Em nossa suposta vida cotidiana, empregamos a Ciência Mental e o Poder da Palavra para endossarmos, com as próprias “crenças coletivas”, o BEM ABSOLUTO reconhecido durante nossas “contemplações silenciosas”, quando nos IDENTIFICAMOS radicalmente com a Mente de Cristo.
Há pessoas que, por serem corretas e sinceras consigo mesmas e com o mundo, não conseguem entender por qual motivo se deparam com “aparências” desarmônicas. Costumam assim dizer: “Eu medito, faço as contemplações, procuro ser pessoa positiva; eu sei que as “aparências” não são reais, mas queria entender o por quê de elas me aparecerem na forma de desarmonias!”
Como podemos notar, sua afirmação é a de que “aparecem a ela” “aparências desarmoniosas”, e a Lei Mental irá trabalhar para projetar visivelmente esta crença dela. Que diz a Lei Mental? “Não te dou o que me pedes; dou-te o que se sintoniza com a tua frequência mental”.
O consciente humano representa “5 por cento” da mente, enquanto o subconsciente ocupa os “95 por cento” restantes. O consciente consegue avaliar o que é verdadeiro ou falso; porém, o subconsciente apenas armazena ideias recebidas, normalmente ou subliminarmente, aceitando como verdadeiras as que nele se infiltrarem. É por esse motivo que um hipnólogo consegue iludir as pessoas: usa uma técnica que deixa o consciente seletivo sem ação, passando ao subconsciente a ideia que desejar. Desse modo, se estiver fazendo frio e ele disser que está fazendo calor, a pessoa irá sentir o calor ausente por ele sugerido.
Todas as CRENÇAS COLETIVAS são “sugestões hipnóticas” arraigadas no “inconsciente coletivo”; assim, enquanto lidarmos com este “mundo de crenças”, além das “contemplações absolutas”, devemos anular as “sugestões” que não nos interessam, e, em seu lugar, colocarmos as que endossem a Verdade sobre nós e sobre o Universo.
Um outro ponto importantíssimo, também ligado à questão de “como surgem aparências desarmoniosas” a quem se dedica ao estudo da Verdade, é o seguinte: muitas pessoas, por se considerarem boas, corretas e justas, se tornam altamente críticas, sempre de língua afiada para condenar erros do próximo. Com esse hábito, movem-se emocionalmente numa frequência mental dissonante do Bem permanente, e acabam atraindo “coisas de mesma frequência” do mundo. A Lei é esta: “Os semelhantes se atraem”.
Jesus disse: “Segue-me tu”! Se os demais não se interessam pela vida de retidão, de unidade com Deus e com o que é certo e justo, o problema será deles; por outro lado, se estragarmos nossa própria harmonia mental com constantes críticas e condenações a eles, o problema será nosso.
Após ter-me sido revelado estarmos num Universo de Luz – aqui e agora – e que, consequentemente, este suposto “mundo material” é irreal, tão irreal que “some sem ter ido a lugar nenhum”, uma “miragem”, acreditei, de início, que seria fácil transmitir esta Verdade àqueles que se diziam “buscadores da Verdade”. E foi quando passei seguidamente a escutar que esta Verdade, por ser muito profunda, deveria ser transmitida “por etapas”.
É evidente que não se pode revelar a TOTALIDADE DO UNIVERSO DE LUZ “por etapas”! Que não se pode falar que “temos parte divina” e que “temos parte humana”. E, o principal, que não se pode aceitar que “DEUS É TUDO “por etapas!
De onde vinha esta noção de “etapas de conscientização”? DA NOSSA CONSCIÊNCIA CRÍSTICA? OU DA SUPOSTA “MENTE CARNAL”? Outra pergunta: EXISTE VERDADE PROFUNDA? Ou esta classificação da VERDADE em “graus de profundidade” tem origem na SUPOSTA “MENTE CARNAL”? E só mais uma pergunta: ALGUÉM ESTUDA A VERDADE COM A MENTE DA VERDADE? OU O SEU ESTUDO É FEITO COM A “SUPOSTA MENTE CARNAL”?
Eu sempre repito o que disse Jesus no Evangelho de Tomé:“HÁ MUITOS RODEANDO A CISTERNA; NÃO HÁ NENHUM NA CISTERNA!”.
Que estava nos dizendo? Que estamos todos imersos em RIOS DE ÁGUA VIVA, e não DEIXAMOS OS CÂNTAROS! Que “RIOS DE ÁGUA VIVA CORREM DE NOSSO VENTRE”, e não tiramos os olhos do “POÇO DE JACÓ”!
Não existe “estudo da Verdade” em etapas! O TEMPO NÃO TEM REALIDADE! Não existe “estudante da Verdade”: O CRISTO É O SER ÚNICO QUE AGORA SOMOS! Não existe VERDADE PROFUNDA! A VERDADE É SIMPLESMENTE A VERDADE!
As “contemplações da Verdade” não objetivam “nos conduzir à Verdade”; elas são expedientes para PERCEBERMOS A TOTALIDADE E UNICIDADE DE DEUS! E esta percepção não é da suposta “mente humana”: ELA É DEUS, PERCEBENDO “AQUILO QUE É”, COMO A SUA PRÓPRIA MENTE, QUE SE MANIFESTA INDIVIDUALIZADA COMO A “MENTE DE CRISTO” QUE TEMOS.
DEUS JAMAIS É “DEUS SENDO VOCÊ” POR ETAPAS! VOCÊ “ESTÁ FEITO”! DEUS É DEUS SENDO TUDO COMO VOCÊ, EXATAMENTE AGORA! ESTE É O “TESTEMUNHO DE DEUS” QUE DEVE SUBSTITUIR O “TESTEMUNHO DOS HOMENS”. E você fará esta “substituição” no entendimento absoluto do seu significado: NÃO É SUBSTITUIÇÃO VERDADEIRA! DEUS É TUDO! SOMENTE EXISTE O “TESTEMUNHO DE DEUS”!
Na Metafísica, o centro ou foco do estudo da Verdade é o próprio ser de cada um. Mesmo que Buda, Krishna, Jesus, os profetas ou os discípulos sejam citados, jamais algum será posto em destaque. Por quê? Por um só motivo: a Verdade propagada por todos eles, é a Verdade sobre o SER INDIVIDUAL QUE VOCÊ JÁ É!
Uma comprovação clara de que isto é verdadeiro, é encontrada em I João 5: 10: “Quem crê no Filho de Deus tem EM SI MESMO esse testemunho”. Por esse motivo, Jesus sempre tomou tremendo cuidado em não se colocar como foco de seus ensinamentos, tudo atribuindo ao Pai, que, sabia, era o Pai comum a todos. Orava o tempo todo e nos enfatizou a importância da oração para que, como ele, obtivéssemos a convicção absoluta de que “Eu e o Pai somos um”. Que eram, portanto, suas orações? Eram todas suas “idas a Mim”, um meio de “IR AO PAI NELE PRÓPRIO”.
Infelizmente, seus seguidores não entenderam dessa forma! Viam, nas Escrituras, Jesus “indo ao Pai” o tempo todo, para receber revelações, poder e glorificação. Mas, quando disse: “Ninguém vem ao Pai, senão por Mim”, o que foi entendido e propagado, é que “ninguém teria acesso ao Pai, senão por Jesus”. E esta “crença falsa”, nunca endossada por Jesus, acabou se tornando um dos maiores desvios no conhecimento da Verdade.
O apóstolo Paulo, tendo, como disse João, o Filho de Deus “EM SI MESMO” testemunhado”, declarou esta sua experiência iluminada, dizendo: “Já estou crucificado; não vivo mais eu, o CRISTO VIVE EM MIM” (Gálatas, 2: 20). Desta experiência, pôde transmitir convictamente à humanidade a Verdade de que “o Cristo é tudo em todos” (Col. 3: 11), e “Jesus Cristo está em vós” (II cor. 13: 5), ou seja, O FOCO É O RENASCIMENTO: CADA SER “SE DESPIR DO VELHO HOMEM E SEUS FEITOS”, PERCEBENDO – EM SI MESMO – SUA ETERNA IDENTIDADE DIVINA, O CRISTO, NELE ESTABELECIDA POR DEUS “DESDE O PRINCÍPIO”.
Esta é a visão metafísica do Cristianismo, que entende Jesus não como “FILHO DE DEUS ESPECIAL”, e sim como FILHO DE DEUS CONSCIENTE DE SER A VERDADE. A “vinda de Jesus”, portanto, exemplifica a Verdade de que “a descida do Espírito Santo sobre ele” significa a sua descoberta de que O MESMO ESPÍRITO SANTO JÁ É DESCIDO SOBRE VOCÊ!
O “testemunho dos homens” não atesta esta Verdade! Também não atesta que “TUDO ESTÁ CONSUMADO”; entretanto, João não nos orienta a aceitar o “testemunho dos homens”: “Nós aceitamos o testemunho dos homens, contudo o testemunho de Deus tem maior valor, porquanto é a Palavra de Deus, que Ele próprio afiança acerca do seu Filho. Ora, quem crê no Filho de Deus tem em si mesmo esse testemunho. Todavia, todo aquele que não deposita fé em Deus o faz mentiroso, porquanto não crê no testemunho que Deus proclama acerca do seu Filho. E o testemunho é este: que Deus nos concedeu a vida eterna, e essa vida está em seu Filho! (I João 5: 9-11).
VOCÊ, PORTANTO, NÃO VEM AO PAI SENÃO POR VOCÊ! E ISTO, DITO POR VOCÊ, SERÁ A REVELAÇÃO DE JESUS: “NINGUÉM VEM AO PAI, SENÃO POR MIM”.
Como sonhos, as imagens “deste mundo” não existem como realidades exteriorizadas. Assim como os sonhos não estão acontecendo no quarto de um sonhador, as imagens “deste mundo” não estão acontecendo “lá fora” no mundo. Por esse motivo, a Metafísica diz que “o mundo fenomênico” é um “sonho diurno”, a exemplo de um “sonho noturno”, uma vez que as imagens, vistas nos dois casos nunca se exteriorizam, ou seja, nunca saem do âmbito da suposta “mente humana”.
Caso alguém esteja num recinto, olhando o que se passa fora dele, se uma vidraça de vidro fosco for abaixada, ficando entre a sua visão e o que vinha sendo observado, as imagens, antes vistas com nitidez, se mostrarão embaçadas e sem a mesma qualidade. Houve mudança na visão? Não. Houve mudança no cenário exterior? Também não. Houve apenas a inclusão de um “anteparo”, que funcionou como um filtro, distorcendo ou mal interpretando o que antes podia ser observado tal como era.
Por que a “mente humana” é chamada de “a inimizade contra Deus”, e as coisas, “vistas” por ela, foram chamadas por Paulo como coisas vistas através de um “espelho em enigma” ? Porque ela atua como a “vidraça descida”, onde “as imagens ali geradas” não correspondem às “imagens verdadeiras” ali presentes. Desse modo, as “imagens deste mundo” nunca são as reais exteriorizadas, sendo unicamente “imagens sonhos”,que nunca saem do registro mental da pessoa, e que, em vista disso, nunca estiveram sendo “acontecimentos verdadeiros”. Se a pessoa passar por uma “regressão de memória”, ela poderá estar vendo aquelas imagens novamente, e unicamente onde sempre elas estiveram aparentemente presentes, ou seja, em sua suposta “mente carnal”.
Também as “miragens”, supostamente vistas por um andarilho alucinado no deserto, igualmente são “imagens não exteriorizadas”, presentes unicamente na mente dele, uma vez que o “lago de um oásis” , visto claramente em sua mente, estaria, externamente, sendo puramente areia. Por esse motivo, na literatura metafísica, sempre as “imagens deste mundo” são comparadas com simples “miragens”.
O estudo absoluto da Verdade é um “treinamento diário” para que “enxerguemos o mundo” SEM NOS PRENDERMOS ÀS IMAGENS MENTIROSAS registradas pela suposta “mente humana”. Algo como se descartássemos quaisquer “vidraças” ou “anteparos”, para CONTEMPLARMOS DIRETAMENTE O UNIVERSO PERFEITO DE DEUS, AQUI PRESENTE, E AVALIADO POR ELE COMO “MUITO BOM”.
João inicia seu Evangelho dizendo que “no princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Em seguida, diz que “todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele – o Verbo – nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (João 1: 3-5).
Que são as “trevas”? O desconhecimento da Verdade! Uma ilusória aceitação de que DEUS NÃO SEJA TUDO, DE QUE A LUZ, QUE DEUS É, NÃO SEJA TUDO.
“Para isso vim ao mundo”, disse Jesus: “dar testemunho da Verdade”. Como foi dado este “testemunho” a nosso respeito? Basicamente através de duas taxativas declarações: “Vós sois a luz do mundo”; “Vós, deste mundo, não sois”.
João, em sua “Primeira Epístola”, assim nos revela: “Deus é Luz, e não há nele trevas nenhumas”. Sem o Verbo – LUZ – “nada do que foi feito se fez”. Eis, aqui, a chave da libertação promovida pelo “conhecimento da Verdade”:
VOCÊ FOI FEITO; VOCÊ ESTÁ FEITO, VOCÊ SE IMAGINAVA “DO MUNDO”, VOCÊ SE IMAGINAVA SENDO “TREVAS” – UM CARNAL NASCIDO DE MORTAIS E SEPARADO DE DEUS. AGORA A VERDADE SOBRE VOCÊ “É TESTEMUNHADA”: VOCÊ É A LUZ DO MUNDO, MAS VOCÊ NÃO É DO MUNDO. VOCÊ ESTÁ FEITO”, VOCÊ É O VERBO!
Faça as suas “contemplações” a partir da Verdade de que DEUS É LUZ, É TUDO, E NELE NÃO HÁ TREVAS. Desse modo, claro lhe ficará que VOCÊ É LUZ DA ONIPRESENÇA.
Que significa “sermos a Luz do mundo” e, ao mesmo tempo, “não sermos do mundo”? SIGNIFICA QUE “O MUNDO É O REINO DE DEUS”, QUANDO TODOS RECONHECEM SUA PRÓPRIA LUZ. Foi por isso que Jesus, já desperto para a Verdade, deu-nos o seu “testemunho”: “Vós sois a Luz do mundo”!
Cada um que se reconhece como “Luz”, está “diminuindo as trevas”. Que são as “trevas”? Nada mais do que “ausência da Luz”, ou seja, não são “presenças” de coisa alguma! As “trevas”, portanto, são a ILUSÃO! Uma ilusória insinuação de que A LUZ, QUE É DEUS, NÃO SEJA ONIPRESENTE.
Faça, portanto, suas “contemplações” dentro do “testemunho de Jesus”:
VENDO-SE COMO LUZ DO MUNDO, RECONHECENDO-SE COMO “NÃO DESTE MUNDO”, POR SABER QUE, COMO LUZ, O SUPOSTO “MUNDO DE TREVAS” É REVELADO COMO DE FATO ELE É: UM “UNIVERSO DE LUZ”.
Foi com esta “VISÃO ILUMINADA DE SI PRÓPRIO” que Moisés pôde perceber que “pisava em solo sagrado”.
É muito comum encontrarmos técnicas de meditação que partem da mente humana. Um tempo enorme é despendido em relaxá-la, interiorizá-la e aquietá-la. No estudo do Absoluto, este tempo nem é considerado, pois, somente existe O AGORA, e, neste exato AGORA, a Mente ONIPRESENTE do Absoluto é reconhecida em Oniação, e sendo AGORA a Mente de toda a real Existência.
Quando Paulo deu-nos a revelação de que “temos a Mente de Cristo” (I Cor. 2: 16), havia dito, pouco antes, que “não recebemos mente humana de Deus”. Desse modo, enquanto ficarmos partindo de algo “não recebido”, estaremos retendo uma ILUSÃO, o que, aparentemente, nos impedirá de perceber o que nossa Mente real – divina – já está sendo!
Toda relutância em tirarmos de atenção esta suposta “mente humana”, durante nossas “contemplações”, traduz o que é a “ação hipnótica” das CRENÇAS COLETIVAS sobre nós. Isto quer dizer o seguinte: A RELUTÂNCIA NÃO É NOSSA! NUNCA PARTE DE NÓS! NUNCA ATINGE NOSSA MENTE REAL DE CRISTO, QUE É INVIOLÁVEL.
Este é o conhecimento que nos faz DESCARTAR O QUE NÃO RECEBEMOS DE DEUS, e, ao mesmo tempo, NOS FAZ RECONHECER O QUE RECEBEMOS DE DEUS: A SUA PRÓPRIA MENTE!
Este entendimento de que “a relutância” em acatar de imediato a “Mente de Cristo” é CRENÇA IMPESSOAL, e não “relutância nossa”, leva-nos a “não resistir ao mal”, como se fosse “relutância verdadeira”!
Desse modo, reconheça como NADA a suposta “relutância” e CONFIRME COM AUTORIDADE a Verdade Absoluta:
A MENTE ÚNICA, AQUI E AGORA, É DEUS! A MENTE DE DEUS, MANIFESTANDO O CRISTO QUE “EU SOU”, É A MENTE DE CRISTO QUE EU TENHO!
É dessa forma que nos vemos dotados “da mesma Mente que estava em Cristo Jesus”. Faça, portanto, sua total e imediata IDENTIFICAÇÃO com ela, durante a “Prática do Silêncio”. Esta IDENTIFICAÇÃO INTEGRAL com a Mente divina é o que há de mais importante no estudo da Verdade.
Antes acreditávamos no bem e no mal. O bem era atribuído a Deus e o mal ao diabo. Agora, aprendemos que o diabo não existe; mas estaríamos reconhecendo que não existe o mal? Não apenas mudamos o nome do diabo para “mente mortal”, hipnotismo ou xyzismo?
O ponto central é:
PELO RECONHECIMENTO DA IRREALIDADE DA DOENÇA, PECADO E MORTE, VOCÊ DEMONSTRA A TOTALIDADE DE DEUS.
Não estaria você trabalhando contra a ilusão, como se a crença fosse um poder real ou causa de condição errônea? Ou você está firme na maravilha da Ciência Cristã, que revela Deus, somente, como causa e criador, e que “não existem efeitos de outra causa”?
Não basta soltarmos a crença de que o diabo é a fonte do mal. Precisamos entender a revelação de que Deus é a única Presença e o único Poder, e todo o resto como simples ilusão. A realização de que toda aparência do mal é ilusão dissolve sua aparência.
POR QUE NÃO PENSAMOS MAIS?
Por que aceitamos que, ano após ano, um poder humano ou material nos destrói? Por que, se sabemos que existe Deus, um poder espiritual que ultrapassa as discórdias mortais de toda espécie? Por que nos sentimos indefesos diante de germes, medicina, teologia humana, e perseguidores? Por que, se existe Deus, infinito poder do bem?
HÁ SÓ UMA RESPOSTA: DEVEMOS CONHECER DEUS. ACREDITAR NÃO BASTA. PRECISAMOS EXPERIENCIAR DEUS.
O erro está na ideia de procurar Deus, comungar com Deus, orar a Deus, quando aquilo que está procurando ou orando É a Consciência divinadestruindo o senso finito. A Verdade é o reconhecimento deste fato. Não há outra Vida que não seja a Sua, nem outra Mente; deixe que a Vida viva por si; deixe que a Mente Se expresse. Deus não é algo apartado de você. Deus é a Substância, Lei, Vida, e É a Sua realidade. Religiões e filosofias têm dito muito SOBRE Deus. Apresentam seus conceitos, mas eles não são Deus em si.
Enquanto Deus não for percebido como Vida, Mente e Alma do Ser, Deus permanecerá no plano do conceito. A Verdade revela Deus como Mente individual, como sua Mente. Revela o “Eu” de você como Deus.Não está “lá fora”, para ser contatado ou receber orações. Deus é o “Eu”, o Princípio ou Alma, a Vida de seu ser. Deus, como sua Mente, pode Se expressar perfeitamente.
Deixe, apenas; repouse, apenas. Somente a Consciência espiritual revela que não há ilusão. Não caia no erro de acreditar que a Ciência Cristã cure doenças. NÃO HÁ ILUSÃO. Deus é onipotente.
Vamos aceitar a revelação do Cristo e repousar na consciência da ÚNICA PRESENÇA, PODER E VIDA. Somos seres espirituais, aqui e agora. Vamos acatar esta Verdade, livrando-nos para sempre da crença de separação de Deus.
Quando algum ensinamento místico ou absolutista afirma que “a mente humana não é poder”, que “a mente humana não é criadora”, ou que “aceitar o contrário” significa negar a Verdade de que “unicamente Deus é poder”, tal ensinamento está correto e coerente em termos teóricos e absolutos, isto é, quando não admite levar em consideração o suposto “mundo de aparências”. É evidente que, se consideramos o princípio básico, DEUS É TUDO, somente poderíamos admitir que DEUS É O ÚNICO PODER, Verdade irrefutável com a qual sempre devemos iniciar as nossas “contemplações absolutas”.
Onde estes ensinamentos erram? Eles erram quando pressupõem que a Verdade Absoluta, dedicadamente “contemplada”, irá permanecer “aflorada cem por cento” enquanto aparentemente nos virmos obrigados a lidar com este ilusório “mundo fenomênico”! Todos estes autores que conheci, e que partiram deste desprezo ao que chamam de “mentalismo”, confiando que suas “contemplações” lhes bastariam em suas vivências diárias, deixaram claros sinais, em suas próprias obras, do mau uso da suposta mente humana e, em vista disso, de terem suportado “problemas aparentes” , por não se mostrarem interessados em “programar a mente” para uma atividade seletiva, ou seja, reconhecendo como “presença” unicamente o bem e o lado positivo das “crenças coletivas”.
Teoricamente eles estão certos: DEUS É O ÚNICO PODER! Entretanto, há uma CRENÇA COLETIVA DE EXISTÊNCIA, chamada de “mundo fenomênico”, que não desaparecerá de vista coletivamente só por “estarmos contemplando DEUS COMO TUDO”. Jesus, por exemplo, passava horas e mesmo dias em oração, para depois “lidar com este mundo”! E, mesmo assim, em várias passagens bíblicas, está relatado que “ele se turbara em espírito”, entrando em contato com esta CRENÇA FRAUDULENTA de “mortais” e de “mundo material”.
Se “Deus é o único poder”, por qual razão estes místicos recomendam as meditações diárias tão enfaticamente? Eles diriam que é para “reconhecermos a Mente divina como única”! E eu lhes diria que a Ciência Mental é empregada com o mesmo objetivo: RECONHECER A MENTE DIVINA COMO ÚNICA! Se eles se recusam a “usar seletivamente a mente”, estão dando realidade a ela, uma vez que ninguém desprezaria algo tomado como certo ser inexistente!
A Ciência Mental assim define o que ela chama de “Lei de manifestação do fenômeno”:
“RECONHECENDO, APARECE; NÃO RECONHECENDO, NÃO APARECE”.
Aquele que assim reconhece: “Eu sou Filho de Deus! O mal não existe! Somente o melhor me acontece!” – repetindo esse tipo de reconhecimento pausadamente ao subconsciente, ele irá acumulando o “fermento” até levedar “a massa toda”. E então, diante de algo negativo, automaticamente saltará, à pessoa, este reconhecimento programado, o que evitará que ela “reconheça” o suposto “mal” repentinamente sugerido a ela pelo “hipnotismo de massa”. Os melhores momentos, para serem feitas as programações, são aqueles pouco antes de pegarmos no sono e assim que acordarmos pela manhã. São momentos em que o consciente humano se mostra sonolento, facilitando a passagem das ideias ao subconsciente.
Há, na literatura metafísica, a seguinte parábola: “A Peste informou a todos que iria a Bagdá matar cinco mil pessoas. Quando voltou, disseram a ela: – Você mentiu: disse que iria matar cinco mil, entretanto, as notícias são de que você matou cinquenta mil pessoas! E a Peste respondeu: – Nada disso! Eu só matei as cinco mil; as demais morreram todas de medo!”
É desse modo que atua a “Lei de manifestação do fenômeno”: pelo nosso reconhecimento ou não reconhecimento das coisas e dos fatos. Este mundo é puramente de CRENÇAS! Não há realidade alguma, nem nele e nem nelas! São mesmo como “miragens”; assim, quando usamos a Ciência Mental para negar o mal ou o negativo, e para afirmar o bem ou o positivo, estamos simplesmente desprezando as “aparências” e endossando a Perfeição Absoluta, subjacente a elas. Esta prática, portanto, nada tem a ver com “dar poder autônomo” à suposta mente humana; antes, ela é uma importantíssima aliada em nosso reconhecimento único do “bem”, que é a Verdade Absoluta!
Em sua Primeira Epístola, João declara que “DEUS É AMOR”. Quando algum aspecto do Deus infinito é levado em consideração, é preciso que se entenda que ele é um aspecto da Substância real, universal, eterna e onipresente, isto é, deve também ser levado em conta como abrangendo o nosso Eu individual.
O hábito errôneo da humanidade é o de nos associar com as CRENÇAS da suposta “mente humana”. Estas crenças, apesar de falsas, estão arraigadas no “inconsciente coletivo”, e são justamente os chamados “demônios a serem expulsos”, citados nas Escrituras sagradas. Quando nos identificamos unicamente com os aspectos de Deus, tais crenças deixam de encontrar “campo de atuação” em nós, por estarmos nos vendo como realmente somos, identificados com a Natureza de Deus em seus principais aspectos.
Em vista do que foi dito, é preciso que nos identifiquemos com a Verdade de que DEUS É AMOR COMO A SUBSTÂNCIA QUE CONSTITUI A TOTALIDADE DO UNIVERSO E, TAMBÉM, DO SER QUE SOMOS. Se as CRENÇAS nos sugeriam a suposta “presença de corpo material”, iremos contrariá-las conscientemente,em dedicadas “contemplações de reconhecimento” do fato verdadeiro.
Mesmo sendo a Verdade, enquanto não a reconhecermos a ponto de “sentirmos” que houve a TROCA de aceitação, da “crença material” pela Verdade espiritual, deveremos perseverar diariamente até que haja esta CONVICÇÃO interior.
As falsas crenças são anuladas de duas formas: pelas “contemplações absolutas” e pela “prática da Ciência Mental”. Exemplificando, se a Verdade diz que “O AMOR DIVINO É A SUBSTÂNCIA ONIPRESENTE”,este Fato espiritual irá ser “contemplado” como JÁ CONSUMADO E JÁ EVIDENCIADO, isto é, com a “Mente de Cristo” assumida como sendo a nossa Mente real, serenamente aceitaremos que ELA JÁ SABE QUE SOMOS O AMOR DIVINO EM AUTOEXPRESSÃO; assim, durante a “Prática do Silêncio”, permaneceremos SENDO O AMOR DIVINO QUE SOMOS, sem quaisquer esforços mentais.
Fora dos horários de “contemplações”, empregaremos a Ciência Mental, afirmando que CONTINUAMOS SENDO O SER CONTEMPLADO, QUE CONTINUAMOS SENDO A SUBSTÂNCIA AMOROSA QUE DEUS É, ENQUANTO, AO MESMO TEMPO, NEGAMOS AS CRENÇAS COLETIVAS DE QUE SOMOS SERES CARNAIS EM MUNDO MATERIAL.
É desse modo que as mentiras sobre QUEM SOMOS e sobre ONDE ESTAMOS são anuladas: de um lado, pelo “reconhecimento absoluto”, a partir do próprio Absoluto, e, de outro lado, O ENDOSSO MENTAL a partir da própria CRENÇA. Tomando estes cuidados, evitaremos de aceitar “EU DIVINO E EU HUMANO”,permanecendo na VERDADE de que DEUS É DEUS COMO O CRISTO QUE SOMOS, estejamos em “meditações contemplativas” ou estejamos em suposta “vida cotidiana”.
Jamais divida sua existência em “EU REAL” e “EU FALSO”! SOMENTE EXISTE DEUS SENDO SEU “EU”, e este ENDOSSO, feito através da Ciência Mental, evitará que você caia na ILUSÃO de dualidade, achando estar sendo “outro”, ao lado de Deus, unicamente por não estar, naquele momento, em “contemplação absoluta”.
Afirme, portanto, onde quer que VOCÊ esteja:
“EU SOU” A SUBSTÂNCIA AMOROSA DIVINA EM AUTOEXPRESSÃO, E IGUALMENTE, “O SOLO EM QUE PISO” TEM POR SUBSTÂNCIA ESTE MESMO AMOR SUBSTANCIAL! NÃO EXISTE MATÉRIA!
“Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus”. Mateus, 21: 31
Jesus estava ensinando no templo, quando os príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo dele se acercaram para perguntar “com que autoridade ele fazia aquilo”. Jesus disse-lhes: “Se me responderem de onde era o batismo de João: se do céu ou dos homens, eu lhes darei a resposta”. Pensaram entre eles, viram que se dissessem ser do céu, ouviriam: “E por que não o creram?”; e, que se dissessem ser dos homens, temeriam o povo, que considerava João como profeta. Então responderam a Jesus: “Não sabemos”. Ele disse-lhes: “Nem eu lhes digo com que autoridade faço isto!”.
É muito comum estarmos explicando os princípios da Verdade, quando alguém, sem ser chamado, aparece para duvidar, questionar e interferir na exposição. Até em palestras, isso era comum, e, o que devemos fazer, é cortar logo a interferência, reconhecendo-a como “ação mesmérica” com a clara intenção de somente atrapalhar o desenrolar da explicação.
A Jesus, fluiu esta sabedoria, que o levou a pôr fim à interferência feita pelos sacerdotes e anciãos. Sabia ele que em nada acreditavam, e vinham somente tumultuar o ambiente. Também conosco, fluirá a adequada sabedoria que fará calar esse tipo de intromissão, e que devemos aplicar de imediato, para “cortar as asas” da “atividade mesmérica”.
Joel Goldsmith, em A Arte de Curar pelo Espírito, conta que, ao visitar uma paciente, conversando com seus conhecidos, de um deles ouviu: “Bem, como sabemos, o caso está perdido, não é mesmo?” E Goldsmith disse-lhe: “Falemos, antes, sobre a Teoria de Copérnico e suas implicações”. “Teoria de Copérnico? Não posso opinar, eu desconheço o teor desta teoria!”, disse-lhe a pessoa. E Goldsmith disse a ela: “Mas você, sem conhecer nada sobre cura metafísica, não se achou capacitado a dar parecer?!”
Certa vez, explicando a irrealidade do nascimento humano, dizendo que era uma ilusão aceita coletivamente, uma pessoa me disse: “Você é burro, tendo coragem de ficar falando tanta besteira desse jeito”! E eu disse a ele: “Quem é mais burro? O burro ou aquele que conversa com o burro?” E ele calou-se. Estas ideias, que cortam na hora a intervenção de incrédulos, saltam na hora e sem que precisemos raciocinar para responder!
Jesus sabia que os publicanos e meretrizes, julgados negativamente pela sociedade, pela forma de vida que abraçavam, acreditavam e respeitavam o Batismo de João, ao contrário dos príncipes dos sacerdotes e anciãos, que, sem acreditar em nada, só apareciam para atrapalhar o entendimento daqueles que acreditavam, e também a livre exposição daquele que os ensinava.
Desse modo, disse Jesus: “Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho de justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer” (Mateus 21: 31-33).
Não há limite para a gratidão que podemos exprimir, já que sabemos que tudo vem de Deus.
Não há limite para o amor que podemos exprimir, já que o amor é Deus e d’Ele provém.
Não há limite para o suprimento que podemos experienciar e partilhar – mesmo em dinheiro – sabendo que Deus é o único Provedor.
O ponto mais importante, e que não devemos esquecer, é que Deus é seu Eu real e você possui, latente, toda a infinidade dos divinos dons e da divina capacidade. Não há limites para sua expressão. Você pode exprimir a infinidade que está em germe em você. Não basta teorizar esta Verdade. É preciso tomar consciência dela. É importante começar a conscientizar, a observar e dissolver, paciente e firmemente, as emoções negativas, as crenças equivocadas, as fantasias e demais bloqueios formados em nossa parte humana, a fim de que nos abramos e nos elevemos a este maravilhoso cosmo divino, que está sempre nos mandando mensagens de verdade e de amor e não podemos escutar. E se escutássemos, não poderíamos compreender. É indispensável este trabalho sobre nós mesmos, esta transmutação, que irá rompendo o véu da ilusória separatividade, até que possamos dizer como o Cristo: “Eu e o Pai somos um”.
Recordemos a promessa do Mestre: “As obras que eu faço, vós as fareis, e maiores obras ainda fareis, se me fordes fiéis”. Ele se referia à fidelidade com nosso próprio Cristo interno, em Quem reside toda a infinita possibilidade do Ser, quando Lhe fazemos a vontade.
Deus é o amor e o suprimento de todo o bem. Ele é infinito Se o homem exprime apenas um dedal ou um copo de graças, a culpa não é de Deus, mas do homem que se limita com suas crenças falsas e negatividades. Na medida em que você se abre ao Divino e Lhe permite maior expressão, seguramente canalizará mais de sua infinidade. Não é que as pessoas retenham o divino amor. O homem não tem poder sobre o amor. O amor continua, incólume, inteiro, livre e puro, ainda que o homem não o exprima. E quando o homem exprime amor, em verdade, é Deus Se exprimindo por ele ou como se fosse ele.
Deus não Se exprime de modo limitado e finito. Se ele não encontra meios suficientemente amplos para exprimir o Seu amor, valer-se-á de outros canais mais generosos. O erro não é de quem parece negar ou limitar o divino amor ou até odiar. O equívoco está em quem espera receber amor de uma pessoa determinada e fica a exigir-lhe, insatisfeita e a condená-la, julgando que ela está retendo o amor a que tem direito. Ninguém pode reter e bem dar o que não é dele. E o amor é de Deus. De uma vez por todas, ponhamos de lado a ideia de que uma pessoa possa ter amor. Não teimemos em apontar a pessoa que nos deve amor. Ergamo-nos a Deus, que é amor e suprimento. Ele sabe como, por quem e quando nos fazer chegar esse amor e suprimento. Ainda que você não esteja recebendo de quem acha ter o direito de esperar, você não pode mudar ninguém. Mas você pode mudar a demonstração. Não fique a olhar para as pessoas. Olhe para Deus e só d’Ele espere. Então o amor lhe virá de algum modo, mesmo que seja por um canal que não esperava.
Guardemos bem isto: não determinemos a direção de onde nós há de vir o amor e suprimento. Ele sempre vem de Deus. Quando compreendemos claramente isto e nos abrimos a Ele, tudo muda!
GRATIDÃO E SUPRIMENTO
Há estreita relação entre a graça e o suprimento. É frequente ouvir pessoas que, ao exprimir sua gratidão com algum bem material, comenta: “Se eu pudesse, daria mil vezes mais que isto, para pôr-me à altura de tudo que recebi”. É pena que a maioria das pessoas não entenda ainda o sentido mais profundo do amor, do suprimento e da gratidão. Se é verdade que Deus, muitas vezes exprime Seu amor com provisão material, isso não quer dizer que a gratidão possa ser compensada com bens materiais. Infelizmente, a maioria pensa dar e amar pelo humano e, por isso, espera recompensa pelo humano. Acham que, tendo materialmente mais, podem exprimir mais sua gratidão. Grande engano!
Todavia, como devemos compreender e aceitar os demais conforme seu grau de compreensão, não nos esqueçamos de “dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, isto é, sejamos gratos aos canais da provisão e do amor de Deus, alegrando-nos de que possam exprimir os divinos dons e desejando que eles os exprimam cada vez em maior abundância, por sua elevação da consciência. Ao mesmo tempo, nunca olvidemos que Deus é a única Fonte de suprimento e que tudo provém d’Ele. A Ele, sempre, é que devemos endereçar a ação de graças.
É dito nos Evangelhos: “Por suas obras os conhecereis”. Esta Verdade se aplica à gratidão, que deve manifestar-se em atos. Quanto mais elevado for o conceito que uma pessoa tiver de gratidão, tanto maiores serão as suas obras de reconhecimento, e mais expressivas as demonstrações que recebe nesse campo.
Dar graças é reconhecer Deus como a Fonte única, abundante, infalível, contínua, amorosa e sábia de suprimento de todo o bem. É impossível ser grato sem exprimir, em alguma medida, a natureza de Deus, no ato de agradecer, pois tudo vem de Deus e não de homens. A gratidão mesma tem significado que transcende a palavra que a representa ou os conceitos concebidos pelos homens a seu respeito. Suas profundas raízes atingem a realidade do Ser.
No sentido comum, a gratidão é o transbordamento de apreço às pessoas e circunstâncias pelas quais, aparentemente, recebemos tudo. Mas seu real significado vai muito além dos eventos e pessoas que a exprimiram. Uma pessoa não pode ser grata e nem ingrata. Não está no poder de ninguém, dar, limitar ou negar o bem representado por qualquer coisa. A gratidão nada tem a ver com o ser humano, porque ele é apenas um veículo ou canal de expressão do amor de Deus.
A GRATIDÃO E O AMOR
A gratidão é uma das fases do amor . . . e o amor é Deus. É impossível manifestar gratidão sem manifestar amor, porque os dois são atributos afins de Deus, inseparáveis d’Ele. A gratidão é semelhante ao amor. Tal como o amor, a gratidão é Deus Se expressando através do homem ou como homem. Assim como é impossível amar sem exprimir, em alguma medida, a divina natureza nossa, também é impossível ser grato, sem exprimir, dentro de nosso entendimento, a natureza de Deus, no ato de agradecer: todo o bem procede de Deus e não do homem. Disse Cristo Jesus ao moço rico (que se julgava virtuoso): “Por que me chamas bom? Bom é só Um – o Pai celestial”.
É tolice dizer: “Gostaria de ser mais amoroso e grato”; “Gostaria de ser mais atencioso e serviçal”, etc.. Você não pode ser os dons de Deus. Compreenda claramente que a natureza humana é apenas um aspecto do Ser total. Como estamos demasiadamente identificados com essa parte periférica, humana, que é uma pequena fração do Ser integral, muita gente concebe, falsamente, que possa amar, ser sábia, ser grata, realizar grandes obras, curar, etc.. Nada mais inverídico! Se assim fosse, Jesus, que exprimia o mais alto nível de iluminação que a humanidade jamais conheceu, não diria humildemente de si mesmo: “Eu, de mim mesmo (natureza humana), nada posso. O Pai (o Divino interno que nos gerou) é Quem faz as obras”.
O homem, como ser humano, não pode ser mais e nem menos. Você não acharia graça se um cano lhe dissesse que ele gerou a água e reclamasse méritos por isso? Daí que os Evangelhos ensinem: “Depois de haver feito tudo que me incumbia, direi: servo inútil sou”.
Realmente, enquanto o ser humano toma a persona como um Todo, é um alienado de Deus. E quando chega à compreender que é um canal das graças divinas, então se torna nada, para saber que o Divino é Tudo. Não há outro ser real, senão o Divino, em nós, a Quem devemos tudo atribuir. É preciso que o eu falso diminua e o Cristo interno cresça. É necessário chegar ao ponto de o eu falso ser crucificado e o Eu real ressuscitar e elevar-se à plenitude de ação e de união ao Pai. Como disse Paulo: “Quando sou fraco (sem pretensão humana) sou forte (internamente”).
Partindo-se da TOTALIDADE DE DEUS, facilmente conclui-se que DEUS É A CAUSA ÚNICA DA EXISTÊNCIA. A ilusão aparenta ser “causa” de vida material, englobando em sua nulidade muitas “causas secundárias”, como, por exemplo, a ilusória “lei de causa e efeito”, que atua coletiva e hipnoticamente como algo “justo”, ou seja, explicando que cada ser humano “colhe aquilo que planta”.
Vivendo em meio a tantas CRENÇAS FALSAS, o trabalho de cada um, para se ver livre delas, será conhecer a Natureza de Deus e meditar fazendo total e radical IDENTIFICAÇÃO com Ele. Há pessoas que dizem: “Você nem imagina o quanto eu acredito em Deus! E mesmo assim, ainda passo por dificuldades!” Frases com teor semelhante a esta, existem às milhares! Porém, não partem dos princípios verdadeiros que regem o Universo da Verdade! Em seu conteúdo, há as arcaicas crenças dualistas, que ainda creem em DEUS E SER HUMANO, separadamente existindo, com o último meramente dizendo acreditar no primeiro!
Quem deseja se ver livre das CRENÇAS ERRÔNEAS deve se ver INCLUSO NA TOTALIDADE DE DEUS, sem deixar resquícios de “separatividade” entre DEUS E ELE! Jesus não declarava “acreditar em Deus”! Não alimentava esta CRENÇA FALSA com frases que insinuavam ‘SEPARATIVIDADE”! Pelo contrário, suas declarações eram puramente de UNIDADE: “Eu e o Pai somos um”; “Aquele que me vê a mim, vê o Pai”, etc..
DEUS É A CAUSA ÚNICA DA EXISTÊNCIA!Você existe unicamente por este motivo: HÁ UM DEUS ONIPRESENTE E PERFEITO EMANANDO O CRISTO QUE VOCÊ É, EXATAMENTE AGORA! Desse modo, o que VOCÊ tem a fazer, é rechaçar todas as CRENÇAS FALSAS DE CAUSALIDADES ESTRANHAS A DEUS,PARA SE VER “UM COM ELE”, E NUNCA “DOIS COM ELE”!
Expulse com vontade a crenças do mundo, que o vinham associando com “pecado”, “lei de causa e efeito”, “nascimento na matéria”, etc.. VÁ ÀS CONTEMPLAÇÕES HONRANDO A DEUS COMO A CAUSA ÚNICA DE SUA EXISTÊNCIA!A CAUSA PERFEITA GERA EFEITO PERFEITO – QUE É O CRISTO PERFEITO, ESPIRITUAL, MANIFESTO AQUI E AGORA AGORA COMO O SEU “EU” REAL E ÚNICO!
Sendo DEUS A CAUSA ÚNICA, a chamada ILUSÃO NÃO TEM CAUSA, NÃO PODE CAUSAR NADA, NÃO TEM REALIDADE NEM PRESENÇA, SENDO UNICAMENTE O “NADA”, QUE É SÓ O QUE UMA ILUSÃO PODERIA SER!
CONTEMPLE ESTAS VERDADES ATRAVÉS DA “PRÁTICA DO SILÊNCIO”.
A Ciência Mental e o Poder da Palavra trabalham em unidade com o estudo absoluto da Verdade. Isto significa não haver sentido algum em se considerar separadamente seus benefícios ou efeitos positivos em nossas vidas. Ficar avaliando, por exemplo, se uma ilusória “dor de cabeça” desapareceu devido a uma cura espiritual ou se foi devido a uma cura mental , no meu entender, é totalmente inútil! Importa que a ILUSÃO de mal tenha sumido!
Por isso, encaro o reconhecimento absoluto da Verdade como inseparável da Ciência Mental e do Poder da Palavra. Na Seicho-no-ie, por exemplo, o Poder da Palavra, associado com a sua afirmação mental, assim diz:
EU SOU A SUPREMA AUTOMANIFESTAÇÃO DE DEUS!
Que interesse poderia haver, em se ficar dividindo esta Verdade em “Absoluto”, em “Mística”, em “Ciência Mental” ou em “Poder da Palavra”? O QUE INTERESSA É QUE A FRASE É A VERDADE ABSOLUTA SOBRE O NOSSO SER!Além disso, se ficarmos teorizando em cima dela, somente estaremos dando poder a “crenças coletivas” e reduzindo seu impacto benéfico em nosso cotidiano.
Sejam quais forem as “aparências” atiradas sobre você pelo “hipnotismo de massa”, AFIRME IMEDIATAMENTE:
“EU SOU A SUPREMA AUTOMANIFESTAÇÃO DE DEUS!”
E se achar necessário, repita-a várias vezes! Dei exemplo com esta frase, por ser uma das mais importantes; entretanto, há inúmeras outras, como “O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO”, “EM DEUS EU VIVO, ME MOVO E EXISTO”, etc..
Estas AFIRMAÇÕES podem e devem ser utilizadas também em nossos contatos do dia a dia. Caso você encontre alguém com “aparência de desânimo”, em vez de lhe perguntar: “Que houve? Você parece estar abatido!”, o que seria UM ENDOSSO, DE SUA PARTE, DA ILUSÃO APARECENDO COMO PESSOA, você poderá dizer-lhe: “Ganhou na loteria? Parece estar mais jovem e animado!” Talvez, na hora, a pessoa negue a sua colocação, relatando alguma ILUSÃO; mas, na sua confirmação de que a achou bem, a CRENÇA EM DESÂNIMO a abandonará! Era mesmo ILUSÓRIA!
Se você achar que está mentindo, dizendo algo positivo às pessoas, lembre-se de que a VERDADE vale também para todos, isto é, “A PESSOA É A SUPREMA AUTOMANIFESTAÇÃO DE DEUS”!Não há frase positiva que possa ser mentirosa para FILHOS DE DEUS!
Há anos, eu passei às pessoas um “Método Prático” de aplicação desta Verdade na vida cotidiana, e que transcrevo a seguir:
“EMITA, DE ANTEMÃO, O CONCEITO VERDADEIRO SOBRE A PESSOA, SEM PERMITIR QUE A “MENTE CARNAL” EMITA, PRIMEIRAMENTE, OS SEUS ILUSÓRIOS CONCEITOS SOBRE ELA”.
Adquira este hábito, pois, além de evitar que a ILUSÃO o contamine, estará ajudando o próximo a se livrar dela.
E foi por estar acostumado a praticar isto, que foi-me ficando claro que “tirar o mérito” da Ciência Mental e do Poder da Palavra, como fazem muitos autores “puristas”, seria vivermos “desarmados”, quando fora de nossos momentos de “contemplação”.
Como eu já havia me habituado a empregar as “armas da luz” e percebido sua eficácia, quando passei a ler as obras de vários autores místicos e absolutistas, dizendo que “mente humana não é poder”, que “unicamente Deus é poder”, que não devíamos usar “mentalismo”, etc., comecei a notar os “efeitos negativos” que tais leituras me traziam. Como o subconsciente começou a receber sugestões contrárias ao emprego das “armas da luz”, eu notei diminuir meu interesse e entusiasmo em empregá-las no cotidiano, como antes fazia. E então, em vez de chegar ao trabalho com aquela disposição anterior, de passar às pessoas o “positivismo” gerado pela Ciência Mental e pelo Poder da Palavra, eu somente me sentava em meu local de trabalho, em silêncio, e por alguns segundos reconhecia que DEUS É TUDO. Foi quando passei a notar que os resultados obtidos anteriores, através das “armas da luz”, desapareceram! TUDO FICAVA COMO ESTAVA, SEM QUE SE PUDESSE CONSTATAR MELHORIA IMEDIATA ALGUMA!
É evidente que todo reconhecimento da TOTALIDADE DE DEUS, feito silenciosamente, não “nos volta vazio”; porém, quando feito ASSOCIADO com a Ciência Mental e com o Poder da Palavra, a diferença é gritante! A partir dessas experiências, sempre eu contrariei esta “visão purista” daqueles autores, que menosprezando estas “armas da luz”, e ainda criando aversão a elas, só estavam dando “mais poder à ILUSÃO”. Sempre foi muito complicado contrariar autores renomados, por serem “endeusados” pelos seus admiradores; porém, um dos meus lemas sempre foi o seguinte: “contra fatos, não há argumentos”.
Tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, há a revelação de que “habitamos em Deus” e não em mundo material. Sempre a Verdade veio contrariando a crença coletiva fraudulenta, que nos sugere uma existência material. Se não nos dedicarmos em refutar esta crença, que é falsa, uma ILUSÃO ficará sendo aceita exatamente onde existe DEUS SENDO TUDO!
A Verdade DEUS É TUDO não é um fato “a ser implantado” através do estudo da Verdade; antes é o único FATO JÁ PRESENTE, razão pela qual devemos partir dele como VERDADE JÁ ESTABELECIDA, QUE UNICAMENTE ESTARÁ SENDO “CONTEMPLADO”.
“O Deus eterno te seja por habitação, e por baixo sejam os braços eternos” (Deut. 33: 27). Esta citação revela nossa existência permanente na ONIPRESENÇA DIVINA, e nos incentiva a rechaçar a crença de que “vivemos em mundo material”.
Se virmos a forma com que Jesus pregava a Verdade, notaremos seu cuidado em não se confundir com “ser encarnado”. Havia se permitido “estar no mundo”, para poder transmitir os ensinamentos, mas não se permitia “ser do mundo”. Sua convicção de que “estava no Pai, e o Pai estava nele” era predominante, por ser alimentada por elevadas e contínuas orações. Viu-se incomodado pelo mundo, que se mostrava arredio às verdades divinas, mas declarou: “Eu venci o mundo!”. E fez tal declaração para que, como ele, ficássemos firmados na Verdade, e não na ilusão!
A humanidade é presa fácil da ilusão, por encontrar nela “atrativos” que a desviam de Deus. Em qualquer “evento” sem importância alguma, a CRENÇA COLETIVA induz a todos a crer ser ele “imperdível”!Uma hora, é um campeonato de futebol, em outra, é o final de alguma novela de TV, enfim, são inúmeras as coisas banais e sem valor nenhum que atraem HIPNOTICAMENTE a maioria. Se puxarmos o assunto para darmos um alerta, ouviremos algo assim: “Mas, que mal há em me distrair um pouco? Que há de errado nisso?” E justamente esta inocente pergunta prova que a ILUSÃO dominou o pensamento.
De fato, não há mal em se distrair! O mal é “só se distrair”!A pessoa sair de uma festa, correr para ver a novela, terminada a novela, telefonar para bater papo com conhecidos, e, terminadas as ligações, perceber que SE ESQUECEU DAS MEDITAÇÕES DO DIA!. Com a pergunta: “Que mal há nisso?”, a pessoa acaba sendo engolida pelas CRENÇA COLETIVAS, e TER DEUS POR HABITAÇÃO se mostrará como algo bem distante dela! DEIXOU-SE LEVAR PELAS CRENÇAS HIPNÓTICAS! E FICOU TENDO A ILUSÃO MATERIAL POR HABITAÇÃO!
VOCÊ terá “DEUS POR HABITAÇÃO”, que é a VERDADE ABSOLUTA deste AGORA, quando esta Verdade for PRIORITÁRIA EM SUA VIDA! Enquanto os “atrativos banais” da ILUSÃO encontrarem “presas fáceis”, eles se multiplicarão, até fazerem com que as pessoas percebam não lhes ter restado um minuto sequer, em seu dia, para reconhecerem a Verdade de que HABITAM EM DEUS, E QUE, POR BAIXO, ESTÃO OS BRAÇOS ETERNOS!
A Verdade Absoluta revelada, além de ser verdadeira, é científica. Revela que vivemos no AGORA e que jamais estamos em “mundo temporal”. Se alguém passasse diante de um espelho, sua imagem “nasceria e morreria” em instantes; o espelho não poderia “correr atrás dele” para continuar mostrando aquela imagem. E então, ela duraria “o curto tempo de registro” da passagem dele frente a ele.
Se, em vez de medirmos sua presença pela sua “imagem refletida”, avaliando a “duração do tempo” da sua passagem”, e colocássemos o espelho colado em seu ombro, o espelho, partindo deste novo “referencial de unidade com a pessoa”,iria permanentemente mostrar a sua imagem, estivesse ele onde estivesse, ou seja, o “tempo” medido anteriormente, levando em consideração a presença da imagem durando apenas alguns segundos, deixaria de ter sua razão de ser.
VOCÊ É DEUS! DEUS É TUDO! PORTANTO, JAMAIS É A “IMAGEM REFLETIDA” NO ESPELHO EM ENIGMA, CHAMADO “MENTE CARNAL”. TODA MEDIÇÃO DE TEMPO, FEITA SOBRE VOCÊ, E TOMANDO POR BASE SUA “PRESENÇA” COMO AQUELA IMAGEM MENTAL, É ILUSÃO!
Onde quer que VOCÊ ESTEJA. É O AGORA DA ONIPRESENÇA! Não há “outro lugar” nem “outro tempo” para que VOCÊ POSSA ESTAR! O mundo mede sua existência e sua duração em função do que vê no “espelho em enigma”, ou seja, pelos sentidos humanos. Vendo Jesus, os judeus lhe disseram: “Não tens cinquenta anos e viste nosso mestre Abraão?” (João, 8: 58). Respondeu-lhes Jesus: “Antes que Abraão existisse, eu sou!”. Em outras palavras, os judeus SÓ ACHAVAM QUE O ESTAVAM VENDO; MAS, QUEM ESTAVA SE VENDO, ERA SOMENTE JESUS, CIENTE DE SUA VERDADEIRA EXISTÊNCIA NO “AGORA DA ONIPRESENÇA”.
Quando VOCÊ observar a SI MESMO a partir de “MIM”, do seu EU ABSOLUTOhabitante do AGORA ETERNO, sem levar em conta as “imagens em mutação” que se mostram “refletidas” pela “mente carnal” em seu “espelho em enigma”, VOCÊ SE VERÁ FACE A FACE COM A ONIPRESENÇA DIVINA – DISCERNINDO-SE COMO O CRISTO NELA PRESENTE, NO AGORA ETERNO DA REALIDADE PERMANENTE.
“Olhai para MIM, e sereis salvos”, disse Isaías; “Vinde a MIM, e EU vos aliviarei”, disse Jesus. Estavam tirando sua atenção das APARÊNCIAS ILUSÓRIAS, e direcionando-a à VERDADE QUE VOCÊ É!
O suposto “mundo fenomênico” muito nos faz lembrar um “baile a fantasia”, em que todos os presentes, ocultos por elas, passam por momentos de aparente “troca de identidade”. Se alguém estiver fantasiado de “Batman”, por exemplo, após certo tempo de uso da fantasia, se alguém chamá-lo de “Batman”, ele irá atender. E quanto maior for o tempo de permanência nessa ilusão, mais sua mente irá incorporando a ideia falsa de “ser ele o Batman”.
O mesmo ocorre com atores que por muitos anos protagonizam o mesmo personagem nas telas de cinema: acabam se confundindo com eles! O ator Clayton Moore, por exemplo, que por vários anos fez o papel de Zorro (The Lone Ranger), quando soube que seria substituído por outro ator, mais jovem, não conseguia assimilar esta ideia. Para ele, o Zorro era ele! Seu subconsciente, recebendo aquela “sugestão” por muitos anos, já estava “trabalhado” para ser o personagem. Dessa forma, para ele, qualquer ator que o substituísse, seria um impostor! E há também os que se acostumaram a vê-lo no papel do herói, que igualmente não aprovaram a substituição, e pelo mesmo motivo: o subconsciente unificou ator e personagem.
Em Gálatas, 3: 26, o apóstolo Paulo faz a seguinte revelação: “Pela fé, todos sois filhos de Deus”. Que está implícito nesta citação? A Verdade Absoluta referente à nossa real e única identidade, que é divina e imortal. Por que é dito “pela fé”? Que é a “fé”? A CERTEZA DAS COISAS NÃO VISTAS!Assim, o que Paulo explica, é que SOMOS FILHOS DEUS TÃO LOGO NOS RECONHEÇAMOS “POR TRÁS DAS MÁSCARAS” DA SUPOSTA PERSONALIDADE.
Se você, por exemplo, está com “máscara de médico”, “máscara de professor”, “máscara de engraxate”, etc.., TENDO A CERTEZA DE SER O “NÃO VISTO” PELOS SENTIDOS HUMANOS, DE IMEDIATO ESTARÁ INCLUSO NO “SOIS FILHOS DE DEUS”!
Muita gente fica obsecada com a ideia de “TER DE ANULAR O EGO” para “ser iluminado”, para “ser desperto”, para “ser a Verdade”, etc.. ESTA ILUSÃO DE PRETENSÃO É O QUE APARENTA PERPETUAR A INEXISTÊNCIA! Assim como “BATMAN” ou “ZORRO” jamais existiram, estando, de fato, sempre presentes unicamente os SERES VERDADEIROS, “perceptíveis” por trás daquelas máscaras, também “o médico”, “professor”, “engraxate”, etc., JAMAIS EXISTIRAM! E TAMBÉM VOCÊ, COMO “PROFISSIONAL DE SUA ÁREA”, JAMAIS EXISTIU NEM ESTÁ EXISTINDO AGORA!
“PELA FÉ, AGORA VOCÊ É DEUS MANIFESTO COMO FILHO DE DEUS”, isto é, VOCÊ SEMPRE ESTEVE SENDO ESTE SER PERFEITO, APARENTEMENTE ESCONDIDO PELA “MÁSCARA DE HUMANIDADE”. A palavra “persona” significa “máscara”; e, personalidade, é o FILHO DE DEUS “mascarado” de “ser humano”.
Quando VOCÊ descarta radicalmente “personalidades, personagens e máscaras”, vistos não como ALGO A SER ANULADO, mas somente como ALGO QUE SIMULAVA EXISTIR, POR SABER QUE O QUE EXISTE REALMENTE É “NÃO VISTO” PELOS SENTIDOS HUMANOS,IMEDIATAMENTE DEUS SERÁ DISCERNIDO COMO SENDO VOCÊ! Este é o significado real e profundo da revelação de Paulo:
“Por que já estais mortos, e vossa vida está oculta com Cristo em Deus”.
Col. 3: 3.
O Cristo é a real IDENTIDADE de todo Ser individual. Jamais pode estar separado do TODO, que é DEUS! Por isso, quando “contemplamos o Eu que somos”, jamais levamos em conta a “aparência de ser humano” que o mundo alega ser quem somos. Esta “aparência” é mera imagem tridimensional finita e limitada, possível de ser vista pelos sentidos humanos estando harmônica ou desarmônica, e que JAMAIS TOCA O SER REAL, OCULTO EM DEUS, QUE É O CRISTO QUE SOMOS.
O DEUS ÚNICO E PERFEITO é Onipresente, ou seja, está PRESENTE exatamente onde VOCÊ está agora. Além disso, VOCÊ está OCULTO NELE! VOCÊ É O CRISTO OCULTO EM DEUS! A Bíblia diz “oculto” em dois sentidos principais:
1-) VOCÊ NÃO PODE SER VISTO PELOS SENTIDOS HUMANOS DE NINGUÉM;
2-) VOCÊ ESTÁ “OCULTO EM DEUS”, COMO UMA GOTA ESTÁ “OCULTA” NO OCEANO, ISTO É, PARECE SER O OCEANO, PORÉM, É O OCEANO E É A GOTA ESPECÍFICA.
O Cristo que VOCÊ É, apesar de ser a Consciência do INFINITO, tem a característica de ser IDENTIDADE DISTINTA, com individualidade própria, porém, nunca apartada do UM!
Quando Jesus disse: “Eu e o Pai somos UM”, numa percepção universal, ele estava dizendo que na UNIDADE, somos o UM UNIVERSAL; e quando ele completou, dizendo: “Mas o Pai é maior do que eu”, estava se identificando com o CRISTO, em sua presença individual.
Se nos fosse possível extrair do oceano uma de suas gotas, para colorir as moléculas de água nela contidas, se, depois, a devolvêssemos ao oceano, veríamos “a gota colorida”, e não mais “oculta”, uma vez que a cor aplicada a ela tornaria EVIDENTE a sua individualidade.
O apóstolo Paulo assim disse:“Por que já estais mortos, e vossa vida está oculta com Cristo em Deus” (Col. 3: 3). Revelava a Verdade Absoluta de que NÃO HÁ VIDA NA MATÉRIA, E QUE A VIDA ETERNA, QUE TODOS SOMOS, O CRISTO, ESTÁ ” OCULTO EM DEUS”, COM CADA UM TENDO PRESERVADA A SUA INDIVIDUALIDADE. A revelação “SOIS DEUSES”, empregada por Jesus, citando o Salmo 82, tem este significado: SOMOS INSEPARAVELMENTE UM, E, AO MESMO TEMPO, SOMOS INDIVIDUAIS, IDENTIDADES ESPECÍFICAS.
A questão básica é a seguinte: NUNCA VOCÊ ESTEVE SENDO A MIRAGEM CHAMADA “SER HUMANO” ! DEUS É TUDO, PERFEIÇÃO ABSOLUTA QUE SIMPLESMENTE É, E VOCÊ NELE VIVE, “OCULTO” COM A INDIVIDUALIDADE CRÍSTICA CRIADA POR ELE PARA ETERNAMENTE SER VOCÊ! UM “VOCÊ” PERFEITO, POR SER “UM COM ELE”, SEM JAMAIS SER “OUTRO”!