VIDA
QUE NÃO É SONHO
Dárcio
Dárcio
“O PROBLEMA DESTE MUNDO,
É QUE ESTE MUNDO NÃO TEM PROBLEMA”
Dárcio
Logo que conheci os princípios da Verdade, um amigo que passava por dificuldades financeiras pedia sempre que eu fosse à casa dele explicar as “leis de suprimento”. Estava com meses de aluguel atrasado e com um semblante de preocupação constante. Eu explicava que as dificuldades vistas eram nuvens na mente, que encobriam as coisas todas já resolvidas neste próprio Universo em que estamos, o qual não é matéria, e sim o Reino de Deus. Eu costumava falar às pessoas: “O problema deste mundo, é que este mundo não tem problema! Por causa disso, a maioria vive criando-os!” Era minha forma de despertar as pessoas para a Realidade divina, aqui presente, e mostrar a elas que “seus problemas” eram puras crenças falsas da mente humana.
Este amigo, com dívidas de aluguel atrasado de sua casa simples, após muitas explicações sobre a Verdade, sobre a presença da manifestação da perfeição permanente, e das leis mentais que as tornam visíveis, em certo momento repentinamente disse-me: “Você quer dizer que, se eu praticar estes ensinamentos, não só pagarei minhas contas atrasadas de aluguel como, também, se quiser poderei comprar a mansão aqui do lado? Eu disse a ele: “Se for este o seu desejo, as leis mentais trabalharão nesta direção, se você usá-las corretamente!” E ele se decidiu por realizar este seu desejo. Meditou assiduamente para reconhecer a perfeição do Universo perfeito e completo de Deus como já presente, apesar de invisível para a mente humana, mentalizou que os recursos para a solução de seus problemas financeiros já estavam à sua disposição neste Reino da Verdade, e persistiu acreditando nisso até ver os quadros mentais se alterando, e suas crenças em carência mudando para as crenças de plenitude. Novas ideias lhe foram surgindo, novas oportunidades lhe foram aparecendo, e ele pagou as antigas contas atrasadas e continuou com suas meditações e mentalizações até comprar a mansão do lado. Havia ficado gravado na mente dele a minha frase: “O problema deste mundo, é que este mundo não tem problema”.
Ficando entusiasmado com os resultados e a veracidade dos princípios espirituais e das leis mentais, ele passou também a ensiná-los às pessoas de seus relacionamentos. Um de seus amigos, sempre ouvindo-o repetir minha frase, quando o visitava e falava de alguma dificuldade, ao se despedir, gritava de dentro do seu carro para ele: “Este mundo não tem problema! Que maravilha!” Mas falava isso em tom de deboche, como se achasse um absurdo alguém acreditar em frases desse tipo!
Tempos depois, o mesmo amigo voltou a visitá-lo, bastante humilde, para lhe contar o que lhe tinha acontecido. Havia ido à praia, e enquanto estava boiando ns águas do mar, sem que notasse, acabou adormecendo. Quando acordou, levou tremendo susto: viu as pessoas bem distantes, na praia, enquanto ele estava em pleno alto mar! Desesperado, começou a dar braçadas para nadar e retornar, mas vinham novas ondas e o levavam mais longe ainda da praia. Nestes momentos de pavor e desespero, lembrou-se da frase: “O problema deste mundo, é que este mundo não tem problema!” Esta lembrança lhe veio com total confiança, pois, não lhe restava outra alternativa, senão acreditar! E foi quando uma forte onda “apareceu” e o levou de volta à praia.
Sua visita foi para contar este fato e, ao mesmo tempo, pedir desculpas pela forma com que os ensinamentos haviam sido por ele recebidos!
De fato, aqui e agora “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”. E, em Deus, não há problemas! Quando ele se viu obrigado a “mudar a mente”, do problema para a inexistência dele, o “problema”, que era unicamente uma miragem ou ilusão, perdeu sua sustentação e voltou ao “nada” originário.
Muita gente passa a vida toda lendo e estudando estes ensinamentos, mas sem praticá-los, por não terem sido postos numa “situação de emergência” como a citada. Mas, não precisamos de “emergências” para desprezarmos veementemente as “sugestões ilusórias” de problemas e imperfeições! Se nos resignarmos, se aceitarmos as limitações todas, mesmo estudando que são todas falsas, os estudos serão pura perda de tempo! Este mundo, corretamente discernido, é o REINO DE DEUS! Por isso, o “problema deste mundo”, de fato, é que “este mundo não tem problema”. Unicamente uma ILUSÃO se faz passar por qualquer deles!
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Dárcio
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.Não existe tempo! Mas a suposta mente humana acredita que sim! Nesse caso, descarte a possibilidade de esta mente falsa ser aceita como a sua! Reconheça que a Mente única é Deus, e que, portanto, é a SUA Mente deste AGORA; desse modo, veja-se livre de todas as imagens de fatos e acontecimentos ILUSÓRIOS que a ”mente falsa” pretenderia lhe passar como se fossem realidades! Inclua a falsidade chamada “nascimento” neste reconhecimento! Existe SOMENTE Deus! E Deus jamais “nasce”. Para experienciar estes Fatos reais, você terá de transcender a leitura e, efetivamente, contemplar a Vida divina sendo a SUA! Medite e contemple sua Vida vivendo livre, completamente alheia à suposta “vida humana” engendrada pela falsa “mente humana”. Conscientemente reconheça que o “filme vida terrena” sempre esteve sendo uma “miragem” e nunca fatos verdadeiros! A Realidade é atemporal! Como somente Deus existe, unicamente o que é atemporal existe! Unicamente O AGORA existe! Nada há, senão este AGORA! Viva no AGORA sem passado, e desfrute da Eternidade permanente!
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Entender que a Vida é soprada pela Onisciência extingue as crenças fraudulentas em “vida material” e suas preocupações: “Mais é a vida que o sustento”, disse Jesus. Explicava o absurdo que é alguém deixar de “simplesmente ser” para se iludir e achar que “se preocupar” faz parte da vida! A Vida é sempre “pela Graça”, quando a pessoa sabe o que a Vida é; mas enquanto houver o endosso do que a “mente humana” conceitua e nos apresenta como sendo a vida, a “ilusão” assim aceita estará aparentemente predominando e lhe ocultando a vida real. Unicamente Deus é Vida! Unicamente Deus é Inteligência infinita! Unicamente existe Deus! Portanto, solte dos seus ombros toda a carga ilusória que o “hipnotismo de massa” é capaz de colocar, reconheça a Verdade de que VOCÊ VIVE por estar sendo “soprado” pela Sabedoria infinita e, portanto, perfeita, e, de fato, VIVA!
“Eu vim para todos tenham vida, e vida com abundância”, disse Jesus. Este “Eu”, nele, em todos e em VOCÊ, é o próprio Deus dando Vida a Si mesmo, e vivendo a experiência de ser Deus dentro de Sua própria onipresença! O resto, é palha!
Se isto está acontecendo com você, medite sobre o alcance desta frase: “Acaso o Reino de Deus se converteu em meras palavras ou sílabas? Por que devemos ficar limitados ao sentido literal, se somos livres?” As Escrituras ensinam que somos livres; que somos filhos de Deus e, se filhos, também herdeiros; como herdeiros, co-herdeiros com o Cristo.
Nós JÁ somos livres. Se não o fôssemos, nem o divino poder nos libertaria. Não precisamos lutar por nossa liberdade, porque já somos livres. A síntese da verdade é, precisamente, trazer à luz esta percepção ou revelação de nossa atual liberdade. Ante qualquer problema que nos esteja a desafiar, deveríamos ter presente que as soluções não estão nas palavras ou nas declarações da verdade. O que resolve, isto sim, é predispormo-nos ao aquietar e, por algum tempo, permanecer em estado de receptividade, deixando que Deus nos revele o Seu plano: isso mesmo, o Seu plano, não o nosso!
Há tempos, conheci uma senhora que fazia tratamento através de hipnose. Quando sob efeito do transe hipnótico, deixou de ver-me, mesmo estando eu ao lado dela e do hipnotizador. Recebia dele a seguinte sugestão: “A senhora está somente vendo a mim e a mais ninguém! Constate isto por si mesma!” E ela olhava bem pela sala toda, corria os olhos em minha direção como não vendo nada de minha presença! Para ela, eu não somente estava invisível, como também ausente! Em seguida, recebeu outra sugestão: “Suas pálpebras estão coladas e não poderá abrir os olhos! Tente abri-los!” E aquela senhora se esforçava para “descolar as pálpebras”, sem o conseguir!” Tão logo as sugestões hipnóticas se encerraram, ela abriu os olhos normalmente!
Quando lemos, nos artigos sobre a Verdade, que “este mundo” é pura “sugestão hipnótica”, e que, de fato, estamos todos vivendo no Reino de Deus e como a própria Presença divina, o propósito é unicamente o de “percebermos” que a Verdade é verdadeira, e que a “imagem hipnótica”, chamada “este mundo”, é uma ILUSÃO! Assim como aquela senhora não me via, e, depois, sequer podia abrir suas pálpebras, movida unicamente por uma SUGESTÃO HIPNÓTICA, a humanidade se oprime e vive tolhida pela HIPNOSE DE MASSA, que ilusoriamente a limita a um “mundo de três dimensões” constituído de “matéria” e com o “bem e o mal” ali se expondo! Esta ILUSÃO aparentemente oculta a ONIPRESENÇA DA PERFEIÇÃO, assim como a hipnose me ocultou aos olhos daquela senhora! Quando você entender o sentido do uso da expressão “HIPNOSE DE MASSA”, neste estudo, assim como pôde entender a maneira com que “eu sumi” para a senhora hipnotizada, VOCÊ ENTENDERÁ QUE DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ! E nunca mais fará orações ou meditações para curar ou melhorar algo da Existência! Sua única “ocupação” será “não se deixar hipnotizar” pelas falsidades chamadas de “mundo terreno”. Dentro da “hipnose de massa”, Deus lhe parecerá distante! Por desmascará-la, Deus lhe estará à mão! Lembre-se: este estudo se reduz a isto: reconhecer que DEUS É TUDO, e que a suposta “mente hipnotizada” para ver mundo material não existe! Não pode, portanto, estar sendo a sua mente! Deus é Mente única, contempla unicamente o Universo espiritual de Perfeição absoluta, e “sua parte” é aceitar, reconhecer e discernir, em SI PRÓPRIO, a ação desta Mente única onipresente.
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Não há felicidade em nenhum país “deste mundo” que você possa visitar! Não há felicidade em nenhuma pessoa “deste mundo” que você possa conhecer ou com quem você possa conviver! Isto porque todo “país”, ou toda “pessoa” está separada de você, e a felicidade está U NICAMENTE em VOCÊ, em DEUS que é UM COM VOCÊ!
Quando esta Verdade é vista, reconhecida e vivificada, a suposta “vida humana” poderá se mostrar como “aparência de viagens” ou de qualquer outra coisa “deste mundo”; entretanto, a causa já não será um suposto “ego” buscando prazeres ou satisfações no mundo, mas a Consciência operando na mente com propósitos espirituais. Certa vez, conta Joel S. Goldsmith, ele ouviu internamente uma voz a lhe dizer: “Vá para Londres!”. Logo em seguida ele tomou um avião e seguiu para aquela cidade. Ali chegando, disse a Deus: “Estou aqui!”, indo ao balcão do hotel para preencher a ficha de hóspedes. Ao lado dele, um senhor observou que, no campo de profissão, ele havia posto “escritor”. Vendo aquilo, perguntou a Goldsmith: “O senhor é escritor?” E Goldsmith explicou a ele que não era um escritor no sentido comum, mas que publicava textos sobre a Verdade. Ouvindo aquilo, o senhor disse a ele: “É o que me interessa!” E publicou a obra toda na Inglaterra. Relatei este encontro com minhas palavras, por fazê-lo de memória. O sentido foi este: sem saber o motivo, ele viajou e um propósito espiritual havia naquela viagem. Tudo quanto fizermos ou formos impelidos a fazer, após nossas meditações absolutas, tem um objetivo espiritual. Não que “vida terrena” tenha qualquer objetivo! Não existe “vida terrena”! Ocorre, porém, que o reconhecimento da Verdade “aparece”, nas imagens da crença, como “bens vindos acrescentados”.
Quando você parar de “ter olhos” para a suposta “felicidade” deste mundo, estará apto a discernir a “Felicidade” que VOCÊ JÁ É! Sim, porque “felicidade” não é posse, e sim o que SOMOS! E, o que somos, é única e exclusivamente o que DEUS É! “Vinde a MIM”, recomendaram todos os que despertaram do “sono de Adão”: “Vinde a MIM”, a seu EU, à sua iluminada e gloriosa Consciência, e “EU vos aliviarei”. Fora disso, restará apenas “ilusão”, e “ilusão” é sinônimo de “nada”.
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O segundo ponto nessa maravilhosa frase é compreender que somos imortais. Antes de contemplarmos tudo quanto constitui a imortalidade, afirmemos que já possuímos toda a compreensão a esse respeito. Aceitarmos a declaração da Sra. Eddy, a qual salienta a importância de admitir que o homem é a própria semelhança de Deus, abre a porta à imortalidade. Na mesma página, podemos ler: ” A compreensão e o reconhecimento do Espírito têm que vir finalmente (…)”
De novo a nossa líder nos encoraja a afirmar agora aquilo que é justo e bom. Ao fazê-lo, abriremos realmente a porta a uma maior compreensão. Deste modo, mesmo que pretendamos prosseguir na nossa busca científica e aprofundar o tema da imortalidade, vamos admitir e afirmar desde já que o compreendemos agora. Declarar que compreendemos a imortalidade, baseados no fato da compreensão divina constituir a nossa própria compreensão, faz com que sejamos conduzidos à nossa verdadeira herança e abre caminho para que a imortalidade seja trazida à luz na nossa consciência. O novo dicionário escolar Webster define a imortalidade como “qualidade ou estado daquilo que é imortal; existência eterna.”
Um estado do ser que se define como não sendo mortal, não sendo efêmero, pregava a imortalidade de uma forma lógica e coerente e referia-se à sua origem espiritual nos seguintes moldes: “Vim do Pai e entrei no mundo.” (João 16:28). Estava igualmente consciente da sua pré-existência, uma vez que afirmou: “Antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58). Exprimia o reconhecimento da sua existência espiritual, dizendo: “Eu e o Pai somos um.” (João 10:30); reconhecia a continuação da vida depois da sua existência terrena, ao afirmar: “Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.” (João 20:17). Jesus jamais admitiu alguém como morto, mas apenas como adormecido; acerca da filha de Jairo, ele afirmou: “Por que estais em alvoroço e chorais? A criança não está morta, mas dorme.” (Marcos 5:39) E acerca de Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo.” (João 11:11) Em ambas as situações, ele provou a nulidade da morte e a realidade e imortalidade da Vida.
É seguindo a mesma lógica que a Sra. Eddy revela a imortalidade do homem. O que é que melhor poderia resumir a sua compreensão da origem divina do homem, da sua vida espiritual e eterna, do que um postulado que a Sra. Eddy considerou como uma das “pedras angulares do templo da Ciência Cristã”? — “que a Vida é Deus, o bem, e não o mal; que a Alma é impecável e não se acha no corpo; que o Espírito não é nem pode ser materializado; que a Vida não está sujeita à morte; que o homem real e espiritual não tem nascimento, nem vida material, nem morte.” (C&S pág. 288,: 23-28). Com este postulado declarando que o homem espiritual ignora o que é o nascimento, vamos agora abordar o tema da imortalidade.
Seguramente, devemos começar pelo fato de que o homem nunca nasceu na matéria. Muitas pessoas, incluindo alguns Cientistas Cristãos, “trabalham” para se protegerem da transição da morte. Não será esse procedimento uma forma de começar pelo oposto do problema? Se se regozijassem no fato de que jamais haviam conhecido o nascimento material, reconheceriam igualmente o seguinte: que aquilo que nunca nasceu, nunca pode morrer. A pior e a mais perigosa mentira sobre o homem é a crença de que este tenha tido uma origem material.
Não deveríamos então negar esta mentira mais do que qualquer outra? Em nosso livro texto, a Sra. Eddy oferece-nos uma notável interpretação espiritual dos versículos do capítulo 10 do Apocalipse: “Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima da sua cabeça, o rosto como o sol, e as pernas como colunas de fogo, tendo na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra.” Acerca desta interessante visão, a nossa líder escreve na página 559 de Ciência e Saúde: “Esse anjo tinha na mão um “livrinho” aberto, para ser lido e compreendido por todos. Porventura esse mesmo livro continha a revelação da Ciência divina, cujo “pé direito” ou poder dominante estava sobre o mar — sobre o erro elementar, latente, fonte de todas as formas visíveis do erro? O pé esquerdo do anjo estava sobre a terra: isto é, um poder secundário era exercido sobre o erro visível e sobre o pecado audível.” Permaneçamos alertas para não colocarmos nosso pé unicamente sobre “o erro visível e o pecado audível.”
Uma vez negados a moléstia, a dor e o pecado, realizamos menos de metade do nosso trabalho — não nos devemos nunca esquecer de controlar e de reduzir a nada “o erro elementar e latente, a fonte de todas as formas visíveis de erro”, através de um claro reconhecimento da totalidade de Deus. O que é esse erro elementar? Não é mais nada senão a crença do nascimento do homem na matéria. Recordem-se que o anjo considerou importante colocar o pé direito ou poder dominante sobre a fonte de todas as formas visíveis do erro, a crença de um nascimento humano. Se o anjo tivesse podido apoiar-se num só pé, decerto teria escolhido o pé direito, pois uma vez dominado o erro latente elementar — a crença de que o homem nasce na matéria — nunca poderia existir nenhuma outra forma de erro visível. Não existiria nenhum corpo físico passível de desenvolver uma doença, nenhum sentido material capaz de experimentar uma dor, nenhum mortal contra o qual estar em conflito, nenhuma forma de matéria capaz de acumular o erro e nenhuma mente mortal ansiosa ou medrosa. Como é bom saber que o pé direito da Verdade onipotente está colocado sobre o erro latente do nascimento material, e reconhecermos e compreendermos que o homem é imortal.
A Sra. Eddy elaborou frases maravilhosas para melhor evidenciar o fato de que o homem nunca nasceu. Uma dessas afirmações trouxe-me uma cura e ajudou-me a compreender que, por nunca ter sido mortal, nunca poderia estar implicada num acidente. Eu tinha caído de uma determinada altura sobre um rochedo pontiagudo e ao voltar-me a Deus para pedir ajuda, recordei-me da seguinte declaração: “O homem (…) não pode decair de sua origem elevada.” Ao estudar a referida citação no livro texto, raciocinei que, se eu nunca havia nascido na matéria, era totalmente impossível eu cair. A passagem seguinte vos é decerto familiar: “Já que o homem nunca nasceu e jamais morre, ser-lhe-ia impossível, sob o governo de Deus na Ciência eterna, decair de sua origem elevada.” (pág. 258:28) A que corresponderá o fato de nunca haver nascido, de nunca ter tido concepção material? — interroguei-me. A resposta veio como se fosse Deus a falar-me: “A tua 17a irmã nunca nasceu.” No primeiro instante, fiquei perplexa com tal resposta, mas refletindo mais um pouco, vi claramente que se a minha 17a irmã nunca havia nascido na matéria, ela não possuía nenhum corpo físico que pudesse cair, e que nenhum poder podia ocasionar essa queda. Concluí que ela nunca havia deixado o céu pela terra, que ela nunca se tinha corporalizado ou materializado; ela habitava sempre em Deus, onde era impossível cair; o seu ser era espiritual, e por isso, estava ao abrigo de feridas ou contusões; a única substância que sempre a animara era o Espírito e como consequência, um ferimento não tinha qualquer razão de ser. Em seguida, regozijei-me pelo fato de tudo quanto era verdadeiro a respeito da minha 17a irmã ser igualmente verdadeiro a meu respeito, porque também eu nunca nascera na matéria. Essa iluminação espiritual a respeito da minha verdadeira identidade espiritual foi confirmada mais tarde numa referência de Ciência e Saúde relativa à nossa imortalidade: “A Ciência divina dispersa as nuvens do erro com a luz da Verdade, levanta a cortina e deixa ver que o homem nunca nasce e nunca morre, mas coexiste com seu criador.” (pág. 557:22)
Naturalmente, seguiu-se uma cura instantânea e completa. Que melhor descrição do homem imortal podemos encontrar, senão aquela contida na epístola aos Hebreus (7:13): “sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto feito semelhante ao Filho de Deus.”
Somos agora esse homem imortal. Através da iluminação da Ciência Cristã é possível compreender essa verdade, reivindicá-la e regozijarmo-nos com ela.
Essa epístola aos Hebreus levanta uma questão importante. Será que o apóstolo sugere que rejeitemos os nossos pais humanos? É de fato uma obrigação fazê-lo, se desejamos ser lógicos na reivindicação da nossa imortalidade. Como podemos afirmar que somos filhos de Deus e em seguida declarar que nascemos de determinados pais humanos? Recordemo-nos que não podem existir, em nós duas identidades — o filho do rei e o cigano. Existe apenas uma só identidade e essa corresponde ao filho de Deus. Jesus deixou-nos o seu exemplo, renunciando aos seus pais terrenos com apenas doze anos de idade e reconhecendo Deus como o seu único Pai, afirmando a Maria e a José “que se ocupava dos negócios do Pai”. Ele recusava todo parentesco humano, declarando: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? (…) qualquer que fizer a vontade ,de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.” (Mateus 12:48, 50)
Seremos nós insensíveis, cruéis e ingratos ao negar a paternidade desses entes queridos a quem nós chamamos nossos pais e ao recusá-los como a fonte de nosso ser? Não, pelo contário, nós os abençoaremos. Em vez de vê-los como humanos, nascidos na mortalidade, sujeitos ao pecado e à doença, nós os abençoaremos como filhos imortais de Deus, espirituais, perfeitos, sujeitos unicamente às leis de Deus. São muitas as mulheres que foram curadas pela Ciência do mau funcionamento de orgãos físicos, de varizes e de outras dificuldades causadas por partos, por não se considerarem como mortais dando à luz a outros mortais, mas regozijando-se por serem seus filhos as expressões imortais do ser de Deus, não possuindo qualquer outra origem. Problemas de eczemas, asma e diabetes são bem menos suscetíveis de se desenvolverem nas famílias ou nas crianças que aceitam Deus como o seu único Pai e seu único Criador. E não se trata de uma falta de amor… de fato, é uma tomada de consciência da presença de um Amor muito maior, um Amor que liberta, e da ausência de pressões, de contrariedades e de limitações de um sentido humano de amor.
Não há como permanecer nesta Verdade acreditando em “Verdade mais mentiras”; quem tem “1000 mais zero” como se julgando possuidor do 1000 acrescido do zero, não sabe que esta soma é ilusória, uma vez que poderíamos somar infinitos zeros ao mil único, e este seria unicamente o que já é: o mil.
A suposta mente humana é o “zero” que a humanidade soma ao “mil”, ou seja, é o “nada” que as pessoas somam a Deus! Depois, esta mesma mente faz perguntas sem fim sobre “como” surgiu o resultado “mil mais zero”! E é quando ouvimos: “De onde veio a ilusão?” Ou esta outra: “Como eliminar a ilusão?” Se respondermos: “Fique só com o mil!” – a mente se mostrará decepcionada! Ela quer saber “como” anular o que é nulo! Enquanto você não meditar e contemplar a Verdade, ou seja, que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ, com a visão de a “ILUSÃO SENDO NADA, ficará na “crença coletiva” que aceita “ilusão” como “não-ilusão”, isto é, ficará com “mil mais zero” e achando que “mil mais zero” tem por resultado algo além do que “mil”…