TRINTA MEDITAÇÕES DE UM MINUTO

 

TRINTA MEDITAÇÕES DE

UM MINUTO

Dárcio

Em seu livro, “A arte de curar pelo Espírito”, Joel S. Goldsmith escreve o seguinte: “O homem só encontra verdadeira harmonia, quando entra numa comunhão interna com algo maior do que ele mesmo. E isto é a sua cura verdadeira e permanente. É esta a cura que o mundo busca. E é por esta razão que sempre resta um desassossego e uma insatisfação, mesmo que, nesse momento, fossem resolvidas satisfatoriamente todas as tuas condições econômicas e relações sociais e fosses liberto de qualquer enfermidade física e psíquica. Por maior que seja a alegria que a tua família te dê–quando, à noite, te retiras, te sentirás solitário, porque há em ti algo que tem saudades de casa, algo que deseja integração num outro lar”.

“Encontrar “algo maior que o próprio homem” significa “descobrir a Mente de Cristo” já presente exatamente no lugar da “mente humana”. Estaremos “integrados num outro lar” quando, pelo reconhecimento da “Mente de Cristo” em nós, estivermos discernindo espiritualmente a natureza real do Universo e do próprio homem.

 

Nos dias atuais, a correria pode nos dificultar  meditar durante horas seguidas, como faziam os antigos profetas e mesmo Jesus. Mas, há solução para isto! Analisando o sentido das palavras acima, podemos entender o seguinte: há, em cada um de nós, “algo” muito maior do que a mente humana é capaz de imaginar. Portanto, se escolhermos trinta períodos de apenas “um minuto”, durante cada dia, para meditarmos, teremos meditado durante meia-hora! Além disso, as meditações curtas são muito eficazes por evitarem  os pensamentos intrusos!

Esta é a nossa sugestão:

30 meditações diárias de um minuto! De olhos fechados, medite o seguinte:

“Há, em mim,  Algo maior do que a mente consegue perceber. Abro-me à Sua ação interna, durante um minuto. Sei que este “Algo” é o Cristo, em mim,  batendo à porta de minha mente! Convido-O a entrar!”

Em seguida, permaneça receptivo.

por um minuto.

“MAIOR É AQUELE QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE AQUELE QUE ESTÁ NO MUNDO”

I João 4, 4

 

O CORPO DO ESPÍRITO

 

O CORPO DO ESPÍRITO

Lillian DeWaters

A crença de que podemos controlar, curar ou melhorar o corpo deve ser substituída pelo Conhecimento espiritual de que o Corpo é Espírito, assim como a Vida, Mente e Ser são Espírito. A Vida não poderia ter uma Natureza e o Corpo outra! Quando estivermos conscientes de que o Espírito é Uma Infinitude, Uma Existência, somente então, veremos o fim de nossa crença em seres humanos e corpos humanos.

O Espírito não pode apresentar graduações ou estados de existência. O Espírito é sempre Espírito—Todo-abrangente. A compreensão de que somos Espírito coloca ponto final a todos os pontos de vista contrários. No Espírito—Consciência Cósmica–, todos se tornam vivos, ou seja, tudo é visto e compreendido com base no Princípio e Natureza únicos. O Espírito nem é causa nem efeito. Enquanto não rompermos a crença tríade em mente, matéria e personalidade, não compreenderemos O REINO DO ESPÍRITO. Na Consciência espiritual, há Perfeição e Integralidade incólumes, não uma “cura temporária”.

De fato, pouco ou nada sabemos da Verdade ou da Realidade, a menos que nos seja revelado “não pela força, não pelo poder, mas por Meu Espírito, disse o Senhor” (Zacarias 4:6). Uma forma de Vida não é coisa inferior ou diferente da própria Vida. Não existe nenhuma vida mortal. Falando como homem, falamos de um conceito material, de uma vida material; porém, sabendo de Deus que TUDO É ESPÍRITO, e que a Vida espiritual e Forma são um, ficamos sabendo que é impossível existir qualquer forma “material” de vida.

O Espírito é supremo, nada vendo para ser curado ou melhorado, apenas conhecendo a Si próprio como sendo INFINITO! O Ser Perfeito não pode ter pesar, ressentimento, sofrimento ou desejo por algo. O Espírito não pode ser corrompido ou contaminado. O coração que glorifica o ÚNICO Ser, consciente de que não há outro, é independente de dogma ou credo. Ele é uma emanação de Luz dentro de Si mesmo!

Se surgir a pergunta: “Este corpo material, que uso para caminhar, é o corpo espiritual?”, a resposta deve considerar o ponto de vista de quem a formulou. Houve época em que se acreditou que a Terra fosse achatada. Que resposta daríamos à pergunta “A terra achatada, que eu vejo à minha volta, é a terra redonda?” Impossível uma resposta racional, já que existe somente uma Terra; de modo análogo, um corpo, apenas, existe e está presente.

Se alguém acreditar que a terra redonda é achatada, todas as suas perguntas serão incompreensíveis. Somente a Verdade compreende a Verdade. Para responder de forma verdadeira, alguém terá de conhecer como a Mente divina. A auto-identificação com o não-existente faz com que alguém pareça ter “mente dupla”, e o Espírito da Verdade, nesse caso, nele não está.

Não há situações, mentes, corpos nem pensamentos para serem trabalhados ou tratados. Não existe nenhuma personalidade a quem um tratamento espiritual pudesse ser endereçado. A Mente divina vê a Mente divina, perfeita e completa, carente de nada, sempre consciente de Si mesma como sendo Espírito—o “EU” único.

Onde devemos ir para ver e conhecer a Realidade e a Verdade? Geralmente é aceito que alguém precisa morrer, ou deixar este mundo, para poder entrar em outro mundo em que a Verdade seja mais plenamente conhecida. Em certo sentido, isto é verdadeiro, mas não da forma mencionada. Nós DEIXAMOS A CRENÇA de que somos mortal, matéria, mente e personalidade; e DESPERTAMOS para a Verdade de que somos Espírito, exatamente AQUI e AGORA; e que nenhum outro mundo existe. Esta Consciência é verdadeiramente O REINO DO ESPÍRITO.

ALTITUDES CELESTIAIS

 

ALTITUDES CELESTIAIS

Lillian DeWaters

 

 

O Espírito é a Substância de todas as coisas viventes, o Espírito é a Vida em Si. É o Espírito que é Mente e pensar divinos; o Espírito é que é Amor divino e amoroso; o Espírito é que compõe, compreende e inclui toda Vida e Existência reais.

 

Quando a Vida é descoberta como sendo Espírito e, em vista disso, encarada como incorruptível e eterna, assim Ela se torna para nós. Quando o Amor é descoberto como sendo Espírito, e visto como eternamente puro e imutável, assim ele se torna para nós. Quando Mente e pensar são descobertos como sendo Espírito, eles se tornam nossa única Mente e nosso pensar, e somos mantidos num estado ininterrupto de felicidade, harmonia e paz.

 

A palavra “humano” pertence a um tipo de ser ou existência além de Deus; ela designa o impuro, imperfeito e incompleto. Nem melhoria, nem desenvolvimento e nem progresso humanos são requeridos para que experienciemos a perfeição; pelo contrário, a grande necessidade está num despertar para o Espírito, para que possamos deixar de lutar com a concepção equivocada de uma existência separada do Um, e aprendermos que tudo que há, é o “EU SOU” Auto-existente.

 

A ideia de tornar puro o impuro, de trazer o espiritual para o material, a princípio pode parecer a alguém ser um degrau capaz de conduzi-lo a coisas e condições melhores; porém, se ele se estagnar nessa aceitação, ela lhe será uma verdadeira armadilha, um lugar em que terá que se esforçar e trabalhar incessantemente.

 

Nossa Vida, Mente, Corpo e Existência são eternamente estabelecidos nO Espírito – perfeito, completo, presente. A necessidade única reside num despertar para este fato sublime, para que alguém possa se identificar somente com o Espírito, o divino. Assim fazendo, ele tomará posse da plenitude de todo bem e coisa perfeita.

 

Como nossa natureza é Espírito, e não matéria, é impossível que alguém se livre da imperfeição e limitação antes que este fato supremo lhe seja revelado. Tampouco esta Revelação divina será por ele recebida, caso não esteja desejoso de deixar o imperfeito pelo Perfeito, o intelecto pelo Coração e os meios e formas do eu pessoal pela identificação com aquele “EU” que é o Eu perfeito todo-abrangente.

 

A Revelação de que somos Espírito cumpre a totalidade de nossos desejos. Ela vem àqueles que estão espiritualmente preparados para recebê-la, àqueles de pensamentos simples cujos corações são receptivos ao conhecimento mais pleno do Real. A Revelação é compreensão e liberdade imediatas.

 

É imperativo que nos voltemos dos remédios paliativos para percebermos aquilo que é supremo, não por ser mais elevado, mas por ser o Todo, a Única natureza da Vida e existência. Quando suficiente Verdade for revelada a alguém, ele deixará de tentar purificar sua mente e pensamentos; saberá que quantidade alguma de trabalho mental poderá trazer-lhe o Conhecimento de que a Mente única não tem oposto.

 

A regeneração pessoal deixará de ser praticada, quando alguém aceitar o Espírito como sendo agora o seu “Eu perfeito” . O “sétimo dia” está presente quando deixamos de pensar que somos seres humanos ou humanidade, destinados a dominar o mal e demonstrar o bem numa existência humana. “Quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 11: 25). Quem é este “Mim”? Não é um Deus externo, ou uma Mente divina externa. Conforme registros, Jesus disse aquelas palavras; contudo, ele não as estava pronunciando como um homem, como um ser humano, como um mestre ou curador: ele as proferiu como o “EU ÚNICO EM SI”.

"UM DIA EU CHEGO LÁ!"

“UM DIA EU CHEGO LÁ?”

DÁRCIO

 

A Verdade que estudamos não será verdadeira num suposto futuro em que “chegaremos lá!”. A Verdade é verdadeira exatamente AGORA! Isso nunca pode dar espaço à ilusão que diz o contrário! Rebele-se contra a ilusão! Faça-o mentalmente e espiritualmente! Expulse a crença em futuro! Expulse a crença que o leve a crer ser um ser humano padecendo de problemas e preocupações! Assuma agora o seu domínio em Deus! Afirme a Verdade e negue a ilusão! Não se preocupe em associar afirmações da Verdade e negações do erro com as contemplações da Verdade absoluta! Há autores que ficam discutindo sobre isso! Estas discussões não nos interessam! Interessa-nos VIVENCIAR A VERDADE EXATAMENTE AGORA!

 

Não se veja como um ser nascido neste mundo! Isso é uma ILUSÃO! Desde que a Vida existe, ela é VOCÊ! E a Vida é sem começo, sem mudança e sem fim! Rebele-se contra esta crença material fajuta! Mesmo que um bilhão de pessoas creia numa inexistência, ela jamais irá existir por causa disso! Saia do mesmerismo coletivo, honrando o poder ou a presença que DEUS É, SENDO VOCÊ AGORA! Confirme isto para você mesmo! Expulse as crenças em passado, em presente e em futuro! Expulse as crenças em problemas, doenças e limitações! Rebele-se realmente contra estes argumentos ilusórios do mundo! Em seguida, veja-se como Deus! Veja-se vivendo AGORA a Vida que é Deus! Mentalize e contemple esta Verdade!Contemple a suave ação divina fluindo como a sua Consciência iluminada! Associe os conhecimentos mentais às revelações contemplativas! Trabalhe para deixar em sua mente unicamente a crença em perfeição!

 

Confirme a você esta decisão:

 

SOMENTE A PERFEIÇÃO É REALIDADE! VEJO-A MENTALMENTE E ESPIRITUALMENTE!

AQUI E AGORA!

 

Não caia no trote de achar que “UM DIA CHEGARÁ LÁ”! Este “dia” é AGORA! VOCÊ JÁ “ESTÁ LÁ”; VOCÊ é um ser desperto! “SOIS DEUSES”, confirmou Jesus Cristo! Um desses “deuses” é VOCÊ! Assuma isso! Não acredite em mais nada, senão na totalidade de Deus e na SUA totalidade dentro desse Deus! Não fique apenas acumulando leituras e teorias! Parta para a ação! Estar “em ação” é a atitude de se ver em Oniação! Uma frase iluminada da Seicho-no-Ie diz: “O Universo se move quando eu me movo”! A propósito, falando em Seicho-no-Ie, não perca tempo em “cultuar antepassados”! Isso é o oposto da Verdade! Um “culto à ilusão”. Viva, de cada ensinamento, unicamente as Verdades contidas nele! Não perca tempo com as inverdades! O ser que somos é a expressão perfeita de Deus que vive AGORA em Deus! Não temos antepassados! O tempo não existe! E não vivemos na matéria! A matéria não existe! Uma decisão radical precisa ser tomada, se pretendemos ser a Verdade que estudamos!

 

Expulse as crenças falsas de uma só vez! Firme-se nos princípios absolutos! DEUS É TUDO! Atitude! Ação! Decisão! ONIAÇÃO! DEUS É VOCÊ AGORA! Deus não será você “um dia”! Deus não será VOCÊ quando supostamente “você chegar lá”! Lembre-se: VOCÊ “JÁ ESTÁ LÁ!”

 

VERDADE – Parte 2

VERDADE

Marie S. Watts

Parte 2

Amado leitor, parece-lhe que nos alongamos demais nesta questão da Verdade? Nesse caso, tenha um pouco de paciência, pois agora irá descobrir que VOCÊ é a própria Verdade que está sendo apresentada aqui, e, é este mesmo Autorreconhecimento que está agora se passando com VOCÊ.

Talvez esteja pensando: “Mas isso tudo me parece tão impalpável! Como posso ser eu esta Verdade?” Não se lembra do que estabelecemos logo no início desta mensagem? Que o universo em que você vive, se move e tem o seu ser é o universo real, o único universo? VOCÊ, este você que está existindo aqui e agora, é o VOCÊ real, o único VOCÊ em existência. Deus é a Inteireza, o Todo do Universo; e esta Inteireza, esta Totalidade, inclui VOCÊ. Aquilo que for verdadeiro para Deus, como o Universo, é verdadeiro para VOCÊ, pois VOCÊ se encontra incluso nesta Totalidade ou Unicidade de Deus. O Fato básico, ou a Verdade da PERFEIÇÃO ONIPOTENTE E ONIPRESENTE, É A VERDADE ESTABELECIDA DE SUA PERFEIÇÃO. Pôde, agora, perceber a vital importância de possuirmos um conceito bem definido de TUDO quanto compreende a Verdade?

Outro aspecto da Verdade é o fato de Ela nunca ter tido começo, mudança ou fim. Às vezes, adiamos nossa aceitação da perfeição atual por nos esforçarmos para que algo se torne verdadeiro. A Verdade jamais se torna verdadeira. E também a falsidade jamais se torna falsa. A Verdade tem sido sempre verdadeira, e a falsidade tem sido sempre falsa, não-existente. Isto é assim tão simples! O habitar na Onipresença da Perfeição, constitui a própria realização desta Perfeição. É este o modo pelo qual a Verdade verdadeira sobre você se torna evidente como a Verdade que é verdadeira COMO VOCÊ. É desse modo que obtemos a Autopercepção, ou Autoconsciência. Existe somente um Eu, e este Eu único é Deus, o Eu que abrange tudo. Não importa a quantidade numérica de Identidades distintas que este Eu inclui: o fato de que Deus é a totalidade de cada identidade é permanente. Deve ter ficado claro ser impossível que haja algo verdadeiro, ou fato real a seu respeito, que não esteja incluso na Verdade que Deus é.

Realmente, Deus é Tudo eternamente, e é incondicionalmente perfeito. Um Fato incondicionado é completo como sua própria Verdade. VOCÊ É A VERDADE. O UM ETERNAMENTE PERFEITO, INCONDICIONADO, IDENTIFICADO COMO VOCÊ. Esta declaração é o Ultimato Absoluto da Verdade de sua inteira Existência, inclusive de sua Vida, Mente, Corpo e Ser. Esta Verdade, como você, transcende todo tipo de qualificação, oposição ou condição. Você não é dual; não há dois de “você”. Não existe algo como Você, que é esta Verdade, ao lado de “outro você” caminhando em direção oposta ao UM PERFEITO, que sempre você tem sido, e que sempre VOCÊ será.

Continua…

NÃO SEJA POÇO…

NÃO SEJA POÇO ESPERANDO

ÁGUA DE CHUVA

Dárcio

A natureza do seu ser é Deus! Logo, a Fonte que faz jorrar a sua plenitude se constitui da Água Viva que VOCÊ É! Esperar algo do ilusório mundo exterior é ser “poço esperando água de chuva”! Reconheça a Fonte infinita jorrando como o seu próprio ser! Ocupe-se em contemplá-La! “Rios de Água-Viva fluirão de SEU VENTRE”, garantiu Jesus! Tire toda a atenção do mundo exterior! Ele é pura MIRAGEM! Observe Deus sendo Deus como VOCÊ; perceba-se EXPRESSANDO DEUS! Não seja jamais um “poço esperando água de chuva”.

VERDADE – Parte 1

VERDADE

Marie S. Watts

Parte 1

Que é a Verdade? Há cerca de dois mil anos, Pôncio Pilatos fez a Jesus esta importante pergunta. Não temos nenhum registro de que Jesus a tenha respondido a Pilatos. Por que não o fez? Provavelmente por saber que a sua resposta não seria compreendida nem digna de crédito. E a busca por essa resposta continuou existindo, perdurando até os dias atuais. Entretanto, Jesus deu a resposta. Clara e simplesmente ele declarou: “Eu sou a Verdade”. Mas por que ela não foi compreendida? Tão simples! Ele poderia também ter dito a Pilatos: “Você é a Verdade, se ao menos o soubesse”.

Uma percepção clara dos ensinamentos do Mestre nos revela que jamais ele alegava possuir o privilégio ou o direito exclusivo de ser a Verdade. Tampouco limitava esta prerrogativa aos seus discípulos imediatos. Em João 14; 12, podemos ler: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas.” O certo é que Jesus não falava de si mesmo como pessoa. Pois não havia, já,  se referido a si próprio como sendo a Vida, a Verdade e o Caminho, mas de forma impessoal? Na prece que vamos citar, uma das mais maravilhosas já registradas, encontramos Jesus orando para que todos nós pudéssemos reconhecer a Verdade, o único Deus, como o “Eu” de cada um de nós. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17: 21, 22,23). A prova de que esta prece inclui a todos está no seguinte versículo: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (João 17; 20). Isto soa como se Jesus falasse de si mesmo como a Verdade, com a exclusão de todos os demais? Que seria, ou quem seria o “Eu” citado nestas passagens? Quem seria este “Mim”, em quem somos convidados a crer? Há somente um “Eu”, o “Eu” existente como a sua “Identidade”, como a minha e como a de todos nós. E é neste “Eu”, neste “Mim”, que somos exortados a acreditar. Sim, amados, somos exortados a aceitar e reconhecer o “Eu” que é a Verdade impessoal, o “Eu” que EU SOU, como a “Identidade” de cada um de nós.

Seguidamente temos tido garantias de que, “se conhecêssemos a Verdade, estaríamos livres”. Porém, de que forma poderíamos conhecer algo, senão pelo discernimento da natureza do objeto de nosso estudo? Quando conhecemos algo, um conhecimento realmente efetivo de algo, aquilo permanece conosco para sempre, em e como nossa própria Consciência, ou Mente. E descobrimos que realmente contemos e somos aquilo que conhecemos.

Em outras palavras, é impossível conhecer totalmente a Verdade sem que, antes, conscientizemos que somos a própria Verdade que estivermos conhecendo.

Repetindo a pergunta, QUE É A VERDADE? A Verdade relativa a algo é o fato estabelecido daquilo que constitui a sua existência. O dicionário A define incluindo a seguinte interpretação: “Aquilo que é verdadeiro; um estado real de coisas; fato; realidade”. Sim, a Verdade é o Fato daquilo que existe como o Universo, como o Mundo, e como Você e Eu. A Verdade é eterna, sem começo, sem mudança e sem fim. Sendo infinita e eterna, a Verdade é harmoniosa e perfeita para todo o sempre.

A percepção da natureza exata da Verdade é de vital importância para todos nós. Por quê? Porque a Verdade é o Fato estabelecido, a Realidade de tudo que existe. Conhecer a Verdade é estar consciente da Perfeição imutável que constitui a totalidade do Universo, e esta totalidade inclui a mim, a você e a todos. Quando conhecermos a Verdade com convicção idêntica àquela que possuímos, de que um mais um é igual a dois, sem maiores esforços, realmente estaremos conhecendo a Verdade. Com frequência vínhamos pensando que conhecíamos a Verdade, quando, o que fazíamos, era nos entregar aos pensamentos de querer algo. Conhecer realmente alguma coisa significa estar consciente de sua existência estabelecida e imutável; incluir em tal grau em nossa Consciência aquele conhecimento, que permaneceríamos impossibilitados de aceitar que a coisa conhecida fosse diferente daquilo que ela realmente é.

O fato estabelecido, de um mais um ser igual a dois, não inclui nenhuma condição ou Verdade parcial. De igual modo, a Verdade básica de que o todo imutável, eterno e perfeito Deus único abrange a totalidade da existência, jamais poderia incluir uma parcela, uma condição ou uma oposição.

Frequentemente, vínhamos conhecendo a Verdade de uma forma que Ela estivesse se opondo a algo, como se existissem certas forças contrárias à Verdade que estávamos a conhecer. O caminho das afirmações e negações nos leva a esse engano. Se pudesse haver algo que se contrapusesse à Verdade, isto indicaria que a Verdade não seria o Fato total e completo da Realidade, ou daquilo que possui existência. Uma negação do erro jamais revela a Verdade. Tampouco faz com que a Verdade Se torne mais verdadeira do que Ela já é neste exato instante. Jamais nos preocupamos com o que não é verdadeiro, pois, trata-se de algo não-existente. Para quê nos ater àquilo que é nada? Pelo contrário, nós contemplamos o Fato básico da existência: a Totalidade, a Unicidade, a Presença onipresente, onipotente, inabalável e ininterrupta da Perfeição que existe.

Continua…

"ONDE ESTÁ A VOSSA FÉ?"

“ONDE ESTÁ A VOSSA FÉ?”

Lucas, 8: 25.

Dárcio

Após acalmar o vendaval e a fúria das águas de uma tempestade, fez Jesus esta pergunta aos discípulos: “Onde está a vossa fé?” Em outras palavras, perguntava: “Estão acreditando na Realidade perfeita imutável? Ou continuam vendo a ilusão de aparências mutáveis?” “Onde está a vossa fé?”

Há um Universo único, perfeito e onipresente! Este Universo é inteiramente Deus sendo! Por isso Cristo disse: “O meu reino não é deste mundo”. Além disso, por saber que a Verdade é universal, completou: “Vós, deste mundo, não sois!” Não poderíamos ser habitantes de uma “miragem”. Ver-se “na matéria”, portanto, é pura ilusão!

“Onde está a vossa fé?” Onde ela se localiza? Na mente humana? Não! Mente humana não combina com a Verdade! Mente humana vê aparências! Aparências boas e más! Que é a Verdade? O Reino de Deus, Único, perfeito; nEle não há bem nem mal, nem passado, presente ou futuro, mas tão somente este AGORA!

O Universo é Mente Onipresente consciente! VOCÊ é esta Mente individualizada, assim como cada ponto de uma reta é a “reta individualizada”. É preciso que VOCÊ se descubra “formando este Universo de Luz!” Somente com a “nossa” inclusão na Luz que somos, Deus pode ser Deus, completo e onipresente!

Faça este reconhecimento: de olhos fechados, perceba que a Luz, que VOCÊ É, está resplandecente em grau máximo de Sua potência! Perceba que esta Luz é Deus em VOCÊ, e é VOCÊ em Deus! Não existe “matéria” sendo o seu ser! “Deus é Luz e nEle não trevas nenhumas”. Portanto, a suposta “matéria” não passa de “ausência do reconhecimento da Presença da Luz!” Se assim fizer, poderá responder à questão levantada por Cristo: “Onde está a vossa fé?” Ela está na Realidade perfeita e harmônica! Está na contemplação da Luz Oniativa e Onipresente! Está na percepção de que não há tempestade nem bonança, mas que TUDO É!

Este discernimento exclui as “aparências”; exclui a “mente dividida” que espera vê-las “melhoradas”. Somente Deus existe! E Deus é Perfeição absoluta onipresente!

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"COM DEUS TODAS AS COISAS SÃO POSSÍVEIS"

“COM DEUS TODAS

AS COISAS SÃO POSSÍVEIS”

Mateus, 19: 26.

Dárcio

As revelações divinas são fatos espirituais eternos! Quando nelas nos firmamos, corporificando-as à nossa maneira de ser e de agir, as coisas passam a fluir também visivelmente em harmonia. Há uma Unidade ativa: Deus em ação, ou Oniação. Toda Atividade perfeita está acontecendo aqui e agora! Quando nos limitamos, acreditando em problemas ou situações difíceis ou irreversíveis, estamos, na verdade, negando estas revelações ou negando a onipresença eterna da Harmonia que É.

 

“Com Deus todas as coisas são possíveis”. Isto não quer dizer que todas as nossas vontades humanas irão ser prontamente atendidas! Tal aceitação seria uma infantilidade! Haveria um Deus trabalhando para atender a caprichos da mente carnal? Não! Por outro lado, o sentido é infinitamente mais grandioso! TUDO QUE É PERFEIÇÃO, HARMONIA, AMOR, REALIZAÇÃO, PLENITUDE, JÁ EXISTE! E NOS INCLUI! Por que parecemos não estar vivenciando este fato? Por não ficarmos “com Deus”, como diz a revelação. É “com Deus” que todas estas são possíveis, por já serem fatos espirituais!

 

Que é estar “com Deus?” É perceber Sua Presença sendo a sua! “Eu e o Pai somos um”. Esta é a chave! Ao fechar os olhos para este mundo, abrindo a mente à infinidade de sua Consciência gloriosa, o Universo é discernido sendo uno com você! A partir disso, os quadros visíveis também passam a refletir esta harmonia.

 

De olhos fechados, contemple a revelação de que TODAS AS COISAS SÃO POSSÍVEIS, por serem Fatos espirituais já feitos, eternos e mantidos por Deus! Conserve-se nesta “percepção silenciosa”, até sentir-se internamente pleno, num estado de paz que lhe comprove este discernimento.

CARNAVAL

 

CARNAVAL

Dárcio

Que são as imagens de “Carnaval”, vistas na mente humana? São a manifestação hipnótica da crença de que há prazer e alegria na matéria, ou fora de Deus. Estas imagens não têm pessoas! São imagens falsas, como sonhos, e enquanto alguém se identificar com elas, também poderá se identificar com alguma figura presente nas imagens, um suposto “ser humano”, quando, então, a ILUSÃO será total!

Não existe mundo humano! Estas imagens são meras representações ilusórias de crenças falsas! DEUS É TUDO! E somos expressões individuais de Deus. Aquele que se desvincular mentalmente das imagens “deste mundo”, para se identificar com o êxtase de ser glorificado por Deus, se livrará dos “Carnavais” da ILUSÃO, e sentirá a alegria verdadeira, que é ininterrupta e sem ressaca!

O SUPRIMENTO – Parte 1

O SUPRIMENTO

JOEL S. GOLDSMITH

Parte I

O segredo do suprimento encontra-se no capítulo décimo segundo de Lucas:

E ele disse aos seus discípulos: “Portanto eu vos digo, não vos preocupeis com a vossa vida, com o que haveis de comer; nem com o vosso corpo, com o que o cobrireis.

A vida é mais que o alimento, e o corpo é mais que a vestimenta.

Considerai os corvos: eles não semeiam nem colhem; eles não têm dispensa nem celeiro; e Deus os alimenta: quanto mais valeis vós que as aves?

E qual de vocês, com toda solicitude, pode acrescentar um cúbito à sua estatura?

E se, pois, não sois capazes de fazer estas pequenas coisas, por que vos preocupais com as outras?

Considerai os lírios, como eles crescem: eles não fiam nem tecem; e na verdade vos digo que nem Salomão, em toda sua glória, jamais se vestiu como um deles.

E se Deus veste assim a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada ao forno, quanto mais vestirá a vós, homens de pouca fé?

Não pergunteis pois o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, nem andeis na dúvida.

Pois todas as gentes das nações do mundo buscam estas coisas: e vosso Pai sabe que delas haveis mister.

Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo.

Não temais, pequeno rebanho, pois é do agrado do vosso Pai dar-vos o reino.”

Surge agora a questão: Como é possível “não nos preocupar” com o dinheiro quando as prementes obrigações devem ser satisfeitas? Como podemos confiar em Deus se ano após ano tais problemas financeiros nos afligem, geralmente não por falha nossa? Vimos na passagem de Lucas que o modo de resolver nossas dificuldades está em não nos preocuparmos com o suprimento, quer seja dinheiro, alimento, roupa ou qualquer outra forma. E o motivo pelo qual não precisamos estar ansiosos quanto a isso é que “é do agrado do vosso Pai dar-vos o reino”, uma vez que Ele “sabe que delas haveis mister”.

Para podermos entrar completamente no espírito de confiança desta passagem inspirada das Escrituras, temos de compreender que dinheiro não é suprimento, e sim o resultado ou efeito do suprimento. Não existe tal coisa como suprimento de dinheiro, de roupas, de casa, de automóvel ou alimento. Tudo isso constitui o efeito do suprimento, e se este suprimento infinito não estivesse presente dentro de nós, nunca haveria as “coisas dadas de acréscimo” em nossa vida. As coisas de acréscimo, naturalmente, são estas coisas práticas como dinheiro, alimento e roupas, que são tão necessárias neste estágio da existência.

E se dinheiro não é suprimento, que é este então? Façamos uma pequena divagação e observemos uma laranjeira carregada de frutos. Sabemos que as laranjas não constituem o suprimento, pois quando estas tiverem sido comidas, vendidas ou dadas, uma nova safra começará a brotar. As laranjas se foram, mas o suprimento continua, pois dentro da laranjeira existe uma lei em operação. Chame-a de lei de Deus, ou lei da natureza — o nome não é tão importante, mas o que importa é o reconhecimento da lei que atua na, através e como laranjeira. E esta lei opera internamente — através das raízes vêm os elementos minerais, nutrientes, água, elementos do ar; e mais a luz solar, que são então transformados em seiva. Esta, por sua vez, caminha tronco acima, é distribuída pelos ramos e finalmente toma expressão como flor. A seu tempo, esta lei transforma as flores em bolotas verdes e estas se tornam laranjas maduras. As laranjas são pois o resultado, ou o efeito da ação da lei na, através e como laranjeira. Enquanto esta lei estiver presente, teremos laranjas. A laranja, por si, não pode produzir outra laranja. E assim compreendemos que a lei é o suprimento e as laranjas seus frutos, os resultados, os efeitos da lei.

Dentro de mim e de você há também uma lei em operação — a lei da vida — e a conscientização da presença desta lei é o nosso suprimento. O dinheiro e as coisas necessárias à vida diária são os efeitos da conscientização da atividade da lei interior. Esta compreensão nos permite desligar o pensamento do mundo exterior para habitarmos na consciência da lei.

Que é esta lei, que é nosso suprimento? A Consciência divina ou universal, a sua consciência individual — isto é a lei. E ela é de fato a nossa consciência. Assim, nossa consciência se torna a lei do suprimento para nós, produzindo a sua imagem e semelhança na forma de coisas necessárias ao nosso bem-estar. E assim como não há limites para a nossa consciência, tampouco há limites para a percepção consciente da ação da lei e, por isso, não há limites para o nosso suprimento em todas as suas formas.

A Consciência divina ou universal, nossa consciência individual, é espiritual. A atividade desta lei interior é também espiritual e, por isso, nosso suprimento, em todas as suas formas, é espiritual, infinito, sempre presente. Aquilo que vemos como dinheiro, alimento, vestimenta, carros ou casas representa a nossa interpretação dessa idéia. Nossos conceitos são tão infinitos como nossa mente.

Convenhamos que, assim como não precisamos nos preocupar com as laranjas, enquanto tivermos a fonte ou suprimento que produz continuamente os frutos para nós, também não precisamos mais nos preocupar com o dinheiro. Aprendamos a olhar para o dinheiro como olhamos para as folhas ou para as laranjas, como um resultado natural e inevitável da lei que age interiormente. Não há, de fato, razão para nos preocuparmos, mesmo quando a árvore nos pareça desfolhada, enquanto mantivermos a consciência da verdade de que a lei continua assim operando internamente, para nos dar os frutos de sua própria espécie. Independentemente do estado de nossas finanças em dado momento, não fiquemos preocupados ou aborrecidos, pois agora sabemos que a lei atua dentro de nós, através e como nossa consciência e trabalha, quer estejamos dormindo ou despertos, para nos prover das coisas “de acréscimo”.

Aprendamos a olhar para os lírios e a nos regozijar com a prova da presença do amor de Deus por Sua criação. Observemos as andorinhas, quão completamente confiam na lei.

Regozijemo-nos ao ver as flores na primavera e no verão, que nos confirmam a divina Presença. Assim como aprendemos a nos alegrar com as belezas e generosidade da natureza sem o desejo de nos apoderar de qualquer coisa, sem o medo de que seu suprimento não seja infinito, assim também aprendamos a nos alegrar com o desfrute de nosso suprimento infinito — resultado do infinito repositório em nosso interior — sem nenhum medo de que alguma carência venha a nos perturbar.

Gozemos dessas coisas do mundo exterior sem, contudo, considerá-las como suprimento. Nossa conscientização da presença e da atividade da lei é nossa consciência de suprimento, e as coisas exteriores são as formas sob as quais nossa consciência se expressa. O suprimento interno se manifesta como as coisas externas de que necessitamos.

"TODA BOA DÁDIVA VEM DO ALTO…"

“TODA BOA DÁDIVA VEM

DO ALTO”

(Deus é a Fonte Única de Suprimento)

Dárcio

Quando lemos em Tiago, 1:17, que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do Alto, descendo do pai das Luzes, em Quem não pode haver variação ou sombra de mudança”, vemos uma confirmação de que tudo nos chega interiormente, e não externamente, como é aceito pela crença coletiva. A matéria não é realidade! Deus, Espírito, Consciência, é Suprimento!

O conhecimento desta Verdade fez com que Joel S. Goldsmith nos passasse o seguinte:

Tudo de que necessitarei, desde agora até o fim dos tempos, já está, agora mesmo, corporificado em minha consciência: a substância e a lei que a ampara. Esta consciência onipresente é a substância de todas as formas, e a lei para todas as formas. É infinita: infinita em essência, infinita em expressão, infinita em manifestação. Não é limitada por nenhuma crença humana; é a Consciência divina, que flui plena e livremente como minha consciência individual. E, para que assim seja, não é preciso que eu vá a parte alguma, nem que peça nada a ninguém, visto que o lugar onde já estou é “solo sagrado”.

Quando reconhecemos esta Verdade, em períodos de silêncio e quietude, “sentindo”  internamente o fluir da Substância divina em nós, externamente algo também começa a acontecer. As coisas visíveis necessárias vão aparecendo, através de inúmeros canais externos, e nós, conhecedores desta Verdade, reconheceremos serem todos eles meros “reflexos” da ação constante de nossa Fonte infinita interna: Deus, a Consciência espiritual, o “Pai em Mim”, como dizia Jesus Cristo.

"PRÁTICA DO SILÊNCIO"

“PRÁTICA DO SILÊNCIO”

Dárcio

NOSSO REFERENCIAL DE SER É DEUS, e nunca o mundo das aparências. Este mundo é mero desdobramento da Semente Divina que somos na tela hipnótica da mente humana. Nesta tela, o “tempo” parece existir! Por que? Por aparentar haver mudanças! Em Deus, tudo é perfeição permanente, mas, aos olhos do mundo, as imagens ora se mostram harmônicas, ora desarmônicas. Por isso, costumamos divulgar dois horários em que fazemos juntos a “Contemplação da Verdade”. Estes períodos, chamados de “A Prática do Silêncio”, visam a formar em cada um esta “disciplina” no que diz respeito a meditar e contemplar este REINO INFINITO em que vivemos, e que a mente humana busca nos ocultar.

Os horários são os seguintes:

3as: 20,30-21,00h

5as: 21,30-22,00h

Cada um, onde quer que esteja, poderá realizar estas “Contemplações Coletivas” da seguinte forma. De olhos cerrados, poderá ter em mente o seguinte pensamento:

“Pai, cria em mim silêncio para que eu possa discernir a Tua Presença sendo a minha!”.

Em seguida, aguardar uma resposta interior.

 

 

"EU VIM, NÃO PARA JULGAR…"

“EU VIM, NÃO PARA JULGAR O MUNDO,

MAS PARA SALVAR O MUNDO”.

João, 12: 47.

Dárcio

Diante da frase de Cristo: “O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho o julgamento”, muitas doutrinas religiosas passaram a propagar que seremos todos “julgados por Jesus”, no suposto “dia do juízo final”. Eis por que iniciamos o capítulo com a frase em que o próprio Cristo refuta tais colocações ortodoxas!

“Se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo, porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.”Repetidamente, em nosso estudo, temos enfatizado a premissa básica: DEUS É TUDO! A mente iluminada não vê o mundo como a mente carnal ou iludida o vê! Se Jesus dissesse ter vindo para “julgar alguém”, teria de estar usando a mente humana, e não a divina! A existência humana é um sonho! Uma imagem hipnótica que temporariamente engana a maioria, fazendo-a crer que existe, de fato, um mundo material. DEUS, ESPÍRITO, É TUDO! Sempre foi e sempre continuará sendo TUDO! Por que? Por ser DEUS! Onipresente, Onipotente, Onisciente!

Cristo, ciente de que “o reino não é deste mundo”, transmitiu-nos esta Verdade libertadora. Alguns a aceitam e outros não. Entretanto, se DEUS É TUDO, esta análise de aceitação não pode ser real! Para a mente humana é real! E para a mente divina, que é Onisciente? Este é o ponto: a mente que vê seres aceitando ou rejeitando a Verdade é ilusória! Quando cada um se identifica com a Verdade de que “temos a mente de Cristo”, percebe a névoa ilusória dissipar-se à sua frente! Estará “se julgando com a Palavra!” Estará dando fim à falsa crença de que há dois universos: o espiritual e o material.

“Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.” (João 12, 48). Como dissemos, a Revelação, DEUS É TUDO, é a Palavra que nos julga! Cada um, por se dedicar à compreensão da totalidade de Deus, à percepção de que somos “um com Deus”, terá seu “último dia”, ou seja, o sumiço do ego humano! Em Gálatas, 2: 20, encontramos Paulo neste “julgamento”, em seu “último dia”: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.”

Os conceitos humanos de “juízo final” e “condenação eterna” são meras fantasias lamentáveis da ilusória mente humana! Desde o Antigo Testamento já tínhamos a revelação de que todos seriam salvos: “Porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior, diz o Senhor”. (Jeremias, 31, 34). Quanto antes percebermos a totalidade de Deus, e, conseqüentemente, nossa natureza divina, “mais cedo” estaremos “crucificados com Cristo”: menos natureza humana ilusória demonstraremos, e mais Luz divina irradiaremos! Somente um véu hipnótico, chamado “humanidade”, parece ofuscar o fulgor pleno de nossa “Cristicidade”.

INTERIORIZAÇÃO É SOLTURA DA MENTE HUMANA

INTERIORIZAÇÃO É SOLTURA DA MENTE HUMANA

Dárcio

Conversando com pessoas que não estudam a Verdade Absoluta, e dizendo a elas que “a Verdade, para ser conhecida, requer que a pessoa se livre da mente humana”, em geral ouvimos o seguinte: “Que absurdo! Sem a mente humana eu nem saberia que existo!” De tal forma esta ILUSÂO de mente humana atua hipnoticamente sobre alguém, que, de fato, este “hipnotismo” chega a este ponto de fazer a pessoa acreditar que sem a mente humana ela é nada! E a Verdade é justamente o contrário: a pessoa é “nada” enquanto achar que possui mente humana e viver dentro de seu ilusório e finito conceito de existência.

Com a mente humana, a pessoa somente capta o que é irreal! O “Reino de Deus” está dentro de vós”, “Vós, deste mundo, não sois”, disse Jesus! Porque o mundo necessita tanto destas informações? Por estar avaliando tudo em termos da visão da mente humana! Se o “Reino” está dentro de nós, e se “não somos deste mundo”, o que se requer é a “interiorização”. Cada um deve, primeiramente, concluir que está somente enxergando irrealidades, miragens, inexistências! E então, decidir-se por sair deste “estado hipnótico” de uma vez por todas! Filho de Deus não é sonâmbulo! O estudo da Verdade Absoluta é esta decisão posta realmente na prática! A cada momento de disponibilidade, a pessoa se volta para dentro de si mesma, e encontra, ali, o Reino da Verdade, a sua Consciência iluminada, o Cristo que constitui sua real e única identidade! Sem meditar, sem contemplar livremente estes princípios, o estudo ficará somente “ da boca para fora”, pois, esta “interiorização” é uma consciente soltura de crenças na matéria e concomitante identificação com a Verdade que já somos! E esta Verdade é que cada ser já é Deus! Jamais a mente humana revelará isto! Esta Verdade já é verdadeira e está “dentro de nós”. Portanto, é “dentro de nós” que deveremos “buscá-La”, já sabendo que “buscamos aquilo que já somos”. Não existem dois mundos! DEUS É TUDO! Por isso, ao nos interiorizarmos pela identificação com as revelações de que “matéria é nada” e o “Espírito é tudo”, estaremos nos livrando da mente humana e discernindo que “temos a mente do Cristo”. Este é o foco iluminado de nossa atenção.

SOMENTE DEUS – 2 (Final)

SOMENTE DEUS

Lillian DeWaters

II

DEUS é o EU, e o EU é DEUS. Inexistem quaisquer “ele”, “ela” ou “mim”, ou quaisquer Maria, João, animal, pássaro, floresta, água, etc. Existe o EU somente, o EU que é TUDO que existe, “EU” sou DEUS somente; não “eu” João ou João “eu”, mas sim EU, EU!

Não há nenhum EU como Maria, João ou “você”. Ele é EU, DEUS; Deus, Eu, EU, ESPÍRITO, EU, EU, sem nascimento, sem criação, idade, tempo ou fim. EU, sem matéria, mortalidade, personalidade, ego. EU, sem pecado; EU, sem mudança; EU, sem problema, doença, sofrimento, morte. “Eu sou o Eterno, o Deus verdadeiro; este é o Meu Nome; a ninguém dei a minha glória” – Isaías 42: 8 – Moffat.

Respondamos à pergunta: “Pode haver um Deus e muitos de nós?” Sabemos que existe um só Deus; contudo, vemos muitos de nós. Uma ilustração irá aclarar o assunto. Consideremos a árvore e suas folhas. Na Mente podemos ver uma árvore com muitas folhas. Sabemos que esta árvore na Mente é uma IDEIA, que é imaterial e incorpórea. Consideremos a seguinte questão: Que relação há entre as folhas da árvore e a própria árvore? Em geral, a primeira resposta seria que a folha é parte da árvore, ou que a folha é uma com a árvore. As duas respostas não são válidas, pois, IDEIAS DA MENTE NÃO PODEM SER SEPARADAS EM PARTES. Como a árvore INCLUI as folhas, a resposta bem que poderia ser esta: A FOLHA É A ÁRVORE.

Contudo, é possível expandir nossa visão além mesmo desta resposta, tal como veremos a seguir. Você pode ter acreditado que o maior não pode ser posto no menor. Por certo, esta declaração não pode ser feita a partir da base espiritual ou da Consciência cósmica, que se baseia unicamente na Verdade – pois aqui, não há tamanho nem peso, nem espaço nem medida. Podemos manter a ideia “floresta” com a mesma facilidade com que o fizemos com a idéia “árvore”. A Mente, ou Espírito, conhece seu Mundo como idéias e formas espirituais. Nenhum outro mundo externo, físico ou material, existe. Lembre-se: Espírito é Tudo; logo, Tudo é Espírito. Volte sua atenção à ilustração da árvore, e expanda sua visão para perceber que na mente inexiste algo que seja maior ou menor. Tudo é imensurável e inseparável. Como a árvore não está em partes, mas em seu todo, então o global da árvore é a “árvore” em toda a sua extensão. A plena percepção desse fato deverá inspirá-lo agora a perceber: A ÁRVORE É A FOLHA.

A Consciência cósmica é a nota dominante da atualidade! Nesta Consciência percebemos que a Vida, a Existência, é um INTEIRO SEM PARTES; e que o Ser único é o MESMO em toda parte, por toda a Sua Infinitude. Quando o nosso amor pela Realidade se aprofunda, e a Revelação maior nos é dada, nossa visão e compreensão se mostram idênticas.

Previamente, a Revelação nos trouxe o surpreendente fato de que Eu-Maria, ou Eu-João, sou a Mente única, o único Ser ou Espírito, Deus. Agora, à Luz da nova revelação – QUE DEUS É UM INTEIRO, EM TODA PARTE E EXTENSÃO – a Iluminação gloriosa deverá ser a de que DEUS, A ÚNICA MENTE E SER, É QUE É Eu-Maria, Eu-João; você, eu, todos nós.

A plenitude e a totalidade de Deus estão em você, em mim e em todos, pois, a plenitude e a Totalidade de Deus são, em toda parte, O MESMO UM. Somos o UM pelo fato de O UM ESTAR EM NÓS; esta percepção desfaz por completo a crença em “muitos eus”, “muitas mentes”, “muitos indivíduos” e “muitos de nós”. Deus – como um INTEIRO – é infinita individualidade.

A variação e distinção da beleza, cor e forma estão no Um-Total, que é aqui, ali e em qualquer lugar, O MESMO UM. Ele é quem sou, quem você é, e quem todos são, sem pecado, sem mudança – PURO, PERFEITO, COMPLETO.

F I M

ENTREGUE-SE À VERDADE – 2 (Final)

ENTREGUE-SE À

VERDADE

Dárcio

II

Há uma Verdade infinita Se expressando. Ela já inclui VOCÊ e a todos de modo impessoal e completo. Não existe mundo material! Mas a inexistência do mundo material somente poderá ser constatada através do discernimento de que a mente humana não existe, e que unicamente a Mente divina é Mente real e onipresente.

Façamos como Jesus: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Esta “entrega” é um reconhecimento da farsa do dualismo! É um “despertar” para a Verdade de que Deus é realmente Tudo; é um discernimento de nossa UNIDADE ESSENCIAL ETERNA! Esta Unidade existe; está consumada!

A “entrega” não é atitude pessoal, no sentido de que uma pessoa a faça, isolando em sua visão todas as demais. Não! A “entrega” é feita de modo que TUDO E TODOS estejam sendo entregues ao Pai como UNIDADE. A Visão espiritual contempla o Infinito e cada indivíduo que O forma. O “Pai”, citado por Jesus, é a divina Consciência infinita que agora nos faz discernir que “somos”, que “vivemos”, que somos “conscientes”. Sem a mente humana, esta Consciência única é discernida como TUDO E TODOS. E esta Consciência é a PERFEIÇÃO que abrange o Infinito! Este vislumbre da Realidade nos revela que DEUS, LUZ, É TUDO, e de que jamais houve imperfeição neste Universo de Deus.

“Entregar o espírito nas Mãos do Único” é deixar de ilusoriamente “dividir a Existência” em espírito e matéria, é evitar que a “ilusão de separatividade” atue hipnoticamente em nossas vidas. “Uma casa dividida não subsiste”, disse Jesus! E disse ainda: “Não podeis servir a dois senhores”,

O ensinamento é cristalino: DEUS É TUDO, TUDO É DEUS! Difícil segui-lo? Para a suposta mente humana, esta tarefa não apenas pode ser encarada como difícil, e sim como impossível! Mas a receita nos é dada: “PAI, NAS TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO!” Não há, aqui, NENHUMA incumbência dada à mente humana! Ela não existe! E Deus – Se revelando livremente na Consciência individual que se desfez da crença em imperfeições, em pecados ou pecadores – faz com que VOCÊ perceba que esta “Consciência individual” é o CRISTO, a Consciência infinita,que Se mostra presente como a SUA Consciência Iluminada e única. Contemple, agora, este Fato espiritual! Identifique-se com ele! ENTREGUE AO PAI O SEU ESPÍRITO!

F I M

DEUS, O SER INDIVIDUAL

DEUS, O SER INDIVIDUAL

Joel S. Goldsmith

Os milagres acontecem quando o “pequeno eu” está ausente. Quando você recebe um pedido de ajuda, se houver a conscientização de que este “eu” é inexistente, a chamada cura já se inicia. Porém, se encarar a pessoa como este “eu”, com a ideia: “Como poderei melhorá-la, curá-la, supri-la?, você estará destruindo sua capacidade curativa, pois este “eu”, levado em consideração, não existe. Deus é o único Eu, e Deus não necessita de cura, ensinamento ou enriquecimento.

Se alguém lhe disser: “Eu estou doente”, e sua resposta for do tipo: “Bem, vamos ver o que poderei fazer para torná-lo saudável”, tal procedimento será o de “um cego conduzindo outro cego”. O “paciente” pensa ser alguém apartado de Deus; assim, se você alimentar a mesma ideia, estarão ambos caindo no fosso.

A única forma de vivenciarmos um ministério de cura em elevado nível espiritual consiste em nos convencermos da inexistência de qualquer “eu” apartado de Deus. Se houvesse este “eu”, Deus não existiria. É impossível existir Deus e algum ser mortal, alguém fadado a adoecer, pecar ou morrer.

Nós abolimos não somente a crença em doença física ou a crença numa possível causa mental para ela: abolimos também a crença de que existe alguma pessoa vivenciando a condição doentia, até chegarmos à conscientização de sua REAL IDENTIDADE. Não podemos considerar um ser humano para, depois, querermos torná-lo mais saudável, mais próspero, mais sábio! Nós revelamos Deus como o Ser infinito e Individual. Nosso interesse fica voltado apenas nesta direção: ver Deus como cada Ser, em permanente manifestação. A forma de se conseguir isto está no “morrer diário” para a nossa humanidade, no “renascer” para a nova Identidade espiritual, e na conscientização – quando alguém solicita nosso auxílio – de que a totalidade do Reino de Deus jamais inclui pessoa alguma naquela situação. Mantendo-nos e sustentando-nos nesta atitude, a harmonia começará a ser evidenciada.

Quando alguém de nosso círculo familiar ou de amizade estiver envolvido em algum senso de desarmonia, em vez de procurarmos saber de que forma poderíamos ajudá-lo, sentemo-nos para assim conscientizar: “Ah, não acreditarei na existência de tal pessoa! Deus é a Individualidade infinita; Deus é a Pessoa infinita; Deus é o Um infinito; e, ao lado de Deus, não há nenhum outro”.

A forma verdadeira de prestarmos ajuda está em aprendermos a “morrer diariamente”; e, para tanto, utilizamos a disciplina denominada “Não-eu”; Não-eu! Não! Esta pessoa não me interessa! Ela nada tem a ver comigo. O verdadeiro e único Eu está tomando conta dela.

COMO DEUS É TUDO…

COMO DEUS É TUDO…

Dárcio

* o que a mente humana diz que é ar, é Deus que estou respirando.

*o que a mente humana diz que é chão, é Deus que me está suportando.

*o que a mente humana diz ser pessoa boa ou pessoa má, é Deus compartilhando Seu Reino comigo.

*o que a mente humana diz ser mundo material, é Deus aparecendo como Seu Universo de Glória.

*o que a mente humana diz ser meu eu, é Deus sendo o ser que Eu Sou.

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