ISTO É VIDA ETERNA

ISTO
É VIDA ETERNA
Marie S. Watts
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Será fútil negar a existência do Corpo. A crença – aceita por algumas denominações – de que o Corpo deve deixar de viver, mas que a Vida continua, é falaciosa.

É preciso estarmos conscientes do Corpo eterno, se quisermos estar conscientes da Vida eterna. Devemos perceber que o Corpo é tão eterno quanto o é a Vida. Isto é verdadeiro porque é o Corpo o que constitui a evidência da Presença da Vida em Si. Se acaso a evidência da Vida eterna devesse desaparecer, decorreria que a Vida teria que desaparecer. Desse modo, não haveria algo como Vida eterna. Porém, a Vida é eterna; e a evidência da própria Vida em Si é tão eterna quanto a própria Vida.

“E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” (I João 2:25). Nós somos o ponto de cumprimento desta promessa. Se estamos prontos para discernir a nulidade de nascimento, podemos também discernir a nulidade da morte. A promessa de Vida eterna deve, algum dia, ser realizada. A evidência do cumprimento desta promessa deve, em algum tempo, ser aparente.

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O CORPO QUE REALMENTE EXISTE

O CORPO
QUE REALMENTE
EXISTE
Marie S. Watts
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A Substância na Forma, que eternamente existe como cada Corpo, é perene, constante, imutável. Esta Substância real na Forma, que existe como cada Corpo, obrigatoriamente precisa estar existindo, caso contrário, não poderia haver uma aparência de “corpo nascido”. Unicamente por existir o Corpo eterno e imutável é que o “corpo nascido” tem oportunidade de surgir em cena. Esta aparência, de “corpo nascido”, é mero conceito equivocado do Corpo eterno, que sempre existiu e sempre existirá.
Somente um falso conceito, ou aparência de corpo, poderia se mostrar estando ou ficando imperfeito, mudado, envelhecido, em decomposição ou morto. O verdadeiro e ÚNICO Corpo desconhece completamente todas estas falsidades. O Corpo real e ÚNICO  jamais pode desaparecer, uma vez que JAMAIS ELE APARECEU AOS OLHOS DO SUPOSTO HOMEM NASCIDO. O Corpo real, eterno, permanece completo, perfeito, inatingível e imune às aparentes interpretações errôneas feitas sobre Ele. Algo inexistente não admitiria que se fizesse uma concepção equivocada a seu respeito. Estamos dizendo o seguinte: o Corpo imutável, perfeito, eterno,  necessariamente tem de estar existindo antes que, aparentemente, alguma falsa concepção ou representação a seu respeito possa surgir.
Jamais algo pode ser acrescentado ou subtraído deste Corpo eterno que é. O conceito falso, relativo ao Corpo, pode parecer estar totalmente em mutação; porém, jamais a mudança aparente atinge o Corpo imutável, constante e eterno. As alterações, obstruções, distorções, etc., são capazes de se tornar aparentes apenas neste corpo que parece existir, mas  não existe.
Cada aspecto, que compreende o Corpo eterno, é tão eterno quanto o próprio Corpo. Cada aspecto do ÚNICO Corpo aqui manifestado, seus cabelos, dentes, pulmões, tudo está igualmente presente, conservando-se imutável e eterno, assim como o Corpo em Si é eterno, sem nascimento, transformação e morte.
Reconheça que não possuímos dois corpos: um Corpo eterno, e um segundo, temporário. EXISTE SÓ UM CORPO! E, este CORPO ÚNICO é o Corpo eterno e imutável, presente exatamente aqui, exatamente agora. Este Corpo eterno é substancial: perdura para sempre, existindo eternamente. Consiste da imperecível Substância indestrutível, que é Consciência, Vida, Inteligência, Amor.
Este conceito falso referente ao corpo não é Substância. Não pode durar para sempre justamente por não existir como Substância, Forma ou Atividade. Sua substância, forma e atividade aparentes somente podem dar a impressão de existir por haver, de fato, a real e ÚNICA Substância eterna na Forma— o Corpo que realmente existe. Além disso, o conceito falso, chamado “corpo temporário nascido”, não passa de nossa visão também ilusória e temporária de encarar o corpo. Entretanto, não importa quão enganador possa ser o  quadro temporário do Corpo: nenhuma visão falsa pode fazer do Corpo eterno um corpo temporário.
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O CORPO

O
C O R P O
Marie S. Watts


Onde está este Corpo feito de Mente Consciente viva? Ele está exatamente onde um corpo criado parece estar. De fato, ele não parece estar visível. Por quê? Porque uma miragem fraudulenta parece anulá-lo. Uma névoa, um conceito enganoso de corpo, parece encobri-lo, tirando-o de vista. Mas, não importa. O CORPO PODE SER VISTO, E É VISTO PELO OLHO QUE É SIMPLES. Pode ser visto pela Visão inseparável e indivisível, que é Espírito, Consciência. Talvez você pergunte: “Como saber se este Corpo existe mesmo? Se não consigo vê-lo?” Suponha que não sejamos iluminados. Suponha que ainda não consigamos ver com o Olho Simples. Há algum jeito de saber que o Corpo perfeito e eterno existe, aqui e agora, como este Corpo atual?” Sim, de fato há como nos assegurarmos de que este Corpo perfeito e eterno existe, e este modo de “conhecer” é literalmente pleno de poder. Vejamos de que modo este Corpo pode ser evidenciado em sua glória total.

Façamos uma descida momentânea, para podermos nos erguer depois às sempre crescentes alturas da percepção espiritual. Sabemos que existe algo exatamente no lugar desta aparência que percebemos como corpo sólido. Sabemos que isto, exatamente aqui, não é nenhum vazio. Sabemos que há Vida aqui, pois existe atividade. Vida é atividade; e sem Vida, não poderia haver atividade alguma. Assim, sem dúvida alguma, existe Vida exatamente onde este falso invólucro parece estar presente.

E a Vida, para cumprir seu propósito de ser Vida, precisa estar viva; e, precisa estar viva como Vida de uma Substância viva. Sabemos que estamos conscientes, e que estamos conscientes de estar exatamente onde a Vida está viva. Assim, estamos conscientes de estar exatamente onde a Vida que somos Se evidencia como atividade. Consciência é inseparável da Vida. Consciência é Substância. A Substância viva, que está viva exatamente aqui e agora, é este Corpo glorioso que parece estar anulado neste momento.

Sabemos que a Vida, ou a Consciência, não poderia jamais ter entrado ou nascido neste Corpo, pois Ele consiste de Consciência viva. Outro nome para a Consciência é Alma. A Alma, sendo a Substância deste Corpo, não poderia adentrar à Substância que ele é, nem poderia ser separada da Substância que ele é. Vida, Consciência, Mente, Inteligência, Amor, são uma Unidade Inteira inseparável. Assim, sabemos que este Corpo é compreendido de Mente, ou Inteligência, e Amor, além de consistir de Consciência viva. O Corpo do Universo, não circunscrito, consiste de Vida, Mente, Consciência, Amor. O Corpo universal é o Corpo específico, e o Corpo específico é o Corpo universal.

Como sabemos, estamos vivos, conscientes, inteligentes e amorosos, exatamente aqui, como a própria Substância na Forma que é este Corpo e sua única atividade. Pode a Vida ser vista pela chamada visão humana? Pode o olho do “homem cujo fôlego está em suas narinas” ver a Mente, a Inteligência ou o Amor? A Consciência é visível aos olhos que parecem enxergar apenas matéria? NÃO! Em vista disso, a Substância deste Corpo, que é compreendido de Consciência inteligente, viva e amorosa, é invisível ao conceito humano de visão. Porém, sabemos que a Mente consciente, amorosa e viva, existe exatamente aqui, por sermos conscientes de estarmos vivos, conscientes, inteligentes e amorosos. DO EXPOSTO, PODEMOS PERCEBER QUE A SUBSTÂNCIA NA FORMA, APARENTEMENTE INVISÍVEL, É O CORPO, ENQUANTO A SUBSTÂNCIA NA FORMA, APARENTEMENTE VISÍVEL, NÃO É O CORPO. Não passa de simples aparência miásmica, que parece anular o Corpo que realmente existe. Este conceito equivocado de corpo é que parece cegar-nos para não percebermos o Corpo que realmente está presente. Uma vez transcendido inteiramente este falso conceito de corpo, o Corpo real, que parecia invisível, será visto claramente. Por quê? Porque a visão que vê este Corpo eterno é exatamente a mesma Essência que compreende este Corpo. Ela é Espírito, ou Consciência, percebendo a Si mesma como Sua própria Substância na Forma. Este é o significado de se ver com o “olho simples”. E, como diz a Bíblia, esta Visão espiritual é que revela todo o Corpo  pleno de Luz. Lógico, ele é “pleno de Luz” por se constituir de Luz. Esta Luz é a sua Consciência iluminada. Este Corpo de Luz é compreendido da Consciência amorosa, inteligente, viva, que realmente você é.

Como temos dito, a Substância deste Corpo é invisível ao suposto homem, que parece ver materialmente. Porém, esta Substância aparentemente invisível é Poder. ELA É PODER POR SER A PRESENÇA DA ONIPOTÊNCIA. ELA É O ÚNICO PODER, POR SER A ÚNICA PRESENÇA. SOMENTE AQUILO QUE ESTÁ PRESENTE PODE SER PODER. Jamais é o que se mostra como visível que é poder. Pelo contrário, sempre é o que parece ser invisível que é Poder. E esta Presença, aparentemente invisível, é também indivisível. Não está restrita e confinada interiormente à linha que delineia o Corpo. Podemos dizer que ela é Presente internamente, sem, contudo, deixar de ser uma Presença TODO-ABRANGENTE.

A Presença indivisível, invisível, que está “dentro” e em toda-parte, é o Poder que perdura sempre perfeito como este Corpo que está exatamente aqui. Esta Presença invisível é que mantém e sustém  esta imutável Substância na Forma, e o faz eternamente. Esta Presença invisível e onipotente é que está sempre inteligentemente ativa, governando a Substância que Ela é, em perfeita ordem e harmonia.

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VENDO DO PONTO DE VISTA DE DEUS

VENDO DO
PONTO DE VISTA DE DEUS
Marie S. Watts
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O homem, como aparenta ser, é limitado em praticamente todos os aspectos de sua existência. Embora cada identidade seja eterna, a ilusão chamada “vida humana” aparenta ter começo e fim. Esta experiência humana, completamente ilusória, é limitada porque se supõe haver uma  quantidade restrita de “tempo” em que o homem  permanece vivo. Inerentemente, sabemos que este limitado conceito de vida é incorreto, e sequer é necessário, razão pela qual nos rebelamos contra ele.

Tentamos prolongar a vida, e tentamos escapar ou dominar este falso conceito de limitação em todos os aspectos de nossa experiência. Sempre, neste limitado cenário ilusório, estamos procurando nos livrar de alguma falaciosa ideia de limitação. Vejamos, a partir de agora, o que deve ser feito para que nos libertemos de todas estas limitações ou crenças equivocadas.

Devemos percorrer  o caminho todo, em nossa “visão”. Isto significa que temos de discernir toda a Existência a partir do PONTO DE VISTA DE DEUS, em vez de fazer isso partindo do fictício ponto de vista limitado do “homem nascido”. Devemos ver tudo a partir do ponto de vista da Inteireza impessoal viva, perfeita, eterna, indivisível, que é Deus – o Universo.

Quando percebermos toda a Existência do ponto de vista divino, e não do limitado ponto de vista do homem supostamente nascido, perceberemos do ponto de vista da Perfeição eterna, ininterrupta e constante. Perceberemos, também, esta Perfeição como TUDO O QUE SEMPRE ESTÁ PRESENTE. Todo falso sentido de dualidade é transcendido nesta ilimitada percepção. Nunca estaremos conscientes de algo ou de alguém separado do UM infinito que nós somos. Tampouco estaremos conscientes de Deus “e” homem, Mente “e” ideia, Causa “e” efeito, Luz “e” treva, Inteligência “e” ignorância, Amor “e” ódio. Não poderá haver percepção de opostos, pois, não haverá nada para se opor nem para estar se opondo. Não lutaremos para “atingir” ou nos tornar algo além do Deus-EU-SOU, que somos. Tampouco iremos pretender sobrepujar algo que não somos, e que jamais poderíamos ser. Perceberemos inteiramente do ponto de vista do Amor consciente, inteligente, vivo, perfeito e eterno; e, não seremos movidos por qualquer aparência de limitação, imperfeição, ou alguma outra.

Alguém poderia perguntar: “E quanto aos quadros ilusórios que constantemente se apresentam à minha Consciência?” Faça-se esta indagação: “É ASSIM QUE DEUS VÊ A EXISTÊNCIA?”  Por ser Tudo, é impossível que Deus esteja consciente de algo além do que Ele próprio esteja sendo. Se Deus pudesse estar consciente de imperfeição, Deus teria que ser esta imperfeição. E isto é impossível! Como Deus nada sabe de imperfeição, carência, medo, etc., e como Deus é a ÚNICA Consciência, não existe nenhuma consciência de qualquer aspecto do mal ilusório. Desse modo, o Eu que EU SOU não pode estar consciente de nenhum dos ilusórios aspectos da nulidade chamada mal, sob qualquer disfarce. Em outras palavras, se Deus o desconhece, é ele desconhecido.

A Bíblia declara: “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida em ti; porque confia em ti” (Isaías 26:3). Ver constantemente a partir do ponto de vista de Deus significa conservar a Mente estabelecida em Deus. Significa perceber a partir do ponto de vista “EU SOU”, e jamais do ponto de vista do “eu serei”, ou “eu irei me tornar”.  Significa conhecer o que nós somos, e constantemente ser o que conhecemos. Oh, amado, podemos viver normal, amorosa e livremente cumprindo o nosso objetivo, exatamente aqui e agora! Tudo isto é possível em nossa percepção de que SOMENTE PORQUE DEUS É, NÓS PODEMOS SER; somente o que Deus é, nós podemos ser. Neste reconhecimento, prosseguimos com nossa tarefas diárias,  livre e jubilosamente. Somente o que Deus experiencia, nós podemos experienciar, e somente o que Deus conhece, nós podemos conhecer. Isto é realmente perceber a Totalidade, a Unicidade que Deus é. E isto é estabelecer a Totalidade, a Unicidade que é o EU SOU que VOCÊ É.

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O EVANGELHO DE TOMÉ

O
EVANGELHO DE TOMÉ
Marie S. Watts

Os discípulos perguntaram a Jesus: Como será o nosso fim? Jesus disse: Vocês descobriram o começo e indagam sobre o fim? Onde há começo, ali haverá fim. Bem-aventurado é aquele que se firma no começo; ele conhecerá o fim e não provará a morte.
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Bem sabia Jesus que eles estavam ainda acreditando ter nascido, que estavam vivos como uma vida nascida num corpo de matéria, e que teriam de morrer e deixar a matéria, ou chegar a um fim. Jesus sabia que se não alimentassem estas crenças, não formulariam perguntas desse tipo. Eis por que ,de imediato, ele os conduziu à percepção de que “não há começo”, ao lhes dizer: “Onde há começo, ali haverá fim”. Em outras palavras, se, para você, existir começo, ali existirá fim. Se nasceu, terá de morrer. Se desconhecer qualquer “começo”, como poderá conhecer algum “fim”?

Jesus está, então, dizendo: Bem-aventurados somos nós, bem-aventurados são vocês, bem-aventurados somos todos que, exatamente entre aquilo que parece ser uma vida humana, um homem mortal, com todas as suas dificuldades e dores, doenças, nascimentos e mortes; exatamente no âmago do sonho, percebemos que somos o eterno e imutável Deus identificado, exatamente aqui e agora: não poderemos conhecer morte alguma, por não existir nenhum nascimento. Quando estamos vendo isso exatamente aqui, percebemos que nunca teremos de passar pelo que parece ser a experiência da morte. E, é com o tempo que despertamos para este fato. Tudo tem estado exatamente aqui, o tempo todo.

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O PÃO DA VIDA-3- Final

O
PÃO DA VIDA
Marie S. Watts

PARTE 3 – FINAL
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O Evangelho segundo Tomé revela claramente que a Substância do Corpo é Vida consciente, eterna, imutável e infinita. Aqui, Jesus declara enfaticamente que o interior e o exterior, acima e abaixo, são todos a mesma coisa. O pão que você come não é nenhum outro, senão a sua própria Consciência. Eu sou aquele. A Palavra que você ouve não é nenhuma outra, senão a sua própria Consciência.

É certo que o alimento se torna menos importante para nós. Também verificamos que deixamos de ser atraídos ou de estar interessados em determinados alimentos que anteriormente achávamos deliciosos. Frequentemente, os chamados horários de almoço ou de jantar vêm e vão, sem que deles tomássemos conhecimento. Entretanto, não jejuamos. Tomamos as refeições exatamente do mesmo modo com que nos dedicamos às demais atividades normais. Deus, que é a inteireza do nosso Ser, constantemente sabe o que fazer, quando fazer, e Deus faz o que deve ser feito.

A ilusão de que existe tal coisa como um alimento mental ou material, é a miragem que constitui o maná. Aqueles que parecem estar mesmerizados por esta ilusão deverão, necessariamente, ser temporais e limitados a alguma fração do chamado “tempo de vida””. Isto é verdade, pois tanto a ilusão como o iludido são exatamente a mesma miragem falsa. Miragem alguma dura eternamente. Ela parece que surge, e parece que some. Assim se dá com toda a suposição de que existe um ser mortal, dotado de mente humana, vivendo num corpo material temporário. Este ser não existe; esta mente não existe; e este corpo não existe.



A Consciência iluminada que percebe a Natureza maravilhosa, eterna, perfeita e verdadeira de toda Substância, é o próprio Pão da Vida em Si. A atividade dessa Consciência é aquele Pão vivo que é eternamente a Sua própria manutenção constante, e a Sua própria Novidade eterna e frescor. Verdadeiramente, este Pão vivo não desce do céu. Ele é o próprio céu, exatamente aqui e agora. Ele é o seu céu, caro leitor, por ser a sua própria Identidade divina. Cada Verdade que é conscientizada no interior de sua própria Consciência, como Ela própria, é este Pão Vivo que revela a vida eterna como sendo a sua única Vida.
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O PÃO DA VIDA-2

O
PÃO DA VIDA
Maris S. Watts

PARTE 2
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Quando Deus disse a Moisés: Eu sou aquele que EU SOU, na verdade, era aquele, a quem chamavam de Moisés, que estava declarando a sua própria Identidade divina. EU SOU: esta é a verdadeira e única Identidade de qualquer um de nós. Algo ou alguém que porventura surja em nossa experiência, há de ser aquele que EU SOU; é essa a maneira com que sua própria Consciência divina abrange a totalidade do que aparece em ou como a sua experiência. Nossa Consciência é realmente infinita, e é impossível que algo ou alguém surja proveniente de fora dessa infinitude que nossa Consciência é. Assim, podemos empregar as três primeiras palavras da citação acima, e dizer: Eu sou aquele….

Não importa quem seja, ou o que seja, que apareça como a sua experiência; secretamente, você poderá declarar: Eu sou aquele. Você, de fato, é; e você tem conhecimento disso. Mas você poderá também inverter o processo e dizer: Aquele Eu sou. Isto sempre trará uma percepção maravilhosa de inteireza e de indivisibilidade. Aquilo que você vê (percebe), é Você; Você é aquilo que você vê (percebe).

Isto, meu caro, é o “verdadeiro pão” que constitui a inteireza celestial em si. Não será o chamado “maná mental ou material”, que supostamente havia alimentado e mantido os israelitas. Este é o Pão da Vida eterna, pois ele é a conscientização de que toda Vida é eterna, e dispensa quaisquer nutrientes externos a Si mesma.

Isto quer dizer que deixaremos de nos alimentar? Não, absolutamente! Lembre-se desta citação bíblia: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). O sentido é o seguinte: jamais depositaremos dependência em nada ou ninguém que esteja fora ou sendo outro além de nossa própria Consciência divina. Além disso, saberemos que fora ou além de nossa própria Consciência divina, nada existe que pudesse ser trazido a Ela.

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O P Ã O D A V I D A -1

O
P Ã O   D A   V I D A
Marie S. Watts
PARTE 1
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Em João 6: 48-51, encontramos uma das mais significativas revelações de Jesus. Ele diz: “Eu sou o pão que desceu do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.”

A declaração inicial desse registro é uma firme colocação da Verdade. Jesus afirma categoricamente: “Eu sou o pão da vida”. Esta é uma declaração poderosa e tremenda da Verdade; qualquer Identidade em existência poderá repeti-la verdadeiramente. Que significa  percebermos o sentido espiritual desta Verdade, e nos capacitarmos  a afirmar convictamente: Eu sou o pão da vida? Significa que nos compenetramos de que aquela Vida eterna, Autossustida e Automantida, é a nossa Vida. No entanto, este é apenas um dos vários aspectos retratados por esta grandiosa Verdade. Continuemos a explorar ainda mais esta declaração.

Na verdade, Jesus utilizou a palavra “aquele”, e não a palavra “o”: “Eu sou aquele pão da vida” (segundo versão inglesa). Com efeito, o que ele estava dizendo era: Eu sou aquele que eu vejo ou percebo. Eu sou a minha própria sustentação, minha própria manutenção. Eu sou o meu próprio Universo. Nós, também, conscientizamos esta mesma Verdade, ao dizermos: A minha Consciência é o meu Universo. Jesus sabia que não havia nada exterior à sua própria Consciência, ou algo que fosse além dela mesma. Sabia que jamais poderia receber algo vindo de fora de seu próprio Ser. Sabia ainda que não existia nenhum “fora”” nem “dentro”, pois não havia nenhuma densidade de substância capaz de dividir ou confinar sua infinita inteireza.

Não estaríamos também todos nós comendo o maná no deserto? A nossa maioria não vem correndo toda a escala da ilusão de que poderíamos obter algum favor de Deus, orando a Ele? Ou aceitando a crença metafísica de que traríamos algum benefício à nossa vida por reter pensamentos corretos ou por mentalizações? De fato, temos parecido passar através desse deserto de conseguir alguma coisa fora de bossa própria Consciência. Realmente, temos inclusive acreditado, erroneamente, que poderíamos obter maior compreensão espiritual de algum líder, instrutor ou autor que estivesse fora ou que fosse outro que não a nossa própria Consciência. Mas agora, caro leitor, estamos transcendentes àquela ilusão. Agora sabemos que jamais houve um deserto; ele era apenas uma miragem.

Quando surge uma miragem, e as construções, as árvores, a água, etc. parecem existir, podemos ser momentaneamente iludidos a crer que tudo aquilo existe. Entretanto, suponha que fôssemos andar ou passear exatamente naquele local em que tivesse aparecido a miragem; por certo, constataríamos que não  passava de uma ilusão. Saberíamos disso porque iríamos ver exatamente o que realmente estava ali presente. Teríamos nos conscientizado de que os prédios, as árvores, a água, etc,. jamais tinham sido removidos do cenário. Tampouco a natureza verdadeira do cenário havia repentinamente se tornado verdadeira. Ele tinha permanecido o tempo todo exatamente daquele jeito, mesmo enquanto a aparente ilusão da miragem apresentasse algo de natureza inteiramente diferente.

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Assim também ocorre com nós todos , quando chegamos ao ponto de vista do Absoluto:  discernimos que nunca houve um deserto, ou uma experiência árida; isto porque passamos a ver o que realmente existe e ficamos sabendo que eternamente esta existência tem sido a única. Isto é válido também para o caso em que alguma miragem aparente de desarmonia surja à nossa frente, em nosso dia-a-dia. Nós simplesmente caminhamos em direção a ela (vemo-la como Consciência iluminada), contemplamos aquilo que realmente existe, e ficamos sabendo que esta é a realidade que tinha estado ali presente o tempo todo.

Contudo, o aspecto mais maravilhoso, desta conscientização, é que não precisamos recorrer a algo que não seja a nossa própria Consciência, a fim de perceber a perfeição que realmente existe. Nem precisamos obter suprimento, ou outra coisa qualquer, de uma fonte externa à nossa própria Consciência. A Inteireza que Deus é, é a nossa inteireza. A plenitude que Deus é, é a nossa plenitude. A Substância Autossustenedora que Deus é, é a nossa Substância Autossustenedora. E a Consciência que Deus é, consciente de Si mesma, é a nossa Consciência de ser tudo aquilo que estivermos contemplando ou percebendo.

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"TÃO PURO DE OLHOS" -2- Final

“TÃO
PURO DE OLHOS”
MARIE S. WATTS
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PARTE II – Final
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É bom levar em consideração o seguinte: Deus é aquilo que Deus contempla. Deus é aquilo que Deus vê, aquilo que Deus conhece e aquilo que Deus experiencia. Isto necessariamente é verídico, pois nada há além de Deus, para que Deus pudesse ver, conhecer ou ser. Decorrente disso, Deus deve sempre contemplar Sua própria Perfeição imutável; Sua própria Pureza incontaminada; Sua própria Natureza ilimitada, inqualificada e incondicionada.

Se Deus contemplasse o mal, Deus teria que ser o mal  contemplado. Se Deus conhecesse a impureza, Ele teria que ser a impureza que estivesse conhecendo – pois Tudo é Deus. Se Deus conhecesse ou experienciasse restrição, Deus teria que estar restrito a Ele mesmo – pois não outro ao lado de Deus. Se Deus fosse incompleto, Ele teria que ser Sua própria incompleteza. Se Deus estivesse limitado, ou de algum modo restrito, Ele teria que ser Sua própria limitação, Sua própria restrição – pois nada há que não seja Deus.

Sim, Deus pode somente ver a Si mesmo, e ser aquilo que Ele vê e conhece. Sendo Tudo, Deus é o único Um que contempla; o único Um que conhece; e o único Um que existe. Assim, toda a Existência é constituída por Deus: vendo, conhecendo e sendo unicamente aquilo que Deus é. Não há mais ninguém para ver, senão Deus. Não há mais ninguém para conhecer, senão Deus. Não há mais ninguém para ser, senão Deus. Não há nada para ser visto, senão Deus. Não há nada para ser conhecido, senão Deus, e não há nada para estar sendo, senão Deus.

Agora, você existe. Você sabe disso muito bem. Você está consciente; assim, você está consciente do fato de que você existe. Você é capaz de saber que você existe somente porque você está consciente. Deus é a única consciência existindo. Sua consciência de existir é Deus sendo consciente de ser Ele próprio. Você percebe o que isso quer dizer? Significa que você é incapaz de saber alguma coisa de si mesmo. Significa que sua exata consciência de existir nada é senão Deus, sendo consciente de ser Ele próprio; e, que é impossível, a você, conhecer alguma coisa que seja desconhecida por Deus.

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"TÃO PURO DE OLHOS"

“TÃO
PURO DE OLHOS”
MARIE S. WATTS
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PARTE I
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Há na Bíblia uma citação profundíssima,  abarrotada de poder. Este grande livro apresenta inúmeras declarações profundas, todas elas poderosas; porém, desconheço outra tão simples, tão curta, e que tenha revelado a perfeição onipresente com tanta frequência e rapidez como a seguinte: “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal, e a opressão (iniquidade) não podes contemplar…(Habacuque 1: 13).

É óbvio que sem  haver um discernimento espiritual, o sentido desta citação será mínimo, e não fará revelar a Perfeição que é. Portanto, percebamos o que a torna tão poderosa e profunda. E descubramos o motivo que a leva a revelar a Perfeição presente com tanta frequência.

É um fato verdadeiro: Deus não pode ver, conhecer ou ser o mal. Mas isso não nos ajudará, caso continuemos a ver, conhecer e ser a ilusão chamada mal. Deus é pura Verdade Absoluta. Isto significa que Deus é “livre de imperfeição; completo em Sua própria natureza; perfeito; integral; livre de mistura; livre de limite ou qualificação.” Esta definição foi extraída do Dicionário Webster. Tal definição do Absoluto é certamente a Verdade Absoluta, e Deus é a Verdade Absoluta. Ademais, a Verdade Absoluta é Deus. Deus é Perfeição completa; completa como Ele próprio; Integralidade completa; e completamente livre de limites ou qualificações de qualquer espécie.

Por que Deus “é tão puro de olhos que não pode ver o mal?” Deus é TUDO. Sendo Tudo, Deus somente pode contemplar a Si mesmo. Deus pode apenas estar consciente daquilo que Deus é.

Mas, é importante perceber que Deus está consciente de ser aquilo que eterna e infinitamente Deus é. Sendo Perfeição incondicionada, sem limites e qualificações, Deus somente pode estar consciente da Perfeição. Sendo tudo – e sendo livre de qualquer mistura com algo além de Si próprio -, Deus somente pode estar consciente de sua inteireza pura e sem contaminações. Sendo irrestrito e imensurável, Deus não pode estar consciente de alguma coisa externa a Ele mesmo, ou que fosse outra além dele próprio. Desse modo, como foi dito anteriormente, Deus pode somente contemplar a Si mesmo.

CONTINUA..>

AMOR É LUZ-5 (Final)

AMOR É LUZ
Marie S. Watts
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Parte 5 – Final
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É o Amor que  tudo mantém em perfeita harmonia pacífica. É o Amor que exclui a possibilidade de atrito, inadequação, usurpação ou desejos humanos discordantes. É o Amor que torna os acidentes uma impossibilidade. Este mesmo Amor está ativo como a atividade plena de cada estrela e planeta. O Amor é a atividade do corpo do Planeta Terra, e é a plena atividade da Essência do meu corpo e do seu.Podemos observar que no Amor infinito nada há de natureza pessoal. Entretanto, não se deixe enganar. O Amor é uma Essência viva. Ele é vivo. Ele tem que ser vivo, pois é a própria Vida. O Amor não é pessoal, mas certamente opera em e como a experiência diária de cada um de nós. Não poderíamos viver, se assim não fosse. Se o Amor pudesse se ausentar completamente, Vida alguma poderia estar existindo como este Universo. Tampouco existiria Inteligência ou Consciência. O Amor é a luminosidade da Luz; o Amor é a Luz radiante. Ele é a Inteligência ativa consciente, viva, intensa e dinâmica. E esta é Deus, oniativo.

“O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13:10).

O Amor jamais critica. Ele não reconhece nada passível de ser criticado. Ele é sempre suave; sempre fala e age com compaixão e compreensão. Ele é onipotente, mas isso apenas significa poder para ser o próprio Amor. Ele não permite acesso às ofensas, e é imune a críticas, ódios e invejas aparentes. O Amor tem conhecimento apenas de Si próprio, e Ele Se conhece sendo o Amor em Si. O poder do Amor é Todo-poderoso. A atividade do Amor é o Deus Todo-poderoso em ação. Nada existe que possa promover obstrução ou oferecer resistência frente ao Amor infinito impessoal. De fato, nada existe para interferir nesta Luz viva onipresente e onipotente, que é o Amor.

Iluminação alguma é tão plena de êxtase quanto aquela em que podemos ver, conhecer e experienciar a infinitude do Amor. Revelação alguma é tão plena do poder da Perfeição instantânea quanto aquela em que a Existência inteira se revela como Amor infinito vivo.


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AMOR É LUZ-4

AMOR É LUZ
Marie S. Watts
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PARTE 4
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O Amor oniativo desconhece barreiras. A linha de contorno chamada “forma do corpo” não separa o Amor universal de sua Essência. Como podemos ver, a Oniação não é uma ação isolada da Vida, da Consciência ou da Inteligência. Na verdade, a oniação é o Amor que é Vida, Mente, Consciência. Amor inteligente, vivo e consciente em ação: eis em que consiste a Oniatividade.

O Amor inteligente, vivo, consciente, é a essência de cada galáxia, estrela ou planeta. Tal Essência perfeita, em ação, é a Oniação. Oniação é Deus em ação. Deus é Amor; logo, Oniação é Amor ativo. O Amor, sendo inteligente, age de modo perfeito. A Mente, sendo Amor, age amorosamente. Assim se cumpre o objetivo do Amor universal. E o cumprimento desse objetivo é ininterrupto, sem que haja sequer um único ponto vago em que tal objetivo possa deixar de estar se cumprindo.

Recordemos: o objetivo do Amor universal é manter perfeita e eternamente a totalidade do que constitui o Universo. Para ilustrar esse fato, consideremos um relógio comum. Cada item do relógio é necessário à sua inteireza. Além disso, cada componente ocupa exatamente o lugar que lhe é destinado, executando somente aquela que deve ser a sua função. Parte alguma do relógio poderia funcionar por si mesma. Se esta parte não fosse imprescindível à inteireza do relógio, sua existência não teria finalidade alguma. A atividade de uma parte do relógio não substitui a de outra parte dele mesmo. A corda, por exemplo, não pode desempenhar a função do pêndulo. A atividade de um componente em nada interfere com a atividade de outro. Se houvesse qualquer interferência ou atrito, a atividade perfeita do relógio todo ficaria comprometida, ou mesmo interrompida de vez. Desse modo, concluímos que o objetivo da atividade de cada componente do relógio é o de seu funcionamento suave e perfeito  por inteiro. Se uma determinada atividade falhar, o relógio todo deixará de cumprir o seu objetivo próprio.

O relógio já existia em e como a Consciência de alguém, e isso muito antes do aparecimento do chamado relógio material. Realmente, podemos afirmar com certeza que o relógio sempre existiu, bem como o seu funcionamento perfeito. O suposto inventor simplesmente fez a sua descoberta. É certo que a Inteligência descobridora do princípio do relógio sempre existiu; e ele esteve sempre completo. Assim, a atividade do relógio tinha de ser uma Existência eterna.

Como sabemos, toda ilustração é limitada. Mas esse exemplo do relógio serve para ressaltar que o Amor é um aspecto essencial, infinito e eterno de Deus. Ele é essencial à atividade harmoniosa do Universo, à atividade inteligente de cada estrela ou planeta. Ele é necessário para que haja o cumprimento perfeito de cada objetivo. É imprescindível para que o objetivo de Deus, que é o de ser Você, sua vida e seu corpo, seja cumprido.

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AMOR É LUZ-3

AMOR É LUZ
Marie S. Watts
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Parte 3
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Existe um só Amor, e este Amor único é Deus. Deus não consiste de atributos; portanto, o Amor não é um atributo de Deus: Ele é o próprio Deus. Deus nem dá nem retém Amor. Deus não pode deixar de amar, por Lhe ser impossível deixar de ser o que Ele é. Seria fútil apelar a Deus na expectativa de receber Amor. Como também seria infrutífero ficar esperando que Ele demonstrasse ou revelasse o Amor que tem por nós. O Amor que Deus é, é impessoal; além disso, Deus não pode deixar de amar, assim como não pode evitar de ser o Amor. Necessariamente Deus tem que ser aquilo que Ele eternamente é.

Deus é Amor eterno e infinito. Este Amor, obrigatoriamente, deve ser inteiramente impessoal. Jamais começa, jamais oscila e jamais termina. Nunca pode ser interrompido por intervalos de medo, conflito, ódio ou ciúme. No Amor infinito que Deus é, ninguém está deixando de ser amado. É impossível haver espaços vagos no Amor onipresente.

Temos afirmado que Amor e Inteligência são inseparáveis. Como isso realmente é verdade, um Amor que não for inteligente não poderá existir. A Inteligência precisa cumprir um objetivo inteligente. Assim, a Inteligência precisa cumprir o seu objetivo de ser Amor. Mas o Amor também precisa cumprir o seu objetivo de ser Inteligência. Se o Amor inteligente deixasse de cumprir o seu objetivo, teríamos de admitir que apenas  parte do infinito objetivo de Deus estaria sendo cumprido. Desse modo, Deus em Si estaria incompleto.

Deus compreende a totalidade do que é necessário à Sua inteireza eterna e infinita. Tanto o Amor quanto a Inteligência são essenciais a esta inteireza. Caso estivesse presente, mas inativo, o Amor inteligente não estaria cumprindo objetivo algum! Nenhum objetivo poderia ser cumprido na ausência de atividade. Deus é Oniação; e o objetivo divino é cumprido através da Inteligência consciente, viva e amorosa.

Verifiquemos como o Amor inteligente atua como o cumprimento desse objetivo. Como sempre, partiremos do ponto de vista do Universo. Quando contemplamos o céu, não podemos deixar de admirar quão maravilhosamente  perfeito é o funcionamento deste Universo. Cada galáxia se compara a uma comunidade de estrelas, planetas, etc. Cada galáxia é somente aquela galáxia, e nenhuma outra. Não há o menor conflito entre uma galáxia e outra. Não existe nenhum atrito entre certo conjunto de estrelas e planetas e algum outro semelhante. Tudo – galáxias, estrelas, planetas – funciona na mais perfeita harmonia.

Há uma notável unidade que podemos constatar pela atividade perfeita destes corpos celestiais. Esta Unidade é o Amor, e o objetivo deste Amor universal é manter inteligentemente o universo em perfeita harmonia. A Oniação do Amor universal inteligente é a atividade universal inteligente e harmoniosa que rege toda a Existência. Ele está ativo como a atividade inteligente de cada galáxia, cada estrela e cada planeta. Está ativo como a atividade do nosso Planeta terra. Está ativo como Sua Vida, Sua Consciência, seu cotidiano e seu corpo.

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AMOE É LUZ-2

AMOR É LUZ
Marie S. Watts
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Parte 2
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Já ouvimos falar sobre os pássaros adultos, que jogam seus filhotes do ninho assim que já tenham condições de voar. Isso realmente acontece. Mas há outro ponto que devemos observar: uma vez emancipados dos pais, estes filhotes se mantêm independentes. Não retornam aos pais para novamente receber alimentos ou algum outro tipo de ajuda. Eles descobrem que são livres, e esta própria liberdade os obriga a se manterem e a se autopreservarem por si mesmos. Assim, tanto os pais quanto os filhotes recém-libertos ficam inteiramente livres. Este exemplo encerra mais uma lição: os filhotes não ficam retornando para verificar como os pais estão passando. Não se sentem o mínimo responsáveis pelos mais velhos. Concentram-se exclusivamente em suas próprias atividades, e permitem que seus pais sejam capazes de fazer o mesmo.

Para se libertar inteiramente das correntes do amor humano, antes você mesmo terá que desfazer as amarras passadas à sua volta por você próprio. Como poderia estar livre o bastante para ajudar alguém a se libertar, estando você escravizado por esse conceito de amor? Impossível! Jamais vá ao encontro de alguém com o objetivo de conquistar a sua liberdade. A plena liberdade é algo que o próprio indivíduo terá de obter. Realmente, ninguém é capaz de libertar o outro. Pelo mesmo motivo, ninguém é realmente capaz de prender o outro. Liberdade é uma questão pessoal; cada qual é o responsável único pela sua. Ninguém pode dar liberdade a outro. A cada um, cabe-lhe criar a própria liberdade.

O chamado amor humano traz em seu âmago as sementes do medo, ódio, ciúme, dominação e apego. O amor humano gera o medo, justamente por consistir de uma realização íntima de natureza transitória. O suposto ser humano acredita realmente ser capaz de dar ou de receber amor. Pensa que o amor pode ser-lhe dado ou negado. Vive sempre receoso diante da possibilidade de perder seu ente querido, ou o amor que julga provir dele. Nos dois casos, o medo estará presente. Indifere qual possa ser o grau de felicidade que alguém demonstre possuir graças ao “amor” recebido de outro: sempre um receio oculto estará presente. Eis por que o amor humano jamais satisfaz de forma plena. Na maioria das vezes, o amor humano tem demonstrado ser uma experiência bastante frustrante.

O amor humano é uma ilusão. É uma ilusão vivenciada por um suposto homem, que por si integra  ou faz parte do fictício mundo ilusório. Ele faz brotar as imagens ilusórias para, em seguida, amar aquilo que ele mesmo inventou. Mantém-se aprisionado à sua natureza fictícia. Sendo ilusórias por própria natureza, suas imagens e emoções necessariamente são todas enganosas.

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AMOR É LUZ-1

AMOR É LUZ

MARIE S. WATTS
parte 1

Costuma-se dizer que Deus é Amor, o que realmente é verdadeiro. Fala-se também que Deus é Luz, o que equivale a se declarar um fato estabelecido. Em vista disso, conclui-se que o Amor é Luz, e Luz é Amor. Vejamos como esta Verdade universal atua no Universo, no mundo e em nosso dia-a-dia. Observemos também de que forma este Amor, que é Luz, funciona em nosso corpo como o próprio corpo.

O enfoque inicial de qualquer Verdade deve ser a partir de um ponto de vista universal. Os dois principais motivos que justificam esta recomendação são: (1) Tudo que é Existente, no Universo e como o próprio Universo, é também Existente em e como a vida, o corpo e a experiência de cada Identidade específica. (2) Ao considerarmos qualquer Verdade a partir de sua universalidade, livramo-nos inteiramente do conceito de que podemos conhecer, possuir ou ser esta Verdade universal de modo pessoal.

Vale recordar que o aparente possuidor de todo tipo de problema é o falso conceito chamado “ego pessoal”. Não há  Verdade nenhuma que seja pessoal. Há somente a Verdade impessoal, universal e infinita. Portanto, a única maneira de se considerar uma Verdade corretamente, e com sucesso, será necessariamente partindo-se do ponto de vista de sua universalidade.

O Amor é uma Existência universal. Ele já está presente em toda parte, inteiramente por igual. É tão onipresente quanto a Vida, a Consciência, a Mente, ou a Luz. O Amor é inseparável da Mente consciente viva. Não há qualquer linha delimitando o fim do Amor e o começo da Inteligência consciente viva. Ambos são a mesma Existência universal, sem limites de divisão entre si. Onde quer que a Consciência esteja, e também a Vida ou a Inteligência, o Amor ali estará presente.

É óbvio que não falamos do amor humano. A emoção transitória conhecida por amor humano é, na verdade, mísera imitação do Amor onipotente e infinito que é Deus. Nada de natureza temporal se relaciona com o Amor infinito. Este último é uma Existência eterna. Além disso, o Amor é um fato onipresente, relativo à Existência inteira.

O chamado amor humano certamente tem inicio num determinado momento. Assim, inevitavelmente ele terá que ter um fim. Estando sempre à mercê de flutuações e mudanças, não há nada que o impeça de caminhar em direção extremamente oposta, ou seja, o ódio. O amor humano é possessivo; frequentemente é usado como desculpa para que se dominem os chamados entes queridos. Não existe prisão maior do que a representada pelas restrições às quais alguém acaba se sujeitando em nome do amor humano.

Com que facilidade encontramos aqueles que lutam para se livrar do jugo e das restrições do amor humano! Por outro lado, com a mesma facilidade, verificamos que os que empregam esta errônea maneira de amar se julgam os únicos que deveriam sofrer correções. Isso não é verdade. Alguém que se deixa ser dominado ou restringido é tão errado quanto quem pretende dominar ou escravizar a outrem segundo este falso conceito de amor.

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A MENTE “EU SOU” QUE VOCÊ É

A MENTE
“EU SOU” QUE VOCÊ É
Marie S. Watts

Amado, você percebe que, sem que houvesse Mente, não poderia haver nenhuma Existência? Sem que houvesse conhecimento de ser, ninguém nem coisa alguma teria possibilidade de ser, de existir? Isto é verdadeiro porque toda Substância, toda Forma, toda Atividade, consiste de Mente ativa consciente, ciente de Si mesma como sendo o que Ela é. Se a Substância na Forma não fosse conhecida, a Substância na Forma não poderia ser.

Toda Substância na Forma é eterna. Toda Substância na Forma é tão eterna quanto a Mente consciente que Se conhece como sendo eterna. A Mente que Se conhece como sendo toda a Substância na Forma, também Se conhece como sendo a Forma de toda Substância. A Mente que Se conhece como constante e eternamente ativa, conhece a Si mesma como a única atividade de toda Substância na Forma. Esta é a Mente “EU SOU” QUE VOCÊ É.

A Mente oniativa, consciente e eterna, não pode Se conhecer como substância temporal. Tampouco esta Mente constante e eterna pode Se conhecer como uma forma temporária. A Oniação eterna não pode Se conhecer como temporariamente ativa em ou como uma Forma ou Substância que começa e acaba. Nenhuma Substância na Forma começa a existir. Nenhuma Substância na Forma deixa de existir. Nenhuma Forma de qualquer Substância vem à Existência, nem tampouco sai da Existência.

A Mente que Se conhece como sendo Perfeição, não pode Se conhecer como substância imperfeita. A Mente que Se conhece como Perfeição oniativa, não pode Se conhecer como atividade imperfeita. A Mente que Se conhece como sendo Luz – todo Conhecimento – não pode Se conhecer como treva – ignorância. A Mente que se conhece como imensurável e irrestrita, não pode Se conhecer como circunscrita ou limitada sob qualquer aspecto. A Mente que Se conhece como sendo inseparavelmente UNA, não pode Se conhecer como dividida em seções de si mesma. ESTA É A MENTE EU SOU QUE VOCÊ É.

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“EU SOU O SENHOR, E NÃO HÁ MAIS NADA"

“EU SOU O SENHOR,
E NÃO HÁ MAIS NADA”
Marie S. Watts

Não importa quão terrível ou convincente a evidência aparente ser: volte-se instantaneamente à Verdade: DEUS É TUDO. Uma vez firmemente estabelecido nesta Consciência, perceba que TUDO significa tanto eterno quanto infinito. Contemple a Natureza de Deus como sem começo, sem mudança e sem fim. Permaneça no fato de que o Deus Infinito compreende TUDO, e é a única Mente, Consciência, Substância e Atividade do Universo. Continue na convicção de que o infinito Deus compreende a Consciência, a Substância, a Vida eterna, sem começo, sem mudança e sem fim de cada indivíduo específico. Irá presenciar enorme calma. E saberá que o aparente temporal foi anulado, e que se fez manifestada a infinita Onipotência da Onipresença como Sua gloriosa Verdade: “Eu sou o Senhor, e não há mais nada”.

O EVANGELHO DE TOMÉ

O EVANGELHO DE TOMÉ
Marie S. Watts
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Aforismo 87
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Jesus disse: Miserável é o corpo que depende de outro corpo, e miserável a alma que depende desses dois.
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Miserável é a crença de que existe dependência a um corpo feito de matéria para que haja vida, paz e harmonia. A palavra “alma” significa o assim-chamado conceito humano de vida. O que ele diz é o seguinte: “Miserável é o conceito ilusório que se autointitula “alma”, ou o conceito material de dependência a um corpo mortal para sua existência, continuidade, e para a sua vida. Miseráveis são aqueles que dependem de uma alma humana situada em um corpo de matéria.
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NÃO EXISTE TEMPO NEM ESPAÇO- 2 (Final)

NÃO EXISTE
TEMPO NEM ESPAÇO
Marie S. Watts

Parte 2 – Final

O chamado tempo é supostamente medido por um intervalo entre eventos. Porém, quando tudo acontece simultaneamente, não existe nenhum intervalo entre eventos. Toda atividade ocorre infinita e constantemente. De momento, saibamos somente que não existe forma pela qual o chamado tempo possa ser medido. Tudo está aqui. Tudo é agora.

Torna-se importante a conscientização nítida deste fato. Por quê? Porque nós parecemos nos limitar impiedosamente, olhando para um futuro, ou retornando a um passado. Na metafísica mental, estivemos sempre na expectativa de que algum problema fosse “trabalhado”, mas esta própria esperança envolvia um suposto tempo futuro em que algum aparente problema deixaria de existir. No Absoluto, nos fixamos firmemente ao Fato de que todo bem ou perfeição já É,  exatamente aqui, exatamente agora.

Sabemos que existe a Perfeição, e que Ela é eterna, sempre presente por toda parte. Sabemos que a Perfeição é uma Constante universal. Assim, ela é constantemente presente exatamente aqui e agora. Portanto, não pode haver nenhum problema, aqui e agora, que será resolvido amanhã ou na próxima semana. Freqüentemente, parecemos estar presos a um aparente problema, por falsamente acreditarmos que ele está sendo resolvido, providenciado ou curado. Oh, Amado! Não percebe que desse modo você retém – ou parece reter – o aparente problema, carência, doença, etc, no aqui e agora de sua experiência presente?

É absolutamente necessário que você perceba a constante eterna que constitui O AQUI E AGORA DA PERFEIÇÃO ABSOLUTA, HARMONIA ABSOLUTA. Embora pareçamos estar conscientes de doença, dor, sofrimento, carência, ou o que quer que seja, devemos conscientizar o “aqui e agora” da Perfeição Absoluta, da paz e harmonia plena. Vamos parar com esta coisa de parecer adiar a nossa integridade, nossa alegria, paz e Perfeição sempre presente, deixando de nos enganar pela aceitação de que algum aspecto de nossa plenitude não esteja completo. Vamos perceber sempre que nenhum aspecto de nosso Ser, Corpo ou Experiência jamais se tornará melhor, ou mais perfeito, do que já está sendo exatamente aqui e agora.

Estou convencida de que este engano se deve à nossa aceitação dos métodos de cura que vínhamos aceitando na metafísica. É surpreendente como tantos de nós ainda se prendem à ilusão de cura. Enquanto parecermos acreditar em cura, iremos aparentar estarmos necessitados de cura. Por quê? Porque estaremos ainda focalizando nossa atenção na imperfeição presente, ou acreditando nela, de um jeito ou de outro. Esse erro, se pudesse, tornaria a imperfeição constante e eterna.

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NÃO EXISTE NEM TEMPO NEM ESPAÇO- 1

NÃO EXISTE
NEM TEMPO NEM ESPAÇO
MARIE S. WATTS
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Parte I
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Os cientistas espaciais lhe dirão que não existe nem tempo nem espaço. E estão certos. Contudo, existe Eternidade, e existe Infinitude. Isto é verdadeiro porque Eternidade é sempre AGORA, e Infinitude é sempre AQUI.. Em outras palavras, TUDO é AGORA; TUDO É AQUI. Perceberemos apenas como é, e por que é, que estas declarações representam a Verdade Absoluta.

Sendo Consciência Onipresente em Si, você repentinamente pode se descobrir estando em toda parte do Universo. Você não se projeta a fim de estar onde quer que descubra que o seu Eu esteja. Você não deixa seu Corpo para viajar pelo chamado espaço, a velocidades incríveis, a fim de estar onde quer que descubra que o seu Eu esteja. Você não escolhe estar num dado ponto ou área. Nem mesmo se decide por estar num ponto ou área específica do Universo.  Há apenas uma percepção instantânea de estar num dado ponto específico do Universo. Sem qualquer decisão, escolha ou esforço voluntário de sua parte, subitamente você descobre que sua plena atenção se encontra focalizada num dado ponto específico de sua Consciência infinita.

Como pode ser isto? Pelo seguinte: antes que estivesse ativamente consciente de estar naquele ponto, você já estava nele. Isto é verdadeiro porque você é onipresente. Você está constantemente em toda parte. VOCÊ É ONIPRESENÇA, ASSIM VOCÊ ESTÁ CONSTANTEMENTE ONIPRESENTE. Você está em todo lugar, porque VOCÊ É Todo lugar. Porém, não importa o ponto em que sua atenção esteja centralizada, aquele determinado ponto é “aqui”, enquanto você se interessar por ele. Por exemplo, neste momento eu estou aqui em Vista; subitamente, no próximo momento pode ser que eu me descubra estando em Nova York, China ou Austrália. Posso inclusive descobrir que me encontro no que eles chamam de espaço exterior, ou em Marte. Mas, não importa onde eu esteja consciente de estar, ele passará a ser aqui, enquanto minha atenção para ele estiver voltada. Se eu estivesse na lua, poderia ver a terra como um minúsculo ponto luminoso. Mas, se não estivesse bem informada, a terra estaria “lá”, para mim. Eu iria conscientizar que não existe nenhum “lá”. Se eu não estivesse consciente desse fato, não poderia estar consciente de estar na lua em primeiro lugar.

O chamado “espaço” é supostamente medido pela distância entre objetos. Porém, quando se sabe que INEXISTEM objetos sólidos, de que forma o espaço poderia ser medido? E como toda Substâcia é indivisível, e não há substâncias separadas em forma, não há como se medir o espaço. NÃO EXISTE NENHUM ESPAÇO.

Continua…>