Informação Leva à Percepção

INFORMAÇÃO
LEVA À PERCEPÇÃO
Dárcio
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Onde agora estamos, dizem as Escrituras, é o Reino do Absoluto e não a imagem tridimensional captada pela mente humana. Esta é a informação; pare, agora, e perceba o que foi dito! Está vendo mundo terreno? Tire dele a atenção, intua estar vivenciando o Absoluto aqui presente. A mente humana poderá continuar vendo a “ilusão”; separe-se dela! Você não é “mente humana”; você não está no quadro que ela acredita existir! Nem ela nem seus quadros são reais! Esta é a informação; pare, agora, e perceba o que foi dito! Como se sente? Sem “mente humana”, sem estar “neste mundo”? Intua como você se sente, sabendo ter a “Mente de Cristo”, e que está no Absoluto!

Deus está sendo você! Por isso, jamais você nasce, muda ou morre! Esta é a informação; pare, agora, e perceba o que foi dito! Percebe estar consciente? Vivo? Livre? Esta Consciência, consciente, viva, livre, é “você”, o seu Eu! Esta é a informação; pare, agora, e perceba o que foi dito! Percebendo? Então agora diga, com Consciência:

EU SOU!
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Vencer o Mundo Por Nada Esperar…

VENCER
O MUNDO POR NADA
ESPERAR DO MUNDO
DÁRCIO
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Enquanto alguém contar com algo ou alguém “deste mundo”,  contar com realizações pessoais “neste mundo”, medir seu grau de felicidade em função do que possui ou deixa de possuir “neste mundo”,  não terá “vencido o mundo”. Isto porque “vencer o mundo” é estar no REINO da plenitude eterna, ou é, na pior das hipóteses,  “estar  no mundo sem pertencer-lhe”, uma vez que “todo aquele que é nascido de Deus vence o mundo”.

“Você acha errado desejar as boas coisas  do mundo?” – eis uma pergunta sempre presente. O erro, entretanto,  não é este! O erro é  se achar “alguém do mundo”, quando, na verdade, tudo é Deus mesmo Se expressando, e na Realidade absoluta! Qualquer um, hipoteticamente, pode se discernir “sendo Deus”, já vivendo a Eternidade da Plenitude, aqui e agora, ou pode se discernir como “alguém do mundo”, desejoso de nele se realizar, desfrutar de seus conceitos de bem e de prazer, e medir-se segundo estes humanos conceitos! Hipoteticamente, podem ser admitidas estas duas opções! Entretanto, em termos reais, o que existe é unicamente Deus! Portanto, em vez de tantas perguntas, sobre o que possa ser considerado certo ou errado, no mundo, identifique-se unicamente com a Verdade, que lhe revela : “deste mundo, não sois” . Esta identificação o deixará “um com Deus”, com o “mundo vencido”, e com VOCÊ, CONSCIENTEMENTE, EM SEU REINO!  LIVRE!

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Encontro Consigo Mesmo-30 -Final

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXX – FINAL
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“ENCONTRO CONSIGO MESMO” é a experiência de Deus, a vivência como Unidade Perfeita, vendo-se tanto como o Eu Sou Infinito quanto como Este Eu Sou – único – Se expressando especificamente como “Eu Sou Individual”. Uma “ilusão” forjava a simulação de uma suposta “existência material, quando sob seu efeito hipnótico, cada um se via parte dela, uma personalidade temporal, integrante de um quadro sempre dividido em coisas, pessoas e condições boas e más. Uma personalidade supostamente “nascida”, sujeita a aprendizados humanos, a sofrimentos, acertos, erros, mudanças e morte, aparentava existir! O “encontro consigo mesmo” é o encerramento da  identificação de cada ser com este estado hipnótico, pelo entendimento iluminado de que, de fato, “o nosso Reino não é deste mundo”, que dele jamais alguém fez parte, e que, de alguém, jamais ele fez parte.

DEUS É TUDO, TUDO É DEUS! Deixar de lado todas as crenças dessemelhantes desta Verdade deixa cada ser identificado com Deus na qualidade de “unidade”, uma Visão cósmica em que “não existem outros”, de que, realmente, o que vemos, somos, e o que somos, é Eternidade. Esta “ascensão”, da “crença hipnótica” à Realidade, que Jesus chama de “subida ao Pai”, na verdade é a admissão da Verdade eterna de que unicamente o “patamar do Absoluto” é Realidade! Nele permanentemente o Universo É! E não há “outros planos”, a não ser como “crenças ilusórias” ou “sonhos”.  Mary Baker Eddy disse o seguinte: “Esforcei-me por elevar o pensamento acima da personalidade física, ou identidade na matéria, até alcançar a individualidade do homem em Deus, na mente verdadeira, onde o mal perceptível aos sentidos se perde no bem supersensível. Esse é o único modo de abandonar a falsa personalidade”. Comigo houve uma experiência espontânea:  lia um livro, “14 Lições de Filosofia Iogue”, do Iogue Ramacharaca,  quando senti uma energia suave e crescente envolvendo meu ser, a partir de mim mesmo; em seguida, como se “várias lâmpadas se acendessem em serie”, numa rapidez incrível, vi desaparecer a “ilusão” pela visão da Realidade toda  plena de Luz, infinitodimensional e indescritível, em termos de definições humanas. Foi quando entendi que a expressão “Deus é Luz”, como cita a Bíblia, não era mera“figura de linguagem” para expressar Deus, mas que Deus, realmente, é Luz infinita, uma Luz  que é TUDO! O Universo é Luz e todos nós somos a Luz que é o Universo! Não existe nada além de Deus! Como o intelecto não atinge este entendimento, ele terá de ser desconsiderado, ao menos no que diz respeito à “busca da Verdade”, para que a própria Verdade possa ser livremente discernida, sem bloqueios, restrições ou qualificações! DEUS É TUDO! A Verdade já É! E esta Verdade inclui a VOCÊ! Quanto mais direto, receptivo e natural você permanecer, durante a “Prática do silêncio”, mais estará “sendo” quem VOCÊ eternamente É!

Espero que estes textos o tenham feito entender porque o “estudo” requer um linguajar absoluto, e porque o “Referencial” a ser considerado precisa ser o “Referencial da Luz” e não o das “aparências”. Encerrando esta série,  registro abaixo as iluminadoras palavras de Lillian DeWaters, pertinentes com o  tema em foco, e que tão bem sintetizam em que consiste o “estudo do Absoluto”:

Questões relativas a cura, demonstração, ou tratamento, perdurarão enquanto permanecer a ideia de um pensador individual separado. Tal pensador individual irá persistir, inclusive com a sensação de discórdia, limitação e desarmonia, até que finde a FALSA IDENTIFICAÇÃO. De nenhum outro modo Deus Se tornará uma Presença vital e vibrante em nossas vidas.

Em primeiro lugar, abstraia-se das aparências. Não se esforce para curá-las, dominá-las ou destruí-las, nem mesmo para delas discordar silenciosamente. Os esforços do “eu pessoal” são cegueira e restrição. Dirija o Coração, a Alma e a Existência rumo à aceitação da VERDADE EM SI, no Reino do Real. Faça, assim, sua identificação unicamente com o Real.Como um indivíduo, ou uma expressão, ninguém pode conhecer Liberdade, Paz, Perfeição, Integralidade. Uma coisa, apenas, é de valor, uma coisa superior a ganhar o mundo inteiro: ENTRAR NA REALIDADE IDENTIFICADO COMO O PRÓPRIO EU.


F I M

Encontro Consigo Mesmo-29

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
DÁRCIO
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PARTE XXIX
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Os princípios e conhecimentos adquiridos neste estudo, que nos são úteis nos “Autotratamentos”, assim como os conhecimentos da Ciência Mental, que, sempre eu tenho dito, são-nos indispensáveis, por vivermos, aparentemente, entre “dois mundos”, devem ser considerados como importantes, mas até o ponto certo. Que ponto é este? O ponto em que nos sentimos internamente “seguros” para entendermos que “todos estes conhecimentos” são sabedoria humana e que, em dado momento da “Prática do Silêncio”, deverão ser silenciados para que unicamente DEUS seja reconhecido.

Este “momento interno”, ao qual chegamos ajudados pelos estudos, é aquele em que “o estudo” é deixado por inteiro, e “trocado” realmente pelo “Silêncio”. Por isto eu costumo usar a expressão “Prática do Silêncio”, e não meramente “Meditação”. O “Silêncio” é a meta, e não a aplicação mental dos “estudos” que viemos absorvendo e compreendendo intelectualmente através do suposto “tempo”. Este “ponto”, onde nas “contemplações” separamos o “Mentalismo” da “Mística”, é o marca início efetivo da “Prática do Silêncio”. Os “Autotratamentos” são mentais, e terminam, dentro de nós, assim que nos sentimos em “contemplação”. Somente você poderá saber discernir este “ponto”, quando estiver meditando. O que desejo ressaltar é que, tanto é errado deixarmos de utilizar os conhecimentos mentais, julgando-os inferiores, como é errado, e  até mais ainda, ficarmos meditando sem ir além deles! A “Prática do Silêncio” não é, em si, “mentalismo”; mesmo que utilizemos, no início das meditações, tudo que pudemos absorver mentalmente,  se não “transcendermos” este saber humano, não estaremos “praticando o Silêncio”. Terá algum valor? Sim, terá, pois o “Mentalismo” corrige mentalmente o suposto “subconsciente” e esta “correção” será projetada posteriormente na vida humana, uma vez que esta é “sombra da mente”. Mas a meta, quando estudamos o Absoluto, não é meramente  “melhoria de aparências”, mas, o discernimento de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.

Na “contemplação propriamente dita”, nada de cunho mental é aplicado, mentalizado ou desejado! Você estará contemplando o Poder de Deus sendo! Contemplando o Saber de Deus sendo! Contemplando a Evidência divina sendo! Estará contemplando o Universo de Luz tal como ELE É! Unicamente Deus é REALIDADE! E Deus não poderá ser contemplado como sendo “Tudo”, enquanto “existir” um “intelecto” participando com o “seu saber”  ao lado dEle! Nunca acredite que seu suposto conhecimento humano da Verdade interfira na ação ÚNICA de Deus em estar evidenciado como  Perfeição absoluta! Você poderá ampliar ao máximo este conhecimento, que lhe servirá para se firmar mentalmente até que o Silêncio possa ser praticado; porém, isto será o máximo que este saber humano lhe fará! Em Provérbios 3:5, encontramos: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento”. Se isto deve ser aplicado em nosso dia-a-dia, muito mais durante a “Prática do Silêncio”. Portanto, após se servir dos “Autotratamentos”, tire dos seus ombros toda a suposta “responsabilidade”    atribuída pelo mundo,e, simplesmente, “contemple a Mim”, o “Eu Sou” único e infinito SENDO! Serenamente contemple a Verdade eterna: “EU SOU!”

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Encontro Consigo Mesmo-28

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
DÁRCIO
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PARTE XXVIII
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Embora cada autor,  escola mística ou metafísica conserve um estilo próprio de explanação da Verdade, a base de todos está realmente nos “Autotratamentos”, ou seja, em cada um corrigir a si mesmo, quanto a aceitar unicamente a Verdade e descartar o que é ilusório, seja em relação a si mesmo ou em relação ao universo. Por isso, a Natureza de Deus é reconhecida para que, por saber de sua unidade com Deus, ele saber estar  conhecendo a si mesmo.

Deus é infinito e, portanto, igualmente infinita é a natureza de todos nós. Não há “intelecto” que alcance as dimensões do Absoluto, para que possa revelar “o que somos”. E, o que somos, nós JÁ SOMOS, o que faz deste assim chamado “estudo” um “aquietar intelectual”, para que “o que somos” possa ser conhecido por intuição direta ou Autorrevelação. “Aquieta-te e sabe, eu sou Deus”, diz o Salmo 46: 10, bem retratando este procedimento. É importante partirmos desse conhecimento de que “o que somos, já somos”, e que as “meditações contemplativas” são meramente expedientes para o Autoconhecimento absoluto! Nada em nós muda! Já vimos antes: “As obras de Deus são permanentes”, como registra o livro “Eclesiastes”. O que sempre muda, é a crença ilusória, mas crença ilusória é nada! A cada meditação, devemos ter em mente que “o que somos está pronto e se expressando”, e esta “expressão” é Deus sendo o nosso “Eu” individual.

Em cada “Autotratamento” que fizermos, quando com mais tempo disponível, será bom reconhecermos, passo a passo,  a Natureza de Deus como Onipotente, Onipresente, Onisciente e Oniativo, a que damos o nome de “Quatro ‘O’s”. Repassemos mentalmente cada um destes aspectos  da Natureza divina, intuindo o seu sentido espiritual e absoluto e, ao mesmo tempo, vendo que “ali estamos inclusos”. Reconhecer a Natureza de Deus e aceitar que “dela fazemos parte” nunca poderá ser visto como apenas “prática de iniciante” . Há autores que falam em “ alunos novos” e em “alunos avançados”. Eu nunca fui a favor do “referencial humano”, como já expliquei aqui. O “estudo” parte sempre do “Referencial da Luz”, o referencial da UNIDADE PERFEITA, revelada por Jesus, que é a Verdade atual, aqui e agora, para todos nós. Certa vez li um comentário de Allen White, onde ele dizia: “Escrevem-me pedindo “Verdades mais  avançadas”, e respondo, dizendo-lhes: “Já dominaram as básicas?” Estas “básicas” são estes “Quatro ‘Os’”: Onipotência, Onipresença, Onisciência e Oniação. A crença em “estudantes novos e avançados” é perigosa e deve ser desmantelada! DEUS É TUDO! Não há, realmente,  estudantes da Verdade! Por outro lado, “estudar a Verdade” é partir da TOTALIDADE DE DEUS! Os aparentes paradoxos  precisam ser entendidos, ou, um suposto “ego” continuará presente e se julgando “conhecedor cada vez maior da Verdade”, o que é ILUSÃO. Disse, há pouco, que não há “intelecto” que nos possa  revelar “o ser que JÁ somos”. Nunca se identifique como “estudante da Verdade”, mas sim com a Verdade! Jesus, por exemplo, nunca disse ter estudado a Verdade, mas disse: “Vim ao mundo para dar testemunho da Verdade”,… “Eu sou a Verdade”. Este “Eu Sou”, é impessoal, universal e infinito! O “Autotratamento” existe unicamente para este fim: para que reconheça e intua este “Eu Sou” , presente e manifesto aqui e agora, como o “Eu absoluto” que VOCÊ É.

A crença em estudantes iniciados ou avançados, além de nos posicionar no “referencial da ilusão”, ainda dá margem a que acreditemos no engodo chamado “estágios de consciência”. E este engodo muita vezes leva alguém à crença de que “esta parte”, ou “aquela parte” do ensinamento é destinada somente aos “novos”, uma vez que “ele”, por se julgar “veterano”, se julga capaz de dispensar muitos “ensinamentos básicos”. Entenda bem: não há “eu” que seja estudante “neófito” ou que seja “mestre”. Estas crenças são verdadeiros entraves à percepção do EU ÚNICO, que todos já somos! Todo julgamento pelas “aparências” conduz ao erro! Parta sempre de DEUS sendo TUDO! Conserve-se no “Referencial da Luz”, não se meça pelas “aparências”  nem tampouco por supostos “conhecimentos intelectuais”. O “Eu”, em todos, é expressão plena da Onipotência, Onipresença, Onisciência e Oniação! Contemple esta Verdade absoluta Se expressando como o “Universo”, e, seguindo a “ordem de contemplação”, como sua “Identidade específica”, e como seu “Corpo”. Por mais que didaticamente falemos em “estudar a Verdade”, o que primeiro deve ser lembrado, é que “este mundo” é pura MIRAGEM! Portanto, não há “estágios de consciência”, não há “seres em evolução”, e não há “alunos e mestres” da Verdade: HÁ UNICAMENTE DEUS!

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Encontro Consigo Mesmo-27

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
DÁRCIO
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PARTE XXVII
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Se, com a “Fórmula Mágica”, rapidamente dois casos de alcoolismo foram desmantelados, o valor maior está, não no fato de a aparência ter sido transformada, mas, no fato de a Verdade ter sido reconhecida! Se a mente ficar presa apenas à “ilusão de cura”, esta alegria não poderá ser considerada uma alegria verdadeira! O real valor da prática da Verdade está na própria Verdade, ou seja , nos dois casos citados, “o ser espiritual perfeito” passou a ser reconhecido, e a ilusão, de que havia “duas pessoas” presas ao alcoolismo, se desfez! Nunca existiram tais pessoas! Eram  ILUSÃO!

Este entendimento é de vital importância: a Verdade não cura “Filhos de Deus”; ela somente é “conhecida”, ou seja, os “Filhos de Deus”, para a Verdade, sempre são perfeitos, e a “prática da Verdade” está em “termos olhos para ver”, e não termos “intenções de curar”. Apesar de sempre encontrarmos a expressão“cura espiritual”, em livros sobre a Verdade, este ponto precisa ficar bem claro: “curar” é “enxergar a Verdade”, sem se deixar arrastar pela ILUSÃO de que “algo necessite de cura”. Se as duas pessoas citadas, que usaram a “Fórmula Mágica”,  não a tivessem empregado para “eliminar a falsa visão da mente humana”, elas estariam, de fato, convivendo do mesmo jeito com  “filhos de Deus perfeitos”, próximos a elas: porém, estariam sem vê-los, por estarem endossando a ILUSÃO de que “tinham se tornado “alcoolatras”. Portanto, que a “aparência de cura” seja realmente entendida, caso contrário, será meramente uma  ILUSÃO sendo trocada por OUTRA!

Por isso é importante termos sempre em mente que “aparências”,  boas ou más, são sempre simples  “aparências”, e nunca a Verdade ali presente e manifestada. “Antes que Abraão existisse, Eu sou” – disse Jesus. Este é o “referencial iluminado” que precisa ser adotado radicalmente, para que sempre tenhamos em mente que “são permanentes as obras de Deus” e que, como Deus é TUDO, TUDO é permanentemente “perfeição absoluta”. Talvez, para as pessoas que praticaram a “Fórmula Mágica”, e puderam visivelmente constatar a “cura”, a alegria maior possa ter sido esta: a de ver “o problema desaparecer”; entretanto, apesar desta alegria ser sentida, o que deve realmente nos alegrar, é a VERDADE PERMANENTE, que já estava ali manifestada, eternamente mantida por Deus, e que, pela “visão correta”, pôde ser testemunhada também pela suposta visão humana, na forma de “cura”.

Muitas vezes as pessoas ficam presas às crenças de “cura”, e de tanto acreditarem que deverão ser curadas pela Verdade, acabam segurando a “aparência doentia”, como se fosse realidade!  Aparências são aparências: tanto “antes da cura” quanto “depois da cura”! Nenhuma delas retrata o “ser real” em foco, subjacente a elas, e que é sempre o próprio Deus Se manifestando como “ser individual”, ou o Cristo, em todos. Nesse sentido, disse Jesus aos discípulos que se alegraram por “terem os espíritos” se lhes sujeitado: “Alegrai-vos porque seus nomes estão arrolados nos céus”… Não se deixava iludir pelas “aparências”, e queria deixar seus discípulos com esta mesma “visão correta”  da Verdade que é permanente.   Quando você estiver lendo, no “Sermão do Monte”, que deve “ser perfeito como perfeito é o Pai celestial”, o que deve entender,  de imediato, é que “você” deve simplesmente ser quem VOCÊ JÁ É, o ser “além das aparências visíveis”,  a “perfeição absoluta” do Pai, expressa como Filho, independentemente de quaisquer que possam ser as “imagens fraudulentas”,  geradas sobre você pela suposta “mente em ilusão”.



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Encontro Consigo Mesmo-26

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXVI
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O conjunto de informações e princípios que o estudo da Verdade propicia dá-nos as diretrizes para encararmos a Realidade em contraste com o “mundo das aparências”. Tanto as aparências boas quanto as más são ilusórias; porém, como são as “más” que nos incomodam, são as que mais nos chamam a atenção. Se nos fosse fácil encarar as “aparências ruins” como meros pesadelos, falsidades temporais que, como nevoeiro, nublam a visão da perfeição que “sempre é”, não haveria a necessidade deste estudo! Entretanto, ele parte destes princípios: Deus é Tudo, e as “aparências”, boas e más, são todas ilusórias.

Jesus levava muito em conta as revelações de Isaías. Nelas encontramos a Verdade de que cada um deve “ir a Mim”, que, como já vimos, significa cada um se volver unicamente a Deus que constitui o seu próprio “Eu Sou”. No versículo 33: 15, de Isaías, inicia-se a seguinte revelação:

“O que anda em justiça e fala com retidão; o que arremessa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue e fecha os seus olhos para não ver o mal. Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas lhe serão certas. Os teus olhos verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe. O teu coração considerará em assombro, dizendo: Onde o escrivão? Onde o pagador? Onde o que conta as torres? Não verás mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha, que não se pode entender. Olha para Sião, a cidade das nossas solenidades, os teus olhos verão a Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será derrubada, cujas estacas nunca serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará. Mas o Senhor ali nos será grandioso, lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles. Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará. As tuas cordas estão frouxas; não puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam; então a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos roubarão a presa. E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade”.

Revelação não é profecia, no sentido de que “algo esteja para acontecer”. A Revelação diz o que “já É”, motivando-nos a deixar de lado o suposto “mundo de aparências”, que “não É”, e discernir a Verdade permanente. Isaías fala da Verdade eterna, subjacente às aparências! O “Rei” é o “Cristo em todos”, a presença do Pai individualizado como cada um de nós. O trecho explica que, para vermos “o Rei na sua formosura”, necessariamente teremos de “fechar os olhos para não ver o mal”. Quantos não vemos, iludidos pela falsa solidariedade, chorando e lamentando supostos “acontecimentos trágicos” do ilusório “mundo das aparências”! Entretanto, a verdadeira solidariedade está em “permanecermos em MIM”, em reconhecermos a Onipresença do Amor divino oniativo, para, de fato, prestarmos o verdadeiro auxílio que é “estarmos erguidos às Alturas da Realidade, para atrairmos todos “a Mim”. A solidariedade relativa, que se constitui da suposta ajuda material, pode e deve ser praticada; porém, sem que nós também acreditemos nestas aparências como se fossem, de fato, realidades! Caso contrário, a Verdade estaria sendo negada, e a “ilusão” sendo endossada! Jesus distribuiu “pães e peixes”, quando assim julgou ser necessário; entretanto, àqueles que o seguiam na expectativa de assim serem continuamente nutridos, ele repreendeu com severidade! O “Pão da Vida” é o que deve ser buscado, e não  “sombras” nesta “aparência de mundo”.

Logo que conheci estes ensinamentos, uma pessoa da família, que morava no interior, escreveu-me falando sobre como poderia ajudar uma vizinha cujo marido bebia muito, judiava dela e aprontava escândalos na casa, sempre que voltava embriagado. Como sabia que seria difícil indicar volumosa literatura metafísica àquela vizinha sofredora, veio-me à ideia preparar um “Autotratamento” bem simples, objetivo, direto, prático, e que contivesse esta Verdade. Desse modo, escrevi o seguinte:

“ (Nome da pessoa)…………..: perdoe-me por tê-lo visto como pessoa problemática! Percebo agora que a falha estava na minha maneira de vê-lo. Você é um ser espiritual perfeito! Você é a Vida de Deus, vivendo a meu lado para dar-me felicidade! Desejo-lhe, agora, toda a felicidade do mundo. Agradeço-lhe por ter-me ajudado a abrir os olhos para a verdadeira EXISTÊNCIA, que é divina, espiritual e perfeita!”

Assim que terminei de escrever,  enviei a “mentalização” para ser encaminhada à vizinha, com a recomendação de que deveria ser feita duas vezes por dia,  cada uma com a duração de 15 minutos. E expliquei também a “quimicalização”,  ou seja, que, de início, o quadro poderia parecer piorar, pela ação da Verdade sobre o erro, até ser todo ele reduzido ao “nada originário”. Após cerca de três meses, recebi a notícia de que aquele marido havia se livrado completamente do vício, e que a harmonia havia sido restabelecida naquele lar. Tempos depois, um vizinho meu, que aparentemente havia vindo me visitar para tratar de um assunto do prédio, comentou, abatido, que não sabia mais o que fazer com o caso do filho dele. O problema era o mesmo: alcoolismo. O rapaz bebia demais, perdia a noção do que fazia, andava pelos corredores e escadas do edifício em trajes menores, e, este pai vivia desolado! Então eu contei a ele sobre este caso de cura ocorrido; ele deu-me atenção com um ar de pouco interesse, e eu cheguei a pensar que ele levaria a “mentalização” somente por educação. Porém, tempos depois, ele veio dizer-me, com um semblante de profunda alegria, que havia feito como eu lhe havia dito, e que seu filho havia deixado de beber! A frase  dele que me marcou foi a seguinte: “Corri por toda parte, tentando encontrar uma solução,e ela estava bem diante de minha porta!”. Morava, na época,  no mesmo andar que eu.

Quando  soube deste segundo relato de cura, dei à mentalização o nome de “Fórmula Mágica”, e, com este título eu a publiquei mais de uma vez no boletim do Facho de Luz, que, antes da existência do site, eu costumava imprimir mensalmente e enviar às pessoas.  Quando passei a divulgar esta “Fórmula Mágica”, incluí os seguintes esclarecimentos:

“A grande dificuldade inicial, quando alguém estuda a Verdade, está em se convencer de que “o problema está na mente humana”, e não lá fora, no mundo. Para facilitar, a princípio sugerimos a preparação mental a que chamamos de “Fórmula Mágica”, em vista de a mesma ter apresentado resultados surpreendentes em casos nos quais supostamente uma pessoa “exterior” parecia constituir o problema”.

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Encontro Consigo Mesmo-25

ENCONTRO CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXV
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O entendimento de que Deus, como Amor incondicional, é a atividade única da Consciência que somos, uma vez que esta Consciência é única e oniativa, destrói as crenças vastamente disseminadas pelas mais diversas religiões ortodoxas e doutrinas humanas, que falam de supostos “julgamentos de Deus”, “misericórdia de Deus”,  cedendo-nos oportunidades de regeneração de erros do passado, enfim, que falam de um Deus que vê bem e mal, e nos beneficia ou pune em função destes opostos! Bastaria nossa “premissa básica”, DEUS É TUDO, para que todas estas crenças fossem “detonadas” como puras falsidades! Em João, 5: 22,23, podemos ler: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. Esta citação deu origem a outras deturpações em pregações, quando as igrejas simplesmente substituíram Deus, como “juiz implacável” de cada homem, por Jesus Cristo, que ensinaram ser o único “Filho”, o “unigênito do Pai”. Contudo, apesar de todos estes ensinamentos infundados, encontramos, no próprio Evangelho de João, as palavras de Jesus: “Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou” (João 8: 15,16). Em outras palavras, “pela carne” nem o Pai nem o Filho fazem qualquer julgamento, e isto por dois motivos: o primeiro, porque não há Pai e Filho, como  sendo “Consciências separadas”, e, segundo, porque a Unidade, Pai como Filho, por ser “Onipresença, não vê ILUSÃO!

Quando Jesus fala “Unidade”, como vemos nesta citação, “não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou”, inclui a todos nós, uma vez que UNIDADE é o TODO e não uma suposta “unidade parcial”, levando em conta somente Deus e Jesus. Esta crença religiosa falsa, de que “eu e o Pai somos um” seria condição exclusiva de Jesus, tornou-se, com o passar dos séculos, uma das mentiras ortodoxas mais nocivas à humanidade. Todo o cuidado que Jesus demonstrou, para nos revelar a Verdade que somos, foi prejudicada por  falsos profetas, bem ou mal intencionados, que enfatizaram muito mais as mentiras, deixando de propagar ao mundo a suprema revelação de Jesus, de que DEUS É TUDO, de que somos UNIDADE PERFEITA, de que SOMOS UM COM O PAI, IGUAIZINHOS A ELE, E QUE, “VIR A MIM”, SIGNIFICA CADA UM “IR À UNIDADE” , “SAIR” DA CRENÇA FALSA EM DUALIDADE, OU SEJA, “IR A SI MESMO”, ENCONTRAR DEUS EM SI MESMO, ENCONTRAR, EM SUMA,  A SI MESMO SENDO DEUS! Jesus disse:  “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim” (João 17: 22).

O que chamamos de “Estudo do Absoluto” é, de fato,  a concretização do “juízo justo”, o “juízo dado ao Filho” em todos nós! “…deu ao Filho todo o juízo, para que TODOS honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. Neste “todos” está a chave, pois, quando VOCÊ se vê ali incluso, esquivando-se da suposta mente humana e seus “julgamentos pela carne”, você honra a SI MESMO como honra o Pai, por estar discernindo a Verdade eterna da UNIDADE PERFEITA, em que, realmente, DEUS, ESPÍRITO, É TUDO, e que a  “humanidade”, em sua suposta “vida terrena” de nascimentos, mudanças e mortes, JAMAIS EXISTIU!
A Verdade não é teoria, mera filosofia a ser testada, ou algo desse tipo! A Verdade é a Verdade! Se você disser: “Estou me sentindo mal! Estou com dor aqui e ali”, e fizer o “juízo pela carne”, você estará dando testemunho da “mentira”, e, em vista disso, vivenciando uma ILUSÃO! O estudo não é meramente intelectual! Ele se mostrará verdadeiro quando você desafiar as crenças falsas, as aparências, ou as mentiras, plenamente convicto de que VOCÊ SE HONRA COMO HONRA O PAI! Não justifique sua suposta  permanência nas mentiras com a habitual desculpa de que “ainda não conscientizou a Verdade”; este “eu” é a ILUSÃO! Contemple a Verdade de que DEUS É TUDO, faça o “juízo justo”, e “ponha na prática” o que disse ter aceito como sendo a VERDADE! Aja, portanto, dessa forma, sem jamais  aguardar “endossos” da mente que não existe!

Continua..>

Encontro Consigo Mesmo-24


ENCONTRO
CONSIGO MESMO

Dárcio
PARTE XXIV
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Toda a “Natureza de Deus” é essencialmente a natureza real de cada um de nós, pois o Verbo divino é a Substância de toda Forma. Cada “Aspecto de Deus” que contemplamos, sendo a Consciência que somos, “surge” em sua projeção visível “deste mundo”, como o seu equivalente em termos de entendimento humano. Dentre todos estes Aspectos, o Amor divino recebe destaque em todos os ensinamentos; João, por exemplo,  escreve e define Deus da seguinte maneira: “Deus é Amor”.

Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy declara:
“O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana. Não é justo imaginar que Jesus tenha demonstrado  o poder divino de curar somente para um número seleto de pessoas ou para um período de tempo limitado, porque a toda a humanidade e a toda hora, o Amor divino propicia todo o bem”.

É vitalmente importante lembrarmo-nos de levar em conta o “Amor que é Deus”, em todas as “contemplações” da Verdade que fizermos! Todo chamado “Autotratamento” deve incluir esta percepção de que Deus, como Amor, é a nossa própria Consciência em Oniação. Dedique-se demoradamente a esta “contemplação” da Onipresença divina como Amor absoluto, infinito e todo-abrangente. Tempos atrás, quando escrevi uma série sobre  a Ciência Cristã, citei a seguinte declaração da Sra. Eddy: “Contra o Amor, o dragão (magnetismo animal) não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo Princípio divino”. Na ocasião, fiz os seguintes comentários: “Como devemos praticar esta Revelação? Em primeiro lugar, devemos entender o seu conteúdo absoluto! Deus é Amor Onipresente! Portanto, o ser que cada um de nós já é, é Amor! Nossa Essência é Amor infinito! Nossa Consciência é Amor infinito! Nossa totalidade é Amor infinito! Isto deve ser muito bem reconhecido em “considerações silenciosas”, e com nossa máxima dedicação. Em total silêncio receptivo, o “dragão”  se cala diante de nosso radical reconhecimento de que o Amor, que é Deus, constitui a totalidade do Universo e de nosso ser. A “ação mesmérica” das pressões do mundo somente atuam dentro da própria mente humana, e jamais atingem, de fato, o nosso ser genuíno. Assim, quando julgamos “sentir” tais pressões ilusórias, podemos saber que somos nós mesmos que endossamos o “mesmerismo” naquele instante, por termos deixado de reconhecer o Amor sendo Deus e sendo o nosso ser. Jamais devemos endossar as “sugestões” ou “tentações” do mundo, por mais convincentes que possam aparentar ser, dando a elas o poder que não têm! Firmes na Verdade de que a Mente divina é a ÚNICA Atividade real e permanente, perceberemos que “a Verdade e o Amor (reconhecidos) prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” Isto porque ele apenas “luta” enquanto nós, nós mesmos,  dermos a ele armas ou poder, através de nosso endosso às suas sugestões mesméricas! No silêncio de nossa “compreensão da totalidade de Deus”, todas estas “tentações”   desaparecem em seu “nada” originário! “Assim termina o conflito entre a carne e o Espírito”, completa a Sra. Eddy.

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Encontro Consigo Mesmo-23

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
PARTE XXIII
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O Amor é Deus, a Substância consciencial em Oniação, a manifestação do Bem absoluto como a Consciência infinita da qual participamos em unidade. Quando buscamos o Reino de Deus e discernimos esta unidade perfeita, experienciamos este Amor absoluto, que nada tem a ver com o humano conceito ou entendimento de amor  que a suposta mente humana retém. Amor é Luz oniativa sendo! Impessoal, incondicional, isento de interesses, retribuições ou desejos de ser correspondido. O Amor divino simplesmente É!

Encontramos, em  certos ensinamentos “deste mundo”, ideias que associam o “Amor”, que é Deus, com amor pessoal ou atração sexual, que é “carne”. Uma pessoa, estudante do Espiritismo, citou-me uma obra que dizia que “as energias sexuais contribuem para o progresso da alma”. Estas aberrações, que misturam Deus, Espiritualidade, com “instintos carnais”, sempre esteve presente “neste mundo”. De onde vêm tais ideias? Da “ilusão”, da crença fraudulenta de que o homem é “carne”, ou, que o homem é “parte Espírito e parte carne”. Destas crenças dualistas decorrem as deturpações do estudo da Verdade, onde muitos se enredam em “prazeres do mundo”, vendo neles, em vista destes ensinamentos, um suposto “cumprimento de  objetivos, como, por exemplo, amar ao próximo ou, como já citei, fazer “progredir a alma”.  Que alcançam, perseguindo tais objetivos?  Frustrações! Ideias perniciosas de natureza carnal, que incutem na mente a “ilusão” de que somos “seres materiais”,  são também propagadas pelos chamados “mestres tântricos”, que em meio a algumas Verdades que pregam, com as quais atraem  leitores ou seguidores, infiltram-lhes os “venenos”, exatamente como fazem os fabricantes de raticidas, que oferecem aos camundongos um atraente “produto com queijo” mas que, ao ser ingerido, revela sua toxidez misturada,  a presença do veneno! “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não há nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece” (I João 2: 17-17).

Muitos já me perguntaram: “Você é a favor ou contra o casamento? Qual a sua visão sobre a vida sexual?”  Minha resposta sempre foi a seguinte: “Eu sou a favor da busca do Reino de Deus em primeiro lugar”, uma vez que nossa identidade real e única é divina e não humana. Quem se dedicar de corpo e alma a esta “busca”, terá, na suposta “vida humana”, todos os bens acrescentados! E estes bens diferem de pessoa para pessoa; se, para algumas, o casamento surgir, eu sou a favor; se, para outras, ele não surgir, eu também sou a favor! Isto porque cada um terá, em sua vida, aquilo que lhe for o melhor, do ponto de vista de Deus, ou seja, não vem de uma opinião minha ou de outros! Será algo vindo “acrescentado”, como disse Jesus, àqueles que, em primeiro lugar, buscam o Reino de Deus, buscam a Verdade. Assim como viagens. passeios, recreações, profissões, fazem parte da “vida humana”, surgindo naturalmente por acréscimo na vida de cada um, também com  a “vida a dois” ou com  “a vida a um” acontece a mesma coisa.  Quem colocar algo “do mundo” em primeiro lugar, estará se sujeitando ao mundo e não à Verdade. E quem realmente buscar a Verdade, terá, como foi dito, o que, aos olhos da Verdade, será o seu “bem” em termos de vida humana. Portanto, a resposta, na verdade,  somente cada pessoa saberá dar a si mesma, por depender do que ela realmente busca: o Reino de Deus? Ou  realizações humanas?  O Amor de Deus? Ou o amor do mundo? Somente ela poderá dar a si mesma a resposta! O que eu sempre alerto é quanto ao seguinte: fujam destes supostos “mestres” que associam Espiritualidade com sexualidade! Mary Baker Eddy disse o seguinte: “As paixões e os apetites têm que terminar em sofrimento. São de “breve tempo” e estão cheios de “inquietação”. Suas supostas alegrias são logros. Seus limites estreitos lhes diminuem os prazeres e cercam de espinhos suas obras”. A Bíblia sempre trouxe o alerta: “Quem semeia na carne, colhe corrupção, e quem semeia no Espírito, colhe Vida eterna”. O ego é que deve se amoldar à Verdade e nunca a pessoa pretender “forjar” com que a Verdade se amolde aos seus desejos ou caprichos humanos, buscando respaldo em “ensinamentos e doutrinas estranhas”, que reforçam a crença falsa de que somos “menos do que Deus”; dar crédito a tais crenças  é fazer do ego um “deusinho” particular, e,  viver esta mentira não poderá dar certo! “A Graça de Deus nos basta!” Portanto, tenha por meta conhecer sua UNIDADE COM DEUS, deixando que, no mundo, tudo lhe venha por “acréscimo”. Este processo não é opinião de ninguém: é meramente como o Universo funciona!  Permaneça em sua Oniação!

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As Aparências Realmente Enganam

(Mr.Lopeslima)

Conhecer o mundo não é uma coisa difícil, basta observá-lo. Ao fazermos isso, percebemos que ele é totalmente feito de aparências e como dizemos aqui, aparências são ilusões criadas pela mente mundana.

Quantas vezes olhamos para as pessoas e para as coisas e achamos que elas são assim, e dizemos: “parece que é…” Mas não é. A única realidade só pode ser percebida pelo próprio indivíduo e isso ele pode alcançar por diversos caminhos tais como meditação, leitura, artes música…

O ser humano muitas vezes tenta mostrar uma face para agradar mais aos outros do que a si mesmo, tentando ocultar sua personalidade mais evidente. Criamos muitas máscaras, nas quais nos escondemos para podermos conviver, sermos aceitos pelos outros, para criarmos tipos e etc. Na verdade e em verdade, temos a mente do Cristo. Isto significa que somos uma única mente, sem máscaras, tipos ou disfarces.

O ser humano criou a necessidade de esconder-se por detrás de máscaras, por medo de se revelar e não ser aceito como é, mas aí está o maior engano. A dificuldade em aceitarmos nossa real identidade se faz justamente por acharmos que não somos capazes de sermos filhos de Deus, não no sentido humano, mas no espiritual, que não tem nenhuma correlação com o outro. Tentar entender a Unidade com Deus é como tentar entender o Infinito. Humanamente, não conseguimos, pois temos a “certeza” de que nascemos de pai e mãe, que crescemos, desenvolvemos e um dia morreremos, afinal é tudo isso que nos é mostrado o tempo todo.

Tiremos as máscaras da vida e perceberemos que não é bem assim que a coisa funciona. A verdadeira vida é a espiritual, cujo sentimento todo ser humano percebe, mas poucos a aceitam e muito menos a entendem “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Cor 2,14).

Derrubar as máscaras de nós mesmos, perceber a verdadeira vida por trás da máscara que nos é apresentada a todo instante. Esse é o objetivo daquele que quer conscientizar-se que é filho de Deus e herdeiro de todas as coisas.

Encontro Consigo Mesmo-22

ENCONTRO CONSIGO MESMO
Dárcio
PARTE XXII


DEUS É TUDO – esta é a premissa básica deste estudo. Todos os aspectos da natureza de Deus são onipresentes; todos eles são o que cada um de nós, individualmente, é! O que é válido para Deus é válido para o “ser individual que somos”, porquanto “Deus e Homem são Um”. Citei anteriormente a palavra “Autotratamento”, que é muito empregada em textos sobre a “cura espiritual”. Seu uso é didático, e nos faz recordar que, se “algo ou alguém” nos surgir como “imperfeição a ser corrigida”, a maneira de lidarmos com esta “ilusão” será em nós mesmos: Autotratamento! Isto porque somos “nós” que estamos reconhecendo que “Deus é Tudo”. O estudo requer atitudes condizentes com os princípios aceitos, estudados e contemplados! A dedicação de cada um determinará o seu aparente progresso na prática da Verdade.Saber que “Deus é Tudo e ilusão é nada” não nos basta, ou seja, se andarmos pelas ruas e virmos, por exemplo, alguém caindo de uma moto, se apenas seguirmos em frente ignorando a cena, por acharmos, devido ao estudo,  que “na Presença de Deus não há acidentes”, não teremos desmantelado a “ilusão” como deveríamos! Ignorar a “ilusão”, somente, significaria levá-la conosco para onde estivéssemos indo, uma vez que sua “nulidade” deixaria de estar sendo reconhecida. Quando estamos num ônibus parado e um outro, colado ao nosso, entra em movimento, a “ilusão” nos faz crer que “o nosso se moveu”; quando irá esta “ilusão” se desfazer? Quando ocorrer, “em nós”, o claro discernimento: “O ônibus que se moveu foi o outro, e não este em que estou”. O Autotratamento tem este objetivo: dar-nos a percepção de que, no caso de nosso exemplo, onde o “acidente com a moto” parecia acontecer, a “divina ordem” já estava manifestada como fato verdadeiro e permanente. Este “entendimento” é o que chamamos de “Autotratamento”.

Emmet Fox publicou um folheto de sucesso mundial, chamado “A Chave de Ouro”,  que basicamente diz o seguinte: “Seja você quem for, esteja onde estiver, a “Chave de Ouro” da harmonia está em suas mãos agora, pois quem trabalha é Deus e não você; portanto suas limitações ou fraquezas não contam no processo, e sua parte é primeiramente sair do caminho: “PARE DE PENSAR NA DIFICULDADE, SEJA QUAL FOR, E PENSE EM DEUS ESTANDO NO LUGAR DESSA DIFICULDADE” – esta é a “Chave de Ouro”. Uma forma de Autotratamento muito prática!

Sabemos que as “sugestões hipnóticas” não são presenças, mas “ausências” já preenchidas pela Verdade”, uma vez que Deus, ou a “Divina Ordem”, é Presença permanente, ou onipresença. Esta “Chave de Ouro”, simples de tudo, é realmente bem útil em nosso dia-a-dia, principalmente quando não dispomos de muito tempo para as “contemplações absolutas”. O importante, nisso tudo, é que você saiba que diante do erro, atitudes podem e precisam ser tomadas, para que a Verdade estudada possa ser, realmente,  posta em prática, não somente durante as meditações, mas, também, diante das aparentes manifestações da “ilusão” em nosso cotidiano. E sempre que isto for feito, o será sob alguma forma de “Autotratamento”, pois, a “nós”estarão vindo  as “sugestões hipnóticas”,  e, portanto, também em “nós” é que deverão ser “trocadas” pela Verdade.

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Encontro Consigo Mesmo-21

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXI
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Todas as instruções espirituais e mentais, estudadas e conhecidas, serão por nós empregadas, mas não como “receitas”, e sim  da forma com que nos sentirmos inspirados a fazer uso delas em cada momento, pois este uso irá variar a cada segundo. Há vezes em que nos sentimos prontos para ir diretamente à “contemplação absoluta”, sem sentir  a necessidade de nos determos em mentalizações,  em afirmações da Verdade e negação da ilusão; noutras vezes, sentimos a necessidade de empregarmos a Ciência Mental, fazermos os “autotratamentos”, etc. . O importante é termos estes conhecimentos bem firmados e sempre disponibilizados em nós mesmos, para podermos contar com eles da forma que acharmos ser a mais viável, em cada momento da vida. Como Deus é nossa Consciência, esta “forma mais viável” sempre nos saltará à mente, quando vivermos nesta convicção.

Por mais que expliquemos a “letra da Verdade”, jamais a Verdade, em SI, poderá ser “ensinada”. Os textos e instruções serão expedientes para que a mente fique serena, confiante e receptiva, de forma que a Verdade que JÁ somos, “apareça”, assim como o “lápis inteiro”, mergulhado num copo com água, “aparece”, e “intacto”, enquanto  antes era visto como “quebrado”, por assim sua “aparência” se mostrar pelo lado de fora do copo, ao nível do líquido. Assim como o lápis não terá sido “consertado”, não teremos ficado “iluminados”: apenas a “aparência” ficará conscientemente descartada, pelo fato de a “imagem verdadeira” ter “surgido” como Verdade. Este “desmantelar da ilusão” é o que se dá por experiência interna, e, quando isto ocorre, sabemos que “já estávamos iluminados desde sempre”, e que, portanto, jamais ocorre, de fato,  a chamada “iluminação”.

Jesus sabia que, por mais que explicasse,  ou que demonstrasse suas palavras por “sinais”, este “despertar” não ocorreria por transferência de um “mestre externo” a  supostos “discípulos”. “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14: 26). O que ele diz, nesta passagem, é que após você ter recebido a “letra da Verdade”, não terá mais nada a buscar no “mundo das aparências”! Unicamente em VOCÊ MESMO, você terá a “Experiência de Deus”, que está aqui explicada como “a descida do Espírito Santo”.  O sentido é unicamente este: você “se iluminar”, por perceber que  “jamais se ilumina”, pois, este estado de “iluminação” é o que “sempre É!

Jamais acredite que estar fisicamente perto de supostos “mestres” o fará “se iluminar” espiritualmente! Já vi esta crença falsa sendo disseminada sob diversas formas e por vários autores! Parta sempre da Verdade: “Você é Deus Se expressando!”,  “Luz do mundo”, e não um mortal  “apagado” em busca de “iluminação”!  Se você acreditar que ficar ao lado de um poste o fará ter a “Experiência de Deus”, esta “crença” é que poderá atuar e aparentar lhe dar maior receptividade mental, mas nunca o poste! Grave bem isto: “O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ESSE VOS ENSINARÁ!” Em outras palavras, como Deus é TUDO, este “em meu nome” significa em “SEU NOME”, que, dito por VOCÊ, será “EM MEU NOME”, e, é nesta Verdade que VOCÊ permanecerá e dirá: “Eu permaneço em MIM, em MEU NOME!”. Assim, estará identificado com “seu” EU ABSOLUTO”, com seu estado permanente de “Iluminado” e com a “Verdade conhecida”.  Simplesmente irá acatar, com “coração de menino”,  o fato eterno revelado e verdadeiro: EU SOU A VERDADE. Portanto, jamais  alimente crenças falsas e dualistas! Não alimente a crença de que “terá de se iluminar”. Trabalhe unicamente com VOCÊ MESMO, e com os princípios absolutos que já conhece, sem se deixar levar por “aparências”. Jesus havia dito também: “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”. Sabia que, com olhos voltados para fora de SI MESMOS, os discípulos somente alimentariam a “ilusão”, a crença fraudulenta de que DEUS não é TUDO. Porém, buscando NELES PRÓPRIOS, a totalidade de Deus estaria lhes sendo “ensinada”, ou, “revelada”. “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade, até que do Alto sejais revestidos de poder” (Lucas, 24: 49). Que é “ficar na cidade”? É ficar ONDE VOCÊ ESTÁ, que é onde DEUS ESTÁ, E  SENDO VOCÊ!

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Encontro Consigo Mesmo-20

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio

PARTE XX
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Toda e qualquer identificação que fizermos com a suposta “mente humana”, ou com o mundo que ela aparenta conceber, é sempre identificação errônea. Há três fatores principais que nos tentam enredar nesta atividade “mesmérica” das crenças coletivas: 1.)-   sentimentos de culpa; 2.)- sentimentos de medo; e 3.)- sentimentos de ódio ou rancor. Os textos da Verdade nos conduzem à “identificação correta”, que é a admissão radical de que “Deus é o Eu que somos”, que “todas as Suas Obras são permanentes”, e que, enquanto aparentemente lidamos com este “mundo  de aparências”, “nada fazemos de nós mesmos”, nem de bem e nem de mal, porquanto estaremos conscientes de que “o Pai em MIM faz as obras!” E estas Obras são espirituais, eternas e perfeitas sempre! É de vital importância que mantenhamos em mente estes princípios, uma vez que, pela simples lembrança deles, evitaremos de nos envolver mais do que deveríamos com os aparentes atritos e confusões do dia-a-dia que, caso nos pegassem desprevenidos, poderiam nos arrastar presos a eles por um tempo enorme, deixando-nos imersos nos nocivos sentimentos de culpa, temor ou raiva. Tais sentimentos, como disse antes, exerceriam uma função de verdadeiros “ímãs”, prontos para nos atrair o “hipnotismo de massa”. Nestas situações, o “autotratamento” deve ser feito de imediato, através de um reconhecimento com o seguinte teor:
“Não sou culpado de nada! De mim mesmo, não sou nada, nada faço, nem de bem nem de mal, pois, sei que “o Pai em MIM faz as obras”, todas estas obras são permanentes, espirituais e perfeitas! Sei também que esta suposta “mente”, que se sentiu culpada, atemorizada ou enraivecida, não é a minha! Pois, está revelado, e é verdade: “Tenho a Mente de Cristo!”.

Por que é tão importante sabermos disso? Porque no contato diário com os demais, será inevitável que, num momento qualquer, inesperadamente, nos defrontemos com as pequenas confusões e  atritos! Se estivermos espiritualmente prevenidos, não deixaremos que tais “aves” em nossos ombros façam “ninhos”.  Devemos ser hábeis para detectar rapidamente a “ilusão”, cortá-la de imediato, fazendo com que todo o tempo, com ela perdido, seja o mínimo possível! Se, por exemplo, nos envolvermos numa discussão de 2 minutos, que isto, então, não nos ocupe  nenhuma fração de segundo a mais! Os supostos “atritos” não devem ser vistos como problemas, mas como “ajustes” naturais na suposta vida humana. De momento, talvez eles até possam  parecer alguma simples “disputa entre egos”; entretanto, somos essencialmente “um”; e, como sabemos, esta “unidade”, quando seguidamente reconhecida na “Prática do Silêncio”, acarreta “ajustes” neste mundo, decorrentes da influência das meditações e das mentalizações às quais nos dedicamos, sendo, portanto, naturais, benéficas e, inclusive, aguardadas. Por que são aguardadas? Porque o estudo promove mudanças internas na “mente humana”, e, estas mudanças internas se refletirão externamente, para que a “vida humana” se nos mostre melhorada “por acréscimo”, ou seja, “nada acontece por acaso”.

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A VERDADE SOBRE A DOR

A
VERDADE  SOBRE
A  DOR
Mary Metzner Trammell
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É deveras importante declarar a verdade sobre a dor. Quando você compreende, ainda que apenas um pouco, dessa verdade, nunca mais vai acreditar realmente na dor, pelo menos não da mesma maneira. Nunca mais vai se sentir tão intimidado pela dor. De fato, você vai se sentir desde logo liberado. Você vai começar a entender estas palavras de Cristo Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Mas qual é a verdade sobre a dor? Simplesmente esta: há uma realidade que elimina completamente a dor, a realidade totalmente amorosa e potente chamada Deus. Esse Deus sempre presente conosco, e o único Princípio do Universo, é o Espírito. Você está a salvo da dor ao reconhecer como fato que você vive na totalidade do Espírito. Que sempre vivemos no conforto sagrado do amor de Deus.

Nada pode haver de exterior à totalidade do Espírito. No entanto, a dor sugere que há algo fora de Deus, o exterior onde você e eu aparentemente vivemos, queiramos ou não. Este “exterior” é uma interpretação do mundo conforme a mente mortal/material, uma armadilha cruel da qual acreditamos não poder escapar. É um lugar em que os prazeres materiais e as dores materiais, os altos e baixos materiais, os começos e os fins materiais nos agitam como a fragmentos errantes no meio do oceano. Lugar onde a matéria vem a ser ao mesmo tempo nosso criador e destruidor, nosso defensor e nossa queda. Um lugar em que o pé encontra sempre o escorregadio, o futuro sempre incerto. Um lugar onde a matéria reina.

A matéria, o oposto hipotético da mente onipotente, pretende ter inteligência formidável. Deseja falar-nos por meio de um sistema complexo com que os cinco sentidos físicos enviam informações a um cérebro material. Essa rede de matéria-a-matéria empenha-se em nos dizer exatamente como nos sentimos em dado momento. Informa-nos se estamos estimulados ou exaustos, contentes ou doridos, alegres ou irados. Com base nessas informações, essa assim chamada mentalidade materialista decide o que podemos ou não podemos, queremos ou não queremos fazer com cada momento de nossa vida.

Há, entretanto, como antes referimos, uma enorme e conspícua falsidade em tudo isso, uma falsidade que mostra como toda essa ideia de dor é ilusória. Essa falta fatal no raciocínio é a suposição infundada de que existe inteligência, substância ou realidade além ou em separado do ser infinitamente perfeito de Deus. Compreender que essa falta é uma falta é o âmago da reiteração da verdade sobre a dor. É o cerne de nossa compreensão de que você e eu somos realmente espirituais, não materiais. Afinal, como poderia uma substância estranha como a matéria introduzir-se na criação espiritual de Deus?

Jesus compreendeu, mais absolutamente do que ninguém, a verdade do ser real, inclusive a verdade sobre a dor. Em vista disso, foi capaz de curar enfermidades dolorosas e debilitantes, tais como a lepra e a epilepsia. Foi capaz até mesmo de vencer sua própria crucificação e de ressurgir do túmulo em que fora sepultado. A Sra. Eddy escreveu estas palavras sobre o ter sido a matéria decisivamente subjugada por Jesus: “Suas demonstrações do poder do Espírito virtualmente venceram a matéria e suas supostas leis. Ao caminhar sobre as ondas, comprovou a falsidade da teoria de que a matéria seja substância; ao curar pelo meio da Mente, eliminou toda suposição de que a matéria seja inteligente, ou que possa perceber ou expressar dor e prazer. Seu triunfo sobre o túmulo foi uma vitória eterna em prol da vida; demonstrou que a matéria não tem vida e provou o poder e permanência do Espírito”.

Os discípulos modernos do Cristo podem esperar seguir o exemplo do Mestre e comprovar “a falsidade da teoria de que a matéria seja substância”. Podem desafiar e eliminar a crença em matéria inteligente, em matéria que às vezes sente mal-estar, outras vezes bem-estar. Podem esperar pensar e agir mais, a cada dia, a partir do ponto de vista da totalidade do Espírito. Esse esforço constante lhe trará muitas bênçãos, muitas curas, muita exaltação espiritual! Trará o que um dos índices marginais no livro Ciência e Saúde denomina “Bênçãos provenientes da dor”: a recompensa por estarmos vigilantes e sermos fiéis ao Espírito.

Que importância terá, porém, essa porfia, se você pode tomar algum analgésico para dar “solução rápida” ao desconforto? Talvez seja útil, nesse ponto, perguntar para onde o levará o uso rotineiro de remédios materiais. Por exemplo, levá-lo-á a depender, mais de Deus? O pensamento se inclinará para a realidade divina? Haverá oportunidade de confiar absolutamente em Deus e de provar o quanto Seu amor está próximo, quanto é forte e sanador, e de assim glorificá-Lo?

Se a resposta a essas perguntas for negativa, talvez você queira abrir o coração para a oração como um meio poderoso de pôr fim à dor. E você poderá descobrir que, para você, a oração é bem mais eficaz do que milhares de remédios contra a dor que inundam o mercado, desde aspirina até acupuntura, desde fisioterapia até florais, desde hipnotismo até massagens e técnicas de yoga para “levitar”. Talvez você queira procurar, na Ciência do Cristianismo, de que modo estar livre da dor, como o fez recentemente uma amiga, ao dar à luz o primeiro filho.

Ela e o marido oravam havia meses antes da chegada do bebê, sentindo amor pela natureza ideal, espiritual, dos filhos de Deus. Por ocasião do parto, eles e a praticista da Ciência Cristã que os acompanhava em oração durante a gravidez, tinham absoluta certeza de que o bebê era filho precioso de Deus, que estava protegido e mantido em perfeição por seu divino Pai-Mãe.

Quando, porém, a mãe sentiu as primeiras contrações, subitamente temeu ser incapaz de suportar a dor, principalmente depois que as parteiras presentes a avisaram de que as contrações ficariam ainda mais fortes. Com cada contração, porém, o marido lhe garantia com muito amor que tudo estava bem. Falava-lhe em voz alta maravilhosas verdades cristãs, que muitíssimo a ajudaram. Ele repetia para ela, mais que tudo, “a exposição científica do ser”, em Ciência e Saúde da Sra. Eddy, exposição que conclui com esta frase sanadora: “Por isso o homem não é material; ele é espiritual”.

Pouco depois o bebê nasceu. As parteiras comentaram que foi um dos partos mais naturais e bonitos que já tinha visto. Acima de tudo, porém, impressionou-as a maneira como a mãe se portou durante as contrações. Disseram: “Você se acalmava assim que seu marido lhe falava sobre Deus”.

Não é de surpreender que as palavras do marido acalmassem a esposa. Eram palavras da verdade, palavras de amor. Antes que as parteiras se retirassem, naquela noite, duas delas levaram consigo exemplares de Ciência e Saúde. (A terceira já possuía um exemplar!) Agora, as três estão lendo o livro que, tal como a Bíblia, é famoso pela verdade que expõe. O livro que, pela primeira vez na história, declara a verdade absoluta sobre a dor: “… não há dor na Verdade, e não há verdade na dor”.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ , junho 1996)

VÁ AOS FINALMENTES

Dárcio

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As obras de Deus estão terminadas e são permanentes. Somos “obras de Deus”; assim, não postergue a aceitação de sua natureza divina plena e perfeita! Vá aos finalmentes das revelações! Pare de se iludir com as frases como “um dia chegarei lá”, “quando me iluminar…”, e outras do gênero. Não seja condescendente com a mentira, com a crença no tempo, com a noção de que VOCÊ possa ser outro, senão Deus! DEUS É TUDO! Jamais isso mudará! Se você acredita ter de sofrer mudanças para “um dia” ser um com Deus, ficará a ver navios! Não existe ser humano para se unir a Deus! Essa lenda deve ser despojada, para que VOCÊ realmente perceba QUEM VOCÊ É! Vá aos finalmentes! “EU SOU A VERDADE!” Aceite as revelações como já manifestas, e contemple-as todas em VOCÊ MESMO! AQUI E AGORA!

“Se é que tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojais do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito de vosso sentido; e vos revistais no novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”
Efésios 4: 21-24


O
INFINITO PERFEITO
DÁRCIO

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QUEM PRETENDE vivenciar A Verdade absoluta deve estar com ela identificado. EU SOU O INFINITO PERFEITO! Este é o ponto de partida. A aceitação de que somos o Infinito perfeito, além de eliminar a dualidade pela raiz, faz com que reconheçamos que aquilo que o Absoluto é, e unicamente esta natureza do Absoluto, é o que já estamos SENDO neste instante. A suposta “imagem visível” do nosso Ser, a chamada “personalidade humana”, é o INFINITO PERFEITO? Não. Portanto, o suposto “eu humano” não veio do Absoluto, não está presente, sendo,  portanto, INEXISTENTE!

EU SOU O INFINITO PERFEITO! A Onisciência constitui a MINHA TOTALIDADE. Estamos todos imersos na Sabedoria infinita, pois, SOMOS A SABEDORIA INFINITA. Estamos “imersos” na Presença do Absoluto, pois SOMOS O ABSOLUTO. Àqueles que aparentam estar à mercê das “imagens ilusórias” do mundo, recomendamos fazer a si mesmos estas indagações, deixando vir da Consciência a resposta espontânea a cada uma delas:

– Esta imagem provém do Absoluto?
– Esta imagem coexiste com o Absoluto?
– Que é o real? O Absoluto ou esta imagem?
-Esta personalidade, com qualidades e defeitos, é o Absoluto?
– A Mente do Absoluto é única?
– A mente distorcida da personalidade coexiste com a Mente perfeita do Absoluto?
– Qual mente medita para transcender as aparências?
– Qual mente julga que as aparências são realidades?
– As aparência indesejáveis existiam há séculos?
– As aparências indesejáveis poderão se manter eternamente?
– O Absoluto reconhece o tempo? ~
– O “agora” real divide espaço com as aparências do presente?

VOCÊ É O INFINITO PERFEITO! A sua Consciência já é iluminada! A Perfeição que VOCÊ É, é a Onipresença que reconhece unicamente a SI MESMA como EXISTÊNCIA. Sua Consciência, por ser iluminada, responde a todas as indagações acima com tranquilidade, na forma de REVELAÇÕES.

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“ATÉ QUE DO ALTO
SEJAIS REVESTIDOS DE PODER”

Lucas 24;49
Dárcio
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A noção comum a respeito de “poder” é completamente diferente do significado espiritual, em que a Onipotência indica, de fato,  a “ordem imutável onipresente”. Deus é o único Poder real, e, “ser revestido desse poder” significa uma total rendição da mente humana e seus supostos poderes benignos e malignos a este Poder oniativo. Não estamos separados de Deus; antes, a Verdade permanente é esta: Deus e homem são um. Portanto, “somos revestidos de poder” quando simplesmente somos conscientes de que a Onipotência constitui o “Eu Sou” que somos, sem nenhum “outro”. Contemple a Onipotência onipresente, vendo-se nela inclusa. Perceba sua Consciência sendo o Poder de estar expressa como Luz e Amor infinitos! Ser revestido de Poder é discernir Deus sendo Luz e Amor como a SUA Consciência. Contemple este fato espiritual!

“Eu sou a Consciência que é Luz e Amor em expressão. Esta Consciência, consciente de ser Luz e Amor em expressão, é o Poder do qual me vejo “revestido”.

Consciência, Poder, Luz e Amor são um.” Contemple esta Unidade oniativa em quietude e silêncio.

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CRISE DE IDENTIDADE

Allen White .

Muita gente confessa achar mais fácil dizer “Eu sou um com Deus”, ou “Eu sou um reflexo de Deus” do que afirmar que EU SOU DEUS. Contudo, estas mesmas pessoas declaram que DEUS É TUDO. Como Deus É tudo, então Deus deve ser o EU SOU que você é, e este EU SOU, que você é, pode certamente dizer: "Eu sou Deus".  Para a maioria dos religiosos é uma blasfêmia alguém dizer: "Eu sou Deus". Entretanto, para um Absolutista (alguém que sabe que Deus é Tudo), é uma blasfêmia dizer e se conhecer como algo que não seja Deus.  Leitor,  não estou encorajando-o a elevar uma identidade humana ao patamar divino. Estou encorajando-o a entender a nulidade de sua imaginada identidade humana, e discernir sua Deus-identidade como sendo sua única Identidade.  Conscientizando sua Verdadeira identidade, você com júbilo também saberá:  *  Eu sou a Vida que não nasce, que não morre, que é sem idade e atemporal. *  Eu sou TUDO que o AMOR é. *  Eu sou SUBSTÂNCIA imensurável, irrestrita e infinita. *  Eu sou TODO PODER. *  Eu sou TODA PRESENÇA. *  EU SOU aquele que SOU.  Leitor, não creia nestas frases apenas porque as escrevi. Vá diretamente à sua própria Deus-Consciência e, com um coração imparcial, pergunte se elas são declarações verdadeiras. Você deverá, se necessário for, aguardar pacientemente pela resposta.  *

MANIFESTAR A VISÃO PERFEITA QUE DEUS TEM DO HOMEM

Donald R. Rippherger  PARTE II .

As opiniões baseadas na fisiologia e na medicina chegam a conclusões diametralmente opostas sobre a saúde humana. Os diagnósticos dos oculistas os levam a receitar medicamentos e gotas para impedir o avanço de doenças e o enfraquecimento da vista. Contudo, o tratamento médico, apesar dos esforços para aliviar o sofrimento, não coincide com a realidade espiritual e, portanto, está fora de foco.   Focalizar o pensamento de acordo com a Verdade, isto é, estar de acordo com um Deus que tudo vê e a todos ama, que é tão puro de olhos que não pode ver o mal, anula a duplicidade que vê a criação como se esta fosse a uma só vez espiritual e material, saudável e doente. Dissolve atitudes míopes de egoísmo e egotismo. Concentrando-nos na tarefa de hoje, de aprender como é que Deus nos vê, e como é que Ele vê Sua criação espiritual, não nos colocaremos na situação de temer um futuro de envelhecimento e debilitação ou de lamentar um passado de egoísmo e remorsos inúteis. Em vez disso, estaremos em condições de aceitar a perfeição presente do Amor infinito e sua abundância de bem e por pautarmos assim nossa vida.   Ao compreender melhor como Deus vê o homem, nosso próprio sentido de visão melhora. A Ciência Cristã, mediante a compreensão espiritual, dissipa a noção de que o homem é material, corrigindo, dessa maneira, os problemas da vista. “As lentes da Ciência”, escreve Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, “aumentam à vista humana o poder divino; vemos então a supremacia do Espírito e o nada da matéria”.   Continua…

Encontro Consigo Mesmo-15

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XV
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Como venho expondo, acho imprescindível conhecermos a Ciência Mental enquanto estudamos o Absoluto! Ela não predominará, durante as “contemplações da Verdade”, pois será quando nos ocuparemos unica e exclusivamentemente com o reconhecimento da existência única de Deus. Mas, como aparentemente usaremos a mente humana fora destes períodos contemplativos, seria um absurdo desconhecermos como ela se mostra atuar e, absurdo ainda  maior, seria deixarmos de tirar proveito destes conhecimentos que nos são disponíveis.

Que significa fazer  “uso correto” da mente humana? É o que veremos a seguir. A Ciência Mental explica que a mente humana, basicamente, é composta de “consciente”, 5%, e de “subconsciente”, 95%. Quando desejamos algo legitimamente nosso, é-nos ensinado que “este algo já existe”, e que, quando passamos esta ideia do consciente para o subconsciente, até saturá-lo com ela, tão logo a crença “eu não tenho” seja nele trocada pela crença “eu tenho”, — o que é feito com programações específicas–, haverá a manifestação visível deste “bem” mentalizado. A mente humana não tem realidade, como bem sabemos, uma vez que Deus é a Mente única, universal e onipresente! Entretanto, também “braços e pernas materiais” não existem, já que Deus é TUDO e Deus é Espírito! Mas, como aprendemos a fazer uso destes membros, nesta “ilusão de mundo”, igualmente devemos saber como usar a mente humana. É nesse sentido que precisamos conhecer a Ciência Mental! Ela terá sua participação para amoldar as crenças coletivas à Verdade absoluta que estudamos. E para isto, é necessário entendermos com precisão como isto se dará.

Já vimos antes que o que é a “perfeição”, no Absoluto, para a mente humana é o conceito de “bem” que ela retém. Que é a suposta mente humana? Uma crença coletiva no “bem” e no “mal”. A Ciência Mental explica isto, ou seja, que esta ilusão”, chamada “mente humana”, se mantém graças a meras crenças infundadas, divididas em conceituações de “bem” e de “mal”; portanto, se fizermos uso de afirmações do bem e negações do mal, estaremos endossando a Verdade que já É, na visão do Absoluto.  Se na Realidade Deus constitui o Eu individual que somos, este Eu Perfeito é o único em manifestação como o Ser que somos! Que faz a suposta mente humana? Gera uma “aparência temporal” deste Eu Absoluto, e, faz com que a humanidade toda, mesmerizada por esta “aparência”, a assuma como se fosse imagem verdadeira! Por quê? Devido ao desconhecimento da Verdade absoluta de que a Mente ÚNICA é Deus; desse modo, acredita na “ilusão” de que a suposta “mente humana” seja mente verdadeira! Onde entra a “Mística” e onde entra o “Mentalismo”?  A “Mística” entra em nossas “contemplações absolutas”, onde unicamente a Mente de Deus é aceita como presente e em manifestação onipresente. Com a “Prática do Silêncio”, feita com assiduidade e dedicação, esta Verdade reconhecida vai desmantelando a crença falsa de que “existe mente humana”. Nesta Verdade é que devemos permanecer! E onde entra o “Mentalismo”? Ele entra enquanto fazemos as concessões para estarmos “neste mundo sem pertencer-lhe”, como já vimos anteriormente! O estudo da Verdade é científico! Tudo é feito dentro de princípios e não ao acaso! Se sabemos que Deus é a Mente única, acharemos diariamente tempo para meditar e contemplar esta Verdade! A cada contemplação, a “luz da Verdade” irá dissolvendo as “trevas da ilusão”, e, este processo culminará na dissolução da “crença coletiva”.  O ideal seria, realmente, que nos mantivéssemos cem por cento na Verdade , de que Deus é a Mente única, enquanto  vivêssemos no mundo e entre as pessoas, em nosso dia a dia; porém, este ideal não se constatao na prática, o que nos deve fazer entender que será muito melhor “caminharmos junto de nossa adversária”, a suposta “mente humana”, de forma que a deixemos alinhada ou amoldada à Verdade, do que simplesmente a deixarmos livre e solta para nos influenciar hipnoticamente com suas sugestões que se nos mostram ora boas, ora más! Jesus disse: “E eu, quando for erguido às alturas, atrairei todos a mim”. Explicava que, a cada reconhecimento absoluto da Verdade, que fizermos,  a que nos dediquemos, a “crença coletiva”, por ser puro “nada”, estará se enfraquecendo também para todos os demais seres, uma vez que a Consciência é única e comum a todos. Existe, portanto, esta Ação espiritual que, por si mesma, Se revela e “purifica” a suposta mente humana, enquanto esta, aparente e coletivamente, ainda se conserva  como “crença coletiva”. Entretanto, como este processo de dissolução da “ilusão” não dá fim à crença imediata e coletivamente, até que haja um “despertar em massa”, o “mentalismo” nos servirá como “filtro” da crença em “mal humano” e como “transparência” à crença em “bem humano”. Em outras palavras, estaremos obrigando a “crença” a ser positiva para nós. A “Mística”, pela ação divina, dissolve a “crença no bem e no mal”, enquanto o “Mentalismo” confirma, na própria crença,  a presença só do bem e a ausência só do mal”, até que toda a “ilusão” seja dissipada.

Continua..>

ENCONTRO CONSIGO MESMO-14

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XIV
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As concessões que fazemos ao mundo, para podermos bem conviver com ele e seus supostos habitantes, não podem predominar a ponto de sermos levados por elas e deixarmos de saber que “já somos iluminados” e que “já estamos no Absoluto”, uma vez que DEUS É TUDO! As concessões são meros expedientes de boa convivência, mas, são concessões que devem estar sob nosso controle e não com as  rédeas soltas! Não podemos negar, a nós mesmos, o que sabemos ser a Verdade, mesmo que o façamos aos olhos dos demais por pura concessão! Por exemplo, se você for fazer uma compra e lhe perguntarem a “data de nascimento”, certamente você não irá responder que “você existe desde antes que Abraão existisse”, que seria a Verdade; antes, você fará a concessão e informará ao indagador a resposta aceita pela  “ilusão de massa” que, para ele, e não para você, corresponderá à realidade! As concessões precisam ser feitas “da boca pra fora”, uma vez que tanto sabemos que a Verdade não é “deste mundo” como também sabemos que, se afirmarmos as “concessões” de forma a também acreditarmos nelas,  as falsidades voltarão ao subconsciente e, para a mente humana, ficarão endossadas mais uma vez! São inúmeras as concessões inevitáveis que teremos de fazer, por estarmos aparentemente neste convívio humano; por isso, devemos reforçar muito bem, para nós mesmos, o que somos e o que parecemos ser, aos olhos do mundo, para que o estudo da Verdade não seja prejudicado além do necessário.
No “Bhagavad Gita”, Krishna diz: “O que é irreal não existe, e o que é real nunca deixa de existir. Os videntes da Verdade compreendem a íntima natureza tanto disto como daquilo, a diferença entre o ser e o parecer”. Frases desse tipo, decoradas, serão de enorme valia para serem lembradas em nosso dia-a-dia! Isto porque “aquilo que É” sempre nos surgirá confrontado com “aquilo que parece ser”, e, como disse Krishna, “compreender a natureza tanto disto como daquilo”, compreender  “a diferença entre o ser e o parecer”, será nosso trabalho constante, enquanto aparentemente vivermos em nosso cotidiano. Eu disse “frase decorada”, mas não no sentido de que apenas decorá-la nos servirá de alguma coisa, mas sim, para a termos na memória e ser trazida a cada situação da “aparência” que nos requeira discernir: isto é fato, aquilo é ilusão! “O que é real nunca deixa de existir”, afirma Krishna; assim, um “problema”, que porventura possa ter “surgido”, e, por isso, esteja perturbando a paz de alguém, já seria descartado de imediato como “irreal”, uma vez que “o que é real nunca deixa de existir”, e, também, naturalmente, “nunca começa a existir”. Quem estuda a Verdade lida com o mundo de forma totalmente diferente daquela empregada pelas demais pessoas! E esta “forma diferente” é decorrente dos estudos, das meditações e do conhecimento, tanto da Verdade absoluta como do uso correto da suposta mente humana.

Quanto mais rapidamente você “travar o curso da ilusão”, se algo supostamente negativo ou desagradável lhe vier à mente, menos você sofrerá seu impacto ilusório! A Harmonia absoluta é a Verdade constante, eterna e imutável! Portanto, sejam quais forem as “aparências”, boas ou más, o que realmente está manifestado é o que DEUS É! Eu uso sempre a seguinte expressão: “Isto não é o que aparenta ser, isto é Deus que Se manifesta como…”, que tirei do livro “A Arte de Curar pelo Espírito”, de Joel S. Goldsmith. Para mim, esta frase diz tudo, e se aplica a qualquer situação! Costumo também afirmar: “Eu sou um centro de força, energia e poder!”, que, usada a qualquer momento, reaviva a Verdade na mente; e também, guardei na memória o título de um artigo da Ciência Cristã, “Na presença de Deus não existem acidentes”, por considerá-lo muito sugestivo e também extremamente útil, em situações inesperadas em que ele mereça ser lembrado. Há tempos, postei aqui no site um texto em espanhol, da Ciência Cristã, intitulado “Coisas Maravilhosas estão Acontecendo”. Com esta frase, muitos “milagres” aconteceram, isto é, muita “ilusão” foi desmantelada! Portanto, além das meditações, você deve encontrar, em seus estudos e leituras, as suas próprias “armas da luz”, para ficarem à sua disposição sempre que o mundo exigir que você faça uso delas!  Talvez, para você, sejam outras as frases que produzam o mesmo efeito! Cada um deve procurar identificar suas “armas de luz” neste estudo, e contar com elas, ao lidar com as crenças fraudulentas da vida. O principal, contudo, é que VOCÊ CONTE PRINCIPALMENTE COM DEUS, pois, como disse Isaías, “Antes que clamem, eu responderei!”. Há vezes em que, diante de situações inesperadas, facilmente nos desviamos delas para esta “entrega a Deus”; e há vezes, em que as “armas da luz”, como tenho dito, nos servem para barrar mentalmente o “ritmo da ilusão”. Conte sempre principalmente com Deus; e,  também, conserve seu “arsenal da Verdade” gravado na mente. DEUS É TUDO! A cada necessidade, você se inspirará, ou com novas “armas” reveladas na hora, ou com aquelas que você mesmo selecionou para deixar registradas na mente. Não existe Deus e você! Existe Deus sendo você! Partir sempre disto é que é fundamental!

Continua..>