UNDO ATRAVÉS DO VIDRO DISTORCIDO

NÃO OLHE O MUNDO ATRAVÉS DO VIDRO DISTORCIDO
MASAHARU TANIGUCHI

Quando surgirem pensamentos sombrios e pessimistas, ou quando tiver algum pressentimento de fracasso, volte imediatamente o seu pensamento para o lado alegre e positivo. Um dos erros mais frequentes em que incorrem os principiantes no conhecimento da Verdade é confundir o “Mundo da Realidade” e o “mundo do fenômeno”. O que existe realmente é o perfeito “Mundo da Imagem Verdadeira”; o imperfeito “mundo do fenômeno” não é existência real. Este apresenta-se como se existisse, mas não existe. O que existe realmente é o Mundo da Realidade criado por Deus.

Se essa perfeição do Mundo da Realidade não aparece no mundo fenomênico é simplesmente porque vemos o mundo através da “mente em ilusão”. O mundo parece torto como se fosse visto através de vidro distorcido, mas, na verdade, não está torto.

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OLHE A CENA LIMITADA E ENXERGUE O INFINITO


OLHE A CENA
LIMITADA E ENXERGUE O INFINITO
Dárcio

A cada instante, a mente humana lhe mostra uma imagem tridimensional. Só pelo fato de esta imagem ter somente três dimensões já comprova ser finita e limitada, ou ilusória. Olhe diretamente para ela, e enxergue-a de forma infinita! Como se você visse uma foto em preto e branco de uma paisagem e, ao mesmo tempo, a traduzisse internamente pela paisagem colorida em três dimensões que deu origem à foto! Esta imagem, que você vê como “mundo terreno”, está lhe dizendo: “Eu sou o paraíso; veja-me como sou e não da forma limitada com que a mente humana consegue me mostrar! Expanda sua percepção! Pare de me “ver cegamente”, veja-me como eu sou aos olhos de Deus!”

Cada imagem visível é a ilusão desafiando-o nesse sentido! Olhe para ela e a traduza de imediato! Treine esse procedimento, e as aparências não mais o iludirão com tanta facilidade!

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"DEUS É TUDO" EM CONTEMPLAÇÕES COMPLETAS

“DEUS É TUDO”
EM CONTEMPLAÇÕES COMPLETAS

Dárcio

DEUS É TUDO! Assim diz a premissa básica do estudo da Verdade absoluta! Vivemos na totalidade de Deus, um Deus que está sendo tudo e todos, e, ao lado do Qual, nada há!

Quando falamos em “estudo da Verdade”, falamos em ACEITARMOS PLENAMENTE esta totalidade divina! As “contemplações completas” precisam ser feitas com dedicação! Crenças contrárias devem ser expulsas de aceitação automática! Jesus criticou os discípulos que “nem por uma hora puderam velar com ele”. Sabia que a crença é pegajosa, apesar de  falsa! A Verdade precisa ser reconhecida! Até que haja o “despertar em massa”. Perceba Deus sendo a totalidade do Universo, reconheça isso! Exclua a possibilidade de estar presente qualquer outra coisa, senão a Presença de Deus. Perceba Deus sendo a totalidade do seu Ser: a totalidade de sua Consciência, Vida, Mente e Corpo. Exclua a possibilidade de algo além de Deus estar participando de SUA EXISTÊNCIA, de SEU UNIVERSO, de SEU CORPO. Detenha-se na percepção iluminada de que, realmente, DEUS É TUDO!

Faça “contemplações completas”, que solidifiquem a ONIPRESENÇA, a ONIPOTÊNCIA, a ONISCIÊNCIA e a ONIAÇÃO DIVINAS! Sinta-se totalmente INCLUSO nesta Verdade! Solte a mente nesta percepção! DEUS ESTÁ SENDO A TOTALIDADE DE SUA EXISTÊNCIA! CONTEMPLE ISSO COMPLETAMENTE!

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A MENTE “EU SOU” QUE VOCÊ É

A MENTE
“EU SOU” QUE VOCÊ É
Marie S. Watts

Amado, você percebe que, sem que houvesse Mente, não poderia haver nenhuma Existência? Sem que houvesse conhecimento de ser, ninguém nem coisa alguma teria possibilidade de ser, de existir? Isto é verdadeiro porque toda Substância, toda Forma, toda Atividade, consiste de Mente ativa consciente, ciente de Si mesma como sendo o que Ela é. Se a Substância na Forma não fosse conhecida, a Substância na Forma não poderia ser.

Toda Substância na Forma é eterna. Toda Substância na Forma é tão eterna quanto a Mente consciente que Se conhece como sendo eterna. A Mente que Se conhece como sendo toda a Substância na Forma, também Se conhece como sendo a Forma de toda Substância. A Mente que Se conhece como constante e eternamente ativa, conhece a Si mesma como a única atividade de toda Substância na Forma. Esta é a Mente “EU SOU” QUE VOCÊ É.

A Mente oniativa, consciente e eterna, não pode Se conhecer como substância temporal. Tampouco esta Mente constante e eterna pode Se conhecer como uma forma temporária. A Oniação eterna não pode Se conhecer como temporariamente ativa em ou como uma Forma ou Substância que começa e acaba. Nenhuma Substância na Forma começa a existir. Nenhuma Substância na Forma deixa de existir. Nenhuma Forma de qualquer Substância vem à Existência, nem tampouco sai da Existência.

A Mente que Se conhece como sendo Perfeição, não pode Se conhecer como substância imperfeita. A Mente que Se conhece como Perfeição oniativa, não pode Se conhecer como atividade imperfeita. A Mente que Se conhece como sendo Luz – todo Conhecimento – não pode Se conhecer como treva – ignorância. A Mente que se conhece como imensurável e irrestrita, não pode Se conhecer como circunscrita ou limitada sob qualquer aspecto. A Mente que Se conhece como sendo inseparavelmente UNA, não pode Se conhecer como dividida em seções de si mesma. ESTA É A MENTE EU SOU QUE VOCÊ É.

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A PORTA DA FELICIDADE DEVE SER ABERTA POR DENTRO

A PORTA DA FELICIDADE
DEVE SER ABERTA POR DENTRO

MASAHARU TANIGUCHI

Há pessoas que dizem: “Tentei de várias maneiras, mas não consegui nada”.
Elas não conseguiram nada
porque tentaram de várias maneiras usando apenas a
inteligência cerebral. “Tentar de várias maneiras” não é nada mais que
repetir tentativas e erros. Repetir tentativas e erros é o mesmo que ficar
dando volta ao redor dos problemas e tentando abrir a porta da felicidade
por fora. Esta só se abre por dentro. Manifestando a sabedoria interna é que se
consegue abrir a porta da esperança.

A oração é a chave que abre a porta da esperança. Todos possuem esta chave,
mas é lamentável que poucos a utilizem. A chave da esperança não está
exposta num lugar visível. Ela está guardada numa caixa secreta e invisível
chamada “mente”. Orar – confiar na sabedoria de Deus – receber a
inspiração – agir segundo Sua orientação – colher o resultado – eis as
etapas do uso da “chave que abre a porta da felicidade”.

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"Antes que clamem, eu responderei"

“Antes que clamem, eu responderei”
Isaías 65; 24
DÁRCIO

Os períodos de oração se comparam, às vezes, ao instante em que acordamos de repente e notamos o fim imediato de um pesadelo e sua sequência horrenda de quadros indesejáveis. Eram experiências reais? Não! Porém, quem saberia disso durante o sonho?

Quem estuda a Verdade, parte sempre da premissa de que DEUS É TUDO! E, se a oração é feita a partir desta Verdade, sabemos, de início, que todos os quadros desarmônicos, vistos pela mente humana, são meramente “parte” do “pesadelo” chamado vida humana!

“Antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.” Entendamos o sentido prático desta citação de Isaías. Se, diante dos quadros desarmônicos da vida humana, optamos por recorrer à oração, saibamos que, neste exato instante da decisão, a  “sequência de quadros” deve ser vista como já  interrompida! É comparável àquele intante em que acordamos do pesadelo!

Que fazer a seguir? Compreender, com a máxina naturalidade, que O UNIVERSO PERFEITO já estava, está e sempre estará presente, com Suas Obras perfeitas e permanentes em iluminada expressão! Este é o significado desta importantíssima citação!

Não devemos jamais atribuir às aparências qualquer conotação de gravidade! São elas, quaisquer que sejam, meros quadros hipnóticos semelhantes ao sonho! Façamos, portanto, que a oração seja o meio de paralisarmos a projeção daqueles quadros,  e, ao mesmo tempo,  façamos o iluminado reconhecimento de que, “antes que começássemos a orar, já estávamos sendo ouvidos por Deus”,  nossa própria Consciência iluminada,  sempre pronta a nos revelar Sua onipresente e IMUTÁVEL perfeição absoluta!

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"NÃO SABEIS VÓS QUE SOIS O TEMPLO DE DEUS?"

“NÃO SABEIS VÓS QUE SOIS O TEMPLO DE DEUS?”
I Coríntios 3: 16.
DÁRCIO


Tendo conhecido a Verdade, Paulo, como Jesus,  se preocupou em direcionar a todos unicamente para dentro de si mesmos. A mente voltada para o exterior é idolatria, mesmo que neste exterior estejam sendo vistos ensinamentos ou pessoas iluminadas! O estudo da Verdade é também chamado de “Prática da Presença de Deus”. Esta frase exclui  buscas externas! “Não sabeis vós que SOIS o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” Que está ele aqui enfatizando? O fim da busca externa!

As pessoas vinham tentando encontrar Deus em religiões, terras santas, mestres ascensionados, etc. Por quê? Simplesmente por não terem assimilado estas palavras reveladas!

SOMOS O TEMPLO DE DEUS! O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM NÓS! Que nos resta fazer, diante destas Verdades? Reconhecê-las em nosso próprio ser!

Deixemos de lado,  por alguns momentos, o mundo com seus mestres e ensinamentos vários; fechemos os olhos e percebamos interna e espiritualmente o que Paulo aqui nos revela! Repitamos esta identificação com nossa real identidade o maior número possível de vezes! São contemplações rápidas e eficazes! Com elas poderemos “vencer o mundo”.

Sei que EU SOU O TEMPLO DE DEUS. Sei também que o ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM MIM. No silêncio desta contemplação, identifico-me totalmente com estas Verdades. De fato, Eu Sou o Templo de Deus; o Espírito de Deus habita em mim! Somos um!
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EXTRATO DE UM SERMÃO PROFERIDO EM BOSTON – Final

EXTRATO DE UM SERMÃO PROFERIDO EM BOSTON

MARY BAKER EDDY

Texto: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.
Mateus 13:13

PARTE 2 – FINAL


Esclareçamos as abstrações. Coloquemo-nos na presença dAquele que remove todas as iniquidades e sara todas as nossas enfermidades. Unamos nosso conceito da Ciência àquilo que toca o sentimento religioso íntimo do homem. Abramos nossas afeições ao Princípio que tudo move em harmonia, – desde a queda de um pardal até o voltear de um mundo. Acima da ursa com seus filhos, está a Ciência da cura mental, mais ampla que o sistema solar e mais alta que a atmosfera de nosso planeta.

O que é o reino dos céus? A morada do Espírito, o reino do real. Ali não existe matéria, ali não existe noite – nada que idealize ou pratique a mentira. É porventura distante esse reino? Não: está sempre presente aqui. A primeira a declarar-se contra esse reino é a matéria. Porventura será chamada heresia aquilo que advoga a favor do Espírito – o Tudo de Deus e Sua onipresença?

O reino dos céus é o reinado da ciência divina: é um estado mental. Jesus disse que está dentro de vós, e ensinou-nos a orar “Venha o teu reino”; mas ele não nos ensinou a orar pedindo a morte a fim de ganhar o céu. Não recorremos à escuridão em busca da luz. A morte jamais pode ser a precursora do despontar da Ciência que revela os fatos espirituais da Vida do homem, aqui e agora.

O fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha é a Ciência divina; o Consolador, o Espírito Santo que guia a toda a Verdade; “o cicio tranquilo e suave” que emana Sua presença e poder, expelindo o erro e curando o doente. E a mulher, a ideia espiritual, toma todas as coisas de Deus e as mostra à criatura, até que todo o senso do ser seja levedado pelo Espírito. As três medidas de farinha bem podem ser comparadas ao senso equivocado de vida, substância e inteligência, o qual diz: sou sustentado pelo pão, matéria, em vez de pela Mente. O fermento espiritual da Ciência divina muda esse senso equivocado, proporcionando melhores perspectivas de vida, dizendo: A Vida do homem é Deus; e quando isso se manifestar, será a substância das coisas que se esperam”.

A medida da Vida aumentará a cada toque espiritual, assim como o fermento faz crescer a massa do pão. O homem celebrará a festa da Vida, não com o antigo fermento dos escribas e fariseus, nem com o “fermento da maldade e da malícia e sim com os asmos da sinceridade e da verdade”.

Assim se pode ver que a Ciência da cura mental tem de ser compreendida. Há falsos cristos que pretendem “enganar, se possível”, estabelecendo a matéria e seus métodos no lugar de Deus, a Mente. Sua suposição é de que existam outras mentes além dEle; que uma mente controla outra; que uma crença tome o lugar de outra. Mas esse ismo de hoje nada tem a ver com a Ciência da cura mental que nos faz conhecer a Deus e revela a Mente perfeita, única, e Suas leis.

A tentativa de misturar a matéria e a Mente, de trabalhar com os meios tanto do magnetismo animal quanto do poder divino, é como dizer, literalmente: Porventura em teu nome não expelimos demônios, e não fizemos muitos milagres?

Mas lembrai-vos de Deus em todos os vossos caminhos e encontrareis a verdade que rompe o sonho dos sentidos e permite a entrada da harmonia da Ciência que declara a Ele, trazendo cura, paz e perfeito amor.


(Transcrito de O Arauto da Christian Science – março 1998)
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OBSERVE-SE

OBSERVE-SE
Dárcio

Pare com tudo que esteja fazendo, somente por alguns momentos.
Observe-se! Perceba que há VIDA em VOCÊ! Perceba que há AQUI a  SUA PRESENÇA, a SUA CONSCIÊNCIA. Não pense! Apenas perceba! Se achar difícil não pensar, pense: “Eu não estou pensando; estou me observando! Estou somente sendo testemunha de que EU SOU!”

Observe-se! Dê atenção plena a VOCÊ MESMO!

DEUS É TUDO!

Observe DEUS sendo VOCÊ!

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EXTRATO DE UM SERMÃO PROFERIDO EM BOSTON

EXTRATO DE UM
SERMÃO PROFERIDO EM BOSTON

MARY BAKER EDDY
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Texto:
O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.
Mateus 13:13
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Atualmente pouca gente sabe alguma coisa sobre a Ciência da cura mental; e há tanta gente que, em nome da Ciência, impõe sua ignorância ou seu falso conhecimento à opinião pública, que é obrigação de todos aqueles que estão revestidos das armas da luz conservar brilhante sua invencível armadura: ser modestos em relação a suas demonstrações e manter reivindicações e seu viver firmemente alicerçados na Verdade.

Ao disseminar a Palavra com amor, mas separando joio do trigo, declaremos o positivo e o negativo da ciência metafísica; aquilo que ela é e aquilo que ela não é. Protestantes num sentido mais elevado do que nunca, intrépidos e esquecidos de nossos próprios interesses, enfrentemos e derrotemos as pretensões dos sentidos e do pecado, a despeito das censuras ou dos clãs que derramam sobre nós o seu fogo; e o amor, alado de branco, pairando sobre todos, cobrirá com suas plumas o pecador mais empedernido.

A Mente divina e infalível mede o homem, até que as três medidas fiquem levedadas e ele chegue à plenitude da estatura; pois “reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-poderoso”.

A Ciência é divina: não é de origem humana nem procede de diretrizes humanas. As chamadas “ciências naturais”, cujas evidências são percebidas pelos cindo sentidos pessoais, apresentam apenas um senso finito e tênue da infinita lei de Deus; lei essa que está inscrita no coração,é recebida por meio das afeições, é compreendida espiritualmente e demonstrada em nossa vida.

Essa lei de Deus é a Ciência da cura mental, espiritualmente discernida, compreendida e obedecida.

A Ciência mental e os cinco sentidos pessoais estão em conflito; e a paz só pode ser declarada do lado do direito imutável, – a saúde, a santidade e a imortalidade do homem. Para obter esse resultado científico, é preciso compreender e acatar a regra primordial e fundamental da Ciência; ou seja, a declaração frequentemente repetida nas Escrituras, de que Deus é o bem; portanto, o bem é onipotente e onipresente.

A filosofia antiga e a moderna, a razão humana ou os teoremas dos homens enunciam erradamente a Ciência mental, seu princípio e sua prática. Nesse ponto, a mais esclarecida compreensão nada vê senão uma lei da matéria.

Quem alguma vez aprendeu nas escolas que só existe uma Mente única, e que esta é Deus, que cura todas as nossas doenças e pecados?

Quem alguma vez aprendeu nas escolas, na filosofia pagã ou na teologia escolástica, que a ciência é a lei da Mente e não da matéria, e que essa lei não tem nenhuma relação com a matéria nem a reconhece?

A Mente é sua própria grande causa e efeito. A Mente é Deus onipotente e onipresente. Que dizer, então, de uma teoria oposta, assim chamada ciência, a afirmar que o homem é tanto matéria como mente, e que a Mente está na matéria: Pode o infinito estar dentro do finito? E não deve o homem haver preexistido, no Tudo e Único? Acaso existe uma mente má sem ter espaço para ocupar, sem ter poder para agir nem vaidade para se apresentar como sendo o homem?

Se Deus é Mente e preenche todo o espaço, se está em toda parte, a matéria não está em lugar nenhum e o pecado é obsoleto. Se a Mente, Deus, é todo-poder e todo-presença, o homem não se depara com outro poder ou presença que, – obstruindo sua inteligência – lhe causa dor, o acorrenta e o engana. A perfeição do homem está intacta; de onde vem, então, algo além dELE, que não é a contraparte, mas sim a contrafação do criador do homem? Por certo não vem de Deus, pois Ele fez o homem à Sua própria imagem. De onde vem, então, o átomo ou molécula chamada matéria? Porventura foi formada pela atração e coesão? Mas essas forças são leis da matéria, ou leis da Mente?

Para que a matéria seja matéria, deve ter sido criada por si mesma. A Mente não tem poder para produzir ou para criar a matéria, assim como o bem não tem poder para produzir o mal. A matéria é um enunciado errôneo sobre a Mente; é uma mentira, pretendendo falar contra a Verdade e negá-la; é idolatria, tendo outros deuses; é o mal, pretendendo ter presença e poder sobre a onipotência!

Continua..>

JUSTIÇA

JUSTIÇA
Mirtle Fillmore

Deus é infinita justiça.
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Fale isso. Pense nisso. Estude isso, palavra por palavra. Ore pelo entendimento de seu sentido real.

Em seguida, identifique-se com Deus. Proclame sua inseparável união com Deus. Declare que, consequentemente, V. é também infinita justiça; a justiça de Deus é a sua própria ação em todos os sentidos.

Ao estudar essa declaração, V. há de capacitar-se de que, em verdade, uma das qualidades de Deus como divina lei é infinita justiça,sempre atuante por todo o universo.

Então V. chegará a compreender que, por ser filho de Deus, com liberdade de decisão e comando do poder, das faculdades e das qualidades do Ser, poderá determinar precisamente o que há de advir à sua vida. Poderá determinar o que a infinita justiça lhe proporcionará. Poderá determinar o que suas atitudes e atos para com os outros lhe trarão como resultado das impressões que tiverem sobre o que V. manifestar.

Porquanto Deus é infinita justiça, poderá V. sempre alternar as causas que puser em operação e assim alterar os resultados. É-lhe ela apropriada segundo V. mesmo a determine por suas atitudes e atos.

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"UM GRANDE BANQUETE…"

“UM
GRANDE BANQUETE”
“UM HOMEM PREPAROU UM GRANDE
BANQUETE E CONVIDOU MUITA GENTE…”

Huberto Rhoden

De todos os setores da vida humana tira o Mestre os seus símbolos materiais para ilustrar o grande simbolizado espiritual – o mistério do reino de Deus – da lavoura, da horticultura, da pomicultura, do ambiente doméstico, culinário; e desta vez entra na Zona da vida social do seu país. O reino dos céus é semelhante a um homem rico que preparou um grande banquete para celebrar as núpcias de seu filho. E, na hora do banquete, mandou os seus servos a fim de chamarem os convidados para o festim. Estes, porém, começaram a alegar pretextos vários para não comparecer.Um dos convidados disse: “Comprei uma quinta, e preciso ir vê-la; rogo-te me tenhas por escusado”.

Outro respondeu: “Comprei cinco juntas de bois, e preciso experimentá-los; rogo-te me tenhas por escusado”.

Um terceiro replicou: “Casei-me, e por isto não posso ir”. Este nem sequer pediu desculpas.

Os mensageiros relataram tudo isto a seu senhor. Ao que este lhes ordenou: “Ide pelos povoados e aldeias e convidai a todos os que encontrardes, cegos, coxos, aleijados, para que se encha a minha casa. E assim se fez.

Mas nenhum daqueles que haviam sido convidados em primeiro lugar provou o banquete.

Aí está um retrato fiel da humanidade de todos os tempos!

Todos são convidados para a grande solenidade, mas nem todos atendem ao convite.

O banquete é o reino de Deus – o reino de Deus, porém, está dentro do homem. É o “tesouro oculto”, é a “pérola preciosa”.

Muitos homens acham que têm coisa mais importante a fazer do que encontrar a “parte boa” que Maria encontrara; andam por demais atarefados com a parte de Marta. Conhecem muitos objetos, mas ignoram o seu próprio sujeito. Realizam tudo – menos a si mesmos…

Longo e árduo é o caminho para esse misterioso. Além de dentro…Sem conta são os percalços que o homem-ego criou no caminho para o homem-Eu…

Todos os homens são convidados pelo Cristo interno – e, não raro, pelos arautos do Cristo externo – para tomarem parte na festa nupcial de sua alma, no consórcio místico entre sua alma e o divino Esposo. Todos, seja qual for a sua profissão ou condição social – lavradores, criadores de gado, homens e mulheres, solteiros e casados, sábios e ignorantes –porquanto “a luz ilumina a todo homem que vem a este mundo”.

Muitos homens, porém, não querem escutar a voz silenciosa da sua própria alma. Não conhecem o tesouro oculto e a pérola preciosa de seu próprio Eu espiritual; só conhecem a ganga de seu ego físico-mental. A luz do Logos, é verdade, ilumina a todos, mas somente aos que recebem em si esta luz divina, é-lhes dado o poder de se tornarem filhos de Deus. Não basta que a luz divina esteja presente ao homem, é necessário que também o homem se torne presente a essa luz.

É tão difícil, no princípio, o homem atender a essa voz silenciosa de dentro, porque os ruídos de fora abafam tudo com as suas brutalidades profanas. O homem obsessionado pela violenta sedução dos objetos materiais – dinheiro, possessões, prazeres, vanglórias, ambições – dificilmente encontra tempo para atender ao discreto murmúrio de sua alma. As quantidades de fora são tão conhecidas, e a qualidade de dentro é tão desconhecida.

E é fácil encontrar escusas para não comparecer ao banquete espiritual. Nunca temos tempo para aquilo de que não gostamos – mas para aquilo de que gostamos nunca falta tempo; e, se faltasse, íamos fabricá-lo. O tempo, a bem dizer, não é algo que exista objetivamente; somos nós mesmos que o fazemos, segundo as nossas predileções. O lúcifer da nossa inteligência é duma incrível sagacidade; justifica habilmente todas as suas complacências; prova com facilidade que o preto é branco, que o círculo é quadrado, que o não é idêntico ao sim. Para tudo quanto a vontade quer, encontra a inteligência um sistema científico ou filosófico que justifique as predileções da vontade

O homem profano se impressiona muito mais com o que tem do que com o que é, os seus teres – campos, animais, mulheres – lhe são visíveis; o seu ser lhe é invisível.


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“EU SOU O SENHOR, E NÃO HÁ MAIS NADA"

“EU SOU O SENHOR,
E NÃO HÁ MAIS NADA”
Marie S. Watts

Não importa quão terrível ou convincente a evidência aparente ser: volte-se instantaneamente à Verdade: DEUS É TUDO. Uma vez firmemente estabelecido nesta Consciência, perceba que TUDO significa tanto eterno quanto infinito. Contemple a Natureza de Deus como sem começo, sem mudança e sem fim. Permaneça no fato de que o Deus Infinito compreende TUDO, e é a única Mente, Consciência, Substância e Atividade do Universo. Continue na convicção de que o infinito Deus compreende a Consciência, a Substância, a Vida eterna, sem começo, sem mudança e sem fim de cada indivíduo específico. Irá presenciar enorme calma. E saberá que o aparente temporal foi anulado, e que se fez manifestada a infinita Onipotência da Onipresença como Sua gloriosa Verdade: “Eu sou o Senhor, e não há mais nada”.

VEJA A ÁRVORE NA SEMENTE

VEJA A
ÁRVORE NA SEMENTE
Dárcio

O lavrador prepara a terra, lança nela as sementes dos frutos desejados, aduba, irriga, cuida do que lhe cabe fazer, e  entrega o restante à lei natural de manifestação. ELE “ENXERGA” A ÁRVORE NA SEMENTE! Por isso a planta!

VEJA-SE PRONTO NA SEMENTE DIVINA! Não se identifique com as aparências que são visíveis; elas não são VOCÊ! VOCÊ ESTÁ PRONTO! Medite e assim se veja! Veja-se da forma com que o lavrador vê a árvore completa NA SEMENTE! Descarte todas as imagens em mutação e centralize sua atenção em VOCÊ! Neste VOCÊ PRONTO! Que não nasce, não muda, não morre! Deixe que as “manifestações visíveis” tomem rumos pela lei natural!

CONTEMPLE ESTE VOCÊ PERMANENTE! ESTE, SIM,
É DEUS SENDO VOCÊ!

RECONHECIMENTO E ENTREGA

RECONHECIMENTO
E ENTREGA
Dárcio

Durante a “Prática do Silêncio”, podemos empregar o reconhecimento de um princípio espiritual e ao mesmo tempo fazermos uma entrega profunda que se torna uma abertura máxima à revelação desse princípio. Tudo se passa simultaneamente, ou seja, a mente reconhece, solta-se nesse reconhecimento e nesta “entrega” à nossa Consciência, que é Deus, o princípio é endossado. Se você, por exemplo, for contemplar a “inexistência da matéria”, seria feito este reconhecimento: “Não existe matéria”, enquanto, ao mesmo tempo, a mente se soltasse na “entrega ao Espírito onipresente”. É dessa forma que usamos a mente sem pararmos em puro “mentalismo”. A associação do mental com o místico gera facilidade nas meditações, além de reduzir o tempo das mesmas em termos de eficácia diante do que estivermos contemplando da Verdade absoluta.

DEUS É TUDO! Não existe mente humana! Como esta crença hipnótica é puro “nada”, se praticarmos as contemplações sempre tendo em vista esta Verdade absoluta, partindo dela própria, veremos os frutos desta “permanência em MIM”, ou seja, nesta percepção de que “EU SOU DEUS” é a Verdade eterna e permanente sobre o “Eu” que somos. E esta associação do reconhecimento mental com a espontânea ação da Consciência se torna bem útil em termos de percepção.

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A QUIETUDE DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO -3 (final)

A QUIETUDE DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO
HELEN B. CHILDS

3 – Final


A onipresença da Mente divina não necessita de fios ou de eletricidade para comunicar-se. Todo coração receptivo ouve sua mensagem. O bem está fluindo constantemente, a partir de sua fonte divina, porque o bem está sempre presente e é imediato.

A comunicação espontânea pelo rádio e pela televisão dá um vislumbre da presença imediata da Mente divina. Nossa oração silente auxilia a assegurar que os meios de comunicação sejam usados para o bem e que os pensamentos materialistas não manipulem o pensamento desavisado. A qualidade dos meios de comunicação deve ser uma preocupação de todas as pessoas de bom senso, principalmente do metafísico que dá valor ao poder da quietude espiritual. Quão importante é reprimir a desinformação, sob a forma de informações enganosas, falsa educação ou mero sensacionalismo. Todas as pessoas, em qualquer parte do mundo, têm o direito de saber a verdade sobre Deus e o homem e de se libertar da ignorância.

Cada um de nós pode exercer papel importante nos acontecimentos palpitantes que estão ocorrendo no mundo. Nossas orações e nossas obras sempre coincidem em atividade produtiva. Podemos ajudar a abrir a porta do pensamento do Cristo sanador.

Nossa oração de afirmação desafia a resistência, seja sob a forma de indiferença ingênua ou ódio declarado à Verdade. A compreensão da unidade e da totalidade da Mente divina protege nosso direito divino de usar nosso próprio raciocínio.

O homem real, o filho de Deus, possui inteligência e habilidade inatas para usar sua compreensão, sua receptividade ao bem, divinamente outorgada. Nenhuma forma de sugestão sutil pode privá-lo dessa capacidade.

Os metafísicos que compreendem as verdades sobre a Ciência Cristã são de  vital importância. Eles conhecem o poder da espiritualidade. Sabem que a semente da Verdade, inerente a cada coração, tem potencial para propagar-se. Cada um de nós possui o inestimável privilégio de gozar de liberdade e de ter o senso de oportunidade.

Não se trata, portanto, de admitir que aqueles que têm alguma coisa dão ou partilham a imensa bondade de Deus com os que não têm. Trata-se, isso sim, da tranqüila compreensão de que o sagrado plano da bondade divina infinita está sendo revelado para que todos o percebam e reconheçam.

A essência da questão é que o cicio tranqüilo e suave da Verdade está cobrindo toda a terra. Apercebemo-nos dessa evidência pela oração. Com regozijo oramos pela serenidade que ouve a Mente divina. Deixamos que a oração faça esse trabalho sagrado. O que pode ser mais glorioso do que a alegria de estender a mão a nosso próximo por meio da quietude das oração silenciosa?

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CONTEMPLE-SE PERFEITO!

CONTEMPLE-SE
PERFEITO!
Dárcio
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A glorificação a Deus em nosso corpo e em nosso espírito, que a Biblia nos ensina a fazer, é a suave e serena contemplação de nossa perfeição absoluta neste exato instante. Pode a mente humana engendrar o quadro que for, e tentar nos associar a ele;  a Verdade é o que prevalece, impera ou domina: nossa perfeição é incólume! Esta perfeição é Deus sendo o nosso ser, e jamais participa das supostas avaliações materiais e mutáveis julgadas pela mente humana.

Todas as aparências mutáveis são sombras que parecem encobrir a LUZ permanente que somos! A Luz é concreta, as imagens do sonho são o vazio. Contemple a Verdade no lugar do sonho; contemple a Luz no lugar da sombra; contemple sua imutabilidade perfeita em lugar das mudanças aparentes! Contemple-se perfeito! Dê testemunho vívido de sua perfeição! O Verbo divino, em atividade plena, garante a sua permanência neste estado de perfeição imutável! Concentre-se nos fatos espirituais revelados, sem se deixar envolver pelas mentiras aceitas pelas crenças coletivas. DEUS É TUDO!

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A REAL PROSPERIDADE

REAL
PROSPERIDADE
UNIDADE
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SOU UM FILHO DE DEUS.
ELE ME PROVÊ CONSTANTEMENTE O SEU BEM, QUE SE MATERIALIZA EM TUDO O DE QUE LEGITIMAMENTE NECESSITO!


Em que consiste a real prosperidade? A maioria a define como o conjunto dos recursos materiais para um viver despreocupado, abundante e feliz. Mas as coisas materiais não existiriam sem a substância imaterial que as gerou. Assim, a posse permanente da prosperidade é para quem conscientiza a Fonte divina, de onde emana a substância eterna.

É claro que podemos, com recursos humanos de esforço e esperteza, obter coisas materiais. A diferença é que, se a pessoa não tiver consciência da Fonte e tudo atribuir à sua personalidade, estará sujeita a perdas e responde pelo modo como conquistou estas coisas, caindo nos pares de opostos de bem e de mal, de causa e efeito.

Hoje tomo consciência de que “tudo o que se vê provém do que não se vê”. Assumo o meu papel de filho de Deus, de fazer jus à prosperidade, de ser grato por tudo o que recebo e bem usá-lo, como administrador fiel do único Deus. Aprecio o ar que respiro, o Sol que me acalenta, os alimentos que me nutrem, as experiências que me edificam, a saúde, as alegrias, os afetos, tudo!

“O Senhor ama a prosperidade do Seu servo.”
Salmos 35:27

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A QUIETUDE DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO – 2

A QUIETUDE
DA ORAÇÃO, A ATIVIDADE DO CRISTO
HELEN B. CHILDS
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Esse Amor divino cinge e abrange a todos. Com a oração feita em silêncio, o pensamento se abre e se apercebe de que a voz da Verdade cobre todo o globo e abençoa toda a humanidade. Em sua própria quietude e disposição de ouvir silenciosamente, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, ouviu o clamor de ajuda vindo da África e dos mais remotos pontos da terra e atendeu a essa necessidade com suas próprias orações e com sua ativa espiritualidade. A Sra. Eddy sabia que a Verdade sobre Deus alcança o coração receptivo com a cura, onde quer que se encontre. Ela escreveu em Retrospecção e Introspecção: “Deus está em toda parte. Por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras até aos confins do mundo; e esta voz é a Verdade que destrói o erro, é o Amor que lança fora o medo.” Esse fato demonstrável está à nossa disposição para ser comprovado com alegria.Não deveríamos nos surpreender coma descoberta de que a oração silenciosa é eficaz. Aprendemos, na Ciência Cristã, a raciocinar a partir da realidade espiritual da totalidade de Deus. Aprendemos a aceitar a perfeição de Deus como a única causa e encontramos, assim, a consequente perfeição do reflexo de Deus, o homem e o universo.

A oração inaudível talvez seja a coisa mais preciosa que fazemos. Essa comunhão com Deus, a única Mente, não é pensamento sonhador, nem construção de castelos no ar. É, no entanto, a compreensão consciente do fato científico sobre Deus e Sua criação espiritual.

É encorajador saber que a oração é substantiva e eficaz. Auxilia a minorar a carência e o infortúnio humanos. A luz do Cristo projetada na consciência dissipa as trevas do desalento e do desespero.  A apurada sintonia da serena comunhão com Deus traz à luz a grandiosa harmonia do Amor.

A oração e o amor que dedicamos a nosso próximo são, portanto, ativos e específicos: nossa oração expressa-se em atos, tal como nossos atos devem ser, inevitavelmente, o resultado da oração. A Sra. Eddy escreve em “Miscellaneous Writings”: “O Amor não pode ser mera abstração, nem é bondade em atividade e poder. Como qualidade humana, o glorioso significado do afeto inclui mais do que palavras: é o terno e abnegado gesto feito secretamente; é a oração silenciosa e incessante; é o coração abnegado, que transborda; é um vulto velado que desliza em segredo numa missão humanitária e sai sem se deixar ver; são os pequeninos pés saltitantes na calçada; é a terna mão que abre a porta diante da carência e do desespero, da doença e do pesar, iluminando assim os lugares tenebrosos da terra.”

Sim, a oração do Amor envolve atividade. O Amor alcança e inclui a todos. E essa é a atividade do Cristo, que dá provas de que a Mente divina está aqui e em todo lugar.

*continua..>

PALAVRAS DE BUDA


O Eu é o mestre do eu .
Que outro mestre poderia existir ?
Tudo existe , é um dos extremos.
Nada existe, é o outro extremo.
Devemos sempre
nos manter afastados desses dois extremos,
e seguir o Caminho do Meio.”
Buda