A Reinterpretação Desfaz a Ilusão!

Quando os textos dizem para “nos identificarmos” com a Verdade, ou “nos volvermos das aparências” rumo à Verdade, isto não significa nos desviarmos de fatos, mas sim da ilusória interpretação dos mesmos. Por exemplo, se a aparência for a interpretação de que “o Sol nasce pela manhã no horizonte”, quando este fato for reinterpretado em função do que já é a verdade, a ilusão estará desfeita, e a Terra estará sendo entendida como já girando em torno do Sol. Nunca o fato esteve sendo outro, com o Sol correspondendo à ilusão de que “nasce a cada dia no horizonte”.

Se alguém orasse para “escapar” da ilusão, orando e parando, de tempos em tempos, para verificar “se o Sol teria parado de nascer no horizonte”, teria entendido a verdade? Não. Estaria com a ilusão retida na mente e torcendo para que ela se transformasse em fato verdadeiro!  Isto não funciona! Estudar a Verdade é “conhecer o Fato já verdadeiro”, e o Fato, assim conhecido, desfaz a ilusão – mesmo diante da “aparência” contrária ao Fato! Seria como alguém “vendo o Sol nascer no horizonte”, mas CONVICTO DA VERDADE de que o Fato é “a Terra girando em torno do Sol”

A prática da Verdade se reduz a interpretarmos corretamente os Fatos, sem pretender mudar qualquer deles! Todos os Fatos da VERDADE são a ONIAÇÃO: DEUS SENDO! Orar para alterar alguma “atividade de Deus” seria tolice! Orar para alterar a “ilusão” seria outra tolice! Portanto, durante as “contemplações da Verdade”, fique com os Fatos perfeitos da Oniação conhecidos e aceitos como já evidenciados, sem jamais dar crédito à ilusão de que haja algum deles necessitado de “cura”, “melhoria”, “mudança”, ou algo parecido!

Conheça o Fato referente à pessoa ou condição como “Oniação”, e “permaneça” dando testemunho dessa VERDADE! Exemplificando, se a “aparência” for a de um “corpo com lepra”, o FATO permanece sendo a Verdade de que O CORPO É UM PERFEITO TEMPLO DE LUZ; e, ao ser assim CORRETAMENTE reinterpretado, a ILUSÃO estará desfeita, a menos que esta reinterpretação não tenha merecido crédito total! Por isso a biblia diz que “a oração da fé cura o enfermo”: a fé, em oração, é a reinterpretação do Fato segundo os princípios da Verdade, ou seja, é a pessoa estar CERTA DO NÃO VISTO, mesmo enquanto o “visto” se mostre como “aparência” de doentio!

DEUS É TUDO! O chamado “mal” nunca existiu! Assim como “o Sol jamais nasceu no horizonte”. Honrar a Deus como Oniação perfeita, sem nos dividirmos com “interpretações falaciosas” motivadas pela ILUSÃO, é a “prática da Verdade”,  e esta “prática” requer treinamento e  muita dedicação, e não somente leituras!

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COMENTÁRIOS

Dárcio

No texto “A libertação do Poder espiritual”,  Goldsmith explica realmente um dos princípios mais profundos e eficazes revelado por Jesus, que é o da “não resistência ao mal”. Na postagem anterior, escrevi que “a ilusão é inatingível pela realidade”, ou seja, onde aparenta existir trevas, existe, de fato, a Luz; e, se a Luz pudesse atingir trevas, não seria onipresente!

A exposição feita por Goldsmith sobre como deve ser encarado o Poder divino é bastante útil, pois, erradica a errônea crença comum de que “Deus reconhece ou enfrenta o mal”. Sabemos que o ensinamento de O Caminho Infinito não é absoluto,  pois leva também em conta a ilusória existência terrena. Talvez seja por isso que Goldsmith tenha dito que  Jesus deu o princípio da não-resistência sem nos ensinar como usá-lo. Isto não é verdade! Nem teria cabimento! Mas a forma de empregarmos este princípio está na prática do ensinamento absoluto, que é realmente “buscarmos o reino de Deus em primeiro lugar”, sem lutarmos com a ilusão.

Nossa identificação com a onipotência, que é este reconhecimento do Reino de Deus em nós, e de nós no Reino de Deus, é o modo de pormos em prática este princípio, ou seja, vivendo como Deus, e não como humano aprendendo a praticar o princípio divino. Não poderíamos admitir Deus como onipotente e, ao mesmo tempo, “resistirmos a outro poder”, supostamente visto como “poder maligno”.E não poderíamos admitir Deus como onipresente e, ao mesmo tempo, aceitarmos a nossa “presença”  como não sendo a DELE!

Como Deus é TUDO, e em Sua totalidade, está evidenciado como o “Ser que somos”, não existe “outro ser” para”criar na experiência diária” uma forma pessoal de se praticar a não-resistência! Da aceitação da dualidade pode surgir a crença de que Jesus “deu-nos o princípio, mas não o meio de empregá-lo”, mas o entendimento de que “somos o Um” é, em si, a sua própria “prática”.  

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A Libertação do Poder Espiritual

No Caminho Infinito, deixamos para trás a crença teológica em um Poder divino que faz as coisas por engano ou por mal, um Poder divino que combate o mal, o pecado ou a enfermidade, e aceitamos como verdade o princípio místico de que o Espírito é onisciente, onipotente e onipresente, além do qual não há mais nada. O que temos que demonstrar, portanto, é que na presença da força espiritual não há os poderes do pecado, enfermidade, necessidade, acidente, infelicidade ou qualquer outro tipo de miséria humana. Estas coisas negativas podem existir apenas na ausência da força espiritual.

As trevas só podem existir na ausência da luz. A força espiritual é frequentemente descrita como Luz: a Luz do mundo, a Luz que ilumina o caminho, a Luz que ilumina nossos passos. Em toda literatura mística de qualquer parte, a Luz tem sido o símbolo da presença e da força espiritual. Esta força nunca combate as trevas. A Luz, que é o Cristo, nunca luta contra qualquer forma de discórdia.

Jesus nunca lutou contra o pecado , perdoou-o. Ele nunca combateu a doença, debateu com ela ou contra ela. Disse: “Levanta-te, e toma teu leito, e anda”. Só há um registro, na Bíblia, de sua resistência ao mal e que é quando ele expulsou os “cambistas” do templo. Minha crença pessoal é que foi essa a sua maneira de dizer a seus discípulos que nós temos que expulsar de nossa consciência todas as qualidades negativas e destrutivas. A consciência é o templo. As crenças negativas, supersticiosas, más, sensuais ou luxuriosas são os cambistas. Elas representam o sentido materialista que devemos banir de nossa consciência.

Afora o encontro de Jesus com os cambistas, o Mestre ensinou: “Não resistais ao mal”. “Mete no seu lugar a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão”. A Luz do mundo não debate com as trevas, não luta ou tenta de qualquer modo afastar as trevas. A Luz, sendo a Luz, não pode ser extinta por qualquer tipo de trevas.

“Onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade”. Não diz: onde há o Espírito do Senhor, “há uma batalha”, ou onde o Espírito do Senhor está, “há uma luta contra o pecado”. Pelo contrário, onde o Espírito do Senhor está, há paz, há liberdade. “Na tua presença há abundância de alegrias” (Salmos 16: 11). Certamente, isso não indica batalhar ou lutar ou qualquer sentido de conquista. Antes, indica que onde Deus é compreendido, há paz porque nada há a combater. A Luz não combate as trevas e na presença dela não há trevas, pecado, enfermidade, morte, necessidade, limitação, relacionamentos humanos infelizes. Se nós aceitamos isso como um princípio, demonstraremos força espiritual, a presença de Deus, e isso é tudo. Mas a elaboração deste princípio, em nossa experiência diária, é um assunto individual. Não há fórmulas, não há possibilidade de formular um meio específico de demonstrar isso.

O Mestre deu-nos o princípio da não-resistência, mas não nos mostrou como é feito. Depois que tivermos o princípio, cabe-nos ver como criá-lo na experiência diária e provar que na presença dessa força espiritual concebida, o poder temporal, quer de natureza material, mental, moral ou financeira, não é uma força. De fato, nem mesmo existe na presença dessa Luz espiritual que somos.

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A”Ilusão” é Inatingível pela Realidade!

A chamada “ilusão” é inatingível por qualquer Realidade, ou seja, não existe nada de Deus tendo acesso a inexistências. Quando alguém diz que estuda a Verdade para se livrar da ilusão, apenas atesta uma impossibilidade! DEUS É TUDO! O Eu que somos é o Eu único que há; portanto, acreditar em “outro eu” em ilusão, e desejoso de dela sair, é imaginar “caminho que leva a nada”.

Quando Jesus disse: “Eu Sou o Caminho”, disse também: “Eu Sou a Verdade e a Vida”. Já sabemos que este “Eu Sou” é impessoal e é o Eu Absoluto que Se expressa como todos nós! Este fato é a “Seiva Eterna” que, além de nutrir a Videira, nutre cada um de seus Ramos. A aceitação de que temos possibilidade de “nos iluminar”, sendo substituída pela aceitação de que “é impossível não estarmos iluminados”, desarma a “crença ilusória” e nos faz discernir estarmos “conscientes” de que “ilusão é nada”, ou melhor, que DEUS É TUDO!

 Por mais que alguém hipnotizado creia piamente nas sensações ilusórias geradas pela “sugestão hipnótica”, jamais ele terá, realmente, vivenciado quaisquer daquelas sensações! O seu ser não poderia jamais ter atingido a “situação irreal”. Ou então, ela seria real! É nesse sentido que podemos afirmar que a chamada “ilusão” é inatingível por qualquer Realidade “.

Na Parábola do Filho Pródigo, é relatada a saída dele da “casa do pai” para viver de si mesmo, e em “terra distante”; vivendo dissolutamente, afastado, e se vendo posteriormente em péssima situação, decidiu-se pela “volta ao pai”, que o recebeu de braços abertos! Como é a “volta” de cada Filho de Deus ao Pai? É o “conhecimento” de que “jamais dali poderia sair”. Impossível sairmos da Onipresença! Impossível acessarmos “ilusão”! Impossível “voltarmos” para uma posição de que jamais saímos! Por isso, partimos sempre de Deus como totalidade onipresente, e de nós mesmos como a “Presença de Deus”  onde estamos.

Contemple estas Verdades como Fatos consumados e permanentes,  e a “Luz do Cristo” estará sendo vista como “SUA LUZ”,  já colocada bem no alto do alqueire! Jamais saiu dali!

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A Dimensão Absoluta Onipresente

Todos os chamados “planos existênciais relativos” são ilusórios, sendo realidade unicamente o que é Deus e a permanência de Suas obras em oniatividade constante e perfeita. Por isso, seja o que for que supostamente possa ser percebido pela mente em ilusão, sendo mutável, transitório ou temporal, é “sombra”, sem nada possuir que seja de natureza substancial.

O estudo do Absoluto não admite um Deus que seja “fábrica de avisos”, no sentido de que utilize a suposta mente humana para nos dar alertas sobre o que é bom ou mau.

Conversando com uma pessoa, ela me disse: “Eu sempre sonho e recebo avisos de Deus, que me mostram as pessoas certas ou erradas que aparecerão em minha vida! Outro dia mesmo, eu havia tido um sonho e, chegando ao meu local de trabalho, apareceu uma pessoa me dizendo que gostaria muito de me prejudicar. Deus já me havia avisado em sonho! Por isso, eu sempre busco pesquisar meus sonhos para não perder estes avisos de Deus”. Eu disse a ela: “Deus nada tem a ver com isto; Deus não faz acepção de pessoas, para  avisar que há boas ou más pessoas na vida de ninguém! Tudo isso é armação do subconsciente, da mente carnal, e, em vez de viver em função de sonhos desta mente ilusória, você deveria estar discernindo o Universo Perfeito, com a Mente de Cristo, que, está revelado, é a sua Mente verdadeira. Enquanto você ficar dependente de sonhos que o “avisam” sobre boas ou más pessoas, sobre bons ou maus acontecimentos, você estará se vendo como “Adão com a maçã na boca”,  engolindo a “crença ilusória” no bem e no mal”.

Em resumo, foi esta a resposta que dei à pessoa, que continuou acreditando que  ter  seguidamente “sonhos-avisos de Deus” era, realmente,  um dom de Deus que possuía.

É dificil alguém se mostrar totalmente aberto unicamente à Presença de Deus! Apesar disso, DEUS É TUDO! A Luz divina é onipresente, e a Substância-Verbo é permanentemente perfeição absoluta, exatamente onde a suposta “mente humana” diz haver boas pessoas, más pessoas, bons acontecimentos, maus acontecimentos! Reconhecer a Dimensão Absoluta Onipresente significa, portanto, ver unicamente a Verdade de que a Mente divina é ÚNICA, o que equivale a  lançarmos fora a “maçã da árvore do conhecimento do bem e do mal”, pela nossa identificação total e única com o Reino de Deus. Não é possível honrarmos a Deus como Perfeição Onipresente e, logo em seguida, acreditarmos que Ele nos envie “visões”, “profecias” e demais tapeações mentais, boas e más,  ligadas a um ilusório mundo material! Estas visões ou profecias não fazem parte da Consciência iluminada de Deus! E, esta Consciência, por ser única, é a NOSSA!

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O “Fim do Mundo”

Nada em Deus ou de Deus é humano, mortal, material, irreal ou ilusório. Deus é o Inteiro, a Totalidade. Para assim ser, precisamos ser este UM. Deus é integral – o Integral, Deus é a Íntegra da Vida, Ser, Mundo e Existência. Nesta Integralidade, não há separação; nenhum sofrimento; nenhuma luta ou destruição; nenhuma morte. Nesta Integralidade existe Luz, Visão, Revelação – constante e infindável.

Aqueles que volverem seus corações a Deus, total e completamente – abandonando e abolindo todos os ensinamentos atuais, que prendem o mundo à crença de que estamos separados do Espírito, Deus, o Um (ou que somos algum outro, que não o Espírito) – saberão de Deus que o Espírito e a Existência espiritual são a única Presença. Eles viverão em sua própria Consciência ou Percepção perfeita e pura de que o Espírito é tudo, e de que nós nada podemos ser, senão Espírito.

O fim do mundo significa dar fim à diabólica crença de que somos mortais ou humanidade. Veremos este mesmo Eu, este mesmo Corpo, e este mesmo Mundo como o Real e Verdadeiro – verdadeiramente, o próprio Reino dos Céus. E então, não haverá doença, guerra, sofrimento nem morte; pois, a primeira crença em pecado e separação terá sido banida pela Luz e Revelação resplandecentes e gloriosas de que o EU SOU permanece Total e Único; de que “Eu” sou o único UM – não há ninguém além de “MIM”.

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“Noite e Dia São iguais para Ti”

“Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.”

Salmos, 139: 12

Para o Sol não há noite ou dia: há sua luz brilhando, constantemente. A Bíblia, citando a Realidade divina, diz que “noite e dia são iguais para Ti”. O Ser que somos é Luz constante! Não há vínculo com “aparências”, e todo apego a elas é fruto de uma ilusão. Por este motivo, nosso referencial de existência é o ILUMINADO e nunca o das “sombras mutáveis” supostamente captadas pela mente humana.

Os momentos de meditação contemplativa são aqueles especialmente destinados para nos posicionarmos corretamente diante de nosso Ser divino! É quando nos vemos sendo o Eu iluminado em sua manifestação esplendorosa e perfeita! Nada das “aparências” significa alguma coisa que nos diga respeito! É por isso que a aceitação radical de que DEUS é o EU QUE SOMOS, é vitalmente importante neste estudo! Quanto menos você se associar com “aparências visíveis”, mais estará no processo do “morrer diário” citado por Paulo, que culminou em sua declaração gloriosa de ser O CRISTO! Este processo de “renascimento” em nada altera o Eu que somos, e que é permanentemente o Cristo “oculto em Deus”; como ilustra a filosofia oriental, é um processo semelhante à remoção contínua das cascas de uma cebola – crenças falsas- que revela o Ser glorioso, que já está consumado, aparentemente oculto por todas elas.

O estudo absolutista nos conduz diretamente à Essência absoluta, ou seja, à cebola sem nenhuma casca! Por isso, não admite a “ilusão” como algo a ser removido, mas como o “nada” já ocupado pelo TUDO, que é Deus! Importa que nosso “ponto de partida” seja sempre a presença de Deus sendo o Eu que somos! “Eu Sou o Caminho”, disse Jesus, definindo com clareza que o foco ou referencial é divino e consumado!

Contemple-se como “cebola sem nenhuma pele”, concluindo que o que resta, em termos de percepção, é unicamente o “vazio” de crenças falsas, ou seja, Deus Se discernindo como seu o Eu!

“Conhecer a Verdade ” é “Desconhecer a Ilusão”

Se o Universo está consumado e preenchido por Deus, esta permanência da Existência divina exclui a possibilidade de haver “outra substância” como matéria-prima de algo real. É por isso que os estudos apontam o Verbo divino como única Substância já evidenciada, aqui e agora! Não existe “outra matéria-prima”, senão a espiritual. “Sem o Verbo, nada do que foi feito se fez”, diz o Evangelho de João.

Qualquer suposto sentido que capte “outra Substância”, sem que esta seja divina e perfeita, é fictício! Assemelha-se a uma “substância” supostamente percebida por um sonhador nas imagens ilusórias de seu sonho! Tal “substância” jamais esteve presente como realidade, e apenas lhe dava a impressão de ser existência verdadeira em virtude de ele não estar desperto.

Enquanto alguém acreditar nas “imagens deste mundo”, estará dando realidade à ilusão de que “um sonho é realidade”. É por esse motivo que as meditações contemplativas jamais levam em conta as “aparências”, em termos de estarmos meditando para melhorá-las ou adequá-las a vontades pessoais de “sonhadores”. “Desperta, tu que dormes, e a luz de Cristo em ti brilhará”, diz a Bíblia. Quando “este mundo” for entendido como “sonho sem substância”, as crenças em nascimentos, mudanças e mortes ficarão sem a sua sustentação ilusória, Deus será discernido como TUDO, a Substância única será vista como Evidência onipresente, e a Verdade estará conhecida! Em outras palavras, “conhecer a Verdade” significa simplesmente “desconhecer a ilusão”.

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Jamais separados de Deus!

A Verdade não pode ser revelada, a não ser quando você estiver desvinculado de crenças e ensinamentos que o associem com algum outro ser, que não o Espírito. Uma vez que você encare a Deus, e volte seu coração unicamente a Ele, deixando de lado todo pensamento de “outro mundo” de pessoas e coisas, você estará na Luz imediata, que lhe revela tudo o que deva saber. Como o Ser Único é sua Vida e seu Eu, e como não pode haver nenhum outro, deve haver, portanto, uma renúncia à sua crença nesse outro.

O Deus infinito é nosso próprio Ser infinito, Mente e Vida perfeita. Esta Egoidade exclui qualquer outro eu ou existência. A Onisciência exclui a presença de qualquer outra mente. A Onipotência exclui a presença de qualquer outro poder. O UM perfeito, Infinito, conhece a Si mesmo como o Infinito “Tudo em Tudo”.

A Resposta aos problemas do mundo não será achada na cura de doenças ou na superação de guerras. O profundo significado desta hora é o de que devemos volver nossos corações de tudo mais rumo a Deus diretamente, para que haja Luz, Visão e Revelação.

Nenhum tratamento ou demonstração será prova suficiente para esta hora crucial. A Luz, somente, poderá revelar o Caminho. Os velhos ensinamentos e crenças serão, aqui e agora, abolidos completamente. Eis que”Eu” faço NOVAS todas as coisas!

Esta Nova Luz vem bem abaixo da superfície. Ela atinge as próprias profundezas do coração, onde descobre a crença e o ensinamento profundamente arraigados de que somos mortais, ou seres humanos com corpos materiais, vivendo numa existência humana. Nada disso é verdadeiro. Precisa ser derrubado, abolido e banido.

O ensinamento e a crença básica de todas as religiões é que nós estamos agora separados de Deus: que Deus é Espírito, mas nós somos mortais ou humanidade. A Luz revela que não somos humanos ou mortais; que não há mortal algum para ser regenerado, nem corpo necessitado de cura, e nenhum mundo passível de ser destruído. A Luz revela que  jamais estivemos separados de Deus!

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Do “Visto” Para o “Não Visto”

Quando, inesperadamente, surge uma “aparência indesejável”, neste exato instante você deve evitar de se deixar levar por seus quadros, isolando-se deles internamente e ficando apenas de espectador. “Congele” a imagem ilusória internamente! É dessa forma que o “fluxo da ilusão” é cortado, e você fica em sintonia com a Harmonia da Realidade absoluta.

O apóstolo Paulo disse o seguinte: “O que se vê procede do que não se vê”. Por isso, se o que for “visto” for tirado de atenção, para ficarmos discernindo o “não visto”, as “aparências” não terão nutrientes fornecidos por nós para se conservarem desarmônicas!  A visão nossa, tirada delas e posta na “perfeição invisível”, equivalerá a “cortarmos o mal pela raiz”.

Portanto, sejam quais forem as “miragens”, apenas remova delas toda a atenção, serenize a mente e contemple o que “não se vê”, ou seja, a “Perfeição absoluta”, invisível para a ilusória mente humana. É desse modo que “o que não é visto” passará a “ser visto”, mas, a partir de então, como “aparências” de harmonia.

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“Chego a Ti com o Nome do Senhor dos Exércitos”

Ninguém seria capaz de negar que a Consciência divina, a Luz consciente de Ser, está em toda parte e cobrindo a Existência infinita. A partir disso, fácil será constatar que exatamente onde “estamos conscientes de ser”,  é esta Consciência iluminada que se faz presente como a nossa! Esta é a Verdade absoluta: a Consciência é única, onipresente, a Consciência que temos de que existimos e que exclui toda possibilidade de haver “outra consciência”.

O que somos, é o que Deus é, e esta admissão é a posição de “Davi”, sempre que algum “Golias” aparente estar presente sob as mais variadas formas de ILUSÃO! A unicidade da Consciência é a “pedra única” atirada contra o gigante, desfalecendo-o e permitindo que sua cabeça fosse cortada por Davi.

Não existe “outra mente” para nos informar presença de inimigos! O gigante Golias poderá aparecer como “diagnóstico médico” anunciando resultados indesejáveis, ou poderá aparecer como uma “enorme despesa” que era imprevista, ou poderá aparecer como qualquer outra forma no suposto “mundo de aparências”. Que deverá ser feito? O que fez Davi: “Lançar a pedra lisa”, que é a “percepção “da unicidade da Consciência iluminada!

Em vez de analisar “o tamanho do gigante”, tire-o de cena, contemplando a Onipresença a partir do Infinito até VOCÊ, e de VOCÊ aos confins do Infinito! DEUS É TUDO! Enquanto você permanecer na “lógica do mundo”, medindo o “tamanho dos Golias”, avaliando o “perigo” que eles representam, enfim, enquanto o “mundo do pai da mentira” for, para você, cenário de realidades, você não terá “cortado a cabeça do gigante”.

Por maiores ou piores  que possam aparentar ser, todos os “Golias” deste mundo são nulidades desde o princípio! Uma crença absurda de que DEUS não seja TUDO! Portanto, jamais tema o que jamais existiu, e sim, honre a Deus como Onipotência em expressão infinita! Encare a ILUSÃO como Davi,  dizendo a ela: “Chego a ti com o Nome do Senhor dos Exércitos!”

Em I Samuel 17: 41, a Bíblia diz:

O [gigante] filisteu começou a vir andando, chegando-se cada vez mais a Davi, e o homem que carregava o escudo grande estava na sua frente. Ora, quando o filisteu olhou e viu Davi, começou a desprezá-lo porque mostrava ser rapaz e ruivo, de bela aparência. Portanto, o filisteu disse a Davi: “Sou eu algum cão que vens a mim com bordões?” Com isso, o filisteu invocou o mal sobre Davi por meio dos seus deuses. E o filisteu prosseguiu, dizendo a Davi: “Vem a mim, e eu hei de dar a tua carne às aves dos céus e aos animais do campo.”

Davi, por sua vez, disse ao filisteu: “Tu vens a mim com espada, e com lança, e com dardo, mas eu chego a ti com o nome do Senhor dos exércitos, o Deus das fileiras combatentes de Israel, de quem escarneceste. No dia de hoje o Senhor te entregará na minha mão, e hei de golpear-te e tirar-te a cabeça de cima de ti; e neste dia hei de dar os cadáveres do acampamento dos filisteus às aves dos céus e aos animais selváticos da terra; e pessoas de toda a terra saberão que existe um Deus que pertence a Israel. E toda esta congregação saberá que não é nem com espada nem com lança que Deus salva, porque ao Senhor pertence a batalha, e ele terá de entregar-vos na nossa mão.”

E sucedeu que o filisteu se levantou, e ele vinha e se chegava cada vez mais para enfrentar a Davi, e Davi começou a apressar-se e a correr para a linha de batalha, a fim de enfrentar o filisteu. Davi meteu então a mão na sua sacola, e tirou dali uma pedra e a atirou com a funda, atingindo assim o filisteu na sua testa e a pedra penetrou-lhe na testa, e ele foi cair com a sua face por terra. Portanto, Davi, com uma funda e uma pedra, mostrou ser mais forte do que o filisteu, e golpeou o filisteu e o entregou à morte; e não havia espada na mão de Davi. E Davi seguiu correndo e pôs-se de pé sobre o filisteu. Tomou então a espada dele e puxou-a da sua bainha, e entregou-o definitivamente à morte, decepando-lhe a cabeça com ela. E os filisteus estavam vendo que seu poderoso tinha morrido e puseram-se em fuga.

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A Concepção Verdadeira do Ser

Lutar contra as imperfeições captadas pela chamada “mente humana” seria o mesmo que endossá-las. Por isso é necessário conhecer os princípios espirituais da Verdade absoluta, para que esta batalha empreendida contra o erro deixe de ser vista como real, quando o real é unicamente Deus e Sua perfeição onipresente.

“As concepções do pensamento mortal, que erra, têm de ceder ao ideal de tudo o que é perfeito e eterno. Através de muitas gerações as crenças humanas alcançarão concepções mais divinas, e o modelo imortal e perfeito da criação de Deus será finalmente reconhecido como a única concepção verdadeira do ser”, disse Mary Baker Eddy em Ciência e Saúde.  Cada um que estuda o Absoluto já parte desta “única concepção verdadeira do ser”, pois, partir de quaisquer outras concepções será admitir o erro e nele permanecer!

A Verdade é a Evidência da Perfeição infinita exatamente agora, e esta é a “concepção de Deus” sobre o que Ele próprio É como TUDO! Quando repudiamos as “imagens ilusórias” de modo radical, contemplando a perfeição perene evidenciada no lugar das “aparências”, obrigamos o pensamento mortal errôneo a “ceder ao ideal de tudo o que é perfeito e eterno”, que é o que nos diz a citação sobre o que precisa ser feito.

Para colocarmos em prática o que dizem os princípios, precisamos ter a certeza de que A PERFEIÇÃO já está evidenciada e assim mantida por Deus. É quando olhamos as “aparências” de frente, munidos da seguinte certeza:

“Isto não é o que a “aparência” diz ser; isto é Deus evidenciado como permanente perfeição absoluta”.

Desse modo, removendo todo poder das “imagens ilusórias”, contemplamos a Onipotência já  evidenciada – a única concepção verdadeira do ser.

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O Paraíso é Aqui

As Verdades que contemplamos e reconhecemos durante a “Prática do Silêncio”, obviamente, continuam plenamente  válidas em nosso dia-a-dia, apesar de a mente humana nos sugerir o contrário, ou que “estamos na matéria”. Jamais estivemos, estamos ou estaremos em “mundo material”, uma vez que a Onipresença é ESPÍRITO em Autoexpressão permanente.

Entender que “vivemos num Universo espiritual” é a prática da mensagem de Jesus revelada no Sermão da Montanha. Em outras palavras, este estudo se reduz a aceitarmos que vivemos permanentemente  no Paraíso. Ficando este ponto bem compreendido, ficaremos aptos a olhar as “aparências” como ilusórias, sempre que elas aparecerem dando ares de serem verdadeiras! Por esse motivo, durante as meditações contemplativas, precisamos ser extremamente radicais!

“EU ESTOU NO PARAÍSO!” – esta admissão sem esforço, com “coração de menino”, é a admissão da Verdade absoluta! A partir disso, sejam quais forem as “aparências” dissonantes da perfeição imutável, estando você convicto de “estar no Paraíso”,  saberá lidar com elas com  total desprezo e não envolvimento! Mesmo com os sentidos humanos dando testemunho da mentira, a Consciência divina, reconhecida como  a sua, permanecerá impassível em Si mesma, testemunhando a Oniação da Realidade Perfeita,  sem se deixar  mover pelas “sugestões ilusórias” deste mundo.

Nossa permanência no “Referencial Verdadeiro” se compara a alguém que, olhando um lago com as águas agitadas pelo vento, vê-se em terra firme, sem permitir que a agitação o inclua como se do lago ele participasse. Ele poderá até “ver” a agitação, mas, saberá que não faz parte dela!

Todas as “aparências” de imperfeição, problemas ou conflitos são “o lago agitado”, com você fora dele! Este é também o sentido da “Arca de Noé, quando o “dilúvio” das aparências não a consegue inundar! A “Arca” representa o Paraíso em que vivemos como “Consciência iluminada”, enquanto o “dilúvio” representa o amontoado de agitações ilusórias supostamente vivenciadas pela “mente em ilusão”. Desse modo, saber que estamos sempre em Deus, e jamais na matéria – que não existe – é  “praticar” a Verdade de que o Paraíso é AQUI!

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“O Pai Sabe o Que Vos é Necessário”

Quando Jesus disse que “o Pai conhece nossas necessidades antes que Lho peçamos”, esta revelação tem seu valor e importância suprema  em termos de “conhecermos a Verdade”. Em geral, a frase é vista como Deus sabendo do que precisamos como meios de sobrevivência pessoal “neste mundo”; porém, este enfoque dualista, que acredita que Deus vê seres humanos, não é o real conteúdo da frase de Jesus.

Quando meditar, parta desta citação entendendo claramente o seguinte:   DEUS sabe Se revelar como sendo o seu EU. Somente isto é o que importa! DEUS está permanentemente consciente de ser VOCÊ! Não será preciso pensar em “esforço humano” para esta Verdade ser conhecida! Uma, porque jamais “mente ilusória” conhecerá a Verdade; e outra, porque a Mente que é Deus, é a sua!

Por esse motivo, “antes que um ego ilusório” pense em pedir algo a Deus, o próprio Deus já sabe de tudo e, simplesmente por serTUDO, o Pai glorifica todo Filho com a glória de ser UM COM ELE. Conhecer o Fato permanente de que Deus é perfeitamente Autossuprido, e que somos um com Ele, nos faz discernir naturalmente  que “de nada, jamais, necessitamos”.

Seja objetivo nestas “contemplações”, aceitando que “toda a Natureza iluminada” é manifesta AGORA como o Ser que VOCÊ É! O que Jesus pretende, com esta revelação, é que você “suba ao Pai”, vendo-se NELE, e não mais  nas “aparências”, meras ilusões flutuantes entre crenças de estar ora carente, e  ora suprido. Tiago já nos havia alertado: “Toda boa dádiva vem do Alto , do Pai das Luzes, em quem não há variação nem sombra de mudança”. A principal delas, evidentemente, é dádiva da “iluminaçao espiritual”. Aceite-a pela graça, sem jamais negá-la ou pedi-la: já lhe é concedida! “Vosso Pai se agradou em dar-vos o Seu Reino”, disse Jesus!

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“”Eu Sou o Único”

      

Buda disse: “Eu sou o único iluminado em todo o Universo”. Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Excluamos as falsas noções de separatividade, ou seja, as crenças de que “há Buda” separado  do Ser que somos, ou “há Jesus” separado do Ser que somos: com que ficaremos? Ficaremos com a nossa inclusão no “único iluminado” citado por Buda e ficaremos sendo” o Caminho, a Verdade e a Vida”, da citação de Jesus!

Nunca houve “outro eu” para “sair do único” e ter vida “nascida”,  apartada, errada, pecaminosa e passível de ser salva! Por isso Jesus disse: “Quem perder a sua vida, achá-la-á”, ou seja, tão logo você descarte a ILUSÃO de que possui vida pessoal humana ou terrena, o que eternamente VOCÊ É, será discernido!

Jamais medite com a intenção de “mudar algo em seu Ser”; antes, descarte a possibilidade de “haver outro Ser”,  que não seja o “Eu Único Iluminado”, o Eu que é “o Caminho, a Verdade e a Vida”, o “Eu que é DEUS sendo seu EU”. Tome estes princípios como Verdades absolutas e contemple-os serenamente!

Lillian DeWaters disse o seguinte: “A crença religiosa aceita hoje, é de que pela evolução, regeneração, evangelização, transformação, a mente ou consciência humana será transmutada em Divina. Nada poderia estar mais longe da Verdade. Não há nenhuma existência, senão a Totalidade do Único”.

Como disse Jesus (Evangelho de Tomé), “há muitos rodeando a cisterna, mas não há nenhum na cisterna”. Falava desta enorme perda de tempo com a ILUSÃO, enquanto, o tempo todo, o EU ÚNICO esteve, e está, sendo o  único  EU que todos somos!

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Volte-se à Própria Luz!

Tentar “se aquecer” tocando a chama de uma vela refletida num espelho assemelha-se a alguém querer “se iluminar” olhando sua suposta existência neste “mundo de aparências”. Assim como luz e calor já estão na chama verdadeira, e não na imagem refletida, VOCÊ JÁ ESTÁ ILUMINADO, em seu Ser verdadeiro. “Negue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga” – disse Jesus. Que estava nos dizendo? Estava explicando que “não somos aparências” refletidas na tela da suposta mente humana!

As “contemplações absolutas” partem do “Eu Infinito Iluminado” sendo a presença de tudo e de todos, exatamente agora! Sem “estágios de evolução”, sem “expectativas de iluminação”, sem crenças  em “ego-redenção”!

No Blog Absolutista deixei alguns comentários sobre a “Substância Indivisível” que está, aqui e agora, plenamente EVIDENCIADA, de modo onipresente, perfeito e permanente. Neste estudo não pode haver olhos para “mundo material”, que não passa de uma representação ilusória e temporal de “crenças falsas”. Em Sua amorfia infinita, Deus Se expressa como Formas infinitas de Si e em Si mesmo; desse modo, deixarmos de reconhecer esta Oniação divina, que nos inclui, para acreditarmos em “aparências visíveis”,  equivale, realmente, a alguém ficar sem tirar os olhos da “chama no espelho”, sem noção alguma de que não há, ali, substância alguma! Um tiro naquele espelho e a “chama ilusória” se reduzirá ao “nada originário”.

O “tiro no espelho” que faz desaparecer em sua nulidade o suposto “homem nascido na carne” se chama “renascimento”, ou seja, a “troca de referencial”: deixarmos de acreditar em mente humana para assumir a Mente divina!  Tire sua atenção de “mundo exterior”, onde aparenta existir um “eu com corpo físico”, e volte-se a “Mim”, à Consciência iluminada sendo a sua! Primeiramente, veja-se sendo a Consciência que é Substância espiritual infinita – seu Eu Universal -, em seguida, veja-se sendo a Consciência que é Substância espiritual especificada como – seu Eu Individual. Fazendo uma analogia, seria o Brasil ser visto como País e um de seus estados ser visto como País especificado como “aquele estado”, sem perder a UNIDADE.

Estes princípios não são difíceis de serem praticados, mas precisam ser praticados, para que não sejam somente teorias aprendidas! É preciso haver a decisão absoluta de descartarmos a chama na imagem refletida no espelho, para que toda a atenção esteja voltada  à “chama verdadeira”, existente fora dele! Em outras palavras, é preciso que nos identifiquemos com a Luz que já somos, deixando de olhar  suposto “eu” desejoso de “se iluminar”. Volte-se à própria Luz!

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O Alvo, a Tensão e o Relaxamento

Quem pôde observar um atleta olímpico em prova de arco e flecha, terá notado sua concentração no alvo, seu cuidado em tensionar e puxar a corda para depois largá-la em pleno relaxamento. Se tudo for feito com precisão, os dez pontos serão atingidos! Entretanto, se um destes três passos falhar, o alvo não será atingido.

O estudo da Verdade, igualmente, requer nossa atenção no alvo, momentos de tensão em atividade intensa e decidida, e relaxamento, quando entramos “em nós mesmos” para discernir a harmonia absoluta e infinita da Realidade essencial. Nosso alvo se chama “Reino de Deus”; e, a partir desta busca interna, “são-nos acrescentadas todas as coisas de que necessitamos”. É neste processo contínuo, de focalização do alvo, da tensão e do relaxamento, que as leis divinas se cumprem em cada um de nós.

Quando Jesus disse: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus”, deixou bem marcado o nosso “alvo”. A palavra “pecado”, etimologicamente, quer dizer “errar o alvo”, ou seja, é quando a pessoa tem por metas principais da vida a busca de valores ou bens “deste mundo”, colocando meras “aparências” como objetivos prioritários! Anular o pecado é, portanto, ter em foco o “alvo correto”: O REINO DE DEUS! A partir deste entendimento, das “meditações contemplativas” cada um se discernirá integrante da Oniação, que é a atividade única da Consciência iluminada onipresente sendo discernida como sua atividade individual. A partir disso, “o Pai em nós faz as obras”, isto é, não nos preocuparemos com coisa alguma, a não ser em intuirmos os momentos em que estaremos “esticando a corda do arco” ou, igualmente,  “relaxando a corda do arco”. Isto significa que estaremos atentos para termos os períodos dedicados à “contemplação” e também os períodos dedicados à “execução”,  da melhor forma possível dando os passos que aparentemente nos sentirmos inspirados a dar, e que são o cumprimento,  na visibilidade, da Oniação perfeita como a nossa atividade individual. É preciso que saibamos também o seguinte: os períodos de execução podem ser vistos como os de estarmos ativos ou inativos nas “aparências”: tudo será regido “de dentro”, e não humanamente, bastando-nos estarmos atentos ao “alvo”, à  atividade da Consciência divina manifesta como a nossa, para sabermos com precisão o que fazer e o que não fazer, o momento de agir e o de não agir, o tempo de “retesar” e o tempo de “soltar” a corda do arco, para que a flecha se direcione corretamente ao ponto desejado!

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“Pela Graça Sois Salvos”‘

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.

Efésios, 2: 8.

Deixar a suposta mente humana convencida de que “estamos salvos”,  não em função de algo feito por ela, mas pela graça, pela certeza dessa graça – a fé – e entendendo que esta nossa condição é “dom de Deus”, é como Paulo aqui resume em que consiste o “conhecimento da Verdade”.  Aquele que praticar resolutamente estes princípios se verá “salvo”, isto é, não será iludido pela atividade ilusória ou hipnótica da mente humana. Parará de receber as “sugestões hipnóticas”? Não! Mas saberá não dar poder a elas, o que as anula antes que o envolvessem como se fossem realidades!

Não há “sugestão hipnótica” que tenha poder sobre você! Se tivesse, seria algo verdadeiro e não mero “hipnotismo”. Saber que “está salvo agora”, não pela mente humana, mas por “dom de Deus”, é o suficiente para que você paralise a “ação hipnótica” e a reduza a nada! Isto deverá ser feito durante a “Prática do Silêncio”, e, também, em seu dia a dia, quando, inesperadamente, algum “acontecimento” lhe chegar  e se mostrando com a clara intenção de abalar a sua paz. Não o permita!  Poderá ser a “sugestão hipnótica” de algum sintoma desagradável, de alguma despesa que se mostre acima de suas condições atuais para saldar, ou de alguma ruptura de relacionamento, enfim, seja o que for  que  intente  importuná-lo,  não é poder algum!

Grave bem esta citação de Paulo como “arma da Luz”, e tenha-a sempre  na lembrança. Sua confiança na imunidade pela graça, um dom de Deus sempre a você disponível, lhe facilitará sobremaneira na prática da Verdade, que se resume nisto: você se ver na unidade com Deus e sem se deixar mover internamente por influência de simples  “miragens hipnóticas”.

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“SER QUEM SOMOS”

Apesar de a literatura espiritual de todos os tempos conter a Verdade, suas colocações, muitas vezes dualistas, acabaram por comprometer suas revelações. Isto devido ao referencial ilusório que deixam transparecer! Desde os antigos Vedas que a Unidade é ensinada; entretanto, que “somos NÓS” esta Unidade Divina, que é a Verdade Absoluta, não ficou tão marcado como deveria.

A Bíblia, por exemplo, revela: “Os meus pensamentos não são os teus pensamentos, diz o Senhor”. Mas quando isto era lido, cada leitor ficava entendendo que os pensamentos de Deus não eram os dele! E, desse modo, a “ilusão” ficava ainda mais reforçada! E assim se deu com o entendimento de todas as Escrituras! Sempre o referencial pregado era o das “aparências ilusórias”.

Os ensinamentos absolutistas têm por objetivo a eliminação desta visão errônea das revelações espirituais. Busca fazer a inversão da aceitação. Por isso, prega que DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ, e ensina que esta “aceitação iluminada” precisa ser adotada como “ponto de partida”. Como DEUS É TUDO, no exemplo bíblico citado, o que deve ser entendido é que “OS NOSSOS PENSAMENTOS” não são os da mente humana”; antes, pela totalidade de Deus, “OS NOSSOS PENSAMENTOS SÃO OS DE DEUS”.

Enquanto a dualidade não for extinta de nossa aceitação, as Verdades reveladas falarão de um Deus que, apesar de perfeito, é OUTRO que não QUEM SOMOS! E desta “ilusão” decorre toda a prática dualista errônea, em que um “mortal” ou “humano” passa a vida toda lutando para  se divinizar, evoluir, sair da “ilusão”, se iluminar, etc..

A dualidade tem de ser varrida de imediato, caso desejemos “SER O QUE SOMOS”, ou seja, praticar em nós mesmos as revelações que anulam as mentiras sobre o nosso Ser. Não há sentido algum em permanecermos no “referencial da mentira”,  numa dualidade que é ilusória, e sempre postergando a experiência única e real que já é nossa: a experiência de “SER DEUS!”.

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Não Tenha Medo de Deus!

 Quando é dito que DEUS É TUDO, é comum ouvirmos a seguinte pergunta: “Você acredita que vivemos dissolvidos na Divindade, e que, ao nos anularmos como personalidades humanas, perderemos a nossa natureza como indivíduos?” Questionamentos desse tipo revelam a presença da suposta “mente humana”, preocupada e com desconfianças quanto à nossa “entrega a Deus”. O que devemos saber, antes de tudo, é que “estudar o Absoluto” significa nos entregarmos integralmente à atividade da Inteligência divina infinita, sem quaisquer receios, desconfianças ou dúvidas de que esta “entrega” significa, na verdade, estarmos sendo efetivamente a Presença de Deus, o que nos basta! O chamado “bem deste mundo” é tolice para Deus! Enquanto alguém não buscar a Deus desejoso de se deixar totalmente entregue à Sua Onisciência, parecerá haver o “intelecto” com seus medos, preocupações e dúvidas, como se fôssemos dependentes dele, e não de Deus , para existirmos. Deus é Consciência iluminada infinita! A única Consciência real em atividade absoluta, eterna e, portanto, consciente! Onde VOCÊ está agora, está a Consciência iluminada sendo a SUA Consciência, sem dividir espaço com intelecto algum! Enquanto você retiver esta “crença em intelecto”, preocupado com “o que lhe acontecerá”, caso você se entregue por completo a Deus, estará unicamente preso à ILUSÃO de que VOCÊ é o “você dotado de intelecto”, e suas “contemplações”, nesse caso, serão somente de fachada!

Certa vez, numa palestra, uma senhora fez-me a seguinte pergunta: “Gostaria que  me dissesse o motivo pelo qual acontece de, sempre que me aprofundo nas meditações, chega um ponto em que eu interrompo a interiorização! Qual seria a causa disso?” A resposta que dei a ela saltou-me antes mesmo que eu chegasse a raciocinar: “Medo de Deus!” Ouvindo isso, ela pensou um pouco, e me disse, concordando: “É, deve ser isso mesmo!”

O apego ao ego, o apego ao mundo, o apego aos chamados “bens do mundo” – estes são os “ladrões do templo”, e se você não expulsá-los a “chicotadas”, com todo vigor, acreditando realmente que “deste mundo não somos”, sua glória eterna lhe será “roubada”.

Não se preocupe, jamais, com o que “irá lhe acontecer”, quando se entregar por inteiro à VERDADE! Ocupe-se em aceitar, primeiramente, que DEUS É TUDO – sem que haja opção de você estar fora de Sua Totalidade – e, então, veja-se entregue ao que é TUDO! Sem intelecto! Sem pensamentos! Sem desconfianças, medos e dúvidas! Em outras palavras, sem ILUSÃO!

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