O Poder de Ser Que Você É
Unicamente no sentido de que Deus é todo Poder, o Poder pertence a Deus. Contudo, esta Onipotência não é poder sobre algo ou alguém. Sendo inseparavelmente Tudo, ela é simplesmente o Poder de SER. Deus, a Mente infinita, é o Poder de “ver”, “perceber”, “ser”. Onipotência é todo Poder. Ela é onipresente constante e universalmente, e ela é eterna. Acima de tudo, ela é indivisível e igualmente presente em toda parte e eternamente. Este, Amado, é o Poder de SER.
Sabemos que somos unicamente o que Deus é, e nada mais. Isto é verdadeiro porque não há mais nada que pudéssemos ser. Contudo, sabemos que somos o único Poder. Assim, sabemos que somos o Poder de “ver”, “perceber”, e de “ser” aquilo que estamos vendo. Não vemos nações e pessoas fora de nosso Ser, ou que fossem “outros”. Desse modo, sabemos que aquele que vemos, é o mesmo e exato Poder que nós somos, e que este Poder não é investido em qualquer pequenino “eu” pessoal.
Aquilo que Deus é, nós somos. Aquilo que Deus não é, nós não podemos ser. Como Deus é o Poder de Discernir, o Poder de Ser, decorre que nós também somos unicamente o Poder de Ser. Entretanto, nós não usamos o Poder infinito que nós somos. Nós não temos poder. Porém, nós somos o Poder Universal em Si. O Poder que nós somos não é um Poder sobre algo ou alguém. Antes, ele é a Onipotência universal indivisível que é TODO PODER. Unicamente um conceito ilusório de poder pode fazer parecer que há um poder passível de ser usado para dominar, ou para escravizar, os chamados “outros”.
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Uma Solução Duradoura…
Ao longo dos anos, aprendi duas coisas importantes sobre a solidão: 1) que estar com pessoas não é a solução e 2) que ser forte e independente sozinho, também não resolve o problema.
A única solução é alcançar um senso sólido e profundo de que vivemos no universo de Deus, somos acalentados pelo Amor divino e mantidos em relacionamentos harmoniosos com os outros.
Quando Deus deu domínio à Sua criação “sobre toda a terra”, não foi apenas sobre forças físicas, doenças ou sobre as surpresas de uma economia humana. O domínio inclui também autoridade sobre nossos sentimentos.
Deus abençoa a vida com o bem que satisfaz ao coração
Por mais que cada dia pareça um convite a nos deixar levar de roldão pelos devaneios do pensamento humano, nossos sentimentos verdadeiros correspondem ao amor benevolente e onipresente de Deus. Deus abençoa a vida com o bem que satisfaz ao coração. A Ciência Cristã ensina que temos a liberdade para desafiar as emoções destrutivas, assim como nos ensina que temos o domínio sobre as outras sensações físicas.
A solidão pode se manifestar sob a forma de uma tristeza sutil, que faz com que a pessoa se retraia, ou sobrevir como um touro indomável, induzindo-nos, de forma imprudente, a todo tipo de ação errônea. Mas, seja qual for sua forma, a solidão deve ser expurgada, a fim de que se descubra a paz verdadeira da vida.
A decepção, que repete em nossa mente as razões para sermos infelizes, está muito distante do espírito de louvor e adoração que revela nosso relacionamento com Deus e os outros. É a partir do ponto de vista da gratidão e da satisfação que podemos trazer a paz aos relacionamentos, sabendo que temos algo a oferecer, ao invés de ficar na expectativa, aguardando que alguém nos dê aquilo de que pensamos necessitar.
Fiquei surpresa diante do grande ajuste emocional que essa mudança exigia
Uma das maiores batalhas contra a solidão que travei surgiu logo depois que meu filho mais novo aprendeu a dirigir. Meus filhos cresceram com interesses amplos, o que, para uma pessoa que é mãe e viúva, e que os criava sozinha, significava que quando eu não estava trabalhando, ocupava a maior parte do meu tempo em levá-los a reuniões, aulas de música, ensaios e eventos sociais. Estava pronta para deixar de ser a motorista da família, mas fiquei surpresa diante do grande ajuste emocional que essa mudança exigia.
Repentinamente, precisava encontrar algum tipo de companheirismo fora da companhia dos meus próprios filhos. Para mim, foi uma enorme mudança passar longas horas sozinha, à noite, principalmente, nos finais de semana. Sentia-me muito constrangida e confusa, e orei para saber como fazer um melhor uso do meu tempo. Mas, muito frequentemente, a escuridão mental e a ociosidade interferiam em minhas orações.
O momento decisivo veio em uma noite de sexta-feira, enquanto cochilava na sala; um sono estranho que acompanha o tédio. De repente, estava de pé e quase gritando: “Solidão, vá embora!”
Fiquei surpresa com a veemência das minhas palavras, mas sabia que não poderia ficar sentada nem mais uma hora afundada em autopiedade e me sentindo inútil. Em pé, no meio da sala, orei para compreender a autoridade inerente ao meu ser.
Deus, o Espírito, definia o meu ser
Percebi que, ao pensar sobre mim mesma como solitária, eu não estava compreendendo quem eu era. Minha identidade real não era a de uma “mulher sozinha, com o ninho vazio e um calendário social vazio também”. Minha unidade com Deus me colocava em um perfeito e correto relacionamento com cada um dos filhos dEle. O Espírito, Deus, definia o meu ser, não uma localização física. O Espírito divino preenchia cada hora com bondade, propósito e alegria.
Pude constatar que o sentimento de solidão era uma ilusão imposta pelos sentidos físicos. Não era diferente de nenhuma outra atração sensual que direciona o pensamento de forma excessiva para o corpo. Da mesma maneira que minha identidade não depende dos padrões variáveis das condições climáticas, minha felicidade não dependia das alterações das circunstâncias humanas.
O firme fundamento da felicidade estava em saber que minha expressão da natureza de Deus era ininterrupta. Da mesma maneira que eu esperava que meus filhos buscassem novos horizontes de pensamento e experiência, eu também precisava cultivar uma expectativa maior a respeito do próximo capítulo de minha vida.
Aquela foi a última vez em que aceitei sentimentos de solidão
Não tenho certeza do que aconteceu depois que saí da sala naquela noite, se liguei para uma amiga ou se saí para fazer uma caminhada, mas aquela noite ainda permanece como a última vez em que aceitei sentimentos de solidão. O sentimento havia se tornado crônico e me entregava a ele facilmente. Depois daquela noite, ele se tornou raro e rapidamente descartado por meio da oração. Eu não era mais enganada por sentimentos hipnóticos que argumentavam contra a plenitude do Amor divino em minha vida.
Logo após aquela cura, uma amiga da igreja e eu estávamos comentando sobre um filme ao qual havíamos assistido separadamente. Ela me perguntou quem estava comigo no cinema. Respondi-lhe que havia encontrado a liberdade de ir ao cinema sozinha.
Ela me repreendeu e disse: “É absurdo você ir ao cinema sozinha. Você tem alguma ideia de quantas pessoas gostariam de sair com você”? Fiquei surpresa com o tom forte que ela usou e compreendi que tinha de trabalhar meu pensamento um pouco mais.
Será que eu realmente concordava com seu ponto de vista, o de que eu poderia ser uma boa companhia? Haveria um sentimento sutil de baixa autoestima que me impedia de acolher outras pessoas em minha vida? Com um senso mais seguro de identidade, firmado nas qualidades espirituais que Deus expressa em mim, não seria natural ver as qualidades de Deus nos outros?
De imediato constatei que precisava de um sentimento maior de hospitalidade em minha casa. Refeições simples se tornaram oportunidades para incluir vizinhos e amigos. Algumas pessoas diziam não aos meus convites, mas isso não me desencorajou. Outras ideias surgiram para incluir pessoas nas caminhadas e nas idas ao cinema. Despertei para uma confiança crescente de que eu podia oferecer um companheirismo que era genuíno e divertido.
Estava sendo preparada para amar de uma forma mais universal
De maneira geral, podia me sentir como se estivesse sendo preparada para amar a humanidade de uma forma mais universal. Logo alguém me pediu para representar minha igreja em um conselho ecumênico local, o que levou a um envolvimento ativo na distribuição de sopa em minha comunidade.
Em seguida, outra amiga na igreja comentou sobre um viúvo que estava com dificuldades de colocar sua vida em ordem. Senti que tinha algo a compartilhar do período de quase uma década desde o falecimento do meu marido. Começamos como amigos e depois tivemos um namoro adorável por quase três meses. Então, ficou claro para ambos que nosso relacionamento devia terminar, pois havíamos dito tudo o que precisávamos dizer um ao outro.
Ao longo dos cinco anos seguintes, houve outras oportunidades de companheirismo e descobri que tinha muito a aprender com pessoas da minha faixa etária, tanto com homens como com mulheres. Tendo descoberto o ritmo e o equilíbrio de ser sozinha e feliz, fiquei surpresa quando conheci um homem notável na igreja, de quem logo me tornei noiva e com quem me casei. Estamos agora aprendendo a compartilhar juntos nosso novo lar com outras pessoas.
O casamento, no entanto, não é a solução para a solidão. Na verdade, há momentos em que pessoas casadas estão tão distantes de seus cônjuges, que precisam lutar contra a solidão, tanto quanto se não fossem casadas. Parte do exercício de se manter mentalmente ativo sobre relacionamentos significa cultivar um senso de acolhimento e aprovação, ou seja, valorizar a bondade de cada homem e mulher da criação de Deus. Não é possível praticar essas qualidades a partir do ponto de vista da autoabsorção, do egotismo.
Jesus nos mandou amar a Deus e ao nosso próximo
Aprendi que o principal a respeito da experiência humana é que ela é um laboratório para se descobrir o quão perfeitamente estamos encaixados na criação de Deus e como nos relacionamos uns com os outros dentro dessa criação. Jesus nos legou dois grandes mandamentos: amar a Deus e ao nosso próximo.
A disciplina espiritual na oração e no estudo exige que encontremos a paz de estarmos sozinhos com nossos pensamentos. Essa disciplina tem o efeito colateral natural de nos lançar em relacionamentos construtivos que abençoam, inspiram e curam.
Mary Baker Eddy escreveu sobre a luta para “entrar no perfeito amor de Deus e do homem” e nos encorajou a alcançar este equilíbrio na vida: “O infinito não será enterrado no finito; o pensamento verdadeiro escapa do interior para o exterior, e esta é a única atividade correta, por meio da qual alcançamos nossa natureza mais elevada” (The First Church of Christ, Scientist, and Miscellany, [A Primeira Igreja de Cristo, Cientista, e Vários Escritos], p. 159).
É poderosamente reconfortante saber que, como filhos de Deus, “o pensamento verdadeiro escapa do interior para o exterior”. A promessa de encontrar nossa libertação espiritual é que estaremos cada vez menos retraídos e conscientes de nós mesmos, e cada vez mais centrados em Deus, de maneira que preservamos nossa paz, bem como nossos relacionamentos com os outros.
Artigo originalmente publicado na edição de 2 de janeiro de 2006 do Christian Science Sentinel.
O Princípio da Individualidade
A Verdade do ensinamento Absoluto é que: Deus é tudo! E Deus é o único Criador. O Universo de Deus está pronto. Tudo o que foi criado por Deus é Deus! Porque não há, em absoluto, separação alguma entre Deus e Sua criação ou entre Deus e o homem. A única diferença que há entre Deus e o homem é a seguinte: o homem é a manifestação de Deus individualizada, enquanto Deus – a Consciência – é a imagem do próprio Ser infinito.
Cada ser existente é uma expressão distinta, genuína e autêntica do Divino. O Todo é infinito e gosta de Se manifestar de maneiras distintas/individuais. E, mesmo ao Se manifestar distinta ou individualizadamente, não perde a qualidade de ser infinito. Em qualquer situação, o Infinito continua sendo o Infinito.
Há uma importante frase no Caminho Infinito e que Joel Goldsmith diz ser um dos maiores e mais básicos princípios do ensinamento: “Deus se manifesta como o Ser individual”. Essa declaração expressa o que Deus é: um Ser individual e ao mesmo tempo universal.
No ensinamento cristão, Deus enquanto Ser Universal é designado como “Pai”. Ao passo que, enquanto Ser Individual, Deus é chamado de “Filho”. A individualização de cada Ser (a sua e a minha) existe em Deus, e cada individualidade é UNA com o Deus-Universal-Infinito. Em outras palavras: o Pai e o Filho são UM. Esse princípio absoluto, que diz “ser a individualidade UNA com o Pai”, assegura o fato de que cada individualidade é una com todas as outras individualidades existentes, e pelas quais o Pai Se expressa. E cada individualidade, por ser una com Deus, é infinita e suficiente em si mesma. Cada individualidade é o próprio Deus.
Para conhecer a Totalidade, você deve primeiramente conhecer a “parte”, que não é “parte” em absoluto, mas é a própria Totalidade. Conheça a “parte”, e você terá conhecido a Totalidade. Conheça o seu Ser Individual, e você terá conhecido o Ser Universal. Conheça o Filho, e você também terá conhecido o Pai. Jesus, que sabia ser o Filho de Deus, nos confirmou isso, dizendo: “Ninguém vai ao Pai senão por Mim.”. Este “Mim” é o Filho de Deus. Por isso, cada homem e mulher deverá entrar em contato com o Cristo do seu próprio ser. Se o ser humano não entrar em contato profundo com o próprio Ser Individual que ele constitui, não conhecerá o esplendor infinito e divino que já existe dentro de si, ou seja, não poderá conhecer Deus. Esse é o significado de “voltar-se para dentro”: contatar a própria individualidade e constatar o quão vasta ela é, o quão Infinita ela é. A individualidade é o Todo-Universal.
Nenhum ser humano consegue conhecer Deus tentando buscá-Lo exteriormente em “algo” ou “alguém”. Não busque ser como Buda ou Jesus; ao invés disto, perceba o seu Ser Individual (o Cristo, o Filho de Deus em você), e permita que Ele Se revele e Se expresse, e seja você mesmo. Foi por isso que Jesus incentivou que todos buscassem o Reino de Deus dentro deles próprios, dizendo: “Se eu não me for, o Consolador não virá até vós”. Se Jesus não tivesse ido, as pessoas ficariam dependendo da figura externa do “mestre” que viam em Jesus, e jamais entrariam em contato profundo com suas próprias individualidades-Filhos-de-Deus enquanto não eliminassem a dependência de algo ou alguém exterior.
Deus quer se manifestar como o Ser individual que (eu e você) somos. E cada ser individual será o Divino Se expressando. É necessário buscar, despertar para a própria individualidade, e cultivá-la até que floresça completamente. E, uma vez florescida, a própria individualidade divina que somos (o Cristo, o Filho de Deus) cuidará de Se expressar, Se revelar e Se manifestar de maneira genuína e autêntica a cada um de nós. Será diferente para cada um. Por isso, de nada adiantará alguém tentar se valer de figuras externas para alcançar em si “Aquilo” que somente dentro de si pode ser alcançado. Deus sabe como fazer as coisas. O melhor caminho a ser trilhado é o “Caminho-de-cada-um”.
Masaharu Taniguchi disse:
A Grande Vida Universal alojou-se em seu ser e tornou-se “você”. Portanto, “você” é um ser “individual” e, ao mesmo tempo, “universal”. Na verdade, você é uma existência autossuficiente que nada precisa buscar em “outras partes”. Ao mesmo tempo que você se apresenta como “parte”, você é o “todo”, e dentro do “todo” já se alojam todas as coisas. Por isso, se compreender esta Verdade, não terá mais necessidades de buscar coisa alguma em outros lugares. O “todo” possui todas as coisas dentro de si, encerra o infinito dentro de si. Portanto, somente quando “der” é que você sentirá a alegria da Vida dentro de si, pois somente “dando” é que se torna possível a circulação do “infinito” e nasce a alegria de viver. O amor provém de Deus e, como Deus é infinito, o amor é inesgotável.
Pequeno Roteiro da Vida Espiritual
1.
A Vida espiritual parte da premissa de que TUDO É DEUS e que somos “um” com Ele.
2.
Pela manhã, ao meio-dia e à noite, reserve alguns minutos para reconhecer que sua UNIDADE COM DEUS já está consumada.
3.
Aguarde o desenrolar do dia a dia crendo piamente que a Fonte ÚNICA de suprimento (em qualquer setor) é Deus que está UNO com você. Os canais de suprimento não são a Fonte. “A Graça divina nos basta”.
4.
Viva cada momento como sendo o ÚNICO, sem deixar a mente se voltar ao passado ou a apreensões quanto ao futuro. TUDO É AGORA, e é AGORA que Deus está UNO com você.
5.
Não pretenda doutrinar quem está desinteressado na Verdade. Viva a Verdade você mesmo, permanecendo como Luz à espera de quem o procura. A Verdade é para ser buscada por alguém; jamais deve ser empurrada para os outros. O interesse vem de dentro de cada um, e todos são UM COM DEUS, o que garante o suprimento natural de todos, sem que você tenha responsabilidades humanas para com alguém.
6.
Saiba que “nada acontece por acaso”. Ao reconhecer sua UNIDADE COM DEUS, estará confiando que tudo se dá para que o melhor lhe aconteça, MESMO que aparentemente as coisas não estejam muito claras e compreendidas, em termos de raciocínio humano.
7.
Saiba que uma SABEDORIA INFINITA controla o Universo mediante uma LEI IMUTÁVEL DE HARMONIA que a tudo abrange. Basta-lhe entrar em sintonia com Ela, e sentir o sentido da UNIDADE ESPIRITUAL também em sua vida prática.
8.
Elimine ideias de autocondenação. “O Pai a ninguém julga”. Você merece tudo pela Graça divina, pela sua natureza espiritual, e pela Verdade de que realmente DEUS É TUDO.
9.
A percepção de ser UM COM DEUS o deixa em ampla atividade, sem que se sinta responsável pelas coisas “deste mundo”. A Vida pela Graça é aquela em que “o Pai em MIM faz as obras”.
10.
Viva consciente de que o Universo real é “obra consumada” e também permanente de Deus, e que “permanecer em Mim”, em sua UNIDADE COM DEUS, é “conhecer a Verdade que o torna livre”.
*
O Bem Que é Constância Eterna
“Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar”, em termos absolutos, é não admitirmos “outra existência” ao lado do Infinito que é Mente inteligente. A Inteligência divina cobre toda a Realidade, e esta Inteligência é amor e perfeição imutáveis.
Tudo que é real é a Inteligência divina Se expressando “como”, ou seja, se VOCÊ é real, VOCÊ é a Inteligência infinita Se expressando “como” VOCÊ, e assim se dá com toda a Existência.
Mary Baker Eddy escreveu o seguinte: “Desde o começo até o fim, a suposta coexistência da Mente com a matéria e a mistura do bem com o mal resultaram da filosofia da serpente. As demonstrações de Jesus separam a palha do trigo e revelam a unidade e a realidade do bem, ou seja, a irrealidade, a nulidade, do mal”.
O que Jesus fez, foi desprezar o pretenso poder das supostas evidências materiais, contando com o “testemunho de Deus” para interpretar os fatos verdadeiros. “O Pai em mim faz as obras”, dizia. O mesmo cabe a cada um de nós fazer: diante das crenças no bem e no mal, deixamos “o Pai em nós”, – a Consciência iluminada sendo a nossa – traduzir corretamente os fatos de cada agora como a absoluta expressão do Bem que é Constância Eterna, o Bem que desconhece opostos, o Bem que somente “coexiste consigo mesmo”, por ser TUDO!
Não lute com as “evidências” mostradas pela suposta mente humana! Aceite a presença do Bem permanente no âmago de todas elas! Deixe Deus, que é a Inteligência infinita expressa como VOCÊ, livremente dar a real tradução dos fatos, o testemunho da Verdade de que o Bem absoluto, a despeito de quaisquer aparências em contrário, está sempre presente.
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O Que é Nada Não Perdura
A ilusão, mesmo aparentando existir, não existe! Sendo assim, não pode perdurar! A permanência das obras de Deus é a garantia de que toda ilusão, que parece perdurar, é NADA!
Estudar a Verdade é saber lidar com a Realidade e com a ilusão, ou seja, não confundir a mentira com o que é verdadeiro. O Sol aparenta nascer no horizonte a cada manhã; porém, esta visão do fato é ilusória! O fato é que a Terra é que gira ao redor do Sol. Dizer que “a ilusão perdura” é desconhecer o fato real. Teria sentido alguém esperar que o Sol deixasse de nascer no horizonte? Jamais este fato ocorreu ou ocorre! Acreditar nele é ilusão! E dizer que “ela perdura”, é dizer que uma ocorrência que é “nada” persiste em permanecer! É comum alguém afirmar: “Eu medito sempre, emprego os princípios corretamente, MAS A ILUSÃO PERDURA!” Seria realmente possível ocorrer algo assim?
A ilusão se desfaz “dentro de você”, isto é, no instante em que você, tendo o conhecimento da Verdade, tira a atenção total da ocorrência inexistente, – o Sol nascendo no horizonte – para serenamente “contemplar” o fato real – a Terra girando em torno do Sol.
Quando o ensinamento absoluto diz que devemos “descartar a ilusão” e nos volvermos à TOTALIDADE DE DEUS, o sentido é exatamente este: deixarmos de dar crédito a “acontecimentos falsos” para honrarmos a Deus, reconhecendo Sua Presença como Oniação onipresente, ou FATO VERDADEIRO, sem nos prendermos a mais nada! Não há mais nada ao lado de Deus!
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O QUE JÁ É
Para praticarmos o “silêncio contemplativo” com eficiência, a palavra “ilusão”, empregada na Metafísica, precisa ser plenamente entendida. “Supor existente o que é inexistente, nisto consiste a ilusão”, diz um texto da Seicho-No-Ie. Esta definição nos basta! Mas, precisa ser praticada em seu sentido mais profundo!
Analisemos o seguinte: se estamos supondo que “algo não existente está existindo”, o quê, DE FATO, é existente? E, existente onde?
A Realidade é a PERFEIÇÃO sempre existente! Onde? AQUI MESMO! NÓS SOMOS A PERFEIÇÃO EM SI! Por que não A vemos? Por estarmos “vendo o inexistente”. Vendo uma ILUSÃO! Vendo “seres humanos nascidos”, enquanto “o Cristo está conosco desde o princípio” na qualidade de Verdade, de nosso Ser Real!
Jesus disse: “Vim para que os que viam fiquem cegos e para que os que não viam passem a ver”. Em outras palavras, “Vim para acabar com a ilusão”. Porém, dito assim, a impressão muitas vezes é a de que “existe a ilusão”. Tanto é, que muita gente vive a me perguntar: “Como surgiu a ilusão?”
Se a definição de “ilusão” for entendida, não somente aparecerá a resposta como também sumirá a pergunta!
DEUS É TUDO! Se alguém estiver supondo haver “algo além de MIM”, o Eu Infinito perfeito e ÚNICO, esta suposição “constitui” a ILUSÃO!
Para quê meditamos? Para RECONHECER estes fatos espirituais! No estudo do Absoluto, é revelado que O QUE JÁ É, É INFINITAMENTE MELHOR E SUPERIOR AO QUE GOSTARÍAMOS QUE FOSSE. Se orássemos para que “algo melhorasse”, estaríamos orando com “ILUSÃO NA MENTE”, e, assim, a eficácia da oração estaria comprometida!
Como devemos orar? Reconhecendo que a suposta “situação a ser melhorada”, vista pela mente humana, é uma ILUSÃO! Mera SUPOSIÇÃO, e sem fundamento, de que O INEXISTENTE EXISTE! Em seguida, devemos reconhecer que esta SUPOSIÇÃO FALSA desaparece quando NÓS deixamos de SUPOR, ou seja, a “ilusão” revela sua inexistência quando NÓS a deixamos de lado como sendo NADA, enquanto nos dedicamos à PERCEPÇÃO daquilo que REALMENTE EXISTE!
O QUE JÁ É, É DEUS! DEUS É TUDO! PERFEIÇÃO ABSOLUTA, ONIPRESENTE E ONIPOTENTE! SOMENTE NESTE ENTENDIMENTO, PODEREMOS DISCERNIR QUE DEUS ESTEVE SEMPRE SENDO ELE PRÓPRIO COMO CADA UM DE NÓS!
O QUE JÁ É, É INFINITAMENTE MELHOR E SUPERIOR AO QUE GOSTARÍAMOS QUE FOSSE.
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A Desintegração da Ilusão e Você
O reconhecimento da Verdade, que, resumindo, é a aceitação radical da Presença de Deus como TUDO, provoca a demolição aparente das falsidades aceitas coletivamente, chamadas de ILUSÃO. Não existe ILUSÃO em Deus e não existe Deus em ILUSÃO. Desse modo, esta percepção contínua a que o estudo da Verdade nos conduz, vai retirando o endosso cego que dávamos a tais “crenças falsas”, e, em vista disso, seus quadros aparentemente começam a se movimentar e ruir, processo chamado de “desintegração da ilusão”.
A “ilusão” é um quadro falso retido também na falsidade chamada “mente humana”. Quando recebemos a revelação de que “Deus é a Mente única”, que “temos a Mente de Cristo”, que “a Consciência iluminada é nossa única Consciência”, a Verdade é reconhecida pela nossa adesão plena a seus princípios, e a chamada “mente humana” , aos olhos do mundo, passa a ser meramente um “espelho” de reflexão temporal e finita da Realidade espiritual. O chamado “mundo material” não existe! Não passa de ILUSÃO! E é este conhecimento que o impedirá de se identificar com o “ser humano” apresentado no “cenário material” como sendo você. Jamais você esteve sendo aquela “aparência” refletida no “espelho” da mente ilusória! Sempre Deus esteve sendo TUDO, e sendo VOCÊ! Acreditar que as mudanças vistas na “desintegração da ilusão” sejam algo relacionado com o Ser que VOCÊ É, se compararia a alguém que estivesse se mirando num espelho, nele fosse jogada uma pedra que o quebrasse, e a pessoa achasse que também ela teria participado daquela ruptura! Mas a verdade é outra: jamais ela esteve na “imagem refletida”, e, unicamente uma “aparência” ali se mostrava, e que era uma imagem sem substância e sem presença real.
Ilusão é irrealidade; nunca foi “mundo verdadeiro”, razão pela qual Jesus afirmou que “este mundo é do pai da mentira”. Desvincule-se da mentira e viva a Verdade! A Verdade é Deus sendo VOCÊ! Convicto desta sua condição permanente, aconteça o que acontecer no suposto “mundo material”, sua atenção ficará em VOCÊ MESMO, em sua Consciência iluminada, sem se deixar arrastar pelas imagens que vêm e vão no “espelho da ilusão”. Algo bem semelhante àquela pessoa, frente ao espelho, vendo sua imagem ser despedaçada pela pedra nele atirada, mas se conservando totalmente convicta do fato real: “nada aconteceu comigo!” Ilusão é ilusão! Jamais VOCÊ participa de “ilusão” ou de “desintegração de ilusão”. DEUS É TUDO! ILUSÃO É NADA!
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Vá a Deus por Deus Mesmo
Não há espaço, em sua consciência, para Deus e você. Deus vive como Você; Deus é a sua vida, a sua mente e seu Ser. Até mesmo seu corpo é templo do Deus vivo. Com esta compreensão você entenderá a unicidade, a imortalidade, a eternidade, a infinitude e a convicção de que você só se limita na medida em que se põe como uma entidade separada de Deus. Jamais alguém duvidará da imortalidade, quando compreender profundamente que Deus constitui o seu Ser.
Não preciso de poderes, porque o Eu, que Eu Sou, constitui o Tudo e único poder – um poder espiritual – e não há poderes além dEle. Deus constitui o meu Ser e a minha vida. Descanse nesta Palavra de Verdade. Disse o Mestre: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Enquanto demonstramos a palavra de Deus, temos um suprimento infinito que nos permite viver. Mas estejamos seguros de estar demonstrando apenas a palavra de Deus – não suas formas – mas deixando-O aparecer na forma que se fizer necessária.
No último negócio (atividade) que eu tinha, vi que as coisas iam cada vez piores. Pedi a uma praticista para ajudar-me, mas a situação não melhorou. Fui procurar outro praticista. Mas tudo piorava. Quando liquidei o negócio, havia já passado por cinco praticistas. Onde estava a dificuldade? É que, quando eu procurava os praticistas, não ia em busca de Deus e, sim, de mais negócios, dê mais pedidos. Isto era uma linguagem estranha para Deus. Ele não a podia compreender. Deixei então o mundo dos negócios e tornei-me um praticista. Aí o problema da carência desapareceu. Vi, então, que o trabalho dos praticistas tinha dado frutos. Levaram-me à justa vocação. Agora o suprimentome vem, de acordo com a vontade de Deus, não a minha; e no tempo de Deus, e não no meu. Mas não veio enquanto eu me separava de Deus e procurava dizer-lhe o que deveria fazer para mim. Você já parou para pensar como é ridículo querer dar ordens a Deus? O homem, “cujo fôlego está em suas narinas”, procurando Deus para determinar-Lhe o que deve fazer!
Nessa experiência aprendi que não devemos ir a Deus para negócios e outras coisas materiais, nem mesmo por saúde. Vamos a Deus por Ele mesmo, porque tendo Deus, temos tudo. Mas nada conseguiremos enquanto nos mantivermos num “eu” mundano, humano, separado de Deus. Não há espaço para Mim e para “você”, diz Deus, pois Eu encho todo o espaço: Eu Sou um Deus ciumento. Não há espaço para Algo “fora de Mim”. Há somente EU! EU SOU TUDO!
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“A Minha Paz Vos Dou”
A confiança absoluta na Verdade de que DEUS É TUDO deixa-nos livres e despreocupados com tudo que as “aparências” possam nos mostrar. Quando alguém diz não estar com toda esta confiança, significa que se deixou envolver com as falsas crenças mesméricas deste mundo; mesmo assim, tais crenças continuam sendo falsidades e suas supostas “influências” são integralmente “sugestões mentais agressivas”, como diz a Ciência Cristã.
Em João, 14: 27, encontramos: “Deixo-vos a paz, a minha paz; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Esta citação revela o Cristo pacífico sendo nossa Vida eterna. Quando aparentemente encontrarmos dificuldades em meditar com tranquilidade e destemor, diante dos “quadros falsos” sugeridos pela “crença coletiva”, em vez de nos irritarmos ou lutarmos com estas crenças, que tentam atrapalhar as meditações, devemos, primeiramente, contemplar a “Paz do Cristo”. Aceite-se estando preenchido por esta Paz que “excede o humano entendimento”, sem pressa e totalmente receptivo a esta percepção. A Paz do Cristo é permanente em você; a “contemplação” unicamente a colocará sob “foco de observação”. Desse modo, totalmente imerso na Paz absoluta, e em unidade com ela, poderá, em seguida, dar seguimento normal à meditação, em total e absoluta serenidade, sem “se turbar e sem se atemorizar”.
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Deus e Você: a Vida Única Inseparável
A “ilusão”, para induzir alguém a acreditar em suas crenças falaciosas, conta com sua aceitação de que “Deus é um, e você é outro”. A partir dessa aceitação, os sentidos ilusórios passam a desenhar infindáveis quadros falsos, na certeza de estarem convencendo este “alguém” de que tais quadros são existência real. É quando ouvimos frases do tipo: “Isto pelo que eu estou passando é desintegração da ilusão? Ou será por eu não ter meditado corretamente para a Verdade Se manifestar? A pergunta é: Que “eu” é este? Existe “eu” separado de Deus em algum lugar? Se na teoria sabemos a resposta, ou seja, não há “outro ao lado de MIM”, isto precisa ser aceito, reconhecido e contemplado como Fato absoluto, real e já presente!
Note bem: não existe “alguém” para acreditar na “ilusão”; isto porque DEUS É TUDO, e não há como Deus ser iludido! Desse modo, sua ação deste agora é simplesmente contemplar esta Verdade: Deus e Você são a Vida única e inseparável; nunca há, em vista disso, “alguém” com problema, orando a Deus para “esperar dEle” uma solução!
Há quem reclame demora, no atendimento de suas orações; entretanto, o erro está em acreditar em “tempo para resolvê-los”, por estar a mente presa à dualidade, isto é, “eu estou orando a Deus e “contando com a resposta dEle”…
A Verdade é um Princípio radical e absoluto: DEUS É TUDO, DEUS É O INFINITO, EU SOU O INFINITO! Não há, jamais, a possibilidade de VOCÊ ESTAR SEPARADO DE DEUS! Contemple radicalmente esta Verdade, na Paz “que excede o humano entendimento”, sem acreditar na “separatividade ilusória”, que é NADA!
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Vida Isenta de Dores e Sofrimentos
As crenças em dores e sofrimentos geram sensações tão aparentemente convincentes, que a humanidade endossa coletivamente esses males tratando-os como realidades. Esta é a prova de que a maioria desconhece a Verdade! E sem levarmos em conta ensinamentos que ainda dão sentido a dores e sofrimentos, como se além de reais, fossem úteis para a elevação da alma e outras ideias semelhantes.
Ficou famosa a frase de Jesus: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”; portanto, é evidente que a humanidade deve buscar este conhecimento, em vez de levantar teorias e doutrinas que justifiquem uma suposta vida de dores e sofrimentos. Esta Verdade, que nos liberta, é a Verdade que revela a Deus como TUDO, inclusive o homem. Como Deus é o Ser que somos, o que experienciamos, é o que Deus É, e somente o que Deus experiencia. Esta aceitação radical exclui a aceitação de dores e sofrimentos, e vai muito além desta exclusão limitada! Trata-se de uma aceitação que exclui integralmente a aceitação de “humanidade”, de “existência mortal” ou de “mundo terreno”.
Certa vez, perguntaram a Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, algo assim: “Por que a senhora ensina que a doença não existe, em vez de ensinar que o mundo material inteiro não existe?” E ela respondeu: “Para as pessoas irem aceitando aos poucos que a matéria não existe”. Já o ensinamento absoluto é radical: exclui por inteiro o chamado “mundo fenomênico”, e permanece “em MIM”, isto é, na Presença única e total de Deus.
A Vida é o Cristo que somos! Nunca fomos “aparências” e sim a Realidade eterna na forma de indivíduos! Medite e contemple o Cristo que é VOCÊ! A Emanação perfeita do Pai, que Se exprime como “seu” Eu. Mesmo que o mundo pareça existir em suas dores e sofrimentos, a Verdade da Onipresença do Amor e Harmonia absolutos é a VERDADE! Não faça com que as “crenças falsas” em dores e sofrimentos contem com seu endosso jamais! São sensações hipnóticas e mais nada! Não dê a elas uma realidade que jamais possuem! Isole-se internamente destas “sugestões”, e “habite no Esconderijo do Alttíssimo”, que é a Consciência iluminada que VOCÊ É; e então, “ali” fique “respousado à sombra da Onipotência”, como declara a Bíblia.
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Estar e Ser
A “Prática da Presença de Deus” é em que consiste o estudo da Verdade. Deus é Tudo, e, portanto, estamos na Sua Presença e sendo esta Presença.
Uma maneira eficaz de darmos início às nossas contemplações da Verdade é admitirmos, a priori, que “temos a mente de Cristo”; a partir disso, reconheceremos que “estamos na Presença de Deus”, ampliando este reconhecimento através de um “discernimento contemplativo” de que o Infinito iluminado é o Reino de Deus em que agora vivemos, e que inexiste matéria ou “outra mente” que pudesse captar algo que não fosse Deus. Perceberemos a fundo que “estamos na Presença de Deus”, uma vez que Deus, somente, é Presença real! Reconhecido o Fato eterno da “Onipresença de Deus”, e de que nEla já estamos, perceberemos que “somos esta Presença”, ou seja, admitiremos a Verdade como de fato verdadeira, dando este radical testemunho : “Eu Sou a Presença de Deus”. Isto deve ser afirmado e intuído simultaneamente! Jamais afirme uma Verdade para que ela “se torne” verdadeira! A Verdade É! Por isso é que “estamos em Deus” e “somos Deus”.
Dedique-se a praticar desse modo a “Presença de Deus”, e a dualidade ilusória ficará banida de sua aceitação.
O Amor Divino é Substância Concreta
Quando se fala em “Substância espiritual”, fala-se em algo concreto, e o Amor divino é esta realidade concreta que é permanente. Por esse motivo os textos sobre a Verdade falam que as “aparências” são ilusórias e insubstanciais! Não têm “substância”, isto é, são meras “sugestões mentais” desprovidas de “matéria-prima”.
As “aparências” nos chegam como se tivessem substância real, e, se nos deixarmos levar por tais sugestões, estaremos acreditando em algo irreal, deixando, em vista disso, de reconhecer a Deus como a Substância única, real e onipresente.
O “Amor Divino” é a única Substância em existência! Esta é a VERDADE ETERNA! Portanto, tudo que poderíamos chamar de “problema”, “dificuldade” ou “carência”, é, de fato, uma CRENÇA FALSA, uma sugestão que nos tenta induzir no sentido de que acreditemos haver substância na ILUSÃO. Desse modo, se, por exemplo, aparecer-lhe alguma “sugestão de problema”, não a honre dando-lhe credibilidade, realidade ou poder! Honre a Verdade de que O AMOR DIVINO É SUBSTÂNCIA CONCRETA! Era Substância concreta “antes” do problema surgir, é a Substância concreta “durante” a ilusória presença do problema, e será a Substância concreta “depois” de o problema desaparecer, ou seja, SOMENTE EXISTE O AMOR DIVINO como Substância concreta, assim como somente existe areia onde miragens são vistas como oásis no deserto! É necessário insistirmos no reconhecimento da Verdade, até sentirmos a “soltura” da CRENÇA de que “aparência tenha substância”. Contemplar a Deus como Substância única, e sempre no lugar das INSUBSTANCIAIS aparências é a “Prática da Verdade”, e é no que se baseia a conhecida “Chave de Ouro”, de Emmet Fox: “Deixe de pensar no problema, seja ele qual for, e pense em Deus já estando no lugar do problema”.
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Ação Permanente e Ações Contínuas das Aparências
Se uma árvore existe como ação permanente de Deus, ou como Ideia espiritual, caso ela surja como “atividade” aos olhos do mundo, como aparências mutáveis, desde a semente até ser notada como “árvore completa”, tal atividade é ILUSÓRIA. É real unicamente sua Ideia ativa, que faz parte da Oniação. Não existem duas atividades: a essencial divina, que faz a árvore existir ou “ser”, e, ao lado, “outra atividade”, aparentemente se mostrando como “árvore visível em formação”. O UNIVERSO ESTÁ PRONTO! A ONIAÇÃO É PERFEIÇÃO PERMANENTE.
Marie S. Watts conta que, certa vez, ao se mudar de casa, encontrou em seu quintal uma árvore toda estragada, pois seu antigo morador a usava para treinar tiro ao alvo. Ela passou a contemplar a “árvore espiritual”, presente eternamente em sua própria Consciência iluminada, e a “aparência” ressurgiu como “árvore curada”. Não existe “ação real” nas aparências! Por isso, o ensinamento absoluto nos conduz a “Mim”, à Consciência iluminada que somos, para simplesmente contemplarmos, nesta Consciência, os fatos e atividades da Essência, permanentes e perfeitos, que são as realidades, sem nos dividirmos com supostas “ações contínuas das aparências”, que são integralmente irrealidades, puras ilusões insubstanciais, semelhantes a miragens.
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O “Eu Que desconhece Pecados e Culpas
A Vida divina e única brilha, e esta Luz é VOCÊ! A Luz é seu “Eu”, e ela desconhece trevas! Jamais se deixe levar pelas crenças do mundo no que diz respeito a supostos pecados ou culpas. Jamais você participou da ILUSÃO, justamente porque ILUSÃO é irrealidade, algo que somente aparenta existir, mas que não existe!
Contemple a Existência a partir da Visão de Deus, discernindo que VOCÊ existe porque Deus é VOCÊ, uma vez que DEUS É TUDO! “Quem me convence de pecado?”, indagou Jesus (João 8: 46). Revelava sua Visão divina, capaz de discernir as “obras permanentes de Deus”, todas eternas e perfeitas!
Em Isaías 43: 25, encontramos: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”. Traduzindo esta revelação para a linguagem do Absoluto, temos que o “Eu” único, Deus, ELE PRÓPRIO estando manifesto como o nosso Ser, desconhece “mente” que vê transgressões e pecados, ou seja, desconhece “mente ilusória”.
A suposta “mente humana” é a geradora da ILUSÃO que induz as pessoas a se avaliarem segundo as aparências. Encerre conscientemente sua participação neste embuste que ilude a massa! Medite e reconheça convicta e radicalmente que unicamente DEUS é Existência real, e que, em vista disso, a sua identidade é Deus em Autoexpressão, isto é, seu “EU”, ELE PRÓPRIO, É QUEM DESCONHECE “OUTRA MENTE” CAPAZ DE PECAR OU DE SE CULPAR.
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O “Contrato da Verdade”
“Contrato” é um acordo entre duas partes, onde direitos são dados entre elas, a partir do momento em que é firmado e assinado. Desse modo, estando com as cláusulas assinadas em mãos, elas querem dizer que, “fora daquele papel”, existe uma “condição real” que já está em vigor.
Cada revelação da Palavra de Deus é cláusula do “Contrato da Verdade”, firmado por Ele junto a cada Filho. Um Contrato permanente e em vigor agora!
Oração é, em última análise, nossa confirmação de que o “Contrato” assinado por Deus já está vigorando, na parte que nos toca! Por exemplo: “Vosso Pai Se agradou em dar-vos o Seu Reino” (Lucas, 12: 32): que diz o Contrato? Que todo o Reino de Deus é seu agora! Orar é aceitar a palavra de Deus firmada na eternidade! Já em vigor”! Nesse sentido, disse Jesus: “Tudo quanto suplicais e pedis, crede que o tendes recebido, e tê-lo-eis” (Mateus, 11: 25). Portanto, a oração não é feita por alguém acreditando na “ausência do bem necessário” somente porque a suposta “mente humana” não o consegue ver; antes, a oração é a “oração da fé”: “Eu SEI que o bem está presente, ao mesmo tempo em que eu SEI que a cega mente humana não o está, de momento, vendo-o”. Em outras palavras, você lida sempre com o REINO DE DEUS, em que tudo lhe pertence eternamente, e jamais com as “aparências” mostradas pela mente humana em suas flutuações, ora supridas, ora carentes! O “Contrato da Verdade” vigora ininterruptamente, e, se você acreditar mais na “mente cega” da ILUSÃO do que na Palavra de Deus, estará negando este “Contrato”, impedindo, em vista disso, que ele se mostre verdadeiro também aos “olhos do mundo”.
Assim como um microbiólogo lida com invisíveis microrganismos na certeza de estarem eles ali presentes, o Filho de Deus lida igualmente com sua “herança divina”. Um farmacêutico, antes de aplicar uma injeção, passa no local um algodão embebido com álcool. Para quê? Para eliminar microrganismos que estão presentes, e que ele não vê! Mas, ele age como se os visse, “esterilizando o local” pela fé! Atitude semelhante é a daquele que faz sua “oração de fé”: ele confia no “Contrato da Verdade” sem qualquer sombra de dúvida! Permanece no reconhecimento de que, tendo recebido o REINO DE DEUS, já está de posse, exatamente aqui e agora, de TUDO que Deus é: amor infinito, saúde infinita, riqueza infinita, alegria infinita, harmonia infinita, etc..
O “Contrato da Verdade” é firmado entre Deus e cada Filho de Deus. Da parte de Deus, ele está sacramentado e em vigor; “estudar a Verdade” significa VOCÊ dizer O MESMO, da sua parte!
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“Eu versus Ego”
Há quem tenha dito que o “Eu” é o maior amigo do homem, e que o “ego” é o maior inimigo. Esta colocação filosófica dualista desaparece, quando estudamos a Verdade a partir da totalidade e unicidade de Deus. SOMENTE EXISTE DEUS! Em vista disso, unicamente Deus está Se expressando como o Ser que todos somos, e esta visão correta da Existência, além de excluir a dualidade, exclui também a possibilidade de haver “conflito entre mentes”.
Quando meditamos, esta Verdade eterna deve ser aceita, reconhecida e contemplada até que nos vejamos imersos na totalidade da Luz divina em que nos incluímos. Porém, não ficaremos o tempo todo na “Prática do Silêncio”, envolvidos unicamente com a Verdade absoluta! E é em vista disso que devemos “vigiar” para, após meditarmos, não puxarmos de volta os pensamentos que julgam pessoas e condições pelas aparências e pela “justiça do mundo”, o que apenas nos faria aceitar novamente a ILUSÃO de “várias mentes”. Seja qual for a situação que hoje possa lhe estar requerendo atenção ou solução, em algum segmento da suposta “vida humana”, aja sempre inspirado pela “melhor ideia” que puder intuir, e que possa se mostrar como “expediente de solução” para a questão, sem se deixar enredar pela “lógica do mundo”, que fica avaliando humanamente o que é justo ou injusto, quem é culpado ou deixa de ser, quem errou ou acertou, etc.. Permaneça em “Mim”, ou seja, mantenha-se firme no pensamento verdadeiro e único: DEUS É A MENTE ÚNICA EM ATIVIDADE!
Quem se deixar levar pelas divagações incessantes da suposta “mente humana”, somente estará atrapalhando a livre manifestação da “harmonia divina” na tela “deste mundo”. Portanto, após meditar e reconhecer a Presença única da Mente divina, sendo a “sua” e também a de “todos”, aja naturalmente sem perder de vista esta unicidade, e será feita a Vontade do Pai “aqui na terra” como é “no céu”. Não há dois mundos! Há unicamente a Realidade espiritual, harmoniosa e perfeita sempre; e quando assim o reconhecermos, esta Verdade “aparecerá” também aos olhos da “crença coletiva”, na forma de “imagens harmônicas”.
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