"NÃO TE ASSENTES NO PRIMEIRO LUGAR"

“NÃO TE ASSENTES NO
PRIMEIRO LUGAR”
Dárcio
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Na “Párabola dos Primeiros Assentos” (Lc. 14: 7), Jesus pede que, “ao ser convidado às bodas”, ninguém se assente no primeiro lugar! Há “outro convidado” mais digno, e este é o CRISTO, o verdadeiro Eu do homem. Todo ego terá de deixar o “primeiro lugar” reservado ao Eu, que é Deus sendo realmente quem somos.

Entre na “Prática do Silêncio” deixando  completamente desocupado o “primeiro assento”. Ego algum o ocupará jamais! Este ego é o nada que pensa ser alguma coisa ou ter lugar de destaque na vida de alguém. Lembre-se de que nunca há mudanças no Reino da Verdade! Antes que um suposto “ego” fosse reconhecido pela ilusória mente humana, o Eu Sou, Deus sendo VOCÊ, já estava ocupando, e em definitivo, a totalidade do espaço infinito. A parábola explica que este assento não é de nenhum ser humano! Já tem dono! Está eternamente reservado! Você saberá que este “dono” é Deus sendo seu Eu, o Cristo eterno, a Vida em Si. Ao repetir Jesus, dizendo: “De mim mesmo nada faço, nada sou, o Pai em mim faz as obras”, você estará deixando de exaltar o ego e seus supostos feitos, deixando espaço para que a glória do Pai seja, em unidade, a glória do Filho, e, esta Verdade é verdadeira já!

“Deixar o assento livre” é, principalmente,  não achar que sabedoria humana, mesmo a de cunho espiritual, seja  divina! “Deixar o assento livre” é não confiar em aprendizados intelectuais da Verdade, exceto naquele em que a Onisciência é reconhecida como já estando no lugar do “intelecto sábio”. Não limitar Deus a algo do conhecimento humano é a base do “primeiro assento desocupado”; reconheça, já presente e ocupando aquele assento, unicamente o próprio Deus, enquanto ao mesmo tempo, você faz o reconhecimento de que a totalidade de Deus ocupa o primeiro lugar, o segundo, o terceiro, enfim, ocupa todos os lugares! DEUS É TUDO! Todos os assentos  já estão ocupados! Não há vagas para o ego, em todo o Universo! Nem seriam necessárias! Todo suposto “ego” é nada! Contemple estas Verdades!

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A PRECE EFICAZ

A PRECE EFICAZ
Dárcio
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“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como fazem os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.”
MATEUS, 6; 6-8
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A oração correta, ao contrário das falas repetitivas que vêm sendo ensinadas em igrejas e denominações, está nos seguintes três passos assinalados por Jesus Cristo:
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1. Entrar em nosso quarto (Consciência) em secreto.
2. Deus nos está vendo em oculto.
3. Deus nos está recompensando
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. O processo é de “contemplação receptiva”. O quarto em secreto significa nossa Consciência, isolada do mundo das aparências durante a oração. Cerre os olhos e se isole completamente do mundo exterior e, em seguida, observe que está sendo VISTO POR DEUS; e então, sinta-se privilegiado por estar, além de visto,  sendo  RECOMPENSADO POR DEUS. Aceite com “coração de criança” que Ele o está vendo para  recompensá-lo com Sua Presença, com Sua revelação de ser UM COM VOCÊ, que a VIDA DELE é a “sua”, que esta VIDA é VOCÊ!
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Esta é a prece “sem repetições”  como nos foi ensinada por Jesus Cristo. Sabia, e sabe, que  prece não é falatório, mas sim “discernimento espiritual”.

A PARÁBOLA DAS DEZ DRACMAS

A
PARÁBOLA DAS DEZ DRACMAS
DÁRCIO
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As parábolas, além de propiciarem condições iniciais de transcendência deste mundo, por nos aflorarem a intuição, estendem seus ensinamentos e conteúdo também à vida prática,  por nos darem referências claras sobre como agir nesta “aparência de mundo”. Em Lucas 15:8, por exemplo, encontramos a “Parábola das Dez Dracmas”, onde Jesus fala que se uma mulher possuísse dez dracmas e perdesse uma delas, acenderia a candeia e varreria a casa até encontrá-la, quando, então, convocaria suas amigas e vizinhas para que, com ela, também se alegrassem com o seu achado. E Jesus explica que há esta alegria diante dos “anjos de Deus”, toda vez que um pecador se arrepende. A premissa básica deste estudo é a seguinte: DEUS É TUDO! Portanto, jamais um filho de Deus, que é “obra permanente de Deus”, poderia se tornar pecador! O que é Espírito é Espírito! E o que dizer referente às pessoas que são vistas praticando o mal? Todas elas se conservam essencialmente perfeitas, como seres à imagem e semelhança de Deus. Se assim não fosse, não haveria necessidade de ensinamentos e revelações divinas! Porém, cada um terá de se “arrepender”, ou seja, abandonar sua errônea visão ou julgamento pelas aparências, para reassumir conscientemente sua real identidade espiritual gloriosa,  processo a que se denomina “renascimento”. Etimologicamente, a palavra “pecado” quer dizer “errar o alvo”, ou seja, alguém deixa de se ver, ou a outrem, como “Emanação perfeita de Deus”, ou  “Cristo”, para dar crédito às falsas crenças materiais e temporais referentes a si mesma e ao próximo.

A parábola fala primeiramente em “se acender a candeia” e, depois, em “varredura da casa”. Por que há o “acender a candeia?” Jesus explica que já existe, em todos nós, a Luz divina; assim, o primeiro passo é reconhecermos esta Luz infinita resplandecendo como a nossa própria Consciência. Se a “Prática do Silêncio” for exercitada com assiduidade e dedicação, esta Luz, assim reconhecida continuamente, será mais e mais discernida como a Presença divina que somos. Que significa “varrer a casa?” Significa que, com a “candeia acesa”, as impurezas da suposta mente humana (casa), tais como ódio, temor, desavenças, etc, ficam a descoberto, isto é, as falsas crenças ocultas passam a ser notadas para serem “varridas” através de nossa total identificação com a “Mente de Cristo”, que é a mente verdadeira e única de todos nós. Para que uma faxineira possa limpar bem uma casa, ela abrirá todas as janelas para que a luz solar ali penetre e revele onde está a sujeira  que deve ser removida. Nesta parábola, Jesus nos ensina o processo do “arrependimento” e “libertação”. Quando aceitamos radicalmente que “somos seres iluminados”, Emanações perfeitas de Deus, estamos “com a candeia acesa”; e então, todo o aglomerado de crenças pecaminosas poderá ser visto como “sujeira a ser varrida”, ou como “ilusão”: algo que jamais esteve, verdadeiramente, fazendo parte do nosso ser.

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“AS COISAS QUE O OLHO NÃO VIU"

“AS COISAS
QUE O OLHO NÃO VIU”
DÁRCIO

Quando os textos revelam que “o visto é miragem”, pois, o “não visto” é  que é Realidade, a ideia comum é a de que “um dia” esta “miragem” deixará de ser reconhecida, quando unicamente a Verdade será aceita e discernida como sendo TUDO.

A palavra “miragem”, no caso, é empregada para explicar que exatamente AGORA, onde você está, eu estou, e todos estão, existe unicamente a Realidade! O apóstolo Paulo enfatizou o que as Escrituras já haviam dito, de que “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as preparadas por Deus”. Estas “coisas” estão todas prontas, à espera de que a “miragem” seja de fato encarada como “miragem” e, portanto, algo ilusório e incapaz de ocultar o que realmente se encontra presente. Se você avalia sua vida em função do que está presente ou ausente na “miragem”, sua atenção está focalizada na “miragem” e não na Verdade. Por outro lado, se sua atenção está voltada à natureza infinitodimensional do Universo do Espírito, que exclui “miragens” e “mundos menores ou relativos”, você está “vendo e discernindo espiritualmente”, sem mais se iludir com inexistências com ares de existências.

“Temos a mente de Cristo”, disse Paulo, explicando que “mente que vê miragem” não é a nossa! Como usar a Mente de Cristo e não a “mente que vê miragens”?  Este é o ponto! Se você aceitar, com “coração de menino”, que a Mente de Cristo, por já ser a sua, JÁ ESTÁ contemplando unicamente o Universo de Luz, deixando de acreditar tanto em “miragens” como em “mente que vê miragens”, esta aceitação pura e incondicional se mostrará sendo a “sua experiência” em discernir “as coisas que o olho não viu”.

Não tente discernir a Realidade infinita com  ” mente humana”, a “mente que não possui”; já está revelado que “VOCÊ tem a Mente de Cristo”. Ocupe conscientemente seu “espaço na Onipresença”, por reconhecer que unicamente VOCÊ pode ter a “Mente de Cristo” onde a SUA CONSCIÊNCIA Se exprime como VOCÊ! Dessa forma, sem esforço algum, solte-se na “contemplação das coisas que olhos não viram”, com a mente livre, solta e sem esforços ou objetivos! Sim, SEM OBJETIVOS! Não tenha por objetivo “ver a Realidade”, pois, este objetivo é a ILUSÃO que encobre o fato já presente de que a REALIDADE JÁ ESTÁ SENDO DISCERNIDA! A Verdade é a Verdade; a Mente de Cristo vê unicamente a Verdade! VOCÊ TEM A MENTE DE CRISTO! Munido destas revelações, contemple-as como “fatos manifestados exatamente agora! O tempo não existe! Livre-se, PORTANTO, de “objetivos”, que dependem do ilusório tempo, E SAIBA QUE VOCÊ VÊ O QUE “OLHOS NÃO VEEM”!

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VIVA SEM DUALIDADE!

VIVA
SEM DUALIDADE!
Dárcio
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A diferença entre os mais diversos ensinamentos espirituais reside, principalmente, na forma e  profundidade com que eles focalizam ou não a dualidade. A maioria deles parte do referencial humano, onde formas de controlar a mente humana ou de anulação do ego são enfatizadas. Há quem prefira este enfoque relativo, passando a vida toda com este objetivo de se aprimorar moralmente, ser caridoso e amoroso, e procurando se anular, deixando de pensar tanto em si mesmo para viver em função de ajudar o próximo.

O ensinamento absoluto, por sua vez,  não admite  a dualidade. Parte da Presença infinita, chamada Deus, Universo, Absoluto, etc, como o TODO que há em expressão! Não parte de um ser humano lutando para se livrar do ego ou  se aprimorar pessoalmente. Partindo do Absoluto, aquele que adota este referencial iluminado se verá identificado com a UNIDADE ESPIRITUAL, sem deixar espaço para que sejam aceitas as crenças em seres pessoais, mentes pessoais ou vidas pessoais. Nesta UNIDADE, cada ser mantém sua individualidade, não mais identificada com suposta personalidade humana em mutação, mas sim com o “filho de Deus”, uno com Deus, e, portanto, o próprio Deus. Quem partir do Absoluto, terá, com este enfoque, o conhecimento da Verdade sobre SI MESMO! A Verdade É! Não há Verdade  ainda por acontecer futuramente! Assim, este “ponto de partida” é visto simultaneamente como o “ponto de chegada”, ou seja, cada um reconhece que seu próprio ser já é a Verdade eterna, plena, iluminada e completa!

Quem se avalia segundo as crenças ou segundo os conceitos da suposta mente humana, irá se achar um ser humano em busca da perfeição; porém, quem parte da Verdade de que Deus, Espírito, é o SER ÚNICO em expressão, não terá como conciliar esta Verdade com a crença falsa dualista.  Há quem prefira os ensinamentos relativos, dizendo não sentir facilidade para trocar o referencial ilusório, de aparências,  pelo iluminado referencial da Luz. O que deveriam compreender é o seguinte: este referencial humano encobre os fatos e os seres como de fato já são e sempre serão. Os fariseus não viam Jesus como filho de Deus; apenas viam nele um nazareno, filho de um carpinteiro! Enquanto este referencial ilusório for levado em conta, toda a REALIDADE ficará oculta, enquanto os supostos “humanos” ficarão a lutar pela evolução, pela redenção e pela iluminação! “Aquele que me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. Sabia que se fosse realmente visto, Deus seria visto, e não mais um nazareno ilusório! Esta “troca de referencial” é o conhecimento da Verdade! Nele, sem dualismo, você se verá como você é: Deus manifesto como indivíduo, em unidade com o TODO! “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu”, disse Jesus, explicando que cada ser individual é um com o Todo, e que o Todo o abrange justamente por ser o TODO. Em outras palavras, o TODO inclui VOCÊ, e, cabe a VOCÊ  tão somente reconhecer esta Verdade e se ver SENDO esta Verdade reconhecida!

Há anos, durante uma palestra, eu disse a todos: “Quando chegar alguém atrasado, não pensem que um ser humano estará entrando aqui; reconheçam que o Cristo estará chegando, sem se envolverem com a aparência visível do seu ser”. Aquilo soou de forma estranha, porque a Verdade que estava sendo ouvida, estava completamente dissociada do momento presente de todos! Caso contrário, o que eu havia pedido teria sido recebido da maneira mais natural possível! Estavam ouvindo completamente distantes do sentido imediato da revelação! Este estudo não pode ser dissociado do “agora” em que supostamente vivemos na prática! Ou você corre o risco de ficar se enganando o tempo todo, apenas armazenando teorias, e vivendo como mortal entre mortais. O conhecimento da Verdade requer sua prática conjunta! Isto não significa viver o tempo todo recordando princípios, mas, de tempos em tempos, recordá-los e vê-los realmente vívidos na vida prática! Por isso, o passo inicial é você! Deve, primeiramente, contemplar-Se como sendo Deus em expressão! Para isso são feitas as meditações! Convença-se desta Verdade sobre você, perceba sua Consciência sendo a mesma de Deus, e, em seguida, pare de ver “pessoas”como pessoas!  Transcenda a visão das aparências e vá diretamente ao discernimento de que todos com quem convive são a mesma Consciência que VOCÊ É,em ramificações específicas, ou seja, com a percepção de que todos são, assim  como também VOCÊ É, ramos da mesma Videira “cujo Pai é Agricultor”.

Não há nada mais contraditório do que estudar a VERDADE para continuar acreditando na ILUSÃO. Ache momentos, em seu dia-a-dia, para se dedicar tanto às contemplações como para associá-las com a chamada “vida prática”. Apenas as “contemplações”, desvinculadas por completo de sua experiência atual, serão infrutíferas! COMPENETRE-SE DA TOTALIDADE DE DEUS, DE SUA IDENTIDADE DIVINA, UMA COM DEUS, E DE TODOS AO SEU REDOR COMO SENDO  A MESMA  PERFEIÇÃO ABSOLUTA DE DEUS!  VIVA O AGORA SEM ILUSÃO! VIVA SEM DUALIDADE!

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A MENTE

A  M E N T E
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“A mente deve estar livre de ansiedade e preocupação,
de rancor e medo, de ambição e orgulho.
Deve estar saturada com amor por todos os seres.”
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Sathya Sai Baba

“QUEM SOU EU?” – 2 (Final)

“QUEM SOU EU?”
Richard C. Bergenheim
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PARTE II – FINAL
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Ao entendermos que o verdadeiro ser do homem é o reflexo do Espírito, discernimos a substância eterna de sua identidade. Se acharmos que devemos descobrir nossas raízes, vamos procurá-las na natureza de Deus, nosso Criador. A identidade real do homem, que é a ideia composta de Deus, manifesta a perfeição, a bondade, a sabedoria de Deus, toda a Sua glória. O propósito desse homem é dar testemunho da presença e do poder do Espírito. Ele é tão permanente e tão eterno quanto Deus. O reflexo do Espírito, a identidade eterna do homem, inclui toda a gama dos atributos da divindade. Tudo o que é puro, tudo o que é bom, tudo o que é sábio, tudo o que é excelente, faz parte de sua substância.

Quando as pessoas se conscientizam disso, respondem ao chamado divino e Deus lhes dá significado à vida, agora mesmo. Adquirem a capacidade espiritual de trazer harmonia e cura à humanidade. A finalidade da vida se torna mais nítida: servir a Deus e dar-Lhe glória. Fazemos isso na escola, no lar, no escritório, no salão de ginástica. Despojamo-nos do orgulho que pretende que sejamos autossuficientes. Livramo-nos da insegurança que nos leva a desejar ser iguais a todos os outros. Em vez disso, ganhamos o conhecimento de nossa relação com Deus. Isso nos dá individualidade, verdadeira segurança, auto-conhecimento real.

O fato espiritual a respeito de nossa identidade é que o homem é a expressão individual do Espírito. O homem a quem o Espírito cria não é modelado por um molde fixo, não é produzido numa linha de montagem nem é geneticamente formado como um clone. A natureza infinita do Espírito se manifesta na diversidade infinita de sua criação, o homem: cada um dos filhos de Deus, todos iguais em qualidade, têm o mesmo acesso à bondade de Deus, contudo cada um é maravilhosamente singular em seu desempenho, em seu reflexo de Deus. Somos abençoados por essa verdade à medida que nos despojamos do velho conceito de identidade e aceitamos o novo.

Numa coletânea de seus primeiros escritos, intitulados Miscellaneous Writings, Mary Baker Eddy explica: “A renúncia a tudo o que constitui o assim chamado homem material e o reconhecimento e a realização de sua identidade espiritual como filho de Deus constitui a Ciência que abre as próprias comportas do céu, de onde o bem flui por todos os canais do ser, limpando os mortais de toda impureza, destruindo todo sofrimento e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança”.

Se isso não for incentivo suficiente para que busquemos a resposta espiritual à questão “Quem sou eu?”, será difícil imaginar que exista outra coisa capaz de dar-nos tal impulso.”


(EXTRAÍDO DE O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – MAIO 1993)

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PRECE REAL

PRECE REAL
DÁRCIO

“Livrá-lo-ei e o glorificarei”.
Salmo 91: 15
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Alguém que se julga atolado em dívidas, sempre preocupado e com insônia, por também se julgar responsável pela aparência de “péssima situação”, apenas necessita de um “toque de Deus” em si mesmo, ou seja, um “toque” de sua própria Consciência divina. Este “toque divino” constitui a prece real. Logicamente, a visão humana de carência, problema ou dificuldade é desconhecida de Deus. E Deus conhece tudo, por ser tudo. Que é a imagem de carência, problema ou dificuldade? ILUSÃO DA MENTE HUMANA!

Sendo ilusória esta imagem, como fazer para que ela mostre sua nulidade e desapareça? Deixando a mente livre para a ação divina. “Livrá-lo-ei”, diz o Salmo 91. A mente livre e confiante em Deus é passagem livre para a Glória que nos é destinada. “E o glorificarei”, continua o Salmo. Que significa esta Glória? O livramento interno  nos dá a percepção de que nossa real e única identidade é Deus glorificado, porquanto “Deus e Homem são um”. Em outras palavras, nossa receptividade em prece permite-nos discernir espiritualmente nossa UNIDADE com esta Glória, que é onipresente. Precisamos abandonar de vez a crença de que esforços mentais e mentalizações que contam com poderes da mente humana sejam práticas espirituais! Tanto negação do “mal” e quanto a afirmação do “bem”, que podemos e devemos empregar, quando dermos início à “Prática do Silêncio”, serão expedientes que atuam na própria crença, e  nos preparam para o “toque de Deus”, que é a prece verdadeira. Deus É! Confie nesta Verdade! Medite e perceba a plenitude da Glória vindo-lhe naturalmente, “endireitando-lhe os caminhos tortos” que, para Deus, permanentemente estiveram “certos”, inclusive, e principalmente, neste exato  AGORA.

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"QUEM SOU EU?” – 1

“QUEM SOU EU?”
Richard C. Bergenheim
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PARTE I
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Em minha adolescência, achar uma resposta para a pergunta “Quem sou eu?” não era coisa simples. Era um assunto perturbador. Por vezes eu sabia com quem queria me parecer, mas o que eu pensava a meu próprio respeito não era bem assim. Teria preferido que a questão desaparecesse de meu pensamento, mas a vida me forçava a encarar a situação e decidir o que eu queria fazer no mundo, quem eu queria ser.

Em épocas de modificações, é comum que nossa atenção se prenda a questões de identidade. Mudar de emprego, mudar-se para outro lugar, o casamento, o divórcio, são eventos que nos forçam definições. Às vezes deixam-nos inseguros. Gostaríamos que nossa identidade não fosse transitória. As pessoas querem ter raízes, estabilidade, segurança.

Embora vivamos numa era científica, as ciências naturais não oferecem grande ajuda na questão da identidade. Pensar que sou feito de 70% de água não me faz dormir melhor. Crer que sou um padrão genético casual não me dá maior segurança. A noção de que sou um mamífero, da espécie Homo sapiens, não ajuda a pôr o assunto de lado.

No curso deste século, algumas pessoas pensaram que a ciência suplantaria a religião, mas não foi assim, porque a ciência não dá respostas a questões básicas, como essa de que falamos. Queremos algo mais. Sabemos que nossa identidade significa mais do que acabar preso por um alfinete numa caixa como as borboletas.

Note-se que o termo “identidade” é derivado da raiz latina “idem”, que significa “o mesmo”. Esse conceito de “idêntico” é vital para descobrir quem somos. Se acreditarmos que a causa primária do ser é material ou biológica, creremos que somos “o mesmo”: materiais e biológicos. Aceitando que a causa primária é Deus, isto é, o Espírito, cremos que somos assim, semelhantes a Deus e espirituais. Refletimos a causa de nosso ser.

Quando reconhecemos o Espírito como a causa primária, declaramos que são espirituais a natureza e o caráter de tudo o que existe. Alguém poderá pensar que isso é “coisa do além”, mas não é nada disso. Espiritual denota bondade, imutabilidade, integridade, perfeição, beleza, harmonia, saúde, atividade. Ao encontrarmos no Espírito nossa identidade, manifestamos esses atributos, vemos sinais mais positivos da identidade que o Espírito cria e mantém.


O Espírito, Deus, não tem sociedade nem relação com a matéria. O divino não se manifesta por intermédio da matéria nem com o auxílio desta. O Espírito e a matéria não coincidem em ponto algum. Jesus certa vez explicou a um visitante, Nicodemos: “O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é espírito”. Se pararmos um momento para pensar, veremos que aí está algo que tem implicações radicais na questão da identidade. Quando o cristão reconhece plenamente as implicações das palavras de Cristo Jesus e as aceita, começa a nascer de novo, a encontrar sua nova e permanente noção de identidade.
O estudante da Ciência Cristã descobre que a questão “Quem sou eu?” pode ser reformulada assim: “A quem me assemelho, à matéria ou ao Espírito?” Se respondermos que nos assemelhamos ao Espírito, chegaremos à conclusão de que nossa identidade não está definida por nossa raça, por nosso emprego, pela pessoa com quem nos casamos, pela família em que nascemos, pelo lugar onde moramos, pelas pessoas que conhecemos, nem por aquilo que realizamos humanamente. Nem somos definidos pela altura, peso, cor dos olhos ou do cabelo, estado de saúde ou tipo sanguíneo. Talvez a perspectiva de erradicar esses marcos familiares possa nos assustar de início, talvez pareça que em seu lugar ficará um grande vazio. No entanto, ainda que assim pareça, em teoria, o que se comprova na experiência é bem diferente.


Continua..>

“ABRA A VÁLVULA”

“ABRA A VÁLVULA!”
Dárcio
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O Universo é Consciência e não matéria; assim, toda conversa sobre matéria, sobre leis materiais, sobre nascimentos, encarnações e reencarnações, é conversa de quem não admitiu ainda a totalidade da Verdade como sendo Deus, Espírito, Luz, Amor e Perfeição.Uma crença falsa não altera a Realidade! Alguém poderia passar a vida toda falando em vida material e, mesmo assim, jamais esta ilusão teria seu correspondente aos olhos da Verdade. Quem estuda a Verdade parte de princípios absolutos revelados, sem jamais contrariá-los movido por  meras aparências fraudulentas!

A mesma crença em vida material arrasta suas vítimas às supostas leis cármicas, e tais vítimas, muitas vezes, endossam esse emaranhado ilusório pelo seguinte motivo: veem “aparências”. Se alguém estiver contemplando a Realidade, estará contemplando a Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniatividade de Deus, que é a Consciência infinita em expressão. “Não resistais ao maligno”, disse Jesus, numa demonstração plena de seu conhecimento da Verdade! A Presença do Pai, em SI mesmo, o fazia discerni-La em todos ao mesmo tempo, como “unidade perfeita”. As revelações nos chamam para a Verdade inteira, e não para parte dela!

O Paraíso é o local em que VOCÊ SE CONTEMPLA como sendo Consciência iluminada infinita! Sem matéria, sem nascimentos, sem mortes e sem miragens! O Universo É! A “sua” Consciência É! Veja-se sob esta Graça, e entenderá que “não há outros ao lado de MIM”.

Um engenheiro, ao projetar um prédio ou indústria, busca  instalar as caixas de água na parte mais alta do terreno. Pretende, com isso, economizar  na instalação de bombas, por contar com a “lei da gravidade” para “bombear” o líquido para baixo. Se a empresa fosse depois contratar alguém para “ajudar a lei”, ficando o dia todo tentando empurrar a água para baixo, seria um absurdo! O projeto conta UNICAMENTE com a LIVRE AÇÃO DA LEI para fazer aquilo! O operário iria somente abrir ou fechar a válvula!

Quando estudamos a Verdade, estamos contando com a GRAÇA DIVINA, que é a LEI DIVINA  a manter o Infinito em atividade perfeita! Não medite para “ajudar a lei”, o que seria repetir o absurdo daquele que, não acreditando na “lei da gravidade”, ficasse a “empurrar água tubo abaixo”, com suas próprias forças! Para isso existem os princípios e as revelações! Elas dão a posição nossa na VERDADE! Estamos sob a Graça de Deus! Estamos sob a ação perfeita da Consciência divina que somos! “ABRA AS VÁLVULAS!” Não tente “fazer” a Graça acontecer! “O Pai em MIM faz as obras”, disse Jesus. Entenda o propósito das “contemplações”; elas se equiparam a alguém que, próximo à caixa de água da empresa, controle a válvula e fique testemunhando a inevitável “descida da água” para suprir a indústria, SEM PRECISAR DE BOMBEAMENTOS!

Sua Consciência é o RESERVATÓRIO DA GRAÇA! Você espera saúde? Abra a “válvula da saúde”, ela já está em VOCÊ! Você espera suprimento? Abra a válvula do suprimento, ele já está em VOCÊ! Você espera companhia? Abra a válvula da companhia, ela já está em VOCÊ! Todas as bem-aventuranças já estão em VOCÊ! Jamais negue a presença delas, iludido por aparências mentirosas! Não force para que elas lhe cheguem! Não se preocupe em “criá-las”! MEDITE E  SOMENTE ABRA A VÁLVULA! Quando assim fizer, intuitivamente testemunhe (reconheça) o “bem necessário”, seja ele qual for,  sendo-lhe  jorrado espontaneamente, de SUA PRÓPRIA ESSÊNCIA.

Transcenda a ilusão de vida material e leis materiais. Você está unicamente sob a Graça divina! Paulo,  ciente desta Verdade, declarou:

“Tua Graça me basta”.

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CÉU E TERRA SÃO UM

“CÉU E TERRA
SÃO UM”
Vivian May Williams
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PERGUNTA:
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Como devo proceder para obter uma
compreensão da Verdade?

RESPOSTA:
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Perceber alguma coisa significa torná-lo real para si mesmo. Na prática, isto significa  negar ou resistir às coisas irreais que constituem  mentiras sobre Deus e Sua criação. Quando você perceber que a aparência de algo como pecado, doença e desarmonia de todo  tipo não existe,  também perceberá que a ilusão não pode ser melhorada ou tratada de qualquer forma, exceto pelo negar de sua existência. Não existe um método  pelo qual você possa provocar o sumiço da ilusão, ou do nada. A maneira científica de se lidar com qualquer mentira está em se  substituí-la pela  verdade, ou fato. A única maneira de se ver livre da crença de que você é material é você substituir esta mentira pela verdade ou fato de que você é espiritual. Seu trabalho mental objetiva apenas ajustar o seu pensamento – Deus já concedeu  resposta ou solução para cada problema. Quando tiver se convencido de que você é um ser espiritual agora, então você deixará de se preocupar; relaxará toda a tensão mental, e permitirá que a ação de Deus Se realize através de sua convicção positiva, que é o entendimento. Na proporção em que você aceitar a Mente divina como sua própria mente,  vai encontrar nela a Mente curativa na qual cada pensamento o torna íntegro e revela a harmonia.

As manifestações que você  busca já estão evidenciadas. A dúvida, o temor e a ansiedade são os responsáveis por toda a ilusão ou pelo chamado nevoeiro material que encobre o céu e o  impede de ver o Reino Consumado,  aqui e agora. Na Oração do Senhor, Jesus disse: “Venha o Teu reino, que se faça  a Tua vontade, assim na terra como no céu”.  O reino “virá sobre a terra” quando substituirmos o conceito terreno de mundo pela verdade de que este exato mundo em que vivemos agora é o  mundo único que Deus criou, e que ele é o céu. Temos de parar de lidar com dois mundos, caso queiramos demonstrar  o reino único de Deus sobre o qual nos foi dado todo o domínio. Enquanto continuarmos com uma guerra em nossa própria consciência, entre matéria e espírito, bem e mal, céu e terra,  não poderemos esperar  estar em paz. Você deverá silenciar todos os argumentos do sentido humano e confiar em Deus para que Se revele sob qualquer forma que você almeje expressar. Estes não são meros enunciados da verdade – são fatos cientificamente comprovados. Se eu não fosse capaz de demonstrar essas verdades para mim,  não seria capaz de lhe dizer como praticá-las. Você não terá de crer  em minhas palavras, bastando-lhe colocar em prática aquilo que  estou lhe dizendo; assim, você provará. por você mesmo, que o reino de Deus está realmente à mão.

Uma das provas de que dispomos, de que já estamos vivendo no céu, é esta – Se alguma coisa errada lhe parecer estar ocorrendo neste mundo,  e se você puder obter uma clara compreensão  do que  realmente está acontecendo no céu (que é aqui), a ação de Deus, ou a verdade,  dissipará o nevoeiro, ou problema, e você testemunhará a perfeita manifestação, tal como ela é,  aqui na terra. Você pôde perceber a simplicidade de se fazer o  trabalho mental à luz da Ciência Absoluta? E que ela dispensa esforços, pois você não terá que lidar com um poder chamado mal – mas  só terá que lidar com Deus e  basear  todos os seus pensamentos em Deus e em Seu homem perfeito, que você é?

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O REINO DE DEUS SENDO SUA CONSCIÊNCIA

O REINO DE DEUS
SENDO SUA CONSCIÊNCIA
DÁRCIO
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Quando Jesus disse que “o Reino de Deus não viria visivelmente, por estar em nós”, estava revelando este Reino como sendo a Consciência iluminada que somos, e, ao mesmo tempo, buscando tirar de nossa atenção este suposto “mundo exterior”, que é simplesmente uma “ilusão de massa”, sem qualquer realidade!

Por que Jesus disse que o Reino está “dentro de nós”, se este Reino é onipresente? Justamente para centrarmos a atenção em nossa Consciência e não nas aparências. A Consciência é a Atividade universal em Auto-expressão perfeita e eterna! As “aparências” são a “ilusão”, miragens supostamente presentes, mas que são totalmente nulidades sem substância ou realidade! Enquanto a atenção ficar dividida entre a Atividade da Consciência e a ilusória atividade da “mente humana”, a ILUSÃO terá brechas para tentar nos convencer de que Deus não é TUDO.

Nosso ponto de partida é a Verdade absoluta de que DEUS É TUDO! Se aparecer alguém nos solicitando ajuda, este “alguém” não poderá ser visto na “aparência”, que é MIRAGEM, e sim em nossa Consciência iluminada, onde este “alguém” é um com Deus, um conosco, perfeito, crístico e pleno! No estudo do Absoluto, não há “ego em atividade”, mas tão somente a Oniação, que é a Consciência infinita em ação, o “Reino dentro de nós”. Não reconheça fatos e pessoas num suposto “mundo material”, pois, não existe tal mundo! O Reino de Deus é, de fato, onipresente, existindo em nós, dentro de nós, fora de nós, em toda parte! Portanto, o treinamento requerido é este: soltarmos o que aparenta nos vir como “mundo material”, pela contemplação de ser a Consciência que SOMOS o único MUNDO REAL, e, em seguida, contemplarmos “pessoas e fatos” em NÓS MESMOS, não mais como “imagens mutáveis” que flutuam entre o bem e o mal, mas como IMAGENS PERFEITAS que, em NÓS, são eternas, permanentes e perfeitas!  Se, por exemplo, “alguém lhe ligar do Japão solicitando ajuda”, esta “aparência” terá de ser reinterpretada, isto é, este “alguém” não está em Japão algum! Não existe Japão! Não existe “pessoa no Japão”, com  problema ou sem problema! Qual é o fato real? Este “alguém” já é o Cristo! Você, igualmente, é o Cristo, e não um brasileiro! Onde este “alguém” está agora? Onde sempre esteve e estará: na SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, assim como também está VOCÊ e toda a Existência! Quando se habituar a traduzir as “aparências”  supostamente externas, pela PERFEIÇÃO JÁ CONSUMADA subjacente a elas, pessoas e fatos serão sempre reconhecidos pelo que realmente são, e a ilusão será desmantelada. Se a “aparência” for aceita, com um “ego buscando ajudar a outro”, isto se compararia a uma sombra deformada no chão esperar ser arranjada por outra sombra! A “interiorização”, no caso, seria a tirada total de atenção das sombras para o “objeto” que as projetou! Pare de olhar pessoas e fatos em suas sombras, e contemple-os PERFEITOS como sempre são: dentro da SUA Consciência, que é Deus.

Conheça esta Verdade em VOCÊ MESMO, e saberá o significado pleno da frase absoluta de Jesus: “O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE VÓS”.

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A CONSCIÊNCIA INFINITA DESCONHECE…

A CONSCIÊNCIA INFINITA DESCONHECE
MUDANÇAS EM SI MESMA
DÁRCIO
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O único Universo que há, é a Consciência que somos. Esta Consciência, sendo a única, e sendo Deus, conhece a Si mesma como perfeição imutável e absoluta! Aparentemente, há também um mundo material em mutação contínua; se você tiver olhos para ele, você estará com “olhos que não vêem”, pois, o que estiver assim sendo “visto”, será puríssima miragem! Jesus já nos havia dado este alerta: “Tendes olhos, mas não veem”.

“As obras de Deus são permanentes”, diz o livro de Eclesiastes. Esta revelação é o “antídoto” para a ilusão. Que são as “obras de Deus”? São todas as atividades perfeitas acontecendo em SUA Consciência! Postei aqui, há poucos dias, o artigo “COISAS MARAVILHOSAS ESTÃO ACONTECENDO”. Ele todo se fundamenta nesta Verdade. Se você se mantiver nestes princípios, de que a sua Consciência é o seu Universo em expressão, permanente, que este Universo é a SUA Consciência infinita, que desconhece mudanças em Si mesma, não haverá ilusão! As “armas” do erro são as supostas mudanças que ele tenta lhe impor, caso você se deixe atrair pelo ilusório mundo das mudanças aparentes; por outro lado, as “armas da Luz” anulam o erro, por impedir brechas pelas quais lhe pudessem vir  crenças e pensamentos ilusórios que em você formassem ninho. Pensamentos vêm e vão; não são realidades! A Consciência permanece! Ela é Deus sendo VOCÊ! Ela é VOCÊ! Medite e reconheça: EU DESCONHEÇO MUDANÇAS EM MIM MESMO; NADA HÁ FORA DE MIM; EU SOU O ALFA E O ÔMEGA; EU SIMPLESMENTE SOU!

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“ESTÁS LIVRE DA TUA ENFERMIDADE”

“ESTÁS LIVRE
DA TUA ENFERMIDADE”
Dárcio
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Uma mulher com aparência de paralítica, por andar encurvada e sem conseguir se endireitar, e isto, havia já dezoito anos, foi chamada por Jesus que, pondo as mãos sobre ela, disse-lhe: “Mulher, estás livre da tua enfermidade” (Lucas 13: 12). Logo ela se endireitou e glorificou a Deus. Nos dezoito anos ela já estava completamente livre! Todo suposto mal é ilusão mental e não condição física! Diante do reconhecimento da Verdade, dita por Jesus, à qual ela deu voz através de sua fé, simplesmente a “ILUSÃO SE DESFEZ”.

Jesus viu o Corpo real da mulher, sem dar atenção alguma ao “conceito de corpo” visto por ela e aceito pela crença coletiva. Por isso, não disse que a curaria, mas que ela “ já estava livre da enfermidade”.

Mary Baker Eddy, antes de fundar a Ciência Cristã, havia sofrido um tombo que a deixou em precárias condições de saúde. Era visitada pelo médico e pelo pastor, pois, o caso era gravíssimo. Abrindo a Bíblia, viu ser a página da cura do paralítico, onde Jesus dizia a ele: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. Instantaneamente ficou livre de todos os sintomas; e quando relatou isto depois ao médico, este lhe afirmou ser aquilo  impossível, e ela, de novo, se viu com os antigos sintomas outra vez. Voltou a ler a mesma passagem e os sintomas desapareceram novamente. E foi quando quis saber o princípio causador desta sua assim chamada “ milagrosa cura”. De suas orações e pesquisas das curas relatadas na Bíblia, surgiu sua descoberta da Ciência Cristã: Deus é Tudo e o erro, ou crença mortal, é nada.

No prefácio do volume 7 da coleção A VERDADE DA VIDA, da Seicho-no-ie, consta que uma pessoa havia lido a coleção de livros durante seis anos, e compreendido que o homem é originariamente isento de doença. Mas sua doença não sarava, e isso lhe causava estranheza, até que refletindo, percebeu que não havia entendido nada da Verdade, e que somente sabia que estava escrito nos livros a Verdade de que o homem é essencialmente isento de doença. O texto diz que ele compreendeu o seguinte: “De nada adianta eu saber que está escrito que a doença não existe; devo compreender, de corpo e alma, a Essência do Homem-Deus, isto é, a Verdade de que eu próprio sou isento de doença”. Compreendendo a inexistência da doença, que passo ele deveria tomar?  Lendo novamente o trecho, calaram fundo em seu coração as seguintes palavras: “Se você está doente, levante-se agora mesmo, resolutamente! Acredite firmemente que, na verdade, você é isento de doença! E passe a agir, de fato, como pessoa sadia”.

Escreve o Dr. Taniguchi: “Compreendeu que a convicção deve ser transformada em ação, e que o conhecimento teórico adquire força concreta quando colocado em prática. Imediatamente agiu literalmente como no texto, levantando-se da cama onde estivera estendido durante seis anos e passando a viver como pessoa sadia. Desde então, tem gozado de perfeita saúde, sem contrair um resfriado sequer.  Eis um exemplo de que a Verdade é assimilada quando o seu conhecimento se transforma em convicção e depois em prática na vida cotidiana”.

Nem Jesus  nem  livros curam doenças! Não existe doença! A VERDADE, contida na frase de Jesus, e também no trecho lido no livro, anulou a ILUSÃO! Nada além disso! Seja qual for o aspecto doentio, aquilo jamais será uma condição física a ser curada, mas uma ILUSÃO (sugestão hipnótica) retida na mente. Por isso a Seicho-no-ie declara que esta Verdade, após se tornar convicção, deve ser posta em prática! A convicção poderá surgir de imediato ou ser paulatina, dependendo da  abertura de cada um à Verdade. Enquanto a pessoa se julgar “mortal pecador e doentio”, sofrendo e almejando ser aliviado, não terá captado a base real do ensinamento, ou seja: JÁ SOMOS LIVRES!

Em meu livro “A CURA ESPIRITUAL EM SEUS PRINCÍPIOS BÁSICOS”, eu fiz questão de repetir,  na abertura de todos os capítulos, os fundamentos a serem admitidos a priori como VERDADE JÁ MANIFESTADA:
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TODO O
UNIVERSO JÁ É INFINITAMENTE PERFEITO AGORA. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA. TODOS OS ACONTECIMENTOS ESTÃO SE MANIFESTANDO EM HARMONIA PERFEITA AGORA. SÓ EXISTE O UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO; SÓ EXISTE O AGORA. NADA HÁ PARA SER CORRIGIDO OU MELHORADO.
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Pare de lutar com inexistências! Entre em silêncio! Ouça a Voz do CRISTO EM VOCÊ a lhe dizer: “ESTÁS LIVRE DA TUA ENFERMIDADE”; e lembre-se: “ESTÁS!”, e não “ESTARÁS”. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA!
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O CORPO QUE REALMENTE EXISTE

O CORPO
QUE REALMENTE
EXISTE
Marie S. Watts
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A Substância na Forma, que eternamente existe como cada Corpo, é perene, constante, imutável. Esta Substância real na Forma, que existe como cada Corpo, obrigatoriamente precisa estar existindo, caso contrário, não poderia haver uma aparência de “corpo nascido”. Unicamente por existir o Corpo eterno e imutável é que o “corpo nascido” tem oportunidade de surgir em cena. Esta aparência, de “corpo nascido”, é mero conceito equivocado do Corpo eterno, que sempre existiu e sempre existirá.
Somente um falso conceito, ou aparência de corpo, poderia se mostrar estando ou ficando imperfeito, mudado, envelhecido, em decomposição ou morto. O verdadeiro e ÚNICO Corpo desconhece completamente todas estas falsidades. O Corpo real e ÚNICO  jamais pode desaparecer, uma vez que JAMAIS ELE APARECEU AOS OLHOS DO SUPOSTO HOMEM NASCIDO. O Corpo real, eterno, permanece completo, perfeito, inatingível e imune às aparentes interpretações errôneas feitas sobre Ele. Algo inexistente não admitiria que se fizesse uma concepção equivocada a seu respeito. Estamos dizendo o seguinte: o Corpo imutável, perfeito, eterno,  necessariamente tem de estar existindo antes que, aparentemente, alguma falsa concepção ou representação a seu respeito possa surgir.
Jamais algo pode ser acrescentado ou subtraído deste Corpo eterno que é. O conceito falso, relativo ao Corpo, pode parecer estar totalmente em mutação; porém, jamais a mudança aparente atinge o Corpo imutável, constante e eterno. As alterações, obstruções, distorções, etc., são capazes de se tornar aparentes apenas neste corpo que parece existir, mas  não existe.
Cada aspecto, que compreende o Corpo eterno, é tão eterno quanto o próprio Corpo. Cada aspecto do ÚNICO Corpo aqui manifestado, seus cabelos, dentes, pulmões, tudo está igualmente presente, conservando-se imutável e eterno, assim como o Corpo em Si é eterno, sem nascimento, transformação e morte.
Reconheça que não possuímos dois corpos: um Corpo eterno, e um segundo, temporário. EXISTE SÓ UM CORPO! E, este CORPO ÚNICO é o Corpo eterno e imutável, presente exatamente aqui, exatamente agora. Este Corpo eterno é substancial: perdura para sempre, existindo eternamente. Consiste da imperecível Substância indestrutível, que é Consciência, Vida, Inteligência, Amor.
Este conceito falso referente ao corpo não é Substância. Não pode durar para sempre justamente por não existir como Substância, Forma ou Atividade. Sua substância, forma e atividade aparentes somente podem dar a impressão de existir por haver, de fato, a real e ÚNICA Substância eterna na Forma— o Corpo que realmente existe. Além disso, o conceito falso, chamado “corpo temporário nascido”, não passa de nossa visão também ilusória e temporária de encarar o corpo. Entretanto, não importa quão enganador possa ser o  quadro temporário do Corpo: nenhuma visão falsa pode fazer do Corpo eterno um corpo temporário.
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O CORPO

O
C O R P O
Marie S. Watts


Onde está este Corpo feito de Mente Consciente viva? Ele está exatamente onde um corpo criado parece estar. De fato, ele não parece estar visível. Por quê? Porque uma miragem fraudulenta parece anulá-lo. Uma névoa, um conceito enganoso de corpo, parece encobri-lo, tirando-o de vista. Mas, não importa. O CORPO PODE SER VISTO, E É VISTO PELO OLHO QUE É SIMPLES. Pode ser visto pela Visão inseparável e indivisível, que é Espírito, Consciência. Talvez você pergunte: “Como saber se este Corpo existe mesmo? Se não consigo vê-lo?” Suponha que não sejamos iluminados. Suponha que ainda não consigamos ver com o Olho Simples. Há algum jeito de saber que o Corpo perfeito e eterno existe, aqui e agora, como este Corpo atual?” Sim, de fato há como nos assegurarmos de que este Corpo perfeito e eterno existe, e este modo de “conhecer” é literalmente pleno de poder. Vejamos de que modo este Corpo pode ser evidenciado em sua glória total.

Façamos uma descida momentânea, para podermos nos erguer depois às sempre crescentes alturas da percepção espiritual. Sabemos que existe algo exatamente no lugar desta aparência que percebemos como corpo sólido. Sabemos que isto, exatamente aqui, não é nenhum vazio. Sabemos que há Vida aqui, pois existe atividade. Vida é atividade; e sem Vida, não poderia haver atividade alguma. Assim, sem dúvida alguma, existe Vida exatamente onde este falso invólucro parece estar presente.

E a Vida, para cumprir seu propósito de ser Vida, precisa estar viva; e, precisa estar viva como Vida de uma Substância viva. Sabemos que estamos conscientes, e que estamos conscientes de estar exatamente onde a Vida está viva. Assim, estamos conscientes de estar exatamente onde a Vida que somos Se evidencia como atividade. Consciência é inseparável da Vida. Consciência é Substância. A Substância viva, que está viva exatamente aqui e agora, é este Corpo glorioso que parece estar anulado neste momento.

Sabemos que a Vida, ou a Consciência, não poderia jamais ter entrado ou nascido neste Corpo, pois Ele consiste de Consciência viva. Outro nome para a Consciência é Alma. A Alma, sendo a Substância deste Corpo, não poderia adentrar à Substância que ele é, nem poderia ser separada da Substância que ele é. Vida, Consciência, Mente, Inteligência, Amor, são uma Unidade Inteira inseparável. Assim, sabemos que este Corpo é compreendido de Mente, ou Inteligência, e Amor, além de consistir de Consciência viva. O Corpo do Universo, não circunscrito, consiste de Vida, Mente, Consciência, Amor. O Corpo universal é o Corpo específico, e o Corpo específico é o Corpo universal.

Como sabemos, estamos vivos, conscientes, inteligentes e amorosos, exatamente aqui, como a própria Substância na Forma que é este Corpo e sua única atividade. Pode a Vida ser vista pela chamada visão humana? Pode o olho do “homem cujo fôlego está em suas narinas” ver a Mente, a Inteligência ou o Amor? A Consciência é visível aos olhos que parecem enxergar apenas matéria? NÃO! Em vista disso, a Substância deste Corpo, que é compreendido de Consciência inteligente, viva e amorosa, é invisível ao conceito humano de visão. Porém, sabemos que a Mente consciente, amorosa e viva, existe exatamente aqui, por sermos conscientes de estarmos vivos, conscientes, inteligentes e amorosos. DO EXPOSTO, PODEMOS PERCEBER QUE A SUBSTÂNCIA NA FORMA, APARENTEMENTE INVISÍVEL, É O CORPO, ENQUANTO A SUBSTÂNCIA NA FORMA, APARENTEMENTE VISÍVEL, NÃO É O CORPO. Não passa de simples aparência miásmica, que parece anular o Corpo que realmente existe. Este conceito equivocado de corpo é que parece cegar-nos para não percebermos o Corpo que realmente está presente. Uma vez transcendido inteiramente este falso conceito de corpo, o Corpo real, que parecia invisível, será visto claramente. Por quê? Porque a visão que vê este Corpo eterno é exatamente a mesma Essência que compreende este Corpo. Ela é Espírito, ou Consciência, percebendo a Si mesma como Sua própria Substância na Forma. Este é o significado de se ver com o “olho simples”. E, como diz a Bíblia, esta Visão espiritual é que revela todo o Corpo  pleno de Luz. Lógico, ele é “pleno de Luz” por se constituir de Luz. Esta Luz é a sua Consciência iluminada. Este Corpo de Luz é compreendido da Consciência amorosa, inteligente, viva, que realmente você é.

Como temos dito, a Substância deste Corpo é invisível ao suposto homem, que parece ver materialmente. Porém, esta Substância aparentemente invisível é Poder. ELA É PODER POR SER A PRESENÇA DA ONIPOTÊNCIA. ELA É O ÚNICO PODER, POR SER A ÚNICA PRESENÇA. SOMENTE AQUILO QUE ESTÁ PRESENTE PODE SER PODER. Jamais é o que se mostra como visível que é poder. Pelo contrário, sempre é o que parece ser invisível que é Poder. E esta Presença, aparentemente invisível, é também indivisível. Não está restrita e confinada interiormente à linha que delineia o Corpo. Podemos dizer que ela é Presente internamente, sem, contudo, deixar de ser uma Presença TODO-ABRANGENTE.

A Presença indivisível, invisível, que está “dentro” e em toda-parte, é o Poder que perdura sempre perfeito como este Corpo que está exatamente aqui. Esta Presença invisível é que mantém e sustém  esta imutável Substância na Forma, e o faz eternamente. Esta Presença invisível e onipotente é que está sempre inteligentemente ativa, governando a Substância que Ela é, em perfeita ordem e harmonia.

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ILUMINAÇÃO:DESCOBERTA OU CONQUISTA?

ILUMINAÇÃO:
DESCOBERTA OU CONQUISTA?
DÁRCIO
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O acreditar coletivo neste “mundo de aparências” faz a maioria acreditar ser alguém destinado a “receber a iluminação espiritual” em algum momento de sua vida. A Bíblia registra a passagem em que duvidaram de Jesus, por ter ele dito que conhecia Abraão, pois, a presença eterna de Deus, que Jesus via em si e em todos, sequer era cogitada!

Em certa época, quando a Seicho-no-ie programava uma oração coletiva, o local escolhido foi um local montanhoso do Japão. Vendo o seu fundador, Masaharu Taniguchi, se mostrando com aparência frágil e debilitada pela idade, os organizadores foram ter com ele e lhe disseram: “O senhor não tem necessidade de ir conosco, subir por aqueles caminhos todos íngremes, uma vez que daqui mesmo poderá participar igualmente da nossa oração!” A resposta que obtiveram foi a seguinte: “Os senhores estão me dizendo isso porque não estão me vendo!”

No capítulo “Juryo”, do Sutra de Lotus, Sakyamuni declara ter alcançado a iluminação em “passado remoto”, e não numa suposta “existência presente” em que, após ter renunciado à vida palacial e ao mundo, teria atingido a suprema iluminação aos trinta anos, na cidade de Gaya e meditando sob a árvore bodhi. Sua declaração é a Verdade absoluta de que “todos somos iluminados desde sempre”, e não a partir de algum suposto “instante” da transitoriedade fenomênica.   O desaparecimento da “ilusão” não faz alguém alcançar a iluminação, que sempre É, enquanto a “ilusão” nada é! Até então, o próprio Sakiamuni pregava uma “iluminação” obtida no tempo; porém, acabou por refutar suas próprias palavras, proclamando, de fato,  a Verdade: “Já se passaram infindáveis centenas de milhares de naiutas de kalpas desde que na realidade atingi o estado de Buda”. Ao refutar suas palavras anteriores, estava, na verdade, negando por completo a existência do mundo fenomênico! Não existe mundo material! Não existe ser material buscando iluminação! Tudo isso é “ilusão”. Este é o sentido real da refutação de tudo que até então vinha sendo dualisticamente pregado.


E VOCÊ? Está realmente se vendo? Está realmente vendo os demais com quem convive? Está iluminado agora? Ou vive à espera de “alcançar a iluminação”? Faça a si mesmo estas questões; depois, meditando, perceba o fluir espontâneo das respostas dentro de sua própria Consciência.

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-4 (FINAL)

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE IV – FINAL

Há tempos eu escrevi, e aqui postei, uma parábola intitulada “O sol e o bloco de gelo”. Também com ela procurei mostrar que não será a mente humana quem resolverá os ilusórios problemas de sua criação. Assim como um bloco de gelo, que se mostra sólido e pesado, desaparece naturalmente diante da exposição ao sol, sendo derretido e evaporado, também as aparências de problemas se dissolvem quando expostos ao “Sol” de nossa Consciência iluminada. No caso, durante as meditações, faríamos dos problemas o nosso “bloco de gelo”, para, em seguida, deixá-lo sob a ação do Cristo que somos, sem tentar resolvê-los forçando a mente. O objetivo desta ilustração é exatamente o mesmo contido naquela da “camisa suja” a ser posta na lavadora de roupa.

Precisamos captar com precisão os detalhes apresentados pelas analogias, pois, dessa forma, a aplicação dos princípios espirituais será sem erros. A base ou ponto de partida  é sempre a Verdade absoluta: DEUS É TUDO! A partir disso, as ilustrações se tornam valiosos instrumentos, por nos facilitarem a percepção da perfeição presente, que é costumeiramente desafiada pelas aparências de imperfeição. Estas, apesar de sempre ausentes, se apresentam como realidades! Se não partirmos disso, incorreremos no erro de pretender melhorar, curar ou modificar o que é ILUSÃO, ou seja, lidar com algo que não existe!

Muitas vezes a ilustração do “lápis dentro do copo com água” é encontrada na literatura espiritual. Ela é uma das melhores, por nos deixar conscientes de que “fato é fato” e  “aparência é aparência”. Coloque um lápis perfeito em um copo com água e observe-o pelo lado de fora, ao nível do líquido: o lápis terá a aparência de estar torto e também quebrado em duas partes! Que nos permite tirar, desta ilustração? Que o lápis continua inteiro e perfeito, mesmo enquanto a sua “aparência” estiver sendo a de um lápis imperfeito. As ilustrações têm este propósito: com elas, o intelecto iludido por “aparências sem fatos correspondentes” se vê obrigado a ceder aos fatos espirituais subjacentes. Todas as aparências insinuam a presença da Verdade subjacente a elas, assim como a sombra dos objetos insinua a existência real deles. Para a “ilusão de lápis quebrado” ser notada como “aparência”, é imprescindível que exista o “lápis perfeito” no cenário. É aqui que a ilustração mostra o seu valor, isto é, se você, ciente de que DEUS É TUDO, estiver diante de qualquer “aparência de imperfeição”, e traduzi-la como “perfeição já presente”, sem pretender curar, melhorar ou mudar nada, como não o faria diante do “lápis quebrado”, estará aplicando corretamente a Verdade na prática. Assim, o que  seria meramente  uma “aparência falsa do lápis”, uma ILUSÃO, não lhe tomaria tempo algum! O tempo todo a ser-lhe requerido seria exclusivamente para que você reconhecesse convictamente o fato verdadeiro, e seria, portanto, o tempo que você sentisse ser o necessário para “soltar a ilusão”. Por isso, a prática da Verdade exige dedicação e muita contemplação. Se a pessoa apenas ler e aceitar mentalmente as parábolas, alegorias e ilustrações,  sem se dedicar à “soltura da ilusão” pelo reconhecimento da Verdade que elas apontam, sentindo e se convencendo internamente de que a  Perfeição é Onipresente, apesar das  inúmeras aparências em contrário que a suposta mente humana capta, ficará somente “na letra” e sem o “espírito da Verdade que a vivifica”. Por isso Jesus disse: “Trabalhai pela comida que não perece”!

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-3

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE III
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Uma interessante ilustração é empregada pela Seicho-no-ie, para explicar o processo da cura espiritual genuína. O problema, seja ele qual for, é comparado à camisa suja de alguém, enquanto sua limpeza, por meio de uma lavadora automática, é comparada à dinâmica da oração. O passo inicial seria, portanto, chegar-se ao outro com esta camisa suja (problema), imbuído de “coração de misericórdia”, e dizer-lhe: “Vamos lavar esta camisa”, recolhendo-a para junto de si. Nesta fase inicial da oração, a pessoa que ora, sente em si o sofrimento e a tristeza do outro como se fossem suas. Mas este passo é de curta duração, para evitar que a “sujeira” se infiltre em quem  faz a oração. O passo imediato seguinte, portanto, é colocar a camisa na máquina de lavar e ligar o interruptor. Este passo ilustra o “volver-se completamente ao Reino do Absoluto”, onde a perfeição infinita e sempre presente é diretamente contemplada. Nesta contemplação, quem ora, busca “sentir-se” um com o outro e, assim que esta sensação ocorra, verá , com os “olhos espirituais”, a situação toda inundada e vivificada pelo fluxo intenso do Amor divino, quando todos os supostos pecados são apagados e unicamente a perfeição do filho de Deus é reconhecida. Não há esforços mentais! É como se a pessoa recolhesse a camisa suja do outro, colocasse-a na máquina de lavar e ligasse o interruptor. O restante será com Deus! A ação divina corresponderia à ação da corrente elétrica, que correria pela “máquina”, faria com que ela trabalhasse e deixasse a “camisa lavada”. Não caberia, a quem ora, fazer este serviço final, que seria exclusivamente de Deus, ou, no caso da ilustração, exclusivamente da lavadora automática.

Esta ilustração é genial, e deixa bem clara a real posição do  problema, a função daquele que ora ou que recebe a oração, e, especialmente, a posição de Deus, naquilo a que denominamos “cura divina”.

Continua..>

O MAL NÃO EXISTE

O MAL
NÃO EXISTE
Vivian May Williams
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PERGUNTA:

Como  você pode afirmar que o mal não existe, se o vemos evidenciado em tudo que nos rodeia?
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RESPOSTA:
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Dizer que o mal existe como um poder é negar a Deus como sendo o  poder único. Para que algo pudesse ter poder sobre o homem, ele teria de preceder o homem. O mal não tinha poder ou existência aparente, até que o homem, ele próprio, aceitasse a crença em um poder oposto a Deus. Portanto, o mal não é um poder, sendo meramente uma crença falsa, retida pelo homem  em sua própria imaginação. E uma vez seja o próprio homem o responsável pela falsa crença no mal,  pode ele se  livrar deste suposto poder  simplesmente por se recusar a acreditar nele. Trate o poder do mal tal como você o faria com qualquer outro problema, rejeitando-o como mentira cada vez que ele lhe vier à mente. Se você se recusar a acreditar que o mal tenha um poder além daquele que você lhe atribui , por nele acreditar,  logo se verá livre das várias formas sob as quais  o suposto “poder maligno” aparenta manifestar-se. Você irá se livrar do medo da doença, da carência, de desarmonias de toda espécie, tais como pecado,  velhice e morte, apenas para citar  algumas das suas assim chamadas evidências. .Para se livrar da base da mentira, chamada  “mal”,  terá que se livrar da preocupação mental que faz com que você viva a  negar e se esforçar para superar algo destituído de qualquer existência. Você não  compreenderá que Deus é o único poder e única presença, enquanto se mantiver acreditando num outro poder que se oponha a Deus. Além disso, você não conseguirá negar a existência do mal simplesmente por afirmar  não acreditar nele. Há tempos que vemos estudantes da Verdade  declarando que “o mal não existe”, mas sem saber o porquê daquilo estar sendo dito. Você próprio terá de compreender a”totalidade de Deus” e a “nulidade do mal”, sozinho e por você mesmo, e não apenas levar em consideração o fato de alguém ter-lhe feito tais afirmações. É o que você realiza  em sua própria consciência que se torna manifesto como suas demonstrações. Pare de acreditar no mal, e sua aparência de existência cessará, pois Deus é TUDO.
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