COMENTÁRIOS SOBRE “A LUZ QUE CURA”

Dárcio

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O texto anteriormente postado,  “A Luz que Cura”,  é um exemplo de artigo escrito a partir do” referencial da ilusão”, onde vemos, em todo ele, a pessoa se achando “humana”, colocando-se “neste mundo” como “ser temporal”, no qual, diz a autora, “acha-se latente sua semelhança divina”. Muitos preferem ler artigos a partir deste referencial, pois, aparentemente, condiz mais com  a lógica do mundo. Acham mais natural e aceitável se posicionarem onde seus problemas parecem existir, buscando incessantemente   “trazer à tona”  esta  “latente”  semelhança divina. Porém, o enfoque absoluto não é este!

Que é o “Referencial da Luz”? É aquele em que jamais vemos nossa Identidade como algo “latente” para ser trazido à tona no mundo das aparências. Vemo-nos como Deus totalmente manifesto como Ser individual, sem levarmos em conta “existência humana” alguma!

Leia o artigo da maneira como a autora se expressou; e então depois, releia-o “mudando o referencial”, para entender o que é o estudo absoluto! Observe  que as frases condicionais,  que dão poder ao tempo, a estudos etc., e que atuam como “crenças que atrasam a manifestação da Verdade” ficarão anuladas, possibilitando-nos diretamente “contemplar” a Verdade a partir da própria Verdade e não mais pela sua suposta manifestação “vinda à tona”. Não existe “mundo em que a Verdade venha à tona”. A Verdade é o Universo em Si! É Onipresença!

Dizer que “em cada ser humano acha-se latente sua semelhança divina” parece, à primeira vista, que este “ser humano” é o que está manifestado, e que a Verdade está ainda em estado “latente”, à espera de “compreensão espiritual” deste ser humano. Porém, nada disso é a Verdade! A Verdade acha-se “latente”, neste ser humano, porque ELE NÃO EXISTE! DEUS É TUDO! E quando a autora diz que precisamos da “luz da compreensão espiritual, que ilumina a realidade”, ela está, na verdade, dizendo que teremos de “discernir o Absoluto  diretamente onde a Oniação é TUDO,  e abrangendo, aqui e agora, a totalidade do nosso Ser real, que é DEUS!

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Perder-se Para se Encontrar.

.Em Mateus 10, temos um roteiro para os divulgadores do evangelho. Que obviamente é impraticável nos dias de hoje, pois os tempos são outros. A comunicação e propagação do evangelho hoje se dá de diversas formas, porém, um detalhe o torna importante:  A demonstração do que se fala coerente com as atitudes. Vivemos numa sociedade demagoga, que fala e escreve bonito , mas que não consegue e muitas vezes não quer realizar o que defende.

É a valorização total do ego: O melhor pra mim sempre e em primeiro lugar. Todos querem ter, possuir e ostentar a matéria, muitas vezes a qualquer custo. Ter os melhores amigos, as melhores relações, ter à mão os melhores pares. Tudo para satisfazer o ego, para mostrar ao mundo que somos bons, afortunados, abençoados e felizes… Não percebemos mas fazemos isso constantemente. Corremos atrás de sonhos, em busca de quê? Para quê? Já dizia o profeta em Eclesiastes: “é tudo vaidade”.

O mundo hoje (2012) corre desesperado para ter sucesso e alegrias; é justo sim querer ser feliz e buscar o melhor, não é errado! No entanto não podemos perder o foco: Somos Espírito! A matéria nos dá a sustentação para a demonstração do Poder de Deus, mas o espírito é indestrutível e com a morte do corpo ele “volta ao Pai”. A mecânica disso é defendida por todas as religiões, cada um que a entenda como quiser. Mas o fato é que somos parte de Deus, inseparáveis imutáveis, somos sua obra e ela é permanente, ou seja não muda. Quando deixarmos de olhar para as coisas materiais como o objetivo, estaremos abrindo os olhos do espírito para a  demostração do poder do Pai em nossas existências temporais. “O Pai, que está em mim, é quem faz as obras…” João 14:10. Permitamos pois, que Deus faça as obras, confiando nos caminhos que ele nos mostra o tempo todo.

Para consultas úteis, ver site: www.bibliaonline.com.br

“Expulsai os Demônios”

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A ordem “Expulsai os demônios” já pode ser posta em prática, pois agora estamos capacitados a executá-la com visão espiritual e autoridade divina.

Os “demônios” são as falsas crenças genéricas que têm perpetuado desde o início dos tempos; e, a principal delas chama-se “individualismo”. Cristo ensinou que toda realidade é una, sem partes ou diferenças, ou seja, ensinou ser impossível reconciliar o nosso “Eu” com uma mente humana ou individualidade. Pelo contrário, o homem genérico prega a doutrina da apoteose, isto é, a deificação da mente humana.

A renúncia a toda obediência a personalidades ou doutrinas humanas nos conduz à iluminação flamejante e à convicção de que inexiste qualquer “outro” ao lado do Eu Universal. Este Uno exige nossa total atenção. Verdadeiramente, teremos de clarear nossa visão até que nada nada mais seja posto diante dela, a não ser o Eu perfeito e Sua perfeita expressão.

Por outro lado, isto é, do ponto de vista de que nada mais existe, se torna fácil entender que as formas discordantes chamadas doença, pobreza ou desarmonia de toda espécie, não possuem nelas Deus algum ; portanto, não têm nenhuma vida , nenhuma ação, e nenhum poder.

Porém, que daria origem àquelas aparências? Podemos atribuí-las diretamente aos pensamentos e sentimentos errôneos; eis o porquê delas assumirem forma. Entretanto, tais pensamentos são inteiramente falsos, por terem sido construídos sobre a errônea premissa de que existe outra mente, ou consciência, além daquela que é Deus; e de que estes pensamentos malignos possuam poder.

O grande realismo permanece intacto. A Mente ou Consciência única que temos, é aquela que é Deus. Logo não pode haver, e não há mesmo, nenhuma forma real discordante; nenhum pensar errôneo; nenhuma outra mente, vida ou existência.

Em virtude do fato de que Deus é tudo, e de que inexistem outros pensadores pessoais, conclui-se que todos os resultados atribuídos àqueles pensamentos são míticos e espectrais: vazios de existência.

Consideremos a reinante praga dos pulgões japoneses. Analisemos, neste exemplo específico, o que deve ser expulso. Tais pulgões expressam ou representam vida? São unos com a Vida que é Deus, o Todo? Não. Por certo eles voam, têm bonitas cores, e, aparentemente, têm a mesma vida que nós temos. Porém, que estariam representando? Eles retratam os pensamentos, ações e sentimentos dos povos e nações em guerra, uns com os outros. Aqui se cumpre a profecia de Jesus, quando disse: “Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, além de fomes e pestilências”.

Alegar que a vida-Divina inclui, de alguma maneira, uma forma de vida que seja uma peste, significa interpretar erroneamente a Existência. Além disso, em vez de atribuirmos a tais insetos a mesma vida que somos, iremos expulsar a forma de vida que eles aparentam possuir; e negar qualquer realidade nela. Sendo descartado o seu semblante de vida, pelo entendimento de que eles simbolizam ignorância, desobediência, treva e engano, que não existe vida ou realidade neles, desaparecerão em sua própria nulidade.

Pondo em prática este princípio, recentemente a autora pôde presenciar esse tipo de demonstração. Os pulgões, que vinham atacando as plantas no jardim, foram encontrados sem vida em consequência disso. Um leve toque, dado nos ramos, e eles caíram das folhas ao chão, pó a pó.

Disse Jeremias: “Todo ourives é envergonhado pela imagem que ele esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego.” (Jer. 10:14). Ezequiel teve uma visão similar, quando escreveu: “Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel? … Eles criaram as imagens de suas abominações, e de suas coisas detestáveis.”

Uma praga ou pestilência retrata avareza, destruição, guerra, luta, mesquinharia: tudo baseado no erro primário de que a Mente pode ser múltipla; de que a Vida possa estar separada e, seres humanos sejam capazes de entrar em guerra, uns com os outros.

Alguém preso a uma mente pessoal ou intelectual humana se desgasta com suor e lágrimas; ele caminha em trevas, dorme em trevas e produz em trevas. Esta é a “terra distante” em que, em crença, ele atua afastado de sua Mente real e de seu verdadeiro estado de Ser, até que, finalmente, lhe chegue a compreensão que uma mente pessoal, ou mentalidade individual, não é para ser transformada ou treinada de nenhuma maneira: ela é para ser abandonada por meio de uma renúncia completa.

A Bíblia nos incita a volver nossos corações para a luz, pois o “coração” denota as aspirações e afeições puras e espirituais. Jesus procurou os puros e simples de coração para semear seu ensinamento. Sabia da dificuldade que os intelectualmente ricos teriam para entrar no Reino do Espírito.

Estabelecidos como o Um, nós assumimos nossa prerrogativa de ser uma lei para o nosso Eu; que nada pode estar conosco sem que seja saudável, perfeito e puro.

“Não vos alegreis porque se vos sujeitam os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.” Lc: 10;20. Assim falou Jesus àqueles que por ele foram enviados para pregar e curar. A alegria não deve estar ligada à demonstração; devemos nos alegrar por termos descoberto que nós próprios, e todos os demais, somos a Verdade e a Vida. Como devemos ficar alegres e felizes!

O tratamento de Jesus era administrado como Palavra Falada: a Palavra de poder; a Palavra de ordem. O Eu fala ao Eu, com poder e autoridade, dizendo: Saia! Jubilosamente, o Eu ouve e o Eu responde.

Das profundezas do Amor divino, a Palavra sai; e é cumprida. Ela não leva em conta personalidades ou bloqueios mentais; tampouco busca modificar alguma assim chamada consciência. A Palavra emana do Eu; Ela é o Eu; e é a própria autoridade.

O Eu é isento de todo tipo de limitação; sem discrepância ou discriminação. Ele é poder, Todo-poderoso. Ele vê a Si próprio como o Incondicionado — o livre e irresistível, sempre.

Conheça seu Eu! Ame seu Eu! Quem está em todo o céu e a terra, senão seu Eu? Não diga “Eu Sou”, exceto em nome do Uno: o Eu que era; que é, que sempre será; em quem não há sonho nem oposição de qualquer espécie.

Eu sou Amor, Eu sou Entendimento, Eu sou Paz, Eu sou Abundância; igualmente presente em todo ponto. Eu sou a demonstração do bem eterno, sempre. Nada Me pode ser acrescentado; nada Me pode ser tirado. Eu e a minha criação somos Um; e preencho a Infinitude.

“O Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome.” Zacarias 14: 9. O Senhor é o Ser infinito. Seu nome é um; e Sua identidade é uma. Sua harmonia é uma; Sua atividade é uma.

“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Rom. 8; 31. Ninguém! Nada! Nada existe para se-Lhe opor! Nada para ser contrário! Nada para estar separado! A divina Consciência reina, e é tudo- em-tudo.

Conhecedor deste sempre-existente Fato da Existência, Cristo ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” Mc 16; 15. Amados, obedeçamos ao nosso Redentor! Passemos a pregar o Evangelho da Unicidade e Totalidade a todo aquele que possa ouvi-lo. Passemos a ensinar a Mensagem da Ontologia: Perfeição indivisível, Completeza, o Eu-Sou-estado-de-ser. Previnamos a todos que deixem de pensar a partir da premissa de um homem em busca de seu bem; em vez disso, assumamos o correto estado do Ser, vivo por toda a Eternidade.

Uma vez aceito nosso verdadeiro estado, estaremos prontos para seguir crescentemente rumo à plena luz e revelação, ou seja, “contemplarão a sua face, e nas suas frontes estará o nome dEle. Então já não haverá mais noite, nem precisarão eles de luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”. Apoc. 22: 4-5.

F I M

Toda Oração Correta Está Atendida

Dárcio

.O Universo é a Perfeição absoluta ou infinita já feita! Nada mais poderá acontecer, e é a  frase que lemos em O Apocalipse, 21:6: “Tudo está feito!” Postei anteriormente um texto da Seicho-no-Ie, falando sobre analisarmos o que pedimos nas nossas orações. Esta análise será útil quando a pessoa está em dúvidas sobre o fato de “o universo já estar pronto”, por ainda acreditar em “mundo fenomênico” coexistindo com o Reino único da Verdade.

Ouvimos muitas frases absurdas, do tipo: “Deus não me atende porque eu não devo merecer o que desejo”, ou “Deus não gosta de mim, pois atende os outros e a mim não atende!”  Há, inclusive,  aqueles que até chegam a duvidar da existência de Deus. Tem pedidos absurdos, como, por exemplo, um pedir que seu time ganhe, mesmo sabendo que o torcedor do time adversário faz pedido igual e ao mesmo Deus! Por isso, é realmente importante que cada um analise o que vem pedindo a Deus.

Um outro aspecto importante é conhecermos as influências mesméricas e como anulá-las, estudando artigos como “O Cordeiro de Deus destrói o magnetismo animal”, publicado aqui recentemente. Há autores absolutistas que sequer admitem tocarmos em assunto de “magnetismo animal”. A própria Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, pensava assim, até que pôde observar “algo estranho” atuando sorrateiramente e atrapalhando o desenvolvimento da Ciência Cristã. Desse modo, incluiu o capítulo “Desmascarado o Magnetismo Animal” em seu livro-texto Ciência e Saúde. A premissa básica da Ciência Cristã diz que “Deus é Tudo-em-Tudo”. Lidamos com esta Verdade absoluta, mas também lidamos com o mundo que a suposta mente humana reconhece como existente. E, justamente por existir unicamente Deus, devemos saber como lidar com os “falsos poderes” aceitos pela crença coletiva. Os artigos que lidam com este tema são “armas da luz”, revelam princípios que nos ajudam a permanecer na Verdade, sem nos deixarmos mover pelas inverdades sugeridas pela mente humana.

O mais importante é a convicção absoluta de que Deus e Homem são UM! Esta Unidade, assim reconhecida e contemplada na “Prática do Silêncio”, é a “oração perfeita! E já está  atendida! Exatamente AGORA, Deus e VOCÊ são UM!

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O Amor ao Próximo

Tentarmos obrigar alguém, humanamente, a amar ao próximo incondicionalmente  não resultará em amor verdadeiro. Jesus disse: Eis que vos dou um novo mandamento: que vos ameis, uns aos outros, como eu vos tenho amado”. É preciso observar que este amor é divino, fruto de comunhão essencial com Deus e da visão proveniente desta visão, que revela a Presença do Pai tanto  em nós como no próximo. Só dentro desta visão absoluta teremos o Amor verdadeiro reconhecido e irradiado incondicionalmente, de forma que amemos ao próximo como a nós mesmos, ou seja, pelo fato de  em Deus sermos todos um,  e por estarmos  conscientes de que Deus, sendo Tudo, é Amor onipresente!

Ao lavar os pés de seus discípulos, Jesus reverenciava a Presença do Pai em todos eles, e isto justifica a sua explicação de que, se um dos discípulos se recusasse a ter seus pés ali lavados, aquele “não teria parte com ele”.

A Vida é única: Deus Se expressando ! Por isso, em vez de  se ver forçado a amar até seus inimigos, por ter entendido isso como “tarefa obrigatória” da mente humana, compreenda a Verdade Absoluta que traz este amor à luz, e de modo totalmente natural e sem obrigatoriedades! Medite e contemple a Vida onipresente, que é Luz em VOCÊ e igualmente em TODOS. Contemple, em seguida,  que nesta Luz infinita, todos somos UM!  Sua dedicação neste reconhecimento o fará deixar de ver “amigos ou inimigos”, pessoas que lhe despertem “simpatia” ou “antipatia”, porque não mais estará em pauta um superficial julgamento pelas “aparências”, mas sim o “juízo justo”, aquele em que você se honra como honra o Pai, e igualmente honra a todos os demais da mesma forma. DEUS É TUDO! Amar incondicionalmente é simplesmente estarmos conscientes deste Fato!

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Vendo Com Olhos de Cristo

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DÁRCIO

Conta  a Biblia que o filho de um oficial do rei, em Cafarnaum, estava prestes a morrer, quando ele rogou a Jesus que o curasse. “Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem!” A Bíblia diz que o homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. E enquanto ia descendo, seus criados lhe disseram: “Teu filho está passando bem!”   (João, 4:51)).

A ILUSÃO é impessoal, uma crença coletiva que afirma haver “alguém apartado de Deus”. Se esta crença for refutada com a Verdade, e o suposto “paciente” acreditar nesta Verdade, não haverá mais campo de manifestação da crença mentirosa!

A “Visão de Cristo” é a Onivisão que discerne “tudo passando bem”, e assim no Universo infinito! Dentro desta convicção, quando alguém acredita na Verdade, assim como aquele oficial do rei  acreditou, a ação da Verdade assim reconhecida desfaz a ILUSÃO! Não é que promova “cura”, e sim “desfaz a ILUSÃO! A Onipresença perfeita é TUDO! Não há um único Ser, em todo o Universo infinito, que esteja passando por algum problema ou por alguma dificuldade! Estudar a Verdade é “permanecer” nesta convicção absoluta! Os dois chamados “princípios de cura”, apresentados por Joel S. Goldsmith, são de grande ajuda neste sentido! O primeiro, “impersonalizar a ilusão”, seria, no caso acima, Jesus não associar o filho do oficial com a ILUSÃO COLETIVA que o via apartado de Deus; o segundo princípio, “nadificar a ilusão”, seria Jesus contemplar aquele filho do oficial como FILHO DE DEUS, UNO COM DEUS, JÁ  PASSANDO BEM,  fazendo da crença errônea, que aparentemente o mostrava doente, puríssimo NADA: mera crença sem fundamento,  sem poder, sem realidade, sem substância, sem existência, e sem lei de sustentação!

Estes dois “princípios”, de O Caminho Infinito, objetivam facilitar-nos a “VER COM OLHOS DE CRISTO”, razão pela qual devem ser estudados, treinados e postos em prática!

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Todos os Bens Já Lhe Estão Acrescentados!

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Quando os princípios da Verdade são levados em conta com toda a nossa convicção, as falsidades chamadas “aparências” começam a desaparecer. Não eram imagens verdadeiras, mas tão somente crenças falsas aparecendo na ilusória mente humana. Quando alguém vive temeroso quanto a qualquer hipótese de acontecimento ruim em sua vida, esta sua ideia contínua poderá levá-lo a ter sonhos condizentes com seus medos; e, acreditar naqueles sonhos, sem se dar conta de que eles foram causados pelas preocupações da sua mente inquieta e amedrontada, seria uma crença ilusória! Analogamente, aqueles que veem este mundo como cenário de manifestação de seus erros ou acertos, como ser humano, estará colocando na “miragem” uma causa que não está nela, mas sim na ilusória mente que ali se expressou, aparentemente falando! Unicamente Deus é realidade; e, em vista disso, unicamente as Obras de Deus estão agora manifestadas, e isto é permanente!

Jesus disse: “Vim ao mundo para que todos tenham vida, e vida com abundância”. Ocorre, entretanto, que esta “vida com abundância”, que já nos é dada, não está “neste mundo”, mas sim na REALIDADE DIVINA! Não há “outra” realidade, para que alguém possa “ali” ter “vida com abundância”! Por isso, “buscai em primeiro lugar o reino de Deus”, disse Jesus! Sabia que “buscar a vida com abundância” significa deixar o suposto “mundo da mentira” em direção ao REINO REAL.

Há quem diga: “Eu oro e medito, mas as coisas, para mim, não acontecem!” Que está por trás desta queixa? A mente presa ao “mundo da mentira”! Esta mente, chamada de “mente carnal” por Paulo, é considerada a “inimizade contra Deus”. É evidente tratar-se  de uma colocação didática, para que deixemos de acreditar nas carências, vistas pela mente carnal, para nos voltarmos à REALIDADE, em que tudo já é nosso, aqui e agora! Nossa “contemplação” da Presença de Deus em TODO O REINO DA REALIDADE deve excluir, em TODO O UNIVERSO INFINITO, a simples possibilidade de haver um único “metro cúbico” de ausência do Bem TOTAL! Isto porque a Verdade exclui o erro! Aquele que diz reconhecer a TOTALIDADE do Reino de Deus aguardando que, decorrente deste reconhecimento, lhe virão as “coisas acrescentadas”, está simplesmente negando a TOTALIDADE DE DEUS E SEU REINO! Para ele, a partir da Onipresença reconhecida, deverão lhe vir os “bens desejados”! E lhe fazemos a pergunta: “Vir em que lugar?” E ele dirá: “No mundo das aparências, oras!” E, nesta resposta, vemos, novamente, a milenar “crença dualista” de que em Deus temos  TUDO, mas  que, “na aparência”, este Bem absoluto ainda não nos apareceu!

Reconheça, de fato, Deus como TUDO! Contemple a TOTALIDADE DE DEUS que exclui “outra presença! Não admita a presença de “ausência de Deus”, o que seria a negação total da Verdade! DEUS COBRE O UNIVERSO INFINITO, COM SUA PRESENÇA PERFEITA QUE A TUDO ABRANGE! Contemple- se nesta UNIDADE, sem que “divida a casa” na crença em “dois mundos”. Desse modo, você estará de posse do REINO TODO, ciente de que este REINO É TUDO, e, portanto, que INEXISTE LUGAR DISPONÍVEL para que “mais bens” venham a ser-lhe acrescentados”. VOCÊ JÁ ESTÁ UNO COM TODOS OS BENS DA REALIDADE!

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Você é Espírito e Não Mente Iludida!

 O homem é Espírito, a pura expressão individual do Verbo divino. Jamais muda, jamais deixa sua posição absoluta, jamais decai, jamais nasce, jamais evolui, jamais morre!

Toda errônea identificação do Ser que somos com a suposta “mente humana” é a ILUSÃO! É quando encontramos frases do tipo: “Eu fiz oração a Deus e Ele me orientou!”, ou, “Eu devo estar passando por tal situação porque talvez eu a mereça!” São infinitas as variações de frases ilusórias desse tipo, considerando o Ser que somos não como Deus, mas sim como a “mente humana” em seus supostos acertos e erros! Enquanto o “referencial de existência” não for trocado, ou seja, você se identificar segundo as revelações divinas absolutas, e não mais com o “eu” da ILUSÃO, a Verdade lhe estará desconhecida!

Parta sempre do “Referencial da Luz”, que é o referencial da Verdade! Contemple os fatos eternos e nunca os temporais e ilusórios! E contemple-os admitindo, a priori, que a Mente divina é a sua!  Lembre-se: você é o Espírito de Deus! Não é “mente iludida”!   As “contemplações”, a partir da Verdade, são as únicas verdadeiras e com base espiritual! Pense, por exemplo: “Deus está sendo o Eu que Eu Sou!” E, Imediatamente, sinta que VOCÊ É ESTE EU PERFEITO! Jamais permita-se comparar com “outro eu”, o “ilusório eu” que unicamente a “mente iludida” aceita existir! Não existe! Nem a “mente iludida” e nem o “eu” por ela engendrado! DEUS É TUDO!

Faça as “contemplações” a partir da Verdade! Sem jamais se deixar iludir por algo irreal! Para isso, medite sempre já a partir do “Referencial iluminado”.

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“Não Resistais ao Maligno”

 

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Na prática, esta recomendação de Jesus, “não resistais ao maligno”, exerce magnífico trabalho de proteção, com relação às sugestões mesméricas agressivas “deste mundo”. A decisão interna de “não resistir” permite livre fluxo da Onipotência  onde quer que estejamos, e, nossa suave percepção de que “Deus é o único Poder” nos faz reconhecer este Poder sendo universalmente ativo! “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”, diz a Bíblia.

Portanto, não entre em luta contra “vazios”, mas sim, reconheça Deus preenchendo o espaço infinito com Sua Presença, Seu Poder e Seu Amor; e então, veja-se INCLUSO nesta Oniação onipotente. Esta “não resistência ao maligno” é, de fato, sua percepção plena de que “não há outro, ao lado de Mim”, ao lado do Todo expresso como seu Eu, aqui e agora.

Contemple estes fatos espirituais, sentindo-se no Paraíso, e  sentindo-se Deus!¨

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LEITURAS QUE SOMAM OU SUBTRAEM

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O estudo da Verdade Absoluta parte, obviamente, da Presença absoluta de Deus como Todo-poder, Toda-presença, Todo-saber e Toda-ação. Não espera que alguém chegue “um dia” a fazer parte desta totalidade, o que seria a própria negação da totalidade. Esta premissa já parte, portanto, do fato imutável de que Deus constitui o Ser que somos, no agora atemporal em que vivemos. Em vista disso, sempre é colocada a premissa básica do estudo: DEUS É TUDO COMO TUDO!

O mundo contém uma infinidade de literatura versando sobre temas espirituais. Como fazemos concessões ao mundo, para interagirmos naturalmente com os demais em nossas atividades diárias, parte da ficção de que somos seres humanos é aceita, quando atendemos por nomes  “terrenos”, quando acreditamos em “mestres e discípulos”, etc.  Este pouco envolvimento vigiado, com as aparências, não compromete o nosso conhecimento da Verdade de que “existe unicamente Deus”. Contudo, devemos cuidar muito  bem do que lemos, para que nossas leituras somem informações que endossem a Verdade absoluta, sem que jamais nos subtraiam  princípios já mentalmente conscientizados! Este “somar” ou “subtrair”, evidentemente, se dá apenas na mente humana, e jamais em nossa Consciência iluminada, que é Deus consciente de ser quem somos; entretanto, como nas concessões feitas para o convívio “neste mundo” a chamada “mente humana” é usada, não podemos permitir que no subconsciente entrem  mais informações que contradigam o que já foi ali reconhecido como Verdade. Neste mundo encontramos a projeção do que a mente humana acumulou , seja como Verdade, fruto de meditações e estudos, seja como mentiras, vindas hipnoticamente do “mesmerismo coletivo”. Desse modo, não devemos acreditar que tudo que nos  chegue às mãos, como sugestão de leitura, seja trazido pela nossa Consciência espiritual! Caso assim aceitarmos, não estaremos filtrando as influências mesméricas, e acabaremos lendo livros, autores, e até mesmo partes da Bìblia,  que não condizem com este estudo absoluto!

Sábio é meditar muito e ler pouco! Isto para quem já está de posse da premissa do estudo, e que tem por meta única “permanecer em Mim”, isto é, em seu Ser Absoluto. Jesus disse: “Quem permanecer em Mim, conhecerá a Verdade e a Verdade o libertará”.

Quantos já não me disseram: “Você viu que aquele autor diz a mesma coisa que você sempre fala? Só que ele acredita em reencarnação!”  Ou então: “Você conhece este autor? Ele fala praticamente o que você explica, só que ele admite “estágios de consciência”, e, por aí vai! Admitir a premissa da TOTALIDADE DE DEUS E SUAS OBRAS PERMANENTES é o que nos basta para meditar! Não estou dizendo que nada deva ser lido, mas que seja lido e bem filtrado, onde quer que apareça dualidade ou vínculos de nosso Ser com “este mundo”. Como tenho dito, o “mundo das aparências” é uma imagem ILUSÓRIA do que a mente humana acredita! Se, nela, você alimentar ideias opostas, dualistas  ou materialistas, as imagens que verá como seu dia-a-dia serão projeções desta sua mistura de aceitação! É nesse sentido que você deve cuidar muito bem do que deve aceitar ou rejeitar, em suas leituras, preservando, a todo custo, a Verdade única e absoluta: A TOTALIDADE DE SUA EXISTÊNCIA É DEUS! A PERFEIÇÃO IMUTÁVEL NA FORMA DE SEU SER INDIVIDUAL!

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Sem Tempo Para Meditar?

Embora em geral o tempo requerido para meditarmos eficazmente seja um pouco longo, uma vez que iremos contemplar a nossa inclusão na Onipresença, Onipotência, Onisciência e Oniação de Deus, isto não significa que deixemos de fazê-lo,  em dias aparentemente corridos. Se você pensar, por exemplo, “hoje o tempo está muito curto, e deixarei para meditar amanhã, quando terei mais tempo do que hoje”,   o mundo   o terá vencido, em vez de você ter vencido o mundo! Nestes instantes é que deverá fazer prevalecer a Verdade, colocando em “primeiro lugar” o Reino de Deus!

Caso o dia  esteja requerendo muito de você, jamais deixe de meditar com esta justificativa! Faça uma meditação rápida, mas faça! Pense, por exemplo: “Esta pressa não existe no Reino de Deus; assim, paro meu pensamento para desfrutar da Minha Paz!”; ou, “Não tem quantidade de tarefas que me impeça de parar e recordar que Deus e eu somos um”. Às vezes, meditações desse tipo, feitas em “falta de tempo”, até se mostram mais eficazes! Em Deus o tempo não existe! Qualquer minuto que nos abramos à Verdade, teremos a resposta divina imediata, como diz Isaías: “Antes que clamem, eu responderei”.

Além de você “vencer o mundo”, com estas meditações rápidas, mas poderosas, estará controlando antes, na mente, o bom desenrolar das atividades deste dia, em vez de sair desenfreadamente em direção a elas sem antes ter reconhecido a Verdade, ou seja, se rendendo ao “mesmerismo” de que, em tal dia, a meditação não poderia ser feita!  

Jamais, em tempo algum, deixe de meditar por ter “muita coisa a fazer naquele dia”. Este pensamento “mesmérico”, se o dominar e fizer  com que você vá “primeiro ao mundo”, e não “primeiro ao Reino”, logo o fará notar que a correria não o estará deixando viver um dia tão suave e harmonioso quanto aqueles em que as meditações os precederam! Portanto, se “o tempo for curto”, faça, mesmo assim, meditações contemplativas rápidas e eficazes, deixando, naquele pouco tempo disponível, que TODA A VERDADE se derrame sobre VOCÊ!

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Fora ou Dentro de Você

Enquanto a maioria acredita em mundo exterior, a Verdade é que o REINO DE DEUS, que   é nossa Consciência, é a única realidade em atividade! Quando aparentemente surgem aparências desagradáveis, aqueles que se veem em mundo material logo se abalam  e saem para todo canto em busca de solução. Esta mente atribulada, em vez de atrair coisas boas, mais atrai seus “semelhantes”, uma vez que neste mundo, o que age é a lei mental que diz: “os semelhantes se atraem”.

Quem conhece a Verdade, diante das mesmas aparências, poderá reconhecê-las como não agradáveis, mas não lutará contra elas! Entrará em si mesmo, no “Esconderijo do Altíssimo”, que é Deus sendo seu Eu individual, e permanecerá em “contemplação” até discernir sua “unidade com Deus”. Isto feito, logo serão percebidos os passos serenos e tranquilos a serem dados, os quais, seguidos, revelarão o aparecimento dos “bens acrescentados”.

Em “Sabedorias de O Caminho Infinito”, Joel Goldsmith escreve:  “Comece sua vida espiritual entendendo que todos os conflitos se resolvem dentro de sua consciência. Nunca há conflitos com  pessoa ou condição, e sim com o falso conceito mantido acerca de uma pessoa, coisa, circunstância ou condição. Por isso, faça a correção dentro de você mesmo, em vez de tentar mudar algo ou alguém externo”.

Suas atitudes revelam a confiança ou não nos princípios da Verdade. Estando convicto de que os princípios são verdadeiros, você se volverá ao seu próprio interior, sabendo que dentro de você estará o meio de desmantelar as “miragens”; mas, não estando convicto, você correrá para fora, pensando em mil maneiras de trazer harmonia às imagens desarmônicas deste mundo, mas sem respaldo algum das leis espirituais. Portanto, adquira a convicção na Verdade, pois, é a Verdade que o libertará, e não corridas desesperadas pelo “mundo das aparências”, que não passa de uma “imagem hipnótica”.

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A Voz do Cristo Eterno

Quando a Biblia explica que devemos nos despir do “homem natural” para discernirmos a Verdade de que  “Cristo é tudo em todos”, e, naturalmente, tudo em nossa própria identidade, devemos entender que esta visão nos leva à identificação total com a Mente divina, perfeita, ativa e completa, que está atuando como a Mente de todo ser individual. “Despir-nos do homem natural” equivale a reconhecermos como nula a suposta “mente humana”. Se ficarmos na dualidade, aceitando que temos mente humana, e que a ela o Cristo se revelará, estaremos negando a onipresença da Mente divina.

O estudo do Absoluto parte do AGORA PLENO, em que a Mente de Cristo já é a Mente que somos. As crenças ilusórias, como aquelas que lidam com   inatividade mental, paralisação, depressão, perda de memória, etc., passam a ser vistas como banidas de vez, desaparecidas juntamente com seu ilusório dono: o “homem natural”. Joel Goldsmith cita, num de seus escritos, que “quem se livra do cão, se livra de suas pulgas” , ou seja, livres da crença em “mente humana”, livramo-nos de todos os seus fictícios problemas! Ouvimos a Voz pura do Cristo que somos, e esta Voz, que é a própria Voz da Verdade eterna, revela-nos estando permanententemente “sob a Graça do Pai”, e, portanto, sem nenhum vínculo com algo “deste mundo”.  É a nossa Voz real, que nos revela em Deus, o que, aos olhos do mundo, é entendido como “estarmos despertos”.

Disse o apóstolo Paulo: “Já é hora de despertarmos do sono. Conhecendo o tempo, digo que a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada. O dia é chegado. Rejeitemos as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz” (Rom. 13: 11, 12).

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“Não Sejais Sábios Aos Vossos Próprios Olhos”

Mesmo que a pessoa se julgue sábia, humanamente falando, esta sabedoria é nula diante da Onisciência de Deus. A mente humana, de si mesma, somente vive de conceitos, de crenças mutáveis, sem jamais merecer total ou absoluta confiança. Por outro lado, se a pessoa entra em oração e se permite ser inundada pela Sabedoria divina, sobrarão, aos olhos da “crença humana”, ou da mente humana, resquícios dessa sabedoria que, postos em prática, resultarão em sucesso e bem-aventuranças na suposta vida cotidiana.

Aos Romanos, Paulo deu a seguinte advertência: “Não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Romanos 12: 16). Sabia que o “orgulho intelectual”  atuaria como filtro à real sabedoria universal, que é a Onisciência em nossa Essência. Trocar a Essência pela “aparência” jamais será sinal de  real sabedoria! Tanto é assim, que antes de qualquer atitude ou tomada de decisão, a “Prática do Silêncio” deverá ser levada em conta em primeiro lugar. Mesmo que a pessoa se julgue sábia, e já forme logo uma própria opinião, melhor lhe será que momentaneamente a deixe de lado, dedicando-se a “contemplar-se” sendo o Cristo, o Filho oculto na Onisciência do Pai. Sem qualquer ideia de fazer valer sua prévia opinião intelectual, deve  entregar-se à Verdade até sentir-se em unidade com Deus. Deixar o Espírito dar testemunho, enquanto discerne serenamente aquela unidade como permanente. Desta oração contemplativa, surgirá, na suposta mente humana, a real sabedoria requerida a cada caso em questão.

Lembre-se deste alerta de Paulo: “não se julgue sábio aos seus próprios olhos!” A suposta “sabedoria humana”, quando flui decorrente de nossa identificação com Deus, jamais poderá ser chamada de “humana”, para que alguém, da aparência, vaidosamente se julgue “sábio” por usá-la e constatar ter ela se mostrado eficaz em sua suposta vida humana.  Não existem “dois mundos”, e não existem “dois Eus”, um em Deus e outro no mundo! Seu “Eu” é um só:  Deus sendo o Eu específico que você É!  Eliminando o “homem natural”, que poderia se vir   “alimentado”, caso seus olhos de apreciação e  orgulho fossem considerados como sendo os dele, o seu Eu divino Se revelará, atuando como “Sabedoria do Todo”, ou “Sabedoria da Unidade”; e então, a Oniação lhe será nítida e clara, bem como a Onisciência, que é uma com Ela.

Em I Coríntios, 2: 6, encontramos: “Contudo, falamos sabedoria entre os perfeitos; não porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistérios, a qual Deus ordenou antes dos séculos para a nossa glória. A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória”.

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Verdade é Permanência da Perfeição Absoluta


Quando alguém se posiciona no “mundo das aparências”, ali se julga estar passando por cada uma das mudanças de suas imagens fraudulentas! Assemelha-se a um sonhador que, sem se dar conta de seu referencial de vida fora do sonho, nele passa seguidas amarguras e dissabores, até que o despertar ponha fim àquilo tudo e ele se perceba estando em paz.

Vezes e mais vezes os textos sobre a Verdade Absoluta nos fazem recordar a permanência de tudo que Deus faz. Os estudos nos colocam em unidade com estas obras divinas, sem que nos associemos nem um pouco com as contínuas “imagens de mudanças” das aparências.

Durante a “Prática do Silêncio”, veja-se já “Desperto” do sonho material! Faça um consciente desvínculo total de tudo que vinha sendo aceito como “vida material”. Veja-se como Obra Permanente de Deus, o Cristo, que não tem reino “neste mundo”. Contemple a Verdade na Sua própria dimensão absoluta, entendendo-a como dimensão única reconhecida por Deus. “Estivestes comigo desde o princípio”, disse Jesus (João 17: 27). Vá diretamente à Verdade revelada; aceite-A como Fato permanente de sua Existência; e assim, diante de quaisquer aparentes mudanças, supostamente vistas pela mente humana, entenda-as  como miragens,  meras sombras em mutação, enquanto VOCÊ, na Realidade Eterna, Se reconhece integralmente em Deus, e sendo Deus!

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O Caminho Eterno-2 (Final)

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É possível que alguém tenha empreendido enorme esforço, objetivando sobrepujar hábitos, emoções ou características indesejáveis, mas sem ter tido sucesso algum. Entretanto, quando passar a dedicar seu mais profundo e puro amor ao Um Infinito, repentinamente, sem esforço algum, se verá liberto de seu fardo, seja ele de natureza física, mental ou emocional.

Precisamos aprender a depender de nosso próprio Ser para tudo. Ele é a realidade única que inclui a TOTALIDADE. Nosso pensamento, visão e atividade se tornam espontâneos e livres de esforços, quando atuamos sob Inspiração. Quando alguém se julga como sendo humano, dotado de mente, vontade e escolha próprias, naturalmente se vê limitado em todas as direções.

Na crença da dualidade, nunca alguém poderá saber o que é Liberdade, Integralidade ou Inteireza. Grande é o mistério da Vida, enquanto alguém se coloca dependente de seu próprio modo pessoal de pensar. Desigualdade, injustiça, falta de inteireza lhe parecerão existentes por toda parte. A existência humana é um paradoxo àqueles que acreditam nela.

Quando vemos as coisas como elas realmente são, descobrimos que jamais houve uma criatura chamada “homem”, com uma mentalidade chamada “mente” ou num corpo chamado “matéria”. Experienciando a realidade, conhecemos as coisas como elas são; e descobrimos a realidade de nosso Eu como sendo o Caminho, a Verdade e a Vida.

Sob a Luz da realidade, nosso Mundo todo, radiante de amor e beleza, tem inteiramente um novo significado e glória.

FIM

O Caminho Eterno-1

Lillian DeWaters

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Nunca se conforme com um conceito material de coisas e de pensamentos; antes, seja iluminado, encontrando e experienciando o Reino do Céu dentro do Coração. A Realidade não pode ser criada; tampouco pode ser determinada por pensamentos, sentimentos e ações. Em vista disso, onde depositaremos nossa esperança? Onde acharemos o que é eternamente certo e digno de confiança? Naquilo que é atemporal, imensurável e incondicionado – o Céu, a nossa Consciência pura.

Colocar saúde e integralidade em corpos, a felicidade em indivíduos, o sucesso em coisas, e a compreensão no pensamento e razão é o que retém alguém em perpétua busca, luta, esforço e argumentação. Quando nos voltamos ao “Mundo das Incorporealidades”, vendo-o como único Mundo que existe, experienciamos intuição e iluminação. Ficamos conhecendo a Verdade sem esforço ou tensão. É este o Caminho Eterno.

A mente influenciando o corpo, ou o corpo influenciando a mente, é o que parece acontecer àqueles que olham externamente ao Reino do Real. Se olharmos internamente, tão próximo o encontraremos, que a própria contemplação trará a gloriosa experiência de sua presença. Nossa decisão de abandonar as batalhas mentais, seja conosco ou com suposto opositor, estabelece o reconhecimento imediato da Total-Presença do Um.

Tem-se falado que o intelecto é apenas um esqueleto, mas que a muitos o seu estalar de ossos  é uma linguagem tão agradável quanto a voz da intuição. Parece que muitos não conseguem discernir o que são os pensamentos pessoais e o que são os pensamentos da Mente divina. Por outro lado, é certo que existem outros que estão rapidamente se expandindo em percepção espiritual, deixando para trás o físico-mental e buscando avidamente a Verdade Absoluta, que sozinha preenche e satisfaz.

O Mundo da Realidade não pode ser conhecido de nenhuma outra forma, senão a da Luz e Experiência espirituais. É bom manter isso em mente. Exemplificando, sentei-me com lápis e papel nas mãos para formular algumas ideias importantes sobre certo assunto. Havia uma sensação de hesitação, como se  sentisse  que o assunto requeresse algum pensamento específico. Mal eu comecei a escrever a primeira palavra, e repentinamente uma rajada de palavras jorrou sobre mim. Escrevi-as rapidamente, e quando encerrei o texto, era como se a totalidade da Verdade me tivesse sido  revelada naquelas poucas sentenças.

Eu não buscava aquela iluminação, especificamente. Ele me veio inteiramente de Si mesma, e era toda maravilhosa e arrebatadora. E o tema? Era este: PERFEIÇÃO É O NOSSO SER, E O NOSSO SER É PERFEIÇÃO. Sempre, em iluminação, alguém perde a noção de si mesmo como individualidade, e experimenta a Realidade como o Ser Único em Si.

Continua..>

O Esplendor Cativo

Robert Browning

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A Verdade está em ti.

Ela não vem de fora, embora penses assim.

No âmago de cada alma brilha a Luz

em todo o seu esplendor.

A sabedoria consiste em abrir caminho

para que essa divina Luz se exteriorize.

Não é abrir-nos à enganosa luz

que buscamos fora.

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Ordem de Contemplação

 Em nosso estudo do Absoluto, não usamos visualizações nem damos tratamentos espirituais. Não há “receitas”; não podemos usar a Verdade. Que fazemos? Há algum meio de vermos a Verdade maravilhosa que contemplamos Se manifestar? Sim, e esse meio inclui uma ordem. Nada fazemos para que a ORDEM DIVINA exista: Ela simplesmente É! Nós apenas tomamos consciência desse fato. Melhor dizendo, focalizamos nossa atenção na perfeita ordem que constitui a Existência toda, em vez de “aplicarmos técnicas” para que algo passe a existir harmonicamente.

Há uma ORDEM nesta “contemplação”,  sem a inclusão de mentalizações ou processos racionais. Toda atenção é focalizada no perfeito Universo ordeiro, na perfeita identidade específica ordeira, e no perfeito Corpo ordeiro. Nada fazemos “de nós mesmos”; somente permanecemos conscientes de ser O PRINCÍPIO INTELIGENTE — ATIVIDADE — EM AÇÃO. Estamos ativos, mas nunca de nós mesmos. E esta atividade é Deus cumprindo seu próprio objetivo como a nossa atividade específica. Deus, sendo o Universo infinitamente ordeiro, age e cumpre Seu objetivo também de modo  ordeiro.

Isso não quer dizer que usemos tratamento ou fórmula. PORÉM, TODO ENSINAMENTO ABSOLUTO É INCOMPLETO,  SE NOS DEIXA FLUTUANDO NO ESPAÇO. Não importa quão verdadeiro e sincero possa ser,  ensinamento assim não é completo.  De fato, reconhecer o Universal Tudo como Tudo é de suma importância; mas, apenas este reconhecimento é insuficiente: ele constitui somente um aspecto da revelação Absoluta. Pouco nos adiantaria se ficássemos no desfrutar de um conceito separado de Universo e,  com qualquer ruído, descêssemos novamente ao encontro dos mesmíssimos antigos problemas. Contudo, se fizermos a trajetória completa, se percebermos a perfeita e eterna Natureza do Universo, da Identidade e do Corpo, estaremos “vendo” também completamente; e esta “contemplação” será manifestada como o nosso Universo, como nossos afazeres e como nossos Corpos.

É certo que Deus é Tudo. Deus realmente é a única identidade infinita; porém, Deus Se identifica especificamente como identidades distintas. Nenhuma identidade é um indivíduo ou pessoa separada; mas, cada uma é distinta: pode ser apontada como sendo esta ou aquela, e nenhuma outra identidade. Desse modo, em nossa “visão segundo uma ordem”, é essencial percebermos o “específico” (identidade individual) sendo o Tudo  identificado como “aquela identidade específica”, e, contudo, inseparável do Todo Universal que compreende toda identidade. Esta Verdade deve ser “vista” completamente. Isto quer dizer que é essencial percebermos que o Tudo é a inteireza da identidade específica e, também,  é necessário percebermos que a identidade específica é o TUDO, e nada mais.

Deus é específico em Sua Autoexpressão. Sendo específico, devemos ser também específicos em nossa percepção de Sua Expressão de Si mesmo. Por exemplo, se um chamado de ajuda lhe chega de Nova York, sua atenção se volta para a identidade específica que ligou. Mas, você sabe que tudo que se relaciona com tal identidade é o seguinte: ela é Deus identificado. Assim, de imediato você conscientiza que Deus é o Universo imutável, eterno, inteiro, a Vida perfeita, o Princípio, a Alma, Corpo e Ser que é o Universo. Você contempla estas Verdades durante alguns instantes. E então, a identidade específica aparece em sua Consciência. Você está consciente daquela identidade específica. Mas, antes de tudo, você está consciente de que aquela identidade é exatamente aquilo que você sabe que Deus é, e nada mais. Este é o sentido de “ser específico” em sua visão.

Nada há de metódico ou frio nesta revelação: pelo contrário, sentimos o Amor jorrar em todo o nosso ser, sentimos ser todo o Amor que existe em e como o Universo.

Lembre-se: NUNCA INCLUA A IDENTIDADE ESPECÍFICA EM SUA CONSCIÊNCIA ANTES QUE TENHA VISTO, SENTIDO E EXPERIENCIADO O TODO INFINITO, DEUS, AMOR, COMO O UNIVERSO INTEIRO. Este ponto é de importância máxima: primeiro, sinta e experiencie a Totalidade que é Deus; depois, perceba este Um total perfeito sendo a totalidade daquilo que existe referente ao ser específico que lhe solicitou ajuda.

Não damos “tratamento”; não focalizamos nossa atenção na identidade específica; não enviamos pensamentos nem projetamos tratamentos. Nada disso. Ocorre simplesmente que, repentinamente, a identidade específica surge exatamente aqui, em nossa Consciência, e nós, sem esforço algum, percebemos Deus sendo a totalidade desta identidade.

Por que é tão importante percebermos primeiro Deus como sendo a inteireza que compreende o Universo, ou primeiro percebermos a natureza do Universo como sendo Deus, antes de percebermos a natureza da identidade especifica? PORQUE É ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL PERCEBERMOS O QUE DEUS É COMO O TODO, A INTEIREZA DE TODA A EXISTÊNCIA, ANTES QUE POSSAMOS PERCEBER O QUE DEUS É COMO A EXISTÊNCIA DA IDENTIDADE ESPECÍFICA. Além disso, isso impede que tentemos “dar tratamento” a alguma pessoa, iludidos pela crença de que existe alguém separado de Deus e necessitado, realmente, de nossa ajuda.

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Estudando Paulo-12- Final

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“PORTANTO, NINGUÉM SE GLORIE NOS HOMENS; PORQUE TUDO É VOSSO: SEJA PAULO, SEJA APOLO, SEJA CEFAS, SEJA O MUNDO, SEJA A VIDA, SEJA A MORTE, SEJA O PRESENTE, SEJA O FUTURO, TUDO É VOSSO, E VÓS, DE CRISTO, E CRISTO, DE DEUS.”

I Coríntios 3: 21,23.

Paulo nos revela a Unidade e nossa condição de plena igualdade diante de Deus. “Tudo é vosso”, diz ele. Com os olhos voltados para esta aparência de mundo, acabamos por endossar a ilusão de desigualdade! Aceitamos injustiças em toda parte! Alguns são vistos em boa situação, outros em péssima! A Realidade é espiritual! Nela somos todos possuidores do Reino de Deus, e isto, percebido e reconhecido interiormente, acaba surgindo também visivelmente como reflexo. Cristo disse: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a SUA justiça.”

Com o abandono consciente do “julgamento segundo aparências”, entenderemos a Verdade eterna: Tudo é nosso, nós somos de Cristo, e Cristo é de Deus. Contemplemos esta Revelação:

Pai, tiro por completo minha atenção deste ilusório mundo de desigualdades! Abro-me à Tua Justiça! Abro-me à percepção de que existo em Teu Reino, e que tudo já me pertence, pois sou Teu Filho, o Cristo, a Emanação individual de Teu próprio Ser.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos).

F I M