“Não Resistais ao Maligno”

 

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Na prática, esta recomendação de Jesus, “não resistais ao maligno”, exerce magnífico trabalho de proteção, com relação às sugestões mesméricas agressivas “deste mundo”. A decisão interna de “não resistir” permite livre fluxo da Onipotência  onde quer que estejamos, e, nossa suave percepção de que “Deus é o único Poder” nos faz reconhecer este Poder sendo universalmente ativo! “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”, diz a Bíblia.

Portanto, não entre em luta contra “vazios”, mas sim, reconheça Deus preenchendo o espaço infinito com Sua Presença, Seu Poder e Seu Amor; e então, veja-se INCLUSO nesta Oniação onipotente. Esta “não resistência ao maligno” é, de fato, sua percepção plena de que “não há outro, ao lado de Mim”, ao lado do Todo expresso como seu Eu, aqui e agora.

Contemple estes fatos espirituais, sentindo-se no Paraíso, e  sentindo-se Deus!¨

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LEITURAS QUE SOMAM OU SUBTRAEM

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O estudo da Verdade Absoluta parte, obviamente, da Presença absoluta de Deus como Todo-poder, Toda-presença, Todo-saber e Toda-ação. Não espera que alguém chegue “um dia” a fazer parte desta totalidade, o que seria a própria negação da totalidade. Esta premissa já parte, portanto, do fato imutável de que Deus constitui o Ser que somos, no agora atemporal em que vivemos. Em vista disso, sempre é colocada a premissa básica do estudo: DEUS É TUDO COMO TUDO!

O mundo contém uma infinidade de literatura versando sobre temas espirituais. Como fazemos concessões ao mundo, para interagirmos naturalmente com os demais em nossas atividades diárias, parte da ficção de que somos seres humanos é aceita, quando atendemos por nomes  “terrenos”, quando acreditamos em “mestres e discípulos”, etc.  Este pouco envolvimento vigiado, com as aparências, não compromete o nosso conhecimento da Verdade de que “existe unicamente Deus”. Contudo, devemos cuidar muito  bem do que lemos, para que nossas leituras somem informações que endossem a Verdade absoluta, sem que jamais nos subtraiam  princípios já mentalmente conscientizados! Este “somar” ou “subtrair”, evidentemente, se dá apenas na mente humana, e jamais em nossa Consciência iluminada, que é Deus consciente de ser quem somos; entretanto, como nas concessões feitas para o convívio “neste mundo” a chamada “mente humana” é usada, não podemos permitir que no subconsciente entrem  mais informações que contradigam o que já foi ali reconhecido como Verdade. Neste mundo encontramos a projeção do que a mente humana acumulou , seja como Verdade, fruto de meditações e estudos, seja como mentiras, vindas hipnoticamente do “mesmerismo coletivo”. Desse modo, não devemos acreditar que tudo que nos  chegue às mãos, como sugestão de leitura, seja trazido pela nossa Consciência espiritual! Caso assim aceitarmos, não estaremos filtrando as influências mesméricas, e acabaremos lendo livros, autores, e até mesmo partes da Bìblia,  que não condizem com este estudo absoluto!

Sábio é meditar muito e ler pouco! Isto para quem já está de posse da premissa do estudo, e que tem por meta única “permanecer em Mim”, isto é, em seu Ser Absoluto. Jesus disse: “Quem permanecer em Mim, conhecerá a Verdade e a Verdade o libertará”.

Quantos já não me disseram: “Você viu que aquele autor diz a mesma coisa que você sempre fala? Só que ele acredita em reencarnação!”  Ou então: “Você conhece este autor? Ele fala praticamente o que você explica, só que ele admite “estágios de consciência”, e, por aí vai! Admitir a premissa da TOTALIDADE DE DEUS E SUAS OBRAS PERMANENTES é o que nos basta para meditar! Não estou dizendo que nada deva ser lido, mas que seja lido e bem filtrado, onde quer que apareça dualidade ou vínculos de nosso Ser com “este mundo”. Como tenho dito, o “mundo das aparências” é uma imagem ILUSÓRIA do que a mente humana acredita! Se, nela, você alimentar ideias opostas, dualistas  ou materialistas, as imagens que verá como seu dia-a-dia serão projeções desta sua mistura de aceitação! É nesse sentido que você deve cuidar muito bem do que deve aceitar ou rejeitar, em suas leituras, preservando, a todo custo, a Verdade única e absoluta: A TOTALIDADE DE SUA EXISTÊNCIA É DEUS! A PERFEIÇÃO IMUTÁVEL NA FORMA DE SEU SER INDIVIDUAL!

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Sem Tempo Para Meditar?

Embora em geral o tempo requerido para meditarmos eficazmente seja um pouco longo, uma vez que iremos contemplar a nossa inclusão na Onipresença, Onipotência, Onisciência e Oniação de Deus, isto não significa que deixemos de fazê-lo,  em dias aparentemente corridos. Se você pensar, por exemplo, “hoje o tempo está muito curto, e deixarei para meditar amanhã, quando terei mais tempo do que hoje”,   o mundo   o terá vencido, em vez de você ter vencido o mundo! Nestes instantes é que deverá fazer prevalecer a Verdade, colocando em “primeiro lugar” o Reino de Deus!

Caso o dia  esteja requerendo muito de você, jamais deixe de meditar com esta justificativa! Faça uma meditação rápida, mas faça! Pense, por exemplo: “Esta pressa não existe no Reino de Deus; assim, paro meu pensamento para desfrutar da Minha Paz!”; ou, “Não tem quantidade de tarefas que me impeça de parar e recordar que Deus e eu somos um”. Às vezes, meditações desse tipo, feitas em “falta de tempo”, até se mostram mais eficazes! Em Deus o tempo não existe! Qualquer minuto que nos abramos à Verdade, teremos a resposta divina imediata, como diz Isaías: “Antes que clamem, eu responderei”.

Além de você “vencer o mundo”, com estas meditações rápidas, mas poderosas, estará controlando antes, na mente, o bom desenrolar das atividades deste dia, em vez de sair desenfreadamente em direção a elas sem antes ter reconhecido a Verdade, ou seja, se rendendo ao “mesmerismo” de que, em tal dia, a meditação não poderia ser feita!  

Jamais, em tempo algum, deixe de meditar por ter “muita coisa a fazer naquele dia”. Este pensamento “mesmérico”, se o dominar e fizer  com que você vá “primeiro ao mundo”, e não “primeiro ao Reino”, logo o fará notar que a correria não o estará deixando viver um dia tão suave e harmonioso quanto aqueles em que as meditações os precederam! Portanto, se “o tempo for curto”, faça, mesmo assim, meditações contemplativas rápidas e eficazes, deixando, naquele pouco tempo disponível, que TODA A VERDADE se derrame sobre VOCÊ!

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Fora ou Dentro de Você

Enquanto a maioria acredita em mundo exterior, a Verdade é que o REINO DE DEUS, que   é nossa Consciência, é a única realidade em atividade! Quando aparentemente surgem aparências desagradáveis, aqueles que se veem em mundo material logo se abalam  e saem para todo canto em busca de solução. Esta mente atribulada, em vez de atrair coisas boas, mais atrai seus “semelhantes”, uma vez que neste mundo, o que age é a lei mental que diz: “os semelhantes se atraem”.

Quem conhece a Verdade, diante das mesmas aparências, poderá reconhecê-las como não agradáveis, mas não lutará contra elas! Entrará em si mesmo, no “Esconderijo do Altíssimo”, que é Deus sendo seu Eu individual, e permanecerá em “contemplação” até discernir sua “unidade com Deus”. Isto feito, logo serão percebidos os passos serenos e tranquilos a serem dados, os quais, seguidos, revelarão o aparecimento dos “bens acrescentados”.

Em “Sabedorias de O Caminho Infinito”, Joel Goldsmith escreve:  “Comece sua vida espiritual entendendo que todos os conflitos se resolvem dentro de sua consciência. Nunca há conflitos com  pessoa ou condição, e sim com o falso conceito mantido acerca de uma pessoa, coisa, circunstância ou condição. Por isso, faça a correção dentro de você mesmo, em vez de tentar mudar algo ou alguém externo”.

Suas atitudes revelam a confiança ou não nos princípios da Verdade. Estando convicto de que os princípios são verdadeiros, você se volverá ao seu próprio interior, sabendo que dentro de você estará o meio de desmantelar as “miragens”; mas, não estando convicto, você correrá para fora, pensando em mil maneiras de trazer harmonia às imagens desarmônicas deste mundo, mas sem respaldo algum das leis espirituais. Portanto, adquira a convicção na Verdade, pois, é a Verdade que o libertará, e não corridas desesperadas pelo “mundo das aparências”, que não passa de uma “imagem hipnótica”.

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A Voz do Cristo Eterno

Quando a Biblia explica que devemos nos despir do “homem natural” para discernirmos a Verdade de que  “Cristo é tudo em todos”, e, naturalmente, tudo em nossa própria identidade, devemos entender que esta visão nos leva à identificação total com a Mente divina, perfeita, ativa e completa, que está atuando como a Mente de todo ser individual. “Despir-nos do homem natural” equivale a reconhecermos como nula a suposta “mente humana”. Se ficarmos na dualidade, aceitando que temos mente humana, e que a ela o Cristo se revelará, estaremos negando a onipresença da Mente divina.

O estudo do Absoluto parte do AGORA PLENO, em que a Mente de Cristo já é a Mente que somos. As crenças ilusórias, como aquelas que lidam com   inatividade mental, paralisação, depressão, perda de memória, etc., passam a ser vistas como banidas de vez, desaparecidas juntamente com seu ilusório dono: o “homem natural”. Joel Goldsmith cita, num de seus escritos, que “quem se livra do cão, se livra de suas pulgas” , ou seja, livres da crença em “mente humana”, livramo-nos de todos os seus fictícios problemas! Ouvimos a Voz pura do Cristo que somos, e esta Voz, que é a própria Voz da Verdade eterna, revela-nos estando permanententemente “sob a Graça do Pai”, e, portanto, sem nenhum vínculo com algo “deste mundo”.  É a nossa Voz real, que nos revela em Deus, o que, aos olhos do mundo, é entendido como “estarmos despertos”.

Disse o apóstolo Paulo: “Já é hora de despertarmos do sono. Conhecendo o tempo, digo que a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada. O dia é chegado. Rejeitemos as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz” (Rom. 13: 11, 12).

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“Não Sejais Sábios Aos Vossos Próprios Olhos”

Mesmo que a pessoa se julgue sábia, humanamente falando, esta sabedoria é nula diante da Onisciência de Deus. A mente humana, de si mesma, somente vive de conceitos, de crenças mutáveis, sem jamais merecer total ou absoluta confiança. Por outro lado, se a pessoa entra em oração e se permite ser inundada pela Sabedoria divina, sobrarão, aos olhos da “crença humana”, ou da mente humana, resquícios dessa sabedoria que, postos em prática, resultarão em sucesso e bem-aventuranças na suposta vida cotidiana.

Aos Romanos, Paulo deu a seguinte advertência: “Não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Romanos 12: 16). Sabia que o “orgulho intelectual”  atuaria como filtro à real sabedoria universal, que é a Onisciência em nossa Essência. Trocar a Essência pela “aparência” jamais será sinal de  real sabedoria! Tanto é assim, que antes de qualquer atitude ou tomada de decisão, a “Prática do Silêncio” deverá ser levada em conta em primeiro lugar. Mesmo que a pessoa se julgue sábia, e já forme logo uma própria opinião, melhor lhe será que momentaneamente a deixe de lado, dedicando-se a “contemplar-se” sendo o Cristo, o Filho oculto na Onisciência do Pai. Sem qualquer ideia de fazer valer sua prévia opinião intelectual, deve  entregar-se à Verdade até sentir-se em unidade com Deus. Deixar o Espírito dar testemunho, enquanto discerne serenamente aquela unidade como permanente. Desta oração contemplativa, surgirá, na suposta mente humana, a real sabedoria requerida a cada caso em questão.

Lembre-se deste alerta de Paulo: “não se julgue sábio aos seus próprios olhos!” A suposta “sabedoria humana”, quando flui decorrente de nossa identificação com Deus, jamais poderá ser chamada de “humana”, para que alguém, da aparência, vaidosamente se julgue “sábio” por usá-la e constatar ter ela se mostrado eficaz em sua suposta vida humana.  Não existem “dois mundos”, e não existem “dois Eus”, um em Deus e outro no mundo! Seu “Eu” é um só:  Deus sendo o Eu específico que você É!  Eliminando o “homem natural”, que poderia se vir   “alimentado”, caso seus olhos de apreciação e  orgulho fossem considerados como sendo os dele, o seu Eu divino Se revelará, atuando como “Sabedoria do Todo”, ou “Sabedoria da Unidade”; e então, a Oniação lhe será nítida e clara, bem como a Onisciência, que é uma com Ela.

Em I Coríntios, 2: 6, encontramos: “Contudo, falamos sabedoria entre os perfeitos; não porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistérios, a qual Deus ordenou antes dos séculos para a nossa glória. A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória”.

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Como Vencer a Carência

Sharon Slaton Howell

É perfeitamente possível alguém atravessar, sem perturbar-se, esta época de desafios econômicos, tendo tudo o de que necessita. Na verdade, qualquer pessoa pode começar a eliminar a carência de seu pensamento e de sua vida agora mesmo. Todos têm o mesmo direito de estarem livres da pobreza, bem como do pecado e da doença. E essa libertação é possível pela compreensão de que o homem é a criação espiritual de Deus, o bem ilimitado, e que temos o direito de irradiar o bem infinito de nosso verdadeiro ser aqui e agora.

 A despeito da crença do mundo de que somos mortais com necessidades materiais, as quais terão, de alguma maneira, que ser supridas de fora de nós, somos, na verdade, os descendentes perfeitos e espirituais de Deus, mantidos por Deus num eterno estado de inteireza.

Encontramos na Bíblia inúmeras afirmações que mostram ser a carência ilegítima. Por exemplo, no primeiro capítulo do Gênesis é-nos revelado claramente que Deus deu ao homem que ele criou, domínio sobre toda a terra. Mas quão pequeno domínio há ao labutarmos por ganhar com árduo esforço o dinheiro suficiente para despesas com alimentação e aluguel! A solução é compreender que não somos mortais, que nosso Pai-Mãe nos criou como Sua expressão espiritual, para expressarmos a Sua abundância—não para rastejarmos pelo bem. “A Ciência Cristã revela a possibilidade de se conseguir todo o bem, e põe os mortais a trabalhar para descobrir o que Deus já fez…”, escreve a Sra. Eddy. O Princípio divino concluiu o seu trabalho. Quando Deus nos criou, não deixou faltar coisa alguma, nem mesmo um til, a tudo o de que Lhe temos de prestar alegre e perfeito testemunho. Tudo o que os falsos sentidos físicos podem fazer é fechar nossos olhos -segundo a crença – para o bem espiritual infinito que sempre tivemos.

 Cristo Jesus mostrou à humanidade como dominar o receio de não ter o suficiente. Revelou o lugar exato de todo o bem verdadeiro  –  sua infinidade – quando declarou: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro em vós”.(Lc 17:20-21).

Jesus também revelou o cuidado magnânimo de Deus por Seus filhos na parábola do filho pródigo, que dissipara a sua herança. Recobrando finalmente o bom senso, o jovem retornou à casa, conta-nos Lucas. Para aquele pecador maltrapilho, quaisquer roupas velhas serviriam, mas, não! O pai amável e generoso mandou que preparassem para o filho a melhor roupa, um anel, sandálias e uma festa suntuosa. Disse-nos o Mestre que é desta maneira que nosso Pai celeste nos trata quando recuperamos a consciência e voltamos para casa—quando despertamos por meio do Cristo, a Verdade, para nossa verdadeira condição de descendentes espirituais de Deus e para o bem que nos pertence eternamente. Jesus também nos ensinou como demonstrar abundância continuamente: “Dai, e dar-se-vos-á: boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.  Qualquer que seja o nosso campo de trabalho, colocando em prática nossa verdadeira identidade através de atividades altruísticas, através de ações amáveis para com outros, recebemos, em troca, o suprimento de nossas próprias necessidades.

Alguém pode não estar conseguindo demonstrar a abundância de seu ser verdadeiro porque, como o incrédulo Tomé, está pensando: “Mostre-me o dinheiro e então acreditarei que Deus pode me suprir com o suficiente para o pagamento do aluguel”. Mas Deus exige que tenhamos igual confiança radical nEle quando estamos passando por necessidades financeiras como quando temos dificuldades físicas. A pessoa deve olhar além do que os sentidos materiais estão dizendo a seu respeito e acerca de sua situação financeira e reconhecer-se como a idéia completa do bem inexaurível, incapaz de experienciar limitação de qualquer espécie. Para curar a crença de carência precisamos compreender que a onipresença do Espírito é a única substância verdadeira. “Não acreditar no erro destrói o erro, e leva ao discernimento da Verdade”, é afirmado em Ciência e Saúde. Sendo a carência uma forma de erro, sabemos, então, que descrer da carência a destrói, e faz com que a afluência imutável do homem seja reconhecida e demonstrada.

 Quando alguém supera o pensamento limitado e recesso, deixa de delinear a maneira pela qual Deus vai suprir às suas necessidades. Desenvolve uma condição de naturalidade em relação ao suprimento e identifica os recursos infinitos do Amor divino. Se Jesus pôde encontrar na boca de um peixe os recursos necessários para o pagamento de impostos, será que precisamos nos preocupar com a maneira pela qual Deus satisfará às nossas necessidades?

 Quando a prosperidade se manifesta, a pessoa deve vigiar para que não venha a adorar no santuário de sua própria capacidade e engenho. A abundância deve fazer com que nos tornemos mais humildes, reverenciemos o trabalho maravilhoso de Deus, atentos para o fato de que somente Deus é a fonte do bem.

Às vezes, um indivíduo pode sentir-se mais do que simplesmente limitado de um ponto de vista financeiro. Perda de emprego, dívidas acumuladas e nenhuma forma visível de superar a situação podem mesmo fazer com que alguém fique tentado a desistir. Entretanto, tais condições não existem no reino de Deus, o reino do real. O bem nunca cessou para o filho de Deus: assim, não tem de ser arduamente reavido. Compreendendo-o, a pessoa verá que sua saúde financeira é restaurada na maneira incomparável da Mente.

É correto ter tudo o de que necessitamos – ter abundância. É impossível não tê-la quando alguém entende o fato de que, como ideia de Deus, reflete continuamente a abundância do Espírito infinito. A Ciência Cristã esclarece o mal-entendido de muitas pessoas tementes a Deus, que imaginam que, de alguma maneira, alguém se chega mais ao Pai quando está carente de bens mundanos. Quando alguém percebe que o seu verdadeiro ser é a própria ideia do bem ilimitado, simplesmente não pode continuar tendo carência.

 Um dos alunos da Sra. Eddy lembra suas palavras: “Quando comecei a estabelecer a Causa precisava de dinheiro, mas agora aprendi que Deus está comigo, que Ele me proporciona tudo e que não posso sentir falta de nada”.Ela também disse: “Quando você se coloca diante de um espelho e olha para o seu reflexo, este é o mesmo que o original. Ora, você é o reflexo de Deus. Se as mãos dEle estão cheias, as suas mãos também estão, se você O reflete. Você não pode conhecer a carência”. Manter persistentemente em nosso pensamento que o homem, como reflexo espiritual de Deus, tem tudo o que Deus tem, agora, transformará a experiência de qualquer pessoa, mantendo-a em linha com a Lei Divina do Bem Ilimitado.

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Verdade é Permanência da Perfeição Absoluta


Quando alguém se posiciona no “mundo das aparências”, ali se julga estar passando por cada uma das mudanças de suas imagens fraudulentas! Assemelha-se a um sonhador que, sem se dar conta de seu referencial de vida fora do sonho, nele passa seguidas amarguras e dissabores, até que o despertar ponha fim àquilo tudo e ele se perceba estando em paz.

Vezes e mais vezes os textos sobre a Verdade Absoluta nos fazem recordar a permanência de tudo que Deus faz. Os estudos nos colocam em unidade com estas obras divinas, sem que nos associemos nem um pouco com as contínuas “imagens de mudanças” das aparências.

Durante a “Prática do Silêncio”, veja-se já “Desperto” do sonho material! Faça um consciente desvínculo total de tudo que vinha sendo aceito como “vida material”. Veja-se como Obra Permanente de Deus, o Cristo, que não tem reino “neste mundo”. Contemple a Verdade na Sua própria dimensão absoluta, entendendo-a como dimensão única reconhecida por Deus. “Estivestes comigo desde o princípio”, disse Jesus (João 17: 27). Vá diretamente à Verdade revelada; aceite-A como Fato permanente de sua Existência; e assim, diante de quaisquer aparentes mudanças, supostamente vistas pela mente humana, entenda-as  como miragens,  meras sombras em mutação, enquanto VOCÊ, na Realidade Eterna, Se reconhece integralmente em Deus, e sendo Deus!

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O Caminho Eterno-2 (Final)

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É possível que alguém tenha empreendido enorme esforço, objetivando sobrepujar hábitos, emoções ou características indesejáveis, mas sem ter tido sucesso algum. Entretanto, quando passar a dedicar seu mais profundo e puro amor ao Um Infinito, repentinamente, sem esforço algum, se verá liberto de seu fardo, seja ele de natureza física, mental ou emocional.

Precisamos aprender a depender de nosso próprio Ser para tudo. Ele é a realidade única que inclui a TOTALIDADE. Nosso pensamento, visão e atividade se tornam espontâneos e livres de esforços, quando atuamos sob Inspiração. Quando alguém se julga como sendo humano, dotado de mente, vontade e escolha próprias, naturalmente se vê limitado em todas as direções.

Na crença da dualidade, nunca alguém poderá saber o que é Liberdade, Integralidade ou Inteireza. Grande é o mistério da Vida, enquanto alguém se coloca dependente de seu próprio modo pessoal de pensar. Desigualdade, injustiça, falta de inteireza lhe parecerão existentes por toda parte. A existência humana é um paradoxo àqueles que acreditam nela.

Quando vemos as coisas como elas realmente são, descobrimos que jamais houve uma criatura chamada “homem”, com uma mentalidade chamada “mente” ou num corpo chamado “matéria”. Experienciando a realidade, conhecemos as coisas como elas são; e descobrimos a realidade de nosso Eu como sendo o Caminho, a Verdade e a Vida.

Sob a Luz da realidade, nosso Mundo todo, radiante de amor e beleza, tem inteiramente um novo significado e glória.

FIM

O Caminho Eterno-1

Lillian DeWaters

– 1 –

Nunca se conforme com um conceito material de coisas e de pensamentos; antes, seja iluminado, encontrando e experienciando o Reino do Céu dentro do Coração. A Realidade não pode ser criada; tampouco pode ser determinada por pensamentos, sentimentos e ações. Em vista disso, onde depositaremos nossa esperança? Onde acharemos o que é eternamente certo e digno de confiança? Naquilo que é atemporal, imensurável e incondicionado – o Céu, a nossa Consciência pura.

Colocar saúde e integralidade em corpos, a felicidade em indivíduos, o sucesso em coisas, e a compreensão no pensamento e razão é o que retém alguém em perpétua busca, luta, esforço e argumentação. Quando nos voltamos ao “Mundo das Incorporealidades”, vendo-o como único Mundo que existe, experienciamos intuição e iluminação. Ficamos conhecendo a Verdade sem esforço ou tensão. É este o Caminho Eterno.

A mente influenciando o corpo, ou o corpo influenciando a mente, é o que parece acontecer àqueles que olham externamente ao Reino do Real. Se olharmos internamente, tão próximo o encontraremos, que a própria contemplação trará a gloriosa experiência de sua presença. Nossa decisão de abandonar as batalhas mentais, seja conosco ou com suposto opositor, estabelece o reconhecimento imediato da Total-Presença do Um.

Tem-se falado que o intelecto é apenas um esqueleto, mas que a muitos o seu estalar de ossos  é uma linguagem tão agradável quanto a voz da intuição. Parece que muitos não conseguem discernir o que são os pensamentos pessoais e o que são os pensamentos da Mente divina. Por outro lado, é certo que existem outros que estão rapidamente se expandindo em percepção espiritual, deixando para trás o físico-mental e buscando avidamente a Verdade Absoluta, que sozinha preenche e satisfaz.

O Mundo da Realidade não pode ser conhecido de nenhuma outra forma, senão a da Luz e Experiência espirituais. É bom manter isso em mente. Exemplificando, sentei-me com lápis e papel nas mãos para formular algumas ideias importantes sobre certo assunto. Havia uma sensação de hesitação, como se  sentisse  que o assunto requeresse algum pensamento específico. Mal eu comecei a escrever a primeira palavra, e repentinamente uma rajada de palavras jorrou sobre mim. Escrevi-as rapidamente, e quando encerrei o texto, era como se a totalidade da Verdade me tivesse sido  revelada naquelas poucas sentenças.

Eu não buscava aquela iluminação, especificamente. Ele me veio inteiramente de Si mesma, e era toda maravilhosa e arrebatadora. E o tema? Era este: PERFEIÇÃO É O NOSSO SER, E O NOSSO SER É PERFEIÇÃO. Sempre, em iluminação, alguém perde a noção de si mesmo como individualidade, e experimenta a Realidade como o Ser Único em Si.

Continua..>

O Esplendor Cativo

Robert Browning

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A Verdade está em ti.

Ela não vem de fora, embora penses assim.

No âmago de cada alma brilha a Luz

em todo o seu esplendor.

A sabedoria consiste em abrir caminho

para que essa divina Luz se exteriorize.

Não é abrir-nos à enganosa luz

que buscamos fora.

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Ordem de Contemplação

 Em nosso estudo do Absoluto, não usamos visualizações nem damos tratamentos espirituais. Não há “receitas”; não podemos usar a Verdade. Que fazemos? Há algum meio de vermos a Verdade maravilhosa que contemplamos Se manifestar? Sim, e esse meio inclui uma ordem. Nada fazemos para que a ORDEM DIVINA exista: Ela simplesmente É! Nós apenas tomamos consciência desse fato. Melhor dizendo, focalizamos nossa atenção na perfeita ordem que constitui a Existência toda, em vez de “aplicarmos técnicas” para que algo passe a existir harmonicamente.

Há uma ORDEM nesta “contemplação”,  sem a inclusão de mentalizações ou processos racionais. Toda atenção é focalizada no perfeito Universo ordeiro, na perfeita identidade específica ordeira, e no perfeito Corpo ordeiro. Nada fazemos “de nós mesmos”; somente permanecemos conscientes de ser O PRINCÍPIO INTELIGENTE — ATIVIDADE — EM AÇÃO. Estamos ativos, mas nunca de nós mesmos. E esta atividade é Deus cumprindo seu próprio objetivo como a nossa atividade específica. Deus, sendo o Universo infinitamente ordeiro, age e cumpre Seu objetivo também de modo  ordeiro.

Isso não quer dizer que usemos tratamento ou fórmula. PORÉM, TODO ENSINAMENTO ABSOLUTO É INCOMPLETO,  SE NOS DEIXA FLUTUANDO NO ESPAÇO. Não importa quão verdadeiro e sincero possa ser,  ensinamento assim não é completo.  De fato, reconhecer o Universal Tudo como Tudo é de suma importância; mas, apenas este reconhecimento é insuficiente: ele constitui somente um aspecto da revelação Absoluta. Pouco nos adiantaria se ficássemos no desfrutar de um conceito separado de Universo e,  com qualquer ruído, descêssemos novamente ao encontro dos mesmíssimos antigos problemas. Contudo, se fizermos a trajetória completa, se percebermos a perfeita e eterna Natureza do Universo, da Identidade e do Corpo, estaremos “vendo” também completamente; e esta “contemplação” será manifestada como o nosso Universo, como nossos afazeres e como nossos Corpos.

É certo que Deus é Tudo. Deus realmente é a única identidade infinita; porém, Deus Se identifica especificamente como identidades distintas. Nenhuma identidade é um indivíduo ou pessoa separada; mas, cada uma é distinta: pode ser apontada como sendo esta ou aquela, e nenhuma outra identidade. Desse modo, em nossa “visão segundo uma ordem”, é essencial percebermos o “específico” (identidade individual) sendo o Tudo  identificado como “aquela identidade específica”, e, contudo, inseparável do Todo Universal que compreende toda identidade. Esta Verdade deve ser “vista” completamente. Isto quer dizer que é essencial percebermos que o Tudo é a inteireza da identidade específica e, também,  é necessário percebermos que a identidade específica é o TUDO, e nada mais.

Deus é específico em Sua Autoexpressão. Sendo específico, devemos ser também específicos em nossa percepção de Sua Expressão de Si mesmo. Por exemplo, se um chamado de ajuda lhe chega de Nova York, sua atenção se volta para a identidade específica que ligou. Mas, você sabe que tudo que se relaciona com tal identidade é o seguinte: ela é Deus identificado. Assim, de imediato você conscientiza que Deus é o Universo imutável, eterno, inteiro, a Vida perfeita, o Princípio, a Alma, Corpo e Ser que é o Universo. Você contempla estas Verdades durante alguns instantes. E então, a identidade específica aparece em sua Consciência. Você está consciente daquela identidade específica. Mas, antes de tudo, você está consciente de que aquela identidade é exatamente aquilo que você sabe que Deus é, e nada mais. Este é o sentido de “ser específico” em sua visão.

Nada há de metódico ou frio nesta revelação: pelo contrário, sentimos o Amor jorrar em todo o nosso ser, sentimos ser todo o Amor que existe em e como o Universo.

Lembre-se: NUNCA INCLUA A IDENTIDADE ESPECÍFICA EM SUA CONSCIÊNCIA ANTES QUE TENHA VISTO, SENTIDO E EXPERIENCIADO O TODO INFINITO, DEUS, AMOR, COMO O UNIVERSO INTEIRO. Este ponto é de importância máxima: primeiro, sinta e experiencie a Totalidade que é Deus; depois, perceba este Um total perfeito sendo a totalidade daquilo que existe referente ao ser específico que lhe solicitou ajuda.

Não damos “tratamento”; não focalizamos nossa atenção na identidade específica; não enviamos pensamentos nem projetamos tratamentos. Nada disso. Ocorre simplesmente que, repentinamente, a identidade específica surge exatamente aqui, em nossa Consciência, e nós, sem esforço algum, percebemos Deus sendo a totalidade desta identidade.

Por que é tão importante percebermos primeiro Deus como sendo a inteireza que compreende o Universo, ou primeiro percebermos a natureza do Universo como sendo Deus, antes de percebermos a natureza da identidade especifica? PORQUE É ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL PERCEBERMOS O QUE DEUS É COMO O TODO, A INTEIREZA DE TODA A EXISTÊNCIA, ANTES QUE POSSAMOS PERCEBER O QUE DEUS É COMO A EXISTÊNCIA DA IDENTIDADE ESPECÍFICA. Além disso, isso impede que tentemos “dar tratamento” a alguma pessoa, iludidos pela crença de que existe alguém separado de Deus e necessitado, realmente, de nossa ajuda.

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Perguntas & Respostas

Baird Spalding

P.         Qual é a primeira lei?

R.        A primeira lei é Eu Sou. Essa é a palavra perdida. Estamos começando a perceber isso. Deus Eu Sou.

P.         Eu gostaria de saber mais a respeito do “EU SOU” tal como os Mestres o apre­sentaram ao senhor.

R.        “Eu Sou” é a segunda palavra da língua. Significa a completa aceitação do fato de que você é Deus. Deus Eu Sou. A palavra “Deus” é a primeira, graças à sua maior vibração, e a sua aceitação é “Eu Sou”.

P.         Que é o Espírito Santo?

R.        O Espírito Santo significa todo o espírito do Eu Sou em completa ação em todas as formas.

P.         Como produzimos o Cristo?

R.        O Cristo precisa nascer dentro de cada um de nós. Jesus deu-nos o exemplo disso. Você produz o que está dentro de você desviando sua atenção para essa coisa e, em seguida, concentrando-se nela. O Cristo está dentro de você.

P.         Se os Mestres a cujo respeito o senhor escreve são capazes de deixar o corpo, como se dá que tão pouca gente esteja a par disso?

R.        Acontece que as pessoas não acreditam nisso! Eles não deixam o corpo, a expres­são é usada para poder ser compreendida. Eles levam o corpo consigo.

P.         Quando queremos alguma coisa que é nossa por direito divino, é correto de nossa parte exigi-la?

R.        Se alguma coisa for sua por direito divino, vocês não terão necessidade de exigi-la. Nossa própria aceitação do ilusório anula o bem que desejamos. Quando vocês dão expressão à natureza divina no seu interior, encontrarão o que quer que quei­ram ao alcance da mão. A noção de que isso é assim, lhes permite saber que o bem é realizado antes de vocês expressarem o pensamento. A necessidade não precisa aparecer.

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Atração, Amor e Sexo

.A revista TIME recentemente publicou o seguinte comentário de um jovem: “Os meios de comunicação tratam do assunto como se não tivesse nada a ver com amor….Hoje em dia, sexualidade é aparência física, o penteado. É tudo físico, não o que está dentro da pessoa.” (24 de maio de 1993). Alguma vez, já pensou na enorme diferença entre atração sexual e estar de fato apaixonado por alguém? É comum a atração baseada unicamente no corpo e na aparência tornar-se o centro da atenção, mas existe algo verdadeiro, algo significativo, num relacionamento que se desenvolve a partir de um fundamento mais espiritual. Desde a primeira vez em que você repara numa certa pessoa, até o momento em que dizem alguma coisa um ao outro, partilham atividades, desfrutam de coisas que têm em comum, é muito agradável explorar o que significa ter um relacionamento chegado com outra pessoa.

Há a alegria da descoberta, da compreensão mútua, de respeitar os sentimentos um do outro. As qualidades de fato boas, como honestidade, respeito, força, ternura, etc., têm base espiritual. Quando a atenção se focaliza nelas, e não na matéria, a espiritualidade torna-se a estrutura de um relacionamento que vai adiante. Como Deus criou todos de modo espiritual, essa espiritualidade genuína, essa realidade de nossa natureza como criação de Deus, é o que cada um de nós está descobrindo.

Você tem grande valor espiritual. Sua inteireza e autoestima são produtos de sua identidade como a expressão muito amada de Deus. As qualidades que Deus, o Amor divino, expressa em você, são, no mínimo, belas e atraentes. Vale a pena oferecê-las e desenvolvê-las.

É natural e apropriado mostrar afeto. Homens e mulheres são atraídos pelos outros e nem é preciso dizer que um beijo ou um abraço é uma maneira de expressar afeto. Também é natural e importante, para explorar e desfrutar de sua espiritualidade inata, controlar a atração sexual, e não se deixar arrastar por ela, e assim destruir aquilo que estão a construir juntos.

Como proteger uma boa relação? Deus, o Amor divino, é também Princípio e, na proporção em que a atividade sexual for governada por motivos altruístas e honrados, a relação progredirá e trará alegria. O Princípio não se expressa em luxúria ou em motivos egoístas e imediatistas. Pelo contrário, o Princípio manifesta respeito e assim por diante. Um aspecto de uma boa relação é o das pessoas envolvidas serem governadas pelo bom senso, a disciplina e a espiritualidade que a oração proporciona.

Por mais incrível que pareça, se o centro de atenção for o corpo, podemos perder de vista a pessoa verdadeira que tanto amamos. Isso porque a concentração no físico deixa de lado a identidade espiritual do homem, a única identidade verdadeira, nossa e de nossos companheiros (as qualidades que realmente contam). O físico perverte a intimidade genuína, na qual há estima mútua, encorajamento recíproco para o crescimento, progresso individual e interesse pelo bem-estar um do outro, e a tensão sexual passa a constituir quase 100% do relacionamento. Talvez você já tenha visto acontecer isso, ou até já tenha passado por isso.

Se assim for, sabe que passado um tempo, a obsessão física transforma o relacionamento num turbilhão emocional que não leva a lugar nenhum. A paixão sexual não deveria caracterizar relação alguma. No seu livro Ciência e Saúde, a Sra. Eddy escreve: “Ambos os sexos deveriam ser afetuosos, puros, ternos e fortes. A atração entre qualidades inatas será perpétua somente enquanto for pura e verdadeira, trazendo doces temporadas de renovação, como a volta da primavera.” Essas palavras são do capítulo “O Matrimônio”. Mesmo que você não esteja a pensar em casamento para já, esse é um excelente capítulo para ler, pois apresenta coisas importantes para uma boa relação e para que “vos ameis uns aos outros”, como Cristo Jesus encorajou as pessoas a fazerem.

Amar-se verdadeiramente um ao outro é o mais importante de uma relação. Se você ama de verdade, então quer o melhor para aquele ou aquela que tanto significado tem para você. Sim, o afeto humano é um componente normal dessa relação especial, mas nunca está certo deixar que a sexualidade seja a razão principal pela qual a outra pessoa quer estar na sua companhia. Se houver sexo antes do casamento, estará faltando uma coisa importante: compromisso permanente e total, o tipo de compromisso que o casamento proporciona. O casamento é a moldura moral e saudável para as relações íntimas e protege, de modo eficaz, sua preciosa identidade espiritual.

Às vezes, é difícil examinar a vida e decidir o que é apropriado e o que não é. Você pode achar que já foi muito longe num certo relacionamento. Mas não existe razão para não procurar no Princípio divino seus padrões e se firmar neles , neste exato momento. O que realmente interessa é o que você pensa e faz agora. A curto prazo, isso pode requerer muita determinação e coragem, mas todas as pessoas envolvidas serão beneficiadas, a longo prazo. E o que é maravilhoso é que você pode ser bem-sucedido, ao colocar a disciplina espiritual à frente dos desejos físicos, porque Deus, o Espírito, na realidade o governa. E Deus o ajudará a fazer aquilo que é bom e correto.

Estar apaixonado é maravilhoso. E quando você está apaixonado por Deus, o Amor divino, primeiro – e por sua espiritualidade como a expressão de Deus – qualquer outra relação será verdadeiramente satisfatória, produtiva e duradoura. Você determinará seus objetivos e o que é melhor para você e seu parceiro, a partir de uma base espiritual.

(Transcrito do The Christian Monitor, Boston, E.U.A)

A Cura com Base no Cristo

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A CURA COM BASE NO CRISTO

A fim de seguir o mestre e curar, nós necessitamos ponderar o significado espiritual de seus ensinamentos com profundidade.
Há muitos anos, quando eu comecei minha carreira de executivo, trabalhei na indústria de petróleo. Eu aprendi logo que, quando alguém nessa indústria referia-se a seu empregador, era habitual encurtar o nome da companhia para uma palavra. Normalmente se dizia: “eu trabalho para a “Gulf” ou para a “Shell” em vez de Gulf Companhia de Petróleo ou Shell Companhia de Petróleo. Nesse tempo havia diversas companhias de petróleo proeminentes com os nomes identificados geralmente com qualidades morais – companhias tais como o Cia. “Humilde” de Petróleo ou Cia. “Puro” de Petróleo ou Cia. “Plácido” de Petróleo. Seus empregados identificavam seu empregador como “Plácido” ou “Puro” ou “Humilde”…

Quando foi descoberto petróleo no Texas, os poços eram perfurados extensivamente. Os donos de terras ficaram muito excitados com a perspectiva de que pudesse ser encontrado algum poço em suas propriedades.

Um domingo em uma igreja local, um pastor, durante o sermão, falando das virtudes e qualidades morais do homem, disse em sua prece: “Senhor, lembra-te do puro e do humilde…” Nesse ponto alguém na congregação interrompeu gritando: “E não se esqueça da Shell; tenho um contrato com eles na minha propriedade!”

Obviamente, para o pastor, as palavras “puro” e “humilde” tinham um significado decididamente diferente da interpretação que o latifundiário tinha colocado nelas… Frequentemente esse é o caso com muitas palavras empregadas no nosso dia a dia.

Eu disse certa vez a uma repórter de um jornal, que a Christian Science ensina que nós não somos realmente materiais como parecemos ser. Ela ficou confusa, porque para ela a palavra material significava a substância usada para fazer roupas, por exemplo. O uso de algumas outras palavras em explicar a teologia da Christian Science conduz frequentemente a mal entendidos, e mesmo ao ridículo, aqueles que não entendem o significado pretendido por essas palavras em um contexto particular. Por exemplo, a palavra real, nesta Ciência, mais frequentemente se refere ao que é indestrutível e eterno; a Deus e ao que é derivado d’Ele.

O livro texto da Christian Science, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de Mary Baker Eddy, explica: “Toda realidade está em Deus e Sua criação, harmoniosa e eterna. O que Ele cría é bom, e ele fez tudo o que está feito.” Com base nisso, os Cientistas Cristãos insistem que a doença não é real, significando que Deus não a criou nem a causou. Não negam cegamente que as pessoas fiquem doentes, às vezes; mas os Cientistas Cristãos estão convencidos que Deus não produziu a doença, e certos de que ela não é parte de sua criação espiritual. Neste sentido não é real. E porque não tem nenhuma realidade dada por Deus, nós podemos ser livres dela.

Nosso grande Mestre, Cristo Jesus, disse: “Por que não reconheceis minha linguagem? É porque não podeis escutar minha palavra.” Ele usou muitas parábolas e ilustrações para esclarecer o significado espiritual de seus ensinamentos. Contudo aqueles a quem faltava a inspiração espiritual necessária para compreender o que Ele queria dizer, frequentemente O insultavam. Sem dúvida, nós precisamos ainda perceber o significado espiritual das palavras de Jesus a fim de compreender e demonstrar seus ensinamentos.

Em meu próprio esforço para seguir os ensinamentos de nosso Mestre, eu aprendi que é imperativo ponderar profundamente o significado espiritual das palavras que Ele usou. Por exemplo, em uma de suas afirmações que eu frequentemente revejo, diz: “Em verdade, em verdade, vos digo: o Filho, por si mesmo, nada pode fazer, mas só aquilo que vê o Pai fazer; tudo o que este faz o Filho faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.”
Ponderando isto seriamente, percebi que, nestas relativamente poucas palavras, Jesus resumiu a Ciência Divina de nossa relação com Deus.

Quanto mais eu compreendo espiritualmente o que Ele disse, melhor equipado estou para demonstrar a autoridade de seus ensinamentos em resolver os problemas humanos.

No meu entendimento, Jesus explicava, nesta afirmação, a base espiritual de seu trabalho de cura. Mas estava também ensinando a seus seguidores que deveriam trabalhar na mesma base. Todos os indivíduos, em sua natureza verdadeira, espiritual, são descendentes de Deus. Reconhecendo isto, João escreveu: “Vede que prova de amor nos deu o Pai: sermos chamados filhos de Deus.” E Paulo escreveu: “Todos os que são conduzidos pelo espírito de Deus, são os filhos de Deus.”

Ao afirmar: ” o Filho, por si mesmo, nada pode fazer”, Jesus declarava um fato espiritual. Isto é, nem mesmo Ele poderia não fazer nada por si mesmo, independente de Deus. Se isso era verdadeiro nele, certamente tem que ser verdadeiro em todos os filhos de Deus. Na realidade, ninguém pode fazer nada, ou ser qualquer coisa, separado de Deus, porque cada um de nós existe eternamente como uma ideia espiritual de Deus, uma ideia na Mente divina, sempre “em unidade” com o Pai. Nenhum filho de Deus pode desenvolver um atributo ou qualidade que não tenha origem no Pai. Não podemos ser feitos para agir de uma maneira que não esteja em conformidade com o controle perfeito que Deus tem de Sua criação. Nós nem mesmo existimos como identidades separadas da Mente divina. Tudo que é verdadeiro em nós, deve estar em perfeita harmonia com o que o Pai expressa do Seu próprio ser infinitamente perfeito.

Foi com este princípio que o Mestre demonstrou a saúde e a harmonia nos assuntos humanos. E instruiu-nos a fazer como Ele fez. Através da oração nós necessitamos elevar o pensamento acima do que parece ser o estado de humanidade, e olhar para ver o que o Pai está fazendo, “porque o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.” O filho deve ser compreendido somente como expressão do que é verdadeiro no Pai.

Aqui, em poucas palavras, Jesus nos estava dizendo, essencialmente, que o homem – e o termo homem é usado genericamente para referir-se à verdadeira identidade de ambos, homem e mulher, criados por Deus – reflete a Vida, que é Deus. A substância do homem é espiritual, refletindo a substância divina do Espírito. A individualidade, a consciência, a inteligência, a ação, e a identidade total do homem refletem perfeitamente a própria integralidade de Deus. No fato científico, então, nada pode ser atribuído ao filho exceto aquilo que expressa a perfeição do Pai.

Não nos instruía Jesus que, para sermos eficazes em curar com a oração, nós devemos saber que tudo que pode ser verdadeiro no homem é o que é verdadeiro em Deus? Ciência e Saúde explica que “Deus nunca poderia transmitir um elemento do mal, e o homem não possui nada que não lhe provenha de Deus.” Se este é o fato científico, a evidência da doença e da discórdia tem que ser uma má representação dos fatos. Compreender nossa relação espiritual com Deus elimina a má representação e produz a cura.

Então, o que fazer quando a evidência física é de doença e discórdia? Você está convencido que o filho pode fazer somente aquilo que expressa o que o pai está fazendo? Se assim é, então você percebe que todas as formas de discórdia são mentiras sobre você e suas possibilidades. E estão apresentando uma visão falsa de identidade. A assim chamada mente mortal, reivindicando insistentemente que a identidade é separada de Deus, e capaz de experimentar os efeitos de uma causa à parte do pai, nos levaria a ver-nos e aos outros como seres materiais, governados por uma mente na matéria. Mas, o conceito mortal de nossas identidades e possibilidades é uma farsa. O homem é espiritual, imortal, nunca separado de Deus. Cada um de nós tem a obrigação de testemunhar o que o pai está fazendo, e a nada mais.

Parece difícil entender o significado deste grande fato científico? Você é deixado sozinho para fazer tudo por você mesmo no seu esforço para compreender a realidade espiritual? Absolutamente não! Nós temos esta garantia do Mestre, que pode certamente ser visto nos estimulando a todos: “… o Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz.” E em Miscellaneous Writings, Mrs. Eddy diz, “é a finalidade do Amor divino ressuscitar a compreensão, e o reino de Deus, o reino da harmonia já dentro de nós.” Deus o ama. Nunca o deixa desamparado. Ele lhe permite compreender a Ciência divina pela qual Ele tudo governa. Mantenha-se fielmente voltado a Ele, “grudado” à Sua revelação, e você perceberá que Ele está trabalhando com você. Ele lhe comunicará pensamentos puros, mensagens dos anjos, que você necessita a fim de compreender o que é verdadeiro e para experimentar a cura. Se você aderir firmemente ao que você compreende que o Pai está fazendo, você perceberá que o Amor cumpriu sua finalidade de fazer ressurgir a compreensão e a harmonia já existentes dentro de você.

(David E. Sleeper – Journal of Christian Science, Junho 2000)

Estudando Paulo-12- Final

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“PORTANTO, NINGUÉM SE GLORIE NOS HOMENS; PORQUE TUDO É VOSSO: SEJA PAULO, SEJA APOLO, SEJA CEFAS, SEJA O MUNDO, SEJA A VIDA, SEJA A MORTE, SEJA O PRESENTE, SEJA O FUTURO, TUDO É VOSSO, E VÓS, DE CRISTO, E CRISTO, DE DEUS.”

I Coríntios 3: 21,23.

Paulo nos revela a Unidade e nossa condição de plena igualdade diante de Deus. “Tudo é vosso”, diz ele. Com os olhos voltados para esta aparência de mundo, acabamos por endossar a ilusão de desigualdade! Aceitamos injustiças em toda parte! Alguns são vistos em boa situação, outros em péssima! A Realidade é espiritual! Nela somos todos possuidores do Reino de Deus, e isto, percebido e reconhecido interiormente, acaba surgindo também visivelmente como reflexo. Cristo disse: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a SUA justiça.”

Com o abandono consciente do “julgamento segundo aparências”, entenderemos a Verdade eterna: Tudo é nosso, nós somos de Cristo, e Cristo é de Deus. Contemplemos esta Revelação:

Pai, tiro por completo minha atenção deste ilusório mundo de desigualdades! Abro-me à Tua Justiça! Abro-me à percepção de que existo em Teu Reino, e que tudo já me pertence, pois sou Teu Filho, o Cristo, a Emanação individual de Teu próprio Ser.

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos).

F I M

Estudando Paulo-11

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“NINGUÉM SE ENGANE A SI MESMO, SE ALGUÉM DENTRE VÓS SE TEM POR SÁBIO NESTE MUNDO, FAÇA-SE LOUCO PARA SER SÁBIO. PORQUE A SABEDORIA DESTE MUNDO É LOUCURA DIANTE DE DEUS; POIS ESTÁ ESCRITO: ELE APANHA OS SÁBIOS NA SUA PRÓPRIA ASTÚCIA. E OUTRA VEZ: O SENHOR CONHECE OS PENSAMENTOS DOS SÁBIOS, QUE SÃO VÃOS.”

I Coríntios 3: 18-20.

“Faça-se louco para ser sábio!” Fortíssima frase de Paulo para desmantelar a mente humana e sua suposta sabedoria! A mente humana, em ação própria sem refletir o que vem de Deus, é o anticristo! Ela tenta nos fazer crer que somos mortais, seres imperfeitos nascidos num mundo de “evolução contínua”. Estas são as ideias vindas dos “sábios deste mundo”. A Verdade exige o “renascimento”, ou seja, que “nos façamos loucos” como Jesus Cristo, que disse ser UM com Deus!

Jesus Cristo não é pessoa! É nossa real identidade! Em II Coríntios 13:5, encontramos o mesmo Paulo nos inquirindo: “Ou não sabeis que Jesus Cristo está em vós?”

Pai, neste instante sagrado, “faço-me louco” para reconhecer que somos UM! Não sou alguém nascido na matéria, aqui sofrendo para evoluir, como diz a “sabedoria deste mundo”. “Faço-me louco! Assumo que sou em Ti o que és em mim: Luz, Perfeição, Espírito, Eternidade!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

 

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Estudando Paulo-10

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“NÃO SABEIS VÓS QUE SOIS O TEMPLO DE DEUS E QUE O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS?”

I Coríntios 3: 16.

Tendo conhecido a Verdade, Paulo se preocupou em direcionar a todos unicamente para dentro de si mesmos. A mente voltada para o exterior é idolatria, mesmo que, neste exterior, estejam sendo vistos ensinamentos ou pessoas iluminadas! O estudo da Verdade é também chamado de “Prática da Presença de Deus”. Esta frase exclui a busca externa! “Não sabeis vós que SOIS o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” Que está ele aqui enfatizando? O fim da busca externa!

As pessoas vinham tentando encontrar Deus em religiões, terras santas, mestres ascensionados, etc. Por quê? Simplesmente por não terem prestado atenção nestas palavras reveladas!

SOMOS O TEMPLO DE DEUS! O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM NÓS!

Que nos resta fazer, diante destas Verdades? Reconhecê-las em nosso próprio ser!

Deixemos de lado, por alguns momentos, o mundo com seus mestres e ensinamentos vários; fechemos os olhos e percebamos, interna e espiritualmente, o que Paulo aqui nos revela! Repitamos esta identificação com nossa real identidade o maior número possível de vezes! São contemplações rápidas e eficazes! Com elas poderemos “vencer o mundo”.

Sei que EU SOU O TEMPLO DE DEUS. Sei também que o ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM MIM. No silêncio desta contemplação, identifico-me totalmente com estas Verdades. De fato, Eu Sou o Templo de Deus; o Espírito de Deus habita em mim! Somos um!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

 

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Estudando Paulo-9

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“PORQUE NÓS SOMOS COOPERADORES DE DEUS; VÓS SOIS LAVOURA DE DEUS E EDIFÍCIO DE DEUS. SEGUNDO A GRAÇA DE DEUS QUE ME FOI DADA, PUS EU, COMO SÁBIO ARQUITETO, O FUNDAMENTO, E OUTRO EDIFICA SOBRE ELE; MAS VEJA CADA UM COMO UM EDIFÍCIO SOBRE ELE. PORQUE NINGUÉM PODE PÔR OUTRO FUNDAMENTO, ALÉM DO QUE JÁ ESTÁ POSTO, O QUAL É JESUS CRISTO.”

I Coríntios 3: 9-11.

Um fundamento está posto em todos nós: Jesus Cristo! Um edifício deverá ser erigido sobre ele! Que sentido têm estas palavras? Revelam a Onipresença a ser descoberta no âmago de cada um. Nos bastidores desta aparência de mundo, existe o Reino da Realidade: Deus, sendo espiritualmente tudo e todos. Cada um que se interioriza e se posiciona sob a Graça da Revelação, descobre, EM SI MESMO, este Cristo glorioso.

Jesus Cristo não é “pessoa nascida na aparência”. Ao assim ser considerado, corrigiu na hora, dizendo: “Antes que Abraão existisse, eu sou”. Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida! É Deus Se expressando como Ser individual! É nosso Ser-essência! Daí a revelação: “Jesus Cristo está em vós” ( II Cor. 13: 5).

Este entendimento é o “fundamento”. Antes que tentemos levantar o edifício, cuidemos do alicerce! Paulo deixa claro que o alicerce é unicamente Jesus Cristo. Mas, enquanto a crença em Jesus material não for extinta, a UNIDADE por ele pregada não poderá ser conscientizada!

No estudo absoluto da Verdade, a premissa básica diz: DEUS É TUDO! Jesus e Paulo, além de muitos outros, descobriram “o Caminho, a Verdade e a Vida” neles próprios! Façamos o mesmo! Já temos o mesmo “fundamento”; necessitamos somente de um “renascimento”, que consiste em deixarmos de lado tudo o que a mente humana veio informando sobre nós, para radicalmente discernirmos o Cristo em nós. Assim é que, em cada um, o “edifício da Verdade” será construído.

Pai, nesta silenciosa contemplação, eu reconheço a Tua Onipresença. Sei que Jesus Cristo é o fundamento da Tua Obra em mim, numa Unidade eterna. Abro-me à plena percepção de que “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Pela Tua Graça, isto me é agora revelado!

(permanecer quieto e receptivo por alguns segundos)

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