"O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO" – 5

“O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO”
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Joel S. Goldsmith
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Parte 5

Ao sermos capazes de compreender a natureza do universo espiritual, as formas deste mundo começarão a desaparecer: formas de doença, pecado, falsos desejos, falta e limitação. Todas elas irão sumir, dando lugar às condições e relacionamentos harmoniosos, que serão manifestados de nosso estado de consciência mais elevado.

Nosso mundo é a exteriorização de nosso estado de consciência; o que semearmos, colheremos. Se semearmos na carne, colheremos corrupção: pecado, doença, morte, falta e limitação. Se semearmos no Espírito, colheremos a vida eterna. A palavra “semear” pode ser interpretada como “ser consciente de”. Se estivermos conscientes de que o reino espiritual é o real, enquanto aquele testemunhado pelos cinco sentidos é sem poder, temporal, o “braço de carne”, estaremos semeando no Espírito e colheremos harmonia no corpo, na mente, no bolso e nos relacionamentos humanos. Se continuarmos a temer o ”homem em cujas narinas há um sopro”, se continuarmos a temer infecção, contágio e epidemias, estamos semeando na carne; por sua vez, se percebermos que todo o poder está no invisível, estaremos semeando no Espírito, e colheremos a harmonia divina.

O Meu reino, o Cristo-reino, é o real, e ele é poder. Tudo que nós vemos, ouvimos, provamos, tocamos e cheiramos, o reino temporal, é a ilusão, e não é poder.

O caminho espiritual é o solo de treinamento onde nós adquirimos a convicção de que o mundo temporal está apresentando meramente um quadro de poder temporal, e poder temporal não é poder. O Invisível, somente, é poder; o Invisível que constitui o Eu que realmente somos.

Vamos considerar aquela ideia em relação ao nosso corpo. Porque nosso corpo é visível, não existe poder nele; ele não pode ser saudável ou doente; o poder está no Eu que nós somos. Se acreditarmos que este corpo tem poder, estaremos dando poder ao universo temporal. Olhando para o mundo finito e para o corpo finito, poderemos mudar inteiramente a nossa experiência pela conscientização:

Como você é efeito, o poder não está em você; o poder não está nesse corpo, e meu corpo não pode responder-me. Eu falo a ele, e lhe asseguro que Eu sou sua vida, Eu sou sua inteligência, Eu sou sua substância, Eu sou sua lei – aquele Eu que Eu Sou – e então, o corpo tem que obedecer.
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A CIÊNCIA CRISTÃ EM ESTUDOS…-2-

A CIÊNCIA CRISTÃ
EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO
Dárcio
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-2-
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O “alto significado de Onipotência” é perdido pela nossa permanência na dualidade! Deixando de nos ater a este Fato fundamental, buscamos seguidamente em “doutrinas várias e estranhas”, como disse o apóstolo Paulo, “novas verdades”, “novos mestres”, “verdades mais profundas”, etc. E o básico? Já foi assimilado?Percebamos com clareza o sentido de “Onipotência”: Deus deve estar sendo reconhecido como única Presença e único Poder ativo deste Universo infinito. Esta percepção faz com que a dualidade se torne noção descabida, e a suposta “mente humana”, com suas crenças em bem e mal, seja vista como mera treva “já consumida” pela Luz da Onipotência discernida. O “mal” é qualquer sensação de imperfeição supostamente notada pela mente humana. Se nos desvincularmos desta mente falsa e suas sensações, pela identificação imediata e radical com nossa Mente verdadeira, a “mente de Cristo”, já estaremos conservando “o alto significado de onipotência”. Este trabalho interno nos permite trocar as falsas sensações da mente falsa pelas divinas sensações da Mente verdadeira. É assim que as falsidades  se dissipam e a Verdade é “conhecida”.
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PERDEMOS O ALTO SIGNIFICADO DE ONIPOTÊNCIA, QUANDO, DEPOIS DE ADMITIRMOS QUE DEUS, OU O BEM, É ONIPRESENTE E TEM TODO O PODER, AINDA CREMOS QUE HAJA OUTRO PODER, CHAMADO O MAL.
Mary Baker Eddy
(Ciência & Saúde – p. 469)
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"O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO" – 4

“O MEU REINO
NÃO É DESTE MUNDO”
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Joel S. Goldsmith
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PARTE 4
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Tão logo reconheçamos o mal como um poder temporal, podemos sorrir internamente e perceber o seu significado como não-poder, pois aquilo que não é de Deus não é poder. Deus nos deu o domínio sobre tudo que existe e, portanto, isto que aparece como poder é temporal. Todo poder é invisível. Este perigo que é tão aparente e visível não pode ser poder e não pode ser de Deus.

E ao sentarmo-nos ao lado de uma pessoa doente, conscientizando: “Eu não dou poder a essa doença, a esse pecado ou falso desejo. Isto é poder temporal, ou seja, não é poder, e eu não acreditarei nele”, iremos notar a sua melhora, e saberemos ter comprovado, mesmo em pequena escala, que o poder temporal não é poder sob qualquer forma.

A vida espiritual não nos leva a vencer o mal, mas ao reconhecimento da natureza do mal: o mal não tem nenhuma direção de Deus; o mal não tem nenhuma lei de Deus para mantê-lo; o mal não tem nenhuma Deus-existência, Deus-objetivo, Deus-vida, Deus-substância ou Deus-lei: ele é temporal, o “braço se carne”, ou o nada.

Enquanto orarmos para que um poder divino vença o mal, estaremos resistindo a ele, mas se estivermos ancorados na verdade, repousamos na realização de que essa coisa que nos encara é uma miragem, não um poder, e que não precisamos temer o que o homem mortal nos possa fazer ou o que ele possa pensar ou ser. Todo o temor do poder mortal é dissolvido – poder temporal, poder material, leis de infecção ou contágio, calendários ou idade – porque sabemos que nada do reino dos efeitos é poder. Todo poder é invisível, e o que está aparecendo a nós como poder é uma imagem mental no pensamento, um quadro, um conceito errado de poder.

O conhecimento dessa verdade nos torna livres; mas, enquanto a estivermos conhecendo, nossos pensamentos e ações devem estar de acordo com a verdade que estamos conhecendo. Não podemos negar o poder do efeito e logo no minuto seguinte cedermos a ele, ou falando claramente, não podemos negar o poder do efeito e depois odiar ou temer alguém, já que ele é parte daquele efeito.

Se formos incapazes de fazer isso em cem por cento, ou se ocasionalmente falharmos, não devemos ficar desencorajados. É quase impossível alguém mudar da noite para o dia de um estado de consciência material para um estado de consciência espiritual, ou tornar-se integralmente ou totalmente espiritual após somente um ou dois anos de meditação.

Sejamos agradecidos ao fato de que, após termos posto os pés no caminho espiritual, passamos a viver dessa maneira, atingindo em alguma medida aquela “mente que estava também em Cristo Jesus”, e, nessa mesma medida, embora pequena, demonstrando externamente seus frutos. Não estamos na expectativa de atingir a Cristicidade de um único salto, mas de ir atingindo aquela Mente Crística pela dedicação diária a esse tipo de prece e meditação. Ao visualizarmos o universo temporal, deveremos conscientizar:

“Este mundo não é para ser temido,
odiado ou amado: isto é a ilusão; e, exatamente onde está a ilusão,
é o reino de Deus, o Meu reino.

Meu reino é a realidade. Isto que meus olhos veem
e meus ouvidos ouvem é uma contrafação superposta, não existente como um mundo, mas como um conceito,
um conceito de poder temporal.

O Meu reino está intacto;
o Meu reino é o reino de Deus;
o Meu reino é o reino dos filhos de Deus;
e o Meu reino está
aqui e agora.

Tudo que existe
como um universo temporal é sem poder.
Não preciso odiá-lo, temê-lo ou
condená-lo; preciso somente
compreendê-lo.

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AS MUDANÇAS SÃO SOMBRAS DA IMUTABILIDADE

AS MUDANÇAS SÃO
SOMBRAS DA IMUTABILIDADE
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Dárcio

Há pessoas que se desnorteiam ou se abalam, quando mudanças  surgem repentinamente na suposta vida humana; porém, isto se deve unicamente à aparente falta de visão espiritual. As mudanças não são realidades, mas “sombras” da Imutabilidade que é real. Quem estuda a Verdade Absoluta tem por referencial, a Imutabilidade da Perfeição permanente, e não as “aparências” em constante mutação. Por mais que tenhamos um calendário apresentando 12 meses em cada ano, ninguém será capaz de viver qualquer outro momento, senão “este” AGORA. O AGORA é a IMUTABILIDADE; o suposto “TEMPO EM MUTAÇÃO” é a ILUSÃO.

Quem souber se isolar das “aparências”, assim como um caminhante  se move livre,  sem se envolver com as mudanças em sua sombra projetada no chão, estará praticando a Verdade.  Com a mente voltada a SI MESMO, e não mais às crenças  no tempo e em mudanças, estará sendo a Mente que é Deus, e reconhecendo unicamente o que é realidade aos olhos de Deus.

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"O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO"

“O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO
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Joel S. Goldsmith
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Parte 3

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Como temos apontado, um dos princípios básicos da vida espiritual é que, para a consciência transcendental, o poder temporal não é poder, tanto  de natureza mental como física. Somente a Graça de Deus é poder, somente a consciência realizada da Unidade, do poder uno e do não-poder de tudo mais além de Deus. As preces falham porque tem sido uma tentativa de vencer um poder temporário que na realidade não é poder. Tais preces são o mesmo que tentar vencer uma miragem no deserto ou tentar vencer um fato em que duas vezes dois sejam cinco. Como seria possível usar um poder sobre uma não-existência?O mundo humano está repleto de poderes temporais: doença, dinheiro, política, guerra e preparativos para a guerra. Persistir na velha prece de “Ó, Deus, vença nossos inimigos!” será perda de precioso tempo e energia, pois, tais preces jamais tiveram nem terão sucesso algum.

O esforço físico e mental, e finalmente a intenção de usar Deus para dominar os males deste mundo, deve falhar, porque eles não são poder e não precisam ser vencidos. Unicamente a nossa aceitação da crença universal de que o mal é poder é que pode provocar nossa permanência prolongada nas condições malignas. No instante em que aceitamos a Deus como Onipotência, nosso problema começa a desaparecer.

Quando percebermos que o Cristo-reino não é deste mundo e ainda que aquele Reino é o único poder no mundo, então, quando formos apresentados a uma aparência do mal, não importando o que ou quem possa ser ela, nós pararemos e nos perguntaremos: “Isto é poder espiritual? Esse mal é poder de Deus? Pode haver um poder do mal vindo de Deus? Tal pretensão de poder não é, portanto, apenas poder temporal?”

O ensinamento integral do Mestre foi a revelação do não-poder do que aparecia como poder. Ao homem cego, ele disse: “Abre teus olhos”; sabia que não havia poder para mantê-los fechados. Ao homem de mão mirrada, ele foi capaz de dizer: “Estende tua mão”; sabia que não existia um poder que tolhesse a mão dele. O ministério inteiro de Jesus foi a revelação de que o chamado “este mundo”, enquanto existir, – e lhe foi dada a missão de dissolvê-lo – não existe como poder, existindo tão somente como uma aparência. Esta realização nos possibilita ficarmos sentados em quietude e em secreto, discernindo:

Deus, somente, é poder. Isso que me tem confundido, e com que venho lutando, é uma aparência que retenho em meu pensamento como uma imagem mental; não é realmente uma coisa. Eu não posso vencer uma batalha contra o nada, mas posso relaxar-me em quietude e em secreto, e perceber que esse quadro com que estou me deparando nada mais é que um quadro – não uma pessoa ou uma condição, mesmo que ele possa aparecer como pessoa ou como condição.
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A DESAFINADA QUE PRECEDE A AFINAÇÃO

A DESAFINADA
QUE PRECEDE A AFINAÇÃO
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Dárcio
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Quando um músico afina um instrumento, ouve-se uma série de sons desarmônicos até que a afinação desejada se concretize. De uma afinação aparente, defeituosa, a afinação verdadeira é criada, enquanto nesta transição os sons se mostram desafinados. O músico não se entretém com eles mais do que o necessário, ou seja,  vê-los como “transição” e não como “meta”. A meta é a afinação perfeita do seu instrumento.

O mesmo se dá na suposta vida humana, quando a pessoa contempla a Verdade. A sua vida humana de até então, que aparentava ter sua afinação, ou certa estabilidade, se vê tumultuada transitoriamente. O padrão de harmonia, até então vigente, começa a se desmoronar para dar lugar à harmonia mais condizente com a Realidade divina estudada e contemplada. Se a pessoa entender este processo, não irá pensar que “as coisas pioraram, em vez de melhorarem”, após ela ter iniciado sua dedicação à prática dos princípios espirituais. Como foi dito, a atuação da Verdade em suas crenças anteriormente aceitas fará “desafinar” temporariamente sua vida na aparência, para que a afinação desejada apareça em seguida, em forma de um padrão de vida mais elevado, se comparado com o de até então.

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A CIÊNCIA CRISTÃ EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO -1

A CIÊNCIA CRISTÃ
EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO
Dárcio
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-1-
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Enquanto a real Substância de tudo é imutável, e é Espírito, “mudam” continuamente as aparências visíveis em proporção direta às mudanças das crenças ilusórias. Ao nos prendermos à Substância eterna, perfeita e imutável aqui presente, estaremos “praticando a Verdade”, pois, em Deus nunca há mudanças.

Acredita-se que a matéria é real! E, acredita-se que o homem é um ser material sujeito às sugestões do bem e do mal com que é bombardeado o tempo todo pelas crenças coletivas dualistas, e que contam com o seu endosso interno.

“A matéria não existe!” Aqui está revelado o axioma-básico de demonstração da Ciência Cristã. Não é uma revelação para ser somente  lida! Estamos ainda acreditando em matéria? Nesse caso, se quisermos pôr em prática estes estudos, teremos de reavaliar esta aceitação, expulsando em definitivo esta ideia errônea.

“O Espírito é infinito; logo, o Espírito é tudo!” Esta asserção nos obriga a aceitar que “não existe matéria”. Ocupemo-nos em reconhecer e perceber estas Verdades! Estaremos, desse modo, “trabalhando pela comida que não perece”, “ajuntando tesouros” que estarão protegidos de “traças e de ladrões”, e estaremos, de fato,   “estudando a Verdade”.

Façamo-nos  perguntas do seguinte tipo: Estou acreditando que “matéria existe”? Estou reconhecendo que, sendo o Espírito infinito, e, portanto Tudo, inexistem “problemas físicos” a serem sanados? Estas indagações, em períodos de silêncio e quietude, nos conduzem naturalmente à percepção do que é Verdade e do que é ilusão!

Gravemos bem: “a inexistência da matéria”, reconhecida, é o axioma-base da Ciência Cristã demonstrada.

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O ESPÍRITO É INFINITO; PORTANTO, O ESPÍRITO É TUDO. “A MATÉRIA NÃO EXISTE ” NÃO APENAS É O AXIOMA DA VERDADEIRA CIÊNCIA CRISTÃ, MAS TAMBÉM A BASE ÚNICA SOBRE A QUAL ESTA CIÊNCIA PODE SER DEMONSTRADA.
Mary Baker Eddy
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(The First Church of Christ, Scientist and Miscellany – p. 357)

"O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO" -2

“O MEU REINO
NÃO É DESTE MUNDO”
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Joel S. Goldsmith
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Parte 2
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Os antigos gregos diziam: “Homem, conhece-te a ti mesmo”. Esse “Ti” não é outro senão o filho de Deus em nós. Há uma parte de nosso ser, uma área de nossa consciência, que é o filho de Deus; e quantos de nós possui qualquer conhecimento dessa parte do ser, ou possui qualquer familiaridade com este nosso Ego mais íntimo? Como poderemos conhecer aquele filho de Deus em nós? Somente nos volvendo para nosso interior, onde o reino de Deus está, reservando um tempo para ficarmos a sós e buscando o reino de Deus dentro de nós. Se formos pedir algo a Deus, então peçamos a Deus que Se revele, que mostre o filho de Deus em nós, que revele a natureza de Sua graça e do reino espiritual e a natureza das riquezas celestiais das quais somos herdeiros.

Ao nos dedicarmos à busca desse reino espiritual, descobriremos nosso mundo exterior se ajustando em seu lugar por si mesmo; as coisas começam a acontecer; e, de repente, despertamos para a descoberta de que a graça de Deus nos tem trazido algo de natureza incomum na forma de cura, suprimento, companhia, ou de um instrutor para abrir os nossos olhos. Mas estes não vêm enquanto estivermos orando por eles. Surgem, não devido aos nossos pensamentos ou orações, mas pela retirada deles de nossos pensamentos, deixando Deus cuidar de nossas necessidades à Sua maneira, enquanto centralizamos nossa atenção naquilo que o reino realizado de Deus é. Todas as coisas duradouras do reino material nos são acrescentadas quando não oramos por elas, quando buscamos somente o Reino, quando nosso pensamento não está mais nas coisas “deste mundo”, mas está centralizado no reino espiritual.

Quando tivermos progredido o suficiente neste Caminho, seremos também tentados, como foi o Mestre, a usar o poder espiritual, e é quando precisaremos resistir à tentação de realizar milagres e sermos guiados pela sabedoria espiritual do Mestre, de não glorificar ou nutrir o ego. Se pudéssemos transformar pedra em pão, não precisaríamos de Deus, e nós, que trilhamos este caminho espiritual, preferimos ficar famintos a procurar nossos próprios recursos sem recorrermos a Deus. Seria trágico chegar ao ponto de acreditar termos atingido uma elevação tal em que Deus deixasse de ter mais lugar em nossa vida. Então, melhor que tentar realizar um milagre, que seria uma mostra de nosso poder, será deixarmos a tentação de orar mentalmente por pessoas, condições ou circunstâncias, e fazer de nossa vida uma prece de busca espiritual e graça espiritual e uma prece para compreensão da natureza das riquezas espirituais e preenchimento espiritual.

Que significa este preenchimento? Que significa “em tua presença está a alegria plena”? Como pode aquela plenitude ser interpretada e expressa? Que é a totalidade de Deus? Quando buscamos a compreensão desta sabedoria espiritual, todas as coisas nos são acrescentadas,  aparecendo em seu devido tempo, sem os nossos pensamentos; precisamos apenas realizar tudo o que nos é dado fazer a cada hora de cada dia, e realizá-lo dando o máximo de nossa habilidade, mantendo a nossa mente centralizada em Deus, nas coisas de Deus e no reino de Deus.

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FORÇA INFINITA

FORÇA INFINITA
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Dárcio
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As sugestões de cansaço, depressão, falta de força ou de energia, que vêm da mente carnal, não alteram em nada a FORÇA INFINITA que é Deus sendo o nosso ser. Se a pessoa se amoldar à sugestão ilusória, estará, ela própria, tolhendo a si mesma como é visto na experiência em que se desenha um traço de giz à frente do bico de uma galinha, prendendo-a no chão durante alguns segundos com as mãos; mesmo soltando as mãos, ela ficará deitada e “presa” pelo que julga ser um barbante a amarrá-la. As sugestões são os traços de giz que nada podem fazer conosco, mas que podem nos tolher, se para nós  representarem limitações verdadeiras.Identifique-se com a FORÇA INFINITA que é DEUS SENDO SEU SER! Encare as sugestões como “traços de giz”, sem poder algum para tolher sua força e seu entusiasmo! Ponha isso em prática para valer! Desafie as sugestões falsas e prove a falsidade delas! Não existe Verdade que irá ser válida em algum “depois”. A Verdade é AGORA!

“Levanta-te, toma o teu leito, e anda!”

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"O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO" – 1

“O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO”
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Joel S. Goldsmith
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PARTE 1


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Viver no Meu reino significa viver no círculo da eternidade. “Este mundo” é o mundo da humanidade, mas o Meu reino é de natureza completamente diferente. O Meu reino não é o reino da saúde física. O Meu reino não é o reino das riquezas materiais. Todos sabemos o que constitui a saúde física, mas o que vem a ser a saúde do Meu reino? Que vem a ser a saúde do Reino espiritual? Que é o estado de saúde de Deus e o estado de saúde do filho de Deus?

Nós sabemos do que são constituídos o suprimento e a saúde materiais, mas que são as riquezas celestiais? Quais são as riquezas celestiais de que somos herdeiros e ainda não estamos compartilhando no cenário humano? Elas nada podem ter a ver com coisas tais como dinheiro, investimentos ou propriedades, porque “o Meu reino não é deste mundo”.

No caminho espiritual, portanto, não há sentido irmos ao “Meu reino” para obter algo para este mundo. Devemos, primeiramente, buscar o reino de Deus; devemos aprender a orar de forma que orando a Deus do Espírito, estaremos orando apenas por riquezas celestiais, saúde espiritual e companhia espiritual.

Enquanto estivermos tentando obter riquezas materiais, saúde física ou companhia humana, estas coisas poderão ser conquistadas, e serão às vezes bem e às vezes mal, pois, toda materialidade é feita da crença em dois poderes – o bem e o mal. Porém, se mantivermos nossa consciência afinada com a Realidade espiritual e conservarmos nossos desejos no plano do ser e da forma espirituais, iremos experienciar a alegria e a paz da unidade espiritual.

Procurar conhecer a natureza das riquezas celestiais, da saúde espiritual e da companhia espiritual, não significa buscar algo de natureza humana ou material; antes, significa repousar na Graça do Reino espiritual. A palavra “Graça” não pode ser traduzida por coisas como dinheiro, lar ou família. Precisamos manter o sentido da palavra “Graça” em seu devido lugar, e se este significado não estiver sendo entendido por nós, podemos sempre orar para que Deus revele Sua Graça para nós.

A libertação de problemas antes que tenhamos atingido a sabedoria espiritual meramente abre caminho para outro problema, ou sete problemas, até que sejamos compelidos a orar corretamente. Por exemplo, se uma dor de cabeça ou outro mal qualquer puder ser removido, sem nos exigir um avanço em compreensão espiritual, o que teremos ganho, senão apenas um período sem uma dor de cabeça? Mais cedo ou mais tarde, uma outra surgirá, e eventualmente, seremos forçados a parar e perceber que este problema permanecerá conosco sempre, a menos que seja encarado com a sabedoria necessária. Da mesma forma como Jacó discutiu a noite toda com o anjo, rogando que não o deixasse sem que ele antes recebesse sua iluminação ou a verdade espiritual necessária para vencer, assim também nós devemos permanecer em oração.

Somente os nossos problemas nos compelem a buscar o bem espiritual. Em sua maioria, os seres humanos estão satisfeitos com boa saúde, uma provisão suficiente e uma moderada felicidade na vida familiar, e quando tais necessidades são atendidas, muitos sentem que resta muito pouca coisa a ser desejada na vida. Mas, aqueles a quem foram confiados problemas , não por Deus, mas pela ignorância de Deus, e se veem forçados a passar por várias experiências, sabem que sem elas nunca teriam se erguido acima do nível de bons seres humanos.

Viver a vida espiritual e orar de modo correto significa  pormos de lado o problema e começarmos com a realização de que o reino de Deus não é deste mundo, e assim se tornará inútil orar por algo que seja deste mundo. Vamos, portanto, aprender a orar por aquelas coisas que são do Meu reino, e buscar unicamente a graça daquele reino.

Nossa função, no caminho espiritual, é aprender em que consiste o reino de Deus. Isaías disse: “Cessai, pois, de confiar no homem, em cujas narinas há um sopro, porque somente Deus é que é o Excelso”. O ser humano é aquele homem “em cujas narinas há um sopro”. Por que deveríamos, então, pensar em formas de tornar aquele homem melhor, mais saudável ou mais rico? Por que pensar sobre ele, quando podemos pensar sobre o filho de Deus? Mas antes, precisamos saber o que é o filho de Deus.

Continua…>

UM COM DEUS É DEUS

UM COM DEUS
É DEUS
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Dárcio
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As contemplações que diariamente fazemos da Verdade são aceitações conscientes do fato eterno e inquebrantável de que Deus é o nosso ser. Dizer que “não estou separado de Deus”, ou dizer que “Deus e eu somos um”, significa reconhecer a Unidade de um Infinito que é perfeito! Nada há fora de “MIM”, uma vez que a Mente ÚNICA Se expressa como a Consciência de ser  tudo e de ser todos.

Não force para ser “um com Deus”, o que seria desejar “aquecer o fogo”. A natureza do fogo é arder, a natureza de nosso ser é resplandecer! A Luz que somos é o Infinito Iluminado Se expressando aqui e agora! Contemple o fato consumado! Identifique-se diretamente com ele, sem rodeios e sem análises humanas! Jamais, por um instante sequer, você esteve sendo “outro”, senão Deus! Inexistem “outros” ao lado do Uno. DEUS É TUDO! Por isso, UM COM DEUS É DEUS!

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SEJA SUAS REVELAÇÕES

SEJA
SUAS REVELAÇÕES
Allen White
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Revelações são a Verdade. A Verdade não pode ser aplicada àquilo que não é Verdade. Isto porque algo que não é Verdade é absolutamente nada. A Verdade não é oposta à aparente condição. A Verdade revela que o aparente é absolutamente nada. Ela dispersa a aglutinação  da nulidade chamada matéria e revela o Reino consumado da Verdade. Importante é viver com suas revelações como Verdade, e como a única Verdade. Esqueça sinais e evidências. Enquanto você buscar por sinais para sustentar suas revelações, você estará ainda operando sob a falsa premissa de que existe algo além da Verdade. Sob esta aceitação, sinal algum pode ser dado. Foi-lhe sugerido que você SEJA as suas revelações. Unicamente a Verdade pode experienciar a Verdade. Quando uma revelação aflora, não pare ali, mas deixe a revelação ser você, pois, ela é você. Desencorajamento e frustração são as recompensas aos buscadores de sinais. Satisfaça-se com a Verdade, e unicamente com a Verdade.
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COMPREENDENDO O ASPECTO REAL DA VIDA – Final

COMPREENDENDO
O ASPECTO REAL DA VIDA
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Gustavo Rocha
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Final
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Outro dia, conversando com alguém sobre este assunto, tal pessoa afirmou que para que consigamos compreender a Verdade, deveríamos estar dispostos a manter uma mente sempre aberta, dispostos a apagar tudo o que sabemos e, assim, recomeçarmos do zero. Deveríamos fazer isto várias vezes quantas necessárias! Recomeçar do zero a cada dia. Isso constituiria um comportamento virtuoso, um ato humilde (na verdade, é um ato destituído de ego) e espiritual. Manter a mente aberta ou mantê-la fechada, tanto faz – não há meio mais eficiente para atrasar a nossa compreensão espiritual! A compreensão da Verdade não virá através de nada disso! Não é importante o que o homem faz. O homem pode agir com a presunção de que sabe sempre cada vez mais, ou pode agir com a humildade de recomeçar do zero a cada dia – este não é o ponto. Porque ambos constituem esforços humanos. Não é importante o estado humano (físico, intelectual, mental, espiritual) que a pessoa se encontra. Deus olha para seus filhos e diz: “filho, se você permitir, eu lhe salvo agora, na forma em que você estiver, na condição que você estiver, onde você estiver, seja quem você for – nada disso importa. Apenas se entregue a Mim”. E é assim que Deus arrebata seus filhos para o céu, para o Reino. O ensinamento do Budismo da Terra pura diz que o Buda Amitabha viveu uma vida de imenso sofrimento – assim como Jesus Cristo, O Buda Amitabha sofreu por todos os homens deste mundo, e não somente pelos homens de sua época, mas pelas pessoas de todas as épocas e eras – e os tomou todos sobre si, para que ninguém mais precisasse sofrer para entrar no Céu, no Nirvana, na Terra Pura, no Jisso. E após ter sofrido tanto quanto Jesus Cristo, e ter finalmente atingido a iluminação espiritual, o Buda Amitabha declarou: “Escolhi sofrer no lugar de todos para remir a humanidade. De hoje em diante, aquele que crer em mim e chamar pelo meu nome, eu o salvarei onde ele estiver, como ele estiver, quem quer que ele seja”. E, desde então, alguns budistas têm tido como principal prática espiritual a entoação e repetição do nome de Amitabha, através do mantra “Namu Amida Butsu” ou por “Namandabu” (que é a contração do mantra mais extenso).

Jesus diz: “Vinde a Mim, os que estão cansados e sedentos, e EU vos aliviarei”, “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida…”, “Aquele que crer em MIM, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva… e ainda que ele morra, viverá”, “Se pedirdes ao Pai em meu nome, sereis atendidos”. Buda diz: “Aquele que crer em MIM e chamar pelo meu nome, será salvo e eu lhe mostrarei a Terra Pura”. Krishna diz: “Mas, quem de coração puro se voltar a MIM e fizer em meu espírito tudo quanto faz – quem renunciar a si mesmo e, dia e noite, firmado em MIM, me servir -, esse será salvo por MIM do tempestuoso mar da existência desse inconstante mundo do nascer e do morrer, porque buscou refúgio em MIM.” Deus é misericordioso demais! Só existe um EU. Este EU apareceu neste mundo como Jesus, como Buda, como Krishna e, por Revelação, está aparecendo também como cada vida existente, como cada um de nós. Possuímos o mesmo Espírito, a mesma Essência, porquanto no universo inteiro há um único EU, uma única Presença, uma única Vida. Esta é a Revelação. Os iluminados compreenderam esta Unicidade. Este EU único é o que tem aparecido através dos tempos para mostrar a humanidade o Caminho da Vida.

No livro “A Verdade da Vida, vol. 01”, o Professor Masaharu Taniguchi relata uma experiência mística/espiritual que de fato foi vivida por um homem que ele havia conhecido. Segue a transcrição do texto:

“O sr. Giichi Ano era um respeitável seguidor do Budismo. Mensalmente convidava um mestre budista e realizava uma reunião para que jovens e fiéis de sua vila pudessem ouvir boas palavras. Desde quando era jovem de uns 20 anos, pensava seriamente sobre o assunto “vida”. Quanto mais pensava, mais foi-se embaraçando nos indecifráveis sofrimentos humanos e chegou a um ponto tal de confusão, que pensou até em se matar, tamanha era sua seriedade. Ele era herdeiro de uma fábrica de molho de soja, por isso, do ponto de vista econômico , não havia propriamente que sofrer. E também não sofreu porque tivesse uma saúde débil. Sofreu psiquicamente a ponto de querer morrer, por pensar em assuntos como o que vem a ser a “vida”, o que vem a ser o “homem”, o que vem a ser o “desejo”. Ainda jovem, com cerca de 20 anos apenas, chegou a sofrer tanto com tais problema; só por isso podemos imaginar o quanto era séria, por natureza, a personalidade do sr. Ano. Quando ouvi esta história do Sr. Ano senti admiração pela seriedade de sua personalidade. Nessa ocasião, o sr. Ano, para resolver o sofrimento da vida, estava fazendo a invocação de Amitabha, sentado em posição de prece, confinado num quarto. Então, certo dia, teve uma visão, na qual contemplou nitidamente uma situação que parecia um paraíso búdico, cheio de luz. Quando viu claramente com seus olhos o aspecto daquele mundo exclusivamente de luz, apagou-se completamente, sem deixar sinal, o seu sofrimento pela vida de treva que levava e, depois disso, o que preenchia seu coração era pura alegria e regozijante bem-estar. Esta visão, na qual lhe foi mostrado o mundo exclusivamente de luz, persistiu por cerca de um mês. ra demais a alegria, demais o regozijo, e nasceu um desejo de experimentar mais uma vez, como antes, o sofrimento em relação à “vida”. Ele orou assim: “Permita-me sofrer mais uma vez em relação à vida”. Então, de fato, repentinamente, se interrompeu a sua clarividência e apagou-se do campo visual o mundo exclusivamente de luz. Desde então, ele continuou a sofrer a respeito da “vida”, exatamente na forma como pediu na oração e, somente agora, conseguiu dominar o sofrimento da vida que ele próprio procurara. (…)” (A Verdade da Vida, vol.01; pg. 184-186)

Essa foi a experiência vivida pelo sr. Giichi Ano, e deu-se através da clarividência. O Jisso verdadeiro não é algo que possa ser “visto”, “ouvido”, ou “tocado”, mesmo que seja por meio dos sentidos espirituais mais sutis. Portanto, o mundo que o sr. Giichi Ano viu não era o verdadeiro Jisso, embora tal mundo o representasse. O Jisso verdadeiro está além de todas as formas. Por isso, “entrar” no Jisso, ou perceber o Jisso, não significa que a pessoa necessariamente terá visões paradisíacas ou celestiais. O Jisso absoluto simplesmente não pode ser captado por nenhuma espécie de sentido (material ou espiritual). Mas isso não constitui empecilho para conseguirmos ver o Jisso. Nós o vemos, mas o fazemos com outra espécie de “olhos” – são os “olhos do Jisso”, ou, conforme ensina a Bíblia, a Mente de Cristo. Somente o Jisso vê o Jisso. Somente a Mente Divina vê a existência divina. Somente Deus vê Deus. Tentar ver Deus com outro instrumento que não seja a própria “Mente de Deus” é mera tentativa fútil. Por isso é que Cristo tomou sobre si as dores e os pecados de toda a humanidade. Por isso é que Jesus e o Buda Amitabha tomaram sobre si os sofrimentos de toda a humanidade: para que, no momento em que pedíssemos a eles, tivéssemos acesso incondicional ao Mundo de Deus, à Terra Pura. O segredo para entrar no mundo do Jisso consiste no fato de que nós podemos entrar nele exatamente assim como estamos agora. Não faz diferença se estamos melhores ou piores do que já somos – a dificuldade (assim como a facilidade) de entrar permanece a mesma. Não precisamos melhorar ou sequer mudar nenhum pouco. Somos aceitos como somos.

São poucas as pessoas que conhecem a história de Amitabha – ele foi outro grande Buda histórico. Sidharta Gautama, o Sakyamuni, não foi o único homem a tornar-se Buda. Amitabha foi anterior a ele e, inclusive, várias vezes, Sakyamuni faz referência ao Buda Amitabha para seus discípulos durante a pregação de suas verdades. O Buda Amitabha possui a mesma história de Jesus Cristo – em épocas diferentes, cenários diferentes, culturas/costumes diferentes… mas a trama é a mesma. Isso mostra que Deus tem se manifestado através dos tempos para conduzir a humanidade a salvação. E a salvação é incondicional! Não depende de condições, esforços, não-esforços, buscas, não-buscas… é incondicional! Porque provém de um lugar que “não é deste mundo”. Então, nada que seja deste mundo possui qualificação suficiente para levar-nos à Salvação, que nos é concedida por Deus. A salvação de Deus só pode ser pela Graça – porque não é deste mundo.

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“O meu Reino não é deste mundo”
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Se, ao ler este texto, você conseguiu perceber o ponto, a sua mente atingiu um certo estado de liberdade, de “libertação”. Este estado de libertação deve ser cultivado no dia a dia. Devemos nos recolher a ele sempre que for possível e, assim, nos aprofundarmos neste “vazio”, neste “silêncio”, cada vez mais. O mundo seguirá sozinho, sem nenhuma interferência de nossa parte (isso inclui os atos que estaremos praticando – não seremos nós as pessoas a fazê-los. Eles simplesmente acontecerão), coisas poderão ser-nos mostradas… Tudo ocorrerá conforme a vontade do Pai. Conforme vamos progredindo em nossa habilidade de “acessar” e “permanecer” no mundo do Jisso, começaremos a comprovar algumas das promessas de Cristo em nossas vidas, como, por exemplo, quando ele diz: “Buscai em primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça e as demais coisas lhe serão acrescentadas”, “Não vos preocupeis com o que haverão de comer ou de vestir, pois o Pai sabe de todas as tuas necessidades”, “Vossa oração foi atendida antes mesmo de a pedirdes”.

“(…) Vede, eis o mundo da Imagem Verdadeira!

O Mundo da Imagem Verdadeira é o Reino do Pai,

é o Reino dos Céus,

é o Paraíso.

No Reino do Pai há muitas moradas.

Todas as moradas do mundo da Imagem Verdadeira são Seicho-no-Ie.

Logo, para seus moradores,

não há fome,

não há tristeza,

não há discórdia,

não há doença;

tudo o que é necessário aparece segundo a vontade de cada um

e, cumprida a finalidade, desaparece por si mesmo.

Mundo de harmonia, de fartura,

de pureza, de beleza sublime,

eis o mundo da Imagem Verdadeira!

Eis o vosso mundo!

Não é sonho! É a Imagem Verdadeira!

Não existe outro mundo além deste!”

(Sutra Sagrada: Chuva de Néctar da Verdade; Seicho-no-Ie)

“Neste momento, todos os doentes já estão curados e podem se levantar de seus leitos.”

(Seicho-no-Ie)

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AGUARDE EM SILÊNCIO

AGUARDE
EM SILÊNCIO
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H. E. Cady
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Ao iniciar a prática de “aguardar em silêncio”, não pense que deva
fazê-lo na companhia de outra pessoa. A presença de outra
personalidade pode trazer distrações à mente. Aprenda a comungar
sozinho com Deus, Sua mais completa companhia. Quando se
acostumar a se isolar das solicitações exteriores, a sós em Deus, então a
companhia de outros poderá ser proveitosa a você e a eles.
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“Aguardar em silêncio” não é meramente uma espécie de devaneio
indolente. É a espera passiva, porém determinada, de Deus. Quando
quiser fazê-lo, escolha uma hora em que não seja importunado, e,
sempre que possível, deixe todas as preocupações de lado. Comece o
seu silêncio, elevando o coração pela oração ao Pai de seu ser. Não
receie ser por demais “ortodoxo”, se começar a orar. Nada irá implorar
de Deus, que já lhe tem dado “tudo o que pedirdes”. Você já sabe que
antes de O chamar, Ele lhe mandou o que você deseja: pois de outra
forma, você não o teria desejado.
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Você não perderia tempo em pleitear algo, ou em suplicar a Deus
com orações desprovidas de fé. Mas esses poucos momentos iniciais de
seu silêncio, passados em falar diretamente com o Pai, focaliza sua
mente no Eterno. Muitos descobrem que no momento de silêncio em
que aguardam a Deus, os seus pensamentos se enchem de toda
espécie de fúteis imaginações. Este é o resultado natural de procurar
não pensar em nada. Comece seu silêncio com a oração. “A Tua
Vontade está sendo feita em mim agora”, ou “Deus flui em mim como
vida, paz e poder”, são frases que facilitam para a mente elevar-se por
degraus sucessivos, com firmeza e segurança, em vez de dar um salto
grande e arrojado para alguma eminência e nela se manter em
segurança. Enquanto você está concentrando seus pensamentos em
Deus, em conversação com o Autor de seu ser, nenhuma imagem-pensamento
exterior poderá penetrar em sua consciência para o
atormentar ou distrair. Sua mente estará fechada para o mundo exterior,
e aberta somente para Deus, fonte de todo o bem que você deseja.
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COMPREENDENDO O ASPECTO REAL DA VIDA

COMPREENDENDO
O ASPECTO REAL DA VIDA
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Gustavo Rocha
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Parte 1
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Para compreender o Aspecto Real da Vida (Jisso), não é necessário esforço. Não é necessário uma busca. Não é necessário fazer coisa alguma. A busca e o esforço pertencem ao mundo transitório, mundo que é fenomênico, ilusório. O mundo Real não é “deste mundo”. Quando ocorre alguma ação no mundo, isso é o homem “fazendo”. Todo empreendimento de ações ou de esforços pertence ao fazer humano – e Deus jamais atua onde atua o homem. Deus age, realiza suas obras, mas opera tudo isso na Sua Realidade Absoluta, que é o Reino de Deus, o Reino dos Céus, o Mundo do Jisso. Quando o homem se esforça, quando ele age e busca no mundo — tentando compreender/perceber o mundo único de Deus –, isso é “mera ação do homem egoísta que se julga separado de Deus e, por isso, procura alcançá-lo”. Deus não atua onde atua o homem. Mas Deus pode atuar como o homem, por meio do homem, utilizando-se do dele como um “canal”. Quando ocorre isto, não é o homem atuando, mas Deus.

Não é o homem que compreende Deus e seu Reino – Deus é quem mostra. E é por isso que não são necessários esforços humanos. O que o homem necessita fazer é se aquietar e acalmar todos os seus esforços: os esforços no sentido de “se esforçar” e também os esforços no sentido de “não se esforçar”. Quando o homem, na tentativa de ver o Jisso, aprende a parar com essas tentativas de esforços, de repente ei-lo ali! O homem não necessita realmente fazer nada; a ele basta perceber que “a visão já está sendo vista”, “a percepção já está sendo percebida”, tudo já é! A porta por onde ele entrará e que o fará “ver” já existe, já está lá, pronta, sempre lá. É assim que se “entra” no mundo de Deus.

O problema básico e principal é o homem achar que, para conseguir perceber, ele deverá primeiro aprimorar-se em algum sentido. As pessoas pensam que para chegar “lá” será necessário a elas fazer um exame de consciência, orar mais, meditar mais, compreender as coisas um pouco mais, expandir a consciência um pouco mais, purificar um pouco mais a sua mente… Tudo isso (e muito mais) na verdade é desnecessário. Uma pessoa  possuidora de pouco entendimento espiritual possui as mesmas chances de captar o Jisso que possuem os homens abarrotados de conhecimentos espirituais. Conhecimento mundano e conhecimento espiritual – tudo isso pertence a o mundo fenomênico e transitório. Uma pessoa pode possuir muito ou pouco conhecimento espiritual – qualquer um deles existe/pertence ao mundo que não é o Real. Por isso, no que diz respeito ao Jisso, nenhum deles influenciará “para mais” ou “para menos”, em qualquer sentido. Porque Deus concede a todos a mesma possibilidade, as mesmas oportunidades. É um Deus justo! O homem que busca conhecer Deus tentando meditar, orar e adquirir cada vez mais conhecimentos está movendo-se no mundo, está partindo do mundo e rumando para o seu destino final e inevitável: o próprio mundo. E o homem que também não está nem aí para Deus, move-se no mundo da mesma forma. A diferença de um de outro é que o primeiro possui a vontade de conhecer, enquanto o segundo não a tem. Mas ambos movem-se no mundo.

Para conhecer a Deus, é necessário o buscador deixar de mover-se no mundo. Para que isso aconteça, é preciso haver uma entrega total, um estado de completo abandono, uma mente (um estado mental) de absoluto desapego. Essa postura mental de desapego surge quando o homem cessa com seus esforços “no sentido de esforçar-se para alcançar”, bem como com seus esforços para “fazer cessar seus esforços”. Então ele deixa o mundo e subitamente se vê na dimensão onde não é ele quem faz. Não foi preciso a ele fazer esforço pessoal algum, ele viu pela Graça! “Filho, é do agrado do Pai dar-te o Reino”, disse Jesus. E o mundo não pára; coisas continuam a acontecer, mas é o Pai quem as estará fazendo. “As minhas obras, eu de mim mesmo não as realizo. Mas o Pai quem está em mim, este realiza as obras”.

O que importa não são as ações realizadas no mundo pelo homem. E mesmo a busca, mesmo a tentativa de tentar alcançar, são a barreira que impedem o homem de “conseguir”.

Continua..>

A MENTE PRESA AO SONHO É O SONHO

A MENTE
PRESA AO SONHO É O SONHO
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Dárcio
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Quando a pessoa dorme e sonha, o sonho se interpõe entre sua percepção e o ambiente externo em que ela se encontra; e, desse modo, os acontecimentos reconhecidos por ela deixam de ser os reais e passam, ilusoriamente, a ser os do sonho. Enquanto sua mente estiver entretida com o sonho, ele parecerá ser real para ela. Entretanto, por mais que ela esteja vendo o sonho, o ambiente externo à sua volta não se altera nem tem qualquer relação com o sonho. “As obras de Deus são permanentes”, diz a Bíblia. E são todas perfeitas! Quando entendermos que o suposto “mundo material” não passa de um “sonho” que se interpõe entre o que existe e o que somos, entenderemos que “ver é ser”, isto é, que o ser que realmente somos está sempre contemplando o Universo da perfeição permanente em que estamos.
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Tudo é um, tudo é  Deus, tudo é Mente de Deus em Autopercepção. Não existe nem sonho e nem mente que sonha. A Verdade Absoluta é esta, e deve simplesmente ser aceita e contemplada.
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Orar é Muito Bom!

Mr.lopeslima (nametafisica.blogspot.com)

Quantas vezes nos pegamos tristes e perdidos e quantas vezes não damos ouvidos à nossa consciência e perdemos a oportunidade de orar. Sim! Orar é muito bom e percebemos isso orando.
Não existem regras e formas absolutas, mais corretas e eficazes; Existe sim a vontade pura e simples de dialogar com Deus e desta forma poder estar por uns instantes em paz, ou em silêncio interior, para quem sabe conseguirmos ouvir o que nosso Pai tem a dizer.
Quantas pessoas conhecidas que podemos ajudar com um simples gesto singelo e anônimo, no qual nos abrimos à verdade de quem realmente somos perante nós mesmos e ainda que “cobertos de culpas”, podemos pedir por aqueles que queremos o bem.
Podemos pedir até mesmo por aqueles que por ignorância, achamos que trilham o caminho do mal ou que tenham ressentimentos, recíprocos ou não.
Somos todos UM com o PAI. E por isso podemos exercitar essa irmandade, anonimamente com o testemunho presencial do próprio DEUS. Sem julgamentos ou preconceitos. Apenas orar.
É um momento tão sublime e tão intimo com o PAI, que quem entendeu a UNIDADE, pode sentir o grande alívio e paz que proporciona este simples ato.
Por isso… Oremos!!!

"A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR"

“A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR”
Dárcio
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O estudo da Verdade excede a “justiça deste mundo”. Esta “justiça”, por  se mostrar em grande parte das vezes como “injustiça”, atrai a atenção de todos os que se julgam “justos”, segundo as crenças do suposto mundo material, enquanto a “justiça divina”, perfeita e permanente, fica praticamente esquecida. “Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”, disse Jesus. Não que haja algum “anjo à porta” vigiando a entrada, mas sim a arcaica ILUSÃO em mundo material, que puxa a nossa atenção para ser aceita como realidade, desviando-a da Verdade!

A “ilusão” é crença impessoal Mesmo se mostrando a cada segundo como esta ou aquela pessoa, sua natureza de “cenário ilusório impessoal” não se altera! Se formos crer em políticos corruptos, em “dinheiro nosso roubado por eles”, se formos criticar “impostos altos a César”, poderemos nos conceder a medalha de “O Iludido”.

Deus é Tudo! Buscar o REINO DE DEUS e a SUA JUSTIÇA nada mais é que “não cair no trote da ILUSÃO”. O “Eu” que é Deus é o “Eu” que todos somos! E, ao lado deste “Eu”, inexiste OUTRO! Ao lado desta JUSTIÇA DIVINA, inexiste OUTRA! E ao lado desta VERDADE, inexiste OUTRA!

ÁGUAS VIVAS

ÁGUAS VIVAS
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Lillian DeWaters

O PURAMENTE ESPIRITUAL

Está mais que evidente que um avanço definido se iniciou rumo ao puramente espiritual. Hoje, temos aqueles que estão prontos para abandonar trabalho e esforço no sentido de demonstrar saúde, riqueza e felicidade, para aceitar a Verdade de que não somos carne (matéria), mas Espírito (Rom. 8:9).

Estas lições podem revelar Entendimento àqueles que não vieram de estudos de mentalismo, e também aos que estão preparados para uma expansão que os irá ultrapassar. Os que se autodenominam seres humanos são incapazes de encontrar uma solução aos seus problemas humanos.

Nenhuma terapia para as limitações de uma terra achatada poderia ser descoberta por aqueles que viveram como fazendo parte dela. Quando eles descobriram que a terra era redonda, concomitantemente um novo ponto de vista se lhes abriu. E então, as limitações de uma terra achatada sumiram automaticamente de vista. Ocorre exatamente o mesmo com as limitações chamadas  pecado, doença. sofrimento, desejo e guerra. Todas estas, também. desaparecerão sem qualquer esforço, para aquele que reconhecer a si mesmo como Espírito.

Se medo e tribulação pudessem ser curados a cada necessidade que surgisse, jamais saberíamos que nosso Eu e nosso Mundo são completamente perfeitos aqui e agora. As promessas de segurança, proteção, paz e imunidade são vistas como certas e seguras por aqueles que recebem, ou aceitam  a Luz, de que apenas um Ser está presente – o “Eu” infinito. “De seis angústias Ele (Eu) te livrará, e na sétima o mal não te tocará” (Jó 5:19).

Por que continuar a crer em mortais, quando “Eu sou o Todo de Tudo”?  Por que persistir em aceitar dois poderes, dois mundos, quando não há nada ao lado de MIM? Por que prosseguir com conceitos equivocados, quando “Eu” sou a Mente única que existe? Por que lutar e se esforçar para obter ou emergir na Perfeição, quando a Perfeição é o que sozinha está presente?

“Os Vedas” declaram que a realidade não vem através de ginástica mental, mas por amor puro e devoção. Ensinam que a bênção do “Eu” está sempre conosco e que iremos descobri-la, se a buscarmos com sinceridade.Nós eternamente somos o “Eu”, o Absoluto. O objetivo essencial dos Vedas é ensinar a Natureza da Egoidade única, e declarar com autoridade que esta constitui o nosso “Eu”; que nós realizaremos perfeita Paz, Serenidade e Bem-aventurança pela devoção constante ao “Eu” que não tem oposto.

É verdade que, se continuarmos a aceitar somente o “Eu” único, esta percepção espiritual nos trará infinita calma, paz e felicidade; estaremos vendo e conhecendo, amando e existindo, como este próprio “Eu”. E prosseguindo no conhecimento de que apenas um “Eu” e um Mundo estão presentes agora, esta Realidade se tornará natural para nós – nítida e certa. Nossa Realização de Deus como nosso Ser, Mente e Mundo é Consciência Divina.

No Infinito não há nenhuma evolução de outros seres, outras mentes, outras consciências. A igualdade não pode ser encontrada em parte alguma, senão em nossa percepção de que nós somos o Infinito.

Desvincule-se da doutrina ou crença de que este Mundo não é o Mundo de Deus; que já não somos dotados agora da Mente de Deus; e que nós precisamos passar por processo evolutivo rumo à Perfeição e Realidade. A Perfeição do Um jamais foi mudada. Ela está sempre aqui.

“Confia no Senhor (no Eterno) de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas…o Senhor será a tua segurança” (Prov. 3: 5,6,26). Na versão de Moffat, encontramos que “se confiarmos no Eterno com todo o nosso coração, sem nos apoiarmos em nossa própria visão, conservando a Mente dele em todos os caminhos, Ele iluminará o nosso percurso…o Eterno será a nossa proteção, e nos preservará de todo perigo”.

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"NASCER DE NOVO"

”NASCER DE NOVO”
Dárcio

“NA VERDADE TE DIGO QUE AQUELE QUE NÃO NASCER DE NOVO, NÃO PODE VER O REINO DE DEUS.”
João 3: 3

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Quando passamos a entender o sentido das revelações de Cristo, tomamos real consciência de que esta suposta existência humana é um tremendo engodo!

“Ver o reino de Deus”: quem está se dedicando a esta meta? Como atingi-la? Segundo Jesus Cristo, somente “aquele que nascer de novo” poderá ver este Reino da Glória! Este é o pré-requisito: “renascimento”.

Quando esta colocação foi feita a Nicodemos, este respondeu a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”

Por estas palavras de Nicodemos, podemos deduzir que ele estava endossando plenamente a “crença coletiva” de que somos oriundos de seres humanos. Entretanto, o Evangelho desmantela pela raiz esta crença fraudulenta de “nascimento humano”. Quem  leva a sério as frases absolutas de Jesus Cristo descobre, em seu conjunto, a coerência da Verdade libertadora. “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.” (Mateus 23:9)

Reflitamos sobre estas revelações, para, receptivos, percebermos o processo do “renascimento” se dando em nós, aqui e agora.

Não existe “tempo” neste estudo! Não existe “tempo de renascimento”. Aquele que “nasce e novo” simplesmente se vê desperto para o fato de ser ESPÍRITO! O conceito de “tempo” é relativo; é algo ligado ao humano, sem qualquer ligação com a Verdade, que é eterna e permanente. Portanto, para aquele que “nasce de novo”, sempre é agora! E, neste agora, ele já é plenamente “renascido” como um ser puramente espiritual.

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“AQUELE QUE NÃO NASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO, NÃO PODE ENTRAR NO REINO DE DEUS.”
João 3: 5

“Nascer de novo” é a base da Revelação Absoluta! Neste estudo, esta mudança radical de referencial é chamada de “troca essencial”: em vez de nos considerarmos “carne”, à espera de redenção, vemo-nos como Deus nos vê: como Espírito! Como Seu Filho Amado.

O processo está sinalizado! Ninguém o fará para nós! Nem seria preciso! A Verdade válida para Jesus Cristo é igualmente válida para todos! Caso não o fosse, nem sentido teria em Ela nos ser revelada!

Ao pregar o “renascimento”, Cristo confirmou que a ação de autopercepção da Luz depende de nós! Que é o mais importante? “Nascermos da água e do espírito”. Está dito: assim é que entramos no reino de Deus. Portanto, nosso objetivo real é unicamente nos compenetrarmos deste “renascimento”.

Uma análise das Revelações, um entendimento sobre a Realidade divina e sobre nossa posição em relação a Deus e Seu Reino, este “nascimento” no conhecimento da Palavra de Deus é o “nascer da água”. Em seguida, vem o que é de vital importância para todos nós: percebermos nossa natureza legítima como espiritual, divina e perfeita! Esta autodescoberta é o “nascer do espírito”. É quando a dualidade “espírito-e-matéria” é varrida de nossa aceitação.

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“O QUE É NASCIDO DA CARNE É  CARNE, E O QUE É NASCIDO DO ESPÍRITO É ESPÍRITO.”
João 3: 6

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Quando aceitamos a revelação de que “nosso Pai está nos céus”, entendemos que,  “sendo nascidos do Espírito”, somos Espírito. Sem a dualidade, isto é, sem a costumeira colocação de que temos “parte humana”, permanecemos no atemporal AGORA em que a Onipresença do Espírito Se revela como nosso “eu renascido”.

Alguém já experimentou aceitar-se puramente como Espírito, exatamente agora? Descartando a crença na matéria?  Já experimentou? A “Prática do Silêncio” tem esta finalidade: servir de meio para que façamos este suave reconhecimento: SOU ESPÍRITO, NASCIDO DO ESPÍRITO.

Enquanto a suposta mente humana vê “carne nascida de carne”, no que diz respeito ao nosso ser, temos revelado que este “espirito do mundo”, presente no homem, e que vê as coisas do mundo, não nos foi dado por Deus, mas que “temos a Mente de Cristo” . Assim nos revelou o apóstolo Paulo. E ele completou: “Recebemos o Espírito de Deus para discernirmos espiritualmente o que nos foi dado gratuitamente por Deus”.

“SOU ESPÍRITO, NASCIDO DO ESPÍRITO” – a contemplação silenciosa deste Fato espiritual eterno é o RENASCIMENTO a que se referiu Jesus. Nesta quietude interna, neste radical posicionamento em que nos encaramos puramente como Espírito, desvinculados por completo da suposta mente humana e suas invenções fraudulentas, experienciamos, aqui e agora, o Reino de Deus, conforme nos garantiu Jesus Cristo.
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“Prática do Silêncio”
De olhos cerrados, sem forçar a mente, veja-se como um ser espiritual; assuma a revelação de que “tem a mente de Cristo”, e nas mãos de Deus entregue seu espírito. Pela Graça, sua Unidade com Deus será experienciada.
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