Allen White
SEJA SUAS REVELAÇÕES
Allen White
Mr.lopeslima (nametafisica.blogspot.com)
Quantas vezes nos pegamos tristes e perdidos e quantas vezes não damos ouvidos à nossa consciência e perdemos a oportunidade de orar. Sim! Orar é muito bom e percebemos isso orando.
Não existem regras e formas absolutas, mais corretas e eficazes; Existe sim a vontade pura e simples de dialogar com Deus e desta forma poder estar por uns instantes em paz, ou em silêncio interior, para quem sabe conseguirmos ouvir o que nosso Pai tem a dizer.
Quantas pessoas conhecidas que podemos ajudar com um simples gesto singelo e anônimo, no qual nos abrimos à verdade de quem realmente somos perante nós mesmos e ainda que “cobertos de culpas”, podemos pedir por aqueles que queremos o bem.
Podemos pedir até mesmo por aqueles que por ignorância, achamos que trilham o caminho do mal ou que tenham ressentimentos, recíprocos ou não.
Somos todos UM com o PAI. E por isso podemos exercitar essa irmandade, anonimamente com o testemunho presencial do próprio DEUS. Sem julgamentos ou preconceitos. Apenas orar.
É um momento tão sublime e tão intimo com o PAI, que quem entendeu a UNIDADE, pode sentir o grande alívio e paz que proporciona este simples ato.
Por isso… Oremos!!!
A “ilusão” é crença impessoal Mesmo se mostrando a cada segundo como esta ou aquela pessoa, sua natureza de “cenário ilusório impessoal” não se altera! Se formos crer em políticos corruptos, em “dinheiro nosso roubado por eles”, se formos criticar “impostos altos a César”, poderemos nos conceder a medalha de “O Iludido”.
Deus é Tudo! Buscar o REINO DE DEUS e a SUA JUSTIÇA nada mais é que “não cair no trote da ILUSÃO”. O “Eu” que é Deus é o “Eu” que todos somos! E, ao lado deste “Eu”, inexiste OUTRO! Ao lado desta JUSTIÇA DIVINA, inexiste OUTRA! E ao lado desta VERDADE, inexiste OUTRA!
Estas lições podem revelar Entendimento àqueles que não vieram de estudos de mentalismo, e também aos que estão preparados para uma expansão que os irá ultrapassar. Os que se autodenominam seres humanos são incapazes de encontrar uma solução aos seus problemas humanos.
Nenhuma terapia para as limitações de uma terra achatada poderia ser descoberta por aqueles que viveram como fazendo parte dela. Quando eles descobriram que a terra era redonda, concomitantemente um novo ponto de vista se lhes abriu. E então, as limitações de uma terra achatada sumiram automaticamente de vista. Ocorre exatamente o mesmo com as limitações chamadas pecado, doença. sofrimento, desejo e guerra. Todas estas, também. desaparecerão sem qualquer esforço, para aquele que reconhecer a si mesmo como Espírito.
Se medo e tribulação pudessem ser curados a cada necessidade que surgisse, jamais saberíamos que nosso Eu e nosso Mundo são completamente perfeitos aqui e agora. As promessas de segurança, proteção, paz e imunidade são vistas como certas e seguras por aqueles que recebem, ou aceitam a Luz, de que apenas um Ser está presente – o “Eu” infinito. “De seis angústias Ele (Eu) te livrará, e na sétima o mal não te tocará” (Jó 5:19).
Por que continuar a crer em mortais, quando “Eu sou o Todo de Tudo”? Por que persistir em aceitar dois poderes, dois mundos, quando não há nada ao lado de MIM? Por que prosseguir com conceitos equivocados, quando “Eu” sou a Mente única que existe? Por que lutar e se esforçar para obter ou emergir na Perfeição, quando a Perfeição é o que sozinha está presente?
“Os Vedas” declaram que a realidade não vem através de ginástica mental, mas por amor puro e devoção. Ensinam que a bênção do “Eu” está sempre conosco e que iremos descobri-la, se a buscarmos com sinceridade.Nós eternamente somos o “Eu”, o Absoluto. O objetivo essencial dos Vedas é ensinar a Natureza da Egoidade única, e declarar com autoridade que esta constitui o nosso “Eu”; que nós realizaremos perfeita Paz, Serenidade e Bem-aventurança pela devoção constante ao “Eu” que não tem oposto.
É verdade que, se continuarmos a aceitar somente o “Eu” único, esta percepção espiritual nos trará infinita calma, paz e felicidade; estaremos vendo e conhecendo, amando e existindo, como este próprio “Eu”. E prosseguindo no conhecimento de que apenas um “Eu” e um Mundo estão presentes agora, esta Realidade se tornará natural para nós – nítida e certa. Nossa Realização de Deus como nosso Ser, Mente e Mundo é Consciência Divina.
No Infinito não há nenhuma evolução de outros seres, outras mentes, outras consciências. A igualdade não pode ser encontrada em parte alguma, senão em nossa percepção de que nós somos o Infinito.
Desvincule-se da doutrina ou crença de que este Mundo não é o Mundo de Deus; que já não somos dotados agora da Mente de Deus; e que nós precisamos passar por processo evolutivo rumo à Perfeição e Realidade. A Perfeição do Um jamais foi mudada. Ela está sempre aqui.
“Confia no Senhor (no Eterno) de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas…o Senhor será a tua segurança” (Prov. 3: 5,6,26). Na versão de Moffat, encontramos que “se confiarmos no Eterno com todo o nosso coração, sem nos apoiarmos em nossa própria visão, conservando a Mente dele em todos os caminhos, Ele iluminará o nosso percurso…o Eterno será a nossa proteção, e nos preservará de todo perigo”.
“Ver o reino de Deus”: quem está se dedicando a esta meta? Como atingi-la? Segundo Jesus Cristo, somente “aquele que nascer de novo” poderá ver este Reino da Glória! Este é o pré-requisito: “renascimento”.
Quando esta colocação foi feita a Nicodemos, este respondeu a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”
Por estas palavras de Nicodemos, podemos deduzir que ele estava endossando plenamente a “crença coletiva” de que somos oriundos de seres humanos. Entretanto, o Evangelho desmantela pela raiz esta crença fraudulenta de “nascimento humano”. Quem leva a sério as frases absolutas de Jesus Cristo descobre, em seu conjunto, a coerência da Verdade libertadora. “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.” (Mateus 23:9)
Reflitamos sobre estas revelações, para, receptivos, percebermos o processo do “renascimento” se dando em nós, aqui e agora.
Não existe “tempo” neste estudo! Não existe “tempo de renascimento”. Aquele que “nasce e novo” simplesmente se vê desperto para o fato de ser ESPÍRITO! O conceito de “tempo” é relativo; é algo ligado ao humano, sem qualquer ligação com a Verdade, que é eterna e permanente. Portanto, para aquele que “nasce de novo”, sempre é agora! E, neste agora, ele já é plenamente “renascido” como um ser puramente espiritual.
O processo está sinalizado! Ninguém o fará para nós! Nem seria preciso! A Verdade válida para Jesus Cristo é igualmente válida para todos! Caso não o fosse, nem sentido teria em Ela nos ser revelada!
Ao pregar o “renascimento”, Cristo confirmou que a ação de autopercepção da Luz depende de nós! Que é o mais importante? “Nascermos da água e do espírito”. Está dito: assim é que entramos no reino de Deus. Portanto, nosso objetivo real é unicamente nos compenetrarmos deste “renascimento”.
Uma análise das Revelações, um entendimento sobre a Realidade divina e sobre nossa posição em relação a Deus e Seu Reino, este “nascimento” no conhecimento da Palavra de Deus é o “nascer da água”. Em seguida, vem o que é de vital importância para todos nós: percebermos nossa natureza legítima como espiritual, divina e perfeita! Esta autodescoberta é o “nascer do espírito”. É quando a dualidade “espírito-e-matéria” é varrida de nossa aceitação.
Alguém já experimentou aceitar-se puramente como Espírito, exatamente agora? Descartando a crença na matéria? Já experimentou? A “Prática do Silêncio” tem esta finalidade: servir de meio para que façamos este suave reconhecimento: SOU ESPÍRITO, NASCIDO DO ESPÍRITO.
Enquanto a suposta mente humana vê “carne nascida de carne”, no que diz respeito ao nosso ser, temos revelado que este “espirito do mundo”, presente no homem, e que vê as coisas do mundo, não nos foi dado por Deus, mas que “temos a Mente de Cristo” . Assim nos revelou o apóstolo Paulo. E ele completou: “Recebemos o Espírito de Deus para discernirmos espiritualmente o que nos foi dado gratuitamente por Deus”.
“SOU ESPÍRITO, NASCIDO DO ESPÍRITO” – a contemplação silenciosa deste Fato espiritual eterno é o RENASCIMENTO a que se referiu Jesus. Nesta quietude interna, neste radical posicionamento em que nos encaramos puramente como Espírito, desvinculados por completo da suposta mente humana e suas invenções fraudulentas, experienciamos, aqui e agora, o Reino de Deus, conforme nos garantiu Jesus Cristo.
À primeira vista, é dada a impressão de que as duas frases não estão relacionadas, mas, de fato, estão: “Vai-te, Satanás” realmente significa “Sai de minha visão; eu não posso ser compelido a ver algo que não existe!” “Tendes olhos, mas não vedes”, significa que, por parecer estarmos vendo as coisas como elas de fato não são, ou como elas meramente aparentam ser, aparentemente falhamos em vê-las como realmente são. Por estarmos tão ocupados em ver uma aparência -não-existência-, deixamos de ver aquilo que realmente existe. Não é de se estranhar que Jesus tenha dito: “Se fosseis cegos, veríeis”. Sim, se fôssemos cegos para a aparência, que parece anular a Existência, iríamos realmente ver, e conscientemente ser a Existência como genuinamente Ela É.
Assim como um sonhador, mesmo enquanto sonha, não perde sua mente que discerne o mundo, nós também nunca deixamos de ter a Mente que discerne a REALIDADE. “Temos a mente de Cristo”, ou seja, há em todos nós o instrumento divino que permanentemente contempla o que é REAL. Aceitar este fato com “coração de criança”, ao mesmo tempo em que repudiamos como inverídicas TODAS as manifestações visíveis, segundo os sentidos humanos, é a base das “contemplações absolutas”. Portanto, “contemplar” é considerar a Mente divina sendo a nossa, e já discernindo os fatos reais, e desconsiderar a suposta mente humana, juntamente com TODOS os cenários-sonhos que ela aparenta captar.São puramente miragens!
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A Realidade é Deus! Quando nos identificamos com a totalidade de Deus, entendemos que este “Eu”, a Consciência de Ser que possuímos, é o Deus único. Em muitos artigos foi dito que devemos parar de nos identificar com a mente humana para nos identificarmos com a Mente divina. Isso é feito pela admissão inicial de que a Mente divina, por ser única, é a nossa! Não é um “processo humano” em que alguém diz: “A partir de agora eu não vou usar mais a mente humana”. Agindo assim, ele acabará por reconhecê-la, e usá-la! A suposta mente humana é NADA! A identificação com a Verdade é uma entrega total a Deus de forma que a “consciência de existir” seja o foco da atenção durante as “contemplações”. A “entrega” não exclui esta “consciência”, uma vez que esta é o Eu que cada um é! Portanto, fazer a identificação com a Mente divina significa entregar TUDO a Deus enquanto, ao mesmo tempo, admitimos que esta “consciência” que PERMANECE em nós, a consciência de estar “entregando tudo a Deus”, é a Consciência iluminada que somos, e que é Deus.
Entre em silêncio e se desligue do mundo! Solte-se na percepção de que há um EU existindo, que é permanente! Nada há mais “proximo” de VOCÊ do que VOCÊ! Este VOCÊ é DEUS! Por isso Jesus disse: “Vinde a MIM, e EU vos aliviarei”; estava explicando a existência única desta Consciência iluminada! Ao lado dela, nada existe!
Quando um “eu pessoal” busca entender sua suposta missão aqui, a Verdade lhe parecerá oculta. A Verdade é o infinito e impessoal “Eu Sou”. Este “Eu Sou” é o AQUI; assim, ninguém está pessoalmente aqui, numa ilusão de cumprimento de missão humana. Por outro lado, o AQUI é o Reino absoluto do IMPESSOAL “EU SOU” infinito. Este “Eu Sou” está Se revelando AGORA! Por partes? Não. Em Sua totalidade! Portanto, mais preciso seria dizer que O EU SOU ESTÁ REVELADO AGORA!
Quando Jesus diz: “É do agrado do Pai dar-vos o Reino”, acentua a revelação da TOTALIDADE já manifestada. Em outras palavras, este AQUI e AGORA é o ESPÍRITO REVELADO COMO TOTALIDADE DA EXISTÊNCIA! Nada há para acontecer! TUDO JÁ É! Este é o “Reino que já nos está dado com agrado pelo Pai”.
O Pai nos dá o Reino. Que sentido tem esta doação? Uma revelação clara e cristalina de que “estamos no Reino pela Unidade que formamos neste Pai celestial. Tudo é um AQUI ABSOLUTO, em que nada além da Realidade existe ou é presumido coexistir. É nesse AQUI que a ilusão é entendida como palavra que significa “vazio”, ou “nada”.
O reconhecimento pleno desta Verdade é, na prática, o que chamamos de “meditação contemplativa”. Sempre é AQUI; sempre há UM ESPÍRITO ÚNICO em AUTORREVELAÇÃO, ou AUTOEXPRESSÃO. Neste estudo. é comum ser ressaltada a importância das “contemplações” e do estado de “receptividade” que se deve ter. Por quê? Para que o suposto “eu” da aparência desapareça em sua própria nulidade, em virtude do Fato espiritual: O EU SOU, EM AUTOEXPRESSÃO, ESTÁ, AQUI E AGORA, INCLUINDO-O NA ONIPRESENÇA!
Abandone a ilusão de que um “eu humano” medita para ser guiado por Deus; abandone a ilusão de que Deus ilumina ou inspira um “eu humano”. “É DO AGRADO DO PAI DAR-NOS O REINO”. Esta frase retrata um fato: o fato de que, AQUI MESMO, exatamente AGORA, inexiste “eu humano” e inexiste “mente humana receptiva”. EXISTE UNICAMENTE DEUS, O “EU SOU” ABSOLUTO! O ESPÍRITO ÚNICO SE REVELANDO! O ESPÍRITO ÚNICO QUE É A ESSÊNCIA PERFEITA DE TODA REAL SUBSTÂNCIA. O ESPÍRITO ÚNICO QUE, NESTE ETERNO AGORA, NOS DÁ O REINO QUE SE CONSTITUI DELE PRÓPRIO COMO A TOTALIDADE DE TODOS NÓS.
Na verdade, não existem “grupos de meditação”; antes, há uma ilusão mental a ser dissipada pela compreensão de que o ESPÍRITO – O ÚNICO – está REVELADO, e que SOMOS esta SUBSTÂNCIA ESPIRITUAL PERFEITA em manifestação atemporal, chamada nas Escrituras de “VIDA ETERNA”.
DEUS É TUDO! O Infinito Perfeito se mantém ativo sob ação da Mente divina única! Envolva-se antes com esta UNIDADE, que é a imutável perfeição permanente, até que se sinta UM com Ela. “Quem me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. Revelava que o Eu ÚNICO, possível de ser realmente visto, é DEUS!
As práticas de cura ficaram limitadas, para que seja reconhecido que nem a mente humana e nem a existência humana poderão jamais ser espiritualizadas. “O Meu reino não é deste mundo (mundo equivocadamente visto como matéria)” (João 18:36). “O mundo (conceito falso) passa.” (1 João 2:17). Os ensinamentos e crenças imperfeitos terão de abrir caminho para o Real e o Perfeito. A hora é aqui, quando aqueles prontos a abandonar o antigo e aceitar o Novo descobrirão que o Reino de Deus esteve sempre dentro de nós; e aprendendo o sentido disso, poderemos avançar rumo à Luz e Glória de natureza máxima.
No dia histórico em que o querosene foi substituído pela lâmpada elétrica, muitos custaram a aceitar a mudança, assim como muitos escravos, apesar de libertados, preferiram permanecer na escravidão. Sempre que nova ordem surge, a antiga deve ser abandonada; e chegou a hora em que a cura se fundamentará inteiramente numa nova visão. Nós constataremos que nossa Integralidade, Harmonia e Perfeição já são completas e invioláveis no Espírito—dentro de nós.
A crença de que somos um homem ou criatura, um corpo ou uma imagem, não é a Verdade. A crença de que cada um é uma consciência individual, e que seu bem é criado por seu pensamento, e que ele é dotado de mente, vontade e corpo próprios, a serem redimidos e purificados, não é a Verdade. O esforço crescente para aplicar a Verdade à mente, pensamento ou condição chegou ao fim: e por este motivo: a Verdade é aquilo que SOMOS, e não o que poderíamos pretender nos tornar.
A libertação permanente dos males e discórdias está presente, quando nos voltamos para o Reino do Espírito para contemplar as coisas como realmente elas são, e sempre estiveram sendo. Em vez de um esforço cada vez maior para mudar o pensamento ou a consciência, o que nos será requerido é o abandono total dessa crença; Tornar-se-á conhecido que a Mente única, a Consciência única, reina sozinha. As Realidades da Existência não podem ficar conhecidas enquanto estivermos nos envolvendo com a prática da mente sobre a matéria, a Verdade sobre a ilusão, os pensamentos certos sobre os errôneos; ou enquanto mantivermos a crença de que precisamos nos defender de “outras” mentes, ou de alguma entidade chamada “mal” e seus variados aliados.
O Espírito é a Mente que nunca está em estados ou estágios de consciência. O Espírito é Consciência pura. O Espírito é Vida eterna—sem doença, pecado ou morte. A Perfeição existe para todos que abandonarem todos os demais caminhos para abraçar este Caminho da Identificação. Somente em iluminação podemos ver as coisas como elas são, pois é o Espírito que consegue enxergar Espírito.
Todo ser ou coisa vivente é esta Substância única—Espírito–, e nunca alguma outra. Não há mente que seja temporal e outra Mente que seja eterna. Não existe um tempo presente, de preparação, e outro tempo futuro, de paz e bem-aventurança. O tempo terá fim quando percebermos o Um destituído de opostos ou adversários. O Agora Eterno está aqui, e se quisermos poderemos acreditar nisto e aceitar o fato, pois ele é verdadeiro.
Jamais haverá qualquer tempo para nós, senão o agora, nem qualquer lugar, senão o aqui. Descarte os ensinamentos que falem em lugar e tempo futuros, e substitua-os pela Realidade a ser conhecida e experienciada. Tudo aquilo que É, deve estar presente sempre. Deus não conhece nenhum futuro, nem estados ou estágios de Existência; e Deus é o único Ser.
Onde está nosso Mundo perfeito, nossa Experiência perfeita, nossa Harmonia e Paz? A Realidade é a nossa Consciência—nada mais. Como viveremos esta experiência maravilhosa? É preciso que acreditemos no Deus único como Espírito, deixando de crer em qualquer outra existência. Precisamos expandir além dos limites das crenças e ensinamentos religiosos.
A Verdade não é conhecida através de um sistema de ideias ligadas a causa-e-efeito, mudança e aplicação, regeneração e domínio. O Espírito é a própria Verdade—imaculada, imutável, perene. À Luz da Verdade, vemos as coisas tal como elas são verdadeiramente. As coisas materiais não têm materialidade. Identificados como Espírito, não seremos aquele “eu” que parecíamos ser, mas Aquele que é o Um único. Somos Aquele a quem dirigíamos preces. Somos Aquele que eternamente tem sido o Único.
Sempre que há o surgimento de Nova Luz, as coisas antigas devem passar. A cura, agora, está em se dar espaço a um conceito totalmente novo, isto é, descobriremos nosso Eu, Mente, Consciência, Corpo e Mundo como sendo ESPÍRITO; e saberemos que nO Espírito não pode haver doença, guerra nem discórdia.
O Entendimento está rapidamente se esparramando, de que o Espírito é Tudo, e Tudo é Espírito; de que existe apenas a Identidade, ou o Único “eu”—que é Vida, Mente e Ser inseparáveis. Nossa harmonia, felicidade e abundância são, assim, fundamentadas no Princípio eterno de nossa Perfeição como presente exatamente aqui e agora: e não na “prática de cura” de algo ou alguém como paliativo, até que ele passe futuramente a “outro plano”.
A expectativa não é a de resultados melhores e mais rápidos, uma vez que o próprio conceito de cura é substituído pelo Conhecimento puro do Ser Único, Consciência única, Existência única— existindo sem qualquer começo.
O Reino da Perfeição está AGORA dentro de nós. Ele jamais esteve apartado de nós, nem nós dEle. Ninguém poderá conhecer as realidades da existência enquanto não acreditar que já somos o Ser perfeito agora, mas que, antes, alguma transformação ainda precisará ocorrer.
“Aquele que não nascer… do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”.(João 3:5). Descarte toda ligação com a dualidade—um outro ser, mente e consciência a serem mudados, corrigidos ou purificados. Nunca pode haver mais do que o Um. Ninguém poderá escapar deste pré-requisito espiritual. Verdade é Realidade AGORA!
Quando alguém percebe a futilidade de todo esforço para aplicar a verdade em alguém ou alguma coisa, vem a percepção interna de que a Perfeição é o Fato estabelecido; e que tudo lhe ser requerido é acreditar nela, amá-la, confiar nela e a ela se firmar com intensa devoção espiritual. Tolice é achar que as doenças devam ser curadas mais rapidamente, e que as demonstrações ocorrer com certeza cada vez maior; a real necessidade não é esta. Devemos experienciar aquela Consciência que é Espírito, e entender a Mente em Si sendo todas as coisas – de modo perfeito e eterno. A crença em mente, pensamento, corpo ou condição “curados” irá passar; e o Conhecimento perfeito de que nossa Mente, Consciência e Corpo são agora Espírito – sem terem jamais sido outra coisa—se tornará conhecido e aceito.
Ninguém pode levar estas coisas vistas como externas Àquele que está no interior. Devemos nos desvincular de igreja, livro, mestre, amigo ou parente como pessoas e coisas pessoais. Vamos somente a Deus. O preço é alto; mas, que glória teremos! Nada perderemos, mas ganharemos a totalidade! Saber como viver na Consciência espiritual, e estar livre de medo, preocupação, dúvida e infelicidade é Existência absoluta. Descobrimos a Realidade como estando sempre conosco—como o nosso próprio Ser.
Nossa Vida é Espírito, nosso Ser é Espírito, somos Espírito. Aqui terminam nossa fome e sede por Conhecimento. Até que alguém prove da Realidade, sua compreensão da Vida é necessariamente intelectual. O espiritualmente interessado pode conhecer o Espírito.
Se alguém pretender experienciar a Revelação, deverá isolar-se de tudo quanto o mantém dela afastado. Quanto maior for nossa devoção ou nosso amor pelo nosso Eu Perfeito como já sendo o nosso próprio Ser, maior será a freqüência de vezes com que viveremos em Iluminação. Alguém poderia fazer quantas mudanças quisesse em sua consciência, que nenhuma lhe traria a Luz divina direta, porque a Verdade é conhecida pela verdade, não por mudanças mentais.
O Cristo, ou Luz espiritual, e a revelação
constituem sua própria igreja, seu próprio poder real e glória; seu próprio entendimento, serenidade e bênção. Em parábolas dramáticas e profusas, Jesus indicou que o Paraíso. A Realidade existe agora como Fato estabelecido. Ele afirmou que inexiste outro acesso, senão o de abandonarmos tudo por ele; assim, sem trabalho ou esforço, devemos dentro de nós encontrá-lo; e a nós dentro dele. Enfatizou que o Caminho do Espírito é simples e fácil, sem esforço ou trabalho.
Nosso Corpo espiritual perfeito será manifestado não por qualquer mudança de corpos. Se agora esse Corpo perfeito não existir, por certo não existirá jamais. Uma simples Iluminação do Espírito basta para nos convencer de que não existe nenhum corpo material. Aceite seu corpo como ele é agora no Espírito, e dispensará toda necessidade de pensar em curá-lo. Você perceberá que o Corpo perfeito que você agora possui na Realidade é o único Corpo que existe ou que sempre poderá existir.
O livro do Apocalipse fala do “evangelho eterno”, que será pregado em toda parte. (Apoc. 14:6). A chave desse evangelho é o Espírito. Paraíso, Espírito, Mundo espiritual são idênticos. O Eu é o Ser do Espírito, o Corpo é o Corpo do Espírito, o Mundo ou Universo é o Universo do Espírito.
Quando dizemos que somente devemos ir a Deus, não queremos afirmar que não possamos receber ajuda de alguém que já esteja neste Caminho do Espírito, pois com certeza isto é possível. Entretanto, assim como realizamos nossa própria respiração, comemos e bebemos, também nos dirigiremos somente ao nosso Eu.
Nossos momentos despendidos com o Espírito são os mais maravilhosos possíveis de serem conhecidos. Somos ensinados sobre as profundas coisas de Deus. Talvez o leitor possa recordar que, em certa ocasião, eu comentei que um de meus dedos estivera dolorido em virtude de um espinho de rosa ter-se fincado nele com profundidade. Naquela noite, quando a dor foi sentida, comecei a me questionar do seguinte modo: Estarei acreditando possuir um dedo material, em que um espinho tenha se cravado, e que precisará ser removido? Ou estarei vendo que possuo um dedo espiritual e perfeito, em que espinho algum poderia estar presente, dispensando, portanto, qualquer tipo de remoção? Imediatamente vi a Realidade, tal como Ela é, é a dor parou no mesmo instante. Nenhuma descoloração ou inchaço se fizeram notar—e espinho algum era sentido ou visto estando presente.
A própria Natureza de nosso Ser é Iluminação e Conhecimento, assim como o sol é sua própria luz e calor. Nosso Eu e nossa Luz não estão distantes de nós: nós e nosso Eu somos o mesmo Um. Conhecer nossa Natureza real como sendo nossa Natureza única, e amá-La de forma suprema, garante-nos o Conhecimento instantâneo – satisfatório e suficiente.
A percepção de que “o tempo não existe” nos conduz a várias conclusões práticas. Na ilusória questão da “doença”, por exemplo, SE O TEMPO NÃO EXISTE, SE NÃO HOUVE A QUEDA DE ADÃO, SE NÃO ESTAMOS SEPARADOS DE DEUS, SE DEUS É A TOTALIDADE DE NOSSO SER, NUNCA, EM INSTANTE ALGUM, EXISTIU DOENÇA DE QUALQUER ESPÉCIE. CONCLUSÃO: AGORA NÃO EXISTE DOENÇA ALGUMA! AGORA NÃO EXISTE DOENTE ALGUM! AGORA NÃO EXISTE SER ALGUM SEPARADO DE DEUS E SOFRENDO POR CAUSA DE ALGUMA DOENÇA! O TEMPO NÃO EXISTE! A DOENÇA NÃO EXISTE! Eis por que, em Eclesiastes, está escrito: “Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada lhe tirar”.A PERFEIÇÃO ABSOLUTA É PERMANENTE!
Alguém poderia estar achando que estas Verdades são muito profundas? QUEM SERIA ESTE ALGUÉM? Novamente, DEUS CONSTITUI, AQUI E AGORA, A TOTALIDADE DE TODO SER INDIVIDUAL. Deixando de lado por completo e sem esforço a ideia de que exista “alguém em evolução”, “alguém carente”, “alguém enfermo”, e reconhecendo a Verdade como um FATO JÁ CONSUMADO sobre todos nós, estaremos vivendo a Vida em plenitude, ou seja, estaremos conscientes de que DEUS VIVE SUA PRÓPRIA VIDA COMO CADA UM DE NÓS. ESTE É O REINO DA REALIDADE!
Àqueles que ainda dizem sentir dificuldade para afirmar: “EU SOU A CONSCIÊNCIA ILUMINADA”, sugerimos os seguintes passos:
1. Reconhecer, em quietude e silêncio, sem esforços mentais, que a Consciência divina plenamente iluminada abrange a totalidade deste Universo infinito.
2. Reconhecer internamente: Eu sou consciente que Eu existo.
3. Ponderar: Se estou consciente de algo, e se Deus é a Única Consciência, com qual Consciência eu percebo que eu existo?
4. Aguardar que haja a PERCEPÇÃO da Consciência divina sendo a própria Consciência individual.
Realmente, Deus é a única Consciência que existe. Deus, em Auto-expressão individual, aparece como a Sua Consciência, no ponto exato em que VOCÊ se encontra. VOCÊ É SOMENTE E INTEIRAMENTE A CONSCIÊNCIA DIVINA ILUMINADA. “Temos a mente de Cristo”. (I Cor. 2:16).
Ao afirmar EU SOU CONSCIÊNCIA ILUMINADA, você estará reconhecendo a única Verdade que há em seu sentido máximo. Frases do tipo: “Eu ainda estou muito condicionado, devido aos vários anos em que pensei de outra maneira”, DEVERÃO SER SUBSTITUÍDAS, A CADA INSTANTE, PELA SEQUÊNCIA DE PASSOS SUGERIDA ACIMA. Este hábito promoverá uma natural soltura das crenças falsas.
Cada um, que se descobre sendo a OBRA PERMANENTEMENTE PERFEITA DE DEUS, endossa as palavras de Deus e percebe a unidade “Eu e o Pai somos um”. Entretanto, como vimos, o tempo não existe como Realidade! TUDO É AGORA! Se alguém percebeu em SI MESMO a revelação divina, terá percebido sua natureza genuína: O CRISTO! Não foi este momento glorioso que levou Paulo a declarar, em Gálatas 2:20, “O Cristo vive em mim?” Voltemos à resposta de Jesus: “Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?” Nesta resposta está a base da Revelação absoluta! Quem está “seguindo a Cristo” está sem julgar pelas aparências! Está julgando consoante “julgamento justo”. Está no Reino atemporal em que somos todos um. Está desperto para a Verdade de que Deus e Sua Obra são perfeição permanente, e que todos JÁ SOMOS esta Obra! Quem estiver desejoso de saber a respeito “do outro”, sobre “o que será dele”, estará deixando a própria Luz de lado, trocando-a pelo “julgamento pelas aparências”, deixando a Verdade e endossando a ilusão e a crença no tempo.
Qual o sentido de “Se eu quero que ele fique até que eu venha?” Jesus enfatiza a “remoção da trave de nosso olho!” O Cristo virá “no outro” quando NÓS O ENXERGARMOS com os olhos da Verdade! O véu da ilusão terá sido banido de nossa visão! Juntamente com o “julgamento segundo as aparências”. Em outras palavras, o Cristo sempre esteve sendo “o outro”, e o Fato apenas passou a ser reconhecido! Assim, a UNIDADE “eu e o outro somos um” é discernida! DEUS É TUDO, E A LUZ É UMA!
Falando como Eu perfeito, DIREI O QUÊ? Direi que sou perfeito, que sou completo, que sou integral, que sou criativo, que sou próspero, que sou bem-sucedido. Eu sou feliz, destemido e alegre. Eu sou a Verdade, o entendimento, a realização. Eu sou Vida, Eu sou Luz, Eu sou Amor.
Vendo como Ser infinito, a Mente única imaculada, VEJO O QUÊ? Vejo minha identidade como inteireza, como harmonia, como imortalidade: como beleza, encanto e graça. Vejo atividades jubilosas, alegrias espontâneas e ilimitada plenitude por toda parte.
Ouvindo como o Um perfeito, o Ser infinito, OUÇO O QUÊ? Ouço minha própria voz dizer: Eu sou Tudo: sou livre, triunfante, supremo.
Pela aceitação de Deus, o Eu infinito, a Identidade infinita, como o Todo Universal único, ressuscitamos da morte para a experiência da Vida, eterna e imortal. Quem são os mortos? Aqueles que saíram de nosso campo visual ou auditivo? Não! “Mortos” são os que permanecem nas trevas, assumindo identidade de indivíduos pensantes e separados do Todo!
Quando disse: “Eu sou a Verdade; todo o poder me é dado no Céu e na terra”, Jesus falou como o Ser Único, e não como algum ser humano ou pensador pessoal. Ele refutou a espectralidade chamada pecado, doença ou morte. Com o Poder do Ser Único, aparecendo como a Verdade e a Luz, deu provas contrárias de tudo aquilo.
No instante em que esclarecia o assunto da treva mental, disse: “Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se”.(Mt. 13.25). Os chamados pensadores individuais, enquanto não abrirem mão dessa posição, estarão sujeitos a todo tipo de experiência ou sonho calamitosos.
Paulo, partindo do referencial do Cristo, declarou: “Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef. 5:14).
A Ciência do Ser (Ontologia) inevitavelmente virá agora. Ela apresenta a grande realidade—o Ser ou Eu infinito, uno e indivisível: O Ser e o Eu em UNIDADE!
Como somos enriquecidos! Exaltados! Glorificados! Ficamos realmente plenificados!
Quando alguém distingue claramente o que é puramente espiritual do que é físico ou mental, começa a experienciar a paz que até então lhe era desconhecida. Logo toma consciência de que as idéias confusas, medos e preocupações se tornaram coisas do passado. De posse consciente da Luz Divina e da Revelação, pode caminhar em liberdade, na saúde e na felicidade.
A Revelação é a Voz de nosso próprio Ser, quem sem nenhum esforço, como o raiar do Sol, é resplendente como glória imperecível… “Então romperá a tua Luz como a aurora, e a tua saúde mais depressa nascerá”. (Isaías 58:8).
Mediante este despertar espiritual é que podemos bradar:”Eu era cego, mas agora vejo; eu tinha dúvidas, mas agora eu sei. Eu era coxo, doente, triste, mas agora posso andar, sou saudável, sou feliz”.
Quando aceitamos a nós mesmos como Espírito, como Consciência divina única, e não mais como seres dotados de mente humana pessoal, com naturalidade chegamos rapidamente à percepção nítida e clara de que a Vida não é um problema a ser resolvido, mas, sim, uma grande e gloriosa realidade a ser experienciada!
Anos atrás, quando esteve no Brasil o fundador da Seicho-No-Ie, Masaharu Taniguchi, eu soube que ele, ao descer do taxi que o trazia à sede brasileira do movimento, as pessoas que o acompanhavam já iam à frente, e notaram que ele se demorava um pouco mais atrás. Por que? Estava de palmas justapostas, em atitude de reverência, contemplando a Vida de Deus no suposto “motorista de taxi” que o havia trazido. Por causa deste hábito, de assim reverenciar a Presença de Deus nas pessoas, cativou grande número de pessoas que, a partir daí, se interessaram ainda mais pelos ensinamentos iluminados.
Os ensinamentos espirituais existem para serem postos em prática! São verdades a serem vividas! De que adianta ficarmos horas meditando, reconhecendo que Deus é Tudo, que somos todos um, para, em seguida, irmos ao dia-a-dia como “mortais comuns”, vendo em todos os seres somente a aparência material? E, pior ainda, até entrando em dissenção com alguns ou muitos deles?
Deus é a Vida de todos! Aqui mesmo é o paraíso! Ele espera a nossa “abertura de visão”.
O perdão de “70 vezes 7 vezes” deve ser posto em prática em todos os segmentos de nossa vida! Devemos contemplar a Vida de Deus em nossos familiares, amigos e “inimigos”, nas pessoas que colaboram com nossas atividades profissionais, nos funcionários ou patrões, e, principalmente, em nossos dirigentes!
A mente cega critica tudo! Só vê matéria! Mas, em tudo e em todos há a Presença divina! Devemos nos ocupar em reverenciá-La!
Enquanto os discípulos se viam como simples e humildes pescadores, Cristo via neles a Luz ! Por que? Porque somente a Luz contempla Luz! Temos, todos nós, a Visão simples ou a Consciência iluminada. Isto nos foi dado por Deus! Entendamos por inteiro em que consiste a “prática absoluta do perdão”: ela existe para corrigirmos a visão errada, ou melhor, existe para nos motivar a “abrir os olhos espirituais”. Se assim fizermos, as verdades reveladas se mostrarão claras em nosso dia-a-dia. A harmonia será o natural em nosso cotidiano, e estaremos “perdoando setenta vezes sete vezes”, por estarmos sempre nos desfazendo dos falsos conceitos criados pela mente humana e, ao mesmo tempo, reverenciando e louvando a Presença divina em nosso próprio ser e em todos aqueles com quem direta ou indiretamente entramos em contato.
“Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” Sl. 90:2 ). Que é Deus? Onde Ele está agora? A Bíblia diz, em Isaías 64:4: ” (…) desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera”. Em outras palavras, os sentidos humanos não o estão deixando perceber a REALIDADE: DEUS EM VOCÊ!
Não há outra REALIDADE! Não há outra VERDADE! A citação acima, de SALMOS, diz outra vez: TU ÉS DEUS! Desde quando? Desde “antes que se formassem a terra e o mundo”. “Deus em ti” trabalha para aquele que nele espera”. Que significa isto? Que quando a mente humana se silencia, receptiva e em compasso de espera e reconhecimento, DEUS EM “TI” SE REVELA.
“Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração” ( Sl. 90:1 ). Enquanto as supostas gerações humanas parecem estar existindo, nosso refúgio sempre tem sido Deus, nossa Consciência iluminada, nossa Identidade eterna. Nunca estivemos sendo algo “além de TI”, porquanto a Onipresença nunca deixou, por um instante sequer, de ser onipresente.
“Seja sobre nós a Graça do Senhor nosso Deus: confirma sobre nós as obras de nossas mãos, sim, confirma a obra de nossas mãos” ( Sl 90.17 ). Onde parecia haver um ser humano, “DEUS EM TI” estava e está presente. “Aos teus servos apareçam as tuas obras, e a teus filhos, a tua Glória” (Sl. 90.16). O Filho glorificado é “Deus em TI”, a Presença do Eterno, que parecia estar ocupado por um “servo ilusório”, visto pela mente que também é ilusória: a mente humana. DEUS EM NÓS CONFIRMA A UNIDADE ORIGINÁRIA! DEUS EM NÓS CONFIRMA A OBRA DE NOSSAS MÃOS. NOSSAS MÃOS SÃO, PORTANTO, MÃOS DE DEUS! ESTA É A REALIDADE!