhos de Deus e em seguida declarar que nascemos de determinados pais humanos? Recordemo-nos que não podem existir, em nós duas identidades — o filho do rei e o cigano. Existe apenas uma só identidade e essa corresponde ao filho de Deus. Jesus deixou-nos o seu exemplo, renunciando aos seus pais terrenos com apenas doze anos de idade e reconhecendo Deus como o seu único Pai, afirmando a Maria e a José “que se ocupava dos negócios do Pai”. Ele recusava todo parentesco humano, declarando: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? (…) qualquer que fizer a vontade ,de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mateus 12:48, 50)

Seremos nós insensíveis, cruéis e ingratos ao negar a paternidade desses entes queridos a quem nós chamamos nossos pais e ao recusá-los como a fonte de nosso ser? Não, pelo contário, nós os abençoaremos. Em vez de vê-los como humanos, nascidos na mortalidade, sujeitos ao pecado e à doença, nós os abençoaremos como filhos imortais de Deus, espirituais, perfeitos, sujeitos unicamente às leis de Deus. São muitas as mulheres que foram curadas pela Ciência do mau funcionamento de orgãos físicos, de varizes e de outras dificuldades causadas por partos, por não se considerarem como mortais dando à luz a outros mortais, mas regozijando-se por serem seus filhos as expressões imortais do ser de Deus, não possuindo qualquer outra origem. Problemas de eczemas, asma e diabetes são bem menos suscetíveis de se desenvolverem nas famílias ou nas crianças que aceitam Deus como o seu único Pai e seu único Criador. E não se trata de uma falta de amor… de fato, é uma tomada de consciência da presença de um Amor muito maior, um Amor que liberta, e da ausência de pressões, de contrariedades e de limitações de um sentido humano de amor.

 

 

 

 

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A Dificuldade de Se Ver Ilusão como Ilusão

A DIFICULDADE
DE SE VER  ILUSÃO
COMO ILUSÃO
Dárcio

Os princípios do estudo da Verdade podem ser reduzidos a dois: 1) a totalidade de Deus; 2) tudo, além de Deus, é ilusão. Não há mais nada a se estudar e discernir! Os dois pontos são como os dois lados de uma mesma moeda, ou seja, um e outro dizem a mesma Verdade de que somente Deus está sendo, Se expressando, existindo! 

Não há como permanecer nesta Verdade acreditando em “Verdade mais mentiras”; quem tem “1000 mais zero” como se julgando possuidor do 1000 acrescido do zero, não sabe que esta soma é ilusória, uma vez que poderíamos somar infinitos zeros ao mil único, e este seria unicamente o que já é: o mil.

A suposta mente humana é o “zero” que a humanidade soma ao “mil”, ou seja, é o “nada” que as pessoas somam a Deus! Depois, esta mesma mente faz perguntas sem fim sobre “como” surgiu o resultado “mil mais zero”! E é quando ouvimos: “De onde veio a ilusão?” Ou esta outra: “Como eliminar a ilusão?” Se respondermos: “Fique só com o mil!” – a mente se mostrará decepcionada! Ela quer saber “como” anular o que é nulo! Enquanto você não meditar e contemplar a Verdade, ou seja, que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ, com a visão de a “ILUSÃO SENDO NADA, ficará na “crença coletiva” que aceita “ilusão” como “não-ilusão”, isto é, ficará com “mil mais zero” e achando que “mil mais zero” tem por resultado algo além do que “mil”…

 

 

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Imortalidade Trazida à Luz-1

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IMORTALIDADE TRAZIDA À LUZ
Dorothy Rieke

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Jamais poderei esquecer a iluminação e a alegria que invadiram a minha consciência, assim que me foi revelado pela primeira vez o fato de eu ser uma filha imortal de Deus e não uma criatura mortal e material. Esta revelação deu-se durante uma conferência da Ciência Cristã, quando era eu ainda uma estudante muito recente desta Ciência. Permitam-me agora partilhar convosco o relato que, pela primeira vez na minha existência, me revelou a imortalidade.

A história centra-se num jovem príncipe que quando ainda criança, deixou a sua ama e foi passear sozinho num bosque onde acampava um grupo de ciganos. Estes últimos raptaram o menino e criaram-no como um verdadeiro cigano. Tendo vivido alguns anos ao ar livre com os seus raptores, o rapaz tornara-se tão moreno e trigueiro como os ciganos que o rodeavam. Vestia-se com as mesmas vestes, falava a mesma língua e usava também já um nome cigano. Assim, tendo a aparência de um verdadeiro cigano, era natural, que ele se considerasse como tal. Quando o rapaz atingiu a idade adulta, o grupo de ciganos acampou novamente nos bosques que circundavam o palácio e um amigo íntimo do rei, que nunca havia deixado de procurar o príncipe, ao ver o jovem, ficou impressionado com a forte parecença deste, com o rei. A despeito da sua aparência de cigano, o velho cortesão ficou perfeitamente convencido de que se tratava do filho do rei. Conhecendo um pouco do idioma cigano, perguntou ao jovem: “Sabeis quem sois?” Fitando o seu interlocutor com extrema admiração, ele respondeu: “Se eu sei quem sou? Claro que sei.” E apressou-se então a pronunciar o seu nome cigano. “Ah! — exclamou o amigo do rei —, mas esse não é o vosso verdadeiro nome. A verdade a vosso respeito é que sois o filho do rei.” O jovem abanou decididamente a cabeça, retorquindo: “Está enganado, eu não sou o filho do rei; sou cigano.” Mas o cortesão respondeu: “Eu sei que é isso que pareceis ser, mas de fato, sois realmente filho do rei.” “Se isso que afirmais é verdade — retorquiu o jovem — , então eu devo ter um sósia, porque somos duas pessoas diferentes: eu o cigano, e o filho do rei. Mas eu não sei onde este se encontra.” “Não — insistiu o nosso amigo — sois apenas um. E é a vós que eu me refiro, ao filho do rei.”

“Então — continuou o jovem na esperança de que a questão seguinte resolvesse o caso —, se eu sou realmente o filho do rei, qual é a origem do cigano?” O seu interlocutor respondeu-lhe que ele não possuía absolutamente nada de cigano, que apenas o parecia, e depois prosseguiu, explicando que toda essa aparência não era senão uma mentira a seu respeito, a qual nunca poderia modificar o fato de ele ser realmente o filho do rei. Resumindo, apenas na sua ignorância e no seu desconhecimento se tinha alojado o seu conceito de cigano, uma vez que ele jamais pudera ser outro senão o filho do rei.

Chegando a este ponto, o conferencista declarou: “Não é maravilhoso que durante todo aquele tempo o rapaz sempre fora o filho do rei e nunca um cigano?” A seguir, ele frisou bem o fato de que, apesar de todos os sinais exteriores evidentes — a linguagem, as vestes, o comportamento e a pele morena — o jovem não era de fato um cigano, mas sim o filho do rei. Então, dirigindo-se ao público, anunciou: “Vós também sois os filhos e as filhas do rei — sois os filhos de Deus. Não importa a evidência que o sentido material apresente a respeito de cada um de vós — que sois um mortal, uma criatura material, filha de pais humanos e possuidora dos seus próprios problemas e aflições —, a verdade é que cada um de vós é realmente o filho imortal de Deus e nunca deixou de o ser.”

Contudo, para o velho cortesão, não foi suficiente ter convencido o rapaz que ele era filho do rei e assim, insistiu em que este o devia acompanhar até a presença do rei, identificá-lo e reivindicar as suas origens. O príncipe assim o fez, mas desta vez, ele não afirmou: “Observem-me, vejam como eu me pareço com um cigano,” mas exatamente o oposto: “Reparem como eu me assemelho muito com o rei. Sou a imagem e semelhança de meu pai. Sou o filho do rei e tudo o que o meu pai possui também me pertence.” Claro está que, como consequência, o príncipe foi reconhecido como o verdadeiro descendente e assim, ao herdeiro foram atribuídos todos os seus direitos.

O conferencista sublinhou que também nós nos devemos aproximar com coragem do trono da graça, iden-tificando-nos como os filhos de Deus, nada menos que a Sua própria imagem e semelhança, e reclamar a nossa herança, reivindicar a saúde, o sucesso, a felicidade e o trabalho. Se mantivermos firmemente a nossa verdadeira identidade e reivindicarmos a nossa herança, também nós receberemos a nossa parte de tudo aquilo que é maravilhoso e bom.

Deixei essa conferência regozijando-me no fato de não existirem em mim duas identidades, de nunca ter sido uma cigana, uma mortal, mas sempre a filha do rei, a filha perfeita de Deus. Logicamente, já havia me decidido a reivindicar a minha verdadeira herança. Nunca deixarei de ser grata pelo fato de me ter sido tão prontamente revelada a imortalidade no meu estudo da Ciência Cristã.


É daí que me advém a convicção de que todos os Cientistas Cristãos deveriam estar mais conscientes da sua imortalidade, e assim possuírem um melhor conhecimento desta e estarem mais alertas para esse fato.

Em II Timóteo (1:10) lemos que Cristo Jesus destruía a morte e trazia à luz “a vida e a imortalidade mediante o Evangelho”. Mary Baker Eddy escreveu em nosso livro texto que Deus “destrói a mortalidade e traz à luz a imortalidade” (pág. 72:12). Que seja essa a nossa oração para esta época; que a mesma Mente que havia em Cristo Jesus e em nossa líder seja igualmente a nossa, e que possamos nós adquirir o mesmo conceito claro de imortalidade que neles existia, para que também nós possamos curar, pregar e ensinar da mesma forma como eles o faziam. Que melhor texto poderíamos nós encontrar na nossa busca do tema da imortalidade trazida à luz na nossa consciência, do que aquele que consta das páginas 241 e 242 do livro The First Church of Christ, Scientist and Miscellany? Os parágrafos deste último, que contém literalmente o resumo desta exposição, foram escritos pela Sra. Eddy em resposta a uma carta que lhe havia sido enviada. O conteúdo dessa carta era o seguinte:
“Ontem a tarde, fui repreendida por um praticista da Ciência Cristã, porque eu me referi a mim mesma como a ideia imortal da única Mente divina. O praticista retorquiu que a minha afirmação era falsa, pois eu vivia ainda na carne. Eu respondi-lhe que eu jamais vivera na carne, pois esta apenas vivia ou morria em função das crenças que eu entretinha a seu respeito.” Eis aqui a resposta da Sra. Eddy, tal como foi publicada no Sentinel e mais tarde, incorporada nos seus escritos: “A Senhora está cientificamente correta no conceito que detém acerca de Si mesma. Não se pode demonstrar a espiritualidade sem que antes se tenha declarado a identidade imortal de cada um e sem que esta seja plenamente compreendida. A Ciência Cristã é absoluta; ela não está nem aquém nem além do ponto da perfeição, mas encontra-se exatamente nesse ponto e é a partir daí que deve ser praticada. A menos que se compreenda perfeitamente o fato de se ser um filho de Deus, e como tal, perfeito, não existe Princípio algum a demonstrar, nem qualquer regra que o permita fazer (…) Na prática da Ciencia Cristã, deve-se afirmar corretamente o seu Princípio, para que a demonstração seja possível.”

Referindo-se a essa carta e à sua resposta, os responsáveis pela publicação dos escritos da Sra. Eddy declararam o seguinte: “É com imensa satisfação que temos o privilégio de publicar um trecho de uma carta enviada à Sra. Eddy. da autoria de uma Cientista Cristã residente no Oeste, bem como a resposta dada pela Sra. Eddy à mesma. A questão levantada é de extrema importância e exige uma resposta correta e absoluta. Os Cientistas Cristãos sentem-se muito honrados por receber as instruções da sua líder sobre esse ponto.”

Afirmo frequentemente que, caso me encontrasse numa ilha deserta e apenas pudesse conservar comigo uma frase de todos os escritos da Sra. Eddy, escolheria esta mesmo, pois nela está contida a indicação exata de como colocar em prática a Ciência Cristã, e assim, de como a viver. Tal como os responsáveis pela sua publicação o sublinharam, esta resposta da Sra. Eddy é um ensinamento para todos nós. Não seremos assim privilegiados por possuir tal ensinamento como base da revelação atual sobre a imortalidade trazida à luz?


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A Verdade Se Revela…


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A VERDADE
SE REVELA PELA NOSSA
IDENTIFICAÇÃO IMEDIATA
Dárcio

Não há Verdade não manifesta,  nem Verdade em potencial ou temporal. Toda Verdade é verdadeira, dinâmica e presente exatamente AGORA. A existência do AGORA ÚNICO é a própria Verdade, e, quando um princípio é revelado, devemos fazer imediata identificação com a Verdade por ele exposto. Ler o princípio e só acreditar nele não significa identificar-se com a Verdade. Muitos param antes do principal, que é reconhecer estar sendo a Verdade, e já enquadrados em cada um dos seus princípios. 

Para ilustrar, consideremos o que está revelado no texto  postado antes deste: “De Eternidade em Eternidade”, de Doris D. Henty. O texto diz que “somente Deus é a fonte do seu ser”, e que “este fato apaga todas as crenças do passado”. Isto requer “contemplação”, para que seja feita imediata identificação! “Eu existo porque a Fonte de meu ser é Deus; este fato apaga todas as crenças do passado”. Você precisa se ver marcantemente enquadrado nestas revelações, ou seja, admitir ser a Vida de Deus e sem crenças do passado, retendo unicamente a Verdade de estar manifestando Deus.

O texto explica que este foi o motivo pelo qual Jesus ordenou que “não chamássemos alguém de Pai sobre a terra”! Descartar esta crença de filiação terrena o faz discernir sua identidade divina dissociada  das “crenças coletivas” que, juntas, são o NADA chamado de “ilusão”. Entretanto, se você não parar para se contemplar como “exemplo do princípio”, dissociado das crenças todas, e livre da causa delas, que seria a aceitação de “nascimento na terra”, o elo com experiência material não estará sendo rompido! Não terá havido sua própria admissão da Verdade revelada por consciente inclusão!
Estudar a Verdade é você com Ela se identificar, retirando conscientemente seu endosso das falsas crenças aceitas normalmente pela humanidade iludida pela dualidade. Estudar a Verdade, portanto, é SER A VERDADE  pelo descartar de todas as mentiras de uma vez! VOCÊ É O SER SEM CRENÇAS FALSAS! Nunca teve vínculo algum com irrealidades! O chamado “mundo terreno” é pura sugestão hipnótica, sem NINGUÉM realmente vivendo nele! O estudo está em seu “despertar” para a Verdade, e mais nada! A Verdade É! As crenças são falsidades! Quanto maior for sua dedicação em SER A VERDADE que VOCÊ JÁ É, menos será importunado pelas “crenças falsas”, que apenas lançam sugestões mesméricas contrárias ao fato perene e verdadeiro. Não seja, portanto, condescendente com “mentiras” coletivamente aceitas! Estude a Verdade por se identificar imediatamente com os princípios expostos! Cristo disse: “Se permanecerdes em MIM, conhecereis a Verdade, e a Verdade vos tornará livres”.

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O Absoluto Sou Eu Sendo “Seu” Eu

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O ABSOLUTO
SOU EU SENDO
“SEU” EU
Dárcio

O Universo é o Eu Absoluto “sendo”, e, além deste Eu, nada mais existe! Por isso o Absoluto é você, e, nada tem você a fazer para ser o Absoluto. “Sois a luz do mundo”, “Sois deuses”, “Sois o sal da terra”, “Sois o templo de Deus”, “Não terás outro ao lado de Mim” – eis o Absoluto revelado como sua Existência. 

A Mente do Absoluto é a sua; por isso, você nada tem a fazer para ser iluminado. Tentar iluminar a “luz do mundo” seria tentar aquecer o fogo.

A Perfeição do Absoluto é a sua; por isso, tentar curar “seu corpo” seria intentar corrigir o “templo de Deus”.

A mente que “estuda o Absoluto” não existe! Paradoxalmente, “estudar o Absoluto” é aceitar esta Verdade! O Absoluto sou EU – o EU INFINITO que, simplesmente sendo, constitui o “seu” EU!

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O Certo e o Verdadeiro

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O CERTO
E O VERDADEIRO
Dárcio 

 

Enquanto sonha, um sonhador se vê não em sonho, mas em seu mundo “real”, mundo este que é nada! Mas para ele, aquilo passa por realidade, e, ali ele se enxerga vivenciando fatos “verdadeiros” que somente se mostrarão como nulidades quando diante de seu despertar. Ao afirmar que “o príncipe deste mundo é o pai da mentira”, Jesus explicava que todas as “verdades” ou “fatos” deste mundo são conceitos,  irrealidades, inclusive o suposto ser que deles dá testemunho.

É comum alguém estudar a Verdade e enviar perguntas sobre se isto ou aquilo é certo ou é errado. “Você acha certo alguém ser vegetariano?”, ou “Eu gosto de viajar, você acha errado eu estudar a Verdade e gostar de viagens?”, ou, “Eu não desejo ter filhos; você acha errado isso?” As questões levantadas pela mente nunca terminam! Entretanto, o que é certo ou errado não vem de opinião de alguém, sendo unicamente efeito do que é o verdadeiro! Antes que nos perguntemos se algo é certo ou errado, perguntemos a nós mesmos se aquilo é verdadeiro! Tanto o “certo” quanto o “errado” estão no “mundo das crenças”, enquanto o “verdadeiro” está perenemente na Realidade divina!

Quais devem ser as perguntas reais? “Quem sou eu?”; “Que é a Verdade?” Que é a Vontade de Deus”? “Onde estamos, realmente agora?” . Indagações dessa natureza, levadas às meditações juntamente com  sinceridade e desejo de respostas reveladas nos fazem conhecer o “verdadeiro”. Cada vez que a suposta “mente humana” se cala, enquanto a Consciência Se revela, seja espontaneamente ou mediante indagações, o “verdadeiro” é conhecido e a luz da Verdade, resplandecendo e sendo vista internamente, traz o discernimento do que constitui o “certo” ou o “errado” para cada situação ou momento, em termos de “vida humana”, e é este o modo correto de conduzirmos o estudo, sempre com “o Reino” sendo buscado em primeiro lugar e com as atitudes a serem tomadas nos sendo inspiradas ou “vindo acrescentadas”. O que é verdadeiro, é verdadeiro eternamente! O que é certo ou errado pertence ao campo da relatividade! Quando buscamos “o verdadeiro”, e não mais  “o certo ou o errado”, buscamos “sair do sonho”, e não meramente fazer nele acertos ou erros! Desse modo, a única ação certa, para quem estuda a Verdade, é, realmente, “buscar e ser unicamente a Verdade”.

 

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Você na “Terra Prometida”

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VOCÊ
NA “TERRA PROMETIDA”
Dárcio

O objetivo das mensagens da Verdade é único: revelar a natureza divina de cada ser. Porém, as mensagens fazem apenas o papel de Moisés, mostrando a “Terra Prometida” e passando o bastão a Josué. O significado espiritual é o seguinte: Josué simboliza VOCÊ PRÓPRIO encontrando DEUS SENDO VOCÊ! Ninguém poderá fazer esta identificação absoluta por você! Também é este o significado das palavras de Jesus: “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”.  

As mensagens, ou a letra da Verdade, são o “bastão”, passado a VOCÊ para apoiá-lo na  permanência do seu objetivo. Há textos longos, explicativos e motivadores, e há textos curtos e mais diretos, que intentam levá-lo de imediato às “contemplações”. Sua determinação em “buscar o Reino em primeiro lugar” o deixará receptivo à manifestação deste Reino, já e eternamente estabelecido em VOCÊ! A “Terra Prometida” é, na verdade, a “Terra já RECEBIDA”, e somente parece estar ainda na promessa por estar, a humanidade, empregando a “mente que só capta aparências”, ou seja, a suposta “mente humana”. O Reino de Deus deixa de ser “promessa” quando sua mente, reconhecidamente, é a divina! Todo desvio deste objetivo de estar “EM MIM”, ou de estar consciente de SER A MENTE ÚNICA, é “caminho errado”. O Caminho único é “Eu Sou o Caminho”, e sua permanência, nesta Verdade, é VOCÊ NA “TERRA PROMETIDA”.

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Mente Estabelecida na Realidade

MENTE ESTABELECIDA
NA REALIDADE
Dárcio 

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está estabelecida em Ti” – assim revelou Isaías bem antes de Cristo. A humanidade se envaidece em afirmar ter “livre-arbítrio”, e são inúmeros os ensinamentos que fazem questão de endossar esta crença fraudulenta. De fato, levando em conta o mundo-crença de “dois poderes”, é fácil entender que podemos escolher entre buscar o mundo ou buscar a Verdade.  Ocorre, contudo, que “este mundo” é do “pai da mentira”, como disse Jesus; assim, tudo que nele pode ser visto, não tem a Verdade! Por isso vemos pessoas escolhendo o mal e pessoas escolhendo o bem, e esta forma de ver, segundo a Bíblia, significa “julgar pelas aparências”.

Enquanto a pessoa não se firmar na Mente divina, ficará aparentemente agindo sob a “hipnose de massa”, que mostra a ela este mundo de pura ilusão! E jamais encontrará paz verdadeira vivendo em tais “miragens”. Estar firmado na Mente que é Deus é estar sendo a própria Verdade! Mas, para isto, há um preço, chamado por Lillian DeWaters de “o preço da glória”: cada um terá de se abstrair por completo desta crença falsa, batizada de “universo material”, para que o Reino possa realmente ser discernido, vivenciado e consumado como a Verdade eterna sobre tudo e sobre todos.

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“Veja os Céus Se Abrirem”

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“VEJA
OS CÉUS SE ABRIREM”
Dárcio

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Enquanto alguém se mantiver envolvido apenas com objetivos humanos ou terrenos, estará aparentemente sob “céus fechados”, sem ter olhos para a presença do “Sol da Eternidade”. Certa vez, falando com uma pessoa ao telefone, ela me disse:  – Você já ouviu falar de um livro que explica o “Método de Jesus Cristo para desenvolver empresas”? Respondi a ela: “E quantas empresas Jesus criou com este método dele?”Infelizmente a maioria das pessoas  não “vê os céus se abrirem”, vivendo completamente envoltas por pesadas nuvens chamadas “realizações terrenas”. Querem fazer da Verdade os meios de desenvolver as “mentiras”, enquanto deveriam se empenhar por “conhecer a Verdade” pela liberdade eterna que a Verdade traz. A única realização verdadeira do homem está em sua própria realização espiritual. O resto é “nada”. Podemos notar, pela Bíblia, que todo o tempo de que dispunha para orar, Jesus o empregava para isso. Não tinha outro objetivo, senão o de se conservar no Reino e chamar os demais para dentro deles mesmos! Esta meta foi o que lhe propiciou passar pela experiência iluminada: “E viu os céus se abrirem, e o Espírito descer como pomba sobre ele. E foi ouvida uma voz dos céus: és meu filho amado: em ti me comprazo” (Mc, 1: 10).

Você “trabalha pela comida que não perece”? Ou acredita estar em “mundo terreno” para realizar objetivos materiais? Se sua meta parte da Verdade, ela já está concretizada! Isto porque a Presença de Deus é eternamente a SUA Presença, e VOCÊ, quando consciente disso, vê “os céus que jamais estiveram fechados”, a Verdade eterna de que “ilusão é nada”, porque DEUS É TUDO!
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Não Faça do Tempo um Deus!

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NÃO FAÇA DO TEMPO
UM DEUS!
Dárcio

Quando estudamos a Verdade absoluta, entramos em contato com a Revelação de que DEUS É TUDO! Por que a maioria passa anos “conscientizando” esta Verdade sem dar mostras de sua veracidade na própria vida? Por atribuir poder ao tempo! Mas este suposto “tempo” é mera sugestão hipnótica que a ilusória mente carnal cria e tenta nos impor! 

Vários autores metafísicos, que se dispuseram a expor à humanidade esta revelação, com o “passar do tempo”, infelizmente, passaram também a adequar a própria revelação ao tempo. Sem que percebessem, a crença mesmérica de que o tempo existe foi se infiltrando, e a Totalidade de Deus foi sendo vista como “meta a ser atingida” ou como “dependente do tempo” para Se revelar por completo a cada um de nós. Dessa falsidade inicial vieram as seguintes, ou seja, de que “um dia” seremos como Jesus Cristo”, “um dia” discerniremos a nossa inteireza em Deus, sempre “um dia”, “um dia”, “um dia”! MENOS AGORA! Eis a ILUSÃO aceita!

Deus é TUDO exatamente AGORA! Deus é a totalidade de nosso ser exatamente AGORA! Qualquer frase que negue esta totalidade de Deus como o INFINITO PRESENTE, ou como O INFINITO JÁ PRESENTE COMO O NOSSO SER, é ILUSÃO! Acreditar que a Verdade depende do “tempo aceito pela mente carnal” é fazer do tempo um deus! Acreditar que a mente está em processos evolutivos, em estágios crescentes de consciência, é acreditar no “poder do tempo”. Mas, estas pessoas em diferentes estados de consciência não são vistas por quase todos? São! Mas não por aqueles que conhecem a Verdade! Estes são a minoria chamada por Jesus de “bem-aventurados”, por ter acreditado sem ter visto!  Por que? Porque “o visto” é aparência e não realidade! A aparência depende do tempo, a realidade não!Esperar que “a presença de Deus seja reconhecida”, para que possamos agir em nosso momento presente, é, mais uma vez, acreditar no “poder do tempo”.

Devemos colocar o machado à raiz da árvore:  “O TEMPO NÃO EXISTE! DEUS É O ÚNICO PODER AGINDO EM TODOS NÓS, EXATAMENTE AGORA! As trevas se dissipam diante da Luz reconhecida! Paulo diz, na Bíblia, que “recebemos o espírito de Deus e não o espírito do mundo”; isso significa que não temos a mente carnal ilusória que acredita no tempo! “Temos a Mente de Cristo”, dada por Deus, para discernirmos espiritualmente o AGORA que nos é dado gratuitamente por Deus. A revelação é clara! DEUS É TUDO! TUDO É DEUS! O que a mente humana vê, não pode ser visto por nós, que não a recebemos de Deus; por outro lado, o que a mente humana não vê, é o que VEMOS naturalmente, aqui e agora, pela Mente que somos, idêntica à de Cristo, tal como a Bíblia nos revela! E o que vemos, aqui e agora, é unicamente PERFEIÇÃO! Não por esforços mentais, mas pela GRAÇA!

Há casos em que a crença no tempo faz com que alguém fique “aguardando cura”, “aguardando sentir-se melhor para sair de casa”, “aguardando ficar mais disposto”, etc. MACHADO À RAIZ DA ÁRVORE! DEUS É PODER ÚNICO! AQUI E AGORA! O “poder do tempo” é NADA! Ilusão não disputa poder ou presença com a ONIPRESENÇA ATIVA E PERFEITA! “Levanta-te, toma o teu leito e anda”, disse Jesus ao suposto paralítico. E ele andou! Por que? Por ter dado crédito à Voz da Verdade! Por ter deixado de aceitar os impedimentos ilusórios que, até ali, o vinham aprisionando! O Cristo é a Verdade eterna, sempre nos mandando sair do leito de crenças falsas para andarmos como Luz do Agora! De cada um de nós uma coisa sempre se requer: TOTAL RECEPTIVIDADE INTERNA À ORDEM DIVINA!

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O Impostor

O
IMPOSTOR
Dárcio
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Quando revelamos que DEUS É TUDO, muitos pensam que, para poder vivenciar esta Verdade, teriam que anular a chamada personalidade humana. Desse modo, o estudo da Verdade, que deveria libertá-los, torna-se um fardo pesadíssimo. Quando fazem algo certo, usam a falsa humildade e atribuem a ação a Deus, isto quando não se julgam “servos inúteis”, considerando que a “boa ação” não passaria de mera aparência, algo sem valor. Quando erram, sentem-se arrasados intimamente, caindo em autoanálises rigorosíssimas, alimentando sentimentos de culpa que os conduzem a desejos inconscientes de autopunição. O tempo passa, eles persistem nessa crença de “anular o ego”, o que acaba se tornando verdadeira obstinação. O mais grave é encontrarmos vários ensinamentos endossando essa prática ilusória e de meta inatingível: querer anular algo que jamais existiu! 

O estudo da Verdade não é um fardo, mas o alívio imediato de todos eles. O estudo é uma Auto-Revelação divina, e não o cumprimento de objetivo “humano” de se iluminar! Se existe unicamente Deus, QUE OUTRO SER PODERIA ESTAR SENDO A SUA IDENTIDADE?

Se um diamante legítimo estivesse sendo confundido com um falso, teríamos de anular o falso para termos o verdadeiro? Não; bastaria a percepção imediata de que apenas o verdadeiro é o existente. Esta é a base de nosso enfoque: EXISTE SOMENTE DEUS! O suposto ser humano, dotado de mente humana e desejoso de conhecer a Verdade, este é um impostor! Talvez ele até estivesse dando-lhe a impressão de ser você! Entretanto, DEUS É VOCÊ! Caso contrário, a ONIPRESENÇA seria uma mentira!

Aparentemente falando, um impostor vinha se fazendo passar por você. Este “ser ilusório”, tal como um espectro, parecia ocupar o local em que Deus está agora ocupando para ser VOCÊ. Como anular este impostor? Crendo em sua existência? Aceitando que ele, além de ter nascido, vai crescer, morrer, reencarnar e evoluir aos poucos? Qual era a origem do diamante falso? Qual será o destino dele? AQUILO QUE É FALSO NÃO TEM ORIGEM NEM DESTINO, POR SER NADA! AQUI, AGORA E SEMPRE!

Há casos em que o impostor se diz “instrumento de Deus”, “servo de Deus”, “canal de expressão de Deus”. Poderia o imperfeito servir de instrumento para o Perfeito? Poderia o “nada” servir de canal para o TUDO? Poderia a sombra servir para expressar a luz? Se houver a percepção de que o suposto “imperfeito” é o Perfeito; de que o nada é o Tudo; de que a sombra é a Luz, equivalerá à percepção de que o suposto “diamante falso” já é o legítimo. Assim, em nosso caso, equivalerá à percepção de que o suposto impostor (ego) já é Deus.

Não dissemos que o “ego humano”,visto pela mente carnal, é Deus; dissemos que, pela admissão da nossa Mente como idêntica à de Cristo, discernimos nosso Eu Real, divino, exatamente “no ponto” em que este “impostor” parecia estar presente e sendo o nosso eu. Resumindo, a questão é “trocar de mente” e não de se anular algo que não existe.

Quando o deserto parece conter água do lago de uma miragem, o “impostor” (água) é percebido como sendo a areia (Realidade). A água apenas parecia estar presente para a “mente iludida”. A ideia de que seria preciso “anular a água” para vivenciar a presença da areia corresponde à descabida intenção de “anular o ego” para vivenciar a Presença de Deus sendo o Cristo como cada um de nós.

Assim, partimos radicalmente da Verdade Absoluta: DEUS É TUDO; DEUS É A TOTALIDADE DE “NOSSO” SER, AQUI E AGORA. Esta Revelação está em Colossenses; 3:11: “MAS CRISTO É TUDO EM TODOS”. A percepção de que não somos o “impostor” elimina pela raiz a culpa, o autojulgamento e a autopunição, fatores pertencentes a um mundo-miragem, desconhecido por Deus.

A base da percepção espiritual é a admissão incondicional da EXISTÊNCIA ÚNICA DE DEUS; pois, com ela, podemos dizer sem vacilar: DEUS É A ÚNICA CONSCIÊNCIA; DEUS É A CONSCIÊNCIA QUE EU SOU; logo, a CONSCIÊNCIA ILUMINADA ESTÁ SENDO A MINHA CONSCIÊNCIA!

Em Mateus 16:32, podemos ler: “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.”

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(De A Arte da Percepção – Cap. 21)
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Deus, Fonte Eterna de Toda a Existência

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DEUS,
FONTE ETERNA DE TODA A
EXISTÊNCIA
Dárcio

A “pedra angular” do estudo da Verdade está na aceitação absoluta de que “o nascimento não existe”. O  chamado “nascimento do homem” é o maior “trote” possível de se imaginar! Jamais o homem teve começo ou fim, e, muito menos na ilusória “matéria”. Mas, esta Verdade ficou distante do interesse da maioria, mesmo com Jesus dizendo categoricamente: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra, porque um só é vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 23: 9). 

Sem a crença em “nascimento”, a palavra “morte” perde todo o sentido! O que não nasce não morre, obviamente, e esta percepção revela a Vida eterna, a Vida que somos: Deus vivendoa Vida única, de modo pleno e absoluto, alheio a todas as crendices aceitas a respeito da vida pela ilusória “mente humana”.

A Bíblia é um tratado que objetiva acordar o homem do sono hipnótico que o faz sonhar ter nascido em mundo material. Este “acordar” não poderá lhe vir da “mente que dorme”, mas da Mente real e divina, a Mente onipresente que já está “desperta” como o seu verdadeiro “Eu”. Quem ler estas revelações sem permitir que elas sejam “Voz interior” para si mesmo, somente acumulará uma ideia a mais na “mente que sonha”; entretanto, aquele que se sentir tapeado pela crença coletiva, e se decidir por ficar livre dela, fará destas revelações sua “bússola” condutora ao “tesouro escondido no campo”, que é seu perfeito, eterno e verdadeiro Eu, já pronto, aqui e agora, e já sendo a sua identidade absoluta, por detrás de um mero “véu de crenças fraudulentas” chamado ILUSÃO.

Repudie as crenças de ser alguém “nascido da carne”. Com “coração de menino”, pratique o “Silêncio” dentro da aceitação incondicional de que “seu Eu” está em Deus, é “um com Deus” e é mantido por Deus. Exclua todo suposto vínculo de sua existência com “vida terrena”. Deseje, nestas “contemplações silenciosas”, unicamente discernir sua natureza divina, já plena e já no paraíso. Sua dedicação, na prática desta Verdade, o fará conhecer o Fato verdadeiro de que Deus é Tudo, e que nós  todos, em unidade perfeita, somos unicamente o Ser que Deus É!

 

 

 

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Identifique-se Como Sendo Unicamente o Cristo

IDENTIFIQUE-SE COMO SENDO
UNICAMENTE O CRISTO
Dárcio

Suponha que um professor chegue à escola para dar aula e alguém o tente impedir, dizendo-lhe: “Você não é professor!”. Qual seria a atitude dele, diante de uma afirmativa mentirosa desse tipo? Ficaria encolhido, quieto, acomodado, aceitando passivamente aquela negação de sua condição verdadeira de professor? É óbvio que não! Ele se indignaria, repudiaria a mentira, tiraria em exibição as provas de sua identificação profissional e faria valer os seus direitos! A mesma coisa, e com muito mais veemência, deve fazer o estudante da Verdade, em sua admissão e identificação como “Cristo”. Isto porque o mundo não aceita a Verdade sobre nós, enquanto, através de uma avalanche de conceitos e mentiras, repudia a visão correta de nossa real identidade crística, ou a de nossa presença segundo o que  realmente somos, do ponto de vista de Deus. 

Unicamente a visão iluminada pode dar testemunho do que somos. Por isso, ao ser reconhecido por Pedro como sendo o Cristo, Pedro foi lembrado por Jesus de  aquela Verdade não lhe ter sido revelada pela mente humana (carne), e sim pela presença de Deus nele (Mente divina).

O Cristianismo é a revelação do Cristo como a identidade real e eterna de todos nós. “Cristo é tudo em todos”, disse Paulo (Colossenses 3; 11). Esta identificação correta requer renúncia total à incorreta, ou seja, à errônea identificação de nossa existência com humanidade, com seres nascidos, mutáveis ou mortais. “O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito”, diz a Bíblia. Não temos duas identidades, uma crística e outra humana! “Quem me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. E, foi esta a visão de Pedro, quando identificado com a Mente divina! Olhando para Jesus, disse-lhe: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”.

Enquanto você não se identificar unicamente com o que VOCÊ É, abrindo brechas de aceitação da ilusão mesmérica, estará acomodado à mentira como ficaria aquele professor, caso não tomasse providências para comprovar que, de fato, era professor! A única diferença está em que esta “prova da Cristicidade” é feita dentro de você, através de um trabalho interior que faça calar toda a mentirada a seu respeito! Nesse sentido, estudar a Verdade é VOCÊ SE IDENTIFICAR COMO SENDO UNICAMENTE  O CRISTO, dentro de você mesmo, através de atitudes mentais e místicas que façam valer sua real identidade. O mesmerismo lhe chega através da suposta “mente humana”, mas “temos a Mente de Cristo”, revela a Bíblia. Assim, afirmar a “Mente real”  e negar a “mente falsa” são os passos iniciais, e, para isto, contamos com a Ciência Mental, que nos explica como lidar com a ilusória mente humana enquanto estudamos e contemplamos a Verdade Absoluta de que “Deus é Tudo”. As “mentalizações”, que fazem uso de afirmações da Verdade e negação do erro, são instrumentos de erradicação de crenças coletivas não condizentes com a Verdade. Exemplificando, se afirmamos “Sou saudável; a doença não existe!”, preparamos campo para a Verdade absoluta de que “Deus é o ser que somos”, enquanto parecemos estar usando “mente humana”. As repetições e programações mentais atuam nas crenças coletivas enraizadas em cada um, todas falsas, permitindo a presença unicamente de ideias ou conceitos que correspondam à Verdade. Se em Deus nunca somos “seres doentes”,  este Fato absoluto, através da Ciência Mental, é afirmado, repetido e trabalhado, até que não mais fiquemos cegamente à mercê da “ilusão de massa”. Há autores que menosprezam e até condenam o “mentalismo”, como se fosse  prática abominável, e, dessa forma, a “ilusão de massa” deixa de ser combatida, em seu lado negativo, dentro da própria crença e pelo próprio estudante! Tais autores pregam unicamente a “contemplação” sem uso da Ciência Mental, contando unicamente com a identificação direta com o  “Eu divino”. De fato, a “contemplação” é o Caminho! Porém, uma coisa não exclui a outra, uma vez que a ação mental e a ação contemplativa trabalham numa só direção! É certo que, a cada “contemplação absoluta”, nos desvencilhamos das crenças coletivas; mas, também é certo que, se empregarmos o “mentalismo”, a manutenção dos efeitos contemplativos na vida cotidiana será facilitada. Portanto, devemos nos identificar como sendo o Cristo, afirmarmos esta Verdade, negarmos toda e qualquer ideia de que somos “seres humanos” e, dedicadamente, entrarmos na “Pratica do Silêncio” para contemplarmos o que mentalizamos. Este é, no meu entender, o estudo completo e a maneira mais eficaz de alguém “permanecer em MIM” ou poder dizer, como disse Paulo: “Não sou mais eu, o CRISTO vive em MIM”.

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A Força Vital da Videira Se Expressa Como Ramo

A
FORÇA VITAL
DA VIDEIRA SE EXPRESSA COMO RAMO
Dárcio

Jesus explicou a Verdade usando a”videira e os ramos” como analogia. A mesma força vital presente na videira está em seus ramos. Não há mais vida num deles do que noutro, enquanto o ramo considerado se mantiver ligado à videira. Quando meditamos, devemos partir da Vida global – Deus – como toda Vida em manifestação infinita; e então, simplesmente reconhecer que a força vital do Uno Se expressa integralmente como a força vital que individualmente somos. Quando mais simples e direta for a “contemplação” desta Verdade absoluta, mais eficaz ela se mostrará. 

Assim como a Videira e o ramo são um, Deus e VOCÊ são um! Não lute para “obter” o que VOCÊ JÁ TEM; não se esforce para “ser” o que VOCÊ JÁ É! Contemple o Fato absoluto: Deus é TUDO! E, onde VOCÊ está, está unicamente Deus, e TUDO que Deus É!

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Jamais se Avalie Segundo “Estágios de Consciência”

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JAMAIS SE AVALIE
SEGUNDO “ESTÁGIOS DE CONSCIÊNCIA”
Dárcio
 

Quem estuda a Verdade deve se ater à Verdade, e isto de modo absoluto ou radical. A Verdade é que DEUS É TUDO, e que inexiste suposta “humanidade” coexistindo com a Onipresença divina. Mesmo que haja ensinamentos falando em “estágios de consciência”, que seriam supostos “graus de evolução do ser”, um julgamento dessa natureza é ILUSÃO! Mesmo enquanto as pessoas se viam como humanos imperfeitos, Jesus dizia: “Sois a Luz do mundo (…).colocai a VOSSA LUZ no alto…” Não buscava palavras dentro da “lógica comum”, mas sim pregava as “loucuras de Deus”, assim vistas pela ilusória mente humana!

Jamais VOCÊ passa por “estágios de consciência”, assim como jamais um diamante se altera tendo em vista contínuas remoções de terra que com ele se misturam. Alimentar a crença em “estágios de consciência” significa negar a Verdade absoluta de que DEUS É TUDO, que somos a Vida de Deus Se expressando como ser individual e que o “tempo não existe”. Firme-se nos princípios da Verdade, e não em “aparências”. Isto, em termos práticos, significa “colocar a SUA LUZ no alto do alqueire”, que é admitir, aqui e agora: “Eu Sou Consciência iluminada”, e não “mente ilusória” que capta o vazio “mundo da ilusão”.

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O Filho de Deus

O
FILHO DE DEUS

Lillian  DeWaters
 

Qual foi o grande e oculto mistério na vida e no ensinamento de Jesus? Que lhe atribuía poder todo-poderoso, luz infalível e sucesso triunfal em toda iniciativa e em todas as vezes? Somente a REVELAÇÃO DIVINA poderá responder.

Jesus teria dito que seu  conhecimento perfeito provinha de seu pensamento pessoal ou de sua aplicação da Verdade? Deixou declarações para serem usadas com o objetivo de demonstrar ou praticar a Verdade? Teria ensinado que somos imagens, ideias ou pensamentos de Deus? Ou mentes ou consciências individuais? Teria dito que somos diferentes dele, ou que chegaríamos ao conhecimento da Verdade de alguma outra maneira? As respostas são todas uma só: Não. Jesus não fez nada disso.

No decurso do Novo Testamento, inúmeros versículos nos garantem que o FILHO DE DEUS é nosso único Salvador, nosso único libertador do pecado, sofrimento e morte. Enfaticamente, eles declaram que temos a Vida eterna somente pelo conhecimento do FILHO. Consideremos o seguinte:

“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida.” (João 5: 11,12).

Como são taxativas e definitivas estas frases! Quando por Revelação Divina temos seu sentido místico exposto, elas se mostram contenedoras de Luz e Glória tão impressionantes, tão todo-transcendentes, que nada será capaz de contradizê-las.

Em termos inequívocos, estas palavras declaram que nossa Vida Eterna está no Filho. Como a ideia geralmente aceita do Filho (que o vê como um homem-salvador, ou mente-salvadora), jamais trouxe ao mundo uma compensação plena, ainda resta um entendimento místico bem mais profundo para ser discernido espiritualmente.

Quando nos capacitarmos a traduzir as palavras “esta vida está em seu Filho” para a linguagem do Absoluto, saberemos o segredo do sucesso de Jesus: quem ele era, quem nós somos—e o que faremos para segui-lo.

De todos os personagens bíblicos, Jesus foi o único a se identificar como o PAI! Disse ele: “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto… quem me vê a mim vê o Pai”. (João 14:7, 9). O FILHO DE DEUS identificou-se verdadeira, perfeita e espiritualmente como o PAI. Portanto, na linguagem do Absoluto, este é o significado de Filho: Auto-Identificação.

AUTO-IDENTIFICAÇÃO é ABSOLUTA-Identificação—o Eu conhecendo a Si mesmo em cada um—“o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29).

A maneira, e a maneira única, de nos conhecermos verdadeiramente é através da Auto-revelação, AUTO-ILUMINAÇÃO, Auto-Conhecimento—AUTO-IDENTIFICAÇÃO—apagando o sonho de existência humana, juntamente com todo o seu conteúdo de pecado, doença e morte.

“Se, pois, o Filho (Auto-Identificação) vos libertar (revelar a você a Luz plena da Existência), verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36). Qualquer que nega o Filho (rejeita a Identificação Absoluta), também não tem o Pai (não é iluminado): e aquele que confessa o Filho (identifica-se como o próprio Caminho, como fez Jesus), tem também o Pai (penetra no mistério do Reino).” (I João 2:23).

Quando, de Coração e Alma, somos capazes de dizer: “Eu e Meu ser somos UM, EU SOU o Eu perfeito; EU SOU Consciência Pura; EU ESTOU no Reino; EU SOU o Infinito; EU SOU AQUELE QUE SOU”, então nós TEMOS o FILHO DE DEUS, e a Vida eterna.

Um só Caminho irá ficar—o Caminho do Verbo feito carne, o Caminho do Filho no seio do Pai, o Caminho do Pai e Filho sendo o mesmo Um, o Caminho de manifestarmos a NÓS mesmos como NÓS PRÓPRIOS. Nenhuma outra prece pode dizer: “Eu sei que Tu sempre me ouves”.

Os caminhos do mundo serão transcendidos, um só Caminho irá permanecer: o Caminho “EU SOU”. Este Caminho-Único é nossa própria Vida—não a Vida como uma emanação, não a Vida como uma expressão, não a Vida como uma imagem ou um reflexo, mas a Vida como a própria Vida em Si!

Somente a Auto-Identificação satisfaz. Auto-Identificação é o Eu-Único conhecendo a Si mesmo como todas as identidades. Quando passamos a ver e aceitar nossa única Realidade como sendo o Eu em Si, assim como os raios de luz são o sol em si, tal como Jesus, nós nos identificamos verdadeiramente como o Filho de Deus, a Luz Auto-reveladora.

A Auto-Identificação anula simultaneamente o senso de separatividade e de dualidade—assim como o despertar simultaneamente põe fim ao sono e ao sonho.

A Auto-Identificação interpreta os mistérios ocultos, “coisas ocultas desde a fundação do mundo”. (Mateus 13:35). A Bíblia pode ser aceita literal, simbólica e metafisicamente; porém, somente quando a Auto-revelação nos envolve em Sua Luz, podemos compreender o real, o vital sentido da expressão O FILHO DE DEUS.

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Deixar Fluir Não é Dar Opinião Pessoal

DEIXAR FLUIR
NÃO É DAR OPINIÃO PESSOAL
Dárcio 

Quando conversamos com alguém sobre alguma situação aparente pela qual esteja passando, é comum vir à nossa mente alguma ideia ou inspiração ligada ao caso. Se a bloquearmos, achando que não deveríamos interferir nem dar opinião pessoal, estaremos barrando o que Deus nos inspirou, por acharmos que aquilo seria expor o “nosso modo de pensar”, o que não é verdade!

Se tivermos uma opinião formada sobre algo, mesmo assim,  quando estivermos em contato com alguém, seja pessoalmente, por carta, por telefone, etc., o que dissermos, após ouvirmos sobre a situação da pessoa, não será necessariamente esta nossa opinião já formada.Há casos em que até poderá coincidir, mas, na maioria das vezes, sequer nos lembraremos do que seria a “nossa opinião pessoal” naquela hora, uma vez que será da Consciência a manifestação do que deverá ser dito, sugerido ou recomendado a alguém. E, caso nada for intuído, sobre o que deveríamos ou não dizer, que não busquemos  propositadamente a “nossa opinião”. Metafísica não é Psicologia, em que a pessoa é ouvida,  avaliada e aconselhada segundo parâmetros ou pontos de vista humanos! Antes, é a ciência que transcende a matéria, que nos vê como seres espirituais e, em dimensões  absolutas! Encara-nos unicamente em termos de nossa Essência imutável e divina. Por isso, o que devemos conservar sempre é  esta radical identificação com Deus, e isto o quão decididamente  nos for possível, para que “deixemos fluir”, a cada situação, as ideias inspiradas que façam desdobrar visivelmente a Harmonia que invisivelmente já É!

Quando “deixamos fluir”, esquecidos de “nossa opinião pessoal”, a unidade é manifestada em quem fala e em quem ouve, e a ideia iluminada será proferida de um lado e acatada de outro! Já me vi emitindo ideias diferentes sobre assuntos iguais, mas a pessoas diferentes, e isto num mesmo dia! Isto porque o que “flui” é o que o “outro” deve ouvir e não o que “eu” pensaria em lhe dizer! Se isto nos ficar bem claro, ocorrerá que, de nós mesmos, fluirão ideias que poderão alterar inclusive o “nosso modo de pensar”, humanamente falando! O fato a ser observado é o seguinte: não somos o ser humano que possui um ponto de vista pessoal e limitado! Somos o que Deus É; assim, é natural, óbvio ou evidente que, sem nos deixarmos prender a quaisquer ideias ou pontos de vista previamente concebidos, teremos, a cada situação, o “maná” caindo do nosso Céu, ou seja, de nossa iluminada Consciência, que é Deus!

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A Tática do Monge

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A TÁTICA DO
MONGE
Dárcio

Quando estudamos e conhecemos os princípios da Verdade, e por sermos todos um, é natural sentirmos o desejo de espalhar este conhecimento a todos com quem nos encontramos, principalmente se notarmos alguém passando por situações difíceis. Jesus disse que “pregássemos o Evangelho a toda  criatura”, e disse também que “não déssemos aos cães o que é santo”. Deve haver este equilíbrio inspirado por Deus, para que não fiquemos nem silenciosos nem loquazes, agindo meramente por uma  decisão humana. 

O que precisamos saber é que, toda falta de receptividade, por parte de quem nos ouve, vem do “mesmerismo” que atua na pessoa, sem ser jamais a pessoa! A “pessoa” é a Verdade, é o Cristo, mesmo que não esteja consciente disso ainda, por agir sob influência dos condicionamentos da humanidade. Portanto, antes que falemos algo sobre a Verdade, devemos reconhecer a natureza divina sendo a real identidade nossa e também da pessoa em questão. Isto terá maior efeito positivo do que as próprias palavras! Além disso, devemos recordar que “nada acontece por acaso”, ou seja, se conhecemos os ensinamentos e nos encontramos com alguém, este encontro tem propósito espiritual, mesmo que aparentemente tenha sido causado por alguma banal motivação humana!

Se, por exemplo, você resolve ir à banca comprar um jornal e, nesta banca, uma pessoa for encontrada, já conhecida ou sendo conhecida ali mesmo, naquele instante, você deve entender que um objetivo espiritual causou aquele encontro. Se um diálogo tiver início, logo irá notar que alguma parte do ensinamento lhe virá à mente como parte do assunto a ser travado com tal pessoa. O teor e a dosagem lhe virão por inspiração intuitiva; e, caso você perceba que não houve maior receptividade, poderá empregar a “tática de um monge” que eu conheci há tempos: ele dava início ao assunto espiritual com alguém e, repentinamente, agia como se estivesse pensando noutra coisa, rumando o assunto nesta nova direção; caso a pessoa não o lembrasse de voltar ao assunto anterior, de cunho espiritual, e ficasse neste novo assunto mundano, levantado propositadamente por ele, a conversa espiritual se encerraria onde ele a deixou parada. Ele explicou-me o seguinte: se a pessoa também se deixou levar pelo novo assunto, é porque, de momento, não estava interessada realmente em se prolongar na questão espiritual. Esta “tática do monge” é realmente sábia, evita que se “dê aos cães o que é santo” e também evita que deixemos de “pregar o Evangelho”.  Mas saiba você o seguinte: toda palavra da Verdade, dita a alguém, mesmo que de momento pareça ter sido proferida em vão, nele  ficará como semente, até que possa, a seu tempo,  germinar e dar frutos.

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“À Imagem de Deus”

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“À IMAGEM DE
DEUS”
Dárcio

“E disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança e ele domine sobre tudo”.
Gênesis, 1:26

É comum, quando alguém começa a estudar o Absoluto, contestar o princípio de que o Universo real é perfeição absoluta e que todas as imagens visíveis são uma ILUSÃO! Contudo, o princípio parte de Deus, das revelações divinas, de uma fonte outra que não a limitada mente humana. 

Foi sendo disseminada a crença de que “a perfeição original” do homem se alterou. Aceitá-la é o mesmo que desmentir a Deus! Se Deus disse que seríamos feitos à Sua imagem e semelhança, com capacidade de domínio sobre tudo, como acreditar que esta Obra divina tenha se modificado e,  além disso,  se modificado para pior?

Como surgem os chamados “milagres”? Pela não aceitação das mudanças visíveis como reais e pela firme convicção de que A PERFEIÇÃO ORIGINAL continua presente e reinando sozinha, aqui e agora! A propósito, é esta a definição de “fé” que a Bíblia nos apresenta: “Ora, a fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem.” (Hebreus 11;1).

Allen White disse o seguinte: “Em prece, contemple a Verdade de seu próprio Ser, que é a própria Perfeição. Aceite esta Verdade como a única realidade de sua Existência. Contemple a Perfeição como a única Presença e Poder. E mais, contemple a Perfeição como a única Manifestação visível.”

Que significa estudar o Absoluto? Tomar esta atitude de endossar a Palavra de Deus; de não mais aceitar o testemunho da mente humana! Este radicalismo está expresso nas palavras de Jesus Cristo: “Não podeis servir a dois senhores”.

 

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Abaixe a Vidraça!

ABAIXE
A VIDRAÇA!
Dárcio

Imagine uma pessoa debruçada à janela quando,  de repente, uma forte ventania se inícia; sentindo o forte vento em seu rosto, ela se afasta e abaixa a vidraça, ficando protegida. Esta sensação de imunidade, obtida pelo barrar do vento pela vidraça, é algo parecido com o que experienciamos durante as meditações, quando a “ventania hipnótica” é barrada conscientemente pelos princípios da Verdade. “Impersonalizar e nadificar” as sugestões do erro são atitudes internas equivalentes à de se “abaixar a vidraça”, ou seja, diante das “sugestões mentais agressivas”, vemo-nos completamente imunes a todas elas, mesmo que elas aparentem “soprar sobre nós” como os ventos.

Esta “imunidade” decorre da Verdade de que Deus e Homem são um. Nesta percepção consciente, ficamos de “vidraça abaixada” diante das “aparências” e das “sugestões”, vendo todas elas como impotentes, inoperantes e incapazes de nos tocar ou atingir. De “vidraça abaixada” a pessoa não luta contra a ventania! Sabe estar protegida! O mesmo se dá conosco, diante das “tempestades mesméricas”: estamos protegidos! Que é a “ilusão”? A pessoa estar de vidraça abaixada, mas de olho na ventania como se ela pudesse atingi-la, se preocupando,  vendo ali algum perigo ou problema real.Enquanto ela agir como se a vidraça não a deixasse imune,  estará iludida. Analogamente, enquanto as “sugestões mesméricas” o estiverem incomodando, mesmo sendo “ausências” com ares de “presenças, você estará iludido! Encare as “aparências ilusórias” de frente, tirando delas toda o poder, toda a realidade e toda a suposta influência sobre você! DEUS É TUDO! Não há “hipnotismo” capaz atingi-lo! Este conhecimento é a sua imunidade! É a sua “vidraça abaixada” frente aos ventos da ilusão!

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