A frase de Jesus, “O meu Reino não é deste mundo”, entendida em sual altitude absoluta, quer dizer que SÓ EXISTE O REINO DE DEUS, enquanto “este mundo” somente é citado como sendo “mundo do pai da mentira” ou ILUSÃO. Desse modo, o ensinamento absoluto enfatiza que quando a Bíblia revela que “não há outros ao lado de MIM”, quer significar que este “EU”, que Se expressa sozinho como TUDO, é DEUS sendo VOCÊ! Esta totalidade de Deus é, portanto, nosso ponto de partida, de permanência e de chegada: “Eu Sou o Princípio e o Fim”.
As “contemplações absolutas” não levam em conta a ILUSÃO! As crenças dualistas são deixadas de lado e unicamente o revelado como verdadeiro é objeto de atenção. “A renúncia a tudo o que constitui o assim-chamado homem material, e o reconhecimento e a consecução de sua identidade espiritual como filho de Deus, é a Ciência, que abre as comportas do céu, de onde o bem flui a todos os canais do ser, limpando os mortais de toda impureza, destruindo todo sofrimento, e demonstrando a verdadeira imagem e semelhança” – disse Mary Baker Eddy. Não há “dois Eus”; há o Eu que Deus É, sendo o mesmíssimo “Eu” que “você” É! Esta é a Verdade absoluta!
Quando Jesus disse: “… para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti, que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17: 21), revelava a Unidade Consumada que todos imutavelmente formamos. Por isso disse que em primeiro lugar “buscássemos o Reino de Deus e a sua justiça”; isto para que não tivéssemos “algo além de Deus” sendo aceito!
Nossas meditações contemplativas partem unicamente de Deus como TUDO! A totalidade é a UNIDADE PERFEITA! Nada há fora da Unidade que somos, e a crença em dualidade, seja em que aspecto for, é sempre mentirosa, uma ILUSÃO.Por outro lado, discernir a Unidade é discernir que ilusão não existe! A Unidade é a Onipresença. Por isso Deus não deve ser entendido como um Poder a ser usado, mas o Poder de SER ONIPRESENÇA. Ao meditar, parta da Unidade Consumada, até lhe vir o discernimento interior de que esta Unidade infinita exclui a possibilidade de outras presenças e outros poderes. E então, perceba que, assim como uma gota é o oceano, a sua Presença é a Onipresença! Jamais o Universo poderia deixar de ser uma Unidade, ou Deus não seria TUDO! Uma vez Unidade, sempre Unidade!
“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.”
I Coríntios 3; 4,5
O suposto “aprendizado humano” da Verdade é o que podemos chamar de “Batismo de João”, o batismo com água, símbolo do conhecimento da letra da Verdade. Porém, o real saber já existe como a Presença da Consciência iluminada que temos e que somos. Este aprendizado teórico lida com as crenças “deste mundo”, alinha o pensamento às verdades eternas e nos predispõe ao “discernimento espiritual”. Por isso, Paulo explica que sua pregação não consistia de palavras de sabedoria humana e sim da “demonstração do Espírito e de poder”, para que a fé não dependesse deste humano saber, mas da Onipotência divina.
Não meditamos para pôr em prática o que supostamente “conhecemos da Verdade” através dos estudos; meditamos para reconhecer a Onipotência divina Se manifestando SOZINHA, espontaneamente, como Oniação que nos abrange integralmente! Por isso é totalmente absurdo alguém pensar que “a Verdade Se manifesta segundo estágios de consciência atingidos”. O estudo do Absoluto descrê por completo da “crença em estágios de consciência” e honra a Deus como a Onipotência já expressa como Onipresença, ao lado do que, NADA MAIS EXISTE!
Entender que a Verdade é esta “demontração consumada” do Espírito e poder de Deus, JÁ ACONTECENDO AGORA, é entender que a suposta “mente humana” é inoperante ou nula, e isto inclui todos os supostos “estágios de consciência” ou “estágios evolutivos”, citados por muitos autores ou ensinamentos, mas que não passam de ILUSÃO! Nunca uma “demonstração da Verdade” ocorrerá em função do que um ilusório ser da aparência afirma conhecer da Verdade! TODA DEMONSTRAÇÃO JÁ É! DEUS É TUDO! E é este o nosso ponto de partida. Em vez de tentar demonstrar o que humanamente a ILUSÃO diz que você conhece, participe da demonstração real, absoluta e permanente DE DEUS, discernindo-se UM COM ELA! Este, sim, é o “Batismo com Fogo”…
O momento dedicado à “Prática do Silêncio” pode ser entendido como “momento” de glorificarmos a Deus como a totalidade de nossa Existência. É quando conscientemente nos desvinculamos de todas as “imagens deste mundo” unicamente para reconhecer que somos a Onipresença onde estamos vivos. Há pessoas que vão às “contemplações” objetivando solução de problemas; porém, o que devem saber, é que “o antes, o durante e o depois”, em termos absolutos, são o eterno AGORA em que inexistem problemas. DEUS É TUDO, independentemente de você aparentemente estar meditando ou não. Na verdade, a totalidade de Deus exclui “outro eu” que possa se decidir pela “Pratica do Silêncio”. Se “antes” de meditar você reconhecer que inexiste este “eu” com a pretensão de “entrar em comunhão com Deus”, de imediato a suposta “mente humana” é descartada e DEUS, SENDO VOCÊ, É EXPERIENCIADO.
A “Prática do Silêncio” é o momento revelador de que SEMPRE Deus é quem VOCÊ É! Em vista disso, jamais vá a ela com “mente humana”, com “problemas”, com “dualidade”, com “outros além de MIM”! Vá à “Prática do Silêncio” unicamente para se discernir sendo “obra permanente de Deus”, o Cristo “oculto” em Deus – o próprio Deus na forma de indivíduo!
Quem parte do “Referencial da Luz” jamais aceita mudanças em si mesmo ou no Universo, uma vez que este referencial parte da Verdade imutável e jamais de “aparências transitórias”. Você pode ser olhado pelos olhos da mentira (sentidos humanos) ou pelos olhos da Verdade (Sentido Espiritual). A propósito, está postado no Blog Absolutista o artigo “Davi e Golias”, de Allen White, que considero um dos melhores textos absolutos que pude conhecer. Voltando ao tema, se você for visto como VOCÊ É, Deus será visto sendo o seu Ser – e nada mais. Mas se você for visto como a ILUSÃO o vê, uma “imagem humana” será vista EM SEU LUGAR!
A Bíblia relata a “transfiguração de Jesus”, e isto porque ele também não estava sendo visto pelos olhos da Verdade. A ILUSÃO o mostrava como um nazareno na forma de uma “imagem humana”, uma imagem tão falsa e mentirosa quanto aquela vista como sendo”você” pela suposta “mente humana”. Teria ele “se transfigurado”, para ser visto como Luz? Não! A Realidade jamais muda! Houve unicamente a “troca de referencial” por parte dos discípulos, que vendo-se iluminados, assim também o puderam ver!
Que tiramos de importante deste fato? O princípio fundamental deste estudo e suas contemplações, ou seja. “VOCÊ JÁ É LUZ!” Se “alguém” pensa estar vendo-o como a “imagem humana” gerada pela crença coletiva, este “alguém” não existe! É parte componente da mesma ILUSÃO. Por isso, “ele” nega estar diante de Deus, tanto sendo VOCÊ como sendo “ele próprio”. Este “quadro de miragens” é a ILUSÃO! E este “eu” da miragem é aquele que “deseja” se iluminar para ver-se “transfigurado” ou para ver qualquer outro “transfigurado”. Quando a Verdade Absoluta é revelada, ou seja, O SER JAMAIS SE TRANSFIGURA! JÁ É DEUS!, este “eu” da miragem não aceita! E não o fará jamais! ILUSÃO NÃO CAPTA A VERDADE! Por isso,durante suas “contemplações”, não conte com a “mente ilusória” para testemunhar a SUA PRESENÇA sendo Deus! Conte unicamente com a VERDADE JÁ CONSUMADA! O que a “crença coletiva” pensa ou deixa de pensar sobre VOCÊ não muda em nada o FATO PERMANENTE DE QUE DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ!
O suposto “eu da miragem”, de olhos abertos ou fechados, jamais verá aquele que VOCÊ É! Por outro lado, a Consciência iluminada, que é onipresente e, portanto, a SUA Consciência, Se expressa AGORA como seu Ser, e DELE DÁ TESTEMUNHO! Por esse motivo é que devemos partir da Consciência iluminada e não da suposta “mente humana”, e também do “Referencial da Verdade” e não do “referencial das aparências”. Dessa forma, cada “contemplação” será uma direta e imediata identificação com a Verdade, que lhe possibilita dizer: “Eu Sou a Verdade” ou “Eu Sou a Consciência iluminada”, o Ser que jamais se transfigura!
Dizer que “nascimento não existe” equivale a discernir o Ser que somos “à véspera” do aparente surgimento do “hipnotismo de massa”. Durante a “Prática do Silêncio”, em vez de lutar para se livrar da ILUSÃO, veja-se “um dia antes” de ela ter sido considerada como existente pela suposta mente humana. Intua o que é este Universo e o que é VOCÊ neste dia; e então, contemple o Fato revelado de que este estado, ou condição absoluta, é permanente! Entenda que o “nada” batizado de ILUSÃO só irá aparentar existir no “amanhã”, mas nunca no seu “hoje”. Dessa forma a ilusória “mente humana” será desarticulada!
Jamais “algo além de Deus” esteve presente ou manifestado! Nunca houve, há ou haverá “ILUSÃO” ao lado da totalidade de Deus! Deste “Referencial Iluminado” decorre a percepção absoluta de que Deus é o Ser que somos – aqui e agora! Por mais que ensinamentos relativos levem em conta “dois mundos”, para lhe afirmarem que “temos parte divina e parte humana”, tais crenças falsas, à luz do enfoque absoluto, jamais foram verdadeiras! DEUS É SEMPRE DEUS: ÚNICO, ONIPRESENTE, ONIPOTENTE, ONISCIENTE E ONIATIVO! Por isso, ao se contemplar “à véspera” do ilusório surgimento de falsas crenças, VOCÊ ESTARÁ UNICAMENTE CONSCIENTE DE SER DEUS!
Quando falamos do Ser verdadeiro do homem, que é Deus manifesto como Ser individual, ou Cristo, o sentido é que esta Verdade é eterna, ou seja, jamais chegamos a ser um “bebê em crescimento na matéria”, como a crença coletiva supõe ou admite. Jesus também estava sendo visto como alguém dotado de idade humana, quando redarguiu: “Antes que vosso mestre Abraão existisse, eu sou”. Que estava revelando? A Verdade sobre ele próprio como sendo Deus, e a mesma Verdade como a identidade real e única de todos nós. Enquanto a suposta mente humana ilude a maioria, com suas imagens de nascimentos, mudanças e mortes, a Mente de Cristo, que somos, conhece permanentemente a natureza divina e eterna de todos nós. Por isso não há esforços mentais durante as “contemplações da Verdade”, mas sim uma identificação total com a Verdade de que, sendo Deus a Mente real e onipresente, esta Mente está sendo a Mente do Cristo que temos! E esta Mente já sabe que somos unicamente o Cristo, o Ser perfeito e sem vínculos com esta ILUSÃO de vida terrena.
Jesus disse: “Vós deste mundo não sois”; desse modo, colocando no tempo presente e no plural sua revelação, contava com o simples “despertar” de cada um da “sugestão hipnótica”. Os textos ou as revelações da Verdade devem ser entendidas como o “estalar de dedos” de um hipnotizador, anulando as “imagens falsas” até então sendo vistas como verdadeiras por aquele a quem ele sugestionou!
“Cristo é tudo em todos” (Col. 3: 11). Você “tem a Mente de Cristo”; medite e aceite diretamente que esta Mente já sabe que VOCÊ É O CRISTO!
O estudo da Verdade prevê nossa dedicação diária às meditações contemplativas, quando, radicalmente, aceitamos e reconhecemos que Deus é Onipotente, Onipresente, Onisciente e Oniativo, para, em seguida, discernirmos que em vista disso, a natureza de Deus é a natureza de nosso Ser individual. Em outras palavras, a Onipotência, a Onipresença, a Onisciência e a Oniação abrangem integralmente a “nossa” existência. Ao lado disso, devemos aplicar estes princípios absolutos em nossa suposta vida cotidiana, nos pequenos e corriqueiros “problemas”, em vez de suportarmos todos eles considerando-os “normais”. Não há problema que possa ser assim considerado, uma vez que DEUS É TUDO!
Em geral, as pessoas esperam aparecer o que considerariam um “grande desafio” para somente então passarem a encará-lo espiritualmente! Porém, ilusão não tem tamanho, e, se nos acostumarmos com os “pequenos desafios”, achando-os normais em nosso dia-a-dia, estaremos endossando a “ilusão” mais do que a Verdade; e, desse modo, ao surgir a MESMA ILUSÃO disfarçada de “enorme desafio”, ela nos enganará!
Não aceite nenhum tipo de dificuldade como “normal” ou “pequena demais” para lhe requerer a prática da Verdade! Pelo contrário, lide com cada uma como treinamento dos princípios revelados! Esta prática também evitará que “enormes desafios” lhe cheguem! Isto porque, como foi dito, “ilusão não tem tamanho”; se você lidar com ela pelo reconhecimento radical de que “ela é nada”, você estará “permanecendo em MIM”, no Cristo ou a Verdade que VOCÊ É, e desse modo a “vida pela graça” lhe será sempre o normal. Isto não significa que irá viver como “escravo de princípios”, mas sim como “praticante da palavra”, sempre que um suposto problema lhe aparecer, independentemente de seu suposto “tamanho”.
Após termos as revelações de que “o Reino de Deus está dentro de nós” e que “temos a Mente de Cristo” para discerni-lo, as preces devem ser entendidas como momentos de discernimento espiritual deste Fato glorioso e eterno. A “pérola de grande preço”, citada na parábola de Jesus, é este Reino já estabelecido em todos nós exatamente neste “agora”, que é eterno.
“Buscai e achareis”, disse Jesus (Mt. 7:7). Esta “busca” está em você se isolar INTERIORMENTE da suposta mente humana e suas crenças, intuindo sua presença já consumada no Reino de Deus. Não há divisão entre a Mente universal divina e a Mente de Cristo que é a sua. Isto porque Deus é Você são UM, mesmo como você conservando a sua individualidade dentro do Todo. Desse modo, contemple a onipresença da mente infinita e também o fato espiritual de que esta Mente onipresente, no lugar exato em que você está, é a Mente que Se individualiza como a “Mente de “Cristo” que você possui. E então contemple estas “unidade perfeita”, em que poderá discernir o Espírito de Deus sendo o seu Espírito, a Vida de Deus sendo a sua Vida e o Templo de Deus sendo o seu Corpo de Luz. “O Sentido Espiritual é uma capacidade consciente e constante de compreender Deus”, escreveu Mary Baker Eddy
O Salmo 46: 10 registra: Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra”. Quando a crença na dualidade cai por terra, a Presença única de Deus Se revela como o “Eu Sou Infinito”. Enquanto a mente humana parecia atuar, considerava- se a existência de um Reino espiritual perfeito ao lado do chamado “mundo material”, onde seres humanos nasciam, cresciam entre problemas, dificuldades e imperfeições, para acabarem morrendo, ou, na melhor das hipóteses, indo para supostos “planos mais elevados”. Esta crença falsa, gerada a partir de “aparências”, é anulada pelo conhecimento da Verdade, ou seja, pela aquietação (reconhecimento de que a atividade mental humana é nula) e percepção de que “Eu Sou” exaltado na Terra, por ser Deus.
“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” (Salmo 19: 1). A aquietação da mente humana corresponde à anulação da crença dualista de que exista Espírito e também matéria. É esta aceitação infundada, aos olhos da Verdade, que gera uma infinidade de teorias, profecias, supertições e crenças secundárias errôneas que se propagam por toda parte…
O sentido de “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus”, é infinitamente mais amplo do que geralmente se pensa. Não significa apenas que algum interessado na Verdade fosse aquietar sua chamada mente humana para afirmar ser Deus a sua verdadeira identidade. O Salmo diz muito mais do que isto! Explica que não há “mentes pessoais” em parte alguma do Universo. Um de nós que reconheça isto, estará reconhecendo que o Infinito, que é Deus, é a totalidade da Existência. Em outras palavras, exatamente onde estamos, aqui e agora, já é o Reino espiritual. Aqui mesmo, o “Eu” que Eu Sou – ou que todos são – é exaltado entre as nações e na terra. Tudo já é Espírito. Não ocorre mudança alguma! A Perfeição simplesmente Se revela, através do “aquietar-se” da suposta mente humana.
As palavras “ilusão”, “aparência, “miragem”, bem como outras que os textos costumam empregar para expressar a totalidade ou onipresença de Deus, ficam também “aquietadas”; e assim, a Mente divina única Se revela como a “nossa” Mente universal e Individual.
Contemple que a suposta “mente humana” está quieta! A Mente única está ativa como a sua Mente. Você sabe, agora, que “Eu Sou Deus expresso como “VOCÊ”. “Eu Sou o Universo Infinito expresso como “VOCÊ”, pois “Eu Sou o UM INDIVISÍVEL. “Os céus proclamam a Minha glória e o firmamento anuncia as obras das Minhas mãos”.
Somente o que está no âmago da Realidade existe. O que quer que possa contradizer a Perfeição Presente Absoluta é sem fundamento, sem presença, sem poder, sem identidade. Pretender debelar o mal será negar a Verdade, pois, para tanto, alguém teria de partir da premissa de causa-e-efeito, de que Deus é uma mentira, a Verdade é falsa, a Vida é mortal, a Onipresença é ausente, a Onipotência é sem poder, a Onisciência é ignorante e a Oniação é paralisada. Naturalmente, sob esta ilusão, a vítima do mal se abstém de Percepção, repudia a Autoridade, nega sua identidade e luta consigo mesma. Poderia tal confusão fazer as obras de Deus?
A Verdade nada destrói que seja verdadeiro, genuíno, real. A Verdade, sendo infinita, exclui a possibilidade de oposição. A Verdade, sendo Onipotência Onipresente, não destrói algo irreal, não verdadeiro, não legítimo, pois tais coisas não existem para serem destruídas.
Os discípulos já haviam visto a “multiplicação de pães e peixes”! Mesmo assim, logo depois, se queixavam da falta de pão! Haviam se esquecido de levar pão, e, vendo que havia apenas um no barco, já estavam comentando a escassez!
“Eu sou o pão da vida”, disse certa vez Jesus, para explicar a Verdade universal do Ser. A “escassez” surge, nesta aparência de mundo, quando cada um, a exemplo dos discípulos, se “esquece do pão”, não do pão material, mas do “Pão da Vida”. A vida pela Graça é a de quem “trabalha pela comida que não perece”. Muitos não entendem, quando leem que “somos co-herdeiros de todas as riquezas celestiais”, que tais riquezas são o “Pão de cada dia”, a presença do Cristo, reconhecida diariamente em nós! Esta é a “comida que não perece”.
“Para que arrazoais, que não tendes pão? Não considerastes, nem compreendestes ainda? Tendes ainda o vosso coração endurecido? Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis? E não vos lembrais, quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes? Disseram-lhe: doze. E, quando parti os sete entre os quatro mil, quantas alcofas cheias de pedaços levantastes? E disseram-lhe: Sete. E ele lhes disse: Como não entendeis ainda?” (Marcos; 8; 17,21).
Ainda hoje muitos não entenderam! As limitações visíveis desaparecem quando, “com olhos ao céu”, reconhecemos a eterna presença do “Pão da Vida” em nós. Tão logo reconheçamos com alegria esta Presença divina, “os bens visíveis começam a fluir”; que devemos fazer com eles? Administrá-los, entendendo-os como mera “sombra visível” da Substância eterna, do “Pão da Vida”, presente em nós. Desse modo, a cada dia, teremos o necessário para as nossas necessidades; além disso, este trecho ensina a lei “dai e ser-vos-á dado”; como podemos ver, Jesus “partiu os cinco pães entre cinco mil pessoas”. E os pães se multiplicaram!
Muitos vivem acumulando tudo que vieram recebendo! “Juntam tesouros onde as traças corroem”. Egoísmo? Medo do futuro? Na verdade, não! Pura falta de entendimento! Puro “coração endurecido”! Somente creem no que veem materialmente! A tais, Jesus perguntaria: “Como não entendeis ainda?”
Uma compreensão superficial deste trecho poderia nos fazer crer que a prática da “caridade” é diretamente o nosso objetivo; porém, esta “datividade”, como exposta no ensinamento de Jesus, não é humana! Primeiramente, ele estava desejoso de que os discípulos percebessem o principal: que o mesmo Pai, Fonte do suprimento, estava igualmente presente em cada um. Somente depois desta Verdade ser reconhecida, valeria “distribuir” os pães aos cinco mil! Para quê? Para que mais “cinco mil” pudessem conhecer e contar com a mesma presença do “Pão da Vida” neles próprios!
Vivamos a vida pela Graça! A “lógica divina” é diferente da humana! Sigamos a “receita de Jesus”. Passemos a reconhecer, em oração dedicada, o Cristo em nós como o “Pão da Vida”. Sintamos realmente esta “presença”! Assim, estaremos trabalhando pela comida que não perece. Distribuamos, com amor e sabedoria, o que tivermos em nossas mãos! Somos Filhos de Deus! Unos com a Fonte infinita de Suprimento real! Se assim fizermos, testemunharemos a repetição do “milagre da multiplicação” em nossas vidas.
Tenhamos esta certeza: cada um de nós dispõe de “cinco mil” à espera de que, com eles, repartamos esta “Consciência” de nossos “pães e peixes”, não para que de nós fiquem dependentes, mas, pelo contrário, para que se emancipem nesta Verdade gloriosa que nos liberta a todos!
Num laboratório de pesquisas um cientista remove seus óculos de uso diário para usar um microscópio, pois objetiva observar microrganismos que as lentes comuns são incapazes de lhe mostrar. Poderia se esforçar e insistir o quanto fosse, empregando os seus óculos; mas, com eles jamais os microrganismos seriam vistos! Já com o microscópio, o que ANTES parecia ausente ou invisível, de imediato se lhe tornaria visível! Os microrganismos já estavam ali, apenas deixando de ser vistos com o uso de lentes comuns.
O Universo inteiro está pronto, perfeito e manifestado! Lentes ruins o tentam observar, e captam apenas “matéria em mutação” sob as mais diversas formas de imperfeição. Que fazer para que a PERFEIÇÃO seja vista? Devemos trocar o “meio de percepção”, assim como o cientista trocou os óculos pelo microscópio. “As coisas do mundo são vistas pelo espírito do homem que nele está – revela o apóstolo Paulo -, mas nós não recebemos o espirito do mundo e sim o de Deus, para que pudéssemos discernir espiritualmente o que gratuitamente recebemos de Deus”.
Quando a pessoa ora a Deus para que Ele supra alguma das suas supostas “carências”, poderíamos compará-lo ao cientista que rogasse a Deus para que lhe desse microrganismos para efetuar suas pesquisas! Jesus disse: “o Pai conhece todas as vossas necessidades antes que vós lho peçais”. Resumindo, VOCÊ está agora mesmo diante do Reino da Plenitude e tem unicamente de contemplá-lo usando a “Mente de Cristo”. Não medite a partir da cegueira mental humana, mas da presença permanente da Mente de Cristo como a sua! O Infinito está oferecido a VOCÊ, exatamente AGORA! E esta oferta é permanente! Entretanto, toda vez que tentar avaliar o que está à sua disposição fazendo uso da suposta “mente humana”, alguma coisa lhe parecerá estar em falta; e você ficará com esta mente presa ao que aparenta estar “ausente”. Quando entender que a única “falta real” é sua, no sentido de não estar empregando a “Mente de Cristo”, tão logo o faça, “tudo que é do Pai será visto como sendo seu”…
Quando Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, esperava que isto fosse entendido como um princípio universal e nunca como “verdade pessoal”. Toda Verdade é universal! Dois mais dois são quatro, seja a conta feita por Jesus ou por qualquer um de nós! E justamente esta universalidade da Verdade é o que nos garante que o “Pai” é “nosso” igualmente como é de Jesus.
Quando Paulo anunciou que “Jesus Cristo está em vós” (II Cor 13: 5), endossou que “a graça e a verdade vêm por Jesus Cristo” (João 1: 17), isto é, pela “universalidade” de toda Verdade. E este conhecimento é o que nos faz viver o Agora Absoluto, sem ter olhos para suposta vida humana, que é pura ilusão! “Jesus Cristo está em VOCÊ” – o Caminho, a Verdade e a Vida estão em VOCÊ! Esta é a Vida pela graça e verdade, implantada em VOCÊ desde o princípio. A Mente infinita Se Autoimplanta em termos de “graça e verdade”, e o que assim é estabelecido, é permanente! Jamais muda! Contemple, exatamente agora, o Fato constante de que “VOCÊ” é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Olá Dárcio, segue um comentário que eu gostaria de ter feito na postagem “Sorria diante das aparências de imperfeição”
O propósito do ensinamento absoluto é mudar a maneira como você se sente sobre o mundo. Se compreender que tudo o que aparenta ser é, na realidade, NADA; compreenderá também que o NADA jamais assumiu a forma que “aparenta ser”; que a natureza do “NADA” é tal que “ele” sequer pode ser designado “NADA”. A compreensão disso te remonta à raiz, à base de todas as coisas, que é tudo o que precisa ser visto. Compreendendo que o “NADA” é NADA, a sua mente e o seu ser relaxam. Perceberá, então, que um estado de bem, paz e relaxamento está em você, surgindo em você. Nesse ponto você mudou, está emanando bem, paz e relaxamento. Esse sentimento/estado é emanado para o exterior e influencia as coisas externas, moldando-as.
Obrigado,
Grande Abraço!
RESPOSTA
Olá, Gustavo…
grato pelo comentário, que dá margem aos seguintes esclarecimentos: o propósito do ensinamento absoluto é tornar-nos conscientes de que somos unicamente Deus. Mas, como temos de fazer concessões frente às “crenças coletivas”, ele pode, como você observou, ser aparentemente visto como meio de “mudar a maneira como nos sentimos sobre o mundo”. Porém, para a Mente de Cristo que somos, as “aparências” jamais são vistas; a ilusão só é vista por ela mesma, e precisamos estar bem conscientes de que “jamais mudamos” e “jamais somos mente ilusória” em que “surgem” estados de paz e relaxamento. Estas sensações são todas parte da ILUSÃO.
O estudo explica que tanto as coisas internas quanto externas são todas imutáveis, por serem as permanentes “obras de Deus”; e, é nelas que concentramos o foco de nossa atenção, quando estudamos o Absoluto. Decorrente desta nossa “permanência em MIM”, aos olhos ilusórios da mente humana, as coisas “aparentarão” estar sendo moldadas; entretanto, o NADA é NADA e jamais se “molda”. Resumindo: TUDO ESTÁ FEITO! DEUS REALMENTE É TUDO!
Você estuda há tempos que DEUS É TUDO? Acredita que esta premissa é verdadeira? Então sorria, estando diante das “aparências de imperfeição” trazidas pela mente humana! Se ainda se assusta com elas, é prova de que há dúvidas em sua aceitação! Não se assuste com “aparências”, pois são todas ilusórias! Em vez de se assustar, pretender orar desesperadamente para mudá-las para melhor, curá-las, enfim, levá-las em consideração, treine seu sorriso diante delas! Ria delas! São embustes!
Se “aparências” fossem realidades, “este mundo” não seria chamado de “ilusão” por Buda nem de “mundo do pai da mentira” por Jesus. Portanto, veja as “aparências desagradáveis” como motivação para você dar risada! As “agradáveis” também são todas ilusórias! Portanto, sinta, como disse Jesus, a alegria de “ter seu nome arrolado nos céus”, e sorria diante das cenas contrárias à perfeição absoluta que a suposta “mente humana” lhe apresenta! Suas risadas serão as maiores provas de que DEUS É TUDO para VOCÊ!
Na postagem anterior, falei sobre o emprego de uma indagação para termos as inspirações sobre como agir. As indagações são meios de calarmos a suposta mente humana, pois, quando as formulamos a nós mesmos, na expectativa de intuirmos as respostas não fabricadas, e sim reveladas de nossa Consciência iluminada, a mente é obrigada a ficar receptiva.
No Blog Absolutista (www.blog-absolutista.zip.net), postei um texto importantíssimo de Marie S. Watts, chamado “Imunidade”, em que a autora expõe a forma de nos livrarmos da “crença no mal” unicamente empregando indagações. Todo o trabalho espiritual é feito dentro de nós! Não existe “ilusão exteriorizada”, ou seja, as “imagens hipnóticas” com que a humanidade se ilude, são unicamente mentais como as imagens de um sonho! Pretender lidar com elas “lá fora”, no suposto mundo material, é desconhecer esta Verdade. Por isso, o emprego das “indagações” se mostra tão útil; através delas, a Consciência Crística vai Se revelando em nós mesmos, vamos naturalmente corrigindo o que é falso pelo verdadeiro revelado, e as “imagens falsas” vão sendo destruídas conscientemente pelas intuições iluminadas.
Não é a quantidade de textos o que nos leva ao desmantelamento da ILUSÃO, mas a qualidade de nosso emprego dos princípios que cada um expõe. Quando nossa meta é colocar seriamente em prática os princípios, a lembrança de algo lido em outros artigos nos vem à tona, e tudo vai se somando durante nossas “contemplações”. Como diz Marie S. Watts, “nosso Universo é a nossa Consciência, e a nossa Consciência é o nosso Universo”! Quanto mais entendermos que tudo está em nós mesmos, e que somos tudo o que vemos e discernimos, cuidaremos de entender espiritualmente este Universo em que estamos. Este entendimento revelado é o que nos faz “vencer o mundo”.
A crença coletiva nos leva a crer que o Cristo, em Jesus, é diferente do Cristo que, segundo Paulo, é tudo em todos. Esta é a sua revelação:“Cristo é tudo em todos” (Col. 3:11). Em vista disso, em vez de agirmos humanamente, o natural é agirmos cristicamente, uma vez que o Cristo é tudo em nós! Muitas vezes, quando alguém me pergunta sobre se está certa uma forma ou outra de ser ou de agir, ou quando me fala coisas do tipo: “Não sei como lidar com uma situação”, ou “Estou muito preocupado, estou nervoso”, etc, eu respondo com a seguinte pergunta: “Você acredita que Jesus agiria assim?” Esta pergunta trava a conversa por segundos, e frequentemente a pessoa responde: “Eu acho que não!” Este curto diálogo faz com que ela, sem que o perceba, mude sua visão da mente humana para a Mente de Cristo que está nela, e sendo a sua única Mente real!
Quando alguém, levado pela ILUSÃO dos sentidos humanos, recebe a pergunta: “Jesus agiria assim?”, de imediato verá que estava pensando e agindo movido pelo “mesmerismo”, e simplesmente deixando de SER ELE MESMO, ou seja, deixando, de SER O CRISTO! Isto, é claro, apenas aparentemente, por efeito hipnótico, já que a Verdade é imutável ou permanente: “O Cristo é tudo em todos!”. Portanto, em vez de relutar em agir, ou de afirmar não saber seguramente como agir, pergunte-se: “Jesus agiria assim?” Verá que saltará à sua percepção o que Jesus faria, porque a Mente que está em Jesus igualmente está em VOCÊ! Por isso Paulo fez a revelação: “Temos a Mente de Cristo” (I Cor. 2: 16) Esta simples indagação a mostrará presente com a sua forma divina, inspirada e iluminada de agir!
Eis as claras palavras de Jesus, de que o “julgamento pela carne” não faz parte de seu “juízo”, e que o “julgamento verdadeiro” não vem só dele, mas da Unidade Pai-e-Filho reconhecida! Há, em outro trecho da Bíblia, a frase: “O Pai a ninguém julga, mas deu ao filho o julgamento”. Uma contradição? Não. As revelações não se contradizem, elas se completam!
Por que “o Pai a ninguém julga”? Deus é Tudo! Não há nada nem ninguém, “ao lado de MIM”, o Eu Sou Infinito, para ser julgado! Por que “é dado ao Filho o julgamento”? Porque cabe ao Filho perceber esta Unidade da Existência, pondo-se em sintonia com esta Verdade.
Aqui, Jesus revela que “o julgamento segundo a carne” não faz parte da Revelação nem de seu ensinamento! Aqueles que se julgam “mortais”, “pecadores”, “criaturas apartadas de Deus”, etc., são os que se “julgam segundo a carne”. Mas Jesus critica esse tipo de atitude! Ela apenas endossa as falsidades da mente humana, que nos vê a todos como seres imperfeitos, evoluindo ou regredindo, em meio a supostos acertos ou erros de toda sorte. Que existe, de fato, exatamente no lugar deste suposto mundo material repleto de seres mortais? Existe o Universo Real, o Absoluto em expressão! A Unidade divina onipresente! Nela, o Pai é a Videira, e somos Seus ramos!
Quando abandonamos todos os julgamentos “segundo a carne”, para reconhecermos que somos a própria Mente divina em Autopercepção, os testemunhos do Pai e do Filho se tornam UM; assim, o nosso julgamento se torna verdadeiro, pois, como disse Jesus, ” não sou eu só, mas eu e o Pai, que me enviou”.
A Verdade sobre o Ser que somos – Deus – precisa ser defendida com vigor e com contemplações. Isto por haver uma “crença hipnótica” na forma de imagens falsas que negam a Verdade. E elas negam a Verdade também com supostas “imagens excelentes”, diante das quais muitos incautos se deixam levar! Não se deixe “mesmerizar” por supostos bons acontecimentos das “aparências”, pois eles são ILUSÓRIOS tanto quanto os supostos maus acontecimentos.
A Verdade está infinitamente acima dos “bons acontecimentos”, e nossa condição real e gloriosa nesta Verdade é algo além de qualquer imaginação da suposta mente humana! “Sois DEUSES”, confirmou Jesus; entretanto esse tipo de revelação pouco efeito tem quando lido ou ouvido pela mente humana! Ela não dispõe de recursos para discernir o Fato revelado! Para ela, é preferível ver “imagens fenomênicas” retratando coisas ou condições por ela consideradas desejáveis, agradáveis, ou algo parecido! MENTE HUMANA NÃO CAPTA A SUA GLÓRIOSA POSIÇÃO EM SER UM COM DEUS!
Use suas meditações para experienciar seu “Eu” que é DEUS, sem levar em conta um suposto “eu humano” em má situação ou em ótima situação! Aparências são “miragens”; não se alegre nem se entristeça em função de irrealidades! Seu “Eu” é o único “Eu” em existência: não nasce, não cresce, não envelhece, não adoece e não morre! Não tire sua atenção deste Eu-Luz para se alegrar ou se entristecer com mutáveis “aparências” deste mundo: todas elas são a ILUSÃO, enquanto VOCÊ, permanentemente, é o “EU” QUE DEUS É!