O "Trote" de Coisas e de Pessoas

O “TROTE”
DO MUNDO DE COISAS E DE PESSOAS
DÁRCIO
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A tendência ilusória coletiva é  alguém olhar para o “suposto” mundo exterior e logo procurar saber o que lhe está faltando e que, no seu entender, já deveria possuir. E quando isso ocorre, tudo que já estiver ao seu alcance imediato não será plenamente reconhecido! “Falta-me isto, falta-me aquilo, falta-me esta pessoa, falta-me outra pessoa!” Esta crença hipnótica de “falta-me isto”  prende a pessoa ao mundo que é NADA! Prende-a mesmericamente ao mundo que é pura MIRAGEM; e, nesta ilusão, sequer percebe a grandiosa revelação de que “em Deus vive, se movimenta e tem o seu ser”.

“Quem ama o mundo e as coisas do mundo, não há nele o amor de Deus”, disse João em sua primeira Epístola. Não estava ensinando o desamor! Estava ensinando a falta de visão do AMOR ONIPRESENTE, que não está no mundo, mas que é ONIPRESENTE, apesar de não estar sendo reconhecido justamente pelo fato de estar, a pessoa, totalmente ludibriada pelas “aparências”, que são falsas!

Elimine de sua mente a crença fraudulenta de que “falta-lhe algo ou alguém”. Tire da “miragem” a sua atenção e sua aceitação de que ela tenha qualquer realidade! Volva seus olhos à VIDA que pulsa em você! Volva seus olhos à CONSCIÊNCIA,  que o faz saber que você EXISTE!  Veja-se pleno na REALIDADE, sem mais ter olhos para o “trote do mundo”;  dessa forma, sem mais dividir a Existência em “eu tenho e eu não tenho”, perceba que VOCÊ É O AMOR DIVINO INFINITO AGORA, QUE DEUS E VOCÊ SÃO  A UNIDADE PERFEITA! E, POR ISSO, VOCÊ JÁ É PLENO E COMPLETO, AQUI E AGORA!

Jesus disse: “Quem não deixar tudo por causa de MIM, não é digno de MIM”, ou seja, enquanto você não entender que este “tudo”, do mundo das aparências, é puríssimo “nada”, não terá a percepção do real TUDO, que está “EM MIM”, isto é, na SUA própria Consciência, que é DEUS!

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O Fluxo das Imagens Verdadeiras


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O FLUXO
DAS IMAGENS VERDADEIRAS


Dárcio
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Do seu “Centro”, imagens perfeitas são emanadas sem cessar. Quando elas encontram a mente como anteparo, são “selecionadas” pelas crenças coletivas e rotuladas como boas ou más. Se a mente não estivesse ilusoriamente programada para fazer esta “seleção”, e atuasse numa condição de  “transparência total”, as imagens emanadas de Deus seriam vistas nas três dimensões “deste mundo” como harmoniosas. Shakespeare disse: “Não há bem nem mal, mas o pensar o torna assim”. Explicava que as imagens que nos chegam à mente são acima do bem e do mal, mas quando as rotulamos, segundo a “crença em dois poderes”, assim as vemos divididas na projeção temporal chamada “mundo terreno”. Isto porque o suposto “mundo terreno”  é uma projeção da mente humana.

As “imagens verdadeiras” fluem harmoniosamente de modo a serem as “Formas espirituais”, das quais a suposta mente humana gera suas imagens visíveis. Se você se identificar com a “Emissão originária”, e não com as imagens posteriores na mente humana, você captará unicamente as “obras de Deus” em suas Formas perfeitas e constantes. Por exemplo, o seu Corpo real é a “Emissão de Deus como a Forma eterna de “Corpo”; como esta “Forma” está “no ar”, isto é, transcendente ao “mundo visível”, para captá-la você terá de reconhecê-la presente ali, perfeita e sendo o seu Corpo. O mesmo se dá com todas as demais “Formas”, que, em Deus, são Formas espirituais e perfeitas, mas que se mostram na imagem mental como passíveis de serem boas ou más. Fazendo uma analogia, seria você estar reconhecendo a “emissão no ar” de uma rede televisiva, antes mesmo que um aparelho de televisão a captasse e a transformasse em imagens visíveis. Identifique-se com a “Emissão de Deus”, antes que a mente humana as capte à sua maneira ilusória, e as apresente a você como imagens mescladas de bem e  mal. Medite e fique atento ao que Deus irradia como SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA; sem dividir atenção com algo supostamente mostrado no mesmo instante pela mente humana. Permaneça na “Emissão divina”, sem rotulá-la como boa ou má, e, estando a mente humana sem receber sua atenção, ela ficará “transparente” para que as imagens verdadeiras sejam vistas harmoniosamente na tela tridimensional. Estas práticas devem se tornar um hábito de vida; pouco adiantarão, se forem feitas uma única vez para depois cada um voltar ao antigo e ilusório “julgamento pelas aparências”. Julgar as imagens como “perfeitas”,  antes mesmo delas se formarem na mente, é o “juízo justo”, o juízo que endossa o que Deus faz. Olhá-las na “projeção”, como faz a maioria, é o “juízo pelas aparências”, o juízo que endossa o que a “ilusão faz”. Jesus disse: “Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem sejam cegos” (João, 9: 39). Estas palavras traduzem o que foi exposto aqui, ou seja, que você “veja” o que está no invisível, e fique “cego” para as aparências.

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Príncipe da Paz -4 -Final

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PRÍNCIPE DA PAZ
Joel S. Goldsmith
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PARTE 4 – FINAL

LIBERTANDO O “FULGOR APRISIONADO”

A paz está encerrada em você e em mim. É preciso libertar o “Príncipe da Paz” de nosso íntimo e deixá-Lo sintonizar-se como todos aqueles que, neste momento, se acham maduros e receptivos para a “experiência do despertar”. Repitamos: não se consegue isto pela tentativa de moralização das pessoas ou de pedir aos outros que sejam melhores do que têm sido. Nada disso. Isto é feito individualmente, pelo mergulho em si e libertação do Príncipe da Paz, que está encerrado dentro de nós. Isto é feito ao comungarmos com o Espírito interno, ao conscientizá-Lo em nós. Desse modo vamos formando uma abertura pela qual Ele emerge e Se liberta, caminhando diante de nós para realizar nossas obras, segundo a perfeita vontade do Pai. Notem bem: não nos cabe ir ao encontro do mundo para salvá-lo, senão ir ao encontro de nós mesmos, de nossa real identidade, para nos fundirmos em nova consciência e deixarmos que Ela se expanda de nós, em realização e ajuda.

Não há mérito espiritual em milhares de palavras que possamos enunciar; não há valor moral ou espiritual nas centenas de lições que possamos dar. A graça de Deus não pode alcançar as consciências humanas pela moralização. Só a consciência pode atingir a consciência. Retiremo-nos, em nossos lares, em nossos templos, em vales e colinas, para encontrar a paz escondida em nosso interior. Convertamo-nos em faróis através dos quais a graça de Deus possa ser irradiada. Então essa Presença invisível poderá preceder-nos no caminho, aplainando o solo e preparando mansões para nós. Os períodos de silêncio e de conscientização da Presença constituem o que  de mais precioso  podemos oferecer ao mundo.

Cada vez que vemos uma pessoa e realizamos que esta graça divina está dentro dela, somos-lhe uma bênção silenciosa. Assim, entoamos, sem vozes nem escrito, a paz ao mundo. Olhemos um indivíduo e tomemos consciência de que a graça de Deus está nele também; que ele é um Filho de Deus. Esta é, simplesmente, a prática de libertar o “Fulgor aprisionado”: o reconhecimento do Cristo, no íntimo de nossos amigos; além da mera aparência de um ser humano, andando sobre a Terra. É ver e regar, com esta verdade, a semente divina plantada em seu íntimo.

Esta semente continua enterrada dentro de nós e permanecerá como simples semente ou possibilidade, enquanto não a nutrirmos com o alimento espiritual adequado: o reconhecimento constante, repetido, de nossa identidade espiritual.

Dentro do ser individual está o Filho de Deus, este Eu, que ele é; dentro dele está a divina Presença e o divino Poder — a Graça de Deus. O EU, dentro dele, é o alimento, o brilho do Sol e a chuva fecundante, para esta semente.

Depois esta semente começa a brotar. A natureza de nossos amigos, parentes, sócios, companheiros de trabalho, começa a mudar aos nossos próprios olhos, sem que eles mesmos saibam o porquê. É possível que algo se desenvolva neles e encetem uma busca de Deus, de verdade, até que uma mensagem ou um mensageiro lhes revele que não há necessidade de buscar longe, porque o que estão buscando está dentro deles mesmos e o desejo que sentem é o próprio apelo do “Fulgor Aprisionado” para despertar e libertar-se. O que buscam é a divina Realidade neles: o Filho de Deus, o Santo Graal dentro de suas próprias consciências.

Toda sacralidade do Filho de Deus está estabelecida no centro de nosso ser — a eternidade, a imortalidade, a natureza infinita da seidade de Deus — porque somos UM com o Pai, e tudo que o Pai tem, já é nosso: a Sua sabedoria,a Sua Mente, a Sua Graça, a Sua Presença, a Sua Substância, o Seu Ser. O próprio alento de nossa vida, pois somos UM e, nesta unidade, encontramos a plenitude e nossa união com toda a humanidade. Somente na unidade com Deus é que nos sintonizamos com a Luz individual em cada ser e nos identificamos com tudo que haja percorrido o globo no passado, no presente e no futuro.

O Natal revela-nos que Deus plantou o Seu Filho em nós!

F I M
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“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. Do incremento deste principado e da paz, não haverá fim”.
ISAÍAS; 9: 6,7)

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A Consciência É Inseparável-7

A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE VII
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Amado, exatamente agora estamos “recordando” o que nós éramos, e o que sabíamos constituir o nosso Eu desde antes que o miásmico mundo da ilusão parecesse nos engolir. Em toda palavra da Verdade que lemos, ouvimos ou pronunciamos, nós percebemos o verdadeiro e único Universo – a Unidade indivisível de toda a Existência. Em toda contemplação, estamos conscientes de ser o Eu eterno e imutável que sempre conhecemos e  soubemos ser o nosso Eu.

Uma concepção errônea ilusória não transformou a Identidade que somos em um corpo ou identidade mortal e nascida. A miragem universal simulada não nos fez inconscientes. Somos exatamente a mesma Consciência que éramos antes do surgimento da miragem ilusória. Nós continuaremos a ser esta mesma Consciência eterna e perfeia, quando a miragem inteiramente falsa for apagada. Não somos enganados por quaisquer quadros de desenho ilusório. Nós vemos exatamente através destas falácias, e realmente enxergamos as coisas como elas são. Não vemos com a chamada visão humana, nem ouvimos com a audição do homem. Nós vemos, nós ouvimos, porque nós somos a Consciência que percebe. E o que chegamos a perceber, como esta Consciência inseparável e infinita, é aquilo que sempre é perfeito, glorioso e eterno.

Sabemos que a Existência que vemos, ouvimos, experienciamos e conhecemos não é visível à suposta visão do homem. Entretanto, sabemos que esta Existência perfeita é visível. Ela pode ser vista, e é vista, clara e distintamente. Como Consciência iluminada, nós vemos este Universo eterno e perfeito, este Corpo perfeito (e qualquer Corpo) tal como ele é. E nós jamais poderemos ser enganados por alguma simulação superposta deste belo e glorioso Corpo perfeito. Nós sabemos, e temos consciência de que nós sabemos. Sabemos que somos o que conhecemos, e não sabemos nada além disto. Nada mais resta para se saber.

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O FILME NÃO ESTÁ ONDE É PROJETADO

O FILME NÃO ESTÁ ONDE
É PROJETADO
Dárcio
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Quando alguém coloca um DVD para assistir ao filme, logo depois sua atenção se volta à tela de projeção e aquele filme ali aparenta estar. Entretanto, por mais que alguém se iluda com esta ideia, o filme continuará estando no DVD, onde já existe completo, com começo, meio e fim.

Quem olha as imagens “deste mundo”, acredita que elas estão ali acontecendo; porém, é um caso semelhante ao do filme projetado: não existe nada ali na projeção: ela é meramente um efeito temporal.

Quando os ensinamentos falam que devemos nos voltar das aparências deste mundo, sejam boas ou más, para “dentro de nós”, onde a Realidade está acontecendo, é porque a Realidade é a matriz de todas as supostas manifestações ilusórias. Permanecendo conscientes dessa Verdade, não mais ficaremos de olhos voltados para o “efeito visível”, que pode estar se mostrando em harmonia ou não, e sim estaremos conscientes de que “somos a Consciência espiritual em ação”, numa ação que, a cada agora, discerne que “tudo está feito”. Quanto mais permanecermos em nós mesmos, em nossa Consciência que é Deus, menos deformações veremos nas imagens visíveis, uma vez que tais deformações são geradas pela má captação pela mente humana das imagens reais que estão “dentro de nós”. Seguindo na analogia, aquele que entender o filme pronto, completo e perfeito no DVD, não mais crerá nas distorções das imagens projetadas na tela como estando ali presentes! Tampouco crerá que o filme esteja naquela tela!

Volva os olhos para si mesmo, e perceba a Consciência ativa como SUA VIDA! Não veja esta Vida pelas aparências visíveis: veja-A intuitiva e espiritualmente em VOCÊ PRÓPRIO! Assim, você estará VENDO DEUS!

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Príncipe da Paz-3

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PRÍNCIPE DA
PAZ
Joel S. Goldsmith
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PARTE III
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Se fôssemos simplesmente essa forma que vemos no espelho refletida, qual seria a razão de nossa existência na Terra? Se observamos o modo de proceder de certas pessoas, meramente como seres humanos, perguntaríamos porque elas são toleradas neste mundo. Só quando começamos a compreender a natureza dAquele que está latente em cada indivíduo, à espera de ser conscientizado e soerguido, para nossa redenção e missão, como Filhos de Deus na Terra — só então entendemos que viemos a este mundo para demonstrar toda a glória de Deus. Este é o verdadeiro Natal, isto é, o Cristo corporificado, o Verbo feito carne.

“Pois eu desci dos céus, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade dAquele que me enviou”. Esclarece o Mestre que, em virtude da natureza universal de Deus, é tarefa, minha e sua, viver de tal modo que a vontade de Deus se faça em e através de nós — e não a vontade pessoal, minha e sua. Nossas vidas devem ser consagradas a Deus, em obediência a esse princípio.

Qualquer indivíduo que seja capaz de não se identificar com suas solicitações humanas e tome consciência de que “estou aqui para que a vontade de Deus Se cumpra”, para dar saída ao “Fulgor aprisionado” em mim; estou aqui para ser um canal consciente, amoroso e desinteressado ao Cristo interno, em benefício de todos os que ainda se encontram em escuridão”, em tal indivíduo o Cristo vive e age.

Napoleão disse que todo soldado leva na mochila um bastão de marechal, uma outra forma de reconhecer as imensas e imprevisíveis possibilidades de cada indivíduo. É uma expressão paralela ao ensinamento cristão, segundo o qual, todo indivíduo, mercê da divina Semente nele plantada, pode exprimir a autoridade e dignidade de um Ser espiritual autêntico.

A humanidade teve a fortuna de contar com grandes instrutores, que alcançaram a realização do Espírito interno e a visão de Sua vontade: Moisés, Elias, Eliseu, Jesus, João, Paulo, Buda. Todos esses homens ensinaram essencialmente a mesma coisa. Mas foram simples cicerones, revelando o que haviam alcançado e o que o homem pode alcançar. Foram suficientemente humildes para reconhecer que se eles não se fossem, o Consolador não nos poderia vir, pelo emergir da Consciência espiritual interna. Percebamos, também, que a revelação dos Mestres espirituais, em todos os tempos, foi a de um princípio universal, que devemos internamente demonstrar como revelação crística. Caso contrário, como poderia o reino de Deus implantar-Se na Terra, se não fosse plantado e desabrochado em cristicidade, em cada indivíduo?

A não ser por esse potencial divino que reclama expansão, poderiam os povos deste mundo melhorar? poderiam as pessoas transformar-se, de boas em más? de ignorantes em sábias? Haveria algum poder para tirar a raça humana do que sempre foi: de um estado selvagem, brutal, de servidão e carência, de ignorância em massa? Poderia o mundo transformar-se, a não ser pela vontade divina que vagamente apreendemos como vontade nossa, de buscar a realização do Natal, a natureza da verdade? Isto se deve à Semente de Deus, plantada na consciência humana, em mim e em você, e que deve germinar e frutificar, definindo nossa identidade individual.

Haveria outro meio de  se fazer isso? A educação é, naturalmente, uma valiosa ajuda para a sociedade civilizada, mas, o mero treinamento acadêmico, o simples cultivo intelectual, não podem fundamentar uma consciência moral e integral. Só a realização de nossa natureza espiritual pode fazê-lo. Só o florescimento da natureza crística pode nos elevar acima das limitações humanas, formando uma sociedade de pessoas inspiradas, com elevado sentido moral e espiritual. Dizer às pessoas que devem ser boas, que deve haver paz na terra, que deve haver retidão nas relações humanas, não basta. Nem os sermões o conseguem. A paz na Terra será realizada apenas por um meio: encontrando-a em nosso próprio íntimo e abrindo caminho para que ela desborde à nossa experiência, abençoando e fazendo de nós mesmos uma bênção. De fato, ao encontrar e experimentar a paz de Deus, atrairemos pequenos grupos afins que acharão, por sua vez, essa paz. Desse modo, ela se  irá  espalhando, “ad infinitum”.

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Espírito e Mente Humana

ESPÍRITO E MENTE
HUMANA
Dárcio
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Quando alguém, em vez de reconhecer que é o Espírito de Deus, passa a se confundir com a mente humana,  começa a afirmar: “Estou longe da perfeição, preciso evoluir bastante! Quem sou eu para agora  dizer que sou um com Deus como Jesus!”  Esta ilusão, de se achar sendo “mente humana”, é a causa de uma hipnótica vida humana cheia de problemas! Não somos “mente humana”; somos o Espírito de Deus!

Quando Paulo registra: “Não sabeis que sois o Templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”, e “Glorificai a Deus no vosso Corpo e no vosso Espírito, os quais pertencem a Deus”, revela que “nosso” Espírito já é o de Deus! Há alguma revelação divina afirmando que temos “mente humana”? Ou que somos “mente humana”? Não! A revelação diz que “Temos a mente de Cristo”.

Quando você entender que a suposta “mente humana” é mera crença hipnótica coletiva, e não a sua mente,  você nunca mais dirá que irá evoluir, “um dia chegar lá”,  negando, por estas mentiras,  a sua presença neste “Agora” como sendo o Espírito de Deus expresso como VOCÊ!  Você é Espírito e não “mente humana”. Este entendimento erradica pela raiz as crenças em encarnações, reencarnações, nascimentos e mortes! Tais ILUSÕES são a “mente humana em expressão”, enquanto VOCÊ, EXATAMENTE AGORA,  É PURAMENTE DEUS EM EXPRESSÃO!

Quando meditar, admita logo de início que o Espírito único é Deus, e que, onde você vive como ser individual, Deus é que está presente como o “seu” Espírito! E jamais se identifique com a suposta “mente humana” e seu arquivo de ilusões! Ela nada tem a ver com VOCÊ! É meramente um “mesmerismo de massa”, e, cada um que parar de se identificar com ele estará, no linguajar de Jesus, “destruindo as obras do diabo”, ou seja, destruindo a MENTIRA pelo conhecimento da VERDADE!

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A Verdade Brilha em Cada Ponto da Mentira

A VERDADE BRILHA
EM CADA PONTO
DA MENTIRA
Dárcio
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Quando é dito que a premissa básica do estudo da Verdade é esta: DEUS É TUDO, o que está sendo revelado é que a mentira, por maior ou menor que seja, é mentira, e nunca a Verdade. A Verdade brilha universalmente, alheia a quaisquer mentiras que possam ser inventadas, propagadas e sugeridas como existências pela suposta mente humana.

Poderíamos afirmar, escrever e divulgar, o tempo todo, que o resultado para a conta 2+2 fosse 10, que fosse amanhã 12, no ano que vem fosse 15, e que, no ano de 2012 fosse o fim da matemática, etc. Poderíamos inventar o que quer que fosse, mesmo assim, o “quatro”, que é a  verdade única presente, e o princípio matemático universal prevaleceriam.

A mente humana é capaz de inventar infinitas mentiras sobre você! Pode inventar que você é separado de Deus, que você nasceu de seres humanos, que está na Terra para evoluir, que é pecador, que está aqui para expiar erros do passado, que o passado existe, que no presente você tem o bem e o mal para escolher, que no futuro você poderá ser salvo ou não, dependendo do uso que fizer de seu livre-arbítrio, etc. São infinitas as mentiras que ela é capaz de levantar sobre Deus, sobre o Universo e sobre VOCÊ! Porém, sejam quantas forem as mentiras, sejam quais forem as deduções lógicas usadas, sejam quais forem as imagens que “os cinco sentidos” captem  para lhe convencer de que tais mentiras sejam verdadeiras, prevalece a Verdade, incólume, no lugar de todas elas, que é DEUS SENDO TUDO, SENDO O UNIVERSO INFINITO E SENDO VOCÊ!

Assim como você descartaria como absurdos quaisquer resultados diferentes do “quatro”, para a conta “dois mais dois”, descarte todas as crenças, noções, deduções e aparências que enxerguem em VOCÊ algo diferente ou dessemelhante de Deus! Além disso, como você jamais meditaria para transformar um “três” em “quatro”, jamais medite para transformar “mentiras sobre você” em VERDADE! Por isso, comece sempre suas “contemplações” pela VERDADE, e não preocupado em “curar” mentiras! A Verdade é a Verdade; e, como “quatro” é o resultado único e permanente para a conta em questão, VOCÊ É UNICA E PERMANENTEMENTE DEUS EM EXPRESSÃO, e ponto final.

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Príncipe da Paz-2

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PRÍNCIPE
DA PAZ
Joel S. Goldsmith
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Parte 2
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Até mesmo Jesus nada deu ao mundo, até o momento em que o Cristo Se revelou dentro dele: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres; para curar os quebrantados de coração, para pregar a libertação aos cativos e devolver a visão aos cegos”. Antes desta ordenação, ele não fora ungido para curar os doentes. Assim, para que alguém possa partilhar o espírito de paz, de alegria, de amor e abundância, deve, antes, ter sido ordenado pelo Espírito de Deus.

A paz deve começar

conosco

O Natal não teria valor e significado algum para nós, se acreditássemos que o “Príncipe da Paz” viveu há dois milênios e hoje não está mais na terra. Em verdade, o “Príncipe da Paz” viveu há dois mil anos e também em tempos anteriores, como ainda hoje está presente, no coração e na Alma de cada indivíduo, esperando ser libertado neste mundo. Não disse o Cristo: “Antes que Abraão fosse, eu Sou”?

Esta paz (do Cristo) não pode ser realizada com pedidos, em oração para que Ele transforme nosso povo ou as pessoas de outro país. Esta transformação deve começar em nós mesmos. Por que não reconhecemos nossas carências, antes de exigi-las dos outros? Deixemos tranquilo o nosso próximo e voltemo-nos ao próprio íntimo, em discrição e sacralidade, comungando silenciosamente com o Príncipe da paz, o Príncipe da alegria, da saúde, da plenitude e da perfeição espiritual. Quando atingirmos, em alguma medida, a cristicidade, preencheremos nossas carências e teremos compreensão para não mais pretender a transformação de nosso próximo e nem orar pedindo paz, já que ela fluirá de nosso coração a toda a humanidade.

“A paz que ultrapassa todo o humano entendimento” já está dentro de nós. Em nossas meditações diárias tomamos contato com ela, para que seja liberada em nós, qual uma pomba, e comece a estender as asas sobre o universo inteiro. Buscar paz em outra pessoa ou dela exigir, é escapismo, é fugir da meta, é adiar a própria experiência da paz. Esperar justiça, misericórdia ou gratidão dos outros, é um equívoco. Essa é uma tarefa pessoal, intransferível. Cabe-nos encontrar tudo isso e mais, no reino de Deus, que se acha no centro de nosso ser.

Quando Jesus ensinava o povo, às margens do Mar da Galiléia, nas montanhas ou na aridez do deserto (onde dois ou três pudessem reunir-se), sempre apontava o indivíduo e lhe atribuía a responsabilidade: “TU deves perdoar setenta vezes sete: TU deves orar pelos que te perseguem: TU deves procurar em primeiro lugar o reino de Deus, que está dentro de ti”. Ele sempre se dirigia a quem desejava ouvi-lo. Nada disse a Herodes e apenas se limitou a responder a caifás e a Pilatos e nem lhes exigiu a paz, porque se a tivessem dentro deles, teriam, com ela, envolvido a humanidade.

Quando começamos a assumir a responsabilidade pessoal de manter a saúde e a harmonia, descobrimos que a realização interna que encontramos, nos momentos de meditação, transborda de nós e abençoa a nossa família. Posteriormente, quando assumimos o dever de ajudar nossos amigos, parentes e os semelhantes em geral, que nos pedem ajuda, já não lhes exigimos nada e nem dizemos que sejam saudáveis, úteis, justos ou misericordiosos. Apenas nos retiramos ao lugar secreto, dentro de nós, e comungamos com o Filho de Deus, até ficarmos plenificados de paz. Ao realizar essa paz, desbordamo-la àqueles que nos solicitaram ajuda. Não é que transferimos essa paz por alguma espécie de magia. de sugestão, “abracadabra” mental ou hipnotismo. Não. Simplesmente procuramos o reino de Deus em nós e lá encontramos a paz, o sentido de unidade, a comunhão espiritual em Cristo. Como corolário, essa influência emana de nós e vem a ser uma lei de vida, de paz e amor, para todos os que nos pediram ajuda.

Uma das mais recentes revelações que recebi é esta: não me é necessário orar em favor de alguém ou ter a intenção de tratar espiritualmente alguém. Só é necessário encontrar minha própria paz interna e quando a realizo em mim como conscientização da harmonia e plenitude da bênção — imediatamente afeto as pessoas que se ligaram a mim, em busca de auxílio. É uma sintonia de consciência, como a da mulher hemorrágica. dos evangelhos, que tocou a orla do manto de Jesus (afinou-se à consciência crística em Jesus) e no mesmo instante em que a paz do Mestre a envolveu, ela foi curada!

A dignidade e sacralidade

do indivíduo

O significado acerca do Cristo nos escapará, se não compreendermos que o Cristo sanador jamais foi crucificado, ou encerrado num túmulo. O Cristo sanador é o “Príncipe da Paz”, que mora em nosso íntimo: o Filho de Deus que foi entronizado em nós qual uma semente, desde o princípio. Através de nossas meditações, da contemplação e comunhão interna com essa divina Centelha, fazemos ressurgir esse Filho de Deus, em nós. Esta comunhão faz manifestar tudo o que o Filho de Deus é em nosso universo.

É um milagre da graça que, “onde dois ou mais estejam reunidos, em nome dEle, lá Se manifeste o reino de Deus, neles e entre eles”. É um milagre da graça que, um com Deus, seja maioria. Cada vida singular é um milagre da graça de Deus; cada indivíduo é um descendente do Altíssimo.

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A Consciência é Inseparável-6

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE VI
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No “Evangelho de Tomé”, Jesus declara muito claramente o que acabamos de expor: “…Os mortos não vivem, e os vivos não morrerão”. Que maravilhosas palavras da Verdade! Estas figuras do desenho animado, pequenas, distorcidas, não são vivas, pois não consistem de Mente consciente, amorosa e viva. Isto é apenas uma aparência de morte. Porém, Amado, esta aparência é a única morte que há, ou que pode haver. Entretanto, nós estamos, exatamente aqui, conscientemente vivos, exatamente agora, no âmago destas falácias e falsas imagens; e o fato de estarmos vivos é prova de que não existe morte alguma. Naturalmente, a Mente consciente, eterna e viva, que somos exatamente aqui e agora, não pode morrer.

Jesus prossegue: “Quando comíeis o que era morto, vós o tornáveis vivo”. Sim, foi somente nosso aparente reconhecimento e aceitação deste mundo de aparência que fê-lo aparentar ser vivo, ser inteligente ou consciente. Nós parecemos mantê-lo vivo pelo apego à ilusão de que ele é real. Dessa maneira, nós parecemos alimentá-lo, mantê-lo e sustentá-lo. Uma ilusão requer alguém para ser iludido por ela, para que possa inclusive constituir uma ilusão. Quando estamos plenamente iluminados, sequer aparentaremos estar iludidos. Desse modo, a ilusão nada tem para alimentá-la, sustentá-la ou mantê-la. E então, inevitavelmente, ela se desvanece: deixa inclusive de aparentar existir. Ao final da citação, Jesus indaga: “Quando éreis um, vos tornastes dois; mas, quando fordes dois, que fareis?” Sim, que iremos nós fazer? Amado, nós faremos exatamente o que estamos fazendo, exatamente aqui e exatamente agora; nós prosseguiremos em nossa realização do fato de que eternamente nós somos Um, e não dois. Desse modo, esta fase aparente de dualismo é apagada.

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O Príncipe da Paz-1

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PRÍNCIPE
DA PAZ
Joel S. Goldsmith
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Parte 1
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O significado pleno de Natal não pode ser conhecido, senão através da compreensão da natureza imutável de Deus.  Deus é. Eterna e infinitamente, Ele é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. O que é próprio de Deus sempre foi, continua sendo agora, e sempre será. Em decorrência desta compreensão, o verdadeiro Natal não começou há dois mil anos: seu início está além do tempo. O que ocorreu há dois milênios foi meramente a revelação de uma experiência que se tem repetido, não somente “antes que Abraão fosse”, mas antes mesmo que o tempo fosse. Deus não inaugurou nada de novo há dois mil anos.

O verdadeiro sentido de Natal é este: Deus plantou na consciência de cada um de nós uma divina semente que há de germinar e vir a ser um Filho de Deus. Ninguém jamais existiu, nem existe agora e tampouco existirá, sem esta influência espiritual; sem este Poder que foi implantado em nossa consciência, desde o princípio.

A missão do Filho de Deus foi revelada através do ministério de Jesus Cristo e do que ele ensinou: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (não eu, Jesus, mas Eu, o Filho de Deus). Disse Jesus: “Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro… Eu de mim mesmo não posso nada: o Pai, em mim, é Quem faz as obras… Eu Sou o pão da vida… Eu Sou a ressurreição e a vida”. Este era o Filho de Deus falando através de Jesus, o mesmo Filho de Deus que está no íntimo de cada indivíduo, desde o início dos tempos.

Mergulhe em seu íntimo,
para encontrar a paz que foi estabelecida desde o princípio.

Conta, uma antiga estória, que havia um rei justo, amável, pacífico e misericordioso. Seu vizinho, rei das terras limítrofes, estava empenhado em guerras de conquista. Movido por sua índole justa e misericordiosa, o primeiro rei mandou um embaixador ao reino vizinho, em missão de paz. Entrementes, para proteger o povo, começou o preparo bélico. De um extremo a outro da nação se movimentaram para o provável conflito. Desde então, a alegria se apagou no coração do povo. O sorriso desapareceu da face das pessoas. Isso entristeceu o rei, que se recolheu em prece, em busca de uma solução que devolvesse a paz e harmonia à sua gente. Um dia, a esposa de um dos oficiais da corte pediu audiência para revelar-lhe um segredo. E o que ela sussurrou em seu ouvido fê-lo sorrir. De rosto iluminado, o rei a incumbiu de ir ao encontro de todas as mulheres, não os homens, para confiar este segredo, até que todas o soubessem e o pusessem em prática. O rei levantou-se e foi segredar à rainha o que aprovara. E a própria rainha foi, com a esposa do oficial, correr o reino, para comunicá-lo a todas as mulheres. Dentro de algum tempo o sorriso voltou ao semblante do povo. Um cântico novo era entoado por toda aquela terra. O júbilo foi restabelecido.

No dia de Natal chegou um arauto do embaixador que estava no reino vizinho, anunciando que fora assinado um tratado de paz. O rei mandou dizer ao povo que cessassem os preparativos bélicos. E os oficiais da corte pediram ao rei que lhes dissesse qual fora o segredo, que provocara tão grande transformação no povo e conquistara um improvável tratado de paz. O rei lhes explicou que o segredo, embora singelo, encerrava um poder imenso: consistia nisto: “Retirar-se, pela manhã, em curto período de silêncio, de vazio e introspecção. Orar a Deus (sem pedir a paz nem qualquer outra coisa), e comungar com Ele, deixando que Sua paz permeasse e enchesse o íntimo. Depois, durante o dia, várias vezes conscientizar essa Presença, no íntimo, como paz”. Tal foi o segredo que devolveu alegria ao povo e assegurou harmoniosas relações com o reino vizinho.

Aos estudantes da Verdade, esta estória parecerá bem familiar, porque sabem que em estágio avançado não se ora pela paz ou ordem em nosso reino interno. Deus já plantou esta semente em nossas almas, em nossos corações, em nossas mentes. Para que esta semente germine e emirja à superfície de nossa consciência, devemos mergulhar no próprio íntimo, abrindo o canal, a fim de que o “Fulgor aprisionado” se escape de lá, abençoando nossa vida e contagiando as pessoas de nosso convívio.

A função deste Filho de Deus é levar-nos a vivenciar a paz; induzir-nos a experienciar uma vida abundante; a dinamizar as potencialidades divinas, manifestando, de dentro para fora, tudo o que o Pai é e tem, como foi dito: “Filho, tu sempre estás comigo. Tudo o que é meu, é teu”. Esse “tudo” é a semente que foi plantada em nós. Quando furamos o solo em busca de petróleo; ou cavamos minas, para extrair ouro, prata, diamante; ou quando mergulhamos à cata de pérolas; não estamos trazendo para fora o que Deus formou dentro da terra e do mar? Somos, acaso, responsáveis por tudo que se formou no seio da terra ou dos mares, ou do ar? Fomos nós que formamos tudo isso? Alguém pode responder, pela ciência, que tudo isso se formou durante milhões e milhões de anos, antes que tivéssemos consciência de sua utilidade. No entanto, foi tudo previsto e tudo o que temos a fazer é extrair tudo isso que Deus preparou, para atender às nossas necessidades.

O mesmo ocorre no universo espiritual. O reino dos céus não está fora de nós (não acrediteis quando vos disserem: ei-lo aqui; ei-lo acolá, porque o reino dos céus está dentro de vós). Como, então poderemos usufruir este reino, senão procurando-o e encontrando-o dentro de nós mesmos? Para contatá-lo, é mister cavar e mergulhar em nós mesmos. Quanto mais profundamente cavarmos e mergulharmos neste silêncio interior, tanto maiores e mais ricos tesouros traremos à manifestação.

Nossas Vidas Individuais Manifestam

a Graça de Deus

Para compreender o “Dia de Natal”, devemos entender com clareza que Deus plantou a semente de Si mesmo em cada um de nós. Tal semente deve germinar e converter-se no Filho de Deus plenamente desenvolvido, cuja missão é tornar nossas vidas bem-sucedidas e demonstrar a glória de Deus, como Jesus a revelou. Desde que “eu, de mim mesmo, nada posso”, e, “se der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro”, o que nos cumpre é simplesmente demonstrar, em nossas vidas individuais, a graça de Deus – Sua sabedoria, Espírito, saúde e abundância. Ao tornar o potencial em dinâmico, a possibilidade em atualidade, podemos dizer que Deus vai do infinito para o infinito; que Deus é o mesmo sempre, e Ele não faz acepção de pessoas.

Se Deus tudo criou para sempre, então, desde o princípio dos tempos, a humanidade trouxe, dentro de sua própria alma, a divina paz e a divina graça. Infelizmente não podemos partilhar estes dons com nossos semelhantes e nem eles conosco, enquanto cada um não os encontrar em seu íntimo. É uma simples descoberta, mas não podemos dar o que não descobrimos ou aquilo de que não temos consciência ainda. Todavia, quando o descobrimos, assumimos uma responsabilidade: “a quem muito é dado, muito lhe será exigido”. Espera-se muito daqueles que encontraram dentro de si a paz: eles devem derramá-la sobre os demais.

Se ainda não encontramos o Cristo dentro de nós mesmos, não podemos partilhar essa Consciência com os outros. Se não realizamos a paz em nós mesmos, não podemos manifestá-la ao próximo nem suscitá-la nele. Quem não expressa amor não pode atraí-lo. Aquele que não exprime abundância, não pode atraí-la. Ninguém pode atrair a paz, se, antes, não a encontrou dentro de si.  Tudo o que gostaríamos de receber de nossos familiares, amigos, comunidade e do mundo, ou partilhar com eles, há de ser, primeiramente, encontrado dentro de nós mesmos.

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Entender O Que É "Nada"


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ENTENDER O QUE
É “NADA”
Dárcio
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As palavras para “desmantelar a ilusão”, como “miragens”, puro “nada”, etc, são, a princípio, passadas pelos textos à “mente que é nada”; em seguida, o que era aceito “intelectualmente” como Universo naterial,  é solto pelo entendimento do sentido da palavra “nada”, enquanto, ao mesmo tempo, a Mente divina, sendo a sua, é aceita sem quaisquer barreiras como real e única, e já na sua função plena de discernir o Universo de Luz em que já estamos todos. Pouquíssimo lhe adiantará somente ler que “o mundo das aparências é nada”. Ele, de fato,  é nada, pura ILUSÃO com pretensão de ser alguma coisa “ao lado de Deus”; porém,  este “nada” precisa ser entendido como “nada”, uma vez que DEUS, A PERFEIÇÃO INFINITA, É TUDO!

Se dois andarilhos no deserto estiverem caminhando lado a lado, e, somente um, por estar alucinado, enxergar um “oásis”, o que esta miragem representa para ele já é “nada” para o outro a seu lado. Veja-se como “o outro”, sem a “miragem”, em vez de se ver como o primeiro, crendo nela e, se passando por alguém iludido e, supostamente, passível de “sair” da ilusão. O andarilho que “vê a miragem”, nesta ilustração, é a suposta mente humana; o outro, que vê a Verdade, no mesmo lugar, é a “Mente de Cristo” que é a sua! Para esta, “miragem é nada”, mas não porque você  irá “se conscientizar” disso, e sim porque “nada é nada”, sem “miragem” alguma existindo nem para como “nada” poder ser reconhecida! O mundo das aparências é NADA! O Reino de Deus é TUDO! Contemple o que É, sem usar “mente humana” para conscientizar que “este mundo” é NADA; reconheça como “sua” unicamente a “Mente de Cristo”. A Mente de Cristo, em todos nós, vê AGORA a totalidade da Luz onipresente! Não há, nela, espaço para “ver que miragens são nada”; desse modo, o “nada, para ela, é nada”, sem que isto lhe chame a mínima atenção! Pratique esta forma de contemplação, e, com ela, unicamente a Verdade lhe será REALIDADE!

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A Consciência é Inseparável-5

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE V
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Como já foi dito anteriormente, antes do miasma do nascimento,  éramos Um. Sabíamos que éramos como este Um Universal e indivisível. Daí, pareceu que o que éramos ficou esquecido, ou seja, o que sabíamos constituir o “Eu” que somos. Desse modo, nossa necessidade está em recordar o que éramos – e o que sabíamos ser o nosso Eu – antes dessa ilusão denominada “nascimento”. Não se iluda quanto ao sentido dessa palavra “memória”. A memória não tem absolutamente nada a ver com a mente humana. Geralmente se acredita que a memória se localiza no chamado cérebro humano, e que normalmente ele guarda na lembrança os acontecimentos, cenas ou vivências do passado. A Consciência não recorda. Ela é consciente. Ela sabe. A Consciência é Mente, assim como a Mente é Consciência. No lugar de uma suposta mente humana nascida, com suas memórias ilusórias, está a Mente Consciente, onipresente e infinita, que é todo conhecimento. Assim, esta Mente – que você é – está consciente de tudo que se deva conhecer num dado momento. Isso nunca é um assunto de memória humana; antes, é sempré um assunto de estar consciente daquilo que você já sabe, e que sempre conhece.

Contudo, não devemos divergir de nosso tema original. Basta dizer que recordar significa estar consciente exatamente daquilo que existe, daquilo que se passa agora, e eternamente. Somente nesse sentido podemos empregar a palavra “memória”. Como se vê, apenas parece que esquecemos o Céu que conhecíamos antes que o mundo da ilusão – nascimento – parecesse ter começo para nós. Somente parece que nos tornamos inconscientes da maneira que somos, da maneira que tudo e todos eternamente são. Em iluminação, ficamos conscientes do fato de que o Reino da Perfeição é a totalidade daquilo que sempre está aqui. Assim, como Consciência iluminada, nós recordamos a Verdade que parecíamos, por breve momento, ter esquecido.

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“Tudo de que necessitarei,
desde agora até o fim
dos tempos, já está agora mesmo corporificado em
minha consciência: a substância e a lei que a
ampara. Esta consciência onipresente é a
substância de todas as formas e a lei para todas as
formas. É infinita. Infinita em essência, infinita
em expressão, infinita em manifestação. Não é
limitada por nenhuma crença humana; é a
Consciência divina, que flui plena e livremente
como minha consciência individual. E para que
assim seja, não é preciso que eu vá a parte
alguma, nem que peça nada a ninguém, visto que
o lugar onde estou é “solo sagrado”.
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Joel S. Goldsmith

A Consciência é Inseparável- 4

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE IV
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Verifiquemos o que é a Verdade que se relaciona com  isso tudo. NÃO EXISTEM OPOSTOS; PORTANTO, NÃO EXISTE NENHUMA OPOSIÇÃO. Não existem seres humanos nascidos, separados, para serem opostos, ou para fazerem mútua oposição. Não existe tal coisa como Deus e homem. Não existe nenhum tipo de “outro ser”. Há somente o UM, eterno e indivisível, E VOCÊ É ESTE UM.Antes do nascimento, você sabia o que você era. Sabia que era a Inteireza única inseparável, indivisível, perfeita e eterna. Assim, pareceu que você nasceu, e assim pareceu que você se tornou dois em vez de um. Como o fraudulento mundo das aparências continuou a envolvê-lo, você pareceu ter-se esquecido do “Eu” eterno que sabia ser você antes do nascimento. De fato, você pareceu tornar-se mais e mais consciente das coisas da miragem simulada universal, do que estava consciente da genuína e única Totalidade universal que realmente é, e que constitui a inteireza de seu Ser e Corpo.

Quando nós aparentamos estar imersos nesse falso encobrimento, não vemos as coisas como elas realmente  são. Estes aparentes blocos de matéria, chamados corpos nascidos, não são mais verdadeiros nem mais vivos do que as marionetes dispostas ao fim dos cordéis conduzidos por um operador desses bonecos. Estas marionetes podem ser comparadas com desenhos animados. Elas podem aparecer como formas ou substâncias ridículas ou distorcidas. Podem aparecer agindo inteligentemente ou não inteligentemente. Podem aparentar ser boas ou más. Entretanto, elas são completamente sem Vida, Inteligência ou Amor. Desse modo, de si mesmos, elas são nada.

A ilusão chamada nascimento parece deixar-nos conscientes de um mundo imperfeito não inteligente. Ela apresenta também quadros falaciosos de todo tipo, alguns deles bons e mesmo atraentes; outros aparentam ser muito maus, na verdade. Não importa como estes quadros falaciosos aparentem ser, se bons ou maus : eles meramente são quadros que aparecem e, desse modo, eles devem desaparecer. Além disso, estes quadros não são imagens suas, minhas, de alguém ou de alguma coisa. Você simplesmente não é a substância, forma ou atividade retratadas por estes quadros fictícios. Que são estes quadros? São meramente o miasma universal, simulado e fraudulento, produzindo desenhos animados de sua própria miragem. Onde está você? EXATAMENTE ONDE ESSE QUADRO DE VOCÊ PARECE ESTAR. (Obviamente, você de fato está em toda parte, mas o Corpo que você é, é um , é um ponto focal do infinito VOCÊ QUE VOCÊ É). Entretanto, essas figuras do desenho animado não são o eterno Corpo perfeito que você é.

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VER-SE NO OUTRO É CONHECER A VERDADE


VER-SE
NO OUTRO É CONHECER
A VERDADE
Dárcio
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A Vida é a Unidade em expressão, e este Fato eterno jamais é visto pela mente ilusória. A mente humana é uma noção hipnótica sem fundamento: tudo que ela aparenta captar é ilusão! A Mente real é única,  é Deus, e é a Realidade aqui presente; e nesta dimensão verdadeira, “somos todos membros uns dos outros”, como diz a Bíblia.

Ser um é ser a Verdade; e, ser a Verdade significa cada um “se ver no outro”, seja este outro quem quer que seja. Entretanto, esta visão de que “eu e o outro somos um” jamais leva em conta “seres humanos nas aparências”, uma vez que o Eu ÚNICO jamais inclui a ilusão de materialidade. Um suposto ser humano enxergando outro, é uma miragem única com “observador” e “observado”. É como se num sonho, alguém visse outros, enquanto a falsidade seria o sonho, e não um a um os componentes isolados participantes dele. Cristo disse: “Eu venci o mundo”; desse modo, para nos vermos no outro, devemos nos ver, primeiramente, “em Deus”, reconhecendo a Verdade de que “Deus é Tudo”. E então, com “o mundo vencido”, naturalmente veremos todos os seres iluminados com a mesma Luz que somos; saberemos que esta Luz, em todos, é Deus em todos, e que, mesmo Se manifestando  como Tudo e como Todos, é a Luz única que cada um de nós é!

O discernimento de que o Universo é Luz equivale a “vencer o mundo”, isto é, “este mundo” é vencido por deixar de ser traduzido erroneamente como material e tridimensional,  e entendido corretamente  como sendo unicamente o Reino de Deus. Todo o estudo da Verdade está diretamente ligado à “visão correta” daquilo que É! Enquanto isso não for discernido, as pessoas continuarão a crer na dualidade, ver “o outro” como “outro”, ver a si como ser humano,  dotado de mente pessoal, enfim, continuarão na “ilusão”.  Por esse motivo é que as revelações devem ser contempladas e entendidas como Verdade do Agora. É agora que a Luz de Deus é o Universo inteiro, é agora que nós somos todos seres individuais formados pela Luz única, que é Deus, e, é agora que esta Luz, que brilha em nós, é a mesma que brilha em todos os chamados”outros”. Sem os julgamentos ilusórios pelas aparências, VOCÊ VERÁ EM TODOS A SUA PRÓPRIA LUZ, E, NESTA VISÃO CORRETA, A VERDADE ESTARÁ CONHECIDA! E PRATICADA!

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Deus, Sem Esforço, é Você


DEUS,
SEM ESFORÇO,
É VOCÊ
Dárcio
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A ação livre, amorosa e sem esforço de Deus culmina no Fato de você estar vivo! Isto porque Deus é Vida onipresente, fluindo pacifica e permanentemente como “você”. Portanto, meditar para “conscientizar” um Fato dessa natureza empregando esforços mentais seria “agir separadamente” desta Oniação da Realidade! Em outras palavras, seria um suposto “ego” querendo se passar por você.

Deus, sem esforço, é você! Assim, como Deus, sendo você, é ação sem esforço desta unidade perfeita, a qualquer momento “você” já é testemunha imediata deste Fato eterno! Portanto, ao meditar, parta da aceitação simples e sem esforço de que Deus é TUDO! E então, contemple-Se na sua condição permanente de SER a pura emanação do Verbo divino, assim como um raio de sol se contemplaria para constatar sua natureza como “expressão do Sol” com o qual ele é um. O raio não faria esforço algum, uma vez que ele “é” porque o Sol “é”. Analogamente, você não fará esforço algum, uma vez que DEUS É, e, por isso, VOCÊ É! Em virtude dessa Oniação sem esforço,  você dirá, com total espontaneidade: “Eu Sou”. DEUS, SEM ESFORÇO, É VOCÊ; VOCÊ, SEM ESFORÇO, É DEUS!

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A Consciência é Inseparável -3

A
CONSCIÊNCIA
É INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE III
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Inerentemente, nós sabemos que a morte é desnecessária. Ninguém realmente deseja aceitar a morte. Entretanto, aparentemente, a maioria insiste em acreditar na falsidade chamada nascimento. Não podemos ficar com um sem o outro. Se o homem é – ou pudesse ser – criado ou nascido, necessariamente ele teria que morrer. Algo que tem começo deve ter também fim. Mas, um homem criado – nascido – é tão fraudulento quanto um Deus do qual se diz ser um criador.

É este homem – supostamente criado ou nascido – que aparenta ver, ouvir e experienciar como se ele existisse como uma identidade separada. É também este homem simulado que aparenta ver e experienciar separação e divisão entre tudo e entre todos. Para ele, tudo na forma parece ser moldado em pequenos ou grandes blocos sólidos ou materiais. Este mesmo iludido e ilusório homem nascido imagina que ele é limitado, restrito e imensurável em termos de tempo e espaço. Ele é temeroso, incrédulo, confuso, e perturbado por todas as ilusões de problema, doença, carência, idade etc., que indubitavelmente acompanham a ilusão de ter sido criado ou de ter nascido. Mas, talvez o aspecto mais irremediável de toda essa ilusão, é que ele tem a certeza de que deverá morrer. Por quê? Porque  tem certeza de que nasceu. NÃO HÁ, NÃO PODE HAVER, DEUS ALGUM EM ALGO TÃO INAUSPICIOSO E TÃO TRAGICAMENTE ENGANOSO QUANTO ESTE SUPOSTO HOMEM NASCIDO. Assim, esse tipo de homem é inteiramente um mito. Passemos a analisar a ilusão um pouco mais, a fim de podermos acabar com ela para sempre.

Tudo que aparenta estar manifesto em e como este ilusório mundo simulado da materialidade, é temporal. Sendo temporal, este homem é necessariamente limitado de várias maneiras. Ele não é a Mente consciente; logo, não pode ter consciência alguma do que ele é, nem tampouco  pode ele conhecer realmente alguma coisa. Sendo completamente um homem hipotético, tudo que ele pode fazer é levantar hipóteses. Ele pode aparentar supor que conheça algo, que está vivo, que está consciente, que ama, ou que está apaixonado. Ele também pode igualmente supor que está doente, idoso, infeliz, e que deve morrer. Ele pode supor que existam opostos, tais como bom e mau, alegria e tristeza, paz e conflito, amor e ódio, etc. Ele pode supor que existe Deus e homem.

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"Renovação do Entendimento"

“RENOVAÇÃO
DO ENTENDIMENTO”
Dárcio
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Quando o apóstolo Paulo nos diz: “Renovai-vos pela renovação de vosso entendimento”, explica que a REALIDADE existe, e que, um correto entendimento dela é o conhecimento da Verdade. Não se trata de alguém entrar em “processo evolutivo”, mas sim em “despertar”, discernir aquilo que É, constatar a presença única do Universo de Deus e do homem à Sua imagem e semelhança.

Para quem desconhece a natureza das pedras preciosas, elas lhe parecerão pedras comuns e sem valor; porém, diante de alguém com “entendimento”, elas de imediato serão reconhecidas como preciosas e de altíssimo valor! O “entendimento” faz com que nos olhemos, e também ao próximo, não mais segundo as aparências de imperfeição e mortalidade que iludem aqueles de visão incorreta: ele nos faz ver AQUILO QUE JÁ É, nos faz discernir AQUILO QUE JÁ SOMOS! No lugar em que a humanidade via uma adúltera, e que, segundo aquela visão, mereceria a morte por apedrejamento, Jesus via, com o seu ENTENDIMENTO, um ser perfeito, imaculado, à  imagem e semelhança de Deus. Sabia que a crença retida na mente humana coletiva não era a realidade ali presente!

O estudo da Verdade é o treinamento diário para que nosso “entendimento” seja o de Deus e não o dos homens! Enquanto nos servirmos do “entendimento” da ilusão, estaremos endossando a mentira; mas, quando o mundo inteiro estiver acreditando em imperfeições, em mortalidade ou em mutabilidade, se estivermos reconhecendo a PRESENÇA ÚNICA DE DEUS, nosso “entendimento” terá sido RENOVADO!

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A Consciência É Inseparável -2

A
CONSCIÊNCIA É
INSEPARÁVEL
Marie S. Watts
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PARTE II
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Quem aparenta ser vítima desta fraude universal? O suposto homem nascido, que não passa de uma simulação da Mente viva, consciente e eterna, que o Homem realmente é,  o Homem Crístico. Um homem nascido não é Substância, não é Inteligência, não é Consciência, Vida nem Amor. Assim, não existe nenhum homem nascido consciente, amoroso, vivo ou inteligente. Um homem supostamente nascido, constituído de ilusão, somente pode ver, ouvir, tocar, provar, cheirar ou experienciar suas próprias ilusões. Mas este homem, supostamente nascido, não é VOCÊ. Ele não é o “Eu” que você é. Ele não é o “Eu” que EU SOU. Assim, de fato ele é nada. Contudo, por ele aparentar ser tão real, devemos elucidar inclusive as suas pretensões.

Amado, gostaria que soubesse que não é nada fácil dizer o que precisa ser dito agora. Sei plenamente quão irrealísticas – até mesmo ridículas – muitas das declarações que virão a seguir parecerão ser. Sei também que quando eu estiver falando do “homem cujo fôlego está em suas narinas”, eu aparentarei ser dualística, porque este pseudo tipo de homem é a própria base da dualidade. Entretanto, você saberá que não existe tal homem; assim, a exposição geral e o emprego desse homem simulado realmente nada mais é, senão o prelúdio da gloriosa percepção plena do Homem Crístico imutável, perfeito e eterno, que genuinamente você é. Este Homem Crístico nada sabe de dualidade nem de coisa alguma de suas fraudulentas pretensões. Você saberá que não existem “dois” de você, um simulado e outro verdadeiro: você é sempre “um”, e não existe um segundo “você”.

Passemos a dizer o que deve ser dito: O NASCIMENTO É UMA FARSA COMPLETA. Não existe nenhum nascimento, nenhum homem nascido, e ninguém que tenha, de si mesmo, consciência de ter nascido. Não há mente alguma que saiba algo sobre um nascimento. Não há ninguém que saiba algo sobre um corpo nascido. Um corpo nascido não passa de uma aparência simulada, que tem origem na miragem miásmica universal que não é substância, vida nem atividade.

“Criação” é uma palavra que poderia muito bem ser riscada de nosso vocabulário, Não existe criação nenhuma, porque não existe criador nenhum. Como Tudo eternamente é, que objetivo seria cumprido por um criador ou criação? NENHUM! Qualquer nascimento aparente provém da ilusão universal de que existe um criador, e, desse modo, uma criação. Se quisermos ficar completamente livres do chamado “último inimigo” – a ilusão final – deveremos estar conscientes do fato de que a palavra “criação” implica algo que simplesmente é falso, e completamente fraudulento.

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