TODAS AS INFELICIDADES SÃO SUGESTÕES HIPNÓTICAS

Masaharu Taniguchi

Devemos saber que as doenças, infelicidades ou calamidades, embora aparentem existir aos nossos olhos carnais, na verdade não existem (não são existências verdadeiras). Isto porque Deus, que é o único Criador e possuidor de profundo amor e sabedoria infinita, criou através de Sua sabedoria onisciente um mundo perfeito e harmonioso que não contraria o amor. Todos os “males” e “desarmonias” apenas parecem existir, devido à sugestão hipnótica do pensamento coletivo da humanidade. Nós não lutamos contra uma “infelicidade que existe verdadeiramente” nem mentalizamos para curar uma “doença que existe verdadeiramente”. Nós mentalizamos o Aspecto Perfeito da “Realidade”, a fim de nos despertarmos da hipnose provocada pelo pensamento coletivo da humanidade. Se o homem é auto-realização de Deus, se ele é o centro da expressão de “Deus perfeito”, por que haveria de sofrer com desgraças, calamidades, pobreza ou doença?

DECISÃO E PODER

Dárcio

Por mais que as sugestões do mundo tentem convencê-lo de que há OUTRO PODER além de Deus em atividade, a Verdade é que Deus é o Poder Amoroso único que está ativo como o Universo todo e como a sua Consciência. Portanto, quando tomar a DECISÃO de meditar e reconhecer este PODER, deve entender que DECISÃO E PODER são UM, mas que são “departamentos” distintos em você próprio! A DECISÃO vem da mente e o PODER vem da Consciência! Por isso temos o registro, “Aquieta-te, e sabe: Eu Sou Deus”, no Salmo 46.

Medite consciente da ação conjunta e una das duas funções! DECIDA-SE por reconhecer que a ONIPOTÊNCIA É! Ao mesmo tempo, entregue-se, com esta convicção, á Consciência divina que Se derrama como TODO O PODER presente no Universo, em sua vida, em sua Mente e em seu Corpo. Contemple esta atividade da Onipotência!

A DECISÃO trava o mesmerismo! Enquanto isso, o PODER, que é Atividade onipresente, Se revela espontaneamente! Assim, sempre que meditar, permaneça nesta DECISÃO, e “deixe” o PODER Se mostrar em VOCÊ! E como onipotente!!

A VIDA CUMPRE SEU OBJETIVO (PARTE UM)

Marie S. Watts

PARTE UM

Percebamos o fato de que o único cumprimento de Objetivo deve ser, necessariamente, o Todo Universal Se manter como Perfeição absoluta, constantemente e por toda a eternidade. Percebamos, também, de que forma este Objetivo é cumprido em e como nossas atividades do dia-a-dia. Percebamos como esta Verdade é evidenciada, não apenas em nossos afazeres diários, mas também como o nosso Corpo. Percebamos como a Vida, a Mente, a Consciência, o Amor, são evidenciados exatamente aqui e agora em e como cada faceta de nossa experiência. Exatamente aqui, precisamos conscientizar a inseparabilidade do Amor inteligente, consciente e vivo, que é Deus; e esta conscientização deverá permanecer durante toda a nossa contemplação.

Principiemos com a Vida: vejamos de que maneira nós parecemos limitar a Vida em Si. Como sabemos, a Vida é Atividade. Assim, qualquer ilusão que aparente limitar a Vida parece manifestar-se como uma limitação de nossa atividade. Esta farsa se apresenta sob várias formas. O que predominantemente é considerado como manifestação da Vida é o Corpo. Portanto, consideremos, primeiramente, a Vida e seu objetivo do ponto de vista do Corpo.

Se a Vida aparenta estar crescentemente limitada, o Corpo também aparenta se tornar mais limitado em sua atividade. (Naturalmente, isso é inteiramente ilusório.) Todavia, este quadro falso aparece como um corpo que é mais limitado em sua força, liberdade e atividade que não requeira esforço.

Uma das mais trágicas de todas as ilusões é a conhecida como “velhice”. Oh, isto é uma farsa! Se não tivéssemos este discernimento, por certo nos entristeceríamos ante estes quadros completamente falsos de envelhecimento que aparentemente vemos. Sempre ouvimos alguém a dizer: “Ah, antes eu podia fazer essas coisas, mas já não posso mais realizá-las!” Exatamente aqui está o falso quadro da Vida. Ele representa equivocadamente a Vida ilimitada, mostrando-a limitada em sua livre atividade, imutável, eterna. Ele supõe que a Vida esteja em mutação, perdendo sua força, sua liberdade, seu propósito de existir.

Ás vezes ouvimos alguém afirmar: “Eu não consigo me lembrar de mais nada, agora que estou velho”. Ora, isto certamente é uma falsidade sobre a Mente imutável eterna. Poderíamos citar infinitos exemplos de relatos ilusórios desse tipo. Porém, sigamos além dessas declarações falsas e passemos a perceber o motivo pelo qual estas aparências — que não são genuínas — continuam aparentando ser tão reais ou tão predominantes

Toda fantasia chamada de “velhice” tem origem na ilusão de que a Vida, a Mente, a Consciência, o Amor, tiveram começo. Supostamente eles passaram a existir; e, supostamente, deixarão de existir. Neste intervalo, supostamente eles amadurecem, enfraquecem, se deterioram para, finalmente, desaparecerem. Este quadro, por certo, não é algo cuja consideração nos dê qualquer alegria. Se ele fosse verdadeiro, não haveria muito sentido em estarmos vivos; e, certamente, não existiria alegria alguma em vivermos. Se realmente acreditarmos que a Vida, a Mente, a Consciência, o Amor, nasceram — tiveram começo –, esse conceito equivocado e falso simplesmente terá de desaparecer na Presença do Amor inteligente, consciente, vivo e eterno. Contudo, até que seu completo “nada” seja percebido, este senso ilusório de vida continuará aparentando ser verdadeiro.

Se o Amor inteligente, consciente e vivo penetrasse num corpo, certamente iria amadurecer e envelhecer no corpo, e também um dia iria se extinguir fora do corpo. Mas o fato é que o Amor inteligente, consciente e vivo constitui eternamente Sua própria Substância, Sua própria Atividade, e Sua própria Corporificação. Como poderia , então, penetrar num Corpo, amadurecer, envelhecer no Corpo — ou como o Corpo –, e morrer fora do Corpo? ISTO É TOTALMENTE IMPOSSÍVEL. A Vida não pode morrer fora de Si mesma. A Consciência não pode se tornar inconsciente de Si mesma. A Mente não pode se separar de Si mesma. Nem pode o Amor desertar de Si mesmo.

Conseqüentemente, pode-se notar que tudo se deve a um errôneo conceito quanto ao que constitui o Corpo; e isso explica o motivo pelo qual ele aparenta envelhecer e morrer. Naturalmente, por trás desse conceito equivocado, há a ilusão de que existe uma pequenina vida pessoal, capaz de fazer, saber, possuir ou ser algo de si mesma. Ah, eis o ponto crucial de toda a ilusão! NÃO HÁ PESSOA ALGUMA SEPARADA, CAPAZ DE FAZER ALGO, SABER ALGO, POSSUIR ALGO, OU SER ALGO DE SI MESMA. Uma vez percebido esse fato clara e completamente, todas as demais falácias referentes a uma mente ou identidade inexistentes, são eliminadas completamente. Nada eram e nada permanecerão sendo.

Nesse ponto, é importante perceber o fato de que VOCÊ nunca é uma ilusão. Nem tampouco é uma mente iludida. Uma ilusão é simplesmente uma ilusão e nada mais. A única forma de uma invenção ilusória poder existir é no caso de ela ser aceita, acreditada ou imaginada como genuína. A ilusão realmente jamais ilude VOCÊ. É impossível que a Mente consciente perfeita, que você é, seja o tipo de mente que possa ser iludida. A Mente consciente perfeita, que você é, é a própria Mente que é Deus. E Deus nunca está iludido.

Uma ilusão — nulidade — ilude somente a si mesma. Em nada ela se relaciona com a Identidade que você é. VOCÊ SABE QUE UMA ILUSÃO É PURO NADA. VERDADEIRAMENTE, VOCÊ NÃO TEM CONSCIÊNCIA ALGUMA DE UMA ILUSÃO OU DE ALGUMA DE SUAS PRETENSÕES ILUSÓRIAS. Numa das preces do Ultimato, consta o seguinte: “Como poderia saber algo que Deus desconhece, quando Deus é tudo que sabe?” Sim, é impossível, para a Mente que você é, saber alguma coisa que seja desconhecida para, ou como, a Mente que é Deus. Portanto, você não tem sequer um conhecimento de uma ilusão, nem de qualquer de suas alegações ilusórias. No decorrer de toda a nossa discussão sobre uma ilusão, por favor, esteja ciente do fato de que a Mente que você é, é completamente desconhecedora de uma ilusão; e de que esta Mente nunca está iludida.

Você não está vivo como uma pequenina vida temporária ilusória. Você não é uma identidade separada, ou uma mente consciente viva separada. Jamais você entrou num corpo temporário; tampouco chegou a viver em, ou como, um corpo temporário. Não existe tal coisa como Alma e Corpo. Alma e Consciência são a mesma Essência. A Alma é o Corpo, e o Corpo é a Alma. Você não habita um corpo. Antes, a Mente consciente viva que você é, constitui o ÚNICO Corpo que você conhece, ou que sabe constituir o seu Ser. Se você pudesse ter entrado num corpo, poderia também ter vivido muitos anos num corpo — tê-lo habitado –, e, por fim, iria ter de abandonar um corpo. É exatamente aqui que se encontra a fantasia chamada “tempo” surgindo no quadro ilusório. Todos os enganosos quadros de idade, deterioração, nascimento, morte, estão basesados nesta mentira fundamental, ou seja, que existe a coisa denominada “tempo”.

Continua…>

A VIDA CUMPRE SEU OBJETIVO II (PARTE FINAL)

Marie S. Watts

PARTE FINAL

O TEMPO NÃO EXISTE. Alguns cientistas espaciais sabem que realmente não existe nem o tempo nem o espaço. Obviamente, eles não colocam o assunto nesses termos, por saberem que isto soaria de modo irracional, até mesmo ridículo. Todavia, eles estão certos. Realmente não existe nem tempo nem espaço. Há somente uma ilusão que engana a si mesma no sentido de crer que o “tempo” existe. Você irá recordar esta maravilhosa citação de nossa Bíblia: “O que foi, é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer: nada há, pois, novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1: 9). Esta é uma citação da Verdade Absoluta. O tempo não existe.

Toda Verdade — tudo que é verdadeiro — é eternamente verdadeira. Toda atividade é uma atividade eterna. Nada muda. Nada é acrescido, e nada é subtraído do AGORA eterno e infinito de Inteireza constante. Um livro inteiro poderia ser escrito sobre o tema de o Universo ser sem tempo e sem espaço, bem como o porquê de Ele ser assim. Contudo, não devemos desviar o assunto, para não interferirmos na continuidade de nossas revelações. Por ora, basta dizermos que a Mente perfeita, inteligente, consciente, viva e eterna, é AGORA. Ademais, esta Mente eterna não cumpre Seu objetivo sendo mente temporal em corpo temporal. A Consciência eterna não cumpre Seu objetivo vivendo como um corpo temporal. Não existe corpo desse tipo. O que aparenta ser um copo temporal é simplesmente uma corporificação da própria ilusão. Mas esta formação ilusória não é o meu Corpo, não é o seu e não é o corpo de ninguém. Uma ilusão não está viva; ela não é inteligente; tampouco é consciente. Ela não tem substância ou atividade. Sendo nada, ela nada possui, nada sabe, e nada é.

A conscientização de que não existe o tempo significa, naturalmente, a percepção de que não existe tempo algum em que houvesse nascimento, amadurecimento, declínio, envelhecimento ou morte. Não existe tempo algum em que pudesse ocorrer mudança. Não existe tempo algum em que o corpo pudesse ficar decrépito, inativo, doentio, sem agilidade, ou sujeito a qualquer outro tipo de anormalidade.

O Corpo eterno é tão imutável quanto o Amor, a Vida, a Consciência ou a Mente eternos. O Corpo vivo, que você é, tal como o Universo, não pode se deteriorar e envelhecer. O Corpo eterno, que você é, assim como o Universo, não pode ter começo ou fim. O Corpo eterno, que você é, é incapaz de sofrer, adoecer, envelhecer, ficar inativo ou decrépito, assim como o Corpo universal é incapaz de passar por algo assim, ou incapaz de se tornar alguma destas falácias ilusórias.

O precedente é verdadeiro, pois a Vida que está viva, exatamente aqui e agora, é a Vida universal, perfeita e eterna. Sem tempo, sem mudança, sem idade, esta é a ÚNICA Vida que pode estar viva. É a ilusão chamada “tempo” que aparenta limitar o homem a uma duração de somente alguns anos. É esta mesma ilusão que parece limitar sua livre e perfeita atividade propositada a alguns poucos anos. E, é esta mesma falsidade que aparenta limitar sua força, sua liberdade, sua harmonia e Perfeição a um certo número de anos.

Toda ilusão — mentira — sobre algo tem de se curvar ante o fato — a Verdade — que é aquele Algo. Aquilo que é verdadeiro permanece em Sua inteireza, eternamente. Aquilo que é falso aparece, e tem de desaparecer. A ilusão cria suas próprias assim-chamadas leis. A Verdade não necessita de leis. A Verdade é o Princípio que é sempre Autogovernado, sendo, portanto, a Sua própria lei. Qualquer ilusão, com todas as suas leis falsas, passa; porém, a Verdade não governa por leis, e tampouco a Verdade passará. A ilusão chamada “tempo” deve, necessariamente, terminar, assim como toda ilusão aparenta ter começo e ter fim. No livro Apocalipse 1;3, há uma perfeita colocação desta Verdade Absoluta: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. Como está estabelecido nO Ultimato, isso não é nenhuma profecia. Antes, é uma colocação do fato de que toda a eternidade, em Sua inteireza, existe neste momento. Para a Consciência iluminada, o “tempo” é desconhecido e impossível de se tornar conhecido. A Consciência iluminada é consciente somente daquilo que é verdadeiro. E, naturalmente, não existe nenhuma Consciência que não seja Consciência iluminada.

A Mente Universal desconhece as limitações chamadas “tempo” ou “espaço”. Todos já devem ter observado que juntamente com esta falácia chamada “velhice”, aparenta também haver uma crescente tendência de se permanecer num círculo cada vez menor. Há uma aparente aversão a viagens, ou ao abandono do ambiente atual. É dessa forma que a falsa limitação chamada “espaço” iria, se possível, limitar a Mente Universal consciente e viva. Mas, onde estão as barreiras? Onde existe uma circunferência delimitando o Amor, a Mente, a Vida, a Consciência? Olhe para o céu e faça a seguinte pergunta a seu Eu: “Onde a Consciência que Eu sou, deixa de estar consciente nesta Infinitude ilimitada?” Você poderia traçar uma linha de demarcação entre VOCÊ e os céus? Realmente, nenhuma linha de demarcação cerca a Identidade UniversaL, livre e sem fronteiras, que VOCÊ É. E, como agora alegam os nossos amigos físicos, tempo e espaço são a mesma coisa. E eles estão começando a descobrir que nenhum dos dois existe como um real fato absoluto.

Assim, onde estão as limitações? Onde está a limitação que alega ser sua saúde capaz de ficar completa somente por um número limitado de anos? Onde está a limitação capaz de convencê-lo de que está confinado pelo tempo ou pelo espaço? Se nem o tempo nem o espaço existem, como existiria tal limitação?

Nem seria preciso dizer que, de um pequeno e limitado ponto de vista pessoal, esta gloriosa liberdade não pode ser realizada, É simplesmente impossível separar a Vida irrestrita que nós somos. Esta Vida não pode ser dividida ou separada em fragmentos ou partes de Si mesma. Nós não podemos personalizar o infinito Todo Universal impessoal.

Amado, o reconhecimento de sua Identidade livre e irrestrita é glorioso. Nesta realização, você se encontra consciente de ser vibrante, dinâmico, livre, e, portanto, jubiloso. Há uma percepção de ser a Vida rítmica pulsante. E é desta maneira que você é a própria Presença consciente da Vida infinita eterna, cumprindo o Seu objetivo. Esta é a Vida infinita eterna que VOCÊ É, cumprindo o Seu objetivo de ser jubilosa, livre e harmoniosamente viva, eterna e infinitamente COMO VOCÊ. Eternidade é AGORA. Infinitude é AQUI. É exatamente aqui e exatamente agora que a Vida cumpre o Seu Objetivo de estar viva como VOCÊ, e como seu Corpo. Você e seu Corpo são UM. Inexiste outro VOCÊ, e inexiste qualquer “outro” corpo. Além disso, você nada sabe sobre um outro “você”, ou sobre um outro “corpo”.

Você está a imaginar sobre que tem tudo isso que dissemos a ver com seu cotidiano e experiência diária? Realmente, tem tudo a ver com seus afazeres diários. Viver cada dia livre, jubilosa e dinamicamente é, na verdade, um maravilhoso cumprimento de Objetivo de a Vida existir. É, certamente, uma prazerosa experiência estar vibrante e destemidamente vivo, dando continuidade às suas atividades em e como vigor e energia inexauríveis. Se esta Verdade não Se evidenciasse em e como os nossos afazeres diários, poderíamos duvidar de sua autenticidade. Mas Ela Se evidencia, fazendo-o em e como sua vida diária, como cada atividade sua, e como a atividade de seu Corpo.

OUÇA, EM VEZ DE PENSAR!

Dárcio

Na vida corrida de hoje em dia, a oração precisa ser feita sem perda de tempo! Escolha um período qualquer para meditar, e, realmente, faça destes momentos os mais esperados, preciosos e elevados do dia! Como? Não levando a mente humana junto! Deixe-a fora de sua meditação! Faça o seguinte: Feche os olhos e reconheça:

Aqui estou, Pai, sem pensamentos, sem preocupações e sem vontades! Eu apenas aqui estou! Ouço com total atenção o que preciso ouvir!

Permaneça em quietude e paz nesta oração de “escuta”. Aguarde uma paz interior ser sentida! Uma revelação! Uma sensação de liberdade! Aguarde a sensação de que a Voz de Deus é a Voz de sua própria consciência! Simplesmente aguarde!

A PERCEPÇÃO ILUMINADA

Dárcio

Tudo que reconhecemos na vida, como “problema”, se deve a uma causa única: a incapacidade da mente humana em perceber a presença da Perfeição absoluta e imutável em nosso aqui e agora.
 
A Metafísica Absoluta, com seus princípios revelados, enfatiza que não há seres humanos, mundo humano, estudantes e mestres humanos da Verdade, humanidade, etc. EXISTE SOMENTE DEUS! Assim, são descartados os esforços humanos ou “busca da Verdade”, quando passamos a levar em consideração a AUTO-REVELAÇÃO DIVINA, pela Graça. Sabemos que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. (Salmo 127:1).
 
Analisemos os fundamentos da PERCEPÇÃO DIRETA DA REALIDADE. Desse modo, deixaremos a mente ilusória de lado para, com a Mente de Cristo, discernirmos o que sempre foi, é, e será a nossa Realidade, a nossa real experiência iluminada de vida.
 
De início, façamos três considerações:
 
a)   a Percepção espiritual não é gradativa.
b)   a mente humana, também chamada de “mente carnal”, é uma ilusão coletiva; assim, sendo inexistente, obviamente não está sendo nossa mente deste agora.
c)   O fato de a mente inexistente não perceber a Realidade divina não afeta a nossa PERCEPÇÃO REAL.
 
Não podemos PERCEBER algo que julgamos não existir. Seria inútil tentarmos perceber a Verdade Total aceitando a crença de que “parte dEla ainda está por se manifestar”. Não há graduações de Percepção espiritual. Quem aceitaria que o Universo é parcialmente existente? Ou que estamos parcialmente vivos ou conscientes? A VERDADE É! Não admite meios-termos. Quem faz este estudo, tomando por base o que a mente humana aceita em sua lógica, e difunde a outrem esta mesma noção errônea, será “o cego guiando outro cego”, indo ambos para o “buraco da não-percepção”.
 
Partindo da premissa de que existe um Universo glorioso aqui presente, e plenamente manifestado, será fácil aceitarmos o Fato de que “nele já vivemos, nos movemos e existimos”, como a Bíblia nos revela. Se admitirmos que NOSSA CONSCIÊNCIA É O NOSSO UNIVERSO, naturalmente concluiremos que a PERCEPÇÃO COMPLETA já está manifesta! Deus, percebendo a SI mesmo como “MINHA PERCEPÇÃO: eis em que consiste a PERCEPÇÃO ILUMINADA! Ela é direta e absoluta! Deus é o Universo e também a Consciência que O está percebendo como a nossa própria Consciência. Por conseguinte, estamos percebendo a Presença da Realidade Onipresente, aqui e agora. Como havíamos antecipado, inexistem “graduações” de percepção espiritual, uma vez que a Consciência divina é a única Consciência que há, é infinita, e está plenamente manifesta e consciente como a Consciência individual de todos nós.
 
A suposta mente humana é inexistente; desse modo, por não existir, não pode estar “bloqueando” a percepção daquilo que existe. Assim, na Percepção espiritual, a suposta “mente humana” não desempenha papel algum. A intenção de “querer enxergar o Universo espiritual”, bem como empreender esforços mentais voltados para esse objetivo, são práticas infundadas. Você, eu, qualquer ser real, já é a Consciência iluminada em Autopercepção, em discernimento total e constante do Universo infinito que existe PRONTO, de forma COMPLETA, aqui e agora.
 
A suposta “falta de Percepção da Realidade”, atribuída à “inexistente mente humana”, NÃO AFETA A PERCEPÇÃO DA CONSCIÊNCIA DIVINA, MANIFESTA AQUI E AGORA COMO A NOSSA CONSCIÊNCIA ILUMINADA.
 
O total abandono do “desejo ardente” de perceber a Realidade é, na verdade, o campo propício para a PERCEPÇÃO LEGÍTIMA, pois aquele anseio partia de um instrumento ilusório: a chamada mente humana. Se não há mente humana, não há também o anseio mental humano de “perceber a Realidade”. Desse modo, a admissão radical da existência única da Consciência divina, que é nosso ponto de partida neste estudo, desfaz o dualismo ilusório que nos fazia considerar “Universo real” e “mundo terreno”; “eu superior” e “ego humano”, etc. Alguém já disse que “o paraíso é a terra corretamente discernida”. Desfeito o dualismo, AQUILO QUE SEMPRE É, É VISTO POR NÓS COMO ALGO SEMPRE PERCEBIDO! Em outras palavras, quando aparentemente estamos contemplando o Universo espiritual pela “primeira vez”, durante a experiência de iluminação, jamais nos sentimos surpresos, achando que houve o “início” da experiência, ou que estivéramos anteriormente fora dela por algum instante. Pelo contrário, a experiência endossa os três pontos que salientamos no início, ou seja, que não existe Percepção gradativa, que a nossa Percepção está sempre SENDO, e, que jamais existiu outra mente, senão a Mente divina em constante Auto-percepção onipresente.
 
A Percepção iluminada revela o “nada” da mente humana, o que promove o sumiço automático de todos os chamados problemas aparentemente presentes em sua nulidade. Assim como alguém hipnotizado se liberta da ameaça de ataque de todos os leões de uma jaula, tão logo desperte para a realidade de que ela jamais existira, não passando de visão imaginária sugerida pelo hipnotizador, também os problemas desaparecem mediante a PERCEPÇÃO ILUMINADA! Entretanto, isto não significa que eles chegaram a estar presentes, ou que a Percepção espiritual os eliminou. A PERCEPÇÃO ESPIRITUAL SIMPLESMENTE REVELA O QUE SEMPRE E UNICAMENTE ESTÁ EXISTINDO: A PERFEIÇÃO ABSOLUTA!
 
Há uma brincadeira infantil que consiste em se observar as nuvens para identificá-las com alguma forma conhecida. A criança, após observá-las, deixa de encará-las como nuvens e passa a reconhecer nelas alguma forma conhecida. Assim, ela passa a “ver” um elefante, uma cachorro, um rosto, etc. O adulto, olhando para o céu, apenas enxerga as nuvens; no entanto, para a criança, elas “parecem nem existir”, entretida que está na “percepção daquilo que não existe”, ou seja, as formas identificadas pela sua mente presa à idéia de “ver coisas conhecidas como as nuvens”. A percepção iluminada corresponde à visão do adulto desta ilustração, que revela somente a Realidade (nuvem) onde a “mente inexistente” (mente da criança) parece identificar inexistências (elefante, cachorro, rosto, etc.).
 
As formas ou coisas do mundo não são o que parecem ser. Deus abrange a totalidade da Existência. Ao nos identificarmos somente com Deus, reconhecendo nossa Visão como puramente       divina, estaremos aptos a perceber e contemplar este Universo tal como Ele já é; e, também, constataremos que esta PERCEPÇÃO nunca deixou realmente de estar presente.
 
Voltando à ilustração, os olhos da criança estavam observando corretamente a nuvem, apesar de sua mente, sugestionada pela brincadeira, parecer nublar-lhe a visão correta para mostrar as formas identificadas por ela. TODOS OS NOSSOS SENTIDOS ESTÃO PERCEBENDO A REALIDADE ESPIRITUAL, AQUI E AGORA, COM A MÁXIMA PERFEIÇÃO. Tão logo a inexistente “mente humana” seja realmente reconhecida como tal, a REALIDADE, que nossos sentidos estão captando, será discernida de modo correto, já que a Mente divina estará sendo identificada como a “nossa” Mente Única.
 
“Tu vês muitas coisas, mas não as observas; ainda que tenhas ouvidos abertos, nada ouves”. (Isaías 42:20) Como dissemos, nossos sentidos estão abertos. É preciso observar (PERCEBER) todas as coisas que vemos mediante a nossa TOTAL E EXCLUSIVA IDENTIFICAÇÃO COM DEUS. Somente assim, teremos conhecido a Verdade que somos; somente assim, a chamada “mente humana” será vista como NADA; somente assim, a nuvem será reconhecida como sendo nuvem, e NÓS, como sendo DEUS.

"A FÉ QUE REMOVE MONTANHA"

Dárcio

Passando de carro por uma estrada, olhando à distância eu vi um tratorista removendo uma montanha de areia do local. Ele e o trator pareciam uma formiga, perto do tamanho da montanha. Coletava, saia com o trator levando a areia que podia levar, e a montanha parecia estar do mesmo jeito! Voltava, repetia a mesma cena, de novo a montanha nem parecia diminuir, e assim aquilo foi se repetindo. Ele tirava, tirava, tirava areia, mas a montanha nem parecia mudar de tamanho! Quando entrei na curva da estrada, não pude mais acompanhá-lo.

À tarde, na volta, passei novamente pelo local e me lembrei do tratorista! Fui ver como estava a montanha, mas ela, inteira, já não mais estava ali!

A prática da Verdade exige uma decisão de tratorista! Ele estava convicto da sua capacidade para remover a montanha, sem se preocupar nem com ela e nem com o tamanho dela! Assim, cada um, diante de sua “montanha”, ou “problema”, deve, sem esmorecer, trabalhar em sua eliminação! Cada reconhecimento de que a Verdade é mais concreta do que a ILUSÃO apresentada, é uma “retirada de areia pelo trator”. A “ILUSÃO” é nada! Apenas dá ares de ser alguma coisa! A permanência no princípio divino torna a ação da Verdade acumulativa! E é quando a “montanha” acaba “virando nada”, e a “cura” se mostrando realizada.

Se o tratorista retirasse a areia do local para em seguida trazê-la de volta, a montanha iria ficar do mesmo jeito! O mesmo se dá na prática da Verdade! Se desprezarmos a ILUSÃO como “nada”, para logo em seguida a buscarmos de volta, com pensamentos do tipo: “Será que a ilusão já sumiu? Terei meditado certo certo para acabar com a ilusão?”, etc, a “montanha” da ILUSÃO ficará do jeito que estava! É preciso uma convicção plena de que DEUS É TUDO! E que Deus e Homem são UM! Para isso, as contemplações devem ser constantes e perseverantes! São elas que nos dão a convicção de que ” todo o Poder nos é dado no céu e na terra”.

A BASE FILOSÓFICA DO IDEALISMO ABSOLUTO

Masaharu Taniguchi

Para curar com a Verdade, jamais se deve ver o homem como entidade corporal. A convicção comum da humanidade é que a matéria eventualmente perderá seu presente equilíbrio químico e de um estado mais complexo, regressará a outro mais simples. No ponto de vista de que o homem é matéria, encontramos implicações de sua destrutibilidade e inconstância. Na idéia de que o homem é corpo carnal também implica a idéia de que pode ser invadido e morto por germes, vírus, bactérias, etc.
 
Conseqüentemente, ao guiar alguém à cura, não se deve ver ao homem como uma entidade física, pois esta idéia implica em destrutibilidade, inconstância e doença. Deve-se, sim, ver o homem como um ser espiritual, eternamente indestrutível. Não importa quão crítica possa ser a condição presente, ou quão débil possa achar-se a pessoa, não se deve deixar preocupar por tais condições, que são apenas fenômeno e não realidade. Qualquer coisa fenomênica é meramente uma sombra, a sombra não é o objeto real. O que não é real só pode ser falso. A falsidade apresenta como existente o que não existe de verdade. O que não existe, logicamente, é inexistente. Um corpo inexistente manifesta uma doença inexistente, mas ninguém deve permitir que sua atenção seja capturada por semelhante falsidade. O filósofo tem que ver a verdade. Deve meditar sobre a verdade de que o homem é FILHO DE DEUS, portanto um SER ESPIRITUAL. Ninguém pode realizar a cura metafísica, se as aparências fenomênicas lhe causam preocupação e inquietações. A terapia metafísica, baseada no idealismo absoluto, não tenta curar através de poderes mentais humanos. O tratamento médico é um processo levado a cabo por médicos. Os médicos reconhecem a existência da doença e aplicam terapia medicinal. Esta é uma ação iniciada a partir de um ponto de vista fenomênico e é completamente aceitável em si mesma. É comparável ao ato de alimentar uma pessoa faminta. Administrar uma adequada quantidade de pílulas vitamínicas e outros medicamentos, pode-se comparar ao ato de alimentar a uma pessoa com uma apropriada quantidade de comida. Sem dúvida, não é uma ação que se realize do ponto de vista metafísico. O mesmo médico metafísico, como homem corporal, toma seus alimentos. Esta ação é aceitável em si mesma. Não obstante, o médico metafísico não vê carne, não leva em conta a existência do fenômeno(mundo visível); em lugar disso, medita sobre a verdade.
 
Através da meditação, ele imprime uma imagem perfeita no filme mental que será projetado na tela chamada mundo-fenomênico. Como resultado, a aparência que se projeta na tela chamada mundo-fenomênico é perfeita. As pessoas vêem as aparências e dizem que a doença se curou. De fato, não houve nenhuma cura, pois a doença não é uma entidade real curável.
 
Quando o praticante adota o ponto de vista de um verdadeiro curador-metafísico, não vê os fenômenos devido a isso, por paradoxal que seja, não busca resultados no mundo dos fenômenos. Se uma pessoa busca, ao meditar, a cura de uma doença, está tomando o ponto de vista de um terapeuta e não o ponto de vista filosófico-metafísico. Um curador metafísico somente medita sobre a verdade. E, ao meditar, percebe plena e profundamente a unidade com a pessoa que busca ajuda, mediante pensamentos de amor, e logo medita sobre a NATUREZA DIVINA desta pessoa. A natureza divina e verdadeira se manifesta da mesma forma como aparece na meditação; a doença não se cura; desaparece. Com o sentido de unidade, aquele em cuja natureza se medita, se manifesta da mesma forma em que o metafísico-sanador meditou.
 
Antes, o paciente havia estado vendo o homem do ponto de vista dos fenômenos. Devido a esse estreito ponto de vista, a verdade não havia se manifestado plenamente sobre a tela do mundo fenomênico. O mundo da verdade aparece claramente com a ampliação do campo de visão do homem (visão que o vê como Filho de Deus perfeito e harmonioso).

UM COM DEUS

Dárcio

 

Ao dizer, “Eu vim ao mundo para dar testemunho da Verdade”, Jesus dava o exemplo de como cada um pode e deve reconhecer a si próprio como o Cristo de Deus! Em toda parte do Universo, Deus Se faz presente com a totalidade de seus dons e qualidades! Contemple este fato em VC MESMO! Feche os olhos e perceba:

TODAS AS QUALIDADES E DONS DIVINOS ESTÃO EXPRESSOS AQUI E AGORA COMO O SER QUE EU SOU!

Dê testemunho desta Verdade, por contempla-La já aceitando sua permanente validade! Faça-o da forma mais simples possível! Já é a Verdade!

A ILUSÓRIA IMPERFEIÇÃO DO SER

Dárcio

Escreve Mary Baker Eddy: O homem é a expressão do ser de Deus. Se alguma vez tivesse havido um momento em que o homem não expressasse a perfeição divina, então teria havido um momento em que o homem não teria expressado Deus, e, por conseguinte, um momento em que a Divindade teria deixado de ser expressa, isto é, teria ficado sem entidade. Se o homem perdeu a perfeição, então perdeu o seu Princípio perfeito, a Mente divina. Se o homem alguma vez tivesse existido sem esse Princípio perfeito ou Mente, então a existência do homem teria sido um mito. As relações entre Deus e o homem, o Princípio divino e a idéia divina, são indestrutíveis na Ciência; e a Ciência não concebe um desgarrar-se da harmonia, nem um, retornar à harmonia, mas sustenta que a ordem divina ou lei espiritual, na qual Deus e tudo o que Ele cria são perfeitos e eternos, permaneceu inalterada em sua história eterna. 

O trecho acima revela o ponto em que devemos nos deter, se quisermos vivenciar a Verdade revelada. Não há duas existências: a divina e perfeita, ao lado de outra, humana e imperfeita. Esse dualismo é a ilusão, a aceitação de uma dupla existência, quando erroneamente nos posicionamos numa condição imperfeita para ficarmos almejando sempre alcançar a perfeita.
 
Que é ilusão? É nada! A suposta aceitação de um fato inexistente! Ilusório! O ponto de partida é a admissão plena e incondicional de que Deus é Tudo! Assim, teremos a sustentação para encarar o Fato verdadeiro, a nossa relação de unidade inquebrantável com Deus, e a conseqüente aceitação de que a Mente única, divina, é a nossa única Mente atual. Se aceitarmos que o homem desgarrou-se da harmonia, estaremos iludidos, estaremos utilizando a “mente humana”, e esta é falsa! Esta mente ilusória tenta nos fazer crer que a harmonia ficou faltante em algum ponto, e que deveríamos trazê-la de volta. Aqui está o segredo da prática metafísica! Decididamente desmascaramos esta fraudulenta mente humana com o Fato verdadeiro: Deus é nossa Mente atual e única! Ela discerne a harmonia perene e intocável! Ela reconhece a Onipresença desta Harmonia infinita! Ela sabe que esta Harmonia É! E sabe que esta Harmonia é TUDO que É!
 
Assim como a onda expressa o mar, em unidade, o homem expressa Deus, também em unidade. Um Deus perfeito Se expressa como homem perfeito. Assim cada um de nós já é! A suposta mente humana, ilusória, deve ser desconsiderada! Não ficará “positiva”, mas ficará reduzida ao nada que sempre foi, quando a Mente única, perfeita, que Se mantém em toda parte em unidade com Suas idéias perfeitas, for aceita com plena naturalidade como sendo a nossa Mente real, eterna e única.

FALANDO DE CASAMENTO

Joel S. Goldsmith

Os casamentos, como estão sendo vistos atualmente, não estão dando certo. Nem é para menos! Da forma com que são interpretados, cada cônjuge acaba ficando sem identidade e individualidade, com a mulher muitas vezes perdendo até o sobrenome!
 
Dois seres se tornarem um não deve implicar a perda da individualidade, coisa impossível de realmente ocorrer! Sempre, de antes do nascimento até a eternidade, o indivíduo se mantém como indivíduo: jamais perdemos a qualidade de ser únicos. O casamento humano, com seu sistema de submissão um ao outro, tenta anular o que de mais precioso cada um possui aos olhos de Deus: a sua individualidade espiritual, ou seja, a manifestação do próprio Deus como homem e como mulher. Temos todos qualidades e dons que não se destinam a ficar anulados simplesmente porque alguém se casou.
 
No casamento espiritual, pelo contrário, em vez de submissão existe liberdade. Um cede ao outro total liberdade, reconhecendo este ponto logo que se casam. Depois de trinta anos de experiência, concluí que somente darão certo os casamentos em que houver a mútua concessão de liberdade. Cada um vivendo a própria individualidade e, ao mesmo tempo, sem exigências, compartilhando a vida a dois.
 
Se no casamento humano homem e mulher têm direitos legais, no casamento espiritual a coisa é diferente: ambos têm somente o privilégio de amar e compartilhar, sem direito algum de fazer exigências. Não cumpriremos nossa experiência humana enquanto não pararmos de aprisionar alguém como  vítima de nossos direitos.
 
Geralmente, no casamento humano, o marido assume a função de sustentar a mulher. Espiritualmente, jamais ela fica nessa dependência, pois estaria negando sua divina herança de se manter autosuprida graças à sua comunhão com Deus. Quando esta herança é reconhecida, o marido é liberto para compartilhar, liberto das obrigações legais que o forçariam a fazer alguma coisa. Ninguém gosta de agir por obrigação! Nem legal nem moralmente! Porém, quando fazemos as coisas espontaneamente, de livre vontade, sentimos enorme prazer. São feitas de coração, e não movidas por alguma lei de tribunal humano.
 
A volta ao lar do “filho pródigo” é o casamento místico. Quando o indivíduo, que se via separado de Deus, descobre sua unidade consciente com Ele, temos o casamento místico. Separado de sua Fonte, jamais o homem será completo!
 
O indivíduo, quando está consciente de sua unidade com Deus, encontra sua unidade com todo ser e idéia espiritual— e isto inclui todo tipo de relacionamento no céu e na terra. O casamento humano, portanto, é a expressão visível do casamento místico, da unidade consciente com Deus. Sem esta base real de fortalecimento espiritual, casamento algum poderá resistir. Quando cada um, homem ou mulher, fizer o contato consciente com Deus, estará em contato consciente com seu par, com os filhos, vizinhos, nação e resto do mundo. Jamais haverá esta “união fortalecida” sem que haja, antes, o relacionamento de união com Deus. Aí, sim, teremos uniões fortalecidas em todas as esferas humanas.
 
Não devemos crer no casamento como instituição permanente, a menos que ele tenha sido fruto da conscientização de unidade com Deus por parte do casal. Então, sim, haverá a união impossível de ser rompida. Ouve-se muito, em cerimônias de casamento, a frase “o que Deus uniu não se pode separar”. De fato, o que Deus une ninguém conseguirá separar! Será um relacionamento indestrutível, mas se for consolidado realmente por Deus. Inexiste unificação, inexiste união, exceto na consciente união com Deus.
 
De minha própria experiência, posso adiantar que as desarmonias não têm acesso ao lar ou casamento em que o casal com freqüência se une em meditação. Se algo pude aprender em minha vivência espiritual, tal aprendizado foi o seguinte: onde quer que nos unamos em meditação, ocorre o desdobrar do amor.
 
Para que um casamento não se restrinja ao mundo visível, e seja uma união do Reino de Deus, para que ele tenha, não a “paz do mundo”, mas a “Paz celestial”, deverá existir não somente por um vínculo espiritual, mas também ser mantido por constante meditação, em que nos unimos a Deus e nos unimos mutuamente.
 
Este é o segredo da meditação. Com ela, unimo-nos a Deus e nos descobrimos em unidade com toda a humanidade sensível à espiritualidade. Isto se torna ainda mais real no casamento. Na união com Deus, principalmente quando homem e mulher se unem para meditar, ambos descobrem entre si um elo indissolúvel, uma vez que o relacionamento que daí emerge, é algo muito além daquele meramente pessoal. Ele transcende inclusive o bom relacionamento humano. Dissolve todo o mal entre os casamentos comuns, dissolve toda a sensualidade, todo ciúme, toda malícia, toda exigência, e se torna a livre doação de Deus a nós, e a cada um, reciprocamente.
 
Não há questão alguma, num lar, que não se resolva pela meditação conjunta, desde que ambos abram mão de querer fazer prevalecer a sua vontade ou desejo pessoal, para que a Vontade de Deus possa ser feita. Este é o segredo, e não há outro. Todos os tipos de relacionamentos humanos podem ser mantidos em harmonia; porém, esta possibilidade somente existe pela submissão de nossa vontade a Deus, e nunca pela submissão mútua de nossa individualidade.
 
Sempre devemos honrar e respeitar a individualidade do outro. Recordemos que, da infância à fase madura, temos em cada casal duas pessoas trazendo traços individuais de caráter, de hábito e de vida; assim, não nos iludamos: tudo aquilo não ficará passível de resignação somente por ter ocorrido um casamento! Portanto, mesmo quando nossos meios, modos ou maneiras diferirem por completo dos praticados por nosso parceiro, os fatos que acabamos de expor deverão ser lembrados. Enquanto cada um tiver a liberdade para ser “ele mesmo”, enquanto os dois estiverem sendo “eles mesmos” em união consciente com Deus, o casamento será uma relação indissolúvel, assim na terra como é no céu.

ORDEM: PRIMEIRA LEI DO UNIVERSO

Dárcio

A Ordem é a primeira Lei do Universo. A Ordem é o próprio Universo Se mantendo em harmonia absoluta! A Lei é Deus em cada ponto de Si mesmo expressando a Ordem permanente.

Sejam quais forem os quadros de desarmonia mostrados pela mente humana, não se prenda a eles! Não são “ordem”, são a “desordem”; logo, não são REALIDADE!

Atenha-se a Deus Se mantendo como Ordem Onipresente! Atenha-se à Verdade até que sinta ver calmo o “temporal de ilusão”. Deus é Tudo! A Ordem é Tudo! Atenha-se à VERDADE, somente à VERDADE! E a Verdade é esta: A ORDEM É A PRIMEIRA LEI DO UNIVERSO! 

"DESPERTA, TU QUE DORMES…"

Dárcio

Em Efésios, 5: 14, consta: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e o Cristo te alumiará”. Os “mortos”, na Bíblia, são os que se julgam seres humanos, nascidos da carne e expulsos do paraíso. “Levantar-se dentre os mortos” é “subir à Consciência Cristica”, ao Cristo de seu próprio ser, em que SUA LUZ É VOCÊ!. Isto o leva à percepção de que jamais VOCÊ deixou de estar em UNIDADE PLENA COM DEUS.

Todo ser humano tem seus limites! Mesmo os que se dizem dotados de poderes mentais “desenvolvidos”, pois, em realidade, unicamente Deus é Poder! Por que é revelado que “Com Deus todas as coisas são possíveis?” (Mateus 19: 26). O motivo é o seguinte: “TUDO ESTÁ FEITO!” A Obra de Deus está pronta, consumada e perfeita, e VOCÊ somente deve contemplá-La com os “Olhos da Consciência Iluminada”. Esta contemplação consciente é o “estudo do Absoluto”: A PERFEIÇÃO INFINITA JÁ ESTÁ CONSUMADA!

Quando sua atenção permanece nesse reconhecimento, deixando de lado as aparências vistas pela suposta mente humana, é discernido que “Deus e Homem são UM”, e, assim, “tudo lhe será possível”, pois, em verdade, TUDO JÁ ESTÁ FEITO. Não ficará com “olhos nas aparências”, tentando ali realizar trabalhos prodigiosos! Não é este o sentido! Estará contemplando que as maravilhas divinas já estão feitas! Apenas isto! No contato normal com o mundo, suas ações tomarão naturalmente o rumo certo, em que as “coisas todas vão se tornando possíveis”, e se concretizando neste mundo. Por que? Por já “estarem feitas”! As “contemplações” apenas  vão tornando-as VISÍVEIS.

HUMANOS PONTOS DE VISTA

Dárcio

É comum, ao falarmos com alguém que não esteja estudando a Verdade Absoluta, ouvirmos que “Verdade absoluta” não existe, que “cada um tem sua verdade”, que “a verdade de cada um depende de seu ponto de vista”, etc. Quando citamos frases de Buda ou de Cristo, que enfatizam a Verdade Absoluta, o que ouvimos? “Você não deve apenas citar frases fora do contexto!; é dessa forma que os ensinos são deturpados!”. Porém, quando perguntamos: “Mas estas frases são verdadeiras ou não?  “Em Deus vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser” (Atos 17:28),  por exemplo, como você a entenderia DENTRO do contexto?”  E, é quando a pessoa desconversa, diz que cada um quer “puxar a sardinha para a sua brasa” e rapidamente encerra a conversa com frases do tipo: “Religião não se discute”. Por que esta atitude é tão comum? Por ser crença coletiva! É a “mente carnal” falando como a pessoa, e não a própria pessoa! Como sabemos, a “pessoa real” sempre é Deus em expressão individual!

O mundo atual não comporta mais os “humanos pontos de vista”. Ou alguém se enquadra às profundas Verdades reveladas, com “coração de criança”, repetindo para si , e vivenciando em si  as frases absolutas de Buda, Cristo e outros iluminados, ou ficará alinhado ao mesmerismo, à crença hipnótica com sua “pseudo-humildade”, que muito mais honra os errôneos conceitos humanos do que as próprias revelações de Deus.

Quem já entendeu que a mensagem espiritual visa ao entendimento de que Deus é nosso ser, seu único trabalho será o de permanecer nesta percepção de que a Mente divina é a sua! Este “entendimento” não é um “humano ponto de vista”, e ele sabe disso!

As sementes podem e devem ser lançadas também em solos inférteis, desde que fiquemos livres e descomprometidos quanto ao “quando” que elas germinarão e darão frutos na vida de alguém! O sol brilha! Não nega luz nem calor a ninguém! Quem dele necessitar, logo achará forma de a ele se expor! “Segue-me tu”, disse Cristo Jesus. É isto!

DESAFIO ILUMINADOR

Dárcio

Viciados em ensinamentos que apenas focalizam supostos poderes da mente humana, muitos que vêm ao estudo do Absoluto acham difícil entender as bases deste enfoque. Acostumados com práticas mentais, que apenas prometem rearranjar a vida particular e também o mundo todo, carregam a fixa idéia de que o mundo humano é real e passível de ser melhorado. A permanência nesse universo de crenças não constitui a real libertação do homem!

A Verdade lança o desafio: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra” (Mateus 23:9). A aceitação de que o Reino de Deus é aqui mesmo, é que “aos poucos” deve ser conscientizado por alguém, é a grande farsa! Certos autores pregam a existência do Reino divino, mas condicionam sua manifestação a algo possível de ser feito pelo suposto “eu humano”. Falam que o bom ser humano é canal de expressão divina, que a “espiritualização” dos pensamentos nos leva a Deus, etc. Tais colocações dualistas, por mais que possam parecer bem-intencionadas, são falsas! DEUS É TUDO, E DEUS É UM COM A TOTALIDADE DE SUAS FORMAS AUTO-MANIFESTADAS! Deus está UNO com cada um de nós, o que equivale a dizer que nada poderá “nos unir a Deus”. A Existência é UNIDADE! Deus já é UM  conosco! A dualidade é a farsa que coloca o pseudo-moralismo humano como pré-requisito para o desfrute de nossa herança divina.

Aos nos recomendar, “Não chameis de Pai a ninguém sobre a face da terra”, Jesus revelava a UNIDADE PRONTA DA EXISTÊNCIA, revelava que sempre é o AGORA em que DEUS É UM CONOSCO. E revelava que este REINO DA UNIDADE CONSUMADA é o único verdadeiro em existência. Não há ser humano afastado de Deus; não existe ser humano moralmente melhor, em condição superior ao mau ser humano, para se unir a Deus; não existe bom ser humano; não existe mau ser humano; não existe ponte que ligue um ser humano a Deus. Não existe ser humano, não existe mundo humano, não existe humanidade!

Que dizer do suposto mundo humano? Nada! É uma farsa! ILUSÃO MENTAL! Este é o DESAFIO ILUMINADOR! Deixar de considerar o mundo e os supostos filhos de pais humanos, para DISCERNIR A VERDADE: TUDO É DEUS, UNO CONSIGO PRÓPRIO COMO INFINITAS FORMAS PERFEITAS!

Leitor, Deus é UM com VOCÊ. Nenhuma prática mental ou meditativa irá jamais “uni-lo a Deus”. Não leve em conta um ser humano! Ele é NADA, desde o princípio. Nada seria capaz de separar VOCÊ da Fonte. VOCÊ ESTÁ UNO COM DEUS, POIS DEUS É TUDO.

“Não terás outros deuses ao lado de mim”, diz a Bíblia no Velho Testamento; “Eu e o Pai somos um”, diz o Novo Testamento. Em outras palavras, a Verdade é sempre a mesma, e está revelada para que cada um A perceba em SI MESMO. Cabe, a VOCÊ,  reconhecer esta Verdade:

 DEUS ESTÁ UNO COMIGO; PORTANTO, DEUS É O SER QUE EU SOU! “QUEM ME VÊ A MIM, VÊ AQUE QUE ME ENVIOU”.

VEJA-SE COMO SOL E COMO RAIO

Dárcio

Apesar de a mente humana ver tudo separado, como se realmente cada ser fosse dotado de mente pessoal, perdura a Verdade de que a Mente ÚNICA se desdobra harmoniosamente como a Mente real de todos nós. No estudo do Absoluto, isto é aceito com “coração de criança”, isto é, ISTO É ACEITO, e ponto final! Podemos falar do sol e de algum de seus raios; mas, estaríamos falando de duas coisas separadas? O Sol é o Sol exatamente por incluir todos os seus raios! Assim é Deus: a Presença universal UNA, que, como o Sol, inclui, é É, cada emanação Sua! “Sois deuses!”, disse Jesus, explicando a individualidade de todos na composição eterna do DEUS UNO ONIPRESENTE!

Contemple a Verdade, apenas! Não tente se “unir a Deus”, não force a mente para “discernir o que VOCÊ JÁ É, sem precisar forçar nada!! Deus é o “Sol”; e, exatamente AGORA, a SUA VIDA é o “raio individual”, ou “Cristo”, que está sendo emanado desse Sol em absoluta perfeição de unidade inquebrantável!

“Eu e o Pai somos um”, disse Jesus! Ele , como RAIO e como SOL se via! Faça o mesmo! Não se veja apenas como “centelha divina”, como é falado em certos ensinamentos! VEJA-SE COMO SOL E VEJA-SE COMO RAIO! Em UNIDADE!

"COMO NÃO ENTENDEIS AINDA?"

Dárcio

Os discípulos já haviam visto a “multiplicação de pães e peixes”! Mesmo assim, logo depois, queixavam-se de falta de pão! Haviam se esquecido de levar pão,e, vendo que havia apenas um no barco, já estavam comentando a escassez!

“Eu sou o pão da vida”, disse certa vez Jesus, para explicar a Verdade universal do ser. A “escassez” surge, nesta aparência de mundo, quando alguém, a exemplo dos discípulos, se “esquece do pão”, não do pão material, mas do “Pão da Vida”. A vida pela Graça é a de quem “trabalha pela comida que não perece”. Muitos não entendem, quando lêem que “somos co-herdeiros de todas as riquezas celestiais”, que tais riquezas são o “Pão de cada dia”, a presença do Cristo reconhecida constantemente em nós! Esta é a “comida que não perece”.

“Para que arrazoais, que não tendes pão? Não considerastes, nem compreendestes ainda? Tendes ainda o vosso coração endurecido? Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis? E não vos lembrais, quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes? Disseram-lhe: doze. E, quando parti os sete entre os quatro mil, quantas alcofas cheias de pedaços levantastes? E disseram-lhe: Sete. E ele lhes disse: Como não entendeis ainda?”
Marcos; 8; 17,21.

Ainda hoje muitos não entendem! As limitações visíveis desaparecem quando, “com olhos ao céu”, reconhecemos a eterna presença do “Pão da Vida” em nós. Tão logo reconheçamos com alegria esta Presença divina, “os bens visíveis começam a fluir”. Como lidar com eles? Administrá-los, entendendo-os como mera “sombra visível” da Substância eterna, do “Pão da Vida”que constitui o nosso “Eu”. Desse modo, a cada dia, teremos atendidas todas as nossas necessidades. Além disso, este trecho ensina a lei “dai e ser-vos-á dado” . Como podemos ver, Jesus “partiu os cinco pães entre cinco mil pessoas”. E os pães se multiplicaram!

Muitos vivem acumulando tudo que vieram recebendo! “Juntam tesouros onde as traças corroem”. Egoísmo? Medo do futuro? Na verdade, nem sempre! Pura falta de entendimento! Puro “coração endurecido”! Somente crêem no que vêem materialmente! A tais, Jesus perguntaria: “Como não entendeis ainda?”

Uma compreensão superficial deste trecho poderia nos fazer crer que a prática da “caridade” é diretamente o nosso objetivo; porém, esta “datividade”, como exposta no ensinamento de Jesus, não é humana! Primeiramente, ele estava desejoso de que os discípulos percebessem o principal: que o mesmo Pai, Fonte Única de Suprimento, estava igualmente presente em cada um. Somente após esta Verdade ser reconhecida, valerá “distribuir” os pães aos cinco mil! Para quê? Para que mais “cinco mil” possam conhecer e contar com a mesma presença do “Pão da Vida” também neles próprios!

Viva a vida pela Graça! A “lógica divina” é diferente da humana! Siga a “receita de Jesus”. Passe a reconhecer, em oração dedicada, o Cristo sendo VOCÊ como o “Pão da sua Vida”. Sinta realmente esta “presença”! Assim, estará “trabalhando pela comida que não perece”. Distribua, com amor e sabedoria, o que lhe for confiado às mãos! VOCÊ é Filho de Deus! Uno com a Fonte infinita de Suprimento real! Assim agindo, testemunhará a repetição do “milagre da multiplicação” em sua própria experiência!

Tenha esta certeza: cada um de nós dispõe de “cinco mil” à espera de que, com eles, repartamos esta “Consciência” de nossos “pães e peixes”; mas, não para que os façamos nossos dependentes; pelo contrário, para que também eles possam ver, conhecer e praticar esta Verdade gloriosa que nos liberta a todos!

A ARAPUCA DO BEM HUMANO

Dárcio

A crença fraudulenta no bem e no mal vem tapeando a humanidade desde que o mundo é mundo! Sempre se repete o filminho ilusório: alguém fazendo de tudo para escapar do mal e fazendo de tudo para desfrutar do bem. Na alegoria de Adão e Eva, é dito que a “expulsão do paraíso” se deu por terem comido do fruto do conhecimento do bem e do mal. Esta é, portanto, a forma com que a ILUSÃO encobre de cada ser a vida paradisíaca a que tem direito, e que já desfruta, mas não vê! Por que não vê? Por estar sob o jugo mesmérico desta “crença no bem e no mal”, que é FALSA!.

Cristo trouxe a libertação plena desta crença! Não disse que iríamos para o Reino de Deus, mas que este Reino já está em nós! Que nos resta saber? Que já estamos nele! É para isso que nos dedicamos à “Prática do Silêncio”. Entretanto, se formos meditar sem antes nos livramos conscientemente dos apegos ao “bem humano”, a sintonia com Deus não se dará a contento!. Enquanto a pessoa permanecer nesta arapuca do bem humano, ocupando a mente com pensamentos do tipo: “Aquela pessoa tem tudo para me fazer feliz!”, “Aquela vaga na empresa é exatamente a que atende aos meus anseios”, “Aquele país seria o ideal para que eu pudesse prosperar”, etc, não estará com a mente livre para que a Verdade Se revele! “O Meu Reino não é deste mundo!” Esta é a aceitação radical que precedendo as meditações, tornam-nas realmente eficazes. Eficazes para quê? Para percebermos que realmente o Reino da Verdade já está em nós e que nós já estamos nele!

DESPERTE PARA A REALIDADE DO HOMEM

MASAHARU TANIGUCHI

Deus é o todo de tudo. Sendo Deus o todo de tudo, nada existe fora dEle. Sendo Deus o Bem, nada existe que não seja bem. Não existindo nada que não seja bem, não pode existir a doença, que não é bem. É por essa razão que se diz que a doença não existe. O que  vê uma coisa inexistente como existente, é a “mente em ilusão”. A “mente em ilusão” é a “mente que sonha”. A “mente que sonha” só existe enquanto sonhamos. Uma vez despertos, não existem nem a “mente que sonha” nem o conteúdo do sonho. A doença não existe. Se parece existir, isso é “sonho”. Despertemos do “sonho”. A realidade é mais concreta do que o sonho. Diante da realidade, o sonho se desfaz. A realidade consiste no fato de que o homem é Filho de Deus, que a sua Vida provém de Deus, e que ele é originariamente saudável.

EM DEUS NÃO HÁ SOLIDÃO

UNIDADE

Só quem se limita à ilusão de um corpo separado é que pensa ficar só. Só quem supõe um Deus distante ou nem compreendeu o que Cristo dEle ensinou é que pensa ficar só. À luz da verdade, ninguém deveria sentir-se sozinho, sabendo que Deus é onipresente e nos ama com terno cuidado; sabendo que o Espírito da Verdade está “mais próximo de nós do que nossos pés e mãos e do que a própria respiração”; sabendo que temos um vasto e riquíssimo mundo psíquico que devemos observar, conhecer e purificar, que são as nossas emoções, pensamentos e nábitos mecânicos. Há tanto a fazer em nós!

A solidão é ilusória porque se apóia somente na realidade dos sentidos, que nos faz dependentes da presença de alguém ou da manifestação constante do seu interesse e afeto. Portanto, a solidão é própria da alma infantil, dependente, que mais pede do que dá. Aquele que está interessado num ideal, que está procurando servir, que preenche utilmente seu tempo, não pode nunca sentir-se só. Não tem tempo para isso. Medite sobre isso. Até mesmo a questão de insegurança material é uma dependência materialista de quem não confia em Deus e nem em si mesmo.

“Não estou só porque o Pai está comigo.”

João 16: 32.