Encontro Consigo Mesmo-12

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XII

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O “despojar-se do velho homem”, que é, na “Prática do Silêncio”, contemplarmos unicamente o Cristo, a Verdade que somos, poderá em muitas ocasiões requerer de nós a “prática do perdão” em suas setenta vezes sete vezes, como disse Jesus. Isto quando a “crença coletiva” se mostrar muito “agarrada” a nós, com suas  ideias de desavenças, tentando atrapalhar a nossa própria contemplação. Perdoar é dar como “não acontecido” o suposto fato causador de qualquer desarmonia ou desavença no mundo das aparências. Este “perdão” deve ser de total abrangência e, nesta própria abrangência, o “velho homem e seus feitos”, isto é, o suposto ser humano, que se faz passar por nós, deverá estar incluso para ser, também, perdoado! O “perdão”, assim visto, agirá como mais um reforço para que este “eu ilusório” seja anulado! Isto porque enquanto ele, como crença, “viver em nossa lembrança” como vítima ou causador das “desavenças”, ficaremos aparentemente com a “casa dividida”, isto é, de um lado reconhecendo o Cristo como nossa identidade, e, de outro lado, esta “lembrança de conflitos com pessoas”, que atrapalha em nossa identificação com a Paz do Absoluto. O “perdão”, portanto, será excelente arma para desmantelarmos estas crenças pegajosas.

O “perdão” poderá conter ideias com o seguinte teor central: “Perdôo a todas as pessoas, e perdôo a mim mesmo, por ter-me deixado envolver com as crenças em atritos e desavenças pessoais do mundo. Agora minha mente está clara! Vejo a Verdade de que a harmonia infinita reina entre todos os seres. Somos todos um com Deus, sendo, portanto, a harmonia a realidade única, infinita e permanente”. Se, durante este reconhecimento, alguma pessoa vier espontaneamente à lembrança, faça a meditação especificamente para reconhecer sua unidade com ela; caso não lhe venha ninguém à memória, não rebusque “trevas” para encontrar “luz”; considere que perdoou incondicionalmente a si mesmo, e a todos os demais com quem teve contato, e, sentindo-se inteiramente aliviado, pratique o “Silêncio” totalmente imerso na percepção de que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ.

Num artigo da Ciência Cristã, William C. Coffman escreve o seguinte: “Quando ficamos tentados a fazer uma realidade do erro cometido por outra pessoa, estamos, sem o saber, alinhando-nos do lado do erro. Alguma crença na realidade do mal, que ainda não foi resolvida em nossa consciência, talvez nos disponha a crer que o erro de outrem é realmente a individualidade dessa outra pessoa. Resolve-se um problema humano, isto é, anula-se o erro, mediante o trabalho mental diário que se faz para si mesmo: e, nesse trabalho, acha-se incluído o deslindar em nosso próprio pensamento as tramas do sentido material”. Em suma, o principal é o Autotratamento, a nossa percepção de que a Onipresença de Deus exclui a possibilidade de existir qualquer outro fato, condição ou pessoa fora da Perfeição Absoluta ou fora da Oniação.

“Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” – esta Verdade deve permanecer em nós, enquanto nela permanecemos,  pois qualquer desvio deste princípio absoluto será pura e unicamente ILUSÃO. A força de vontade e o anseio de vivermos bem com todos, apesar de louváveis e sempre serem desejáveis, não nos farão cumprir este objetivo de modo pleno, pois, sempre restará um senso de que somente “passamos por cima” de algo, o que não é o “perdão” verdadeiro. Mas são passos iniciais e benéficos a serem dados antes das “contemplações”. Será nelas que a “ilusão” de que há “pessoas” e de que há “desavenças entre pessoas” será dissolvida pela ação divina, e, caso você sinta dificuldade em meditar e deixar isto acontecer, “entregue a cena” a Deus, e fique “testemunhando” a ação divina, pelo reconhecimento: “O Pai, em MIM, dissolve o “inexistente” visto pela mente em ilusão”. Isto não é dualidade, mas um  artifício, para que a “ilusão” fique sem qualquer apoio mental e se dissolva pela ação do Cristo,  que é a ação do “Pai sendo VOCÊ”.

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Encontro Consigo Mesmo-11

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XI
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O mais importante de tudo, neste estudo, é a “Contemplação Absoluta”, razão pela qual devemos realmente achar tempo diário para a “Prática do Silêncio”. Nestes momentos contemplativos, precisamos ser radicais ao extremo, partindo da aceitação de DEUS como única Realidade, única Presença e único Poder! O Universo é a Consciência infinita que somos! Apesar de aparentar existir, o suposto “mundo material” não é existência verdadeira. Portanto, se alguém se dedicar, pela Prática do Silêncio”, a discernir unicamente Deus Se manifestando como o seu próprio Ser, aqui e agora, estará “se encontrando consigo mesmo”, encontro que poderíamos chamar de “comunhão” , pois será um reconhecimento absoluto de que “Deus e Homem são um”.

Toda a Existência está em nossa Consciência, não restando, em termos de realidade, nada para surgir neste suposto “mundo de aparências”; entretanto, como a mente humana não tem aptidão ou capacidade para discernir o que realmente existe, vemos, através dela, um desdobramento contínuo de imagens temporais, todas elas sendo meras representações ilusórias dos fatos permanentes que estão “dentro de nós”. Com a assiduidade das meditações, cada vez mais a Luz da Consciência atua nas crenças coletivas, mais elas perdem seu aparente domínio sobre nós e mais testemunhamos a Verdade se estendendo ao campo da visibilidade. Saberemos que “nada acontece por acaso”, ou seja, a cada soltura de crenças, decorrente da ação divina na mente, a frequência mental se eleva, e, nesta elevação, outras pessoas, situações e condições são atraídas, uma vez que “semelhantes se atraem”. Esta “elevação mental”, como foi dito, é efeito da ação divina na crença coletiva, sem jamais significar que “a pessoa evoluiu”, como pregam certas doutrinas e filosofias! Não existe evolução! Por que? Porque não somos “mente humana”, mas sim Expressões de Deus! Acreditar que a pessoa evolui é negar a Verdade de que Deus seja nosso Espírito, nossa Mente e nossa Totalidade! Quem dá testemunho de “seres em estágios de consciência”? Unicamente a “mente que não é a nossa”, ou seja, a suposta “mente humana”. Dela partem estes “julgamentos pelas aparências”, que rotulam pessoas, fatos e condições como bons e maus! Acreditar em “estágios de consciência” é acreditar nos “julgamentos pelas aparências”; e, quem der crédito a tais julgamentos, estará dando “testemunho da mentira”, e não da Verdade!

Que é “renascimento”? Jesus explicou claramente a Nicodemos qual é o pré-requisito para “entrarmos no reino dos céus”: NASCER DE NOVO! Paulo disse o seguinte: “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos. E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre, mas CRISTO É TUDO EM TODOS.” (Colossenses; 3: 9-11). “Despir-se do velho homem e seus feitos” significa você cortar o “cordão umbilical” com o ego! DEUS, COMO SER INDIVIDUAL, É O CRISTO, A VIDA QUE VOCÊ JÁ É!  As meditações de “reconhecimento da Verdade”  o farão “renovar a mente” para que o “renascimento” se dê, pela sua consciente e dedicada identificação como o Ser “segundo a imagem daquele que o criou”, isto é, pelo seu “encontro consigo mesmo”, que é sua admissão plena em ser  única e integralmente  o Cristo.


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Encontro Consigo Mesmo-10

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE  X
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Logo que entrei em contato mais amplo com estes estudos, as pessoas do local em que eu trabalhava seguidamente me convidavam para ir às suas casas, após o expediente, para explicar melhor os princípios espirituais à família delas. Desse modo, após trabalhar o dia todo, ia à casa de um, falava um tempão, detalhava o assunto àqueles que estavam com problemas, e, depois ia embora; no dia seguinte, repetia a mesma coisa, mas em outra casa e para outras pessoas. E assim fui fazendo seguidamente, até que, em certo dia, enquanto em casa fazia a barba, de repente caí desmaiado, e só recobrei a consciência ao sentir a forte pancada da cabeça no chão. Após meditar, vi-me recuperado, mas  somente depois  vim a saber que aquilo resultou do meu desconhecimento do “vampirismo”. Na época, comentando o assunto com uma preletora da Seicho-No-Ie,  ela me disse o seguinte: “Lá em Ibiúna, durante os nossos seminários, é comum acontecer de algum  orientador da Seicho-No-Ie desmaiar por causa disso!” Portanto, esta é uma “ilusão” que requer cuidados, principalmente para quem faz palestras, orienta pessoas ou mesmo que simplesmente tenha contato direto com várias delas e por tempo prolongado em suas profissões. Muitos vão a médicos, queixando-se de sintomas causados pelo “vampirismo”,  e ele nada encontra para diagnosticar! Poderá receitar vitaminas, fortificantes, calmantes, etc; entretanto, nada disso irá resolver, se a “causa real” não for detectada! Soube de um caso em que, numa casa, a criança pequena vivia com problemas de saúde; dormia no mesmo quarto de sua avó bem idosa. Quando orientaram os pais para tirar a criança dali, pondo-a em outro quarto para dormir sozinha, ela se restabeleceu rapidamente, enquanto a avó logo veio a falecer. Um caso típico de “vampirismo” não intencional, mas que causava toda aquela situação.

Quem meditar com assiduidade, e reconhecer de coração, sempre que puder, que realmente DEUS É TUDO, estará protegido! E, além de tudo que eu pude expor aqui, terá as próprias orientações divinas para saber lidar com os casos que lhe forem surgindo. É um assunto tão ilusório quanto importante, e também nada fácil de se comentar, justamente por isso! Porém, como disse Mary Baker Eddy sobre o “mesmerismo”, e que vejo perfeitamente aplicável ao “vampirismo”, que desta “ilusão de massa” faz parte, “ignorância não é proteção”.

Outro ponto importante, e ligado com este assunto, é a questão de “darmos atenção às outras pessoas”, quando nos procuram unicamente para receberem ajuda. Este estudo não é de Psicologia, em que ficaremos escutando  problemas durante horas,  para depois emitirmos  opiniões pessoais sobre o casos, ou coisa desse tipo! Não somos psicólogos e não devemos ser, ao menos no que diz respeito àqueles que somente estão estudando a Verdade. Se a pessoa tiver abraçado esta profissão, é lógico que profissionalmente terá de agir como tal. Mas, como estudantes da Verdade, poderemos até ouvir as pessoas desabafarem rapidamente seus problemas; mas, para nós,  não serão nem pessoais e nem problemas, mas apenas a “ilusão aparecendo como pessoa”. Algumas querem se arrastar por longo tempo  na exposição de seus problemas! Mas, bastará que ela os exponha brevemente, porque você não fará humanamente nada para ajudá-la, a não ser “meditar e deixar que a Verdade destrua a ilusão impessoal, naquele instante vindo-lhe como “pessoa”. Se você se envolver além do necessário, na conversa, seja diretamente ou por carta ou telefone, estará apenas sendo “um cego guiando outro cego”,  por estar voltado à ilusão e não à Onipresença de Deus, que é a eterna Verdade já e sempre manifestada. Além disso, nestas conversas demoradas, o “vampirismo” estará se dando, e,  após aquele tempo enorme  desperdiçado com a “ilusão”, você poderá, depois,  até se sentir desanimado para meditar! Num de seus livros, Joel S. Goldsmith disse que não deixava o contato ultrapassar além de três minutos! Muito útil esta informação! Faça a pessoa entender logo que será ajudada por DEUS, em meditação, e, ao mesmo tempo, explique a ela que não será detalhando a “ilusão” que a tornará livre dela! Quanto a você, saiba que esta tendência de alguém tentar prendê-lo a lamentações, durante horas, é o próprio “mesmerismo”, e não “a pessoa”, que, naquele momento, e desde sempre, na realidade é o Cristo.

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Encontro Consigo Mesmo-9


ENCONTRO
CONSIGOMESMO
Dárcio
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PARTE IX
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O “vampirismo” não é aqui comentado para ser temido, mas sim conhecido. O conhecimento deste fenômeno evitará abusos de nossa parte, no sentido de pretendermos “salvar o mundo”, além de nos deixar prevenidos quanto a ele. De início, quando o buscador da Verdade ainda não tem maior domínio no exercício das “meditações contemplativas”   de que DEUS É TUDO e de que SOMOS TODOS UM, ele ainda se mostra mais teórico do que prático! Entretanto, esta condição felizmente vai se alterando diariamente, pelas alterações que o estudo promove na mente humana, tanto por ação das leituras, como pela ação purificadora de Deus, e, esta influência conjunta dá à pessoa cada vez maior percepção de que “a Consciência em todos é a mesma”; esta “renovação de entendimento” vai reduzindo a “troca de energia” com quem ela entra em contato, uma vez que, ao contrário da situação dos primeiros momentos do estudo, a Verdade conhecida faz com que, ao se aproximar de alguém, a “Unidade” seja espontaneamente “vista”, mesmo sem que a mente humana se dê conta, e a ação de sua Consciência espiritual “ativa”, nas demais pessoas, a “extração” de energia delas próprias, e a atividade fenomênica chamada “vampirismo” tende a ser minimizada e mesmo anulada, como se dá com as outras demais crenças falsas deste mundo. Não existe, realmente, o “vampirismo”, assim como não existem “duas mentes”, uma suprindo energia humana e outra a sugando! O assunto deve ser entendido como “fenômeno ilusório” e nada mais!  O “mundo das aparências” é nada! Nossa atenção deve sempre estar voltada aos fatos que “não se veem”, que são eternos, como Paulo disse e que já comentamos aqui anteriormente! Mas, assim como devemos ter conhecimento de que, se bebermos água em ebulição queimaremos a boca, devemos ter conhecimento de que, se descuidarmos da energia vital nos contatos diários com o mundo, não somente  contatos pessoais ou físicos, mas também telefônicos, ou  mesmo  mentais e à distância, poderemos apresentar “sintomas” desagradáveis decorrentes disto.

A melhor proteção contra o “vampirismo” é, como não poderia deixar de ser, o reconhecimento da Verdade: “O solo em que piso é solo sagrado, e todas as pessoas são, de fato, o Cristo! Luz do mundo como eu sou!” Algo assim, verdadeiramente reconhecido, irá se mostrar eficaz. Veja-se mentalmente estando envolto por Deus, numa auréola de Luz prateada brilhante e protetora, e respire lentamente, mentalizando: “Respiro a Vida de Deus”. Postei há tempos, neste site,  um texto de Goldsmith, intitulado “A Atmosfera de meu Ser”, e  um outro, da Unidade, intitulado “Prece de Proteção”. Ambos são  bastante úteis na preservação da “energia vital” neste nosso envolvimento com o “mundo das aparências”. Habitue-se a reconhecer que “Em Deus eu vivo, me movo e tenho o meu ser”, quando estiver em locais públicos; contemple ali o Reino de Deus, e todas as pessoas sendo puras Emanações do Verbo divino. Caso visite pessoas com aparentes dificuldades, ou mesmo em hospitais, faça  sempre este tipo de reconhecimento. Não pense em visitar “enfermos”, mas, sim, em “treinar sua visão espiritual” na percepção de que “Cristo é tudo em todos”, como revelou o apóstolo Paulo. Assim,  suas visitas serão bem mais benéficas e sem o risco de que você sinta os efeitos ilusórios do “vampirismo”. E também jamais alimente a crença em “vampirismo”; apenas lide com ela com sabedoria, ou seja, “viva e ajude com a Consciência infinita”, bem mais do que com a “vontade humana”, reconhecendo sempre que “Deus é Tudo, que a Consciência divina está em você e igualmente em todos, na Unidade Perfeita”. Desse modo, além de protegido, você fará com que os demais também assim se sintam. E estará criando reais condições  para que “rios de água viva” corram a partir do próprio ventre de cada ser, como disse Jesus, o que, naturalmente, inclui VOCÊ!

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Encontro Consigo Mesmo-8

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ENCONTRO
CONSIGO MESMO
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Dárcio
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PARTE VIII
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Uma outra questão importante, ligada aos nossos envolvimentos com o “mundo das aparências”, é a “troca de energia vital” com as pessoas. A diferença de potencial energético, neste mundo, tende ao equilíbrio, ou seja, se juntarmos água quente com água gelada, as temperaturas se equilibrarão e logo teremos água morna. Assim também ocorre com a energia vital do “ser da aparência”. Sua energia não é diretamente divina, uma vez que ela é meramente uma manifestação finita e temporal de nossa “Energia Infinita” como Filhos de Deus, que, na Realidade divina, é o próprio Deus. Porém, nesta manifestação fenomênica, onde vemos o “homem natural” supostamente vivendo (o que, sabemos ser uma avaliação ilusória da mente humana, pois não existe matéria e muito menos “vida na matéria”), esta tendência de “equilíbrio de energia” se dá ao nível da finita percepção humana. E é quando a mente humana tem a sensação de que “algo lhe é tirado”, fenômeno que, nos ensinamentos orientais, é conhecido por “vampirismo”.

O “vampirismo” pode acontecer espontaneamente, ou,  pode acontecer intencionalmente, quando as pessoas percebem que “ficam melhor” ao se aproximarem de outra que medita e estuda a Verdade. Em nenhuma situação quem estuda a Verdade deve aceitar esta “cessão de energia vital” a outros como se fosse uma “caridade” e, muito menos, deve compactuar com a prática do “vampirismo”, achando que pode ser “o supridor” de alguém. Todos têm Deus em si mesmos, todos têm a “Fonte” a ser buscada dentro de si mesmos, e devem ser orientados para caminhar nesta direção!

Cansei de ver gente habituada a “receber” passes no Espiritismo! Sempre se conservando necessitadas, sempre dependentes de outrem, sempre praticando o “vampirismo” intencionalmente e, desse modo, sempre prejudicando os supostos “sensitivos”. Certa vez, ao fim de uma palestra, uma senhora procurou-me e disse o seguinte: “Eu participo de um Centro Espírita, e, nele eu atendo muita gente dando passes; depois, por eu me sentir muito debilitada,  venho às suas palestras para me reabastecer. Você acha isto certo?” Respondi a ela: “É claro que não! Passe a VERDADE às pessoas! Elas são Filhas de Deus e devem saber que têm, nelas mesmas, a energia vital de que necessitam!” Havia, também, uma moça que sempre vinha conversar comigo sobre a Verdade; em seguida, dizia ela, sempre passava numa amiga espírita ali perto para “receber passe”. Numa das visitas que me fez, quando já ia indo embora, perguntei a ela: “Vai de novo à sua amiga?” E ela me respondeu: “Hoje não, ela não está nada bem!” Dá para se notar que esse tipo de prática não tem base alguma na Verdade! Como disse, de um lado vemos sempre alguém dependente, sem buscar Deus em si mesmo, e indo debilitar sistematicamente outro alguém, que acha que ceder energias humanas é demonstração de amor ou de Cristianismo! O Cristianismo é o “Venha a Mim”, ou seja, cada um buscar em SI MESMO o seu Eu real, o Cristo, que é sua própria Vida, Luz e Energia! Mas quem estuda a Verdade deve saber que, evitar de todo esta “transferência de energia” não lhe será possível, uma vez que estará constantemente em contato com um mundo em que a Verdade pouco é buscada! Por isso, ao meditar, deve sempre cuidar para que realmente termine suas meditações se sentindo muito bem, inclusive humanamente, pois toda “sobra de bem-estar” lhe será bastante útil em razão do “vampirismo” que encontrará pelo mundo. Caso ele se encontre com um conhecido que estiver muito mal, aparentemente falando, esta troca energética será mais forte e rápida; o conhecido irá repentinamente se sentir bem melhor e ele próprio se sentirá repentinamente “esquisito”, com sensações diversas de mal-estar, tontura, fraqueza, etc. Como na Essência somos todos um, na “aparência” esta unidade se mostra refletida como esta tendência ao “equilíbrio”, como já disse antes: seria algo semelhante ao que se diz: “uma mão lava a outra”. Se alguém aparecer “muito bem” diante de outro que aparentar estar “muito mal”, a transferência de energia vital será imediata.

O “vampirismo” será, para o estudante da Verdade, um excelente motivador para que ele faça muitas e muitas meditações, pois, assim que ele souber deste fenômeno, terá de se cuidar para ficar muito bem abastecido, antes dos contatos com o mundo, e terá de se cuidar igualmente para se reabastecer, após estes contatos terem se consumado. Como o padrão de bem-estar de quem estuda a Verdade é mais elevado e rigoroso, qualquer diminuição de sua energia vital o fará meditar para restabelecer, em si mesmo, aquele padrão que, aparentemente, o mundo lhe subtraiu.

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Encontro Consigo Mesmo-7

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ENCONTRO CONSIGO
MESMO
Dárcio
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PARTE VII
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Aquele que trilha este caminho espiritual sabe que aquilo que a Bíblia diz, sobre “orar e vigiar sem cessar”,  é a base de sua permanência com firmeza nos princípios revelados. Isto porque, apesar de DEUS SER TUDO,  do mundo ele recebe sugestões hipnóticas o tempo todo, precisa lidar com elas e com as pessoas que acreditam serem as “aparências”  algo verdadeiro, etc. “Não atentemos às coisas que se veem, mas nas que não se veem, porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas” (II Cor. 4: 18).  O que Paulo aqui diz, é que, mesmo lidando com o mundo e com aqueles que nele creem, todas estas imagens são irrealidades, e que, por ótimas ou  péssimas que possam parecer, não deverão ser objetos de nossa atenção, mas sim, a REALIDADE subjacente a todas elas.

Mesmo enquanto parecemos estar lidando com um mundo irreal, o que de fato  acontece, é unicamente a Oniação, Deus em atividade todo-abrangente que, em vista disso, é tanto a nossa atividade real  como a de todos aqueles com quem entramos em contato. Nossa atenção, firmada na Verdade e não na ilusão de atividades humanas, garante-nos o desdobrar daquilo que É, na tela mental humana, ou seja, “é feita a Vontade do Pai assim na terra como no céu”. Caso você deixe de reconhecer as atividades invisíveis, para dar crédito às que são vistas, acabará por rotulá-las, ora de boas, ora de más, e, o que obterá, destes julgamentos pelas aparências, será um puro envolvimento com a ILUSÃO, que se constitui desta  “crença” em bem e mal.

Quando meditamos e, em seguida nos dirigimos às atividades normais do dia-a-dia,  nosso envolvimento com pessoas e situações será inevitável. E não poderemos parar a cada segundo para reconhecer o que é Verdade e o que não é. A Bíblia relata diversas situações em que Jesus Cristo se deixou envolver, se enervar, se decepcionar, se entristecer, etc. Estes envolvimentos não devem nos incomodar nem nos preocupar, pois, o que deveremos fazer, na mesma hora ou logo depois, é nos ocuparmos com o reconhecimento da Verdade: “Este que se envolveu com o mundo não sou eu; eu e o Pai somos um, e a harmonia permanente é o que, de fato, constitui a Verdade”. Tão logo tenhamos tempo e condição para um reconhecimento desta natureza, dediquemo-nos a ele, pondo fim à ilusão de uma vez por todas. Não devemos permanecer presas do “hipnotismo de massa”, com pensamentos do tipo: “Mas eu não poderia ter agido daquela forma, eu estudo a Verdade”, etc. Se possível for, corte a “ilusão” de imediato; mas, como disse anteriormente, se de momento  não lhe for possível parar com tudo e meditar por alguns segundos, jamais alimente o que sabe ser ilusório, e, assim que possível for, reconheça Deus como Tudo e a Oniação como a única atividade real e permanente. Nunca se culpe de nada e nunca culpe alguém de nada! A suposta mente humana desejará mesmerizá-lo! É tudo que ela sabe fazer! Não ceda! Lembre-se de como Jesus reagia diante dela: com um vigoroso “Cala-te, Satanás!”. DEUS É TUDO! Esta Verdade é que deve sempre receber toda a sua atenção!

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Encontro Consigo Mesmo-6

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE VI
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Se, de um lado, a premissa básica do Autoconhecimento está na aceitação incondicional de que DEUS É TUDO, por outro, a negação da suposta “matéria” é imprescindível, uma vez que a crença na matéria é própria ILUSÃO. Onde quer que “olhos humanos” observem algo, e o rotule de “material”, existe, em lugar desta “miragem” a perfeição e presença únicas de Deus! Portanto, as afirmações de que “DEUS É TUDO” e que “MATÉRIA NÃO EXISTE”, são de tremenda valia, principalmente por dois motivos: 1)- são verdadeiras; e 2)- são instrumentos que ajudam-nos a ficar firmados na Verdade absoluta mesmo enquanto lidamos com este suposto “mundo de aparências”.

A ação divina, reveladora da Verdade em nós, é espontânea e, em termos humanos de avaliação, é totalmente  inesperada ou imprevisível! De repente, acontece! Por isso a Bíblia diz: “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã. Para que vindo de improviso, não vos ache dormindo.”(Marcos 13: 35-36). A revelação não pode ser humanamente provocada, mas podemos colocar esta “busca pela Verdade” em primeiro lugar ou não, ou seja, se recebermos os impulsos nessa direção, mas, em vez de segui-los ou alimentá-los, preferirmos seguir as influências hipnóticas das crenças coletivas, este aparente “livre-arbítrio” poderá atrapalhar o  estudo! Se Deus é Tudo e “matéria” é nada”, o chamado “livre-arbítrio” não existe! Por isso Jesus disse: “Minha vontade é fazer a Vontade DAQUELE que me enviou”. Com isso ele cortava a crença dualista e a ilusão de que possa estar existindo “outro ser”, ao lado de Deus, dotado da capacidade de apresentar “outra vontade” que não a dEle. Porém, lidamos com a Verdade e lidamos, ao mesmo tempo, com “crenças coletivas” que, mesmo sendo falsas, estão diante de nós em nosso cotidiano, e, enquanto não houver um “despertar em massa”, teremos de “estar no mundo sem pertencer-lhe”, como diz a Bíblia. Mesmo que alguém “se decida” por deixar a Verdade para depois, dando vazão à suposta “vontade pessoal” gerada pela mente humana, a Vontade de Deus estará sendo sempre a única em manifestação, e a pessoa apenas estará conservando-se na ILUSÃO de ser apartada de Deus. De sua dedicação em repetir a decisão de Cristo, com maior ou com menor intensidade, dependerá o seu maior ou menor sucesso em seu Autoconhecimento. A oração de Jesus era radical: “Pai, que se faça a Tua Vontade, e não a minha”. Sabia que disso dependeria estarmos em unidade consciente com Deus ou estarmos dando voz à suposta “natureza humana”, que é meramente um “nada”.

As meditações, aliadas ao estudo das Escrituras e dos textos sobre a Verdade, nos darão os nutrientes necessários para sabermos lidar com a Verdade e com as “aparências”. E como já foi dito, as afirmações constantes de  que DEUS É TUDO e que MATÉRIA NÃO EXISTE, serão de muita utilidade como lembretes radicais do que consiste este estudo.

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Encontro Consigo Mesmo-5

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE V
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Esta questão de se adotar o “Referencial da Luz”, que é consistente, deixando de lado o “referencial das aparências”, que é ilusório, é fundamental neste estudo da Verdade Absoluta. Que é o “Referencial da Luz”? É considerarmos a Existência a partir do PONTO DE VISTA DE DEUS, sem levarmos em conta o suposto “testemunho da mente humana”. Quando Jesus disse: “Vinde, benditos de meu Pai, possui por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus, 25: 34), podemos notar que o chamado partia dele como já estando no Reino de Deus: “Vinde!”. Quem o visse ali com olhos humanos, poderia pensar que ele estivesse “neste mundo”, mas, este “Vinde”, revela o contrário: Jesus, vendo-se já no Reino de Deus e vendo a todos também igualmente no Reino de Deus (não existe outra existência),  de fato fazia um convite para que todos abrissem os olhos espirituais e  vissem a situação verdadeira: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (Atos. 17: 28). Ou seja: sabia que jamais alguém poderia “ir” para onde “já está”, mas que todos teriam de tomar consciência desta Verdade.

O “Referencial da Luz” é o referencial da Verdade consumada, o referencial de “o que era desde o princípio”, que, por ser eterno, é permanentemente “agora”. Por mais bem intencionado que alguém possa ser, se partir do “referencial das aparências”, não conseguirá discernir que TUDO JÁ É! Sempre haverá um pensamento contrário à Verdade absoluta, e sempre ele se achará “aspirante à iluminação”, em vez de já partir daquilo que sempre É: Deus Se expressando como o Cristo de si mesmo. Adotar o “Referencial da Luz” é meditar e contemplar os fatos como eles são, o que jamais será atividade da suposta mente humana. Enquanto a Bíblia diz que “temos a Mente de Cristo”, no Budismo é revelado que “temos a Mente búdica”, ou seja, a Mente DESPERTA! Meditar com a intenção de “ver a Luz” é pura negação da Verdade, que já é a “Visão permanente e iluminada em Autocontemplação, manifestada como “nossa” Visão individual. Forçar a mente ilusória, para que com ela a Verdade seja conhecida, é mera pretensão infundada. A Verdade somente é conhecida pela Mente de Deus, que é absoluta e onipresente! Desse modo, quando for meditar, parta unicamente deste “Referencial da Luz”: “Deus é o Eu que eu Sou: Deus é a Mente que contempla o Reino de Deus como a Mente que Eu Sou. Eu, aqui e agora, contemplo unicamente o reino de Deus” – deste modo, sem forçar nada, e apenas reconhecendo o que JÁ É, a “névoa ilusória” irá se mostrando como “nada”, enquanto VOCÊ permanecerá sendo a Verdade, que é “tudo”. Exclua a possibilidade de estar presente “outro eu”, que não DEUS, para estar Se manifestando como o “seu” EU. Reconheça que o Eu ÚNICO é a Verdade infinita e onipresente e, serenamente, aceite-se “SENDO ELA”, e aceite-se “ESTANDO NO REINO DE DEUS”.


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Encontro Consigo Mesmo-4

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ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE IV
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Como o estudo da Verdade é sobre quem somos, e não sobre o ilusório “eu” captado pela mente humana, principalmente nesta fase de “quimicalização”, cada um precisa ficar radicalmente firmado na revelação de sua identidade como sendo “Deus Se expressando como o Eu que Eu Sou”. A princípio, isto não lhe parecerá ser tão fácil quanto o é dizer, pois, a crença de que somos humanos tentará prevalecer. Por isso, o buscador da Verdade terá de ser muito firme! Firme em reconhecer quem  de fato é, e firme em refutar com energia as aparências e sugestões em contrário. A leitura de livros sobre a Verdade absoluta, bem como as meditações contemplativas,  lhe serão de enorme ajuda.

Falando em livros, eles devem ser muito bem escolhidos, para não serem instrumentos de infiltração de mais crenças falsas. Esta “escolha” será bem feita quando as meditações estiverem em dia e ele, inspirado por Deus, souber filtrar ideias e pensamentos dualistas que, porventura, for encontrando nas leituras. Sua base de entendimento é sempre a Verdade: “Eu sou Deus em expressão e jamais um “eu ilusório” em mutação, em evolução, ou em ilusão”. O referencial deve ser sempre o do absoluto, o da “permanência” das obras de Deus, o da “unidade” que somos em Deus. As mudanças aparentes são “crenças em dissolução”, e mesmo que “sinta” ou “pense” que algo esteja acontecendo com ele, não será com ele, mas com o “eu-crença”, que faz parte integrante da “ilusão” que a  Verdade está a dissipar. Portanto, conversas ligadas a este “eu-crença” , como por exemplo as que falam em mediunidade, evolução do ser, reencarnação, etc., nunca devem ser consideradas, uma vez que este estudo é da Verdade e não da “ilusão”.  Venham do mundo, venham de livros, venham de supostos autores renomados, se forem ideias, opiniões  ou sugestões que contenham a CRENÇA EM MUDANÇA, a falsa noção de que algo em VOCÊ sofreu, sofre ou sofrerá “mudanças”, descarte isso tudo imediatamente! Tais ideias ou sugestões não são a Verdade.

Dificilmente encontramos livros sem conter nada de dualidade ou sem resquícios de “ilusão” vindos do próprio autor; por isso, este cuidado, de filtrar o que é Verdade e o que não é, deve sempre ser tomado. “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar e nada se lhe deve tirar. E isto faz Deus para que haja temor diante dEle” (Eclesiastes 3: 14). Esta citação deve lhe servir como parâmetro de avaliação de autores e livros a serem lidos. Somos “obras de Deus”, somos perfeitos, e o que somos, eternamente somos, o que explica o motivo pelo qual nosso referencial de existência precisa ser o do Absoluto, que parte da Verdade imutável e jamais de “aparências mutáveis”. A expressão”para que haja temor”, contida na citação, significa “para que haja respeito”, ou seja, para que haja a percepção de que Deus é TUDO, e que não há, portanto, “nenhum outro”, muito menos “outro” capaz de modificar alguma de Suas obras, todas elas perfeitas e eternas!

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Encontro Consigo Mesmo-3

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE III
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O processo interno de “desintegração da ilusão” será contínuo, na vida daquele que realmente se mantiver sincero e dedicado em sua busca por Deus, uma vez que a Verdade é infinita e, a cada avanço em sua compreensão, ocorrerá o equivalente em destruição das crenças falsas antes aceitas como naturais. Mas, de início, o processo se mostrará mais agressivo e contundente, pois, às pessoas com quem ele convive,  o “novo” buscador da Verdade ficará sendo visto como  “ficando estranho”,  alguém que “sem motivo aparente”, deixou de “ser o mesmo”, etc. E,  caso ele tente explicar algo sobre o estudo, lhe dirão que estaria ficando excêntrico, fanático, etc. O fato é que ele terá que reaprender a conviver com aqueles que, mesmo juntos a ele,  não estão com ele no mesmo estudo e na mesma busca, o que lhe irá requerer um tremendo “jogo de cintura”,   que o obrigará a meditar muito mais, para se manter em harmonia interna tanto consigo mesmo como com o mundo ao seu redor. Deus será seu constante refúgio!

Se ele for tentar despertar nos demais o mesmo interesse pela Verdade, não será bem sucedido na maioria das vezes. Isto devido ao processo já explicado, de que “o interesse no visível” decorre de uma ação da Consciência na mente, e isto explica o descaso geral pelo seu “despertar” e pelos seus “assuntos espirituais”. Isto se refletirá também em seus campos de atividades e de amizades, onde a mesma coisa se sucederá: por lidar com aqueles que permanecem no antigo pensar, a sintonia antiga irá ficando cada vez menor, e novas pessoas serão atraídas, enquanto das antigas, as que permanecerem, serão aquelas  já com algum “toque de Deus” dentro delas. “Quem são minha mãe e meus irmãos?” – indagou Jesus, quando lhe disseram que sua mãe e seus irmãos haviam chegado. “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que seguem os meus ensinamentos” – completou. Esta será a “lei” de cada um, a partir de sua busca pela Verdade! Os relacionamentos “pela carne” serão de início mais difíceis, enquanto os novos relacionamentos, gerados “pelo Espírito”, se tornarão naturais e gratificantes. Com o passar do tempo, mesmo os “relacionamentos “pela carne” ficarão melhores, por terem, as pessoas, assimilado as “estranhezas”, e habituadas ou conformadas com aquela que havia se tornado “fanática” em decorrência do estudo. Assim, a harmonia, aparententemente, estará de volta, sua convivência com os familiares e amigos antigos ficará melhor, pela “adaptação” vinda a ambas as partes, enquanto a real “convivência” passará a ser em maior grau com aqueles mais voltados à busca pela Verdade, estejam eles fisicamente próximos ou não.

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Encontro Consigo Mesmo-2

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE II
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Apesar de a Verdade ser transcendente ao “intelecto”, a letra da Verdade precisa ser por ele conhecida. Isto porque a Verdade parte de um referencial e a ilusão parte de outro. Enquanto a Verdade anuncia DEUS como TUDO, a ilusão anuncia um mundo de “dois poderes”, contendo bem e mal, e esta crença coletiva aparentemente resiste às revelações absolutas em que “nada além de Deus” tem sequer a possibilidade de estar presente. Assim, a princípio, quando o “intelecto” se mostra interessado por destruir este dualismo falso, o que se pode deduzir, é que a Consciência iluminada está agindo e abrindo, com Sua Luz, caminho para dissipar a escuridão mental.

Em geral, por desconhecer o processo de que “o visto procede do não visto”, isto é, que as coisas visíveis são, primeiramente, geradas na mente para somente depois serem vistas “neste mundo”, a pessoa acredita que “um livro”, “uma palestra”, ou “um mestre” apareceram-lhe diante dos olhos e motivaram-na a “estudar a Verdade”. A causa, entretanto, é interna, uma ação pura da Consciência divina que, atuando em sua mente, gerou a frequência mental que serviu de ímã para atrair-lhe, “neste mundo”, aquele “livro”, aquela “palestra”, aquele “mestre”, que são, na verdade, unicamente “projeções de sua mente” e não realidades externas. A Consciência ativa em cada indivíduo é o Cristo, a identidade real e absoluta de cada ser, e, pela sua ação continua de Se expressar, faz com que os supostos  acontecimentos humanos  se alterem e se amoldem sem cessar à nova visão apresentada; é quando o “intelecto” passa a receber, de todas as formas, os meios para solidificar, dentro do seu humano entendimento, o que são suas metas reais dentro deste caminho que promove o “encontro do homem consigo mesmo”.

DEUS É TUDO; entretanto, como a pessoa vinha acreditando em “existência material”, quando a Consciência, em  Autorrevelação, lhe traz lampejos de que a Verdade é uma “existência espiritual, sua mente fica aparentemente dividida, uma vez que os antigos conceitos  querem permanecer, enquanto os novos, fundamentados na Verdade, querem destruí-los. Este  aparente conflito é normal na vida de todo aquele que se embrenha nesta jornada, e, por ficar assim dividida a mente, o seu mundo visível também se mostrará aparentemente conturbado, uma vez que o “mundo das aparências” é meramente um reflexo da mente humana. Esta fase temporária de agitações internas é chamada, pela Ciência Cristã, de “Quimicalização”, por se assemelhar à reação química de um ácido com uma base, que entram em “efervescência”, quando juntados, para depois de completa a reação, se tornarem calmaria,  tendo por resultado a formação de sal e água. Em outras palavras, é a “reação” entre a Verdade e o erro, resultando, após a “desintegração da ilusão”, em período mais harmonioso de vida humana. Portanto, quando este estudo se inicia, e é levado com muita dedicação e seriedade, a pessoa não precisa se assustar com os novos acontecimentos da “aparência”, achando que sua vida ficou pior, ou mais problemática e difícil, etc. Ela simplesmente estará passando pelo previsto processo de “Quimicalização”.


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Encontro Consigo Mesmo-1

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ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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Parte I
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Dos exemplos maiores de mensageiros da Verdade de que dispõe a humanidade, o que podemos concluir, é fundamentalmente que o conhecimento da Verdade não está em meio a divagações intelectuais,  e tampouco em satisfazermos o suposto intelecto de alguém por meio de respostas sem fim às suas indagações, as quais, supostamente, o “convenceriam” de que as Verdades reveladas  realmente são a Verdade. Não. Estes diálogos podem até ocorrer, com muita coisa sendo analisada, contestada, discutida, etc. Entretanto, jamais teremos a Verdade conhecida por meio do intelecto!  Dele não receberemos Verdades absolutas e nem Verdades absolutas chegarão a ele. Quem quiser a Verdade, já repetiram todos os seus reais mensageiros qual deve ser o caminho: “VENHA A MIM”.

Cada mensageiro que disse “Venha a Mim”, foi confundido pessoalmente com a Verdade; desse modo, passou a ser enaltecido por todos, que, para ele olharam como “Verdade localizada”. Desse modo, além de anunciar a mensagem em si, todos tiveram mais o trabalho de tentar evitar que esta “idolatria” acontecesse, uma vez que a Verdade sempre é universal e jamais pessoal. Desse modo, por mais profunda que possa ser uma Verdade revelada por alguém ao mundo, esta Verdade é a Verdade concernente igualmente a quem a ouve, e em vista disso, é em si mesmo, e unicamente em si mesmo, que cada um deve achá-La e conhecê-La. Obviamente, aquele que a anunciou é, de fato, a Verdade, mas já sabe disso! Não a estaria anunciando sem conhecer! E, muito menos a estaria anunciando para ser visto e idolatrado como “alguém especial”. Quem conhece a Verdade sabe que não há “ninguém especial”, que não há mais Verdade num ponto, ou em alguém, do que em todo o Universo infinito, pois a Verdade é que

DEUS É TUDO!

“Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu”, disse Jesus. “Ninguém vem ao Pai senão por Mim”, disse também. Estas frases puseram a humanidade aos pés de Jesus; entretanto, a intenção dele era totalmente outra: que a humanidade ficasse aos pés da Verdade! Quando disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, deixava bem claro que falava da Presença universal, da Unidade que exclui “outro ao lado de Mim”, por saber que “Vir a Mim” significa cada um IR A SI MESMO.

Explicando para alguém que o intelecto não é a Verdade, mas que a sua própria Consciência divina deveria ser buscada, pois é este  o sentido de “vir a Mim”, ele me respondeu: “Se o intelecto não é a Verdade, como você o usa para falar comigo?” Disse a ele: “A Verdade que você me ouve dizer pelo intelecto não vem dele e sim da Consciência; ele apenas é um veículo de expressão “dentro da ilusão de massa”. E ele me respondeu: “Então o intelecto é necessário!” Respondi a ele: “Sim, na “ilusão” o intelecto é necessário, MAS A ILUSÃO É DESNECESSÁRIA.

O que estava lhe dizendo é que a meta única de cada ser é desmantelar a “ilusão”, e não nela permanecer justificando ou dando valor a algum de seus componentes ilusórios. Sempre que algum “componente da ilusão” for visto e avaliado como “necessário”, “importante”, etc, isto aparentemente  acobertará a “ilusão” que, mesmo sem nada ser, acabará dando ares de

ser alguma coisa.

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Quem "Monitora" e Quem "Vê"

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QUEM “MONITORA”
E QUEM “VÊ”
Dárcio
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Uma grande loja mantém, dentre seus funcionários, dois deles que operam em parceria: um que monitora todo o movimento dentro dela, através de câmeras, e outro, que atua como segurança, atento às intruções do primeiro. Se quem monitora percebe algum cliente suspeito, sem ver o cliente verdadeiro, mas apenas sua imagem pelas câmeras, passa pelo celular suas características ao segurança, que dessa forma, pode cumprir sua função de fazer a abordagem do suspeito para averiguação. Seguindo as intruções do monitor, que não viu o cliente, mas apenas sua imagem pela câmera, o segurança é capaz de achá-lo de verdade, dentro da loja.

Quem vê pessoas, condições e fatos “deste mundo” é um “monitor”; sem estar enxergando nada de verdadeiro, tem somente uma referência de que “as coisas estão acontecendo”, porém jamais na tela usada por ele para ter esta informação. Na tela há somente uma “insinuação”, enquanto as “coisas reais em manifestação” estão fora dela! Se ele quiser algo ligado às cenas vistas, terá de deixar a tela de lado e buscar o “lugar real” em que tudo realmente acontece! Em outras palavras, onde ele “vê” pessoas, condições e fatos, em seu “monitor mental”, não existe coisa alguma, pessoa alguma nem fato algum! Assim como na loja o cliente é “visto” pela tela,  sem que ali jamais tivesse estado, pessoas e fatos são “monitorados” pela “tela mental humana”, e sem que jamais ali estivessem presentes verdadeiramente. Se desejarmos ver as coisas como realmente são, teremos de buscá-las em outro lugar, que não neste “monitor mental”: este “lugar” é a sua Consciência, é VOCÊ PRÓPRIO consciente de ser UM COM DEUS. Se você não perceber isto, sempre estará acreditando estar “vendo” algo, enquanto “nada vê”; mas, quando perceber esta Verdade, jamais olhará para o “mundo das aparências” acreditando estar vendo algo, deixando de ver algo antes presente, ou esperando que algo, supostamente ausente, apareça  no presente ou mesmo futuramente. Tudo e todos JÁ ESTÃO aqui e agora manifestados, mas, na sua Consciência. Por isso Jesus disse para que “busque o REINO em VOCÊ”, onde JÁ ESTÃO todos os fatos, pessoas e condições reais ou imagináveis, enquanto na “tela”, a que chamamos de “mundo visível”, há somente ILUSÃO, razão pela qual ele disse ser “o mundo do pai da mentira”. Estudar e conhecer a Verdade é você acordar da função de “monitor”, que vê apenas insinuações, conceitos,  e não realidades, para ser o “segurança”, que vê tudo aquilo que eterna e realmente EXISTE!

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Busque Exclusivamente em Deus


BUSQUE
EXCLUSIVAMENTE
EM DEUS
Dárcio
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Quando aprendemos que a mente humana é ilusória, um falso instrumento de percepção, uma vez que apenas capta irrealidades , mortalidade e efemeridades, uma pergunta comum é a seguinte:
“Como podemos nos livrar desta mente?”. Primordialmente através da oração correta, a oração em que buscamos exclusivamente em Deus o preenchimento de quaisquer supostas necessidades! Sejam elas de natureza material , mental ou emocional, se meditarmos para reconhecer que em Deus já estamos ou somos plenificados e glorificados, não haverá mais mente humana em atividade.

A Presença de Deus inclui, em SI MESMA, a natureza divina de Autossuprimento completo; assim quando estamos inteiramente imersos na “Contemplação da Unidade Essencial, de que “Deus está aqui onde EU estou; e, como Deus é Tudo, Tudo está aqui onde EU estou”, não poderá haver espaço para ILUSÃO alguma se manifestar. Na verdade, a ILUSÃO jamais se manifesta! Não passa de ILUSÃO! E esta Verdade se torna evidente quando, em vez de buscarmos algo ou alguém “neste mundo”,  meditamos e buscamos exclusivamente em Deus, ou seja, buscamos EXCLUSIVAMENTE DEUS!

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“Olhai para MIM e sede salvos vós todos os limites da terra,
porque EU SOU DEUS,
e não há outro” (Isaías 45: 22).

Preocupação é Hipnotismo

PREOCUPAÇÃO É
HIPNOTISMO
Dárcio
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Se, diante de alguma situação da vida, você perceber estar preocupado com alguma coisa, como se uma ideia obstinada não saísse de sua cabeça, tirando-lhe a alegria do “agora”, saiba que isto não vem de você, mas sim do hipnotismo coletivo! Deus está Se manifestando como sua identidade naquele momento; e Deus é princípio ativo e não preocupado! Estar em ação em consciente unidade com Deus é ser livre; mas, estar preocupado, com uma ideia obsessiva na mente, que gera ansiedade acima do normal, que deseja ver a solução para aquela situação obstinadamente, uma ansiedade que lhe expulsa a paz interior, significa se tornar presa fácil do “hipnotismo”. A preocupação oculta-lhe a Verdade de que “você é um com Deus” e, portanto, totalmente “suprido de tudo” em função desta UNIDADE!

O mundo visível não é realidade! O que é Realidade é Deus em atividade amorosa, perfeita e onipresente. Portanto, para que a situação se resolva naturalmente, da melhor forma possível, e sem deixa-lo vítima de preocupações desgastantes, que apenas atrasariam o surgimento da solução ideal, você deve meditar e reconhecer o que, de fato, é verdadeiro do ponto de vista de Deus. Você anula rapidamente a “influência hipnótica” chamada “preocupação” quando deixa de avaliar a situação pelas aparências para “enxergar” o que Deus vê em seu lugar. Para isso, medite e faça uso de indagações! Pergunte-se, por exemplo:

“Esta situação é real? É eterna? Existia há milênios? Ou é “mesmerismo” e mais nada? O que a mente humana capta é o que realmente ali se encontra presente? Ou aquilo é meramente uma ilusão temporal? Deus, sendo o meu ser individual, está preocupado com esta situação? Ou ela apenas aparenta existir por estar a mente carnal se fazendo passar pela minha Mente, que é a Mente de Cristo?”

Fazendo estas indagações, a “Luz da Consciência” apagará as trevas da preocupação! Seja qual for o quadro aparente diante de você, ele é ilusório! A Realidade é INVISÍVEL para a suposta mente humana! Permaneça consciente de que, pelo conservar-se em plena paz interior, sua sintonia com a Verdade atrairá espontaneamente a melhor solução possível a ela. “O que se vê, procede do que não se vê”, ou seja, se você estiver “vendo” unicamente a Verdade, unicamente o que Deus reconhece como realidade, sem se deixar enredar pelas aparências, esta “visão” gerará a “aparência de solução”, e você terá desmantelado o “hipnotismo” sem resistir ao mal, sem acreditar nele e sem se preocupar com ele! Como disse Jesus, “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

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A Consciência é Inseparável- 8


A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE VIII – FINAL
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Há, nisto que agora estamos conscientizando,  um poder tremendo. O que estamos vendo – percebendo – neste exato momento, significa a dissolução do vapor aparente. Que é este vapor? É a miragem universal ou de massa, que faz com que as coisas pareçam diferentes do que são. É meramente um conceito enganoso, ou concepção equivocada, daquilo que o Homem verdadeira e eternamente é.

Em nossa Bíblia, podemos ler: “Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. O senhor Deus formou o homem de barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma vivente” (Gen., 2: 6-7).  Estes dois versículos do Gênesis contam  a estória toda. O Homem – o Cristo – já existia eternamente, e é, exatamente agora. O Universo, o Universo eterno, perfeito e glorioso, era – e é – completo. Entretanto, aparenta existir uma miragem fraudulenta, simulada, que anula este Universo glorioso e a Substância na Forma de tudo e de todos. Esta ilusão de massa é descrita com clareza nestes versículos. Temos também aqui o registro de que o homem ilusório, “cujo fôlego está em suas narinas”, fora formado do próprio barro da terra, que absorvera o vapor espectral. Aqui, Deus é mostrado como sendo um Criador. E, nesta exata representação equivocada, a Vida é suposta ter “entrado” no corpo do homem; a alma  é suposta ter “entrado” neste corpo. A ilusão de que o homem é um criador ou uma criação, está inteiramente fundamentada neste quadro ilusório, apresentado no Gênesis.

A Alma é Consciência. A Alma está viva. Ela é uma Substância viva, porque a Consciência é Substância, e a Consciência é Vida. A Alma, a Vida, jamais pode “entrar” no Corpo, pois a Consciência viva é a Substância perfeita e eterna que é o Corpo.

FIM

O "Trote" de Coisas e de Pessoas

O “TROTE”
DO MUNDO DE COISAS E DE PESSOAS
DÁRCIO
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A tendência ilusória coletiva é  alguém olhar para o “suposto” mundo exterior e logo procurar saber o que lhe está faltando e que, no seu entender, já deveria possuir. E quando isso ocorre, tudo que já estiver ao seu alcance imediato não será plenamente reconhecido! “Falta-me isto, falta-me aquilo, falta-me esta pessoa, falta-me outra pessoa!” Esta crença hipnótica de “falta-me isto”  prende a pessoa ao mundo que é NADA! Prende-a mesmericamente ao mundo que é pura MIRAGEM; e, nesta ilusão, sequer percebe a grandiosa revelação de que “em Deus vive, se movimenta e tem o seu ser”.

“Quem ama o mundo e as coisas do mundo, não há nele o amor de Deus”, disse João em sua primeira Epístola. Não estava ensinando o desamor! Estava ensinando a falta de visão do AMOR ONIPRESENTE, que não está no mundo, mas que é ONIPRESENTE, apesar de não estar sendo reconhecido justamente pelo fato de estar, a pessoa, totalmente ludibriada pelas “aparências”, que são falsas!

Elimine de sua mente a crença fraudulenta de que “falta-lhe algo ou alguém”. Tire da “miragem” a sua atenção e sua aceitação de que ela tenha qualquer realidade! Volva seus olhos à VIDA que pulsa em você! Volva seus olhos à CONSCIÊNCIA,  que o faz saber que você EXISTE!  Veja-se pleno na REALIDADE, sem mais ter olhos para o “trote do mundo”;  dessa forma, sem mais dividir a Existência em “eu tenho e eu não tenho”, perceba que VOCÊ É O AMOR DIVINO INFINITO AGORA, QUE DEUS E VOCÊ SÃO  A UNIDADE PERFEITA! E, POR ISSO, VOCÊ JÁ É PLENO E COMPLETO, AQUI E AGORA!

Jesus disse: “Quem não deixar tudo por causa de MIM, não é digno de MIM”, ou seja, enquanto você não entender que este “tudo”, do mundo das aparências, é puríssimo “nada”, não terá a percepção do real TUDO, que está “EM MIM”, isto é, na SUA própria Consciência, que é DEUS!

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O Fluxo das Imagens Verdadeiras


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O FLUXO
DAS IMAGENS VERDADEIRAS


Dárcio
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Do seu “Centro”, imagens perfeitas são emanadas sem cessar. Quando elas encontram a mente como anteparo, são “selecionadas” pelas crenças coletivas e rotuladas como boas ou más. Se a mente não estivesse ilusoriamente programada para fazer esta “seleção”, e atuasse numa condição de  “transparência total”, as imagens emanadas de Deus seriam vistas nas três dimensões “deste mundo” como harmoniosas. Shakespeare disse: “Não há bem nem mal, mas o pensar o torna assim”. Explicava que as imagens que nos chegam à mente são acima do bem e do mal, mas quando as rotulamos, segundo a “crença em dois poderes”, assim as vemos divididas na projeção temporal chamada “mundo terreno”. Isto porque o suposto “mundo terreno”  é uma projeção da mente humana.

As “imagens verdadeiras” fluem harmoniosamente de modo a serem as “Formas espirituais”, das quais a suposta mente humana gera suas imagens visíveis. Se você se identificar com a “Emissão originária”, e não com as imagens posteriores na mente humana, você captará unicamente as “obras de Deus” em suas Formas perfeitas e constantes. Por exemplo, o seu Corpo real é a “Emissão de Deus como a Forma eterna de “Corpo”; como esta “Forma” está “no ar”, isto é, transcendente ao “mundo visível”, para captá-la você terá de reconhecê-la presente ali, perfeita e sendo o seu Corpo. O mesmo se dá com todas as demais “Formas”, que, em Deus, são Formas espirituais e perfeitas, mas que se mostram na imagem mental como passíveis de serem boas ou más. Fazendo uma analogia, seria você estar reconhecendo a “emissão no ar” de uma rede televisiva, antes mesmo que um aparelho de televisão a captasse e a transformasse em imagens visíveis. Identifique-se com a “Emissão de Deus”, antes que a mente humana as capte à sua maneira ilusória, e as apresente a você como imagens mescladas de bem e  mal. Medite e fique atento ao que Deus irradia como SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA; sem dividir atenção com algo supostamente mostrado no mesmo instante pela mente humana. Permaneça na “Emissão divina”, sem rotulá-la como boa ou má, e, estando a mente humana sem receber sua atenção, ela ficará “transparente” para que as imagens verdadeiras sejam vistas harmoniosamente na tela tridimensional. Estas práticas devem se tornar um hábito de vida; pouco adiantarão, se forem feitas uma única vez para depois cada um voltar ao antigo e ilusório “julgamento pelas aparências”. Julgar as imagens como “perfeitas”,  antes mesmo delas se formarem na mente, é o “juízo justo”, o juízo que endossa o que Deus faz. Olhá-las na “projeção”, como faz a maioria, é o “juízo pelas aparências”, o juízo que endossa o que a “ilusão faz”. Jesus disse: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem sejam cegos” (João, 9: 39). Estas palavras traduzem o que foi exposto aqui, ou seja, que você “veja” o que está no invisível, e fique “cego” para as aparências.

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Príncipe da Paz -4 -Final

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PRÍNCIPE DA PAZ
Joel S. Goldsmith
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PARTE 4 – FINAL

LIBERTANDO O “FULGOR APRISIONADO”

A paz está encerrada em você e em mim. É preciso libertar o “Príncipe da Paz” de nosso íntimo e deixá-Lo sintonizar-se como todos aqueles que, neste momento, se acham maduros e receptivos para a “experiência do despertar”. Repitamos: não se consegue isto pela tentativa de moralização das pessoas ou de pedir aos outros que sejam melhores do que têm sido. Nada disso. Isto é feito individualmente, pelo mergulho em si e libertação do Príncipe da Paz, que está encerrado dentro de nós. Isto é feito ao comungarmos com o Espírito interno, ao conscientizá-Lo em nós. Desse modo vamos formando uma abertura pela qual Ele emerge e Se liberta, caminhando diante de nós para realizar nossas obras, segundo a perfeita vontade do Pai. Notem bem: não nos cabe ir ao encontro do mundo para salvá-lo, senão ir ao encontro de nós mesmos, de nossa real identidade, para nos fundirmos em nova consciência e deixarmos que Ela se expanda de nós, em realização e ajuda.

Não há mérito espiritual em milhares de palavras que possamos enunciar; não há valor moral ou espiritual nas centenas de lições que possamos dar. A graça de Deus não pode alcançar as consciências humanas pela moralização. Só a consciência pode atingir a consciência. Retiremo-nos, em nossos lares, em nossos templos, em vales e colinas, para encontrar a paz escondida em nosso interior. Convertamo-nos em faróis através dos quais a graça de Deus possa ser irradiada. Então essa Presença invisível poderá preceder-nos no caminho, aplainando o solo e preparando mansões para nós. Os períodos de silêncio e de conscientização da Presença constituem o que  de mais precioso  podemos oferecer ao mundo.

Cada vez que vemos uma pessoa e realizamos que esta graça divina está dentro dela, somos-lhe uma bênção silenciosa. Assim, entoamos, sem vozes nem escrito, a paz ao mundo. Olhemos um indivíduo e tomemos consciência de que a graça de Deus está nele também; que ele é um Filho de Deus. Esta é, simplesmente, a prática de libertar o “Fulgor aprisionado”: o reconhecimento do Cristo, no íntimo de nossos amigos; além da mera aparência de um ser humano, andando sobre a Terra. É ver e regar, com esta verdade, a semente divina plantada em seu íntimo.

Esta semente continua enterrada dentro de nós e permanecerá como simples semente ou possibilidade, enquanto não a nutrirmos com o alimento espiritual adequado: o reconhecimento constante, repetido, de nossa identidade espiritual.

Dentro do ser individual está o Filho de Deus, este Eu, que ele é; dentro dele está a divina Presença e o divino Poder — a Graça de Deus. O EU, dentro dele, é o alimento, o brilho do Sol e a chuva fecundante, para esta semente.

Depois esta semente começa a brotar. A natureza de nossos amigos, parentes, sócios, companheiros de trabalho, começa a mudar aos nossos próprios olhos, sem que eles mesmos saibam o porquê. É possível que algo se desenvolva neles e encetem uma busca de Deus, de verdade, até que uma mensagem ou um mensageiro lhes revele que não há necessidade de buscar longe, porque o que estão buscando está dentro deles mesmos e o desejo que sentem é o próprio apelo do “Fulgor Aprisionado” para despertar e libertar-se. O que buscam é a divina Realidade neles: o Filho de Deus, o Santo Graal dentro de suas próprias consciências.

Toda sacralidade do Filho de Deus está estabelecida no centro de nosso ser — a eternidade, a imortalidade, a natureza infinita da seidade de Deus — porque somos UM com o Pai, e tudo que o Pai tem, já é nosso: a Sua sabedoria,a Sua Mente, a Sua Graça, a Sua Presença, a Sua Substância, o Seu Ser. O próprio alento de nossa vida, pois somos UM e, nesta unidade, encontramos a plenitude e nossa união com toda a humanidade. Somente na unidade com Deus é que nos sintonizamos com a Luz individual em cada ser e nos identificamos com tudo que haja percorrido o globo no passado, no presente e no futuro.

O Natal revela-nos que Deus plantou o Seu Filho em nós!

F I M
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“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. Do incremento deste principado e da paz, não haverá fim”.
ISAÍAS; 9: 6,7)

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A Consciência É Inseparável-7

A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE VII
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Amado, exatamente agora estamos “recordando” o que nós éramos, e o que sabíamos constituir o nosso Eu desde antes que o miásmico mundo da ilusão parecesse nos engolir. Em toda palavra da Verdade que lemos, ouvimos ou pronunciamos, nós percebemos o verdadeiro e único Universo – a Unidade indivisível de toda a Existência. Em toda contemplação, estamos conscientes de ser o Eu eterno e imutável que sempre conhecemos e  soubemos ser o nosso Eu.

Uma concepção errônea ilusória não transformou a Identidade que somos em um corpo ou identidade mortal e nascida. A miragem universal simulada não nos fez inconscientes. Somos exatamente a mesma Consciência que éramos antes do surgimento da miragem ilusória. Nós continuaremos a ser esta mesma Consciência eterna e perfeia, quando a miragem inteiramente falsa for apagada. Não somos enganados por quaisquer quadros de desenho ilusório. Nós vemos exatamente através destas falácias, e realmente enxergamos as coisas como elas são. Não vemos com a chamada visão humana, nem ouvimos com a audição do homem. Nós vemos, nós ouvimos, porque nós somos a Consciência que percebe. E o que chegamos a perceber, como esta Consciência inseparável e infinita, é aquilo que sempre é perfeito, glorioso e eterno.

Sabemos que a Existência que vemos, ouvimos, experienciamos e conhecemos não é visível à suposta visão do homem. Entretanto, sabemos que esta Existência perfeita é visível. Ela pode ser vista, e é vista, clara e distintamente. Como Consciência iluminada, nós vemos este Universo eterno e perfeito, este Corpo perfeito (e qualquer Corpo) tal como ele é. E nós jamais poderemos ser enganados por alguma simulação superposta deste belo e glorioso Corpo perfeito. Nós sabemos, e temos consciência de que nós sabemos. Sabemos que somos o que conhecemos, e não sabemos nada além disto. Nada mais resta para se saber.

Continua..>