O CORPO QUE REALMENTE EXISTE

O CORPO
QUE REALMENTE
EXISTE
Marie S. Watts
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A Substância na Forma, que eternamente existe como cada Corpo, é perene, constante, imutável. Esta Substância real na Forma, que existe como cada Corpo, obrigatoriamente precisa estar existindo, caso contrário, não poderia haver uma aparência de “corpo nascido”. Unicamente por existir o Corpo eterno e imutável é que o “corpo nascido” tem oportunidade de surgir em cena. Esta aparência, de “corpo nascido”, é mero conceito equivocado do Corpo eterno, que sempre existiu e sempre existirá.
Somente um falso conceito, ou aparência de corpo, poderia se mostrar estando ou ficando imperfeito, mudado, envelhecido, em decomposição ou morto. O verdadeiro e ÚNICO Corpo desconhece completamente todas estas falsidades. O Corpo real e ÚNICO  jamais pode desaparecer, uma vez que JAMAIS ELE APARECEU AOS OLHOS DO SUPOSTO HOMEM NASCIDO. O Corpo real, eterno, permanece completo, perfeito, inatingível e imune às aparentes interpretações errôneas feitas sobre Ele. Algo inexistente não admitiria que se fizesse uma concepção equivocada a seu respeito. Estamos dizendo o seguinte: o Corpo imutável, perfeito, eterno,  necessariamente tem de estar existindo antes que, aparentemente, alguma falsa concepção ou representação a seu respeito possa surgir.
Jamais algo pode ser acrescentado ou subtraído deste Corpo eterno que é. O conceito falso, relativo ao Corpo, pode parecer estar totalmente em mutação; porém, jamais a mudança aparente atinge o Corpo imutável, constante e eterno. As alterações, obstruções, distorções, etc., são capazes de se tornar aparentes apenas neste corpo que parece existir, mas  não existe.
Cada aspecto, que compreende o Corpo eterno, é tão eterno quanto o próprio Corpo. Cada aspecto do ÚNICO Corpo aqui manifestado, seus cabelos, dentes, pulmões, tudo está igualmente presente, conservando-se imutável e eterno, assim como o Corpo em Si é eterno, sem nascimento, transformação e morte.
Reconheça que não possuímos dois corpos: um Corpo eterno, e um segundo, temporário. EXISTE SÓ UM CORPO! E, este CORPO ÚNICO é o Corpo eterno e imutável, presente exatamente aqui, exatamente agora. Este Corpo eterno é substancial: perdura para sempre, existindo eternamente. Consiste da imperecível Substância indestrutível, que é Consciência, Vida, Inteligência, Amor.
Este conceito falso referente ao corpo não é Substância. Não pode durar para sempre justamente por não existir como Substância, Forma ou Atividade. Sua substância, forma e atividade aparentes somente podem dar a impressão de existir por haver, de fato, a real e ÚNICA Substância eterna na Forma— o Corpo que realmente existe. Além disso, o conceito falso, chamado “corpo temporário nascido”, não passa de nossa visão também ilusória e temporária de encarar o corpo. Entretanto, não importa quão enganador possa ser o  quadro temporário do Corpo: nenhuma visão falsa pode fazer do Corpo eterno um corpo temporário.
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O CORPO

O
C O R P O
Marie S. Watts


Onde está este Corpo feito de Mente Consciente viva? Ele está exatamente onde um corpo criado parece estar. De fato, ele não parece estar visível. Por quê? Porque uma miragem fraudulenta parece anulá-lo. Uma névoa, um conceito enganoso de corpo, parece encobri-lo, tirando-o de vista. Mas, não importa. O CORPO PODE SER VISTO, E É VISTO PELO OLHO QUE É SIMPLES. Pode ser visto pela Visão inseparável e indivisível, que é Espírito, Consciência. Talvez você pergunte: “Como saber se este Corpo existe mesmo? Se não consigo vê-lo?” Suponha que não sejamos iluminados. Suponha que ainda não consigamos ver com o Olho Simples. Há algum jeito de saber que o Corpo perfeito e eterno existe, aqui e agora, como este Corpo atual?” Sim, de fato há como nos assegurarmos de que este Corpo perfeito e eterno existe, e este modo de “conhecer” é literalmente pleno de poder. Vejamos de que modo este Corpo pode ser evidenciado em sua glória total.

Façamos uma descida momentânea, para podermos nos erguer depois às sempre crescentes alturas da percepção espiritual. Sabemos que existe algo exatamente no lugar desta aparência que percebemos como corpo sólido. Sabemos que isto, exatamente aqui, não é nenhum vazio. Sabemos que há Vida aqui, pois existe atividade. Vida é atividade; e sem Vida, não poderia haver atividade alguma. Assim, sem dúvida alguma, existe Vida exatamente onde este falso invólucro parece estar presente.

E a Vida, para cumprir seu propósito de ser Vida, precisa estar viva; e, precisa estar viva como Vida de uma Substância viva. Sabemos que estamos conscientes, e que estamos conscientes de estar exatamente onde a Vida está viva. Assim, estamos conscientes de estar exatamente onde a Vida que somos Se evidencia como atividade. Consciência é inseparável da Vida. Consciência é Substância. A Substância viva, que está viva exatamente aqui e agora, é este Corpo glorioso que parece estar anulado neste momento.

Sabemos que a Vida, ou a Consciência, não poderia jamais ter entrado ou nascido neste Corpo, pois Ele consiste de Consciência viva. Outro nome para a Consciência é Alma. A Alma, sendo a Substância deste Corpo, não poderia adentrar à Substância que ele é, nem poderia ser separada da Substância que ele é. Vida, Consciência, Mente, Inteligência, Amor, são uma Unidade Inteira inseparável. Assim, sabemos que este Corpo é compreendido de Mente, ou Inteligência, e Amor, além de consistir de Consciência viva. O Corpo do Universo, não circunscrito, consiste de Vida, Mente, Consciência, Amor. O Corpo universal é o Corpo específico, e o Corpo específico é o Corpo universal.

Como sabemos, estamos vivos, conscientes, inteligentes e amorosos, exatamente aqui, como a própria Substância na Forma que é este Corpo e sua única atividade. Pode a Vida ser vista pela chamada visão humana? Pode o olho do “homem cujo fôlego está em suas narinas” ver a Mente, a Inteligência ou o Amor? A Consciência é visível aos olhos que parecem enxergar apenas matéria? NÃO! Em vista disso, a Substância deste Corpo, que é compreendido de Consciência inteligente, viva e amorosa, é invisível ao conceito humano de visão. Porém, sabemos que a Mente consciente, amorosa e viva, existe exatamente aqui, por sermos conscientes de estarmos vivos, conscientes, inteligentes e amorosos. DO EXPOSTO, PODEMOS PERCEBER QUE A SUBSTÂNCIA NA FORMA, APARENTEMENTE INVISÍVEL, É O CORPO, ENQUANTO A SUBSTÂNCIA NA FORMA, APARENTEMENTE VISÍVEL, NÃO É O CORPO. Não passa de simples aparência miásmica, que parece anular o Corpo que realmente existe. Este conceito equivocado de corpo é que parece cegar-nos para não percebermos o Corpo que realmente está presente. Uma vez transcendido inteiramente este falso conceito de corpo, o Corpo real, que parecia invisível, será visto claramente. Por quê? Porque a visão que vê este Corpo eterno é exatamente a mesma Essência que compreende este Corpo. Ela é Espírito, ou Consciência, percebendo a Si mesma como Sua própria Substância na Forma. Este é o significado de se ver com o “olho simples”. E, como diz a Bíblia, esta Visão espiritual é que revela todo o Corpo  pleno de Luz. Lógico, ele é “pleno de Luz” por se constituir de Luz. Esta Luz é a sua Consciência iluminada. Este Corpo de Luz é compreendido da Consciência amorosa, inteligente, viva, que realmente você é.

Como temos dito, a Substância deste Corpo é invisível ao suposto homem, que parece ver materialmente. Porém, esta Substância aparentemente invisível é Poder. ELA É PODER POR SER A PRESENÇA DA ONIPOTÊNCIA. ELA É O ÚNICO PODER, POR SER A ÚNICA PRESENÇA. SOMENTE AQUILO QUE ESTÁ PRESENTE PODE SER PODER. Jamais é o que se mostra como visível que é poder. Pelo contrário, sempre é o que parece ser invisível que é Poder. E esta Presença, aparentemente invisível, é também indivisível. Não está restrita e confinada interiormente à linha que delineia o Corpo. Podemos dizer que ela é Presente internamente, sem, contudo, deixar de ser uma Presença TODO-ABRANGENTE.

A Presença indivisível, invisível, que está “dentro” e em toda-parte, é o Poder que perdura sempre perfeito como este Corpo que está exatamente aqui. Esta Presença invisível é que mantém e sustém  esta imutável Substância na Forma, e o faz eternamente. Esta Presença invisível e onipotente é que está sempre inteligentemente ativa, governando a Substância que Ela é, em perfeita ordem e harmonia.

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ILUMINAÇÃO:DESCOBERTA OU CONQUISTA?

ILUMINAÇÃO:
DESCOBERTA OU CONQUISTA?
DÁRCIO
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O acreditar coletivo neste “mundo de aparências” faz a maioria acreditar ser alguém destinado a “receber a iluminação espiritual” em algum momento de sua vida. A Bíblia registra a passagem em que duvidaram de Jesus, por ter ele dito que conhecia Abraão, pois, a presença eterna de Deus, que Jesus via em si e em todos, sequer era cogitada!

Em certa época, quando a Seicho-no-ie programava uma oração coletiva, o local escolhido foi um local montanhoso do Japão. Vendo o seu fundador, Masaharu Taniguchi, se mostrando com aparência frágil e debilitada pela idade, os organizadores foram ter com ele e lhe disseram: “O senhor não tem necessidade de ir conosco, subir por aqueles caminhos todos íngremes, uma vez que daqui mesmo poderá participar igualmente da nossa oração!” A resposta que obtiveram foi a seguinte: “Os senhores estão me dizendo isso porque não estão me vendo!”

No capítulo “Juryo”, do Sutra de Lotus, Sakyamuni declara ter alcançado a iluminação em “passado remoto”, e não numa suposta “existência presente” em que, após ter renunciado à vida palacial e ao mundo, teria atingido a suprema iluminação aos trinta anos, na cidade de Gaya e meditando sob a árvore bodhi. Sua declaração é a Verdade absoluta de que “todos somos iluminados desde sempre”, e não a partir de algum suposto “instante” da transitoriedade fenomênica.   O desaparecimento da “ilusão” não faz alguém alcançar a iluminação, que sempre É, enquanto a “ilusão” nada é! Até então, o próprio Sakiamuni pregava uma “iluminação” obtida no tempo; porém, acabou por refutar suas próprias palavras, proclamando, de fato,  a Verdade: “Já se passaram infindáveis centenas de milhares de naiutas de kalpas desde que na realidade atingi o estado de Buda”. Ao refutar suas palavras anteriores, estava, na verdade, negando por completo a existência do mundo fenomênico! Não existe mundo material! Não existe ser material buscando iluminação! Tudo isso é “ilusão”. Este é o sentido real da refutação de tudo que até então vinha sendo dualisticamente pregado.


E VOCÊ? Está realmente se vendo? Está realmente vendo os demais com quem convive? Está iluminado agora? Ou vive à espera de “alcançar a iluminação”? Faça a si mesmo estas questões; depois, meditando, perceba o fluir espontâneo das respostas dentro de sua própria Consciência.

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-4 (FINAL)

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE IV – FINAL

Há tempos eu escrevi, e aqui postei, uma parábola intitulada “O sol e o bloco de gelo”. Também com ela procurei mostrar que não será a mente humana quem resolverá os ilusórios problemas de sua criação. Assim como um bloco de gelo, que se mostra sólido e pesado, desaparece naturalmente diante da exposição ao sol, sendo derretido e evaporado, também as aparências de problemas se dissolvem quando expostos ao “Sol” de nossa Consciência iluminada. No caso, durante as meditações, faríamos dos problemas o nosso “bloco de gelo”, para, em seguida, deixá-lo sob a ação do Cristo que somos, sem tentar resolvê-los forçando a mente. O objetivo desta ilustração é exatamente o mesmo contido naquela da “camisa suja” a ser posta na lavadora de roupa.

Precisamos captar com precisão os detalhes apresentados pelas analogias, pois, dessa forma, a aplicação dos princípios espirituais será sem erros. A base ou ponto de partida  é sempre a Verdade absoluta: DEUS É TUDO! A partir disso, as ilustrações se tornam valiosos instrumentos, por nos facilitarem a percepção da perfeição presente, que é costumeiramente desafiada pelas aparências de imperfeição. Estas, apesar de sempre ausentes, se apresentam como realidades! Se não partirmos disso, incorreremos no erro de pretender melhorar, curar ou modificar o que é ILUSÃO, ou seja, lidar com algo que não existe!

Muitas vezes a ilustração do “lápis dentro do copo com água” é encontrada na literatura espiritual. Ela é uma das melhores, por nos deixar conscientes de que “fato é fato” e  “aparência é aparência”. Coloque um lápis perfeito em um copo com água e observe-o pelo lado de fora, ao nível do líquido: o lápis terá a aparência de estar torto e também quebrado em duas partes! Que nos permite tirar, desta ilustração? Que o lápis continua inteiro e perfeito, mesmo enquanto a sua “aparência” estiver sendo a de um lápis imperfeito. As ilustrações têm este propósito: com elas, o intelecto iludido por “aparências sem fatos correspondentes” se vê obrigado a ceder aos fatos espirituais subjacentes. Todas as aparências insinuam a presença da Verdade subjacente a elas, assim como a sombra dos objetos insinua a existência real deles. Para a “ilusão de lápis quebrado” ser notada como “aparência”, é imprescindível que exista o “lápis perfeito” no cenário. É aqui que a ilustração mostra o seu valor, isto é, se você, ciente de que DEUS É TUDO, estiver diante de qualquer “aparência de imperfeição”, e traduzi-la como “perfeição já presente”, sem pretender curar, melhorar ou mudar nada, como não o faria diante do “lápis quebrado”, estará aplicando corretamente a Verdade na prática. Assim, o que  seria meramente  uma “aparência falsa do lápis”, uma ILUSÃO, não lhe tomaria tempo algum! O tempo todo a ser-lhe requerido seria exclusivamente para que você reconhecesse convictamente o fato verdadeiro, e seria, portanto, o tempo que você sentisse ser o necessário para “soltar a ilusão”. Por isso, a prática da Verdade exige dedicação e muita contemplação. Se a pessoa apenas ler e aceitar mentalmente as parábolas, alegorias e ilustrações,  sem se dedicar à “soltura da ilusão” pelo reconhecimento da Verdade que elas apontam, sentindo e se convencendo internamente de que a  Perfeição é Onipresente, apesar das  inúmeras aparências em contrário que a suposta mente humana capta, ficará somente “na letra” e sem o “espírito da Verdade que a vivifica”. Por isso Jesus disse: “Trabalhai pela comida que não perece”!

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-3

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE III
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Uma interessante ilustração é empregada pela Seicho-no-ie, para explicar o processo da cura espiritual genuína. O problema, seja ele qual for, é comparado à camisa suja de alguém, enquanto sua limpeza, por meio de uma lavadora automática, é comparada à dinâmica da oração. O passo inicial seria, portanto, chegar-se ao outro com esta camisa suja (problema), imbuído de “coração de misericórdia”, e dizer-lhe: “Vamos lavar esta camisa”, recolhendo-a para junto de si. Nesta fase inicial da oração, a pessoa que ora, sente em si o sofrimento e a tristeza do outro como se fossem suas. Mas este passo é de curta duração, para evitar que a “sujeira” se infiltre em quem  faz a oração. O passo imediato seguinte, portanto, é colocar a camisa na máquina de lavar e ligar o interruptor. Este passo ilustra o “volver-se completamente ao Reino do Absoluto”, onde a perfeição infinita e sempre presente é diretamente contemplada. Nesta contemplação, quem ora, busca “sentir-se” um com o outro e, assim que esta sensação ocorra, verá , com os “olhos espirituais”, a situação toda inundada e vivificada pelo fluxo intenso do Amor divino, quando todos os supostos pecados são apagados e unicamente a perfeição do filho de Deus é reconhecida. Não há esforços mentais! É como se a pessoa recolhesse a camisa suja do outro, colocasse-a na máquina de lavar e ligasse o interruptor. O restante será com Deus! A ação divina corresponderia à ação da corrente elétrica, que correria pela “máquina”, faria com que ela trabalhasse e deixasse a “camisa lavada”. Não caberia, a quem ora, fazer este serviço final, que seria exclusivamente de Deus, ou, no caso da ilustração, exclusivamente da lavadora automática.

Esta ilustração é genial, e deixa bem clara a real posição do  problema, a função daquele que ora ou que recebe a oração, e, especialmente, a posição de Deus, naquilo a que denominamos “cura divina”.

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O MAL NÃO EXISTE

O MAL
NÃO EXISTE
Vivian May Williams
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PERGUNTA:

Como  você pode afirmar que o mal não existe, se o vemos evidenciado em tudo que nos rodeia?
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RESPOSTA:
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Dizer que o mal existe como um poder é negar a Deus como sendo o  poder único. Para que algo pudesse ter poder sobre o homem, ele teria de preceder o homem. O mal não tinha poder ou existência aparente, até que o homem, ele próprio, aceitasse a crença em um poder oposto a Deus. Portanto, o mal não é um poder, sendo meramente uma crença falsa, retida pelo homem  em sua própria imaginação. E uma vez seja o próprio homem o responsável pela falsa crença no mal,  pode ele se  livrar deste suposto poder  simplesmente por se recusar a acreditar nele. Trate o poder do mal tal como você o faria com qualquer outro problema, rejeitando-o como mentira cada vez que ele lhe vier à mente. Se você se recusar a acreditar que o mal tenha um poder além daquele que você lhe atribui , por nele acreditar,  logo se verá livre das várias formas sob as quais  o suposto “poder maligno” aparenta manifestar-se. Você irá se livrar do medo da doença, da carência, de desarmonias de toda espécie, tais como pecado,  velhice e morte, apenas para citar  algumas das suas assim chamadas evidências. .Para se livrar da base da mentira, chamada  “mal”,  terá que se livrar da preocupação mental que faz com que você viva a  negar e se esforçar para superar algo destituído de qualquer existência. Você não  compreenderá que Deus é o único poder e única presença, enquanto se mantiver acreditando num outro poder que se oponha a Deus. Além disso, você não conseguirá negar a existência do mal simplesmente por afirmar  não acreditar nele. Há tempos que vemos estudantes da Verdade  declarando que “o mal não existe”, mas sem saber o porquê daquilo estar sendo dito. Você próprio terá de compreender a”totalidade de Deus” e a “nulidade do mal”, sozinho e por você mesmo, e não apenas levar em consideração o fato de alguém ter-lhe feito tais afirmações. É o que você realiza  em sua própria consciência que se torna manifesto como suas demonstrações. Pare de acreditar no mal, e sua aparência de existência cessará, pois Deus é TUDO.
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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-2

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE II
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Um aspecto importante das parábolas, alegorias e ilustrações é o seguinte: não criam dependências! Cada um se vê diante de um “despertar  diretamente acessível”, que depende unicamente de si mesmo! Desse modo, é capaz de deixar de lado as falsas crenças de que alguma influência externa possa gerar o seu“despertar”. Há ensinamentos que disseminam a crença de que, se alguém entrar em contato pessoal com um suposto “iluminado”, receberá uma graça! O que Jesus disse aos discípulos foi: “Permanecei na cidade até que DO ALTO sejais revestidos do poder”, ou seja, sabia que o “despertar” decorre de uma atitude sincera de “busca” e da espontânea ação da própria Consciência iluminada que todos somos! Se alguém se aproximar fisicamente de um suposto “mestre iluminado”, e dele achar que “recebeu uma graça”, poderá ser até que a tenha recebido, mas de sua própria Consciência, que pôde Se manifestar devido unicamente à sua expectativa nesse sentido. Se a mesma expectativa fosse criada com a pessoa estando próxima a um cão ou gato, a mesma graça lhe seria concedida! “A tua fé te salvou”, disse Jesus, quando a mulher com fluxo de sangue o tocou e foi curada! Em sua terra, Jesus não curava! Não acreditavam nele e, dessa forma, a ação espiritual em cada um não acontecia! As pessoas precisam ter confiança plena na Verdade: compreender que Deus realmente é onipresente e que unicamente de SI MESMAS terão as revelações e o conhecimento absoluto! Jesus não mandou que alguém ficasse perto dele, a fim de receber “graças”, mas deixou as parábolas, por jamais pretender deixar crenças errôneas na mente das pessoas! Sabia que o “despertar” é uma Autorrevelação! O resto, é folclore! O contato com os ensinamentos, com as palavras da Verdade, pode realmente nos ser de grande valia; mas, acreditar que apenas um “ficar fisicamente” perto de alguém possa exercer qualquer influência nesse sentido é pura ilusão, e até mesmo materialismo! A única Consciência desperta é DEUS! E estamos, você e eu,  não apenas “próximos” a ela, mas sim com ELA PRÓPRIA SENDO O SER QUE SOMOS! Pare de ver mais luz fora de você, deixando, por isso, de contemplar a SUA PRÓPRIA LUZ, a Luz do Eterno que constitui o seu “EU”.

Outra parábola conhecida é a do leão que foi criado junto com cordeiros, acreditando ser um deles. Suas atitudes se mantiveram pacatas e parecidas com as dos cordeiros, até que num certo dia, ele escutou o rugido de um leão. Se para os cordeiros o rugido nada representou, já em seu caso aquilo serviu para que ele percebesse ser um igual! Ruiu a falsa crença de ter ele sido cordeiro por um instante que fosse! Sempre estivera sendo um leão! Assim, sem que nada nele se alterasse, meramente pelo seu ignorar da crença falsa e aceitação do fato verdadeiro, sua real identidade foi “restabelecida”. O Homem é Deus sendo o Cristo! Enquanto um mortal estiver sendo visto e aceito em lugar do Cristo que VOCÊ É, estará sendo um “leão criado em meio a cordeiros”. Por isso o conhecimento da Verdade o liberta! E a parábola explica como se dá esta sua libertação: tão logo você assuma JÁ SER O CRISTO, sem mais se identificar em nada com um ser humano nascido, em evolução, em estudos da Verdade, por se firmar no entendimento de que jamais você foi um ser humano, assim como jamais o leão estivera sendo um cordeiro, a Presença gloriosa de Deus lhe “aparecerá”, por ter sido reconhecida como sendo a SUA Presença. Por isso Jesus disse: “Aquele que me vê a mim, vê o Pai”. Esta Verdade, como todas,  é universal!

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-1

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE I
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Como a Verdade está acima do que o suposto intelecto pode captar, a literatura espiritual se vale de inúmeras parábolas, alegorias ou ilustrações buscando revelar o que já somos em meio ao festival de crenças falsas que nos tentam iludir e mostrar o que nunca fomos. Desse modo, buscando burlar o intelecto iludido, estas ilustrações objetivam unicamente o nosso “despertar”, sem contar com nenhum tipo de mudança no ser perfeito que já somos.

A “Parábola do filho pródigo”, por exemplo, mostra que da parte do seu pai, nunca houve separação. Foi o filho quem quis a “sua parte”, deixar a casa do pai para ir a “terra distante”. Quando ele se decidiu por voltar, o pai correu em sua direção e o acolheu da melhor forma possível! Jesus nos deixou esta parábola para revelar que “não existe Deus que nos tenha destituído de sua glória”, mas que este “ego”, de posse de “sua parte”, ao ser descartado, nos fará ver que “tudo que é do Pai é nosso”, o que depende, portanto, unicamente de nós mesmos!

Deus nunca nos vê “menores” do que Ele próprio, porque a Consciência é infinita e constitui o ser que somos. Todas as crenças humanas de pecado, de separatividade e de julgamentos do ego são pura ilusão! Ou a pessoa acata esta Verdade e se vê como Deus a vê, ou ela simplesmente ficará iludida até “voltar” à casa do pai!

Na alegoria do Éden, exposta no Gênesis, vemos que Deus, tendo criado o homem à Sua imagem e semelhança, ou seja, espiritual e perfeito, colocou-o no “paraíso”, ou seja, em Deus mesmo! Que diz a alegoria? Que Adão comeu o fruto proibido, da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, e foi expulso do paraíso! Mas, de fato, Adão não poderia ser expulso do “paraíso”, a não ser em crença falsa! O “paraíso” é a Onipresença, e, se Adão saísse de Deus, entraria em Deus ao mesmo tempo! Deus ocupa toda a Realidade, ou seja, a alegoria explica que Adão entrou somente numa “ilusão” de separatividade de Deus, por deixar de ver a perfeição em si mesmo e em toda parte, por se deixar prender ao julgamento pelas “aparências”, segundo as crenças no bem e no mal. Como “ilusão” não gera fato nem tampouco constitui um fato, mesmo se achando “expulso”, a realidade é que jamais Adão esteve fora do paraíso! E nem poderia fazê-lo, uma vez que sua Vida é Deus. Esta alegoria explica que você, assim como é agora, é a “Emanação de Deus”; se parar de se julgar pelos pares de opostos, deixando de ver bem e mal em si mesmo, bem como na totalidade do que constitui o Universo, estará deixando a “ilusão” de lado, para conscientemente experienciar a Verdade que sempre foi, é e será, ou seja, a sua imutável natureza divina em unidade eterna com Deus.

Continua…>

MAIS DO QUE COM ATITUDES HUMANAS

MAIS DO QUE
COM ATITUDES HUMANAS
DÁRCIO
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O nosso dia-a-dia não é coisa definida, mas uma projeção do que aceitamos mentalmente mais as influências do inconsciente ou crença coletiva com que deixamos nos sugestionar. Cada contemplação da Verdade que fazemos, tem como efeito que a luz divina seja derramada na suposta mente humana, e esta influência purificadora é a ação que faz o mundo das aparências se nos apresentar com os “bens vindos de acréscimo”. Portanto, é imprescindível, como disse Jesus, que “o Reino de Deus seja buscado em primeiro lugar”. Há pessoas que vão primeiro ao mundo, se dizendo cheias de coisas para resolver, e que irão meditar quando se sentirem aliviadas destas pressões e ocupações! Isto, no caso de alguém que estuda a Verdade,  seria “o rabo abanar o cachorro”, pois, quem primeiro confia em atitudes humanas de resolução das coisas é materialista! Os materialistas não sabem que o mundo e seus problemas são uma ILUSÃO! E partem diretamente rumo a ele, sempre preocupados e ansiosos! Já aquele que estuda a Verdade deve atender à recomendação iluminada de Jesus, procurando antes de tudo a serenidade mental, a contemplação da Verdade e a admissão consciente de que DEUS É TUDO e que a harmonia é onipresente,  sendo Deus, portanto, a MENTE ÚNICA em atividade como a  Mente dele e como a Mente de todos.

Somente após este tipo de conscientização deveremos ir ao mundo, em nossa vida cotidiana;  somente então, tomaremos  atitudes espontâneas e sem “stress”, que nos virão inspiradas em cada situação! Quem assim fizer, verá a diferença em tudo que fizer! A mente atribulada escolhe ruas congestionadas, com semáforos fechados, acha falta de vaga em estacionamentos, chega ao encontro atrasado ou depois que a pessoa procurada “já saiu”, etc, etc, etc. Enquanto o REINO DE DEUS não se tornar prioritário para nós, estaremos nos sujeitando às leis do mundo! Quanto mais a pessoa reconhecer a inexistência da matéria e a perfeição da natureza real do Universo, que é espiritual e sempre harmoniosa, menos “atitudes do ego” terá que tomar, e mais a sua vida transcorrerá pela Graça, e não mais “pelo suor do rosto”.

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DO INTELECTO AO DISCERNIMENTO

DO INTELECTO AO
DISCERNIMENTO
Vivian May Willams
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Pergunta:
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Eu entendo, intelectualmente, que eu sou já agora um ser espiritual no paraíso (um estado perfeito da mente); porém, eu não aparento torná-lo prático. Como posso tornar esta Verdade mais prática em meu dia-a-dia?

Resposta:
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A dificuldade em avançar da crença intelectual em sua natureza espiritual para a realização da verdade de sua existência é comum entre quem estuda a Verdade. Como você, provavelmente, passou a vida toda aceitando que a matéria é realidade, terá, a partir de agora, de fazer uma mudança em seu modo de pensar. Em vez de encarar o Universo como uma manifestação externa a você, e a sua vida humana como um tipo de passagem através do tempo rumo à eternidade, você terá de paralisar todo esse modo de pensar e achar a eternidade já no aqui e no agora. E você terá de saber que o Universo espiritual em si, é o homem espiritual, ou a Consciência real de Deus. Se você identificar-se com a Cristo-consciência, seu real Ser espiritual, logo passará a conhecer que o Amor divino (entendimento) é o único Ego, Vida e Mente que você possui. Nada pode separá-lo desta consciência harmoniosa ilimitada, a não ser sua adesão à crença de que é um ser humano e material. Se Deus é o infinito “EU SOU”, a única individualidade, conclui-se que o “eu humano” não existe. Você precisará resistir e dominar toda crença em homem material e em mundo material. Com paciência, persistência e fé, esta crença humana irá diminuir, com o seu lugar se mostrando estar preenchido com a consciência do Pai-Mãe-Deus, que seu ser real reflete e exprime.
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A NATUREZA DA VERDADE

A NATUREZA DA
VERDADE
Joel S. Goldsmith
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Espiritualmente, somos igualmente herdeiros de Deus, filhos de Deus – herdeiros, co-herdeiros. Humanamente, Deus nem mesmo nos conhece. Não somos sequer conhecidos por Deus humanamente. Se Deus conhecesse seres humanos, todos seriam perfeitos. Se Deus conhecesse seres humanos, todos haveriam de ser saudáveis, prósperos e sábios. Se Deus conhecesse seres humanos, jamais um deles morreria. Deus não conhece seres humanos – não conhece humano algum, porque os humanos seguiram o caminho da carne. Para sermos conhecidos de Deus nós devemos ser filhos de Deus, herdeiros de Deus; e, para sermos filhos de Deus ou herdeiros de Deus, precisamos fazer algo. Como vínhamos aceitando esta criação dualista, esta crença no bem e no mal, esta egoidade apartada de Deus, esta imagem de nós mesmos, e que não constitui o ser que somos – aceitando, entretanto, tudo isso até agora, teremos de fazer alguma coisa. E a missão toda de Cristo Jesus – sua missão integral – foi nos mostrar o que nos caberá fazer para nos tornarmos filhos de Deus novamente – sermos restabelecidos no reino de Deus.
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Jesus ensinou-nos aquilo que devemos  e aquilo que não devemos fazer. Apontou-nos que não devemos agir segundo a lei do “olho por olho, dente por dente”. Não devemos retribuir o mal com o mal. Muita coisa nos disse sobre o que não devemos fazer; porém, ele principalmente nos apontou aquilo que devemos fazer: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Sim, logicamente, todo aquele sob a cobertura do céu conhece esta declaração: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Isto se tornou um clichê mundial. Mas, diga isto francamente às pessoas, de homem para homem ou de mulher para mulher, e elas lhe dirão: “Sim, entretanto isto não é nada prático!  Era  correto para Jesus, mas não para nós.” Elas não poderiam estar mais distante da verdade. Não puseram isto em prática, e não puderam testemunhar  a sua praticidade. E isto não apenas é muito prático, mas , para ser franco, constitui a maneira única de nos restabelecermos no reino de Deus.
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O Sermão da Montanha deve se tornar, para nós, um conjunto de princípios de vida. Deve ser considerado o padrão de nossa existência, se é que trabalhamos para sair da mortalidade rumo à imortalidade, para deixarmos ser alguém da terra, um homem natural, para, uma vez mais, sermos o Cristo. Há certas coisas que precisam ser feitas. Não devemos estar apreensivos quanto à nossa vida. Esta recomendação elimina todo tipo de oração por você mesmo, não? “Não esteja apreensivo quanto à sua vida”. Tente pôr isso em prática, e constatará quão louco poderá ficar, graças a Jesus e graças a mim. A Jesus, por ter ele  dito isso primeiramente, e,  a mim, por  tê-lo lembrado disso. Observe como é difícil parar de orar por você mesmo, pela sua vida, pelo que irá comer ou beber, ou pelo que irá vestir. E, também, pelo transporte que irá ter, pelo lar que irá possuir, ou pela companhia que irá ter. Pense em varrer todas estas coisas de sua mente, a fim de poder ser filho de Deus, a fim de poder buscar a dimensão divina, o reino de Deus – o Meu reino que não é deste mundo. Você não conseguirá aplicar o Meu reino, a Minha graça, o Meu poder ou a Minha paz em cima “deste mundo”.
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A MENTE ÚNICA APARECE COMO HARMONIA…

A MENTE ÚNICA APARECE COMO
HARMONIA NAS SUPOSTAS MENTES PESSOAIS
DÁRCIO
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Todo suposto conflito entre  pessoas não é, na verdade,  um conflito, mas a crença dualista em atividade ilusória e à espera de ser desmantelada. Não há “outras mentes” ao lado da Mente divina, que é oniativa, ou seja, ativa como a Mente individual de todos nós ao mesmo tempo! Acreditar em mentes pessoais, ou em mentes em diferentes estágios evolutivos, é simplesmente negar a Verdade de que a Mente divina é onipresente.

Em vez de se preocupar com os supostos conflitos humanos, gerados dessa crença falsa em “mentes em oposição”, ocupe-se em reconhecer silenciosamente, e o tempo que lhe for requerido, a Mente única, Deus, harmoniosa e em plena atividade”, tanto em você como em todos os “envolvidos”. Trabalhe internamente! Reconheça a Verdade da Mente única em ação, e “entregue-se” à SUA ATIVIDADE! Assim como você veria a luz de cada raio do Sol como sendo o Sol em ação de UNIDADE, veja cada suposta “pessoa” como sendo a Mente de Deus em ação! Esta contemplação, depois de ser afirmada, deve ser “contemplada” sem esforços! “A Mente divina, em mim, faz as obras!” – pense assim e se solte, deixando a Verdade Se manifestar COMO a SUA Mente e COMO a Mente de todos! Não faça isso apenas mentalmente! Vá além do mental e sinta-se transcendente ao mundo e  seus pensamentos! Aja como se fosse um sonhador contemplando, não mais seu sonho, mas seu quarto de dormir! Mude o foco da atenção! Tire-o do “sonho” e focalize diretamente  a Realidade divina de Luz resplandecente! Faça esse tipo de “tratamento espiritual” repetidamente, até ver a situação visível resolvida!  Repita-o sempre que puder, dentro de sua disponibilidade de tempo! Mas não se preocupe com resultados, e sim com sua permanência nesta Verdade: DEUS É A ÚNICA MENTE EM AÇÃO! PORTANTO, A HARMONIA JÁ É A VERDADE MANIFESTADA!

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“GLORIFICAI A DEUS NO VOSSO CORPO”

“GLORIFICAI
A DEUS NO VOSSO CORPO”
Dárcio
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Segundo a Bíblia, Jesus Cristo apareceu como Luz ao apóstolo Paulo, justificando o aparecimento como meio de torná-lo ministro e testemunha da Verdade. E assim, o próprio Jesus ensinou a Paulo a Verdade, o que podemos constatar pelos seus escritos, que, mesmo adaptados ao povo por várias adequações, buscaram preservar o princípio verdadeiro do ensinamento genuíno. As igrejas se perderam no decorrer das épocas! Sem a base real, de que “o Cristo é tudo em todos”, como disse Paulo (Colos. 3:11), partiram sempre da ILUSÃO, julgando o homem como material e pecador, entulhando-o de culpas e auto-recriminações, colocando sobre ele a “missão impossível” de ser “perfeito como Deus” através de força de vontade,  evolução ou ego-redenção.

De fato, Jesus disse para “sermos perfeitos como nosso Pai celestial é perfeito”. Disse  porque assim ele nos via, com os olhos da Verdade! Jesus sabia que a UNIDADE PERFEITA é a Realidade onipresente, a que denominamos Deus! Desse modo, ele simplesmente esperava de cada seguidor esta “abertura de visão”, através da qual as “trevas da dualidade” ficariam automaticamente dissipadas pela Presença da LUZ INFINITA, por nós aceita, reconhecida e experienciada.

Assim como Jesus nos direcionou ao Pai interior, sem jamais pretender ser visto como “alguém especial”, também Paulo fez a mesma coisa: pregava o Cristo impessoal; seu respeito a Jesus Cristo não era à sua pessoa, mas à Verdade que Jesus representa para a humanidade, Verdade que Paulo discerniu ser Deus em todos. Em vista disso,   pregou este “Deus em nós” como foco de nossa atenção, e não o próprio Jesus, como  fazem as igrejas dos “apagados” até hoje em dia! “Glorificai a Deus no VOSSO corpo no VOSSO espírito, os quais pertencem a Deus”, disse nitidamente Paulo (I Cor. 6: 20). Por que assim nos disse? Por ter aprendido com Jesus e não com “pregadores terrenos”. Certa vez uma pessoa me disse: “Só a “sua metafísica” encara o Evangelho dessa forma; todas as demais igrejas ensinam que somos salvos por Jesus Cristo”. Eu abri a Bíblia, mostrei-lhe esta frase, “Glorificai a Deus em VOSSO corpo e em VOSSO espírito”, e disse a ela: “Isto é metafísica ou é o Evangelho?” A resposta que obtive foi a seguinte: “Ah, eu não vou discutir religião!”

O povo foi saturado de falsas crendices religiosas; assim, as Verdades reveladas, de tão deturpadas e manipuladas que foram, ficaram despercebidas pela maioria! “Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e em verdade”, disse Jesus! Logo, os demais são falsos adoradores! Jamais Jesus puxou atenção para si mesmo! “É que para nós, Jesus e o Pai são o mesmo”, também já me disseram. Que resposta eu dei? Respondi fazendo outra pergunta: “Se Jesus e o Pai são o mesmo, por que Jesus disse que “somente o Pai sabia, e não era dado ao filho saber quando iriam ocorrer as coisas que ele estava profetizando?” E não obtive resposta nenhuma!

Todos somos o mesmo Deus, pois, Deus é Tudo! Jesus não é Deus, uma vez que Deus é o próprio Deus, tanto nele como em todos! Por isso Jesus orava, adorava o Pai e nos ensinava a fazer o mesmo! Jesus e Paulo ensinaram a mesma coisa: a meta é Deus em NÓS! Qualquer desvio para o exterior, seja em direção a Buda, a Jesus, ou a qualquer “outro”, será a negação da Verdade pregada por todo aquele que a conheceu!

Que significa “glorificar a Deus em nosso corpo e em nosso espírito”? Significa perceber que Deus é nosso Espírito e que o nosso Corpo é o Templo de Deus, tudo iluminado, divino, imaculado, espiritual e perfeito, aqui e agora! Se você estiver vendo em você “matéria”, e não Deus, estará “glorificando a ILUSÃO”. Não existe matéria, e não existe nada, senão Deus, sendo o ser que todos somos! Quanto mais assim nos considerarmos, menos ILUSÃO acobertaremos! A Verdade é infinita! Busque-A em VOCÊ! Não aceite algo dessemelhante da Verdade fazendo parte do seu EU! Permaneça na UNIDADE e repudie com vontade as crenças dualistas, religiosas ou não! DEUS É TUDO! Glorifique-O em VOCÊ! Não cometa o disparate mental de achar que este Deus, em VOCÊ, é “menos Deus” do que em alguém mais! “Dei-lhes a glória para serem UM – perfeitos em UNIDADE” (João 17:22). Grave bem esta recomendação taxativa de Paulo: “Glorificai a Deus no VOSSO corpo e no VOSSO espírito, os quais pertencem a Deus!” Por que é dito que pertencem a VOCÊ e, também, que pertencem a DEUS? Claro, VOCÊ JÁ SABE A RESPOSTA!

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"LEVANTARÁS O TEU ROSTO A DEUS…"

“LEVANTARÁS
O TEU ROSTO A DEUS…”
Dárcio
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A milenar Verdade revelada liberta o homem de seus pretensos problemas, concedendo-lhe a vida plena que lhe é destinada por Deus desde o princípio. Infelizmente, a maioria ainda conta apenas com seus “recursinhos visíveis”, bens visíveis, amizades visíveis, etc., alheia à Fonte infinita de plenitude e abundância que, apesar de invisível, já está presente em si mesma!.

“Levantarás o teu rosto a Deus e a Luz brilhará em teus caminhos.” (Jó 22:26,28). Isto significa que, se deixarmos de esperar as coisas de pessoas e fatos do mundo, erguendo a Deus o nosso rosto, a Luz que somos nos será revelada em nós mesmos! E, irradiando esta Luz, Ela nos porá em sintonia com o Universo infinito da Realidade! A Luz irradiada é como um anzol com isca lançado ao rio: atrairá os “peixes” que ilusoriamente esperávamos obter com a ridícula, finita, ilusória e convencida mente humana.


“Levantar o TEU ROSTO a Deus”, em linguagem absoluta, é VOCÊ discernir a Presença de Deus sendo o seu próprio ser. Sendo Deus a Luz que constitui sua real e única identidade, a citação, em suma, diz que esta Luz “brilhará em teus caminhos”. Abra mão da dualidade! Vá diretamente à SUA Consciência, que é Deus sendo VOCÊ! Dessa forma, realmente, você estará “levantando o TEU ROSTO a Deus”. Deus é Homem são um! Deus é Espírito; o Homem é Espírito! O rosto de Deus, portanto, é o rosto do Homem!

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POSTURAS DIANTE DA VERDADE

POSTURAS
DIANTE DA VERDADE
Dárcio
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A Verdade é revelada e, portanto, nunca pode ser rotulada como sendo “ponto de vista” de alguém. Os pontos de vista, entretanto, podem aparecer durante sua exposição, quando são assumidas posturas e opiniões que podem variar, de mensageiro para mensageiro. Se a Verdade é que DEUS É TUDO, jamais esta premissa poderá ser alvo de discussão; porém, a forma de encararmos o ensinamento na vida prática depende de posturas e opiniões, pois, estaremos, a partir da Verdade, lidando também com o “mundo de aparências”, onde cada um traz consigo suas crenças e experiências pessoais somadas às crenças coletivas.

Esta premissa, DEUS É TUDO, é o fundamento do estudo da Verdade. Entretanto, quem for conhecer as obras de um autor, constatará seu “toque pessoal” na pregação da Verdade que é “impessoal”. Estes pontos de vista precisam ser bem avaliados, para que o leitor não os possa confundir com a Verdade também presente,  acabando por aceitá-los como parte dela! Nada acontece por acaso! As posturas e opiniões de cada autor cumprem também um objetivo, tanto na vida dele como na vida de seus leitores. Uns gostam de ler Emmet Fox, outros preferem ler Joel S. Goldsmith, outros buscam a Seicho-no-ie, a Unidade, a Ciência Cristã, etc. Todos eles explicam a base revelada, DEUS É TUDO, e todos trazem posturas e opiniões pessoais, que podem ser apreciadas ou não pelos leitores. Há casos em que as opiniões nos ajudam a compreender os princípios absolutos; e há outros em que elas ajudam a manter a ilusão na mente! É preciso meditar e ter cautela, diante destas opiniões! Jamais  devem ser aceitas cegamente! O único “Mestre” é o nosso “Eu divino”. Quem recebe internamente o endosso desse “Mestre”, diante de algo lido ou estudado, é beneficiado pelo ensinamento, pois sabe ali separar  o que é “joio” e o que é “trigo”. Mas, quem acata cegamente a opinião de qualquer autor, confiando em sua fama ou reputação, poderá ficar preso a  crenças falsas aceitas e propagadas por ele. Huberto Rhoden, por exemplo, após conhecer a obra de Goldsmith, desejou tirar de circulação vários livros que havia escrito! E Joel Goldsmith, após lançar o livro “The Thunder of Silence”, teve a revelação de que “não existe lei do carma”; mas, o livro já havia sido lançado, e com a crença falsa!

Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, ensina que a cura espiritual fica comprometida, se o “paciente” optar por misturar a ação divina da Mente com terapia material. Não é verdade! Cansei de ver relatos de curas, de males considerados incuráveis, por parte de pessoas que estavam também recebendo tratamentos médicos! Se, na ILUSÃO, há um ego tomando ou deixando de tomar remédio, para a Verdade isso é inexistente! Contra fatos não há argumentos! Já a Seicho-no-ie, por exemplo,  ensina que “tudo que rege nosso destino” depende de “nosso” estado mental. Não é bem assim! A crença é coletiva, e não pessoal! Se passarmos tristes por uma rua em que uma torcida de futebol estiver comemorando um gol, esta “alegria” será captada pelo nosso subconsciente e nos contagiará!  Não basta sermos “pessoalmente” positivos e corretos! Precisamos lidar com as crenças coletivas, se quisermos dar fim à influência delas sobre nós! O conhecimento de vários ensinamentos, aliado a meditações feitas com seriedade, dão-nos os pontos comuns sobre a “prática da Verdade”, e, são estes pontos comuns que, em geral, retratam  opiniões mais acertadas!

Eu, particularmente, evito ao máximo a exposição de opinião pessoal. Este artigo, por exemplo, é uma das exceções. Quando me perguntam: “O que você faria, se estivesse diante de uma situação como a minha?”, eu costumo responder: “Faria meditação!”  Eu prefiro expor os princípios que conduzam cada um ao próprio Eu!  As pessoas precisam confiar em DEUS nelas mesmas! Por que Jesus orava tanto? Para discernir a vontade do Pai! Não confiava somente na opinião dele!

Quando aponto o que considero “falhas”, em autores ou ensinamentos, jamais o faço pelo mero desejo de criticá-los. Sei que cada um faz o que julga ser o melhor, mesmo que, no meu entender, aquilo possa ser visto como um absurdo! E, é quando também exponho um “ponto de vista”, que está igualmente sujeito ou não à aceitação do leitor.

O estudo da Verdade não deve, na minha opinião, ser encarado como “concorrência à medicina”. Estudamos a Verdade para conhecer a Verdade! Se, durante o estudo, algo existir, material ou mentalmente, que  possa nos trazer conforto e bem-estar, não há  motivo algum para ser desprezado. Nossa dedicação cada vez maior aos princípios revelados nos emanciparão proporcionalmente dos recursos materiais e mentais deste mundo. Tudo vem naturalmente, sem necessidade de fanatismos ou de demonstrações forçadas. Deus é TUDO! Deus é o nosso EU; assim, a meta está em VOCÊ SE VOLVER DIRETAMENTE A VOCÊ MESMO, em silêncio e quietude, e se deixar inspirar do Alto! Siga sempre o Mestre “Eu Sou”, que VOCÊ É! Assim, jamais se arrependerá e tampouco será iludido por ideias pessoais de outrem, sejam elas de boa fé ou má fé, sejam elas expostas por mim ou por outra pessoa qualquer. Busque sempre o ENDOSSO INTERNO!
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"AS PALAVRAS MATAM…"

“AS PALAVRAS MATAM…”
Dárcio
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O sentido espiritual de uma revelação é captado, obviamente, apenas espiritualmente. Paulo já havia dito: “Mas o homem físico não aceita as coisas do espírito de Deus, porque para ele são tolices; e ele não pode chegar a conhecê-las, porque são examinadas espiritualmente” (I Cor 2: 14). Discernir “espiritualmente” é discernir diretamente com o Coração, sem palavras e sem pensamentos! Como isso irrita o intelecto! Basta dizermos que unicamente com o “Coração” a Verdade é conhecida, e aqueles dotados de “sabedoria do mundo” se mostram irados! “Você quer que deixemos de pensar? Quer que anulemos o cérebro e a inteligência que recebemos de Deus?” E, com frases desse tipo, fazem com que o “intelecto” extravase seu repúdio ao verdadeiro Caminho, que está acima dele! Que é transcendente a ele!

As palavras são expedientes a serem transcendidos! Têm por finalidade desarmar o intelecto da ILUSÃO, e jamais adulá-lo! Todos os mensageiros da Verdade fizeram uso de palavras somente com esta finalidade: destronar a suposta mente humana! Por exemplo, Jesus disse que “sem nascer de novo”, o homem não entraria no reino dos céus. Que tirará disso o intelecto? Variadas conclusões tão falsas quanto ele próprio! Irá entender que “estamos agora fora do Reino de Deus”, irá acreditar que o ego deverá reencarnar, ou mesmo evoluir, ou seja, as palavras de Jesus somente  farão ampliar o seu cabedal de falsidades! Que é “nascer de novo”? É a pessoa “ser o que sempre é”: uma expressão completa de Deus como ser individual! Por que Jesus usou a expressão “nascer de novo”? Porque precisava de palavras para explicar ao ILUDIDO que o ILUDIDO não existe! Se ele dissesse: DEUS É VOCÊ,  seria ridicularizado ou seria mal interpretado! Que fez então? Usou a expressão “nascer de novo”, que, para ele, significava o “despertar”: a pessoa simplesmente ver-se livre da  “névoa ilusória coletiva”  para perceber sua identidade real, divina,  incólume e já ali presente!

DEUS É TUDO! Se você partir desta premissa, terá, nas palavras inspiradas e reveladas, um manancial infinito expressando QUEM REALMENTE VOCÊ É! Porém, se partir do INTELECTO, as revelações pouco lhe adiantarão, servindo apenas para dar-lhe esperança de melhorias futuras, de iluminação futura, de uma vida gloriosa futura! Contudo, somente ILUSÃO tem futuro! O que É,É – sempre AGORA!

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A VONTADE DO EGO: SER O QUE NUNCA FOI, É OU SERÁ

A VONTADE DO EGO:
SER O QUE NUNCA FOI, É OU SERÁ
Dárcio
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“Não terás outros deuses ao lado de mim”, diz o Antigo Testamento; “Pai, que se faça a tua vontade e não a minha”, diz Jesus no Novo Testamento. Estudar o Absoluto, longe de ser um endeusamento do ser humano, é uma total identificação, feita com real conhecimento, da Verdade única: SOMENTE EXISTE DEUS! Quem levaria a sério uma semente material que dissesse: “Eu vou me romper no solo e dar frutos!” ? Esta pretensão, por parte da semente, colocaria em cena uma Causa de acontecimentos que somente enganaria ateus! Jamais uma semente geraria frutos de si mesma! A Verdade, do fato, está no “projeto completo da árvore”, ali presente, e que, para a visão humana, aparenta ser uma semente se transformando em árvore! Logo, esse enfoque material é pura ILUSÃO! Não houvesse, já pronto, o “projeto da árvore”, nada existiria para se tornar objeto de desdobramento visível! O mesmo se dá com o ser que somos: somos o “Projeto Pronto”, e, ver humanamente esse desdobramento, acreditando ser ele gerado por seres humanos, supostamente chamados de “pais e mães”, é ILUSÃO! Jesus deu o alerta sobre isto: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra” (Mt 23:9). Enquanto alguém der crédito a estas crenças fraudulentas, viverá alheio à Verdade e acreditando que o “ego” tem, em si mesmo, poder criador, livre-arbítrio, capacidade pessoal de realização, e, pior de tudo, poder de se redimir, evoluir e vir a ser alguma coisa!  Contudo, a Verdade é que este suposto “ego” é simplesmente NADA!

“Eu, de mim mesmo, nada sou; o Pai, em mim, faz as obras”,
declarou Jesus. Muitos ensinamentos pregam que o sentido dessas palavras está em “sermos humanamente humildes”. Porém, enquanto existir “ego humilde”, a ILUSÃO estará presente! O chamado “ego”, seja reconhecido como “humilde” ou “presunçoso”, é NADA! Somente dentro desta visão absoluta de que o “ego” não existe, pois, o EU que somos é a totalidade  de Deus aqui expressa como nosso ser,   estará a VERDADE sendo reconhecida! Não atribua ao suposto “ego” desejo algum! Nem de se tornar “humilde” nem de “se iluminar”! Afirme a Verdade de que Deus é Deus como a totalidade de seu EU; e então, solte-se nesta percepção sem ego! Jamais atribua valor a personalidades, mesmo que aparentem ser iluminadas ou “apagadas”! A “árvore real” nunca foi nem será aquela “nascida neste mundo”; é por isso que nenhuma “árvore da matéria” dura eternamente! O que aparece e desaparece é a ILUSÃO! O mesmo se dá com o ser que somos! Nunca foi nem será este “ego” que é visto como nascido no mundo! DEUS JÁ É QUEM SOMOS! Todo “ego”, portanto, é NADA!
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PARALISIA OU HIPNOTISMO?

PARALISIA
OU HIPNOTISMO?
Dárcio
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A paralisia curada por Jesus, com as palavras “Levanta-te, toma teu leito e anda”, ditas ao paralítico, representa todo tipo de limitação à qual se sujeita a humanidade. Seja paralisia nos negócios, em órgãos internos, em alegria, em satisfação, seja qual for a imagem de limitação que alguém abrace como realidade, ela é curada da mesma forma, ou seja, com a pessoa obedecendo à Voz do CRISTO em SI MESMA! Se Jesus tivesse dito a uma cadeira para que ela usasse suas pernas e andasse, aquilo teria acontecido? Não. Não existiria o Cristo na cadeira, assim como existia o Cristo presente, no lugar da ilusão, e SENDO o suposto paralítico!

Dois erros frequentes, na prática da Verdade, são os seguintes: (1) a pessoa que se vê em limitação luta com ela em seu nível supostamente material, isto é, se o caso for de paralisia, ela ficará forçando a perna para andar, sempre com a atenção voltada a ela. Entretanto, perna não anda! Quem já viu cadáver andar? Matéria não pensa e matéria não anda! Enquanto isso não for entendido, a pessoa ficará presa à ilusão! (2) a pessoa aplica um princípio e espera ver “cura instantânea”;  está, de fato, presa ao suposto problema, e não ao princípio; assim, ela quer “ver” resultados imediatos! E, sem perceber, se conserva presa à ilusão e não à Verdade!

O problema, seja qual for, precisa ser encarado a partir do ponto de vista da VERDADE, e nunca da ILUSÃO! Isto requer atitude radical, do tipo: “Essa ilusão pode mostrar sua cara falsa o quanto quiser, e sob o aspecto que quiser, pois, para mim, ela é NADA!” E isto fazendo a identificação  radical com o “MIM” que é Deus! Não existe “outro MIM”, senão DEUS, que é TUDO! Portanto, como para “MIM” nada há “ao lado de MIM”, esta identificação plena não levará em conta as aparências de  limitações materiais ou mentais! As supostas limitações estão na mente humana e não na matéria! Tirando sua atenção dessa mente ilusória, pela total identificação com a “MENTE DE CRISTO”, veja-se pleno e sem problemas, e procure agir proporcionalmente à sua aceitação interna da Verdade! Não avalie resultados! Avalie sua permanência nos princípios! Não pense em “cura instantânea”, mas sim em DEUS sendo VOCÊ PERFEITO! A ILUSÃO É NADA! Uma “resistência aparente”, sem poder algum! Mas, se você ficar dando poder a ela, achando que “ela deveria sumir na hora”, que estaria “resistindo à Verdade”, etc, a TOTALIDADE DE DEUS ficará em segundo plano!

Lembre-se: nunca a limitação é realidade física, mas tão somente uma imagem hipnótica na suposta mente humana! Não lute com inexistências! Reconheça unicamente a MENTE QUE NUNCA PODE SER HIPNOTIZADA, A MENTE DE CRISTO, SENDO A SUA! E, não se prenda a resultados da aparência, mas sim ao seu EU DIVINO JÁ LIVRE. O “paralítico”, da Bíblia, nunca estivera impossibilitado de andar! Estava sob o hipnotismo coletivo! Não houve cura em suas pernas, mas tão somente o sumiço da imagem hipnótica de sua mente! E isto por ação do CRISTO que já estava nele, e que foi ouvido e obedecido!

Você é  Espírito! Nunca esteve encarnado nem sujeito a limitações físicas! Lide com o hipnotismo, expulsando a crença coletiva de aceitação e se identifique plenamente com Deus, que é quem VOCÊ É, “desde antes que Abraão existisse”, ou seja, desde SEMPRE!

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PROTEÇÃO DIÁRIA

PROTEÇÃO DIÁRIA
Dárcio
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A ação mesmérica do mundo, apesar de não ser poder, presença ou realidade, precisa ser anulada pela Verdade. Um hipnotizador pode criar em alguém a sensação falsa de estar sentindo um frio tremendo, mesmo estando sob um sol escaldante. Se a sugestão hipnótica não for desmantelada,  o “frio” reinará sobre a vítima do hipnotismo mesmo sendo irrealidade! Todos os males, dores, sofrimentos e imperfeições, captados pela suposta mente humana, são da mesma natureza desse “frio”; assim, lide com eles da mesma maneira, ou seja, não querendo orar para que “o frio acabe”, mas sim para que a “temperatura ideal”, sempre presente, seja vista, reconhecida e entendida como já manifestada ou presente. A conhecida  “Chave de Ouro”, de Emmet Fox, atua nesse sentido, quando diz: “Não pense em Deus solucionando um problema, mas em Deus estando no lugar do problema”.

Joel S. Goldsmith disse o seguinte:”Você deve libertar-se conscientemente das leis humanas e se colocar sob a Graça. Isso tem de ser feito todos os dias. Não há ninguém que tenha se tornado tão avançado a ponto de omitir diariamente a seguinte conscientização:

Como eu sou EU, não estou sob o jugo da lei, mas sob a Graça. Como eu sou EU, não há leis externas agindo sobre mim. EU sou a lei, e EU sou o domínio quanto a “este mundo”.

Capte com precisão o sentido deste estudo! Não se trata de “lutar contra o mal”, que é inexistente, mas sim “despertar” do estado hipnótico, sempre falso, pelo reconhecimento absoluto de que a Onipresença divina é ONIPOTENTE! O único Poder real que existe em todo o Universo, e, portanto, em SUA Consciência, em “seu” divino EU.
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O SLIDE E SUA PROJEÇÃO NA TELA

O SLIDE E SUA PROJEÇÃO
NA TELA
Dárcio
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Vários textos vêm repetindo que não existem “dois mundos”, mas unicamente o que é real, espiritual, divino e perfeito, uma vez que um suposto “outro mundo”, considerado “material”, é meramente uma projeção tridimensional, finita, imperfeita e, portanto, ilusória do mundo único. É comparável a um slide, que tendo em si mesmo o seu conteúdo,  pode ser projetado numa tela, sendo que a projeção não passaria de uma representação vazia ou sem substância daquilo que se encontra nele próprio. Acreditar que a projeção é uma realidade autônoma seria uma ilusão ou crença falsa!

Por mais que as lentes do projetor deformem a imagem projetada, as deformações jamais afetam a imagem real que está no slide. Por esse motivo, devemos estar sempre contemplando a realidade divina, a Essência mantida perfeita pela nossa Consciência, que é Deus, sem nos preocuparmos com o suposto mundo material, estejam nele imagens harmônicas ou desarmônicas! Tais imagens são meras “projeções”, e não o que existe realmente! Assim é que usamos, para defini-las, a palavra “miragem”. Dedique-se a reconhecer, considerar e contemplar unicamente o Mundo da Perfeição, desvinculando-se por completo do “mundo da projeção”; desse modo, entenderá a base desse estudo e saberá o sentido da frase de Jesus:  “O meu reino não é deste mundo”. Vivemos sempre na Realidade perfeita e infinitodimensional! Tirar a atenção dessa Verdade para colocá-la na “projeção finita”, achando ser ela um “mundo verdadeiro”, é pura ILUSÃO!

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