“Expulsai Os Demônios”

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A ordem “Expulsai os demônios” já pode ser posta em prática, pois agora estamos capacitados a executá-la com visão espiritual e  autoridade divina.

Os “demônios” são as falsas crenças genéricas que têm perpetuado desde o início dos tempos; e, a principal delas chama-se “individualismo”. Cristo ensinou que toda realidade é una, sem partes ou diferenças, ou seja, ensinou ser impossível reconciliar o nosso “Eu” com uma mente humana ou individualidade. Pelo contrário, o homem genérico prega a doutrina da apoteose, isto é, a deificação da mente humana.

A renúncia a toda obediência a personalidades ou doutrinas humanas nos conduz à iluminação flamejante e à convicção de que inexiste qualquer “outro” ao lado do Eu Universal. Este Uno exige nossa total atenção. Verdadeiramente, teremos de clarear nossa visão até que nada nada mais seja posto diante dela, a não ser o Eu perfeito e Sua perfeita expressão.

Por outro lado, isto é, do ponto de vista de que nada mais existe, se torna fácil entender que as formas discordantes chamadas doença, pobreza ou desarmonia de toda espécie, não possuem nelas Deus algum ; portanto,  não têm nenhuma vida , nenhuma ação, e nenhum poder.

Porém,  que daria origem àquelas aparências? Podemos atribuí-las diretamente aos pensamentos e sentimentos errôneos; eis o porquê delas  assumirem forma. Entretanto, tais pensamentos são inteiramente falsos, por terem sido construídos sobre a errônea premissa de que existe outra mente, ou consciência, além daquela que é Deus; e de que estes pensamentos malignos possuam poder.

O grande realismo permanece intacto. A Mente ou Consciência única que temos, é aquela que é Deus. Logo não pode haver, e não há mesmo, nenhuma forma real discordante; nenhum pensar errôneo; nenhuma outra mente, vida ou existência.

Em virtude do fato de que Deus é tudo, e de que inexistem outros pensadores pessoais, conclui-se que todos os resultados atribuídos àqueles pensamentos são míticos e espectrais: vazios de existência.

Consideremos a reinante praga dos pulgões japoneses. Analisemos, neste exemplo específico, o que deve ser expulso. Tais pulgões expressam ou representam vida? São unos com a Vida que é Deus, o Todo? Não. Por certo eles voam, têm bonitas cores, e, aparentemente, têm a mesma vida que nós temos. Porém, que estariam representando? Eles retratam os pensamentos, ações e sentimentos dos povos e nações em guerra, uns com os outros. Aqui se cumpre a profecia de Jesus, quando disse: “Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, além de fomes e pestilências”.

Alegar que a vida-Divina inclui, de alguma maneira, uma forma de vida que seja uma peste, significa interpretar erroneamente a Existência. Além disso, em vez de atribuirmos a tais insetos a mesma vida que somos, iremos expulsar a forma de vida que eles aparentam possuir; e negar qualquer realidade nela. Sendo descartado o seu semblante de vida, pelo entendimento de que eles simbolizam ignorância, desobediência, treva e engano, que não existe vida ou realidade neles, irão desaparecer em sua própria nulidade.

Pondo em prática este princípio, recentemente a autora pôde presenciar esse tipo de demonstração. Os pulgões, que vinham atacando as plantas no jardim, foram encontrados sem vida em consequência disso. Um leve toque, dado nos ramos, e eles cairam das folhas ao chão, pó a pó.

Disse Jeremias: “Todo ourives é envergonhado pela imagem que ele esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego.” (Jer. 10:14). Ezequiel teve uma visão similar, quando escreveu: “Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel? … Eles criaram as imagens de suas abominações, e de suas coisas detestáveis.”

 Uma praga ou pestilência retrata avareza. destruição, guerra, luta, mesquinharia: tudo baseado no erro primário de que a Mente pode ser múltipla; de que a Vida possa estar separada e, seres humanos sejam capazes de entrar em guerra, uns com os outros.

Alguém preso a uma mente pessoal ou intelectual humana se desgasta com suor e lágrimas; ele caminha em trevas, dorme em trevas e produz em trevas. Esta é a “terra distante” em que, em crença, ele atua afastado de sua Mente real e de seu verdadeiro estado de Ser, até que, finalmente, lhe chegue a compreensão que uma mente pessoal, ou mentalidade individual, não é para ser transformada ou treinada de nenhuma maneira: ela é para ser abandonada por meio de uma renúncia completa.

A Bíblia nos incita a volver nossos corações para a luz, pois o “coração” denota as aspirações e afeições puras e espirituais. Jesus procurou os puros e simples de coração para semear seu ensinamento. Sabia da dificuldade que os intelectualmente ricos teriam para entrar no Reino do Espírito.

Estabelecidos como o Um, nós assumimos nossa prerrogativa de ser uma lei para o nosso Eu; que nada pode estar conosco sem que seja saudável, perfeito e puro.

“Não vos alegreis porque se vos sujeitam os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.” Lc: 10;20. Assim falou Jesus àqueles que por ele foram enviados para pregar e curar. A alegria não deve estar ligada à demonstração; devemos nos alegrar por termos descoberto que nós próprios, e todos os demais, somos a Verdade e a Vida. Como devemos ficar alegres e felizes!

O tratamento de Jesus era administrado como Palavra Falada: a Palavra de poder; a Palavra de ordem. O Eu fala ao Eu, com poder e autoridade, dizendo: Saia! Jubilosamente, o Eu ouve e o Eu responde.

Das profundezas do Amor divino, a Palavra sai; e é cumprida. Ela não leva em conta personalidades ou bloqueios mentais; tampouco busca modificar alguma assim chamada consciência. A Palavra emana do Eu; Ela é o Eu; e é a própria autoridade.

O Eu é isento de todo tipo de limitação; sem discrepância ou discriminação. Ele é poder, Todo-poderoso. Ele vê a Si próprio como o Incondicionado – o livre e irresistível, sempre.

Conheça seu Eu! Ame seu Eu! Quem está em todo o céu e a terra, senão seu Eu? Não diga “Eu Sou”, exceto em nome do Uno: o Eu que era; que é, que sempre será; em quem não há sonho nem oposição de qualquer espécie.

Eu sou Amor, Eu sou Entendimento, Eu sou Paz, Eu sou Abundância; igualmente presente em todo ponto. Eu sou a demonstração do bem eterno, sempre. Nada Me pode ser acrescentado; nada Me pode ser tirado. Eu e a minha criação somos Um; e preencho a Infinitude.

“O Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome.” Zacarias 14: 9. O Senhor é o Ser infinito. Seu nome é um; e Sua identidade é uma. Sua harmonia é uma; Sua atividade é uma.

“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Rom. 8; 31. Ninguém! Nada! Nada existe para se Lhe opor! Nada para ser contrário! Nada para estar separado! A divina Consciência reina, e é tudo- em-tudo.

Conhecedor deste sempre existente Fato da Existência,  Cristo ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” Mc 16; 15. Amados, obedeçamos ao nosso Redentor! Passemos a pregar o Evangelho da Unicidade e  Totalidade a todo aquele que possa ouvi-lo. Passemos a ensinar a Mensagem da Ontologia: Perfeição indivisível, Completeza, o Eu-Sou-estado-de-ser. Previnamos a todos  que deixem de pensar a partir da premissa de um homem em busca de seu bem; em vez disso, assumamos o correto estado do Ser, vivo por toda a Eternidade.

Uma vez aceito nosso verdadeiro estado, estaremos prontos para seguir crescentemente rumo à plena luz e revelação, ou seja, “contemplarão a sua face, e nas suas frontes estará o nome dEle. Então já não haverá mais noite, nem precisarão eles de luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”. Apoc. 22: 4-5.

F I M

Contemple Seu Corpo Incluso Na Oniação!

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Somente existe Deus, Realidade universal oniativa, em atividade constante, perfeita e onipresente. Quando contemplamos a Verdade Absoluta, partindo da TOTALIDADE DE DEUS, devemos sempre incluir a percepção do Corpo como estando ativo por estar incluso na Oniação.

Não existe “corpo físico” em parte alguma do Universo, que é inteiramente da natureza de Deus, que é Espírito. Um Poder único, em atividade onipresente, se faz presente como o Corpo específico a que chamamos de “nosso Corpo”.

Quando a Bíblia diz que “o Verbo se fez carne”, o que veio sendo entendido e passado à humanidade, é a CRENÇA FALSA em materialidade, uma CRENÇA FALSA em “encarnação”. Jamais houve alguém “encarnado”, ou Deus não seria Espírito onipresente! O sentido da citação é outro: O VERBO, PARA A MENTE CARNAL, É “CARNE”! Em outras palavras, o seu Corpo é VERBO, em sua Realidade eterna, e é “visto como carnal”, pela ilusória “mente carnal”. Enquanto não for aceita a Verdade de que o suposto “mundo fenomênico” é irrealidade, teremos estas CRENÇAS FALSAS, contrárias à TOTALIDADE DE DEUS COMO ESPÍRITO, sendo aceitas e difundidas.

Jamais DEUS Se faz “carne”, assim como jamais “alguém se faz vidro”, caso veja seu corpo numa tela de TV. O “corpo de vidro” está no instrumento de exibição da imagem do corpo, sem jamais ser o corpo. Analogamente, o suposto “corpo carnal” está no instrumento de exibição da imagem fenomênica do corpo, a suposta “mente carnal”: JAMAIS DEIXOU DE SER DEUS, LUZ, ESPÍRITO!

Assim como a “imagem de corpo” na TV pode se mostrar distorcida, por alguma falha na captação, a “imagem fenomênica de corpo”, mostrada pela “mente carnal”, igualmente pode se mostrar distorcida; entretanto JAMAIS O CORPO ESTÁ DISTORCIDO! O CORPO É “TEMPLO DE DEUS”, ESPIRITUAL E PERFEITO PERMANENTEMENTE! Quando “transcendemos” as “imagens distorcidas”, entendendo-as como IMAGENS FALSAS, ficamos aptos a reconhecer a Verdade sobre o Corpo: O CORPO É DEUS, ESPÍRITO, LUZ, PERFEIÇÃO INCÓLUME!

Na “Prática do Silêncio”, jamais leve consigo “imagens falsas” do corpo! Vá direto à percepção da Onipresença ESPIRITUAL de Deus e à Oniação divina, que engloba toda a “ATIVIDADE PERFEITA DE SEU CORPO”, OU SEJA, CONTEMPLE A ONIAÇÃO ABRANGENDO A TOTALIDADE DA ATIVIDADE DE SEU CORPO.

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Como A Verdade Absoluta Funciona…

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A primeira coisa a ser reconhecida, uma vez  aceita sem reservas a Verdade de que DEUS É TUDO, é “contemplarmos” esta Verdade, deixando de lado todos os supostos planos e ideias do mundo, para unicamente nos vermos “posicionados” ou “integrados” à Realidade PRONTA e à Sua Oniação, que é a atividade de Deus – deste AGORA – evidenciando-Se como a Atividade específica do CRISTO QUE SOMOS.

Enquanto isto não estiver bem claramente entendido, aceito e contemplado, significará estarmos abrindo brechas para a ilusória “presença humana” permanecer e se preocupar com algum suposto “atendimento de seus objetivos”.

No ensinamento absoluto, como DEUS É TUDO, não há os chamados “servos de Deus” – úteis ou inúteis – supostamente agindo em coexistência com Deus! DEUS É TUDO E, EM SUA ONIAÇÃO, SE EVIDENCIA COMO O CRISTO COMPLETO QUE SOMOS, AQUI E AGORA! DEUS, COMO SEU EU, AUTOMANIFESTA-SE DE MODO AUTOSSUPRIDO E PLENO!

É comum alguém dizer: “Eu tenho feito  as  meditações contemplativas silenciosas, de reconhecimento da totalidade de Deus, MAS,  A HARMONIA AINDA NÃO SE  MANIFESTOU EM MINHA VIDA!”. A pergunta é: QUE “EU” É ESTE?

As “contemplações” são de ENTREGA À ONIAÇÃO JÁ ATUANTE, PERFEITA E PERMANENTE DE DEUS, sem jamais haver em cena “outro eu”, esperando e, portanto, endossando o tempo,  para que a “harmonia” se restabeleça! NÃO HÁ RESTABELECIMENTO DE HARMONIA, UMA VEZ QUE A HARMONIA ABSOLUTA SEMPRE É!

Sempre que ideias de”cura”, de “restabelecimento de harmonia”, ou algo do tipo, se mostrarem presentes, “presente” estará a suposta “mente carnal”, e não o reconhecimento absoluto da TOTALIDADE DE DEUS em que somos, AQUI E AGORA, inclusos em Sua ONIAÇÃO PERFEITA! Um “raio de sol” estaria ansioso para “ver efeitos do Sol nele mesmo”? Não! Ele estaria sendo “o raio resplandecente que é”, e ponto final!

Em vez de “avaliar resultados” de “contemplações”, estude a fundo estes “princípios da Verdade” para realmente neles PERMANECER! E então, VOCÊ, de fato, poderá “PERMANECER EM MIM”, ciente de ser VOCÊ – O PAI SENDO O FILHO COMO VOCÊ – AQUELE QUE JÁ ESTÁ REALIZANDO O UNIVERSO CONSUMADO ATRAVÉS DO CRISTO QUE VOCÊ É, OU SEJA, AQUELE QUE É A ONIAÇÃO NO LUGAR EM QUE VOCÊ ESTÁ!

Não existe “princípio absoluto” para endossar vontades ou desejos do ego! Por isso, estas CRENÇAS devem ser descartadas antes das “contemplações”, através de uma radical MUDANÇA DE REFERENCIAL em que “a Onipresença, em Sua Oniatividade, seja entendida como a nossa Presença divina isenta de ego, já ATIVA, aqui e agora, como O FILHO DE DEUS que somos!”

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A Cristicidade Na Vida Prática

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A revelação “Cristo é tudo em todos” (Col. 3: 11), quando posta em prática, constitui a vivência maior do mandamento “Ama a teu próximo como a ti mesmo”. A realidade sobre a identidade de todos é a “Cristicidade”, jamais tocada pelas crenças do mundo. É preciso que isto esteja bem claro, para que, ao recordarmos o alerta de Jesus, “Negue-se a si mesmo”, não o entendamos como negação de algo real ligado ao Ser que somos.

“Pela carne a ninguém julgo”, disse Jesus. Isto revela a “prática da Cristicidade”, ou seja, contemplamos o Cristo como a totalidade do nosso Ser, e o fazemos de igual maneira, reconhecendo o Cristo como tudo em todos aqueles com quem entramos em contato.

Se o morador de um prédio de 40 apartamentos solicitasse que os 39 vizinhos fizessem uma descrição de como estariam vendo o zelador, ele teria 39 opiniões diferentes, pois, elas teriam origem no “juízo pela carne”, e, no caso, origem em “mente pessoais”; assim, cada um também estaria  avaliando A SI MESMO de igual maneira, limitada e finita, segundo as informações da suposta “mente carnal”.

Caso Jesus, que disse “não julgar pela carne”, passasse pelo edifício, veria o CRISTO sendo a totalidade dos quarenta moradores e também do zelador. Estaria vendo a Onipresença divina composta por cada um deles, e repetiria o que disse em seu Sermão do Monte: “Sois a Luz do mundo!” Estaria vendo-os pela Cristicidade, real, permanente e eterna, sem levar em conta a visão pela humanidade, irreal e transitória!

Há 150 anos, o prédio e seus moradores não existiam; entretanto, o CRISTO SENDO TUDO EM TODOS já estava sendo a Verdade eterna! Jesus, no caso, estaria vendo a VERDADE, enquanto todos os demais, vendo e opinando pareceres “segundo a carne”, estariam unicamente “vendo a ilusão”.

A Verdade vê a Verdade, e a ilusão vê a ilusão! Praticar o Amor divino é praticar a Verdade de que cada Filho de Deus é a TOTALIDADE DE DEUS, AQUI E AGORA! Para isso, nenhum esforço nos será necessário! A VERDADE É! Se virmos alguém “imperfeito”, necessitado de cura ou de melhoria em algum setor, significa que “julgamos pela carne”, isto é, não NEGAMOS A NÓS MESMOS, como carnais, para podermos, em termos absolutos, amar ao próximo como a nós mesmos! Mas isto não deve ser encarado como “falha”, mas como “lembrete”, para que façamos imediata “troca de referencial”, do humano para o crístico! Feita esta “correção”, estaremos aptos a “dar testemunho da Verdade”, assim como Jesus o deu, entendendo cada suposta “pessoa” não mais como “aparência transitória”, mas como O SER QUE INCORPORA A TOTALIDADE DO CRISTO.

Jesus, consciente de ser a totalidade do Cristo, assim disse: “Eu Sou o Pão da Vida”. E “dividindo” este Pão com seus discípulos, revelava o “Pão Onipresente” em todos, ou seja, revelava sua “Visão crística” apta a discernir O CRISTO SENDO TUDO EM CADA UM DELES, na UNIDADE PERFEITA DA ONIPRESENÇA!

Esta “Visão” é a verdadeira “contemplação da Verdade” também em nossa suposta “vida cotidiana”.

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A Ciência Mental E O Poder Da Palavra-14 (Final)

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Como a suposta mente humana opera levando em conta suas duas subdivisões – o consciente e o subconsciente -, toda a Ciência Mental procura deixá-las afinadas com a mesma convicção de “prece atendida”. Isto significa que, se o consciente afirmar um fato, o subconsciente deverá estar alinhado com ele. É isto que muitos não entendem, por não saberem que o subconsciente, que forma 95 % da mente , pode, de início, estar retendo uma crença contrária àquela que é afirmada pelo consciente, que é apenas 5% da mente, atrasando a manifestação visível do efeito desejado.

Esta necessidade de a mente consciente e subconsciente estarem operando em unidade é explicada através de uma analogia com a forma de saltar usada pelo cabrito montês. Ao ser estudado sobre como podia viver saltando entre os montes sem cair, ficou-se sabendo o seguinte: o cabrito montês, ao desocupar o local que o sustentava para dar seu salto, fazia com que suas patas traseiras ficassem exatamente onde as dianteiras estavam segundos antes. Dessa forma, as patas dianteiras e traseiras se entendiam em unidade, dando-lhe o domínio de movimentos sem o risco de quedas.

O consciente representa a função das “patas dianteiras”, marcando o local exato em que as “patas traseiras” deverão pisar e as  substituírem, ou seja, a função de apoio do subconsciente. E então a Ciência Mental explica: “Quando as patas traseiras estiverem pisando no mesmo local deixado pelas patas dianteiras, a “prece é atendida”, ou seja, se a pessoa afirmar: “Eu tenho saúde inabalável mantida por Deus!”, se o seu subconsciente estiver saturado com esta mesma ideia, sua afirmação será “prece atendida”. Por outro lado, se as “patas traseiras” ainda estiverem vacilantes quando ao local exato a ser pisado, a pessoa deverá fazer as programações mentais até que o subconsciente, antes com crenças contrárias arraigadas, seja renovado dentro dos padrões das Verdades afirmadas pelo consciente.

Esta série de artigos procurou dar uma visão global do correto uso da mente, e, também, explicar como não usá-la indevidamente. Exemplo disso está no que acaba de ser exposto: se a pessoa afirma “ter saúde infinita”, e caso ela não “surja de imediato”, não deverá jamais mentalizar que “de nada adiantou”, ou que “mentalizou saúde e os sintomas permaneceram”, etc.. Toda negatividade deverá ser abolida convictamente!

De pouco adiantará alguém contemplar que “o Cristo é o seu real ser”, e, em seguida, apresentar um discurso diário em contrário, confirmando a ILUSÃO, confirmando  “aparências negativas”, e disparando esse tipo de conversa o tempo todo, e com todos a quem possa encontrar em cada um de seus dias. As”contemplações absolutas” devem ser endossadas pela Ciência Mental e pelo Poder da palavra, de modo que possamos desfrutar realmente de seus benefícios de uma forma científica.

 

F I M

Livre Do Medo Quando Se Dá Tratamento A Outrem

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Que maravilhoso é receber um pedido de tratamento pela Ciência Cristã, por parte de outras pessoas. Quando se solicita aos estudantes da Ciência Cristã que orem especificamente por outros, podem estes regozijar-se pela oportunidade que lhes é concedida de glorificar a Deus através do Seu poder sanador.

Mas o que fazer quando, por ser a primeira vez que nos pedem para orar por outrem ou apesar de já termos alguma experiência anterior, o medo aparece, tentando sufocar o nosso mais empenhado desejo de curar? Como é que poderemos ver-nos livres desse medo?

Em Ciência e Saúde a Sra. Eddy revela a importância de lidar com o nosso próprio medo: “Para teres êxito na cura, precisas vencer teus próprios temores, bem como os de teus pacientes, e adentrar-te numa consciência mais alta e mais sagrada”.

Talvez o medo mais comum que ensombra qualquer empreendimento humano seja o medo de fracassar. Este consiste no medo de não se possuir o conhecimento ou o entendimento necessários para cumprir uma dada tarefa. Efetivamente seria bastante razoável sentir medo de fracassar, quando se trata alguém pela Ciência Cristã, se não fosse a existência do seguinte fato: Deus, o Amor divino, é infinito, é Tudo, e o homem existe já como a expressão desse Amor.

Se a cura pela oração fosse uma questão de, através do nosso melhor esforço, fazermos com que uma determinada e potencial realidade se manifestasse, por exemplo, a saúde do homem, então haveria razão para se sentir medo. Mas a grande e maravilhosa novidade da Ciência Cristã é que a saúde, a inteireza espiritual e o bem-estar do filho de Deus não são apenas uma possibilidade; são efetivamente a realidade atual. A Bíblia informa-nos que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Por certo, a imagem e semelhança do puro Espírito não está doente. Se temos receio de que nossas orações em favor de outrem não sejam eficazes, é provável que necessitemos aceitar mais profundamente o fato de que o bem-estar do homem é invariável e que é consequência de ser este o filho muito amado de Deus.

É com certeza fundamental, durante a nossa demonstração progressiva desta verdade acerca do invariável bem-estar do homem, que possamos renascer cotidianamente através do crescimento individual do caráter cristão, com amor altruísta e humildade. Dessa forma desenvolvemos nossa própria salvação e tornamo-nos aptos a auxiliar os outros a fazerem o mesmo. Mas é importante, à medida que trabalhamos para crescer em graça, que não pensemos em nós nem nas pessoas que estamos a ajudar, como sendo meros mortais, tentando demonstrar a realidade espiritual. Para nos livrarmos do medo temos de compreender clara e nitidamente que o Amor onipotente é o único poder sanador e que, em verdade, não somos mortais que se esforçam para demonstrar o reino dos céus, mas sim imortais vivendo no reino de Deus, inseparáveis do Amor divino. A sensação de sermos mortais trabalhando sozinhos para conseguirmos a cura poderia, de fato, produzir o medo de fracassar, enquanto que a compreensão de que somos imortais, refletindo o poder do Amor, destrói o medo.

Às vezes, quando oramos em prol de outrem, nos pomos a imaginar que nalgum outro período da experiência vivida por nós ou por outros, a aplicação da Ciência Cristã poderia ter sido mais eficaz. O que fazer, se algum desses exemplos vem ao nosso pensamento? A única forma de nos libertarmos do medo relacionado com esses acontecimentos consiste em corrigirmos o nosso pensamento acerca deles através da oração. Ao volvermo-nos para o Amor divino em busca de uma visão mais ampla da sua terna presença e cuidado, conseguimos ver que todos os envolvidos nesses acontecimentos jamais foram mortais esforçando-se por demonstrar a Verdade. Pelo contrário: todos os envolvidos são, na realidade, filhos perfeitos de Deus, refletindo a Mente divina e única, possuindo bem-estar e autoridade, consciente disso.

Todos nós estamos a aprender a seguir, com crescente fidelidade, o exemplo de Cristo Jesus, o que inclui demonstrar mais eficazmente o poder curativo da Verdade, que ele ensinou e viveu. Como em qualquer disciplina, o estudante sensato não se condena por não ser tão bem sucedido quanto, com certeza o será quando tiver experiência, mas trabalha dedicadamente para aprender com a sua própria experiência e avançar. O mesmo acontece ao aprender a praticar a cura cristã.

Algumas vezes o medo ao fracasso parece justificável. Vejamos Simão Pedro, justamente antes de ser chamado para ser um dos discípulos. Jesus disse-lhe para ele fazer-se ao largo com o seu barco e lançar as redes. Simão Pedro replicou: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos.” No entanto, ele obedeceu. Como resultado, a pescaria foi de tal forma abundante, que as redes começaram a rasgar-se e os seus colegas de outro barco tiveram de ajudar.

Uma das lições que talvez possamos tirar deste acontecimento é o de que devemos ativamente esperar que a cura completa e imediata ocorra, mesmo que para isso tenhamos de orar repetidamente. Com efeito, tal expectativa é parte integrante do tratamento pela Ciência Cristã.

No tratamento de outros, pode acontecer não duvidarmos nem de Deus nem da eficácia da ciência Cristã, mas sim de nós mesmos e de nossa capacidade. Mas será que esta dúvida em relação a nós tem validade?

Em certo sentido, duvidarmos de nós mesmos é idolatria. Trata-se de conceber um deus ou uma mente separada da Mente divina, cuja expressão é o homem, e atribuir a esse fato sentido de mente e de capacidade de duvidar. Mas uma mente autônoma e com a capacidade de duvidar de si própria nunca foi criada por Deus. Portanto, tal mente é apenas uma crença sem poder, uma suposição impotente de que possa haver alguma inteligência além da divina. O nosso trabalho de cura é tanto mais livre da dúvida em nós próprios quanto mais persistentes formos na convicção de que não temos mentes pessoais, quer duvidosas, quer autoconfiantes, mas em realidade nós somos a expressão espiritual da Mente única, Deus.

E se você compreende isso tudo, mas mesmo assim continua a sentir temores insistentes, quando se trata de ajudar outros? Será que isso pode bloquear a cura?

Em muitos pontos da Bíblia, Deus é revelado como sendo o único poder. Uma vez que Deus é onipotente, a pretensão do medo, de ser capaz, quer de criar a doença, quer de bloquear a cura, tem de ser oca. O único poder do medo é o poder que a crença humana lhe atribui. À medida que recusarmos admitir a existência de algum poder além do Amor infinito, poder esse chamado medo, veremos que não importa se esse suposto poder pretende discutir com o paciente ou com o praticista. O medo não pode ser nem causa nem efeito, e é nosso direito divino provar, através da cura, que o medo não tem poder.

Houve um praticista que recebeu uma chamada telefônica, no meio da noite, de uma senhora pedindo ajuda em nome da sua filha adolescente, que estava sentindo uma intensa doer de estômago. O praticista aceitou o caso e começou imediatamente, através da oração silenciosa, a acalmar o seu próprio medo, o da mãe e o da filha. Pouco tempo depois a mãe voltou a ligar, informando que, como a filha continuava a sofrer e o pai, não sendo Cientista Cristão, insistia que a filha devia ir ao hospital, ela achava que era melhor ir. O praticista continuou a orar, enquanto a moça era conduzida ao hospital, até sentir uma sensação de paz e ficar completamente livre do medo. Em seguida foi-se deitar, sentindo plena confiança de que tudo estava bem, apesar de não ter recebido mais nenhuma notícia da mãe.

No dia seguinte, a mãe ligou para agradecer ao praticista o seu trabalho. Ela informou-o de que, a caminho do hospital, a sua filha tinha sido curada. A dor tinha desaparecido completamente e os médicos confirmaram, após a realização de alguns exames, que a filha se encontrava perfeitamente bem.

Um dos temores com o qual me tenho confrontado na minha prática de cura é o de que alguém, experimentando o tratamento da Ciência Cristã pela primeira vez, possa não ser curado imediatamente e, como conseqüência, não venha a explorar mais a fundo a Ciência Cristã. Para lidar com esse medo, descobri que me era útil estabelecer as minhas orações com base num ensinamento primário da Ciência Cristã: há uma só Mente, Deus, e esta é a única Mente, a única Consciência real, tanto do praticista como paciente. Portanto, em realidade, ninguém é recém-chegado para Deus e Seu poder, para a interpretação natural de Deus acerca de Si próprio na Ciência Cristã, ou para a perfeição desse alguém como reflexo, imagem e semelhança de Deus.

Quando se dá tratamento a outrem pela Ciência Cristã, nunca se tem a necessidade de tolerar, mesmo em pequeno grau, a sensação de medo. Todo o entendimento, todo o amor, todo o poder de Deus está do lado do praticista e do paciente; porque não há lado para o medo ou para a doença. Nossa grande necessidade consiste em aceitar essa gloriosa verdade e seguir confiantemente Cristo Jesus. Ele prometeu que os seus discípulos poderiam curar. Há alguma razão para dúvidas?

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Abril 1995)

Da Crença Em Mentes Pessoais À Verdade da Mente Única!

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Se a humanidade tivesse atendido ao chamado à Verdade, feito pelos grandes mestres que por ela passaram, o conhecimento de que existe somente a Mente divina em operação teria evitado a maioria dos conflitos entre pessoas, organizações e nações. Todos os conflitos decorrem da FALSA CRENÇA de que a Mente que rege todos os seres não é única e nem a mesma. Desta ilusão, surgem as “mentes pessoais”, todas ilusórias, com cada ser humano acreditando ter mais razão do que outro,  ser mais sábio do que outro, e, num clima ilusório desta natureza, torna-se impossível haver harmonia e paz. Sartre já dizia: “O inferno são os outros”.

O ensinamento espiritual apresenta uma visão completamente diferente da Existência! Prega a presença da Mente ÚNICA, e, portanto, que “os outros são o mesmo EU que somos”. Entretanto, apesar de verídico, como requer “subida ao espiritual”, esta Verdade não foi buscada como deveria, preferindo a humanidade a aceitar a “pluralidade de mentes”, percebida intelectualmente,  em vez de meditar e se ver  inclusa na Mente única, subjacente a todos os fenômenos.

Este descaso para com a Verdade intensificou a CRENÇA em “mundo fenomênico”, de forma que todos ficaram sendo considerados e aceitos com sua “personalidade pessoal”. As ciências humanas ensinam as pessoas a se ajustarem umas às outras, cedendo, cada parte, em seus pontos de vista radicais, e gerando, desse modo, uma harmonia apenas aparente ou forçada, uma vez que toda concessão deixa rastros de submissão ou perda, algo que, em muitos casos, tira toda a espontaneidade na convivência.

A prática da Metafísica Absoluta, para que possa corrigir todo tipo de ilusório conflito de relacionamentos, requer radicalismo, ou seja, a MENTE DIVINA PRECISA SER DE FATO RECONHECIDA COMO ÚNICA, principalmente no que diz respeito aos nossos relacionamentos imediatos. Quando duas pessoas estão inclusas nesta “visão da Mente única”, serão como “duas mãos de um mesmo corpo”, isto é, terão respeitadas INTEGRALMENTE suas individualidades, sem quaisquer “concessões”, e cada parte se sentirá sendo “uma com a outra”. Esta é a diferença fundamental entre um convívio de “individualidades” e um convívio de “personalidades”. A “individualidade” tem sua raiz em Deus, na Mente única, enquanto a “personalidade” tem sua raiz na “mente carnal”, a CRENÇA em “mentes avulsas e pessoais” operando de si mesmas, sem levar em conta uma visão global.

As inúmeras  abelhas, que em seus voos de preparação dos favos de mel não entram em conflito, umas com as outras, deixam uma nítida demonstração da  visão de unidade que possuem, cada uma fazendo a sua parte como se fosse o todo do enxame em ação.

Somente esta visão absoluta garante a harmonia entre as pessoas e entre os povos, e, quando a humanidade estiver disposta e aberta a buscá-la, “dentro de si mesma”, ali achará esta Verdade, sempre a ela disponível.

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Corpo Real e Corpo Aparente

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PERGUNTA:

Se meu aparente corpo mortal  se mostrar doente, e através da visão espiritual, for curado e aparentar ser um corpo mortal saudável, não seria este corpo mortal saudável tão irreal quanto o corpo mortal doente?

RESPOSTA:

Sim! e Não! O aparente corpo mortal  nada mais é, senão o Corpo imortal erroneamente percebido. (Eu realmente não gosto dessa forma de dizer, mas auxilia na explanação). O corpo mortal doente é o Corpo Global imortal equivocadamente percebido. O Corpo imortal – o seu Corpo – consiste da Luz que é a Presença de Deus.

Preste bem atenção: Quando o corpo mortal aparenta ser curado, o que é que fica, e o que é que se vai?

A doença aparente desaparece, mas o Corpo permanece. O Corpo permanece porque ele é real, ele existe. O seu Corpo é Real! A doença, contudo, (percebida como nada), deixa de aparentar existir.

O que terá ocorrido aqui? Quando o  corpo mortal aparenta ser curado, o Corpo imortal (de pura Luz e Substância divina) se expressa um pouco mais claramente. Tivesse a percepção do Corpo imortal sido totalmente completa, ele iria ser visto como um Corpo de Pura Luz – não meramente como “Corpo “curado”.

Nunca negue seu Corpo. Nunca aceite mentiras mortais sobre seu Corpo.

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Conserve-se Na Mente Do Agora!

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O suposto “mundo fenomênico” não existe! Todo o espaço real está preenchido pela Onipresença divina; assim, toda “visão humana” que difere da harmonia absoluta é “nada”! O ensinamento absoluto parte da TOTALIDADE DE DEUS, mesmo diante de “aparências fenomênicas” nos sendo sugeridas, e que aguardam nosso endosso consciente quanto a elas.

Há casos em que as “aparências” se mostram” ”resistentes”, até nos dando a impressão de não estarem sendo reduzidas a nada pela prática da Verdade. Isto, muitas vezes, se deve ao fato de voltarmos à ilusória “mente carnal” para verificar a quantas andam as suas “miragens”. Nossa permanência, portanto, deve ser prioritariamente em “Mim”, na Mente do Agora, a Mente que só reconhece o Universo consumado e perfeito sempre.

Evitar cem por cento este envolvimento com a ilusão é impossível, uma vez que, após as contemplações, aparentemente nos vemos obrigados a assumir atividades mentais humanas. O que deve ser feito, em casos assim, é uma rápida “contemplação absoluta” que reconheça o Universo como Luz, a nossa Identidade como Luz e o nosso Corpo como Luz! Estas contemplações nos deixam centrados na Verdade e menos expostos às sensações aparentemente presentes na ilusão de “corpo fenomênico”.

Em outro momento, podemos reconhecer que DEUS É A CAUSA ÚNICA EM ATIVIDADE, o que nos leva a deduzir que todo EFEITO É PERFEIÇÃO CONSTANTE.
O que deve ser evitado, é uma permanência prolongada de nossa atenção voltada às “aparências” , e, para isso, podemos fazer uso de “lembretes meditativos”, rápidos, que não permitam que elas nos sugestionem. “A Luz Onipresente de Deus Se irradia espontaneamente do Ser que EU SOU, anulando toda sugestão de “energias contrárias!” Estas meditações absolutas, mesmo sendo rápidas, deixam-nos voltados à Mente divina.

Quem já está habituado às “contemplações absolutas” terá grande facilidade em se “desprender das aparências” para, em meditações curtas, recordar a Verdade Absoluta subjacente a elas. E quem ainda está apenas nas leituras, deverá passar às “contemplações”, de modo que, de fato, possa perceber que “não vivemos de nós mesmos”, e que é DEUS QUEM VIVE COMO CADA UM DE NÓS!

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Altitudes Celestiais

altcelestiais

O Espírito é a Substância de todas as coisas viventes, o Espírito é a Vida em Si. É o Espírito que é Mente e pensar divinos; o Espírito é que é Amor divino e amoroso; o Espírito é que compõe, compreende e inclui toda Vida e Existência reais.

Quando a Vida é descoberta como sendo Espírito e, em vista disso, encarada como incorruptível e eterna, assim Ela se torna para nós. Quando o Amor é descoberto como sendo Espírito, e visto como eternamente puro e imutável, assim ele se torna para nós. Quando Mente e pensar são descobertos como sendo Espírito, eles se tornam nossa única Mente e nosso pensar, e somos mantidos num estado ininterrupto de felicidade, harmonia e paz.

A palavra “humano” pertence a um tipo de ser ou existência além de Deus; ela designa o impuro, imperfeito e incompleto. Nem melhoria, nem desenvolvimento e nem progresso humanos são requeridos para que experienciemos a perfeição; pelo contrário, a grande necessidade está num despertar para o Espírito, para que possamos deixar de lutar com a concepção equivocada de uma existência separada do Um, e aprendamos que tudo que há, é o “EU SOU” Autoexistente.

A ideia de tornar puro o impuro, de trazer o espiritual para o material pode, a princípio, parecer a alguém ser um degrau capaz de conduzi-lo a coisas e condições melhores; porém, se ele se estagnar nessa aceitação, ela lhe será uma verdadeira armadilha, um lugar em que terá que se esforçar e trabalhar incessantemente.

Nossa Vida, Mente, Corpo e Existência são eternamente estabelecidos nO Espírito – perfeito, completo, presente. A necessidade única reside num despertar para este fato sublime, para que alguém possa se identificar somente com o Espírito, o divino. Assim fazendo, ele tomará posse da plenitude de todo bem e coisa perfeita.

Como nossa natureza é Espírito, e não matéria, é impossível que alguém se livre da imperfeição e limitação antes que este fato supremo lhe seja revelado. Tampouco esta Revelação divina será por ele recebida, caso não esteja desejoso de deixar o imperfeito pelo Perfeito, o intelecto pelo Coração e os meios e formas do eu pessoal pela identificação com aquele “EU” que é o Eu perfeito todo-abrangente.

A Revelação de que somos Espírito cumpre a totalidade de nossos desejos. Ela vem àqueles que estão espiritualmente preparados para recebê-la, àqueles de pensamentos simples cujos corações são receptivos ao conhecimento mais pleno do Real. A Revelação é compreensão e liberdade imediatas.

É imperativo que nos voltemos dos remédios paliativos para percebermos aquilo que é supremo, não por ser mais elevado, mas por ser o Todo, a Única natureza da Vida e existência. Quando suficiente Verdade for revelada a alguém, ele deixará de tentar purificar sua mente e pensamentos; saberá que quantidade alguma de trabalho mental poderá trazer-lhe o Conhecimento de que a Mente única não tem oposto.

A regeneração pessoal deixará de ser praticada, quando alguém aceitar o Espírito como sendo agora o seu “Eu perfeito” . O “sétimo dia” está presente quando deixamos de pensar que somos seres humanos ou humanidade, destinados a dominar o mal e demonstrar o bem numa existência humana. “Quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 11: 25). Quem é este “Mim”? Não é um Deus externo, ou uma Mente divina externa. Conforme registros, Jesus disse aquelas palavras; contudo, ele não as estava pronunciando como um homem, como um ser humano, como um mestre ou curador: ele as proferiu como o “EU ÚNICO EM SI”.

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Crenças Sem Sustentação, Desabam!

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Enquanto alguém aparentemente vive “materialmente”, acreditando em vida humana e a endossando com naturalidade, sua suposta vida terrena contará com certa estabilidade, dentro dos padrões das CRENÇAS COLETIVAS que o levam a vivenciar ora o bem, ora o mal aceitos por elas. Entretanto, quando os princípios da Verdade são estudados, aceitos e contemplados, aquelas CRENÇAS perdem o endosso antes recebido, por estar a pessoa se identificando com a Verdade e não mais com elas.

Se esta dedicação for pequena, pequena será a “agitação nas crenças”; entretanto, se for uma dedicação radical, contínua e absoluta, haverá uma “agitação nas crenças” correspondente, uma vez que elas estariam sendo descartadas pelo endosso transferido à Verdade.

As CRENÇAS COLETIVAS se utilizam da “mente carnal” para projetar sua ILUSÕES! É o que Paulo chama de “visão pelo espelho em enigma”: imagens imperfeitas geradas pela inaptidão daquele “espelho” em  refletir o que é HARMONIOSO E PERFEITO SEMPRE!

O cuidado a ser tomado, é quanto a “permanecermos em MIM” e não mais nas “imagens do espelho em enigma”. Aquele “eu”, mostrado por ele, é a ILUSÃO, enquanto todos nós somos O CRISTO, integrantes das “Obras permanentes de Deus”.

A pessoa saberá quando estiver fazendo esta identificação correta quando não mais se identificar com o “espelho em suas mutações”, dizendo, por exemplo: “Isto pelo qual estou passando, deve ser desintegração da ilusão!”  A ILUSÃO ESTARIA PASSANDO, E NUNCA ELA, QUE JAMAIS DEIXOU DE ESTAR NA ONIPRESENÇA PERFEITA!

Se alguém reconhece que DEUS É TUDO, e que está em UNIDADE COM DEUS, não poderá, depois, negar toda a Verdade por se identificar com o “EU ILUSÓRIO EM DESINTEGRAÇÃO”!

DEUS É NOSSO ÚNICO EU! Portanto, sejam quais forem os “cenários visíveis”, faça total abstração deles, deixando DEUS SER O EU QUE SOMOS, sem acrescentar opiniões vindas das ”aparências”, que são TODAS ilusórias!

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A Ciência Mental E O Poder Da Palavra-13

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– 13 –

A Lei da mente assim diz: “Aquilo que for reconhecido, aparecerá”. A Seicho-no-ie apresentou o seguinte relato, que me ficou-me bem marcado: uma senhora, indo buscar seu filho na escola, observou que todas as crianças andavam com boa postura, menos o filho dela, que andava encurvado como idoso. Chamou-o e mostrou a ele como os outros procediam, para que ele se corrigisse; entretanto, de nada adiantava. E então, ela foi pedir orientação, e escutou da pessoa que a atendeu: “Você fica querendo corrigir um filho de Deus perfeito! Pare com isso! Veja seu filho como Deus o vê!”

No outro dia, indo a escola novamente, buscar a criança, viu o menino encurvado como antes, mas disse a ele: “Hoje eu gostei de ver! Você está andando como Filho de Deus!” E foi o fim da questão! Para corresponder à visão das mãe, e de Deus, ele passou a andar corretamente! Este é um caso típico do “poder da palavra” endossando o Absoluto, sem ter olhos para o “mundo de aparências”.

Um outro caso, e que também me ficou marcado, foi o de um idoso que, indo à palestra da Seicho-no-ie, estava todo curvo, e o preletor disse a ele: “Você é Filho de Deus! Por que anda dessa forma?” E ele respondeu: “Você não sabe pelo que eu passei! Fui combatente numa revolução; um tiro de fuzil atingiu a minha coluna e eu fiquei desse jeito!” E o preletor disse a ele: “A sua coluna atual nunca levou tiro! A que levou já foi substituída várias vezes, pois, de sete em sete anos, as células do corpo são todas renovadas!” E ouvindo e aceitando a “explicação científica”, a ILUSÃO o deixou!

Toda argumentação que endosse a Verdade de que “o homem é perfeito”, se for por ele aceita, mostrará resultado. Isto porque o “mundo fenomênico” não existe! Somente existe Deus! E há pessoas que não alcançam aceitar diretamente a Verdade, quando, então, são curadas pela Ciência Mental e com o”Poder da palavra”.

A “Fórmula Mágica”, uma mentalização que preparei há anos para este fim, isto é, para “trocarmos a visão humana pela divina”, mostrou-se eficaz sendo usada por pessoas que, inclusive, nada conheciam dos estudos metafísicos! Assim, transcrevo-a abaixo:

A FÓRMULA MÁGICA

…………………….(mentalizar o nome da suposta pessoa com problema), perdoe-me por tê-lo(a) visto como pessoa problemática (doente, desajustada, com vícios, etc.)! Percebo, agora, que a falha estava em minha maneira de vê-lo(a). Você é um ser espiritual perfeito! Você é a própria Vida de Deus, vivendo a meu lado para dar-me felicidade! Desejo-lhe, agora, toda a felicidade do mundo! Agradeço-lhe por ter-me servido de treinamento , abrindo-me os olhos espirituais para a Existência verdadeira, que é divina, espiritual e perfeita!

OBS: Fazer este reconhecimento em silêncio, duas vezes ao dia, durante 10-15min. No início, talvez a situação pareça estar piorando; é normal, pois, para surgir a imagem visível harmônica ocorre, antes, um rearranjo subconsciente. Permanecer na Fórmula Mágica; a solução estará a caminho.

Continua..>

 

“Mesmo Sentimento Que Houve Em Cristo Jesus”

sentimento

A Realidade é ESPIRITUAL, e é a única Existência reconhecida por Deus, pois é onipresente; quando “percebemos existência terrena”, igualmente percebemos ser ela uma “mentira”, o que se traduz pelas declarações de Jesus: “O meu reino não é deste mundo”; “o príncipe deste mundo é o Satanás, o pai da mentira e mentiroso desde o princípio”.

Em Filipenses 2: 5-7, Paulo assim diz: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”.

Quando os ensinamentos absolutistas afirmam que “DEUS É TUDO, INCLUSIVE QUEM SOMOS”, o que mais encontramos, é a errônea interpretação de que estamos afirmando que o suposto “eu”, que a mente humana vê e traduz como “quem somos”, seja Deus! Paulo está explicando que “o que a MENTIRA diz que somos” nunca pode ser confundida com a “VERDADE que somos”, ou seja, JESUS SABIA SER DEUS E SABIA QUE SUA IMAGEM, NO MUNDO DO PAI DA MENTIRA, ERA TAMBÉM MENTIROSA, ISTO É, SUA REAL E ÚNICA IMAGEM DIVINA NÃO SERIA, JAMAIS, A IMAGEM VISÍVEL GERADA TEMPORARIAMENTE PELA MENTE HUMANA.

Dizer, portanto, que “ele aniquilou-se a si mesmo” não significa ter ele aniquilado a Verdade de SER DEUS, o que lhe seria IMPOSSÍVEL, mas sim, ter “aniquilado a si mesmo como o humano”, visto COMO SE FOSSE ELE, pela ilusória mente humana.

Em outras palavras, Jesus tinha total consciência de que, sendo visto pelos “olhos da VERDADE”, seria visto como DEUS; e tinha, ao mesmo tempo, total consciência de que, sendo visto pelos “olhos da MENTIRA”, seria visto como SERVO. É este MESMO SENTIMENTO que Paulo diz que nós todos devemos ter, COM RELAÇÃO AO SER QUE SOMOS!

Afirme e contemple: 

“EU SOU DEUS”, assumo ter o MESMO SENTIMENTO QUE HOUVE EM CRISTO JESUS, ou seja, sei que VISTO pelo Sentido Espiritual, eu integro a Onipresença divina como “obra permanente de Deus”, e, ao mesmo tempo, sei que “VISTO” pelos supostos “sentidos humanos”, eu integro a “ilusão” de “existência humana! SOMENTE EXISTE A REALIDADE ESPIRITUAL; QUALQUER QUE POSSA SER UMA “IMAGEM MINHA”, NO “MUNDO DO PAI DA MENTIRA’, ELA É “NADA”: O “MEU REINO” NÃO É “DESTE MUNDO”!

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Pedir Ou Não Pedir; Eis A Questão!

pedir

No estudo absolutista, “pedir é ter”, e nunca “não ter”. Há pessoas que ficam sem entender Jesus, quando encontram na Bíblia, ora que devemos pedir algo a Deus, ora que nada precisamos pedir, por Deus, de antemão, saber de todas as nossas necessidades: “Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis” (Mc. 11: 24); “Vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes (Mt. 6: 8).

Quem se “julgar pela carne”, se verá no ilusório “mundo fenomênico”, sempre crendo precisar de algo! Quem se” julgar pelo juízo justo”, se verá “um com Deus”, sem sentir outra coisa, senão a percepção de estar Autossuprido como a própria Consciência divina onipresente.

O fato a ser observado é um só: esteja alguém precisando de algo, por estar empregando a suposta “mente carnal”, ou esteja ele se percebendo “um com Deus”, já Autossuprido na Onipresença, SUA REALIDADE É SEMPRE A MESMA! Que significa isto? SIGNIFICA QUE A MENTE QUE VÊ CARÊNCIA, A SUPOSTA MENTE HUMANA, ALÉM DE NÃO SER A SUA MENTE VERDADEIRA, NÃO ALTERA EM NADA A VERDADE ABSOLUTA DE JÁ ESTAR ELE JÁ SUPRIDO DE TUDO, EM SUA “FORMAÇÃO DA A ONIPRESENÇA” OU “UNIDADE PERFEITA”.

Se um bilionário for hipnotizado para acreditar ser um “morador de rua”, esta “sugestão hipnótica” em nada alteraria o montante de sua fortuna. Do mesmo modo, alguém hipnotizado pelas CRENÇAS COLETIVAS, pela “sugestão hipnótica” de “ESTAR SEPARADO DA FORTUNA ABSOLUTA DE DEUS”, em momento algum, aquilo poderia estar sendo “fato verdadeiro”: DEUS É TUDO! SUA ONIPRESENÇA É AUTOSSUPRIDA ININTERRUPTAMENTE! DELA “FAZEMOS PARTE”.

A questão do “suprimento”, portanto, está ligada à AUTOCONTEMPLAÇÃO, e não à PETIÇÃO. Quem entender isto, entenderá Jesus, pois, em vez de se ver identificado com um ilusório “eu fenomênico”, carente e pedindo algo a Deus, se verá identificado com a ONIPRESENÇA DE DEUS AUTOSSUPRIDA, de forma a não poder estar necessitado de nada!

A Consciência única é Deus; assim, quando nos identificamos com a “totalidade de Deus”, ou com Sua Oniação, estamos conscientes como esta Consciência única, que Deus é. E então, não precisaremos nem poderemos “usar mente que pede” – a ilusória “mente carnal” – seja por saúde, ar para respirar, pessoa para colaborar, dinheiro, ou outra coisa qualquer! Estaremos operando não no mundo, mas na Oniação, e estando conscientes disso. Em outras palavras, estaremos nos vendo como o Filho “que se honra como honra o Pai”, que é o “juízo justo”, na percepção inequívoca e absoluta de que “tudo que é meu é do Pai, tudo que é do Pai é meu”.

Marie S. Watts disse o seguinte:

O Suprimento, no aspecto de Si mesmo como dinheiro, está sempre presente, por consistir de sua Consciência, a qual está sempre presente. Sempre que  houver uma aparente necessidade de dinheiro, isto só indica que sua atenção está focalizada nesse aspecto da Consciência que você é, e que se torna importante para algum cumprimento de objetivo. Jamais negue a Presença de algo que seja necessário à sua inteireza, sua alegria, paz, ou ao seu cumprimento de objetivo. Por isso, é bom que perceba a Verdade absoluta de que o Suprimento—inclusive o dinheiro – está sempre presente em e como a Consciência que você é. Assim, ao surgir alguma aparente necessidade, não focalize sobre ela a sua atenção; antes, faça com que sua atenção permaneça no Suprimento sempre presente, que consiste de sua própria Consciência divina.

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Sendo o “Eu” Que Não Sonha Nem Vê Sonhador!

reza

Se víssemos alguém dormindo, suando e se debatendo desesperadamente, de imediato perceberíamos estar ele vivenciando um pesadelo. Ele estaria se vendo no cenário do pesadelo? Aparentemente, apenas, pois, ele, que estaria sendo visto por nós dormindo, para ele mesmo, não estaria sendo percebido. Por quê? Por estar se identificando com “outro eu” que, ilusoriamente, no pesadelo, estaria atraindo toda a sua atenção.

Se em seu pesadelo  nós também  lhe aparecermos, ele nos verá onde nós jamais estivemos, ou seja, participando de seu sonho, Mas, para ele, ao lado dele estaríamos, não em seu quarto, vendo-o sofrer, mas sim, também padecendo em função daquelas imagens com as quais ele aparentemente se mostraria envolvido.

Quando estudamos a Verdade, aprendemos que “não existe mundo fenomênico”! É explicado que já estamos no Mundo Perfeito, na Realidade única e iluminada mantida por Deus. Que é esta “imagem fenomênica” aparentemente “vista”, em que aparece “outro eu”, sem ser DEUS, “enxergando alguém dormindo, suando e se debatendo desesperadamente”? Esta “imagem”, em que você diz estar, e diz “perceber alguém num pesadelo”, é que é a ILUSÃO! É VOCÊ QUE, SEM ESTAR VOLTADO AO SEU “EU”, SE MOSTRA IDENTIFICADO COM “OUTRO EU”, E QUE, ALÉM DISSO, VÊ EM SEU SONHO A PRESENÇA DE UM TERCEIRO “SONHANDO” E SENDO NÃO ELE PRÓPRIO, MAS UM “OUTRO EU” EM PESADELO!

QUE É ILUSÃO? A CRENÇA DE QUE O FENÔMENO EXISTE, E QUE, ESTANDO NELE, VEMOS “ALGUÉM” SONHANDO E TENDO PESADELO! QUE É O CHAMADO “DESPERTAR ESPIRITUAL”? É VOCÊ DESCONHECER “OUTRO EU”, QUE NÃO DEUS SENDO VOCÊ, CAPAZ DE “ESTAR NASCIDO EM MUNDO MATERIAL, E COM CAPACIDADE DE NELE VER “ALGUÉM EM PESADELO”. EM OUTRAS PALAVRAS, O “EU”, QUE VÊ UM “OUTRO SONHANDO” SE IDENTIFICANDO COM O “EU” DE SEU PESADELO”, É QUE É A ILUSÃO “VENDO” ILUSÃO! ESTE É “O NADA” VENDO “COISA NENHUMA”, REVELADO PELOS ENSINAMENTOS ABSOLUTOS.

Não existe nenhum “eu” vendo alguém “em pesadelo”; assim, quem “desperta” não é o “sonhador visto”, mas “aquele que vê o sonhador”. É este “eu” que NÃO EXISTE, QUE NÃO TEM VIDA, QUE NÃO TEM SUBSTÂNCIA, INTELIGÊNCIA NEM REALIDADE! É este “eu” – do ilusório “mundo fenomênico” – que somos convidados a  nos despojar, para ficarmos “em MIM”, não identificados com um “sonho coletivo”, mas simplesmente sendo QUEM SOMOS: DEUS EVIDENCIADO COMO NOSSO PRÓPRIO “EU”.

Enquanto parecer haver “alguém” identificando-se com “eu fenomênico”, ele estará identificado com A ILUSÃO, e não com quem REALMENTE É; e então, todos os demais, aparentemente vistos por “ele”, serão A ILUSÃO APARECENDO COMO PESSOA; A ILUSÃO APARECENDO COMO MUNDO; A ILUSÃO APARECENDO COMO SE FOSSE “ELE PRÓPRIO”.

Analise e entenda o exposto, e, desse modo, poderá livremente CONTEMPLAR DEUS SENDO DEUS COMO VOCÊ!

 

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“Sempre Tem Vinho!”

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Na passagem bíblica conhecida como “Bodas de Caná”, Jesus era um dos convidados para a festa, regada a vinho, quando Maria veio trazer-lhe a notícia de que “o vinho havia se acabado”. Disse ela a Jesus: “Não tem vinho!”. Como resposta, ela dele ouviu: “Mulher, que tenho eu a ver contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (João, 2: 4). Em seguida, mandou que enchessem de água as talhas, e levassem ao mestre-sala. Provando a água feita vinho, sem saber a sua origem, disse ao esposo: “Todo homem põe primeiro o vinho bom, mas tu guardaste até agora o bom vinho!”.

Vemos, neste episódio, o contraste entre a “visão humana” e a “visão crística”. A festa seguia completa, até que a “visão humana”, de Maria, deu informação de haver “carência” à “visão crística”, de Jesus, que lhe disse “nada ter a ver com ela”. A “visão crística” nada “tem a ver” com “aparências”de carência! Unicamente reconhece o Universo CONSUMADO da Realidade Espiritual , que é substancial – preenchida da Substância divina onipresente e permanente, sem que jamais haja sequer a possibilidade de “faltar algo”.

Diante da “visão absoluta”, que enxerga a Substância incólume subjacente às “aparências” testemunhadas pela “mente carnal”, que são todas ilusórias, as “imagens de carência” são “transformadas” em “imagens já supridas”, ou seja, é feito “na terra” como é “no céu”.

Caso alguém esteja sentindo “falta de vinho” em algum setor de sua vida, isto é, falta de saúde, falta de paz, falta de dinheiro, falta de companhia, etc., deve fazer o quê? Deve dizer à sua Maria (mente carnal): “Nada tenho a ver contigo”! Em seguida, exatamente onde os sentidos humanos viam “carência”, deve reconhecer ser “chegada a sua hora”, isto é, a “hora de se ver “dotado da Mente de Cristo”, do Sentido espiritual apto a ver o Agora infinitamente Autossuprido. Assim, o que aparentava ser “imagem com algo faltante” (água em lugar de vinho), se “transforma” em “imagem suprida” (tendo vinho), pela atividade da Mente crística (Oniação), que impõe ali a supremacia da Verdade sobre a ilusão.

Desse modo, a “imagem hipnótica”, antes vinda livremente e sem controle das “crenças coletivas”, a partir do “domínio” da Verdade, aparentemente se refaz em forma de “imagem suprida”, como “reflexo” do Bem permanente reconhecido pela Mente de Cristo, que todos nós temos.

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Sabedoria Na Boca, Entendimento No Coração

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O hábito coletivo de se fazer a identificação com a suposta “mente carnal” gera o “condicionamento” ou a “sujeição” às ilusórias “formas materiais”. Se as Escrituras nos revelam que “somos o Templo de Deus”, por exemplo, é mais do que provável que alguém entenda que o Templo de Deus seja um “corpo físico”. Por quê? Porque a humanidade acredita “ter nascido em mundo material”, e esta “crença na matéria” a leva, erroneamente, a tudo interpretar como  sendo algo de natureza material.

O Universo real é Espírito, e não matéria. Deus é Espírito, e o que n’Ele somos, é puramente Espírito. Portanto, diante das revelações absolutas, devemos sempre associá-las com Formas Espirituais, em vez de fazê-lo com “formas materiais”, com “Obras permanentes”, em vez de “obras temporárias”, e com “o que era desde o princípio”, em vez de com “algo que teve começo”.

“A minha boca falará da sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento” (Salmo 49: 3). Esta citação traduz como devemos agir, diante das revelações e  de nosso estudo da Verdade. Que é “a boca falar da sabedoria”? É mantermos nosso discurso afinado com as revelações e não com as “crenças materiais”. Que é “meditar do coração tendo entendimento”? É aceitarmos as Verdades com “coração de criança”, desconsiderando objeções e opiniões do intelecto, de forma que nosso “discurso da sabedoria” seja espontaneamente endossado e percebido pelo entendimento sempre presente em nossa Consciência iluminada. Por isso associamos a Ciência Mental ao estudo absoluto da Verdade, ou seja, usamos as “afirmações da Verdade” e o “poder da palavra”, para que “a boca fale da sabedoria”; em seguida, passamos diretamente à “meditação de entendimento do nosso coração”.

Voltando ao exemplo do corpo, que é revelado como “Templo de Deus”, como saber que “a boca fala da sabedoria”? Quando afirmamos que ele é ESPIRITUAL, OBRA PERMANENTE, E EXISTENTE ”DESDE O PRINCÍPIO”. Desse modo, anulamos as aceitações ilusórias das “crenças coletivas”. Em seguida, nossas “palavras da sabedoria” ficarão à disposição de nosso “Coração”, isto é, de nossa iluminada Consciência crística, com a qual nos manteremos afinados e receptivos ao “entendimento absoluto”,   intrínseco a ela “desde o princípio”.

Esta é a Prática da Verdade, que exclui esforço mental por não levar em conta quaisquer objeções intelectuais. Somente confirmamos as revelações ou princípios, para “ir a Mim”, à nossa Consciência iluminada, onde reside o “entendimento eterno” de toda a Verdade referente ao Ser que somos, que é Deus.

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Voando Acima Das Nuvens!

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Certa vez, numa manhã chuvosa e, portanto, de tempo fechado, tomei um avião e ele, alçando voo, cruzou a camada de espessas nuvens, posicionando-se  acima de todas elas para seguir viagem. O que pude observar pela janela do avião foi o seguinte: acima, estava o céu completamente azul, com o Sol em seu radiante brilho, e, abaixo, um “tapete” de nuvens espessas. Acima delas, o avião não tinha a resistência encontrada pouco antes, ao ter de cruzá-las para seguir sob o céu azul e ensolarado!

As “aparências” do suposto “mundo fenomênico” atuam como “nuvens”, ou seja, tentam nos iludir, mostrando “tempo fechado” em dia ensolarado, e tentam se mostrar “resistentes” em nossa “subida ao Pai”, quando “contemplamos a Verdade” de que DEUS É TUDO. Como devemos agir? Como agiu o piloto do avião! Com a convicção plena de que, ao decolar,  estaria com o PODER de “ver céu sem nuvens”, tanto ao cruzá-las na subida como ao seguir viagem livre delas!

As “aparências” são “miragens”; sua atuação hipnótica jamais é “poder” capaz de barrar a livre “expressão do Cristo” que somos. Por quê? Porque DEUS É ONIPOTÊNCIA ONIPRESENTE, sempre contando com o NOSSO PODER E COM  A NOSSA PRESENÇA para ser TUDO! Nossa “subida ao Pai”, portanto, é meramente “cruzarmos nuvens hipnóticas”, contemplarmos o “céu azul” da Realidade Absoluta, sem que, em momento algum, estivéssemos aceitando “resistência à Onipotência”.

É nesta compreensão que a recomendação de Jesus se fundamenta: “Não resistais ao maligno!”. A ONIPOTÊNCIA ONIPRESENTE É CÉU AZUL PERMANENTE! E “NELE VIVEMOS, NOS MOVEMOS E EXISTIMOS”.

DEUS É TUDO! A TOTALIDADE DA EXISTÊNCIA! Este é o “ponto de partida”  do ensinamento absoluto, que nos impede de reconhecer  “tempo fechado” e a suposta “resistência” por ele oferecida, quanto à nossa “subida ao Pai”. São “aparências”! São “nuvens hipnóticas”! São “miragens”! Eis porque eu sempre digo que “SUBIMOS AO PAI DE CIMA PARA BAIXO”!

As “nuvens hipnóticas” não são realidades! Não têm substância, presença nem poder! São a própria ILUSÃO! Enquanto alguém “resistir a elas”,  APARENTARÃO existir! MAS, QUANDO VOCÊ FIZER COMO O AVIÃO, INDO RUMO A ELAS CONVICTO DE QUE NÃO SÃO PRESENÇA NEM PODER, O “CÉU AZUL” DA REALIDADE ESPIRITUAL SERÁ VISTO E VIVENCIADO POR VOCÊ! SEMPRE ESTIVERA SENDO A ÚNICA REALIDADE, UNIVERSALMENTE PRESENTE E EVIDENCIADA!

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A Ciência Mental E O Poder Da Palavra-13

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A Ciência Mental, como o próprio nome diz, é ciência, e trabalha cientificamente em nossas vidas como endosso radical da Verdade que somos. Quem for analisá-la intelectualmente, dirá ser absurda, pois, seus fundamentos estão na fé no absoluto e nunca nas ilusórias “aparências visíveis”.

Em vista disso, devemos entender a Ciência Mental como endosso e confirmação das “loucuras de Deus”, sem nos deixarmos perturbar pela opinião do mundo de que sua prática seja ilógica. Quando estudamos a Verdade de que DEUS É TUDO, “ilógico” seria afirmarmos carências, limitações e envolvimentos com as “aparências fraudulentas”, apresentadas pela suposta mente humana. “As coisas dos homens são tolices para Deus”, disse Paulo.

Diante das “aparências de adversidades”, cada um de nós vive incólume e autossuprido como Deus, uma vez que nossa identidade é o próprio Deus Se evidenciando como Ser individual. Se a “aparência” destoar do que SOMOS, iremos NEGAR A IMPERFEIÇÃO e AFIRMAR A PERFEIÇÃO, e de uma maneira convicta que, praticamente, nos leve a “VER” mentalmente a Realidade consumada subjacente àquela “aparência ilusória”. Visualizar a cena como “prece já atendida” será também útil, uma vez que a mente trabalha com imagens e não com palavras. Desse modo, a Ciência Mental nos ensina a “visualizar” a suposta situação plenamente “resolvida”, e, ao mesmo tempo,  a “darmos graças a Deus” por isto! Estas táticas podem ser encontradas sendo empregadas por Jesus em várias passagens registradas na Bíblia, quando o vemos “reconhecer” estar atendido, abençoar e dar graças ao Pai em vista disso, e sem ter olhos que “endossem” imperfeições ou carências.

Como aqui vem sendo repetido, a Ciência Mental endossa as Verdades absolutas, deixando a mente em paz, em frequência elevada de “caso resolvido” e não de “caso preocupante”, deixando-nos afinados com a Verdade Absoluta de que é sempre AGORA, e que, neste AGORA, não existem problemas, não existem sofrimentos, não existem doenças, pecados, nascimentos nem mortes: existe unicamente DEUS sendo o EU que EU SOU!

Uma pessoa comum, que não estude a Verdade, se acordar sentindo forte dor na perna, logo a estará confirmando mentalmente: “Puxa, que dor na perna!” Com isso, terá aberto a tela de exibição do “filme ilusório”! Acreditará ter “perna material” que sente dor, quando, sabemos, toda suposta ”dor” jamais se encontra na ilusória “matéria”, e sim, na “mente ilusória coletiva”, que sustenta as crenças no bem e no mal. Assim, sem conhecer a Visão Absoluta e sem conhecer a Ciência Mental, a pessoa estará acreditando e endossando a ILUSÃO, sem noção alguma da Verdade já presente e sendo quem realmente ela é.

Como reagiria um estudante da Verdade, diante da mesma “aparência” ? Imediatamente faria a “Autocontemplação”, reconhecendo seu Corpo como ESPIRITUAL e sendo O TEMPLO PERFEITO DE DEUS. E caso ele fosse obrigado a interromper a meditação, para cumprir compromissos de seu dia a dia, iria NEGAR: “NÃO EXISTE DOR! NÃO EXISTE MATÉRIA! NÃO EXISTE MENTE QUE ACREDITE EM DOR, EM MATÉRIA, EM PERNA DOLORIDA!” Em seguida, iria AFIRMAR: “SOU UM COM DEUS! MEU CORPO EXPRESSA A PERFEIÇÃO DE DEUS! DOU GRAÇAS AO PAI PELA MINHA SAÚDE INTEGRAL E PERFEITA”!

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Unicamente A Sabedoria Da Mente Divina É Sabedoria Real!

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Quando os ensinamentos afirmam que DEUS É TUDO, afirmam também que TUDO É DEUS, deixando bem claro que o suposto “mundo fenomênico”, por não ser Espírito, não faz “parte do TUDO”, e sim, é puríssimo NADA!

Desde que passei a divulgar a “totalidade de Deus”, por ter visto esta Verdade ser-me revelada, continuamente vinha-me alguém trazendo de volta a falsa CRENÇA em “mundo material”. Sempre havia algum tipo de argumentação intelectual, partindo da própria pessoa, ou trazido por ela, em virtude de ter ela lido outros ensinamentos levando em conta a existência de “mundo fenomênico”,  inclusive arranjando para ele “objetivos elevados”. Enfim, A TOTALIDADE DE DEUS era costumeiramente negada! E sempre que estas argumentações recebiam o meu repúdio, muitas pessoas a mim retornavam, mas sempre voltando com os mesmos pontos de vista! E era quando eu as convidava a não mais me procurar!

Eu não consigo conceber a ideia de RETER CRENÇAS FALSAS sobre a Verdade na suposta mente humana de alguém. E quando, aparentemente, chega-me alguém com CRENÇAS FALSAS, eu só vejo sentido em recebê-lo se  for para DAR FIM A ELAS! Quem estiver desejoso de não abrir mão delas, eu não vejo sentido nenhum em que me procurem para, novamente, repetir os mesmos antigos argumentos, já antes  refutados.

DEUS É TUDO; TUDO É DEUS! NADA MAIS É REALIDADE! QUALQUER IDEIA EM CONTRÁRIO É ILUSÃO!

Comentando com um evangélico que Jesus havia dito que a humanidade “erra por não conhecer as Escrituras nem o Poder de Deus”, ele começou a recitar, sem parar, citações e mais citações da Bíblia. Eu disse a ele: “Não é preciso ser “enciclopédia ambulante” de Escrituras; importa, é evidente, conhecer a letra da Verdade, porém, o mais importante, é ter “coração de criança” para se abrir à presença ÚNICA de Deus, que está em nós, e “ter a experiência de Deus” por revelação!” Ele me respondeu: “Já vi que você conhece pouco das Escrituras, porque, nelas, está dito que devemos continuamente nos aprofundar!” Eu disse a ele: “Se alguém buscar a Deus com “coração de criança”, uma única citação bíblica, que o tenha tocado, lhe bastará; Deus não leva em conta “sábios e entendidos”; além disso, esta sua sabedoria humana, mesmo sendo relativa às Escrituras, é “conhecimento da mente carnal”,  e faz, portanto, parte da”sabedoria da serpente”, e não da Mente de Cristo que temos. Por isso Jesus disse que as revelações são para os “pequeninos” e não para “sábios e entendidos”, como os fariseus de sua época. Você age como um deles! Dispara citações e mais citações, achando que isto é ser cristão; porém, isto é ser fanático!” E ele me disse: “Já vi que você não quer ser melhor conhecedor das Escrituras; quer ganhar a “briga” comigo, em vez de analisar o que eu lhe estou ensinando!” E eu perguntei a ele: “Você, que tanto cita a Bíblia, que tanto se aprofunda em seu entendimento, JÁ VIU O REINO DE DEUS?  Se nunca o viu, toda a sua argumentação é em cima de algo que NÃO FUNCIONOU! Se o ladrão, na cruz, fosse depender de você, para estar no Paraíso no MESMO DIA, ele iria ter de SE APROFUNDAR EM MILHARES DE CITAÇÕES ATÉ HOJE! E você, com este vasto estudo profundo das Escrituras, só viu “as coisas de César”!” Irritado, ele me disse: “Você será condenado pela sua pretensão e falta de interesse em se aprofundar nas Escrituras!” E então, encerrando, eu disse a ele: “Eu mesmo me condeno; condeno-me a dizer-lhe ADEUS! ‘Não se deita vinho novo em odres velhos’. E quando resolver deixar o fanatismo em troca do Reino de Deus, já sabe o que terá de fazer: IR A DEUS, EM VOCÊ MESMO, SEM SABEDORIA HUMANA NENHUMA, COM “CORAÇÃO DE CRIANÇA”, E OUVIDOS ABERTOS ÀS SUAS REVELAÇÕES! O RESTO, É PALHA!“.

Estas aparentes “discussões” são muito úteis por deixarem “sementes” naqueles que se envaidecem pela “cultura religiosa” que intelectualmente  obtiveram; entretanto, não devem ser repetidas em quem já as ouviu e não se interessou em acatar! Após lançadas as sementes, elas serão adubadas pelo próprio Deus,  – Autorrevelação – que é TUDO como a pessoa, mesmo que, aparentemente, ela ainda não o reconheça.

SOMENTE EXISTE DEUS! NÃO HÁ SER NENHUM SE APROFUNDANDO EM ESCRITURAS! O SUPOSTO “MUNDO FENOMÊNICO” É UMA ILUSÃO! Como disse Jesus, “VÓS TAMBÉM TESTIFICAREIS, POIS, ESTIVESTES COMIGO DESDE O PRINCÍPIO”!

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