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Dárcio

Quando alguém entra em contato com um ensinamento espiritual, logo o associa com seu mensageiro. Este texto,”Curando Feridas”, da Ciência Cristã, é muito bom; mas quero aproveitá-lo para fazer uns comentários. Ele é apenas um, dentre vários outros, em que a Sra. Eddy é citada como Líder, como “melhor seguidora de Jesus”, etc. A própria Sra Eddy se posicionou como Líder dessa forma, ao instituir as normas da Ciência Cristã. Entretanto, por mais que um mensageiro tenha valor, jamais deve ser glorificado ou enaltecido! Unicamente DEUS é Realidade; toda revelação é de origem divina, se for legítima. Sendo isto óbvio, não há motivo algum para desfocarmos a atenção da Fonte única para supostos líderes, mestres ou instrutores “deste mundo”.

Além desse lado, de deixarmos “toda glória com Deus”, devemos permanecer atentos ao Mestre verdadeiro, o “Cristo que somos”, pois, através dessa atenção, detetamos falhas possíveis de serem encontradas em cada ensinamento. Dificilmente há ensinamentos cem por cento perfeitos, e onde a opinião pessoal de algum mensageiro for exposta, aquilo deverá ser sempre muito bem avaliado pelo “Cristo que somos”, ou então, abraçaremos tais erros, confiando que “algum líder” esteja sempre certo em tudo o que diz.

Quando os princípios espirituais são colocados, é mais raro acharmos estes erros; mas, quando pontos de vista de um autor são também expostos, devem ser lidos com cuidado e não com cega aceitação. Já encontrei, por exemplo, falhas diversas na Ciência Cristã, na Seicho-No-Ie, e no Caminho Infinito, quando “opiniões pessoais” eram explicitadas ao lado dos princípios exatos da Verdade.

Podemos e devemos  aceitar e confiar nos princípios absolutos ensinados, mas jamais devemos acreditar que algum suposto “mestre deste mundo” esteja certo em tudo o que diz. Por isso Jesus disse que “unicamente o Cristo” é Mestre, o Cristo que é DEUS em cada um de nós! Desse modo, se um autor errar, não seremos  seguidores em seus erros. Huberto Rhoden, por exemplo, tirou de circulação várias de suas obras, desejando ainda fazê-lo com tantas outras, por ter tido, após publicá-las, um esclarecimento espiritual maior sobre os temas que havia abordado! E podemos imaginar quantos não foram seus  seguidores, que cegamente se deixaram levar por tudo aquilo  que havia sido publicado!

Quanto mais absoluto for um texto, menos condições de conter falhas ele terá! Esta é mais uma razão para adotarmos  ensinamentos radicalmente  absolutistas.

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A Impotência da Mente Humana

Ao lado do reconhecimento absoluto da supremacia da Mente do Cristo, que é a nossa Mente real e única, devemos dedicar parte das “contemplações da Verdade” para discernir a total impotência da suposta mente humana quanto a ter condições de nos comandar, seja de nós mesmos, seja através de outrem. Não existe mente humana! E não há poder algum em inexistências! Mas isto precisa ser reconhecido, para que puras “sugestões ilusórias” não sejam confundidas com “condições reais”.

A mente humana é um aglomerado ilusório de crenças no bem e no mal. Desse modo, suas sugestões nos vêm como prazeres ou dores, ou seja, como os fictícios “pares de opostos” fundamentados na também fictícia noção de que o bem e o mal existem! O Homem não é um ser humano à mercê de prazeres e dores “deste mundo”; sua totalidade é Deus, sendo, portanto, completo, glorioso e perfeito em si mesmo, na própria Verdade absoluta que permanentemente é! Reconhecer a “ausência” da suposta mente humana, ou seja, sua total impotência quanto a poder nos sugestionar, enquanto nos identificamos com a Mente Todo-poderosa do Cristo que somos, é a vivência na Verdade que nos deixa livres! E esta liberdade, atuando naturalmente nas “crenças falsas dualistas”, faz com que também sejamos vistos livres nas “aparências” deste mundo.

A nossa liberdade é mantida pela nossa permanência em Cristo, onde somos “nova criatura” e não mais supostos mortais conduzidos por crenças hipnóticas. Por isso, os ensinamentos que abraçamos devem ser condizentes com esta liberdade em Cristo, sem fatores poluentes capazes de semear “sementes da ilusão” em solo que já limpamos. Autores como Osho, que, de um lado revelam “verdades tremendas”, enquanto de outro, propagam sexualidade, liberalidade e demais sementes do erro, como várias vezes aqui alertei, devem ser varridos por completo, pela energia antiCrística que  carregam. Também na literatura espírita, encontramos “valor na sexualidade”, o que nem é de se estranhar, uma vez que esta doutrina considera que “temos mente humana em evolução”, negando a revelação de que “temos a Mente de Cristo”. Enfim, não tem, este texto, o intuito de criticar autores ou ensinamentos outros, que não o absoluto. Apenas  exemplifica de que modo “elevadas contemplações” perdem, depois, no cotidiano, sua força! São minadas por falsas doutrinas e falsos mestres! Jesus disse claramente: “Nem vos chameis mestres, porque UM SÓ É O VOSSO MESTRE, QUE É O CRISTO” (Mateus, 23: 1o).

Como lidar com a “aparência de sexualidade”? Da mesma forma com que lidamos com tudo “deste mundo”: anulando, pelas contemplações, a inverdade chamada “mente humana” e, na vida cotidiana, agindo pelo não agir, ou seja, deixando fluir como unidade o que a “Mente de Cristo” deixar extravasar  como “bens acrescentados”.

O “Cristo” é Deus sendo VOCÊ! A Mente de Cristo, portanto, é a SUA! Permaneça nesta Verdade, não se deixando levar por “doutrinas várias e estranhas”, como nos alertou o apóstolo Paulo, e estará de coração fortificado pela graça!

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Verdade Divina Vibrante

Sempre os textos absolutos repetem que “conhecer a Verdade” significa “ser a Verdade” conhecida, e isto explica a afirmação de Jesus: “Eu Sou a Verdade”. Este “Eu Sou”, que, sabemos, é impessoal, universal e indivisível, é este exato “Eu Sou” que somos. Esta Verdade, quando assim reconhecida, é atividade divina vibrante, algo “acima deste mundo”, e que deve contagiar inteiramente a ilusória “mente deste mundo”, enquanto aparentemente dela fazemos uso em nossas atividades cotidianas. O que estou dizendo é que não podemos separar “momentos de contemplaçao” de nosso dia-a-dia, alimentando a falsa crença de que unicamente quando meditamos, estamos em nosso Êxtase divino.

Na postagem anterior, “Ponto de Vista”, Lillian DeWaters ressalta um aspecto importantíssimo deste estudo, quando diz:

Quando você vislumbra o real e verdadeiro estado do Ser, Corpo e Universo, não pense que poderá ficar quieto e descansado. Não! Este não é momento de letargia ou desleixo mental. Você terá de ser a chama viva…expressando, cada vez mais, as ideias e atividades divinas intrínsecas ao seu Ser; sempre recordando que o corpo expressa você, a Vida e o Ser perfeitos.Uma aceitação intelectual desta nova Ideia, sem a atividade espiritualmente jubilosa de nela permanecer, adorando, amando e continuamente se elevando às altitudes máximas de luz, poder e ação, pouquíssimo benefício lhe trará…talvez, até nenhum.A crescente tendência de se abolir a ideia de tratamento mental ou metafísico, sem nada colocar em seu lugar, limita e compromete a atividade espiritualmente progressiva e a luz de alguém. Uma vez face a face com o “Eu”, teremos de “provar todas as coisas e permanecer firmes”.

É nesse exato sentido que venho sempre enfatizando que a “Ciência Mental” precisa estar associada com este estudo: para que não ocorra esta “letargia ou desleixo mental”. É incomum autores absolutistas ou místicos admitirem esta necessidade; entretanto, ela é verdadeira, e mais ainda se mostra necessária quando estamos aparentemente envolvidos em atividades que não se relacionem diretamente com a espiritualidade. Evidentemente, se alguém é “praticista de cura espiritual”, sua própria atividade o ajudará a “permanecer firme”. O fato, entretanto, é que somos “deuses” e não “estudantes humanos da Verdade”, e devemos entender que “glorificar a Deus no NOSSO CORPO e no NOSSO ESPÍRITO” é o que nos propiciará “ser a Verdade” conscientemente, tanto espiritualmente quanto mentalmente.

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A Mente Por Testemunha

Há um clássico de cinema chamado “O Sol por testemunha”; este título sugere a função correta do que significa “testemunhar algo”, ou seja, o que se passa seria “testemunhado pelo Sol”, ficando ele presente, mas neutro: não teria participação alguma além da citada: ser testemunha.

Quando meditamos e “contemplamos” Deus sendo TUDO, temos a “mente por testemunha”, ou seja, a suposta “mente humana” não terá outra função que não a de aparentar  “estar presente” e “ser neutra”, testificando a Onipresença perfeita a Se evidenciar. Não tentará “ajudar Deus”, não tentará “forçar” para a perfeição vir a ser percebida”, nem terá “pressa” em ver resultados! A Verdade unicamente a terá por “testemunha”.

O Universo infinito está em operação perfeita, sem que dependa de “ajuda humana” de qualquer natureza. O Universo é ESPIRITUAL, e unicamente a Mente espiritual existe realmente como Oniação. Esta Mente, que é Deus,  já sabe que o Universo É! Desse modo, quando meditamos e deixamos a suposta “mente humana” com a função única de ser “testemunha”, o Universo, independente dela, pode ser “contemplado” pela Perfeição imutável que sempre É! Desse modo, “ter a mente por testemunha” passa a ser um valioso artifício que podemos utilizar para anular as interferências hipnóticas sugeridas pela crença coletiva. Todas elas formam a ilusão chamada “mente humana”; e, sendo ela destituída de outra função, senão a de “testemunhar a Verdade”, ficará inerte, neutra e inoperante; em outras palavras, ficará atuando como o “nada” que sempre é…

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Deus, Sendo Tudo, Que Mais Sobra?

As “obras de cura de Cristo Jesus”, algumas citadas nesta última postagem do site, representam a aceitação, convicção e prática da Metafísica Absoluta.  Que diz a premissa fundamental? DEUS É TUDO COMO TUDO! Desse modo, nada sobra para ser levado em consideração. A palavra “ilusão” quer dizer isto, ou seja, este “nada sobra”. Não é palavra que indique “algo a ser destruído”, mas “algo” que é ilusório, porquanto o que é TUDO jamais tem “o que sobra” para ser destruído!

As atitudes tomadas por Jesus devem ser vistas como atitudes que “já estamos tomando”, e isto precisa ser aceito incontestavelmente. Por quê? Porque “temos a Mente de Cristo”, disse Paulo em I Cor. 2: 16).  Que é a Mente de Cristo? A Mente única de Deus Se expressando como nossa Mente individual! Portanto, não há “mente que sobra”, para ser chamada de “mente humana”; e não há “ser que sobra”, para usar mente inexistente! DEUS É TUDO COMO TUDO!

Quem vê algo a ser curado? Quem reclama que a Verdade não o ajudou? Quem estuda a Verdade para dar fim à ilusão? Quem vê ilusão como “algo a ser dissipado? Quem, além de Deus, está evidenciado?  Quem é praticista de cura espiritual? Quem é “paciente” de praticista de cura espiritual? Quem nasce? Quem morre? Em quem a cura se deu? Em quem a cura não aconteceu? Quem vê “este mundo”? Quem “tem pai na Terra”?

Muitas vezes ouvi as seguintes perguntas: “Por que “praticistas famosos”, que realizavam  ‘curas instantâneas’, também morreram?”,  ou  “Você sabe se este autor é vivo ainda?”, ou ainda: Qual sua explicação para a ILUSÃO não ter cedido em tal e tal situação?”   VOCÊ SABE RESPONDER? Claro que sabe!

Partir da Verdade, e não do que “poderia estar sobrando”,  mas que não existe para sobrar, é a “Prática Absolutista”. Se concordamos com a convicção e atitudes demonstradas por Cristo Jesus, em suas chamadas “obras de cura”, é porque “temos a Mente da mesma natureza”. E isto se nos torna óbvio quando a Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniação divinas são aceitas e devidamente “contempladas” como FATOS DESTE AGORA, e quando  ESTE AGORA é aceito como PERFEIÇÃO PERMANENTE.

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COMENTÁRIOS

Dárcio

O texto postado, sobre as curas de Jesus, deve ser lido no sentido de exemplo de como nós devemos nos comportar, diante das situações deste mundo, no que diz respeito à nossa ” prática da Verdade”, através dos princípios espirituais que temos estudado e conhecido. “Fazer as obras de Jesus” não significa, necessariamente,  que a humanidade toda irá sair pelo mundo “multiplicando pães e peixes”, uma vez que esta foi a necessidade que havia em dado instante, e não em todo instante. O que deve ser entendido, é que seja qual for a ILUSÃO de carência, estes princípios utilizados por Jesus é o que iremos empregar, seja pela necessidade de um alfinete, de uma indicação de rua, de uma cura,  ou de qualquer outra  condição que a aparência nos sugerir! E este “princípio” é estarmos com “olhos ao céu”, certos e convictos de que TUDO ESTÁ PRONTO, e que, ao reconhecermos a presença de TUDO, não haverá como não “aparecer”, visivelmente o suprimento condizente com a suposta necessidade.

Tudo está fundamentado neste ponto, ou seja, “em Deus e Sua PLENITUDE vivemos”, e não neste ilusório “mundo de carências”. A forma descrita na Bíblia, sobre como Jesus se comportava, é no que devemos nos ater, lendo este artigo, e não apenas ficarmos lendo e apreciando a sua fé e a sua convicção. É óbvio que Jesus não veio para se exibir! Veio revelar o que nós  somos capazes de ser e de fazer! Este é o detalhe!

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O “Jogo da Verdade”

Estudar a Verdade Absoluta assemelha-se a participar de um “jogo” em que o desafio consiste em se adotar esta Verdade e nela permanecer, a despeito de todas as imagens contrárias sugeridas pela suposta “mente humana”. Deus é a única Presença em evidência; portanto, a Harmonia absoluta é o que sempre É! Que nos mostram as imagens “deste mundo”? Conflitos, desavenças, atritos, confusões! Se você estiver disposto a entrar neste “Jogo da Verdade”, deverá participar estando plenamente convicto de que a Harmonia É, e, nesta convicção permanecer, seja o que que for que lhe surja à frente em termos de “aparências visíveis”. Que mais terá de saber, para que sua “permanência” fique estável? Deverá saber que “aparências são miragens”. Estas são as regras levadas em conta, para que você comece o “jogo”  e dele participe com reais condições de vencê-lo.

Quando Jesus garantiu que “o Reino de Deus não vem visivelmente”, explicava que jamais “aparências” são ou serão realidade! E completou, dizendo: “O Reino de Deus está dentro de vós”.

“Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”, disse Jesus. O “Jogo da Verdade”, em outras palavras, está em se “vencer o mundo das aparências”, ou seja, você não se deixar levar por seus quadros falsos e fantasiosos! Como são “miragens”, e como o “Reino de Deus” é realidade, cada vez que você, diante das “miragens”, SOUBER INTERNAMENTE que A VERDADE É A VERDADE – o Reino de Deus é Presença única – e  A MENTIRA É A MENTIRA – as “aparências” são ausências – , você marcará um ponto a seu favor!

A cada dia, marque quantos pontos positivos você marcou, neste “Jogo”, fazendo ao final de período uma “contagem”. Desse modo, poderá avaliar se, de fato,  você “venceu o mundo”, ou se foi  “o mundo que o venceu”.

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Dê a Cada Dia o Seu Cuidado

Uma das instruções mais práticas e eficazes, dadas por Jesus, diz o seguinte: “Basta a cada dia o seu cuidado; o amanhã cuidará dele mesmo”. Aqui podemos notar, além da visão da permanência do “Agora perfeito”, a noção de que devemos estar concentrados no momento presente, fazendo o que nos cabe fazer, sem pressa e sem deixarmos para o amanhã. Há um ditado que diz: “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, e há também este outro: “O que está feito não está por fazer”. Quando alguém reclama de “não ter tido tempo” para fazer o que deveria ter feito, certamente não praticou estes ditados. Da negligência surge a pressa, a pressa “inimiga da perfeição”, sobre o que já comentei aqui recentemente.

O importante, nesta frase de Jesus, “basta a cada dia o seu cuidado”, é estarmos conscientes dos dois pontos principais que ela abrange: o primeiro, que não devemos estar com a mente voltada ao futuro, mas sim focalizada fundamentalmente no dia de hoje, em termos de o estarmos utilizando para efetivamente deixarmos tudo “em dia”; o segundo, é realmente executarmos, sem atraso e sem pressa, e da melhor forma possível, o que este dia “de hoje” está requerendo de nós. Para este mecanismo de vida harmoniosa acontecer na vida prática, devemos, em primeiro lugar, meditar e discernir que “somos um com Deus”; e, um parâmetro para avaliarmos esta percepção, está em constatarmos, durante a “Prática do Silêncio”, se estamos nos vendo “um com Deus” realmente, ou se estamos “sendo dois”. A Mente de Deus, consciente de ser a nossa, é a nossa Mente, consciente de ser Deus! Esta percepção, consciente, é “ser um com Deus”.

São estes princípios simples, mas que nos exigem dedicação e prece, o que nos possibilita viver a Verdade na prática, ou viver a “vida pela graça”.

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Universo Inteligente

Como a “crença coletiva” leva em conta um suposto universo feito de matéria, a ILUSÃO de que vivemos em algo”sem inteligência” impera. As pessoas, pelas ruas, pela sugestão subliminar desta crença fraudulenta, acreditam, por exemplo, que pisam em matéria sólida, sem inteligência, e acreditam que a mente humana, que aparentam usar, é um “ponto inteligente isolado”, dentre quase tudo que veem ou percebem. Em outras palavras, impera, neste mundo, a ilusão de que apenas em “pontos de vida localizada”, como em humanos, animais ou vegetais, existe inteligência! Não poderia haver inverdade maior!

Deus é Tudo, Tudo é Deus! Não existe matéria em parte alguma, mesmo que todos os supostos ” cérebros pensantes” deste ilusório mundo endossem esta mentira! “Vivemos em Deus”, vivemos na Harmonia Inteligente! Vivemos na Inteligência em Si! O Universo é a Inteligência divina expressa em cada “ponto” de Si mesmo! E, se em nossas “contemplações” focalizarmos esta Verdade, perceberemos o seu Poder!

Meditamos para reconhecer a Presença de Deus em nós; mas devemos, também, reconhecer que o Universo tem Inteligência infinita para saber que estamos unicamente NELE, e não na matéria! Por isso, durante suas “contemplações”, após reconhecer que “tem a Mente de Cristo”, que com ela você sabe que “está em Deus”, e que está “sendo Deus”, inclua também o fato de que o “Universo é inteligente”, e que, em Sua inteligência, O UNIVERSO SABE QUE VOCÊ É UM COM ELE!

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“Negue-se a Si Mesmo”

A maioria das pessoas prefere ensinamentos relativos em que, mediante estudos espirituais, se permitem dizer que “cresceram e crescem espiritualmente”, que são hoje melhores do que antes eram, que estão evoluindo a passos largos, etc.. Este enfoque dualista acaba se tornando uma glorificação do ego, onde é criado o “orgulho espiritual” que em nada condiz com o real estado de cada Ser. Em vez de a “unidade perfeita”, formada por todos os Filhos de Deus, ser conscientizada, o que se nota é a perpetuação da crença em estágios de consciência, em que o julgamento pela carne se torna dominante. O ensinamento absoluto não nos  julga pelas aparências! Julga-nos pelo juízo justo, em que a igualdade essencial entre todos os Filhos de Deus é reconhecida. Desse modo, cada um nunca é avaliado segundo estados mentais humanos, mas tão somente como integrantes da totalidade absoluta de Deus.

Por isso mesmo, Jesus disse: “negue-se a si mesmo, e me siga”; nunca disse para cada um se empenhar em evoluir mente humana, mas sim negá-la, pois é ilegítima! “Temos a Mente de Cristo” (I Cor 2: 16) – esta Mente divina, em todos nós, é a que reconhecemos e com que nos identificamos, durante as “contemplações da Verdade”. Esteja, diante de alguém, uma pessoa considerada evoluída ao lado de outra considerada atrasada, ambas são ficções sem vida, miragens  projetadas na tela da suposta mente humana! Nenhuma tem realidade! A Realidade é Deus, a totalidade subjacente aos quadros hipnóticos enganadores! Quando toda a atenção estiver neste enfoque, a Verdade estará sendo reconhecida.

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“Orai Uns Pelos Outros”

“Orai uns pelos outros”

Tiago, 5: 16

Assim como alguém preocupado consigo mesmo sente alívio, quando se vê ocupado em ajudar alguém, as orações pelo próximo também se mostram eficazes àquele que, até então, orava obstinadamente na tentativa de solucionar o seu suposto “problema pessoal”. A explicação é simples: ao pensar nos outros, a mente presa ao problema pessoal fica sem focalizá-lo! E o desejo de ajudar o próximo abre as comportas da mente para que flua a Verdade divina, em que a perfeição é fato permanente.

No estudo da Verdade Absoluta, não há “outros”; há somente DEUS! Paradoxalmente, esta visão absoluta, discernida espiritualmente, faz com que “os outros”, que aparentam existir, se sintam “ajudados”. Quando as “contemplações” são feitas, não levam em conta “seres humanos carentes de oração”; entretanto, até esta condição de prece ser atingida, ou seja, até pararmos com nossas atividades cotidianas para nos dedicarmos às orações, nossa intenção de “orar pelos outros” atuará em nós mesmos, no sentido de nos desvencilharmos da ILUSÃO de problema pessoal, uma vez que, como já foi dito, tirando a atenção de nós mesmos para a depositarmos na intenção de ajudar a outrem, fazemos diluir a hipnótica preocupação “pessoal” que aparentava nos acometer.

O Universo é Deus sendo! Nada mais é realidade! Assim, nem oramos por nós mesmos nem pelo próximo, se formos analisar os fatos em termos absolutos! E nossa meta, nestas “contemplações”, deve ser esta: percebermos Deus sendo TUDO, discernirmos nossa Unidade com Ele, e discernirmos que “ninguém necessita de oração”. Aos olhos do mundo, que acredita nas “aparências”, esta prática absoluta será vista como “oração feita para nós mesmos” e,  igualmente,  “para o próximo”.

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Não Há Propósito em Vida Terrena

Unicamente o ensinamento absolutista revela o propósito real e único da Existência: ser expressão da glória e perfeição de Deus! Quando ensinamentos relativos são abraçados, é comum ali serem mencionados objetivos humanos, todos ilusórios,  que acabam atraindo a atenção das pessoas e as desviando da percepção do propósito único. Desse modo, em vez de alguém estar atento à própria Consciência iluminada e divina, vendo-a Se expressar no AGORA, passa a estar atento a supostos propósitos “deste mundo”, duvidando que seja possível não haver nele propósito algum! Em outras palavras, este alguém deixa de entender e de reconhecer que DEUS É TUDO!

Cada um que desperta para a Verdade da presença única de Deus vê ali o término da crença em objetivos pessoais terrenos! Deixa de endossar a “ilusão”, e, mesmo sendo visto pelos demais como “alguém deste mundo”, contempla-se corretamente através da “Mente de Cristo”, quando, então, se discerne espiritualmente como Luz divina e não como um ser “deste mundo”. Esta visão é a revelada sobre nós por Jesus, ao dizer taxativamente: “vós, deste mundo, não sois”. Evidentemente, se deste mundo não somos, não poderíamos ter objetivos a nele cumprir!

E quando vemos algum suposto “iluminado” dizer ter vindo “ao mundo” para este ou para aquele motivo? Este é o ponto! Quando você ouve algo a esse respeito, é sinal de que VOCÊ ESTÁ ACREDITANDO NUMA ILUSÃO! E NÃO ESTÁ ACREDITANDO QUE DEUS É TUDO! Somente a “mente ilusória” diz frases que levam em conta “este mundo”. Quando VOCÊ assumir radicalmente a “Mente divina” como sendo única e, portanto, a SUA, nunca mais verá “alguém” neste mundo: seja “iluminado” ou seja “iludido”. O cenário inteiro, que mostra DEUS sendo FILHO, mas contendo “iluminados e iludidos” é a arcaica ILUSÃO DUALISTA! E é ela própria a “crença falsa”  que continua a iludir com suas exposições de “objetivos terrenos” e de supostas vindas de “iluminados” para “salvar” humanidade!

“Vença o mundo”, evitando de se permitir enredar por tais mentiras, mascaradas de “verdades relativas”… “O Filho faz o que vê o Pai fazer”, disse Jesus!

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Curar o Quê?

O suposto “mundo material” é a ILUSÃO captada unicamente pela suposta mente humana, instrumento incapaz de nos mostrar o que realmente existe, e que é sempre a imutável perfeição absoluta. Esta “crença coletiva” aparece como “imagens hipnóticas” e, como num filme de cinema, mostra uma sequência ilusória em que entram e saem de cena diversos personagens, com as mais diversas característica; contudo, todos eles tão irreais quanto um oásis no deserto! Quando um deles é aceito como verdadeiro, e se mostrando vitimado por algum tipo de problema, seja de saúde, de finanças, de relacionamentos, ou qualquer outro, a primeira coisa que devemos fazer é nos volver à TOTALIDADE DE DEUS. Isto porque o “cenário de aparências”, com TODOS os seus figurantes, é pura ILUSÃO!

Quando os ensinamentos de O Caminho Infinito explicam que jamais são levados “pacientes ou condições” às meditações de “cura espiritual”, o motivo é este: DEUS É TUDO! Enquanto você mantiver a “crença falsa” de que haja algo ou alguém “a ser curado”, – o que é ILUSÃOa totalidade de Deus estará fugindo de sua percepção. Portanto, tire da lembrança “problema a ser resolvido”, vendo em seu lugar o que SEMPRE ali esteve e continua presente: a perfeição da Onipresença.

Se uma dor, por exemplo, aparentar existir, não medite para “tirar a dor”, ou estará reconhecendo a presença dela como realidade! Compenetre-se de que “não existe dor”, uma vez que, caso existisse, haveria uma lacuna na Onipresença da Perfeição absoluta, onde esta dor pudesse realmente se manifestar!Entenda que esta “lacuna” jamais existe!

Os “tratamentos metafísicos” não são, de fato, “tratamentos”, no sentido de que haja uma condição que requeira “ser tratada”; eles são, na verdade, uma oportunidade para treinarmos o nosso desapego ao ilusório MUNDO-MIRAGEM, devido à nossa aceitação da Verdade Absoluta de que “deste mundo não somos”, e de que, realmente acreditamos que “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”. Se acreditamos mesmo que esta é a Verdade, iríamos curar o quê?

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“Eu Sou Deus, e Não Homem”

Enquanto o “Referencial da Luz” não for empregado, a existência será vista como material, e com cada um lendo as Escrituras e se identificando com um mortal ou humano, achando que Deus seja um”outro”, e nunca ele próprio. Por exemplo, se for lido o livro de Oséias, 11: 9: “Não executarei o furor de minha ira, não voltarei para destruir Efraim, porque eu sou Deus, e não homem, o Santo no meio de ti; eu não entrarei na cidade”, que seria entendido? O leitor pensaria que fosse um ser humano escutando  Deus a  lhe dizer não ser homem, mas Deus! De que adiantaria uma revelação desse tipo a um humano? Haveria sentido em Deus dizer ser Deus e não homem? E dizer isto a um homem?

O sentido absoluto está em adotarmos o “Referencial da Luz”, o referencial da UNIDADE, aquele que parte de Deus sendo TUDO, quando, então, nos vemos discernindo a Verdade Absoluta de que “somos Deus e não homem”. Por isso é dito: “Eu sou o Santo no meio de ti”. Esta é a revelação de que nossa Consciência é iluminada! O versículo 12 diz: “Efraim me cercou com mentira, e a casa de Israel, com engano; mas Judá ainda domina com Deus, e com o Santo está fiel”. Em outras palavras, o que é REALIDADE está no domínio de tudo, enquanto o que “cerca com a mentira, com engano”, em nada influencia o que é real: não passa de ILUSÃO!

Mediante o “Referencial da Luz” deixamos de considerar mentira ou engano! Não precisam ser combatidos! “Não voltarei para destruir Efraim!” Toda luta contra “ilusão” é ilusão maior do que ela própria! Como combater o que nada é? A revelação não é dualista, com um Deus falando a um homem! É Deus dizendo que Deus é DEUS como Homem! Enquanto a dualidade não for extinta de sua aceitação, haverá resquícios da mentira em sua percepção.  Deus, sendo VOCÊ, Se revela e diz: “Eu Sou Deus, e não homem”. E não há como isto ser aceito pela metade!

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A Verdadeira Cura

Por mais que alguém aparentemente relate “curas” advindas da “prática da Verdade”, estes “sinais” não são a cura verdadeira. A Verdade não divide espaço com “aparências”, pois a Verdade é TUDO! Desse modo, quando alguém diz , por exemplo, que “estava com gripe, meditou e se viu curado”, esta “cura” não é a cura verdadeira, por mais que, aos olhos do mundo, este resultado seja considerado como excelente.

“O Meu Reino não é deste mundo”, disse Jesus. Que estava nos revelando? Que a verdadeira “cura” é estarmos livres “deste mundo”, e não somente de suas imagens desagradáveis! Enquanto a “casa estiver dividida”, isto é, enquanto alguém acreditar em “dois universos”, um espiritual e outro material,  acreditando que “praticar a Verdade” significa viver “ilusão agradável”, não terá entendido nada da Revelação Absoluta, que já parte da premissa incondicional de que “somente existe Deus”.

O único “mal” que existe se chama “crença em universo material”; por isso, os textos e as contemplações da Verdade lidam fundamentalmente com o desmantelamento desta crença falsa. “A ninguém na terra chameis vosso pai”, disse Jesus, para que o “eu” ilusório fosse entendido como “sem criador”. Por diversas vezes, quando eu repeti esta frase de Jesus a pessoas, ouvi, como resposta, o seguinte: “E como devemos chamá-lo, então?” Ou seja: não entenderam a revelação! Continuaram crendo em “pai humano”, apenas aguardando outro nome para atribuir a ele! Este apego tremendo à ILUSÃO é o que os princípios da Verdade buscam exterminar! “O Meu REINO não é DESTE MUNDO” – desse modo, estudar a Verdade é você estar em DEUS, estar consciente de SER DEUS, estar desfrutando sua presença NA PERFEIÇÃO, estar totalmente desvinculado de “outro universo”, temporal, material e imperfeito, que, para VOCÊ, é  integralmente NADA! Estas é a visão absoluta do que é a “cura espiritual”: você estar “curado” da crença materialista falsa ou mentirosa! Você estar livre da ilusão chamada “mente humana”; você estar consciente de que “tem a glória de ser UM COM DEUS”, e de saber que a Onipresença é, de fato,  TUDO!

Em outras palavras, “estar curado” significa você ter olhos unicamente para o CRISTO sendo VOCÊ, sem dividir a atenção com suposto “eu” da aparência, quer ele se mostre “doente” , “curado”, ou “remendado”: este “eu”, que tanta atenção recebe da humanidade, é SEM PAI! SEM CRIADOR! PURA ILUSÃO! JAMAIS ESTEVE SENDO SEU “EU”.

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Silêncio Revelador

A “Prática do Silêncio” não é somente um período isolado, escolhido e determinado para nossas “contemplações da Verdade”. Além destes períodos que dedicamos a discernir espiritualmente que “Deus é o Ser que somos”, o “Silêncio” é também empregado em nosso dia-a-dia,  como lembretes de que “somos do Alto” e não meras personalidades humanas. A Verdade é permanente, isto é, estamos sempre no Reino de Deus e sendo a expressão individual de Deus; por isso, devemos entender o “Silêncio” como uma “trava” da mente humana, uma espécie de “choque na ilusão”, sempre que o julgarmos necessário em meio às nossas atividades cotidianas. Serão instantes em que conscientemente barraremos a “crença coletiva” para recordar, por exemplo, que “deste mundo não somos”, ou que “somos herdeiros de todas as riquezas celestiais”, ou que “o Filho faz o que vê o Pai fazer”.

Estes momentos, em que travamos a atividade ilusória do “hipnotismo de massa”, são reveladores, desde que utilizados com uma “entrega total” à Verdade naqueles poucos instantes, e não apenas como prática maquinal. Isto porque a Verdade é atemporal e não é a quantidade, e sim a qualidade de nossa percepção, o fator que nos propicia  “viver pela graça”. Se as “contemplações da Verdade” estiverem sendo feitas pela manhã, e seu dia-a-dia estiver fluindo com a sua suavidade natural, você o viverá sem sequer se lembrar de “eu humano”; porém, se este “ilusório eu” começar a ser muito notado, ou para se mostrar aflito, temeroso ou preocupado com alguma situação, ou mesmo para ser julgar um deusinho particular deste mundo, pela presunção  do ego em se exaltar e ser o único com opinião correta sobre algo, etc.,  serão estes os momentos em que deverá imediatamente “travar a mente ilusória”, através do Silêncio Revelador, e discernir uma vez mais a Verdade Absoluta de que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ, MAS NÃO SOMENTE VOCÊ!

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Pressa Não Significa Eficiência

É ditado popular que “pressa é inimiga da perfeição”; assim, quanto mais coisas você tiver para fazer, mais ache tempo para meditar para agir com eficiência e não com correrias que geram tensão. “A mente em paz resolve os seus problemas”, diz Joseph Murphy. Isto porque a mente pacífica sabe discernir sabiamente as prioridades e o tempo certo a ser dado a cada atividade que nos cumpre executar.

Muitos que se veem pressionados por “muita coisa por fazer” acabam deixando de fazer o principal:  meditar, discernir sua unidade com Deus, sentir a Paz de Cristo na Mente de Cristo, que é a sua, para somente depois sair ao seu dia-a-dia. Jamais faça isso! Se for preciso, acorde meia-hora antes e medite, use a “Prática do Silêncio”: “Pai, cria em mim silêncio, para que eu possa perceber a Tua Presença sendo a minha”.  Desse modo, assim como um rio corre livremente e chega ao mar, você passará seu dia livremente, cumprindo eficazmente cada uma de suas tarefas, sem se preocupar, sem se desgastar, e sem ter  a “pressa inimiga da perfeição” como companheira.

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Tudo Já É Iluminado!

“Deus é Luz e nele não há trevas nenhumas”, disse João. Vivemos na Luz e como Luz divina. Mesmo enquanto a suposta mente humana enxerga matéria e um mundo temporal, subjacente às suas miragens existe a Luz do Eterno sendo tudo e sendo todos, o que nos abrange integralmente. Após reconhecermos esta Verdade, devemos aceitar unicamente a harmonia interior como Fato real, sem nos enredarmos com as aparências do dia a dia que se mostrarem adversas.

A Verdade é soberana e, quando a discernirmos como Ação de nossa Consciência iluminada, tudo “nas aparências” tende a se mostrar harmonioso. Realmente “o solo em que estamos é santo”, razão pela qual Buda revelou: rios, ervas, montanhas, vales, tudo já  é iluminado! E a Verdade é esta!

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O Homem é o Corpo de Deus

 

Como Deus é Tudo, a Onipotência tem todo o Poder para Se expressar como Tudo. Em vista disso, quando contemplamos a Verdade, unicamente testemunhamos e levamos em consideração o fato de que Deus tem Poder e exerce este Poder de ser o Eu que somos. Não existem dois corpos, o espiritual e o material. Enquanto esta dualidade não for banida de aceitação, durante as “contemplações da Verdade”, a “casa estará dividida”, como disse Jesus. A atenção se dividirá entre Verdade e Ilusão, a crença dualista perdurará e a ilusória “luta” do bem contra o mal parecerá ser verdadeira.

Feche os olhos e reconheça que o Homem é o “Corpo de Deus”, com Poder de ser o “seu único Corpo”. Isto porque Deus e Filho de Deus são um e o mesmo! Não há linha divisória entre o Ser que é Deus e o Ser que cada um de nós é! A erradicação da crença material dualista nos deixa livres durante as “contemplações”, e o que É, Deus sendo Tudo, é reconhecido como Verdade já manifesta.

Mary Baker Eddy disse o seguinte: “Os termos Mente e Corpo literalmente significam Deus e Homem, pois o Homem é a Expressão da Mente e a manifestação da Mente é a corporificação da Mente. Portanto, o Homem é o Corpo de Deus e existe um único Deus. O Corpo é, portanto, o agregado de ideias espirituais, eternamente controlado e governado pela Lei da Vida, harmonioso e eterno. Esta compreensão do Corpo perfeito é o Salvador da crença em Corpo, e é a lei de recuperação de toda e qualquer alegação do erro”.

A falsa identificação com um suposto “corpo material” é o que aparentemente perpetua a crença em corpos que nascem, envelhecem e morrem. Quando o Corpo for contemplado em sua real natureza, como “agregado de ideias espirituais”, a ilusão será desfeita; e, mesmo que apareça quem acredite em “morte de alguém”, este “alguém” continuará perenemente com o seu Corpo perfeito, o qual poderá ser também discernido espiritualmente por aqueles que despertarem dos errôneos sentidos mortais para o Sentido da Alma. Como disse Mary Baker Eddy, o Corpo é “eternamente controlado pela Lei da Vida”, e jamais pela ilusão de morte.

O Panfleto e o Para-brisa

Ao entrar no carro, ao sair de um estacionamento, vi-me obrigado a sair novamente para retirar um panfleto enorme colocado no para-brisa, bem em frente à posição do motorista. Ele ocultava a visão daquele local, e dificultava manobrar o veículo. Tão logo o panfleto foi tirado, tudo retornou à normalidade e pude sair normalmente.

Havia problemas com o para-brisa? Não. Havia problemas “lá fora”, na área do estacionamento? Não. Havia somente um “panfleto grudado ao vidro”.

Quando falamos em Deus como Mente única, e na “ilusão” como “imagem hipnótica”, isto se compara ao para-brisa com o panfleto a ele colado. Jamais a Mente entra em ilusão! A Mente é Deus! E, como jamais o panfleto esteve fazendo parte do vidro ou do ambiente “lá fora”, a “ilusão” também jamais se exterioriza, jamais integra o vidro e jamais alteraria algo “lá fora”. A única diferença, entre esta ilustração e o estudo da Verdade, é que o panfleto estava mesmo presente, aparentemente, em termos de “mundo visível, entre a visão e o exterior, atrapalhando a movimentação do carro, enquanto a “ilusão”, que aparentemente nos incomoda, e que chamamos de “imagens hipnóticas”, nunca está presente! O panfleto pôde ser retirado com as mãos! A “ilusão” só pode ser “retirada” quando você deixar de crer nela, ou passar a vê-la como “ausência”, o “nada” que apenas aparenta ser “alguma coisa”.

Enquanto a “ilusão”, para você, for real, o “Reino de Deus lhe parecerá oculto por ela, assim como parte do estacionamento me ficou oculta pela presença do panfleto; e quando você separar o que já É, da “ilusão” de que a perfeição ainda NÃO É, a “ilusão” deixará de aparentar existir, e o REINO DE DEUS poderá ser discernido como TUDO que está eternamente e agora presente. Quando os textos falam que “temos a Mente de Cristo”, e que devemos “intuir” a presença de DEUS como TUDO, estão revelando um princípio iluminador que nos liga unicamente ao que é realidade. Assim como no carro, apesar de estar um panfleto a ocultar a visão, somos capazes de “intuir” o estacionamento que existe “por trás dele”, e que não foi afetado por ele, igualmente podemos “intuir” a “Onipresença da Perfeição”, incólume e permanente, “oculta” aparentemente pelas “imagens hipnóticas” geradas pelo “mesmerismo coletivo”. Desse modo, como “ilusão é nada”, mesmo diante deste “nada” disfarçado de “imagem hipnótica”, você será capaz de reconhecer a totalidade de Deus, e de contemplar a Verdade, “sem ilusão”…

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