Entre Duas Percepções
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Aparentemente falando, há uma humanidade dotada de olhos carnais, que “percebe” a chamada existência terrena como existência verdadeira. Esta suposta existência se altera a cada segundo, mostrando-se ora como imagens boas, ora como imagens más. Assim o mundo também aparentava ser para Buda, antes dele ter tido a revelação da Verdade. Não se conformava em ver doenças, sofrimentos e mortes, ou cenas desamorosas como, por exemplo, a de uma cobra engolindo um sapo vivo para poder subsistir! Em vista disso, abandonou tudo para ir em busca de uma solução que, intuitivamente, acreditava ter que existir. E como lhe veio esta solução? Não como ele supunha, na forma de se melhorar este mundo: veio-lhe na forma de uma revelação gloriosa: “ESTE MUNDO É ILUSÓRIO! JÁ ESTOU NO REINO ILUMINADO E PERFEITO!
Há tempos, uma pessoa falou comigo, dizendo: “Olhe, eu não aguento mais tantos problemas! Já nem sei o que fazer!” Eu disse a ela: “Entre em meditação, e então visualize “este mundo” sendo dinamitado, explodindo, sumindo! Acabou-se! Adeus, mundo com problemas!” Meses depois, ela voltou a ligar-me, e disse: “Lembra-se do que me falou? Para eu meditar e acreditar que o mundo sumiu?” Disse a ela: “Lembro-me sim, por quê? Fez como eu disse?” E ela me respondeu: “Não, eu não fiz, mas havia contado para uma amiga minha o que você me havia falado, ela fez e deu certo para ela!”.
A maioria não crê que NÃO EXISTE MUNDO MATERIAL! Basta verificarmos o tanto que se fala sobre “fim de mundo”, “profecias de final dos tempos”, etc.. A Seicho-no-Ie também revela: O MUNDO FENOMÊNICO NÃO EXISTE! EXISTE UNICAMENTE DEUS! POR MAIS QUE O FENÔMENO PAREÇA EXISTIR, ELE NÃO EXISTE! Para quê tanta repetição? Porque aparentemente vemo-nos diante de “duas percepções”: a percepção da suposta “mente humana”, e a percepção espiritual, mediante a Mente de Cristo que temos. Como anular esta dualidade? Reconhecendo que DUALIDADE NÃO EXISTE! Unicamente a Consciência iluminada atua, aqui e agora, discernindo em SI MESMA toda a Realidade eterna! Por isso as “contemplações” são radicais e absolutas! Não há “duas percepções”, mas unicamente DEUS percebendo a SI MESMO como TUDO! E Deus, onde VOCÊ está, é VOCÊ!
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Imagem Ilusória Não Contém Ser Algum!
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Sempre disse que minha frase predileta da Bíblia é: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (Atos, 17: 28). Isto por ela retratar a Verdade absoluta deste AGORA ETERNO, sem levar em conta uma ilusória existência humana. Além disso, esta frase anula qualquer crença em encarnações e reencarnações, que vem iludindo a muitos e há bastante tempo, inclusive por figurar em ensinamentos orientais, no Espiritismo, etc.
O desconhecimento da Verdade é o que faz alguém se achar “fora de Deus”, como se isto possível fosse! Jesus foi claro: “Vós, deste mundo, não sois”, isto é, não disse que “por enquanto” somos do mundo para, um dia, irmos ao Reino de Deus! Pelo contrário, revelou que o Reino de Deus já está entre nós e que teríamos de “renascer” paras vê-lo “já chegado”.
Não existe ser algum em imagem ilusória! E, o suposto “mundo humano” não passa disso! Uma imagem hipnótica! Tem alguém nela? Não! Assim como não há ninguém nas imagens de um sonho! Mesmo que um sonhador acredite estar naquela situação do sonho e ali pareça ser dotado de CORPO MATERIAL, aquilo tudo é pura IMAGEM FALSA! Se alguém disser estar “encarnado”, ou “reencarnado”, por se identificar com a imagem vista no sonho, esta ideia será tão falsa quanto o sonho!
Em 2 Cor. 5: 16, Paulo diz: “Daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já o não conhecemos deste modo”. Enquanto o SONHO chamado “VIDA TERRENA” não for visto como IMAGEM ILUSÓRIA, que não contém SER ALGUM, estará sendo o PALCO DA ILUSÃO, onde o Ser que VOCÊ É, que “vive, se movimenta e tem o seu ser em Deus”, deixa aparentemente de se identificar com esta Verdade, para erroneamente se identificar com as “imagens falsas” do “sonho de Adão”, passando, desse modo, a acreditar estar nascido, encarnado ou reencarnado, em pura IMAGEM ILUSÓRIA!
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Ilusão é o Que Aparenta Existir Onde Deus é Tudo
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Por quê os ensinamentos metafísicos batem sempre na mesma tecla: “Contemple Deus como tudo e o suposto “resto” como nada?” Porque DEUS é TUDO e a ILUSÃO é unicamente o que APARENTA existir onde brilha o Universo de Luz em Sua perfeição absoluta! Em outras palavras, “ilusão” é o que aparenta existir onde DEUS É TUDO!
Exatamente onde alguém supõe passar por situação desarmônica, dolorosa e sofredora, existe Deus sendo o seu próprio Ser individual e passando pela experiência gloriosa de ser o Cristo, o homem perfeito! A conhecida ilustração da pessoa num ônibus, que se ilude achando ter ele saído em movimento, enquanto o que se movimentou foi de fato o ônibus ao lado, traduz o mecanismo ilusório: o Fato ser um, e a pessoa “vivenciar”, ilusoriamente, “outro fato”, que jamais existiu! Nesta ilustração, qual seria o fato? O ônibus da pessoa estar parado! Qual seria a “ilusão”? A pessoa estar no ônibus parado, mas tendo a nítida impressão de estar no ônibus em movimento. Quando ela estará “de novo” no ônibus parado? A resposta é: de novo, jamais! Não estaria em movimento! Era ILUSÃO! E como dar fim à ILUSÃO? Reconhecer que ela não teve começo, uma vez que o fato real revela o seu ônibus parado, enquanto o outro, ao lado, é que se movimentou.
Quando VOCÊ será livre pela Verdade de ser Expressão individual de Deus? Quando “enxergar” seu “ônibus parado”; quando não acreditar que ele se movimentou; quando contemplar o fato verdadeiro: o meu ônibus está parado e o outro, ao lado, é que se movimentou! É por esse motivo que não “lutamos contra ilusão”; somente fazemos a tradução verdadeira do Fato, que jamais esteve sendo outro, que não a perfeição! Que diz a “ilusão”? Que o homem é um ser humano, imperfeito, nascendo, mudando e morrendo em mundo material. Esta colocação equivale àquele que se vê no ônibus “em movimento”, apesar de ele estar parado! Que diz a Verdade? Que o homem é um Ser divino, imutável, perfeito, que jamais nasce, muda, sofre ou morre, por ser habitante permanente do Reino do Absoluto!
“Ilusão” é nada! A crença num fato fictício, enquanto o FATO REAL é deixado de lado! O apóstolo Paulo escreveu: “Anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo o homem perfeito em Cristo” (Cl. 1:28). Que está ele dizendo? Para nos apresentarmos a nós mesmos como “homem perfeito em Cristo”, sem quaisquer envolvimentos com mortal imperfeito, sofredor ou dotado de “pai sobre a Terra”. Desmantelar toda aceitação fraudulenta é o propósito deste estudo, quando, com autoridade e conhecimento, ficamos convictos da Verdade, sem darmos qualquer crédito às “aparências” ilusórias. Algo semelhante à pessoa que, estando no ônibus parado, propositadamente reconhece: “Este ônibus está parado! MESMO QUE APARENTE ESTAR SE MOVIMENTANDO!” E se você, lendo tudo isso, não parar para conscientemente desmantelar a falsidades, pelo discordar delas mediante o reconhecimento consciente do que é a Verdade, de nada lhe terá valido esta leitura! “Trabalhai pela comida que não perece”, disse Jesus. O estudo da Verdade está nesta prática da Presença única de Deus, enquanto as falsidades, que nos chegam hipnoticamente através das “aparências”, ficam todas reduzidas a inexistências.
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A Realidade é Sem Começo e Sem Fim…
.Eternamente, a Mente infinita de Deus contempla a Si mesma como todas as Suas obras ou expressões. Se, em dado “momento”, pareceu haver “outra mente” para coexistir com a Mente divina, e se mostrar vendo “outra existência” que se intercala entre imagens boas e imagens más, não se deixe ILUDIR e também se DIVIDIR entre supostas “duas existências”, porque se assim fizer, estará acreditando que DEUS DEIXOU DE SER TUDO!
Não se preocupe com a CRENÇA de que há “outra mente” vendo “outra existência”. Pelo contrário, deixe isso de lado! Deixe que a suposta “outra mente” fique vendo sua “outra existência”, e fique, VOCÊ, considerando unicamente o FATO REAL: a Mente divina Se discernindo como TUDO!
No FATO REAL, Deus é TUDO! No FATO REAL, DEUS É VOCÊ! Jamais leve em conta uma suposta “mente paralela” que aparenta ver uma “existência paralela”. Não aceite “outra mente” a se tornar “iluminada”, ou “desperta”, o que seria admitir que a Mente divina não fosse onipresente e iluminada em toda a Sua extensão! Não há “mente conhecendo a Verdade”, mas unicamente a Mente que é a Verdade! Quando fizer suas “contemplações”, jamais considere ILUSÃO coexistindo com REALIDADE! A Realidade é que a Consciência divina e iluminada é eternamente a SUA, e a ILUSÃO ( e suas miragens) é eternamente NADA! A REALIDADE É DEUS: SEM COMEÇO E SEM FIM; A ILUSÃO É SÓ SEM COMEÇO: puro NADA!
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Não há Filho de Deus Vendo Matéria
.“Matéria não existe”, revelam os Princípios espirituais, ou seja, onde aparentemente há um mundo em três dimensões, em constante mutação, existe unicamente o Universo de Luz!
Como não existe “matéria”, é óbvio que inexiste “Filho de Deus” vendo “matéria”; o que existe é DEUS sendo cada Filho de Deus e, este Ser, que é Deus mesmo em forma individual, unicamente discerne espiritualmente as “Obras permanentes” de Suas mãos. Este é o Fato real deste “agora”.
Contemple o Universo real a partir do que “vê o Filho de Deus”, sem levar em conta quaisquer supostos “acontecimentos” reconhecidos pela mente humana. Veja-se desvinculado de todos eles, assim como alguém, num cinema, se dissociasse por completo de tudo que se passasse na tela. Volte-se a SI MESMO, vendo a SI MESMO como DEUS! Contemple-se como Vida eterna, que conhece unicamente a Verdade, a Imutabilidade e a Eternidade de Deus. Jamais “Filho de Deus vê matéria”. A ILUSÃO projeta em si mesma, como falsidade, a imagem de um ser humano, e simula a presença de alguém vendo suas ficções; entretanto, não existem as ficções mostradas pela mente humana, não existe o “ser humano” ilusoriamente manifestado em sua tela de ilusões, e, principalmente, não existe mente humana! Unicamente existe Deus!
Entre na “Prática do Silêncio” para serenamente “contemplar” o que EXISTE! Existe Deus, sendo TUDO inclusive VOCÊ! Existe VOCÊ, que é o Filho de Deus, e existe a Perfeição infinita, da qual faz parte, discernindo, em Autocontemplação, a Realidade Iluminada chamada REINO DE DEUS, ou REINO DO ABSOLUTO!
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Não Existe Mundo Material!
Não existe mundo material! Enquanto alguém permanecer diante do mundo, que é ESPIRITUAL, achando ser ele material e mutável, estará unicamente endossando a ILUSÃO supostamente “vista” pela chamada mente humana. Por outro lado, se aceitar as revelações de que a mente humana é a falsidade que enxerga suas “miragens”, estará aquietado para discernir, em SI MESMO, a presença de Deus e do Reino de Deus.
Não existem “sentidos humanos”. Por que alguém acredita estar discernindo um “mundo material”? Por endossar a falsa crença de que possui “sentidos humanos”. Desse modo, enredado nesta teia ilusória, acaba acreditando “ver” o que “a ilusão vê”, em vez de se ater à sua Consciência iluminada, que permanentemente discerne espiritualmente o mundo tal como ele é!
Que é “estudar a Verdade”? É descartar a ILUSÃO por completo! Reconhecer a SI MESMO como Consciência iluminada, que corretamente discerne o mundo verdadeiro, divino, espiritual e perfeito, uma vez que Deus é TUDO e Deus é Consciência iluminada. Qualquer desvio em direção ao que a suposta “mente humana” vê, lidando com suas “miragens” como se fossem realidades, será ILUSÃO! Realmente, DEUS É TUDO, e, esta totalidade é estritamente ESPIRITUAL, o que nos faz concluir que “não existe mundo material”, que esta visão material de mundo é falsa, e que a nossa Consciência é a que está vendo a Realidade Eterna, por ser a ÚNICA Consciência efetivamente ativa.
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“Fartura de Alegria”
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O Salmo 16: 11 registra o seguinte: “Na Tua Presença, ó Deus, há fartura de alegria. À Tua mão direita há delícias perpetuamente”. Em outras palavras, a vida sem alegria é falsidade, uma vez que DEUS É TUDO! Se, na Presença de Deus, há fartura de alegria, o simples reconhecimento de que Deus é TUDO nos fará discernir que a ALEGRIA É ONIPRESENTE!
Esta “permanência” da Alegria sendo TUDO precisa ser contemplada, para que a crença dualista que prevê alegria e tristeza possa ser desativada como “crença hipnótica sem qualquer fundamento”. Quantos não se deixam influenciar por simples “sugestões hipnóticas”, por não conhecerem a Verdade de que DEUS É TUDO!
Contemple a totalidade de Deus para, na Presença de Deus, discernir a FARTURA DE ALEGRIA! Não encerre a “Prática do Silêncio” sem que esta alegria divina lhe seja evidente! Esta alegria é permanente, assim como tudo que Deus é; e ela será discernida sendo a “sua”, tão logo se cale a ilusória “mente carnal” e seus conceitos e emoções fraudulentos.
Contemple-se sendo a FARTURA DE ALEGRIA, em vez de se esforçar para se tornar humanamente alegre! A Verdade já está manifestada! Afirme, portanto: Eu Sou a Fartura de Alegria”, e, imediatamente, faça a Autocontemplação nesta visão absoluta!
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Persista na Verdade e Não na Queixa
A totalidade de Deus é a Verdade absoluta que todos terão de admitir e experienciar espiritualmente. O foco das meditações contemplativas é este: “Vou contemplar a Deus como Tudo!” Desse modo, já se deve dar início às “contemplações” a partir disso, ou seja, “Deus é Tudo, aqui estou no Paraíso, tudo que Deus é, eu sou”, etc.
Quando iniciamos as “contemplações”, firmemente estabelecidos nos princípios absolutos, a Mente divina, reconhecida como a nossa, espontaneamente “dá seguimento” à “Prática do Silêncio”.
Quando me perguntam se é correto meditar para obter mais saúde, mais recursos financeiros, melhores relacionamentos, sempre digo que sim, pois, como Emanações de Deus, temos o direito à vida com abundância em todos os sentidos. Entretanto, se isto se tornar “causa de queixa”, deverá ser abolido imediatamente. Quando alguém medita, por exemplo, para se curar de uma dor qualquer, mas, ao notar que numa primeira meditação a ILUSÃO não desapareceu, se ela partir para a reclamação, com frases do tipo: “Já meditei e nada valeu!”, ou, “Parece que esta ilusão não cede à Verdade”, etc., ela estará “adubando a ilusão”. Nesse caso, o melhor a fazer é tirar da mente a ideia de que “medita para ter o benefício da cura”.
Sempre eu me recordo da frase dita por Joel S. Goldsmith: “Vá ter com Deus esperando Deus”. Mas aquele que se sente limitado pela ILUSÃO de doença, carência ou outro problema qualquer, não aceita facilmente deixar de lado este “objetivo de curar”. Por isso, é preciso ter bom senso, aceitar que “querer se sentir bem” é correto e válido, e, ao mesmo tempo, entender que jamais deve se queixar, caso a solução não lhe chegue de imediato. Nesse caso, é preferível dar a si mesmo um “tratamento mental”, do tipo: “Eu sei que DEUS É TUDO, e, portanto, jamais me queixarei pelo fato de uma mera ILUSÃO aparentar ser resistente à Verdade! Ela não é mesmo!” Se meditarmos para ir logo depois “conferir se melhorou”, estaremos esperando “ILUSÃO MELHORADA”, e não DEUS! É isto que precisamos compreender !
Seja qual for o aspecto negativo, ele é ILUSÓRIO! Assim, vá, de fato, a Deus esperando Deus! Sem esmorecer, sem se queixar, sem se apressar! DEUS É TUDO!
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Assim Como o Oceano é Cada Gota
.Imagine a movimentação global do oceano; e então, imagine a movimentação de uma de suas gotas: desse modo, você terá uma ilustração que, apesar de limitada, é muito sugestiva, sobre o que é DEUS sendo TUDO e, ao mesmo tempo, sendo seu EU. Assim como o oceano é o oceano como sua movimentação global, ele é também a movimentação de cada gota que o forma! Quando você meditar, veja-se sendo o Deus infinito que é, ao mesmo tempo, o Deus individual. Dessa forma, terá o discernimento da Verdade de que somos a Unidade Perfeita, exatamente agora.
A movimentação da massa global da água gera a movimentação específica de cada gota, sem que seja uma movimentação apartada do todo e sem que entre em conflito com a do todo ou com a movimentação de outra gota. Esta harmonia que há entre a ação específica da gota com a movimentação global é a mesma que permanentemente existe como a “nossa presença individual” imersa na Onipresença.
Quando a ilusão de existência humana é focalizada, aparentemente as “gotas” se mostram dentro de carências, conflitos ou desigualdades de toda espécie. Que é conhecer a Verdade? É discernir, serenamente, que “não existe mente nas aparências”, ou seja, “aparências são quadros mortos e sem autoria! Volvendo total atenção ao Fato eterno, ou seja, ao “Oceano de Perfeição absoluta”, poderá contemplá-Lo como sempre foi, é e será, e poderá VER-SE NELE!
Meditar, portanto, é reconhecer que, “assim como o oceano é cada gota”, DEUS É CADA SER INDIVIDUAL.
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COMENTÁRIOS SOBRE “A LUZ QUE CURA”
Dárcio
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O texto anteriormente postado, “A Luz que Cura”, é um exemplo de artigo escrito a partir do” referencial da ilusão”, onde vemos, em todo ele, a pessoa se achando “humana”, colocando-se “neste mundo” como “ser temporal”, no qual, diz a autora, “acha-se latente sua semelhança divina”. Muitos preferem ler artigos a partir deste referencial, pois, aparentemente, condiz mais com a lógica do mundo. Acham mais natural e aceitável se posicionarem onde seus problemas parecem existir, buscando incessantemente “trazer à tona” esta “latente” semelhança divina. Porém, o enfoque absoluto não é este!
Que é o “Referencial da Luz”? É aquele em que jamais vemos nossa Identidade como algo “latente” para ser trazido à tona no mundo das aparências. Vemo-nos como Deus totalmente manifesto como Ser individual, sem levarmos em conta “existência humana” alguma!
Leia o artigo da maneira como a autora se expressou; e então depois, releia-o “mudando o referencial”, para entender o que é o estudo absoluto! Observe que as frases condicionais, que dão poder ao tempo, a estudos etc., e que atuam como “crenças que atrasam a manifestação da Verdade” ficarão anuladas, possibilitando-nos diretamente “contemplar” a Verdade a partir da própria Verdade e não mais pela sua suposta manifestação “vinda à tona”. Não existe “mundo em que a Verdade venha à tona”. A Verdade é o Universo em Si! É Onipresença!
Dizer que “em cada ser humano acha-se latente sua semelhança divina” parece, à primeira vista, que este “ser humano” é o que está manifestado, e que a Verdade está ainda em estado “latente”, à espera de “compreensão espiritual” deste ser humano. Porém, nada disso é a Verdade! A Verdade acha-se “latente”, neste ser humano, porque ELE NÃO EXISTE! DEUS É TUDO! E quando a autora diz que precisamos da “luz da compreensão espiritual, que ilumina a realidade”, ela está, na verdade, dizendo que teremos de “discernir o Absoluto diretamente onde a Oniação é TUDO, e abrangendo, aqui e agora, a totalidade do nosso Ser real, que é DEUS!
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A Luz Que Cura
.Em cada ser humano acha-se latente sua semelhança divina. A fim de descobri-la e trazê-la à tona necessitamos a luz da compreensão espiritual, que ilumina a realidade.
Essa luz manifestou-se em minha vida pelo estudo e prática da Ciência Cristã. Durante alguns anos fui a uma Sala de Leitura da Ciência Cristã todas as semanas para ler e estudar. Cristo Jesus muitas vezes retirava-se para lugar tranquilo a fim de orar, e achei que a Sala de Leitura era o lugar sossegado em que eu podia elevar meu pensamento a Deus. Aí achei-me cercada de Amor. Os bibliotecários ajudaram-me na escolha de boa leitura. Aprendi a estudar as lições bíblicas, a encontrar nelas a mensagem espiritual e praticar na minha vida diária o que aprendia.
Uma das minhas primeiras curas foi a de solidão profunda, que se refletia numa saúde muito delicada. Frequentes resfriados forçavam-me a permanecer acamada e a faltar ao emprego. Ainda quando eu estava em condições de ir ao emprego, não tinha apetite algum e achava-me constantemente mal nutrida. Tudo isso tornava-me muito infeliz. A minha pesquisa sincera e honesta na Sala de Leitura foi, porém, abençoada com uma progressiva compreensão espiritual, com a luz que eu procurava.
Graças à Ciência Cristã comecei a ver-me como filha de Deus e a reconhecer nEle o meu Pai-Mãe. Deus é causa, é Princípio, é Tudo. Ele é o bem e é Amor. Cada um dos seus filhos reflete as qualidades que Ele possui. Sua progênie manifesta poder, porque Deus é Espírito; inteligência e sabedoria, porque Deus é Mente; beleza e harmonia, porque Deus é Amor.
Sob a luz da Verdade vi que os meus parentes, meus amigos, os colegas de trabalho, os habitantes do meu país e o mundo inteiro vivem, em realidade, numa única Mente como filhos de um mesmo Pai, que nos ama a todos igualmente. Senti-me unida ao mundo infinito e eterno do Espírito, onde somente o bem existe.
Esta maneira iluminada de ver-me a mim e ao meu próximo causou-me grande alegria e desejos de viver. Os problemas físicos desapareceram, as relações melhoraram. Pouco tempo depois encontrei o homem que seria meu marido. Juntos, partilhamos do estudo estimulante da Ciência Cristã, pois sabíamos que esta revela a fonte da verdadeira felicidade e o caminho para o progresso infinito.
A percepção espiritual é a luz que cura, que ilumina todo o nosso ser e descobre a imagem divina. Esta luz espiritual revela a totalidade de Deus e o homem feito à Sua imagem. Mostra-nos que o Espírito é a única substância verdadeira e que o verdadeiro universo e o homem verdadeiro são ideias completas. Isto nos ajuda a abandonar toda a crença errônea como solidão, desespero, carência e doença, porque sabemos que são irreais. A Sra. Eddy declara o seguinte em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Se corrigires a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo”.
Deus outorga a cada um de nós a capacidade de pensar corretamente. Quando tomamos posse de nosso pensamento e permitimos refletirem-se aí somente pensamentos da Mente única, a qual é toda inteligência e sabedoria, governamos cientificamente nosso corpo e toda a nossa vida humana. Ciência e Saúde diz-nos claramente: “A Mente exerce autoridade sobre os sentidos corpóreos e pode vencer a doença, o pecado e a morte. Exerce tu essa autoridade conferida por Deus”.
A compreensão espiritual não se adquire da noite para o dia. Torna-se necessário um esforço inteligente. Através de oração sincera, paciência e inspiração, a mudança de consciência realizar-se-á. A luz nos chega a cada momento se humildemente formos persistentes no estudo e na prática da Ciência Cristã e a compreensão do que é Deus e o homem se irá revelando.
Expressar amor aos nossos semelhantes é uma forma de desenvolver nossa compreensão. Recebemos inspiração divina se praticamos as qualidades do Amor em nossa vida diária. Paulo explanou muito bem as qualidades que estão imbuídas de Amor: “O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade”.
Constantemente nos redimimos ao viver essas qualidades. Isso nos deixa repletos da luz que cura.
(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Outubro 1982)
“Expulsai os Demônios”
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A ordem “Expulsai os demônios” já pode ser posta em prática, pois agora estamos capacitados a executá-la com visão espiritual e autoridade divina.
Os “demônios” são as falsas crenças genéricas que têm perpetuado desde o início dos tempos; e, a principal delas chama-se “individualismo”. Cristo ensinou que toda realidade é una, sem partes ou diferenças, ou seja, ensinou ser impossível reconciliar o nosso “Eu” com uma mente humana ou individualidade. Pelo contrário, o homem genérico prega a doutrina da apoteose, isto é, a deificação da mente humana.
A renúncia a toda obediência a personalidades ou doutrinas humanas nos conduz à iluminação flamejante e à convicção de que inexiste qualquer “outro” ao lado do Eu Universal. Este Uno exige nossa total atenção. Verdadeiramente, teremos de clarear nossa visão até que nada nada mais seja posto diante dela, a não ser o Eu perfeito e Sua perfeita expressão.
Por outro lado, isto é, do ponto de vista de que nada mais existe, se torna fácil entender que as formas discordantes chamadas doença, pobreza ou desarmonia de toda espécie, não possuem nelas Deus algum ; portanto, não têm nenhuma vida , nenhuma ação, e nenhum poder.
Porém, que daria origem àquelas aparências? Podemos atribuí-las diretamente aos pensamentos e sentimentos errôneos; eis o porquê delas assumirem forma. Entretanto, tais pensamentos são inteiramente falsos, por terem sido construídos sobre a errônea premissa de que existe outra mente, ou consciência, além daquela que é Deus; e de que estes pensamentos malignos possuam poder.
O grande realismo permanece intacto. A Mente ou Consciência única que temos, é aquela que é Deus. Logo não pode haver, e não há mesmo, nenhuma forma real discordante; nenhum pensar errôneo; nenhuma outra mente, vida ou existência.
Em virtude do fato de que Deus é tudo, e de que inexistem outros pensadores pessoais, conclui-se que todos os resultados atribuídos àqueles pensamentos são míticos e espectrais: vazios de existência.
Consideremos a reinante praga dos pulgões japoneses. Analisemos, neste exemplo específico, o que deve ser expulso. Tais pulgões expressam ou representam vida? São unos com a Vida que é Deus, o Todo? Não. Por certo eles voam, têm bonitas cores, e, aparentemente, têm a mesma vida que nós temos. Porém, que estariam representando? Eles retratam os pensamentos, ações e sentimentos dos povos e nações em guerra, uns com os outros. Aqui se cumpre a profecia de Jesus, quando disse: “Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, além de fomes e pestilências”.
Alegar que a vida-Divina inclui, de alguma maneira, uma forma de vida que seja uma peste, significa interpretar erroneamente a Existência. Além disso, em vez de atribuirmos a tais insetos a mesma vida que somos, iremos expulsar a forma de vida que eles aparentam possuir; e negar qualquer realidade nela. Sendo descartado o seu semblante de vida, pelo entendimento de que eles simbolizam ignorância, desobediência, treva e engano, que não existe vida ou realidade neles, desaparecerão em sua própria nulidade.
Pondo em prática este princípio, recentemente a autora pôde presenciar esse tipo de demonstração. Os pulgões, que vinham atacando as plantas no jardim, foram encontrados sem vida em consequência disso. Um leve toque, dado nos ramos, e eles caíram das folhas ao chão, pó a pó.
Disse Jeremias: “Todo ourives é envergonhado pela imagem que ele esculpiu; pois as suas imagens são mentira, e nelas não há fôlego.” (Jer. 10:14). Ezequiel teve uma visão similar, quando escreveu: “Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que morreríeis, ó casa de Israel? … Eles criaram as imagens de suas abominações, e de suas coisas detestáveis.”
Uma praga ou pestilência retrata avareza, destruição, guerra, luta, mesquinharia: tudo baseado no erro primário de que a Mente pode ser múltipla; de que a Vida possa estar separada e, seres humanos sejam capazes de entrar em guerra, uns com os outros.
Alguém preso a uma mente pessoal ou intelectual humana se desgasta com suor e lágrimas; ele caminha em trevas, dorme em trevas e produz em trevas. Esta é a “terra distante” em que, em crença, ele atua afastado de sua Mente real e de seu verdadeiro estado de Ser, até que, finalmente, lhe chegue a compreensão que uma mente pessoal, ou mentalidade individual, não é para ser transformada ou treinada de nenhuma maneira: ela é para ser abandonada por meio de uma renúncia completa.
A Bíblia nos incita a volver nossos corações para a luz, pois o “coração” denota as aspirações e afeições puras e espirituais. Jesus procurou os puros e simples de coração para semear seu ensinamento. Sabia da dificuldade que os intelectualmente ricos teriam para entrar no Reino do Espírito.
Estabelecidos como o Um, nós assumimos nossa prerrogativa de ser uma lei para o nosso Eu; que nada pode estar conosco sem que seja saudável, perfeito e puro.
“Não vos alegreis porque se vos sujeitam os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.” Lc: 10;20. Assim falou Jesus àqueles que por ele foram enviados para pregar e curar. A alegria não deve estar ligada à demonstração; devemos nos alegrar por termos descoberto que nós próprios, e todos os demais, somos a Verdade e a Vida. Como devemos ficar alegres e felizes!
O tratamento de Jesus era administrado como Palavra Falada: a Palavra de poder; a Palavra de ordem. O Eu fala ao Eu, com poder e autoridade, dizendo: Saia! Jubilosamente, o Eu ouve e o Eu responde.
Das profundezas do Amor divino, a Palavra sai; e é cumprida. Ela não leva em conta personalidades ou bloqueios mentais; tampouco busca modificar alguma assim chamada consciência. A Palavra emana do Eu; Ela é o Eu; e é a própria autoridade.
O Eu é isento de todo tipo de limitação; sem discrepância ou discriminação. Ele é poder, Todo-poderoso. Ele vê a Si próprio como o Incondicionado — o livre e irresistível, sempre.
Conheça seu Eu! Ame seu Eu! Quem está em todo o céu e a terra, senão seu Eu? Não diga “Eu Sou”, exceto em nome do Uno: o Eu que era; que é, que sempre será; em quem não há sonho nem oposição de qualquer espécie.
Eu sou Amor, Eu sou Entendimento, Eu sou Paz, Eu sou Abundância; igualmente presente em todo ponto. Eu sou a demonstração do bem eterno, sempre. Nada Me pode ser acrescentado; nada Me pode ser tirado. Eu e a minha criação somos Um; e preencho a Infinitude.
“O Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um só será o Senhor, e um só será o seu nome.” Zacarias 14: 9. O Senhor é o Ser infinito. Seu nome é um; e Sua identidade é uma. Sua harmonia é uma; Sua atividade é uma.
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Rom. 8; 31. Ninguém! Nada! Nada existe para se-Lhe opor! Nada para ser contrário! Nada para estar separado! A divina Consciência reina, e é tudo- em-tudo.
Conhecedor deste sempre-existente Fato da Existência, Cristo ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” Mc 16; 15. Amados, obedeçamos ao nosso Redentor! Passemos a pregar o Evangelho da Unicidade e Totalidade a todo aquele que possa ouvi-lo. Passemos a ensinar a Mensagem da Ontologia: Perfeição indivisível, Completeza, o Eu-Sou-estado-de-ser. Previnamos a todos que deixem de pensar a partir da premissa de um homem em busca de seu bem; em vez disso, assumamos o correto estado do Ser, vivo por toda a Eternidade.
Uma vez aceito nosso verdadeiro estado, estaremos prontos para seguir crescentemente rumo à plena luz e revelação, ou seja, “contemplarão a sua face, e nas suas frontes estará o nome dEle. Então já não haverá mais noite, nem precisarão eles de luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”. Apoc. 22: 4-5.
F I M
Seja Veemente com o Erro
Um Cientista Cristão descreveu da seguinte forma a maneira como tratava do erro, ou da crença falsa: “Quanto trato do erro, trato-o rudemente!” Com frequência precisamos agir dessa maneira, a fim de que os sentidos materiais abandonem o seu testemunho. Conforme a sra. Eddy escreve, acredita-se ter certo magistrado feito o seguinte comentário a respeito de Jesus: “Sua repreensão é terrível”. E ela acrescenta: “A linguagem enérgica de nosso Mestre confirma essa descrição.” Adiante, escreve: “Se for necessário sacudir a mente mortal para lhe destruir o sonho de sofrimento, dize com veemência a teu paciente que ele precisa despertar”.
Por mais de dois anos servi na Marinha, à bordo de uma corveta. Os mares tempestuosos do Atlântico Norte sacudiam a embarcação como se ela fosse feita de cortiça, o que faziam com que eu sofresse enjoo crônico. Embora me tivesse sido possível pedir transferência para terra firme, eu sabia que o problema poderia ser resolvido através da Ciência Cristã. Solicitei ajuda a um praticista.
Certo dia, depois de alguns meses de infortúnio, como a tempestade rugisse e o navio jogasse violentamente, senti-me inspirado a me rebelar contra o erro com bastante veemência. Por diversas vezes cheguei a gritar: “Exatamente aí onde essa crença falsa parece estar, está apenas Deus, o Bem, ocupando todo o espaço!” Foi como se uma nuvem se tivesse retirado de mim e a luz apareceu. Eu estava curado. Desde então gostei de estar no mar, mesmo durante fortes tempestades.
Esta me foi uma boa lição. Percebi a importância de estarmos firmes na verdade. logicamente, o esforço de diversos meses tinha conduzido a esta cura, mas compreendi que, muitas vezes, um conhecimento superficial das verdades não é o suficiente para produzir a cura. Precisamos de grande certeza e convicção espiritual quando especificamente reivindicamos a verdade e nos atemos a ela, a fim de dissipar as pretensões mesméricas do mal.
Cristo Jesus falava com autoridade. Quando um pai lhe trouxe o filho epiléptico, para que Jesus o curasse, o Mestre disse: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais turbes a ele.” Graças â firmeza, sustentada pela compreensão da supremacia de Deus, Jesus destruía as pretensões do mal, cujas afirmações não eram toleradas por ele, mas refutadas severamente, mesmo naqueles que lhe eram mais chegados – os seus discípulos.
Um centurião, cujo servo estava doente, sabia que, da mesma maneira em que os soldados sob suas ordens tinham de obedecer-lhe, assim também as reivindicações do mal estavam sujeitas à repreensão e autoridade espiritual do Mestre. Jesus louvou-lhe a perspicácia: “Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta.” E o servo do centurião foi curado.
Reconhecendo a onipotência de Deus, Jesus via o mal como um mito a ser denunciado e destruído. As pessoas sentiam o poder subjacente aos feitos de Jesus. Em comparação, a doutrina dos escribas e fariseus – baseada amplamente na letra da lei mosaica – parecia estéril.
Muitas vezes as crenças mesméricas e mortais estão tão enraizadas que se requer um esforço vigoroso para desalojá-las. Quanto mais rápida, vigorosa e persistentemente denunciarmos o erro, tanto mais rapidamente suas reivindicações ilusórias desaparecerão. Se nos recusamos a dar crédito ou autoridade a uma crença errônea, automaticamente colocamo-la no seu caminho de retirada e bastará uma expulsão enérgica para completar a ação. A Sra. Eddy afirma: “Insiste com veemência no grande fato, que tudo domina, de que Deus, o Espírito, é tudo, e que não há outro fora dEle. Não existe moléstia”.
O tratamento resoluto, mantido continuamente, é o golpe mortal para o erro e o força a desaparecer. Não sendo do tipo que se perde em cuidados e futilidades, esse tratamento é firme e definitivo, não deixando espaço ou terreno para nada além da verdade.
Quando nos recusamos a admitir a crença de que o erro é real ou tem lugar e a negamos persistentemente, destruímos qualquer fundamento que o erro pretende ter, quer seja com relação a tempo, matéria ou lei material. Dessa maneira, as decepções originadas no erro são postas a descoberto e anuladas pela ação da Verdade divina na consciência humana, através da lei suprema de Deus. O paciente tem de ser libertado da evidência mesmérica que os sentidos materiais lhe estão apresentando. Isso pode implicar em despertá-lo para os fatos espirituais e verdadeiros do ser – saúde,, santidade e harmonia. Então a luz do Cristo, a Verdade – dissipando o erro e o mesmerismo que o ofuscaram – passa a ocupar a consciência humana e a cura se manifesta.
Bem no início do meu estudo da Ciência Cristã, eu pensava que bastava proclamar a supremacia de Deus para vencer o erro. Entretanto, percebi logo que normalmente era preciso também denunciar o erro vigorosamente, a fim de me libertar de suas pretensões insidiosas. É mais ou menos como impulsionar um barco. A fim de progredir precisamos usar ambos os remos; assim, a fim de progredir mentalmente, temos de negar o falso, bem como afirmar o verdadeiro.
A Bíblia nos confirma que a vitória está sempre com Deus: “Tua, Senhor, é a grandeza, o poder, a honra, a vitória”. Sendo assim, devemos ater-nos aos fatos espirituais do ser e rejeitar completamente qualquer outro testemunho. Dessa maneira, estamos lado a lado com Deus, superando as pretensões do erro e conquistando a vitória.
(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Março 1982)
Toda Oração Correta Está Atendida
Dárcio
.O Universo é a Perfeição absoluta ou infinita já feita! Nada mais poderá acontecer, e é a frase que lemos em O Apocalipse, 21:6: “Tudo está feito!” Postei anteriormente um texto da Seicho-no-Ie, falando sobre analisarmos o que pedimos nas nossas orações. Esta análise será útil quando a pessoa está em dúvidas sobre o fato de “o universo já estar pronto”, por ainda acreditar em “mundo fenomênico” coexistindo com o Reino único da Verdade.
Ouvimos muitas frases absurdas, do tipo: “Deus não me atende porque eu não devo merecer o que desejo”, ou “Deus não gosta de mim, pois atende os outros e a mim não atende!” Há, inclusive, aqueles que até chegam a duvidar da existência de Deus. Tem pedidos absurdos, como, por exemplo, um pedir que seu time ganhe, mesmo sabendo que o torcedor do time adversário faz pedido igual e ao mesmo Deus! Por isso, é realmente importante que cada um analise o que vem pedindo a Deus.
Um outro aspecto importante é conhecermos as influências mesméricas e como anulá-las, estudando artigos como “O Cordeiro de Deus destrói o magnetismo animal”, publicado aqui recentemente. Há autores absolutistas que sequer admitem tocarmos em assunto de “magnetismo animal”. A própria Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, pensava assim, até que pôde observar “algo estranho” atuando sorrateiramente e atrapalhando o desenvolvimento da Ciência Cristã. Desse modo, incluiu o capítulo “Desmascarado o Magnetismo Animal” em seu livro-texto Ciência e Saúde. A premissa básica da Ciência Cristã diz que “Deus é Tudo-em-Tudo”. Lidamos com esta Verdade absoluta, mas também lidamos com o mundo que a suposta mente humana reconhece como existente. E, justamente por existir unicamente Deus, devemos saber como lidar com os “falsos poderes” aceitos pela crença coletiva. Os artigos que lidam com este tema são “armas da luz”, revelam princípios que nos ajudam a permanecer na Verdade, sem nos deixarmos mover pelas inverdades sugeridas pela mente humana.
O mais importante é a convicção absoluta de que Deus e Homem são UM! Esta Unidade, assim reconhecida e contemplada na “Prática do Silêncio”, é a “oração perfeita! E já está atendida! Exatamente AGORA, Deus e VOCÊ são UM!
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O Cordeiro de Deus Destrói o Magnetismo Animal
Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.
Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.
O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.
Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro. Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.
Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.
Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: serpente falante que engana e desmoraliza, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.
Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência.” A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro” significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.
Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.
No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente.
Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal. Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação. Uma negação não pode tomar a iniciativa. Só pode parecer inverter a realidade do bem. Por isso, o magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo.
Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse: Retira-te, Satanás.” Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão. Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade.
O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação, naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.
Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.
Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres. E esse conhecimento é nossa única mentalidade real. Não traz indiferença à angústia do sofredor, mas seu oposto: compaixão que cura, pois reconhece na saúde o único efeito da Mente divina.
O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.
A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.
Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro. As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: “Cordeiro de Deus. A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal. E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.
(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1983)
O Amor ao Próximo
Tentarmos obrigar alguém, humanamente, a amar ao próximo incondicionalmente não resultará em amor verdadeiro. Jesus disse: Eis que vos dou um novo mandamento: que vos ameis, uns aos outros, como eu vos tenho amado”. É preciso observar que este amor é divino, fruto de comunhão essencial com Deus e da visão proveniente desta visão, que revela a Presença do Pai tanto em nós como no próximo. Só dentro desta visão absoluta teremos o Amor verdadeiro reconhecido e irradiado incondicionalmente, de forma que amemos ao próximo como a nós mesmos, ou seja, pelo fato de em Deus sermos todos um, e por estarmos conscientes de que Deus, sendo Tudo, é Amor onipresente!
Ao lavar os pés de seus discípulos, Jesus reverenciava a Presença do Pai em todos eles, e isto justifica a sua explicação de que, se um dos discípulos se recusasse a ter seus pés ali lavados, aquele “não teria parte com ele”.
A Vida é única: Deus Se expressando ! Por isso, em vez de se ver forçado a amar até seus inimigos, por ter entendido isso como “tarefa obrigatória” da mente humana, compreenda a Verdade Absoluta que traz este amor à luz, e de modo totalmente natural e sem obrigatoriedades! Medite e contemple a Vida onipresente, que é Luz em VOCÊ e igualmente em TODOS. Contemple, em seguida, que nesta Luz infinita, todos somos UM! Sua dedicação neste reconhecimento o fará deixar de ver “amigos ou inimigos”, pessoas que lhe despertem “simpatia” ou “antipatia”, porque não mais estará em pauta um superficial julgamento pelas “aparências”, mas sim o “juízo justo”, aquele em que você se honra como honra o Pai, e igualmente honra a todos os demais da mesma forma. DEUS É TUDO! Amar incondicionalmente é simplesmente estarmos conscientes deste Fato!
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Vendo Com Olhos de Cristo
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DÁRCIO
Conta a Biblia que o filho de um oficial do rei, em Cafarnaum, estava prestes a morrer, quando ele rogou a Jesus que o curasse. “Vai, disse-lhe Jesus, o teu filho está passando bem!” A Bíblia diz que o homem acreditou na palavra de Jesus e partiu. E enquanto ia descendo, seus criados lhe disseram: “Teu filho está passando bem!” (João, 4:51)).
A ILUSÃO é impessoal, uma crença coletiva que afirma haver “alguém apartado de Deus”. Se esta crença for refutada com a Verdade, e o suposto “paciente” acreditar nesta Verdade, não haverá mais campo de manifestação da crença mentirosa!
A “Visão de Cristo” é a Onivisão que discerne “tudo passando bem”, e assim no Universo infinito! Dentro desta convicção, quando alguém acredita na Verdade, assim como aquele oficial do rei acreditou, a ação da Verdade assim reconhecida desfaz a ILUSÃO! Não é que promova “cura”, e sim “desfaz a ILUSÃO! A Onipresença perfeita é TUDO! Não há um único Ser, em todo o Universo infinito, que esteja passando por algum problema ou por alguma dificuldade! Estudar a Verdade é “permanecer” nesta convicção absoluta! Os dois chamados “princípios de cura”, apresentados por Joel S. Goldsmith, são de grande ajuda neste sentido! O primeiro, “impersonalizar a ilusão”, seria, no caso acima, Jesus não associar o filho do oficial com a ILUSÃO COLETIVA que o via apartado de Deus; o segundo princípio, “nadificar a ilusão”, seria Jesus contemplar aquele filho do oficial como FILHO DE DEUS, UNO COM DEUS, JÁ PASSANDO BEM, fazendo da crença errônea, que aparentemente o mostrava doente, puríssimo NADA: mera crença sem fundamento, sem poder, sem realidade, sem substância, sem existência, e sem lei de sustentação!
Estes dois “princípios”, de O Caminho Infinito, objetivam facilitar-nos a “VER COM OLHOS DE CRISTO”, razão pela qual devem ser estudados, treinados e postos em prática!
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Todos os Bens Já Lhe Estão Acrescentados!
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Quando os princípios da Verdade são levados em conta com toda a nossa convicção, as falsidades chamadas “aparências” começam a desaparecer. Não eram imagens verdadeiras, mas tão somente crenças falsas aparecendo na ilusória mente humana. Quando alguém vive temeroso quanto a qualquer hipótese de acontecimento ruim em sua vida, esta sua ideia contínua poderá levá-lo a ter sonhos condizentes com seus medos; e, acreditar naqueles sonhos, sem se dar conta de que eles foram causados pelas preocupações da sua mente inquieta e amedrontada, seria uma crença ilusória! Analogamente, aqueles que veem este mundo como cenário de manifestação de seus erros ou acertos, como ser humano, estará colocando na “miragem” uma causa que não está nela, mas sim na ilusória mente que ali se expressou, aparentemente falando! Unicamente Deus é realidade; e, em vista disso, unicamente as Obras de Deus estão agora manifestadas, e isto é permanente!
Jesus disse: “Vim ao mundo para que todos tenham vida, e vida com abundância”. Ocorre, entretanto, que esta “vida com abundância”, que já nos é dada, não está “neste mundo”, mas sim na REALIDADE DIVINA! Não há “outra” realidade, para que alguém possa “ali” ter “vida com abundância”! Por isso, “buscai em primeiro lugar o reino de Deus”, disse Jesus! Sabia que “buscar a vida com abundância” significa deixar o suposto “mundo da mentira” em direção ao REINO REAL.
Há quem diga: “Eu oro e medito, mas as coisas, para mim, não acontecem!” Que está por trás desta queixa? A mente presa ao “mundo da mentira”! Esta mente, chamada de “mente carnal” por Paulo, é considerada a “inimizade contra Deus”. É evidente tratar-se de uma colocação didática, para que deixemos de acreditar nas carências, vistas pela mente carnal, para nos voltarmos à REALIDADE, em que tudo já é nosso, aqui e agora! Nossa “contemplação” da Presença de Deus em TODO O REINO DA REALIDADE deve excluir, em TODO O UNIVERSO INFINITO, a simples possibilidade de haver um único “metro cúbico” de ausência do Bem TOTAL! Isto porque a Verdade exclui o erro! Aquele que diz reconhecer a TOTALIDADE do Reino de Deus aguardando que, decorrente deste reconhecimento, lhe virão as “coisas acrescentadas”, está simplesmente negando a TOTALIDADE DE DEUS E SEU REINO! Para ele, a partir da Onipresença reconhecida, deverão lhe vir os “bens desejados”! E lhe fazemos a pergunta: “Vir em que lugar?” E ele dirá: “No mundo das aparências, oras!” E, nesta resposta, vemos, novamente, a milenar “crença dualista” de que em Deus temos TUDO, mas que, “na aparência”, este Bem absoluto ainda não nos apareceu!
Reconheça, de fato, Deus como TUDO! Contemple a TOTALIDADE DE DEUS que exclui “outra presença! Não admita a presença de “ausência de Deus”, o que seria a negação total da Verdade! DEUS COBRE O UNIVERSO INFINITO, COM SUA PRESENÇA PERFEITA QUE A TUDO ABRANGE! Contemple- se nesta UNIDADE, sem que “divida a casa” na crença em “dois mundos”. Desse modo, você estará de posse do REINO TODO, ciente de que este REINO É TUDO, e, portanto, que INEXISTE LUGAR DISPONÍVEL para que “mais bens” venham a ser-lhe acrescentados”. VOCÊ JÁ ESTÁ UNO COM TODOS OS BENS DA REALIDADE!
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Você é Espírito e Não Mente Iludida!
O homem é Espírito, a pura expressão individual do Verbo divino. Jamais muda, jamais deixa sua posição absoluta, jamais decai, jamais nasce, jamais evolui, jamais morre!
Toda errônea identificação do Ser que somos com a suposta “mente humana” é a ILUSÃO! É quando encontramos frases do tipo: “Eu fiz oração a Deus e Ele me orientou!”, ou, “Eu devo estar passando por tal situação porque talvez eu a mereça!” São infinitas as variações de frases ilusórias desse tipo, considerando o Ser que somos não como Deus, mas sim como a “mente humana” em seus supostos acertos e erros! Enquanto o “referencial de existência” não for trocado, ou seja, você se identificar segundo as revelações divinas absolutas, e não mais com o “eu” da ILUSÃO, a Verdade lhe estará desconhecida!
Parta sempre do “Referencial da Luz”, que é o referencial da Verdade! Contemple os fatos eternos e nunca os temporais e ilusórios! E contemple-os admitindo, a priori, que a Mente divina é a sua! Lembre-se: você é o Espírito de Deus! Não é “mente iludida”! As “contemplações”, a partir da Verdade, são as únicas verdadeiras e com base espiritual! Pense, por exemplo: “Deus está sendo o Eu que Eu Sou!” E, Imediatamente, sinta que VOCÊ É ESTE EU PERFEITO! Jamais permita-se comparar com “outro eu”, o “ilusório eu” que unicamente a “mente iludida” aceita existir! Não existe! Nem a “mente iludida” e nem o “eu” por ela engendrado! DEUS É TUDO!
Faça as “contemplações” a partir da Verdade! Sem jamais se deixar iludir por algo irreal! Para isso, medite sempre já a partir do “Referencial iluminado”.
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