Rompendo Grilhões-5

– V –

Passemos a um exemplo prático de aplicação da Verdade de que “o erro é impessoal”. Vamos supor que, aparentemente,  víssemos  alguém levando um tombo e, por causa dele, estivesse a gemer e a reclamar  sentir dores por todo o corpo.  Estudamos a Verdade de que DEUS É TUDO! Que seria esta imagem em três dimensões em que figura a pessoa naquela situação? Esta imagem, em nossa analogia,  seria a “nuvem”. Quem estaria sendo o EU em nós, naquele momento? DEUS! Quem estaria sendo o EU naquela pessoa, aparentemente levando um tombo? DEUS! Que estaria existindo entre o EU que somos e o EU observado? DEUS! Este é o sentido de que  “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. DEUS É TUDO! Este reconhecimento de que nós, como observadores, somos a Onipresença manifesta como Observador, de que o suposto “outro”, por nós observado, é a Onipresença manifesta como observado,  de que o que há, entre “quem observa” e “quem é observado” é a Onipresença em que todas as Formas eternas e perfeitas  Se manifestam, é o “permanecer em MIM”, citado por Jesus, ao afirmar: “Aquele que permanecer em MIM – em DEUS COMO TUDO – conhecerá a Verdade e Ela o libertará”. 

Quando nos volvemos radicalmente da “nuvem com o problema”  – aparência – para a Realidade da percepção correta e permanente  de que “a nuvem a é impessoal”, uma vez que Deus é TUDO  –  quem observa , quem é observado e o que há  “entre os dois” -, deixamos de associar qualquer Ser em existência com a ILUSÃO!  Desse modo, teremos praticado o “Princípio da impersonalização do erro”, pelo entendimento de que  a ilusão aparece como pessoa , mas é impessoal.  Como na analogia do Sol, a ilusão, como a “nuvem”, jamais afeta quem observa ou quem é observado!  Ao mesmo tempo, aplicamos o “Principio de nadificação do erro”, desprezando a “nuvem formada de nadas” pelo reconhecimento da real presença divina em seu lugar. Assim, a contemplação se torna  absoluta: Deus Se contemplando como “observador”, como “observado” e como “o que há entre os dois”.

De fato, tudo é UM, tudo é DEUS! E isto é permanente! Em vista disso, se houver a pretensão de “curar quem levou o tombo”, isto será pretender “mexer com a nuvem”, ou seja, acreditar ser ela real; e, nesse caso, não estará sendo praticado princípio absoluto algum!

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Rompendo Grilhões-4

– IV –

Quem se detiver em  praticar o que está aqui sendo dito,  entenderá o significado do “princípio de impersonalização da ilusão” , tão repetido por Joel. S. Goldsmith  nas obras de O Caminho Infinito. O erro é impessoal, diz  a Ciência Cristã; e Joel S. Goldsmith, após deixar a Ciência Cristã e passar a apresentar independentemente as suas obras, destacou sobremaneira esta Verdade,  chamando-a de “Princípio de impersonalização do erro”.  E como o “erro é ilusão”,  o Caminho Infinito simultaneamente  o desmascara como sendo “nada”, dando a este segundo princípio o nome de “Princípio de nadificação do erro”.

 Estes princípios são exaustivamente repetidos em suas obras, mas, o entendimento sobre como empregá-los parece não ter ficado  bem claro para muitos de seus leitores. Constantemente me perguntam sobre o sentido pleno  de se “impersonalizar e nadificar o erro”.  No meu entender, esta dificuldade de compreensão vem do fato de O Caminho Infinito não ser absolutista e, portanto,  não partir unicamente do “Referencial Iluminado”. Como ele parte da “existência humana”,  quando expõe princípios que são absolutos, a pessoa, que deveria estar sendo vista “como Deus”, e não como “praticista”, se sente sem  base para a prática dos mesmos.  

Para que a utilização destes princípios fique bem esclarecida, passemos a focalizá-los em associação com o estudo absolutista. Para isto, voltemos à analogia do “Sol em dia nublado”. Já vimos que esta ilustração retrata a imutabilidade do observador e do observado, ou seja, o que se altera, no “dia nublado”,  é o surgimento de nuvens! O mesmo Sol e o mesmo observador,  presentes no “dia ensolarado”, são aqueles igualmente  presentes no “dia nublado”. Portanto, se desconsiderarmos as “nuvens”, a situação será vista como imutável ou permanente. Que seria “impersonalizar as nuvens”? Seria ter a seguinte  percepção: As nuvens nada têm a ver comigo, o “observador”, nem com o Sol, o “observado”. É este o significado deste princípio, que garante ser “o erro impessoal”.  De nada adiantaria alguém ficar lendo cinquenta livros de Goldsmith, sem entender, e com muita clareza, como praticar os princípios que tanto ele enfatiza, e  por falta de entendimento do seu significado!

 

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Rompendo Grilhões-3

– III –

Quem já viu o Sol brilhando no céu não terá dificuldades em “intuí-lo” como estando de igual maneira em dia nublado. Que seria “contemplar o Sol” em tal condição? Seria o observador reconhecer que não houve alterações nem no Sol nem tampouco nele próprio! Apenas apareceram “nuvens” entre os dois!

Analogamente, enquanto a Luz da Realidade aparentemente é vista como ausente, devido às “nuvens da ilusão”, tanto o Universo de Luz como a sua Consciência iluminada, que o discerne permanentemente, jamais se alteram! Tudo É! E esta constância é eterna. Esta Verdade  precisa ficar bem marcada e da seguinte maneira: Deus e as obras de Deus são permanentes! Isto lhe garante estar VOCÊ SEM ILUSÃO; e igualmente, garante que AQUILO que VOCÊ estiver observando, é SEM ILUSÃO! Como TUDO É UM, isto garante, ainda, que VOCÊ E O OBSERVADO SÃO UM!

Esta é a Realidade discernida constantemente pela Mente divina SENDO a “sua”. E é a Verdade revelada por Jesus, quando disse: “Dei-lhes a glória para serem um, perfeitos em unidade” (João 17: 22).

 Que poderíamos ouvir, após a exposição desta analogia?  Que ela não é perfeita, uma vez que a  “mente” que já tinha visto  o Sol em dias sem nuvens saberia, de fato, intuí-lo em dia nublado; porém,  como intuiríamos aqui e agora o Reino de Deus, ou a Realidade iluminada, “encoberto pela ilusão”, se não a temos registrado tal como era, “antes do surgimento da ilusão”? Com efeito, a questão assim levantada pode nos parecer  bastante lógica; mas, o importante e o que deve ser entendido, é o seguinte: as “nuvens”, da ilustração, eram “presenças” que atuavam como “barreiras” a impedir a visão plena do Sol em dias nublados;  mas as “nuvens da ilusão” são “ausências”, e não “presenças, não existindo, portanto, “barreira alguma” que realmente impeça alguém de “contemplar” a Verdade. Esta é a sutil  diferença entre a situação apresentada pela ilustração e a situação real que ela representa! E é uma diferença que, entendida, “desfaz a ilusão”.

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Rompendo Grilhões-2

– II –

O que a suposta “mente humana” capta é inteiramente ilusório! Não há sentido algum em alguém dizer que “estuda a Verdade”  e se posicionar no suposto  “referencial da mentira”. Sua Consciência já é DEUS! Ninguém é “mais Deus” do que seu “EU”. Cale toda CRENÇA em contrário para sempre! Diga a ela: “Cala-te, Satanás!” E entenda que, de fato,  a calou definitivamente! O que a Consciência capta é Luz onipresente, e esta LUZ  é que, SENDO VOCÊ, ESTÁ CAPTANDO A SI MESMA  AGORA! É por isso que “VOCÊ É A LUZ”. Alguém poderia dizer: “Sim? Então por que eu não vejo isto?” A resposta é: “Porque você acredita ver o que a “mente humana” vê. Mas a Verdade é que VOCÊ VÊ O QUE A MENTE DE CRISTO, EM VOCÊ, VÊ!” 

Enquanto este REFERENCIAL não for trocado, você estará entre aqueles a quem Jesus se dirigiu, dizendo: “Tendes olhos, mas não vedes!”  

Quando isto é posto desta maneira, é comum ouvirmos a seguinte pergunta: “Mas, de que adianta eu” mudar de referencial” , afirmar que “tenho a Mente de Cristo”, se continuo vendo a mesma coisa? Um mundo material?” Esta “mudança de referencial” não significa meramente  usar um “sinônimo” para a ILUSÓRIA mente humana! É você ACEITAR que, tendo em vista o FATO de que a MENTE DE DEUS é onipresente, que ELA é a SUA ÚNICA MENTE em expressão, ao “trocar o referencial” o que estará fazendo será “DEIXAR DEUS VER A VERDADE” COM A MENTE DELE SENDO A SUA! Jamais mente ilusória discernirá a Realidade! Por outro lado, por ser ela ILUSÓRIA, o que EXISTE, aqui e agora, é unicamente a Mente REAL! E QUE JÁ  É A SUA E A DE TODOS! Este  “estudo” é VOCÊ PARTIR DISSO, e não da cega  MENTE QUE NÃO EXISTE!

“Trocar de referencial”, portanto, é VOCÊ PARTIR DA VERDADE; MEDITAR COM A ADOÇÃO PLENA DESTE PRINCÍPIO: “A MENTE DE DEUS, SENDO A ÚNICA, É DEUS DISCERNINDO A SI MESMO COMO A MENTE QUE “EU SOU”, AQUI E AGORA!

 

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Rompendo Grilhões-1

– I –

Como as pessoas se julgam “mente humana” percebendo algo, em vez de se julgarem  “Mente divina” consciente da Verdade, quando dizem “estudar a Verdade” , acabam incluindo este estudo na ilusória “programação humana”. Desse modo, em vez de romperem  com os “grilhões de crenças falsas”, neles incluem também  o estudo! E é quando escutamos que “o estudo é feito por etapas”, que algum “mestre” nos abre a consciência, que esta consciência é aos poucos desenvolvida, etc.. Que está por trás disso tudo? A ILUSÃO! A crença mesmérica de que somos “mente humana” e não a Consciência iluminada!

Quando os discípulos de Jesus lhe manifestavam parecer humano, dele escutavam:”Cala-te, Satanás!” Via neles unicamente a Consciência iluminada,  considerando-os já em Deus, e sendo Deus! E este procedimento deve ser o procedimento do CRISTO QUE VOCÊ É, diante de pontos de vista ILUSÓRIOS sobre a Existência,  sobre o mundo, sobre você ou sobre quem quer que seja, lançados pela suposta “mente humana” em sua direção. Tão logo você adote  a premissa de que DEUS É TUDO , o que deverá fazer é adotar igualmente  o “Cala-te, Satanás” como bandeira, ordenando, realmente, que sejam imediatamente caladas  as crenças fraudulentas “deste mundo”.

Caso lhe chegue, por exemplo, um pensamento: “Estou me sentindo mal”, é óbvio que ele não tem origem na Verdade! Que fará com ele? Dirá o que diz o Cristo, frente à ILUSÃO: “Cala-te, Satanás!”  E  muito consciente,  com isto,  de que não estará calando “demônio” nenhum, mas tão somente anulando uma SUGESTÃO HIPNÓTICA ! DEUS É TUDO!

Mas é principalmente neste estudo que esta atitude radical precisa ser tomada! E isto quando lhe vem a SUGESTÃO de que “você está apenas começando a estudar a Verdade”, que os “mestres” estão muito adiantados à sua frente, neste estudo,  ou que, se você for ao Oriente meditar com o “Swami Qualquer Coisa”, você se iluminará, etc.. É impressionante como há pessoas que dizem “estudar a Verdade” e ficam somente alimentando crendices ilusórias como estas, e que unicamente lhes ocultam conhecer o que JÁ SÃO!

Enquanto você endossar estas CRENÇAS COLETIVAS, a premissa DEUS É TUDO ficará somente na teoria! Esta premissa é a VERDADE EVIDENCIADA JÁ! DEUS É TUDO! E, PORTANTO, É TUDO COMO VOCÊ!

 

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A Pergunta É: “Você Quer Ser Curado?”

A pergunta da Verdade,  feita àquele que aparentemente se mostra cativo das crenças em pecado, dor, sofrimento, doença ou qualquer outra aparência de mal, é: “Você QUER ser curado?”  Dizendo ele que sim, poderá ouvir: “Então Levante-se, tome seu leito e ande!”  Foi nestes termos que o paralítico, diante de Jesus, ergueu-se e caminhou normalmente! Não houve “questionário de ilusão”, indagando sua idade, seu passado, como ele havia agido antes, se vivia sem gratidão, se havia brigado com sua sogra, se merecia ser curado, etc.. A pergunta  única foi: “Você QUER ser curado?” E, sendo a resposta afirmativa, ouviu: “Levante-se!”

“Levantar-se” significa “erguer-se à Consciência do Cristo, onde TODOS são vistos como permanentemente são: perfeitos!  Sempre eu tenho alertado  que devemos nos levantar “de cima para baixo”, com o que eu quero dizer que devemos partir sempre  da Consciência ILUMINADA que somos, em vez de “consultarmos a ILUSÃO”.  O sentido da palavra “cura”, neste estudo, é simplesmente “você se contemplar já  elevado à própria Consciência crística, sem se identificar com a ILUSÓRIA mente humana,  que testemunha unicamente mentiras ou falsidades sobre o que SOMOS! E nem seria preciso dizer que todo e qualquer ensinamento, que nos associe com tais mentiras, seja em que grau for, precisa ser banido radicalmente de nossa aceitação! Diante de qualquer ILUSÃO, lembre-se desta pergunta, e a faça a si mesmo: “Eu quero ser curado?” E então, dê a resposta certa: “SIM!; por isso, LEVANTO-ME À MINHA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, QUE É  ONDE EU SOU O QUE SOU, E ONDE “O PAI EM MIM” FAZ AS OBRAS”.

Se alguém, aparentemente limitado às “crenças fraudulentas” deste mundo, entender que a primeira coisa a fazer é “LEVANTAR-SE DELAS AO TOPO DA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA DIVINA”, em vez de ficar forçando mentalmente para que “matéria” cumpra “princípios espirituais”, estará SENDO O QUE JÁ É: DEUS, SENDO DEUS, EVIDENCIANDO-SE  COMO SEU EU VERDADEIRO E ÚNICO. Jamais se atenha à ILUSÃO, para lutar em tentativas ansiosas por  se livrar dela! Atenha-se à sua ASCENSÃO! Perceba-se no ALTO DE SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, entendendo que a chamada “sua Vida” é puramente a VIDA DE DEUS! Entendendo (contemplando) que DEUS SABE VIVER LIVREMENTE,  sem necessitar de qualquer ajuda para “livrar-se” daquilo que não existe! DEUS É TUDO!

*

“E Agora Eu Vou Ter o Arco-Íris?”

Se a ILUSÃO o convencer de que você é um ser humano, um ser vivente de um mundo material, você se convencerá também de que “alguma coisa ou pessoa” esteja lhe faltando, e que ao consegui-la,  será feliz!  Há verdade nessa linha de pensamento? Não! “Os meus pensamentos não são os teus pensamentos, diz o Senhor”. Assim afirmam as Escrituras!

Se uma criança olhasse ao céu, ali visse um arco-íris e o ficasse desejando, por achá-lo maravilhoso, um adulto que por perto estivesse somente iria achar  aquilo engraçado, por entender o arco-íris de outra forma!  Em outras palavras, o “fenômeno”, para os dois, seria o mesmo; entretanto, o “entendimento” de cada um seria totalmente diferente!

O apóstolo Paulo assim disse: “Renovai-vos pela renovação de vosso entendimento”. Isto, em outras palavras, seria comparável à criança trocar seu entendimento a respeito do arco-íris pelo entendimento do adulto! E isto se daria pela “transmissão da verdade”, feita pelo adulto, à criança que tanto desejava “possuir o arco-íris” que a encantava.

O suposto “mundo dos fenômenos” é a ILUSÃO que atrai as “crianças” pelo tempo que elas levarem para ter o entendimento de que “ele é nada”.  Jamais algo “deste mundo” poderia dar felicidade ou inteireza a alguém! E isto por um só motivo:  é pura ILUSÃO! E enquanto alguém ficar atrás de algo que acredite existir e estar nele, e que lhe completaria a  felicidade, deixará de lado o “entendimento da Verdade” de que ELE PRÓPRIO, exatamente onde se encontra AGORA, já é a plenitude absoluta de DEUS, pela sua UNIDADE com o Bem infinito!

Enquanto o “entendimento ilusório não for renovado pelo “entendimento verdadeiro”, a pessoa simplesmente estará  marcando passo na irrealidade, mesmo já estando imersa na plenitude da Onipresença perfeita e Autossuprida. E, caso espere, com este “novo entendimento”, que ele lhe trará, no mundo ilusório, o que antes julgava “faltante”, só demonstrará não ter “renovado” entendimento nenhum! Seria a criança, após receber do adulto o entendimento correto sobre o arco-íris,  dizer a ele ter “entendido”, mas perguntar: “E se entendi,  eu agora vou ter o arco-íris que tanto desejei?”

*

O Caminho é Um!

Da ilusória aceitação da fraudulenta “crença em pares de opostos”, aparece, no cenário da ILUSÃO, a “crença no amor e na dor”, acompanhada da questão do “livre-arbítrio”, quando alguém é induzido a crer em poder escolher entre o caminho da Verdade e do erro. Já ouvi inúmeras vezes a seguinte frase: “Ou ele aprende por amor ou irá aprender pela dor”. Tais disparates são vistos com a maior naturalidade; mas, por quem? Já sabemos: pela  assim chamada “mente carnal”, a “inimizade contra Deus”, a ilusória mente que dá testemunho do “festival de mentiras” denominado “ilusão de massa”.

Jesus disse: “Se até os homens sabem dar coisas boas a seus filhos, quanto mais o Pai celestial!”  Mesmo assim,  o Deus verdadeiro, infelizmente,  até hoje  é desconhecido! O mundo vive os “conceitos de Deus”  que religiões e doutrinas de homens inventaram e  passaram às gerações! Destas crenças insensatas vieram as aceitações absurdas que deram crédito a dores e sofrimentos, coisas que jamais existiram! Por que parecem existir? Por serem  manifestações hipnóticas das crenças falsas! Vejamos algumas delas: “Deus é tão misericordioso, que me permite reencarnar várias vezes até eu aprender a não errar mais  e a consertar meus erros do passado!”;  “Deus me deu livre-arbítrio e eu posso fazer tanto  o bem como  o mal, segundo a minha livre vontade!” ; “Eu passo por sofrimentos seguidos,  mas eu os aceito com serenidade, pois aprendi que os devo ter criado em meu passado, ou mesmo em “outras vidas”, por causa de minha ignorância espiritual!”  São estas algumas das  blasfêmias que povoam a ilusória “mente coletiva”, e que, hipnoticamente, impedem que A TOTALIDADE DE DEUS seja discernida!

Não existem dois caminhos, nem três e nem mais de um! “Eu Sou o Caminho!” Esta é a Verdade absoluta! Expulse com veemência  as crenças no tempo, em dores e sofrimentos,  em pecados e carmas do passado! São “ladrões” invadindo o seu Templo! Nada disso tem realidade! SOMENTE EXISTE DEUS!  Não seja presa fácil do “hipnotismo de massa”, que intenta envolver Deus com falsidades absurdas! Grave bem: O QUE HÁ, EM VOCÊ, AQUI E AGORA, É UNICAMENTE O VERBO DE DEUS, A MENTE DE DEUS, A CONSCIÊNCIA ILUMINADA DE DEUS! E NADA MAIS!  Paulo disse: “CRISTO É TUDO EM TODOS!” Esta é a revelação da Verdade absoluta! O resto, é PALHA!

 Que é “o Cristo”? É DEUS manifesto como FILHO, ou seja,  como o “seu” SER INDIVIDUAL! Não aceite inverdades associadas com DEUS sendo VOCÊ! O Caminho é este! SER O CAMINHO, SER A VERDADE,  E SER  A VIDA! Sem jamais se identificar com “caminhos inexistentes”, que não passam de ilusórios devaneios de uma suposta  “mente humana”,  desconhecida de Deus, desconhecida da Verdade, e, portanto, desconhecida de VOCÊ, QUE É UM COM ELE!

*

O Que É, Não É o Que Parece Ser!

Cada um que entra em contato com os ensinamentos absolutos, se realmente desviar a atenção total do que “parece ser” e a centralizar no que “É”, entenderá  o motivo pelo qual “Evangelho” quer dizer “Boa Nova”.  Qual é a base da revelação iluminadora? Poderíamos resumi-la na seguinte frase: “O que É, não é o que parece ser”.

Nada do que “parece ser,” é o que É! De sua vez,Tudo que É, nada tem a ver com o que “parece ser”.  Que significa isso? Significa que, em vez de a humanidade estar vendo o que É, está o tempo todo  acreditando naquilo que “parece ser”. Por exemplo: há infinitas dimensões já em expressão, formando o Universo paradisíaco que É! Em vez de ESTE REINO ILUMINADO estar sendo admitido como “LOCAL PERFEITO EM QUE JÁ VIVEMOS”, ou “O QUE É”,  o que está sendo admitido é “O QUE PARECE SER”. A esta “aceitação invertida”, dá-se o nome de ILUSÃO!

Quantos não oram e meditam para transformar “o que parece ser” naquilo que “já É”, achando que ILUSÃO não é ILUSÃO! E quando escutam isso , dizem que “o ensinamento é muito profundo”, em vez de pararem para perceber que “o que É, NÃO É o que parece ser”. Preferem “molhar água”, em vez de discerni-la como ela “já É!”

Por quê a necessidade de “contemplarmos” a Verdade, se ela já é verdadeira? Unicamente pelo seguinte motivo: PARA VOCÊ RECONHECER QUE O QUE É, NÃO É O QUE PARECE SER! Há milênios que esta Verdade vem sendo anunciada à humanidade, constando dos ensinamentos de Krishna, Buda, Jesus, Paulo, e tantos outros!  Porém, não foi aceita nem praticada pela maioria; e, dentre a minoria que se viu tocada por ela,  grande parte se deixou marcar pelo que “parece ser”, com as pessoas lutando para erradicar ILUSÃO, em vez de captar o revelado: que ILUSÃO é alguém OLHAR O QUE É, MAS ENXERGAR O QUE PARECE SER! Não é o que faz uma pessoa hipnotizada?  Mas, se ela tivesse barrado a “sugestão hipnótica” vinda do hipnólogo, as IMAGENS FALSAS recebidas dele não seriam formadas para iludi-la!

O ensinamento absolutista diz o seguinte: DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ! Isto é “O”QUE É”! Como o que PARECE SER se mostra como “mundo temporal em três dimensões”, a única coisa que lhe cabe fazer, é PERMANECER NAQUILO QUE É – DEUS SENDO TUDO -, SEM QUERER CONSERTAR, CURAR, MUDAR OU MELHORAR O QUE “PARECE SER”. Isso, nas palavras de Jesus, corresponderia a VOCÊ BUSCAR O REINO DA VERDADE  EM PRIMEIRO LUGAR, EM VEZ DE FICAR VENDO  O MUNDO DO PAI DA MENTIRA.

DEUS É TUDO! A Mente divina unicamente contempla O QUE É! Por isso, veja-se UM COM ELA, em vez de se ver “um com a visão da mente humana”. Esta mente falsa, como não poderia deixar de ser, unicamente lhe apresenta “o que parece ser” – E QUE NÃO É!

*

 

Deserto Sem Oásis


Quando os textos  dizem que toda a prática dos Princípios da Verdade se dá com total tranquilidade e sem quaisquer esforços, esta advertência já deve ser entendida como lembrete imediato de que UNICAMENTE DEUS EXISTE!

É comum atuar a crença de que meditamos para que a Verdade destrua a ILUSÃO, ou que divida espaço com “aparências”. Este dualismo sem fundamento compromete a eficácia da constatação instantânea da veracidade dos próprios princípios absolutos!

Quando a pessoa se vir no “Referencial Iluminado”, que pode ser comparado ao andarilho no deserto SEM VER OÁSIS ALGUM, uma simples lembrança de que “Deus é Tudo”, ou de que “a Substância de toda Forma é Deus”, bastará para que qualquer  suposto“oásis”, para ela, não se torne “algo” que divida espaço com a “areia”. Porém, se a pessoa estiver se vendo no “Referencial da Ilusão”, em que pensaria meditar para “se livrar da miragem”, que é PURO NADA, estaria simplesmente alimentando a própria ILUSÃO.

Não existe Substância outra, senão o Verbo divino. “Sem o Verbo nada do que foi feito se fez”, disse João. Por isso, ao”contemplar a Verdade”, faça-o tendo em vista a onipresença da Substância ÚNICA em expressão, que é Deus, numa aceitação bem definida e que não seja apenas um dizer superficial de que “Deus é Tudo”.

As ilustrações são dadas para que haja o transporte de seu conteúdo às contemplações dos fatos reais e eternos, sem que a Existência seja vista como  dividida em duas partes: a real e a ilusória. Não existe o chamado mundo material! Tudo é iluminado, espiritual e perfeito, aqui e agora! Que é o suposto “mundo material”? Um “oásis no deserto”, e seu papel, durante as meditações, é partir ‘do “deserto sem oásis”, contemplando unicamente o deserto em sua real natureza, sem permitir que haja RESQUÍCIOS DE OÁSIS EM SUA CONTEMPLAÇÃO!  Este é o sentido, quando é dito que “partimos de Deus como TUDO”, sem jamais levarmos “aparências”  às meditações! Nem mesmo chamando-as de ilusórias,  nem mesmo com a justificativa de que o objetivo é “dar fim elas”.

Enquanto houver “oásis” em seu deserto,  – mente vendo aparências – você estará no REFERENCIAL  DA INEXISTÊNCIA! E O OBJETIVO das “contemplações” é justamente  o oposto, ou seja, VOCÊ SE DISCERNIR NO REFERENCIAL DA LUZ, reconhecendo DEUS como única EXISTÊNCIA!

*

Fato Grandioso e Verdade Mais Gloriosa!

A crença no bem e no mal é o maior engodo que poderia existir. Se mentira tivesse classificação, esta crença seria a campeã. Por isso Jesus disse que “o“príncipe deste mundo é o pai da mentira e mentiroso desde o princípio”.

De olho no ilusório “bem”, deixa a humanidade de contemplar o Infinito Universo de Luz que lhe é disponível! “É do agrado do Pai dar-vos o Seu Reino”, explicava Jesus àqueles completamente hipnotizados pela ILUSÃO de mundo material! E foi só por isso que  passou a revelar o “bem deste mundo”, através dos chamados “milagres”. Só acreditavam na matéria, justamente o que nunca existiu! Várias passagens da Bíblia relatam que “o povo se maravilhava” vendo o poder de Deus que Jesus empregava, e que, de fato, eram miragens  boas ou agradáveis que substituíam as anteriores, as consideradas más ou desagradáveis.

Mary Baker Eddy disse o seguinte:“Nunca houve um momento em que o mal tenha sido real. Esse fato grandioso a respeito de todo o erro traz consigo outra verdade, mais gloriosa ainda, ou seja, a de que o bem é supremo. Como não há nenhum outro Deus além dEle, e Ele é todo o bem, não pode existir o mal” Que está ela revelando? Que acima do “fato grandioso” a respeito da ILUSÓRIA  manifestação do “mal”, está “outra verdade mais gloriosa”, e esta é a seguinte: SOMENTE EXISTE O BEM ABSOLUTO, QUE É O PRÓPRIO DEUS! Não o suposto “bem” das aparências, que poderia vir a substituir o seu oposto, o suposto “mal”, mas o BEM PERMANENTE, aqui e agora presente como Universo Perfeito, completamente alheio às crenças mentirosas e suas imagens hipnóticas aceitas pela humanidade!

O ensinamento absolutista não lida com “crenças falsas”, no sentido de objetivar mudar “aparência do mal” em “aparência do bem”; antes, seus princípios nos colocam onde realmente estamos, sendo o que realmente somos: O BEM ABSOLUTO EM SÍ! Por isso a ilusória mente presa a “aparências” é descartada, enquanto, com a Mente de DEUS, contemplamos única e exclusivamente o que DEUS É! Isto significa estarmos  acima do “fato grandioso a respeito do erro”,  para nos discernirmos SENDO A OUTRA VERDADE MAIS GLORIOSA que o fato traz consigo: QUE DEUS É O BEM SUPREMO!

Um exemplo disto? A “ressurreição de Lázaro”: qual é o fato glorioso, nesta “ressurreição”? A mudança de “aparência”, de Lázaro morto para Lázaro vivo. Qual é a  “verdade mais gloriosa” que o fato glorioso traz consigo? O BEM SUPREMO: DEUS! Nunca existiu Lázaro” vivo, morto ou ressuscitado! Não existe vida na matéria! Tampouco existe matéria! O que sempre existiu, e que AGORA existe, é DEUS! O Bem supremo sendo a Vida permanente de todos! Esta é a visão absoluta!

*

Adote Um Princípio Espiritual a cada Dia!

Com a exposição ampla e variada dos princípios absolutos, sob os quais devemos pautar nossas vidas, podemos adotar, a cada dia, um deles para ali nos firmarmos de tempos em tempos, de modo que venhamos a viver na prática a Verdade contemplada amplamente em nossas  meditações.

Todo princípio absoluto é Verdade eterna; assim, se pararmos durante o dia para recordarmos a veracidade de algum deles, apenas um nos fará recordar que “não existe mundo material”.

Exemplificando, se considerarmos a frase “Em Deus eu vivo”, adotando-a como “princípio do dia”, iremos, de tempos em tempos, parar com as atividades normais e, por alguns segundos, recordar que “não estamos encarnados, que não existe matéria, que a miragem vista pelos sentidos humanos é nada”, e isto porque “vivemos em Deus”.  Não será preciso ficarmos o dia inteiro preocupados com a ILUSÃO, que é nada! E, justamente por ela ser NADA, a curta lembrança do “princípio do dia” , de hora em hora, por exemplo, e por poucos segundos, nos será de extrema utilidade.  E o fato de este princípio ser o mesmo, o dia todo, fará somar o efeito das percepções do seu conteúdo absoluto.

Num outro dia, o “princípio escolhido” poderá ser: “Sois a Luz do mundo”, quando, de tempos em tempos, olharemos as pessoas à nossa volta para reconhecermos e contemplarmos a Luz divina sendo cada uma delas! Nestes instantes, varreremos a  “miragem” que as conceitua como “humanos”, e, silenciosamente, contemplaremos a Verdade a respeito delas.

Citei dois exemplos, mas, há infinitos meios de adotarmos os princípios em cada dia! Quem assim fizer, sentirá o valor desta “Prática da Verdade, pois,  este  curtíssimo espaço de tempo que ela requer, irá facilitar-lhe  sobremaneira em seu  não envolvimento com a ILUSÃO, e em sua “permanência em Mim”.

A maioria dá muito valor a leituras; entretanto, segundos de “prática dos princípios” valem bem mais do que elas! Tiago já nos prevenia: “Sede praticantes da palavra, e não ouvintes apenas, enganando-vos a vós mesmos”.  Em síntese, é isto!

*

Você É Por Onde O Infinito Se Expressa!

“Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”.

Colossenses 3:9—10.

Se alguém se julgar “deste mundo”, acreditando, por exemplo, que expressa o dom de ser um médico, um professor, um advogado, ou qualquer outro tipo de ocupação, estará unicamente sendo cego! Cego na cegueira da mente humana, que nada vê do que é Realidade! A Bíblia, quando fala em renascimento, considera que você “se despiu do velho homem e de seus feitos”, para  ver-se sendo o  Cristo!  Se, para você, os seus “feitos” continuam sendo os vistos pelos  supostos seres humanos, restritos ao que a cegueira humana capta de suas atividades, você “mente para você mesmo”, segundo as palavras de Paulo.

Que significa “se despir do velho homem e seus feitos”? Significa você com a Verdade conhecida! Significa VOCE SABER que VOCÊ É POR ONDE O INFINITO SE EXPRESSA! De que adianta você ler e concordar que DEUS É TUDO, e sair pela vida se achando um “pintor”, um “policial”, um “médico” ou um outro profissional qualquer?  “Ah, mas Deus Se expressa como meu dom de ser médico!”  E, é com esse tipo de frase “lógica” que a ILUSÃO prevalece!

O que Deus faz COMO seu Eu individual é permanente! E o que Ele faz é ser DEUS como VOCÊ! Você era médico há cem anos? Não? Então hoje também você não é, mesmo que tenho registro no CRM. Você era químico há cem anos? Não? Então, mesmo que tenha registro no CRQ, hoje também você não é! Você era o CRISTO há cem anos? SIM! Então, hoje VOCÊ É O CRISTO! Porque terá se despido do “velho homem e seus feitos”. Em outras palavras, porque se desfez a ILUSÃO de que “vida terrena existe”.

Mesmo que aos sentidos do mundo você esteja sendo “visto” como “profissional” de alguma área, jamais creia que esta  ILUSÓRIA expressão humana, temporal e finita seja “você se expressando”. Lembre-se: VOCÊ É POR ONDE O INFINITO SE EXPRESSA! Não há “olhos”, deste ILUSÓRIO MUNDO MATERIAL, capazes de VER VOCÊ EM ATIVIDADE! VEJA-SE, PORTANTO, VOCÊ MESMO! E COM O “OLHO SIMPLES”! CONTEMPLE, AQUI E AGORA,  TODA A ATIVIDADE DE DEUS SE EXPRESSANDO COMO VOCÊ! 

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Você Vai Me Dizer Que Sim!

 Quantas vezes me perguntaram: “Tudo bem?”  E, diante da resposta: “Tudo, e com VOCÊ?”, quantas vezes escutei o seguinte: “Eu SEI que você vai me dizer que sim!” . E, diante de outra pergunta, “E não é sim?”,  outra frase batida era ouvida: “Na Verdade, sim; MAS NAS APARÊNCIAS!!!!!”

Que está contido neste diálogo tão repetido? A Verdade e a “crença coletiva”; a Consciência real da pessoa e a suposta mente humana; o “Referencial da Luz” e o fictício “referencial das aparências”.

Por que a pessoa já sabia que “eu iria lhe dizer que sim”? Por este “Eu” estar NELA,  ser  ELA, e  SER consciente da Verdade! Por que ela, sabendo já desta posição, afirmava concordar que na Verdade tudo está sempre bem, mas que nas “aparências” a situação era outra? Por saber a Verdade com a “Mente de Cristo” que possui, mas estar dando crédito à ILUSÃO captada pela “mente humana”, que apenas capta “aparências”, e nunca a PERFEIÇÃO PERMANENTE!

Ouvindo isso, a pessoa em geral diz: “E como devo  proceder para me livrar disso?” A primeira coisa a ser feita é entender: “O meu próprio Eu é QUEM  ME DIZ  que ‘tudo está bem’ –  não alguma  “outra pessoa”. Só há um “Eu”, que é DEUS! Em seguida, entender que “a mente que diz estar “tudo bem” na Verdade, MAS NÃO NAS APARÊNCIAS, é  ILUSÓRIA! A “crença coletiva” oferecendo sua “tentação” no sentido de levá-lo a crer numa INEXISTÊNCIA!

A conhecida ilustração dos “trilhos de trem”, que são PARALELOS e não se juntam no horizonte, mas, segundo as APARÊNCIAS, são CONVERGENTES, serve de “roteiro” sobre COMO A PESSOA DEVE PROCEDER, diante de um FATO que ela sabe ser PERFEITO, mas que, segundo ela, “NAS APARÊNCIAS” não é! 

Os trilhos são paralelos: esta é a Verdade! E as aparências mostram  uma FALSIDADE como se fosse “outra verdade”:  são convergentes! COMO PROCEDER?  É óbvio que só há um procedimento: VOCÊ RECONHECER A VERDADE, ESTAR CERTO DE QUE ELA É VERDADEIRA, E QUE AS “APARÊNCIAS” SÃO “APARÊNCIAS”, UMA INTERPRETAÇÃO  ILUSÓRIA DO QUE É, UMA VISÃO EQUIVOCADA DO FATO VERDADEIRAMENTE PRESENTE!

Há tempos, postei aqui, em capítulos, um longo texto da Ciência Cristã, chamado “Coisas Maravilhosas Estão Acontecendo”. A base de tudo é estarmos com esta Verdade aflorada como “base real de avaliação”. Estejam as APARÊNCIAS lhe mostrando um cenário caótico qualquer, o FATO É OUTRO; a VERDADE É OUTRA: “Coisas maravilhosas estão acontecendo, porque DEUS É TUDO!”  Não será preciso “consertar as aparências”, assim como não seria preciso “separar os trilhos do trem”. O “procedimento” é sempre este: DESCONSIDERAR AS APARÊNCIAS COMO FONTE DE INFORMAÇÃO, E SER A FONTE DA INFORMAÇÃO VERDADEIRA: EU SOU – DEUS SENDO MEU EU –  O INFORMANTE DE QUE TUDO ESTÁ BEM – INDEPENDENTEMENTE DO QUE AS APARÊNCIAS DIZEM!

A “prática da Verdade” está neste procedimento radical, em que abolimos colocações que dão ênfase ou crédito a puras APARÊNCIAS! Afirmar que “NAS APARÊNCIAS” as coisas vão mal, significa  NEGAR QUE DEUS SEJA TUDO! Por isso, parta da TOTALIDADE e da UNICIDADE de Deus, que é a BASE deste estudo! Esta certeza é o que lhe capacita oferecer um desprezo total pelas  APARÊNCIAS, não fingindo não vê-las, mas, VENDO-AS COMO ILUSÓRIAS!

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Você Não Pode Ser Deus “Enxergando Ilusão”!

Aceitar que “Deus é Tudo” é o pré-requisito fundamental para o “conhecimento da Verdade”. Isto porque cada um, frente a esta aceitação, se vê obrigado a “ser Deus”, isto é, se vê obrigado a não se ver ILUDIDO! Entretanto, se esta aceitação for somente teórica, com a pessoa o tempo todo olhando a ILUSÃO, ela não poderá evidenciar o que ela já é! Estará aparentemente sendo  “o nada” na forma de gente! E quanto mais este “nada com olhos que nada veem” se esforçar para “ver”, mais estará se convencendo de que “ilusão” existe! Isto por estar negando a Verdade já presente, que é  ser o Cristo, eternamente “vendo” unicamente as “obras do Pai”. Nesse sentido, Jesus disse: “Aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus”.

É comum alguém estudar a Verdade acreditando que “serão abertos  os seus olhos espirituais”. Porém, o oposto é o verdadeiro: serão “fechados”  os ilusórios “olhos que nada veem”, ou seja, jamais algum FILHO DE DEUS deixou de estar VENDO O QUE FAZ  O PAI”.

Ao “contemplar a Verdade”,  você estará desconsiderando “olhos que veem ilusão” e, simplesmente, se identificando com a “Visão crística”, que sempre esteve, está e estará sendo a SUA.  Querer “forçar” para que “olhos inexistentes” enxerguem a real Existência significa estar identificado com a ILUSÃO, esperando dela algo que NUNCA ela será capaz de fazer: revelar DEUS!

Parta do Fato permanente, da sua Visão crística, dissociando-a dos supostos “olhos que nada veem” pela admissão TOTAL,  natural e óbvia do FATO ETERNO: DEUS, MANIFESTO COMO O CRISTO QUE EU SOU, DISCERNE, AQUI E AGORA, A REALIDADE DIVINA PERFEITA, ONIPRESENTE E PERMANENTE!

 Enquanto estiver vendo “este mundo”, estará “vendo com olhos que nada veem”; mas, tão logo mude por completo de aceitação, para entender que, sendo TUDO,  DEUS É QUEM ESTÁ VENDO O PARAÍSO COM OS OLHOS DELE – e que são os MESMOS OLHOS SEUS – , A ILUSÃO DEIXARÁ DE PARECER EXISTIR, POR NÃO DISPOR DE “OLHOS CEGOS” PARA DELA TESTEMUNHAR!  

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Não “Regue” a Ilusão com Flores!

Apesar das imagens fraudulentas “deste mundo”, que mostram mudanças e seres que nascem e que morrem,  o que de fato existe ou tem realidade é a “Vida Indivisível” chamada Deus! Deus não Se divide, para que “parte de Deus” seja chamada de “vivos” e uma suposta “outra parte” seja chamada de “mortos”. Por isso, levar em conta o “mundo de aparências”, e acreditando em suas  imagens hipnóticas de “vidas que se foram”, para serem lembradas como fatos, é puramente dar “testemunho da mentira” regando a ILUSÃO com flores.

Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, disse Jesus, repudiando pela raiz a crença em mortalidade! “Ah, eu não estou acreditando que morreram! Apenas estou demonstrando uma lembrança sadia daqueles que me foram queridos!”  Assim se pronuncia a ILUSÃO, esperando  que alguém diga “Sim, sim!” a ela! Em vez de concordar com isso, faça-se a seguinte pergunta: “Esta colocação me vem da Mente de Cristo?”  Deixe que a resposta lhe flua como “resposta revelada”, ou seja, intuída sem participação de pontos de vista humanos! Faça-se também esta outra: “Será que Jesus Cristo visitaria alguém em cemitérios terrenos para ali deixar flores?”  Em seguida, pense o seguinte: “Com a palavra, Cristo!”

Este estudo parte de Deus como TUDO, e da aceitação incondicional das revelações absolutas! “Tudo que Deus faz é permanente!” Tudo que é real, é integrante da Unidade Perfeita indissolúvel! Cabe, a cada um, “orar e vigiar” para que estas Verdades jamais  sejam trocadas por crenças  contrárias, sugeridas pela “ignorância da massa”. Não regue a ILUSÃO com flores!

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“Ninguém É Bom Senão Um Só”

Respondeu Jesus: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um só, que é Deus” (Marcos 10: 17).

Das religiões tradicionais vieram as louvações a Deus como Ser onipotente e onipresente, mas que nos pode “proteger” dos inimigos, do diabo, dos males, enfim, das “outras presenças”. Dos ensinamentos relativos vieram as colocações de que “Deus é Tudo”,  que, em vista disso, todas as demais coisas, pessoas ou situações que se mostrem imperfeitas são uma ILUSÃO, mas que precisamos “usar a Verdade” para destruir  ILUSÃO.

Na realidade,  DEUS É TUDO! Assim,  não podemos avaliar nada em função do que puras  IMAGENS ILUSÓRIAS nos apresentem! Sejam elas ruins, péssimas ou melhorando! Tire delas toda importância! Se um andarilho, perdido e alucinado no deserto, ficasse orando para que “o lago da miragem” lhe  ficasse mais próximo, com água potável e bem à sua disposição, quem poderia achar natural esta atitude dele? Ali somente existiria areia!

Quando alguém fala em “construir paraíso terrestre”, em “trabalhar pela iluminação da humanidade, em “demonstrar a Verdade”, etc., se o real significado destas colocações não lhe estiver bem definido, ele estará unicamente lidando com “miragens”, exatamente como aquele andarilho alucinado!

Qual seria a atitude correta?  DISCERNIR QUE A ALUCINAÇÃO É ALUCINAÇÃO! DISCERNIR QUE A MIRAGEM É MIRAGEM! DISCERNIR QUE O FATO PRESENTE É SUA PRESENÇA NO DESERTO, SEM LAGO ALGUM! E SEM ALUCINAÇÃO ALGUMA! E SEM ALUCINADO ALGUM!

Enquanto a ILUSÃO receber atenção, enquanto lhe for atribuído valor ou importância, enquanto for vista como “algo”, e não como “nada”, a pessoa estará somente se enganando e deixando de DISCERNIR  a Verdade já presente, que  é plena de LUZ, PERFEIÇÃO E PERMANÊNCIA!

Quando Jesus foi chamado de “Bom Mestre”, corrigiu a quem assim  lhe dirigia, dizendo: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um só, que é Deus!” Que estava, de fato, revelando? Que a “presença humana” de “Bom Mestre” faz parte da MIRAGEM! Que a “bondade” é Onipresente”, porque DEUS É TUDO! Que a “bondade” é presença, tanto nele quanto naquele que o enaltecia! MAS JAMAIS PRESENTE NUMA ILUSÃO!

Esta é a visão absoluta! A visão a que chamamos de Onivisão: DEUS SE CONTEMPLANDO COMO TUDO! Sem “inimigos”, sem “ilusão” para ser destruída, sem “curas para serem feitas”, sem “‘ALGUÉM”, AO SEU LADO, PARA  “CONSCIENTIZAR”  A VERDADE!

Bom só há UM – que é DEUS! Assim disse Jesus! E isto foi dito para que VOCÊ se SINTA enquadrado no que DEUS É, porque é NESTE UM – SEM ILUSÃO – que VOCÊ VIVE, SE MOVIMENTA E TEM O SEU SER!

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A Verdade Não Se Demonstra na Ilusão-5

Jamais poderíamos dizer que alguém, se sentindo limitado por supostos sofrimentos humanos, não devesse buscar alívio na Verdade! Desse modo, para responder  às perguntas nesse sentido, sobre se é certo ou errado contarmos com este estudo para vivermos livres da crença no suposto mal, a própria Bíblia registra como resposta as palavras de Jesus: “Vinde a MIM – vós que estais cansados e oprimidos – e EU vos aliviarei”. O que os textos absolutistas dizem, é que, para “IR A MIM”, em seu significado máximo e definitivo, quer dizer VOCÊ ESTAR EM VOCÊ, SE VER EM VOCÊ, SE DISCERNIR SENDO O EU INFINITO, QUE É TUDO! A VERDADE SE DEMONSTRA EM SI MESMA, DIRETAMENTE, E NÃO NUMA ILUSÃO DE MASSA!

Se sua mente for considerada “humana”, e presa aos supostos problemas “deste mundo”, não poderá “IR A MIM”; se você ficar se avaliando pelas “aparências”, para medir “resultados,” ou para medir “graus de entendimento da Verdade”, estará no ilusório patamar do “ego” e seu fraudulento juízo “pela carne”, onde reside a falsa crença em seres dotados de maior ou menor compreensão espiritual.  Desta crença falsa decorre o pensamento de que existe “alguém” se achando  “sem conhecimento suficiente” para solucionar espiritualmente os “desafios” das “aparências”. Estas atitudes, fundamentadas em um “ego ilusório”, são banidas pela pessoa que se entende SENDO A ONIAÇÃO DIVINA DO AGORA! É esta a visão absoluta! “O Pai em MIM faz as obras”, disse Jesus! Com esta frase, anulava a crença em seres “mais evoluídos” ou “menos evoluídos”, deixando nitidamente exposto o “renascimento”, a visão de que “Cristo é tudo em todos”, com a soltura total da crença em “mundo material” com seus ilusórios ocupantes em variados “estágios de consciência”. De fato, “IR A MIM” é o cumprimento da “receita de alívio total”, razão pela qual os textos absolutistas são taxativos e radicais neste ponto: DEUS É TUDO, INCLUSIVE O SER QUE SOMOS!

Lillian DeWaters  deixa-nos as seguintes perguntas: Por que continuar a crer em mortais, quando o EU INFINITO É TUDO? Por que persistir em aceitar dois poderes, dois mundos,  quando não há nada ao lado de MIM”? Por que prosseguir com conceitos falsos, quando EU SOU A MENTE ÚNICA que existe? Por que lutar e se esforçar para obter ou emergir na Perfeição, se a Perfeição é o que sozinha está presente?

Jesus disse: “Eu sou a videira; vós, as varas. Quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai: que deis muitos frutos; e assim sereis meus discípulos”.  Este “pedir” significa “intuir o necessário” como sempre já presente, e dentro da “Oniação”, e jamais em “aparências”.

As “contemplações da Verdade”, feitas a partir da própria Verdade, e jamais a partir do ilusório “referencial das aparências”, são aquelas em que “intuímos” a Onipresença Oniativa sendo a “nossa” Presença manifesta como Oniação específica! Por isso, na “Prática do Silêncio”, sempre sugeri que a “prece inicial” fosse algo com o seguinte teor:

“Pai, cria em mim silêncio, para que eu possa perceber a Tua Presença sendo a minha!”. 

O FATO JÁ É ESTE,E  PERMANENTEMENTE! Em outras palavras, AQUI E AGORA, A SUA PRESENÇA É A ONIPRESENÇA MANIFESTA COMO O SEU PERFEITO EU INDIVIDUAL!

 

F I M

A Verdade Não Se Demonstra na Ilusão-4

A diferença entre “ser Deus”, pela aceitação incondicional da Verdade de que DEUS É TUDO, e “ter Deus”, que supostamente possa atender ou deixar de atender a preces de “seres humanos”, define o que é “estudar o Absoluto” ou não! Quanto mais claro ficar esta diferença, mais eficazmente, em suas contemplações da Verdade, a dualidade será descartada.  Nesta visão absoluta, não há Deus mais “alguém” pedindo algo a Deus; e, quando Jesus explica que “o Pai sabe do que necessitamos antes que Lho peçamos” (Mateus 6: 6), explica a INEXISTÊNCIA do tempo, da dualidade e, portanto,  das falsas “crenças coletivas”. Ficando, alguém, sem ter o que “pedir a Deus”, verá desarmado  o intelecto ilusório que, em sua cegueira espiritual, alimentava a crença de que “existe “Filho de Deus” carente de algo! E, quando este “alguém” se vê “sem precisar” ter de lembrar a Deus de que “Ele” o devesse atender, poderá se discernir “pleno” ou “já atendido em tudo”, ou seja, se verá “sem ego”.

Contemplar a Verdade é “contemplar o Universo “ em que TUDO JÁ ESTÁ ATENDIDO! Por isso não há “petições” nem “expectativas de atendimento”, da parte de Deus, em relação a coisa alguma! Toda prece que não seja única e exclusivamente de aceitação incondicional de que “somos um com Deus”, Seres em expressão totalmente  Autossuprida “em nós mesmos”, em nossa própria Consciência crística, não é “prece absoluta”. Seria o arcaico e ilusório “conceito de oração” que perpetua a presença de “um ser ao lado de Deus”, o que significaria perpetuar a ILUSÃO e não a VERDADE.

A pressão mésmerica  coletiva, de que “existe Deus” vendo seres em oração, em meditação ou mesmo em “contemplação”, é anulada pela admissão plena de que A Vida ONIPRESENTE, sozinha e de SI MESMA, constitui a Vida que somos. “Eu Sou a Vida”, disse Jesus, dando exemplo do que é a admissão radical e genuína da Verdade!

Joel  S. Goldsmith relata que, quando aconteciam as “curas” em sua carreira como praticista de cura espiritual, de início elas o deixavam muito satisfeito. Porém, em dado momento, aquilo passou a ser visto como “postergação de data de túmulos”, pois lhe parecia estar apenas prolongando a “vida ilusória” das pessoas. Em vista disso, entendeu que “longevidade” não era “eternidade” e passou a mudar o foco da visão, devotando-se mais a ensinar a natureza eterna, e  transcendental da Vida,  entendendo a “imortalidade” como o motivo real da alegria verdadeira. O mesmo entendia Jesus, pois quando seus discípulos se mostraram felizes e satisfeitos pelo sucesso em “expulsar demônios”, dele  ouviram que deveriam se alegrar por “terem os nomes escritos nos céus”. Portanto, inicie sempre  suas “contemplações” já imerso  nesta alegria verdadeira: “O Meu Nome está escrito nos céus”.

Continua…>