O Significado Espiritual De “Ser Pedro”
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
Mateus 16:18
Calada a “mente carnal”, o Espírito do Pai, em Pedro, revelou quem Jesus era: O CRISTO! E Jesus disse a ele: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”
“Tu és Pedro” é a Verdade Absoluta de que o Espírito de Deus é o nosso! Nossa Consciência, Vida, Corpo, Eternidade! Que são as “portas do inferno”? São as “sugestões hipnóticas” que nos desviam da TOTALIDADE e da UNICIDADE de Deus, levando-nos a crer em “outra presença”, em “outro poder”, em “outra mente”, ou seja, levando-nos à CRENÇA em dualidade.
A Onipotência é onipresente! O UNIVERSO É O PODER ÚNICO EM EXPRESSÃO! Em vista disso, todas as supostas “aparências do mal” são falsidades, irrealidades! Ilusão! Porém, o que é “nada” se mostra a nós como “algo real”. Jesus havia perguntado aos discípulos: “QUEM SOU EU?” E foi quando Pedro o identificou: “Tu és o Cristo”!
Que é o inferno? É A CRENÇA EM MUNDO MATERIAL! Por isso Jesus disse: “O príncipe deste mundo é o Satanás, o pai da mentira”. Explicava que O MUNDO É O REINO DE DEUS, MAS, NÃO COMO VISTO PELA “MENTE CARNAL”. “SATANÁS É A MENTE EM ILUSÃO, A CRENÇA EM DOIS PODERES. Mesmo sendo O CRISTO, os discípulos próximos a Jesus o viam como “ser humano”! Por quê? Porque assim também eles erroneamente se viam! Como “carnais”! Unicamente Pedro transcendeu a MENTIRA e se viu no Espírito da Verdade, respondendo “não pela carne”, mas pela Realidade divina!
O mundo continua vendo tudo como TUDO NÃO É! Aceitando a existência como material, enquanto DEUS É ESPÍRITO, vive com as “portas do inferno” escancaradas! DESSE MODO, ENXERGA DOENÇAS, CARÊNCIAS, PROBLEMAS E IMPERFEIÇÕES SEM FIM! Cada um desconhece que “É PEDRO”, tendo em mãos as CHAVES DO REINO! E esta ignorância da Verdade leva cada “Filho de Deus” a enxergar O QUE NÃO É, um mundo material, NO LUGAR DAQUILO QUE É: A ONIPOTÊNCIA ONIPRESENTE!
A “Igreja de Cristo” não é nem nunca foi instituição desde mundo! Pelo contrário, é “Igreja não deste mundo”, em que cada Filho de Deus, conhecendo a Verdade, vê A SI MESMO sendo “PEDRO”! A PEDRA DA VERDADE! A VOZ DO ESPÍRITO E NÃO DA “MENTE CARNAL” E, DESTA FORMA, VENDO-SE NA ONIPRESENÇA, ONDE “AS PORTAS DO INFERNO” SÃO TODAS “AUSÊNCIAS”!
Infelizmente, as alegorias bíblicas não foram entendidas! As revelações explicam a Presença ÚNICA DE DEUS, tanto sendo o Universo como sendo CADA UM DE NÓS!
Jesus ser identificado como CRISTO, significa VOCÊ SER IDENTIFICADO COMO CRISTO! Pedro fazer a revelação do CRISTO sem ser “pela carne”, significa VOCÊ SER IDENTIFICADO COM O PAI EM VOCÊ!; ASSIM, ESTARÁ COM AS “CHAVES DO REINO” EM MÃOS, DESDE QUE VOCÊ PERMANEÇA NESTA IDENTIFICAÇÃO ILUMINADA!
Assuma corretamente os ensinamentos absolutos, vivendo AQUI E AGORA como o CRISTO EM SOLO SAGRADO! Sem reconhecer “mente carnal”, sem aceitar “dois poderes” não haverá como “as portas do inferno prevalecerem!” QUE ERAM ELAS? ERAM “NADAS”! A VAZIA “CRENÇA EM DOIS PODERES”, AGINDO HIPNOTICAMENTE, DESEJANDO PREVALECER SOBRE A VERDADE ABSOLUTA DE QUE “DEUS É TUDO”!
*
Tenha Paciência Infinita Ao Meditar!
Apesar de muitos não terem ainda percebido, os períodos de meditação são os mais importantes de todos, e precisam ser valorizados através de nossas próprias “contemplações”, que devem ser feitas com total dedicação e paciência infinita!
Por que eu disse “com paciência infinita”? Porque a suposta “mente humana” não tem nenhum interesse em sumir do mapa, enquanto estivermos vivenciando a Mente de Deus atuando como a nossa Mente real! Ela desejará “estar presente”, mostrando suas ilusões e seus pensamentos. Esteja, portanto, bem prevenido, para reduzi-la ao “nada” que ela é.
Desfrute do AGORA ETERNO e do AMOR DIVINO sem “ter pressa”! Dê início às meditações com o pensamento de Deus: “NADA HÁ, AO LADO DE MIM!”. Meditar é a percepção de SER DEUS, E DEUS SER QUEM SOMOS! Não será uma mente ilusória que irá nos apressar e reduzir nossa plena PERCEPÇÃO!
Assuma sua real natureza, que é divina, e desfrute da sua COMUNHÃO COM O INFINITO, QUE É SUA VIDA, SUA PAZ, SUA TOTALIDADE!
Se perceber que o momento não lhe possibilitará meditar dessa forma, por causa dos compromissos do mundo, escolha outro horário para elas! Nesse caso, medite como puder, mesmo que seja por período curto, mas, tendo em mente que “deverá meditar livremente” em algum outro horário!
DEUS É TUDO, E A MENTE DIVINA É A NOSSA! QUANTO MAIS ISTO FOR RECONHECIDO, MENOS VOCÊ SERÁ ENGANADO PELA SUPOSTA “MENTE HUMANA” E SUAS CRENÇAS NO BEM E NO MAL!
Sempre é preciso lembrar que o suposto “dia de cada um” nunca será o mesmo que alguém teria, caso não tivesse meditado!, Antes, cada meditação afina a mente com a Verdade, e muitos contratempos e problemas que poderiam lhe chegar, ficam filtrados pela ação divina ali presente como reflexo das meditações!
Por fim, mude a crença de que “irá meditar”! Você não irá meditar, e sim, “irá ter comunhão com Deus”, ter a “percepção consciente” de que,”se alguém o estiver vendo, estará vendo o Pai”!
Em outras palavras, a meta não é “meditar”, mas, ter a experiência consciente de “estar sendo Deus”!
*
Detectando O Mesmerismo
O desconhecimento da ação do “mesmerismo”, nos relacionamentos e contatos diários, faz com que as pessoas ajam, pensem, e falem como jamais assim procederiam, se tivessem orado antes, logo ao acordarem. Indo direto ao mundo com a suposta “mente carnal” aflorada, são presas fáceis para que lhes cheguem as “sugestões hipnóticas”.
Em qualquer diálogo onde se mostra presente unicamente a “mente carnal”, a pessoa estará propensa a falar algo que conflita com seu próximo, quando, em muitas vezes, o que ela terá dito, foi o que o “mesmerismo” a induziu a dizer como se fosse ela!
Muitos casais se separaram, muitos funcionários perderam emprego, muitos patrões perderam funcionários, muitas amizades se desfizeram, unicamente pela ação do “mesmerismo”, que, impregnamdo a mente carnal com suas ideias, faz com que o sentimento ilusório de “mente pessoal” se sobreponha à Verdade de que “somos todos um”, e faz a harmonia aparentemente se mostrar ausente!
Segue abaixo o alerta feito por Mary Baker Eddy, para que as pessoas pensem mais em se cuidar, frente as “crenças do mundo”, e possam fazer prevalecer a Verdade, com a atuação da Mente de Cristo em suas vidas.
O mal, o pecado, o erro, nada disso tem realidade aos olhos da Verdade; entretanto, são CRENÇAS atuantes, para quem unicamente se identifica com a “mente carnal”.
“Orai sem cessar”, diz a Bíblia! Nossa identificação total com a Verdade precisa ser feita, para não sermos vítimas de simples “efeitos hipnóticos”. Adotar uma Verdade Absoluta sem adotar a Mente Absoluta é o erro de muitos! A pessoa desejar viver “no mundo”, com a “mente do mundo”, e somente querendo o “bem do mundo”, certamente não irá dar certo! Quem se deleitar com o “bem do mundo” estará igualmente aberto ao “mal do mundo”, ambos IRREAIS, mas que, hipnoticamente, dão ares de realidades!
Assim diz Mary Baker Eddy:
Certos indivíduos são de opinião de que a cura-pela-Mente na Ciência Cristã deveria ter dois lados e só denunciar o erro em geral, nada dizendo, em particular, do erro que está desgraçando os homens. São partidários de uma paz conveniente e falsa, coando mosquitos e engolindo camelos. São demasiado covardes, demasiado ignorantes ou demasiado perversos para pôr a descoberto o mal sorrateiro causado aos indivíduos e à sociedade, e se justificam negando que esse mal exista. Esse caminho equivocado, que oculta o pecado a fim de manter a harmonia, dá rédeas soltas ao mal, permitindo-lhe primeiramente arder em brasas ocultas e depois irromper em labaredas devoradoras. O erro só pede que o deixemos em paz; da mesma forma como, nos dias de Jesus, os espíritos imundos clamaram: “Deixa-nos em paz. Que temos nós contigo?”.
O magnetismo animal, em seus passos ascendentes no mal, seduz sua vítima com argumentos silenciosos e invisíveis. Invertendo os métodos do bem, com suas silenciosas promessas de saúde e santidade, o magnetismo animal impele a mente mortal ao erro de pensamento e incita à perpetração de atos estranhos às inclinações naturais. As vítimas perdem sua individualidade e se prestam a cooperar na execução dos desígnios de seus piores inimigos, até mesmo daqueles que visam a induzir à sua autodestruição. O magnetismo animal fomenta a desconfiança e a suspeita onde é devida a honra, o medo quando a coragem deveria ser mais forte, a confiança naquilo que deveria sr evitado, a crença de haver segurança onde existe o maior perigo; e essas deploráveis mentiras, constantemente vertidas na mente do indivíduo, a afligem e a confundem, arruínam a inclinação natural da pessoa, prejudicam sua saúde e determinam sua condenação, a menos que a causa da atividade seja descoberta e destruída.
Outras mentes são por ele induzidas a um estado de dormência, e a vítima fica em condição de semi-individualidade, em uma nebulosidade mental que não permite o cultivo do intelecto nem o crescimento espiritual. O estado induzido por essa secreta influência maléfica é uma espécie de embriaguez, na qual a vítima é levada a fazer aquilo que de outra maneira jamais pensaria nem faria voluntariamente.
Esse método intrincado do magnetismo animal é a essência, ou o espírito, do mal, que embriaga o gênero humano. Nesta era ele está tomando o lugar de pecados mais antigos e mais patentes, e de outras formas de torpor. Para expor a causa e os efeitos dessa má-influência, será necessária uma luta mais árdua do que a que tem sido travada para debelar os efeitos maléficos do álcool. O hábito de tomar bebidas alcoólicas é o uso de formas mais intensas de matéria, para com ela causar o mal; ao passo que o magnetismo animal é a forma mais intensa de mal mental. Com a qual se completa a soma total do pecado.
Frequentemente se faz esta pergunta: Por que existe tanta dissensão entre praticistas mentais? Respondemos: Porque não exercem a prática em estrita concordância com o ensinamento da cura-pela-Mente segundo a Ciência Cristã. Se o fizessem, haveria unidade em ação. Se estivessem, como os discípulos de outrora, unânimes, “reunidos no mesmo lugar”, receberiam um influxo espiritual, impossível de se obter em outras condições, e assim haveriam de reconhecer o magnetismo animal pelo qual estão sendo enganados e desviados, e resistiriam a ele.
Aquele que exerce a má prática mental, interferindo nos direitos da Mente, destrói o verdadeiro sentido da Ciência e perde seu próprio poder de curar. Ele procura compensar sua perda, impedindo, de todos os modos concebíveis, o êxito dos outros. Podereis ouvir esse praticista dizer que o magnetismo animal nunca o perturba, mas que a Sra. Eddy ensina magnetismo animal; e ele diz isso para acobertar seu crime de má prática mental, a fim de promover intenções inescrupulosas.
Os frutos naturais da cura-pela-Mente segundo a Ciência Cristã são harmonia, amor fraternal, crescimento espiritual e atividade. O objetivo maldoso do poder mental pervertido, ou magnetismo animal, é o de paralisar o bem e ativar o mal. Dá início a facções e engendra a inveja e o ódio, mas como a atividade não é, de modo algum, um direito do mal e de seus emissários, eles não devem ser encorajados nisso. Como esta época está sob a maldição de um vingativo e sorrateiro inimigo do bem-estar humano, aqueles que são os amigos mais autênticos da humanidade e são conscienciosos em seu desejo de fazer o que é certo e de levar uma vida cristã pura, deveriam ser mais zelosos em fazer o bem, mais atentos e vigilantes. Nessa proporção, então, eles serão bem-sucedidos e obterão resultados gloriosos.
A menos que abramos os olhos para os métodos da má prática mental, que agem tão sutilmente a ponto de tomarmos suas sugestões por impulsos de nosso próprio pensamento, a vítima se deixará levar na direção errada, sem o saber. Estai sempre em guarda contra esse inimigo. Vigiai vossos pensamentos e vede se eles vos conduzem a Deus e à harmonia com Seus verdadeiros seguidores. Guardai e fortalecei ainda mais vossa própria cidadela. Assim tornar-vos-eis cada vez mais sábios e melhores a cada ataque de vosso inimigo, e a Regra áurea não ficará enferrujada por falta de uso nem será mal interpretada pela influência adversa do magnetismo animal.
*
“Olha Desde Onde Estás”

“Ergue os olhos e olha desde onde estás” (Gen. 13,14). O que vemos, geralmente, depende do lugar em que nos posicionamos. Permanecendo no Reino e olhando a partir do plano da Consciência divina, seríamos capazes de ver alguém doente, pecador, aflito? Quem estaria carente de Integralidade, Harmonia e Paz?
“Olha desde onde estás!” Poderia o pecado ou o pecador serem vistos na Realidade? A idade, a morte? A tristeza, a separação? O sofrimento? Que vês tu?
Em geral é bem aceito que o mundo fenomênico ou aparência material externa não passa de pensamento. Pensamento de quem? De que lugar alguém olha? Com que se identifica, para ver algo a ser feito ou alterado nele ou em outro qualquer? O texto das Escrituras deveria ser lembrado: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar”. (Habacuque 1:13).
Em iluminação, vê-se como Deus. Sem estar inspirado e iluminado, vê-se como homem. Um oriental escreveu: “O Eu que brilha como o sol dentro do coração é Real e a tudo permeia. No mergulhar profundo da questão ‘Quem sou eu, de onde vim?’, some o pensamento e a Consciência de Ser aflora como EU SOU no interior do Coração. Este é o paraíso, a morada da bem-aventurança. Qual é o sentido de não se conhecer outra coisa, senão o Eu único? Que sobraria a ser conhecido por alguém, quando o Eu em Si for conhecido? Uma vez conscientizado o “Eu”, nada restará a ser conhecido. O Eu é o Todo”.
Deus é o “Eu” de todos nós. Eu, a Mente Divina, Deus, Realidade, Consciência Pura, o Absoluto, denotam o mesmo “Um”. Mente, personalidade, mentalidade, conceito finito, ego, homem e intelecto denotam a mesma coisa. A conscientização da Verdade é impossível para a mente ou intelecto.
Pela identificação como o “Eu único”, sabemos que sempre estivemos sendo “Ele próprio” —e nada mais. Despertos para o Eu Iluminado, despertamos para o Mundo Real e, despertando para o Mundo Real, estaremos despertando para a Realização e Revelação como nossa única Existência verdadeira. Isto, somente, é verdadeiro e Real referente ao que existe de Nós próprios: Autocontenedor e Autorrevelador, o Eterno e Imutável.
“Eu” sou a Verdade, você é a Verdade; “Eu” sou o Um, você é o Um; “Eu” estou no Reino, você está no Reino, mas não como um “eu pessoal humano”, não como mente ou corpo individuais. O que vemos, aquilo em que cremos, depende daquilo com que nos identificamos. Quando alguém dorme e sonha fica identificado com outro ser diferente daquele que acordado ele é, passa a ver outras coisas e condições diferentes daquelas que circundam o local em que se encontra.
O primeiro ou ligeiro impulso do coração rumo à Realidade Espiritual constitui o início do nosso despertar. Assim que ouvimos a Voz do Uno a nos chamar: “Venha a Mim como a seu Eu, seja este Mim e nenhum outro”, é como se, sonhando, ouvíssemos um chamado alto de nosso próprio nome e abríssemos a nossa visão para a Identidade Verdadeira. O ego-sonho ou o sonhador deixam de ser encontrados, eram absolutamente nada.
Apesar de o fato ser e permanecer o seguinte, ou seja, de que na Realidade somos sempre perfeitos na Mente, Ser e Forma, sem nascimento e sem morte, livres, tal fato não será lembrado enquanto estivermos nos identificando como um ser separado, desejoso de alcançar o estado de Perfeição através de próprios esforços.
Não escaparemos do senso pessoal, da mente ou pensamento pessoal, por tentarmos humanamente nos livrar deles. Nenhuma intenção de conquistar ou dominar tais coisas nos livrará da sensação de que somos possuidores de corpo e mente próprios, separados do Um. A Vida não é um sistema. Como, então, algum sistema de pensamento poderia interpretá-la ou explicá-la?
A crença em mente, pensamento e corpo pessoais é a consequência que encontraremos, caso deixarmos de nos identificar como o Todo Indivisível. Pela identificação como a Realidade, que é a Vida como um todo, a crença na dualidade não perdurará, será absorvida pela Identificação Absoluta.
Que é responsável pelo senso finito ou pessoal? À medida que nos identificarmos como Verdade, Vida, o Ser em Si, e como nenhum outro, cessará este senso finito e os problemas pessoais desaparecerão. Estaremos conscientes somente daquilo que for Real.
“Ergue os olhos e olha desde onde estás!”
*
Universo Resolvido!
Quando Jesus disse “ter vindo libertar os cativos”, referia-se à libertação da CRENÇA em Universo material, uma ILUSÃO do tamanho do infinito, que continua sendo aceita naturalmente pela humanidade. Teve ele todo cuidado em não se colocar como “presença pessoal”, puxando sempre a atenção para a Presença universal, o EU SOU, a Onipresença do Pai em todos nós como o Cristo que somos, razão pela qual o apóstolo Paulo declarou que “somos o templo de Deus e o Espírito de Deus habita em nós”. Desse modo, quando revelou que “Cristo é tudo em todos”, estava dizendo à humanidade toda esta eterna e grandiosa Verdade: CADA UM DE NÓS É O ESPÍRITO DE DEUS, O CRISTO, O VERBO SE EVIDENCIANDO COMO SER INDIVIDUAL!
Jesus ensinou todas as formas possíveis para que nos desvinculássemos do “cativeiro” de CRENÇAS NA MATÉRIA! Nem isso a humanidade percebeu! Parte sequer tomou conhecimento das revelações, e parte acreditou que a libertação foi dada a todos por Jesus, através de sua suposta “morte na cruz”.
A Verdade é outra, ou seja, VOCÊ SE LIBERTA ATRAVÉS DA VIDA E NÃO DE MORTES! E é este o FOCO do ensinamento de Jesus. A libertação nos vem pelo reconhecimento da VIDA ONIPRESENTE DE DEUS SENDO A ÚNICA! NÃO ENTRAM MORTES NEM CONCEITOS MORTAIS! Não existe CRENÇA mais absurda do que a que diz que “Deus nos mandou Seu Filho para morrer por nossos pecados”. Isaías já havia dado a revelação divina: “Sou , Eu mesmo, aquele que apaga tuas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de teus erros e pecados” (Isaías 43: 25). Criou-se um Deus que “vê ilusão”, em vez de cada um se discernir fora da ilusão para se redescobrir em Deus!
Não existe “vida material”, uma vez que o Universo real e único é Espírito! O Universo é Deus, e Deus é Espírito!
VOCÊ SE LIVRA DO CATIVEIRO QUANDO O CATIVEIRO TERRENO, PARA VOCÊ, FOR ENTENDIDO COMO “NADA”!
Não é o que a humanidade acredita! Busca ela solução para tudo em “mundo material”, deixando de perceber JÁ ESTAR NO PARAÍSO!
Este “pensamento invertido” faz com que as pessoas estranhem as colocações absolutas da Verdade. Nelas não há “petições a Deus”; não existem “dúvidas”, quanto à manifestação da harmonia; não há “outra mente”, senão a Mente divina! Isto porque um UNIVERSO RESOLVIDO é explicado como único! Quando Jesus disse “ser chegado o Reino de Deus”, estava revelando esta Verdade! JÁ ESTAMOS NELE, E, ONDE ACREDITÁVAMOS ESTAR, ERA UMA ILUSÃO!
VOCÊ, AQUI E AGORA, ESTÁ NO PARAÍSO, NUM UNIVERSO RESOLVIDO, SEM ACUSAÇÕES, SEM CULPAS E ERROS, E SEM CONDENAÇÕES! VOCÊ, AQUI E AGORA, ESTÁ VIVENDO COM A VIDA DE DEUS, COM A MENTE DE DEUS E COM O CORPO DE DEUS, CONFORME REVELAM AS ESCRITURAS!
DESACREDITAR DA CRENÇA MATERIAL É DESFAZER-SE DO “CATIVEIRO”; E ACREDITAR QUE “DEUS É TUDO”, É “CONHECER A VERDADE QUE O TORNA LIVRE”!
*
Para Que O Pai Seja Glorificado!
Quando alguém chega a conhecer o enfoque absoluto da Verdade, ou seja, a Verdade de que DEUS É TUDO, terá de abandonar radicalmente a falsa CRENÇA de que “Deus existe para satisfazer seres humanos”. Jesus deixou isso bem claro, quando disse: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt. 5: 14-16).
Mesmo estudando a Verdade Absoluta, não seremos vistos como “deuses” pelos sentidos usados pela humanidade, que são a ilusória “mente carnal” em suas supostas atividades. Entretanto, para nós próprios, muito claro deverá estar o objetivo de cada Filho de Deus: realizar a Vontade de Deus! Como esta Vontade divina está manifestada, precisamos entender o “agir pelo não agir”, percebendo as atividades no mundo como “sombras” em movimentação, enquanto permanecemos identificados com a Oniação, com Deus, com as “Obras prontas” da Realidade Absoluta.
As palavras de Jesus devem ficar bem gravadas:”Assim,
brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.
Quando Jesus disse: “Já não os chamo de servos, mas, de amigos”, estava revelando esta “troca de referencial”, ou seja, não existem “servos de Deus”, mas sim, DEUS SENDO TUDO, enquanto os chamados “servos” eram uma ilusão! Simples “Sombras mortas” se movendo pela “mente carnal”, a que chamamos de “agir pelo não agir”.
Quando o CRISTO é trocado pelo “ego”, e este se manifesta com ilusória “vontade humana”, isto se assemelharia a passarmos diante de uma laranjeira, vendo-a se preocupar com a”sua” produção de laranjas! Teria deixado de se ver na Oniação, puxando para si uma responsabilidade que “sombras” não podem nem sabem atender!
NÃO EXISTE NADA, SENÃO DEUS! Deixe claro esta Verdade em mente, “trabalhe pela comida que não perece”, e não por realizações terrenas, ficando focado em DEUS SENDO O CRISTO QUE VOCÊ É! É dessa forma que a vida é vivida pela Graça, com a Vontade de Deus sendo a mesma reconhecida sendo a “nossa”. Mantenha o FOCO na Oniação, onde DEUS É DEUS COMO QUEM SOMOS, sempre no Eterno AGORA da “permanência” das Obras consumadas, e perfeitas.
NÃO EXISTEM DOIS UNIVERSOS! DEUS É TUDO, E DEUS É ESPÍRITO! Parta de Deus como ÚNICO, e contemple sua Presença na Onipresença ONIATIVA! Decorrente disso, as “sombras fenomênicas” se movimentarão sem ego, e como reflexo, aparecerão ao mundo como “bens acrescentados”.
*
Para Obter A Cura: Ponha Seu Peso No Prato Certo-3
3
A atração hipnótica e magnética da falsa crença na morte está entre os métodos da mente carnal que nos induzem a lançar peso no prato errado da balança. Dificilmente alguém aceitaria a ridícula sugestão de que lhe seria melhor estar aleijado ou de que mais fácil seria para ele e para todos se ficasse cego; mas talvez se deixaria levar pela crença mesmérica de que para ele a morte seria uma bênção ou facilitaria as coisas para a sua família. Este tipo de raciocínio predomina na sociedade. Nos hospitais, os pacientes com diagnóstico de doenças terminais, por exemplo, seguidamente acompanham sessões de aconselhamento visando a ajudá-los a aceitar a morte como parte natural da vida. Não obstante, desde o ponto de vista da Ciência Cristã, a morte não pode ser parte da vida. As duas são exatamente opostas. A realidade é a Vida divina e sua expressão; a morte não tem existência—é uma contradição.
A falsa teologia—outro fator importante em impedir a cura – também apoiaria essa pretensão de que a morte é uma amiga que liberta as pessoas do sofrimento e das condições materiais. Mas este ensinamento está em conflito direto com a missão de Cristo Jesus, que superou toda materialidade, inclusive a morte. Se a morte fosse realmente uma amiga, isto contradiria a inspirada declaração de Paulo: “O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as cousas (Cristo) sujeitou debaixo dos seus pés”.
A pretensão mesmérica de que a morte é inevitável e que é remédio a ser buscado, parece especialmente atraente nos casos de idade avançada. Mas o Cientista Cristão esclarecido está alerta e nunca lança seu peso na direção da morte, quer para si quer para outrem. Não temos por meta preservar a vida na matéria, e, sim, compreender a existência espiritual ininterrupta do homem—ver claramente que o homem nunca nasceu na matéria e, portanto, nunca pode morrer na matéria, que ele coexiste com Deus, expressando a eterna vida espiritual. A experiência humana reflete nossa aceitação atual da realidade divina e por isso a situação humana corresponderá de maneira apropriada à nossa compreensão no presente. “Como” não é da nossa preocupação. A nossa responsabilidade é apenas a de lançar todo nosso pensamento no lado da Vida.
Resumindo, podemos relembrar o que foi dito anteriormente: que precisamos não só ver o erro como uma falsa pretensão, mas também, persistir até perceber que, em realidade, não existe tal pretensão. A Sra. Eddy declara: “Dizer que há uma falsa pretensão chamada doença é admitir tudo o que a doença é; pois esta não passa de uma falsa pretensão. Para sermos curados, precisamos perder de vista uma falsa pretensão”.
Referindo-se ao anjo no Apocalipse que “se apresentou com balanças para pesar os pensamentos e ações dos homens”, a Sra. Eddy escreve: “Viestes para serdes pesados; e, no entanto, eu não vos pesarei nem vos farei pesar. Por quê? Porque Deus faz tudo e não há nada no prato oposto da balança. Não há dois pratos—Mente e matéria. Precisamos libertar-nos desse conceito. Da forma como geralmente pensamos, imaginamos que tudo estará bem se lançarmos algo no prato da Mente, mas precisamos compreender que a Mente não é pesada com a matéria; somente então estaremos trabalhando de um só lado e em conformidade com a Ciência”.
Não há oposição a Deus. Lemos em Jó: “Se ele resolveu alguma cousa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará”. Frente à totalidade, não pode haver lado oposto—nada no prato oposto da balança! Que não existe nada no prato oposto da balança fica provado, em certo grau, cada vez que uma cura acontece por meio da oração na Ciência Cristã.
(De O Arauto da Ciência Cristã)
Para Obter A Cura: Ponha Seu Peso No Prato Certo- 2
2
Deus é Tudo—é a única consciência. Como Deus é a Mente divina, Deus expressa Sua sabedoria no homem. Uma vez que a ação criativa da Mente é “saber”, nada se cria—não existe—a não ser que Deus o conheça. O homem, como uma imagem na Mente divina, sabe apenas o que a Mente lhe faz saber pela lei do reflexo. Deus é onipresente, onipotente, onisciente—é Tudo-em-Tudo. Portanto, nada há para proclamar uma pretensão contrária! Como Cristo Jesus o disse, o erro, o mal, é “mentiroso e pai da mentira”. A crença em qualquer forma de materialidade é uma falsidade em si própria, não tem origem nem lugar para existir, não tem ninguém para conhecê-la nem tem nenhum efeito. Ciência e Saúde deixa claro o nada do erro, nas seguintes palavras: “A ilusão, o pecado, a doença e a morte resultam do falso testemunho do sentido material, o qual, de um ponto de vista hipotético fora da distância focal do Espírito infinito, apresenta uma imagem invertida da Mente e da Substância, onde tudo se apresenta de cabeça para baixo”. Imagine-se o falso testemunho apresentando uma imagem invertida baseada num suposto ponto de vista fora da distância focal do Espírito infinito! Está claro que não pode haver aranhas nem pessoa mesmerizada! Não pode haver nenhum ataque cardíaco nem a pretensão de que haja algum! A mente mortal é “mentirosa” e é o “pai da mentira!”.
Raciocinar desse modo em oração e compreender que o indivíduo passa a ser a maioria quando seu pensamento se coaduna com a lei divina, faz a luz do Cristo incidir sobre a situação humana específica e lança nosso peso no prato da cura. Mas os estados de pensamento anteriormente mencionados—o medo, o sentido pessoal, a comiseração, a falsa responsabilidade, a participação mesmérica no erro e a falsa educação nas crenças e leis materiais—lançariam nosso peso em sentido contrário à cura.
Atualmente, o maior impedimento para a cura, no movimento da Ciência Cristã, talvez esteja na tentativa de misturar o tratamento pela Ciência Cristã com remédios materiais. Tal procedimento simplesmente não funciona! O tratamento pela Ciência Cristã afirma que o homem é espiritual. Quando alguém inverte seu curso e procura ao mesmo tempo remédios materiais ou busca diagnóstico médico, está realmente declarando: “Sou material”. Um método anula os efeitos do outro na balança da confiança mental, e a cura fica bloqueada até que a frivolidade de misturar os métodos seja compreendida e abandonada. Alguém pode até atrasar sua cura sem que, de fato, chegue a consultar um médico ou tomar remédios. Se, enquanto alguém recebe tratamento pela Ciência Cristã, mantiver no fundo da consciência a ideia de que, não sendo curado espiritualmente, ainda poderá recorrer à medicina, isto já é suficiente para impedir a cura. Enquanto sua confiança e esperança estiverem divididas entre Deus e a matéria, tal divisão impedirá a pessoa de ter confiança radical no Espírito suficiente para fazer pender a balança para o lado certo. Assim, a fim de efetuar a cura espiritual num caso desses, é preciso negar diretamente a pretensão de que o homem possa ser doutrinado com crenças materiais. Falando cientificamente, a falsa educação que um paciente parece manter em pensamento faz tão pouca parte dele como a doença; e somente necessita ser corajosamente enfrentada e curada.
NOTA: Respeitando a autora e sua experiência como praticista, não alterei em nada as suas colocações. Porém, contra fato não há argumentos, e eu, por mim mesmo, acompanhando no decorrer de muitos anos, diversos pacientes hospitalizados, constatei seguidas “curas espirituais”, provando que Deus não reconhece nenhum obstáculo às curas e, também, que ser humano, tomando ou não remédios, não impede a cura divina. Por isso, eu não compactuo com as afirmações do artigo nesse sentido. Quem discordar de mim, dou-lhe todo direito!
Dárcio.
Continua..>
Para Obter A Cura: Ponha Seu Peso No Prato Certo- 1
1
Quando eu era jovem, meu pai foi transferido para uma pequena cidade num estado distante. Primeiro, a família toda fez a viagem e depois meu pai voltou para completar a mudança. Enquanto ele estava fora, adoeci grave e repentinamente. Logo a seguir, tive febre muito alta e fiquei incapacitada de mover as pernas normalmente.
Embora naquela época minha mãe já estivesse interessada na Ciência Cristã, não lhe ocorreu apoiar-se na Ciência para cura, nessa situação em particular. Assim, lá estava ela—num lugar estranho, sem conhecer ninguém, sem telefone, sem condução e com uma filha desesperadamente doente.
Em pânico, ela correu para uma casa próxima, procurando alguma ajuda. Ficou sabendo que o único médico da comunidade se encontrava a serviço numa cidade vizinha. Foi-lhe assegurado que ele viria logo que possível! A casa na qual ela usou o telefone era uma pensão, e duas senhoras que lá moravam acompanharam-na bondosamente de volta ao lar, para dar apoio à sua nova e assustada vizinha.
Quando elas entraram em meu quarto, encontraram-me delirando em febre, num balbuciar incoerente. Uma das senhoras pôs a mão na minha testa e, cheia de medo, exclamou: “Essa criança está ardendo em febre!” Justamente quando o medo de minha mãe aumentava ainda mais, a outra senhora adiantou-se e calmamente declarou com grande autoridade: “Mas essa criança está perfeitamente bem”. Minha mãe conta-me que cada vez que aquela senhora falava, mamãe sentia o medo diminuindo. A senhora continuou a conversar comigo como se nada houvesse de errado—perguntou-me se eu já vira seu cachorrinho. Bem depressa, conversei coerentemente com ela e logo depois, tranquilamente, adormeci.
Quando o médico chegou, examinou-me e não pôde encontrar nada de errado! Achou que havia ocorrido um engano. Na manhã seguinte eu estava de pé, normalmente, como se nada tivesse acontecido.
Quanto mais mamãe ponderava sobre minha inacreditável cura, mais certa eu sentia de que o que ocorrera estava relacionado com aquela amável vizinha que lhe havia acalmado o medo. Após indagar, ficou sabendo que a senhora era Cientista Cristã—e não somente Cientista Cristã, mas praticista da Ciência Cristã! E foi aquela a primeira cura ocorrida em nossa família.
Bem, por certo a praticista não me dera tratamento pela Ciência Cristã sem ter sido solicitada. Mas obviamente havia lançado o peso de seu próprio pensamento no prato da Verdade e da saúde, esperando somente o bem—em vívido contraste com a outra senhora, que, embora também se preocupando e desejando ajudar, sem querer dera impulso negativo no caso, ao temer desorientadamente o pior e provocar ainda maior medo e pavor no ambiente.
Todos desejamos que o nosso cuidado pelos outros tenha efeito sanador em vez de ser inútil ou, mesmo, nocivo. Portanto, se formos nós o paciente, o praticista, o enfermeiro da Ciência Cristã, ou membros ou amigos da família, é extremamente importante atentarmos para que a influência do nosso pensamento pese em favor da cura e não se torne, inadvertidamente, em obstáculo nalguma situação.
A Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Tua influência para o bem depende do peso que lançares no prato certo da balança”. E: “Se os pratos da balança estão bem equilibrados, o tirar um peso de qualquer dos pratos dá preponderância ao outro. Qualquer influência que puseres do lado da matéria, estarás tirando da Mente, que, de outro lado, preponderaria a tudo mais”.
Pode-se usar a metáfora de pratos da balança para representar com ela tanto o pensamento individual como, num sentido mais amplo, a assim chamada consciência humana, a consciência humana coletiva e sua noção atual da natureza da realidade. Num dos pratos da balança estaria o peso da crença material e no outro prato teríamos o peso da compreensão espiritual. A cura ocorre em determinado caso quando, pelo efeito da oração, concentra-se maior peso no prato espiritual—quando o pensamento se apóia com maior vigor na realidade espiritual do que na ilusão material.
Suponha estar você na companhia de um amigo e este sofre de uma alucinação mental. Ele imagina estar com o corpo coberto de aranhas, centenas delas. Está totalmente apavorado e, é lógico, você quer ajudá-lo. Fará o quê? Pegará num matador de moscas e tentará eliminar as aranhas? Ou talvez recomendará um bom inseticida? Irá lamentar-se com ele por estar ele nessa aflição horrível?
Certamente que não! Se você o acompanhasse no sonho e se deixasse se envolver pela ilusão, ficaria incapacitado de ajudá-lo. Portanto, você permanece fora do sonho e desperta seu amigo para a realidade, rompendo o mesmerismo. Você convence seu amigo de que não há nele aranha nenhuma—que toda a cena é mero fruto de uma falsa impressão, que ele está totalmente a salvo. Como estudante de Ciência Cristã, você vai mais além. Afirma que Deus é a Mente de seu amigo—a única Mente. Portanto, seu amigo não está sujeito ao falso medo. Não ocorreria a você cuidar das aranhas. Você sabe que aí não há nenhuma! Ao contrário, enfrenta o problema e elimina a crença insana de estar seu amigo coberto de aranhas. Você lida com a situação ao nível do mesmerismo.
Agora, suponha você estar com um paciente, ser o praticista ou o enfermeiro dele; ou, suponha estar com um ente querido e este sofrendo um ataque cardíaco. Aí, tudo já soa mais real do que imaginárias aranhas, não é mesmo? Assim se dá devido a nossa educação errônea nas crenças materiais. Mas, não é isso também uma ilusão? O homem, como reflexo de Deus, como Sua própria imagem e semelhança, é necessariamente tão incapaz de ter um ataque cardíaco como Deus o é! No livro de João encontramos as palavras de Cristo Jesus: “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai;… assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo”.
A Vida e a substância do homem é Deus e nesta Vida e substância inclui-se sua saúde. O homem real é emanação divina. Ele expressa a própria perfeição eterna de Deus. O homem não tem condição mortal, material, nem má condição física.
Tudo quanto, de substância ou de ação espirituais foi falsificado no corpo material, está, de fato, perfeito. O conceito errado de coração ou de qualquer outro aspecto do corpo não é, nem um pouco, a verdadeira expressão da Mente. Nós todos refletimos, em formas individuais, a presença sustentadora de Deus, o grande coração do Amor. Como seria possível ao seu paciente ou ente querido sofrer um ataque cardíaco? Você e ele, ambos refletem a Vida. Ambos pertencem a Deus e por Deus são governados. Para Deus não há oposição.
Portanto, veja você, uma crise dessas é uma cena ilusória, pois é uma impossibilidade! E, na medida em que mantivermos o pensamento acima do quadro do sonho mortal, acima da falsa educação de que algo precisa ser feito fisicamente ao coração(como às aranhas, no exemplo anterior), na medida em que permanecermos acima do sentido pessoal errôneo e da falsa responsabilidade—nessa mesma medida lançaremos, de fato, nosso peso no prato certo da balança.
Compreender que um problema é apenas uma falsa pretensão não basta. Saber que é uma falsa pretensão nos conforta e nos prepara para orar ainda mais, mas não basta para efetuar a cura. É preciso continuar o raciocínio em oração, até compreendermos que não existe tal pretensão!
Continua..>















